<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Reid Scott &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/reid-scott/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/reid-scott/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 02 Dec 2023 01:40:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Reid Scott &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/reid-scott/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 19:35:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[5a temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Borstein]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Sherman-Palladino]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Aaron]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Costanza Guerriero]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Palladino]]></category>
		<category><![CDATA[Donna Zakowski]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmys]]></category>
		<category><![CDATA[Emmys 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Pollak]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Kirby]]></category>
		<category><![CDATA[Marin Hinkle]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Design de Produção em Série de Época]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Figurino de Época em Série]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro em Série de Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Série de Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Zegen]]></category>
		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Brosnahan]]></category>
		<category><![CDATA[Reid Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[The Marvelous Mrs. Maisel]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Shalhoub]]></category>
		<category><![CDATA[zombenagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=32022</guid>

					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero Há cinco anos, The Marvelous Mrs. Maisel nos conta como é ser uma mulher comediante nos anos sessenta. Não apenas uma mulher, mas uma mulher divorciada que decide trabalhar. Não apenas trabalhar, mas trabalhar com comédia. O fim da série confirma que a produção sempre tentou trazer uma mensagem para além do que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/">Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32025" aria-describedby="caption-attachment-32025" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png" alt=" Imagem da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na imagem está a atriz Rachel Brosnahan interpretando a personagem Midge Matel. A atriz é branca de cabelos na altura dos ombros, ondulados e castanhos. Ela usa batom vermelho e tem uma expressão séria no rosto. Ela está falando em um microfone de carbono, olhando pra frente, enquanto uma mão segura o suporte do microfone a outra aponta para frente. Ela veste um vestido regata preto, com um laço dourado no peito. Ao fundo está um cenário montado de um palco, as cores predominantes são tons pastéis laranja, amarelo e roxo. Estão em segundo plano dois homens, um sentado em um banco segurando uma guitarra e outro está segurando um violoncelo. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1200x675.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32025" class="wp-caption-text">“Quero quebrar cada regra que existe” (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta como é ser uma mulher comediante nos anos sessenta. Não apenas uma mulher, mas uma mulher divorciada que decide trabalhar. Não apenas trabalhar, mas trabalhar com comédia. O fim da série confirma que a produção sempre tentou trazer uma mensagem para além do que é conviver com o machismo, sendo sobre a possibilidade de quebrar as regras que a sociedade nos impõe &#8211; não porque se deve, mas porque se deseja. A produção conta uma história sobre ter coragem de fazer o que deve ser feito, para chegar nos lugares que se deseja, mesmo carregando um enorme fardo: ser uma mulher ambiciosa. Vencedora de vinte </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, este ano a produção chegou mais uma vez na premiação concorrendo a quatorze prêmios, incluindo Melhor Série de Comédia, e tornando-se uma das preferidas pelo seu brilhante desfecho.</span></p>
<p><span id="more-32022"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quinta e última <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mXoe6u7yaqU">temporada</a> é agridoce e tem seu início com a protagonista à beira da morte. Após enfrentar duras verdades ditas por Lenny Bruce (Luke Kirby) e uma nevasca que a leva a hipotermia, a jornada final de Miriam Maisel (Rachel Brosnahan), é, na verdade, aquela que determina o ponto de virada de sua carreira no </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem mais se esconder na casa de shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">strip-tease</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comediante trata de voltar a perseguir seu sonho, para dar aos fãs seu merecido final. Ao longo dos nove episódios, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> descarta clichês e se reinventa na maneira de conduzir a narrativa, que, apesar de possuir uma atmosfera bem diferente das anteriores, jamais perde seu charme característico.</span></p>
