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	<title>Arquivos Rachel Brosnahan &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>James Gunn perscruta o legado das adaptações e encontra um Superman mais heroico e menos divino</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 13:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Apesar da mudança de nome após a finalização do roteiro, Superman de 2025 continua sendo sobre legado. Legado kryptoniano, do cinema de herói e, principalmente, de suas adaptações antecessoras, sejam elas para TV ou Cinema. O herói de capa vermelha é uma das maiores figuras dos tempos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-superman/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "James Gunn perscruta o legado das adaptações e encontra um Superman mais heroico e menos divino"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35472" aria-describedby="caption-attachment-35472" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35472" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-800x450.png" alt="Cena de Superman. Em primeiro plano, um pouco à direita, está David Corenswet como Superman. Ele está com seu uniforme clássico azul, com símbolo vermelho e amarelo no peito e a capa vermelha. Seu uniforme e seu rosto estão sujos. Seu cabelo está penteado para trás com uma mecha enrolada caindo sobre a testa. Ele tem um olhar sério. Só é possível visualizar do peito para cima. Ao fundo, desfocado, estão várias pessoas indistinguíveis olhando para ele. Elas estão filmando e aparentemente com raiva." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35472" class="wp-caption-text">Superman é o primeiro grande filme do novo DCU (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da mudança de nome após a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/diretor-revela-mudanca-no-nome-de-superman-legacy-apos-inicio-das-filmagens/"><span style="font-weight: 400;">finalização do roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2025 continua sendo sobre legado. Legado kryptoniano, do cinema de herói e, principalmente, de suas adaptações antecessoras, sejam elas para TV ou Cinema. O herói de capa vermelha é uma das maiores figuras dos tempos modernos. Se outrora eram os personagens de Shakespeare, como Romeu e Julieta que sofreram releituras para agradar a grande massa – e que ainda passam por isso mas em menor escala –, na atualidade são os personagens em quadrinhos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/ultimate-homem-aranha-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/superman-lois-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Superman</span></a><span style="font-weight: 400;"> que são reinterpretados e adaptados regularmente. Sobre essa perspectiva, é possível observar que, historicamente, o Azulão sempre foi visto como uma divindade no audiovisual, salvo algumas exceções. Contudo, com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele finalmente pode abraçar seu heroísmo inocente e até utópico.</span></p>
<p><span id="more-35467"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provavelmente a maior inspiração para a versão do </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Corenswet</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Filme </span></i><span style="font-weight: 400;">(1978). Richard Donner constrói um protagonista belo e perfeito, capaz de realizar feitos divinos. Nessa mesma levada, Bryan Singer faz a manutenção da visão de Donner em </span><a href="http://www.contracampo.com.br/81/critsupermanret2.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Retorno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), com uma leve diferença: ele o torna enfadonho. Se é um homem que pode fazer de tudo e sair ileso, logo não há mais graça em acompanhá-lo. Tudo é pequeno para o último filho de Krypton, ele precisa de um supervilão e lidar com o caos e a destruição para se tornar interessante, pois até mesmo seus momentos mais incríveis se tornam ordinários. Nesse sentido, o herói precisava de novas interpretações para as telas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse contexto entrou </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zack Snyder</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua perspectiva mitológica em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Aço</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013). No entanto, o seu discurso sobre esperança se contradiz com a representação militarizada e inconsequente. A leitura de James Gunn não é exatamente uma resposta a esse filme, mas uma certa retomada a aquele Cinema de herói mais colorido, cartunesco, brega e até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, contrastando com as obras cínicas e cinzentas. É interessante como </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-thunderbolts/"><i><span style="font-weight: 400;">Thunderbolts*</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025) propõe a morte dessa maneira de contar histórias e logo em seguida vem </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">. É como se fosse a morte do gênero e seu renascimento subsequente, sem dar fôlego ou pausas.</span></p>
<figure id="attachment_35471" aria-describedby="caption-attachment-35471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-800x447.png" alt="Cena de Superman. O cenário é, aparentemente, um palácio com um telhado de vidro. Centralizado na imagem estão Superman e Lois Lane, interpretada por Rachel Brosnahan. Ele está todo uniformizado de Superman e ela veste uma blusa roxa e uma calça de cor mais escura, mas também arroxeado. Eles estão no ar se beijando." width="800" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-800x447.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-768x429.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4.png 888w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35471" class="wp-caption-text">Na maioria das representações, o grande amor da vida do Superman é a Lois Lane (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Snyder alcança a divindade por meio do poder, Donner pela idealização, Singer pelo virtuosismo maçante e Gunn vai um pouco na contramão ao buscar o humano e o herói. Sua filosofia é simples: salvar vidas, independente do que isso acarrete. É o Superman que mais apanha, no entanto, é como se ele se sacrificasse cotidianamente, seja sendo pisoteado por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Kaiju </span></i><span style="font-weight: 400;">ou um prédio desmoronando em cima dele. Cada dor implica uma vida salva. Nesse sentido, o longa está muito mais próximo de um </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-smallville-as-aventuras-do-superboy-a-serie-completa/"><i><span style="font-weight: 400;">Smallville</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001 &#8211; 2011), até mesmo pela breguice adotada – ainda que não consiga replicar tão bem o melodrama e a caretice da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança entre o clássico e o atual é estabelecida com a entrevista de Lois com Superman, um paralelo da cena entre Christopher Reeve e Margot Kidder. No longa de 1978, a jornalista não conhece a verdadeira identidade do kryptoniano, eles se dão bem e fazem o famoso vôo juntos. Ali é construído um herói belo e perfeito. No novo, Lois (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan</span></a><span style="font-weight: 400;">) já sabe a identidade secreta do Super Homem (David Corenswet). Clark não está uniformizado, está vestido com as roupas de trabalho e os dois brigam na entrevista. Ali ele é o humano, imperfeito, falho, incapaz de ser herói, mas </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/15/critica-3-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">bem intencionado</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o apelo à humanidade do Homem de Aço é muito mais discursivo e menos imagético, como na tomada final entre Lex (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Hoult</span></a><span style="font-weight: 400;">) e o Super Homem. Isto é uma consequência da ausência de cadência, algo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Smallville </span></i><span style="font-weight: 400;">lidava bem ao apostar nos diálogos caretas, emotivos e apelativos, para encontrar a ponte entre o lado humano e kryptoniano de Kal-el. Na obra há duas pausas, uma funciona perfeitamente, que é a cena de Lois e Clark – praticamente todas as cenas dos dois funcionam muito bem – conversando enquanto o monstro gigante ataca a cidade. A outra já tem um problema por cortar o drama com uma piada, que é o caso do momento pai e filho entre Jonathan (Pruitt Taylor Vince) e Clark Kent na fazenda.