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	<title>Arquivos Punk Rock &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Joy as an Act of Resistance: Há 5 anos, IDLES revolucionava ao ser feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 16:32:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga A felicidade incomoda, isso é fato. Outra coisa que também faz questão de desagradar é o punk-rock. O gênero que surgiu em meados dos anos 1960 e incorpora o garage rock e o proto-punk assume a roupagem de ser uma pedra no sapato do sistema, a peça que não se encaixa no quebra-cabeças. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/joy-as-an-act-of-resistance-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Joy as an Act of Resistance: Há 5 anos, IDLES revolucionava ao ser feliz"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31397" aria-describedby="caption-attachment-31397" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1.jpg" alt="Ensaio fotográfico da banda IDLES para a revista NME. Nela temos, da esquerda para a direita, Mark Bowen, um homem branco de cabelos castanhos e bigode volumoso; Lee Kiernan, um homem branco de cabelos longos castanhos; Adam Devonshire, um homem branco careca de barba ruiva volumosa, seguido logo abaixo por Joe Talbot, um homem branco de cabelo preto ralo, barba por fazer e bigode e Jon Beavis, um homem branco de cabelos castanhos. Mark veste um macacão de trabalhos azul escuro com o escrito “HART” no peito esquerdo. Lee veste uma camisa branca por dentro da calça preta e um óculos de armação na cor vinho. Adam veste uma camisa vinho e calça preta. Joe veste uma camiseta branca, camisa florida e calça preta e Joe veste uma camiseta branca, camisa salmão com estampa em formato de losango e desenhos de uma pantera negra e calça preta. Eles estão sobre uma parede branca fazendo poses e seguram cinco balões prateados com letras que formam o nome da banda." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31397" class="wp-caption-text">A grande força da banda está em se reconhecer como frágil (Foto: Fiona Garden/NME)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A felicidade incomoda, isso é fato. Outra coisa que também faz questão de desagradar é o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. O gênero que surgiu em meados dos anos 1960 e incorpora o </span><i><span style="font-weight: 400;">garage rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">proto-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> assume a roupagem de ser uma pedra no sapato do sistema, a peça que não se encaixa no quebra-cabeças. Isso é notado desde seus expoentes não tão politizados como </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/03/01/blink-182-cancela-show-brasil/"><span style="font-weight: 400;">blink-182</span></a><span style="font-weight: 400;"> até os mais politicamente ácidos como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2d0hyoQ5ynDBnkvAbJKORj"><span style="font-weight: 400;">Rage Against The Machine</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado juntamente com o movimento punk, seus adeptos, por mais que não liguem para estereótipos, sempre foram caracterizados como pessoas fechadas, vestidas de preto e com uma raiva internalizada. Nesse sentido, seus ouvintes majoritariamente são vistos como indivíduos em que a alegria é seu ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">divertidamente</span></a><span style="font-weight: 400;">’ mais escanteado e a seu companheiro vermelho é quem assume a sua mente. Pensando nisso, o grupo britânico IDLES, em seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">discorre na verdade como esses dois sentimentos estão mais próximos do que se imagina.</span></p>
<p><span id="more-31394"></span></p>
<figure id="attachment_31398" aria-describedby="caption-attachment-31398" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2.jpg" alt="Ensaio fotográfico da banda IDLES.Na imagem vemos, da esquerda para a direita, Joe Talbot, Jon Beavis, Adam Devonshire, Mark Bowen e Lee Kiernan. Joe veste uma camiseta branca, Jon veste uma camisa branca e calça preta, Adam veste uma camisa preta, cinto marrom e calça preta, Mark veste uma camisola feminina de época na cor bege e Lee veste uma camiseta preta. Todos olham para a câmera de modo que Jon está esticando um elástico com as duas mãos na direção de Adam, Mark coloca a mão direita sobre o rosto, mostrando que suas unhas estão com um esmalte vermelho e Lee abraça Mark pela cintura enquanto pousa a cabeça sobre seu ombro. Eles estão sobre uma parede de fundo amarelado." width="1000" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2-768x511.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31398" class="wp-caption-text">O jornal inglês The Guardian definiu o quinteto como ‘a banda mais necessária do Reino Unido’ (Foto: Tom Ham)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por Space e mixado por Adam Greenspan e Nick Launay &#8211; este último que tem trabalhos com nomes como</span><a href="https://personaunesp.com.br/arcade-fire-tudo-e-nada-ao-mesmo-tempo/"><span style="font-weight: 400;"> Arcade Fire</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4UXJsSlnKd7ltsrHebV79Q"><span style="font-weight: 400;">Nick Cave &amp; The Bad Seeds</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, o disco vem um ano após</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brutalism</span></i><span style="font-weight: 400;">, entrondoso </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do grupo. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">chega para consolidar a banda para além de mais um nome do – agora fora dos radares – gênero punk, além de servir de referência para como esse tipo de música seria trabalhado e consumido no século XXI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a obra revitaliza o estilo ao mesmo tempo que renova o próprio grupo. IDLES se mostra, aqui, muito consciente ao entender que o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se porta do mesmo jeito que 40 anos atrás, quando </span><a href="https://www.rapadurarecords.com.br/post/olegadodosramones"><span style="font-weight: 400;">Ramones</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sex Pistols reinavam. Partindo desse pressuposto, ele se atualiza para o Reino Unido atual e usa do registro para finalmente traçar um </span><i><span style="font-weight: 400;">mea culpa</span></i><span style="font-weight: 400;"> de um gênero que se moldou com </span><a href="https://nadapop.com.br/especiais/por-que-tem-tanto-punk-machista-homofobico-racista-babaca/"><span style="font-weight: 400;">doses de machismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a abordar como tema principal a masculinidade tóxica.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A máscara</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Da masculinidade</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É uma máscara</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Uma máscara que está me desgastando</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da alegria, tanto no identidade como na levada rítmica, se mostra muito acertada. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3VrfVLndSkH81aE4CqivdI"><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente literal em sua concepção, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance.</span></i><span style="font-weight: 400;">, por mais que pareça ir para o extremo inverso, na verdade externaliza a brutalidade como resultado de um processo catártico. A capa do álbum, mostrando uma pequena multidão de engravatados em um </span><i><span style="font-weight: 400;">mosh</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma festa de casamento, evidencia as intenções do registro de criar, a princípio, um </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock-colarinho-branco </span></i><span style="font-weight: 400;">que, devido às amarras sociais do mundo moderno, não vê raiva e felicidade como sentimentos antagônicos, mas sim como a primeira sendo uma forma de extravasar a segunda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se engana quem pensa que esses aspectos trazem um disco mais calmo. Ele talvez seja o mais convidativo para o público geral, mas ainda assim tem a mesma pungência característica do IDLES. Suas críticas ácidas dessa vez corroem temas como imigração e o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/total-de-britanicos-que-dizem-que-brexit-foi-erro-bate-recorde-diz-pesquisa/"><span style="font-weight: 400;">Brexit</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto se aprofundam em temáticas como solidão, o luto e a sensação de se estar completamente quebrado sentimentalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dualidade de assuntos fica muito visível nos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5w5_sU1TWn8&amp;ab_channel=KEXP"><i><span style="font-weight: 400;">Never Fight A Man With A Perm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mescla elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Laranja Mecânica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual o eu-lírico encontra personagens tipicamente ‘machos com M maiúsculo’ e os satiriza bestializando seus estereótipos. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Danny Nedelko</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem esse nome por conta do imigrante ucraConiano, vocalista da banda </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/07eIrj0b3z5mgvtkDmWoxo"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Lungs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e amigo do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i> <a href="https://www.instagram.com/idlesjoe/"><span style="font-weight: 400;">Joe Talbot</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">é uma crítica a forma como a sociedade tratava esses grupos nos anos em que a crise migratória começou, principalmente ao fato do Reino Unido só ter olhos para eles quando são figuras notáveis.</span></p>
<figure id="attachment_31396" aria-describedby="caption-attachment-31396" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4.jpg" alt="Cena do clipe Danny Nedelko, da banda IDLES. Nela vemos o personagem título, um homem branco de cabelos castanhos claros. Ele está abraçado com uma mulher negra. Ela veste uma jaqueta preta puffer, uma camiseta preta e um turbante preto. Danny veste uma camiseta branca com os escritos “NO ONE IS A ISLAND” um cinto aparentemente na cor marrom e uma calça preta. Ela abraça a mulher com a mão direita enquanto com a mão esquerda faz um sinal de ok. A imagem está em preto e branco." