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	<title>Arquivos Idoso &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Garoto Mais Bonito do Mundo é o mais triste também</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2021 20:23:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista 1971. Luchino Visconti. Morte em Veneza. Björn Andrésen. A receita para o sucesso pode, em adição, conter os mesmos ingredientes de um trauma que se alonga por uma vida inteira. O Garoto Mais Bonito do Mundo, documentário sueco que integra a Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, tem &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-garoto-mais-bonito-do-mundo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Garoto Mais Bonito do Mundo é o mais triste também"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24148" aria-describedby="caption-attachment-24148" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24148" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/4391.jpg" alt="Cena do documentário O Garoto Mais Bonito do Mundo. Em preto e branco, mostra um garoto branco e loiro escondido atrás de uma cadeira de set de gravações. Nas costas da cadeira, está escrito L. Visconti, o nome do diretor. " width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/4391.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/4391-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/4391-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/4391-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24148" class="wp-caption-text">Analisando o impacto da fama na vida de uma jovem estrela, o documentário faz parte da Perspectiva Internacional da Mostra de SP (Foto: Films Boutique)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>1971. Luchino Visconti. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2412199916.htm"><i>Morte em Veneza</i></a>. Björn Andrésen. A receita para o sucesso pode, em adição, conter os mesmos ingredientes de um trauma que se alonga por uma vida inteira. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/beleza-de-ator-de-morte-em-veneza-virou-sentenca-para-jovem-mostra-documentario.shtml"><i>O Garoto Mais Bonito do Mundo</i></a>, documentário sueco que integra a Perspectiva Internacional da 45ª <a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">Mostra Internacional</a> de Cinema em São Paulo, tem em seu cerne a ferida aberta que a fama e o estrelato podem causar nesse alguém ainda em processo de formação.</p>
<p><span id="more-24147"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início dos anos 70, o cultuado diretor Luchino Visconti colocou em prática a ideia de dar vida a </span><i><span style="font-weight: 400;">Morte em Veneza</span></i><span style="font-weight: 400;">, adaptação da obra de </span><span style="font-weight: 400;">Thomas Mann</span><span style="font-weight: 400;"> que </span><a href="https://palavrasdecinema.com/2018/10/30/morte-em-veneza-de-luchino-visconti/"><span style="font-weight: 400;">entraria para a história do Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, com abertura e aclamação massiva em Cannes do mesmo ano e vendido em cima da figura angelical de Björn Andrésen, à época com menos de dezesseis anos. 50 anos depois, o mesmo Björn relembra os bastidores da ascensão meteórica de seu rosto e corpo, e como os vestígios de abuso moldaram seu eu de hoje, um homem de sessenta e seis anos, quebrado em todos os sentidos da palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A introdução histórica, com amplo </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-96298/"><span style="font-weight: 400;">uso de imagens de arquivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, situa com maestria o documentário comandando pela dupla Kristina Lindström e Kristian Petri, mas o que o filme tem de base complementar, ele carece de foco estrutural. O que, por ora, joga a favor da obra. Ao salpicar filmagens antigas do menino, intercalando com imagens cruas do velho de hoje, os diretores ganham pela simpatia.</span></p>
<figure id="attachment_24149" aria-describedby="caption-attachment-24149" style="width: 1617px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24149" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World.jpg" alt="Cena do documentário O Garoto Mais Bonito do Mundo. Mostra um homem idoso, de cabelos brancos e barba branca, compridos, parado próximo ao mar. Ao fundo, vemos a água azul." width="1617" height="921" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World.jpg 1617w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World-800x456.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World-1024x583.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World-768x437.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World-1536x875.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Most-Beautiful-Boy-in-the-World-1200x683.