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	<title>Arquivos Jantje Friese &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>1899 tenta, mas está longe de superar Dark</title>
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		<pubDate>Fri, 05 May 2023 17:25:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da Netflix ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de Dark e quase foi a do novo lançamento do streaming, 1899. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1899-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "1899 tenta, mas está longe de superar Dark"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30841" aria-describedby="caption-attachment-30841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-30841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há um homem branco com cabelos pretos vestindo sobretudo preto olhando para a esquerda, lado em que está na foto. No centro, há uma mulher branca com cabelos ruivos e que veste um vestido na cor marsala. À direita, está um homem branco, com cabelo castanho liso e barba. Ele veste um colete preto sobre uma camisa de manga cinza. O fundo da cena é desfocado." width="800" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1024x542.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-768x406.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1200x635.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1.jpg 1523w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30841" class="wp-caption-text">Em 1899, Baran bo Odar e Jantje Friese repetem fórmula na tentativa de se consagrarem novamente com uma das séries mais assistidas da gigante do streaming (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e quase foi a do novo lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">. As comparações são sempre injustas, mas o tempo de produção e investimento superior para a segunda obra de Baran bo Odar e Jantje Friese fez o seriado</span> <span style="font-weight: 400;">prometer mais do que podia cumprir. A associação é inevitável. </span></p>
<p><span id="more-30839"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma trama parte do mesmo lugar e traça um processo de criação idêntico para que possa ser confrontada com outra de forma justa. Contudo, após a história complexa e instigante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">envolver os espectadores</span> <span style="font-weight: 400;">ao longo de três sequências, é impossível não se perguntar o que aconteceu para que tudo fosse ladeira abaixo em uma nova série. A produção era tida pelos fãs e críticos especializados como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-1000003391/"><span style="font-weight: 400;">certa para uma renovação</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o resultado surpreendeu e o cancelamento foi anunciado logo no primeiro ano. Os criadores lamentaram, pois os planos eram para não apenas uma, mas sim duas outras temporadas, como aconteceu com sua primogênita.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> é iniciada com Emily Beecham dando vida à complexa e misteriosa médica Maura Franklin. A protagonista é um convite para desconfianças. Às vezes, parece ser heroína, outras, vilã, e essa mescla de padrões é um dos pontos altos do enredo. Em um navio, a doutora vive uma confusão mental que extrapola a ficção e deixa quem assiste tão confuso quanto ela. </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/256763-1899-8-detalhes-voce-ter-nao-percebido-serie-netflix.htm"><span style="font-weight: 400;">Na história</span></a><span style="font-weight: 400;">, Maura está em busca de seu irmão, desaparecido em uma embarcação que nunca chegou ao destino final em Nova Iorque. Além dela, há diversos imigrantes com distintos segredos sombrios, porém com um objetivo em comum: ter uma vida melhor na alta elite da sociedade nova-iorquina.</span></p>
<figure id="attachment_30845" aria-describedby="caption-attachment-30845" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30845" class="wp-caption-text">1899 é o primeiro produto audiovisual da Netflix filmado completamente em estúdio virtual (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Semelhante aos longas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fratura</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">As Linhas Tortas de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série brinca com o que é realidade, ilusão e simulação na vida de seus personagens. Ao decorrer dos primeiros episódios, é difícil saber o gancho central de tudo. São sonhos? Algo sobrenatural? Ciência? Impossível responder, mas deliciosamente possível </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/11-filmes-para-exercitar-o-seu-cerebro/"><span style="font-weight: 400;">teorizar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É esse o grande feito de </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">: deixar os espectadores curiosos, pensativos e até mesmo confusos. As dúvidas não são por conta de falhas no roteiro de Baran bo Odar e Jantje Friese, é tudo premeditado. Como se fosse uma cebola, a cada capítulo mais uma camada é explicada. Com isso, os arcos se encaixam e ganham forças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a narrativa instiga e prende o telespectador nos desdobramentos da história, por outro os personagens não se aproximam do público. Há um vasto