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31396" class="wp-caption-text">D-A-N-N-Y N-E-D-E-L-K-O C-O-M-M-U-N-I-T-Y S-O F-U-C-K Y-O-U (Foto: Youtube/IDLES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum promove uma montanha russa a partir do momento de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira metade é uma queda livre eufórica que expõe o melhor que o IDLES calcou no primeiro registro. Extremamente visceral, ele entrega potentes faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Colossus</span></i><span style="font-weight: 400;">, que versa sobre vícios e as sombras das figuras tóxicas, enquanto </span><a href="https://youtu.be/wMehItNQKAA?si=PKRf23Xvf6exuLSb&amp;t=517"><i><span style="font-weight: 400;">I’m Scum</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">expõe a escrotidão masculina e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Song</span></i><span style="font-weight: 400;">, misturando diferentes vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, subverte o ato de se apaixonar ao abordá-lo através de uma ótica suja e bagunçada da visão do que é ser homem. Nesse conjunto de músicas, Joe Talbot, com sua voz rasgada, praticamente se coloca no púlpito de uma (</span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/apos-polemicas-parada-do-orgulho-hetero-e-realizada-na-california"><span style="font-weight: 400;">não tão</span></a><span style="font-weight: 400;">) distópica parada do orgulho hétero e vocifera um discurso extremamente irônico e escrachado que não agradaria seus participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TCORxrEgr1o&amp;ab_channel=IDLES"><i><span style="font-weight: 400;">June</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que chegamos ao ponto mais baixo da trajetória, ao mesmo tempo que se alcança o ápice do álbum. Aqui, o quinteto </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">se despe de todas as munhequeiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">spikes</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o gênero adotou como identidade visual e desacelera suas guitarras estridentes para entregar um doloroso episódio da vida do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> após a morte de sua filha recém-nascida. Ela engata com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=si2pZRifgIo&amp;ab_channel=IDLES"><i><span style="font-weight: 400;">Samaritans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que juntas formam as duas músicas mais fortes liricamente do disco e guiam a segunda metade para uma nova subida, com uma alegria descontroladamente raivosa. É como se o álbum vislumbrasse um </span><i><span style="font-weight: 400;">mosh</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o planejasse justamente para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HK6rWTFRs5Q&amp;ab_channel=KEXP"><i><span style="font-weight: 400;">Rottweiler</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa que fecha o disco.</span></p>
<figure id="attachment_31395" aria-describedby="caption-attachment-31395" style="width: 1392px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5.jpg" alt="Registro de um de um show do IDLES na edição 2022 do festival Glastonbury. Na imagem temos Mark, um homem branco com cabelos longos e bigode volumoso. Ele veste um vestido de alça florido enquanto segura guitarra estilizada onde parte do tampo é transparente e a parte onde ficam as distorções e o final das cordas em um tampo que simula madeira. Ele está sorrindo para a plateia enquanto o braço direito está esticado depois de tocar o instrumento." width="1392" height="884" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5.jpg 1392w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31395" class="wp-caption-text">Sem dúvidas, o ponto alto do grupo está em suas apresentações ao vivo (Foto: Phoebe Fox/NME)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">é o cartão de visita da banda de Bristol formada por Mark Bowen (guitarra), Lee Kiernan (guitarra), Jon Beavis (bateria), Adam Devonshire (baixo) e Joe Talbot (vocal), além de ser uma importante referência de como o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">se rearranjou e seguiu nos anos 2010. Isso o coloca como um dos melhores discos do gênero, e para </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/12/18/os-melhores-discos-internacionais-2018/5/"><span style="font-weight: 400;">alguns</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos melhores de 2018, que com certeza semeou figuras da vertente na época, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3SXwqSqAoBz9WCI9PDQzY6"><span style="font-weight: 400;">Fontaines D.C.</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2nAKP6etu8wXNnezKXgqgg"><span style="font-weight: 400;">Viagra Boys</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4IeWU3NYBI9mISFVhzXG8f"><span style="font-weight: 400;">Shame</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2qnpHrOzdmOo1S4ox3j17x"><span style="font-weight: 400;">Turnstile</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele é certeiro ao reforçar que, sim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">é o mesmo e vive como os pais que o fundaram: desordeiro, anárquico e pronto pro combate. No entanto, o trabalho reforça que isso não é produto de agressividade atribuída a essa parcela, mas a uma vulnerabilidade, que ele não tem a mínima vergonha de expor através de uma acidez crítica mesclada com uma sensibilidade inimaginada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que seu levante se debruce por temas que são atemporais, fica perceptível a intenção de rotular o álbum como um produto de seu tempo, seja no estilo ou na própria sociedade. E sendo um recorte de um período específico, à medida que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/idles-crawler-critica/"><span style="font-weight: 400;">IDLES</span></a><span style="font-weight: 400;"> se consolide como voz de uma geração, o desejo da banda é exatamente o contrário: que suas discussões sejam superadas. No aguardo de um mundo melhor, resta a esperança e a alegria, nas diferentes roupagens que ela pode ter.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Joy as an Act of Resistance." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7BbRSUBwTB37ut0Ht3yAqt?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 20:32:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Um ano após o lançamento do brilhante Dancing with the Devil… The Art of Starting Over, Demi Lovato mostra mais uma vez sua potência em começar de novo. Lançado em 19 de agosto, o seu oitavo álbum de estúdio, Holy Fvck, traz a artista retomando suas origens do rock e do punk em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30500" aria-describedby="caption-attachment-30500" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30500 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.webp" alt="Foto do oitavo álbum de estúdio de Demi Lovato. A imagem tem formato quadrado e mostra Demi Lovato deitada em cima de uma almofada em formato de cruz, enquanto está amarrada e na frente de um fundo preto com vermelho. " width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.webp 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-1200x1200.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30500" class="wp-caption-text">Com forte influência de tons de vermelho e preto, e Demi deitada sob uma cruz o álbum Holy Fvck é repleto de dores e até mesmo de músicas sexualmente empoderadas (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano após o lançamento do brilhante </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing with the Devil… The Art of Starting Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Demi Lovato mostra mais uma vez sua potência em começar de novo. Lançado em 19 de agosto, o seu oitavo álbum de estúdio,</span> <a href="https://open.spotify.com/album/2QX21ryT6SIcft6N3PkfeR?si=nRhmrNH9TKy-DGtx8FDMFw"><span style="font-weight: 400;"><em>Holy Fvck</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, traz a artista retomando suas origens do <em>rock</em> e do <em>punk</em> em arranjos mais pesados. Além das novas sonoridades, é fácil notar uma mudança genuína em Lovato &#8211;  as fases da vida da cantora são reflexos de seus sentimentos, e parece que em cada uma das 16 faixas do disco ela está realmente se redescobrindo.</span></p>
<p><span id="more-30496"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do desejo ao amor e à raiva, Demi explora uma explosão de sentimentos e de energia em cada música. A voz precisa nos agudos e a intensidade nas letras carregadas de experiências pessoais e dolorosas, nos leva a experimentar cada emoção da cantora. A primeira canção é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VZC9n0jDT04"><i><span style="font-weight: 400;">FREAK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma colaboração com YUNGBLUD e uma abertura perfeita para sua nova fase &#8211; já que ela aproveita para satirizar a indústria que tratou seus traumas como piada e a colocou como “<em>freak</em>” (esquisita ou até aberração, em português).</span></p>
<figure id="attachment_30499" aria-describedby="caption-attachment-30499" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30499 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2.jpg" alt="Foto de Demi Lovato no primeiro show da Holy Fvck Tour. A foto tem formato retangular, e mostra Demi com o microfone em uma das mãos, ela está em um movimento expressivo com o corpo enquanto canta com os cabelos ao vento." width="1024" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2-800x750.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2-768x720.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30499" class="wp-caption-text">O primeiro show da turnê Holy Fvck no Brasil aconteceu em São Paulo no dia 30 de agosto de 2022 e contou com Demi usando peças exclusivas de uma estilista brasileira (Foto: Demi Lovato/Instagram)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência das faixas estão os intensos <em>singles </em></span><em><a href="https://youtu.be/HgrC_h8-2FM"><span style="font-weight: 400;">SKIN OF MY TEETH</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PzUKeGZiEl0"><span style="font-weight: 400;">SUBSTANCE</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, que carregam honestidade e intimidade e que são um ajuste perfeito para a Demi Lovato de <em>Holy Fvck</em>. O primeiro <em>single</em> do álbum, <em>SKIN OF MY TEETH</em>, faz uso de batidas intensas e sons de guitarras fortes &#8211; junto a letra em que ela tenta reescrever o período de sua overdose e a recuperação, além de carregar as descobertas dela sem o uso de substâncias. Já no segundo <em>single</em>, <em>SUBSTANCE</em>, a cantora busca criticar a exaustão e ausência de conteúdo na sociedade, e produz um clipe com inspiração na década de 90 e início dos anos 2000. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Demi saiu da reabilitação outra vez/Quando essa merda vai acabar?”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, a lista de faixas é muito coesa e forte. Na quarta música, Demi mostra uma colaboração feroz com Royal &amp; the Serpent, compondo talvez uma das músicas mais impositivas do álbum &#8211; </span><em><a href="https://youtu.be/zSmvW2sZ3ZU"><span style="font-weight: 400;">EAT ME</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Em um <em>rock punk</em> forte, a letra denúncia como a indústria musical é responsável por moldar artistas para o que é mais vendável. E é nesse momento que a Lovato de <em>Holy Fvck</em> aparece vívida na canção, já que ela não mais ignora sua identidade e essência, mas se permite sentir desde o prazer até a raiva.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Demi Lovato: SUBSTANCE | The Tonight Show Starring Jimmy Fallon" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rAEFXEWnmiY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista para </span><a href="https://youtu.be/wVzIbpH-fG8"><span style="font-weight: 400;">Zane Lowe</span></a><span style="font-weight: 400;">, Demi Lovato se abriu sobre a sua jornada na recuperação, saúde mental, traumas e sua sexualidade: “<em>Voltei ao tratamento e, quando saí, tinha todo esse trauma não resolvido com o qual eu não havia lidado. E então, quando saí, pensei: &#8216;Tudo bem ficar com raiva e sentir essas coisas&#8217;</em>”. Com certeza, é possível entender como cada um de seus processos pessoais tocam cada música e fazem com que o ouvinte se relacione com as sensações da cantora. Na mesma entrevista, Lovato ainda comenta sobre como se sentiu durante a produção: &#8220;<em>Nunca estive tão segura de mim e de minha música, este álbum fala por si só</em>&#8220;.</span></p>
