<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Esporte &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/esporte/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/esporte/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Mar 2024 22:19:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Esporte &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/esporte/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>NYAD nada contra a corrente</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/nyad-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/nyad-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 21:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Annette Bening]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[História Real]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jodie Foster]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Atriz]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Atriz Coadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=32679</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Uma travessia de 180 km, Annette Bening e Jodie Foster, a soma equaliza uma das maiores produções inspiradas em histórias da vida real dos últimos anos: NYAD. A trama lançada pela Netflix em 2023 traz um combo de veracidade, suspense e uma atuação de primeira, com um equilíbrio bastante acertado. Dirigido por Jimmy &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nyad-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "NYAD nada contra a corrente"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nyad-critica/">NYAD nada contra a corrente</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32687" aria-describedby="caption-attachment-32687" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-32687" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-800x533.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad1-fgzj-superJumbo.jpg 2048w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32687" class="wp-caption-text">Inspirado na história real da nadadora Diana Nyad, NYAD encontra abrigo em vencer à contragosto (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma travessia de 180 km, <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/annette-bening-indicada-ao-oscar-agradece-apoio-dos-fas-indignados/">Annette Bening</a> e Jodie Foster, a soma equaliza uma das maiores produções inspiradas em histórias da vida real dos últimos anos: </span><i><span style="font-weight: 400;">NYAD</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama lançada pela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 traz um combo de veracidade, suspense e uma atuação de primeira, com um equilíbrio bastante acertado. Dirigido por Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, o longa-metragem mixa tons de persistência e uma ousadia quase negligente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história da nadadora <a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/a-controversa-historia-real-por-tras-do-filme-nyad-da-netflix/mobile">Diana Nyad</a> (Annette Bening) que, aos 60 anos, vai em busca de refazer um feito que tentou aos 28: atravessar o oceano de Cuba até a Flórida nadando. O sonho que já parecia completamente insano na juventude, quando a protagonista persistiu por 42 horas no trajeto com uma gaiola de tubarão, mas não conseguiu aguentar, agora soa impossível. No entanto, quebrar as regras do lógico é uma das características desta história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span id="more-32679"></span></p>
<figure id="attachment_32684" aria-describedby="caption-attachment-32684" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32684" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nyad-credito-Kimberley-French-netflix.jpg-1.jpg" alt="" width="720" height="440" /><figcaption id="caption-attachment-32684" class="wp-caption-text">“Diga-me, o que você planeja fazer com sua única, selvagem e preciosa vida?” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão de correr riscos não se limita a Nyad enquanto pessoa ou personagem, mas também é compartilhada pelas escolhas de roteiro do longa. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> decidem seguir por um caminho que poderia dar completamente errado, já que juntam cenas da <a href="https://youtu.be/hkViDuTs8fo?si=XzuTds6JG9w1XCJp">verdadeira</a> nadadora quando estava na casa dos 20 anos com a atuação impecável de Bening a interpretando na terceira idade. Em uma completa imprevisibilidade, o recurso funciona perfeitamente bem. As duas definitivamente são uma e não há como questionar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O movimento entrega quem está por trás do enredo, que tem como nomes responsáveis o de <a href="https://youtu.be/C2gvwFE5_1k?si=EmCVqN-AiNrWirSN">Julia Cox</a> e o da própria Diana Nyad. Assim, percebemos o motivo da narrativa tratar tudo com tantos detalhes e conseguir levar a atleta para a tela em literalidade. Sobra também a sensação de que assistir a produção é uma experiência entre invadir os bastidores de um dos maiores feitos da história do Esporte e ver </span><i><span style="font-weight: 400;">flashs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de um documentário bem embasado. </span></p>
