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	<title>Arquivos LuckyChap Entertainment &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 5 anos, Margot Robbie fez tudo ser sobre ela em Eu, Tonya</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 16:56:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Em 1991, Tonya Harding entrou para a história da patinação no gelo ao se tornar a primeira mulher estadunidense a cravar o salto triple axel em competição. Porém, o brilho dos troféus e o estouro dos confetes logo foram apagados e silenciados. No imaginário popular, ela não está marcada pelo momento de maior &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Margot Robbie fez tudo ser sobre ela em Eu, Tonya"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29427" aria-describedby="caption-attachment-29427" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-29427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Margot Robbie olha diretamente para o gelo sob os seus pés. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos claros. A câmera capta a protagonista de baixo para cima, com apenas os seus ombros e face aparecendo. Robbie veste um figurino de patinação no gelo preto com listras e outros detalhes em dourado. Ao fundo, o cenário é o teto de um rinque de patinação escuro." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29427" class="wp-caption-text">No ano de 2022, o longa I, Tonya celebra o seu quinto aniversário (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1991, Tonya Harding entrou para a história da patinação no gelo ao se tornar a primeira mulher estadunidense a cravar o salto </span><i><span style="font-weight: 400;">triple axel</span></i><span style="font-weight: 400;"> em competição. Porém, o brilho dos troféus e o estouro dos confetes logo foram apagados e silenciados. No imaginário popular, ela não está marcada pelo momento de maior glória de sua carreira, mas pelo ato hediondo cometido contra a sua principal rival dentro do rinque, Nancy Kerrigan. Há 5 anos, o diretor </span><a href="https://personaunesp.com.br/cruella-critica/"><span style="font-weight: 400;">Craig Gillespie</span></a> <span style="font-weight: 400;">enxergou em Harding uma jornada de anti-herói digna de filme e, em </span><a href="https://revistamonet.globo.com/filmes/noticia/2022/12/margot-robbie-revela-que-nao-achava-que-era-boa-atriz-mas-papel-a-fez-mudar-de-ideia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz perfeita para eternizá-la. Assim, (re)</span><span style="font-weight: 400;">nasceu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YSP-ADogMA"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afiada como as lâminas dos seus patins, Tonya Harding sempre foi tida como o Patinho Feio do universo de movimentos graciosos. A sua força e músculos somente deixaram de ser um problema quando a congelaram no ar durante três rotações e meia, pela primeira vez derretendo os corações dos jurados e de sua nação, ambos extremamente contaminados pelo tradicionalismo. De certa forma, a responsável por interpretá-la mostrou ter o mesmo olhar cortante; Robbie nunca tentou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EjJRPlY8dUY&amp;t=25s"><span style="font-weight: 400;">quebrar a perna</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outra atriz para além do desejo de </span><a href="https://teatroemescala.com/2019/10/18/a-origem-da-frase-parte-uma-perna-no-teatro/"><span style="font-weight: 400;">boa sorte</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas em cena, carregou consigo um bastão invisível que fez tudo ser sobre ela.</span></p>
<p><span id="more-29426"></span></p>
<figure id="attachment_29428" aria-describedby="caption-attachment-29428" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Margot Robbie aparece sentada nos bastidores de uma competição de patinação no gelo. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos claros que veste um collant e meia-calça rosas. Na pela de Tonya, ela se posiciona com as pernas abertas e uma postura desajeitada. Os patins brancos estão ao seu lado no chão. A câmera captura todo o seu corpo e o cenário, composto por uma longa parede branca." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29428" class="wp-caption-text">Margot Robbie <a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/eu-tonya-margot-robbie-transformacao/">treinou</a> por três meses para viver a patinadora nas telas do Cinema (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante 117 minutos, </span><a href="https://variety.com/2018/film/features/neon-margot-robbie-i-tonya-1202706572/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> comparou as figuras opostas da protagonista e de Nancy Kerrigan a partir do histórico de violência vivido por Harding, um ambiente nem um pouco favorável à jovem inserida em um esporte elitizado; para os Estados Unidos, amar Kerrigan e o ideal retrógrado que ela representava foi bem mais fácil, e para “</span><i><span style="font-weight: 400;">a</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">América, você sabe &#8211; ela quer alguém para amar, mas ela quer alguém para odiar.