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24149" class="wp-caption-text">O ator é mostrado no set de Midsommar, onde interpretou o papel do idoso que se joga do penhasco em um dos rituais mais brutais do filme de Ari Aster (Foto: Films Boutique)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível não simpatizar com o tal Garoto. Seu olhar ávido e estupefato dos anos setenta entra em conflito com as íris escurecidas e tristes da década de vinte. E muitos são os fatores que fizeram-no cruzar essa ponte da depressão e da falta de cuidado próprio. Como sua namorada exclama nos minutos iniciais, ele mal sai de casa, muito menos recebe ninguém há anos no maltrapilho apartamento e </span><a href="https://www.screendaily.com/reviews/the-most-beautiful-boy-in-the-world-sundance-review/5156424.article"><span style="font-weight: 400;">prefere o silêncio à conversa</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmando Andrésen calmo, sozinho e vestido com casacos elegantes e escuros, em contraste com o penteado de Papai Noel nórdico, a cinematografia de Erik Vallsten deita e rola no jogo de imagem e som </span><a href="https://deadline.com/2021/01/the-most-beautiful-boy-in-the-world-review-sundance-documentary-1234682836/"><span style="font-weight: 400;">do ontem e do hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">. O idoso narra, fora da câmera, como foi a experiência de virar um símbolo sexual, de luxúria e desejo antes mesmo de atingir a maioridade, narrando absurdos, agora enfrentados como dragões medievais, sob o timbre grosso e a presença diminuta do homem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que ponto a </span><a href="http://thefilmexperience.net/blog/2021/1/29/sundance-the-most-beautiful-boy-in-the-world-review.html"><span style="font-weight: 400;">influência de um diretor famoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode massacrar a vida de um jovem ator? Até que ponto a família pode intervir? Björn, órfão desde cedo, não encontrou na avó a proteção que necessitava, seguindo todas as ordens de Luchino Visconti, o diretor que imortalizou o ator. Hoje, aos 66 anos, o Garoto tem a mesma idade que Visconti tinha quando o escalou no século passado. Na pele de Tadzio, o filme nos mostra sua primeira audição, onde teve de tirar a roupa a fim de Visconti poder julgar se aquele era o intérprete ideal.</span></p>
<figure id="attachment_24150" aria-describedby="caption-attachment-24150" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24150" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02.jpeg" alt="Cena do documentário O Garoto Mais Bonito do Mundo. Mostra o close no rosto do garoto, branco e louro, que olha para a câmera e sorri. " width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02.jpeg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/mostbeautiful02-1200x675.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24150" class="wp-caption-text">Sensível e extremamente respeitoso com a figura do Garoto, o filme abre debates importantes para o Cinema do século XXI: até quando vamos sexualizar figuras infantis? Qual o limite do inaceitável? (Foto: Films Boutique)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os moldes eurocêntricos de beleza, cabelos loiros áureos, olhos cinzentos e a pele branca como leite, com bochechas rosadas e um maxilar pontiagudo, venderam o Garoto como o símbolo inalcançável de perfeição. Tão longe do resto dos mundanos, que ele próprio voou perto demais do Sol. A comunidade gay da época, em especial a equipe de produção comandada pelo diretor assumidamente homossexual, era descrita como desejando Björn, comendo-o com os olhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visconti assegura que ninguém, de fato, tocou o menino, mas a pressão de ficar seminu num </span><i><span style="font-weight: 400;">set </span></i><span style="font-weight: 400;">de gravações daquele já foi mais que o bastante para que Björn crescesse </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/01/the-most-beautiful-boy-in-the-world-review-bjorn-andresen-1234611909/"><span style="font-weight: 400;">rodeado de complexos e medos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tanto é que muitos dos problemas nascidos no processo de virar adulto só são adereçados na terceira idade, e capturados pelo olhar da segura dupla que dirige </span><i><span style="font-weight: 400;">The Most Beautiful Boy in the World</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua predileção pela fuga dos confrontos nas brigas com a namorada preenchem o miolo do filme, que se estende por menos de cem minutos. Sobra espaço para Björn mergulhar no mistério do assassinato da mãe, na sequência mais desoladora da rodagem, onde choramos junto dele. É tarde demais para que os erros sejam desfeitos, mas a existência de longas como esse são fator importante para que a história não se repita. Na era em que os </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-09-11/primeiro-tadzio-depois-dicaprio-agora-chalamet-a-obsessao-de-hollywood-pela-figura-do-lolito.html"><span style="font-weight: 400;">Lolitos são atacados sem pudor</span></a><span style="font-weight: 400;">, respeito ou responsabilidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Garoto Mais Bonito do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> rasga as dores de um arquétipo passado, mas que, independente de quantos penhascos pule em direção à libertação, nunca cicatrizará suas marcas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Most Beautiful Boy in the World - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RhwlYz3qtwA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em Cry Macho: O Caminho para Redenção, Clint Eastwood desmantela o símbolo que já representou um dia</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2021 03:18:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Fonseca O Cinema sempre contribuiu para a construção de heróis que fizeram parte do imaginário popular. Alguns duraram pouco e outros atravessaram gerações, como é o caso de Clint Eastwood com o seu tipo durão, para os clássicos de faroeste. Conhecendo a imagem que projetou de si mesmo nas telas, o ator e diretor &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Cry Macho: O Caminho para Redenção, Clint Eastwood desmantela o símbolo que já representou um dia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23727" aria-describedby="caption-attachment-23727" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1.jpg" alt="Vemos os personagens Mike e Rafael, interpretados por Clint Eastwood e Eduardo Milett, em uma cena do filme Cry Macho: O caminho para redenção. À esquerda, temos Mike, um homem branco e idoso. Ele veste um chapéu de cowboy, jaqueta marrom, camisa de botões azul claro e calça jeans. Ao seu lado, está Rafael, um adolescente branco, com o tom da pele moreno, cabelos na altura das orelhas e veste uma jaqueta vermelha sobre uma camiseta amarela, além de uma calça bege. Atrás dos dois, vemos um carro grande e laranja." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23727" class="wp-caption-text">Clint Eastwood tem uma longa trajetória no Cinema, atuando em mais de 60 filmes e dirigindo mais de 40 (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Fonseca</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema sempre contribuiu para a construção de heróis que fizeram parte do imaginário popular. Alguns duraram pouco e outros atravessaram gerações, como é o caso de Clint Eastwood com o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BoAbEVRHdZA"><span style="font-weight: 400;">tipo durão</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os clássicos de faroeste. Conhecendo a imagem que projetou de si mesmo nas telas, o ator e diretor aproveitou mais de uma oportunidade para se desconstruir, ao mesmo tempo em que conta uma bela história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho: O Caminho para Redenção</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos uma versão atualizada dos heróis que protagonizaram o mito de criação dos Estados Unidos, no qual eles são trazidos para o século XX e se mostram mais humanos. O longa também explora um tom leve, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xAPN9tdaCow&amp;ab_channel=MundodosTrailers"><span style="font-weight: 400;">pouco trabalhado</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos filmes que Eastwood dirigiu e revela que o diretor ainda está aberto a novas experiências, mesmo que não precise inovar a sua forma de contar histórias.</span></p>
<p><span id="more-23726"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de declarar a aposentadoria em 2019 com </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/critica/a-mula/"><i><span style="font-weight: 400;">A Mula</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Clint anunciou em 2021 </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/clint-eastwood-iconico-diretor-de-91-anos-nega-desejo-de-se-aposentar-entenda/"><span style="font-weight: 400;">o retorno como diretor e ator</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele é Mike Milo, um domador de cavalos mal sucedido que já viveu tempos de glória como astro de rodeios. A trama se inicia graças à relação de dependência entre Mike e seu ex-patrão, Howard Polk (Dwight Yoakam), que lhe impõe a missão de viajar do Texas ao México para encontrar o filho, que vive sob os maus cuidados da mãe.</span></p>
<figure id="attachment_23728" aria-describedby="caption-attachment-23728" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23728" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4.jpg" alt="Vemos o personagem sem nome, interpretado por Clint Eastwood no filme Por um punhado de dólares. Ele é um homem branco de barba, chapéu de cowboy marrom e tem um charuto na boca" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23728" class="wp-caption-text">Eastwood ganhou notoriedade com filmes de bang bang nos anos 60 (Foto: MGM Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mike não consegue argumentar contra o plano de Howard e se vê obrigado a retribuir favores antigos. Assim, ele parte em uma jornada para buscar o garoto, enquanto é perseguido pela polícia e os capangas da mãe de Rafael, um garoto de 13 anos que cresceu em meio à ilegalidade. A relação entre o protagonista e o personagem de Eduardo Minett é o que orienta a trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no início, vemos uma relação improvável entre o menino e o ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">cowboy</span></i><span style="font-weight: 400;">. As diferenças culturais, de idade e personalidades extremas são fontes de conflito e dão profundidade à relação, que se desenvolve aos poucos, como se cada um contribuísse para a jornada de autoconhecimento e redenção do outro. Para Mike, o que importa é garantir a segurança de Rafael, que, por sua vez, tem conflitos internos e dúvidas sobre a própria identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser o motor da narrativa, não encontramos equilíbrio entre as performances de Eastwood e Minett. O veterano consegue se exprimir pelo andar debilitado, a voz rouca, diferentes tons e expressões discretas &#8211; sua característica principal -, enquanto o aprendiz parece sair do elenco de uma novela do </span><i><span style="font-weight: 400;">SBT</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Suas expressões e falas são teatrais, manjadas. Um ótimo exemplo, e contrário ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a dupla Josué (Vinícius de Oliveira) e Dora (Fernanda Montenegro), do longa brasileiro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L8KFrftda6w"><i><span style="font-weight: 400;">Central do Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_23729" aria-describedby="caption-attachment-23729" style="width: 1960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23729" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4.jpg" alt="Vemos uma cena de As Pontes de Madison. À esquerda, a atriz Meryl Streep interpreta Francesca. Ela é uma mulher branca, de cabelo comprido castanho, camisa branca, calça azul e segura algumas fotos enquanto está deitada. À direita, Clint Eastwood interpreta Robert. Ele é um homem branco, de cabelo branco, usa uma blusa verde e uma calça