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	<title>Arquivos Mostra Internacional de Cinema em São Paulo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Mostra Internacional de Cinema em São Paulo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: entre telas, trânsito e tesouros</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 19:25:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O evento aconteceu entre os dias 17 e 30 de Outubro, com direito a exibição de Ainda Estou Aqui (2024) Henrique Marinhos A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, dirigida por Renata Almeida, é um dos maiores e mais prestigiados eventos do calendário cinematográfico nacional. Neste ano, a 48ª edição do festival aconteceu de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/48a-mostra-internacional-de-cinema-reportagem/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: entre telas, trânsito e tesouros"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i>O evento </i><i>aconteceu entre os dias 17 e 30 de Outubro, com direito a exibição de Ainda Estou Aqui (2024)</i></p>
<figure id="attachment_34460" aria-describedby="caption-attachment-34460" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-5.png" alt="Pôster da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com uma ilustração criada por Satyajit Ray em tons terrosos. A imagem central representa uma cena interior com três figuras humanas. No primeiro plano, à direita, duas pessoas estão sentadas no chão; uma delas parece estar penteando o cabelo da outra, com gestos suaves e intimistas. No fundo, uma terceira pessoa está sentada mais distante, observando ou participando de uma interação sutil com as outras figuras. A ambientação sugere uma cena doméstica ou cotidiana, com paredes e sombras que adicionam profundidade à composição. No centro do pôster, há um símbolo estilizado que lembra uma flor em vermelho e verde, contrastando com os tons suaves da ilustração." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-5.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-5-768x403.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34460" class="wp-caption-text">A abertura oficial do festival contou com a exibição do longa-metragem <a href="https://personaunesp.com.br/maria-callas-critica/">Maria Callas</a>, dirigido por Pablo Larraín e protagonizado por Angelina Jolie (Foto: Mostra SP)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Marinhos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, dirigida por Renata Almeida, é um dos maiores e mais prestigiados eventos do calendário cinematográfico nacional. Neste ano, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª edição</span></a><span style="font-weight: 400;"> do festival aconteceu de 17 a 30 de outubro, e celebrou a Sétima Arte em toda a sua diversidade. Desde a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/44-mostra/"><span style="font-weight: 400;">44ª Mostra</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> tem o privilégio de acompanhar e cobrir essa jornada.</span></p>
<p><span id="more-34457"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com mais de </span><a href="https://48.mostra.org/filmes"><span style="font-weight: 400;">400 títulos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 82 países na programação, cada sessão parecia uma escolha calculada que trazia uma conexão implícita com aqueles que buscavam assistir aos mesmos filmes que você. Ao longo dos dias, o festival enriquece a cidade de São Paulo como um epicentro de cultura, discussão e inovação cinematográfica entre as poltronas e intervalos das sessões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, assistir a três filmes em três locais diferentes em um único dia pelos cinemas de uma megalópole não é tarefa simples (contagem ilustrativa considerando o humanamente possível). A logística entre duração dos longas, </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, tempo de deslocamento, trânsito e o dilema entre metrô ou carro fez da experiência quase um fluxograma – muito semelhante a atravessar os palcos de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">festival de música</span></a><span style="font-weight: 400;"> em busca da grade dos melhores </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa complexidade não diminui o prazer de estar ali, pelo contrário, cada sacrifício é recompensado ao sentar-se em frente à tela e vivenciar histórias em que apostamos tanto.</span></p>
<figure id="attachment_34461" aria-describedby="caption-attachment-34461" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-3.png" alt="Painel com fotos de diversos rostos da equipe projetados em um telão durante a cerimônia da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Abaixo, Serginho Groisman e Renata Amaral" width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-34461" class="wp-caption-text">A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo teve sua origem em 1977, idealizada pelo crítico Leon Cakoff, responsável pelo departamento de Cinema do MASP (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para um evento que já está em sua 48ª edição, poderíamos ter sido poupados de algumas frustrações, como </span><a href="https://www.instagram.com/p/DBJkZbbv6Y8/"><span style="font-weight: 400;">sessões extremamente disputadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que não tiveram um esquema de venda claro e, em algumas ocasiões, sem aviso prévio ou com </span><a href="https://www.instagram.com/p/DBwCJeWtVK2/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">regras instáveis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Considerando que, a essa altura, esse tipo de situação poderia ter sido prevista e prevenida, em contrapartida à remediação que tiveram de adotar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a Mostra é única em oferecer um espaço para filmes novos, muitos dos quais não terão distribuição comercial ampla. A oportunidade de assistir a essas produções, ao lado dos próprios realizadores, faz da experiência inestimável. A presença de atores, diretores, produtores e membros da equipe de produção só enriquece nossa relação com as obras, trazendo um novo nível de profundidade ao ato de ir ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/cinema/"><span style="font-weight: 400;">cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34462" aria-describedby="caption-attachment-34462" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image5-1.png" alt="A imagem mostra o espaço Petrobras na Cinemateca Brasileira, uma grande sala de cinema com fileiras de cadeiras de madeira estilo espreguiçadeiras, onde o público está sentado, aguardando o início da sessão. No primeiro plano, várias pessoas estão sentadas, algumas em conversa e outras olhando para frente. À esquerda, um homem de jaqueta verde e chapéu está relaxado em sua cadeira, enquanto outros ao lado interagem entre si. O público ao fundo ocupa quase todas as cadeiras disponíveis. As paredes são pretas, e banners com logotipos e informações do evento estão pendurados nas laterais. O espaço é iluminado por luzes focais no teto, criando um ambiente adequado para a exibição de filmes." width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-34462" class="wp-caption-text">Em suas primeiras sete edições, os filmes selecionados pela Mostra SP precisavam ser submetidos à aprovação prévia dos censores durante a Ditadura Militar (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento do evento, comandado com familiaridade por Serginho Groisman e Renata Almeida, foi repleto de momentos de afeto e celebração. Walter Salles e a equipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos grandes favoritos ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, receberam seus prêmios em uma cerimônia que reconheceu o talento e o esforço de seus participantes. Em seu discurso, o diretor destacou: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">O filme nunca está pronto, ele se completa no olhar do outro, no olhar de vocês</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de apressada em alguns momentos, tentando justa e rigorosamente cumprir horários, </span><a href="https://48.mostra.org/galeria/cerimonia-de-encerramento-48a-mostra"><span style="font-weight: 400;">a cerimônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu oferecer uma boa dose de emoção. Não só presencial como remotamente, com mensagens em vídeo de diretores internacionais que não puderam comparecer. Com poucos lugares marcados na plateia geral, com exceção dos lados do palco, o público pôde acompanhar a premiação nas primeiras fileiras, na frente até mesmo de alguns premiados.</span></p>
<figure id="attachment_34458" aria-describedby="caption-attachment-34458" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-13.png" alt="Foto dos jurados da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: Thierry Méranger, Gonçalo Waddington, Hebe Tabachnik e Mohsen Makhmalbaf. Thierry Méranger, à esquerda, é um homem de meia-idade, com barba e cabelo ralo, vestindo um terno preto e camisa branca, sem gravata. Ao lado dele, Gonçalo Waddington, de cabelos cacheados e volumosos, veste uma camisa clara com estampa discreta. Hebe Tabachnik, terceira da esquerda para a direita, é uma mulher de cabelos escuros, volumosos e cacheados; ela veste um terno preto e usa brincos grandes e um colar. À direita está Mohsen Makhmalbaf, um homem mais velho, de rosto sério e cabelo curto, sem barba, usando um terno preto e camisa preta. Eles estão posicionados em frente a uma parede de tijolos, alinhados lado a lado." width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-34458" class="wp-caption-text">A nova seção do festival é a Mostrinha, dedicada exclusivamente ao público infantil com 22 obras (Foto: Edu Tarran)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os longa-metragens da seção </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/novos-diretores/"><span style="font-weight: 400;">Competição Novos Diretores</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais votados pelo público foram submetidos ao Júri. Formado pela atriz brasileira Camila Pitanga (que infelizmente não pôde comparecer), pelo ator e cineasta português Gonçalo Waddington, pela curadora e produtora Hebe Tabachnik, pelo produtor Kyle Stroud, pelo diretor e escritor iraniano Mohsen Makhmalbaf e pelo crítico de cinema francês Thierry Meranger. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/mostra-de-cinema-de-sp-divulga-filmes-premiados-em-sua-48-edicao/"><span style="font-weight: 400;">público da 48ª Mostra</span></a><span style="font-weight: 400;"> também desempenhou um papel fundamental na seleção dos filmes premiados. Após cada sessão, os espectadores recebiam uma cédula para avaliar o filme assistido numa escala de um a cinco. As notas atribuídas foram compiladas para determinar seus favoritos, tanto entre os longas internacionais quanto entre as produções brasileiras. </span></p>
<figure id="attachment_34459" aria-describedby="caption-attachment-34459" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-14.png" alt="Denise Fernandes, diretora do filme Hanami, fala ao microfone no palanque da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ela é uma mulher negra de cabelos cacheados escuros e longos, vestindo um suéter claro com textura. Denise segura um troféu ao falar ao microfone, com um sorriso leve e uma expressão de concentração. O palco tem um fundo escuro, destacando a oradora." width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-34459" class="wp-caption-text">O BRADA, que tem prêmio dedicado no evento, é um coletivo de Diretoras de Arte do Brasil que pretende unir mulheres, pessoas trans, não bináries e quaisquer outras formas de expressão de gênero minoritárias (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do júri oficial e da votação popular, a imprensa especializada presente no evento contribuiu para o reconhecimento das obras em destaque. Críticos de Cinema avaliaram os filmes exibidos e concederam o Prêmio da Crítica às produções que mais impressionaram. A </span><a href="https://abraccine.org/2015/11/27/abraccine-organiza-ranking-dos-100-melhores-filmes-brasileiros/"><span style="font-weight: 400;">Abraccine</span></a><span style="font-weight: 400;"> – Associação Brasileira de Críticos de Cinema – também participou desse processo, elegendo o melhor filme nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras iniciativas foram o Prêmio Paradiso, que ofereceu apoio à distribuição nos cinemas para o filme da seção Mostra Brasil que recebeu a maior votação do público, garantindo sua estreia nas telas nacionais. Já o Prêmio Brada reconhece o trabalho de direção de Arte que se destacou, visibilizando esse ofício na criação da atmosfera e estética. Pela segunda vez, a Netflix entregou um prêmio no festival, concedido a um filme brasileiro participante que ainda não tinha contrato com serviços de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://48.mostra.org/jornal-da-mostra/filmes-premiados-48a-mostra"><span style="font-weight: 400;">Esses e outros vencedores</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficaram marcados para sempre na história da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.</span></p>