núcleo de intérpretes com um tempo de tela muito mal administrado. Com exceção da história principal, todos os outros desenvolvimentos são jogados para o esquecimento. Contar com um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/255319-1899-serie-netflix-boa-mesmo-narrativa-destaca-critica.htm"><span style="font-weight: 400;">elenco tão diversificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um trunfo e é uma pena que isso não tenha sido bem trabalhado. Os episódios são longos e poderiam deixar de explicar o óbvio e dirigir a atenção à trajetória dos papéis centrais. Embora tenha tentado trazer dramas e sofrimentos particulares, isso foi feito de forma superficial e </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> falhou em encantar. Por exemplo, o sentimento de torcer pela destemida Maura, pela sensível Tove (Clara Rosager) ou sentir raiva do pai da protagonista, Henry Singleton (Anton Lesser), tido como vilão, é praticamente inexistente. Esses anseios não são explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é quem eleva a obra. Além de Clara Rosager, Mathilde Ollivier (Clémence), Yann Gael (Jérome), Isabella Wei (Ling Yi), Fflyn Edwards (Elliot) e Miguel Bernardeau (Ángel) são excelentes e fazem jus aos eventos que vivenciam, ainda que tenham pouquíssimos momentos de profundidade com os personagens que interpretam. A carga dramática de Tove escancara esse descaso e, mesmo sendo uma das reviravoltas mais emocionantes, tem pouco destaque, tal qual acontece com os demais arcos que não envolvam diretamente a dupla Maura e Eyk Larsen. Os dois quase formam um casal e a construção não é ruim, muito pelo contrário. Contudo, é insuficiente para manter a atenção que a </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/fracasso-1899-criadores-dark-serie-netflix/"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisava despertar em quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_30844" aria-describedby="caption-attachment-30844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, na esquerda, há uma jovem branca com cabelos pretos lisos, ela veste um Kimono em tons de vermelho e laranja. Ao seu lado, na direita, há um rapaz branco, com cabelos loiros, ele veste um uniforme bege, que está manchado com carvão. O lábio do rapaz está sangrando. O fundo da foto é desfocado e apresenta o salão de um navio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3.jpg 1450w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30844" class="wp-caption-text">Com pluralidade idiomática, 1899 destaca várias línguas e apresenta personagens de diversas nacionalidades, como japoneses, alemães, franceses e noruegueses (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser a irmã mais nova de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">, o lançamento já era esperado pelos fãs do gênero e dos criadores. Uma polêmica, no entanto, causou uma verdadeira reviravolta na recepção dos espectadores, principalmente os brasileiros. Logo após ter sido lançada, a </span><span style="font-weight: 400;">série </span><span style="font-weight: 400;">foi alvo de uma </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/12243/-1899-a-nova-serie-da-netflix-traz-polemicas-sobre-plagio-na-cultura-cinematografica"><span style="font-weight: 400;">acusação de plágio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por uma quadrinista brasileira, Mary Cagnin. De acordo com ela, elementos narrativos de uma de suas obras, a HQ</span><i><span style="font-weight: 400;"> Black Silence,</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam sendo copiados. Réplicas e tréplicas foram feitas negando as denúncias. Contudo, muitos consumidores não aceitaram as declarações e reforçaram o apoio à artista, deixando de ver e recomendar o conteúdo audiovisual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o cenário, os efeitos visuais e a trilha sonora, é válido enfatizar que estes atuam como personagens à parte e abrilhantam com maestria todo o conjunto narrativo, um reflexo do </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/1899-sacrifica-personagens-mas-cativa-com-misterio-viciante"><span style="font-weight: 400;">orçamento da produção</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses elementos são tão bem encaixados que parecem ser a alma da obra e, na verdade, de fato são. Cada aspecto conversa entre si, tem sua razão de ser e seu motivo para estar ali, naquele molde e naquele momento. Nada sobra ou parece faltar, o que é uma dificuldade e tanto na indústria cinematográfica.</span></p>
<figure id="attachment_30843" aria-describedby="caption-attachment-30843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há uma mulher branca, com cabelos loiros, que é focalizada na imagem. Ela está suada e faz uma expressão de espanto." width="800" height="446" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1024x571.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-768x428.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1200x669.