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	<title>Arquivos Peça de Teatro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Peça de Teatro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>NÃO! rompe as amarras do sim irrestrito com Adriana Birolli</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 19:15:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mateus Conte A atriz curitibana Adriana Birolli, conhecida por seus trabalhos nas novelas globais Viver a Vida, Fina Estampa, Império e Totalmente Demais, estreou no interior de São Paulo seu novo espetáculo, NÃO!. A primeira exibição ocorreu na cidade de Barra Bonita, seguida por Botucatu e Lençóis Paulista, sempre com casa cheia. Sem dúvidas, é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "NÃO! rompe as amarras do sim irrestrito com Adriana Birolli"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31146" aria-describedby="caption-attachment-31146" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-31146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1-800x450.png" alt="Cena da peça teatral Não!. A atriz Adriana Birolli está em primeiro plano, vestindo uma camisa preta e uma saia vermelha cortada na diagonal, além de um elegante par de sapatos de salto alto vermelhos, destacados pela luz vermelha que o refletor incide sobre a atriz. Atrás da atriz, no chão de tacos do teatro, é visível a sombra da profissional. No fundo do palco, um quadro de fios pretos emaranhados está à frente de uma enorme cortina branca, com a palavra &quot;NÃO&quot; incidindo sobre ela" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1.png 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31146" class="wp-caption-text">Em NÃO!, o advérbio que dá nome ao espetáculo nunca sai de cena (Foto: Ivan Zettel)</figcaption></figure>
<p><b>Mateus Conte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atriz curitibana Adriana Birolli, conhecida por seus trabalhos nas novelas globais </span><i><span style="font-weight: 400;">Viver a Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fina Estampa</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Império</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Totalmente Demais</span></i><span style="font-weight: 400;">, estreou no interior de São Paulo seu novo espetáculo, </span><i><span style="font-weight: 400;">NÃO!</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira exibição ocorreu na cidade de Barra Bonita, seguida por Botucatu e Lençóis Paulista, sempre com casa cheia. Sem dúvidas, é uma grande honra para os interioranos receber as primeiras apresentações da peça de uma profissional conhecida em todo o país. O monólogo também representa uma realização pessoal para a atriz, que conta com a parceria dos irmãos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SrMf-fHUsE4&amp;pp=ygUPQ2FybGl0byBCaXJvbGxp"><span style="font-weight: 400;">Carlito Birolli</span></a><span style="font-weight: 400;">, na trilha sonora original, e Letícia Birolli, no figurino, além do namorado, o fotógrafo Ivan Zettel.</span></p>
<p><span id="more-31145"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adentrar o teatro, é possível ver projetado ao fundo do palco o monossilábico título do espetáculo, “NÃO”, em letras garrafais. A luz vermelha que emana dos refletores dá a tônica que a obra adota: um texto sobre proibições – neste caso, autoinfligidas –, performando um ótimo uso da psicologia das cores na dramaturgia. Também figura no cenário uma tela de fios pretos emaranhados, tal qual a da brincadeira infantil ‘</span><a href="https://museugrandesnovidades.com/brincadeira-cama-de-gato/"><span style="font-weight: 400;">Cama de Gato</span></a><span style="font-weight: 400;">’, representando a desordem na vida da protagonista. Completam a cena uma pequena banqueta, uma mesinha e uma tigela repleta de gelo com uma garrafa de champanhe.</span></p>
<figure id="attachment_31148" aria-describedby="caption-attachment-31148" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-31148" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2-800x450.jpg" alt="Cena da peça teatral Não!.A atriz Adriana Birolli está em primeiro plano, descalça, sentada sobre suas próprias pernas e vestindo uma camisa preta com uma saia vermelha. No fundo do palco, um quadro de fios pretos emaranhados guarda diversos quadros com fotos editadas que contam a história. Este quadro está à frente de uma enorme cortina branca, que toma as cores roxas com o auxílio dos refletores. No canto da imagem, há uma tigela cheia de gelo e uma garrafa de champanhe sobre uma banqueta preta." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31148" class="wp-caption-text">Cada quadro, um sonho (não) realizado (Foto: Ivan Zettel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A protagonista, interpretada por Birolli, é pressionada por sua família a comemorar seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/parabens-senhor-presidente-critica/"><span style="font-weight: 400;">aniversário</span></a><span style="font-weight: 400;">, cerimônia que não lhe agrada. Este é o ponto de partida para uma história sobre as dificuldades que muitas pessoas enfrentam ao dizer “não” às mais diversas propostas ao longo da vida, ainda que esta recusa as prejudique de alguma forma. A atriz inicia a peça entrando pelos fundos do teatro e interagindo com a plateia, imediatamente causando uma maior sensação de proximidade com o público – além, é claro, da temática abordada que é comum a todos nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afinal, a carga dramática em torno do primeiro “não” não dito nos leva a uma sequência de “sins” que nos afastam, cada vez mais, dos planos que buscamos realizar ao longo da vida; sonhos estes representados por quadros pendurados na &#8216;Cama de Gato&#8217; citada anteriormente. &#8220;Não&#8221; para o amor, para o trabalho, para a família, para os amigos… são muitas as ocasiões em que o medo de desagradar sobrepõe o nosso bem-estar. Estas reflexões são trazidas pela protagonista ao longo da obra, que se torna uma espécie de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-pior-de-mim-critica/"><span style="font-weight: 400;">terapia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em grupo com toda a plateia.</span></p>
<figure id="attachment_31147" aria-describedby="caption-attachment-31147" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/3.png" alt="Cena da peça teatral Não!. A atriz Adriana Birolli está em primeiro plano, de pé, vestindo uma camisa preta com uma saia vermelha. No fundo do palco, há um quadro de fios pretos emaranhados em frente a uma enorme cortina branca, que ganha a cor azul através dos refletores" width="774" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/3.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/3-768x571.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31147" class="wp-caption-text">Ao final, o público percebe a importância de saber dizer &#8220;não&#8221; (Foto: Diário do Rio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma importante frase proferida pela protagonista, que vale a menção e de certa forma resume a ideia do roteiro, é </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não é nossa responsabilidade a forma que as pessoas recebem o nosso não”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar das aflições causadas pela indecisão entre escolher o “sim” ou o “não” fazerem parecer se tratar de um espetáculo angustiante e amargurado, a obra é uma deliciosa </span><a href="https://personaunesp.com.br/quem-e-quem-teatro-critica/"><span style="font-weight: 400;">comédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que permite a própria libertação ao representar os fatos corriqueiros de nosso cotidiano de forma facilmente identificável pelo público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ato final retoma o diálogo com a plateia ao sugerir uma enquete, aos moldes do global “Você Decide”, sobre qual atitude a protagonista deveria tomar: o “sim” contrariado ou o primeiro “não” determinado? A peça se encerra sem um final estabelecido, delegando ao espectador a função de se imaginar na cena e tomar sua própria decisão – como bem cantava </span><a href="https://personaunesp.com.br/abalando-a-sua-fabrica-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chorão</span></a><span style="font-weight: 400;">, líder da banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Charlie Brown Jr., “</span><i><span style="font-weight: 400;">Cada escolha, uma renúncia</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
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		<title>Parabéns, Senhor Presidente e a rara sintonia entre contrários</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 20:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mateus Conte O Teatro Municipal de Botucatu recebeu, em uma noite de sábado, o drama musical Parabéns, Senhor Presidente &#8211; In Concert. A casa lotou para recepcionar as atrizes globais Claudia Ohana, que interpreta a soprano Maria Callas, e Juliana Knust, que dá vida à sex symbol Marilyn Monroe. Com texto de Fernando Duarte (que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/parabens-senhor-presidente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Parabéns, Senhor Presidente e a rara sintonia entre contrários"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30682" aria-describedby="caption-attachment-30682" style="width: 920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30682" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-1-1.jpg" alt="A foto em preto e branco apresenta as duas atrizes, Juliana Knust e Cláudia Ohana, vestidas como suas personagens. Ambas estão sorrindo e olhando para o lado esquerdo da câmera" width="920" height="738" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-1-1.jpg 920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-1-1-800x642.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-1-1-768x616.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30682" class="wp-caption-text">Marilyn Monroe e Maria Callas foram convidadas ao aniversário do presidente Kennedy; como seria se as duas tivessem se encontrado? (Foto: Pino Gomes/A Crítica)</figcaption></figure>