<figure id="attachment_34463" aria-describedby="caption-attachment-34463" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6-1.png" alt="Francis Ford Coppola, sorrindo, segura um troféu em forma de espiral ao lado de Renata Almeida, diretora da Mostra. Coppola, um homem mais velho, com cabelo grisalho e barba branca, veste um terno branco com camisa e gravata vermelha com padrão xadrez. Ao seu lado, Renata Almeida, uma mulher de cabelos castanhos escuros presos, usa óculos de armação fina e veste um vestido escuro com aparência metálica. Ela sorri para Coppola enquanto segura o troféu. Ambos estão em roupas formais durante a cerimônia de premiação da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com um banner do evento ao fundo." width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-34463" class="wp-caption-text">Coppola é tio do Nicolas Cage (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após a premiação, um dos momentos mais esperados da noite foi a exibição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalopolis</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentada – pessoalmente – por </span><a href="https://48.mostra.org/jornal-da-mostra/francis-ford-coppola-premio-leon-cakoff-e-megalopolis"><span style="font-weight: 400;">Francis Ford Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;">. Antes do </span><i><span style="font-weight: 400;">play,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Coppola brincou: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Antes de me premiar, vocês deveriam ter assistido ao filme</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. O diretor recebeu o prêmio Leon Cakoff, pelo seu “</span><i><span style="font-weight: 400;">papel visionário, sua arte da desmesura e a fé no Cinema que ultrapassa o tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O festival terminou de maneira simples, mas significativa. Os créditos subindo, as luzes se acendendo e o público sendo convidado para um coquetel na </span><a href="https://cinemateca.org.br/francis-ford-coppola-visita-a-cinemateca-brasileira/"><span style="font-weight: 400;">Cinemateca Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, mais uma vez, marcou presença com uma cobertura dedicada, produzindo 35 críticas distribuídas nas diferentes seções: Uma crítica na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/retrospectiva/"><span style="font-weight: 400;">Retrospectiva</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma na seção </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-sou-eu-critica/"><span style="font-weight: 400;">Apresentação Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">, 12 críticas nas seções </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/perspectiva-internacional/"><span style="font-weight: 400;">Perspectiva Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> e 8 críticas na seção </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/novos-diretores/"><span style="font-weight: 400;">Competição Novos Diretores</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os autores que participaram dessa cobertura, tanto </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto presencialmente, foram: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Davi Marcelgo</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/onda-nova-gayvotas-futebol-clube-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Onda Nova &#8211; Gayvotas Futebol Clube</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/onda-nova-gayvotas-futebol-clube-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Vi o Brilho da TV</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/maria-callas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maria Callas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/no-ceu-da-patria-nesse-instante-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">No Céu da Pátria Nesse Instante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oeste Outra Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/"><i><span style="font-weight: 400;">Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enterre Seus Mortos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Guilherme Moraes</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/ubu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ubu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Mortos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/nao-sou-eu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Não Sou Eu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/atraves-do-fluxo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Fluxo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-brutalista-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Brutalista</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/os-enforcados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Enforcados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tudo-que-imaginamos-como-luz-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Que Imaginamos Como Luz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span> <span style="font-weight: 400;">Henrique Marinhos</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-mundo-ainda-tem-problemas-sexuais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/la-pampa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">La Pampa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/lispectorante-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lispectorante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/uma-terra-deixada-para-tras-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Terra Deixada para Trás</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-pardal-na-chamine-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Pardal na Chaminé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/coracoes-jovens-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corações Jovens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Nathalia Tetzner (</span><a href="https://personaunesp.com.br/bangarang-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/bicho-monstro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/sob-o-ceu-cinzento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sob O Céu Cinzento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Vitória Borges</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/precisamos-falar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/continente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/zafari-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Zafari</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Guilherme Veiga</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Homem Diferente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-planeta-silencioso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Planeta Silencioso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Jamily Rigonatto</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://personaunesp.com.br/sem-vergonha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sem Vergonha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-palhaco-de-cara-limpa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço de Cara Limpa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/a-procura-de-martina-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Procura de Martina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">);</span><i><span style="font-weight: 400;"> e </span></i><span style="font-weight: 400;">Guilherme Machado Leal </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://personaunesp.com.br/os-maus-patriotas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Maus Patriotas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">;</span> <a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
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		<title>Sob o Céu Cinzento: o jornalismo viveu, vive e viverá tempos sombrios</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 22:10:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Mais do que uma cinebiografia, Sob o Céu Cinzento é um retrato fiel dos maiores obstáculos do exercício do jornalismo: a censura e opressão de governos autoritários. Não importa o país ou a cultura, em algum momento da história, todas as diferentes sociedades do mundo conviveram com a repressão sobre a imprensa. No &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sob-o-ceu-cinzento-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sob o Céu Cinzento: o jornalismo viveu, vive e viverá tempos sombrios"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34427" aria-describedby="caption-attachment-34427" style="width: 1088px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12.png" alt="Cena do filme Sob o Céu Cinzento. Na imagem, um policial observa um homem algemado com a cabeça apoiada sobre a parede e as pernas abertas. A câmera os captura nesse espaço confinado que se trata de um corredor em uma prisão, pouco iluminado." width="1088" height="663" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12.png 1088w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-1024x624.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-768x468.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34427" class="wp-caption-text">O filme polonês foi selecionado para a seção Novos Diretores da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Loco Films)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma cinebiografia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato fiel dos maiores obstáculos do exercício do jornalismo: a censura e opressão de </span><a href="https://ijnet.org/pt-br/story/jornalistas-bielorrussos-falam-sobre-volta-ao-trabalho-ap%C3%B3s-pris%C3%A3o"><span style="font-weight: 400;">governos autoritários</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não importa o país ou a cultura, em algum momento da história, todas as diferentes sociedades do mundo conviveram com a repressão sobre a imprensa. No caso do longa-metragem, acompanhamos a trajetória de uma jornalista bielorussa em busca de liberdade.</span></p>
<p><span id="more-34426"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pod Szarym Niebem</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) se inspira nas vidas reais de Igor Ilyash e Katsiaryna Andreyeva, essa última, presa em 2020 por televisionar a brutalidade das Forças Armadas durante uma manifestação contra as eleições presidenciais na </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/11/13/multidao-protesta-em-belarus-apos-morte-de-manifestante-preso-pela-policia.htm"><span style="font-weight: 400;">Praça das Mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Minsk, que resultou na morte de Raman Bandarenka. Com mudanças para adequar a narrativa às telonas, o filme integrou a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido e roteirizado por Mara Tamkovich, também jornalista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sua estreia no audiovisual. Competindo na seção Novos Diretores na Mostra SP, a cineasta abusa um pouco do tom dramático mas faz um trabalho decente que perturba. É terrível sabermos que histórias como essa ainda ocorrem na atualidade e, provavelmente, sempre acontecerão. Afinal, o que é o jornalismo se não a busca por uma verdade que </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/29/governo-de-belarus-retira-credenciais-de-jornalistas-estrangeiros-protestos-contra-lukashenko-continuam.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aterroriza</span></a><span style="font-weight: 400;"> os poderosos?</span></p>