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 1449w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30843" class="wp-caption-text">Clara Rosager brilhou dando vida à complexa Tove e merecia mais destaque e profundidade em 1899 (Foto:Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/11/1899-veja-explicacao-para-o-final-e-os-maiores-plot-twists-da-serie-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a revelação do que de fato faz os navios não chegarem ao seu destino final, a grande dúvida que prende os espectadores ao decorrer dos oito episódios. E o plural de navios abarca bem mais do que Kerberos e Prometheus, já que é contado que diversas embarcações já se perderam nessa expedição marítima e nunca chegaram a Nova Iorque. Na conclusão e explicação da motivação central da série, os elementos são conectados de uma forma fluída, sem desconexões, e o roteiro vence o maior desafio de enredos que se pautam na ficção científica: os temidos furos, que, além de prejudicarem a compreensão do seriado, mostram descuido com o texto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia ainda ganha espaço no universo ficcional. Um dos assuntos que percorrem as explicações das fatídicas situações é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Mito da Caverna</span></i><span style="font-weight: 400;">, do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A República</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito pelo célebre filósofo Platão. Na </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/1899-quem-e-o-menino-misterioso-do-novo-fenomeno-da-netflix.phtml"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mito é abordado em diversos momentos e cria uma rede de apoio com as experiências antropológicas, psicológicas, emocionais e sensoriais de todos os que participam das simulações dentro dos navios. A princípio, a mistura das ciências exatas com a área filosófica parece não combinar, mas, ao decorrer da série, elas formam um par excêntrico e acoplado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da área humanística adentrar a abordagem científico-filosófica, o destaque continua sendo a física quântica. O texto se debruçou sobre as </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/1899-e-baseada-em-fatos-reais-descubra-a-verdade-por-tras-da-serie"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e antecipou problemas de compreensão que poderiam ter acontecido com lacunas, que estiveram presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro ponto importante foi a contagem de todos os fatos. Isso porque, ainda que esperassem uma renovação, grande parte dos arcos foi concluída com os desfechos da primeira temporada. E é por isso, que os diretores mostraram que aprenderam a lição quando o assunto é entregar um </span><i><span style="font-weight: 400;">script</span></i><span style="font-weight: 400;"> conectado, cuidadoso e, sobretudo, bem escrito.</span></p>
<figure id="attachment_30842" aria-describedby="caption-attachment-30842" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30842" class="wp-caption-text">Maura é a conexão de todos os arcos e tramas construídos ao longo da obra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao terminar a série, a sensação é de que </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentou, mas não conseguiu alcançar os feitos da antecessora, mesmo com tudo conspirando para isso: o maior tempo de produção, o orçamento e a própria experiência do casal que criou a série. A profundidade dos arcos foi um desequilíbrio gigantesco, tanto que, quando o anúncio do cancelamento foi feito, não houveram tantas mobilizações – algo que aconteceu com outras produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-with-an-e-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Clube da Meia-noite</span></i><span style="font-weight: 400;">. O público não se apegou aos dramas alternativos dos personagens e os atores tinham total competência para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Permeada por polêmicas envolvendo plágio e com ressalvas sobre superficialidades já supracitadas, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxGXPirkFGU"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem um roteiro intrigante, misterioso e atrativo. A linearidade temporal é bem trabalhada, usando </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao seu favor e revelando uma nova faceta a cada capítulo. </span><i><span style="font-weight: 400;">1899 </span></i><span style="font-weight: 400;">é, definitivamente, bem construída com a proposta que almeja desenvolver ao entrelaçar temas filosóficos, científicos e tecnológicos. Talvez seu maior erro tenha sido nascer depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">e não antes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dark é um marco temporal</title>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva  O começo é o fim…. Um dos primeiros contatos do cinema com viagem no tempo foi na trilogia De Volta Para O Futuro, lançada em 1985, e, com o passar do tempo, novas produções como Efeito Borboleta, Donnie Darko e Vingadores: Ultimato foram surgindo. Essa temática pode ser considerada um dos assuntos mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dark-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Dark é um marco temporal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14190" aria-describedby="caption-attachment-14190" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14190" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1.jpg" alt="" width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14190" class="wp-caption-text">A última temporada da produção alemã se consagra como a melhor original da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva </strong></p>