<figure id="attachment_32027" aria-describedby="caption-attachment-32027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. No centro da cena está a atriz Rachel Brosnahan, interpretando Midge Maisel, e cinco outros atores homens e brancos. Eles estão encenando em um escritório de trabalho. Todos na cena vestem trajes nas cores cinza. A atriz segura folhas de papéis e as analisa, enquanto os homens atrás dela também olham para esses papéis. " width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32027" class="wp-caption-text">A série, que sempre flertou com uma estética ‘Era de Ouro’ hollywoodiana, nesta temporada finalmente se rende aos números musicais, sempre colocando Mrs. Maisel em situações inusitadas (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada trabalha com longos monólogos, e claro, diálogos rápidos e inteligentes, peculiaridades dos roteiros de Amy Sherman-Palladino e seu marido, Daniel Palladino. Diferentemente da conclusão que deu para as </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></a><span style="font-weight: 400;">, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Gilmore Girls: Um Ano para Recordar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que além de desagradar o público deixou muitas pontas soltas, a roteirista escreve </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com mais cautela, e procura amarrar o maior número de tramas possíveis. Para que todas as histórias fossem contadas a tempo, foi utilizado o recurso de salto temporal, permitindo que o público vislumbrasse, já logo no primeiro capítulo, o futuro renomado reservado à Midge Maisel. </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz questão de construir uma protagonista imperfeita e relacionável, que vive o drama da mulher que prioriza sua carreira acima dos seus relacionamentos familiares, mostrando ao público as consequências, tanto negativas quanto positivas, da escolha de tomar as rédeas da própria vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que  diálogos tão complexos e ágeis não bastam apenas serem bem escritos, mas bem interpretados, coisa que </span><a href="https://ew.com/tv/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-rachel-brosnahan-interview/"><span style="font-weight: 400;">Brosnahan</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua fazendo sublimemente, rendendo sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span> <a href="https://www.emmys.com/bios/rachel-brosnahan"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz em Série de Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A evolução de Maisel é acompanhada pelo crescimento de outros personagens. Da conturbada relação de sua agente, Susie Myerson (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><span style="font-weight: 400;">) </span><span style="font-weight: 400;">com a máfia e seus novos clientes até as epifanias dos pais de Maisel, os relacionamentos vão se intensificando ao longo de uma temporada que dá bastante espaço para cada ator brilhar.</span></p>
<figure id="attachment_32023" aria-describedby="caption-attachment-32023" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na cena estão sentados seis atores em cadeiras em uma sala de estar. Todos estão olhando para frente. Na primeira fileira de cadeira estão, do lado esquerdo, os atores Caroline Aaron e Kevin Pollak, interpretando Shirley e Mishe Maisel. Aaron é uma atriz de meia idade branca e loira, veste um conjunto azul e verde e sapatos scarpin pretos. Pollak é um homem de meia idade branco, que veste um terno cinza e sapatos pretos. Do lado esquerdo estão sentados os atores Marin Hinkle e Tony Shalhoub, interpretando Rose e Abe Wiseman. Hinkle é uma mulher branca, de meia idade de cabelos curtos e castanhos. ela veste um vestido e sapatos verdes. Shalhoub é um ator de meia idade, de bigode e cabelos castanhos que veste um terno preto. " width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1536x1153.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32023" class="wp-caption-text">Em 2023, a série concorre ao Emmy de Melhor Série de Comédia ao lado de outros fortíssimos candidatos, com propostas completamente diferentes, como O Urso, Ted Lasso, Barry e Jury Duty (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos personagens que mais se desenvolve ao longo da série é o pai de Maisel, Abe Wiseman, interpretado pelo carismático Tony Shalhoub (</span><i><span style="font-weight: 400;">Monk: Um Detetive Diferente</span></i><span style="font-weight: 400;">). Sua trajetória passa do patriarca da família judaica do Upper West Side, para o jornalista de esquerda, que compreende as injustiças da vida. Shalhoub entrega um dos monólogos mais marcantes da temporada, no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">A princesa e o pedido</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual entende como uma paternidade machista o impediu de reconhecer, durante tanto tempo, o talento e as conquistas de sua filha. Infelizmente, dessa vez, o ator não conseguiu o que seria sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy de </span></i><a href="https://www.emmys.com/bios/tony-shalhoub"><span style="font-weight: 400;">Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">uma arbitrariedade da Academia, já que apenas o monólogo do episódio oito em si já deveria render uma menção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da forte presença do pai, é revelado que muitos homens ainda fariam parte da vida de Maisel. Por meio dos </span><a href="https://topmovies.com.br/explicacao-da-linha-do-tempo-da-5a-temporada-de-the-marvelous-mrs-maisel/"><i><span style="font-weight: 400;">flashforwards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos que a vida futura de fama e sucesso da personagem também seria acompanhada por cinco divórcios e muitos namorados. Nesse quesito, a série gosta de enganar o espectador, flertando sempre com a ideia de algum possível romance </span><span style="font-weight: 400;">em sua vida</span><span style="font-weight: 400;">. Um relacionamento que já tinha passado do prazo de validade, mas que os roteiristas continuaram a insistir, foi o da protagonista com Joel (Michael Zegen), o ex-marido, além da constante expectativa de que algo poderia surgir entre ela e o seu chefe, </span><a href="https://www.vulture.com/article/reid-scott-marvelous-mrs-maisel-finale-gordon-ford-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Gordon Ford</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Reid Scott). Essa insistência servia apenas para confundir quem assistia, passando essa falsa sensação de que o desfecho final de Maisel também deveria resolver seus relacionamentos amorosos, quando na realidade a história nunca foi sobre isso.</span></p>
