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	<title>Arquivos Halle Berry &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Fugindo dos diálogos explicativos, Caminhos do Crime é econômico e criativo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:58:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta: O texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Talvez o que mais falte no cinema de blockbuster – em especial o de crime e ação – seja a capacidade de compreender seus personagens para além de sua utilidade e demonstrar sua personalidade sem soar explicativo demais. Por sorte, Barry Layton em Caminhos do Crime vai pelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-caminhos-do-crime/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fugindo dos diálogos explicativos, Caminhos do Crime é econômico e criativo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Alerta: </strong></em>O texto contém alguns spoilers</p>
<figure id="attachment_36956" aria-describedby="caption-attachment-36956" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-800x450.png" alt="Cena de Caminhos do Crime. Close-up do ator Chris Hemsworth dentro de um carro à noite. Ele tem uma expressão séria e pensativa, olhando para o lado. Está vestindo uma camisa social branca e uma gravata preta. O reflexo das luzes da cidade e borrões de movimento aparecem no vidro da janela em primeiro plano, criando uma atmosfera de suspense ou drama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36956" class="wp-caption-text">O longa faz citações a dois grandes atores do gênero de ação: John Wayne e Steve Mcqueen (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o que mais falte no cinema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– em especial o de crime e ação – seja a capacidade de compreender seus personagens para além de sua utilidade e demonstrar sua personalidade sem soar explicativo demais. Por sorte, Barry Layton em </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Crime</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai pelo caminho oposto e mostra como consegue ser econômico na construção de personagens com poucas cenas.</span></p>
<p><span id="more-36955"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, Davis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um bandido conhecido por cometer crimes sem utilizar violência. Quando um de seus roubos dá errado, surge o detetive Lubesnik (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vingadores-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Mark Ruffalo</span></a><span style="font-weight: 400;">) em seu rastro, para enfim capturá-lo. Paralelamente, Sharon (Halle Berry) busca ascender na empresa em que trabalha há mais de uma década, porém, o que ela não sabe é que se tornou o novo alvo de golpe do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de Barry Layton na direção é bem cuidadoso, pois, os primeiros minutos de cada indivíduo – com exceção de Davis – dizem tudo sobre eles. Ruffalo começa o longa indo ao banheiro pela manhã, lendo críticas à polícia local e discutindo com a esposa – uma briga rotineira, mas que já demonstra o desgaste do casamento –, dessa forma é perceptível como ele é uma pessoa em queda profissional e pessoal. </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-x-men-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">Halle Berry</span></a><span style="font-weight: 400;"> acorda de madrugada, o celular aponta que ela teve uma má noite de sono, sua primeira ação é se maquiar inteira para ir ao trabalho – em um carro de luxo. Ela está escondendo sua tristeza por meio de objetos materiais. Em uma conversa entre os dois, é possível perceber como a personagem busca a felicidade por aquilo que pode ser consumido, como se fosse um </span><i><span style="font-weight: 400;">checklist</span></i><span style="font-weight: 400;">: carro bonito, casa na praia e segurança financeira. No entanto, tudo é falso.</span></p>
<figure id="attachment_36957" aria-describedby="caption-attachment-36957" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-800x533.png" alt="Cena de Caminhos do Crime. Os atores Mark Ruffalo (à esquerda) e Chris Hemsworth (à direita) caminham lado a lado em um ambiente luxuoso que parece o saguão de um hotel ou tribunal. Ambos vestem ternos pretos bem cortados, camisas brancas e gravatas escuras. Mark Ruffalo tem cabelos grisalhos e segura uma maleta, enquanto Chris Hemsworth ajusta o relógio no pulso com um olhar atento." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9.png 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36957" class="wp-caption-text">Chris Hemsworth já trabalhou anteriormente com Michael Mann, dos grandes nomes do cinema de ação de Hollywood (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a mesma toada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Ormon) cria um vilão bem trabalhado. Em sua primeira aparição, o seu personagem vem para dar um susto no chefão do crime (Nick Nolte) – porém, esse foi um ato falho, pois o próprio já o via chegar pelo retrovisor do carro. Na conversa entre os dois, o chefe utiliza termos como ‘covardia’ e faz menção ao pai de Ormon para manipulá-lo. Apenas com essa tomada simples, a obra consegue explorar a masculinidade frágil do garoto, assim como a boa atuação de Keoghan que fala palavrão e sempre utiliza violência como forma de provar sua ‘virilidade’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a capacidade de construir personagens em poucas cenas não se limita a uma regra, mas uma necessidade narrativa – afinal, não é possível entender o protagonista de primeira. Cada cena vai dizer mais um pouco sobre ele. Facilmente em seu melhor papel nos últimos anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai bem ao lidar com duas personas distintas: o ladrão e o verdadeiro Davis. A diferença é clara: enquanto o bandido é confiante e leve, o segundo é fechado e misterioso. Hemsworth evita o olhar, tanto da câmera quanto das pessoas com as quais contracena, mostrando o desconforto que é ser ele mesmo.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N_FvvFmp_Po"><span style="font-weight: 400;">Barry Layton</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa que essas personalidades estejam bem claras para que possa explorar algumas contradições. O longa não isenta o protagonista de seus crimes, porém encontra em outras instituições legais – a polícia e a empresa de seguro – tanta corrupção quanto a de um ladrão de jóias. A obra consegue ir além, ao possibilitar que Davis tenha uma vitória pessoal, uma fuga da vida de crimes e o início de uma jornada com a mulher que ama. Entretanto, para os que estão dentro do sistema, suas vitórias são pequenas. O detetive consegue utilizar a própria corrupção da polícia a seu favor e Sharon se demite de seu emprego, sem rumo, porém, com a possibilidade de tomar as rédeas de sua vida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Crime </span></i><span style="font-weight: 400;">viu que quem estava à margem pode se reinventar, mas aqueles que estão dentro do sistema, terão que burlá-lo, sem a possibilidade de mudança.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Novembro de 2021</title>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25273" aria-describedby="caption-attachment-25273" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25273 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25273" class="wp-caption-text">Destaques de Novembro de 2021: 7 Prisioneiros, Arcane, tick, tick&#8230; BOOM! e Eternos (Foto: Reprodução/Arte: Herinque Marinhos/Texto de Abertura: Gabriel Oliveira F. Arruda)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se outubro foi um mês marcado por produções macabras e o clima sombrio e festivo de </span><a href="https://www.instagram.com/p/CVtG33srVV3/"><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></a><span style="font-weight: 400;">, novembro é uma volta à normalidade relativa, com várias obras para apetecer qualquer tipo de gosto. Conforme os grandes lançamentos chegam para começar a campanha para a próxima temporada de premiações, o Persona está aqui para recapitular os destaques mais importantes do mês no Cinema e na TV através do Cineclube de Novembro.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chegou no início do mês para bagunçar a fórmula da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sob a direção íntima e minimalista da vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chloé Zhao, o longa introduz no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma família disfuncional de seres imortais, deuses celestiais zangados e até mesmo um certo </span><a href="https://screenrant.com/eternals-postcredits-blade-movie-mahershala-ali-mcu-future/"><span style="font-weight: 400;">caçador de vampiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Outra família superpoderosa que deu as caras foram os Madrigal, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zRMicKd9IH8"><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova animação musical da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com canções de Lin-Manuel Miranda, que realmente nos encantou com sua narrativa sensível e emocionante. A mente por trás de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também explodiu com o musical </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOSGZGdp0lI"><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no qual ele fez sua estreia na direção cinematográfica, contando a história do compositor </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/11/tick-tick-boom-a-historia-real-de-jonathan-larson"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Larson</span></a><span style="font-weight: 400;">, vivido por um Andrew Garfield estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando no mundo dos musicais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lhuGbzQn2mk"><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entregou uma adaptação decente de seu enredo premiado e controverso, mas não fez nada para revisar sua mensagem problemática e seus números estáticos. Por outro lado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/annette-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o musical experimental de Leos Carax (que lhe rendeu o prêmio de Melhor Direção no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CRkYiBwBqpj/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;">), deu as caras no Brasil por meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI,</span></i><span style="font-weight: 400;"> entregando um Adam Driver </span><a href="https://cultmtl.com/2021/08/annette-brings-toxic-masculinity-to-the-musical-rom-com-leos-carax-adam-driver-marion-cotillard-sparks/"><span style="font-weight: 400;">lindo e homicida</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De Cannes, também veio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DW5wOtLSfPs"><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/11/4961797-nao-queria-causar-diz-diretor-de-filme-em-que-freiras-se-masturbam.html"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Paul Verhoeven que conta sobre o caso de amor lésbico entre duas freiras italianas. E se teve algo que não faltou em novembro, foi </span><a href="https://www.news9live.com/entertainment/hollywood/adam-drivers-virtual-fame-has-transcended-his-films-138617"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;">: o ator estrelou duas produções de Ridley Scott: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sm7vofMwXwg"><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um épico medieval sob a perspectiva de uma mulher tentando recuperar sua própria voz, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g1Ud5HJXb50"><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com Lady Gaga claramente à procura de um </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-161401/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por seu sotaque no papel da matriarca da família por trás da luxuosa marca italiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras atuações notáveis em cinebiografias que tivemos esse mês foram Jessica Chastain, carregada de </span><a href="https://epipoca.com.br/atriz-esclarece-polemica-sobre-maquiagem-ter-destruido-sua-pele/"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel da televangelista titular em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eMMLRnXPPJk"><i><span style="font-weight: 400;">Os Olhos de Tammy Faye</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Kristen Stewart, no aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yS1oP3VaXQA"><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dando sua voz singular à Princesa Diana na fábula do diretor Pablo Larraín. No bem humorado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xzDr_tbL-es"><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Benedict Cumberbatch interpreta um artista atormentado com seu já característico charme inusitado, enquanto Will Smith dá as caras em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-FrpNB6Lz24"><i><span style="font-weight: 400;">King Richard: Criando Campeãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano, onde faz o pai e treinador das irmãs Williams.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os maiores lançamentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, brilhou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5JQuYpBZarc"><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme mais caro já produzido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, responsável por juntar Dwayne “The Rock” Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot em uma trama de roubo formulaica. A comédia romântica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bxfzkbUFlwU"><i><span style="font-weight: 400;">Um Match Surpresa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">veio para romantizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">catfishing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e faz pouco além disso, mas o aguardado e sangrento </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7jIHmsANzgs"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança &amp; Castigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revitaliza o gênero e reúne um elenco de peso marcado por nomes como Regina King, Idris Elba e Lakeith Stanfield.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Cinema nacional, não podemos deixar de falar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme dirigido por Wagner Moura que na verdade estreou em 2019 no Festival de Berlim, onde foi </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/02/filme-marighella-de-wagner-moura-estreia-sob-aplausos-em-berlim.shtml"><span style="font-weight: 400;">ovacionado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de pé. Por conta da pandemia e até mesmo </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/11/08/artigo-exibicao-de-marighella-nos-cinemas-e-uma-vitoria-contra-a-censura-e-deve-ser-celebrada"><span style="font-weight: 400;">censura</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele só foi lançado nas salas de cinema brasileiras e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> em novembro deste ano, contando a história dos últimos anos do deputado e ex-guerrilheiro Carlos Marighella (interpretado por Seu Jorge). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também no âmbito das produções brasileiras, o longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mr2vNNe-qk8"><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, antes cotado para representar o Brasil na disputa pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo se tornou um dos filmes em língua não-inglesa mais vistos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Num suspense brutal que escancara as realidades sociais do trabalho escravo no Brasil, a produção de Alexandre Moratto conta com Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em seu elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de Halle Berry na </span><a href="https://variety.com/2020/film/news/halle-berry-bruised-directing-toronto-film-festival-1234762255/"><span style="font-weight: 400;">direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o brutal </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bugSLvZgfh8"><i><span style="font-weight: 400;">Bruised</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só foi efetivamente lançada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> esse mês, após ter estreado no Festival de Toronto no ano passado. Além dela, Rebecca Hall também faz sua </span><a href="https://www.npr.org/2021/11/30/1059824073/passing-rebecca-hall-film"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> por trás das câmeras com o drama </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trwq3CNCMkU"><i><span style="font-weight: 400;">Identidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estrelado por Tessa Thompson e Ruth Negga, que traz uma das surpresas mais positivas da plataforma este ano. Enquanto isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Finch</span></i><span style="font-weight: 400;"> cimenta a </span><a href="https://istoe.com.br/finch-com-tom-hanks-se-torna-filme-mais-assistido-na-apple-tv/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Tom Hanks e </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um longa pós-apocalíptico dirigido por Miguel Sapochnik, conhecido por comandar alguns dos episódios mais badalados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A peça </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dp3Whb77eXc"><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se faz de base para o novo drama da </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, que comove ao revelar a empatia entre as personagens e a audiência, com um elenco encabeçado por Steven Yeun e Beanie Feldstein. Para aqueles que procuravam diversão para a família toda, a adaptação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mT5niq0-D6M"><i><span style="font-weight: 400;">Clifford, o Gigante Cão Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para comemorar o espírito natalino em </span><i><span style="font-weight: 400;">grande </span></i><span style="font-weight: 400;">estilo. Da mesma forma, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0Ze_tGV-RU"><i><span style="font-weight: 400;">Ghostbusters: Mais Além</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ressuscita a franquia clássica do Cinema através da introdução de uma nova geração de caça-fantasmas, dessa vez sob a tutela de Paul Rudd.