<p><b>Mateus Conte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Teatro Municipal de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-pior-de-mim-critica/"><span style="font-weight: 400;">Botucatu</span></a><span style="font-weight: 400;"> recebeu, em uma noite de sábado, o drama musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Parabéns, Senhor Presidente &#8211; In Concert</span></i><span style="font-weight: 400;">. A casa lotou para recepcionar as atrizes globais Claudia Ohana, que interpreta a soprano Maria Callas, e Juliana Knust, que dá vida à </span><i><span style="font-weight: 400;">sex symbol</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/blonde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Marilyn Monroe</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com texto de Fernando Duarte (que estava presente naquela noite) e Rita Elmôr, a peça é uma adaptação musical para a obra de mesmo nome, encenada em 2019. A apresentação contou com entrada franca e ainda passa por seis municípios do estado, dentro da programação do Edital ProAC Expresso, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-30680"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A peça retrata o encontro fictício entre as duas artistas nos bastidores do Madison Square Garden, casa de espetáculos na cidade estadunidense de Nova Iorque, por ocasião do 45º aniversário do então presidente John F. Kennedy, comemorado em 19 de Maio de 1962. O momento ficou marcado na memória coletiva dos anos 1960 com a imagem de Marilyn Monroe usando um sensual vestido coberto de cristais brilhantes, cantando aos sussurros a memorável </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tr1Faa9cEbo"><i><span style="font-weight: 400;">Happy Birthday</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nessa mesma noite, a maior estrela da ópera de todos os tempos, Maria Callas, foi protagonista da apresentação mais aplaudida da noite, ao interpretar </span><i><span style="font-weight: 400;">Habanera</span></i><span style="font-weight: 400;">, ária integrante da ópera </span><i><span style="font-weight: 400;">Carmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentações cujos vídeos foram exibidos ao fundo do cenário da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentes e bem-sucedidas, </span><a href="https://eduerj.com/a-mulher-nos-anos-60-uma-perspectiva-de-genero/"><span style="font-weight: 400;">o que era raro nos anos 1960</span></a><span style="font-weight: 400;">, as icônicas personagens partem de suas próprias histórias para, durante 65 minutos, mergulhar no drama feminino dos tempos modernos, abordando o papel a ser desempenhado pelas mulheres em um mundo ainda governado pelos homens. No entanto, a narrativa da obra não deixa de também envolver o público masculino, pois apresenta as consequências de relações abusivas no trato psicológico das protagonistas.</span></p>
<figure id="attachment_30683" aria-describedby="caption-attachment-30683" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30683" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-2.webp" alt="Juliana Knust, trajada com o sensual vestido de brilhantes utilizado por Monroe na festa de aniversário de Kennedy, está com os braços abertos enquanto olha para o lado esquerdo da câmera. Seu braço esquerdo segura uma blusa branca e felpuda, que se encontra no encosto de uma cadeira branca, com estampa losangular e pernas de madeira marrom-escuro. Outra cadeira idêntica aparece ao lado direito de Monroe. Atrás dela, encoberto por seu corpo, é visível uma garrafa" width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-30683" class="wp-caption-text">Marilyn Monroe sofreu com relações abusivas ao longo da vida (Foto: Roberto Filho/Brazil News)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplo disso são os relatos das crises conjugais de Monroe com a lenda do </span><i><span style="font-weight: 400;">baseball</span></i><span style="font-weight: 400;"> Joe DiMaggio, que lhe abusava fisicamente. O momento impactante é muito bem utilizado pelo espetáculo para divulgar a campanha contra a violência doméstica </span><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/ligue180"><span style="font-weight: 400;">Ligue 180</span></a><span style="font-weight: 400;">, projetado no seu sóbrio cenário, que se passa no camarim da apresentação ao presidente Kennedy. Também choca a ocasião em que a atriz fala sobre os abortos espontâneos que sofreu, em uma carga dramática impressionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As personagens viviam momentos distintos em sua vida. Em pleno auge profissional, Marilyn estava cansada de ser vista apenas como um </span><a href="https://yatahaze.medium.com/anatomia-de-um-s%C3%ADmbolo-sexual-9e3c9e151635"><span style="font-weight: 400;">símbolo sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">. Amante do presidente JFK, ela sentia-se preterida pela primeira-dama Jacqueline Kennedy –  um dos fatores que supostamente desencadeou seu vício em bebida e calmantes, o que lhe resultou na morte por overdose de barbitúricos, em 1962 (embora a peça aposte na </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2022/08/09/os-misterios-que-ainda-persistem-sobre-a-morte-de-marilyn-monroe-apos-60-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">hipótese de homicídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por parte de um agente da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Callas, por sua vez, se incomoda com os críticos – inclusive ironizando aqueles que redigem críticas culturais nos jornais – e reconhece que sua voz está se exaurindo aos poucos. Ela ainda sofre por ter priorizado a arte em detrimento de sua vida pessoal, enfrentando problemas no relacionamento com o magnata grego </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/04/biografia-revela-que-maria-callas-foi-drogada-e-abusada-por-aristotle-onassis.html"><span style="font-weight: 400;">Aristóteles Onassis</span></a><span style="font-weight: 400;">. As crises conjugais passadas pelas personagens são os momentos em que o texto mais investe em comédia, incluindo piadas sexuais que levaram o público às gargalhadas, à revelia da classificação indicativa de 14 anos.</span></p>
