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	<title>Arquivos Nick Robinson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>5 anos depois, Com Amor, Simon permanece necessário às gerações atuais</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 21:13:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Em Com Amor, Simon, filme lançado em 2018, baseado no livro Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, escrito por Becky Albertalli, a história retratada é a de um adolescente que guarda um segredo a sete chaves. Simon Spier (Nick Robinson) teme, ao revelar que é gay, ser discriminado pelos seus colegas de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/com-amor-simon-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos depois, Com Amor, Simon permanece necessário às gerações atuais"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30555" aria-describedby="caption-attachment-30555" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-30555" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-800x533.jpg" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, observa-se o personagem Simon sentado, segurando um garfo, com um moletom preto e uma jaqueta jeans com pelo bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.4.jpg 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30555" class="wp-caption-text">Ambientado no típico Ensino Médio americano, Com Amor, Simon, inova ao abordar os anseios da juventude LGBTQIAP+ (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Machado Leal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado em 2018, baseado no livro </span><a href="https://seriesbrasil.com.br/com-amor-simon-universo/"><i><span style="font-weight: 400;">Simon vs. A Agenda Homo Sapiens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrito por </span><a href="https://www.beckyalbertalli.com/"><span style="font-weight: 400;">Becky Albertalli</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história retratada é a de um adolescente que guarda um segredo a sete chaves. Simon Spier (Nick Robinson) teme, ao revelar que é gay, ser discriminado pelos seus colegas de aula e, por isso, esconde sua orientação sexual. No entanto, em certo momento da história, o protagonista decide conversar com um outro garoto em um </span><i><span style="font-weight: 400;">blog</span></i><span style="font-weight: 400;"> – com os codinomes Jacques e Blue, respectivamente –, dando espaço para conhecermos o íntimo do jovem.</span></p>
<p><span id="more-30554"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou igual a você</span></i><span style="font-weight: 400;">” é uma das primeiras frases ditas por Simon, e é ela que serve como fio condutor do longa. Durante os 110 minutos do filme, o roteiro de </span><a href="https://screenrant.com/how-met-father-isaac-aptaker-elizabeth-berger-interview/"><span style="font-weight: 400;">Isaac Klausner e Elizabeth Berger</span></a><span style="font-weight: 400;"> – com o auxílio da autora – lembra aos seus espectadores de que a homossexualidade, assim como a heterossexualidade, é algo natural. O lema pregado pelo protagonista reconhece que o caráter do indivíduo está acima da sua sexualidade e que, se os entes queridos realmente se importam, eles estarão ao seu lado. Não é difícil se surpreender com o pensamento de Simon, já que o personagem possui uma família livre de preconceitos.</span></p>
<figure id="attachment_30556" aria-describedby="caption-attachment-30556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-800x450.webp" alt="Cena do filme Com Amor, Simon ambientada no pátio de uma escola de ensino médio. Da esquerda para a direita, é possível reconhecer seis personagens, são eles: um homem negro de jaqueta cinza com um boné, uma mulher negra de cabelo cacheado, uma mulher branca de cabelo cacheado, um homem branco com uma camiseta cinza e uma jaqueta verde amarronzada, um homem branco louro com um moletom cinza e um homem negro com um moletom preto com listras brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.2.webp 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30556" class="wp-caption-text">Ao fazer parte de um filme necessário, o elenco de Com Amor, Simon entrega atuações comprometidas com a seriedade do tema (Foto: Ben Rothstein/20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o medo de Simon acerca de sua sexualidade é exclusivo da dinâmica repressiva do ambiente escolar. O conflito principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Simon </span></i><span style="font-weight: 400;">se dá pela descoberta do antagonista Martin Addison (Logan Miller) em relação à sexualidade do protagonista e de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocados com Blue. A partir desse momento, o personagem ameaçado faz de tudo para que seu segredo não seja revelado aos demais estudantes do colégio Creekwood, provocando o rompimento de uma relação de fidelidade com seus amigos