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto com o lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/album/6kZ42qRrzov54LcAk4onW9?si=48zb4p-QSYG8gwYdi6NOow"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift também fez sua estreia na direção com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well: The Short Film</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, curta inspirado no seu </span><a href="https://tracklist.com.br/jake-gyllenhaal-taylor-swift-all-too-well/121791"><span style="font-weight: 400;">relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o ator Jake Gyllenhaal e marcado por mágoas que inspiraram o disco &#8211; e sua regravação. Também tratando de relacionamentos nem tão saudáveis regados por música boa, o britânico Edgar Wright retorna para a direção com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0SPVsmWT_0"><i><span style="font-weight: 400;">Noite Passada em Soho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma viagem psicodélica e intoxicante por uma das partes mais famosas e sinistras de Londres, explorando o fino véu entre o passado e o presente através da dinâmica entre Thomasin McKenzie e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0S1VY4ya2lJSCxIU1YXS2w?si=wYK0qBgKQCaHiZicjbUWxg"><span style="font-weight: 400;">Anya Taylor-Joy</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manu Gavassi fez sua estreia no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o álbum visual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yh2jBGr-ZK8"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma história fantástica e metalinguística sobre a própria arte. A cantora Adele também deu as caras ao final do mês com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z46lrTdRi6g"><i><span style="font-weight: 400;">Adele One Night Only</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um espetáculo exclusivo que precedeu o lançamento de seu novo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">30</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora passando para a Televisão, se por um lado a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> acertou em cheio com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RAKWlGS-0UY"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel</span></i><span style="font-weight: 400;"> animada do jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i><span style="font-weight: 400;"> distribuída em três atos,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NmWFFh-Cfjo"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca mais uma das tentativas fracassadas de traduzir </span><i><span style="font-weight: 400;">animes</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibia todo o potencial de animações com cores e sons vibrantes elevando sua narrativa explosiva, a adaptação da </span><a href="https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2014/12/asteroid-blues-the-lasting-legacy-of-cowboy-bebop/383817/"><span style="font-weight: 400;">obra seminal</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shinichiro Watanabe peca por seu apego cego à estética do original, entregando uma temporada truncada e não mais regida pelo espírito livre e despreocupado do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">. A tesuda e bem humorada </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seguiu impecável por sua quinta temporada, mas já parece aquecer para o possível final da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas adaptações de quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminaram em novembro: ao passo que a estética surrealista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JO2Uva4aNzY"><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Destino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">floresceu no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> após o encerramento do </span><a href="https://nerdist.com/article/dc-universe-is-ending-highs-and-lows/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> exclusivo da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl </span></i><span style="font-weight: 400;">teve que dar jeito nas mãos da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/227239-batwoman-ruby-rose-detona-producao-serie-revelacoes-chocantes.htm"><i><span style="font-weight: 400;">CW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canal responsável pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrowverso</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de plataformas diferentes, ambas as séries conseguiram reforçar suas melhores qualidades em seus novos anos, garantindo renovações para 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, a aguardada </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/225911-fundacao-5-diferencas-fundamentais-entre-serie-livros-asimov.htm"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos célebres livros de ficção científica de Isaac Asimov encerrou sua primeira temporada com resultados mistos: embora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pzIccmKU3BE"><i><span style="font-weight: 400;">Fundação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> certamente tenha os visuais para construir as bases de seu mundo organicamente, sua narrativa peca ao falhar com a visão de seu autor. A nova versão do Boneco Assassino surpreendeu e deliciou os fãs de longa data da franquia, em uma sequência comandada por seu criador, Don Mancini, e que respeita o legado </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disruptivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1N71bhBfDUE"><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> terminou sua nova temporada premiando sua participante mais nova até hoje. A premiada antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> também retornou com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rtipQ3EsGWo"><i><span style="font-weight: 400;">Impeachment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, temporada que focou no escândalo sexual entre o presidente americano Bill Clinton e Monica Lewinsky.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> chega na 11ª edição do </span><b>Cineclube</b><span style="font-weight: 400;">. Entre os prenúncios de Natal, vislumbres do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 e inspirações musicais no meio audiovisual, te convidamos a pegar o balde de pipoca para voltar ao cinema (seguindo sempre as normas de segurança, claro) e percorrer conosco cada um dos destaques do Cinema e da TV no mês de </span><b>Novembro de 2021</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-24799"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_25146" aria-describedby="caption-attachment-25146" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci.jpg" alt="Cena do filme Casa Gucci. Mostra Paolo, personagem de Jared Leto, sorrindo. Ele é um homem branco, calvo no topo da cabeça, gordo, tem bigode escuro e usa um terno azul listrado com branco e uma camisa roxa, com as mãos no peito." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25146" class="wp-caption-text">A casa? Era alugada (Foto: MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Casa Gucci (House of Gucci, Ridley Scott)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim de novembro, Lady Gaga retornou aos cinemas na pele de Patrizia Reggiani, ex-esposa de Maurizio Gucci e quem ordenou seu assassinato. Entre um bafafá massivo da mídia, </span><a href="https://portalpopline.com.br/lady-gaga-diz-que-chegou-a-confundir-a-si-propria-com-personagem-assassina/"><span style="font-weight: 400;">entrevistas para lá de desbocadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um elenco que enche prateleiras de objetos dourados, Ridley Scott </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pGi3Bgn7U5U"><span style="font-weight: 400;">inaugura sua </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O resultado é desmotivado, incerto, apressado e extremamente tedioso. Por duas horas e quarenta, uma trupe imita o mais caricato dos sotaques italianos, faz caras e bocas, chora e não consegue decidir entre ser uma obra sobre a marca, sobre a família ou sobre o crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que Al Pacino tira de letra a cafonice de Aldo, Adam Driver se mantém incongruente como o quadradão Maurizio. Jeremy Irons não se esforça, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/house-gucci-por-que-jared-leto-se-identifica-com-personagem-paolo-gucci/"><span style="font-weight: 400;">Jared Leto</span></a><span style="font-weight: 400;"> se esforça demais, dando vida a um palhaço de circo sem nuances. Porém, seu humor mal dosado combina com a pegada espalhafatosa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci </span></i><span style="font-weight: 400;">deveria esbanjar. Lady Gaga, sem segurança, encontra brechas para humilhar sua Patrizia, e o filme de Ridley Scott, no fim, não tem nada a dizer. Nadinha mesmo.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24866" aria-describedby="caption-attachment-24866" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros.jpg" alt="Cena do filme 7 Prisioneiros. Na imagem, por detrás de barras de aço desfocadas, vemos, ao centro, o protagonista de 7 Prisioneiros. Ele é um homem negro, de cabelos pretos curtos, aparentando cerca de 20 anos, encarando a câmera e o vemos em um primeiro plano, dos ombros para cima. Desfocados à esquerda e à direita dele, vemos outros dois homens, também aparentando cerca de 20 anos." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24866" class="wp-caption-text">7 Prisioneiros era um dos quinzes filmes inscritos para representar o Brasil no Oscar 2022; o escolhido para a submissão foi Deserto Particular, de Aly Muritiba (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>7 Prisioneiros (Alexandre Moratto)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i><span style="font-weight: 400;"> acumulou conquistas antes mesmo de chegar à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde, pouco tempo depois de ser incluído no catálogo, logo se tornou o segundo filme de língua não-inglesa </span><a href="https://top10.netflix.com/films-non-english.html"><span style="font-weight: 400;">mais assistido</span></a><span style="font-weight: 400;"> da plataforma. O longa, dirigido por Alexandre Moratto e roteirizado por ele e Thayná Mantesso, estreou no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve exibições na 45</span><span style="font-weight: 400;">ª</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo e foi um dos finalistas à submissão para </span><a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><span style="font-weight: 400;">representar o Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme Internacional no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022. Estrelado por Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o ‘Original </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">’ mistura o suspense ao drama para denunciar o </span><a href="https://www.conectas.org/noticias/como-a-lei-brasileira-define-o-trabalho-analogo-ao-escravo/"><span style="font-weight: 400;">trabalho análogo à escravidão</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais especificamente em </span><a href="https://jornal.unesp.br/2021/05/06/a-grande-sao-paulo-tem-imigrantes-em-trabalho-analogo-a-escravidao/"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o protagonista Mateus (Malheiros) chega à capital com mais outros três amigos, todos recrutados e saídos do interior com a esperança de ganharem a vida na cidade grande. Eles são encaminhados a um ferro velho, onde, sem carteira de trabalho ou contrato assinado, se veem trancafiados pelo empregador, Luca (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HcQhjtEurNg"><span style="font-weight: 400;">Santoro</span></a><span style="font-weight: 400;">). Forçados a trabalharem em troca de alimento e um alojamento precário, os quatro vivem sem condições de higiene básicas, comunicação e sob constantes ameaças, inclusive às suas famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os meninos presos e tentando escapar, a produção</span> <span style="font-weight: 400;">adere ao </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/09/7-prisoners-review-netflix-1234662475/"><span style="font-weight: 400;">suspense</span></a><span style="font-weight: 400;"> para apresentar o início da condição desumana e inescapável da escravidão moderna no país. O filme, porém, cresce para além dos abusos dentro do ferro velho e escancara as dinâmicas sociais de um Brasil que perpetua e opera nesse mesmo regime criminoso. Sem perspectiva de fuga, Mateus passa a se aproximar de Luca e, despido de seus valores morais por puro instinto de sobrevivência, reforça a condição que o explorou até então. Com atuações profundas e inquietantes de Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZEy_6NIKq04"><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">expõe os absurdos do &#8211; infelizmente </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-05-17/ambev-e-heineken-sao-autuadas-por-trabalho-escravo-de-imigrantes-venezuelanos-em-sao-paulo.html"><span style="font-weight: 400;">ainda atual</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; trabalho análogo à escravidão por aqui. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_24985" aria-describedby="caption-attachment-24985" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human.jpg" alt="Cena do filme The Humans apresenta dois homens sentados em um sofá. O mais a esquerda é mais velho, branco, calvo, de óculos, está vestindo uma camisa azul escuro e uma calça e segura uma garrafa de cerveja e um copo. O outro é sul coreano, tem cabelos pretos curtos, usa óculos, está vestindo uma camisa clara e uma calça e segura uma garrafa de cerveja." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24985" class="wp-caption-text">The Humans vai te fazer sorrir, chorar e depois sorrir novamente (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>The Humans (Idem, </b><b>Stephen Karam)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um daqueles filmes em que se é possível sentir o calor humano por meio de sua produção. O novo longa da </span><a href="https://a24films.com/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se desenvolve a partir de Brigid (Beanie Feldstein) e Richard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/minari-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Yeun</span></a><span style="font-weight: 400;">), um casal que acabou de se mudar para um <em>duplex</em> em Chinatown. Antes mesmo de se estabelecerem na casa nova, os pais de Brigid, Erik Blake (</span><a href="https://www.google.com/search?q=Richard+Jenkins&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAONgFuLVT9c3NMyITzPPSjY1UOLUz9U3MMvJKDHU4vHNL8tMDcl3TC7JL1rEyh-UmZyRWJSi4JWal52ZV7yDlREA_dDVzT8AAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi13ff5gsH0AhVXqpUCHdaBAgIQxA16BAg1EAs"><span style="font-weight: 400;">Richard Jenkins</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Deirdre Blake (Jayne Houdyshell), já chegam demonstrando insatisfação com a mudança da filha. Essa situação serve como ponto de partida para um desenrolar repleto de situações familiares envolvendo mudanças econômicas, doenças e envelhecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, carregado de emoções de uma família em fase de mudanças, foi baseado em uma peça homônima, escrita por </span><span style="font-weight: 400;">Stephen Karam</span><span style="font-weight: 400;">, que teve por meio de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i><span style="font-weight: 400;"> sua estreia como diretor. Apesar de ainda ser iniciante, a película foi bem recebida pela imprensa e teve sua estreia no</span> <a href="https://www.instagram.com/p/CUbBdvQMRqQ/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cinema Internacional de Toronto</span></a><span style="font-weight: 400;"> (TIFF)</span><span style="font-weight: 400;">. Com todo seu entrelaçamento de situações reais apresentadas ao telespectador, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Humans </span></i><span style="font-weight: 400;">se constrói com o sentimento de empatia aos problemas dos personagens. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24867" aria-describedby="caption-attachment-24867" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen.jpg" alt="Cena do filme Querido Evan Hansen. Evan (Ben Platt) está debruçado sobre uma mesa comendo cereal. Ele ocupa a maior parte direita da tela, olhando para sua mãe, Heidi (Juliane Moore), que aparece desfocada de costas na lateral esquerda da tela. Evan é um adolescente caucasiano de cabelos marrons e encaracolados, usando uma camiseta polo listrada azul-clara, uma mochila preta nas costas, segurando uma colher com cereal na mão direita, com seu braço esquerdo engessado se apoiando na mesa. Podemos ver que Heidi é caucasiana e tem cabelos ruivos, usando um uniforme de enfermeira azul-claro. Atrás da mão direita da Evan, vemos um frasco de remédios circular com tampa branca. Atrás dele, fora de foco, o interior da casa deles é iluminado por duas luzes de dois abajures fora de foco, um em cada lado de Evan." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24867" class="wp-caption-text">A tentativa de fazer Ben Platt parecer ter 17 anos só o deixa parecendo ridículo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Querido Evan Hansen (Dear Evan Hansen, Stephen Chbosky)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos depois de se tornar um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/06/1892195-dear-evan-hansen-lidera-tony-awards-com-cinco-estatuetas-veja-lista.shtml"><span style="font-weight: 400;">fenômeno na Broadway</span></a><span style="font-weight: 400;">, o musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá as caras no Cinema, cercado de controvérsias por conta de sua </span><a href="https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-querido-evan-hansen-e-musical-que-erra-em-tudo-o-que-propoe"><span style="font-weight: 400;">premissa questionável</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.buzzfeed.com/ryanschocket2/ben-platt-defends-dear-evan-hansen-casting"><span style="font-weight: 400;">escalação de Ben Platt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel que já lhe rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Tony</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que talvez não combine com um adulto de 28 anos. Na trama, Evan Hansen é um colegial atormentado por uma ansiedade social que o impede de se relacionar com outros estudantes, escrevendo cartas afirmativas para si mesmo como um exercício de confiança. Porém, quando uma dessas cartas é encontrada com Connor (Colton Ryan), um jovem que se suicidou recentemente, a família dele se vira para Evan em busca de respostas, dando início a uma perversa e cruel mentira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de elencar adultos em papéis mais novos não é </span><a href="https://buzzfeed.com.br/post/26-atores-adultos-que-se-passaram-por-adolescentes-e-nos-enganaram-perfeitamente"><span style="font-weight: 400;">nem nova</span></a><span style="font-weight: 400;"> nem especialmente problemática, mas geralmente acontece algum esforço para fazer com que esses atores se pareçam com a idade do personagem. No longa de Stephen Chbosky, no entanto, a disparidade etária entre Platt e Hansen só é exacerbada pela direção pesada e brega do cineasta. Como musical, o filme faz bom uso da voz de um elenco talentoso, mas a grande maioria de seus números é realizado de maneiras paradas e pouco inventivas, convencidos de que a atuação exagerada de Platt vai ser suficiente para carregá-los para frente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande problema de </span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen </span></i><span style="font-weight: 400;">é que, por mais que se apresente como uma narrativa sincera e positiva sobre saúde mental, ela fundamentalmente não respeita nem Connor, a vítima da história, nem o luto que sua família sente por ele, por mais complicado que seja. São meros acessórios na trama que Evan conta para si mesmo, embelezamentos de seus próprios defeitos e o caminho que ele encontra para se redimir. Por mais que o filme se anuncie como um canto de solidariedade àqueles que se sentem isolados e perdidos, ele só evidencia o quão sozinhos nós realmente estamos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25143" aria-describedby="caption-attachment-25143" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy.jpg" alt="Cena do filme Os Olhos de Tammy Faye. Mostra um casal adulto, branco, sorrindo na varanda de uma casa. Eles usam roupas de frio, com casacos e cachecóis." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25143" class="wp-caption-text">Ao contrário de atrizes que abusam do humor para humilhar as figuras reais que interpretam, Jessica Chastain opta por uma bem-vinda e madura dramaticidade (Foto: Fox Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Os Olhos de Tammy Faye (The Eyes of Tammy Faye, Michael Showalter)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando vida à icônica </span><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1592531-5602,00-TAMMY+BAKKER+EVANGELICA+QUE+MONTOU+IMPERIO+NA+TV+MORRE+AOS.html"><span style="font-weight: 400;">televangelista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se tornou piada nacional, Jessica Chastain faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Olhos de Tammy Faye</span></i><span style="font-weight: 400;"> um desfile de seus variados talentos artísticos. Interpretando a mulher por uma porção considerável de vida, indo da ingenuidade dos vinte e poucos até a ruína da terceira idade e envolta numa batida narrativa de ascensão, queda e redenção, a atriz se joga de cabeça e, também no cargo de produtora do filme, faz tudo que a direção omissa de Michael Showalter pede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fundo do palco, brilha Andrew Garfield, expandindo seu estrelado currículo de 2021 (que vai de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rlpm36Vi-3U"><span style="font-weight: 400;">loiro de farmácia</span></a><span style="font-weight: 400;"> gostoso a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOSGZGdp0lI"><span style="font-weight: 400;">homem de teatro</span></a><span style="font-weight: 400;"> desiludido e talvez </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JfVOs4VSpmA"><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Teia</span></a><span style="font-weight: 400;">). Como o companheiro de Tammy, Jim Bakker, Garfield emula a canastrice do religioso, ao mesmo tempo em que não hesita em subverter as expectativas da Igreja, seja no campo de sua sexualidade, seja em sua índole maculada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Almejando uma merecida indicação ao careca dourado, Jessica Chastain humaniza cada uma das falhas e facetas da mulher que foi motivo de piada para toda a América. Contando com anos de experiência e uma maturidade absurda na hora de lufar vida à personagens “desconfortáveis”, a ruiva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eMMLRnXPPJk"><span style="font-weight: 400;">vai além do caricato</span></a><span style="font-weight: 400;"> (por mais que os quilos de maquiagem e próteses possam afastar o espectador da veracidade da atuação. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25127" aria-describedby="caption-attachment-25127" style="width: 1799px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer.jpg" alt="Cena do filme Spencer. Dentro do quarto luxuoso de uma princesa da família real britânica, vemos a princesa Diana, uma mulher branca, com cabelo loiro num lindo penteado, usando um vestido dourado com um laço na cintura. Atrás dela, uma mulher mais velha, branca, coloca um colar de pérolas em seu pescoço." width="1799" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer.jpg 1799w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25127" class="wp-caption-text">Um dos grandes nomes desta temporada de premiações, Kristen Stewart entrega uma das melhores atuações de sua carreira em Spencer (Foto: NEON)</figcaption></figure>
<p><b>Spencer (Idem, Pablo Larraín) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter que fingir normalidade quando a </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-gaga-911-critica/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> está em frangalhos é uma tarefa angustiante, dolorosa e capaz de transformar os compromissos do dia a dia em uma verdadeira prisão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo filme de Pablo Larraín, causa grande impacto no espectador ao retratar esse tormento psicológico com tamanha elegância e sensibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos os últimos dias do casamento da </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kristen Stewart) com o príncipe Charles (Jack Farthing). Em meio a rumores de casos e de divórcio, a paz foi imposta para o Natal na casa de campo da Família Real. No evento repleto de comida e bebida, tiro e caça, Diana confronta as regras do rígido jogo de aparências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que a atuação de Kristen Stewart em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer </span></i><span style="font-weight: 400;">é apontada como forte candidata ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua performance retraída e sufocante é a alma do filme e tudo dele está ali para destacá-la ainda mais, desde a direção ao figurino da época. A direção luxuosa de Larraín, com seus </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Travelling#:~:text=Travelling%2C%20na%20terminologia%20de%20cinema,pr%C3%B3prio%20eixo%2C%20sem%20se%20deslocar.&amp;text=Este%20tipo%20de%20equipamento%20(carrinho,tamb%C3%A9m%20%C3%A9%20chamado%20de%20travelling."><i><span style="font-weight: 400;">travellings</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que andam pela casa da monarquia britânica como uma assombração, estabelece um clima inquietante, onde os monstros assustadores fazem parte da realeza. É um filme tão elegante e trágico quanto a personalidade histórica que escolheu retratar. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25276" aria-describedby="caption-attachment-25276" style="width: 1517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126.jpeg" alt="Cena do filme tick, tick...BOOM!. A imagem mostra a personagem de Andrew Garfield, um homem branco de cabelos castanhos ondulados bagunçados. Ele é fotografado da cintura para cima e está sorrindo, sem mostrar os dentes, e com os braços abertos, recebendo alguém, para quem ele está olhando, fora da imagem. Ele usa uma camisa xadrez azul escura e um relógio preto no pulso esquerdo. Ele está na frente de uma parede clara com quadros de avisos pendurados e atrás, à direita, existe uma janela que revela a luz do dia." width="1517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126.jpeg 1964w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-800x422.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1024x540.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-768x405.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1536x810.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1200x633.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25276" class="wp-caption-text">Olha ele aqui de novo &lt;3 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>tick, tick&#8230; BOOM! (Idem, Lin-Manuel Miranda)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua posição de destaque dentro do ambiente artístico-cultural atual, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/entenda-quem-e-lin-manuel-miranda-astro-de-hamilton-agora-queridinho-da-america.shtml"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca deixa de destacar </span><a href="https://cinebuzz.uol.com.br/noticias/cinebuzzjaviu/lin-manuel-miranda-mostra-o-amor-por-seu-idolo-jonathan-larson-em-tick-tick-boom-cinebuzzindica.phtml"><span style="font-weight: 400;">a influência de Jonathan Larson</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada um dos musicais que o colocaram como </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/06/cinco-cancoes-para-conhecer-a-premiada-trajetoria-de-lin-manuel-miranda-ckpxugzmc00000180xdgi6niu.html"><span style="font-weight: 400;">destaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> no gênero do século XXI. O apreço pelo trabalho do compositor nova-iorquino é tamanho que depois de referenciar toda a sua criação no teatro, o levou até sua estreia na direção de Cinema. E dentre todos os filmes nascidos no </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/2021-e-o-ano-dos-musicais-em-hollywood"><span style="font-weight: 400;">ano dos musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, nada será tão especial como o esperado primeiro longa de Lin, que concretiza uma grande homenagem à vida e obra de Jonathan com um testemunho de sua relevância nos teatros na década de 90.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, destaca-se a própria </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/11/tick-tick-boom-a-historia-real-de-jonathan-larson"><span style="font-weight: 400;">história de vida de Larson</span></a><span style="font-weight: 400;">, digna de ser dramatizada como o próprio já havia notado, ao escrever o musical semi-autobiográfico que leva o mesmo nome do filme de Manuel Miranda. Apresentado pela primeira vez em 2001, </span><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi apreciado pelo seu criador, que depois de muito perseguir seu sonho artístico, faleceu em decorrência de uma síndrome de Marfan não diagnosticada em janeiro de 1996, no dia de estreia de seu musical considerado a obra-prima de sua carreira, </span><a href="https://teatroemescala.com/2019/08/22/um-olhar-sobre-jonathan-larson/"><i><span style="font-weight: 400;">Rent</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história do Van Gogh do teatro tinha tudo para ser trágica, mas nas mãos mágicas que dirigiram a adaptação conservando uma identificação ímpar com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z6ueegKXqL8"><span style="font-weight: 400;">a essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Jonathan criou para sua própria narrativa, é transformada num conto profundamente envolvente sobre a pressa e persistência que alguns de nós temos em viver os nossos sonhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento e a genialidade pulsante de Jonathan Larson são encarnados com primor na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BGIc8kb7dAA"><span style="font-weight: 400;">entrega de Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tomado de uma profunda reverência e simpatia pelo personagem que interpreta, transforma o filme numa experiência e vislumbra uma indicação ao </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-161353/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Perfeitamente coordenado por Lin-Manuel Miranda e harmonizado com o elenco brilhante (com destaque para a participação de Vanessa Hudgens, Joshua Henry, Mj Rodriguez, Alexandra Shipp e Robin de Jesús), </span><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai tirar o seu fôlego e as suas lágrimas. Em troca, a obra te deixa uma certeza de que, ao entrar em contato com ela, você está </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v3hgz18aGUs"><span style="font-weight: 400;">no lugar certo e na hora certa</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25277" aria-describedby="caption-attachment-25277" style="width: 1184px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta.jpg" alt="Cena do filme Benedetta. À direita está uma mulher jovem, branca e loira. Ela veste uma camisola branca. Ela está sentada em uma cadeira preta. Ajoelhada à sua frente há outra mulher. Ela é branca, de cabelos pretos e veste uma camisola branca. Ela está de costas para a câmera. Ao fundo visualizamos, de maneira desfocada, velas e uma parede de concreto." width="1184" height="785" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta.jpg 1184w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-768x509.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25277" class="wp-caption-text">Nem em nome do Pai, nem do Filho, muito menos do Espírito Santo (Foto: Guy Ferrandis)</figcaption></figure>
<p><b>Benedetta (Idem, Paul Verhoeven)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos filmes mais polêmicos de 2021, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DW5wOtLSfPs&amp;ab_channel=IFCFilms"><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é adaptado do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Immodest Acts: The Life of a Lesbian Nun in Renaissance Italy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta a história real, passada no século XVII, de uma menina que se muda para o convento ainda criança. O filme acompanha um período da juventude de Benedetta, quando uma outra garota, Bartolomea, é acolhida pelas freiras. A produção não mede esforços para colocar o dedo na ferida da Igreja Católica. Por vezes beirando o satírico, o longa confronta os fiéis e denuncia a máquina de fazer dinheiro por trás da instituição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cercado de prós, </span><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um dos piores contras possíveis. A produção tem as típicas peças de seu diretor Paul Verhoeven: blasfêmia e </span><a href="https://www.instagram.com/personaunesp/p/CTf99zgB72l/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">conteúdo sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é no forte apelo sexual que Verhoeven se faz intragável. Vendendo seu filme às custas da nudez do corpo feminino, ele faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i><span style="font-weight: 400;"> um prato cheio para a fetichização. A crítica à Igreja é certeira e enclausura o espectador em sua narrativa, mas a que custo? </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25128" aria-describedby="caption-attachment-25128" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25128 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939.jpg" alt="Cena da animação Oi, Alberto. Duas pessoas em um barco no meio do mar segurando uma rede de pesca. A esquerda, Alberto, uma criatura marinha que tem a pele azul, escamas roxas saindo de sua cabeça, ouvidos e braços, seu olhos são verdes e seus dentes arredondados. Ao seu lado está Massimus, um homem grande, com a pele branca, de bigode e cabelos castanhos, usando uma boina e camiseta bege, ele tem uma tatuagem no braço e no seu ombro está um gato branco e preto." width="1500" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-1200x686.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25128" class="wp-caption-text">Os queridinhos de Luca voltam nesse curta de aquecer o coração (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Oi, Alberto (Ciao Alberto, McKenna Harris)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Alberto</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como anda a vida de Alberto e Massimo em Portorosso depois dos acontecimentos do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Giulia e Luca estão na escola. A dupla passa seus dias pescando e vendendo peixes para a cidade, e com a convivência começam a desenvolver mais a relação que foi iniciada no longa. Alberto é uma criança entusiasmada, falante e energética, diferente de Massimo, que é mais reservado e monossilábico, mas a convivência dos dois os ensina a lidarem com novas experiências e serem exatamente o que o outro precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo curta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por McKenna Harris, é sensível, simples e bonito da mesma forma que seu material base. Tratando de questões importantes de serem abordadas, principalmente sobre relações familiares, de forma leve e sincera, </span><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Alberto</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue o padrão de qualidade de tudo que a <em>Pixar</em> produz. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25144" aria-describedby="caption-attachment-25144" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25144" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing.jpg" alt="Cena em preto e branco do filme Identidade. Vemos uma mulher sendo abraçada por um homem, ambos são negros. Ela olha para a frente com expressão de choque e tristeza." width="1200" height="897" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-800x598.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-1024x765.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-768x574.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25144" class="wp-caption-text">Roda de oração para que Passing seja lembrado na temporada de premiações (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Identidade (Passing, Rebecca Hall) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas amigas do colegial se reencontram em uma cidade segregada. A protagonista Irene (Tessa Thompson) se surpreende quando percebe que Clare (Ruth Negga), uma mulher negra de pele clara, consegue se “passar” por branca, mantendo até o marido John (Alexander Skarsgard) inconsciente de suas origens e de sua família. Baseando-se na obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Identidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Nella Larsen e estreando na direção, a atriz Rebecca Hall escolhe a fotografia em preto e branco para engrandecer sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trwq3CNCMkU"><span style="font-weight: 400;">narrativa de sutilezas e desejos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado até de um </span><a href="https://divamag.co.uk/2021/11/12/review-passing-netflix/"><span style="font-weight: 400;">subtexto </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Passing </span></i><span style="font-weight: 400;">se desenrola no encanto de Irene e seu esposo Brian (Andre Holland) por Clare. Em meio a uma América mais racista que a atual, os personagens que orbitam esse microuniverso optam por omitir suas reais intenções, ao passo que as brilhantes interpretações se saúdam sem pressa. Em um dos melhores originais </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021, Thompson é sinônimo de confusão e perdição, Holland exprime êxtase, Skarsgard transborda arrogância e Negga, a estrela do conjunto, está nas nuvens. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24986" aria-describedby="caption-attachment-24986" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain.jpg" alt="Cena do filme The Electrical Life of Louis Wain apresenta um homem branco de cabelos curtos pintando. Suas ilustrações de formas abstratas em tons predominantes em azul e amarelo ocupam todo o canto direito da imagem, dando a ideia de que o personagem está desenhando na lente da câmera." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24986" class="wp-caption-text">A felicidade é um monte de gatinhos (Foto: Amazon Studios)</figcaption></figure>