<figure id="attachment_34428" aria-describedby="caption-attachment-34428" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13.png" alt="Cena do filme Sob o Céu Cinzento. Na imagem, captura a personagem principal a partir de seus bustos. Ela está encarcerada durante um julgamento. A protagonista é uma mulher branca de cabelos claros e olhos escuros, ela tem um olhar vazio diante de tanta punição." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34428" class="wp-caption-text">Pod Szarym Niebem também foi exibido no Festival de Tribeca (Foto: Loco Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com atuações pouco expressivas, a Fotografia de Krzysztof Trela se sobressai. Colocando em ação cores frias e </span><a href="https://exame.com/pop/mostra-internacional-de-cinema-de-sp-10-filmes-imperdiveis-para-ver-nesta-sexta-feira-25-2/"><span style="font-weight: 400;">angustiantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, que fazem mais pela criação de uma atmosfera sombria do que os atores, muitas vezes, presos em si mesmos. É difícil encontrar qualquer tipo de conexão entre o casal principal da trama, Lena (Aliaksandra Vaitsekhovich) e Ilya (Valentin Novopolskij), separados pelos altos muros do presídio ou não.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha seus momentos de dramatização elevada que nem mesmo os atores principais conseguem acompanhar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma denúncia alarmante sobre o passado, a atualidade e o futuro do </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/cinema/2024/10/ficcoes-e-documentarios-exibidos-na-mostra-refletem-sobre-conflitos.shtml"><span style="font-weight: 400;">jornalismo</span></a><span style="font-weight: 400;">; profissão constantemente ameaçada por regimes totalitários. E, se visitar o passado ajuda a compreender e evitar os mesmos erros no futuro, o longa-metragem, ao menos, traz uma boa reflexão para o público.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="UNDER THE GREY SKY [Trailer]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x_9rJISm3ro?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Bicho Monstro assusta mais do que qualquer animal imaginário</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 21:06:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Representando nas telonas o imaginário popular da região Sul do Brasil, Bicho Monstro fez parte da seleção da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores. O diretor, Germano de Oliveira, coloca em perspectiva uma narrativa sobre o Thiltapes, um animal perigoso que vive nas florestas mais densas dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bicho-monstro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bicho Monstro assusta mais do que qualquer animal imaginário"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34422" aria-describedby="caption-attachment-34422" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.jpg" alt="Cena do filme Bicho Monstro. Na imagem, vemos uma garota branca de cabelos e olhos claros descendo uma trilha na floresta. Ela veste uma jaqueta azul por cima de uma camiseta rosa e uma calça longa cinza. Ela carrega uma pequena bolsa enquanto desvenda esse cenário de gramas verdes e árvores altas que são iluminadas pelos raios de sol." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34422" class="wp-caption-text">Bicho Monstro fez parte da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representando nas telonas o imaginário popular da região Sul do Brasil, </span><a href="https://expansao.co/filme-gaucho-bicho-monstro-estreia-na-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez parte da seleção da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na seção Novos Diretores. O diretor, Germano de Oliveira, coloca em perspectiva uma narrativa sobre o Thiltapes, um animal perigoso que vive nas florestas mais densas dos lugares ocupados por imigrantes alemães no país. Acontece que a ave sanguinária não é, nem de longe, o aspecto mais aterrorizante do filme.</span></p>
<p><span id="more-34421"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, cativante. No entanto, a </span><a href="https://www.ecult.com.br/artes-visuais/cinema/longa-gaucho-bicho-monstro-estreia-na-mostra-de-sao-paulo"><span style="font-weight: 400;">dinâmica contemporânea</span></a><span style="font-weight: 400;"> do pequeno vilarejo segue sendo interrompida, da pior maneira, pelo passado. Entre a curiosidade de uma pequena garota no século XXI e a gana pela descoberta científica de um botânico alemão há centenas de anos atrás, o telespectador se enxerga confuso e dividido, sem conseguir compreender qual é a ligação entre tudo isso ou, até mesmo, o objetivo do longa-metragem.</span></p>
<figure id="attachment_34423" aria-describedby="caption-attachment-34423" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4.jpg" alt="Cena do filme Bicho Monstro. Na imagem, vemos uma peça sendo ensaiada. As poucas luzes azuladas iluminam o palco em que o ator principal parece estar em uma floresta. O público assiste com tensão aos acontecimentos que se dão em cima do palco e que representam um suposto ataque de uma criatura misteriosa, muito falada sobre na região Sul do país." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34423" class="wp-caption-text">A peça encenada no filme faz menção ao Thiltapes, criatura do imaginário popular do Sul do Brasil (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a um cenário que dialoga muito com vivências no interior enquanto repele a audiência com contornos confusos de narrativa, nem mesmo o afago de vó consegue reprimir o sentimento de decepção que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> causa. O roteiro, escrito pelo cineasta gaúcho junto de Igor Verde e Marcela Ilha Bordin, perde fôlego, ritmo, encantamento e o interesse do público quando desvia a atenção para </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> confusos que pouco dialogam com o presente do </span><a href="https://www.casacinepoa.com.br/noticias/2024-10-18-bicho-monstro-estreia-na-mostra-de-s%C3%A3o-paulo/"><span style="font-weight: 400;">arco principal</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com alguns outros aspectos técnicos em risco, como a óbvia regravação de falas na pós-produção, o filme brasileiro merece aplausos por se tratar de uma ideia interessante e relevante, principalmente por se tratar de um resgate de parte do </span><a href="https://www.casacinepoa.com.br/noticias/2024-10-27-bicho-monstro-concorre-ao-trof%C3%A9u-bandeira-paulista/"><span style="font-weight: 400;">imaginário popular</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, a execução, que deixa a desejar, também ocasiona um gosto amargo. Ao final, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria realmente incrível caso se apoiasse no passado apenas para compreender o presente, e não se perder em um caminho já trilhado anteriormente.</span></p>
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		<title>O Oscar é passageiro e Ainda Estou Aqui é eterno</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 20:06:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis. Davi Marcelgo e Guilherme Machado Leal  O Cinema de Walter Salles se concentra em temáticas semelhantes, principalmente em Terra Estrangeira (1995) e Central do Brasil (1998), histórias sobre memória, esquecimento e a relação de suas personagens com o Brasil. No primeiro, Fernanda Torres interpreta Alex e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Oscar é passageiro e Ainda Estou Aqui é eterno"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><b>Aviso</b>: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis.</em></p>
<figure id="attachment_34409" aria-describedby="caption-attachment-34409" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image5.png" alt="Na imagem, Eunice olha para frente com expressão de tristeza e olhos marejados. A cena possui tons de azul e verde, cores melancólicas. O cenário é de um restaurante, ao fundo há mesas e um homem em desfoque à esquerda. Eunice é uma mulher na faixa dos 60 anos, de pele clara, cabelos escuros e lisos na altura do pescoço. Ela usa brincos grandes, pretos e arredondados. Ela está vestindo uma camisa de botões, com a gola aberta. A roupa é na cor verde escura e estampas de flores. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-34409" class="wp-caption-text">O filme levou 350 mil pessoas aos cinemas no fim de semana de estreia (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo e Guilherme Machado Leal</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema de Walter Salles se concentra em temáticas semelhantes, principalmente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Estrangeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1995) e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/central-do-brasil-relembre-a-historia-do-filme-brasileiro-indicado-ao-oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Central do Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998), histórias sobre memória, esquecimento e a relação de suas personagens com o Brasil. No primeiro, Fernanda Torres interpreta Alex e, no segundo, é a sua mãe, Fernanda Montenegro, quem dá vida à professora Dora. Em 2024, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, adaptação de livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o diretor retoma a parceria com as atrizes para abordar um outro período da história: a Ditadura Militar brasileira. Ambientado no Rio de Janeiro da década de 1970, o longa-metragem acompanha a vida de Eunice Paiva (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres</span></a><span style="font-weight: 400;">) e seus filhos após o desaparecimento de Rubens Paiva (Selton Mello), ex-deputado engajado na luta contra o regime ditatorial. </span></p>
<p><span id="more-34404"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre tantos trunfos de Salles, o maior é universalizar os sentimentos de alguém vítima de um período específico da história brasileira. Embora o período seja importante e doloroso, é particular na vida de Eunice e de outras pessoas que sofrem com a </span><a href="https://www.pucsp.br/comissaodaverdade/mortos-e-desaparecidos-contextualizacao.html"><span style="font-weight: 400;">ausência de respostas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a incerteza deixada pela ditadura. O roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorena conseguem transmitir o acontecimento em uma experiência que perpassa a necessidade de ter vivido aquilo e transforma a tragédia em um sentimento coletivo. Até porque, como fazer com que ‘eu’ compadeça com a dor alheia? O retrato de Rubens Paiva, nos primeiros minutos do filme, aproxima e apresenta o espectador ao personagem; um pai amoroso, marido devoto e amigo querido. A presença de </span><a href="https://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selton Mello</span></a><span style="font-weight: 400;"> em tela é tão onipotente que, sem ele em cena, a ausência é avassaladora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elemento excelente, afinal, é a importância de um pai na família e o que seu desaparecimento causou em todos que moravam naquela casa. A encenação que configura o antes e depois do decesso de Rubens Paiva, personificada nas mudanças que ocorrem no lar, espaços e iluminação, também é um mérito imbatível para te fazer sentir. Os tons de amarelo são substituídos pelo azul ou pela sombra, enquanto as músicas agitadas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> libertino britânico ou da </span><a href="https://personaunesp.com.br/samba-esquema-novo-aniversario/"><span style="font-weight: 400;">bossa nova</span></a><span style="font-weight: 400;"> são abafadas pelo ensurdecedor silêncio. </span></p>