próximos. Nessa perspectiva, o longa se destaca ao abordar precisamente a angústia vivida por jovens da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no momento em que precisam se assumir aos seus pais e colegas, algo que não acontece com pessoas heterossexuais – e que é até ironizado em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=49r_PFnri_E"><span style="font-weight: 400;">cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o humor é uma ferramenta fundamental na história, pois é usado para dizer o que deve ser dito de uma forma que seja compreensível, para o maior número de pessoas. É visível qual era a intenção de todos os envolvidos na produção de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">: fazer com que o filme ressoe entre as diferentes gerações, para que a conversa não seja restrita à juventude moderna. É nesse ponto em que a obra se fundamenta como necessária às gerações atuais, por ser </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/cinema/2018/04/com-amor-simon-e-primeiro-romance-adolescente-gay-de-um-grande-estudio.shtml"><span style="font-weight: 400;">o primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre um adolescente gay produzido por um grande estúdio. Com a sua linguagem simples e direta, o longa dirigido por Greg Berlanti é capaz de servir como um guia confiável, em que os adolescentes podem se basear ao terem dilemas em relação a sua orientação sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto causado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> é surpreendente, uma vez que, ao lado de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CK-g0OqzQHQ"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos que Já Amei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é um respiro para o gênero das comédias ambientadas no Ensino Médio, que teve o seu ápice nos anos 90 e 2000, com filmes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tD76OqlJRwQ"><i><span style="font-weight: 400;">10 Coisas que Eu Odeio em Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Meninas Malvadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Embora não tenha sido deixado totalmente de lado, o estilo sofreu um perceptível declínio em suas histórias recheadas de clichês. É notável que obras transgressoras, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, foram fundamentais para o ressurgimento de histórias focadas em adolescentes, uma vez que, após cinco anos do seu lançamento, o longa é recorrentemente lembrado nas </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/os-melhores-filmes-adolescentes"><span style="font-weight: 400;">listas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de melhores </span><a href="https://www.megacurioso.com.br/estilo-de-vida/110641-10-dramas-e-comedias-teen-para-assistir-na-netflix-durante-as-ferias.htm"><span style="font-weight: 400;">comédias </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_30559" aria-describedby="caption-attachment-30559" style="width: 779px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30559" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon.png" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, pode-se ver o protagonista Simon, interpretado pelo ator Nick Robinson, que usa uma jaqueta jeans com pelo bege." width="779" height="462" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon.png 779w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/simon-768x455.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30559" class="wp-caption-text">Nick Robinson (Simon) é a alma do filme e dá ao público o melhor de si ao retratar os anseios<br />do jovem LGBTQIAP+ [Foto: 20th Century Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Outro ponto essencial para a aclamação da obra é a atuação de Nick Robinson. Conhecido por</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S2_aWPGZwhs"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic World</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">: O Mundo Dos Dinossauros</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DxCntPIs38U"><i><span style="font-weight: 400;">A 5ª Onda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele obtém não só o prestígio da </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-reviews/love-simon-1088293/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também o do público, uma vez que, por conta de sua interpretação, é natural se conectar com o protagonista logo no início. A escolha do ator também reflete no recorte determinado pelos produtores Wyck Godfrey (</span><i><span style="font-weight: 400;">Crepúsculo</span></i><span style="font-weight: 400;">), Marty Bowen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sorria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sorria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Pouya Shahbazian (</span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Isaac Klausne (</span><a href="https://personaunesp.com.br/happiest-season-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alguém Avisa?