</span></p>
<figure id="attachment_35468" aria-describedby="caption-attachment-35468" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1.png" alt="Cena de Superman. Em primeiro plano está Superman todo uniformizado calçando a sua bota vermelha. Seu uniforme está sujo e ele tem uma expressão séria. Ao fundo está um monstro gigante, com formato esférico, parecendo um olho. Ele é colorido, sendo predominantemente rosa, roxo, verde e branco. Ele está sobre a cidade e atira um laser rosa para algo fora da tela." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1-768x427.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35468" class="wp-caption-text">David Corenswet já fez um teste para fazer um papel na Marvel (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É um Superman que não consegue mais tornar a Terra sua, precisa se adaptar a ela. Se em </span><a href="https://letterboxd.com/contracampo100/film/superman/"><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Filme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) o herói modifica a história, aqui ele não consegue se adaptar à mudança causada pelo avanço tecnológico. Algo parecido com </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman III</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983), porém na mão de Richard Lester estava mais para ‘Deus x Máquina’, enquanto Gunn vai mais para ‘Onde fica a esperança em um planeta que alimenta o ódio?’ O Azulão não consegue transformar o mundo, não há maneira de pausar e respirar. Está em constante movimento e precisa continuar salvando as pessoas nesse ritmo frenético. É uma versão em que ele perde poder, não à toa é um dos filmes em que mais apanha. Contudo, não está perdendo para um homem e sim para a humanidade. Sua diferença é se mostrar como a esperança para que eles próprios se transformem em algo melhor, pois ele por si só, já não consegue fazer isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lado </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/11/critica-2-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">político</span></a><span style="font-weight: 400;"> chama muito atenção, principalmente pela coragem de assumir um posicionamento polêmico em um </span><i><span style="font-weight: 400;">Blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400;">. O conflito entre os países fictícios de Jarhanpur e Borávia funciona como uma alusão a Israel e Palestina. A obra não se isenta e faz uma retratação antisionista. Inclusive, coloca as ações dos Estados Unidos diante do confronto, em cheque. James Gunn é crítico em relação ao próprio país que lucra com a morte de pessoas inocentes. Chama a atenção a cena em que o exército de Borávia invade Jarhanpur e aponta as armas para uma criança que segura um mastro com uma bandeira do Superman e deposita toda sua fé nele. Sobre essa perspectiva, é possível notar como a esperança não é apenas discurso, mas se torna algo material.</span></p>
<figure id="attachment_35470" aria-describedby="caption-attachment-35470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-800x418.png" alt="Cena de Superman. Centralizado na imagem está Superman. A imagem só mostra do seu peito para cima. Ele está todo trajado e seu uniforme está limpo. Seu rosto demonstra obstinação. " width="800" height="418" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-768x401.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2.png 1130w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35470" class="wp-caption-text">Brandon Routh, antigo intérprete do Superman, elogiou a atuação de David Corenswet (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, é possível traçar alguns paralelos com os longas antecessores. Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">o herói interfere no combate e toma uma posição para salvar vidas, em </span><a href="https://www.peliplat.com/pt/article/10069308/superman-o-heroi-que-resiste-ao-tempo"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;"> ele age diferente. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman IV</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987), a postura assumida pelo kryptoniano tenta emular imparcialidade, mas na realidade favorece os Estados Unidos. O quarto capítulo da saga adota claramente uma orientação anti-rússia e pró-EUA, visto que foi produzido e lançado no final da Guerra Fria. Entretanto, é em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Retorno </span></i><span style="font-weight: 400;">que há o posicionamento mais interessante, por trazer uma desilusão em relação a humanidade. Ao voltar para Terra, Clark assiste aos noticiários e se vê impotente diante dos conflitos do mundo. Como se ele aceitasse que essa violência faz parte da natureza humana. Talvez ele possa salvar as pessoas das catástrofes, mas jamais de si mesmas. Nesta fita de 2025, há uma espécie de oposição à perspectiva de Singer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes sacadas do cineasta é </span><a href="https://locadorafiore.substack.com/p/superman-2025-e-seus-feitos-e-defeitos"><span style="font-weight: 400;">tirar o peso</span></a><span style="font-weight: 400;"> das cenas de luta. A cidade é destruída aos poucos, porém, não há enfoque nos cidadãos tampouco medo da morte. Existe uma sensação de banalidade, como se a luta e a destruição fossem cotidianas nesse universo que já está estabelecido. Isso também traz um ar episódico, quase uma HQ semanal com o vilão da semana. Destaca-se o momento em que o monstro ataca a cidade em segundo plano, enquanto Clark e Lois discutem. É uma brincadeira entre o drama e a comédia, com o humor construindo o personagem. O protagonista deixa a criatura de lado, pois aquilo é corriqueiro, resolvível. O que é importante está naquele diálogo sobre a bondade utópica de Kal-el e no debate que tangencia questões humanas quase impossíveis de solucionar.</span></p>