<figure id="attachment_30681" aria-describedby="caption-attachment-30681" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-3.webp" alt="Cláudia Ohana, trajada com o clássico vestido vermelho de Maria Callas, sorri enquanto olha para cima, levantando sua mão direita em poética interpretação em frente a um fundo com cortinas brancas reluzentes" width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-30681" class="wp-caption-text">Maria Callas passa por tribulações em seu casamento (Foto: Roberto Filho/Brazil News)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A conversa entre Callas, introspectiva e melancólica, e Monroe, extrovertida e sanguínea, resulta em uma rara sintonia entre contrários, também espelhados na destoância entre seus figurinos e suas caracterizações, que refletem suas personalidades distintas. Enquanto os espontâneos desabafos de Marilyn são respondidos pela grega com sua objetividade racional, assemelhando-se a uma terapeuta, as confissões da soprano são devolvidas com espirituosidade e uma certa dose de despudor pela atriz, em oposição ao </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/09/29/marilyn-monroe-foi-a-indecifravel-esfinge-que-acabou-devorado-por-hollywood.htm"><span style="font-weight: 400;">momento difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual sua vida passava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova adaptação, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Concert</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta com canções compostas por Maíra Freitas e interpretadas pelas atrizes, tanto em duetos como em solos, tanto em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KlWPLbVoWfQ"><span style="font-weight: 400;">óperas</span></a><span style="font-weight: 400;"> como em ritmos convencionais. Surpreende a excelência na execução das músicas, tanto por Ohana quanto por Knust, bem como a qualidade do arranjo e das letras, totalmente em português. A cena em que Callas ensina técnicas vocais para Monroe é um dos (muitos!) pontos altos do espetáculo, momentos em que nos perguntamos quais fatos apontados naquele roteiro realmente ocorreram na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os aspectos técnicos, ressaltam-se a captação de som, realizada por meio de microfones de cabeça que valorizam as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2HXr2cKNm2M"><span style="font-weight: 400;">vozes das atrizes</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como a iluminação, que variava conforme a intensidade das emoções de cada momento da peça, cujas cenas são divididas por sessões musicais. A última delas é a principal apoteose de<em> Parabéns, Senhor Presidente</em>, fechando-se as cortinas e encerrando-se o espetáculo em grande estilo, combinando aquelas duas figuras tão distintas através de uma de suas poucas paixões em comum: a Arte.</span></p>
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		<title>A Baleia é um retrato sobre tudo o que nos faz humanos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 12:39:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Clara Sganzerla  Moby-Dick, ou The Whale, é um famoso romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville, que conta a famosa saga do capitão Ahab atrás da baleia que arrancou sua perna. A semelhança com A Baleia, um dos filmes mais comentados do Oscar 2023, não é apenas no nome. A nova obra do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-baleia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Baleia é um retrato sobre tudo o que nos faz humanos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30290" aria-describedby="caption-attachment-30290" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30290" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1.jpg" alt="Cena do filme The Whale. Na imagem, o personagem do ator Brendan Fraser está dentro de uma casa. Ele está sentado em um sofá, usa uma camiseta cinza e sorri. Ao seu lado direito, há um abajur de luz amarela. A iluminação é baixa e os tons são frios." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30290" class="wp-caption-text">Além de indicações no Oscar, The Whale recebeu indicações em premiações como Critics Choice Award, Cannes, Globo de Ouro e SAG Awards (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla </b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Moby-Dick</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">The Whale</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um famoso romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville, que conta a famosa saga do capitão Ahab atrás da baleia que arrancou sua perna. A semelhança com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, não é apenas no nome. A nova obra do diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nL6vuRrF61w"><span style="font-weight: 400;">Darren Aronofsky</span></a> <span style="font-weight: 400;">nos leva em uma triste trajetória de um outro protagonista atrás de algo que vai além da forma física: uma redenção para si mesmo.</span></p>