<figure id="attachment_34406" aria-describedby="caption-attachment-34406" style="width: 420px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-12.png" alt="Na imagem, Rubens Paiva está olhando para a direita, com expressão séria. Ele veste uma camiseta vermelha e está sentado em uma poltrona. Ele é um homem na faixa dos 50 anos, de pele clara, bigode e cabelos grisalhos e lisos. Atrás dele e em volta há cortinas vermelhas. " width="420" height="240" /><figcaption id="caption-attachment-34406" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui fez parte 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/01/20/rubens-paiva-50-anos-depois-de-sua-prisao-politica-e-de-seu-assassinato"><span style="font-weight: 400;">A casa carioca</span></a><span style="font-weight: 400;"> se torna uma personagem modificada assim como os humanos dessa história, vazia e silenciosa, sem precisar, como um dia necessitou, que uma câmera tenha de correr para acompanhar a agitação das danças e das crianças. Se a vida dessa família possui um antes e depois extremamente delimitado, o filme também possui duas partes. A partir disso, o longa constrói uma aproximação forte, sobretudo porque todo mundo já perdeu alguém, parou de frequentar os mesmos lugares que ia na infância ou viu o familiar ficar irreconhecível. Ao compreender essa natureza humana, Walter Salles, a direção artística de Gabriel García e a Fotografia de Adrian Teijido  transformam a história da família Paiva em uma experiência coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ato do longa se preocupa em mostrar o dia a dia dos Paiva. O tradicional almoço de domingo, com a presença de amigos próximos e agregados do círculo social, contribui para caracterizar a família. Veroca (</span><a href="https://revistaquem.globo.com/entrevistas/quem-disse/noticia/2024/11/valentina-herszage-o-cinema-tem-o-poder-de-dar-nome-e-rosto-as-vitimas-da-ditadura.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Valentina Herszage</span></a><span style="font-weight: 400;">), filha mais velha de Eunice e Rubens, não vive longe de sua câmera. Com o objeto, os costumes daquela casa são eternizados em </span><i><span style="font-weight: 400;">polaroids</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ilustram o lar. A partir do sumiço do patriarca, a repressão, sutilmente representada por sons e frases ambíguas de que algo está acontecendo no país, ganha um tom de denúncia e se concentra no sentimento de revolta de uma mãe e filhos desamparados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na vida, fotografias servem para registrar momentos, sejam eles agradáveis ou tensos. A </span><a href="https://www.instagram.com/p/DCLIF0JpBhn/?igsh=MTd0aDh3N2o5cXYy"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> nem sempre é um atestado de que o momento recortado foi bom. Na verdade, ela relembra as sensações que foram experienciadas no dia em que tudo aconteceu. Paralelamente a isso, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, as fotos marcam o estado de uma época definida pela censura. Um olhar mais à esquerda, um sorriso mais contido e expressões mais sisudas também funcionam como evidências do terror vivido pelos brasileiros nos 21 anos do regime.</span></p>
<figure id="attachment_34407" aria-describedby="caption-attachment-34407" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4.png" alt="Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, olha para Rubens Paiva, homem branco de cabelo curto e com bigode, enquanto ambos posam para uma fotografia na praia. Ela veste um conjunto preto e está sorrindo para o homem. Ele está sem camiseta e também sorri em direção à câmera. " width="984" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4-768x414.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34407" class="wp-caption-text">No longa de Salles, as fotos também funcionam como fio-condutor da narrativa (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As representações fotográficas, então, apontam o medo no olhar dos personagens. Mostrar os dentes, em 1970, não é simplesmente uma expressão facial de que está tudo bem. Pelo contrário, é o reconhecimento da dor de uma família que permaneceu sem respostas de seu ente querido após as táticas de </span><a href="https://www.politize.com.br/tortura-ferramenta-regime-militar/"><span style="font-weight: 400;">tortura</span></a><span style="font-weight: 400;"> realizadas pelos militares. Apesar de tudo, nesse contexto, sorrir é um atestado da confirmação de que algo bruto, como a morte do ex-deputado, é melhor recebido do que  uma falsa sensação de esperança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maneirismos, características e hábitos evidenciam a personalidade dos seres humanos. Ir à sorveteria regularmente, ouvir os discos de um artista da MPB, como </span><a href="https://oglobo.globo.com/blogs/blog-do-acervo/post/2022/11/medo-nao-faz-parte-da-minha-vida-a-rebeldia-de-gal-costa-nos-anos-de-chumbo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou fazer suflê como prato principal são apenas alguns dos costumes do lar carioca. Por exemplo, Nalu Paiva (</span><a href="https://www.em.com.br/cultura/2024/08/6924341-atriz-mineira-comenta-papel-no-longa-de-walter-salles-que-disputara-veneza.html"><span style="font-weight: 400;">Bárbara Luz</span></a><span style="font-weight: 400;">), a filha do meio, tem uma relação próxima com o pai. O terno, seu cigarro e a maneira de se portar atuam para a jovem como uma aproximação mínima do que, um dia, Rubens foi quando preenchia física e sentimentalmente o lar. Com a partida, aquilo que era cotidiano ganhou um novo significado: a percepção de que objetos materiais podem, de fato, ser extensões daqueles que amamos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É através de objetos e apelidos carinhosos que o filme compõe a atmosfera de saudades; ao desaparecerem do cotidiano, convergem com o propósito de marcação das fases da casa e o sentimento de mudanças pungentes. O papel de Eunice como mulher dentro daquele núcleo e as </span><a href="https://gente.globo.com/donas-da-casa-o-papel-da-mulher-na-organizacao-familiar/"><span style="font-weight: 400;">novas posições</span></a><span style="font-weight: 400;"> que precisa assumir também é afetado nesta dinâmica: agora, ela quem está à frente dos negócios da casa e nem sempre consegue acessar o que é de direito, por exemplo, o dinheiro no banco. Para além de elementos em cena ou texto – como os militares enclausurados nas sombras –, a câmera incorpora a ausência do pai, como a cena em que senta na mesa, ocupando uma cadeira vazia. </span></p>
<figure id="attachment_34405" aria-describedby="caption-attachment-34405" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-3.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, na faixa dos 60 anos, está sentada e olhando para cima com uma expressão de susto enquanto está dentro de uma dela. Ela veste uma camisa azul e uma calça bege. " width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-34405" class="wp-caption-text">Torres, em entrevista para a Elle Brasil, disse que prioriza tons sóbrios nas roupas para o tapete vermelho, uma demonstração de fidelidade à personagem (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, embora pequenos, há momentos em que o filme perde a força, principalmente quando muda de década ou deseja denunciar a ditadura. Quando ocorre a passagem de tempo da década de 1970 para 1996 e, depois, </span><a href="https://veja.abril.com.br/saude/foi-angustiante-ve-la-sumir-diz-marcelo-rubens-paiva-sobre-a-mae"><span style="font-weight: 400;">2014</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo dá saltos grandes e não permite que o espectador acompanhe a trajetória da família com a mesma aproximação e lentidão como grande parte do longa, deixando a sensação de ter algo faltando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao caráter de manifestação direta, o momento de Eunice falando com repórteres sobre a importância da memória e da resistência soa como um texto pronto para viralizar nas redes sociais e abandona o lado íntimo, destoando das duas horas anteriores. Inclusive, a </span><a href="https://cbn.globo.com/cultura/entrevista/2024/11/13/ailton-krenak-e-impossivel-contar-historia-do-movimento-indigena-na-ditadura-sem-falar-de-eunice-paiva.ghtml"><span style="font-weight: 400;">advogada</span></a><span style="font-weight: 400;"> colando o atestado de óbito do marido em seu álbum de memórias é um elemento mais latente quando trata-se de denúncia, porque parte de um discurso </span><a href="https://www.scielo.br/j/rlpf/a/gqK3tgmPMGDcD3r5xFZnKXH/?format=pdf&amp;lang=pt"><i><span style="font-weight: 400;">pathos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mais eficaz e que mantém o tom estabelecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resistir, lembrar, persistir são, para </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">atos pautados no silêncio e emoção transmitidos por enquadramentos, cores e encenação, quase pouco por diálogos, em sinfonia de </span><a href="https://youtu.be/wBxBUKuFcI8?si=Bilsf7XkSQCHSSvl"><span style="font-weight: 400;">forma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conteúdo com sua protagonista, que não permite demonstrar os sentimentos, deixando até seus filhos de fora da situação familiar. Portanto, quando o longa decide ‘falar’, destoa.</span></p>
<figure id="attachment_34408" aria-describedby="caption-attachment-34408" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1.png" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, está com uma expressão séria. Ela veste uma blusa regata da cor azul. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34408" class="wp-caption-text">Fernanda Torres foi uma das homenageadas da 4ª edição da Celebração do Cinema e Televisão Latinos do Critics Choice Awards (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um filme brasileiro é aclamado, surge a tradicional pergunta ‘será que vai ser indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">?’. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, a conversa não seria diferente, ainda mais levando em conta o circuito internacional da produção. No Festival de Veneza, Murilo Hauser e Heitor Lorena levaram o prêmio de </span><a href="https://exame.com/pop/ainda-estou-aqui-vence-premio-de-melhor-roteiro-no-festival-de-cinema-de-v"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Após as primeiras exibições, Fernanda Torres foi elogiada pela imprensa estrangeira, como o </span><a href="https://deadline.com/2024/09/im-still-here-review-walter-salles-love-letter-to-brazil-is-a-warning-from-history-venice-film-festival-1236075262/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://variety.com/2024/film/reviews/im-still-here-review-walter-salles-1236121390/"><i><span style="font-weight: 400;">Variety</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Caso seja indicada à maior premiação do Cinema, a artista se juntará a sua mãe, Fernanda Montenegro, como as únicas brasileiras já cotadas para a estatueta de Melhor Atriz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora premiações possam servir como um atestado de que uma obra é criticamente competente, o longa de Salles por si só já ganhou o mais importante: a adesão dos </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/primeira-exibicao-de-ainda-estou-aqui-no-brasil-tem-palmas-choro-e-grito-de-ditadura-nunca-mais/?srsltid=AfmBOopQ4jOc5TODefJbAr8U54frT9B9vHsq0BXfOJc9f4xYtFa8LF2G"><span style="font-weight: 400;">brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Salas lotadas, discussões nas redes sociais depois da experiência e a exaltação do nosso Cinema valem muito mais que uma possível – e merecida – nomeação. A conversa em volta de tudo que foi sentido e relembrado com essa história é, no fim das contas, o que amplia sua relevância. No entanto, há uma força motriz que sustenta os momentos de maior tensão e ela se chama Fernanda Torres. </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Normais </span></i><span style="font-weight: 400;">(2001-2003) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tapas e Beijos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2011-2015) mostram o traquejo da veterana com a Comédia, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Estrangeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1995) exige um tom melodramático pela história contada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambos os gêneros, ela domina com maestria as competências necessárias para as personagens que interpreta. Com a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/as-poucas-diferencas-entre-realidade-e-ficcao-em-ainda-estou-aqui"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;"> do livro de Marcelo Rubens Paiva, a atriz carrega a dor de cinco filhos em um trabalho corporal. A forma como a matriarca precisa guiar os jovens, desamparados devido ao sumiço de Rubens, concentra todo o tom melancólico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">. O fato é que Eunice não está, mas precisa, realmente, segurar tudo dentro de si, por ela, pelos seus e, principalmente, pelo marido.</span></p>