<figure id="attachment_35469" aria-describedby="caption-attachment-35469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-800x400.png" alt="Cena de Superman. Centralizado na imagem está Superman abraçando uma criança. Ele está todo uniformizado, enquanto a criança veste uma camisa amarela e por cima dela uma peça de roupa xadrez verde e branca. Superman está protegendo a criança de destroços amarelos e verdes que estão ao fundo da imagem. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35469" class="wp-caption-text">Só nos cinemas, o Superman já foi interpretado por quatro atores diferentes (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para as adaptações do Homem de Aço para o Cinema, é possível observar o enfoque na figura Superman em detrimento a de Clark Kent. Os diretores sempre buscam sua própria visão do super, mas pouco para o homem, com exceção das séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Smallville</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para efeito de comparação, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2004) de Sam Raimi é mais uma obra sobre Peter Parker do que do Amigão da Vizinhança. Até mesmo os longas do Batman não conseguem deixar de lado a questão aristocrática ligada a Bruce Wayne. Todavia, a impressão que passa é que as obras do kryptoniano sempre deixam Clark de lado, e o longa de 2025 não está isento disso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das qualidades, é possível observar uma profusão de temas que se sobrepõem a todo instante. A multiplicidade de assuntos por si só não é negativa, entretanto, aqui não há tempo para que eles se consolidem, cada </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/11/critica-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">imagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> superpõe a outra numa velocidade vertiginosa. Tudo está em constante movimento, mas poucas vezes é possível parar e observar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/dcu-assistir-ordem-cronologica"><span style="font-weight: 400;">DCU</span></a><span style="font-weight: 400;"> começa bem ao escolher o maior super herói do mundo como protagonista do primeiro grande filme. É uma nova era para a DC e o subgênero, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">simboliza isso. Gunn pode não ser Raimi ou Donner, mas consegue entregar um estilo próprio que deve servir como molde para as sequências. Ainda que trocar uma fórmula por outra não seja o ideal, pelo menos há um certo frescor nessa nova abordagem cartunesca e colorida, que o Cinema de herói jamais deveria ter abandonado.</span></p>
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		<title>Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 19:35:32 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32025" aria-describedby="caption-attachment-32025" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png" alt=" Imagem da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na imagem está a atriz Rachel Brosnahan interpretando a personagem Midge Matel. A atriz é branca de cabelos na altura dos ombros, ondulados e castanhos. Ela usa batom vermelho e tem uma expressão séria no rosto. Ela está falando em um microfone de carbono, olhando pra frente, enquanto uma mão segura o suporte do microfone a outra aponta para frente. Ela veste um vestido regata preto, com um laço dourado no peito. Ao fundo está um cenário montado de um palco, as cores predominantes são tons pastéis laranja, amarelo e roxo. Estão em segundo plano dois homens, um sentado em um banco segurando uma guitarra e outro está segurando um violoncelo. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32025" class="wp-caption-text">“Quero quebrar cada regra que existe” (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta como é ser uma mulher comediante nos anos sessenta. Não apenas uma mulher, mas uma mulher divorciada que decide trabalhar. Não apenas trabalhar, mas trabalhar com comédia. O fim da série confirma que a produção sempre tentou trazer uma mensagem para além do que é conviver com o machismo, sendo sobre a possibilidade de quebrar as regras que a sociedade nos impõe &#8211; não porque se deve, mas porque se deseja. A produção conta uma história sobre ter coragem de fazer o que deve ser feito, para chegar nos lugares que se deseja, mesmo carregando um enorme fardo: ser uma mulher ambiciosa. Vencedora de vinte </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, este ano a produção chegou mais uma vez na premiação concorrendo a quatorze prêmios, incluindo Melhor Série de Comédia, e tornando-se uma das preferidas pelo seu brilhante desfecho.</span></p>
<p><span id="more-32022"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quinta e última <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mXoe6u7yaqU">temporada</a> é agridoce e tem seu início com a protagonista à beira da morte. Após enfrentar duras verdades ditas por Lenny Bruce (Luke Kirby) e uma nevasca que a leva a hipotermia, a jornada final de Miriam Maisel (Rachel Brosnahan), é, na verdade, aquela que determina o ponto de virada de sua carreira no </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem mais se esconder na casa de shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">strip-tease</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comediante trata de voltar a perseguir seu sonho, para dar aos fãs seu merecido final. Ao longo dos nove episódios, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> descarta clichês e se reinventa na maneira de conduzir a narrativa, que, apesar de possuir uma atmosfera bem diferente das anteriores, jamais perde seu charme característico.</span></p>
<figure id="attachment_32027" aria-describedby="caption-attachment-32027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. No centro da cena está a atriz Rachel Brosnahan, interpretando Midge Maisel, e cinco outros atores homens e brancos. Eles estão encenando em um escritório de trabalho. Todos na cena vestem trajes nas cores cinza. A atriz segura folhas de papéis e as analisa, enquanto os homens atrás dela também olham para esses papéis. " width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32027" class="wp-caption-text">A série, que sempre flertou com uma estética ‘Era de Ouro’ hollywoodiana, nesta temporada finalmente se rende aos números musicais, sempre colocando Mrs. Maisel em situações inusitadas (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada trabalha com longos monólogos, e claro, diálogos rápidos e inteligentes, peculiaridades dos roteiros de Amy Sherman-Palladino e seu marido, Daniel Palladino. Diferentemente da conclusão que deu para as </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></a><span style="font-weight: 400;">, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Gilmore Girls: Um Ano para Recordar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que além de desagradar o público deixou muitas pontas soltas, a roteirista escreve </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com mais cautela, e procura amarrar o maior número de tramas possíveis. Para que todas as histórias fossem contadas a tempo, foi utilizado o recurso de salto temporal, permitindo que o público vislumbrasse, já logo no primeiro capítulo, o futuro renomado reservado à Midge Maisel. </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz questão de construir uma protagonista imperfeita e relacionável, que vive o drama da mulher que prioriza sua carreira acima dos seus relacionamentos familiares, mostrando ao público as consequências, tanto negativas quanto positivas, da escolha de tomar as rédeas da própria vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que  diálogos tão complexos e ágeis não bastam apenas serem bem escritos, mas bem interpretados, coisa que </span><a href="https://ew.com/tv/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-rachel-brosnahan-interview/"><span style="font-weight: 400;">Brosnahan</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua fazendo sublimemente, rendendo sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span> <a href="https://www.emmys.com/bios/rachel-brosnahan"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz em Série de Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A evolução de Maisel é acompanhada pelo crescimento de outros personagens. Da conturbada relação de sua agente, Susie Myerson (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><span style="font-weight: 400;">) </span><span style="font-weight: 400;">com a máfia e seus novos clientes até as epifanias dos pais de Maisel, os relacionamentos vão se intensificando ao longo de uma temporada que dá bastante espaço para cada ator brilhar.</span></p>