<figure id="attachment_32026" aria-describedby="caption-attachment-32026" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png" alt=" Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Os atores Rachel Brosnahan e Luke Kirby interpretando os personagens Midge Maisel e Lenny Bruce. Eles estão sentados em uma mesa de um restaurante chines. Do lado esquerdo Brosnahan, uma mulher branca de cabelos castanhos e curtos veste um vestido cuja parte de cima é preta e a parte de baixo é vermelha, com um cinto azul. Do lado direito Kirby um homem branco de cabelos pretos e curtos veste um terno preto. A mesa é azul, sobre elas estão pratos com restos de comida, guardanapos e garrafas de cerveja. Os bancos nos quais eles se sentam são vermelhos. Atrás deles há um espelho que reflete o resto do restaurante, mostrando outras pessoas sentadas em mesas. A parede abaixo do espelho é toda coberta por todas de dólares." width="1999" height="1298" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-800x519.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1024x665.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-768x499.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1536x997.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1200x779.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32026" class="wp-caption-text">Segundo a própria criadora da série, o personagem de Lenny Bruce é inspirado no comediante homônimo que de fato existiu; contudo seu trágico final não foi retratado na produção (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os casos amorosos que tentaram forçar a Maisel, um que de fato ganhou espaço no coração do telespectador foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">slowburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://miscelana.com/2022/03/12/a-verdade-do-romance-de-mrs-maisel-com-lenny-bruce/"><span style="font-weight: 400;">Lenny Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Luke Kirby). O que encantou o público com essa dinâmica é a maneira como ele sempre reconheceu que a carreira de ambos era mais importante do que qualquer eventual relacionamento que poderia florescer entre eles. O personagem de Lenny serviu sempre como uma bússola para protagonista, o talento dele a impulsionava, enquanto a sua comédia o inspirava. Com toda certeza, as poucas cenas dedicadas aos dois deixaram todos com um gostinho de quero mais, contudo, é de se admirar como uma personagem com tão pouco tempo de tela, como foi com ele na última temporada, conseguiu deixar sua </span><a href="https://www.insider.com/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-luke-kirby-lenny-bruce-2023-5"><span style="font-weight: 400;">presença marcada</span></a><span style="font-weight: 400;"> por todos os episódios. Isso é dado ao inegável magnetismo de Kirby,</span> <span style="font-weight: 400;">indicado mais uma vez ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tamanho da falta de importância dada à necessidade de Maisel ter o seu ‘felizes para sempre’ com um marido foi equivalente à importância atribuída à amizade entre ela e Susie. Os altos e baixos dessa relação são mais bem explorados no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">zombenagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, inteiramente dedicado a aprofundar como seria essa amizade no futuro, e não à toa, a última cena de toda a série é reservada a apenas elas duas. A combinação explosiva de Brosnahan e Alex Borstein consegue tanto nos arrancar lágrimas quanto gargalhadas histéricas, e são juntas o </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=JGo3pOtvyqW3_6qV&amp;t=159"><span style="font-weight: 400;">núcleo da narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, nas suas potencialidades femininas, cada uma à sua maneira, e ‘peitos empinados’. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023, Borstein recebeu sua quinta indicação a Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, fato importante para o ano no qual finalmente recebemos a confirmação de que Susie é, de fato, uma personagem </span><a href="https://www.autostraddle.com/marvelous-mrs-maisel-508-confirms-susie-is-a-lesbian/"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32024" aria-describedby="caption-attachment-32024" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos. " width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32024" class="wp-caption-text">Atriz Alex Borstein confirmou em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, que estaria disposta a fazer um spin-off sobre Susie, desde que fosse escrito por Amy Sherman-Palladino (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a maioria das trajetórias são bem finalizadas. O enredo de Rose Weisman (Marin Hinkle), mãe de Maisel, já estava encaminhado nas temporadas