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), posto que Simon é um jovem gay, branco e heteronormativo que, quando comparado ao personagem Ethan (Clark Moore) – um garoto gay, negro e afeminado, que serve como alvo de zombaria dos valentões da escola –, é perceptível o privilégio que tem por estar no armário. Aliás, essa questão pode desagradar os mais engajados na causa LGBTQIAP+, devido à falta de representatividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com sucessos como </span><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6XpaIBNiVzIetEPCWDvAFP"><span style="font-weight: 400;">Whitney Houston</span></a><span style="font-weight: 400;">, seria um erro falar sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não mencionar a sua excelente </span><a href="https://open.spotify.com/album/1JHZTusMlrbbTBC3xHt2Gw"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, feita pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jack-antonoff/"><span style="font-weight: 400;">produtor de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> Jack Antonoff. A música de Houston é utilizada de uma forma genial na história, ao mostrar os estereótipos de homens gays, como se, por causa da sexualidade, o indivíduo precisasse gostar de musicais e de divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ser aceito no mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o objetivo de conversar com as gerações atuais, a trilha de Antonoff ainda conta com diversas canções de sua banda </span><a href="https://open.spotify.com/artist/2eam0iDomRHGBypaDQLwWI"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;">, além do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de sucesso </span><a href="https://open.spotify.com/album/4CEAev7neETRdqBFtzA8B9?highlight=spotify:track:45Egmo7icyopuzJN0oMEdk"><i><span style="font-weight: 400;">Love Lies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dos cantores Khalid e Normani.</span></p>
<figure id="attachment_30558" aria-describedby="caption-attachment-30558" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30558" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem.3.webp" alt="Cena do filme Com Amor, Simon. Nela, encontram-se quatro pessoas. Da esquerda para a direita, são elas: um homem branco de cabelo liso com uma camiseta verde listrada, uma menina branca e loura com uma blusa rosa, uma mulher branca com o cabelo ondulado e um homem com o cabelo grisalho e uma roupa cinza. Todos estão sentados e sorrindo." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-30558" class="wp-caption-text">É nos diálogos entre Simon e sua família que o longa mostra ao espectador a tamanha importância de se ter uma rede de apoio (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, é impressionante – e, de certa forma, incomum – a forma como os pais de Simon, interpretados pelos carismáticos Josh Duhamel e Jennifer Garner, aceitam a sua sexualidade. A mãe, por exemplo, deseja que o jovem seja a melhor versão de si mesmo. Por esse mesmo ângulo,  em uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j9EGUdzp42Y"><span style="font-weight: 400;">cenas mais impactantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do longa, há a conversa entre o protagonista e o seu pai, Jack (Duhamel), que revela ao filho que não mudaria nada nele. São nessas cenas, carregadas de emoção, que levam o público a amar </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> com toda a intensidade, dado que é rara a ocorrência de produções delicadas e bem pensadas para um público que não se vê nas telas por uma óptica tão cuidadosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos momentos finais da história, Simon é tirado do armário e se vê sozinho. Entretanto, ele tem uma ideia e decide convocar os seus colegas em uma missão: encontrar o anônimo Blue na roda-gigante do parque de diversões de sua cidade, para se declarar ao amado. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5fwifVyRX0M"><span style="font-weight: 400;">É nesse momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que há a revelação da identidade do interesse amoroso do protagonista. Nesse ponto do longa, todos estão esperando ansiosamente por algo a mais entre os dois garotos, que cedem à pressão popular e aos seus desejos pessoais, proporcionando ao público um dos beijos mais carinhosos vistos até então em um filme adolescente. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz-se </span><a href="https://theknowfresno.org/04/06/2018/love-simon-important-movie/#:~:text=Love%2C%20Simon%20explores%20the%20complexities%20that%20come%20with,see%20yourself%20being%20positively%20represented%20on%20the%20screen."><span style="font-weight: 400;">imprescindível</span></a><span style="font-weight: 400;"> na hora de se escolher uma obra cinematográfica que represente tão bem os anseios da comunidade LGBTQIAP+. É por causa de longas-metragens como esse que histórias plurais e diversas podem e devem ser contadas na ficção. A essa altura, torna-se indiscutível a importância de se ter um personagem tão imponente como Simon, no que se relaciona ao desafio vivido por jovens do mundo inteiro &#8211; seja esse desafio a descoberta da própria sexualidade ou o medo de ser abandonado após se assumir. No seu aniversário de cinco anos de lançamento, a bela história de Simon Spier se mantém mais atemporal e necessária como nunca.</span></p>