<figure id="attachment_34410" aria-describedby="caption-attachment-34410" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6.png" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca na faixa dos 95 anos, de cabelo curto branco, está olhando para frente com expressão de desorientação. Ela veste uma roupa marrom e usa um colar de bolinhas. Usa óculos redondos. Ao fundo há uma mesa, desafogada, com garrafas, copos e pratos. " width="1024" height="567" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6-800x443.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6-768x425.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34410" class="wp-caption-text">Em <a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">1999</a>, Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas quem levou foi Gwyneth Paltrow por Shakespeare Apaixonado (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É ‘chavão’ que o Cinema é memória, registro e até objeto para denúncia. Mas não existe forma melhor de definir </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contar a história dos Paiva nas telonas é reforçar o quão devastador aqueles 21 anos foram para os brasileiros. Dessa forma, Walter Salles novamente demonstra um domínio em impactar seu público de forma sútil, mas brutal, através de personagens que serão eternizados na </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/se-o-cinema-e-a-setima-arte-quais-sao-as-outras"><span style="font-weight: 400;">Sétima Arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> do nosso país.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ainda Estou Aqui | Trailer Oficial | 7 de novembro nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_NzqP0jmk3o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>À la Gonzaguinha, Bangarang fica com a pureza da resposta das crianças</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 19:14:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Não existe criatura mais honesta e transparente do que uma criança. Usufruindo dessa característica intrínseca dos ‘pequeninos’, o documentário Bangarang apresenta o cenário quase apocalíptico vivido pela comuna italiana Taranto e seus habitantes. Nessa película de tons alaranjados e muita poeira, todos os seres vivos são afetados pela poluição oriunda da Ilva, uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bangarang-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "À la Gonzaguinha, Bangarang fica com a pureza da resposta das crianças"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34399" aria-describedby="caption-attachment-34399" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2.jpg" alt="Cena do filme Bangarang. Na imagem, um menino está de costas para a câmera, observando a capital homônima da província de Taranto, localizada na Itália. A paisagem é formada por construções antigas e desbotadas, além de estar com uma cortina de poluição. A câmera captura o menino de costas a partir do busto, ele veste uma camiseta cinza. O cenário reflete abandono e descaso das autoridades." width="1999" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34399" class="wp-caption-text">Bangarang, do cineasta Giulio Mastromauro, integrou a programação da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Zen Movie)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe criatura mais honesta e transparente do que uma criança. Usufruindo dessa característica intrínseca dos ‘pequeninos’, o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o cenário quase apocalíptico vivido pela comuna italiana </span><a href="https://projetocolabora.com.br/ods3/cidade-onde-poluicao-acabou-com-o-futebol/"><span style="font-weight: 400;">Taranto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus habitantes. Nessa película de tons alaranjados e muita poeira, todos os seres vivos são afetados pela poluição oriunda da </span><span style="font-weight: 400;">Ilva,</span><span style="font-weight: 400;"> uma usina siderúrgica em atividade desde a década de 1960. Contudo, no universo do cineasta Giulio Mastromauro, apenas infantos e animais compõem as cenas.</span></p>
<p><span id="more-34397"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, que integrou a seção Novos Diretores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, retrata o abandono e descaso das autoridades com um dos maiores </span><a href="https://pt.euronews.com/2019/04/22/poluicao-industrial-mata-na-cidade-italiana-de-taranto#:~:text=Cada%20chamin%C3%A9%20industrial%20polue%20o,e%20respirat%C3%B3rias%2C%20devido%20%C3%A0%20emiss%C3%B5es."><span style="font-weight: 400;">desastres ambientais e sanitários</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da Europa. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat), em pesquisa realizada em 2018, cerca de 1500 pessoas morrem por ano na cidade em decorrência de tipos de cânceres que, pela ciência, podem ser originados ou potencializados pela contaminação do meio ambiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a escolha de deixar a posse da mensagem nas mãos de crianças é, ao mesmo tempo, uma bênção e maldição. Entre muitas risadas e ‘dancinhas’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mastromauro coloca nas telonas o microcosmo dos moradores mais novos de Taranto; um universo em que a ‘pancadaria’ é organizada pelas meninas e em que os dias sem vento são aproveitados ao máximo, uma vez que são impedidos de sair de casa quando a ventania dissemina ainda mais os dejetos da maior </span><a href="https://www.terra.com.br/noticias/mundo/siderurgica-ilva-vai-recorrer-de-decisao-que-interrompe-producao,0088acf8601ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html"><span style="font-weight: 400;">fábrica de aço</span></a><span style="font-weight: 400;"> do continente europeu.</span></p>
<figure id="attachment_34398" aria-describedby="caption-attachment-34398" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2.jpg" alt="Cena do filme Bangarang. Na imagem, vemos um cavalo-marinho em seu habitat natural: o oceano. A composição da fotografia captura o animal sozinho em meio a imensidão azul do mar. O cavalo-marinho apresenta uma coloração alaranjada que contrasta com a luz vinda da superfície. Abaixo dele, é possível enxergar o fundo arenoso do local." width="1999" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34398" class="wp-caption-text">O documentário venceu o prêmio especial do júri da seção Panorama Itália do Festival de Roma (Foto: Zen Movie)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Traduzindo em cores esse </span><a href="https://exame.com/pop/bangrang-mostrasp-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">inferno na terra</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sandro Chessa faz um ótimo trabalho na Fotografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;">. É difícil não se sentir impactado pelas escolhas de perspectivas e tons que cercam os infantos na terra e os animais na água, ambos extremamente poluídos. Por outro lado, a montagem feita pelo diretor e por Cristina Barillari peca um pouco no ritmo e na inserção de depoimentos. Aos poucos, a paisagem, naturalmente exaustiva, fica ainda mais insuportável com a alternância entre muito barulho e contemplação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resposta a uma pergunta feita pelo </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, ao final de uma exibição na Mostra SP, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q_wYNx5yxec"><span style="font-weight: 400;">Giulio Mastromauro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a produtora Virginia Gherardini comentaram sobre como as crianças que participaram do documentário reagiram ao assisti-lo. A dupla afirmou que foi exatamente como a ingenuidade retratada no longa. Todos são muito inocentes para compreenderem a gravidade em que se encontra o local, apesar dos ‘pequeninos’ terem, inconscientemente, representado muito bem a realidade cruel da província.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, embora não tenham, por hora, plena consciência crítica sobre a fábrica de aço – que além de destruir tudo e todos lentamente com a poluição, é também o ‘ganha pão’ de suas famílias –, as crianças sabem muito bem que “</span><i><span style="font-weight: 400;">o TikTok acabou com nossas cabeças</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ao som de falas audaciosas recheadas de gargalhadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;"> age como Gonzaguinha na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que É O Que É?</span></i><span style="font-weight: 400;">, do disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4a7f5kh2eaSyhDE4LCn4T0?si=zLmRWprvTRWjIw_R1nM6rA"><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1982): “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu fico com a pureza/Da resposta das crianças/A vida é bonita</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bangarang, di Giulio Mastromauro - Clip" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bfuyBKEkaio?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A opressão do amor em Tudo Que Imaginamos Como Luz</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 20:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes, Tudo Que Imaginamos Como Luz chegou com muita expectativa na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, ao ponto de lotar as sessões. Dirigido por Payal Kapadia, o longa, que fez parte das seções Foco Índia e Competição Novos Diretores, fala sobre a opressão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tudo-que-imaginamos-como-luz-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A opressão do amor em Tudo Que Imaginamos Como Luz"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34387" aria-describedby="caption-attachment-34387" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-800x295.jpg" alt="Cena do filme Tudo Que Imaginamos Como Luz. A imagem está em plano detalhe, captando apenas do ombro para cima das personagens. No centro está Prabha observando algo que Anu está segurando. Ela está atrás de Anu. Anu está segurando e observando uma air fryer vermelha." width="800" height="295" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-800x295.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1200x443.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34387" class="wp-caption-text">Uma Noite Sem Saber Nada é o primeiro filme de Payal Kapadia (Foto: Petit Chaos)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Festival de Cannes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Que Imaginamos Como Luz</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou com muita expectativa na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao ponto de lotar as sessões. Dirigido por </span><a href="https://midianinja.org/conheca-payal-kapadia-cineasta-indiana-vencedora-do-grand-prix-do-festival-de-cannes-2024/"><span style="font-weight: 400;">Payal Kapadia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa, que fez parte das seções Foco Índia e Competição Novos Diretores, fala sobre a opressão do amor de diferentes formas nos grandes centros urbanos indianos.</span></p>