<p><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nmpBEoiuUBw"><span style="font-weight: 400;">29</span></a></em> <span style="font-weight: 400;">é um dos exemplos mais crus dos sentimentos dela colocados em uma música. A faixa aborda o relacionamento de seis anos de Demi com Wilmer Valderrama, que começou quando ela tinha 17 anos e ele 29 &#8211; Lovato busca trazer uma pesada e direta mensagem sobre </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2022/09/04/elas-namoraram-homens-mais-velhos-na-adolescencia-perdi-uma-fase-da-vida.htm"><span style="font-weight: 400;">idade e consentimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. No <em>podcast Call Her Daddy</em>, ela conta que, anos após o término, a reflexão sobre a situação vem de um olhar mais maduro, de como mulheres jovens são enganadas por homens muito mais velhos.</span></p>
<figure id="attachment_30497" aria-describedby="caption-attachment-30497" style="width: 1166px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30497 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3.png" alt="Foto da apresentação de Demi Lovato e sua banda no programa de TV Jimmy Kimmel Live. A imagem tem formato retangular e exibe Demi e as outras quatro mulheres de sua banda enquanto se apresentam." width="1166" height="611" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3.png 1166w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1024x537.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-768x402.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30497" class="wp-caption-text">O quinteto feminino é formado por Nita Strauss, Leanne Bowes, Brittany Bowman e Dani McGinley que junto a Demi Lovato trouxe ainda mais peso graças às fantásticas apresentações de punk rock (Foto: Island Records/Jimmy Kimmel Live)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da pressão de viver sob os holofotes e expectativas, em <em>Holy Fvck</em> Demi explora abertamente sua sexualidade. Com letras eletrizantes e sons dançantes, é visível que ela não teve medo de abraçar suas sensações na escrita. Faixas como </span><em><a href="https://youtu.be/Y7Io-_ZEmZE"><span style="font-weight: 400;">BONES</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><a href="https://youtu.be/vBzIZXL14zk"><span style="font-weight: 400;">CITY OF ANGELS</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e principalmente </span><em><a href="https://youtu.be/e6sbAmuSWBE"><span style="font-weight: 400;">HEAVEN</span></a></em> <span style="font-weight: 400;">são como celebrações da relação com si mesma e com seu corpo. Em <em>HEAVEN</em>, Lovato fala sobre o tabu da masturbação feminina, e faz até brincadeiras líricas entre a letra e referências religiosas: &#8220;<em>Crucificada pela vida que vivo/Oh, meu Deus, espero receber perdão/Indo para o inferno, porque parece o paraíso</em>&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É do meio para o final das faixas que podemos observar uma Demi falando de amor e ainda assim tocando diversas vulnerabilidades de sua vida. Mas algumas músicas podem soar pouco frustrantes, em contraste com a força das músicas que abrem o álbum &#8211; como em </span><em><a href="https://youtu.be/n1RDgyHkuIQ"><span style="font-weight: 400;">WASTED</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://youtu.be/8pB-whAL2Pk"><span style="font-weight: 400;">COME TOGETHER</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, em que a sonoridade não cativa tanto quem experimentou a veia <em>punk rock</em> de Lovato.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Demi Lovato - 29 (Official Live Performance) | Vevo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7bEQv1uf5v0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da cantora em <em>Holy Fvck</em> é antes de tudo um relato autêntico, potente e ao mesmo tempo vulnerável sobre as feridas de Demi. É bravo vê-la abraçando um renascimento em meio aos sons de guitarra, sua potência vocal intensa e letras emocionantes. O álbum tem uma veia nos primeiros trabalhos da artista em </span><em><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nXDRXflb6qi_LNFJn1tWpRP4tCx37-1Ok"><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Forget</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mVlg5RIKz6OxrHLrRkvNh5Ct0xdN3sp1E"><span style="font-weight: 400;">Here We Go Again</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, mas as reflexões cruas e a honestidade inabalável mostram o amadurecimento do som <em>pop-rock</em> adolescente para um <em>hard rock</em> muito bem produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de terminar em tons mais baixos, muitos sentimentos marcam a experiência da obra de Demi Lovato. Talvez essa seja uma das surpresas mais agradáveis da experiência: o álbum é amargo, picante, ácido, forte e encantador. Diferente de todos os seus trabalhos anteriores, <em>Holy Fvck</em> tem a substância que os álbuns <em>pop</em> de Lovato sentiam falta &#8211; a identidade, fúria e autoridade. Não há como esconder suas inspirações, que dessa vez soam mais verdadeiras e intensas. A liberdade de si e de chegar aos extremos – da ira ou da vulnerabilidade –, fazem com que Demi acerte em cheio, expondo seus ápices emocionantes e reencontre sua força nos </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><span style="font-weight: 400;">recomeços</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: HOLY FVCK" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2QX21ryT6SIcft6N3PkfeR?si=fbd611eaaacc4d12&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Ser 100% Charlie Brown Jr é permanecer Abalando A Sua Fábrica, mesmo após 20 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 19:15:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leticia Stradiotto O Começo do Fim do Mundo, em 1982, foi o principal marco do punk rock brasileiro. O festival em São Paulo contou com a participação das primeiras bandas nacionais com foco na contracultura e foi dividido em dois dias, onde grupos como Ratos De Porão e Cólera eram atrações. Porém, logo no segundo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/abalando-a-sua-fabrica-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ser 100% Charlie Brown Jr é permanecer Abalando A Sua Fábrica, mesmo após 20 anos"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24833" aria-describedby="caption-attachment-24833" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24833" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr1.jpg" alt="Capa do disco 100% Charlie Brown Jr - Abalando A Sua Fábrica. Na parte superior está escrito “100% Charlie Brown Jr” com letras estilo de rua vermelhas. Ao lado direito superior existe uma pequena frase escrita “Abalando A Sua Fábrica” com letras distorcidas e fundo preto. Ao lado da frase, tem o desenho preto de uma fábrica sendo destruída por uma bola de destruição. No centro tem uma imagem com fundo predominante vermelho e amarelo. A imagem é a caricatura dos integrantes da banda. Da esquerda para a direita, está desenhado um homem branco de cabelos loiros e jaqueta azul. Ao lado dele, está desenhado um homem branco de chapéu vermelho e blusa marrom. Ao lado dele, está desenhado um homem branco com chapéu roxo que tampa os olhos e veste blusa marrom. Ao lado dele, está desenhado um homem branco de cabelos castanhos e blusa alaranjada." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr1.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24833" class="wp-caption-text">Depois do disco Nadando com os Tubarões, a banda Charlie Brown Jr. lançou seu quarto álbum, sendo esse o primeiro sem participações de convidados externos (Foto: EMI/Charlie Brown Jr.)</figcaption></figure>
<p><b>Leticia Stradiotto</b></p>
<p><a href="https://saopaulosao.com.br/conteudos/recomendados/1437-o-come%C3%A7o-do-fim-do-mundo-e-a-invas%C3%A3o-punk-na-f%C3%A1brica-da-pompeia.html"><span style="font-weight: 400;">O Começo do Fim do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1982, foi o principal marco do </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. O festival em São Paulo contou com a participação das primeiras bandas nacionais com foco na </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/contracultura.htm"><span style="font-weight: 400;">contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> e foi dividido em dois dias, onde grupos como </span><a href="https://open.spotify.com/artist/3d2xlrGC9JGD7ycsf0e8mF?si=80_-hcMVTeGVvqc7UCv3FQ"><span style="font-weight: 400;">Ratos De Porão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6S6ll1Wa6FYvAgThEBX6qJ?si=3YShR938SqGjHfTVS0XWMQ"><span style="font-weight: 400;">Cólera</span></a><span style="font-weight: 400;"> eram atrações. Porém, logo no segundo dia, a Polícia Militar invadiu o local para queimar documentos relacionados à ditadura. Dessa forma, no fim dos anos 90, com a continuação da tendência </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2001 – quase 20 anos depois do evento – o grupo Charlie Brown Jr. lança o seu quarto disco e demonstra que agora, no som nacional, a única coisa a ser queimada é a </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/canta-brasilia/2013/04/21/internacantabrasilia,361470/na-decada-de-1980-bandas-punks-contestavam-ditadura-militar-na-capital.shtml"><span style="font-weight: 400;">censura</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/0Dcy3ThOh8LS1qhXUbZWH7?si=v6lfAy-ERZGi1Uobw383MQ"><i><span style="font-weight: 400;">100% Charlie Brown Jr &#8211; Abalando A Sua Fábrica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve importância não só na evolução do conjunto musical, mas também na </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/08/21/charlie-brown-jr-nofx-blink-182/"><span style="font-weight: 400;">releitura do </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao modo brasileiro de ser. Com a saída do guitarrista </span><a href="https://www.instagram.com/thiagocastanhoguitar/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Thiago Castanho</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o primeiro projeto sem a formação original da banda e gravado com todos os instrumentos ao mesmo tempo, no estilo </span><a href="https://universoretro.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-garage-rock-confira-tambem-10-sons-de-cabeceira/"><i><span style="font-weight: 400;">garage rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se você acha que o termo </span><i><span style="font-weight: 400;">“100% Charlie Brown Jr”</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ironia à separação e possivelmente uma saída do convencional em grupo, você está certo. Afinal, é fato que o vocalista </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/03/lider-da-banda-charlie-brown-chorao-faria-43-anos-em-abril.html"><span style="font-weight: 400;">Chorão</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Alexandre Magno) era dono de um caráter forte – um tanto quanto rebelde</span> <span style="font-weight: 400;">– e queria marcar presença de uma forma específica: Abalando A Sua Fábrica, independente de qual fosse.</span></p>
<p><span id="more-24832"></span></p>