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		<title>Os M’s de Maid: maternidade, machismo e meritocracia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2021 15:22:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa Retratando um cenário particular que reflete as diferentes realidades da maternidade, Maid exibe com fidelidade o machismo e a falta de oportunidade vivenciada por mães que sofrem com algum tipo de violência. A minissérie original da Netflix estreou arrebatando emoções e nos obrigando a preparar os lencinhos. Jovem, Alex (Margaret &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/maid-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os M’s de Maid: maternidade, machismo e meritocracia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24910" aria-describedby="caption-attachment-24910" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem Alex e Maddy passeiam por uma floresta. A mãe branca e de cabelo preto veste um colete de tom roxo escuro por cima de uma blusa de manga comprida no tom azul escuro. Ela também usa um gorro azul enquanto carrega a sua filha no ombro. A criança tem a pele branca e o cabelo loiro, ela veste uma jaqueta cinza com estampa infantil acompanhada de um suéter amarelo mostarda" width="1024" height="682" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24910" class="wp-caption-text">Em entrevista, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hDMPqh310dQ">Margaret Qualley</a> falou sobre como foi importante passar tempo com Riley além do momento das gravações, para que conseguissem capturar uma essência mais autêntica como mãe e filha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retratando um cenário particular que reflete as diferentes realidades da </span><a href="https://maesqueescrevem.com.br/maternidade-acesso-a-educacao-e-a-falacia-da-meritocracia-por-nayara-ferreira/"><span style="font-weight: 400;">maternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid </span></i><span style="font-weight: 400;">exibe com fidelidade o machismo e a falta de oportunidade vivenciada por mães que sofrem com algum tipo de violência. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M4nrGje_pyc"><span style="font-weight: 400;">minissérie</span></a><span style="font-weight: 400;"> original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou arrebatando emoções e nos obrigando a preparar os lencinhos. Jovem, Alex (Margaret Qualley) larga os estudos e o sonho de ser escritora para cuidar da filha Maddy (Rylea Nevaeh Whittet), mal sabendo que no futuro, o conjunto de registros realizados durante o seu trabalho como faxineira a salvariam. </span></p>
<p><span id="more-24909"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid: Hard Work, Low Pay and a Mother&#8217;s Will to Survive</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que conta a história da adolescência e maternidade de Stephanie Land</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o drama conta com a direção de </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/shameless-boss-john-wells-sets-maid-dramedy-at-netflix-1256579/"><span style="font-weight: 400;">John Wells</span></a><span style="font-weight: 400;">, produtor da aclamada série </span><a href="https://personaunesp.com.br/shameless-11a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shameless</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A estreia foi bem recebida pelo público, ficando vários dias entre </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2021/11/14/maid-supera-o-gambito-da-rainha-mais-assistida/"><span style="font-weight: 400;">as mais assistidas no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. O seriado aborda as vivências de Stephanie de forma muito sensível e verdadeira, contendo cenas extremamente sentimentais e subjetivas, daquelas em que o público pode sentir o que o personagem sente, criando uma espécie de aproximação e intimidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao som da música predileta de Maddy, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4vaN01VLYSQ"><i><span style="font-weight: 400;">Shoop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do grupo Salt-N-Pepa, Alex e sua filha dirigem sem rumo para longe do </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">conturbado no meio da floresta. Graças ao roteiro