<p><b>The Electrical Life of Louis Wain (Idem, </b><b>Will Sharpe)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história fantástica de </span><a href="https://clickmuseus.com.br/as-pinturas-de-gatos-de-louis-wain-a-evolucao-de-uma-possivel-doenca-mental/"><span style="font-weight: 400;">Louis Wain </span></a><span style="font-weight: 400;">(Benedict Cumberbatch)</span><span style="font-weight: 400;">, um homem extremamente criativo, mas com uma vida repleta de infelicidades. Como forma de ajudar a mãe e viúva e suas cinco irmãs, ele começa a vender ilustrações de animais, em especial, de gatos. Suas habilidades com os desenhos são fantásticas, porém a falta de traquejo social o distancia do convívio humano, no entanto, essa situação fria está prestes a mudar com a chegada de </span><span style="font-weight: 400;">Emily Richardson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/claire-foy/"><span style="font-weight: 400;">Claire Foy</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, a nova governanta de uma de suas irmãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigida por </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/nov/27/will-sharpe-interview-landscapers-electrical-louis-wain-flowers-giri-haji"><span style="font-weight: 400;">Will Sharpe</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz de forma leve e descontraída os infortúnios da vida de um artista que nasceu durante o século XIX. Louis Wain ganhou notoriedade pelas suas características peculiares ao desenhar gatos. As ilustrações dos felinos antropomorfizados levaram alguns psiquiatras a acreditarem que o desenhista sofria de esquizofrenia. Mas apesar dessas adversidades, a trama narrada no longa de Sharpe, apresentada com uma direção de fotografia impecável, permite aos telespectadores rir e se emocionar ao mesmo tempo. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24991" aria-describedby="caption-attachment-24991" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-scaled.jpg" alt="Cena do filme Eternos. A imagem mostra um grupo de pessoas andando em um deserto com duas árvores ao fundo e um céu azul acima. Na esquerda há uma menina branca de cabelos loiros curtos, óculos de sol e camisa azul. Atrás dela há um menino branco de cabelos castanhos e jaqueta de couro com as mãos nos bolsos. Mais atrás há um homem de óculos escuros. Ao centro e bem à frente há um homem negro de cabelos pretos baixos, óculos de grau e jaqueta preta abotoada na frente; ele está com a mão direita levantada para controlar um triângulo dourado que paira sobre sua palma. À sua direita há uma mulher asiática de cabelos castanhos, óculos de sol, camiseta branca com camisa xadrez verde por cima e calça jeans. No canto direito há um homem branco de cabelos castanhos, óculos escuros, calça preta e agasalho azul." width="2560" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24991" class="wp-caption-text">Entre a aprovação e reprovação da crítica, Eternos faz o que a Marvel nunca fez antes: deixa a ação e a comédia de lado para dar atenção à essência da narrativa (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Eternos (Eternals, Chloé Zhao)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma visão minimalista era exatamente o que </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">precisava, mas nós só nos demos conta disso depois que assistimos o trabalho notório de Chloé Zhao. A chegada da </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2021/noticia/2021/04/26/chloe-zhao-vence-oscar-e-marvel-ganha-sua-primeira-diretora-ganhadora-de-oscar.ghtml"><span style="font-weight: 400;">premiadíssima</span></a><span style="font-weight: 400;"> diretora no meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi surpreendente, mas certeiro e à altura de um enredo mais complexo. Além disso, as expectativas foram altíssimas pelo elenco recheado com Angelina Jolie, Salma Hayek, Don Lee, o </span><a href="https://ovicio.com.br/eternos-richard-madden-comenta-sobre-reuniao-de-game-of-thrones-com-kit-harington/amp/"><span style="font-weight: 400;">encontro Stark</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Kit Harington e Richard Madden, e é claro, a </span><a href="https://thedirect.com/article/marvel-eternals-harry-styles-eros-starfox-who-questions-faq"><span style="font-weight: 400;">super aparição</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Harry Styles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa fala sobre seres que precedem a nós, aos Vingadores e aos nossos amigos Deuses-loiros-barrigudos. E conversando com a missão emblemática que a humanidade trava desde que o mundo é mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i><span style="font-weight: 400;"> quer te contar quem diabos nos criou, e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/eternos-expande-o-universo-marvel-com-saga-de-origem-confusa/"><span style="font-weight: 400;">por qual motivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Há seres celestiais superiores a nós, comandando a engenhoca que é o universo- literalmente, pois o Ser Supremo que manda em todas as galáxias parece que saiu diretamente do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R4USssKofw8"><i><span style="font-weight: 400;">Robôs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e baseados em uma única premissa: a vida termina para gerar mais vida. E está tudo bem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio disso tudo, a comicidade e o jogo de ação realística que é característica da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i> <a href="https://www.vulture.com/article/eternals-movie-review-chloe-zhao-marvel-film.html"><span style="font-weight: 400;">respirou por aparelhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sobreviveu. Quem também apareceu </span><a href="https://www.upressonline.com/2021/11/review-eternals-brings-representation-to-the-marvel-universe/"><span style="font-weight: 400;">foi a inclusão</span></a><span style="font-weight: 400;">, com língua de sinais, beijo gay e tudo mais &#8211; ainda bem. O mais importante é que, entre tantos filmes heroicos, é a primeira vez que ser humano está no centro de tudo, e a nossa história ao longo dos séculos foi olhada com os olhos minuciosos de Zhao para perguntar: entre a beleza e a matança que causamos, temos nós algo de diferente para sermos salvos? </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24983" aria-describedby="caption-attachment-24983" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24983 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho.jpg" alt="Cena do filme Noite Passada em Soho. Eloise (Thomasin McKenzie), de olhos arregalados e manchados de maquiagem preta, coloca o braço direito por cima da boca, se inclinando para trás, virada para a esquerda. Eloise é uma mulher caucasiana jovem, de cabelos loiros ressecados e olhos azuis, usando um vestido preto sem mangas. Uma luz vinda da esquerda ilumina seu rosto e seu corpo. Atrás dela, uma cadeira com algumas roupas jogadas em cima é iluminada pela luz que vem da esquerda, assim como parte do piso de madeira, enquanto a parede atrás dela está na penumbra. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24983" class="wp-caption-text">O passado é um prólogo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Noite Passada em Soho (Last Night in Soho, Edgar Wright)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois das corridas eletrizantes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Ritmo de Fuga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017) e o célebre documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOUsIYESOpM"><i><span style="font-weight: 400;">The Sparks Brothers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor britânico Edgar Wright volta a nos deslumbrar com seus visuais meticulosos e sua </span><a href="https://open.spotify.com/album/4DzZicbRx0J0zBg3yg7B1p?si=laUMMZ36RWShLOllKg_8lw"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Noite Passada em Soho</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Thomasin McKenzie (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClV3mHr5Go0"><i><span style="font-weight: 400;">Jojo Rabbit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Anya Taylor-Joy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o novo longa explora as ruas e vielas do famoso bairro londrino sob a perspectiva de uma estudante de Moda capaz de misteriosamente transitar entre o presente e o passado, se rendendo aos prazeres e as monstruosidades da década de 60 enquanto tenta resolver um assassinato obscuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a princípio a trilha sonora evoque uma exaltação à nostalgia, seduzindo tanto Eloise (McKenzie) quanto a audiência com suas cores e canções, não demora para que a verdade comece a sussurrar por entre os vocais de Sandie (Taylor-Joy) e os pesadelos tomem o lugar dos sonhos. Grande parte da obra se sustenta na dualidade estabelecida entre as duas mulheres, justapondo suas experiências e suas assombrações em uma procissão cíclica e ritmada de proporções alucinantes. Mesmo sem que contracenem diretamente, ambas as atrizes dão performances assombrosas e irresistíveis, elevando o roteiro de Wright e Krysty Wilson-Cairns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, a estrela de qualquer filme de Edgar Wright é sempre a direção. Embora nem todas das técnicas cômicas do cineasta e suas sensibilidades sejam traduzidas perfeitamente para o gênero de Terror, ainda é revigorante ver ele expandindo seu corpo de trabalho, trazendo seus cortes inventivos e misturando-os com as inspirações do </span><a href="https://www.curzon.com/journal/last-night-in-soho-and-its-gory-giallo-influences/"><span style="font-weight: 400;">Cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">giallo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em uma sinfonia psicodélica e infernal entre passado e  futuro, os verdadeiros fantasmas são os que ficam presos entre os dois.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25145" aria-describedby="caption-attachment-25145" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25145" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard.jpg" alt="Cena do filme King Richard mostra o corredor interno de um estádio e uma adolescente andando. Ela é negra, tem tranças brancas no cabelo e usa um moletom esportivo claro, levando uma bolsa azul nos ombros." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25145" class="wp-caption-text">O filme encontra nas jovens atrizes que interpretam Venus e Serena, Saniyya Sidney e Demi Singleton, duas joias de talento (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>King Richard: Criando Campeãs (King Richard, Reinaldo Marcus Green)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tudo correr como o planejado, Will Smith receberá uma estatueta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">como Melhor Ator por </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;">. É claro que ainda tem muito chão até o final de março, mas a julgar pelo trabalho do intérprete, fica claro que a cinebiografia do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9MRLMEMhNb0"><span style="font-weight: 400;">pai e treinador das irmãs Williams</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi moldada como veículo de adoração e aclamação para Smith. Na produção, que tem envolvimento criativo de Venus e Serena, além do próprio Will, acompanhamos a juventude das tenistas e todos os obstáculos enfrentados até o início da subida em suas carreiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tal, o diretor Reinaldo Marcus Green entende que a força motriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;"> está no elenco, e coloca tudo nas costas do protagonista e de Aunjanue Ellis, que vive a mãe Oracene Williams e é, fácil, a melhor atriz coadjuvante do ano. Jon Bernthal aparece com um técnico peculiar e adiciona humor a receita de fracasso, trabalho duro e sucesso. Mas, se tratando da biografia de alguém vivo, o filme toma liberdades, faz omissões e </span><a href="https://www.uai.com.br/app/noticia/cinema/2021/11/25/noticias-cinema,281538/king-richard-will-smith-e-detonado-pela-irma-de-venus-e-serena-williams.shtml"><span style="font-weight: 400;">já se provou desagradável</span></a><span style="font-weight: 400;"> para indivíduos ligados ao Richard de verdade. Se isso machucará a caminhada de Will Smith até o palco do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, só o tempo dirá. Por enquanto, a eloquência e a emoção de </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;"> falam por si só. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wYdZi3tFJ4"><span style="font-weight: 400;">E ainda tem a Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25278" aria-describedby="caption-attachment-25278" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette.jpg" alt="Cena do filme Annette. Vemos um casal parado em frente a paparazzis que tiram fotos. Ambos são brancos e estão próximos um do outro, prestes a se beijarem. A mulher tem cabelo ruivo comprido, nariz fino e está com um buquê de flores nas mãos. O homem tem cabelo preto na altura do ombro e está usando um capacete de moto com o visor levantado para olhar para a mulher." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25278" class="wp-caption-text">No Brasil, Annette é distribuído pela MUBI (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Annette (Idem, Leos Carax)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apaixonante e musical, </span><a href="https://personaunesp.com.br/annette-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é primo próximo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zXvgkkNMi-4&amp;ab_channel=Telecine"><i><span style="font-weight: 400;">La La Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dirigido pelo francês Leos Carax, o filme se deleita em cada uma de suas camadas. A obra é protagoniza </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/adam-driver/"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do comediante Henry McHenry e Marion Cotillard como a renomada cantora de ópera Ann. Juntos, eles vivem o amor enquanto decolam com suas carreiras profissionais. Mas a vida do casal é completamente mudada com a chegada da filha que batiza o filme.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um simples musical. Seus elementos visuais em conjunto com as canções criam metáforas que contrastam com toda a história. Quem realmente fica em evidência é o personagem de Adam Driver, que dá fôlego para as mais de duas horas de duração da produção recheada de vicissitudes. Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;">, responsável por abrir o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CRkYiBwBqpj/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, soa como um grande desabafo de seu diretor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Podemos começar o espetáculo?”