<figure id="attachment_24834" aria-describedby="caption-attachment-24834" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24834" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr2.jpg" alt="Imagem com fundo predominante cinza. Da esquerda para a direita os integrantes da banda estão sorridentes. Marcão, um homem branco de blusa tie dye azul e calça jeans. Ao lado dele, segurando o ombro e subindo na perna de Marcão e Chorão está Renato Pelado, um homem branco de cabelo loiro platinado com uma blusa preta com um dragão cinza e chamas de fogo desenhados e calça bege. Ao lado dele, Chorão, um homem branco de blusa verde neon com bermuda comprida preta e uma faixa cinza amarrada na cabeça. No canto inferior, está Champignon, um homem branco com jaqueta amarela e touca preta sinalizando com a mão o sinal de “paz e amor”." width="615" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-24834" class="wp-caption-text">O álbum 100% Charlie Brown Jr &#8211; Abalando A Sua Fábrica, mais curto que os demais lançados, contém uma sonoridade punk, deixando para trás o rap encontrado em discos anteriores (Foto: EMI/Charlie Brown Jr.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando 20 anos do lançamento, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegou-quem-faltava-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">personalidade de Charlie Brown Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;"> começa a ganhar forma. Com muito </span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, guitarras e baterias pesadas, o álbum é responsável por construir uma das mais destacadas sonoridades da banda. Com o baixo magnífico de Champignon, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CyYHbzq-TPM"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Protesto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a contextualização política, e ainda atual, retratando a corrupção e a despreocupação do governo com o povo. CBJr é muito mais que um trabalho musical, também é entretenimento. A obra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KH7T_QVFnGg"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Eu Acordei Feliz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> demonstra isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o clipe referenciando o filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RMBZF0466y0"><i><span style="font-weight: 400;">Snatch: Porcos e Diamantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a galera pirava nas reproduções pelo canal da </span><a href="https://www.mtv.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na época. São talentos que marcam pela originalidade e, consequentemente, registram a nostalgia para diversas gerações, inclusive aquelas que acordam com a sutil vontade de matar o presidente. Em sequência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G94R4l-77oM"><i><span style="font-weight: 400;">Sino Dourado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi inspirada no sucesso </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r1UkZLT20TI"><i><span style="font-weight: 400;">Ring My Bell</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Anita Ward, assim fica fácil entender do que a letra da música se trata. Longe de uma pegada melancólica, a faixa traz elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua forma mais popular: </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm1408200604.htm"><span style="font-weight: 400;">sexo, drogas e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charlie Brown Jr. - Hoje Eu Acordei Feliz (Clipe)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/tUCzE3GBucg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Liberdade, oposição ao consumismo, antiautoritarismo, muita rebeldia e, claro, uma guitarra espetacular. Isso é </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou melhor, isso é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2APeohPUyM"><i><span style="font-weight: 400;">Quebra-Mar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">A batida dessa faixa lembra a melodia-tema de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CpMV9YA_4Tk"><i><span style="font-weight: 400;">Tubarão</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em uma pegada mais pesada sob o comando do guitarrista </span><a href="https://www.instagram.com/marcaobritto/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Marcão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é seguida pela harmônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DRhEueqE7Uw"><i><span style="font-weight: 400;">Lugar ao Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">dedicada ao pai de Chorão, falecido há pouco tempo. Diferentemente das demais músicas apresentadas, esse som retrata a </span><a href="https://leionarede.com/blog/se-nao-eu-quem-vai-fazer-voce-feliz#:~:text=Ainda%20que%20pelas,em%20suas%20m%C3%BAsicas."><span style="font-weight: 400;">espiritualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e transforma-se em um acalento ao coração acerca dos encontros e desencontros da vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t1tABA3gFlQ"><i><span style="font-weight: 400;">Descubra O Que Há De Errado Com Você</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=068Z81QEjFw"><i><span style="font-weight: 400;">Só Lazer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornam com o barulho do </span><a href="https://www.infoescola.com/musica/hardcore/"><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rápido e agressivo no álbum. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pdU0gOINdPE"><i><span style="font-weight: 400;">Você Vai De Limusine, Eu Vou De Trem</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem o jeito Chorão de ser, com a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do moleque pé-rapado que vive um amor com a patricinha do bairro. E logo em seguida, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=65xlNxGeS58"><i><span style="font-weight: 400;">O Lado Certo da Vida Errada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, como um bom som do Charlie Brown Jr., mistura a melodia do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com letras sobre a paixão pura e incessante. No caso do vocalista Alê, retratava sempre em suas músicas </span><a href="https://leionarede.com/blog/se-nao-eu-quem-vai-fazer-voce-feliz#:~:text=Ela%20mostra%20um%20cara%20amoroso,a%20aparecer%20em%20suas%20m%C3%BAsicas."><span style="font-weight: 400;">a paixão inesgotável</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela sua namorada e futura esposa, Grazon.</span></p>
<figure id="attachment_24835" aria-describedby="caption-attachment-24835" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr3.jpg" alt="Registro de uma foto com fundo predominante cinza. Na foto estão respectivamente Chorão e Grazon abraçados. Chorão é um homem branco que veste um boné preto, uma blusa preta e uma jaqueta marrom. Grazon é uma mulher branca com cabelos loiros e veste uma blusa estampada com as cores vermelha, branca, amarela e azul escuro. Ela está apontando para a câmera que registra a foto com o dedo indicador." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cbjr3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24835" class="wp-caption-text">Grazon foi a musa inspiradora de Chorão, dessa forma, a maioria das músicas da banda que falam sobre amor foram escritas e dedicadas a alguém especial (Foto: Graziela Gonçalves)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um vocal e instrumental extremamente sujos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CpmopU2Tvkw"><i><span style="font-weight: 400;">T.F.D.P.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lembra a essência </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> presente, muitas vezes, no </span><a href="https://www.virgula.com.br/musica/semana-do-rock-por-que-o-grunge-nao-vingou-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e não deixa de fora a utilização de palavrões como forma de revolta e protesto à questão social. A obra chega ao fim com duas faixas fenomenais que, com certeza, são marcos da banda e ultrapassam gerações. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7bOX4Qedvdw"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Pro Alto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> motiva e alcança a possibilidade de segundas chances, com todos os </span><a href="https://personaunesp.com.br/chorao-marginal-alado-critica/"><span style="font-weight: 400;">problemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvendo drogas, paixões e brigas internas no grupo. Chorão reconforta e nos proporciona o entendimento de que as coisas são </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k7pr4VTk5cQ"><i><span style="font-weight: 400;">Como Tudo Deve Ser</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas depois, o disco </span><i><span style="font-weight: 400;">100% Charlie Brown Jr &#8211; Abalando A Sua Fábrica</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus ao nome e traz a individualidade presente na banda para o público externo. Ao mesmo tempo, retoma movimentos musicais </span><a href="https://pedrozuccolotto.medium.com/o-punk-no-brasil-e-sua-rela%C3%A7%C3%A3o-com-a-ditadura-militar-db179cf0b3fe"><span style="font-weight: 400;">impedidos no passado brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e constrói um </span><a href="https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/educacao/noticia/2019/02/09/bandas-cover-de-todo-o-pais-mantem-vivo-legado-do-charlie-brown-jr.ghtml"><span style="font-weight: 400;">legado</span></a><span style="font-weight: 400;"> cheio de influências à liberdade para as próximas gerações. Não é à toa que a espiritualidade da banda – mesmo após seu término – continua sendo destaque nos sons nacionais. Pois afinal, o vocalista falava sobre a necessidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1JtPSIppxSA"><i><span style="font-weight: 400;">viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto na verdade, o seu trabalho feito com tanta garra e paixão, fez com que o tempo fosse quase irrelevante ao sucesso – e sonhos – da querida </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2020/12/chorao-o-garoto-que-vendeu-a-televisao-do-pai-pelo-sonho-de-levar-a-vida-com-uma-banda-o-charlie-brown-jr/"><span style="font-weight: 400;">origem do grupo Charlie Brown Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: 100% Charlie Brown Jr - Abalando A Sua Fábrica" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/0Dcy3ThOh8LS1qhXUbZWH7?si=2eL7H1U4SgCRoUUr5rG2eg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>The Ride: há 5 anos, nos perdíamos com Catfish and the Bottlemen</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 16:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Ana Laura Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira A geração emo dos anos 2000 envelheceu e hoje é responsável por dar as novas rédeas do que influencia o mundo. Não é à toa que o sample de Misery Business do Paramore se tornou um sucesso nas mãos de Olivia Rodrigo em seu single good 4 u, conquistando os ouvintes de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-ride-catfish-bottlemen-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Ride: há 5 anos, nos perdíamos com Catfish and the Bottlemen"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21640" aria-describedby="caption-attachment-21640" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21640" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.jpg" alt="Capa do álbum The Ride. Mostra a ilustração de um jacaré em branco mordendo a própria cauda. No canto superior esquerdo vemos o nome da banda, Catfish and the Bottlemen, em branco, com o nome do álbum logo abaixo. No canto inferior direito há o aviso de conteúdo explícito. O fundo da imagem é preto." width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21640" class="wp-caption-text">“Talvez eu não aja da maneira que eu costumava/Porque eu não sinto o mesmo sobre você/Na verdade, isso é uma mentira, eu quero você” (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A geração emo dos anos 2000 envelheceu e hoje é responsável por dar as novas rédeas do que influencia o mundo. Não é à toa que o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aCyGvGEtOwc"><i><span style="font-weight: 400;">Misery Business</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Paramore se tornou um sucesso nas mãos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single good 4 u</span></i><span style="font-weight: 400;">, conquistando os ouvintes de todas as idades. Entretanto, quando pensamos em uma evolução um pouco mais madura dessas influências de alguns anos atrás, somos levados até bandas como Catfish and the Bottlemen. Com sua originalidade pautada nas boas memórias da era de ouro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">feito no início do século, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N14146Rv5V0&amp;list=PLCRDmfkbxnFDLL8F-xVzOJJKexi67qj95"><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegava aos nossos ouvidos há 5 anos, marcando sua presença com hinos que ficarão para sempre.</span></p>
