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	<title>Arquivos Luana Muniz - Filha da Lua &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 22:11:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente Caroline Campos e Vitor Evangelista Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa Luana Muniz &#8211; Filha da Lua. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entrevista-rian-cordova-e-leonardo-menezes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente</span></i></p>
<figure id="attachment_25380" aria-describedby="caption-attachment-25380" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25380 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg" alt="Arte retangular horizontal de fundo vermelho. No lado esquerdo, foi adicionado o texto &quot;PERSONA ENTREVISTA&quot; na vertical, repetidas vezes. No centro, foi adicionada uma foto em preto e branco dos diretores Rian Córdova e Leonardo Menezes. No lado direito, foi adicionada uma imagem do poster de seu filme, Luana Muniz - Filha da Lua, e acima, foram adicionados seus nomes, &quot;rian córdova e leonardo menezes&quot;." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25380" class="wp-caption-text">Em dose dupla, o Persona Entrevista de hoje conta com os cineastas Rian Córdova e Leonardo Menezes, em uma conversa à respeito de seu mais novo longa, o documentário Luana Muniz &#8211; Filha da Lua (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a oportunidade de, além de conferir as sutilezas e conhecer a jornada da personagem-título, entrevistar seus dois realizadores. Em uma breve conversa terça-feira antes do almoço, Rian Córdova e Leonardo Menezes relataram desde os processos de criação do filme até o que o futuro os reserva daqui para a frente.</span></p>
<p><span id="more-25366"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dupla, que já tem experiência na Arte de documentar a vida de ícones da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">do país, demorou um pouco para ver</span><i><span style="font-weight: 400;"> Luana Muniz</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas telonas, visto que o filme estreou de fato em 2017, no atual Festival LGBTQIA+ do Rio de Janeiro, mas só pôde ser apreciado pelo público em 2021. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A gente sabe um pouco das questões que envolvem o descaso da Secretaria de Cultura Federal em relação a processos da Cultura – o </span></i><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/incendio-atinge-galpao-da-cinemateca-brasileira-em-sao-paulo-25132681#:~:text=RIO%20%E2%80%94%20Um%20inc%C3%AAndio%20atingiu%20um,da%20noite%20desta%20quinta%2Dfeira.&amp;text=A%20institui%C3%A7%C3%A3o%20enfrentou%20quatro%20inc%C3%AAndios,um%20novo%20inc%C3%AAndio%20%C3%A9%20real."><i><span style="font-weight: 400;">incêndio da Cinemateca</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> é um dos exemplos mais recentes – e a gente fica muito feliz que finalmente o filme vai poder chegar nos cinemas”</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta Leonardo. </span></p>
<figure id="attachment_25375" aria-describedby="caption-attachment-25375" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25375 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg" alt="Foto retangular. Luana Muniz, uma mulher branca, com batom vermelho, maquiagem dourada e unhas vermelhas olha no espelho, com as mãos no rosto." width="1200" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-800x320.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-1024x410.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-768x307.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25375" class="wp-caption-text">Sobre o futuro da representatividade trans na Arte, Leonardo foi enfático: “que elas sejam protagonistas de novela, que elas sejam o que elas quiserem ser, porque talento está aí em todo mundo” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa demora para a concretização do sonho de colocar Muniz no posto de estrela de Cinema, os diretores revelam felicidade diante do crescente número de pessoas trans e travestis em </span><a href="https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2020/erika-hilton-como-afro-transexual-da-periferia-tornou-se-mulher-mais-votada-do-brasil-1-24762943"><span style="font-weight: 400;">posição de poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil de 2017 para cá. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Faz a gente relembrar a importância de ter histórias sobre travestis e transgêneros como protagonistas no Cinema nacional”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> complementa o cineasta. E se tem algo que Luana Muniz se qualifica como, com certeza é no papel de protagonista. A mulher, que </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,morre-luana-muniz-a-travesti-ativista-que-ficou-famosa-ao-posar-ao-lado-do-padre-fabio-de-melo,70001767808"><span style="font-weight: 400;">faleceu em 2017</span></a><span style="font-weight: 400;"> devido a complicações de uma pneumonia, infelizmente não chegou a ver sua trajetória nas telonas, mas, como os relatos que compõem o filme mostram, sua presença será sentida enquanto sua mensagem for compartilhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz era comprometida com a verdade, define Rian. A dupla conheceu a artista por conta de sua </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-materia-no-profissao-reporter-travesti-vira-famosa-e-da-autografos/"><span style="font-weight: 400;">aparição no Profissão Repórter</span></a><span style="font-weight: 400;"> – onde ela esbravejou pelas ruas cariocas que </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, mas eles se aproximaram mesmo no processo de criação do filme</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1AzIZIijVA"><i><span style="font-weight: 400;">Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que colocava foco na jornada da transformista e amiga próxima de Muniz. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A luta dela era por esse reconhecimento de tratamento digno, que por conta do Brasil ser uma sociedade machista e homofóbica, elas passaram, especialmente Luana, por todo esse processo de opressão que as travestis passam no Brasil”</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato, Luana construiu sua história da maneira que quis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua potente rede de proteção ganha foco ao longo dos quase oitenta minutos do documentário, e como ilustra a direção, foi fundamental para a construção da imagem da mulher. Essa característica se torna até estética, ao passo que Muniz primeiro nos é apresentada por terceiros para só então dar as caras na telona. O cuidado em ouvir esses personagens, em sua maioria mulheres trans e travestis, foi primordial para a produção. Sendo dirigido por dois homens cis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve o tato de iluminar as mulheres que, assim como a protagonista, batalham por uma vida digna.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Criar uma história coletiva, claro que é sobre a Luana e a vida dela, mas de certa forma é uma história compartilhada pelo fato da Luana ter sido essa referência na vida de tantas e tantos”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25368" aria-describedby="caption-attachment-25368" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25368 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg" alt="Foto de Luana Muniz, um mulher loira e idosa, usando roupas intimas estilo cabaret, vermelhas e pretas, e com uma perna levantada, em frente a uma cortina brilhante. Ela está de lado, piscando com o olho direito e segurando plumas vermelhas ao lado corpo. A sua frente, vemos a cabeça de várias pessoas que assistem ao espetáculo." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25368" class="wp-caption-text">“A travesti precisa se impor, senão a sociedade a engole” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o que era para ser um filme para homenagear uma vida em plena atividade, se tornou um documentário póstumo que não se acanha em celebrar a trajetória controversa de sua estrela. Como Luana faleceu na reta final das filmagens, Leonardo Menezes e Rian Córdova mudaram os rumos da produção e abriram uma nova leva de gravações para trazer especialmente esse “olhar para trás” das vidas que foram fortalecidas pela artista e, de quebra, não deixar o nome Luana Muniz se perder no limbo da frágil memória brasileira – até porque, para Rian, o interessante é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y_96MA6_mjs"><span style="font-weight: 400;">contar histórias novas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pouco visibilizadas, e não reproduzir biografias batidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando se trata de Luana, ambos os realizadores se recordam de sua figura com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R8KVci0qiV0"><span style="font-weight: 400;">muito carinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ela não mudava pelo fato da câmera estar ligada ou desligada. Ela era quem ela era, quer você goste ou não”</span></i><span style="font-weight: 400;">, relembra Leonardo, enquanto Rian complementa: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu acho que ela ficaria orgulhosa e feliz de ver que a força dela inspira tantas pessoas ainda. A Luana vive de fato uma saga de heroína onde a gente fica torcendo para que ela vença no final”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seja pela alcunha de Filha da Lua, Rainha da Lapa ou Guardiã das Travestis, o fato é que resgatar a memória de Luana Muniz em </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4963887-no-mundo-a-cada-10-assassinatos-de-pessoas-trans-quatro-foram-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">pleno 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, no país que mais mata pessoas trans do mundo, é um ato de coragem e uma reafirmação da importância histórica da dona daquele Casarão rosa na avenida Mem de Sá.</span></p>
<figure id="attachment_25374" aria-describedby="caption-attachment-25374" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25374 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg" alt="Foto vertical de um grafite. Nele, vemos a representação de Luana Muniz com uma coroa, vestido preto, sentada no trono e com um balão de fala &quot;TRAVESTI NÃO É BAGUNÇA&quot;. Ao redor, várias palavras completam o desenho como &quot;LAPA&quot; &quot;DIGNIDADE&quot; e &quot;RESPEITO&quot;" width="725" height="906" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario-640x800.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25374" class="wp-caption-text">“Evidenciar quem você quer ser é uma mensagem muito poderosa” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Pesquisando, a gente se deparou com o documentário </b><b><i>Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</i></b><b>, também dirigido por vocês dois. Como funciona esse trabalho em equipe? Como vocês separam as tarefas?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“É um trabalho complementar, eu assumo as partes técnicas, gravação, montagem final, e o Rian faz a parte de idealização do roteiro, contatos, pré-entrevistas. Nos dois filmes, Rian ficou mais com o roteiro, e depois nós comentávamos como seria a narrativa presente no filme, com se encaixam os momentos. Fazer a Luana aparecer no filme um pouco tarde depois das pessoas falarem sobre ela; fazer esse recorte cronológico no filme, primeiro conhecer ela e depois sua história e ver os impactos na vida dos outros. Nos dividimos, sempre alguém está fazendo algo mas enquanto cinema independente nós dividimos tarefas”.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Se vocês pudessem escolher alguma outra figura marcante para documentar, qual seria e por quê?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“Vou misturar um pouco das duas na resposta. Agora, a gente está olhando para projetos que retratam mais coletivos e grupos do que especificamente uma pessoa. A gente está olhando, por exemplo, para um projeto sobre relação entre gerações LGBT, então a gente está retratando isso com filmes, e a gente já captou grande parte do material. Até porque a pandemia deixou isso um pouco mais difícil. Então a gente gravou tanto no </span></i><a href="http://www.boatelacueva.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">La Cueva</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, era a balada mais antiga do Brasil, que a gente espera que reabra, está fechada há quase um ano e meio, é uma balada que existe desde 1964 aqui no Rio e era majoritariamente frequentada por pessoas mais idosas, LGBT, então claro é um espaço que requer todo um cuidado nessa reabertura que a gente espera que reabram. Lá, aconteceu as primeiras edições da festa V de Viadão, uma festa majoritariamente mais jovem, com pessoas em torno de vinte e poucos anos, mas as primeira edições foram no La Cueva, então tinha essa mistura entre pessoas de vinte e poucos anos com pessoas de sessenta, setenta anos, na mesma festa, e a gente achava isso muito interessante, de poder retratar essa intergeracionalidade LGBT, até porque pouco se fala sobre a terceira idade LGBT. Então mostrar isso numa conexão com frequentadores mais jovens.”</span></i></p>
<figure id="attachment_25369" aria-describedby="caption-attachment-25369" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25369 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg" alt="Cena do documentário Luana Muniz - Filha da Lua. A foto é dentro do camarim e mostra Luana Muniz sentada, gesticulando e com uma expressão de sorriso no rosto. Ela veste um vestido prata brilhoso, tem cabelos castanhos modelados alto na cabeça e as unhas estão pintadas de vermelho. Ao fundo, vemos espelhos e produtos de beleza desfocados." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25369" class="wp-caption-text">“Do Rio a Belém, de São Luís a Porto Alegre, você via que as pessoas realmente choravam junto, davam gargalhadas até em momentos tensos (&#8230;) Tanto dentro quanto fora do Brasil, é curioso como as pessoas se conectam a figura dela” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais são seus próximos passos, em dupla ou individuais?</b></p>
<p><b>Leonardo: </b><i><span style="font-weight: 400;">“Outro que a gente também está olhando é para a cena transformista do Rio de Janeiro na época pré-pandemia, faz uma relação também intergeracional entre a </span></i><a href="https://turmaok.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Turma OK</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que é um clube LGBT muito antigo, desde a década de 50 existe aqui no Rio, ainda em funcionamento, depois da estreia vamos para lá foi vai ter uma apresentação da Lorna em homenagem a Luana Muniz, e ao mesmo tempo a gente vai mostrar o </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pPOR_dZ7QLQ"><i><span style="font-weight: 400;">Drag-se</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> que é um movimento de drags que começou no início da década passada aqui no Rio e elas também se apresentavam muito no a Turma OK, então a gente vai cruzar essas histórias, e o movimento entre as drags mais antigas e as drags mais recentes. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E a gente está também tocando um projeto sobre a </span></i><a href="https://www.grupodignidade.org.br/em-1999-paulo-gustavo-estampou-capa-censurada-da-revista-sui-generis/"><i><span style="font-weight: 400;">revista Sui Generis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que foi uma revista LGBT que estreou na década de 90, ficou dez anos publicando e teve diferentes personalidades na capa, como Renato Russo, Marina Lima, Cássia Eller, Pedro Almodóvar, por aí vai, então a gente quer retratar um pouco desses bastidores da cena LGBT dos anos 90, que se fala muito, já tem filmes que retratam cena LGBT dos anos 60, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ny98d_zkMVk"><i><span style="font-weight: 400;">São Paulo em Hi-Fi</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, a década de 70, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Otch5bIi8L8"><i><span style="font-weight: 400;">Dzi Croquette</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, anos 80, mas sobre os anos 90 ainda tem poucos então a gente está tentando mais esses projetos”. </span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> passou pelos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2021.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luana Muniz, Filha da Lua – Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QbdlqtRI2IA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Cineclube Persona – Agosto de 2021</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2021 18:04:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agosto passou voando, mas ainda assim trouxe grandes marcos para esse ano. As Paraolimpíadas, que se iniciaram no final do mês, levaram um holofote para atletas incríveis que trouxeram várias medalhas para o Brasil. Além disso, os preparativos para o Emmy 2021 continuam a todo o vapor, com a cobertura do Persona rolando aqui no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Agosto de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22980" aria-describedby="caption-attachment-22980" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta.png" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta-768x404.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22980" class="wp-caption-text">Destaques de Agosto de 2021: Falecimento de Tarcísio Meira, Gossip Girl, O Esquadrão Suicida e The Green Knight (Foto: Reprodução/Arte: Larissa Vieira/Texto de Abertura: Gabriel Gatti)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto passou voando, mas ainda assim trouxe grandes marcos para esse ano. As Paraolimpíadas, que se iniciaram no final do mês, levaram um holofote para atletas incríveis que trouxeram várias medalhas para o Brasil. Além disso, os preparativos para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuam a todo o vapor, com a cobertura do Persona rolando aqui no site e nas </span><a href="http://tr.ee/personaunesp"><span style="font-weight: 400;">redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Também neste mês, sentimos a morte do ator Tarcísio Meira e de Paulo José, duas perdas enormes para a teledramaturgia. Entre esses acontecimentos, diversos filmes e séries foram lançados e o </span><b>Cineclube Persona</b><span style="font-weight: 400;"> se reúne para comentar o que saiu de melhor e pior no mês de </span><b>Agosto de 2021</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo mês do ano se destacou com o lançamento de cinebiografias. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rtoNYclqcOE"><i><span style="font-weight: 400;">Respect</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um longa que retrata a história da cantora Aretha Franklin e já aponta  uma possibilidade, mesmo que remota, de indicar Jennifer Hudson ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 . Quem também ganhou um filme sobre sua vida foi o ator Val Kilmer, representado no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YqNnhgEyQCU"><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda em agosto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitou a história do Brasil com a biografia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fpQbv2W_ECQ"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, narrando a história de Luiz Gama, um advogado negro que libertou mais de 500 escravos. Além disso, não faltou representatividade LGBT com os documentários </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tk_CqGVfxEs"><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido por Ryan Murphy, e</span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre a travesti Rainha da Lapa, que o Persona assistiu com exclusividade antes do lançamento e ainda entrevistou os diretores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto proporcionou dramas para a Sétima Arte, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0pmfrE1YL4I"><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, comédia dramática sobre uma adolescente ouvinte filha de adultos surdos, que ganhou o Festival de Sundance 2020 e agora está disponível na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos EUA. Outra novidade deste mês é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9cq1lPPeMUY"><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que teve sua estreia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e tem como diretor Tom McCarthy, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2016 por </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotlight</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além dos dramas, as animações também se destacaram. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nJvfp2njodk"><i><span style="font-weight: 400;">A Jornada de Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, disponível na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta ao jupará apaixonado que viaja para entregar uma canção, contando com a participação do Lin-Manuel Miranda. Nesse mês, foram lançados alguns animes, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ozmknhP7j4"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre um bruxo convencido a caçar criaturas por dinheiro, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GZfuWMDEJpw"><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.0 Thrice Upon a Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto e último filme da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild of Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">, baseado no anime </span><i><span style="font-weight: 400;">Neon Genesis Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem só de dramas e biografias foi feito o mês. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ch6DQDFbovI"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, “continuação” do filme fracassado de 2016, agora conta com James Gunn na direção, dessa vez do lado da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois de sua demissão pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">antigos com pedofilia. Lisa Joy, uma das criadoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld, </span></i><span style="font-weight: 400;">foi responsável pela direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_BggT--yxf0"><i><span style="font-weight: 400;">Reminiscence</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que retrata um investigador particular da mente que ajuda seus clientes, até uma delas mudar sua vida. Esse mês ainda teve outros lançamentos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eo_pVvpPmzg"><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sS6ksY8xWCY"><i><span style="font-weight: 400;">The Green Knight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, baseado no romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Sir Gawain e o Cavaleiro Verde</span></i><span style="font-weight: 400;"> do século 14. O longa, produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi protagonizado pelo ator Dev Patel e foi dirigido por David Lowery, responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ghost Story</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto também teve espaço para as produções água com açúcar. O longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XqTPaRz8Nx8"><i><span style="font-weight: 400;">Ele é Demais </span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">(He’s All That),</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a transformação de um menino desengonçado no rei do baile, é uma nova versão do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é Demais,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas que traz os gêneros dos personagens invertidos. Os últimos trinta dias  ainda foram o palco do fim da trilogia de Joey King e Jacob Elordi, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fEVH_pkmLE0"><i><span style="font-weight: 400;">A Barraca do Beijo 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encerrou sua trama com Elle se preparando para fazer tudo que ainda deseja antes de ir para a faculdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z6oAeOci4p8"><i><span style="font-weight: 400;">Você Nunca Esteve Sozinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série original do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta a vida da Juliette antes e após vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda aqui na América Latina, foi lançada também</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TCgyettYkjQ"><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Everything Will Be Fine)</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma comédia com o Diego Luna. Na falta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sandra Oh assume o comando de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znx5aib9gjQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seguindo pelas comédias dramáticas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OtQ2_NjV6-8"><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">AMC</span></i><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o primeiro trabalho da Annie Murphy depois de vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2020. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">de agosto foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CDv6PRi1SgQ"><i><span style="font-weight: 400;">Grace &amp; Frankie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">com a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançando como degustação quatro episódios da sétima e última temporada, que só chegará na íntegra em 2022. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, se destacou esse mês no humor com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKG0RodrzVo"><i><span style="font-weight: 400;">Schmigadoon!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma sátira musical, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PQTFdslwJYo"><i><span style="font-weight: 400;">Physical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com Rose Byrne. Numa dobradinha entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Cineclube, Selena Gomez aparece por aqui protagonizando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-V1rQdXXXyI"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;">  ao lado de Steve Martin e Martin Short. A série do Hulu lançou seus primeiros episódios em Agosto, mas só aparecerá na íntegra aqui no Persona quando acabar sua exibição, nos próximos meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já mais voltado para o público adolescente, acompanhamos  o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8kpAPwfpihQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o fim da primeira parte da nova </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dBrmHpGnrDw"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com protagonistas da Geração Z no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como uma campanha para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou o episódio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CZLGhzs91dU"><i><span style="font-weight: 400;">Pen15 Animated Special</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que faz parte da segunda temporada da série. Outra série animada deste mês é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mc6w0ygrPi0"><i><span style="font-weight: 400;">Divirta-se em Casa com o Pateta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, formada por curtas com o personagem da Turma do Mickey disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em agosto, a nostalgia do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7x7lWMca-7w"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sem a Sam, chegou ao fim da sua primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terror também teve espaço nesse mês, com a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wOzM3c33TVg"><i><span style="font-weight: 400;">Brand New Cherry Flavor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mistura Cinema, sexo e horror, com o pragonismo da Rosa Salazar, e com o fim de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=41SQNYU6bTo"><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um</span><i><span style="font-weight: 400;"> spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma história diferente a cada episódio. Outra antologia de agosto é a segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dGcM9-5xfuA"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com Kit Harington, de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Anna Paquin, vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz Coadjuvante, em 1994. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores destaques do mês é a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGLq7_MonZ4"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nova produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mostra a rotina de um </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">no Havaí, com o abuso dos funcionários por parte dos hóspedes ricos e com uma morte suspeita. E falando em riqueza, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGM3eyAnRbc"><i><span style="font-weight: 400;">Cozinhando com Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite </span></i><span style="font-weight: 400;">traz seus convidados para jantar, como a Kim Kardashian.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caminhando por diversos gêneros e </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CTN1kgirOuH/"><span style="font-weight: 400;">o </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">segue isolado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em casa e apresenta as novidades audiovisuais do mês de agosto. Entre  algumas produções muito bem feitas e outras nem tanto, a </span><b>Editoria </b><span style="font-weight: 400;">e os </span><b>Colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">comentam de tudo um pouco do que acabou de sair do forno do Cinema e da TV no oitavo mês de 2021.</span></p>
<p><span id="more-22455"></span></p>
<figure id="attachment_22973" aria-describedby="caption-attachment-22973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-800x600.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22973" class="wp-caption-text">Em entrevista, Tarcísio Filho foi direto: “Meu pai tinha problemas renais, pulmonares, minha mãe está bem por causa da vacina” (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Tarcísio Meira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marco Antônio, Alexandre, Betinho, Juan Galhardo, </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/irmaos-coragem-1a-versao/"><span style="font-weight: 400;">João Coragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, Dom Pedro I, </span> <span style="font-weight: 400;">Juca Pitanga, Seu Ptolomeu, César Toledo, </span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qnEKp00790Y&amp;ab_channel=LuOliver"><span style="font-weight: 400;">Zé Carlos Tedesco</span></a><span style="font-weight: 400;">, Frederico Copola, Lorde Williamson, Tarcísio Meira. Essa lista não cita nem ¼ das personagens de um dos maiores gênios da teledramaturgia brasileira, que faleceu no dia 12 de agosto, sendo mais uma vítima das complicações da covid-19.</span></p>
<p><a href="https://memoriaglobo.globo.com/perfil/tarcisio-meira/"><span style="font-weight: 400;">Tarcísio</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi gigante. Um dos maiores galãs do Brasil, o ator começou seu trabalho na TV Tupi em 1961 e um ano depois firmou o matrimônio com Glória Menezes, com quem esteve ao lado, por 59 anos, até o fim. Juntos, eles contracenaram em teleteatros e em dezenas novelas, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Um Pires Moderno </span></i><span style="font-weight: 400;">(1961), </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,ha-55-anos-estreava-a-primeira-novela-diaria-da-tv-brasileira,70002407761"><i><span style="font-weight: 400;">2-5499 Ocupado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1963), </span><i><span style="font-weight: 400;">Irmãos Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1970), </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra dos Sexos</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Beijo do Vampiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2002).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ator multifacetado deixa um legado brilhante e uma saudade imensa. São mais de 60 projetos, apenas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que constroem a história de um dos maiores decoradores de textos. Tarcísio transmitia verdade em cada um de seus papéis, se entregando ao caráter da personagem e deixando sua assinatura, que sempre foi de uma postura firme. Toda a </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/08/12/um-dos-mais-importantes-atores-do-pais-tarcisio-marcou-historia-na-tv.htm"><span style="font-weight: 400;">história da televisão brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algum momento passa pelo ator, que esteve presente na primeira telenovela diária. A última novela do ator foi a global </span><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), onde interpretou o inglês Lorde Williamson. Aos 85 anos, Tarcísio Meira tinha problemas renais e fazia diaĺise, a morte dele não abre brecha para questionar a eficácia da vacina. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22915" aria-describedby="caption-attachment-22915" style="width: 2362px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose.jpg" alt=" A imagem é uma fotografia do ator Paulo José tocando piano. Paulo é um senhor branco, de barba e cabelos grisalhos, ele veste uma camisa branca, um terno e calça social em tom marrom claro, e também usa um óculos de grau e um chapéu branco." width="2362" height="1573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose.jpg 2362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-2048x1364.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22915" class="wp-caption-text">Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Paulo José fez história nos palcos e nas telas (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Paulo José</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antecedendo à </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/08/12/tarcisio-meira-morre-aos-85-anos-em-sp.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de seu colega de profissão Tarcísio Meira</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ator e diretor Paulo José faleceu no dia 11 de agosto, aos 84 anos de idade. Há mais de 20 anos, ele sofria de <a href="https://saude.abril.com.br/medicina/doenca-de-parkinson-o-que-e-e-quais-seus-tratamentos-e-sintomas/">Mal de Parkinson</a>, e veio a óbito em decorrência de uma pneumonia. Nascido em Lavras do Sul (RS), Paulo José Gómez de Sousa se consolidou em todas as dimensões que abrangem a arte da atuação. </span></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/08/11/paulo-jose-morre-no-rio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Sua carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> amadora iniciou-se na década de 60, entrando para a história do </span><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/grupos/teatro-de-arena/"><span style="font-weight: 400;">Teatro de Arena</span></a><span style="font-weight: 400;">. Saindo dos palcos, começou sua trajetória no Cinema, em 1965, com o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">O Padre e a Moça</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Joaquim Pedro de Andrade. Grande defensor pela valorização de sua profissão, Paulo enfrentou os anos de chumbo e marcou presença no </span><a href="https://www.aicinema.com.br/cinema-novo/"><span style="font-weight: 400;">Cinema Novo</span></a><span style="font-weight: 400;">, estrelando filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Domingos Oliveira, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Macunaíma</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que repetiu a parceria com Joaquim Pedro de Andrade. Sua estreia nas telinhas veio com a novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Véu de Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Janete Clair, em 1969, mas teve como grande marco de sua carreira o personagem mecânico-inventor Shazan, dupla de Xerife, interpretado pelo </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/ator-flavio-migliaccio-e-encontrado-morto-aos-85-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">também já falecido Flávio Migliaccio</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Walther Negrão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais recentemente, desfrutou de outras importantes participações no Cinema, nas obras </span><i><span style="font-weight: 400;">Saneamento Básico, O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que aqui eu considero como duas grandes preciosidades da nossa cinematografia. Paulo José foi muitos, foi vários, foi até mesmo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5L0MijzWm9E"><span style="font-weight: 400;">Todos os Paulos do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, documentário que homenageia seus 60 anos de carreira. Fez história em frente e por trás das câmeras, que felizmente puderam eternizar a leveza com que exercia a arte. Hoje, se junta a outros grandes nomes da sua geração, que também nos deixaram há pouco: Nicette Bruno, Eva Wilma e Tarcísio Meira. Nas palavras de seu </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/08/11/selton-melo-dedicou-a-paulo-jose-estreia-de-nos-tempos-do-imperador-meu-maior-mestre.ghtml"><span style="font-weight: 400;">fã e admirador</span></a><span style="font-weight: 400;"> Selton Mello,</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Sua passagem por aqui foi brincante”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_22946" aria-describedby="caption-attachment-22946" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22946" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp.jpg" alt="Cena do filme Respect, que mostra Aretha, personagem de Jennifer Hudson, cantando em um palco iluminado. Ela é negra, alta, tem cabelo preto e usa um vestido claro, segurando o microfone com a mão esquerda." width="2000" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22946" class="wp-caption-text">Jennifer Hudson com fome de Oscar (Foto: MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Respect: A História de Aretha Franklin (Respect, Liesl Tommy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O advento das cinebiografias musicais parece ter pegado Hollywood de jeito, visto que, nos últimos anos, uma avalanche delas foi produzida e premiada. Depois de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jz8ne2HhtIw"><i><span style="font-weight: 400;">Judy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/estados-unidos-vs-billie-holiday-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos VS Billie Holiday</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esgotarem o “gênero” em narrativas enfadonhas e engessadas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8l4jbbYsE7c"><i><span style="font-weight: 400;">Respect: A História de Aretha Franklin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não surpreende em nada, somando ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hall </span></i><span style="font-weight: 400;">dos filmes ruins brindado por ótimas atuações (salvo a dentadura que rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> à Malek, que de atuação boa não tinha nada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido pela novata no Cinema </span><a href="https://www.imdb.com/name/nm8217935/?ref_=tt_ov_dr"><span style="font-weight: 400;">Liesl Tommy</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Respect </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca o protagonismo nos ombros da já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvclyTi6UcA"><span style="font-weight: 400;">vencedora do prêmio da Academia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jennifer Hudson, </span><a href="https://edition.cnn.com/2021/08/11/entertainment/jennifer-hudson-respect/index.html"><span style="font-weight: 400;">escolhida pela própria Aretha</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes de sua morte. Com gogó para dar e vender, Hudson imprime sua verdade incontestável nas cenas que lhe requerem o canto, mas o problema está em todo o resto. Se tratando da biografia de uma das maiores vozes e artistas que já passou por esse planeta, o filme é desinteressante, formulaico e, o pior, imemorável. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FOUqQt3Kg0"><span style="font-weight: 400;">Aretha merecia mais respeito</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22622" aria-describedby="caption-attachment-22622" style="width: 1952px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494.jpg" alt="" width="1952" height="1098" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494.jpg 1952w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22622" class="wp-caption-text">Te amo, Caça-Ratos 2 (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad, James Gunn)</b></p>