<figure id="attachment_32692" aria-describedby="caption-attachment-32692" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-32692 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Nyad2-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Nyad2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Nyad2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Nyad2.jpg 960w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32692" class="wp-caption-text">NYAD é baseado na autobiografia de Diana Nyad, Find a Way (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma jornada como a de </span><i><span style="font-weight: 400;">NYAD</span></i><span style="font-weight: 400;"> não poderia ser feita em papel solo e aí entra a presença de <a href="https://recortelirico.com.br/2023/sabrinasantos/nyad/">Bonnie Stoll</a> (Jodie Foster). A treinadora e a nadadora são sublimes juntas, completamente capazes de encantar os espectadores mais exigentes. O companheirismo, a cumplicidade e a comicidade na relação entre as duas são completamente intoxicantes – na melhor das versões do termo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica um lembrete de que a atuação de <a href="https://www.termometrooscar.com/cinema-eacute-tudo-isso---blog/os-5-motivos-que-darao-o-oscar-2024-de-melhor-atriz-coadjuvante-para-jodie-foster-por-nyad">Foster</a> é totalmente acertada. Ela passeia entre ser dura, como são as treinadoras, e emocionada, como são as amigas, resultando em alguém que se compara a quem está do lado de fora. Ao apoiar a protagonista nessa aventura ‘fora da caixinha’, há o cumprimento do ideal de que, sim, podemos fazer qualquer coisa. Entretanto, também sobra preocupação e uma jornada de desespero e medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa dualidade que talvez cause o maior dos incômodos ao assistir o filme. Por um lado, é muito inspirador ver uma mulher que aos 60 anos não desistiu do seu sonho, luta por ele e o conquista. Por outro, é extremamente agoniante testemunhar a jornada de alguém que simplesmente se joga aos tubarões por uma conquista que, talvez, nem seja tão relevante quando você já foi uma das maiores de sua <a href="https://correnteza.substack.com/p/as-mares-da-vida">época</a>.</span></p>
<figure id="attachment_32695" aria-describedby="caption-attachment-32695" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32695 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/equipe-nyad-e1700850769621-1.jpeg" alt="" width="600" height="399" /><figcaption id="caption-attachment-32695" class="wp-caption-text">NYAD foi exibido no 48° Festival de Toronto (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos pesares, </span><i><span style="font-weight: 400;">NYAD </span></i><span style="font-weight: 400;">vem do real e não cabe a nós questionar um sonho. Ainda mais quando ele resulta em uma história que já é incrível fora do audiovisual e, dificilmente, se tornaria menos interessante no vídeo. É claro que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024 também não discorda e a obra concorre nas duas categorias femininas de atuação, com Jodie Foster indicada a Melhor Atriz Coadjuvante e Annette Bening a Melhor Atriz. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As atrizes também foram notadas por outras premiações de peso, como o <a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/">Globo de Ouro</a>, nas categorias Melhor Atriz em Filme de Drama e Melhor Atriz Coadjuvante. Afinal, elas de fato merecem ser reconhecidas, já que encarnaram suas personagens. Além disso, a produção concorre como Melhor Filme no </span><i><span style="font-weight: 400;">GLAAD Media Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, que acontece no dia 14 de Março de 2024, pouco após a cerimônia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> no dia 10. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3anCgVSQb3Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim, não existem dúvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">NYAD</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale mais que a pena. Do dinamismo ao <a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/">suspense</a>, tudo é bem feito o suficiente para merecer uma apreciação com direito a pipoca e ‘gritinhos’ de incentivo a Nyad como se aquilo estivesse acontecendo ao vivo. Também é o tipo de história que com certeza precisa ser conhecida e não há nada melhor do que fazer isso por meio de uma boa produção audiovisual. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por aqui não costumamos datar os textos, mas seria impossível a crítica sobre uma grande mulher sair no dia oito de Março e não lembrar do Dia Internacional das Mulheres. Diana Nyad é gigante, apesar das <a href="https://www.historyvshollywood.com/reelfaces/nyad/">controvérsias</a>, e é sempre um prazer assistir obras que contemplam figuras femininas donas de si e, com certeza, representam essa data com destreza. Nem a fúria de um oceano conseguiu parar uma mulher determinada, porque na narrativa de quem se escreve, não existem obstáculos capazes de impedir a vitória. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nyad-critica/">NYAD nada contra a corrente</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/nyad-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">32679</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 20:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Competição Novos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Waad al-Kateab]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31873</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Lutar, correr e persistir, três verbos que se encaixam perfeitamente nas rotinas de dois mundos aparentemente distantes: esporte e imigração. Ousamos Sonhar é o ponto de encontro, uma prova de que universos se fundem e são capazes de dobrar a força de qualquer palavra. No filme, dirigido por Waad al-Kateab e presente na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/">Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31877" aria-describedby="caption-attachment-31877" style="width: 493px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Doc_WDTD1_VioletFimls.png" alt="" width="493" height="247" /><figcaption id="caption-attachment-31877" class="wp-caption-text">Trazendo à tona os desafios dos imigrantes no esporte, Ousamos Sonhar fez parte da Competição Novos Diretores da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lutar, correr e persistir, três verbos que se encaixam perfeitamente nas rotinas de dois mundos aparentemente distantes: esporte e imigração. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ousamos Sonhar </span></i><span style="font-weight: 400;">é</span><i><span style="font-weight: 400;"> o</span></i><span style="font-weight: 400;"> ponto de encontro, uma prova de que universos se fundem e são capazes de dobrar a força de qualquer palavra. No filme, dirigido por Waad al-Kateab e presente na Competição Novos Diretores da 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, os sonhos ultrapassam as linhas das fronteiras territoriais. </span></p>
<p><span id="more-31873"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No documentário, cinco personagens que foram forçados a deixar seus países por diversos motivos, das economias quebradas aos movimentos opressão, expõem a realidade de lutar por um espaço no esporte nos novos locais que ocupam. Os jovens fazem parte da Equipe Olímpica de Refugiados do COI (Comitê Olímpico Internacional) que participou das </span><a href="https://www.acnur.org/portugues/2021/07/09/conheca-os-atletas-refugiados-que-competem-nos-jogos-olimpicos-e-paralimpicos-de-toquio-2020/"><span style="font-weight: 400;">Olimpíadas de Tóquio em 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, entre desafios e grandes desejos, vivem jornadas de verdadeiras reconstruções. </span></p>
<figure id="attachment_31881" aria-describedby="caption-attachment-31881" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31881" class="wp-caption-text">A Equipe Olímpica de Refugiados é uma iniciativa do COI e competiu pela primeira vez em 2016, no Rio de Janeiro, com 12 atletas (Foto: Violet Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anjelina Nadai Lohalith, Cyrille Tchatchet II, Kimia Alizadeh, Saeid Fazloula e Wael Fawaz Al-Farraj vêm do Sudão do Sul, de Camarões, do Irã e da Síria. Suas histórias se encontram no remar contra a maré que os levou a compor a </span><a href="https://olympics.com/pt/noticias/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-equipe-olimpica-de-refugiados"><span style="font-weight: 400;">equipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 35 atletas refugiados, com enfoque no modo como o esforço de cada um os levou ao destaque no meio mesmo com as vidas inteiras a se recompor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de expor que essas dificuldades do choque com as culturas desconhecidas e da busca pelo acolhimento em suas novas moradas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vryDglIUkww"><i><span style="font-weight: 400;">We Dare to Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – nome original da produção – tem o tom inspirador como protagonista. Ver a superação dos esportistas é, sim, lindo, mas gera sentimentos conflitantes em quem está do lado de cá da tela e enxerga as circunstâncias em maiores proporções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que há beleza nas jornadas, saber que elas têm tantos conflitos pelo caminho por conta da ideia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/here-critica/"><span style="font-weight: 400;">fronteiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sequer existem verdadeiramente e são apenas invenções territorialistas, faz com que as cores se acinzentem. Em certo ponto, tudo parece romântico demais para um contexto sociopolítico que definitivamente falha a cada novo passo e continua segregando os filhos da prepotência dos falsos deuses de carne e osso.</span></p>