<p><span id="more-21639"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo a mesma toada de seu álbum anterior, a banda britânica consegue seguir um nível de coesão que torna este disco uma complementação de seu primeiro, fazendo com que toda a sua harmonia sonora possa não apenas se perpetuar, mas solidificar seu estilo e originalidade. Desse modo, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre suas 11 faixas com uma das canções mais conhecidas da banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">7</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dando o tom do disco, a música é uma mistura de referências que percorrem desde </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Evanescence</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://open.spotify.com/album/0cRJKK0y1sfZEqWub4dK9v?si=jA2Wwa8uS3SSisWv_6o4DQ&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">Kings of Leon</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, sua pegada um tanto densa se responsabiliza por nos imergir nessa narrativa.</span></p>
<figure id="attachment_21641" aria-describedby="caption-attachment-21641" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21641" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2.jpg" alt="Imagem da banda Catfish and the Bottlemen. Mostra os integrantes, quatro homens brancos andando em uma rua. Da esquerda para direita vemos o primeiro deles com jaqueta, calça, blusa e tênis escuros, óculos e cabelos encaracolados soltos, ao lado de um homem com roupas iguais e um cachecol enrolado no pescoço, ele usa uma boina. Ao centro há um homem com roupas pretas e cabelo curto e liso solto e ao seu lado outro integrante com jaqueta, calça e tênis escuros, camisa branca e cabelos encaracolados soltos. A imagem é em branco e preto." width="639" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2.jpg 639w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21641" class="wp-caption-text">O vocalista da banda, Van McCann, contou que a composição e gravação do disco foram feitas em um abrigo antibombas, onde “não tinha sinal de telefone, nem janela. Ficávamos lá concentrados, atenção total” (Foto: Jordan Curtis Hughes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Flutuando entre a sua unicidade e clichês do estilo que percorre o </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/a-historia-do-rock-alternativo/"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, podemos dizer que o álbum definitivamente não é vanguardista. Entretanto, essa não é uma crítica negativa, uma vez que ao se manter na simplicidade, Catfish and the Bottlemen consegue construir uma relação mais próxima ao seus ouvintes, mantendo o foco não em serem um sucesso com a crítica especializada, mas sim em construir um diálogo que fosse facilmente entendido. Jogando todas as cartas na mesa, o disco não esconde seus coringas, já inserindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, com sua ambiguidade sonora, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soundcheck</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música mais destoante da coletânea, logo na sequência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando em crítica especializada, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi muito bem em seu ano de lançamento. Sendo tachado como uma queda brusca de qualidade em comparação com o disco antecessor, o calcanhar de Aquiles do álbum aniversariante foi a expectativa. </span><a href="https://open.spotify.com/album/0C0OFASoQC57yC12vQhCwN?si=s_noTYfkR3iSzFxI0a5W-Q&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">The Balcony</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, obra primogênita de Catfish and the Bottlemen, é sem sombra de dúvidas um diamante. Com canções marcantes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Kathleen </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cocoon, </span></i><span style="font-weight: 400;">que conseguem equilibrar passado, presente e futuro &#8211; e que se mantém atuais mesmo já completando 7 anos -, o primeiro lançamento da banda fez barulho e chamou a atenção por ser uma composição extremamente bem lapidada, ainda mais para o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">de um grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se mantendo na zona de conforto das influências e abrindo mão de um caráter progressista para isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi sim uma decepção que, para nossa felicidade, conseguiu se recuperar. Envelhecendo tão bem como um vinho, o álbum hoje atingiu maiores reconhecimentos. Talvez pela empolgação do novo lançamento em meados de 2016, acabamos nos cegando para o tínhamos em mãos enquanto pensávamos no que poderíamos ter. Agora, olhando para o produto final de uma perspectiva um pouco mais completa, já com a continuação da banda em </span><a href="https://open.spotify.com/album/0eELSmJrZpzOKfdO80nJ9r?si=DlxqpexLTi-ervfsXPzqcg&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">The Balance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e sem nos prender em expectativas próprias, notamos que o disco é completo em todos os sentidos da palavra.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Catfish and the Bottlemen - Twice" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/E79WQnDAXVc?list=PLgKNAAUSoV1qyX73kx1-3qTlG_Y52wjRM" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra crítica feita ao álbum é sua falta de organização narrativa, já que, aparentemente, acompanhamos uma mesma história contada em ordem totalmente desconexa. Partindo da poderosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bwhSQqJfF-c"><i><span style="font-weight: 400;">Oxigen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que sonoramente falando mistura referências </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/green-day-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Green Day</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um toque do </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">setentista emprestado de bandas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_zBwRDEFMRY"><span style="font-weight: 400;">Blondie</span></a><span style="font-weight: 400;">, ouvimos a narração de um amor insistente e resistente ao que escutamos </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu te amava nessa época, e eu te amo agora”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, sem a transição necessária, somos logo jogados em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c9jORLvRNaQ"><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e seu ciúmes barulhento, afinal </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ele pode fazer o que eu faço por você?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos perdendo um pouco nessa história que vai e vem sem muita organização, às vezes nos pegamos mais entretidos em tentar mostrar seu quebra-cabeça cronológico do que simplesmente absorver sua construção. Contudo, para isso também há uma explicação, uma vez que a escolha da bagunça narrativa pode ser justificada a nosso olhos por uma priorização da harmonia sonora do álbum. Criando transições perfeitas, temos a impressão de estarmos quase que escutando uma faixa única, já que, em questão de batidas, nossa imersão é tão poderosa que chegamos até a nos assustar com a quebra brusca de atmosfera ao fim do disco, que encerra com a interrupção rude de </span><a href="https://genius.com/Catfish-and-the-bottlemen-outside-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Outside</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, podemos facilmente resumir o segundo álbum da banda como uma mistura madura das canções que os músicos provavelmente </span><a href="https://santodecasa.co/2021/05/17/a-volta-do-emo-pop-punk/"><span style="font-weight: 400;">escutavam em sua adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">. É possível sentir toda a personalidade e identidade que os britânicos colocaram em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem que temessem serem recheadas por isso. Afinal, como já até comentamos, o objetivo do disco não é ser um sucesso absoluto, mas uma conversa franca com que envelheceu na mesma época que eles. </span></p>
<figure id="attachment_21642" aria-describedby="caption-attachment-21642" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21642" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3.jpg" alt="Imagem em preto e branco do vocalista Van McCann com as duas mãos segurando o microfone no pedestal. Ele usa uma blusa preta e tem os cabelos soltos e lisos. Vemos apenas parte do rosto encoberto pelas mãos. Acima de sua cabeça há um holofote o iluminando e no fundo há um pedaço do letreiro do Troubadour. No canto inferior esquerdo, há o guitarrista da banda, Johnny “Bondy” Bond, com uma blusa preta sem mangas e boina escura. Apenas metade dele aparece." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21642" class="wp-caption-text">The Ride foi produzido por Dave Sardy, o qual também trabalha com nomes como System of a Down e The Who entre suas produções (Foto: Tamarind Free Jones)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Ride</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o reflexo de uma geração toda que cresceu cercada de influências musicais dos mais diversos tipos. Podendo encontrar pistas sonoras que vão desde de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vc6vs-l5dkc"><span style="font-weight: 400;">Panic! At The Disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> até mesmo a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oasis/"><span style="font-weight: 400;">Oasis</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que Catfish and the Bottlemen nos concede nesse disco é um amadurecimento </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">da primeira década deste século. Um tanto saudosista, o único empecilho que torna essa obra imperfeita é a sedenta necessidade de escrachar suas referências. Entretanto, mesmo entre altos e baixos, não podemos negar que esta é uma coletânea que consegue, com sucesso, resumir em poucas palavras a essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: The Ride" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/07IHAhsG4FnnfHQSb3bbAZ?si=RF3E8vA3SeOEWVjAyqmr7w&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