de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/criadora-de-maid-ajuda-grupos-de-apoio-a-mulheres-apos-serie"><span style="font-weight: 400;">Molly Smith Metzler</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de não conseguir tirar o refrão viciante da cabeça, a audiência também se solidariza com as personagens logo no início da trama. Fato que acaba sendo ótimo e terrível ao mesmo tempo: cada reviravolta do enredo é sentida como um soco no estômago por quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_24913" aria-describedby="caption-attachment-24913" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem Alex olha distraidamente para sua frente. Alex tem a pele branca, seus cabelos estão amarrados e são ondulados e de tons castanho escuro, veste blusa cinza e moleton azul escuro e brinco pequeno azul. Ao fundo, uma estante com vários produtos de limpeza e um aspirador de pó." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24913" class="wp-caption-text">A história de Alex é similar a de muitas mulheres brasileiras; no canal do YouTube da Netflix, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_R9Zs4-c_bw">Stephanie Land lê comentários do Twitter</a> de outras jovens que saíram de relacionamentos abusivos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte dos episódios é dedicada a exibir as dificuldades financeiras enfrentadas por Alex, que foge de um relacionamento aprisionador que a privou de seu dinheiro e trabalho. Assim, ela recorre aos auxílios do governo, mas eles vem com toneladas de burocracia, criando uma sensação de inferioridade que a faz em certos momentos viver situações irreais onde é humilhada. Como, por exemplo, quando imagina estar sendo chamada de desempregada fracassada e inútil. Fato que se torna um ponto a menos para a </span><a href="https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html"><span style="font-weight: 400;">meritocracia</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que ela precisa e realmente merece ajuda para ter uma vida melhor, mas as condições para conseguir são tão adversas que tornam a ajuda governamental despreparada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esbanjando histórias reais, a criação conta com a atuação de Margaret Qualley e Andie MacDowell (Paula), como mãe e filha. </span><span style="font-weight: 400;">Além de dividirem a tela, elas </span><a href="https://osegredo.com.br/atrizes-da-serie-maid-tambem-sao-mae-e-filha-na-vida-real-esse-foi-seu-primeiro-trabalho-juntas/]"><span style="font-weight: 400;">compartilham dos mesmos genes talentosos</span></a><span style="font-weight: 400;">, extraindo o melhor da intimidade familiar para as cenas em que contracenam</span><span style="font-weight: 400;">, por mais que vivam em pé de guerra devido a leviandade de Paula e as exigências de Alex para colocá-la na linha, mas esses podem ser considerados os menores problemas. Paula vive em constante negação sobre a violência psicológica e financeira que a consome, sempre se envolvendo em relacionamentos infundados com homens que sem real interesse nela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma decisão criativa assustadora, a tomada de consciência sobre o ciclo de abuso vivido por Alex ocorre com a narrativa de um ladrão que realmente existe, o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/maid-a-historia-real-e-o-que-aconteceu-com-o-ladrao-billy"><span style="font-weight: 400;">Billy Pé Descalço</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para satisfazer o roteiro, o roubo de salgadinhos e a relação conturbada com a mãe definem o adolescente na minissérie. Obcecada em entender os cadeados e a coleção nazista do casarão que limpava, a nossa protagonista passa por um processo de identificação com Billy. Trancada no sótão do ladrão é que ela recupera a memória de se esconder nos armários da cozinha enquanto seu pai agredia a sua mãe.</span></p>
<figure id="attachment_24914" aria-describedby="caption-attachment-24914" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem estão Alex e Paula, Alex interpretada por Margaret Qualley e Paula, interpretada por Andie MacDowell. Alex tem a pele branca, seus cabelos estão amarrados e são ondulados e de tons castanho escuro, veste suéter verde bandeira. Paula tem a pele branca, seus cabelos são cacheados, longos e estão amarrados e de tons grisalhos, veste uma bata de hospital, a imagem não mostra calças. Alex está de costas para a câmera, já Paula alimenta um sorriso aberto mas tentando passar um olhar de tranquilidade. Ao fundo, ambas estão em um quarto de hospital." width="900" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24914" class="wp-caption-text">A cumplicidade nos olhos de Paula parece genuína quando colocada em imagens, mas ao ver a cena, percebesse uma mulher confusa e emocionalmente ferida, partindo corações na esperança que ela se encontre outra vez (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em