<p><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/esquadrao-suicida-sequencia-reboot.html"><span style="font-weight: 400;">Depois do fiasco</span></a><span style="font-weight: 400;"> horrendo de 2016, que gerou aquela trama bizarra de </span><i><span style="font-weight: 400;">somos-uma-família-mesmo-que-acabemos-de-nos-conhecer</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigida por David Ayer, finalmente os vilões e anti-heróis mais tapados do Cinema foram repaginados em uma segunda chance. Responsável pela migração das lutas coloridas de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/james-gunn-filmes-ranqueados.html"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/08/o-esquadrao-suicida-se-torna-a-maior-estreia-da-dc-em-plataforma-de-streaming-cksw8lccc00250193pmdl80lp.html"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um daqueles filmes que te deixam tão extasiados quanto um garrafão de energético.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irreverente e divertido, o longa traz de volta o charme absoluto de Margot Robbie como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160106/"><span style="font-weight: 400;">Arlequina</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a assustadora Amanda Waller de Viola Davis, mas não sem apresentar novos personagens capazes de integrar o </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de melhores adaptações de qualquer fã de quadrinhos. Tem </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160054/"><span style="font-weight: 400;">John Cena de cueca</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem rato dando tchau, tem tubarão gigante fingindo que sabe ler, tem assassinato em massa de passarinhos, tem cachorro-lobisomem e tem ele: Starron, o Conquistador – o vilão mais injustiçado dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ch6DQDFbovI"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Gunn não consegue deixar a papagaiada intervencionista dos EUA de lado, o que transforma sua trama política em cinzas e serve apenas para fazer o espectador revirar os olhos. Não que esperássemos um aprofundamento político-social muito grande de um filme com um personagem que chama </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/esquadrao-suicida-conheca-o-homem-de-bolinhas-vilao-mais-estranho-do-batman-que-estara-no-novo-filme/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Bolinha</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não custa tentar. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22793" aria-describedby="caption-attachment-22793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-800x420.jpg" alt="Cena do filme Doutor Gama. Na imagem encontra-se o personagem Luiz Gama, um homem negro, barbudo, trajado com um terno acizentado, calça no mesmo tom e uma gravata mais escura. Ele está com as mãos levantadas, como sinal de rendição, e em uma delas segura uma arma. Ele está em pé. Abaixo dele, sentado na charrete preta, está o escravo Santos. Ele veste uma blusa surrada em tom escuro, é um homem negro de mais idade, possuindo cabelo e barba brancas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22793" class="wp-caption-text">Doutor Gama resgata a importante história de um ícone abolicionista negro brasileiro (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Doutor Gama (Jeferson De)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra de resgate a um importante personagem da abolição brasileira. Narrado durante </span><a href="https://youtu.be/7koVmirZ3bA"><span style="font-weight: 400;">três períodos da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Luiz Gama, o filme retrata desde sua vida através dos caminhos que fizeram com que ele se tornasse um famoso advogado e defensor dos direitos das pessoas negras no país. Inicialmente, acompanhamos a sua infância, sendo vendido pelo próprio pai aos 10 anos como escravo. Durante sua adolescência, ele aprende a ler e consegue se libertar da escravidão, descobrindo que, por lei, já havia nascido livre. Já adulto, apresentando grande prazer em estudar, passa a advogar e defender sua principal causa. Acredita-se que por meio de seu trabalho como advogado, Luiz Gama tenha conseguido libertar mais de 500 escravos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma aula sobre esse personagem importante do cenário nacional e que por muito tempo foi silenciado dos livros de História, bem como outras </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-20/herois-negros-esquecidos-pela-historia-do-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">grandes figuras negras</span></a><span style="font-weight: 400;">. As escolhas narrativas do diretor </span><a href="https://melhoresfilmes.sescsp.org.br/jeferson-de-um-batalhador-incansavel-da-negritude-no-cinema-brasileiro/"><span style="font-weight: 400;">Jeferson De</span></a><span style="font-weight: 400;"> demonstram o cuidado na escolha de como retratar as fases da vida do personagem e como valorizá-lo por sua real contribuição. As cenas finais do longa narram a difícil defesa de um escravo que matou seu patrão. Em todo o julgamento, nas posturas e falas do personagem, conseguimos encontrar a personificação da luta deste ícone abolicionista. O filme é uma excelente obra de resgate e valorização do grande abolicionista </span><a href="https://youtu.be/fpQbv2W_ECQ"><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22965" aria-describedby="caption-attachment-22965" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22965" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Lenda do Cavaleiro Verde. Vemos um cavaleiro medieval andando a cavalo por uma floresta. O homem tem pele morena, barba cheia e cabelo preto grande. Veste uma malha cinza e tem um cachecol amarelo ao redor do pescoço. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22965" class="wp-caption-text">Dev Patel dá vida a um clássico personagem dos contos arturianos em A Lenda do Cavaleiro Verde (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>A Lenda do Cavaleiro Verde (The Green Knight, David Lowery) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de David Lowery (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ghost-story-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sombras da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é baseado nas lendas arturianas e conta a história de </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gauvainv"><span style="font-weight: 400;">Sir Gawain</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Dev Patel). Sobrinho do Rei Arthur, ele embarca numa aventura desafiadora para confrontar o Cavaleiro Verde, uma criatura gigante conhecida por testar a coragem dos homens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra consegue construir uma atmosfera de </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">épico</span></a><span style="font-weight: 400;"> fantasioso bastante imersiva e prende a atenção do espectador graças à beleza da fotografia de Andrew Droz Palermo. É um excelente filme que oferece uma experiência densa não pela história &#8211; que é bem simples &#8211; mas pela força de suas imagens e gestos. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22792" aria-describedby="caption-attachment-22792" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-800x334.png" alt="Cena do filme A Nuvem. Na imagem, em um primeiro plano ao lado esquerdo, vemos a silhueta embaçada da cabeça da protagonista Virginie de costas. Ao fundo, vemos uma janela de vidro com gafanhotos por trás" width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-800x334.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-1200x501.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem.png 1342w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22792" class="wp-caption-text">Antes da aquisição pela Netflix, A Nuvem foi selecionado para a Critics Week de Cannes 2020 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Nuvem (La Nuée, Just Philippot)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sinopse sugestiva, o terror de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=si5irFBLe5s"><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vai além do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">criaturas e monstros</span></i><span style="font-weight: 400;">’ da classificação na </span><a href="https://falauniversidades.com.br/a-nuvem-tudo-sobre-o-novo-terror-frances-da-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na trama, Virginie (Suliane Brahim) obtém o sustento da família com a criação de gafanhotos, que vai de mal a pior. Isso até que ela descobre que os insetos desenvolveram um gosto por sangue e que, quando saciados, melhoram a produção. Daí pra frente, a situação escala e o suspense se mescla ao drama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mãe solo, o trabalho na fazenda ausenta Virginie da vida dos </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/conheca-o-elenco-de-a-nuvem-filme-de-terror-frances-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">filhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cria uma atmosfera ainda mais tensa e urgente no decorrer do filme. Em seu longa de </span><a href="https://www.whats-on-netflix.com/news/french-horror-the-swarm-is-coming-to-netflix-in-august-2021/"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor francês Just Philippot avança aos poucos, mas na medida certa. Em um ritmo crescente que explora mais do que só a sede por sangue dos gafanhotos e a necessidade da protagonista de saciá-los, a abordagem impulsiona o </span><a href="https://artrianon.com/2018/06/13/entenda-a-diferenca-entre-horror-e-terror/comment-page-1/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao combiná-lo com os conflitos familiares e a urgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, por mais incontrolável que a situação esteja, quando cai a ficha dos minutos finais ainda tinha o que piorar e a conclusão parece precoce e apressada. O ápice do filme é interrompido, a escalada para em seu ponto mais alto, mesmo tendo no que avançar. </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/a-nuvem-final-explicado-karim-e-virginie-morrem-entenda-o-fim-do-filme-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Ao final</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sensação que fica é que </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem </span></i><span style="font-weight: 400;">poderia ter feito mais. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22968" aria-describedby="caption-attachment-22968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Barraca do Beijo 3. Na imagem estão Elle, Noah, Lee e Rachel na varanda da casa de praia da família Flynn, nessa ordem, os 3 primeiros estão felizes e Rachel está com expressão de confusão. Elle é uma mulher branca de baixa estatura, cabelos castanhos e está vestindo uma blusa regata de crochê listrada de azul e vermelho, e shorts jeans. À sua direita e em pé está Noah, um homem branco alto, de cabelos castanhos claros, ele usa uma camiseta verde. À direita de Noah está sentado Lee, um homem branco de cabelos castanhos claros na altura dos ombros que usa uma camiseta listrada de verde. À direita de Lee está Rachel, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, ela usa uma blusa azul de mangas e uma saia rosa bebê. Bem ao fundo deles há o mar, e em volta deles há mesas, cadeiras, palmeiras e um pequeno rancho à esquerda, com balcão, copos e frutas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22968" class="wp-caption-text">A Barraca do Beijo 3 finaliza com chave de ouro mais uma trilogia boba que deveria ter parado no primeiro filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Barraca do Beijo 3 (The Kissing Booth 3, Vince Marcello)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A amada trilogia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim desesperada em ser um pouco mais do que um fútil romance adolescente, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/longe-de-evoluir-a-barraca-do-beijo-3-insiste-em-dramas-exagerados-discursos-machistas-e-cliches-ultrapassados-review/"><span style="font-weight: 400;">mas não é</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois do </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/machismo-sexualizacao-e-assedio-6-problemas-de-barraca-do-beijo-2-que-precisam-ser-discutidos/"><span style="font-weight: 400;">chorume</span></a><span style="font-weight: 400;"> do segundo volume &#8211; com seu mundaréu de machismo e o problemão que é estar dividida entre dois caras -, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Barraca do Beijo 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> mira na despedida dos melhores amigos Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) e uma visão madura para o futuro, e acerta em outro filme vazio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vince Marcello percebeu aos 45 do segundo tempo que depois de 2 filmes, a trama nunca falou de Elle individualmente, sem estar circundada pelos irmãos Flynn. Então o diretor criou um </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/08/o-motivo-que-faz-fas-odiarem-o-final-de-a-barraca-do-beijo-3"><span style="font-weight: 400;">final impopular</span></a><span style="font-weight: 400;">, curto e mal feito, na tentativa de deixar a protagonista se descobrir sozinha e terminando seu chatíssimo amor com Noah (Jacob Elordi). Nada além de mais do mesmo foi feito para fechar a trilogia, mas triste foi assistir Elle se despedir da infância e das memórias da mãe que moravam na casa de praia da família Flynn, mesmo que isso tenha durado menos de 5 minutos. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_22795" aria-describedby="caption-attachment-22795" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-800x450.jpeg" alt="Imagem retangular, em desenho, do filme Evangelion: 3.0+1.01 Thrice Upon a Time, consistindo em cinco adolescentes reunidos em uma praia de areia branca. Primeiro, à esquerda, vemos Asuka: uma garota asiática, de cabelo ruivo preso em presilhas vermelhas, que veste um vestido azul e branco. Sua mão direita toca a sua bochecha e ela olha para a câmera com um sorriso singelo. Ao lado dela, mais à direita, vemos Mari: uma garota asiática, de cabelo roxo preso em maria-chiquinha. Ela usa um óculos de armação retangular no rosto, veste uma camisa branca, uma gravata azul e um vestido xadrez verde e vermelho. Ela está descalça, com os braços levantados e seus sapatos nas mãos, esboçando um sorriso contagiante. Ao lado dela, à direita, está Shinji: um garoto asiático, de cabelo preto e corte curto. Ele veste uma camisa branca que fica por dentro de sua calça preta. Por baixo da camisa, ele usa uma camiseta azul. Ele olha para a câmera com um sorriso tímido. Um pouco afastado dele, à direita, está Rei: uma garota asiática, de cabelo curto da cor azul. Ela veste um vestido azul e branco e olha séria para a câmera com um semblante vazio. Por último, ao lado dela, à direita, está Kaworu: um garoto asiático, de cabelos brancos em um corte curto e desarrumado. Ele usa uma camisa branca que fica por dentro de sua calça preta. Por baixo, ele usa uma camiseta cinza. Ele está virado para o lado, com as mãos nos bolsos da calça, e olha para a câmera com um semblante convencido." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22795" class="wp-caption-text">Hideaki Anno se despede de Evangelion nove anos depois do filme anterior da série Rebuild of Evangelion (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Evangelion: 3.0+1.01 A Esperança (Shin Evangelion Gekijôban, Hideaki Anno, Kazuya Tsurumaki, Katsuichi Nakayama e Mahiro Maeda)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre esteve fortemente atrelado à </span><a href="https://www.sopacultural.com/noticias/a-depressao-em-neon-genesis-evangelion/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental de Hideaki Anno</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.omelete.com.br/anime-manga/evangelion-entrevista-hideaki-anno-adeus-a-evangelion"><span style="font-weight: 400;">criador da série</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dos filmes. E, desse modo, é interessante observar como todas as obras que envolvem os Evas se relacionam de forma reativa. Nunca é uma reconstrução alienada do que veio antes, sempre é uma reação. À exemplo de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-neon-genesis-evangelion-the-end-of-evangelion/"><i><span style="font-weight: 400;">The End of Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como uma resposta direta à reação violenta e acalorada dos fãs na época, e não como um substituto do final do anime. E, agora, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RFhf5hJpQfA"><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild of Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não como uma sequência de obras isoladas que descartam as produções de 1995 e 1997, mas como um exercício de revisitar o passado e o enxergar através de outras lentes. Desde </span><a href="http://minasnerds.com.br/2019/07/15/neon-genesis-evangelion-na-netflix-entenda-porque-os-fas-ficaram-revoltado/"><i><span style="font-weight: 400;">Neo Genesis Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Anno tem procurado paz através da arte e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.01</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último filme do </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa paz finalmente chega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a sua </span><a href="https://atitudereflexiva.wordpress.com/2020/01/01/neon-genesis-evangelion-um-anime-dificil-de-entender/"><span style="font-weight: 400;">mitologia complexa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.gamerfocus.co/anime/neon-genesis-evangelion-el-cristianismo-visto-desde-lejos/"><span style="font-weight: 400;">subtexto religioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as batalhas pitorescas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">mechas</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que realmente sustenta a saga e sua alcunha de ‘obra prima’ são as relações entre personagens, seus dramas e conflitos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion 3.0+1.01</span></i><span style="font-weight: 400;"> entende isso e separa grande parte do tempo de tela para o desenvolvimento de seus protagonistas e coadjuvantes. A noção de ritmo do longa, por consequência, é espetacular, manipulando a energia da trama com esplendor e transformando a experiência na mais dinâmica de todos os filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, no caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Thrice Upon a Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado este mês no ocidente pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lapidar esse elemento era crucial. Isso porque ele se propõe não apenas a fechar o ciclo da saga de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuilds</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também a encerrar todo o arco de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">; fechar de uma vez por todas o </span><a href="https://br.ign.com/neon-genesis-evangelion-1/91695/feature/evangelion-30-10-o-que-assistir-antes-do-filme"><span style="font-weight: 400;">grande ciclo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se iniciou em 95. Esse filme é um abraço e um aconchego, tanto para nós espectadores, quanto para os personagens que, depois de tantos traumas, são contemplados com a possibilidade de redenção. É uma despedida doce que, assim como o título brasileiro expõe, é um atestado de esperança e de que, sobretudo, nenhuma dor dura para sempre. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