<p><span id="more-30287"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na aclamada produção do estúdio </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados a Charlie (Brendan Fraser), um professor universitário que passa seus dias corrigindo redações e suprindo sua falta de perspectiva, afeto e esperança com compulsão alimentar. Em uma jornada acelerada para o seu inevitável fim, acompanhamos o personagem em seus suspiros finais: consumido pela culpa de ter abandonado sua filha para viver um romance, Charlie tira tudo o que resta em si para dar à Ellie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma adolescente submersa na contradição de sentir-se injustiçada pelo abandono paterno e, ainda assim, querer o que lhe foi arrancado tão nova. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao dizer tudo de si, é de forma literal. Sobrevivendo com severas consequências de uma condição de obesidade mórbida, o personagem recusa-se a procurar ajuda médica para, no lugar, destinar todas as suas economias ao futuro de sua filha. O que parece ser uma crítica ao </span><a href="https://www.politize.com.br/sistema-de-saude-dos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">sistema de saúde</span></a><span style="font-weight: 400;"> público dos Estados Unidos acaba por ser, na verdade, a solução mais plausível que Charlie encontra &#8211; uma conta bancária com mais de 100 mil dólares a fim de colocar um curativo em cima das feridas que ele mesmo causou, mas tentou evitar. Ellie torna-se, então, uma jovem problemática que se esforça para ser apática com toda a sua situação familiar, mas acaba por cair na grosseria e raiva como maquiagem para sua enorme carência.</span></p>
<figure id="attachment_30289" aria-describedby="caption-attachment-30289" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2.png" alt="Uma fotografia do ator Brendan Foster e da atriz Sadie Sink. À direita, Sadie usa brincos e um colar prata, seu cabelo ruivo está solto e ela sorri. À esquerda, temos Brendan vestindo um terno azul marinho com listras douradas, camiseta social branca, gravata azul marinho e um óculos preto de grau de armação quadrada. Brendan também sorri sem mostrar os dentes. Ao fundo, um pôster com as palavras The Whale e A24 em branco. " width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30289" class="wp-caption-text">A relação conturbada de pai e filha entre os personagens de Fraser e Sink traz diversas reflexões sobre as marcas do abandono parental (Foto: Kristina Bumphrey)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, vemos nos olhos de Liz (interpretada brilhantemente por </span><a href="https://www.nytimes.com/2023/02/22/movies/hong-chau-the-whale-oscars.html"><span style="font-weight: 400;">Hong Chau</span></a><span style="font-weight: 400;">) o desespero palpável de não conseguir salvar seu amigo de sua jornada de autodestruição para vê-lo afundar em uma dor que também é sua: o luto pelo seu irmão Alex, namorado de Charlie. O motivo da morte acende uma importante e dolorosa discussão sobre a aversão de determinadas </span><a href="https://tab.uol.com.br/gays-e-religiao/"><span style="font-weight: 400;">igrejas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao grupo </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAP+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque a recusa do relacionamento homoafetivo entre os dois pela família foi um dos motivos para o suicídio de Alex, que fugiu de um casamento arranjado pelo pai para viver seu verdadeiro amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mae-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aronofsky</span></a><span style="font-weight: 400;">, como de costume, divide opiniões. Desde a maneira de retratar os episódios de compulsão alimentar até o próprio olhar ao protagonista, entramos em uma linha tênue. Para uns, faltou sensibilidade e respeito ao retratar Charlie. Para outros, não haveria outra forma de tê-lo tornado mais humano do que mostrando tudo aquilo que ele quer esconder. No entanto, talvez essa tenha sido a intenção do diretor: polemizar o suficiente para pensarmos sobre o assunto, para a discussão perdurar além dos cinco minutos após o fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o que, com certeza, funcionou. </span></p>