jeans. Robert está fotografando Francesca, enquanto os dois estão sobre um lençol no chão gramado." width="1960" height="1103" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4.jpg 1960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23729" class="wp-caption-text">Depois da queda dos filmes de velho oeste, Eastwood transitou por diferentes gêneros, como o drama e o romance (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A conexão com a história só acontece depois da metade, quando Mike e Rafael fogem da polícia federal mexicana e se abrigam em uma pequena cidade, com a ajuda de Marta. Natalia Traven interpreta a dona de um restaurante que se envolve com o protagonista e revela mais camadas de sua personalidade. Ele se mostra um homem amável e com talento para lidar com animais, o que nos passa uma impressão de pureza e reflete até a forma como o romance é construído.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor entre Mike e Marta é um amor contido, que se manifesta nos detalhes, nas interações cotidianas, sem que eles verbalizem, o que condiz com o perfil de direção de Eastwood, lembrando até mesmo </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pontes-de-madison-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pontes de Madison</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1995), romance em que o diretor contracenou com Meryl Streep, dando vida a um romance idealizado, contemplativo e platônico. Porém, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">essa relação é concretizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário dos grandes sucessos de Eastwood, neste filme não temos Morgan Freeman, Meryl Streep ou </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-menina-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Hilary Swank</span></a><span style="font-weight: 400;">. O que o torna especial é o seu aspecto revisionista, coisa que já foi trabalhada em 1992 com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HrAPfDOhnj4"><i><span style="font-weight: 400;">Os Imperdoáveis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, como no clássico do faroeste, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho </span></i><span style="font-weight: 400;">dialoga com os paradigmas do gênero e apresenta uma visão nova. Notamos isso na apresentação do protagonista, que encarna a figura do </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> fora de seu tempo, trazendo-o para a nossa realidade.</span></p>
<figure id="attachment_23730" aria-describedby="caption-attachment-23730" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23730" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2.jpg" alt="Vemos Earl Stone, interpretado por Clint Eastwood no filme A Mula. Ele é um homem branco, idoso, de boné cinza, jaqueta bege e camiseta marrom." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23730" class="wp-caption-text">Aos 91 anos, o diretor diz que retornou ao Cinema por não ter o que fazer em sua aposentadoria (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a imagem que a </span><a href="https://www.slashfilm.com/562942/clint-eastwood-persona/"><span style="font-weight: 400;">indústria construiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre Clint é desmistificada e dá lugar a um herói frágil, sensível e nada letal. Esta subversão do gênero acontece tanto na personalidade de Mike, quanto no enredo. Ao invés de utilizar a violência plástica nos embates, temos soluções simples como fugir, ou conversar, sem a bravura e os tiroteios atordoantes. O que desenvolve a história é o diálogo, impondo um ritmo lento e contemplativo. Até a imagem dos mexicanos é desmontada. Se, de início pareciam um povo hostil e desonesto &#8211; graças às rinhas de galo, capangas e bandidos -, depois se transformam em pessoas simples e generosas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É neste tipo de revisão que o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobrevive no Cinema atual. Tantas histórias de mesma temática foram contadas, que a indústria tem apostado em obras que subvertem ou dialogam com a linguagem própria do faroeste. Filmes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Bravura Indômita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/relatos-do-mundo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) são exemplos de releituras mais sérias, que tratam o heroísmo com sobriedade. Quando não se desfazem da assinatura do gênero, estes filmes elevam os seus padrões ao exagero cômico, como o excelente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rJqOKGLH_mw&amp;ab_channel=NetflixBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">A Balada de Busters Scruggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dos irmãos Coen. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não ter um caráter inovador, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho: O Caminho para Redenção</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue despertar empatia e sua maior qualidade é a simplicidade. Sem reviravoltas surpreendentes, o enredo é despretensioso mas prioriza o desenvolvimento dos personagens. Além da lógica que orienta a narrativa e a forma como ela é contada: a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRrdiRzdIXg&amp;ab_channel=omeleteve"><span style="font-weight: 400;">ressignificação do conceito de masculinidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> muitas vezes representado pela Sétima Arte.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Em Cry Macho: O Caminho para Redenção, Clint Eastwood desmantela o símbolo que já representou um dia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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