anteriores, nas quais a personagem teve maior desenvolvimento. Com certa inspiração na filha, perseguiu seus sonhos e conquistou uma carreira que desejava no ramo das casamenteiras. O núcleo que ainda teve bastante tempo em tela foi o de Moishe (Kevin Pollak) e Shirley Maisel (Caroline Aaron), ex-sogros da protagonista, que alegram a série com suas trapalhadas na loja de tecidos e vivências matrimoniais. Contudo, enquanto tantos arcos foram tão bem pensados, outras participações não foram nem ao menos desenvolvidas, como a conclusão da comediante Sophie Lennon (Jane Lynch) e a breve e esquecida participação do personagem interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Milo Ventimiglia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">This is Us</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é perceptível, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">coleciona indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023 e arrebata a todos com qualidade de roteiro, atuações, design de produção, e claro, figurino. Este último ponto, assinado por </span><a href="https://www.aboutamazon.com/news/entertainment/meet-the-costume-designer-behind-mrs-maisels-marvelous-wardrobe"><span style="font-weight: 400;">Donna Zakowski</span></a><span style="font-weight: 400;">, sempre foi muito potente na série, e a evolução de Maisel é espelhada nas suas vestimentas. Na temporada final, ela já abandonou há muito tempo os robes e </span><i><span style="font-weight: 400;">bobs</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cabeça para agradar o marido. A relação que Maisel tem com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F1sB2khNysA"><span style="font-weight: 400;">moda</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi bem explícita, mostrando como seus vestidos rodados e conjuntos vibrantes são elementos fundamentais para que a comediante consiga se expressar e se sentir confiante. No episódio final são dedicados bons minutos a respeito do vestido perfeito, que ela planeja usar nos seus grandes quatro minutos no show televisivo de Gordon Ford.</span></p>
<figure id="attachment_32028" aria-describedby="caption-attachment-32028" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Ao centro estão os atores Reid Scott e Rachel Brosnahan, interpretando os personagens Gordon Ford e Midge Maisel. Ambos estão estados. Do lado esquerdo, Raid é um homem branco, de cabelos levemente grisalhos, ele veste um terno cinza e uma camisa azul clara. Do lado direito, Brosnahan é uma atriz branca, de cabelos curtos e castanhos. Ela usa batom vermelho e um vestido regata preto com um laço dourado no peito. Ao fundo uma cortina com as cores pastéis roxo, vermelha e amarela." width="1920" height="1075" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1024x573.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-768x430.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1536x860.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1200x672.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32028" class="wp-caption-text">No Emmy 2023, Mrs. Maisel foi mais um vez indicada às categorias de Melhor Figurino de Época em Série e Melhor Design de Produção em Série de Época (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Four Minutes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o último dos nove episódios e o mais bem construído de todas as temporadas &#8211; e quem sabe de toda a produção. Após tentar e tentar, Maisel finalmente consegue sua tão aguardada aparição no programa de TV que trabalha. A atmosfera do palco do </span><a href="https://youtu.be/QiCGL9hUlcQ?si=6fjMmpIrCpoW--py"><i><span style="font-weight: 400;">The Gordon Ford Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é palpável dos sofás de nossas salas. Vemos a mesma tensão entre Maisel e o microfone que existiu no primeiro capítulo da série, quando ela fez seu primeiro show no </span><i><span style="font-weight: 400;">speak easy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cada segundo arrepia na expectativa de assistir ao último ato de</span><i><span style="font-weight: 400;"> stand up</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Midge Maisel. Em meio às piadas inteligentes e afiadas, o monólogo fala daquilo que guiou toda narrativa da protagonista: a independência. A comediante discorre, ali nos seus quatro minutos, sobre o que isso significa para ela, para sua filha e para todas as mulheres daquele auditório. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encerra deixando um grande legado para as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, não apenas pela sua presença marcada em todas as edições do </span><a href="https://www.emmys.com/shows/marvelous-mrs-maisel"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, mas pela bela mensagem que nos deixa. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser covarde só e fofo no Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Enquanto a sociedade, não a dos anos sessenta, mas a atual, impõe todo tipo de regras para dominar as mulheres, cabe a nós termos a ambição como estrela guia de nossas escolhas, sejam elas quais forem. A série também deixa uma difícil tarefa para suas sucessoras, ao tentarem equiparar com a qualidade da produção, em todos os aspectos. Mesmo que a última temporada não tenha sido a mais memorável, o último “</span><i><span style="font-weight: 400;">thank you and good night” </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">perdurará por muito tempo. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, fazendo sua primeira, mas não última, aparição, eu apresento a magnífica, a mágica, a maravilhosa Sra. Maisel</span></i></p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/">Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">32022</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Por que as Mulheres Matam é um vício insaciável</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 03:06:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandra Daddario]]></category>