<figure id="attachment_30288" aria-describedby="caption-attachment-30288" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3.png" alt=" Foto do ator Brendan Fraser e do diretor Darren Aronofsky. Ambos estão em uma premiação, e usam ternos na cor preta, camisa social branca e gravata. Eles sorriem um para o outro e Darren está com sua mão direita no ombro de Brendan. " width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3.png 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-2048x1152.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30288" class="wp-caption-text">Aronofsky sempre chama atenção da crítica por sua direção peculiar e impactante, como em Réquiem para um Sonho, Cisne Negro e Mother! (Foto: Elisabetta A. Villa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;"> impacto do longa deu-se muito antes de chegar ao público nos cinemas. Em quase uma década recluso após ser </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/a-incrivel-historia-de-superacao-de-brendan-fraser-de-a-baleia,2fa311be0851846beda6a6926a586de2ktvvgnly.html"><span style="font-weight: 400;">vítima de assédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por Philip Berk, Brendan Fraser voltou às telas recebendo o reconhecimento que merece: teve sua primeira indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">na categoria de Melhor Ator. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Whale</span></i><span style="font-weight: 400;"> esteve presente em outras modalidades, como Melhor Maquiagem e Cabelo, pelo trabalho de </span><a href="https://www.motionpictures.org/2023/03/the-whale-oscar-nominated-prosthetics-artist-adrien-morot/"><span style="font-weight: 400;">Adrien Morot</span></a><span style="font-weight: 400;">, e pela sensível atuação de Hong Chau, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E estamos ansiosos: em uma disputa acirrada com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Austin Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, fica a dúvida sobre quem receberá a estatueta de ouro. Após Fraser vencer a categoria de Melhor Ator no </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, surpreendentemente, no </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, tivemos também o intérprete de Elvis Presley sendo destaque no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, no prêmio BAFTA e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Satellite Award </span></i><span style="font-weight: 400;">na mesma posição de Brendan &#8211; a competição para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que estava quase que decidida para Butler, agora, segue indefinida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, entre polêmicas e </span><a href="https://www.omelete.com.br/festival-de-veneza/brendan-fraser-the-whale-impressoes-festival-veneza"><span style="font-weight: 400;">emoções</span></a><span style="font-weight: 400;">, a incrível performance de todo o elenco torna inesquecível a experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de ser doloroso, longo e sofrido, o que vale a pena na obra é enxergar a bondade nos olhos de Charlie e emocionar-se com o retrato sincero, dentro de todos os nossos defeitos e arrependimentos, sobre tudo aquilo que nos faz humanos.</span></p>
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		<title>A Festa de Formatura: a fórmula de Ryan Murphy não funciona mais</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2021 19:25:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira Ser uma amante de musicais é um caminho perigoso que proporciona altos estratosféricos e quedas dolorosas. Não é todo dia que temos a oportunidade de aproveitar um Mamma Mia (2008) e por vezes nos deparamos com alguns Cats (2019) pela frente. E por mais que A Festa de Formatura (The Prom) tivesse &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-festa-de-formatura-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Festa de Formatura: a fórmula de Ryan Murphy não funciona mais"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18584" aria-describedby="caption-attachment-18584" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18584 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001.jpg" alt="Cena do filme A Festa de Formatura. Mora os personagens, da esquerda para a direita, de Andrew Rannells de terno vermelho e camisa branca, James Corden de terno azul, Meryl Streep de vestido roxo e Nicole Kidman de vestido verde. Todos eles seguram taças e cantam." width="1300" height="732" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-Festa-de-Formatura-001-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18584" class="wp-caption-text">O longa foi indicado nas categorias Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Ator de Comédia ou Musical no Globo de Ouro 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma amante de musicais é um caminho perigoso que proporciona altos estratosféricos e quedas dolorosas. Não é todo dia que temos a oportunidade de aproveitar um </span><i><span style="font-weight: 400;">Mamma Mia (2008)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e por vezes nos deparamos com alguns </span><a href="https://personaunesp.com.br/cats-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cats (2019)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pela frente. E por mais que </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt10161886/"><i><span style="font-weight: 400;">A Festa de Formatura (The Prom)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tivesse absolutamente tudo para entregar uma história recheada de carisma, atos de dança deslumbrantes e atuações dignas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme se torna apenas mais um entre as inúmeras produções de Ryan Murphy. Nem a pior, nem a melhor, apenas a mais esquecível.</span></p>