</span></i><span style="font-weight: 400;">” O roteiro assinado por </span><a href="https://floodmagazine.com/49584/in-conversation-steven-rogers-chose-the-indie-route-for-i-tonya/"><span style="font-weight: 400;">Steven Rogers</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe a infame patinadora em uma posição diferente da deixada pela mídia, afinal, ainda que haja a inclusão dos diferentes pontos de vista, a presença da versão dela foi um feito inédito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o baixo orçamento do longa da</span> <a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">LuckyChap Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produtora fundada por Margot Robbie e focada em narrativas comandadas por mulheres, acarretou em filmagens rápidas e poucos recursos para os <a href="https://www.metro.us/lets-talk-about-i-tonyas-appalling-cgi/">efeitos visuais</a> </span><span style="font-weight: 400;">utilizados nas rotinas de saltos no gelo, assim, o resultado doloroso eliminou a imersão do público nas cenas. Em contrapartida, outros elementos técnicos retomam a primazia da obra, são eles: ordem quase não cronológica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TnUW8tEsHA"><span style="font-weight: 400;">incrível similaridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com gravações reais, quebra da quarta parede, caracterização fiel da equipe de maquiagem, a trilha sonora envolvente de Peter Nashel e a </span><a href="https://www.kodak.com/en/motion/blog-post/i-tonya"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa de Nicolas Karakatsanis.</span></p>
<figure id="attachment_29429" aria-describedby="caption-attachment-29429" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Allison Janney interpreta a mãe de Tonya Harding. Ela, uma mulher branca de olhos claros e cabelos escuros, fuma um cigarro em pleno rinque de gelo. Em sua face, Janney usa um óculos de grau com armação vermelha. A câmera captura apenas os seus ombros e face. O cenário é composto pelo branco da aula de patinação de gelo que a coadjuvante invadiu." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29429" class="wp-caption-text">Allison Janney venceu o Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel no longa (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><span style="font-weight: 400;">Craig Gillespie assumiu o compromisso de ressuscitar Tonya Harding através de suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/pam-tommy-critica/"><span style="font-weight: 400;">lentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, a pungente Allison Janney deu novamente à luz na pele de </span><span style="font-weight: 400;">LaVona Golden, mãe da atleta. Mais do que florescer uma personagem, o filme conduziu a polinização de algo devastado e, até então, perdido: a origem da anti-heroína, uma vez trajada de vilã. Por meio de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/a-confusa-verdade-do-filme-eu-tonya/"><span style="font-weight: 400;">ironias e contradições</span></a><span style="font-weight: 400;">, Gillespie não idealizou o indefensável, apenas pôs em xeque os argumentos de quem acreditou na maldade de Harding como inata e espontânea, quando, de fato, houveram uma série de fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brutal e sem escrúpulos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Bd5ot9Yzx0"><span style="font-weight: 400;">Golden</span></a><span style="font-weight: 400;"> se classificou como a</span><a href="https://personaunesp.com.br/keeping-up-with-the-kardashians-15-anos/"> <i><span style="font-weight: 400;">momager</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre: mãe-agente) de uma época em que o termo ainda não havia sido popularizado. No rol dos pais que </span><a href="https://personaunesp.com.br/king-richard-critica/"><span style="font-weight: 400;">sacrificaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> tudo pelo sucesso dos filhos, inclusive a saúde mental dos herdeiros, ela gabaritou quase todos os requisitos que caracterizam uma infância traumática e, por isso, nada mais justo do que ter sido a responsável pela fala de abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">I, Tonya </span></i><span style="font-weight: 400;">(título original da produção). Em 2018, o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi para a intérprete Allison Janney que, ao lado de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/por-que-sebastian-stan-ficou-envergonhado-ao-representar-pessoa-real-em-eu-tonya/"><span style="font-weight: 400;">Sebastian Stan</span></a><span style="font-weight: 400;"> na mente do ex-marido </span><span style="font-weight: 400;">Jeff Gillooly, dividiu a dosagem de violência física e verbal. </span></p>