<figure id="attachment_31875" aria-describedby="caption-attachment-31875" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-800x422.jpg" alt="" width="800" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31875" class="wp-caption-text">Ousamos Sonhar tem Angelina Jolie como uma de suas produtoras executivas (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há uma espécie de admiração impossível de não existir, sobra muito de emoção nos </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> delicados e os enquadramentos perfeitamente adequados aos movimentos que envolvem as práticas esportivas dos protagonistas. Talvez seja exatamente essa escolha por parte da fotografia, conduzida por </span><a href="https://www.wouterboes.com/"><span style="font-weight: 400;">Wouter Boes</span></a><span style="font-weight: 400;">, Franklin Dow, Alexander Hackinger e Roger Singh, que deixa os doces acima dos amargos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro acerto da obra são as perspectivas. A grande equipe de profissionais, com destaque aos diversos </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/angelina-jolie-executive-producer-refugee-sports-documentary-1235511432/"><span style="font-weight: 400;">produtores</span></a><span style="font-weight: 400;">, permite que o olhar para a narrativa seja difuso. De personagens distintos a um </span><i><span style="font-weight: 400;">backstage</span></i><span style="font-weight: 400;"> igualmente diverso, o fundo semelhante das conjunturas não torna, em nenhum momento, as singularidades ocultas. Pelo contrário, aqui, a primeira pessoa do plural vive na unidade de ser humano, mas não na de ser igual. </span></p>
<figure id="attachment_31882" aria-describedby="caption-attachment-31882" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/We_Dare_to_Dream_doc.webp" alt="" width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-31882" class="wp-caption-text">John Legend, além de participar da trilha sonora de Ousamos Sonhar, também está entre os produtores executivos (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais acomodado que</span> <a href="https://www.democracynow.org/2023/6/15/we_dare_to_dream_syrian_filmmaker"><i><span style="font-weight: 400;">Ousamos Sonhar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esteja aos moldes de uma sociedade que, de tão devastada, colocou os absurdos na normalidade, seu produto se faz real, concreto e sinceramente inspirador. Valorizando a força, a coragem e a flexibilidade, fica a esperança de que independente dos destroços que envenenam os trajetos é possível chegar ao lugar ao sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos contrastes entre perda e recuperação, o documentário reflete uma realidade nefasta, mas que nem sempre vence. O pódio do enredo se solidifica em algo muito maior que medalhas de bronze, prata ou ouro; vencer ganha significados ampliados. Em um encaixe exato, o título se mostra mais que certeiro, sonhar é um ato de ousadia e, nas dinâmicas de um mundo complicado, é também a personificação da </span><a href="https://personaunesp.com.br/do-lixo-ao-tesouro-critica/"><span style="font-weight: 400;">resistência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/">Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31873</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:14:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Amadurecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Anastasia Budiashkina]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Coming-of-age]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Elie Grappe]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Euromaidan]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Ginástica]]></category>
		<category><![CDATA[Jürg Lempen]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Lucie Baudinaud]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Raphaëlle Desplechin]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[SACD Award]]></category>
		<category><![CDATA[Semana da Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sergiy Stepansky]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[Tanya Mikhina]]></category>
		<category><![CDATA[Tristan Pontécaille]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24534</guid>