<p><span id="more-34386"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é baseada em duas mulheres, Prabha (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xsgRrgh5MH0"><span style="font-weight: 400;">Kani Kusruti</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Anu (</span><a href="https://www.instagram.com/divya_prabha__/"><span style="font-weight: 400;">Divya Prabha</span></a><span style="font-weight: 400;">), que dividem um apartamento e trabalham no mesmo hospital. A primeira é mais velha e está casada com um homem que precisou se mudar para a Alemanha a trabalho; a segunda é mais jovem e está namorando às escondidas com Shiaz (Hridhu Haroon). Esses relacionamentos guiam o filme, ao mesmo tempo em que são afetados pelo meio em que vivem: Mumbai. A cidade se torna um lugar de opressão, com a sociedade de olho nas duas e impondo o conservadorismo de maneira discreta. Nesse sentido, Anu não pode assumir seu romance com o namorado, que segue outra religião, e nem viver um amor mais liberal em relação ao sexo, já Prabha está </span><a href="https://feitoporelas.com.br/48a-mostra-de-sao-paulo-tudo-que-imaginamos-como-luz-all-we-imagine-as-light/"><span style="font-weight: 400;">presa</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu marido, quem ela não vê há mais de um ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feita por Ranabir Das, a construção imagética sobre os espaços é muito interessante para reforçar essas ideias. Enquanto estão na </span><a href="https://cinemacomcritica.com.br/2024/05/all-we-imagine-as-light/"><span style="font-weight: 400;">cidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escuridão e o tom acinzentado tomam conta, com uma iluminação </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">, por vezes, estouradas e uma imagem granulada que reflete o isolamento, a tristeza e o cansaço. Além disso, os espaços apertados geram uma sensação de claustrofobia e não permitem que as personagens saiam de suas respectivas situações. No momento em que a cenografia muda para a praia, a diretora mostra total controle da narrativa ao utilizar os mesmos elementos, porém, gerando emoções diferentes. Toda composição começa a permitir que Prabha e Anu possam se emancipar. O mar aberto, a iluminação clara e estourada na caverna e o espaçamento criam os sentimentos de liberdade e leveza.</span></p>
<figure id="attachment_34388" aria-describedby="caption-attachment-34388" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/All-We-Imagine-as-Light-2.jpg" alt="Cena do filme Tudo Que Imaginamos Como Luz. No fundo, uma quadra com vários garotos jogando futebol. O ambiente é escuro, com uma iluminação baixa. Mais próximo a câmera, como se fosse em um outro plano, estão Anu e Shiaz abraçados em frente a uma árvore. Anu veste uma roupa florida, com tons mais escuros. Shiaz veste uma roupa com tons azulados e detalhes em forma de árvore." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-34388" class="wp-caption-text">“Você terá que esperar até a noite para me ver. Mas agora, eu te mando beijos através das nuvens” (Foto: Petit Chaos)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A problemática do marido precisar trabalhar afastado da esposa para sustentar a família já era retratado desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NyEWAYw7Bog"><i><span style="font-weight: 400;">A Canção da Estrada</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1955)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Satyajit Ray. Contudo, Payal Kapadia prefere seguir um caminho diferente ao comparar esse amor esquecido de Prabha com o romance impossível de Anu. É no diálogo entre as duas relações que o longa ganha força. Enquanto a mais nova busca concretizar o seu romance de toda forma, a mais velha, magoada pelo sumiço de seu esposo, tenta proteger Anu dessa dor.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Que Imaginamos Como Luz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme muito bonito em todos os sentidos. Talvez tenha sido um dos mais chamativos da seção Foco Índia, o que levou a Mostra a proporcionar, em uma das sessões no Espaço Petrobrás, um </span><a href="https://www.instagram.com/blocobollywood/"><span style="font-weight: 400;">Bloco Bollywood</span></a><span style="font-weight: 400;">, como forma de se aprofundar na cultura do país e homenageá-lo. Com o prêmio de Cannes em mãos é possível esperar que venham muito mais filmes de Payal Kapadia pela frente, trazendo novamente um pouco dos valores indianos para o resto do mundo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="All We Imagine as Light Trailer #1 (2024)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TEL7GEkCUFQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Palhaço de Cara Limpa é ‘faz-me rir’ para quem nunca perde</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 18:46:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto Estamos em Agosto de 2016. Depois de tanto pegar fogo, as grandes capitais percebem que lutar pela diminuição da tarifa dos circulares deu certo e decidem se engajar politicamente em outros espaços. O movimento amplificado em milhares de vezes chegou ao Congresso Nacional e a atual presidente, Dilma Rousseff, perde seu cargo por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-palhaco-de-cara-limpa-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Palhaço de Cara Limpa é ‘faz-me rir’ para quem nunca perde"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34382" aria-describedby="caption-attachment-34382" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34382" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-800x296.jpg" alt="Cena de O Palhaço de cara limpa. Na imagem, um homem pardo aparece olhando para o céu. Ele veste camiseta vermelha e está no meio de uma manifestação que acontece a noite entre diversas pessoas. Sua feição é triste e tem lágrimas no canto do olho. " width="800" height="296" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-800x296.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2-1200x443.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/unnamed-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34382" class="wp-caption-text">Retratando os reflexos das crises políticas na sociedade, O Palhaço de Cara Limpa fez parte da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na seção Mostra Brasil (Foto: Lira Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Jamily Rigonatto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos em Agosto de 2016. Depois de tanto </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/01/manifestantes-protestam-contra-aumento-das-passagens-de-onibus.html"><span style="font-weight: 400;">pegar fogo,</span></a><span style="font-weight: 400;"> as grandes capitais percebem que lutar pela diminuição da tarifa dos circulares deu certo e decidem se engajar politicamente em outros espaços. O movimento amplificado em milhares de vezes chegou ao Congresso Nacional e a atual presidente, Dilma Rousseff, perde seu cargo por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Impeachment</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito às pressas e com consideráveis buracos constitucionais. O momento parece estranho, pessoas comemoram ativamente nas ruas e outras se preocupam. Estas, previam um futuro que sacrificaria muitos e, entre Arte e cotidiano, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço da Cara Limpa </span></i><span style="font-weight: 400;">remonta uma partícula de pólvora dessa explosão catastrófica. </span></p>
<p><span id="more-34381"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem ficcional fez parte da seção Mostra Brasil na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e é assinado pelo diretor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://camilocavalcante.art/sobre/">Camilo Cavalcante</a></span><span style="font-weight: 400;">. Protagonizada por um ator em decadência e em crise conjugal Flávio (Flávio Renovatto) – que também assina o roteiro junto do diretor e de Caio Zatti –, a produção explora a incerteza trepidante de viver de algo que perde valorização a cada dia e em um país que estimula ideais mais conservadores, capitalistas e, sinceramente, lunáticos – à exemplo do “</span><i><span style="font-weight: 400;">Kit Gay</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que também ganhou seus minutos de tela. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Em uma cena semelhante a uma vídeoarte, estímulos visuais remontam uma atmosfera carregada usando vídeos populares durante a pré-campanha e o governo de Jair Bolsonaro. Juntas, as cenas são um sonho, um lembrete e um reflexo inconsciente que se insere como uma cicatriz. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto interessante de </span><a href="https://48.mostra.org/filmes/48a-o-palhaco-de-cara-limpa"><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço de Cara Limpa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é explorar essa simplicidade do rotineiro para criar momentos de proximidade. Assim, nos sentimos vivendo exatamente no mesmo ciclo temporal que os personagens e compartilhando todas as sensações com uma vivacidade extremamente sincera. Ver a relação doce entre a mãe e o protagonista é um afago, assim como encarar o compilado de Jair Bolsonaro e suas falas causa nervoso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa capacidade de identificação é tão bem feita que, depois de rir, se entreter e ter raiva, o sentimento que sobra no final é um grande… vazio. Não que esse vazio seja simplesmente despropositado ou o resultado de uma narrativa sem corpo, pelo contrário, é uma afirmação de que o filme cumpriu seu propósito: tocar na ferida. Assistir do telão de um cinema os movimentos que colocaram tantos em vulnerabilidade causa certa angústia; nos lembra da <a href="https://www.cofen.gov.br/brasil-enfrenta-uma-segunda-pandemia-agora-na-saude-mental/">parte que falta</a>.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DBy3rK3M33o/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DBy3rK3M33o/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/DBy3rK3M33o/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Aurora Cinema (@auroracinemanovo)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Recife, o longa-metragem explora uma certa poluição de tela para espelhar a experiência individual no contexto coletivo. Espaços repletos de pessoas, objetos ou até lixo, como é o caso do cômodo em que <a href="https://www.instagram.com/flaviorenovatto/">Flávio</a> ensaiava seu projeto cenográfico, aparecem com frequência na tela. Essa imagem replicada causa uma ansiedade que se distribui conforme a progressão dos acontecimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das estratégias da montagem – também assinada por <a href="https://www.mapacultural.pe.gov.br/agente/3688/">Caio Zatti</a> – é usar gravações e recortes da época dos acontecimentos para ilustrar a crise política estabelecida. Em uma pequena televisão de tubo, cenas da votação do <i>Impeachment</i> se inserem. Apesar de cumprirem seu papel na localização temporal do longa, são em partes cansativas, já que alguns trechos se estendem por bons minutos. </span></p>
<figure id="attachment_34383" aria-describedby="caption-attachment-34383" style="width: 276px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34383" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/images-12.jpg" alt="Poster do filme O Palhaço de Cara Limpa. Na imagem há um homem com nariz vermelho de palhaço e chapéu preto. A imagem é borrada e tem fundo preto. " width="276" height="345" /><figcaption id="caption-attachment-34383" class="wp-caption-text">Posicionado politicamente, O Palhaço de Cara Limpa não agrada quem está a direita (Foto: Lira Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez pela sensação contraditória, esses</span><i><span style="font-weight: 400;"> takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> retomem a tal ansiedade ao assistir o filme. Ao mesmo tempo em que há movimento nas cenas, elas parecem muito monótonas, um quase ciclo que vai se expandindo e consumindo grande parte do enredo. As quebras ocorrem por meio dos monólogos do protagonista, que, por vezes, inserem um tom mais cômico que alivia o peso causado pelo contexto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos mais altos da narrativa é o uso da Música como ponte entre os cenários e momentos. Com letras inteiras em evidência, os sentimentos não expressos do protagonista aparecem nos tons melodiosos escolhidos por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/moabefilho/">Moabe Filho</a> e Lucas Ramalho</span><span style="font-weight: 400;">. A </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack </span></i><span style="font-weight: 400;">se torna parte indispensável de uma produção que parece ter pouco investimento em cenografia, mas preenche as lacunas com elementos não palpáveis. </span></p>