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		<title>35 anos de Cabeça Dinossauro: os Titãs estavam putos da vida</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 13:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos O ano era 1986 e os Titãs estavam irados. O Brasil começava a limpar os pulmões da fuligem dos militares e respirar o ar fresco da democracia quando, em 25 de junho, Cabeça Dinossauro saiu do escuro dos esgotos para fazer barulho na cena musical brasileira e enterrar os fósseis caretas remanescentes dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cabeca-dinossauro-35-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "35 anos de Cabeça Dinossauro: os Titãs estavam putos da vida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21310" aria-describedby="caption-attachment-21310" style="width: 1418px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21310 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1.jpg" alt="Capa de Cabeça Dinossauro. O título do álbum e a palavra TITÃS estão escritos em vermelho, no topo da imagem. A capa é uma ilustração chamada &quot;Expressão de um homem urrando&quot;, em que vemos o rascunho de um homem careca, com a cabeça sobressaltada, orelhas pequenas e olhos quase fechados. Ele está de perfil, com a boca aberta como que em um grito e a língua para fora. Está de perfil." width="1418" height="1418" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1.jpg 1418w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/0085365740815_max-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21310" class="wp-caption-text">A capa de Cabeça Dinossauro não ilustrava os membros da banda; no lugar, foi utilizado um acetato de Leonardo da Vinci chamado &#8220;Expressão de um homem urrando&#8221; (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano era 1986 e os </span><a href="https://www.dgabc.com.br/Noticia/246574/-titas-foram-muito-importantes-para-musica-brasileira-diz-nando-reis"><span style="font-weight: 400;">Titãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> estavam irados. O Brasil começava a limpar os pulmões da fuligem dos militares e respirar o ar fresco da democracia quando, em 25 de junho, </span><a href="http://g1.globo.com/distrito-federal/musica/noticia/2016/06/faltava-barulho-na-musica-brasileira-dizem-titas-sobre-cabeca-dinossauro.html"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> saiu do escuro dos esgotos para fazer barulho na cena musical brasileira e enterrar os fósseis caretas remanescentes dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chico-buarque-construcao-50-anos/"><span style="font-weight: 400;">anos de chumbo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com 13 faixas, o terceiro álbum da banda que contava com Arnaldo Antunes, Nando Reis, Paulo Miklos, Branco Mello, Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin e Marcelo Fromer foi uma </span><a href="http://educativafm.com.br/novo/ha-30-anos-titas-lancava-o-epico-cabeca-dinossauro/"><span style="font-weight: 400;">experiência verdadeiramente </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que gritou na cara do sistema capitalista e das instituições hipócritas daquela terra sem lei dos anos 80.</span></p>
<p><span id="more-21306"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dois discos que não foram muito bem recebidos pelo público e da prisão de Tony Bellotto e Arnaldo Antunes por porte de heroína, o octeto estava desacreditado da própria carreira. Mal eles sabiam que, quando gravassem </span><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra70100/cabeca-dinossauro"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, iriam atingir principalmente uma juventude descrente e sem perspectiva que passava pela crise econômica deixada de herança pelos militares. Tanto foi que o álbum se tornou o primeiro disco de ouro dos Titãs, batendo a marca de 250 mil cópias vendidas em um ano.</span></p>
<figure id="attachment_21308" aria-describedby="caption-attachment-21308" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21308 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s.jpg" alt="Imagem retangular da banda Titãs. Todos os 8 integrantes compõe a imagem, fotografados da cabeça para cima em duas fileiras de quatro, com fundo azul. Na fileira de cima, da esquerda para direita, temos: Charles Gavin, um homem branco com cabelos loiros e sobrancelhas escuras; Arnaldo Antunes, um homem branco com cabelos pretos bagunçados; Sérgio Britto, um homem branco com cabelos curtos castanhos escuros e Nando Reis, um homembranco com cabelos ruivos enrolados. Na fileira de baixo, da esquerda para direita, temos: Tony Bellotto, um homem branco com cabelos castanhos claros enrolados; Paulo Miklos, um homem branco com cabelos pretos; Branco Mello, um homem branco com cabelos pretos compridos e Marcelo Fromer, o único que sorri na foto, que possui cabelos enrolados e claros. É difícil identificar suas vestimentas, mas todos usam paletós pretos. Todos os 8 olham diretamente para a câmera." width="1600" height="1146" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s-800x573.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s-1024x733.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s-768x550.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s-1536x1100.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/63368-tit25c325a3s-1200x860.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21308" class="wp-caption-text">Hoje em dia, a formação dos Titãs só conta com três integrantes originais: Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto; Marcelo Fromer faleceu em 2001 (Foto: Titãs)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o Brasil já estivesse sob comando de José Sarney, </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,cabeca-dinossauro-30-anos-o-porao-escuro-do-titas,12627,0.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enfrentou obstáculos significativos por conta do teor de suas letras. A censura, que demorou muito para se descolar das entranhas institucionais, foi bater na porta da banda e tentar munir o lançamento do disco – tarde demais, já que o público havia mergulhado de cabeça na agressividade descontrolada dos paulistanos. O </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> reverso foi tão eficaz que os </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a ficar lotados, as rádios optaram por pagar as multas estabelecidas pelas canções proibidas e os Titãs entraram definitivamente no </span><a href="https://universodovinil.com.br/2016/05/29/o-quarteto-sagrado-do-rock-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">quarteto sagrado do rock nacional</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção do registro ficou, pela primeira vez, a cargo de </span><a href="https://vejario.abril.com.br/cidade/liminha-na-linha-de-frente-do-pop-rock/"><span style="font-weight: 400;">Liminha, ex-baixista dos Mutantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. O músico foi peça fundamental para traçar com precisão a sonoridade desejada pela banda, e não demorou muito para ser apadrinhado como o </span><i><span style="font-weight: 400;">nono membro</span></i><span style="font-weight: 400;"> do grupo. Liminha laçou toda aquela confusão rebelde e converteu no que se tornou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i><span style="font-weight: 400;">, que equilibra a própria raiva e o descontrole em uma coesão musical polêmica e deliciosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os quase 39 minutos de som </span><a href="https://www.marcoaureliodeca.com.br/2012/09/06/para-entender-o-cabeca-dinossauro/"><span style="font-weight: 400;">não deixam ninguém escapar</span></a><span style="font-weight: 400;">; sobra para a polícia, para a Igreja, para as leis e até para os que não fazem nada. Toda aquela revolta, muito bem justificada no contexto em que o disco foi lançado, contagiou os que estavam de saco cheio do sistema e, literalmente, quebrou as casas de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> por onde os oito marmanjos passaram destilando um caos hipnotizante.</span></p>
<figure id="attachment_21309" aria-describedby="caption-attachment-21309" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21309 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60-800x800.jpg" alt="Contracapa do álbum Cabeça Dinossauro. A imagem mostra um rascunho do desenho Cabeça Grotesca, em que um homem carrancudo, com nariz arrebitado, orelhas grandes e boca diminuta está ilustrado como se a lápis. Ele está de perfil. Embaixo, o nome TITÃS CABEÇA DINOSSAURO está em vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/1200x1200bf-60.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21309" class="wp-caption-text">Assim como a capa, a contracapa &#8220;Cabeça grotesca&#8221; é a reprodução de desenhos originais de Leonardo da Vinci, trazidos diretamente do Louvre por um conhecido de Sérgio Britto (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem esperava um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">família </span></i><span style="font-weight: 400;">quando colocou a bolacha para rodar pela primeira vez, escutar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Jtnl9jA3EA0"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa de abertura que intitula o álbum, deve ter sido um choque e tanto. A percussão de Liminha e os três versos – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r2M6W-Z-l8k&amp;list=PLsfDNauz-ruYTRE7rZFbYp-46bi6QmrEm&amp;index=14"><i><span style="font-weight: 400;">cabeça dinossauro, pança de mamute, espírito de porco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, praticamente vomitados por Branco Mello, dão início a um manifesto sonoramente selvagem contrário à barbárie do capitalismo. Tirem as crianças da sala, pois o som titânico só estava começando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temática do disco é clara: estamos insatisfeitos e queremos berrar. Apesar de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CWJoYR6DI5M"> <i><span style="font-weight: 400;">Aa uu</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> manter a qualidade de sua antecessora, ela é mais passível de se dar uma bela respirada e aproveitar os vocais carismáticos de Sérgio Britto bradando sobre uma espécie de sujeito-máquina. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EYRZXkD_7OU&amp;list=PLsfDNauz-ruYTRE7rZFbYp-46bi6QmrEm&amp;index=32"><span style="font-weight: 400;">O clipe da faixa</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou uma exibição no </span><i><span style="font-weight: 400;">Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi responsável por popularizá-la a ponto de virar até trilha sonora de novela da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, seguindo em frente, é preciso garantir que aquela tal respirada seja bem longa, pois o folêgo desaparece durante as </span><a href="https://www.musicontherun.net/2014/06/discos-para-historia-cabeca-dinossauro.html"><span style="font-weight: 400;">canções seguintes</span></a><span style="font-weight: 400;">. A que melhor exemplifica essa insanidade transgressora do momento é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CQUJb8AFaEQ&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=6"><i><span style="font-weight: 400;">A face do destruidor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que levou embora o pulmão de Paulo Miklos. Localizada entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=35dCbu5lzFs&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=7"><i><span style="font-weight: 400;">Porrada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Arnaldo Antunes,</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FotZyUPeCY0&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=5"><i><span style="font-weight: 400;">Estado violência</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrita por Charles Gavin, os 38 segundos da música beiram o incompreensível e com certeza geraram muito bate-cabeça nos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">do grupo oitentista.