					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra Em novembro de 2013, a população civil da Ucrânia entrou em conflito direto com o governo de Víktor Yanukóvytch. Numa onda de protestos liderados por jornalistas e estudantes que se estendeu até fevereiro de 2014, o povo denunciava a corrupção, o abuso de poder e a violação dos direitos humanos cometidos pelo governo. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/">O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24535" aria-describedby="caption-attachment-24535" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1.png" alt="Cena do filme Olga." width="1023" height="684" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1.png 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1-800x535.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1-768x514.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24535" class="wp-caption-text">Antes de chegar à 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o drama venceu o Prêmio SACD na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2021 e foi escolhido para representar a Suíça no Oscar 2022 (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em novembro de 2013, a população civil da </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/28/opinion/1417171876_618448.html?rel=mas"><span style="font-weight: 400;">Ucrânia</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrou em conflito direto com o governo de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/01/24/interna_internacional,1024214/ex-presidente-ucraniano-yanukovytch-e-condenado-a-13-anos-de-prisao.shtml"><span style="font-weight: 400;">Víktor Yanukóvytch</span></a><span style="font-weight: 400;">. Numa onda de protestos liderados por jornalistas e estudantes que se estendeu até fevereiro de 2014, o povo denunciava a corrupção, o abuso de poder e a violação dos direitos humanos cometidos pelo governo. O estopim, de maneira geral, foi a frustração de um pedido popular por maior integração com União Europeia, que aconteceu quando o bloco se recusou a firmar acordos com o país aliado da </span><a href="https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/ucrania-licoes-da-praca-maidan-um-mes-depois/"><span style="font-weight: 400;">Rússia</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto ele não resolvesse a sua &#8220;deterioração flagrante da democracia e do Estado de Direito&#8221;. No meio do movimento que ficou conhecido como </span><a href="https://www.revistas.usp.br/ra/article/view/178853/171596"><i><span style="font-weight: 400;">Euromaidan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ou, mais significativamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Revolução da Dignidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; está o drama de amadurecimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a sua participação na Competição Novos Diretores da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-24534"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao misturar realidade e ficção, o primeiro filme do jovem diretor francês </span><a href="https://www.semainedelacritique.com/en/articles/interview-with-director-elie-grappe"><span style="font-weight: 400;">Elie Grappe</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha para trazer força a uma história real a partir de elementos ficcionais. O centro dessa construção narrativa é Olga (a ginasta ucraniana Anastasia Budiashkina), uma campeã olímpica em treinamento e cidadã de um lugar que busca uma revolução. Aos 15 anos, ela é um prodígio ostentado por um país cujo governo é o objeto de oposição do ofício de sua mãe (</span><a href="https://www.instagram.com/tatianamikhina/"><span style="font-weight: 400;">Tanya Mikhina</span></a><span style="font-weight: 400;">), jornalista que reporta as corrupções de Yanukóvytch e milita pela sua deposição. As duas estão na mira da perseguição violenta do governo &#8211; numa demonstração fortíssima da capacidade de direção de Grappe que impacta os primeiros minutos do filme -, então, Olga vai para a Suíça, país de seu falecido pai, para continuar desenvolvendo suas ambições esportivas na ginástica a salvo.</span></p>
<figure id="attachment_24537" aria-describedby="caption-attachment-24537" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-scaled.jpg" alt="Cena do filme Olga" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24537" class="wp-caption-text">O elenco do filme é repleto de estrelas da ginástica europeia, e só assim para a história obstinada de Elie Grappe ganhar vida (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Olga inicia seus treinamentos para a seleção nacional na Suíça, sua casa se incendeia na Ucrânia. Entre as suas aspirações individuais e os conflitos de sua pátria, o crescimento da protagonista exilada é intenso, doído e urgente, impulsionado pelo roteiro de Ellie Grape e de Raphaëlle Desplechin, que são típicos treinadores rígidos. E é fato que </span><a href="https://eng.gymnovosti.com/movie-starring-a-ukrainian-gymnast-won-the-sacd-award-at-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Anastasia Budiashkina</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhece bem a frieza exigida de atletas de alto rendimento, mas, em sua primeira atuação, ela surpreende é na maneira como compreende os sentimentos à flor da pele da personagem, que tem um mundo em revolução dentro de si, mas não pode tomar parte nesse