<figure id="attachment_29430" aria-describedby="caption-attachment-29430" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, Sebastian Stan e Paul Walter Hauser estão interpretando os seus personagens. Ambos são homens brancos de olhos e cabelos escuros. A câmera captura em primeiro plano Stan inclinado em uma poltrona e, em segundo plano, Walter falando ao pé do ouvido do amigo. O cenário é a casa de uma família tradicional estadunidense dos anos 90 com artefatos em cores barrosas, variando entre os tons de marrom." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29430" class="wp-caption-text">O roteirista Steven Rogers <a href="https://ew.com/movies/2018/01/04/tonya-harding-i-tonya-margot-robbie/">consultou</a> Tonya Harding, que acabou aceitando a cinebiografia (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">triple axel</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente foi um divisor de águas na carreira e vida pessoal de Tonya Harding, como também serviu de estopim para o desenvolvimento da trama biográfica e o crescimento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iY2NLPKpK1Q"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente às câmeras. Habituada à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rCswIz5cSm8"><span style="font-weight: 400;">hostilidade da agressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem se moveu pela vontade de provar errado quem duvidou de sua capacidade. E, a cada linha desenhada no gelo, Robbie reuniu em sua expressão o caos interno de Harding, liderando a narrativa de um outro ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu’</span></i><span style="font-weight: 400;"> com maestria. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nancy apanha uma vez&#8230;e o mundo inteiro entra em colapso. Para mim, é o que acontece o tempo todo</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">‘Incidente’ é o termo dito pelas personagens ao descreverem o evento que marcou drasticamente o esporte. Com o avanço do enredo, a participação da protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i><span style="font-weight: 400;">, na tentativa de lesionar sua rival, se dissolveu e deu espaço para outros dois elementos: o seu ex-marido Jeff Gillooly e seu guarda-costas Shawn Eckardt (</span><a href="https://www.usatoday.com/story/life/movies/2018/03/07/paul-walter-hauser-great-tonya/397549002/"><span style="font-weight: 400;">Paul Walter Hauser</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">. Obsessivo, Gillooly jurou vingança após Harding receber ameaças. Já Eckardt, mentiroso compulsivo, enxergou a oportunidade exata para ser o mandante de um crime de enorme repercussão. A dinâmica vital entre os atores provaram que todo dia, um bobo e um esperto saem de casa.</span></p>
<figure id="attachment_29431" aria-describedby="caption-attachment-29431" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, Margot Robbie dá vida a uma Tonya Harding angustiada com os laços de seus patins. Ela, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, veste um figurino de patinação no gelo preto com listras e outros detalhes em dourado. A câmera captura Robbie de lado, sentada em uma cadeira e inclinada até os seus patins. O cenário é o camarim de uma competição, composto por cadeiras roxas, paredes brancas e chão azul." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29431" class="wp-caption-text">Robbie, atriz e produtora de I, Tonya, <a href="https://margotrobbie.com.br/margot-robbie-revela-como-se-machucou-no-set-de-i-tonya/">enfrentou</a> uma hérnia de disco durante as gravações (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Satiricamente, ao contrário da fantasia nuclear estadunidense, a família e valores quebrados de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d_y1SI3caMU"><span style="font-weight: 400;">Tonya Harding</span></a><span style="font-weight: 400;"> a configuraram como o maior símbolo dessa nação condenada à hipocrisia. Sentados à frente da televisão, o público agiu como jurado e condenou a atleta ao escárnio eterno das piadas de mal-gosto. Já no tribunal, a punição também relacionou medidas não equilibradas: enquanto </span><a href="https://thenexus.one/margot-robbie-nao-reconheceu-sebastian-stan/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Gillooly</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shawn Eckardt cumpriram suas penas e voltaram para as suas vidas, Harding foi banida permanentemente de competições e, desse modo, arrancaram dela a única coisa que algum dia soube fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2017, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZGmmiuiVEnU"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assopra as velas do seu quinto aniversário. Entre os seus méritos, a quantidade avassaladora de indicações e vitórias nas principais premiações do Cinema se consagrou como um mero detalhe, pois o primor do longa residiu no (re)nascimento de um ícone da patinação no gelo. A direção de </span><span style="font-weight: 400;">Gillespie atravessou a história de origem de anti-herói e acertou em cheio no seguinte despertar: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não existe verdade…todos têm a sua própria verdade e a vida apenas faz o que bem entender</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Margot Robbie, por sua vez, andou divinamente sobre as águas congeladas, saltou para longe e fez tudo ser sobre ela.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/c_weoC3HT6Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