<p><span id="more-18581"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa foi inspirado em uma peça de teatro musical</span><span style="font-weight: 400;"> de mesmo nome que conta a história de Emma, uma estudante do Ensino Médio que deseja ir ao baile de formatura com sua namorada, mas é impedida pelo conselho escolar. Indignados com a proibição e buscando por uma manchete que possa trazer seus nomes de volta ao estrelato, quatro atores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway </span></i><span style="font-weight: 400;">rumam em direção a Indiana para ajudar a mudar os pensamentos conservadores. E é através dessa narrativa que todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e purpurina teatral é acrescentado ao longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse parece um pontapé inicial digno de uma obra a ser aclamada pela crítica e conquistar a unanimidade do público, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">The Prom</span></i><span style="font-weight: 400;"> não chega nem próximo a isso. Seguindo por caminhos tortuosos e por vezes megalomaníacos demais, nem mesmo seu </span><i><span style="font-weight: 400;">cast </span></i><span style="font-weight: 400;">repleto de estrelas consegue resgatar esse navio que naufraga aos poucos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-escandalo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nicole Kidman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kerry Washington</span></a><span style="font-weight: 400;"> são apenas alguns dos grandes nomes que vemos correr pela tela, mas ainda com todo seu talento e buscando fazer magia com nada, o roteiro e a direção diluem seus dons e não usufrui o quanto poderia de suas oportunidades.</span></p>
<figure id="attachment_18585" aria-describedby="caption-attachment-18585" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18585" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1.png" alt="Imagem da peça de teatro The Prom. Mostra vários atores com os braços para o alto durante uma canção. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18585" class="wp-caption-text">No Tony Awards de 2019, a peça The Prom foi indicada em seis categorias, incluindo Melhor Musical, Direção e Livreto, mas não venceu nenhuma delas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse chamariz de nomes conhecidos funciona como uma forma de encobrir o limite da linha tênue entre a sátira e o mal gosto pela qual Ryan Murphy, que assina a direção e produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Festa de Formatura</span></i><span style="font-weight: 400;">, caminha. O criador de </span><a href="https://personaunesp.com.br/glee-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem uma marca e isso é inegável. A facilidade que temos em enxergar toda sua personalidade logo nos primeiros minutos de filme é impressionante, mas o problema aqui é que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Prom</span></i><span style="font-weight: 400;"> se resume a ser Murphy demais. Chamativo, forçado, bagunçado, com muitas histórias, personagens, desperdícios e tentativas demais de nos empurrar um carisma exagerado e difícil de comprar, haja visto algumas atuações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que em sua maioria os atores entregam performances impecáveis dentro do possível do roteiro, como é o caso de Meryl e Nicole, mas por outro lado James Corden nos faz pensar o porquê dele ter sido escalado. O comediante e apresentador do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AhzwlFki_qg"><i><span style="font-weight: 400;">The Late Late Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é engraçado e carismático, e isso é inegável, mas como ator o buraco é mais embaixo. Mesmo apresentando uma performance mil vezes melhor do que seu personagem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cats</span></i><span style="font-weight: 400;">, Corden se prende em maneirismos que funcionam bem na programação da TV, mas que no cinema o tornam caricato e sem expressão própria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o filme traz um produção técnica primorosa, com jogos de luz inspirados nos grandes palcos da</span><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway </span></i><span style="font-weight: 400;">e que trazem um ar teatral ao longa. Assim como os figurinos, fotografia e cenografia, pensados com um cuidado tão grande que vemos todo o esforço que foi dedicado aos detalhes, buscando torná-los parte integral da narrativa e nos fazer crer que apesar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spots </span></i><span style="font-weight: 400;">de luz colorida que surgem do nada, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Festa de Formatura </span></i><span style="font-weight: 400;">poderia unir o crível ao fantasioso. Essa estratégia parte até para o roteiro que por vezes deixa de lado o fictício para abordar assuntos sérios e que merecem discussão, o que dói são esses momentos serem ofuscados por todo o exagero da narrativa.</span></p>