<p style="text-align: right;"><b><i>O começo é o fim….</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos primeiros contatos do cinema com viagem no tempo foi na trilogia</span><i><span style="font-weight: 400;"> De Volta Para O Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 1985, e, com o passar do tempo, novas produções como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Efeito Borboleta</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://personaunesp.com.br/donnie-darko/"><i><span style="font-weight: 400;">Donnie Darko</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foram surgindo</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Essa temática pode ser considerada um dos assuntos mais utilizados em produções de ficção científica.  Apesar das diferentes abordagens, a reviravolta em grande parte das narrativas parece ser sempre a mesma: provocar alterações no passado geram consequências no futuro. E, por muito tempo, pode ter se pensado que essa era uma das únicas maneiras de se criar histórias sobre viagem no tempo, até o surgimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-14189"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada em 2017 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série alemã começa no sumiço do jovem Erik Obendorf (Paul Radom) na província da fictícia Winden. A partir deste acontecimento, um grupo de amigos composto por Jonas (Louis Hofmann), Bartosz (Paul Lux), Franziska (Gina Stiebitz), e os irmãos Martha (Lisa Vicari), Magnus (Moritz Jahn) e Mikkel (Daan Lennard) se reúnem na floresta para encontrar drogas escondidas pelo desaparecido. Nessa mesma noite, coisas estranhas acontecem e o pequeno Mikkel acaba sumindo também. Mas, o que parece ser apenas mais uma narrativa sobre mistérios, se torna algo muito maior.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A diferença entre passado, presente e futuro é somente uma persistente ilusão”</span></i><span style="font-weight: 400;"> a citação de Albert Einstein, que dá início ao primeiro episódio da série, define de forma sutil todo o enredo da trama. Os criadores Baran bo Odar e Jantje Friese abandonam todas as convicções comuns que temos sobre viagens no tempo e, baseados no </span><a href="https://super.abril.com.br/ciencia/o-que-e-o-paradoxo-do-bootstrap-explorado-em-dark/"><span style="font-weight: 400;">Paradoxo de Bootstrap</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos apresentam uma visão inovadora sobre o tema: o futuro também altera o passado. </span></p>
<figure id="attachment_14191" aria-describedby="caption-attachment-14191" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14191" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2.jpg" alt="" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14191" class="wp-caption-text">O triângulo amoroso Jonas, Martha e Bartosz é um dos alicerces do início de Dark (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que de início aparente ser centrada na figura do personagem Jonas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela, ao longo de sua primeira temporada, seus verdadeiros protagonistas, que são as famílias Nielsen, Kahnwald, Tiedemann e Doppler. É em torno delas que os diversos acontecimentos envolvendo o presente, o passado e o futuro se dão, unindo-os numa espécie de <em>“nó temporal”</em> (como é chamado na própria série).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado contrário destas famílias, temos o antagonista da série: o tempo. É ele o grande responsável por desenrolar acontecimentos que acabam travando uma luta entre aqueles que tentam o controlar, onde Adam (Dietrich Hollinderbäumer) e Claudia (Lisa Kreuzer) ocupam lados opostos. Em meio a esse conflito, também existe a tentativa de impedir (ou permitir) o apocalipse, que irá acontecer no dia 27 de junho de 2020.</span></p>
<p style="text-align: right;"><b><i>…..e o fim é o começo.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponibilizada, curiosamente, no dia 27 de junho, a 3ª temporada se inicia segundos depois do apocalipse, quando nos deparamos com a entrada de uma “nova Martha” em cena. Como se viagens no tempo já não fossem o suficiente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduz agora a existência de um mundo alternativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que os primeiros episódios do novo ano sejam um tanto maçantes por apresentarem todos os acontecimentos paralelos nesse novo mundo, com constantes e variáveis na vida dos habitantes de Winden, todo esse desenvolvimento é necessário para unir as pontas da trama. E Baran bo Odar, que também é diretor da série, tem um cuidado especial com a fotografia, além de utilizar técnicas de espelhamento para que uma realidade possa se diferenciar da outra.</span></p>