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<figure id="attachment_22978" aria-describedby="caption-attachment-22978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-800x450.jpg" alt="Cena do filme Val exibe uma gravação antiga na qual um homem branco, com cabelo curto penteado para a esquerda, segura uma câmera grande e filma um espelho. Vemos que ele está num camarim de um teatro. Ao fundo, há um espelho iluminado por lâmpadas na moldura e uma penteadeira cheia de vários objetos em cima." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22978" class="wp-caption-text">Val Kilmer foi a primeira pessoa de seu círculo social a comprar uma câmera (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Val (Idem, Ting Poo e Leo Scott) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Val Kilmer, conhecido por seus papéis em </span><i><span style="font-weight: 400;">Top Gun </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-o-cavaleiro-das-trevas-iii-mais-retrato-paranoia-frank-miller/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> Eternamente</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">saiu dos holofotes de Hollywood após ter perdido a voz em decorrência de um câncer na garganta. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somos convidados a examinar a vida do artista desde a infância, a partir de um extenso arquivo de filmagens pessoais gravadas pelo ator ao longo dos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o auxílio de uma narração escrita pelo próprio Val Kilmer e feita por seu filho, Jack, Leo Scott e Ting Poo elaboram um </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><span style="font-weight: 400;">retrato</span></a><span style="font-weight: 400;"> poético e emocionante da carreira de uma celebridade que já não é tão popular quanto era décadas atrás. As filmagens que </span><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguem resgatar exibem momentos preciosos, nos quais conseguimos ter um vislumbre dos sentimentos e questionamentos que se passavam na cabeça do ator quando ele não estava em frente às câmeras.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que outra biografia de um famoso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Val </span></i><span style="font-weight: 400;">utiliza o Cinema como ferramenta para transformar uma vida intensa e </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/v"><span style="font-weight: 400;">turbulenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> numa linda contemplação sobre como estar vivo é um processo de transformação constante. Por mais que existam dificuldades, há sempre espaço para a felicidade. </span><b>&#8211; Caio Machado.</b></p>
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<figure id="attachment_22896" aria-describedby="caption-attachment-22896" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22896 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7.jpg" alt="Foto em paisagem de Luana Muniz. Luana é uma mulher branca, de 56 anos, que usa um acessório como uma coroa dourada na cabeça. Ela está de frente ao espelho, mas só podemos ver seu reflexo, já que sua forma está borrada. Ela se encara com as mãos apoiadas no queixo. Luana usa esmalte vermelho, batom vermelho e sombra dourada, que combina com os anéis em seus dedos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22896" class="wp-caption-text">O Casarão Rosa da Av. Mém de Sá, nº 100, perdeu sua matriarca em 2017 (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><b>Luana Muniz &#8211; Filha da Lua (Rian Córdova e Leonardo Menezes)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transgressora e revolucionária. Encantadora e subversiva. </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/08/12/interna_cultura,1294984/conheca-luana-muniz-a-travesti-que-fez-historia-na-lapa-carioca.shtml"><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz foi muitas coisas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a alcunha que Rian Córdova e Leonardo Menezes escolheram para representá-la em seu documentário foi única: Filha da Lua. Antes de ficar famosa pela mídia por gritar </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça”</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou por tirar uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, a artista já era uma guardiã para a comunidade LGBTQIA+ da região da Lapa, no Rio de Janeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a dupla de diretores utiliza dos próprios relatos da protagonista para construir uma história potente e decidida, mas sem a melancolia emotiva das biografias </span><i><span style="font-weight: 400;">post-mortem</span></i><span style="font-weight: 400;">. Muito pelo contrário, já que o choro vem naturalmente nos créditos finais, depois do peso de, em 78 minutos, retratar um pouco do que foi a Rainha da Lapa. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22901" aria-describedby="caption-attachment-22901" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22901" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pray-away.jpg" alt="" width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-22901" class="wp-caption-text">Pray Away mostra a fundo um lado sombrio da religião (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Pray Away (Idem, Kristine Stolakis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falácia da terapia de reversão ou cura gay é a realidade de muitos LGBTs. Essa realidade traumática já foi retratada diversas vezes longas, como </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-boy-erased-uma-verdade-anulada/"><i><span style="font-weight: 400;">Boy Erased: Uma Verdade Anulada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém sempre adotando como foco aqueles que se opuseram às violências da cura. Em contraposição a essas produções, o documentário da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, surge com o propósito de mostrar a história desses grupos sob a ótica de quem se denomina como “ex-gay”. O conceito parece risível, no entanto, a condução dos depoimentos pela diretora Kristine Stolakis, revelam uma experiência devastadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo retratado no documentário é mostrar como esses processos de reversão, comumente atrelados a grupos religiosos, destroem a saúde mental das vítimas. Como ponto focal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a organização </span><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/grupo-dedicado-cura-gay-pede-desculpas-e-fecha-nos-eua.html"><span style="font-weight: 400;">Exodus</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grupo cristão responsável pela realização das terapias. A adoção desse objeto de estudo permitiu com que o longa desenvolvesse uma narrativa didática quanto aos prejuízos desse processo retrógrado. No entanto, o documentário adota o problema sob um ponto de vista regional, perdendo a oportunidade de demonstrar a realidade de outros pontos do mundo, o que deixou o desenrolar monótono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mais altos do que baixos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega uma narrativa coesa sobre uma realidade negligenciada por muitos. Desse modo, o documentário, que teve Ryan Murphy como produtor em colaboração com o estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">, se mostra necessário para a conscientização dos danos que a terapia de reversão provoca em suas vítimas. O longa atingiu uma aprovação de 93% do público no </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/m/pray_away"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, ainda, foi indicado ao Festival de Cinema de Tribeca, perpetuando a narrativa da diretora Kristine Stolakis.</span><b> &#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_22943" aria-describedby="caption-attachment-22943" style="width: 1901px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270.png" alt="Cena do filme Stillwater. A imagem mostra uma família de quatro pessoas sentada à mesa, dando as mãos em oração. A fotografia os captura de lado, com foco para a personagem do ator Matt Damon, à esquerda, e para a personagem de Camille Cottin, à direita. Matt Damon, um homem branco, de cabelos curtos loiros e de olhos verdes, é Bill Baker, e veste uma camisa xadrez verde de mangas curtas. Ele está de cabeça baixa, orando, e segura a mão da personagem de Virginie, personagem de Camille Cottin. Ela está à direita da imagem e é uma mulher branca, de cabelos curtos lisos castanhos claros e olhos verdes, e veste uma camisa em tom de rosa queimado. Ela está olhando para Bill com um sorriso leve. As outras duas pessoas da família aparecem sem foco, no canto esquerdo e direito da imagem. Eles estão numa sala de jantar durante o dia, e no meio de Bill e Virginie existe uma janela de vidro aberta, por onde entra a luz do dia." width="1901" height="993" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270.png 1901w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-768x401.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1536x802.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1200x627.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22943" class="wp-caption-text">Além de Abigail Breslin, os destaques de atuação de Stillwater vão para Camille Cottin e Lilou Siauvaud (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Stillwater (Idem, Tom McCarthy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado e polêmico, como de costume. Assim foi a estreia do novo filme de Tom McCarthy, que se deu com uma salva de palmas de cinco minutos no Festival de Cinema de Cannes 2021 enquanto cercado por controvérsias quanto a sua concepção e divulgação. Depois de vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Roteiro Original em 2016 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/spotlight-segredos-revelados-empolgante-historia-sobre-jornalismo/"><i><span style="font-weight: 400;">Spotlight: Segredos Revelados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cineasta volta a criar seu momento mundo afora com </span><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A história parte de Bill Baker (</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-matt-damon-chorou-na-estreia-de-stillwater/"><span style="font-weight: 400;">Matt Damon</span></a><span style="font-weight: 400;">), um trabalhador petrolífero desempregado de Oklahoma que viaja sazonalmente para visitar sua filha Allison (uma brilhante </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequena-miss-sunshine-hora-de-trocar-pneu/"><span style="font-weight: 400;">Abigail Breslin</span></a><span style="font-weight: 400;">) em Marselha, na França, onde ela cumpre uma pena controversa pelo morte de sua namorada quando ambas frequentavam a universidade na cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que essa é também a história de vida de </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/stillwater-amanda-knox-matt-damon-1235031362/"><span style="font-weight: 400;">Amanda Knox</span></a><span style="font-weight: 400;">, a estadunidense que protagonizou um dos casos criminais mais famosos do mundo, passando quatro anos numa prisão italiana antes de ser absolvida do caso de assassinato de uma colega de quarto. Agora conhecida mundialmente pela repercussão da investigação, ela não gostou de ver um drama muito parecido com a sua vida pessoal sendo aplaudido sem a sua devida consideração. Mas mesmo com essa discussão envolta, o caso da jovem Allison não é o ponto principal do filme, que distancia-se de um suspense criminal como pode ser vendido por aí.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9cq1lPPeMUY"><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é muito mais um drama que versa sobre o reencontro do personagem quebrada de Damon numa nova vida, conforme ele segue o elemento que traz o ritmo viciante do filme, existente na possibilidade de reabertura do caso da filha e, por consequência, sua absolvição e declaração de inocência. Assim, diante das polêmicas, McCarthy insiste que  seu filme</span> <span style="font-weight: 400;">é algo ficcional, assumindo </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/amanda-knox-stillwater-interview-filmmakers-responsibility-1235034872/"><span style="font-weight: 400;">a influência de elementos da realidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, e que se concentra na verossimilhança de Bill Baker. O protagonista é um herói errante, que subverte a narrativa esperada de uma jornada para um ciclo de antecipações e ações impensadas diante de um cenário implacável. Uma espécie de </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/matt-damon-stillwater-cannes-oklahoma-1235031083/"><span style="font-weight: 400;">experiência espiritual</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Matt Damon, que trouxe </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/matt-damon-f-slur-daughter-1235032326/"><span style="font-weight: 400;">transformações de comportamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ator, completando o circuito de polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater </span></i><span style="font-weight: 400;">abafando os pontos positivos do filme </span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22964" aria-describedby="caption-attachment-22964" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-800x450.jpg" alt="Cena do filme Caminhos da Memória. Vemos um homem branco observando a imagem de um projetor. Ele tem cabelo curto, barba por fazer e veste uma camisa branca com gravata. Ao fundo, vemos duas pessoas ofuscadas pela luz do projetor. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22964" class="wp-caption-text">Nem Hugh Jackman consegue salvar o esquecível Caminhos da Memória (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Caminhos da Memória (Reminiscence, Lisa Joy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lisa Joy é co-criadora da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/v"><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">junto com Jonathan Nolan. </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos da Memória </span></i><span style="font-weight: 400;">é seu primeiro trabalho na direção e acompanha Nick Bannister (Hugh Jackman), um investigador particular que ajuda seus clientes a acessarem memórias perdidas. Sua vida muda quando ele atende uma nova cliente, Mae (Rebecca Ferguson), e descobre uma conspiração violenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme decepciona bastante, pois desperdiça suas ótimas ideias iniciais numa execução desengonçada, cansativa e que tem vergonha de expressar emoções. Parece mais interessado em vomitar </span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/v"><span style="font-weight: 400;">diálogos expositivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que mostrar o funcionamento daquele mundo na prática. Por mais que o elenco se esforce para tirar leite de pedra, falha em ser um bom filme de ficção-científica, romance ou mesmo ação. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22967" aria-describedby="caption-attachment-22967" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22967" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/unnamed.jpg" alt="Imagem do filme Ele é Demais. Na imagem, à direita, uma mulher branca, de cabelos castanhos, usa um vestido regata de paetês pratas, com uma pluma bege sobre os ombros. Seu cabelo está preso em um coque baixo e ela ainda usa uma faixa de prata brilhante na testa. Com as mãos cruzadas à frente ela segura um celular. Ao seu lado direito, um homem branco, de cabelos pretos penteados para trás, usa um paletó preto, listrado em branco, gravata borboleta e está com as mãos apoiadas em uma câmera que está pendurada em seu ombro por uma faixa preta. Ao fundo, podemos ver pessoas vestidas com roupas de época, em tons de bege. " width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-22967" class="wp-caption-text">He’s All That é um reboot que conseguiu errar mais do que a história original (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ele é Demais (He’s All That, Mark Waters)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na premissa de que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iFN3pS4j8p0"><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria a melhor opção para a grande estreia do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Cinema, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> errou e errou muito com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OV0OMqpkVNc"><i><span style="font-weight: 400;">Ele é Demais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trama? Nada inovadora; a popular da história, Padgett (</span><a href="https://www.tiktok.com/@addisonre"><span style="font-weight: 400;">Addison Rae</span></a><span style="font-weight: 400;">) leva um grande pé na bunda de seu ex-namorado famosinho e aposta com sua amiga que tem capacidade de transformar um garoto feio, Cameron (Tanner Buchanan, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), no grande rei do baile. Claro que então, no meio do caminho a gente vê as “camadas” (rasas, claro), e o casal inimaginável se apaixonando. Além disso, ainda tem os clichês do ex-namorado se mostrar cada vez mais lixo e a amiga popular se rebelar contra ela e se tornar sua maior inimiga, mas isso com certeza você já viu em outros filmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos listar, além da história ultrapassada, os diversos erros da produção. Tudo bem que o filme é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que merece um prêmio pela fidelidade ao anterior) mas será que não tinha como tornar a história mais inclusiva e bem menos problemática? A ideia de transformar homem feio em homem bonito já torna a trama ridícula por si só. Além disso, o filme ainda continua pecando quando falamos em diferentes </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/os-estereotipos-nos-filmes-de-hollywood-e-por-que-eles-distorcem-visao-real-do-mundo-analise/"><span style="font-weight: 400;">preconceitos implícitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, afinal o que são aqueles implantes de bochecha muito mal colocados que somem magicamente quando ele se torna o rei do baile? O roteiro bem mal escrito segue, por toda sua extensão, desenvolvendo algo raso e nada interessante. O que é frustrante, já que em pleno 2021 o filme é a grande atração entre o público infanto-juvenil, que acaba não percebendo as nuances equivocadas da produção.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, por fim, elencamos a falta de talento do elenco. A estreia da terceira </span><i><span style="font-weight: 400;">tiktoker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais seguida do mundo é rasa, fraca e não agrada nem ao menos os seguidores da plataforma. Mas pior que ela, ainda há até mesmo Madison Pettis, que diferente do brilhantismo que vimos em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJtlmleqD60"><i><span style="font-weight: 400;">Treinando Papai</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> logo quando criança, entrega algo totalmente superficial e falido. Se quisermos destacar algo que deixa ao menos o filme um pouco interessante é ver as referências ao filme anterior, como as músicas, ou até mesmo a antiga protagonista, </span><a href="https://www.instagram.com/reel/CI3zlIZhHGD/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Rachel Leigh</span></a><span style="font-weight: 400;">, atuando como mãe da nova estrela. </span><b>&#8211; Larissa Vieira</b></p>