<figure id="attachment_32023" aria-describedby="caption-attachment-32023" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na cena estão sentados seis atores em cadeiras em uma sala de estar. Todos estão olhando para frente. Na primeira fileira de cadeira estão, do lado esquerdo, os atores Caroline Aaron e Kevin Pollak, interpretando Shirley e Mishe Maisel. Aaron é uma atriz de meia idade branca e loira, veste um conjunto azul e verde e sapatos scarpin pretos. Pollak é um homem de meia idade branco, que veste um terno cinza e sapatos pretos. Do lado esquerdo estão sentados os atores Marin Hinkle e Tony Shalhoub, interpretando Rose e Abe Wiseman. Hinkle é uma mulher branca, de meia idade de cabelos curtos e castanhos. ela veste um vestido e sapatos verdes. Shalhoub é um ator de meia idade, de bigode e cabelos castanhos que veste um terno preto. " width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1536x1153.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32023" class="wp-caption-text">Em 2023, a série concorre ao Emmy de Melhor Série de Comédia ao lado de outros fortíssimos candidatos, com propostas completamente diferentes, como O Urso, Ted Lasso, Barry e Jury Duty (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos personagens que mais se desenvolve ao longo da série é o pai de Maisel, Abe Wiseman, interpretado pelo carismático Tony Shalhoub (</span><i><span style="font-weight: 400;">Monk: Um Detetive Diferente</span></i><span style="font-weight: 400;">). Sua trajetória passa do patriarca da família judaica do Upper West Side, para o jornalista de esquerda, que compreende as injustiças da vida. Shalhoub entrega um dos monólogos mais marcantes da temporada, no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">A princesa e o pedido</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual entende como uma paternidade machista o impediu de reconhecer, durante tanto tempo, o talento e as conquistas de sua filha. Infelizmente, dessa vez, o ator não conseguiu o que seria sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy de </span></i><a href="https://www.emmys.com/bios/tony-shalhoub"><span style="font-weight: 400;">Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">uma arbitrariedade da Academia, já que apenas o monólogo do episódio oito em si já deveria render uma menção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da forte presença do pai, é revelado que muitos homens ainda fariam parte da vida de Maisel. Por meio dos </span><a href="https://topmovies.com.br/explicacao-da-linha-do-tempo-da-5a-temporada-de-the-marvelous-mrs-maisel/"><i><span style="font-weight: 400;">flashforwards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos que a vida futura de fama e sucesso da personagem também seria acompanhada por cinco divórcios e muitos namorados. Nesse quesito, a série gosta de enganar o espectador, flertando sempre com a ideia de algum possível romance </span><span style="font-weight: 400;">em sua vida</span><span style="font-weight: 400;">. Um relacionamento que já tinha passado do prazo de validade, mas que os roteiristas continuaram a insistir, foi o da protagonista com Joel (Michael Zegen), o ex-marido, além da constante expectativa de que algo poderia surgir entre ela e o seu chefe, </span><a href="https://www.vulture.com/article/reid-scott-marvelous-mrs-maisel-finale-gordon-ford-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Gordon Ford</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Reid Scott). Essa insistência servia apenas para confundir quem assistia, passando essa falsa sensação de que o desfecho final de Maisel também deveria resolver seus relacionamentos amorosos, quando na realidade a história nunca foi sobre isso.</span></p>
<figure id="attachment_32026" aria-describedby="caption-attachment-32026" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png" alt=" Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Os atores Rachel Brosnahan e Luke Kirby interpretando os personagens Midge Maisel e Lenny Bruce. Eles estão sentados em uma mesa de um restaurante chines. Do lado esquerdo Brosnahan, uma mulher branca de cabelos castanhos e curtos veste um vestido cuja parte de cima é preta e a parte de baixo é vermelha, com um cinto azul. Do lado direito Kirby um homem branco de cabelos pretos e curtos veste um terno preto. A mesa é azul, sobre elas estão pratos com restos de comida, guardanapos e garrafas de cerveja. Os bancos nos quais eles se sentam são vermelhos. Atrás deles há um espelho que reflete o resto do restaurante, mostrando outras pessoas sentadas em mesas. A parede abaixo do espelho é toda coberta por todas de dólares." width="1999" height="1298" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-800x519.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1024x665.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-768x499.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1536x997.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1200x779.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32026" class="wp-caption-text">Segundo a própria criadora da série, o personagem de Lenny Bruce é inspirado no comediante homônimo que de fato existiu; contudo seu trágico final não foi retratado na produção (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os casos amorosos que tentaram forçar a Maisel, um que de fato ganhou espaço no coração do telespectador foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">slowburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://miscelana.com/2022/03/12/a-verdade-do-romance-de-mrs-maisel-com-lenny-bruce/"><span style="font-weight: 400;">Lenny Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Luke Kirby). O que encantou o público com essa dinâmica é a maneira como ele sempre reconheceu que a carreira de ambos era mais importante do que qualquer eventual relacionamento que poderia florescer entre eles. O personagem de Lenny serviu sempre como uma bússola para protagonista, o talento dele a impulsionava, enquanto a sua comédia o inspirava. Com toda certeza, as poucas cenas dedicadas aos dois deixaram todos com um gostinho de quero mais, contudo, é de se admirar como uma personagem com tão pouco tempo de tela, como foi com ele na última temporada, conseguiu deixar sua </span><a href="https://www.insider.com/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-luke-kirby-lenny-bruce-2023-5"><span style="font-weight: 400;">presença marcada</span></a><span style="font-weight: 400;"> por todos os episódios. Isso é dado ao inegável magnetismo de Kirby,</span> <span style="font-weight: 400;">indicado mais uma vez ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tamanho da falta de importância dada à necessidade de Maisel ter o seu ‘felizes para sempre’ com um marido foi equivalente à importância atribuída à amizade entre ela e Susie. Os altos e baixos dessa relação são mais bem explorados no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">zombenagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, inteiramente dedicado a aprofundar como seria essa amizade no futuro, e não à toa, a última cena de toda a série é reservada a apenas elas duas. A combinação explosiva de Brosnahan e Alex Borstein consegue tanto nos arrancar lágrimas quanto gargalhadas histéricas, e são juntas o </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=JGo3pOtvyqW3_6qV&amp;t=159"><span style="font-weight: 400;">núcleo da narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, nas suas potencialidades femininas, cada uma à sua maneira, e ‘peitos empinados’. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023, Borstein recebeu sua quinta indicação a Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, fato importante para o ano no qual finalmente recebemos a confirmação de que Susie é, de fato, uma personagem </span><a href="https://www.autostraddle.com/marvelous-mrs-maisel-508-confirms-susie-is-a-lesbian/"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32024" aria-describedby="caption-attachment-32024" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos. " width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32024" class="wp-caption-text">Atriz Alex Borstein confirmou em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, que estaria disposta a fazer um spin-off sobre Susie, desde que fosse escrito por Amy Sherman-Palladino (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a maioria das trajetórias são bem finalizadas. O enredo de Rose Weisman (Marin Hinkle), mãe de Maisel, já estava encaminhado nas temporadas anteriores, nas quais a personagem teve maior desenvolvimento. Com certa inspiração na filha, perseguiu seus sonhos e conquistou uma carreira que desejava no ramo das casamenteiras. O núcleo que ainda teve bastante tempo em tela foi o de Moishe (Kevin Pollak) e Shirley Maisel (Caroline Aaron), ex-sogros da protagonista, que alegram a série com suas trapalhadas na loja de tecidos e vivências matrimoniais. Contudo, enquanto tantos arcos foram tão bem pensados, outras participações não foram nem ao menos desenvolvidas, como a conclusão da comediante Sophie Lennon (Jane Lynch) e a breve e esquecida participação do personagem interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Milo Ventimiglia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">This is Us</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é perceptível, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">coleciona indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023 e arrebata a todos com qualidade de roteiro, atuações, design de produção, e claro, figurino. Este último ponto, assinado por </span><a href="https://www.aboutamazon.com/news/entertainment/meet-the-costume-designer-behind-mrs-maisels-marvelous-wardrobe"><span style="font-weight: 400;">Donna Zakowski</span></a><span style="font-weight: 400;">, sempre foi muito potente na série, e a evolução de Maisel é espelhada nas suas vestimentas. Na temporada final, ela já abandonou há muito tempo os robes e </span><i><span style="font-weight: 400;">bobs</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cabeça para agradar o marido. A relação que Maisel tem com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F1sB2khNysA"><span style="font-weight: 400;">moda</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi bem explícita, mostrando como seus vestidos rodados e conjuntos vibrantes são elementos fundamentais para que a comediante consiga se expressar e se sentir confiante. No episódio final são dedicados bons minutos a respeito do vestido perfeito, que ela planeja usar nos seus grandes quatro minutos no show televisivo de Gordon Ford.</span></p>
<figure id="attachment_32028" aria-describedby="caption-attachment-32028" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Ao centro estão os atores Reid Scott e Rachel Brosnahan, interpretando os personagens Gordon Ford e Midge Maisel. Ambos estão estados. Do lado esquerdo, Raid é um homem branco, de cabelos levemente grisalhos, ele veste um terno cinza e uma camisa azul clara. Do lado direito, Brosnahan é uma atriz branca, de cabelos curtos e castanhos. Ela usa batom vermelho e um vestido regata preto com um laço dourado no peito. Ao fundo uma cortina com as cores pastéis roxo, vermelha e amarela." width="1920" height="1075" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1024x573.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-768x430.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1536x860.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1200x672.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32028" class="wp-caption-text">No Emmy 2023, Mrs. Maisel foi mais um vez indicada às categorias de Melhor Figurino de Época em Série e Melhor Design de Produção em Série de Época (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Four Minutes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o último dos nove episódios e o mais bem construído de todas as temporadas &#8211; e quem sabe de toda a produção. Após tentar e tentar, Maisel finalmente consegue sua tão aguardada aparição no programa de TV que trabalha. A atmosfera do palco do </span><a href="https://youtu.be/QiCGL9hUlcQ?si=6fjMmpIrCpoW--py"><i><span style="font-weight: 400;">The Gordon Ford Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é palpável dos sofás de nossas salas. Vemos a mesma tensão entre Maisel e o microfone que existiu no primeiro capítulo da série, quando ela fez seu primeiro show no </span><i><span style="font-weight: 400;">speak easy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cada segundo arrepia na expectativa de assistir ao último ato de</span><i><span style="font-weight: 400;"> stand up</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Midge Maisel. Em meio às piadas inteligentes e afiadas, o monólogo fala daquilo que guiou toda narrativa da protagonista: a independência. A comediante discorre, ali nos seus quatro minutos, sobre o que isso significa para ela, para sua filha e para todas as mulheres daquele auditório. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encerra deixando um grande legado para as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, não apenas pela sua presença marcada em todas as edições do </span><a href="https://www.emmys.com/shows/marvelous-mrs-maisel"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, mas pela bela mensagem que nos deixa. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser covarde só e fofo no Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Enquanto a sociedade, não a dos anos sessenta, mas a atual, impõe todo tipo de regras para dominar as mulheres, cabe a nós termos a ambição como estrela guia de nossas escolhas, sejam elas quais forem. A série também deixa uma difícil tarefa para suas sucessoras, ao tentarem equiparar com a qualidade da produção, em todos os aspectos. Mesmo que a última temporada não tenha sido a mais memorável, o último “</span><i><span style="font-weight: 400;">thank you and good night” </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">perdurará por muito tempo. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, fazendo sua primeira, mas não última, aparição, eu apresento a magnífica, a mágica, a maravilhosa Sra. Maisel</span></i></p></blockquote>
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		<title>As mulheres de Amy Sherman-Palladino</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 23:40:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Criadora de Gilmore Girls e The Marvelous Mrs. Maisel, Amy Sherman-Palladino deu um novo olhar para as mulheres na Comédia Vitória Silva Cidade de Stars Hollow, fundada em 1779. Uma jovem mulher senta-se em uma mesa na cafeteria do Luke, após implorar para o mesmo por mais uma xícara de café, que ele responde com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As mulheres de Amy Sherman-Palladino"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Criadora de Gilmore Girls e The Marvelous Mrs. Maisel, Amy Sherman-Palladino deu um novo olhar para as mulheres na Comédia</span></i></p>