		<category><![CDATA[Andreza Santos]]></category>
		<category><![CDATA[CBS All Access]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Sinatra]]></category>
		<category><![CDATA[Ginnifer Goodwin]]></category>
		<category><![CDATA[Globoplay]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Davenport]]></category>
		<category><![CDATA[Katie Finneran]]></category>
		<category><![CDATA[Kirby Howell-Baptiste]]></category>
		<category><![CDATA[Leo Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Lucy Liu]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Cherry]]></category>
		<category><![CDATA[Porque as Mulheres Matam]]></category>
		<category><![CDATA[Reid Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sadie Calvano]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[Why Women Kill]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=18466</guid>

					<description><![CDATA[<p>Andreza Santos 3 gerações. A mesma casa. É assim que conhecemos a história de Porque as Mulheres Matam, nova série de Marc Cherry (também criador de Desperate Housewives  e Devious Maids). A produção conta a história de três esposas em diferentes épocas cujas histórias têm algo em comum: a infidelidade e como elas reagem a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Por que as Mulheres Matam é um vício insaciável"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/">Por que as Mulheres Matam é um vício insaciável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18467" aria-describedby="caption-attachment-18467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-1.jpg" alt="Foto promocional da série Por que as Mulheres Matam. Fotografia com fundo branco. No lado esquerdo a atriz Ginnifer Goodwin, mulher branca, intérprete da personagem Beth Ann vestindo um vestido verde. No centro a atriz Lucy Liu, mulher asiática branca, que interpreta Simone de vestido rosa e colar de pérolas. No lado direito a atriz Kirby Howell-Baptiste, mulher negra, que dá vida a Taylor de vestido e casaco azul." width="1024" height="759" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-1-300x222.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-1-768x569.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18467" class="wp-caption-text">As três protagonistas de Por que as Mulheres Matam: Beth Ann, Simone e Taylor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Andreza Santos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">3 gerações. A mesma casa. É assim que conhecemos a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Porque as Mulheres Matam,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nova série de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GMZWLKlmda4"><span style="font-weight: 400;">Marc Cherry</span></a><span style="font-weight: 400;"> (também criador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Desperate Housewives</span></i><span style="font-weight: 400;">  e </span><i><span style="font-weight: 400;">Devious Maids)</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção</span> <span style="font-weight: 400;">conta a história de três esposas em diferentes épocas cujas histórias têm algo em comum: a infidelidade e como elas reagem a ela. O diretor que sempre colocou as mulheres em destaque nas suas produções, surge novamente com uma antologia viciante, perspicaz e também divertida.</span></p>
<p><span id="more-18466"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura da série inspirada em quadrinhos mórbidos de esposas matando seus maridos é embalada pela lindíssima voz de </span><a href="https://www.infoescola.com/biografias/frank-sinatra/"><span style="font-weight: 400;">Frank Sinatra</span></a><span style="font-weight: 400;"> cantando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tmSzRx9RYLk"><i><span style="font-weight: 400;">L.O.V.E.</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dos créditos iniciais, a série tem uma direção de arte invejável, roteiro empolgante e </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists </span></i><span style="font-weight: 400;">bem interessantes, mas além da grande produção por trás das câmeras, podemos também destacar as excelentes atuações de seu elenco, especialmente das protagonistas. Beth Ann, interpretada pela Ginnifer Goodwin (de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=76sMxs6HwXs"><i><span style="font-weight: 400;">Once Upon A Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), é uma típica dona de casa dos anos 60, que descobre a traição de seu marido Rob (Sam Jaeger) com uma garçonete local e tenta fazer de tudo para conquistá-lo de volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação fica mais complicada quando Beth Ann decide se tornar amiga de April (Sadie Calvano) – amante do seu marido –  a fim de tentar convencê-la a largar dele. Desta amizade cercada de interesses por parte da esposa, a garçonete descobre estar grávida, o que deixa Beth Ann mais abalada ao relembrar de um acidente fatal que levou sua filha. Conforme a história segue, Beth Ann se vê encurralada entre uma amizade sincera e um casamento infeliz, com o </span><a href="https://www.jb.com.br/pais/artigo/2020/02/1022313-evolucao-e-involucao-do-direito-de-familia.html#:~:text=Nos%20anos%2060%2C%20apesar%20de,Os%20desquitados%20eram%20muito%20discriminados."><span style="font-weight: 400;">tabu do divórcio</span></a><span style="font-weight: 400;"> (algo muito presente nesta época), a morte de Rob parece ser a única saída encontrada por ela para pôr fim nesta história.</span></p>