<figure id="attachment_18583" aria-describedby="caption-attachment-18583" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18583" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/c97b190888f5a66e191b438cc21b849a58-nicole-kidman-the-prom.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme A Festa de Formatura, mostra Nicole Kidman com as mãos uma em cima da outra, estendidas a frente do corpo. Ela usa uma boina e blusa de mangas compridas, ambos pretos, tem os cabelos loiros presos com a franja solta na fente do rosto. Ela é uma mulher branca e está sendo iluminada por uma luz azul." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/c97b190888f5a66e191b438cc21b849a58-nicole-kidman-the-prom.2x.rsocial.w600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/c97b190888f5a66e191b438cc21b849a58-nicole-kidman-the-prom.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/c97b190888f5a66e191b438cc21b849a58-nicole-kidman-the-prom.2x.rsocial.w600-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/c97b190888f5a66e191b438cc21b849a58-nicole-kidman-the-prom.2x.rsocial.w600-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18583" class="wp-caption-text">O filme faz referência a diversos outros musicais, entre eles a peça Chicago (1975), que virou filme em 2002 nas mãos de Rob Marshall de O Retorno de Mary Poppins e Memórias de uma Gueixa (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais pesa em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Prom</span></i><span style="font-weight: 400;"> é ele ser o tipo de filme que nós gostaríamos de amar e panfletar para o mundo, mostrando como musicais podem ser divertidos, deslumbrantes e ainda trazerem uma história completa. Infelizmente, aqui a trama é só mais uma desculpa para produzir grandes números musicais em sequência. E isso porque Murphy não soube aproveitar as pedras preciosas que tinha em mãos. Talvez o maior exemplo de desperdício que podemos encontrar é a personagem de Nicole Kidman, que é descartável e não interfere na trama, usando o nome da atriz apenas como uma forma de chamar atenção do público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, nos poucos momentos que são dados, Nicole </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NWgYtYnL0bk"><span style="font-weight: 400;">brilha tão intensamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sentimos vontade de ver uma produção totalmente dedicada a ela. E enquanto alguns são desperdiçados, outros são usados de forma desgastante, como é o caso das personagens Emma e Alyssa. As supostas protagonistas do longa se perdem em meio ao seu romance água com açúcar que não tem sequer uma pitada de química, tornando o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">das atrizes irrelevante e sem emoção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura episódica de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Festa de Formatura</span></i><span style="font-weight: 400;"> também não contribui para a narrativa que se torna quebrada e segmentada. Essa fórmula funciona perfeitamente em séries de TV e no teatro, com atos bem demarcados que nos dão uma amostra a cada nova parte. Mas quando pensamos em cinema é essencial ter uma história bem amarrada e que se construa de forma sólida, sem deixar pontas soltas, porque não precisamos de uma nova narrativa a cada cinco minutos se já tivermos comprado a principal.</span></p>
<figure id="attachment_18582" aria-describedby="caption-attachment-18582" style="width: 2500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN.jpg" alt="Cena do filme A Festa de Formatura. Mostra vários personagens no meio de uma pista de dança com os braços para cima. Ao centro as personagens Alyssa, de vestido roxo e cabelos pretos soltos, e Emma, de terno azul e cabelos ruivos soltos, erguem suas mãos unidas." width="2500" height="1663" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN.jpg 2500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-2048x1362.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/THE-PROM-L-to-R-NICO-GREETHAM-as-NICK-LOGAN-RILEY-HASSEL-as-KAYLEE-ARIANA-DEBOSE-as-ALYSSA-GREENE-AN-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18582" class="wp-caption-text">A migração de Murphy da TV para os streamings provocou uma grande queda na qualidade de suas produções, como é o caso de Ratched (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É tudo exagerado, Ryan Murphy e cintilante demais, na conotação ruim das palavras. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Festa de Formatura</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma diamante que não soube ser lapidado e se perdeu em meio às tentativas megalomaníacas de seu diretor. Talvez em outras mãos, como a de Adam Shankman de </span><i><span style="font-weight: 400;">HairSpray (2007)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock of Ages (2012)</span></i><span style="font-weight: 400;">, pudéssemos ter uma versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Prom</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão magnífica quanto a sua peça de inspiração, mas por enquanto nos contentamos em fingir que suas longas dua horas de duração não serão rapidamente esquecidas. </span></p>
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