<figure id="attachment_27054" aria-describedby="caption-attachment-27054" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27054 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-11-800x420.jpg" alt="Arte com fundo preto. Nela, estão 3 mulheres, com uma margem rosa em volta de suas silhuetas, simulando um recorte. À esquerda, está Lauren Graham, que interpreta Lorelai em Gilmore Girls. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos lisos e compridos, ela veste uma camiseta branca e jaqueta preta. Ao centro, está a roteirista Amy Sherman-Palladino. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos presos em coque baixo; ela usa um chapéu preto em sua cabeça, uma blusa com um terno preto e segura duas estatuetas do Emmy, uma em cada mão. À direita, está Rachel Brosnahan, que interpreta Midge Maisel. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros curtos. Ela veste um chapéu no tom amarelo, óculos escuros e um vestido com listras claras." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-11-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-11-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-11.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27054" class="wp-caption-text">Aos 56 anos, a roteirista já fez história como a primeira pessoa a levar o Emmy na categoria de Roteiro e Direção em Série de Comédia (Arte: Ana Clara Abbate)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cidade de Stars Hollow, fundada em 1779. Uma jovem mulher senta-se em uma mesa na cafeteria do Luke, após implorar para o mesmo por mais uma xícara de café, que ele responde com um olhar zangado &#8211; enquanto pega mais café para ela. Um cara flerta com ela e é rapidamente driblado por seu sarcasmo, e com a jogada de que ela está esperando alguém. Esse alguém entra pela porta, é a sua filha, Rory, chateada porque perdeu seu </span><i><span style="font-weight: 400;">CD </span></i><span style="font-weight: 400;">da Macy Gray e </span><i><span style="font-weight: 400;">“precisa de cafeína”</span></i><span style="font-weight: 400;">. E é essa mesma rotina que você vai observar pelos próximos 153 episódios de </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos grandes sucessos da Televisão norte-americana nos anos 2000, o seriado surgiu da curiosa mente de </span><a href="https://www.imdb.com/name/nm0792371/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nascida no dia 17 de janeiro de 1966, em Los Angeles, filha do comediante Don Sherman e de Maybin Hewes, seus primeiros passos no meio artístico vieram &#8211; acredite ou não &#8211; por meio da dança. Treinada no balé clássico, e com possibilidade até de estrelar o musical </span><a href="https://personaunesp.com.br/cats-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a californiana não pensou duas vezes quando precisou largar sua carreira para integrar a equipe de roteiro da série </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt0094540/"><i><span style="font-weight: 400;">Roseanne</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A partir disso, começou a trilhar seus primeiros passos no que se tornaria uma longa caminhada na comédia.</span></p>
<p><span id="more-27051"></span></p>
<figure id="attachment_27055" aria-describedby="caption-attachment-27055" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-12-800x490.jpg" alt="" width="800" height="490" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-12-800x490.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-12-1024x627.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-12-768x470.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-12.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27055" class="wp-caption-text">Amy Sherman-Palladino disse que foi “mais ou menos” criada como judia (Foto: El País)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela integrou a equipe do programa para escrever sua terceira temporada, que foi ao ar em 1990, e saiu em 1994, após a sexta. A partir disso, continuou participando de diversos outros seriados, colecionando uma série de sucessos e fracassos, com </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt0259787/"><i><span style="font-weight: 400;">Love and Marriage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt0118420/?ref_=nm_flmg_prd_8"><i><span style="font-weight: 400;">Over the Top</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt0118506/?ref_=nm_flmg_prd_7"><i><span style="font-weight: 400;">Veronica’s Closet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como tentativa final para finalmente poder criar uma obra própria, Amy apresentou a ideia de criar uma série sobre mãe e filha, mas em que </span><i><span style="font-weight: 400;">“elas são mais como melhores amigas”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pronto, foi o golpe fatal para conseguir comprar todos os executivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, as ruas e casas da </span><a href="https://gilmoregirls.com.br/23-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-gilmore-girls/"><span style="font-weight: 400;">fictícia cidadezinha de Stars Hollow</span></a><span style="font-weight: 400;"> passaram a ser construídas. Como centro da narrativa de sua estreia, estavam as garotas Gilmore: Lorelai (Lauren Graham) e sua filha Rory (Alexis Bledel). Explorar a boa relação entre mãe e filha já é acolhedor por si só, quem dirá em uma cidadezinha onde tudo e todos parecem ser extremamente acolhedores. Em meio aos caricatos habitantes e a rotina extremamente peculiar do município, Sherman-Palladino ergueu o cenário do que seria o grande </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/por-que-as-gilmore-girls-perduram,6d4971cd36aa2c12bc81b0122d3417747kc7zf9r.html"><span style="font-weight: 400;">ato de sua carreira</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, como estrela principal, a personagem que se tornaria um dos maiores ícones da comédia televisiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lorelai Gilmore é uma mulher vinda de uma família da alta sociedade, e viveu um dos principais imprevistos que qualquer jovem garota é ensinada a temer: a gravidez na adolescência. Diante da repulsa da família, ela fugiu para a pacata cidade para criar sua filha, também Lorelai &#8211; apelidada no seriado como Rory, é claro. E sua grande motivação em vida é criá-la para que ela não cometa os mesmos erros provenientes de sua própria  rebeldia. O desenrolar da primeira temporada se dá na tentativa de reatar laços com seus pais, Richard (Edward Herrmann) e Emily (Kelly Bishop), com o objetivo de que eles pudessem pagar pelos estudos da neta.</span></p>