<figure id="attachment_18468" aria-describedby="caption-attachment-18468" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-2.jpg" alt="Cena da série Por que as Mulheres Matam. No lado esquerdo a personagem Beth Ann, vivida por Ginnifer Goodwin, veste um vestido azul de seda, é branca e tem cabelo ruivo e curto. Ao seu lado está o ator Sam Jaeger, também branco, intérprete do personagem Rob, marido de Beth Ann vestindo um terno marrom claro, camisa branca e gravata com cabelo castanho curto. " width="620" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-2.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-2-300x203.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18468" class="wp-caption-text">Beth Ann e seu marido infiel Rob na festa de inauguração da nova casa deles (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na história de Simone, interpretada pela irretocável Lucy Liu (de</span> <a href="https://medium.com/spoilerstvbr/porque-joan-watson-faz-elementary-merecer-sua-aten%C3%A7%C3%A3o-85ca95e7ddbe"><i><span style="font-weight: 400;">Elementary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) –  em um dos melhores papéis de sua carreira –, ela é esposa de Karl (Jack Davenport) uma socialite dos anos 80, elegante e espalhafatosa, que descobre por acaso a traição de seu marido com outro homem. Entretanto, devido ao seu amor incondicional por Karl e também para não causar escândalo – e evitar um 4º divórcio –, ela decide manter as aparências para a sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que ela não previu é que o filho de sua amiga Naomi (Katie Finneran) nutre uma paixão genuína por ela. Tommy (Leo Howard) se declara para Simone e, quanto mais ela tenta escapar deste relacionamento com alguém muito mais novo, mais envolvida ela fica, o que rende cenas cômicas entre os dois. O pulo no tempo de uma geração para outra dentro do mesmo episódio se torna algo bem trabalhado na narrativa e na direção de arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo elementos próprios das épocas, o que não incomoda pois tudo é muito bem escorado no roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Por que as Mulheres Matam</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando fácil acompanhar as 3 histórias simultaneamente. O drama, o mistério e o humor ácido formam uma combinação matadora que empolga, e a construção dos personagens secundários é bem desenvolvida, o que contribui ainda mais para a qualidade da série e também a resolução </span><i><span style="font-weight: 400;">de Kill Me as If It Were the Last Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último episódio da temporada.</span></p>
<figure id="attachment_18469" aria-describedby="caption-attachment-18469" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3.jpg" alt="Cena da série Por que as Mulheres Matam. No centro da cena Simone, interpretada por Lucy Liu, é asiática, veste um vestido de manga longa preto e branco, e cabelos pretos presos em um coque. Atrás dela está Leo Howard, que vive Tommy, amante de Simone. Um homem branco, vestindo um terno branco com bordas pretas, calça preta e cabelo castanho e curto em um topete." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18469" class="wp-caption-text">Simone e seu amante – bem mais novo que ela – Tommy, filho de sua melhor amiga (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história da 3ª protagonista se passa no tempo atual, precisamente no ano de 2019. E conta a história de Taylor, vivida por Kirby Howell-Baptiste (de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) uma advogada, ativista e bissexual, com seu marido Eli (Reid Scott), que é escritor. Os dois mantêm um casamento aberto com uma única regra: ambos não devem se envolver emocionalmente com seus parceiros exteriores. Apesar disso, tudo muda quando Taylor traz sua nova conquista, Jade (</span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-156830/"><span style="font-weight: 400;">Alexandra Daddario</span></a><span style="font-weight: 400;">) para morar com eles temporariamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada de Jade desperta algo em Eli e a relação se torna a três. Tudo é diversão, até o homem perceber a intimidade de sua esposa com a moça. Isso o deixa aflito e com medo de perder Taylor. Do outro lado da moeda, Jade – que saiu de um relacionamento conturbado – se aproxima muito de Eli quando Taylor não está por perto, e assim eles iniciam um caso à dois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A manipulação de Jade em Eli é profunda, o que traz à tona um lado sombrio e dependente dele, que se revolta contra a própria esposa. E quando todos descobrirem os segredos que Jade esconde, pode ser tarde demais. O enredo do trisal talvez seja o com menor fôlego, no entanto, os </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists </span></i><span style="font-weight: 400;">que carregam a história até o fim são bem interessantes.</span></p>