revolucionar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, até o primeiro ato, </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme chapado, assim como o solo sobrevoado por suas personagens que perseguem a perfeição. Mas, à medida que os calos apertam, a história cresce e se ajusta ao seu espaço. Parte dessa sensação nasce das lentes de </span><a href="https://luciebaudinaud.com/"><span style="font-weight: 400;">Lucie Baudinaud</span></a><span style="font-weight: 400;">, que sabe encontrar sentido nos corpos, movimentos, olhares, rituais, técnicas, aparelhos, instrumentos, expressões e (falta de) palavras daqueles centros de treinamento. Quando as mãos da edição de </span><a href="https://en.unifrance.org/directories/person/391186/suzana-pedro"><span style="font-weight: 400;">Suzana Pedro</span></a><span style="font-weight: 400;"> assumem a narrativa, todos os movimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> convergem numa transmutação imagética, e no desenho de som de Jürg Lempen, Sergiy Stepansky e Tristan Pontécaille, nada é mais poderoso do que o que acontece no silêncio. </span></p>
<figure id="attachment_24536" aria-describedby="caption-attachment-24536" style="width: 2539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW.jpg" alt="" width="2539" height="1693" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW.jpg 2539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24536" class="wp-caption-text">Hoje, o Euromaidan é muito apropriado pela <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-02/explicito-nas-ruas-bolsonarismo-neofascista-se-inspira-em-extremismo-e-anticomunismo-da-ucrania.html">extrema-direita</a>, e a análise sobre os movimentos democráticos que eclodiram pelo mundo em 2013 se faz necessária porque, de diferentes formas e em diferentes locais, eles desencadearam perigosos ideais de nacionalismo, exemplo do que vemos hoje no Brasil (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior triunfo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> é reconhecer a dimensão da nossa existência no mundo. Como </span><a href="https://cineuropa.org/en/interview/407828/"><span style="font-weight: 400;">o próprio diretor</span></a><span style="font-weight: 400;"> comentou em entrevista ao portal </span><i><span style="font-weight: 400;">Cineuropa</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando questionado sobre a escolha do esporte para ilustrar a história, o desempenho individual da protagonista se mostra fundamental para a conquista da equipe, e desta forma, ela não consegue se desvincular da sensação de que sua ação também é importante para a luta coletiva da sua nação. Assim, a ideia de neutralidade é entendida como algo insuportável, e, mais do que isso, impossível. E como cantava o clamor </span><a href="https://revistaforum.com.br/noticias/maidan-e-revolucao-ucraniana/"><span style="font-weight: 400;">popular e democrático</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Euromaidan, <em>Olga</em> compreende que </span><span style="font-weight: 400;">existem lutas pelas quais</span><i><span style="font-weight: 400;"> nós damos o nosso corpo e a nossa alma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Extract | OLGA dir. Elie Grappe (VO)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/apLrGZwzbzA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/">O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24534</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Os Donos da Casa perde de 7&#215;1</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Nov 2021 17:08:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Júlia Trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Dauden]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Competição Novos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Angel Herrera]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Os Donos da Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Retrato Social]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[The Hosts]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24350</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan 60 segundos. Esse é o tempo definido pela FIFA para a execução do hino nacional, mas, naquele 12/06/2014, a torcida brasileira parecia não ligar para as determinações. A emoção transbordava na Arena Corinthians, palco de Brasil x Croácia, jogo que abriu a Copa do Mundo de 2014, e a plenos pulmões a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Donos da Casa perde de 7&#215;1"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/">Os Donos da Casa perde de 7&#215;1</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24351" aria-describedby="caption-attachment-24351" style="width: 5760px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc.png" alt="Cena do documentário Os Donos da Casa. Ao centro vemos duas pessoas de costas caminhando apoiadas uma na outra. À esquerda está um homem branco. Ele veste camiseta amarela, calça cinza e sapato fechado. Seu cabelo é curto e grisalho. À direita está uma criança. Ele veste camisa vermelha de gola branca, bermuda vermelha e chinelo. Seu cabelo é preto, liso e um pouco abaixo da orelha. Sua mão esquerda está passada na cintura do outro homem, apoiando ele a andar. Eles estão sob um trilho de trem e a segundo plano vemos um céu claro e à direita o brilho do sol." width="5760" height="3240" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc.png 5760w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-2048x1152.