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		<title>Os M’s de Maid: maternidade, machismo e meritocracia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2021 15:22:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa Retratando um cenário particular que reflete as diferentes realidades da maternidade, Maid exibe com fidelidade o machismo e a falta de oportunidade vivenciada por mães que sofrem com algum tipo de violência. A minissérie original da Netflix estreou arrebatando emoções e nos obrigando a preparar os lencinhos. Jovem, Alex (Margaret &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/maid-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os M’s de Maid: maternidade, machismo e meritocracia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24910" aria-describedby="caption-attachment-24910" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem Alex e Maddy passeiam por uma floresta. A mãe branca e de cabelo preto veste um colete de tom roxo escuro por cima de uma blusa de manga comprida no tom azul escuro. Ela também usa um gorro azul enquanto carrega a sua filha no ombro. A criança tem a pele branca e o cabelo loiro, ela veste uma jaqueta cinza com estampa infantil acompanhada de um suéter amarelo mostarda" width="1024" height="682" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-11-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24910" class="wp-caption-text">Em entrevista, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hDMPqh310dQ">Margaret Qualley</a> falou sobre como foi importante passar tempo com Riley além do momento das gravações, para que conseguissem capturar uma essência mais autêntica como mãe e filha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retratando um cenário particular que reflete as diferentes realidades da </span><a href="https://maesqueescrevem.com.br/maternidade-acesso-a-educacao-e-a-falacia-da-meritocracia-por-nayara-ferreira/"><span style="font-weight: 400;">maternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid </span></i><span style="font-weight: 400;">exibe com fidelidade o machismo e a falta de oportunidade vivenciada por mães que sofrem com algum tipo de violência. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M4nrGje_pyc"><span style="font-weight: 400;">minissérie</span></a><span style="font-weight: 400;"> original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou arrebatando emoções e nos obrigando a preparar os lencinhos. Jovem, Alex (Margaret Qualley) larga os estudos e o sonho de ser escritora para cuidar da filha Maddy (Rylea Nevaeh Whittet), mal sabendo que no futuro, o conjunto de registros realizados durante o seu trabalho como faxineira a salvariam. </span></p>
<p><span id="more-24909"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid: Hard Work, Low Pay and a Mother&#8217;s Will to Survive</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que conta a história da adolescência e maternidade de Stephanie Land</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o drama conta com a direção de </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/shameless-boss-john-wells-sets-maid-dramedy-at-netflix-1256579/"><span style="font-weight: 400;">John Wells</span></a><span style="font-weight: 400;">, produtor da aclamada série </span><a href="https://personaunesp.com.br/shameless-11a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shameless</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A estreia foi bem recebida pelo público, ficando vários dias entre </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2021/11/14/maid-supera-o-gambito-da-rainha-mais-assistida/"><span style="font-weight: 400;">as mais assistidas no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. O seriado aborda as vivências de Stephanie de forma muito sensível e verdadeira, contendo cenas extremamente sentimentais e subjetivas, daquelas em que o público pode sentir o que o personagem sente, criando uma espécie de aproximação e intimidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao som da música predileta de Maddy, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4vaN01VLYSQ"><i><span style="font-weight: 400;">Shoop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do grupo Salt-N-Pepa, Alex e sua filha dirigem sem rumo para longe do </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">conturbado no meio da floresta. Graças ao roteiro de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/criadora-de-maid-ajuda-grupos-de-apoio-a-mulheres-apos-serie"><span