<figure id="attachment_18470" aria-describedby="caption-attachment-18470" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-4.jpg" alt="Cena da série Por que as Mulheres Matam. No lado esquerdo está a personagem Jade, interpretada por Alexandra Daddario. É uma mulher branca, de olhos azuis e cabelos castanhos na altura dos ombros. Ela veste uma blusa branca de renda. No centro da imagem está Eli, vivido por Reid Scott, um homem branco de cabelos e barba pretos, usando uma camiseta cinza com um casaco verde militar por cima. Na lateral direita temos Taylor, interpretada pela atriz Kirby Howell-Baptiste. Uma mulher negra de cabelos pretos encaracolados soltos, vestindo uma blusa branca e um casaco de couro vinho e preto por cima." width="1200" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-4-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-4-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/foto-4-768x402.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18470" class="wp-caption-text">Jade, a manipuladora, Eli, o manipulável e Taylor, a heroína (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série se torna algo viciante pois, ao fim de cada episódio o espectador anseia por mais até a chegada pela resolução final. E quando esta acontece, é de uma forma tão especial e requintada em formato de uma dança, numa sequência bem executada. É impossível não se chocar com as surpresas preparadas para concluir as histórias e também saber como serão a vida delas dali em diante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tratando de assuntos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/never-rarely-sometimes-always-critica/"><span style="font-weight: 400;">aborto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><span style="font-weight: 400;">feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">AIDS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://medium.com/@urielribeiro/precisamos-falar-sobre-n%C3%A3o-monogamia-625636e91c69"><span style="font-weight: 400;">não-monogamia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Porque as Mulheres Matam</span></i><span style="font-weight: 400;"> convence em mostrar como as mulheres lidam com suas próprias complexidades e quais os limites que cada uma ultrapassa quando se trata da traição. Apesar de trazer estereótipos já explorados pela mídia, como a descoberta do marido gay e a traição no casamento, a ressignificação constante das histórias e a fuga do clichê é o que a difere de outras do mesmo gênero. A série, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">CBS All Access</span></i><span style="font-weight: 400;">, é digna de maratona, conta com dez episódios e está disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Por que as mulheres matam | Exclusivo Globoplay" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HQffI2Ql_OM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/">Por que as Mulheres Matam é um vício insaciável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">18466</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Venom: um filme perdido no tempo</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/venom-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/venom-critica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 02:42:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Pascal]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[David Michelinie]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Pinkner]]></category>
		<category><![CDATA[Jenny Slate]]></category>
		<category><![CDATA[Kelly Marcel]]></category>
		<category><![CDATA[Ludwig Göransson]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Libatique]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Reid Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Riz Ahmed]]></category>
		<category><![CDATA[Ruben Fleischer]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Rosenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Sony]]></category>
		<category><![CDATA[Todd McFarlane]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hardy]]></category>
		<category><![CDATA[Venom]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=10934</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Onze anos já se passaram desde que o mundo assistiu à finalização da trilogia do Homem-Aranha, dirigida por Sam Raimi, e foi apresentado ao alienígena parasita que antagoniza as aventuras do Amigão da Vizinhança. Agora, Venom rouba o holofote para si, protagonizando uma aventura solo cinematograficamente dispensável. Numa sucessão de blocos narrativos sem &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/venom-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Venom: um filme perdido no tempo"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/venom-critica/">Venom: um filme perdido no tempo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10937" aria-describedby="caption-attachment-10937" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10937 size-large" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-1-1024x640.jpg" alt="" width="840" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-1-300x187.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-1.jpg 1130w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10937" class="wp-caption-text">Num nebuloso narrativo e visual, Venom não enriquece o gênero de heróis e termina se mostrando mais do mesmo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onze anos já se passaram desde que o mundo assistiu à finalização da trilogia do <em>Homem-Aranha</em>, dirigida por Sam Raimi, e foi apresentado ao alienígena parasita que antagoniza as aventuras do Amigão da Vizinhança. Agora, Venom rouba o holofote para si, protagonizando uma aventura solo cinematograficamente dispensável. </span><span style="font-weight: 400;">Numa sucessão de blocos narrativos sem consistência no roteiro frágil e na direção caduca de Ruben Fleischer, a coprodução <em>Sony</em> e <em>Marvel</em> patina ao tentar contar a história de origem do (anti-herói?) vilão do Homem-Aranha. Herói, inclusive, que nem citado é. <em>Venom</em> funcionaria perfeitamente como um derivado dos filmes de Sam Raimi, quinze anos atrás.</span></p>