<blockquote><p>Flávio Renovatto atua em uma formato de quase monólogo em quase todo o longa-metragem. Parecendo ter um universo particular até quando interage com terceiros.</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os discursos solitários de Fábio são companhia para o silêncio que sobra na alma no fim da exibição. Com a solidez desesperadora que a parte mais ligada ao contemporâneo da narrativa dimensiona na tela, a pontada no peito e a boca seca se instalam de forma quase compulsória nos telespectadores, que performam certa solidariedade e empatia com os outros indivíduos que partilham aquele momento.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agregando mais um ponto positivo para o cenário nacional, o longa-metragem é o tipo de produção que relembra alguns fantasmas que não morreram, só se esconderam no subconsciente. Ao fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço de Cara Limpa</span></i><span style="font-weight: 400;"> parodia a vida com uma franqueza assustadora. Entre crise, riso, sarcasmo, medo, desigualdade, rivalidade partidária e muito mais do que constitui a política brasileira, sobra pano na manga para saber que os palhaços da vida real vêm todos com caras limpas, ternos caros e grandes <a href="https://www.brasildefatomg.com.br/2021/07/30/bolsonaro-nao-e-um-palhaco-e-um-monstro">campanhas eleitorais</a>. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-palhaco-de-cara-limpa-critica/">O Palhaço de Cara Limpa é ‘faz-me rir’ para quem nunca perde</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Por trás da Estátua da Liberdade, O Brutalista encontra o verdadeiro Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis. Guilherme Moraes Um dos longas mais aguardados da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, O Brutalista, que fez parte da seção Perspectiva Internacional, é o clássico filme que recebe indicações na temporada de premiações. O teor biográfico, as atuações sisudas, os movimentos de câmeras &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-brutalista-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Por trás da Estátua da Liberdade, O Brutalista encontra o verdadeiro Estados Unidos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><b>Aviso</b><span style="font-weight: 400;">: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis.</span></em></p>
<figure id="attachment_34344" aria-describedby="caption-attachment-34344" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1-800x451.png" alt="Cena do filme O Brutalista. O cenário é de um quarto transformado em um escritório. Um tom esverdeado toma conta da imagem. No centro está Erzsébet Tóth sentada com uma blusa com uma coloração amarelada por fora, e outra blusa florida por dentro. László está atrás de Erzsébet, colado a ela, com uma camisa de coloração esverdeada. Ambos estão com uma expressão de preocupação." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34344" class="wp-caption-text">O filme teve uma sessão na Mostra em SP antes mesmo de sair o trailer (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos longas mais aguardados da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Brutalista</span></i><span style="font-weight: 400;">, que fez parte da seção Perspectiva Internacional, é o clássico filme que recebe indicações na temporada de premiações. O teor biográfico, as atuações sisudas, os movimentos de câmeras sutis e uma trilha sonora pensada previamente para tomar a sala de cinema e criar algo mais sensorial são exemplos disso. No entanto, eles não foram usados de maneira vazia. Brady Corbet consegue aderir a todos os elementos que a Academia gosta para contar um épico sobre a desconstrução dos Estados Unidos como um país grandioso e  terra da liberdade.</span></p>
<p><span id="more-34342"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura com um </span><i><span style="font-weight: 400;">handshake</span></i><span style="font-weight: 400;"> muito forte e um trabalho de som vigoroso, feito por Steve Single e Andy Neil ao estilo </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/0YC192cP3KPCRWx8zr8MfZ"><span style="font-weight: 400;">Hans Zimmer</span></a><span style="font-weight: 400;">, com notas graves e poderosas, tornam o ambiente dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">container</span></i><span style="font-weight: 400;"> confuso, claustrofóbico e desesperador. Essa cena se contrapõe a um certo Cinema de ‘prestígio’ que virá posteriormente, com a utilização dos elementos cinematográficos de maneira mais sutil, como se escondesse a ‘podridão’ dos Estados Unidos; como se isso fosse algo sentido e não falado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua chegada à América, László Tóth (</span><a href="https://revistamonet.globo.com/celebridades/noticia/2024/10/a-resposta-de-adrien-brody-vencedor-do-oscar-de-melhor-ator-ao-ser-confundido-por-kim-kardashian-com-colega-quase-homonimo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Adrien Brody</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisa lidar com diversos problemas, como o desemprego, a falta de moradia, a fome e o preconceito. Assim como seu amigo Gordon (</span><a href="https://www.instagram.com/isaachdebankole/"><span style="font-weight: 400;">Isaach de Bankolé</span></a><span style="font-weight: 400;">), o protagonista é visto como parte da escória da sociedade. Enquanto László é rejeitado por ser judeu, o outro sofre por ser negro. Durante as quase quatro horas de duração do filme, poucas vezes esses pontos são expressados diretamente – tudo é sentido por meio da construção atmosférica.</span></p>
<figure id="attachment_34346" aria-describedby="caption-attachment-34346" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34346" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-800x295.png" alt="Cena do filme O Brutalista. Três homens estão na imagem. Ao fundo há um prédio comprido e cinza. Mais perto da câmera está um morro de terra preta. A direita está Gordon com uma camisa branca, uma blusa marrom, uma calça cinza surrada e uma boina cinza velha. A esquerda está Harrison de costas para a câmera, ele veste um sobretudo vermelho alaranjado e um chapéu marrom. Acima dos dois no morro de terra está László com uma pá, uma calça azul surrada e uma camisa verde escuro." width="800" height="295" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-800x295.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-1024x378.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-768x284.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-1536x567.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1-1200x443.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34346" class="wp-caption-text">O nome do filme vem de um estilo arquitetônico que surgiu no pós Segunda Guerra, o brutalismo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de parecer, a obra não é sobre um </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/filmes-com-verdadeiros-genios"><span style="font-weight: 400;">gênio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personalidade forte e que possui problemas com drogas. Essas características estão presentes em László, porém, elas não são o foco da trama. A questão de </span><a href="https://laart.art.br/blog/arquitetura-brutalista/"><i><span style="font-weight: 400;">O Brutalista</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">está muito mais em como essa figura será engolida pelo sistema e pelo racismo. O valor dele está em sua genialidade e nada mais; sua pessoa não é de interesse dos norte-americanos. Harrison Van Buren (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2tKQSp2sJ-g"><span style="font-weight: 400;">Guy Pearce</span></a><span style="font-weight: 400;">), um empresário que contrata o protagonista para construir um monumento, não liga se seu funcionário está drogado ou não, ou se eles ficarão sem trabalho, o que importa para ele é satisfazer seus desejos ególatras. É o gênio subjugado nessa falsa terra da liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos momentos mais fortes do longa é a sequência em que Harrison abusa sexualmente de László como forma de estabelecer a hierarquia e demonstrar todo seu ódio e inveja. Quando Erzsébet Tóth (</span><a href="https://www.instagram.com/felicity.jones/"><span style="font-weight: 400;">Felicity Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">) revela esse segredo para a família Van Buren nos instantes finais do filme, Brady Corbet traz de volta os mesmos elementos e sentimentos da cena de abertura. O </span><i><span style="font-weight: 400;">handshake</span></i><span style="font-weight: 400;">, a barulheira e a sensação de angústia e confusão estão de volta, pois a verdadeira face dos Estados Unidos está exposta. Talvez, o único problema do final seja o epílogo, que busca explicar didaticamente alguns pontos da obra, parecendo até um vídeo sobre </span><a href="https://canaltech.com.br/curiosidades/easter-eggs-voce-sabe-o-que-sao/"><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Brutalista </span></i><span style="font-weight: 400;">possui características estéticas fáceis de serem encontradas nas listas dos indicados ao prêmio de Melhor Filme do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o fato de parecer uma biografia. Nesse sentido, ele lembra um pouco </span><a href="https://personaunesp.com.br/maestro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maestro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vgf_d19hyx8"><i><span style="font-weight: 400;">Tár</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022)</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> No entanto, o que há de diferente é a maneira como a obra utiliza essas técnicas em favor de uma ideia de narrativa, indo além de usá-las apenas para simular uma autoralidade. Apesar de passar em branco, sem vitórias, na Mostra em SP, o longa de Brady Corbet conseguiu lotar as suas sessões e tem tudo para fazer sucesso na temporada de premiações.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Brutalista | Trailer Oficial HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TfoYKoHB5_A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Talvez você também seja um d’Os Maus Patriotas</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:50:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Em 2021, o cineasta Victor Fraga cutucou a ferida que marcou o cenário político desde o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e a prisão de Lula com a obra A Fantástica Fábrica de Golpes. Três anos depois, ele volta em Os Maus Patriotas, presente na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-maus-patriotas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Talvez você também seja um d’Os Maus Patriotas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34352" aria-describedby="caption-attachment-34352" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34352" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-8.png" alt="Imagem do documentário Maus Patriotas. Na foto, o político Jeremy Corbyn e o cineasta Ken Loach, dois homens brancos, estão sentados em um estúdio e dão entrevistas; O homem da esquerda usa uma camisa social azul, uma calça preta e o da direita usa uma blusa marrom com uma jaqueta preta." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-8.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-8-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34352" class="wp-caption-text">Victor Fraga, diretor do documentário, centraliza a narrativa em duas figuras britânicas: Jeremy Corbyn e Ken Loach (Foto: Sesc SP Digital)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, o cineasta </span><a href="https://tesouracomponta.com/victor-fraga-diretor-de-os-maus-patriotas-revela-proximidade-com-lideres-entrevistados-em-doc-da-48a-mostra/"><span style="font-weight: 400;">Victor Fraga</span></a><span style="font-weight: 400;"> cutucou a ferida que marcou o cenário político desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">impeachment</span></i><span style="font-weight: 400;"> da ex-presidenta Dilma Rousseff e a prisão de Lula com a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Golpes</span></i><span style="font-weight: 400;">. Três anos depois, ele volta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Maus Patriotas</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, para falar a respeito da relação dos veículos de comunicação com a esquerda britânica. O documentário, da seção Novos Diretores, utiliza duas figuras centrais para a história do Reino Unido: o diretor </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/aos-86-lendario-cineasta-britanico-ken-loach-anuncia-aposentadoria"><span style="font-weight: 400;">Ken Loach</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/11/11/entrevista-jeremy-corbyn-destaca-importancia-de-lula-e-desafios-impostos-pela-extrema-direita"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Corbyn</span></a><span style="font-weight: 400;">, ex-líder do Partido Trabalhista. </span></p>