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TITÃS HOMEM PRIMATA 1985 ( Video Original )" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/bswa1uyQe8s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZcuIkL6qoF4&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=3"><i><span style="font-weight: 400;">Igreja</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YjSsfbaQvAs&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Polícia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> podem dividir o crédito quando se trata de polêmica. Enquanto a primeira, criação de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/01/25/nando-reis-video-segunda-parte-titas/"><span style="font-weight: 400;">Nando Reis</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazia um </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2878/arnaldo-antunes"><span style="font-weight: 400;">Arnaldo Antunes</span></a><span style="font-weight: 400;"> cristão e ofendido deixar os palcos pela crítica à religiosidade fingida, a anarquista </span><i><span style="font-weight: 400;">Polícia</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Tony Bellotto rememorava a arbitrariedade policial e a opressão exagerada ainda marcante no Brasil de Sarney. Hoje, essa canção é quase um hino contra os agentes da lei, que seguem deixando um rastro de sangue preto e pobre pelo caminho de suas botas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das duas composições darem o que falar, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pY8fMemDjoE&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=9"><i><span style="font-weight: 400;">Bichos escrotos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que rouba a cena </span><i><span style="font-weight: 400;">underground</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com Miklos novamente nos vocais e Antunes, Reis e Britto nas entrelinhas, a faixa que datava 1982 já havia sido proibida de entrar em discos anteriores dos Titãs. Devidamente gravada e parte de </span><a href="https://www.casadosclassicos.com.br/titas-cabeca-dinossauro-rock-brasileiro-1986/"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi a demanda absurda do público que fez as rádios pagarem a multa para tocá-la. Logo, um sonoro </span><i><span style="font-weight: 400;">vão se fuder! </span></i><span style="font-weight: 400;">ecoava na casa da família tradicional brasileira. De longe, a canção mais satisfatória do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PE_fRkETibc"><span style="font-weight: 400;">tanta porradaria</span></a><span style="font-weight: 400;">, é até engraçado ouvir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ndEmU-FZ-8s&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=10"><i><span style="font-weight: 400;">Família</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/nando-reis-video-caseiro-bichos-escrotos/"><span style="font-weight: 400;">voz melódica de Nando Reis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Beirando o </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;">, a letra do cotidiano é o oposto do primitivismo impresso nas suas antecessoras. Ao lado da inconformada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=joUfuhLABU0&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=8"><i><span style="font-weight: 400;">Tô cansado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fechou o lado A do vinil, é a parte mais </span><i><span style="font-weight: 400;">light</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentre tanto nervosismo cantado. Claro que isso não influencia em absolutamente nada na qualidade do </span><a href="http://pensaraeducacao.com.br/pensaraeducacaoempauta/cabeca-dinossauro-uma-representacao-da-selvageria-brasileira/"><span style="font-weight: 400;">conceito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – todo mundo que berra demais precisa parar para tomar um gole d’água. O álbum encontra seu lugar melhor ainda nas suas gravações mais tranquilas.</span></p>
<figure id="attachment_21307" aria-describedby="caption-attachment-21307" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21307 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/titas2.jpg" alt="Fotografia retangular com um filtro em preto e branco da gravação do clipe Cabeça Dinossauro, dos Titãs. 6 integrantes da banda estão na imagem, todos homens brancos. Da esquerda para a direita, na fileira de baixo, vemos um homem sem camisa olhando para cima, com cabelos jogados para trás e aparenta ter sujeira no rosto. Ao centro, outro homem sem camisa, com o rosto sujo e olhando para o lado esquerdo da imagem. À direita, também um homem sem camisa, olhando diretamente para a câmera e com cabelo bagunçado. Na fileira de cima, da esquerda para a direita, vemos um homem centralizado sem camisa, com cabelo curto e segurando um galho de madeira com as duas mãos para cima. Centralizado à esquerda, há um homem sem camisa e de shorts, relativamente curvado e olhando para o lado esquerdo da imagem. À direita, vemos o último homem sem camisa, também sujo na região do peito, olhando para a câmera com seu cabelo embaraçado." width="984" height="738" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/titas2.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/titas2-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/titas2-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21307" class="wp-caption-text">A gravação do clipe Cabeça Dinossauro ocorreu na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso (Foto: Titãs &#8211; A Vida Até Parece uma Festa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bichos escrotos</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SeYY4dujuHA&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=11"><i><span style="font-weight: 400;">Homem primata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é, até hoje, um dos maiores sucessos do grupo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">capitalismo selvagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> da selva de pedra paulistana ganhou um ritmo com guitarras marcantes e outro vocal de Britto. A letra, também engavetada, teve participação de Ciro Pessoa, que integrou a banda até 1983 e, infelizmente, </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/05/morre-ciro-pessoa-um-dos-fundadores-dos-titas.htm"><span style="font-weight: 400;">faleceu</span></a><span style="font-weight: 400;"> depois de contrair covid-19 em 2020. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7UbG8BCtmjs&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=12"><i><span style="font-weight: 400;">Dívidas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DW5xEakttKk&amp;list=PLC79F648ED03DA431&amp;index=13"><i><span style="font-weight: 400;">O que</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as duas com o dedo unânime de Arnaldo Antunes, finalizam os quarenta minutos de ira explosiva de uma das bandas mais importantes do nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. A experiência acaba; a revolta, nem tanto.</span></p>
<p><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/cabeca-dinossauro-vira-livro-com-13-escritores-20528044"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça Dinossauro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">veio para chutar as portas da indústria musical brasileira e meter porrada nos dinossauros autoritários e vazios que se rastejavam pelo país. Como todo disco que entra para a história, sua </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/cabeca-dinossauro-ainda-e-um-sucesso-porque-os-temas-que-tratamos-seguem-os-mesmos-diz"><span style="font-weight: 400;">atemporalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é impressionante, principalmente se lembrarmos que os bichos escrotos decidiram sair dos esgotos de vez </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/musica/2021/06/titas-se-posicionam-contra-governo-bolsonaro-chega-de-destruicao.shtml"><span style="font-weight: 400;">em 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o disco de 1986</span> <span style="font-weight: 400;">poderia ser facilmente trilha sonora do espectro político atual – tragicômico, eu sei. Independente, uma coisa é fato: putos da vida, os </span><a href="http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/07/titas-5-dos-8-membros-da-formacao-classica-sairam-da-banda-veja-quais.html"><span style="font-weight: 400;">Titãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançaram um clássico.</span></p>
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		<title>Hollywood’s Bleeding e a reconstrução de Post Malone</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2021 17:07:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Post Malone é um hitmaker de mão cheia. Essa máxima vem sendo comprovada desde 2016, com o lançamento do seu primeiro disco, o Stoney, quando emplacou a faixa Congratulations no topo das paradas. Em 2018, o sucesso se manteve com Better Now e rockstar, que permanecem em alta até hoje, dando a sensação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hollywood’s Bleeding e a reconstrução de Post Malone"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17726" aria-describedby="caption-attachment-17726" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17726 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone.jpg" alt="A imagem é uma foto de divulgação do álbum Hollywood's Bleeding, do cantor Post Malone. Na imagem, Post está com o rosto virado para o lado direito para baixo, ele está com os olhos e a boca fechada. Post é um homem branco, de cabelos castanhos cacheados, barba e com algumas tatuagens no rosto. Ele veste um casaco preto e há uma luz vermelha em seu rosto. Ao fundo da imagem, é possível ver galhos de uma árvore e um fundo azul." width="2000" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone-300x191.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Post-Malone-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17726" class="wp-caption-text">O carismático rapper estadunidense muda suas feições em seu álbum mais recente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Post Malone é um </span><i><span style="font-weight: 400;">hitmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> de mão cheia. Essa máxima vem sendo comprovada desde 2016, com o lançamento do seu primeiro disco, o </span><a href="https://open.spotify.com/album/5s0rmjP8XOPhP6HhqOhuyC?si=Cny4SZycS26OLr72BVzJgQ"><i><span style="font-weight: 400;">Stoney</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando emplacou a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SC4xMk98Pdc"><i><span style="font-weight: 400;">Congratulations</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no topo das paradas. Em 2018, o sucesso se manteve com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UYwF-jdcVjY"><i><span style="font-weight: 400;">Better Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UceaB4D0jpo"><i><span style="font-weight: 400;">rockstar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que permanecem em alta até hoje, dando a sensação de terem surgido apenas a dias atrás. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo passo que Austin Richard Post (nome de batismo do cantor) produzia grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, também revelava letras sem muita profundidade ou diferencial para o meio. Mulheres, festas, drogas, bebidas e luxos da fama, una esses tópicos a batidas dançantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e você tem quase a discografia completa do nova iorquino. E, para quem esperava ouvir apenas mais do mesmo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood’s Bleeding</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega a ser surpreendente. </span></p>
<p><span id="more-17725"></span></p>