style="font-weight: 400;">Molly Smith Metzler</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de não conseguir tirar o refrão viciante da cabeça, a audiência também se solidariza com as personagens logo no início da trama. Fato que acaba sendo ótimo e terrível ao mesmo tempo: cada reviravolta do enredo é sentida como um soco no estômago por quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_24913" aria-describedby="caption-attachment-24913" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem Alex olha distraidamente para sua frente. Alex tem a pele branca, seus cabelos estão amarrados e são ondulados e de tons castanho escuro, veste blusa cinza e moleton azul escuro e brinco pequeno azul. Ao fundo, uma estante com vários produtos de limpeza e um aspirador de pó." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3481694-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24913" class="wp-caption-text">A história de Alex é similar a de muitas mulheres brasileiras; no canal do YouTube da Netflix, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_R9Zs4-c_bw">Stephanie Land lê comentários do Twitter</a> de outras jovens que saíram de relacionamentos abusivos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte dos episódios é dedicada a exibir as dificuldades financeiras enfrentadas por Alex, que foge de um relacionamento aprisionador que a privou de seu dinheiro e trabalho. Assim, ela recorre aos auxílios do governo, mas eles vem com toneladas de burocracia, criando uma sensação de inferioridade que a faz em certos momentos viver situações irreais onde é humilhada. Como, por exemplo, quando imagina estar sendo chamada de desempregada fracassada e inútil. Fato que se torna um ponto a menos para a </span><a href="https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html"><span style="font-weight: 400;">meritocracia</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que ela precisa e realmente merece ajuda para ter uma vida melhor, mas as condições para conseguir são tão adversas que tornam a ajuda governamental despreparada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esbanjando histórias reais, a criação conta com a atuação de Margaret Qualley e Andie MacDowell (Paula), como mãe e filha. </span><span style="font-weight: 400;">Além de dividirem a tela, elas </span><a href="https://osegredo.com.br/atrizes-da-serie-maid-tambem-sao-mae-e-filha-na-vida-real-esse-foi-seu-primeiro-trabalho-juntas/]"><span style="font-weight: 400;">compartilham dos mesmos genes talentosos</span></a><span style="font-weight: 400;">, extraindo o melhor da intimidade familiar para as cenas em que contracenam</span><span style="font-weight: 400;">, por mais que vivam em pé de guerra devido a leviandade de Paula e as exigências de Alex para colocá-la na linha, mas esses podem ser considerados os menores problemas. Paula vive em constante negação sobre a violência psicológica e financeira que a consome, sempre se envolvendo em relacionamentos infundados com homens que sem real interesse nela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma decisão criativa assustadora, a tomada de consciência sobre o ciclo de abuso vivido por Alex ocorre com a narrativa de um ladrão que realmente existe, o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/maid-a-historia-real-e-o-que-aconteceu-com-o-ladrao-billy"><span style="font-weight: 400;">Billy Pé Descalço</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para satisfazer o roteiro, o roubo de salgadinhos e a relação conturbada com a mãe definem o adolescente na minissérie. Obcecada em entender os cadeados e a coleção nazista do casarão que limpava, a nossa protagonista passa por um processo de identificação com Billy. Trancada no sótão do ladrão é que ela recupera a memória de se esconder nos armários da cozinha enquanto seu pai agredia a sua mãe.</span></p>
<figure id="attachment_24914" aria-describedby="caption-attachment-24914" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12.jpg" alt="Cena da série Maid, na imagem estão Alex e Paula, Alex interpretada por Margaret Qualley e Paula, interpretada por Andie MacDowell. Alex tem a pele branca, seus cabelos estão amarrados e são ondulados e de tons castanho escuro, veste suéter verde bandeira. Paula tem a pele branca, seus cabelos são cacheados, longos e estão amarrados e de tons grisalhos, veste uma bata de hospital, a imagem não mostra calças. Alex está de costas para a câmera, já Paula alimenta um sorriso aberto mas tentando passar um olhar de tranquilidade. Ao fundo, ambas estão em um quarto de hospital." width="900" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-12-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24914" class="wp-caption-text">A cumplicidade nos olhos de Paula parece genuína quando colocada em imagens, mas ao ver a cena, percebesse uma mulher confusa e emocionalmente ferida, partindo corações na esperança que ela se encontre outra vez (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em