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-1-oddc-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24351" class="wp-caption-text">Exibido na 45ª Mostra internacional de Cinema em São Paulo, Os Donos da Casa faz parte da Mostra Brasil e da Competição Novos Diretores (Forward &#8211; Imagens que Movem)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">60 segundos. Esse é o tempo definido pela FIFA para a execução do hino nacional, mas, naquele 12/06/2014, a torcida brasileira parecia não ligar para as determinações. A emoção transbordava na Arena Corinthians, palco de</span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2014/06/13/interna_mundo,432574/hino-cantado-a-capela-emociona-jornalistas-estrangeiros.shtml"><span style="font-weight: 400;"> Brasil x Croácia</span></a><span style="font-weight: 400;">, jogo que abriu a Copa do Mundo de 2014, e a plenos pulmões a arquibancada gritou os versos mandando apoio aos jogadores de nossa seleção. Apesar de todo espírito da Copa transmitido na televisão, os bastidores eram muito diferentes para inúmeros brasileiros afetados diretamente pelo megaevento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Donos da Casa, </span></i><span style="font-weight: 400;">exibido na 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, traz a história de quatro deles, impactados positiva e negativamente pela </span><i><span style="font-weight: 400;">FIFA World Cup</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-24350"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo estando na Competição Novos Diretores, </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2021/04/03/cineasta-lanca-documentario-critico-sobre-as-herancas-que-a-copa-do-mundo-de-2014-deixou-para-o-brasil.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Os Donos da Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não traz o frescor de uma estreia, muito menos um tema atual ao ponto de ser cativante em seus 80 minutos de duração. Para a construção do documentário, quatro famílias são desproporcionalmente colocadas em voga. Elas, claro, têm histórias válidas para a produção, mas toda a introdução ao tema “Copa do Mundo de 2014” gasta os mesmos 45 minutos do primeiro tempo de uma partida de futebol, levando toda a energia do espectador que não sabe em qual dos temas abordados concentra sua atenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ilustrarem a figura de especialistas foram convidados jornalistas esportivos e investigativos, o ex-líder do comitê de governança da Fifa Miguel Maduro e o ativista Argemiro Almeida. Entre os jornalistas, quem tem voz ativa são os brasileiros </span><a href="https://blogdojuca.uol.com.br/2021/03/os-donos-da-casa/"><span style="font-weight: 400;">Juca Kfouri</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jamil Chade. Fernanda Gentil, coitada, foi apenas peça ilustrativa do documentário, recebendo só duas falas do roteiro. Levantamentos importantes e datados feito pelos dois brasileiros se perdem em 2021, quando estamos mais próximos da Copa do Catar (2022) do que da Copa da Rússia (2018). </span></p>
<figure id="attachment_24352" aria-describedby="caption-attachment-24352" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24352" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc.jpg" alt="Cena do documentário Os Donos da Casa. À esquerda está Matheus. Um menino negro, de cabelo crespo, preto e raspado. Ele veste a camisa amarela da seleção brasileira de futebol, bermuda listrada de preto e branco e em seu braço direito tem um relógio verde e amarelo. Suas duas mãos estão na altura da boca e seu olho está vidrado na televisão. Ele está sentado num sofá vermelho com flores brancas. A frente tem uma mesa quadrada com uma toalha xadrez branca e cinza e com detalhes verdes. O fundo é a parede amarela da casa de Matheus." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-oddc-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24352" class="wp-caption-text">O maior medo do Matheus é encontrar com o Michael Jackson na rua (Forward &#8211; Imagens que Movem)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o juiz apita o coração do brasileiro bate em um só ritmo, é como se não houvesse tristeza quando a bola começa a rolar em campo, no entanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Donos da Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que isso não é verdade absoluta. No documentário, quatro brasileiros contam suas vivências em espera do megaevento que foi sediado em </span><a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1177312-9825,00-BRASIL+CONHECE+AS+CIDADES+QUE+RECEBERAO+PARTIDAS+DA+COPA+DE.html"><span style="font-weight: 400;">12 cidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> do território nacional. Matheuzinho é morador de uma comunidade no </span><a href="https://pt.globalvoices.org/2015/06/09/no-rio-de-janeiro-favela-ao-lado-maracana-sofre-com-remocoes-em-nome-das-olimpiadas-de-2016/#:~:text=Moradores%20da%20favela%20Metr%C3%B4%2DMangueira,constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20um%20polo%20automobil%C3%ADstico."