<figure id="attachment_17728" aria-describedby="caption-attachment-17728" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17728 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed.jpg" alt="A imagem é uma foto de divulgação do álbum Hollywood's Bleeding, do cantor Post Malone. Na imagem, Post está em frente a uma árvore. Post é um homem branco de cabelos castanhos claros cacheados, barba e com algumas tatuagens no rosto. Ele veste uma armadura de cavaleiro e há uma luz vermelha iluminando seu rosto." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed.jpg 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed-300x198.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed-1024x677.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed-768x508.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed-1536x1016.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/02-Post-Malone-press-by-Adam-Degross-2019-billboard-1548-compressed-1200x794.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17728" class="wp-caption-text">Seu trabalho em beerbongs &amp; bentleys já tinha rendido 4 indicações ao Grammy para o cantor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2021/01/01/post-malone-faz-covers-de-alice-chains-e-black-sabbath-slash-e-chad-smith/"><span style="font-weight: 400;">afinidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Post com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é nada inédita, visto a sua </span><a href="https://www.omelete.com.br/quarentena-coronavirus/melhores-musicas-discos/post-malone-live-nirvana"><span style="font-weight: 400;">adoração</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/nirvana-25-anos-depois-espirito-adolescente-prevalece-mais-forte-nunca/"><span style="font-weight: 400;">Nirvana</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as vezes que até se arriscou na guitarra em performances com gigantes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q2r8luTFKE4"><span style="font-weight: 400;">Red Hot Chilli Peppers</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m9guMB4kiRU"><span style="font-weight: 400;">Aerosmith</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/6trNtQUgC8cgbWcqoMYkOR?si=GVgivuUTQs6aHBfdIKO1-w"><i><span style="font-weight: 400;">beerbongs &amp; bentleys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disco antecessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">HB</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele já tinha mostrado um pouco disso na faixa </span><a href="https://genius.com/Post-malone-over-now-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Over Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que traz uma sonoridade diferenciada e conta com Tommy Lee, do </span><span style="font-weight: 400;">Mötley Crüe</span><span style="font-weight: 400;">, na bateria. Agora, o cantor decide abraçar de vez esse relacionamento com o gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para perceber basta ouvir </span><a href="https://genius.com/Post-malone-take-what-you-want-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Take What You Want</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com Travis Scott e Ozzy Osbourne, um combo tão inusitado quanto a junção de Lil Nas X com Billy Ray Cyrus na famosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r7qovpFAGrQ"><i><span style="font-weight: 400;">Old Town Road</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entre solos de guitarra e vocais mais afiados, Malone sai de sua zona de conforto e se dedica a explorar outros caminhos. Uma atitude não muito inesperada para alguém que já se acostumou a mesclar diversos estilos musicais em seus álbuns passados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado dessa nova aventura é um casamento perfeito entre </span><i><span style="font-weight: 400;">pop, rap e rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a vibração da bateria em sintonia com sintetizadores</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Algo muito semelhante ao que o Twenty One Pilots já tirou de letra em trabalhos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/twenty-one-pilots-trench/"><i><span style="font-weight: 400;">Trench</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. Hollywood’s Bleeding </span></i><span style="font-weight: 400;">pode não ser tão original para o mundo da música mas, no universo particular de Malone, é uma novidade e tanto. </span></p>
<figure id="attachment_17729" aria-describedby="caption-attachment-17729" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17729 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone.jpg" alt="A imagem é uma foto de Post Malone com Ozzy Osbourne cantando em um show. Post está do lado esquerdo da imagem com o braço esquerdo em volta de Ozzy. Post é um homem branco de cabelos castanhos cacheados, barba e com algumas tatuagens no rosto; ele veste uma camisa com estampa de morcegos e está segurando um microfone na mão direita, em direção à sua boca. Ozzy é um homem branco de cabelos lisos compridos; ele veste uma jaqueta de couro preta, uma camiseta preta e um colar com uma cruz. A imagem está em preto e branco." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ozzy-post-malone-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17729" class="wp-caption-text">A parceria com Ozzy deu tão certo que resultou em <a href="https://www.omelete.com.br/musica/ozzy-osbourne-post-malone-its-a-raid-ouca">mais uma colaboração</a> entre os dois, a música It’s a Raid, dessa vez para o álbum solo da voz do Black Sabbath (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E essa tendência de mudança também segue para as letras. A razoabilidade das composições de Post dá espaço para críticas certeiras em relação à própria indústria musical. A faixa-título do álbum é o maior exemplo disso, ao fazer menção a uma Hollywood que está sangrando e destruindo todos os artistas que abriga. O cantor também aponta as consequências e feridas do estrelato: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Parece que morrer jovem é uma honra. Mas quem estará no velório? Eu me pergunto”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu criticismo caminha até para o ambiente virtual, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, produzida por Kanye West, que é quase um monólogo com fundo orquestral comentando sobre o uso abusivo das mídias sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">beerbongs</span></i><span style="font-weight: 400;">, já tínhamos conseguido ver um lado mais melancólico de Malone, na faixa totalmente intimista </span><a href="https://genius.com/Post-malone-stay-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Stay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nas lamentações de </span><a href="https://genius.com/Post-malone-rich-and-sad-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Rich &amp; Sad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, o Chorão estadunidense diminui o sofrimento e se mostra com uma olhar mais sério para seus relacionamentos. Essa visão é apresentada em </span><a href="https://genius.com/Post-malone-enemies-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Enemies</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">DaBaby</span><i><span style="font-weight: 400;">: “</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ter amigos, agora tenho inimigos. Costumava mantê-los perto, agora eles morreram pra mim. O dinheiro consegue mostrar todas as tendências”. </span></i><span style="font-weight: 400;">É como se o Post de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stoney</span></i><span style="font-weight: 400;">, que só sabia falar sobre o lado bom da fama, tivesse passado a enxergar a realidade por trás do <em>show business</em>. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Post Malone - Circles (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wXhTHyIgQ_U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova face do artista transparece na própria capa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood’s Bleeding</span></i><span style="font-weight: 400;">. O amarelo e laranja de seus álbuns anteriores é substituído pelas cores azul e preto, que refletem sua amargura e rancor, com o cantor virado de costas ao lado de uma espada. Essa sua figura cavaleiresca é escancarada no clipe de </span><a href="https://genius.com/Post-malone-circles-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que ele é um paladino que tenta resgatar sua donzela, em paralelo com a letra sobre um relacionamento que luta para ser salvo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta do nova iorquino por seguir caminhos diferentes na música não o impediu de criar os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> contagiantes de sempre. </span><a href="https://genius.com/Post-malone-allergic-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Allergic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> une o melhor dos dois mundos, ao misturar uma batida </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave com um estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. E suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que poderiam ter sido deixadas mais de lado dessa vez, são trazidas à tona em faixas como as vibrantes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRyLC2M1K2w"><i><span style="font-weight: 400;">Saint-Tropez </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ba7mB8oueCY"><i><span style="font-weight: 400;">Goodbyes</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">Young Thug.</span></p>
<figure id="attachment_17727" aria-describedby="caption-attachment-17727" style="width: 1233px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17727 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9.jpg" alt="A imagem é a foto de capa do álbum Hollywood's Bleeding, do cantor Post Malone. Na imagem, há uma janela do que parece ser um castelo, com um esqueleto apoiado. Entre a janela, está Post virado de costas, com o corpo em direção à esquerda e cabeça abaixada. Ele veste uma jaqueta de couro preta e uma calça preta. Ao seu lado esquerdo, está uma espada." width="1233" height="1233" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9.jpg 1233w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/0de6fd542a617ee1cea9f4cc5b3231e9-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17727" class="wp-caption-text">A simbólica capa de Hollywood’s Bleeding (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As frustrações de Post dominam o novo disco, mas trazem um olhar mais maduro, de alguém confiante e que busca enfrentar seus problemas, assim como um cavaleiro derrota seus inimigos. Ele encerra sua trajetória pelas faixas de forma otimista e celebrando a vida em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=393C3pr2ioY"><i><span style="font-weight: 400;">Wow.</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como estamos tão acostumados a ver. Não só a sua mudança na postura mas também no estilo musical acertaram em cheio, tanto que o cantor recebeu três indicações para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2021</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></i><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Canção</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gravação</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">. E a conhecida </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ApXoWvfEYVU"><i><span style="font-weight: 400;">Sunflower</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, música tema de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já tinha sido indicada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2020, </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor Performance de Duo/Grupo Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e também em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gravação do Ano. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood’s Bleeding</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o início de uma nova jornada para Post Malone, onde ele explora o que de mais interessante um artista poderia fazer: se reinventar por outros gêneros. Ampliar os horizontes para além do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi, sem dúvidas, a escolha mais sábia de sua carreira. Agora, Austin finalmente se apresenta como o </span><i><span style="font-weight: 400;">rockstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ele clamou ser anos atrás.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Hollywood&#039;s Bleeding" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4g1ZRSobMefqF6nelkgibi?si=vQAlO1RgRFma_XIxcv-arg"></iframe></p>
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