projetos que abordam o ponto de vista feminino da sociedade, é de extrema importância saber se por trás das câmeras existe </span><a href="https://mulhernocinema.com/numeros/estudo-programas-produzidos-por-mulheres-empregam-mais-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">representação</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem assina a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid </span></i><span style="font-weight: 400;">é a </span><i><span style="font-weight: 400;">LuckyChap Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, empresa comandada pela atriz </span><a href="https://margotrobbie.com.br/margot-robbie-conversa-com-o-wsj-sobre-a-nova-serie-da-netflix-maid/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que tem como foco obras desenvolvidas por mulheres. Não por acaso, a minissérie usufrui do mesmo recurso visual presente nos filmes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M2LMRXkAZSY"><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;"> da mesma equipe.</span> <span style="font-weight: 400;">Essa predileção utilizada funciona como um espelhamento de tela, mas dos pensamentos de Alex. Sempre que complicações financeiras surgem, os números de sua conta bancária ou os cálculos de seus custos aparecem na tela, aumentando ou diminuindo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Alex e Paula, a trama conta com outras vítimas de violência doméstica, como Danielle (Aimee Carrero), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=halfuvOMGoo"><span style="font-weight: 400;">moradora do apartamento 23</span></a><span style="font-weight: 400;"> da casa de acolhimento. Sendo sua terceira vez no abrigo, ela já conhece a burocracia e ajuda Alex a sair do fundo do poço, mostrando a jovem que precisa revidar os estigmas negativos que a sociedade e a justiça impõe às mulheres principalmente as que decidem se rebelar, taxadas como loucas, mentirosas e mães despreparadas. Denise, interpretada por BJ Harrison, é outra peça fundamental para deixar o coração do público ainda mais frágil. As conversas extremamente necessárias que ela tem com Alex servem tanto para a reflexão da protagonista quanto do espectador, acrescendo uma dose a mais de humanidade e carinho.</span></p>
<figure id="attachment_24915" aria-describedby="caption-attachment-24915" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4.gif" alt="Gif de Alex e Maddy em um quarto infantil de tons pastéis. A mãe branca e de cabelo preto veste um colete azul por cima de um moletom cinza. Ela carrega e gira a sua filha, uma criança branca e de cabelo loiro. Maddy veste uma blusa de manga comprida cinza enquanto sorri no colo de Alex." width="700" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-24915" class="wp-caption-text">Apesar de ser ambientada nos Estados Unidos, Maid foi gravada na <a href="https://technewsbrasil.com.br/onde-maid-da-netflix-foi-filmada/">Colúmbia Britânica</a>, uma província canadense (GIF: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser difícil apontar defeitos na produção devido a extrema qualidade do produto, mas alguns pontos valem ser destacados: a atuação de Nick Robinson como Sean, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hDMPqh310dQ"><span style="font-weight: 400;">totalmente diferenciada de tudo que já vimos do ator</span></a><span style="font-weight: 400;">, acostumado a  trabalhar com papéis mais jovens, colegiais e com um quê de bom moço, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/com-amor-simon-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Simon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de Robinson, Andie MacDowell demonstrou relutância para aceitar o papel pois via Paula como uma personagem muito desafiadora. Ainda que inesperados, ambos surpreendem em suas performances, mostrando um novo leque de possibilidades artísticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_nzgQcH0Vyc"><span style="font-weight: 400;">cena final</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem mãe finalmente caminha com a sua filha até o topo de uma montanha em Missoula, cidade em que ela voltará a estudar para se tornar uma escritora. No ponto mais alto, há um M gigantesco que Alex atribui o seu significado a Maddy e esse novo mundo que será todo dela. Para nós telespectadores, a décima terceira letra do alfabeto nomeia aspectos essenciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i><span style="font-weight: 400;">: a maternidade, o </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/enredo-de-maid-destaca-ciclo-de-violencia-domestica-em-geracoes/27659/"><span style="font-weight: 400;">machismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a meritocracia.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: This Is Paper Jackets" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/41EFpdLgoVJoyDr0qSZcFR?si=9efaedf04a944a3b&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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