<figure id="attachment_27056" aria-describedby="caption-attachment-27056" style="width: 2000px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3.webp" alt="" width="2000" height="1360" /><figcaption id="caption-attachment-27056" class="wp-caption-text">Apesar de fictícia, Stars Hollow é baseada na cidade Washington Depot, localizada no estado de Connecticut (Foto: Vogue)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que sob um plano de fundo de drama familiar, o que move os episódios da trama é o tradicional cotidiano de tomar café no </span><i><span style="font-weight: 400;">Luke’s</span></i><span style="font-weight: 400;">, ir nas reuniões da cidade, observar as polêmicas do Taylor (Michael Winters) com os habitantes, e por aí vai. O pilar que sustenta tudo isso é a relação entre Rory e Lorelai, que viria a constituir o que seria o âmago da comédia de Amy Sherman-Palladino: a rapidez. Com um</span><i><span style="font-weight: 400;"> timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico extremamente apurado, a roteirista e também produtora-executiva do seriado constrói </span><a href="https://gilmoregirls.com.br/o-segredo-do-sucesso-de-gilmore-girls/"><span style="font-weight: 400;">diálogos extremamente velozes</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre mãe e filha, repletos de tiradas e dezenas e dezenas (e dezenas) de </span><a href="https://www.vogue.com/article/gilmore-girls-netflix-pop-culture-quotes"><span style="font-weight: 400;">referências à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tornando a dinâmica entre as duas fascinante por si só. A simplicidade com que são incorporadas as dosagens de alusões a filmes e seriados da época faz com que, caso não entenda a que o diálogo se refere, o problema com certeza é você. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo isso é ancorado na figura da atraente Lorelai. Uma mulher sensual, no auge da beleza dos seus 30 anos, mas que jamais assume essas características como o seu principal atrativo, já que ele se encontraria em nada mais, nada menos, que o sarcasmo. E é nessa personalidade que Sherman-Palladino originaria um dos atos mais subversivos que os anos 2000 poderiam trazer, ao centrar todos os holofotes da comicidade de sua produção em uma mulher. Se atualmente já é difícil associar personagens femininas como grandes figuronas da Comédia, imagine o cenário há 20 anos. </span></p>
<figure id="attachment_27057" aria-describedby="caption-attachment-27057" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27057" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-800x534.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-11.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27057" class="wp-caption-text">Devido aos apressados diálogos entre os personagens da série, um roteiro de Gilmore Girls costumava ter o dobro de páginas quando comparado ao de outras produções de mesma duração (Foto: The WB)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se as luzes brilham para Lorelai, talvez o oposto ocorra com Rory. Por mais que complete perfeitamente a sagacidade de sua mãe, a irreverência da mesma com certeza não é uma característica herdada. Mas a sina da personagem talvez seja as condições completamente utópicas da vida em que foi criada. Rory é a filha, a neta e a namorada perfeita. A criança prodígio, capaz de conquistar tudo que estivesse ao seu alcance apenas por sua inteligência e dedicação. E, mesmo assim, ela consegue tomar as piores decisões possíveis a todo momento. Daí outro grande ato que Amy Sherman-Palladino viria criar:  rompendo com idealismos aos quais as “boas garotas” sempre foram condicionadas, ela origina uma personagem que é uma verdadeira divisora de opiniões. Nas grandes expectativas que a envolvem, Rory erra incessante e irritantemente, mas não erramos todas nós? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fale pela rapidez cômica, mas o grande dom da roteirista está, com certeza, na construção de </span><a href="https://www.buzzfeed.com/danicreahan/ranking-amy-sherman-palladinos-fast-talking-women"><span style="font-weight: 400;">suas personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Vamos tratar não apenas de Rory e Lorelai, mas também de Emily, Lane (Keiko Agena), Paris (Liza Weil), Sookie (Melissa McCarthy) Miss Patty (Liz Torres), Babette (Sally Struthers)&#8230; Todas as mulheres que em seu próprio espectro constituem as personalidades mais interessantes de qualquer momento que entram em cena. E os homens? São facilmente ocultados e deixados para escanteio, geralmente servindo apenas de apoio romântico e no que podem fazer de melhor no universo Sherman-Palladino: serem bonitões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem eles acabam sendo reduzidos apenas ao seu aspecto galanteador na narrativa, muito menos a uma imagem sexualizada. Mesmo priorizando o desenvolvimento de figuras femininas, e muitas vezes utilizando os personagens masculinos apenas para fins muito específicos, a roteirista ainda consegue dar um </span><a href="https://valkirias.com.br/relacionamentos-amorosos-em-gilmore-girls/"><span style="font-weight: 400;">devida profundidade a esses componentes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais do que pais, namorados ou amigos, eles têm uma importância significativa a favor do desenvolvimento das personagens mulheres, e nunca o contrário. Como exemplo disso, temos Richard, Jess (</span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Milo Ventimiglia</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Luke (Scott Patterson), que, mesmo oscilando em alguns momentos na vida das protagonistas, sempre surgem com participações necessárias para o seu amadurecimento pessoal ou em pontos decisivos de suas trajetórias. </span></p>
<figure id="attachment_27061" aria-describedby="caption-attachment-27061" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27061" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-800x531.jpg" alt="" width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-1536x1020.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1-1200x797.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-8-1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27061" class="wp-caption-text">Mostrando o teor quase autobiográfico de suas produções, a personagem Lane é baseada na melhor amiga de Amy, Helen Pai, tanto que o nome da banda Hep Alien é o dela embaralhado (Foto: The WB)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após seu grande ato televisivo, que se encerrou em uma </span><a href="https://snews.pro/pt/p/gilmore-girls-por-que-amy-sherman-palladino-deixou-o-programa-apos-a-6-temporada-15257382"><span style="font-weight: 400;">sexta temporada extremamente anti-climática</span></a><span style="font-weight: 400;">, Amy Sherman-Palladino deu origem ao seu novo seriado, em 2008, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jezebel James</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um fracasso completo, que foi cancelado 10 dias após sua estreia e três episódios irem ao ar. Alguns anos depois de continuar na geladeira, em 2012, lançou um novo título: </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt2006848/"><i><span style="font-weight: 400;">Bunheads</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Novamente reciclando aspectos de sua vida pessoal, a trama centrava-se na história de uma ex-bailarina no fim de sua carreira, que acaba se mudando para uma pequena cidade. Apesar de ter conseguido finalizar uma temporada completa, a série não foi renovada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando parecia estar imersa no próprio fracasso, Amy decidiu fugir de sua tendência de focar em tramas da contemporaneidade e retornou para o passado, mais especificamente aos anos 50. É assim que surgiu o que seria a grande consagração de sua carreira, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Fugindo por completo das pequenas cidades fictícias, sua nova obra é ambientada na antiga Nova York. Ao centro dela, está Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan), uma dona de casa que decide ingressar no ramo da comédia </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> após se divorciar do marido. Quase uma antepassada das Gilmore, Sherman-Palladino ganha de vez a sua licença poética para constituir uma personagem extremamente desbocada e que foge dos costumes da época. </span></p>