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<figure id="attachment_22971" aria-describedby="caption-attachment-22971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-800x450.jpg" alt="Cena do filme The Witcher: Lenda do Lobo. Vesemir (Theo James) está caindo enquanto desfere um golpe com sua espada. Ele é causasiano, possui cabelo preto raspado nos lados e uma barba preta. Ele usa uma armadura preta por baixo de um manto felpudo preto. Por cima da armadura, vemos seu medalhão de bruxo: um colar prateado circular com a efígie de um lobo. Sua mão esquerda se aproxima da câmera e sua direita está levantada, segurando a espada. Só vemos o cabo da lâmina, oculta pelo resto do corpo de Vesemir. Atrás dele, um céu azul com restos de nuvens brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22971" class="wp-caption-text">A fluidez do movimento de suas animações é o grande trunfo da prequela da série The Witcher (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Witcher: Lenda do Lobo (The Witcher: Nightmare of the Wolf, Kwang Il Han)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGzBVuf5_uE"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> da adaptação dos </span><a href="https://www.omelete.com.br/the-witcher/the-witcher-livros-edicao-especial"><span style="font-weight: 400;">livros de Andrzej Sapkowski</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegue às telas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, fomos presenteados com o filme animado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estilizado e vendido como um </span><i><span style="font-weight: 400;">anime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa explora o passado de Vesemir (Theo James), o bruxo que treinou Geralt (interpretado na série por Henry Cavill) e um dos personagens que será apresentado nos próximos episódios (onde será interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kim Bodnia</span></a><span style="font-weight: 400;">) da série criada por Lauren Schmidt Hissrich, que produz ambas as obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como sempre, o cenário de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i><span style="font-weight: 400;"> é descrito como um mundo em guerra consigo mesmo. Quando os elfos não apresentam mais ameaça, os reinos humanos viram seus olhos para os bruxos e começam a se perguntar se os mutantes são realmente necessários. Em meio à toda essa tensão, um jovem e galante caçador de monstros recebe uma oferta para caçar uma besta que ninguém viu antes, e que o levará à uma verdade que ameaça colocar todos em perigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do roteiro de Beau DeMayo se movimentar num ritmo agradável e a história de Vesemir ser engajante, as grandes estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">são claramente às sequências de ação, que fazem uso completo do formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">anime</span></i><span style="font-weight: 400;">, e entregam lutas acrobáticas que não seriam possíveis na série e aproveitam da classificação +18. Graças aos talentosos animadores do </span><a href="http://www.studiomir.co.kr/en/sub/portfolio_list.php"><i><span style="font-weight: 400;">Studio Mir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo </span></i><span style="font-weight: 400;">é um espetáculo sangrento e fluído (</span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), além de um aperitivo delicioso do que está por vir, e prova de que o universo fictício do Continente ainda tem muitas </span><a href="https://www.polygon.com/animation-cartoons/22637851/witcher-nightmare-of-the-wolf-cast-sequels"><span style="font-weight: 400;">surpresas reservadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o futuro.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22975" aria-describedby="caption-attachment-22975" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-800x434.jpg" alt="" width="800" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-800x434.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1024x556.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-768x417.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1536x834.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1200x651.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa.jpg 1710w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22975" class="wp-caption-text">Graças aos esforços da atriz Marlee Matlin, os personagens surdos são todos interpretados por artistas surdos (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>No Ritmo do Coração (CODA, Siân Heder)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser a única não surda numa família de quatro pessoas e ainda nascer com um dom que não pode ser apreciado por eles: o canto. Essa é a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA (Children of Deaf Adults</span></i><span style="font-weight: 400;">, em tradução: filhos de pais surdos), um dos filmes mais emocionantes do ano e vencedor dos prêmios de Melhor Filme por público e júri do </span><a href="https://www.omelete.com.br/festival-de-sundance"><span style="font-weight: 400;">Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2021.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Ruby Rossi, a filha mais nova de um casal de surdos. Porém, a garota não nasceu com a mesma condição, se tornando a intérprete de seus pais e seu irmão mais velho. Os entraves se iniciam na adolescência, na ânsia de estar convivendo em sociedade e o contraponto de sua família que é excluída por ela. Ruby se junta ao grupo de coral da escola, se destacando em meio aos seus colegas e vendo a oportunidade de tentar uma bolsa de estudos na </span><a href="https://souzalima.com.br/blog/como-estudar-na-berklee/"><span style="font-weight: 400;">Universidade de Música Berklee</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre Música e sobre silêncio. Os momentos de canto são substituídos pelos momentos de linguagem de sinais com a família de pescadores e nada cativa mais do que quando os dois universos colidem. Assistam, fiquem apreensivos e se emocionem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22976" aria-describedby="caption-attachment-22976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-800x531.jpg" alt="Cena da animação A Jornada de Vivo. No centro da imagem estão Gabriela e Vivo em uma jangada de madeira com uma vela azul com enfeites de raios. Gabriela é uma menina de cabelos roxos mais compridos na esquerda, olhos castanhos e pele morena. Ela usa óculos quadrados azuis, uma camisa rosa vibrante, com uma gravata quadriculada branca e preta, um colete jeans com botões dourados por cima, uma saia colorida rosa, verde, amarela e laranja e botas pretas com cadarços amarelos. Vivo é um jupará amarelo, com rosto, mãos, pés e ponta da cauda acinzentados. Ele está usando um chapéu bege com uma faixa verde e um lenço verde no pescoço. Junto a eles na jangada também temos a mochila de Gabriela, que é azul clara com adesivos coloridos. Ao fundo temos uma mata bastante verde e fechada." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-1200x797.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22976" class="wp-caption-text">A animação traz cores e detalhes que exaltam as peculiaridades de seus personagens e conversam com os números musicais que eles performam (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Jornada de Vivo (Vivo, Kirk DeMicco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivo é um </span><a href="https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-o-curioso-e-amigavel-macaco-da-noite-ou-jupara-especie-potus-flavus"><span style="font-weight: 400;">jupará</span></a><span style="font-weight: 400;">, mamífero da floresta tropical que foi perdido em Cuba quando filhote e resgatado por Andrés, um homem que ganha a vida cantando pelas ruas de Havana. Quando seu grande amigo morre, Vivo deve honrar seu último desejo e entregar sua composição para o grande amor da juventude de Andrés, a famosa cantora Marta Sandoval. O grande problema é: Marta agora mora em Miami e para chegar até lá, Vivo conta com a ajuda de Gabriela, sobrinha-neta de Andrés, com uma personalidade um tanto quanto peculiar para o gosto de Vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das diferenças e dificuldades, Gabriela e Vivo vivem uma aventura emocionante na jornada para a capital da Flórida, regada de </span><a href="https://cinepop.com.br/a-jornada-de-vivo-confira-as-cancoes-originais-da-nova-animacao-da-netflix-307132/"><span style="font-weight: 400;">muita música</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reviravoltas. O filme conta com dublagens de grandes vozes da música latina, como Gloria Estefan, Juan de Marcos González e, é claro, Lin-Manuel Miranda que além de estrelar no papel de Vivo, também </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160016/"><span style="font-weight: 400;">assina a trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, com notas que já são marca registrada do astro, a mistura da música latina e diversos ritmos diferentes. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<h2>TV</h2>
<figure id="attachment_22910" aria-describedby="caption-attachment-22910" style="width: 1666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg.jpg" alt="Cena da série Gossip Girl. A cena mostra o interior de um teatro, com 3 personagens sentados um ao lado do outro. À esquerda, está Audrey, branca e loira, ao meio está Max, branco e de cabelos pretos e terno amarelo, e à direita está Aki, asiático e de cabelo raspado rosa. Max está com as mãos nas coxas dos dois." width="1666" height="937" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg.jpg 1666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22910" class="wp-caption-text">Gossip Girl está de volta, XOXO (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Gossip Girl (Parte 1 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira qualidade da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/220808-gossip-girl-quem-e-quem-elenco-reboot-serie-hbo-max.htm#:~:text=O%20reboot%20de%20Gossip%20Girl,revelada%20logo%20no%20primeiro%20epis%C3%B3dio."><span style="font-weight: 400;">nova </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a série não se tratar de um </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">gratuito ou um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">qualquer. Em uma Nova York moderna, pós-pandemia e impregnada pelas demandas da Geração Z, a produção original do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa seus seis episódios iniciais testando o terreno e brincando com o vai-e-vem dos estudantes do colégio. Aqui, o </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ch-entrevista-elenco-de-gossip-girl-fala-sobre-triangulo-amoroso-da-serie/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram </span></i><span style="font-weight: 400;">fala mais alto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">blog </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou no passado. Todos sabem a identidade da antiga Garota do </span><i><span style="font-weight: 400;">Blog</span></i><span style="font-weight: 400;">, todos superaram o dramalhão da era de Serena e Blair, menos, é claro, os professores do Ensino Médio, que criam um novo perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">GG</span></i><span style="font-weight: 400;">, metendo o louco para cima de adolescentes de 16 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criminoso? Não resta dúvida. Mas a </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021 sabe usar sua </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/07/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-reboot-de-gossip-girl/"><span style="font-weight: 400;">premissa imbecil</span></a><span style="font-weight: 400;"> para instigar o espectador a sintonizar no Max toda quinta, sedento para ver qual será a próxima pataquada, escrita e dirigida com a seriedade de quem almeja o Cinema moderno, mas acerta, no máximo, na </span><a href="http://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">CW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Julien (</span><a href="https://gossipgirl.fandom.com/wiki/Jordan_Alexander"><span style="font-weight: 400;">Jordan Alexander</span></a><span style="font-weight: 400;">) é a Rainha da Colmeia, mas governa com o poder da benevolência. Com a chegada de sua irmã perdida Zoya (</span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/07/gossip-girl-conheca-whitney-peak-estrela-da-nova-versao-da-serie.shtml"><span style="font-weight: 400;">Whitney Peak</span></a><span style="font-weight: 400;">), J coça a cabeça frente à possibilidade de perder seu império. É uma pena que </span><i><span style="font-weight: 400;">GG </span></i><span style="font-weight: 400;">não consiga fazer ninguém se preocupar com o plot principal que, além de datado, não é bem roteirizado ou desenvolvido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme, como de costume em séries adolescentes, está no elenco. Obie (</span><a href="https://www.instagram.com/elibrown.jpeg/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Eli Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">) é o único panaca completo, ao passo que Max (</span><a href="https://www.instagram.com/thomasadoherty/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Thomas Doherty</span></a><span style="font-weight: 400;">) sacaneia todo mundo, Audrey (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/cultura/conheca-emily-alyn-lind-a-nova-blair-waldorf-de-gossip-girl"><span style="font-weight: 400;">Emily Alyn Lind</span></a><span style="font-weight: 400;">) não se decide qual papel quer prestar e Luna (</span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/04/zion-moreno-de-gossip-girl-quer-ser-mais-do-que-a-atriz-trans.htm#:~:text=XOXO,projeto%20no%20qual%20j%C3%A1%20embarquei."><span style="font-weight: 400;">Zión Moreno</span></a><span style="font-weight: 400;">) sofre para se sobressair para além de sua trama enfadonha. O destaque dos &#8220;adolescentes&#8221; é o interessante mas subaproveitado Aki (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/hommes/quem-e-evan-mock-o-mais-novo-queridinho-do-mundo-da-moda"><span style="font-weight: 400;">Evan Mock</span></a><span style="font-weight: 400;">). A segunda parte está marcada para voltar em novembro, e a promessa é: mais absurdos, mais professoras sem noção e um tantinho mais da </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/hbo-max/reboot-de-gossip-girl-nao-teria-acontecido-sem-kristen-bell"><span style="font-weight: 400;">narração irresistível de Kristen Bell</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22970" aria-describedby="caption-attachment-22970" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-800x480.jpg" alt="Cena do documentário Você nunca esteve sozinha. Na imagem, a ganhadora do BBB21, Juliette Freire, está ao centro, encostada na janela de um ônibus e olhando para a paisagem do lado de fora. Juliette é uma mulher branca de cabelos castanhos compridos, usa um vestido de alças finas laranja, e sua expressão é de felicidade e admiração ao observar a paisagem. Ela está sentada e sua mão direita está apoiada na janela que mostra uma rodovia e muitas árvores. Acima de sua mão há um pequeno colante em formato de pássaro. Abaixo de sua mão há um vaso com cactos. O fundo mostra parte do ônibus com paredes de madeira." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22970" class="wp-caption-text">O fenômeno Juliette não perdeu tempo em se estender para um documentário na Globoplay (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Você nunca esteve sozinha &#8211; O doc de Juliette (Minissérie, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juliette Freire é um </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/06/11/1179_especialistas-explicam-os-porques-do-fenomeno-juliette.html"><span style="font-weight: 400;">fenômeno</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde que apareceu na tela da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ganhadora do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB </span></i><span style="font-weight: 400;">21 já havia quebrado </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/08/4941554-juliette-entra-para-o-guinness-com-postagem-que-alcancou-mais-rapido-1-milhao-de-curtidas.html#:~:text=Juliette%20Freire%20entrou%20para%20o,programa%20Big%20Brother%20Brasil%202021."><span style="font-weight: 400;">recordes mundiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de interação nas redes sociais e agora lançou sua carreira de cantora, </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,juliette-quebra-recorde-e-e-projeto-com-mais-streams-no-spotify-brasil-nas-primeiras-24h,70003831699"><span style="font-weight: 400;">já arrebatando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o maior número de </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> Brasil nas primeiras 24 horas de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">no ar. A empreitada na Indústria Musical contou com </span><a href="https://imprensa.globo.com/programas/globoplayinstitucional/textos/episodio-extra-de-voce-nunca-esteve-sozinha-o-doc-de-juliette-estreia-no-globoplay/"><span style="font-weight: 400;">mais um episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> para integrar o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Você nunca esteve sozinha &#8211; O doc de Juliette</span></i><span style="font-weight: 400;">, e compartilhar a maneira particular e divertida que a paraibana enxerga o mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheio de cor, música e presença nordestina, o documentário de Juliette é emocionante e mostra partes da história real por trás da febre que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> criou. Contar a história da irmã </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/07/06/juliette-revela-momentos-com-a-irma-na-uti-e-noticia-da-morte-perdi-a-fe.htm#:~:text=Juliette%20Freire%20contou%20em%20detalhes,tinha%2019%20anos%20na%20%C3%A9poca."><span style="font-weight: 400;">Julienne</span></a><span style="font-weight: 400;"> e trazer Gil do Vigor e Lucas Penteado foram cruciais para desenhar a veracidade no trabalho da diretora Patricia Carvalho &#8211; bem diferente de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/04/karol-conka-sacia-sede-dos-haters-em-filme-que-busca-a-sua-redencao.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Depois do Tombo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de apelar com participações musicais demais e </span><i><span style="font-weight: 400;">zoom</span></i><span style="font-weight: 400;"> em lágrimas &#8211; que se secar, borra &#8211; os episódios são uma delícia de assistir, e lembram a todos, com prazer, de que o Nordeste é a melhor parte do país. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_22789" aria-describedby="caption-attachment-22789" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22789" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-800x480.jpg" alt="Cena da série The White Lotus. Na imagem, vemos dois funcionários do resort. O senhor da direita é grisalho, veste um terno de cor cereja e uma camisa azul clara, e está segurando uma pasta preta nas mãos; a moça ao lado dele é uma haitiana, de cabelos compridos escuros e amarrados em um rabo de cavalo, ela veste uma camisa rosa e segura uma bandeja com algumas toalhas brancas enroladas, com um estojo preto em cima. Eles estão ao ar livre, em frente a algumas árvores, e está de dia." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus.jpg 890w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22789" class="wp-caption-text">Os funcionários, interpretados por Jolene Purdy e Murray Bartlett, recepcionam os hóspedes do resort (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>The White Lotus (1ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sátira criada e dirigida por </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-interview/mike-white-on-money-status-and-appearing-on-survivor"><span style="font-weight: 400;">Mike White</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2013/mar/28/enlightened-box-set-laura-dern"><i><span style="font-weight: 400;">Enlightened</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-reviews/school-rock-tv-review-874256/"><i><span style="font-weight: 400;">Escola de Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), se tornou um completo </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-white-lotus-conheca-seu-criador-mike-white"><span style="font-weight: 400;">sucesso em audiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde seu lançamento pela rede americana </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, tanto que já tem sua segunda temporada encomendada para o próximo ano, em um </span><a href="https://variety.com/2021/tv/news/white-lotus-renewed-hbo-season-2-1235038559/"><span style="font-weight: 400;">formato de antologia</span></a><span style="font-weight: 400;">, com personagens e histórias diferentes. Toda trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa num </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">de luxo no Havaí, de mesmo nome da série, e tem como protagonistas três grupos de pessoas, com algo predominante entre elas: são todas ricas e brancas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, tudo parece ir às “mil maravilhas”. Os funcionários do </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">dão as boas-vindas ao grupo, sempre sorridentes. Porém, o que vemos inicialmente não é a realidade. Os funcionários, de classe social inferior, entre eles se destaca o gerente Armond (</span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1299230/murray-bartlett-fala-sobre-sua-cena-escatologica-em-white-lotus-fiquei-chocado"><span style="font-weight: 400;">Murray Bartlett</span></a><span style="font-weight: 400;">), são obrigados a deixarem seus problemas de lado, e satisfazer os caprichos dos hóspedes de classe alta, como Shane Patton (</span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a37246748/jake-lacy-the-white-lotus-interview/"><span style="font-weight: 400;">Jake Lacy</span></a><span style="font-weight: 400;">), recém-casado com Rachel (</span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/alexandra-daddario-interview-the-white-lotus/id1366421088?i=1000529177542&amp;l=pt"><span style="font-weight: 400;">Alexandra Daddario</span></a><span style="font-weight: 400;">), em suas condições de total servidão. Um exemplo disso é quando Belinda (</span><a href="https://www.thecut.com/2020/05/more-natasha-rothwell-please.html"><span style="font-weight: 400;">Natasha Rothwel</span></a><span style="font-weight: 400;">l), gerente do </span><i><span style="font-weight: 400;">spa</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem dor nas costas após um dia de trabalho, mas precisa massagear Tanya McQuoid (</span><a href="https://www.newyorker.com/culture/on-television/the-raw-triumph-of-jennifer-coolidge-in-the-white-lotus"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Coolidge</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma senhora rica, que vive no ócio o dia todo. A série não só trabalha em torno dos personagens, mas também é notável uma crítica em torno da elite e dos explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens são muito bem elaborados e entram em conflito simultaneamente, de modo que há uma sincronia entre suas ações e comportamentos, e tudo é acompanhado com excelência pela constante </span><a href="https://www.npr.org/2021/08/21/1029957360/music-moment-white-lotus-composer"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, que muda com o ritmo dos acontecimentos. Também vale salientar que muitas das ações dos personagens principais causam certo desconforto no espectador, que pode se visualizar cometendo os mesmos erros deles. Porém, ao fim do sexto episódio, chegamos a conclusão de que o mundo é desta forma, cheio de injustiças e diferenças, e para mudá-lo precisamos bem mais do que </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/31/internacional/1433106323_876086.html"><span style="font-weight: 400;">discursos em redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Sabrina G. Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22817" aria-describedby="caption-attachment-22817" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22817" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-800x480.jpg" alt="Duas mulheres idosas estão sentadas em cadeiras dando risada. A mulher da esquerda tem cabelos grisalhos na altura do ombro, ela é branca, está usando um colar de pedras verdes, um vestido-túnica azul e amarelo claro, pulseiras de pedras azuis e anéis também de pedras. No seu colo segura uma pequena bolsa marrom e sua cadeira é feita de palha. A sua direita está uma mulher branca e loira de cabelos curtos, ela está usando um tricô bege com uma blusa bege escura por baixo e uma calça jeans preta, na sua mão direita está segurando uma caixa branca de comprimidos e na esquerda está usando um relógio prateado. Ao fundo temos uma mesa redonda com cadeira, um corrimão de madeira e uma janela branca." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22817" class="wp-caption-text">Depois de conquistar o mundo dos vibradores geriátricos, a dupla persiste no novo empreendimento: a privada Rise Up (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Grace e Frankie (Grace and Frankie, Parte 1 da 7ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> resolveu surpreender os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OUi8Yg9Z85Q"><span style="font-weight: 400;">fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grace e Frankie</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lançar, sem avisos, a primeira parte da sétima e última temporada da série. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show, </span></i><span style="font-weight: 400;">que acompanha a vida de duas idosas que descobrem um caso entre seus maridos e passam de inimigas mortais a amigas eternas, teve suas </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/com-estrelas-oitentonas-grace-and-frankie-volta-gravar-apos-15-meses-54819"><span style="font-weight: 400;">gravações bastante adiadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> por conta da pandemia de covid-19, principalmente porque grande parte do elenco faz parte do grupo de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa </span><a href="https://twitter.com/netflix/status/1426076302017183745?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1426076302017183745%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Fnetflix%2Fgrace-and-frankie-4-episodios"><span style="font-weight: 400;">primeira parte da temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguimos realmente ver o impacto que uma teve na outra, temos uma Grace mais segura de si, que abraça a chegada da idade e as mudanças que vêm com ela. E Frankie está cada vez mais independente, conseguindo buscar mudanças na sua vida que não envolvem agradar a todos à sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O restante do seriado terá 12 episódios e só será lançado em janeiro de 2022. E apesar de ter sido uma boa surpresa, a liberação de apenas quatro episódios pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou esse recorte em um limbo de espera pelo que vem no final do que se tornará a </span><a href="https://br.bolavip.com/entretenimento/Lancamento-surpresa-Netflix-solta-os-primeiros-episodios-da-7-temporada-de-Grace-and-Frankie-20210813-0068.html#:~:text=A%20com%C3%A9dia%20mostra%20as%20duas,Black%2C%20que%20teve%2091%20epis%C3%B3dios."><span style="font-weight: 400;">série mais longa já produzida pela plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marcela Zoghei</b></p>
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<figure id="attachment_22791" aria-describedby="caption-attachment-22791" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22791" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-800x504.jpg" alt="Imagem de divulgação da série Divirta-se em Casa com o Pateta. Ela mostra três frames dos três episódios dispostos como fotografias. Na primeira delas, o Pateta, cão antropomorfizado com traços cartunescos, olhos grandes, focinho alongado, luvas brancas e orelhas compridas, abre um plástico transparente contendo uma máscara sanitária azul. Ele veste uma jaqueta laranja claro sobre uma blusa laranja-escuro. Na segunda foto, ele está em uma cozinha, com um chapéu de cozinheiro e colocando uma assadeira no forno. Ele veste uma blusa verde e calça azul, e tem a boca aberta em um grande sorriso. A terceira foto mostra de frente o pateta sentado em uma poltrona em uma sala, com os pés de meia com remendos estendidos sobre um puff. Ele veste roupas roxas, com uma faixa verde na barriga, e olha atentamente, com a boca aberta, em direção a uma televisão implícita. As fotos se encontram dispostas sobre uma textura de tecido, na qual se encontra bordada no canto inferior direito a imagem de uma casa em uma paisagem natural e próxima a uma plantação." width="800" height="504" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-800x504.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1024x646.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-768x484.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1536x968.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-2048x1291.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1200x757.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22791" class="wp-caption-text">Se depois de mais de um ano de pandemia, você ainda não aprendeu a se virar na cozinha ou usar uma máscara, agora não tem mais desculpas (Foto: Disney +)</figcaption></figure>
<p><b>Divirta-se em Casa com o Pateta (Goofy in How to Stay at Home, 1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe professor melhor do que o Pateta? Desde sua primeira aparição em 1932, o cão desengonçado já nos mostrou como praticar todas as </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/como-nadar/6EOZeTdpIN88"><span style="font-weight: 400;">modalidades esportivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> imagináveis, e deixou as aulas teóricas da autoescola bem menos entediantes ao nos ensinar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UUrD0MEUMFk"><span style="font-weight: 400;">como dirigir</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pois no meio do 2021 pandêmico, ele está de volta em uma </span><a href="https://insidethemagic.net/2021/08/goofy-how-to-stay-at-home-ba1/?__cf_chl_jschl_tk__=pmd_fdf1554d6099e732d5e7fa7c1de5e0a0729274f3-1629770626-0-gqNtZGzNArijcnBszQh6"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> de três curta-metragens que trazem de volta toda a glória de seus traços clássicos para um mini-guia de sobrevivência para aqueles que estão ficando em casa. O projeto encabeçado por Eric Goldberg, animador veterano da renascença da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, ressuscita o espírito e o humor dos curtas clássicos da década de 40, adaptando-os à contemporaneidade sem abrir mão de sua essência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Usar Máscara</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Pateta evoca o tiozão que não consegue cobrir com a mesma máscara o queixo e o nariz, mas em defesa do cachorro, o focinho complica bastante a situação. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Aprendendo a Cozinhar</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ele encarna o clássico universitário tentando bancar o </span><i><span style="font-weight: 400;">chef </span></i><span style="font-weight: 400;">de cozinha sem saber ao menos fritar um ovo. Ambos são engraçadinhos apenas, mas a verdadeira pérola da série é </span><i><span style="font-weight: 400;">Maratonas na TV</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">onde ele prova que é capaz de realizar todas as suas tarefas domésticas sem parar sua maratona de série, com um humor físico surreal que só a animação é capaz de proporcionar. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22911" aria-describedby="caption-attachment-22911" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22911" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/kevin.jpg" alt="Cena da série Kevin Can F**k Himself. A cena mostra Kevin, branco, de moletom azul, abraçando sua esposa Allison, por trás, ela é loira, branca, usa roupa verde e segura um cesto de roupas que é de cor branca. " width="800" height="542" /><figcaption id="caption-attachment-22911" class="wp-caption-text">O Kevin que se foda (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Kevin Can F**k Himself (1ª temporada, AMC/Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Annie Murphy </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jJYI5FVKcE"><span style="font-weight: 400;">venceu o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, para se desligar da imagem da personagem que viveu por seis anos na série canandense, ela mergulhou de cabeça na visceral </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">dramática </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2qGIsOkA64"><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Original da </span><i><span style="font-weight: 400;">AMC </span></i><span style="font-weight: 400;">e disponibilizada no Brasil pelo catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção conta a história de Allison (Murphy), uma esposa frustrada, que vive à mercê de seu marido Kevin (Eric Petersen).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diferencial está na abordagem temática da série, que é filmada de maneiras </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2021/07/kevin-can-fk-himself-serie-com-annie-murphy-e-otima.html"><span style="font-weight: 400;">gritantemente opostas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Kevin está em cena, a criação de Valerie Armstrong vira um formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, com múltiplas câmeras, iluminação carregada e a trilha de gargalhadas da audiência. Quando Allison se afasta dele, a paleta fica cinza, a trilha sonora sobe e a </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/27/kevin-can-fk-himself-review-amazon-annie-murphy"><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">dramática</span></a><span style="font-weight: 400;"> inunda as temáticas, que vão de depressão, à morte e ao assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Allison então, planeja se livrar do estúpido marido, ao mesmo tempo em que lida com a vizinha Patty (Mary Hollis Inboden), o novo chefe Sam (Raymond Lee) e o próprio Kevin, que fica cada vez mais repugnante, graças ao trabalho louvável de Petersen. As </span><a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/kevin-can-fk-himself-generos-amc/"><span style="font-weight: 400;">modulações de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> e drama</span></a><span style="font-weight: 400;"> começam promissoras, com viradas e transgressões espertas, mas com o decorrer dos oito episódios de 45 minutos, o formato se ajoelha perante à temática, virando nota de rodapé. Com a promessa de uma nova temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i> <a href="https://www.cnet.com/news/kevin-can-fk-himself-is-the-weirdest-show-on-tv-does-it-make-sense/"><span style="font-weight: 400;">sacrifica o que seria um final perfeito</span></a><span style="font-weight: 400;"> para aventuras inéditas a partir de 2022. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22794" aria-describedby="caption-attachment-22794" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22794 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-3.jpg" alt="Duas mulheres em uma cozinha. Na esquerda temos Paris Hilton, ela é uma mulher branca, de cabelos compridos e loiros, com as raízes um pouco mais escuras. Ela está usando um vestido branco de cetim, com as mangas compridas e um decote profundo. Ao seu lado direito está Kim Kardashian, uma mulher armênia de pele morena, com os cabelos também morenos, mas com luzes um pouco mais claras. Seu cabelo está em um rabo de cavalo bem alto. Ela está usando uma blusa estampada marrom e bege, com uma gola “v” e botões na direita, nas suas mãos está com luvas azuis descartáveis. As duas mulheres estão rindo olhando para as mãos de Kim. Atrás das mulheres, na cozinha, há uma bancada de mármore com enfeites e armários de nox e pretos com puxadores dourados. Uma janela grande com uma cortina branca, seguindo para a direita armários iguais aos da bancada. Na frente das duas encontramos outra bancada com apetrechos de cozinha, espátulos, cumbuca transparente com morangos, a parte de baixo de um liquidificador preto e algumas embalagens." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-22794" class="wp-caption-text">Em conversa com Kim, Paris fala sobre sua <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wOg0TY1jG3w">vida de festas e fama</a> e o que espera da nova fase que está vivendo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Cozinhando com Paris (Cooking with Paris, 1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos 2000 estão de volta e com isso não poderia faltar o retorno da rainha da década, princesa do entretenimento do início do século, ditadora das maiores </span><a href="https://revistaglamour.globo.com/Moda/Fashion-news/noticia/2018/02/15-looks-de-paris-hilton-nos-anos-2000-que-gente-quer-usar-agora.html"><span style="font-weight: 400;">tendências da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Paris Hilton. A </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite </span></i><span style="font-weight: 400;">volta aos holofotes com seu novo programa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGM3eyAnRbc"><i><span style="font-weight: 400;">Cozinhando com Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela recebe diversos convidados e dá o seu melhor em um ambiente que não costumamos vê-la, a cozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome e da premissa de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de culinária, se você for com o caderninho de receitas esperando aprender segredos da cozinha de Paris, irá se decepcionar. A ideia aqui lembra um outro programa de grande sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4kmv6jwkyNw"><i><span style="font-weight: 400;">The Simple Life</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; As patricinhas na fazenda</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que ela e sua velha amiga Nicole Richie passavam por situações muito diferentes das que estavam acostumadas, convivendo com pessoas com uma vida mais simples.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atrativo aqui é acompanhar a extravagância absurda de Paris, com suas idas ao supermercado vestida inteira de brilhos, seus acessórios de cozinha cravejados com cristais</span> <span style="font-weight: 400;">e as conversas sobre sua vida com seus convidados. A série é, acima de tudo, divertida, mas se apoia bastante no peso dos participantes, incluindo </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/paris-hilton-e-kim-kardashian-recriam-cena-iconica-juntas-dos-anos-2000"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;">, e da eterna obsessão que todos temos por Paris.</span><b> &#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_22897" aria-describedby="caption-attachment-22897" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22897 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702.jpg" alt="Foto da série Schmigadoon!. À direita, vemos quatro homens em fileira, todos brancos e usando terno coloridos. O da frente está com um chapéu cor de palha em suas mãos. Ao lado deles, uma mulher está de pé, olhando para a câmera. Ela usa um vestido comprido roxo escuro e segura uma Bíblia com as duas mãos. Seus cabelos sãoo castanhos e ajeitados em um penteado, e ela usa um chapéu roxo. Ao fundo, vemos uma cidade com o céu azul e grama bem verde." width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22897" class="wp-caption-text">A Glinda tá diferente&#8230; (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Schmigadoon! (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem-vindos a Schmigadoon! Onde o Sol brilha de julho a junho e a vida é como um musical dos anos 50. Bem, na verdade, a vida </span><i><span style="font-weight: 400;">é</span></i><span style="font-weight: 400;"> um musical dos anos 50 – e o casal em crise Josh Skinner e Melissa Gimble tropeçaram de cara nele. Com seis curtíssimos episódios e milhares de referências à musicais clássicos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKG0RodrzVo"><i><span style="font-weight: 400;">Schmigadoon!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Cinco Paul e Ken Daurio, é </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/schmigadoon-agrada-aos-fas-de-musical-mas-deve-irritar-quem-odeia.shtml"><span style="font-weight: 400;">8 ou 80</span></a><span style="font-weight: 400;">: fãs do gênero, encarem sem receio; </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;">, passem bem longe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidadezinha mágica depois da ponte abriga todos os clichês que o Cinema e a Broadway já usaram e abusaram, mas é o absurdo da situação em pleno 2021 que deixa a trama irresistível. Pegando título e conceito emprestado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qpk9JNUDr9k"><i><span style="font-weight: 400;">Brigadoon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1954, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> não poupa esforços com sua direção de arte impecável e coreografias que poderiam ser facilmente encenadas em cima de um palco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é encabeçado pela dupla Cecily Strong e Keegan-Michael Key, mas são as vozes conhecidas dos coadjuvantes que rendem as melhores performances. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_PmS5JIfSkk"><i><span style="font-weight: 400;">Tribulation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado pela incomparável Kristin Chenoweth, grita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TZ0pXUb5jVU"><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com pitadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Newsies</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ih7wCT8pacE"><i><span style="font-weight: 400;">Enjoy the Ride</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dá o gostinho de vagabundo-da-cidade para o veterano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=43gvHOOrFSo"><span style="font-weight: 400;">Aaron Tveit</span></a><span style="font-weight: 400;">; até Dove Cameron encanta como Betsy e seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dj5mJGyoYIM"><span style="font-weight: 400;">pudim de milho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas uma coisa é certa: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=drnBMAEA3AM"><span style="font-weight: 400;">Maria von Trapp</span></a><span style="font-weight: 400;"> deve estar orgulhosa da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PONx0J5tAXg"><span style="font-weight: 400;">aula ginecológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melissa. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22974" aria-describedby="caption-attachment-22974" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22974 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-800x500.jpg" alt="" width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22974" class="wp-caption-text">Modern Love, o incrível caso da série que é melhor que o livro (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Modern Love (2ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou em 2019 encantando os assinantes do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas histórias reais de amores e desamores. Inspirada na coluna de mesmo nome, que também gerou um livro, a série se destaca por sua narrativa que fica na linha tênue entre o simples e o elaborado. O livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz apenas relatos pontuais das pessoas que escrevem. A série consegue ir além, cria cenários e sensações, introduz o espectador na vida das personagens, faz torcer e chorar na mesma intensidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com oito episódios e novos atores, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue o ritmo de sua estreia. Tão emocionante quanto a primeira, a série não traz finais fechados para seus capítulos, deixando a gente sonhar com o melhor para aqueles personagens. O maior exemplo é o episódio três, única história não presente no </span><a href="https://www.minhavidaliteraria.com.br/2020/08/18/resenha-modern-love-daniel-jones/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, situado no contexto pandêmico, encerrado bem em seu ponto alto apenas resta torcer para que o casal tenha se reencontrado. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22900" aria-describedby="caption-attachment-22900" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ahs.jpg" alt="" width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-22900" class="wp-caption-text">Na falta de criatividade, American Horror Stories recicla a trama de Murder House até a exaustão (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>American Horror Stories (1ª temporada, FX on Hulu)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das séries mais famosas de terror, conduzida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ganhou notoriedade por adotar o formato de antologia, além de ser palco de um elenco formidável, que nos apresentava um modelo único de horror. Depois de uma longa trajetória, as narrativas não tinham tanto fôlego quanto as temporadas iniciais. Para simplificar a trama, foi anunciado um </span><a href="https://www.significados.com.br/spin-off/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que contaria uma história diferente a cada episódio. Com esse propósito em mente nasceu </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome parecido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">herdou pouco da originalidade e da personalidade da série original. Os dois primeiros episódios apelam para a nostalgia de </span><a href="https://www.planocritico.com/serie-american-horror-story-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas nem de longe atingem o impacto da primeira temporada. As tramas seguintes, que se desprenderam um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, seguiram ladeira abaixo com um roteiro fraco e mal desenvolvido e atuações medianas. A antologia mostrou sua primeira narrativa interessante com </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-american-horror-stories-1x06-feral/"><i><span style="font-weight: 400;">Feral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta a história de um menino pequeno desaparecido durante uma viagem de acampamento com seus pais. Mesmo com algumas falhas, o episódio se desenrola bem dentro da curta duração e, ainda, foge do padrão de protagonistas adolescentes assim como seus antecessores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com mais pontos baixos do que altos, as lendas de terror de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories </span></i><span style="font-weight: 400;">não foram o suficiente para agradar tanto os especialistas quanto a audiência, que avaliaram negativamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. O fator mais crítico da produção é que essa não se desprende da sua série-mãe, chegando até a escalar o elenco original de </span><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i><span style="font-weight: 400;"> para fechar a temporada. Mas apesar disso, o espetáculo dos horrores se </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/american-horror-stories-e-renovada-para-2-temporada,060db8e94d2197cd1aca7a34b95f5a0ciaicsvxu.html"><span style="font-weight: 400;">renovou</span></a><span style="font-weight: 400;"> por mais um ano. Até lá, como não dá para imaginar o que o Ryan Murphy está planejando, só nos resta esperar que o </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">seja agraciado com um pouco de criatividade. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_22902" aria-describedby="caption-attachment-22902" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22902" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-800x450.jpg" alt="Poster da primeira temporada do reboot de iCarly. Em um estúdio, o elenco está de pé olhando para a frente. Na esquerda, Jaidyn Triplett aparece olhando para a direita. Ela veste uma blusa verde e seus cabelos cacheados estão presos para cima. Jaidyn é uma criança negra. A seu lado, Nathan Kress segura uma ring light com as duas mãos e veste uma blusa azul. Nathan é um homem branco e tem cabelos castanhos e curtos. No centro, Jerry Trainor aparece com uma blusa amarela. Jerry é um homem branco de cabelos médios da altura de suas orelhas. No centro, Miranda Cosgrove aparece com uma blusa preta com bolinhas e moletom branco. Miranda é uma mulher branca de cabelos pretos e longos. No canto direito, Laci Mosley aparece com um macacão jeans e ela segura duas roupas em seus cabides. Laci é uma mulher negra e seus cabelos estão sobre tranças box braids. Um cabideiro cheio de roupas aparece atrás de Laci. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22902" class="wp-caption-text">A primeira influencer da Geração Z está de volta (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>iCarly (1ª temporada, Paramount+)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Em cinco, quatro, três, dois, e…</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela está de volta. Depois de quase dez anos do final da série original,</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltou para mais uma divertida temporada pela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem o </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/series/atriz-de-icarly-jennette-mccurdy-revela-que-parou-de-atuar-e-explica-motivo-triste-por-tras-da-decisao/"><span style="font-weight: 400;">retorno de Jennette McCurdy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a icônica Sam Puckett, a série nos leva novamente para a vida de Carly, Freddie e Spencer e o retorno de</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;">, que estava desativado desde a ida da protagonista até a Itália. Se a premissa inicial do programa era mergulhar na cultura dos </span><i><span style="font-weight: 400;">influencers</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">webshow</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que acabou chamando mais atenção foram as adversidades do grupo ao se adaptarem à vida adulta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja na desastrosa vida amorosa de Carly ou no fracasso profissional de Freddie, </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly </span></i><span style="font-weight: 400;">tenta se desvencilhar dos limites do humor adolescente e, com dificuldade, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/tv-reviews/icarly-review-revival-miranda-cosgrove-1234999057/"><span style="font-weight: 400;">sucede</span></a><span style="font-weight: 400;">. O verdadeiro destaque da temporada é a nova melhor amiga de Carly, Harper (Laci Mosley). Longe de ser uma réplica desinteressante de Sam, a estilista conquista facilmente o telespectador com sua personalidade indiscreta e seu guarda-roupa impecável. Quem não agrada é a péssima filha adotiva de Freddie, Millicent (Jaidyn Triplett), que não soa (nem um pouco) como uma adolescente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">revival </span></i><span style="font-weight: 400;">pode até não agradar o consumidor ávido de séries de comédia, mas é um doce presente para os fãs que valorizam uma bela nostalgia. Com um início moderado, a série consegue se consolidar na metade da temporada: em uma disputa entre um humor adolescente e o uso ocasional de piadas adultas,</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter encontrado sua fórmula final. Agora, basta saber se a </span><a href="https://screenrant.com/icarly-season-2-release-date-story-cast/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai conseguir seguir o mesmo ritmo. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
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<figure id="attachment_22912" aria-describedby="caption-attachment-22912" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15.jpg" alt="Cena do episódio animado de Pen15, Jacuzzi. A foto é um desenho no cais de uma praia e mostra Anna e Maya sentadas no cais. Está de dia, Anna é branca e loira e usa blusa laranja, enquanto Maya é asiática, tem cabelos pretos e curtos e usa roupa azul. " width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22912" class="wp-caption-text">Como parte da campanha de Pen15 para o Emmy 2021, o Hulu finalmente continua a segunda temporada do show (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Jacuzzi (Episódio Animado de Pen15, Hulu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pen15</span></i><span style="font-weight: 400;">, as criadoras, roteiristas e diretoras Anna Konkle e Maya Erskine vivem </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/hulu-pen15-maya-erskine-animation-jacuzzi-episode-1235003743/"><span style="font-weight: 400;">versões delas mesmas na puberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira parte da segunda temporada, que foi indicada a 3 prêmios no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, foi lançada no ano passado e, desde então, a história de Anna e Maya ficou em suspense. Com as </span><a href="https://variety.com/2021/tv/features/pen-15-jacuzzi-animation-anna-konkle-1235049440/"><span style="font-weight: 400;">duas atrizes grávidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo, era inviável que nossos capítulos fossem gravados, ainda mais no meio da pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saída foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D4TXUx2d9iQ"><i><span style="font-weight: 400;">Jacuzzi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que serve como oitavo episódio da segunda temporada, e é a primeira investida animada da série de comédia. Com pouco menos de 40 minutos, Anna Konkle escreve e dirige esse </span><i><span style="font-weight: 400;">standalone </span></i><span style="font-weight: 400;">das amigas, que viajam e aprontam uma atrás da outra na Flórida. O humor depreciativo e “</span><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i><span style="font-weight: 400;">” é elevado à enésima potência, com as protagonistas sendo </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/27/excruciatingly-relatable-pen15-animated-special-maya-erskine-anna-konkle"><span style="font-weight: 400;">desenhadas como caricaturas grotescas</span></a><span style="font-weight: 400;">, exibindo do lado de fora a maneira exata que as adolescentes enxergam a si mesmas. Com sorte, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pen15 </span></i><span style="font-weight: 400;">deve voltar lá para o fim do ano, e continuar a saga, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> live action</span></i><span style="font-weight: 400;">, das amigas destrambelhadas. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22944" aria-describedby="caption-attachment-22944" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3.jpg" alt="Cena da série Todo va a estar bien. A imagem mostra Julia e Ruy, personagens de Lucía Bracho e Flavio Medina deitados numa cama, olhando para Andrea, personagem de Isabella Morales, que está sentada, de costas para a câmera e de frente para os dois. Ruy, do lado esquerdo,é um homem branco, de cabelos e barbas castanhos meio grisalhos, veste uma camiseta com estampa surrada e está de braços cruzados, olhando para a menina enquanto fala. Ao lado dele, na direita, está Julia, uma mulher branca de cabelos castanhos curtos bagunçados, que veste um pijama estampado amarelo e também olha para a menina à sua frente com desconfiança. Todos eles estão numa cama, em lençois e travesseiros cinzas, na frente de uma pintura abstrata colorida. A fotografia é iluminada por abajures." width="1024" height="709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3-800x554.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3-768x532.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22944" class="wp-caption-text">De Star Wars, a Narcos e Carrossel, Diego Luna agora dirige a nova dramédia familiar da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Todo va a estar bien (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/o-ator-mexicano-diego-luna-receber%C3%A1-o-pr%C3%AAmio-de-honra-da-viii-edi%C3%A7%C3%A3o-dos-pr%C3%AAmios-platino-do-cinema-1.685923"><span style="font-weight: 400;">Diego Luna</span></a><span style="font-weight: 400;"> está fazendo TV! Através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ator mexicano estreia na direção do mundo das séries da melhor maneira possível, assinando a nova dramédia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois de estrelar </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: Mexico</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o programa de entrevistas </span><a href="https://www.primevideo.com/detail/amzn1.dv.gti.a4b9cc45-2a4a-c496-962c-8e855d63610c/ref=av_auth_return_redir?_encoding=UTF8&amp;autoplay=1&amp;ie=UTF8"><i><span style="font-weight: 400;">Pan y Circo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, Luna parece se sentir em casa na televisão e vive o momento de conhecer sua assinatura enquanto diretor numa história que tem aquele gosto especial e familiar das casas latinoamericanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção nos coloca para acompanhar o dia a dia de Julia (Lucía Uribe Bracho) e Ruy (Flavio Medina), um casal divorciado que decide continuar morando junto para cuidar da filha Andrea (Isabella Vazquez Morales). Em oito episódios, </span><a href="https://www.netflix.com/title/81170234"><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vivencia os altos e baixos do trio conforme explora a individualidade de seus personagens, que procuram se reconhecer na nova configuração da casa. Compondo um retrato realista, simpático, delicado e divertido, a primeira série de Diego Luna é um delicioso compilado de crônicas de uma família moderna. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22963" aria-describedby="caption-attachment-22963" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22963" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-800x480.jpg" alt="Cena da série Cruel Summer. Duas mulheres loiras com roupas de banho. A esquerda uma mulher branca, de cabelos loiros presos de lado um pouco abaixo dos ombros formando um cacho. Ela está com o corpo virado para a direita, usando um maiô rosa e uma bolsa nude no braço direito. Seus olhos são azul claro e ela está usando um brinco de brilhante na orelha. Ao seu lado está uma mulher mais jovem, branca de olhos castanhos. Ela também tem o cabelo loiro e está usando ele com a parte de cima presa para trás com uma scrunchie. Seu maiô é listrado verticalmente, deixando uma listra azul e uma roxa nas alças. Ela está carregando uma bolsa grande azul com detalhes azul escuro e uma alça de couro preto. Ao fundo temos árvores e vegetação com tons escuros e claros de verde, e entre as duas mulheres está um caro vermelho com teto solar preto." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22963" class="wp-caption-text">O show tem produção de Jessica Biel, protagonista da primeira temporada da série The Sinner (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Cruel Summer (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/223126-cruel-summer-voce-precisa-assistir-serie-teen-momento.htm"><span style="font-weight: 400;">paralelamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> o caso do desaparecimento de Kate, uma adolescente popular em uma cidade pequena no Texas em 1993, e a acusação de Jeanette, uma colega de escola excluída de Kate, de estar envolvida no caso. A história é contada alternando entre os anos de 1993, 1994 e 1995, em diferentes pontos dos acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as mudanças entre os anos, a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/cruel-summer-critica-1-temporada"><span style="font-weight: 400;">ambientação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série muda drasticamente, trazendo para a tela o sentimento vivido pelos personagens e apesar de não parecer um enredo tão original de início, a trama surpreende e se desenvolve rapidamente ao longo dos episódios. Além disso, são abordados temas bastante pesados que causam um certo desconforto, mas ainda sim trata-se de uma série </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, criando um contraste que </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/critica-cruel-summer-e-a-serie-adolescente-para-quem-ama-um-bom-misterio/"><span style="font-weight: 400;">prende</span></a><span style="font-weight: 400;"> o espectador em cada cena. &#8211; </span><b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_22966" aria-describedby="caption-attachment-22966" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22966" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-800x451.jpg" alt="Cena da série Physical. Vemos uma mulher branca parada num escritório. Ela tem cabelo castanho cacheado, na altura dos ombros. usa brincos de argolas grandes e usa um colar. Veste uma roupa de ginástica e carrega uma bolsa pequena no ombro esquerdo. A boca dela está levemente aberta, mostrando os dentes, como se estivesse se preparando para fingir um sorriso." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22966" class="wp-caption-text">Rose Byrne mostra a excelente atriz que é ao interpretar Sheila em Physical (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Physical (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos 80 continuam sendo usados em várias produções estadunidenses, seja para </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-5-anos/v"><span style="font-weight: 400;">homenagear a década</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou utilizá-la como ambientação para a história. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Physical</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><span style="font-weight: 400;">aproveita o período, tão cheio de mudanças e exageros, para fazer uma ótima sátira do mundo dos vídeos de aeróbica e da cultura da magreza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos Sheila Rubin (Rose Byrne), uma dona de casa atormentada que vive na San Diego dos anos oitenta. Apesar de aparentar estar calma, ela luta contra um vício e uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-apanhador-no-campo-de-centeio-70-anos/v"><span style="font-weight: 400;">voz</span></a><span style="font-weight: 400;"> interior que a torturam constantemente. Tudo muda quando ela descobre a aeróbica e mergulha numa jornada de empoderamento e sucesso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que destaca </span><i><span style="font-weight: 400;">Physical </span></i><span style="font-weight: 400;">diante de outras séries ambientadas nesse período, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/https://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">é a excelente atuação de Rose Byrne. Os outros atores se esforçam, mas não chegam nem perto da aura poderosa que a atriz emana. É ela quem joga luz na crítica que a série faz ao culto nocivo do “corpo perfeito” e nos faz devorar a temporada inteira, ansiosos por mais. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22972" aria-describedby="caption-attachment-22972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-800x450.jpg" alt="Cena da minissérie Vingança Sabor Cereja. Lisa Nova (Rosa Salazar) a câmera com um sorriso maníaco, filmando-a com uma outra câmera antiga, segurando-a com as duas mãos e pressionando ela contra o lado esquerdo de seu rosto. Lisa é branca, tem cabelos pretos puxados para trás com alguns fios escapando, usa uma jaqueta preta que está fora de foco. A câmera em seu rosto está distorcida e fora de foco, e o cenário atrás dela está obscurecido. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22972" class="wp-caption-text">A câmera por trás das câmeras de Vingança Sabor Cereja é talvez seu elemento mais horripilante (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vingança Sabor Cereja (Brand New Cherry Flavor, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro de Todd Grimson, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa surreal no coração podre da Los Angeles dos anos 90,</span> <span style="font-weight: 400;">estrelada por Rosa Salazar (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LF4YKGmOY6A"><i><span style="font-weight: 400;">Alita: Anjo de Combate</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-wxOt69eU5o"><i><span style="font-weight: 400;">Undone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e criada por Nick Antosca (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=owMdw6GFOn4"><i><span style="font-weight: 400;">Channel Zero</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Lenore Zion. Na trama, a cineasta Lisa Nova (Salazar) tem seu curta-metragem roubado pelo produtor ganancioso Lou Burke (Eric Lange), e agora está disposta a fazer qualquer coisa para destruir sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fácil ver como a estética </span><a href="http://lounge.obviousmag.org/incoerencia_objetiva/2012/12/David%20Lynch.html"><i><span style="font-weight: 400;">lynchiana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inspira em trabalhos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para dar vida e textura às partes mais feias da Cidade dos Anjos; através de sua protagonista desiludida, acompanhamos essa metamorfose de olhos abertos, absorvendo cada detalhe do mundo, esperando ansiosamente que todas as peças se encaixem e que, por fim, justiça seja obtida. Mas não é assim que a banda toca e, até o último momento, a série mantém o suspense brilhante entre o que a audiência sabe e o que ela </span><i><span style="font-weight: 400;">acha</span></i><span style="font-weight: 400;"> que sabe.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22969" aria-describedby="caption-attachment-22969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22969 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-800x489.png" alt="Cena da série The Chair. Na imagem, Joan, Yaz e Ji-Yoon estão reunidas em uma sala tomando vinho, enquanto as três observam algo do outro lado da cena. Joan é uma mulher idosa branca, com cabelos loiros em corte chanel, usa óculos de aro redondo, uma blusa preta e colar de pérolas. À sua direita está Yaz, uma mulher negra de cabelos cacheados semi presos que usa um vestido estampado de azul floral e verde. À direita de Yaz está Ji-Yoon uma mulher asiática com cabelos presos em um coque acima da cabeça, e blusa pink de gola alta e mangas compridas. A expressão das mulheres é de curiosidade. Ao fundo há duas grandes janelas de vidro e cortinas brancas." width="800" height="489" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-800x489.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-1024x626.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-768x469.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair.png 1077w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22969" class="wp-caption-text">A parte complexa e interessante da trama de The Chair tem um ar leve demais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Chair (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sandra Oh estreou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> prometendo comédia, romance e uma crítica cirúrgica ao meio acadêmico. No entanto, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znx5aib9gjQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só serviu para mostrar que, mesmo criado e produzido por mulheres, o romance gosta da ladainha de arruinar </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/20/the-chair-review-sandra-oh-netflix-university-satire-comedy"><span style="font-weight: 400;">protagonistas incríveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> por causa de homens fracassados. Nem todo o carisma e talento da atriz que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/sandra-oh-desabafa-sobre-sucesso-de-greys-anatomy-traumatico/"><span style="font-weight: 400;">deixou saudades</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode escapar da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lucianacoelho/2021/09/the-chair-com-sandra-oh-apresenta-ambicao-que-nao-faz-critica-nem-graca.shtml"><span style="font-weight: 400;">armadilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma personagem que escolhe seu amado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio impecável: Kim Ji-yoon é a nova chefe do Departamento de Inglês em uma universidade de prestígio. Mulher e não-branca, a protagonista tem uma pluralidade de </span><a href="https://edition.cnn.com/2021/08/19/entertainment/the-chair-review/index.html"><span style="font-weight: 400;">pautas possíveis</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive na abordagem da trama sobre a “substituição” de professores conforme o tempo e o medo do </span><a href="https://newrepublic.com/article/163499/chair-elegy-life-mind-netflix-tv-review"><span style="font-weight: 400;">apagamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cursos e faculdades. Mas a produção escorregou e passou seus 6 episódios com uma crítica tímida demais, até perder o espaço para (mais um) incrível, só que não, homem. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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		<title>A intimidade libertina de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2021 19:47:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos e Vitor Evangelista Luana Muniz viveu uma vida coletiva. Isso não é apenas dito, mas também mostrado pelo filme que carrega, além de seu nome, uma alcunha muito singular: Filha da Lua. Travesti, ativista, atriz, prostituta e Rainha da Lapa. Bocuda, intensa, carismática e protetora. Sob as lentes de Rian Córdova e Leonardo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A intimidade libertina de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22310" aria-describedby="caption-attachment-22310" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-scaled.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana sentada em seu camarim, maquiada, de vestido prateado e unhas vermelhas, olhando diretamente para a câmera. Ela tem a mão esquerda apoiando o rosto. Ao seu redor, vemos outras pessoas se preparando para o show. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22310" class="wp-caption-text">Em pouco mais de uma hora, o sentimental, mas não melancólico, Luana Muniz &#8211; Filha da Lua nos convida ao enevoado camarim da Rainha da Lapa (Foto: Guilherme Correa/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz viveu uma vida coletiva. Isso não é apenas dito, mas também mostrado pelo filme que carrega, além de seu nome, uma alcunha muito singular: Filha da Lua. Travesti, ativista, atriz, prostituta e Rainha da Lapa. Bocuda, intensa, carismática e protetora. Sob as lentes de Rian Córdova e Leonardo Menezes, o mundo conhece e se despede daquela que já deveria estar marcada na memória de um país ensinado a </span><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><span style="font-weight: 400;">odiar minorias</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mês em que é celebrado o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSSlAR6rKGT/"><span style="font-weight: 400;">Dia do Documentário Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca o sóbrio no lugar do </span><a href="https://personaunesp.com.br/professor-polvo-critica/"><span style="font-weight: 400;">quimérico</span></a><span style="font-weight: 400;">. Unidos na direção, os cineastas revisitam momentos da vida da artista, partindo do hoje para retomar as cicatrizes que formaram a armadura dessa guardiã da comunidade LGBTQIA+. Mas se engana quem pensa que os 78 minutos de rodagem pintam Luana como uma santa padroeira.</span></p>
<p><span id="more-22309"></span></p>
<figure id="attachment_22311" aria-describedby="caption-attachment-22311" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana de perfil. Ela usa peruca preta, bem curta, e solta fumaça do cigarro pela boca. Ela usa batom vermelho, cílios postiços e brincos enormes, cheios de strass." width="888" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2.jpg 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22311" class="wp-caption-text">Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões (Foto: Ana Carolina Fernandes/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do lugar comum em que aterrissam os filmes póstumos, o longa abraça todas as facetas da impressionante mulher, que ficou famosa uma década atrás quando desceu a porrada em um cliente e bradou a frase que </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-materia-no-profissao-reporter-travesti-vira-famosa-e-da-autografos/"><span style="font-weight: 400;">ganhou as manchetes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto de Córdova mantém a </span><a href="https://personaunesp.com.br/democracia-em-vertigem-critica/"><span style="font-weight: 400;">objetividade acima do floreio</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao escrever a figura de Luana em um trabalho quase jornalístico, buscando fontes e guiando-as em entrevistas precisas e complementares entre si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O material começou a ser angariado quando a dupla de diretores filmava </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1AzIZIijVA"><i><span style="font-weight: 400;">Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, documentário de 2016 que estrela aquela que foi a maior parceira de palco de Luana Muniz. A partir daí, os órfãos de coração da icônica Rainha da Lapa tentam colocar em palavras quem, de fato, foi a mulher que acolheu, guiou e, quando necessário, meteu o cacete em quem cruzava seu caminho. Apesar do leque rico de entrevistados, é Luana quem conta sua própria história. </span><a href="https://www.geledes.org.br/morre-travesti-luana-muniz-simbolo-da-lapa/"><span style="font-weight: 400;">Antes de falecer</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2017, a artista eternizou nas câmeras de Rian Córdova e Leonardo Menezes um pouco do caminho inóspito, agressivo e desafiador que precisou enfrentar. </span></p>
<figure id="attachment_22312" aria-describedby="caption-attachment-22312" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3.png" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana em um close dos olhos. Vemos sua testa, e as sobrancelhas desenhadas, além dos olhos olhando para uma direção diferente da câmera. Ela usa rímel e cílios postiços." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22312" class="wp-caption-text">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua arrebatou prêmios em festivais no Rio, Goiás e fez seu caminho até a Califórnia (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de ter sido a “travesti que </span><a href="https://extra.globo.com/famosos/padre-fabio-de-melo-fala-de-amizade-com-travesti-luana-muniz-em-documentario-21667317.html"><span style="font-weight: 400;">posou ao lado do Padre Fábio de Melo</span></a><span style="font-weight: 400;">”, Luana Muniz foi presidente da Associação dos Profissionais do Sexo do Gênero Travesti, Transexuais e Transformistas do Rio de Janeiro, fundadora do </span><a href="https://www.cieds.org.br/noticias/detalhe/1009,projeto-damas-identidade-e-cidadania"><span style="font-weight: 400;">Projeto Damas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que capacita pessoas trans para o mercado de trabalho, e dona do Casarão rosa localizado na Av. Mém de Sá, nº 100. Foi em seu palácio da Lapa que a mulher se tornou uma mãe para a população vulnerável que o habitava. Prostitutas, pessoas soropositivas, membros da comunidade LGBTQIA+, pessoas em situação de rua – </span><a href="http://hshjovem.abiaids.org.br/luana-muniz-recebe-homenagem-em-museu-da-alemanha/8532"><span style="font-weight: 400;">resgatar a memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Luana é resgatar a memória de cada um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> economiza em técnicas cinematográficas, esbanja na construção imagética e textual de sua protagonista. A vida e o legado de Luana são objetos de estudo dos diretores, que hierarquizam seus personagens, dando ao espectador lampejos históricos. Muniz, obviamente, é </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/08/12/interna_cultura,1294984/conheca-luana-muniz-a-travesti-que-fez-historia-na-lapa-carioca.shtml"><span style="font-weight: 400;">a estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Filmada sempre paquerando a câmera, ela se vê acompanhada de suas grandes amigas, Claudette Colbert e Lorna Washington.</span></p>
<figure id="attachment_22313" aria-describedby="caption-attachment-22313" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22313" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-scaled.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra uma mulher colocando maquiagem nos olhos de Luana. As duas pessoas são brancas, e usam batom vermelho. Luana está em foco, olhando para frente, enquanto a outra mulher está concentrada no olho esquerdo da artista." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22313" class="wp-caption-text">Os muitos temas do documentário são enlaçados pelo forte senso de companheirismo, afeto e pela personalidade singular de Luana (Foto: Guilherme Correa/Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com as três nunca aparecendo juntas, o documentário costura suas falas e percepções a partir de um vínculo emocional poderosíssimo. Claudette, </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-drag-queen-travesti-e-transgenero/"><span style="font-weight: 400;">transformista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aparece desmontada como Cláudio, desempenha a função de apresentar-nos uma Luana antes da Lapa, enquanto Lorna percorre o lado artístico que comandava números musicais, peças de teatro e filmes globais. A dança temática, que vai de uma adolescência difícil nas calçadas da ditadura até o início da vida de Luana como uma artista completa, enche o escopo do filme para que o roteiro encontre deixas pontuais para a inserção de novas figuras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instagram.com/p/BTwzKF7B2nH/"><span style="font-weight: 400;">cantora Alcione</span></a><span style="font-weight: 400;">, madrinha e apoiadora do projeto mantido no Casarão, é o grande elo do público para com essa narrativa. A presença da Marrom é um atestado de fé de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">, e os breves depoimentos da cantora apenas reforçam o que já estava claro: Luana Muniz viverá para sempre na memória de todas as pessoas que tocou. Uma delas, por sinal, é o </span><a href="https://www.instagram.com/p/BTxMGkQABEf/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">ator Luis Lobianco</span></a><span style="font-weight: 400;">, que relembra, arrependido, das noites na Lapa em que a observava de longe, com um receio respeitoso de se aproximar. Depois do falecimento da artista, Lobianco dedicou toda a temporada de sua peça </span><i><span style="font-weight: 400;">Gisberta </span></i><span style="font-weight: 400;">a ela.</span></p>
<figure id="attachment_22314" aria-describedby="caption-attachment-22314" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22314" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/5-1.jpg" alt="Cena do filme Luana Muniz - Filha da Lua. A foto mostra Luana dentro do camarim, rindo. Vemos sua boca aberta, feliz, e uma tatuagem no braço direito. Ao seu lado, alguém está cortado da imagem. " width="750" height="498" /><figcaption id="caption-attachment-22314" class="wp-caption-text">“Parei de mandar as pessoas pro inferno, porque um amigo meu me disse ontem que eu vou pro inferno também. Então eu fico mandando os outros ir pro inferno antes de mim e, quando eu chegar lá, eles já vão estar lá, mas eles não sabem do que eu sou capaz quando eu chegar no inferno, eles não sabem. Bolsonaro que me aguarde!” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pontuais, alguns dos outros relatos ilustram os momentos em que a mídia estampou Luana por todos os lados: o repórter Felipe Suhre comenta o burburinho do </span><i><span style="font-weight: 400;">Profissão Repórter</span></i><span style="font-weight: 400;">; o Padre Fábio de Melo compartilha os bastidores da infame foto. Mas, dentre todos, é o daquele quarteto de mulheres confidenciando a vida no Casarão o mais expressivo e cheio de significado. Juntas, Vanessa Muniz Brasil, Aretha Rayalla, Luiza Muniz e Eva Macpherson atam nós sentimentais, revivem episódios e sorriem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é na companhia delas, e apenas delas, que Rian Córdova e Leonardo Menezes visitam, por fim, o túmulo da Guardiã da Lapa. Sem chororô nem ganchos melosos, afinal, quem disse que Luana Muniz morreu? Seja na </span><a href="https://moovitapp.com/index/pt-br/transporte_p%C3%BAblico-Pra%C3%A7a_Luana_Muniz-Rio_de_Janeiro-site_14849466-322"><span style="font-weight: 400;">praça que carrega seu nome</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou nos grafites que estampam seu bordão, seja no relato de suas garotas ou em um documentário que traz o melhor e o pior de uma vida de batalhas, a presença da Filha da Lua ronda o centro carioca e, se apurar bem os ouvidos, ainda é possível ouvir um sonoro <em>“vai pro inferno!”</em> ecoando nas esquinas da Cidade Maravilhosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luana Muniz, Filha da Lua – Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QbdlqtRI2IA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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