<p><span id="more-10934"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez esse sendo o principal equívoco do longa, sua temporalidade. <em>Venom</em> parece ter sido enfiado num buraco de minhoca lá na era pré-<em>Marvel</em> e cuspido agora. Nenhuma das decisões criativas da produção condiz com o histórico referencial que a Casa de Ideias cimentou na última década. </span><span style="font-weight: 400;">A direção de Fleischer opta por filmar o monstro sempre no escuro, economiza na computação gráfica e priva a audiência da melhor característica do filme: o próprio Venom. O caráter animalesco, a sede de sangue (censurado, para tristeza dos fãs de <em>Deadpool</em> ou <em>Logan</em>). O alter ego de Eddie Brock (Tom Hardy) se comporta como sua contraparte alucinante dos quadrinhos, traços que lembram King Kong e até mesmo o Hulk.</span></p>
<p><figure id="attachment_10938" aria-describedby="caption-attachment-10938" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2-1024x588.jpeg" alt="" width="840" height="482" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2-1024x588.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2-300x172.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2-768x441.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2-1200x689.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-2.jpeg 1214w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10938" class="wp-caption-text"><em>O filme, mesmo fraco, passa longe dos fiascos Lanterna Verde (2011) e Mulher Gato (2004), mas falta em Venom tato para lidar com um anti-herói de maneira apropriada [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>O longa aborda o início da relação entre o <em>alien</em> e seu hospedeiro humano, o jornalista investigativo Eddie Brock (Tom Hardy). Hardy trabalha com um material raso e corrido, seu personagem não consegue cativar e nem é dado tempo para tanto. A montagem frenética impossibilita qualquer vínculo personagem-audiência a ser laçado e sempre pula para a próxima sequência de ação. Sempre escura, borrada ou censurada.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo na contramão do Mercenário Tagarela e do Velho Logan, o filme do Venom abaixou a censura, deixando de fora das telas o banho de sangue que o simbionte invoca nas páginas dos gibis. Cabeças são decepadas aqui e ali ao longo das quase duas horas e meia da produção, mas sempre fora do alcance das lentes.</span></p>
<figure id="attachment_10939" aria-describedby="caption-attachment-10939" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10939" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10939" class="wp-caption-text"><em><span style="font-weight: 400;">A força física do protagonista fica em evidência em cenas de combate corpo a corpo com inimigos humanos</span> (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação <em>a la</em> Médico e o Monstro de Venom e Brock é fator primordial para o julgo da qualidade do longa. Novamente por problemas na sala de roteiristas, a persona megalomaníaca de Venom ora atua na loucura e no primor da bestialidade, ora funciona como terapeuta de Brock. Não sendo algo necessariamente prejudicial ao filme, esse deslize só releva certo descaso em estabelecer a parceria entre ambas partes de forma crível àqueles que assistem em tela os puxões de orelha e as críticas ácidas que Venom faz do humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michelle Williams faz o par romântico disfuncional de Brock, a advogada Anne Weying. Mal aproveitada, a personagem é alavanca do jornalista e de seu parasita. Outro fator que corrobora para a falta de preocupação em situar o longa no tempo atual. Num cenário em que existem produções como <em>Mulher Maravilha</em> (2017) e Capitã Marvel (que chega ano que vem), um filme de herói com a figura feminina subjugada soa estranho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No advento de decisões erradas chegamos ao vilão. Riz Ahmed murcha seu currículo com a interpretação do Dr. Carlton Drake, o dono da fundação que abriga os alienígenas simbiontes. Mascarado em camadas de superficialidade e jargões do gênero de heróis, o antagonista de <em>Venom</em> não convence nem encanta. Nem mesmo o embate final entre criaturas consegue empolgar. </span></p>
<figure id="attachment_10942" aria-describedby="caption-attachment-10942" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10942 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-3.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10942" class="wp-caption-text"><em>Comparativo entre as duas versões cinematográficos do alienígena simbionte (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que empolga mesmo é a primeira cena pós-créditos. Acende a luz de esperança aos fãs do Teioso e do anti-herói ao focar em outro nome dos quadrinhos, tudo indicando que <em>Venom</em> ganhará uma sequência. </span><span style="font-weight: 400;">Fica a esperança de mais sangue, um pouquinho de Homem-Aranha e muito mais do monstro preto e branco que adora devorar cabeças no café-da-manhã.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/venom-critica/">Venom: um filme perdido no tempo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/venom-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10934</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