projetos que abordam o ponto de vista feminino da sociedade, é de extrema importância saber se por trás das câmeras existe </span><a href="https://mulhernocinema.com/numeros/estudo-programas-produzidos-por-mulheres-empregam-mais-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">representação</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem assina a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid </span></i><span style="font-weight: 400;">é a </span><i><span style="font-weight: 400;">LuckyChap Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, empresa comandada pela atriz </span><a href="https://margotrobbie.com.br/margot-robbie-conversa-com-o-wsj-sobre-a-nova-serie-da-netflix-maid/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que tem como foco obras desenvolvidas por mulheres. Não por acaso, a minissérie usufrui do mesmo recurso visual presente nos filmes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M2LMRXkAZSY"><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;"> da mesma equipe.</span> <span style="font-weight: 400;">Essa predileção utilizada funciona como um espelhamento de tela, mas dos pensamentos de Alex. Sempre que complicações financeiras surgem, os números de sua conta bancária ou os cálculos de seus custos aparecem na tela, aumentando ou diminuindo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Alex e Paula, a trama conta com outras vítimas de violência doméstica, como Danielle (Aimee Carrero), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=halfuvOMGoo"><span style="font-weight: 400;">moradora do apartamento 23</span></a><span style="font-weight: 400;"> da casa de acolhimento. Sendo sua terceira vez no abrigo, ela já conhece a burocracia e ajuda Alex a sair do fundo do poço, mostrando a jovem que precisa revidar os estigmas negativos que a sociedade e a justiça impõe às mulheres principalmente as que decidem se rebelar, taxadas como loucas, mentirosas e mães despreparadas. Denise, interpretada por BJ Harrison, é outra peça fundamental para deixar o coração do público ainda mais frágil. As conversas extremamente necessárias que ela tem com Alex servem tanto para a reflexão da protagonista quanto do espectador, acrescendo uma dose a mais de humanidade e carinho.</span></p>
<figure id="attachment_24915" aria-describedby="caption-attachment-24915" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4.gif" alt="Gif de Alex e Maddy em um quarto infantil de tons pastéis. A mãe branca e de cabelo preto veste um colete azul por cima de um moletom cinza. Ela carrega e gira a sua filha, uma criança branca e de cabelo loiro. Maddy veste uma blusa de manga comprida cinza enquanto sorri no colo de Alex." width="700" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-24915" class="wp-caption-text">Apesar de ser ambientada nos Estados Unidos, Maid foi gravada na <a href="https://technewsbrasil.com.br/onde-maid-da-netflix-foi-filmada/">Colúmbia Britânica</a>, uma província canadense (GIF: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser difícil apontar defeitos na produção devido a extrema qualidade do produto, mas alguns pontos valem ser destacados: a atuação de Nick Robinson como Sean, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hDMPqh310dQ"><span style="font-weight: 400;">totalmente diferenciada de tudo que já vimos do ator</span></a><span style="font-weight: 400;">, acostumado a  trabalhar com papéis mais jovens, colegiais e com um quê de bom moço, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/com-amor-simon-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de Robinson, Andie MacDowell demonstrou relutância para aceitar o papel pois via Paula como uma personagem muito desafiadora. Ainda que inesperados, ambos surpreendem em suas performances, mostrando um novo leque de possibilidades artísticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_nzgQcH0Vyc"><span style="font-weight: 400;">cena final</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem mãe finalmente caminha com a sua filha até o topo de uma montanha em Missoula, cidade em que ela voltará a estudar para se tornar uma escritora. No ponto mais alto, há um M gigantesco que Alex atribui o seu significado a Maddy e esse novo mundo que será todo dela. Para nós telespectadores, a décima terceira letra do alfabeto nomeia aspectos essenciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i><span style="font-weight: 400;">: a maternidade, o </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/enredo-de-maid-destaca-ciclo-de-violencia-domestica-em-geracoes/27659/"><span style="font-weight: 400;">machismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a meritocracia.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: This Is Paper Jackets" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/41EFpdLgoVJoyDr0qSZcFR?si=9efaedf04a944a3b&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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