<p><span id="more-34351"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudiosos são dois dos nomes que representam a luta dos ideais da esquerda no país europeu. Para falar com propriedade a respeito da repressão causada pela direita e pelas mídias tradicionais, a exemplo do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">Daily Mail</span></i><span style="font-weight: 400;">, o britânico-brasileiro escolhe centralizar a discussão no diretor e no parlamentar, a fim de mostrar como os lados políticos antagônicos possuem privilégios diferentes no que se relaciona ao comando da Inglaterra. Acusados de </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/11/26/grande-rabino-do-reino-unido-denuncia-o-veneno-do-antissemitismo-no-partido-trabalhista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">antissemitismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de serem ‘‘</span><i><span style="font-weight: 400;">comunistas</span></i><span style="font-weight: 400;">’’ desenfreados, os homens examinam como se deram as articulações que permitiram a hegemônia do conservadorismo. Corbyn, no entanto, em </span><a href="https://revistaopera.operamundi.uol.com.br/2024/11/05/jeremy-corbyn-meus-pontos-de-vista-nao-mudaram-minha-politica-nao-mudou/"><span style="font-weight: 400;">conversa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Opera</span></i><span style="font-weight: 400;">, afirmou que não considera ter sido chamado de antissemita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o uso de elementos não tão usuais em obras documentais, como uma narração exagerada que chega a ‘vilanizar’ os seus protagonistas, o diretor perde a seriedade da conversa ao tratar de maneira ficcional os acontecimentos. O artifício serve como uma reprodução de discursos baseados em falácias por aqueles que são contra a esquerda e contrastam com os momentos de explicações dos dois convidados. A partir da análise dos fatos mencionados na obra, o espectador pode conhecer mais a fundo algumas particularidades do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/americo-martins/internacional/entenda-como-funcionam-as-eleicoes-no-reino-unido/"><span style="font-weight: 400;">sistema administrativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país.</span></p>
<figure id="attachment_34353" aria-describedby="caption-attachment-34353" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34353 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-800x448.png" alt="Imagem do documentário Os Maus Patriotas. Na foto, aparece o cineasta Ken Loach na realização de um longa do diretor. Além dele, há alguns membros da produção do filme. A foto possui uma cor vermelha, utilizada pelo diretor Victor Fraga em certos momentos do documentário." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-1024x573.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-768x430.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-1536x860.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8-1200x672.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-8.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34353" class="wp-caption-text">Entre a realidade e a ficção, Victor Fraga expõe as contradições dos veículos britânicos de comunicação (Foto: Sesc SP Digital)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, ao lado dos depoimentos de Loach e Corbyn, que são especialistas e casos vivos do julgamento da mídia por suas escolhas políticas, os recursos estilísticos do cineasta são sobrepostos ao assunto principal: como os veículos de comunicação passam a falsa impressão de que o país vive uma </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50757468"><span style="font-weight: 400;">democracia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ideias. No momento em que aposta nas duas figuras que combatem a desinformação, Fraga abre margem para discutir questões vistas no mundo digital, como o ‘cancelamento’ de personalidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os seus 71 minutos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Maus Patriotas</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz um recorte de como a sociedade britânica possui inconsistências contraditórias nas mídias tradicionais. Em certo ponto, os convidados da obra reconhecem a falsa progressão dos jornais do Reino Unido, que, embora sejam mais abertos a questões de gênero, quando se trata de questões políticas, a abordagem é muito mais partidária. Assim, ao focalizar as lentes de sua história em dois nomes da </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/07/07/direita-ou-extrema-direita-esquerda-ou-extrema-esquerda-entenda-as-diferencas-entre-correntes-politicas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">esquerda</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor dá voz àqueles que foram silenciados injustamente – ou que, ao menos no documentário, tiveram chances de se defender.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título, na verdade, é uma ironia à maneira como Ken Loach e Jeremy Corbyn são vistos pela sociedade britânica. Ao longo do documentário, fica claro que os dois líderes são competentes em mostrar os contrastes que formam a base da estrutura político-social europeia. Ainda que tivesse um debate mais expressivo caso optasse por aprofundar mais a conversa, o cineasta brasileiro dá um pontapé na forma como as </span><a href="https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-midia-realmente-tem-o-poder-de-manipular-as-pessoas/"><span style="font-weight: 400;">mídias de comunicação</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm poder sobre os seus leitores. Se ser um ‘mau patriota&#8217; é questionar tudo aquilo que nos é disseminado, então, aqueles que cutucam a ferida, examinam e dão soluções são, na verdade, os verdadeiros adoradores da pátria.</span></p>
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		<title>Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 20:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Marco Dutra é conhecido por suas colaborações com Juliana Rojas, mas, na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o diretor encara sozinho a missão de contar a história de Edgar Wilson (Selton Mello) e a cidade de Abalurdes, que está prestes a passar pelo apocalipse. Enterre Seus Mortos faz parte da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34326" aria-describedby="caption-attachment-34326" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6.png" alt="Na imagem, Nete está encostada na cabeceira de uma cama, com os dois braços apoiando a cabeça. Ela está com expressão de confiança. Nete é uma mulher na faixa dos 40 anos, de pele clara e cabelos longos de cor castanho escuro. No muque, ela possui uma tatuagem escrita. " width="770" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-6-768x322.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34326" class="wp-caption-text">O filme participou da Mostra Competitiva do Festival do Rio 2024 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marco Dutra é conhecido por suas colaborações com Juliana Rojas, mas, na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor encara sozinho a missão de contar a história de Edgar Wilson (Selton Mello) e a cidade de Abalurdes, que está prestes a passar pelo apocalipse. </span><i><span style="font-weight: 400;">Enterre Seus Mortos</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz parte da seção Mostra Brasil e é uma produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> que adapta o romance homônimo de Ana Paula Maia. </span></p>
<p><span id="more-34325"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa mais popular em parceria com Rojas, </span><a href="https://culturadoria.com.br/9-filmes-de-terror-dirigidos-por-mulheres/"><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Maneiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), a dupla se inspira no interior rural e usa efeitos práticos para dar vida à história do lobisomem. Nesse novo terror, Dutra se apega mais uma vez a elementos brasileiros para sua fábula apocalíptica que, infelizmente, apesar de muita estilização e personagens interessantes, soa confuso em meio a tantas histórias que quer colocar dentro dessa cova. </span></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/bases-filosoficas-do-horror-cosmico-na-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Terror cósmico</span></a><span style="font-weight: 400;">, história de </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma nova religião, crianças exiladas em ilhas, o fim do mundo se aproximando e uma médica colecionadora de corpos humanos são subtramas que não cessam. Ainda que todas elas sejam intrigantes, parecem não convergir em um ponto comum de coesão e, quando chega ao final, em termos de trama, essa experiência de 120 minutos não é satisfatória. Inclusive, o filme estrelado por Marjorie Estiano e Isabél Zuaa sofre basicamente do mesmo calcanhar de Aquiles: a ausência de manejo em conciliar mais de uma história.</span></p>
<figure id="attachment_34327" aria-describedby="caption-attachment-34327" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34327" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6.png" alt="Cena do filme Enterre Seus Mortos Na imagem, Edgar Wilson está no canto direito, ele segura um copo de coca-cola, na altura do rosto, enquanto encara a sua frente com expressão séria. Do lado esquerdo, em cima de um balcão, há uma garrafa de vidro da coca-cola, bebida pela metade. Edgar Wilson veste uma jaqueta de coloração escura e usa um band-aid no nariz. O copo é no estilo americano. Edgar Wilson é um homem na faixa dos 50 anos, de pele clara e cabelos escuros curtos. Ele está num bar, com iluminação vermelha neon. 
" width="770" height="325" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-6-768x324.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34327" class="wp-caption-text">Selton Mello protagoniza outra produção do streaming que também faz parte da programação da Mostra SP: Ainda Estou Aqui (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, se é para a história ser uma tremenda viagem esquisita que coloca em xeque questões estabelecidas ao protagonista e seus companheiros, então, Marco Dutra faz um perfeito trabalho. Acima de tudo, seu comando com a Fotografia de Rui Poças e a direção de Arte de </span><a href="https://www.itaucultural.org.br/secoes/colunistas/alem-da-direcao-outras-mulheres-que-fazem-cinema"><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Cardoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> lidam muito bem com as iconografias do Terror brasileiro e não deixam a peteca cair por momento algum. O filme vai ganhando tons de cor e intenção mais pesados conforme vai chegando ao seu clímax pavoroso e enigmático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre esses elementos do país, há as procissões, religiões, padres excomungados, a promessa de um fim do mundo e uma sensação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><span style="font-weight: 400;">abandono </span></a><span style="font-weight: 400;">sentida por cidades pequenas. É uma produção de cenas bem fortes e sanguinolentas que colocam o espectador dentro da atmosfera. Se o objetivo é fazer o apocalipse provocar-lhe algo, uma mínima mudança e desconforto, o filme não deixará você sentir indiferença. </span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000109532/"><i><span style="font-weight: 400;">Enterre Seus Mortos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma experiência catalisadora de sentimentos mistos, frustração e empolgação. É um projeto muito grande, mas com a insuficiência de uma história que aguente seu tamanho, embora o visual transborde essa ambição. Com certeza, vale revisões ao longo dos anos, talvez com mais amadurecimento de quem vê e porquê vê. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/">Enterre Seus Mortos quase soterra sua própria ambição</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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