<figure id="attachment_27059" aria-describedby="caption-attachment-27059" style="width: 1499px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27059" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-6.webp" alt="" width="1499" height="1000" /><figcaption id="caption-attachment-27059" class="wp-caption-text">Antes de interpretar o papel de sua carreira, Alex Borstein já havia participado de Gilmore Girls como as personagens Drella e Miss Celine, e ela também foi casada com Jackson Douglas, intérprete de Jackson (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O fascínio da narrativa já é de esperar, pela continuidade dos diálogos extremamente ritmados e com o sarcasmo e ironia balanceados na medida certa. Além de, é claro, o ambiente totalmente familiar, nos levando a rotina dos Weissman, uma família judaica da classe alta. Mas para não se banhar no mesmo mar que lhe rendeu o seu último e único sucesso até então, a roteirista decide traçar críticas mais profundas à estrutura patriarcal da época, e que tem seus significativos respingos até os dias atuais. Retratar uma das primeiras mulheres a ingressar no ramo da Comédia já é simbólico por si só, mas além das injustiças que Midge sofre em sua carreira apenas por ser mulher, há também a repulsa de seus pais diante de seu novo trabalho, os padrões estéticos a que ela estava aprisionada e a conduta materna que paira sobre a própria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, Sherman-Palladino consegue subverter por completo os papéis femininos ainda retratados no meio televisivo, mesmo que em tempos mais recentes. Isso tudo sem precisar mergulhar em dramas densos e que busquem escancarar o sofrimento que as mulheres estão condenadas &#8211; o qual não precisamos ir muito longe para encontrar no mundo real &#8211; apenas para conseguir chocar e, assim, de fato, gerar algum tipo de reflexão no público. Os méritos da produção são incontáveis, e foram o que levaram a produtora a fazer história no principal prêmio da Televisão americana, como a primeira mulher, e também primeira artista no geral, a </span><a href="https://mulhernocinema.com/noticias/amy-sherman-palladino-e-a-1a-mulher-a-ganhar-emmy-de-roteiro-e-direcao-de-comedia/"><span style="font-weight: 400;">levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">na categoria de Roteiro e Direção em série de comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2018. Um triunfo que apenas reflete sua tamanha importância no meio, ainda mais levando em consideração que seu seriado mais popular nunca havia dado as caras na premiação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/por-que-as-gilmore-girls-perduram,6d4971cd36aa2c12bc81b0122d3417747kc7zf9r.html"><span style="font-weight: 400;">relevância de Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a figura das mulheres na Televisão é tremenda, mas também cabe uma importante reflexão sobre quem são essas protagonistas que ela está retratando na tela, que, no caso, são sempre brancas. Já é nítido que a autora se reflete nas personagens que escreve, basta observar a semelhança com Midge, ambas de família judaica e com um gosto peculiar por chapéus extravagantes. No entanto, dos poucos personagens não-brancos que traz para suas narrativas, nenhum deles recebe uma devida profundidade em suas histórias pessoais. A exemplo temos Lane, que só surge na trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> para servir de apoio a amiga Rory, e ganha um desenrolar de sua história pessoal apenas quando é conveniente, mas que perde a mão por completo na reta final da série &#8211; justiça por Lane Kim!</span></p>
<figure id="attachment_27060" aria-describedby="caption-attachment-27060" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27060" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-7.webp" alt="" width="2560" height="1710" /><figcaption id="caption-attachment-27060" class="wp-caption-text">Já em sua quarta temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é a verdadeira glória de Amy Sherman-Palladino, com a série tendo conquistado <a href="https://www.emmys.com/shows/marvelous-mrs-maisel">20 Emmys ao todo</a> (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O único personagem negro da série também tem a sua participação beirando a superficialidade e as suas tiradas icônicas, diferente de Sookie, que encontra-se no mesmo círculo social de Lorelai. Michel Gerard (Yanic Truesdale) foi, inclusive, alvo de questionamentos diante da </span><a href="https://www.radiotimes.com/tv/comedy/gilmore-girls-a-year-in-the-life-made-a-major-change-to-a-fan-favourite-character/"><span style="font-weight: 400;">representatividade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que o programa nunca trouxe à tona personagens abertamente gays, o que não é um peso carregado apenas pela sua criadora, que queria que a cozinheira do hotel fosse lésbica mas teve a ideia negada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">The WB</span></i><span style="font-weight: 400;"> na época. Essa falta total de abordagem diante da questão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou piada mais tarde, no </span><i><span style="font-weight: 400;">revival Gilmore Girls: Um Ano para Recordar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que Taylor Doose reclama da falta de membros da comunidade para participarem da parada do orgulho do município: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não há gays o suficiente em Stars Hollow!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vindo para sua produção mais recente, as questões raciais e também </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">acabam sendo mais abordadas na figura de Shy Baldwin (LeRoy McClain) ao longo da terceira temporada. Agora, no quarto ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cota de personagens racializados fica nas costas de Mei (Stephanie Hsu), se é que vamos conseguir observar algo mais profundo que os negócios de sua misteriosa família &#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;"> afinal, eles são sua família?</span></i><span style="font-weight: 400;"> Por outro lado, a representatividade LGBTQIA+ ainda apresenta uma certa relutância em ser de fato declarada em componentes da trama como, por exemplo, a </span><a href="https://www.autostraddle.com/make-susie-gay-you-cowards-on-the-marvelous-mrs-maisels-lesbian-problem-443802/"><span style="font-weight: 400;">rabugenta Susie</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Alex Borstein). Em meio às inúmeras críticas diretas sobre a sexualidade da mesma, a principal fica no fato de que, se todos os personagens heterossexuais têm obrigatoriamente interesses amorosos, por que ela também não pode ter sequer uma menção em torno do assunto?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Críticas e elogios a parte, uma coisa é fato: o caminho iniciado por Amy Sherman-Palladino a mais de 20 anos atrás foi essencial para que, hoje, outras mulheres desbocadas pudessem vir para a superfície com maior facilidade, como é o caso da magnífica (e qualquer outro adjetivo que possa fazer jus a sua grandiosidade) </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Phoebe Waller-Bridge. Não foi primordial só apenas na produção da Comédia, mas também pelo feito de poder encorajar uma legião de jovens mulheres a entenderem que, acima de qualquer artifício estético, o sarcasmo pode sim ser sua principal forma de defesa. </span></p>
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