</span></i> <b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25279" aria-describedby="caption-attachment-25279" style="width: 1506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25279" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well.jpg" alt="" width="1506" height="941" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well.jpg 1506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25279" class="wp-caption-text">Além de basear o curta-metragem, a nova versão de All Too Well também marcou um dos mais importantes feitos de Taylor Swift: contrariando a lógica da indústria musical, a artista alcançou o 1º lugar nas paradas musicais com uma canção de mais de 10 minutos (Foto: YouTube/Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><b>All Too Well: The Short Film (Idem, Taylor Swift)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, você não está no </span><i><span style="font-weight: 400;">post</span></i><span style="font-weight: 400;"> errado. Sim, temos Taylor Swift no Cineclube. É que além de abalar mais uma vez as estruturas do mundo da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-novembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a continuação de seu projeto de regravações, que já é responsável por fuçar os baús da artista e trazer canções que ficaram de fora dos discos na época de seus primeiros lançamentos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5UMCrq-bBCg&amp;list=PLINj2JJM1jxMjrb29kIR5WixKfVeaOaIT"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também levou a artista para o Cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O momento para Taylor Swift estrear como diretora e a história para construir o primeiro roteiro que ostenta a sua assinatura não poderiam ser melhores: 12 de novembro de 2021 foi quando o mundo conheceu a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-revela-como-conceito-da-versao-de-10-minutos-de-all-too-well-surgiu-entenda/"><span style="font-weight: 400;">versão completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da canção entendida como </span><a href="https://prensa.li/entretenimento/all-too-well-melhor-composicao-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">uma das melhores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de toda a sua respeitada carreira como letrista, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sRxrwjOtIag&amp;list=PLINj2JJM1jxMjrb29kIR5WixKfVeaOaIT&amp;index=33"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well (10 Minute Version) (Taylor’s Version) (From The Vault)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para acompanhar, a artista elaborou um curta-metragem, que compreende no visual a narrativa intensa que originou sua música tão celebrada, personificada no protagonismo magnético de Sadie Sink (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Dylan O’Brien (</span><i><span style="font-weight: 400;">Teen Wolf </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Maze Runner</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências que existiram no imaginário da canção são todas concretizadas. Entre folhas de outono, viagens de carro, sinais vermelhos, vento no cabelo e demais cenas românticas sob a luz da geladeira da cozinha ou no alto da madrugada, o filme parece encapsular a era </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 15 minutos. Com direito a </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/music-news/taylor-swift-all-too-well-short-film-premiere-1235047255/"><span style="font-weight: 400;">estreias nos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Nova Iorque e </span><i><span style="font-weight: 400;">premiere</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> com centenas de milhares de pessoas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well: The Short Film</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só confirma a maior habilidade de Taylor Swift: </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><span style="font-weight: 400;">contar histórias</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://valkirias.com.br/a-narrativa-introspectiva-das-letras-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">narrativizar sentimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, claro, lembrar de </span><i><span style="font-weight: 400;">tudo muito bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_24987" aria-describedby="caption-attachment-24987" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ultimo-duelo.jpg" alt="Cena do filme O Último Duelo exibe uma mulher branca, com um olhar aflito, de cabelos loiros presos, vestindo uma roupa preta, montada em um cavalo marrom. Aos arredores da imagem há outras pessoas e uma vegetação ao fundo que foram embasadas para focar na mulher ao centro." width="678" height="452" /><figcaption id="caption-attachment-24987" class="wp-caption-text">O Último Duelo escancara o sexismo medieval (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>O Último Duelo (</b><b>The Last Duel</b><b>, </b><b>Ridley Scott</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-media.htm#:~:text=A%20Idade%20M%C3%A9dia%20%C3%A9%20o,Constantinopla%20pelo%20Imp%C3%A9rio%20Turco%2DOtomano."><span style="font-weight: 400;">Idade Média</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um período complexo da história da humanidade. Em um tempo em que as mulheres eram acusadas de bruxaria caso rompessem com os padrões estipulados pela nobreza, Marguerite de Carrouges (Jodie Comer) acusa Jacques LeGris (Adam Driver), o melhor amigo de seu marido, Jean de Carrouges (Matt Damon), de estupro. O caso vira a França de cabeça para baixo, já que as figuras envolvidas com a história são membros da aristocracia. Após um grande embate, o Parlamento determina que a história se resolva com um embate armado entre os homens, em que apenas um deles sairá vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama complexa e revoltante de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigida por Ridley Scott, foi inspirada em uma história real tenebrosa. A super produção acompanha por diversos ângulos a narrativa apresentada por </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/o-ultimo-duelo-o-caso-real-do-estupro-que-marcou-a-historia-da-franca/"><span style="font-weight: 400;">Marguerite de Carrouges</span></a><span style="font-weight: 400;">, que segue em sua luta incansável pela justiça. A direção fotográfica e a trilha sonora contribuem para a angústia que o diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/thelma-e-louise-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Thelma &amp; Louise</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pretende passar. Ao longo de seu desenrolar, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta diversos altos e baixos, com alguns diálogos longos e exaustivos. No entanto, até mesmo com seus pontos fracos, o longa medieval entrega uma atuação impecável. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24992" aria-describedby="caption-attachment-24992" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard.jpg" alt="Cena do filme Um Match Surpresa. A imagem mostra uma mulher segurando um celular que mostra a imagem de um homem segurando um cartaz escrito “tchau Natalie”. A mulher é branca de cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, usa um óculos de sol no topo da cabeça, moletom cinza com logo da Nike e sua expressão é de astúcia. Ela segura seu celular com a mão, enquanto outra mão vinda do lado direito da imagem se aproxima para pegá-lo. O fundo é um parque." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24992" class="wp-caption-text">O filme do diretor Hernán García foi salvo pelo elenco popular, que trazem traços da relação paternal chinesa-americana, e o infalível clima natalino (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Match Surpresa (Love Hard, </b><b>Hernán Jiménez García</b><b>)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bxfzkbUFlwU"><i><span style="font-weight: 400;">Um Match Surpresa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos primeiros filmes água com açúcar e de qualidade medíocre que já chegaram na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no esquenta para o Natal. A premissa é a mesma de </span><a href="https://sundial.csun.edu/11135/archive/dressesthoughpredictableisdressedforsuccess/"><i><span style="font-weight: 400;">Vestida Para Casar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a mulher se sente assombrada pelo fantasma de ficar para titia, mas sem cultivar o romance que nasce naturalmente. Protagonizado por Nina Dobrev, sua personagem Natalie Bauer é uma jornalista que conta sobre seus encontros amorosos fracassados em um </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i><span style="font-weight: 400;">, e fica nesse </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/05/movies/love-hard-review.html"><span style="font-weight: 400;">ciclo vicioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> impulsionada por um chefe nada gente fina, que a quer continuamente vendendo histórias de tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Natalie acha uma boa ideia viajar até o cara que ela acabou de conhecer por aplicativo de namoro para uma surpresa natalina. Só que ela cai em um </span><i><span style="font-weight: 400;">catfish</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; chocando ninguém &#8211; e </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/11/love-hard-review-netflix-1234677080/"><span style="font-weight: 400;">acaba presa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Josh (Jimmy O. Yang) e </span><a href="https://www.salon.com/2021/11/05/love-hard-review-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sua família</span></a><span style="font-weight: 400;"> chinesa-americana. Os alívios cômicos e a crítica para a deturpação de identidade na <em>internet</em> são superficiais. Para piorar, Hernán García passa pano para mentirosos que pescam pessoas <em>on-line</em>, procurando justificativas para romantizar o homem. Mirando em atacar a geração que procura amor na aparência física, ele </span><a href="https://variety.com/2021/film/reviews/love-hard-review-1235105525/"><span style="font-weight: 400;">morre na praia</span></a><span style="font-weight: 400;">, acerta na reafirmação da perfeição das mulheres e, irritantemente, nos faz acreditar nisso. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25025" aria-describedby="caption-attachment-25025" style="width: 1466px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884.jpg" alt="" width="1466" height="978" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884.jpg 1466w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25025" class="wp-caption-text">Brilhante, Seu Jorge dá vida ao guerrilheiro comunista Carlos Marighella, assassinado pela ditadura civil-militar em 1969 (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Marighella (Wagner Moura)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abílio Clemente Filho, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Aurora Maria Nascimento Furtado, Péricles Gusmão Régis, Edmur Péricles Camargo, Dinalva Oliveira Teixeira, Hamilton Pereira Damasceno, Helenira Resende de Souza Nazareth, Ichiro Nagami, Issami Nakamura Okano, Lyda Monteiro da Silva, Manoel Aleixo da Silva, Maria Augusta Thomaz, Túlio Roberto Cardoso Quintiliano, Uirassú de Assis Batista, Jane Vanini, Felix Escobar, Catarina Helena Abi-Eçab, Edson Luiz Lima Souto, Zuleika Angel Jones, Vladimir Herzog, Carlos Lamarca, Oswaldo Orlando da Costa, </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/carlos-marighella/"><span style="font-weight: 400;">Carlos Marighella</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, a ditadura civil-militar brasileira deixou, oficialmente, 434 mortos e desaparecidos. Acima, estão alguns poucos nomes que integram essa </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/memorial-mortos-e-desaparecidos/"><span style="font-weight: 400;">lista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para além de assistir e se emocionar com </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, repeti-los é reafirmar e </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/mais-de-mil-ossadas-de-vala-aberta-na-ditadura-ainda-aguardam-identifica%C3%A7%C3%A3o/a-54812193"><span style="font-weight: 400;">honrar a memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos combatentes. Para que não aconteça de novo. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b><span style="font-weight: 400;">  </span></p>
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<figure id="attachment_25129" aria-describedby="caption-attachment-25129" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1.jpg" alt="Cena da animação Encanto. Ambiente externo com iluminação natural e um fundo com árvores bastante verdes e casa com telhados terracota. Ao centro, Mirabel, uma mulher colombiana, com cabelos escuros, curtos e encaracolados, óculos redondos, olhos castanhos e um sorriso. Ela está segurando uma cesta com cataventos, chapéus de festa, instrumentos e outros objetos de comemoração. À sua volta estão três crianças moradoras de Encanto." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25129" class="wp-caption-text">Com uma arrecadação de US$ 57,9 milhões, Encanto tem se mantido na liderança das bilheterias americanas (Foto: Walt Disney Studios Motion Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto (Idem, Byron Howard e Jared Bush)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história dos </span><a href="https://entretenimento.r7.com/cinema-e-series/jeniffer-nascimento-e-felipe-araujo-falam-sobre-filme-encanto-sonho-04122021"><span style="font-weight: 400;">Madrigal</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma família da Colômbia que vive em uma casa mágica. Lá, cada um dos moradores tem um dom que é concedido a eles após um milagre muitos anos atrás, exceto Mirabel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Beatriz</span></a><span style="font-weight: 400;">), a única que ainda não descobriu o seu poder. Mas ao perceber mudanças e rachaduras pela casa, a personagem busca a resolução dos problemas para salvar sua família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, dirigido por Byron Howard e Jared Bush, tem a trilha sonora assinada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faz um trabalho impecável em criar e expor os sentimentos de cada um dos personagens e cenas através de músicas maravilhosas que contam uma história a cada número. Mas a trilha é só uma parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> do filme, que traz com um enredo inovador, personagens diversos e relacionáveis, e uma animação linda e aconchegante. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25282" aria-describedby="caption-attachment-25282" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford.jpg" alt="Cena do filme Clifford: O Gigante Cão Vermelho. A imagem mostra a personagem de Darby Camp, uma garota branca de cabelos ruivos, em close no seu rosto, de perfil. Ela está encostada numa cama, usando pijamas brancos, e seu rosto está tocando o focinho de um cachorrinho vermelho pequeno, que ela segura à sua frente com as mãos. Ambos estão de olhos fechados." width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25282" class="wp-caption-text">Alerta de filme que agrada a família toda (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Clifford: O Gigante Cão Vermelho (Clifford, the Big Red Dog, Walt Becker)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos suspiros de 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Clifford: O Gigante Cão Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente foi lançado. A nova versão da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/11/critica-clifford-o-gigante-cao-vermelho"><span style="font-weight: 400;">história infantil clássica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Norman Bridwell, que já foi para a TV e para os cinemas entre 2000 e 2006, teve sua estreia atrasada por conta da pandemia, mas agora renovou a simpatia do cãozinho num longa </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ganhar os corações das </span><a href="https://cinepoca.com.br/clifford-o-gigante-cao-vermelho-traz-historia-envolvente-para-adultos-e-criancas/"><span style="font-weight: 400;">crianças da geração alpha</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de Walt Becker traz </span><a href="https://www.instagram.com/darbyecamp/"><span style="font-weight: 400;">Darby Camp</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Emily Elizabeth, personagem que logo tem o prazer de conhecer Clifford (David Alan Grier) através de um criador de animais, que promete uma relação direta entre o crescimento do animal e o amor dedicado a ele. O complemento da aventura de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mT5niq0-D6M"><i><span style="font-weight: 400;">Clifford: O Gigante Cão Vermelho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é o divertido tio Casey (Jack Whitehall), responsável por Emily enquanto sua mãe está fora da cidade, o cenário de uma Nova Iorque, tipicamente caótica para um cachorro nada normal, e o toque delicado em questões importantes de serem introduzidas desde a infância, como </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> e respeito às diferenças. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25281" aria-describedby="caption-attachment-25281" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho.jpg" alt="Cena do filme Alerta Vermelho. Ao centro vemos Gal Gadot. Uma mulher jovem, branca, de cabelos pretos e levemente ondulados. Ela veste um vestido vermelho e colar, pulseira e anel pratas. Suas mãos estão tocando um ovo grande de ouro. Ela está olhando para a peça. O fundo é desfocado em luzes pretas e amarelas." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25281" class="wp-caption-text">É melhor assistir Alerta Vermelho do que Domingão com Huck (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Alerta Vermelho (Red Notice, Rawson Marshall Thurber)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final do tenebroso 2020, já era possível escutar os burburinhos sobre </span><a href="http://youtube.com/watch?v=3pTXnZw_Xhc"><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o filme da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta com nada mais nada menos do que Gal Gadot, The Rock e Ryan Reynolds no elenco principal. Produções que dispõem de protagonistas do alto escalão sempre correm o risco de oferecer roteiros rasos e apenas rostos bonitos, e é exatamente isso que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Red Notice</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibe em suas quase duas horas de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Divertidinho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> é cheio de atuações canastronas e um roteiro sem pé nem cabeça que tenta emplacar um novo </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> a cada cinco minutos de filme. A história sobre os maiores ladrões de Arte procurados pela </span><a href="https://www.novo.justica.gov.br/sua-protecao-2/cooperacao-internacional/atuacao-internacional-2/foros-internacionais/international-criminal-police-organization-interpol"><i><span style="font-weight: 400;">Interpol</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe que será sucesso de audiência pelos nomes envolvidos. É por conta disso que o filme não se preocupa em não oferecer detalhes técnicos, muito menos se importa com o fato de entregar apenas clichês. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> para toda família. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25287" aria-describedby="caption-attachment-25287" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-scaled.jpg" alt="Cena do filme Vingança e Castigo. Na imagem dois homens estão sentados lado a lado em uma mesa de bar antiga. Sentado à esquerda há um homem negro de cabelos castanhos e barba rala, ele veste jaqueta marrom sobre camisa jeans e está olhando para a bebida que está servindo em cima da mesa. À sua direita há um homem negro de mais idade, com chapéu preto, grossos bigodes pretos, vestindo terno preto sobre camisa branca e gravata borboleta roxa, enquanto olha para a mesa e dá um largo sorriso. Em cima da mesa há um vidro laranja tampando uma vela e um chapéu preto repousado mais para o lado. O fundo mostra lustres e uma cortina laranja para outra sala." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25287" class="wp-caption-text">Delroy Lindo é mais um ator fantástico que vive o xerife Bass Reeves (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vingança &amp; Castigo (The Harder They Fall, Jeymes Samuel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O faroeste da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não sai fora da curva no </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança &amp; Castigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jeymes Samuel, muito mais do que isso, o diretor transforma o padrão do gênero em brincadeira de criança. E este não é um simples filme de Velho Oeste, mas sim </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/03/movies/the-harder-they-fall-review.html"><span style="font-weight: 400;">um marco</span></a><span style="font-weight: 400;"> cinematográfico de que pessoas negras estavam presentes nesse cenário histórico &#8211; como a chamada durante os primeiros minutos do longa mesmo diz: </span><i><span style="font-weight: 400;">ainda que seja ficcional, essas pessoas existiram</span></i><span style="font-weight: 400;">. O estereótipo branco dos xerifes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_2PyxzSH1HM"><i><span style="font-weight: 400;">The Ballad of Buster Scruggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> cai por terra e vira pó, pisoteado por um elenco negro extraordinário.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de vingança entre duas gangues é contada com muito dinamismo e ação, junto de uma comédia ácida que aparece nos momentos essenciais. Nat Love (Jonatan Majors) </span><i><span style="font-weight: 400;">versus</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rufus Buck (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;">) junto de seus companheiros &#8211; que também carregam outros nomes de peso na interpretação, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/"><span style="font-weight: 400;">Regina King</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lakeith Stanfield, Edi Gathegi, Zazie Beetz e até Damon Wayans &#8211; se enfrentam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a trama é 100% protagonizada por pessoas negras, e </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/vinganca-e-castigo-mostra-que-ha-faroeste-depois-de-clint-eastwood.shtml"><span style="font-weight: 400;">radicaliza o irrealismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> até entendermos que a realidade é uma imagem construída. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Harder They Fall</span></i><span style="font-weight: 400;">, em seu nome original, mostra a </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/trilha-sonora-14-musicas-presentes-no-filme-vinganca-e-castigo/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a cereja do bolo, um lugar incomum para o gênero. Envolvendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma pegada mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou batidas mais intensas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas do filme lembram que tudo pode ser revolucionário. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25288" aria-describedby="caption-attachment-25288" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised.jpg" alt="Cena do filme Ferida. Vemos Jackie, uma mulher negra lutando MMA dentro de um ringue. Ela está com o olho esquerdo inchado, usa luvas pretas e veste uma camiseta cinza. Seu cabelo é repleto de tranças na altura dos ombros, de cor preta na raiz e amarela nas pontas. No canto esquerdo, vemos a nuca desfocada da mulher negra que Jackie enfrenta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25288" class="wp-caption-text">Halle Berry precisa superar os próprios limites em seu novo filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ferida (Bruised, Halle Berry)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uuA-dCqF5BQ"><span style="font-weight: 400;">Halle Berry</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia na direção em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferida</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme onde interpreta Jackie Justice, uma antiga lutadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">MMA</span></i><span style="font-weight: 400;"> que agora faz faxinas para conseguir pagar as contas. Quando Manny, seu filho de 6 anos de idade que abandonou, reaparece à sua porta, Jackie decide aproveitar uma última chance de voltar aos ringues e retomar a carreira pelo bem da criança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção agressiva de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferida </span></i><span style="font-weight: 400;">parece destacar o sofrimento e a violência no cotidiano da protagonista, mas tem dificuldade em lidar com os temas que surgem ao longo da obra, como a sexualidade de Jackie. O que poderia torná-la mais complexa é introduzido com rapidez e é logo deixado de lado para seguir uma fórmula conhecida dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/creed-outra-luta-outro-boxe/"><span style="font-weight: 400;">filmes de luta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tenta construir uma história de superação, mas falha ao impedir que conheçamos sua protagonista a fundo. Os únicos momentos em que oferece algo além de dessensibilização são as cenas de Jackie com o filho, onde estabelece uma relação de amor e carinho genuína entre eles. No resto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bruised</span></i><span style="font-weight: 400;"> prefere seguir um modelo já visto em outros filmes do gênero do que explorar suas particularidades. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25280" aria-describedby="caption-attachment-25280" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha.png" alt="Cena do álbum visual GRACINHA, de Manu Gavassi. A imagem mostra Manu, uma mulher branca de cabelos ruivos ondulados presos numa trança, sentada à frente de uma penteadeira antiga, com o corpo de lado, virado para a direita, mas olhando para a câmera. Ela veste um corset branco e está com as mãos apoiadas na bancada, de madeira marrom clara. Na frente dela, existe um espelho cercado por luzes redondas amarelas. Atrás dela, existem quatro pessoas, que também olham para a câmera e usam roupas de espetáculo. Ao fundo, existe uma parede verde água descascada e uma janela de madeira antiga." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25280" class="wp-caption-text">E não é que ela <a href="https://catracalivre.com.br/entretenimento/bbb20-os-memes-da-manu-na-disney-apos-discurso-do-prior-estao-demais/">tá na Disney</a> mesmo? (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>GRACINHA (Manu Gavassi e Gabriel Dietrich)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Manu Gavassi é sempre acompanhado por uma imagem debochada como pessoa pública e rasa enquanto artista. Bom, isso até novembro de 2021. Isso porque o novo projeto da artista não é só uma significativa ruptura com os caminhos que a mesma traçou para a sua carreira até então, como também é uma demonstração do que ela pode fazer quando está mais preocupada com a sinceridade de sua expressão diante do mundo do que em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQgMMd-OjOs"><span style="font-weight: 400;">fazer </span><i><span style="font-weight: 400;">gracinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso não é eu que estou dizendo, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9TukGGWDCQ"><span style="font-weight: 400;">a própria Manu Gavassi</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada canto de seu novo disco, que além de encontrar seu lugar de respeito dentro da Música nacional, destaca-se também no cenário artístico brasileiro como um todo com o seu complemento visual. Seguindo a narrativa do álbum, o filme apresenta, através da história musicada de Gracinha (interpretada talentosamente pela própria Manu), reflexões sobre o ofício da Arte e o exercício da liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também assina o roteiro (que traz um quê de Literatura maravilhoso) e a produção de arte (cuja identidade tem um caráter de inédito vindo de uma artista brasileira, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gb1MWkZbXb0"><span style="font-weight: 400;">esbanja personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro da essência de Manu Gavassi e de suas referências), dividindo a direção com </span><a href="https://www.instagram.com/gabdietrich/"><span style="font-weight: 400;">Gabriel Dietrich</span></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum visual ainda conta com um elenco brilhante (Paulo Miklos, Ícaro Silva, Fábio Porchat, João Cortês e Titi Gagliasso) que destaca a produção musical de Lucas Silveira. Eu tentei explicar, mas é isso: prometo para você que, dessa vez, a </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/gracinha/RfIfOngDOnKz"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Manu Gavassi é imperdível. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_24984" aria-describedby="caption-attachment-24984" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Cowboy Bebop. Os tripulantes da Bebop caminham para frente em um beco iluminado por luzes neon. Da esquerda para a direita: Spike (John Cho), Jet (Mustafa Shakir) e Faye (Daniella Pineda) segurando a coleira de Ein, um cachorro da raça corgi. Spike é um homem asiático de cabelos pretos e bagunçados. Ele usa um terno azul futurista por cima de uma camisa amarelo-clara com a gola levantada e uma gravata preta. Suas mangas estão levantadas e ele está com as mãos nos bolsos. Jet é um homem negro careca de barba preta, usando um macacão cinza sem mangas por cima de uma camiseta vermelho-escura. Seu braço esquerdo é uma prótese futurista e há uma cicatriz cortando verticalmente seu olho direito. Faye é uma mulher latina de cabelos roxo-escuros, usando uma jaqueta de couro marrom por cima de um colete amarelo fechado por um zíper, saia preta e meia calça e botas de cano alto. Ein é um corgi de pelagem caramelo e branca. Jet segura uma bolsa com a mão mecânica e Faye segura a coleira de Ein com sua mão esquerda. As paredes do beco são de tijolos, cortados por cimento e, atrás das personagens, vemos uma porta de vidro vazando uma luz branca. Acima da porta, a ponta de um letreiro de neon rosa ilumina o beco. Do lado direito da cena, uma caçamba de lixo está posta contra a parede do beco." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24984" class="wp-caption-text">“O que acontecer, aconteceu” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Cowboy Bebop (</b><b>1ª temporada</b><b>, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda tentando emplacar uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/one-piece/one-piece-live-action"><span style="font-weight: 400;">adaptação de </span><i><span style="font-weight: 400;">animes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para o formato </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ocidental, a mais nova aposta (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-in-the-shell-vigilante-do-amanha/"><span style="font-weight: 400;">e vítima</span></a><span style="font-weight: 400;">) de Hollywood não é ninguém menos do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra seminal e influente de Shinichiro Watanabe lançada em 1998. Distribuída pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada da nova série segue mais ou menos a linha dos primeiros episódios da animação, narrando as desventuras de um grupo de caçadores de recompensas espaciais que viajam pelo sistema solar à bordo da nave </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;">, procurando por foragidos e tentando, cada um à sua maneira, escapar de um passado nebuloso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R0BaQa0VNKk"><i><span style="font-weight: 400;">Death Note</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017), a nova tentativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> de traduzir animações orientais para </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esforça para preservar a iconografia da série original, mesmo quando tal esforço faz pouco ou nenhum sentido. Sim, é legal ver John Cho caracterizado como o relaxado Spike Spiegel, mas acompanhar uma pessoa de carne e osso usando a mesma roupa por 10 episódios só chama mais atenção para o estranhamento entre um formato e outro. As novas interpretações de suas personagens são intrigantes e oferecem potencial, mas a insistência de sua apresentação em manter a estética do original se prova um detrimento ao invés de uma virtude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a </span><a href="https://open.spotify.com/album/1XoE7ZirQ3gjxq8HIzTJU9?si=j7YSQuxSSm6e06zDTvwh8A"><span style="font-weight: 400;">incrível trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> da animação tenha sido preservada graças ao retorno da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZINRNNNRNVE"><span style="font-weight: 400;">compositora Yoko Kanno</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> não mais rege a estrutura de sua execução. Abandonando o formato episódico da animação original, o novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta ao máximo serializar sua narrativa para se adequar ao formato de exibição do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, ligando seus episódios por meio da trama fraquíssima do vilão Vicious (Alex Hassell), que só engata de verdade nos últimos episódios, sem força o suficiente para entregar uma conclusão adequada para a temporada. Não foi dessa vez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Cowboy.</span></i><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_24988" aria-describedby="caption-attachment-24988" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here.jpg" alt="Cena da série We´re Here apresenta três drag queens andando na rua em um dia ensolarado. A esquerda está uma drag branca, gorda, usando uma peruca loira. O centro da imagem é ocupado por uma drag negra, magra, usando uma peruca castanha. No canto direito está uma drag negra, magra, com uma peruca enrolada castanha. As três vestem um look dourado extremamente elaborado." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24988" class="wp-caption-text">Elas estão de volta! (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>We&#8217;re Here (2ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma temporada incrível empoderando pessoas em cidades pequenas no interior dos Estados Unidos, Bob The Drag Queen, Shangela e Eureka retornam para mais um longo percurso em </span><i><span style="font-weight: 400;">We&#8217;re Here</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o propósito de recrutar pessoas para participar pela primeira vez de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, as ex-participantes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ajudam no empoderamento de indívudios LGBTQIA+ que cruzam o caminho das </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;">. No meio do percurso, surgem diversos talentos e histórias de superação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da série se assemelha muito com o filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75rguGiB1QQ"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla, a Rainha do Deserto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com três </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> talentosíssimas que viajam por lugares inóspitos em um ônibus estilizado do tamanho da personalidade das artistas. Após uma temporada, Bob The Drag Queen, Shangela e Eureka retornam com muito mais familiaridade em sua série, o que permite com que as histórias se desdobrem com mais fluidez e emoção. Ao longo de oito episódios, a série transborda  o carisma, a singularidade, a coragem e o talento que a Mama Ru tanto cobra das participantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25283" aria-describedby="caption-attachment-25283" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment.jpg" alt="Cena da série Impeachment: American Crime Story. À esquerda há uma mulher branca e loira. Ela veste blusa branca, calça preta e um sobretudo bege com traços pretos. Ela usa óculos. Sua mão esquerda está apontando para uma mulher. Essa mulher está à direita da imagem. Ela é branca de cabelos pretos. Usa uma camisa preta e um colar de pérolas brancas. O fundo é uma parede branca desfocada." width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25283" class="wp-caption-text">Impeachment: American Crime Story é boa escolha para maratonar enquanto você aguarda um impeachment no Brasil (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Impeachment: American Crime Story (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1994, Paula Jones abriu um </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/impeachment-bill-clinton.htm"><span style="font-weight: 400;">processo contra Bill Clinton</span></a><span style="font-weight: 400;"> alegando ter tido sua carreira prejudicada após a recusa de uma proposta sexual. Em novembro de 1996, Bill Clinton foi reeleito presidente dos Estados Unidos. Em 1997, o caso foi arquivado. E, em 1998, após Linda Tripp entregar ao Procurador de Justiça cópias das conversas da estagiária Monica Lewinsky, que comprovava o envolvimento pessoal dela com Clinton, o processo de </span><i><span style="font-weight: 400;">impeachment</span></i><span style="font-weight: 400;"> do presidente foi aberto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse escândalo foi o tema escolhido para o terceiro ano da primorosa </span><i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após uma produção de altíssimo nível exibindo o julgamento de </span><a href="https://manualdohomemmoderno.com.br/filmes-e-series/motivos-para-assistir-american-crime-story-o-povo-contra-o-j-simpson"><span style="font-weight: 400;">O. J. Simpson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma segunda temporada mostrando os dramas do assassinato de </span><a href="https://www.vix.com/pt/series/570093/o-assassinato-de-gianni-versace-o-que-e-verdade-e-o-que-e-ficcao-na-serie-de-sucesso"><span style="font-weight: 400;">Gianni Versace</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia com produção executiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-murphy/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói o caso Clinton e Lewinsky, retratando a podridão dos poderosos. Apesar dos episódios durarem em torno de 1 hora cada, as histórias das personagens desenrolaram de maneira rápida, eficaz e não cansativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque para </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-11-01/monica-lewinsky-do-escarnio-planetario-a-lider-ativista.html"><span style="font-weight: 400;">Monica Lewinsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> é dentro e fora das câmeras. Além de ter sua história protagonizada, ela atua como produtora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Impeachment:</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lewinsky retratada como completa ingênua através da entrega à atuação de Beanie Feldstein, certamente é a maior vítima dos acontecimentos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sarah-paulson/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson</span></a><span style="font-weight: 400;"> na pele de Linda Tripp reverbera a série, assim como qualquer produção que ela toca. Edie Falco também é um grande nome a ser citado. Sem muitas cenas nos primeiros episódios, sua Hillary Clinton vem à tona e irretocável para o final, momento de seu maior estrelismo. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_24989" aria-describedby="caption-attachment-24989" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Stargirl. Stargirl se reúne com seus aliados para enfrentar uma nova ameaça. Da esquerda para a direita: Shiv (Meg DeLacy), Stargirl (Brec Bassinger) e Pantera (Yvette Monreal). Shiv é uma adolescente asiática com cabelos pretos com mechas brancas. Ela usa um uniforme verde com partes de armadura marrom nos braços e nos ombros, um peitoral verde com um painel brilhante na barriga. Stargirl é uma adolescente caucasiana de cabelos loiros e encaracolados, usando uma máscara azul que cobre a parte superior de seu rosto. Ela usa um uniforme azul com luvas vermelhas, com uma estrela branca grande no peito e estrelas menores indo dos braços às luvas. Ela segura o Bastão Cósmico com ambas as mãos, ameaçando para frente. O Bastão é revestido por energia dourada perto de onde ela o toca. Pantera é uma adolescente latina de cabelos pretos. Ela usa uma máscara de pantera que cobre a parte superior de seu rosto. Ela usa um uniforme escuro sem adereços. Atrás dela, podemos ver uma porta de vidro com um símbolo gravado, mas fora de foco e ilegível. As três encaram a câmera, olhando ameaçadoramente para frente. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24989" class="wp-caption-text">O inimigo do meu inimigo (Foto: The CW)</figcaption></figure>
<p><b>Stargirl (</b><b>2ª temporada</b><b>, The CW/HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma das heranças do finado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teve a boa sorte de ter passado para as mãos do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kuUFOmvyKo4"><i><span style="font-weight: 400;">Doom Patrol</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6ttU1iKSpdA"><i><span style="font-weight: 400;">Titans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ficando à cargo da </span><i><span style="font-weight: 400;">CW,</span></i><span style="font-weight: 400;"> emissora responsável pelas séries que compõem o chamado <em>Arrowverso</em>, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=toJCsaISMAw"><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/batwoman-ruby-rose-expoe-ambiente-toxico-abusos-e-acidentes-no-set-199340/"><i><span style="font-weight: 400;">Batwoman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar da mudança, a série de Greg Berlanti lida bem com o novo ambiente e, mesmo tropeçando um pouco nos primeiros episódios, recupera o fôlego na segunda metade da temporada e constrói um drama emocional maduro e inteligente para seu grupo de jovens heróis (e vilões).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a derrota de Geada (Neil Jackson), Courtney (Brec Bassinger) e o resto da nova </span><span style="font-weight: 400;">Sociedade da Justiça da América</span><span style="font-weight: 400;"> tem de descobrir como manter o equilíbrio entre suas novas identidades secretas e suas vidas civis, deixando os primeiros capítulos do novo arco (</span><i><span style="font-weight: 400;">Summer School</span></i><span style="font-weight: 400;">) um pouco maçantes. O que salva é a </span><a href="https://www.omelete.com.br/dc-comics/stargirl-ysa-penarejo-comenta-escalacao"><span style="font-weight: 400;">introdução de Ysa Penarejo</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jade, filha do Lanterna Verde original e nova portadora do Anel de Poder, e a </span><a href="https://decider.com/2021/08/17/dcs-stargirl-meg-delacy-spoiler-interview/"><span style="font-weight: 400;">volta de Meg DeLacy</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Shiv, uma das atrizes que mais parece se divertir com seu papel de vilã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Meninas Malvadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a chegada de Eclipso (Nick E. Tarabay), no entanto, mágoas passadas são postas de lado e um inimigo força todos a confrontarem seus piores medos, em episódios carregados de tensão e até mesmo Terror, cimentando a nova fase da produção e sua capacidade de se diversificar. Apesar de não ter o mesmo orçamento de outras adaptações de quadrinhos populares, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta naquilo que importa, atingindo em cheio na energia positiva que marcou o primeiro ano da série, mas sem ignorar os negativos de suas personagens.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25126" aria-describedby="caption-attachment-25126" style="width: 1915px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol.jpg" alt="Cena da série Patrulha do Destino. Vemos quatro pessoas e um robô parados na cozinha de uma mansão. Ao fundo, sentado à mesa, vemos um homem negro com cabeça raspada, um olho cibernético do lado direito e o braço direito metálico. À esquerda, vemos um homem coberto em ataduras, como uma múmia. Ele veste um casaco grosso e usa um óculos preto similar aos usados para natação. À direita, vemos uma mulher branca que veste uma blusa branca e saia, como se tivesse saído de um filme da década de 1950. Em seguida, vemos um robô com olhos vermelhos, vestindo uma jaqueta de couro preta e uma camiseta cinza, e uma mulher branca, mais baixinha e com cabelo preto quase na altura dos ombros, vestindo uma blusa larga e preta. Todos olham, surpresos, para algo fora da imagem." width="1915" height="857" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol.jpg 1915w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-800x358.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1024x458.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-768x344.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1536x687.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1200x537.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25126" class="wp-caption-text">Reconhecer as próprias falhas para conseguir melhorar como pessoa é um tema forte na terceira temporada da série dos heróis da DC (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Patrulha do Destino (Doom Patrol, 3ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma segunda temporada que foi encurtada por causa da </span><a href="https://www.syfy.com/syfy-wire/doom-patrol-showrunner-pandemic-cliffhanger-s2-finale"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Destino </span></i><span style="font-weight: 400;">retornou exatamente de onde parou. No novo ano, a equipe dos heróis excêntricos e desajustados da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics </span></i><span style="font-weight: 400;">precisa lidar com seus próprios traumas enquanto enfrentam bizarrices tão inexplicáveis que nem a Liga da Justiça teria coragem de confrontar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doom Patrol </span></i><span style="font-weight: 400;">provou que esta é a melhor série baseada em histórias em quadrinhos em exibição atualmente. As aventuras estão ainda mais doidas, de um jeito que deixaria </span><a href="https://ovicio.com.br/como-grant-morrison-redefiniu-a-patrulha-do-destino/"><span style="font-weight: 400;">Grant Morrison</span></a><span style="font-weight: 400;"> orgulhoso, e o drama de cada um dos membros da equipe emociona bastante. O destaque dado à Rita Farr (April Bowlby) surpreende ao exibir uma ambiguidade moral fascinante, que nunca tinha sido mostrada até então, e a adição de Michelle Gomez ao elenco, no papel de uma viajante no tempo misteriosa, introduz um excelente clima de desconfiança à dinâmica do grupo. O episódio 8, </span><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Subconsciente</span></i><span style="font-weight: 400;">, é digno de </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Que venham mais temporadas! </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25147" aria-describedby="caption-attachment-25147" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big.jpg" alt="Cena da série Big Mouth, mostra um fantoche marrom do personagem Monstro do Hormônio em um sofá vermelho." width="1500" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25147" class="wp-caption-text">A maior (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Big Mouth (5ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ódio é protagonista da 5ª temporada da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ynONJOneEoM"><span style="font-weight: 400;">série mais safada da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No novo ano, os eternos pré-adolescentes precisam lidar com a chegada do Amor, na forma de Walter (Brandon Kyle Goodman), o inseto da paixão que infecta Nick (Nick Kroll) e faz seus sentimentos por Jessi (Jessi Klein) aflorarem. O problema é que a garota tem seu próprio monstro amoroso, Sonya (</span><a href="https://personaunesp.com.br/better-things-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Pamela Adlon</span></a><span style="font-weight: 400;">), que cutuca seu coração para a direção de Ali (Ali Wong).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o circo armado, o amor não correspondido vira raiva, desaguando em uma trama repleta de rancor, com direito ao retorno do Mago da Vergonha (David Thewlis). Enquanto isso, Andrew (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sf_1GfMOUws"><span style="font-weight: 400;">John Mulaney</span></a><span style="font-weight: 400;">) lida com seus problemas de aceitação, Jay (Jason Mantzoukas) abandona o relacionamento tóxico que mantinha com Lola (Nick Kroll) e acaba na cama de Matthew (Andrew Rannells). Missy (Ayo Edebiri), por outro lado, alimenta o rancor da cobra Rochelle (Keke Palmer) e preocupa Mona (Thandiwe Newton).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No plano geral, Maury (Nick Kroll) e Connie (Maya Rudolph) não se encontram tão ao centro da narrativa, mas ganham protagonismo no divertido e peculiar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dR1sJc8goMI"><span style="font-weight: 400;">episódio de Natal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com direito a muita metalinguagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está exalando um ar de encerramento, ainda mais quando o jovem Nick visita o Mundo dos Monstros e sobe o elevador até a sala do chefão, ninguém menos que o próprio Nick Kroll, que aparece em </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> e contracena com seu “eu” animado. Madura, sacana, cheia de tesão e com muito a dizer, a Bocona da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">segue irretocável. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25285" aria-describedby="caption-attachment-25285" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/adele-one-night-only.png" alt="Cena do especial Adele: One Night Only. Duas mulheres sentadas em cadeiras no meio de um jardim rindo. A esquerda, Adele, uma mulher branca de cabelos loiros usa um conjunto de calça e blazer branco. A direita, Oprah, uma mulher negra e cabelos castanhos, usa óculos redondos e um conjunto bege." width="750" height="421" /><figcaption id="caption-attachment-25285" class="wp-caption-text">Antes do lançamento de seu novo disco, Adele concedeu uma sincera entrevista à Oprah (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Adele One Night Only (Especial Musical, CBS/Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">One Night Only</span></i><span style="font-weight: 400;">, Adele caminha por toda a sua trajetória musical e explora clássicos e novidades que compõem a sua carreira, enquanto bate um papo com Oprah Winfrey. Abrindo com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mescla músicas de seus primeiros álbuns, trilha sonoras de filmes e do seu mais novo projeto: </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">30</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A entrevistadora toca em pontos da </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/33553/os-melhores-momentos-do-especial-de-adele-one-night-only"><span style="font-weight: 400;">jornada de Adele</span></a><span style="font-weight: 400;">, abordando sua perda de peso, as inspirações por trás de cada canção, o divórcio e seu filho Angelo, e os sentimentos da artista transparecem a cada resposta, sendo visível a sinceridade da conversa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plateia da apresentação é composta por diversos convidados de renome, como Leonardo DiCaprio, Selena Gomez, Tracee Ellis Ross e Lizzo, que vibram e celebram as músicas e comentários da cantora. Ela age com bastante naturalidade, mesmo sendo sua primeira performance de algumas músicas desde o </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><span style="font-weight: 400;">lançamento do novo CD</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25286" aria-describedby="caption-attachment-25286" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-scaled.jpg" alt="Cena da série The Foundation. No canto esquerdo da imagem há uma espaçonave indo em direção a um astro que brilha intensamente em cores vermelhas na parte superior da imagem." width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25286" class="wp-caption-text">A série de Goyer está amparada exclusivamente na super potência de seu audiovisual, figurino e maquiagem, pois sua narrativa é um emaranhado de peças soltas (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Foundation (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso assistir ao menos os 3 primeiros episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> para entender do que se trata. Somos lançados em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H5CBWy17y70"><span style="font-weight: 400;">cinematografia magnífica</span></a><span style="font-weight: 400;">, de arrancar suspiros, para conhecer um universo completamente diferente com incontáveis planetas e habitantes, mas não é fácil perceber qual história está sendo contada. A nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> é baseada nos livros de </span><a href="http://centralpandora.com.br/fundacao-isaac-asimov/"><span style="font-weight: 400;">Isaac Asimov</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção que é um marco da ficção científica e narra o futuro a partir da perspectiva político-social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de David S. Goyer usou </span><a href="https://paginajournal.com/essas-8-coisas-que-todos-devem-saber-sobre-a-serie-foundation-antes-de-comecar/"><span style="font-weight: 400;">apenas a premissa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Asimov para criar sua narrativa &#8211; e isso é o que mais revoltou os fãs. Ambas contam a história de um Império galáctico de 12 mil anos de idade, governado por uma tríplice de clones &#8211; é isso aí, você leu direitinho. Cleon teve a brilhante ideia de ter uma dinastia de clones próprios, então, séculos depois, estamos diante de 3 versões suas: uma jovem, outra adulta e a mais velha. Assim, a galáxia de trilhões de habitantes está na mão (ou nas mãos?) de um autocrata, cujo maior inimigo é justamente a ciência, e </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/sep/24/foundation-review-apple-tv"><span style="font-weight: 400;">a produção patina</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesse enredo complexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto lidamos com o desenvolvimento de Cleon (Lee Pace), a série se distancia dos livros na maior parte do tempo, mudando personagens importantes, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/reviews/foundation-review-apple-plus-asimov-1235073033/"><span style="font-weight: 400;">inclusive o protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Hari Seldon. Sob a pele do brilhante Jared Harris, Seldon é um matemático que inventou a </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-isaac-asimov/"><span style="font-weight: 400;">psico-história</span></a><span style="font-weight: 400;">: uma ciência que prevê movimentos da sociedade a partir da psicologia das massas e algumas continhas. Segundo ele, o Império irá cair, e por isso, Cleon precisa que uma parcela da população crie uma Fundação para que a espécie sobreviva. Um audiovisual espetacular e a má construção de </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Cultura/noticia/2021/09/adaptacao-de-fundacao-ganha-mais-personagens-femininos-e-diversidade.html"><span style="font-weight: 400;">suas personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> os acompanham nessa brincadeira que vale a pena assistir &#8211; mas talvez te decepcione. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24990" aria-describedby="caption-attachment-24990" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Arcane. Vi (Hailee Steinfeld) e Cait (Katie Leung) caminham de costas para a câmera, no meio de uma passarela semi-destruída, com pontas de ferro expostas e escombros dos lados. Na frente delas, uma lua vermelha enche a maior parte do fundo, por cima de um céu cor de ferrugem. Um míssil com uma cauda azul surge de cima, cortando a lua simetricamente. Algumas nuvens escuras cruzam o céu e a lua. Vi, a esquerda, é uma mulher caucasiana de cabelo rosa curto, usando uma jaqueta vermelha e uma calça, com uma manopla futurista com um brilho azulado na mão esquerda. Cait, apoiada em Vi, é uma mulher asiática de cabelos longos e azuis, usando um vestido azul. Ela passa seu braço esquerdo ao redor do pescoço de Vi, enquanto Vi segura sua cintura com seu braço direito. Atrás delas, uma manopla igual a de vi está no chão, destruída." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24990" class="wp-caption-text">Quando o mundo te transforma numa arma, o que fazer senão disparar? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Arcane (Arcane: League of Legends, </b><b>1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reino das animações, foi difícil ouvir falar sobre outra coisa esse mês a não ser </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;">. A nova produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix,</span></i><span style="font-weight: 400;"> baseada no universo do jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends, </span></i><a href="https://dotesports.com/league-of-legends/news/riots-arcane-quickly-earns-imdbs-highest-rating-for-a-netflix-original-series"><span style="font-weight: 400;">conquistou elogios</span></a><span style="font-weight: 400;"> tanto de fãs da franquia quanto do público em geral, graças aos seus visuais deslumbrantes, sua atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">steampunk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e suas personagens carismáticas, finalmente </span><a href="https://www.theenemy.com.br/pc/arcane-desbanca-round-6-e-assume-topo-de-audiencia-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">desbancando </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do primeiro lugar no </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">de séries mais vistas na plataforma. Contando com vários dos personagens do jogo, a primeira temporada da série narra a tensão entre Piltover e Zaun, cidades gêmeas marcadas pela desigualdade entre suas classes sociais, encarnada no relacionamento entre as irmãs Vi (Hailee Steinfeld) e Jinx (Ella Purnell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo em sua abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;"> já encanta com seu uso de cores e sons para contar sua história, num dos exemplos mais impactantes do potencial de animações desde que Miles Morales saltou para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y_CrM0lbB6U"><span style="font-weight: 400;">dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018 (e ambas tiveram um longo </span><a href="https://pursuenews.com/arcane-season-1-took-6-years-to-complete-but-assures-season-2-will-arrive-sooner-riot-games-ceo/"><span style="font-weight: 400;">tempo de desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;">). A mistura entre técnicas <em>2D</em> e<em> 3D</em> forma a base para uma das estéticas mais distintas do ano, marcada por modelos de personagens cartunescos e expressivos e uma iluminação estilizada. A qualidade da atuação de Steinfeld e Purnell como as trágicas irmãs carrega os capítulos, que por vezes sofrem com a quantidade de subtramas políticas apresentadas que não são nem de longe tão engajantes quanto a principal, apesar de apresentarem potencial para a já confirmada segunda temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividida em três atos de três episódios, a produção conseguiu manter o interesse da audiência ao longo de quase todo o mês, marcando um sucesso não só para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Riot Games</span></i><span style="font-weight: 400;">, desenvolvedora de </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao fim de um ano marcado por acusações de </span><a href="https://www.theenemy.com.br/esports/ceo-da-riot-games-esta-sendo-investigado-por-assedio"><span style="font-weight: 400;">assédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/223234-riot-games-acusada-tentar-calar-funcionarios-sofreram-assedio.htm"><span style="font-weight: 400;">má conduta</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mancharam com razão o nome da companhia e de suas propriedades e que não devem ser esquecidas em meio a ação magistral da série. Embora o segundo ato se enfraqueça por conta de um salto temporal que demora para aterrissar, em sua última semana </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu reforçar seus melhores elementos em uma final explosão narrativa e estética, que nos deixa ansiando muito mais de seu universo. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25125" aria-describedby="caption-attachment-25125" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky.jpg" alt="Cena da série Chucky exibe um menino branco, com cabelo cacheado, carregando um boneco pelos corredores de uma escola. O menino está com uma mochila nas costas e veste um moletom cinza com o zíper aberto. O boneco é branco, sorridente, tem olhos azuis completamente abertos, veste um macacão azul e tem cabelo ruivo longo." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25125" class="wp-caption-text">A série do boneco demoníaco te convida para uma brincadeira sangrenta (Foto: Syfy/USA Network)</figcaption></figure>
<p><b>Chucky (1ª temporada, Syfy/USA Network) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fracassado </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HqSAtciV3U"><i><span style="font-weight: 400;">Brinquedo Assassino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2019, o boneco homicida (e muito debochado) voltou, dessa vez numa série com o controle criativo de Don Mancini, criador da franquia. Na trama, depois que o jovem Jake Wheeler (Zachary Arthur) compra um boneco Bonzinho em uma venda de garagem, uma série de terríveis assassinatos começa a acontecer em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Enquanto isso, a chegada de inimigos e aliados do passado de Chucky promete expor as origens do boneco e a verdade por trás de todas as mortes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando depois dos eventos de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Culto de Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série acertou ao dar o controle criativo de volta a Mancini, que entrega uma história de amadurecimento violenta, cômica e muito divertida. A trama ainda abraça a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/chucky-lgbtqia-representatividade"><span style="font-weight: 400;">essência </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da franquia com orgulho, retratando o relacionamento do protagonista com Devon (Björgvin Arnarson) de um jeito tão bonito que é impossível não sorrir ao vê-los juntos. O retorno de personagens conhecidos, como Tiffany (Jennifer Tilly) é mais do que puro </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice </span></i><span style="font-weight: 400;">e evidencia que a mitologia da saga, construída ao longo de mais de 30 anos, ainda tem muito a oferecer. É o evento televisivo do ano. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25284" aria-describedby="caption-attachment-25284" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25284" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1.jpg" alt="Cena do documentário The Beatles: Get Back. Foto retangular colorida, na qual vemos, da esquerda para a direita, Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison. Os quatro estão sentados, e são homens brancos de cabelos lisos, à altura dos ombros. Paul veste um suéter de cor laranja, e possui barba e cabelos de cor preta. Ringo está sentado em sua bateria de cor amarela, vestindo uma camisa florida de cor rosa, com um cigarro na boca. Ele possui cabelos e bigode loiros. John Lennon está de costas para a câmera, com a cabeça virada para trás. Ele possui cabelos loiros e utiliza um óculos transparente com lentes redondas. George veste uma camisa de cor vermelha. Ele possui bigode e cabelos de cor castanha." width="1200" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25284" class="wp-caption-text">Com mais de 8 horas de duração, The Beatles: Get Back revela o lado humano do quarteto de Liverpool (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>The Beatles: Get Back (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 1969, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbey-road-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beatles</span></a><span style="font-weight: 400;"> decidiram retornar para um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ao vivo, após terem encerrado suas aparições públicas em 1966. O retorno aclamado deu origem a mais de 50 horas de filmagens e mais de 150 horas de gravação em áudio, cuja organização — revelada ao público mais de cinquenta anos depois — ficou a cargo do diretor neozelandês Peter Jackson, responsável pela adaptação cinematográfica de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando origem a </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-11-25/get-back-o-documentario-de-peter-jackson-sobre-os-beatles-e-um-acontecimento.html?outputType=amp"><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os arquivos tenham chegado prontos ao diretor, a maneira de contar essa história ficou totalmente sob sua responsabilidade. A série soma mais de oito horas, sendo dividida em três partes com mais de duas horas cada (a segunda, por exemplo, tem quase três horas). O documentário funciona como um enorme </span><i><span style="font-weight: 400;">making of</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual enxergamos a mente dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/beatles-please-please-me-album-branco-critica/"><span style="font-weight: 400;">garotos de Liverpool</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalhando e criando novas canções, mas também deixa em evidência que o verdadeiro líder dos Beatles foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/paul-mccartney-allianz-sao-paulo-resenha-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul McCartney</span></a><span style="font-weight: 400;"> — ele chega atrasado, naturalmente dá ordens a respeito das formas de abordar as canções, estipula o que cada integrante deverá fazer com seu instrumento e decide com os produtores e engenheiros de som a maneira de capturar o áudio durante o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior virtude de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Auta2lagtw4&amp;ab_channel=WaltDisneyStudios"><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a apresentação do quarteto sem a aura mística e o pensamento mágico que os cerca na cultura popular — seja pelas falas ácidas e posicionamentos fortes de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/41-anos-sem-john-lennon-relembre-morte-do-ex-beatle-e-quem-foi-o-assassino-mark-chapman-flashback/"><span style="font-weight: 400;">John Lennon</span></a><span style="font-weight: 400;">, frequentemente citados em qualquer menção ao cantor cujo objetivo é pontuar seu ar de guru geracional, seja pelas estranhas </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/oito-mitos-sobre-os-beatles-derrubados-ou-confirmados-pela-serie-get-back/"><span style="font-weight: 400;">teorias de conspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> que cercam McCartney. Particularmente, essa abordagem parece ser batida, possivelmente um ponto de saturação na cultura. Talvez esse seja o motivo pelo qual o documentário foi recebido com enorme carinho e satisfação por uma parcela do público, ao mesmo tempo em que desanimou aqueles que colocam os integrantes como quatro anjos na Terra. Em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/serie-sobre-os-beatles-e-uma-obra-prima/"><i><span style="font-weight: 400;">Get Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos os Beatles como pessoas, como quatro indivíduos que são, invariavelmente, geniais — mas ainda, e profundamente, humanos. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_25290" aria-describedby="caption-attachment-25290" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25290 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3.jpg" alt="Imagem retangular horizontal. Cena do reality show RuPaul’s Drag Race UK. A imagem mostra três competidoras da temporada, em ordem: Kitty Scott-Claus, Krystal Versace e Ella Vaday. Elas estão desfilando de mãos dadas levantadas no palco da competição, que é iluminado por luzes azuis e rosas. Elas são três drag queens brancas. Kitty está usando uma peruca loira e um vestido dourado com mangas de tule rosa; Krystal está usando uma peruca loira e um macacão dourado e prateado; Ella está usando uma peruca azul e um macacão com ilusão nude, pedras brilhantes e linhas azuis." width="1365" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3.jpg 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25290" class="wp-caption-text">Três coroas, por favor (Foto: BBC Three)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul’s Drag Race UK (3ª temporada, BBC Three) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race UK</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi impecável. Competidoras talentosíssimas, desafios divertidos, e narrativas deliciosas de se acompanhar. As expectativas altas deixadas por Bimini e Lawrence prepararam o terreno para que o terceiro ano da corrida britânica continuasse a ser mais interessante de acompanhar do que a versão estadunidense, e, bom, não foi bem assim. Finalmente assistimos uma mulher cis competir… Por três episódios. Victoria Scone, assombrada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CbQkUX7shPU"><span style="font-weight: 400;">maldição de Eureka</span></a><span style="font-weight: 400;">, precisou deixar o programa por problemas médicos depois de machucar seu joelho. Pelo menos ela recebeu um convite para a quarta temporada, né? Só se foi atrás das câmeras. No que assistimos, RuPaul deu tchau tchau e nem uma palavra a mais. Vamos rezar para que seja apenas uma estratégia de manter o suspense para o próximo ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veronica Green, retornante do </span><i><span style="font-weight: 400;">UK2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que pausou as gravações pela pandemia) depois de ser desclassificada por ter contraído covid-19 quando voltaram ao estúdio, se viu em um cenário bem diferente de sua primeira participação, em que era claramente uma das favoritas. No terceiro episódio, RuPaul não teve piedade e eliminou Green na mesma noite que Scone precisou deixar a competição. Retirar da corrida duas </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> boas de uma vez só era um presságio da decepção que viria a ser a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race UK</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nos episódios seguintes, assistimos performances mornas ou horríveis, com direito a um desafio que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMR3Be6yg1s"><span style="font-weight: 400;">ninguém ganhou</span></a><span style="font-weight: 400;">, de tão desastroso que foi. Na semana seguinte, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7T9BPOyaqBQ"><i><span style="font-weight: 400;">sashay away</span></i><span style="font-weight: 400;"> duplo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelos motivos errados, os mil problemas pelo menos serviram entretenimento aos espectadores, além do carisma reluzente das participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elektra Fence </span><i><span style="font-weight: 400;">lakrou o prikito</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos jurados no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DbNfRyQLDlI"><i><span style="font-weight: 400;">Lip Sync </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Melody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, servindo uma das dublagens mais legais de se assistir em muito tempo. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4xodD75oRIw"><span style="font-weight: 400;">Charity Kase</span></a><span style="font-weight: 400;"> não soube decidir entre ser quem era e quem RuPaul gostaria que ela não fosse, e desperdiçou seu potencial por não entender que as regras em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são diferentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> no mundo real. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2cuMX4j-kbU"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Harlett</span></a><span style="font-weight: 400;"> se perdeu dentro de sua própria cabeça, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q1EWX_Fg6JY"><span style="font-weight: 400;">Vanity Milan</span></a><span style="font-weight: 400;"> não conseguiu colocar a mesma energia de seus <em>L</em></span><i><span style="font-weight: 400;">ip Syncs</span></i><span style="font-weight: 400;"> na competição. O </span><i><span style="font-weight: 400;">top 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> salvou a temporada: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y6X54qYNonM"><span style="font-weight: 400;">Kitty Scott-Claus</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma fonte apaixonante de carisma, segurança e </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LczrSIhCeNI"><span style="font-weight: 400;">Ella Vaday</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez jus a promessa de fazer Veronica Green tremer as pernas, e ficou a milímetros de distância da coroa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WO2YOlJK9RU"><span style="font-weight: 400;">Krystal Versace é Krystal Versace</span></a><span style="font-weight: 400;">. O final da corrida pode ter deixado ela um pouco cansada, mas RuPaul viu na jovem de 19 anos o que todos nós também vimos: o futuro. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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