<figure id="attachment_14192" aria-describedby="caption-attachment-14192" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3.jpg" alt="" width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-3-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14192" class="wp-caption-text">No mundo alternativo, os personagens possuem algumas características diferentes, lá é Martha quem usa a capa amarela (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento do início da temporada não apresenta muitas novidades para a narrativa, e se preocupa apenas em trazer respostas para histórias em aberto, como a origem da organização </span><i><span style="font-weight: 400;">Sic Mundus</span></i><span style="font-weight: 400;">, o nascimento de Agnes (Antje Traue) e Noah (Mark Waschke) e os pais de Charlotte (Karoline Eichhorn). O fechamento de todas essas tramas finalmente mostra a ligação entre as quatro famílias e a origem de todos os problemas temporais, que não poderia ter relação a outros personagens se não Jonas e Martha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, o ano final da série conclui o ciclo desenvolvido em suas duas primeiras temporadas, se mantendo coerente com a relação estabelecida entre futuro e passado até o último capítulo. Por mais que algumas dessas conclusões já tenham sido previstas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda consegue surpreender com seu desfecho e não subestima seus admiradores ao deixar algumas pontas em aberto para a criação de novas teorias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa progressão não é vista apenas na narrativa em si, mas também em seus personagens. Além da escolha de elenco impecável, com atores extremamente parecidos com suas versões de outras épocas, a evolução dos componentes da trama ao longo das temporadas é notória, conseguimos entender suas motivações e estabelecer uma relação de empatia com suas histórias.</span></p>
<p><figure id="attachment_14193" aria-describedby="caption-attachment-14193" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14193" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-4.jpg" alt="" width="620" height="303" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-4.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-4-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14193" class="wp-caption-text">A semelhança entre o elenco é tão grande que algumas pessoas chegaram a pensar que a versão mais velha do Ulrich (Winfried Glatzeder, à direita) era o ator Oliver Masucci (Ulrich adulto, ao meio) com maquiagem [Foto: Netflix]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Aqueles que, de início, pareciam ser o foco principal dão lugar para outros. O romance já cansativo entre Jonas e Martha abre espaço para a relação entre Hanno (Max Schimmelpfennig) e Elisabeth (</span><span style="font-weight: 400;">Carlotta von Falkenhayn)</span><span style="font-weight: 400;">, que protagoniza um dos momentos mais aflitos da série no episódio </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt12557688/?ref_=ttep_ep5"><i><span style="font-weight: 400;">Vida e Morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O arco de Mikkel já não é mais tão relevante, e somos apresentados à trajetória de outras personagens, como Hannah (Maja Schöne) e Katharina (Jördis Triebel), com ações cruciais para o desenrolar da trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque da temporada, mais uma vez, fica a cargo de Claudia Tiedemann (Julika Jenkins). A viajante do tempo se concretiza, de fato, como a figura mais importante (e a mais inteligente) na </span><i><span style="font-weight: 400;">“guerra contra o tempo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com camadas muito bem construídas e um objetivo definido, Claudia age de forma engenhosa e apresenta o maior </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série, nos mobilizando a desejar nada mais que seu merecido final feliz. </span></p>
<figure id="attachment_14194" aria-describedby="caption-attachment-14194" style="width: 941px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14194" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-5-2.png" alt="" width="941" height="478" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-5-2.png 941w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-5-2-300x152.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IMAGEM-5-2-768x390.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14194" class="wp-caption-text">A Netflix até criou uma plataforma interativa para auxiliar os fãs da série a entenderem as ligações entre os personagens: <a href="https://darknetflix.io/">darknetflix.io</a> (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu último ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> se consagra como um marco nas produções de ficção científica, além de dar um exemplo de narrativa bem trabalhada e que sabe a hora de parar. Não à toa foi eleita a melhor série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">em votação organizada pelo site</span><a href="https://editorial.rottentomatoes.com/article/the-netflix-original-series-showdown/"><i><span style="font-weight: 400;"> Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (contabilizando 2,5 milhões de votos), ultrapassando nomes como </span><a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://personaunesp.com.br/black-mirror-quarta-temporada-resenha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Peaky Blinders</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção alemã inova na temática sobre viagem de tempo com uma história totalmente original, conseguindo unir o gênero a diversos simbolismos, questões filosóficas e referências bíblicas, que se mostram muito importantes para sua composição. A cena final da série é um alívio para aqueles que a acompanham, em que encerra todos os conflitos temporais da forma mais acolhedora e justa possível. Finalmente chegamos ao fim, que também é o início de algo novo. Chegamos ao paraíso.</span></p>
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