><span style="font-weight: 400;">Rio de Janeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, com vista para o Maracanã, e carrega o sonho de ser jogador. Ivanildo Lopes, residente de Fortaleza, teve a casa destruída para a construção das obras de infraestrutura que não ficaram prontas a tempo da Copa. Marta Gomes trabalha como ambulante e, com o lucro gerado nos jogos, quer realizar o sonho de comprar um carro. Daniel Leon, um dos fundadores da torcida canarinho, leva fãs para todas as Copas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de Ivanildo é de longe a mais emocionante. Denunciar o sofrimento de famílias, assim como a Lopes, que tiveram suas casas desapropriadas para obras que nunca ficaram prontas renderia um documentário único, mas, infelizmente, é nesse ponto que a produção se perde. A falta de delimitação em qual assunto seria abordado faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Donos da Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> fale sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. A denúncia de um dos eventos mais importantes do mundo estar na mão de </span><a href="https://desporto.sapo.pt/futebol/artigos/associacoes-de-agentes-de-futebol-querem-parar-monopolio-da-fifa"><span style="font-weight: 400;">monopólio</span></a><span style="font-weight: 400;">, os protestos de 2013 que mudaram definitivamente o rumo do Brasil e as narrativas pessoais: os pontos se misturam mas não se conectam, deixando uma carência de profundidade nas perspectivas da produção. </span></p>
<figure id="attachment_24353" aria-describedby="caption-attachment-24353" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24353" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc.jpg" alt="Cena do documentário Os Donos da Casa. Nela vemos uma torcida organizada. Na foto, da esquerda para a direita, vemos 14 torcedores, todos homens, brancos e vestidos de verde e amarelo. Eles carregam uma faixa amarela e nela lê-se em azul ‘TORCIDA CANARINHO’. O fundo é o céu azulado." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-oddc-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24353" class="wp-caption-text">A Torcida Canarinho foi fundada em 2006 na Copa da Alemanha (Forward &#8211; Imagens que Movem)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De lá pra cá, a pátria amada se metamorfoseou na enlutada pátria armada, o governo não é capaz de oferecer </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/07/26/retrato-da-fome-caldo-com-ossos-alimenta-familia-por-tres-dias-em-cuiaba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">segurança alimentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos filhos deste solo e </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Donos da Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa como um documentário atrasado. A diretora Clara Dauden acerta no alvo só depois da flecha já ter enferrujado. Cheia de boas intenções, a data de lançamento e a falta da anunciada visão panorâmica dá um caráter leviano ao filme, que tem uma boa história a entregar. Sua tentativa de trazer narrativas cíclicas não completa a volta e o atraso na produção junto com sua estreia em tempos infernais tiram o tom de urgência na denúncia das pendências que 2014 deixou.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Os Donos da Casa // The Hosts - Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vFzaQ4759sk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/">Os Donos da Casa perde de 7&#215;1</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/os-donos-da-casa-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24350</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Capitães de Zaatari não acerta o gol que precisava</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2021 19:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Ali El Arabi]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Capitães de Zaatari]]></category>
		<category><![CDATA[Captains of Za`atari]]></category>
		<category><![CDATA[Catar]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Competição Novos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[CPH:DOX Documentary Film Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[David Trezeguet]]></category>
		<category><![CDATA[Egito]]></category>
		<category><![CDATA[Enrico Souto]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Internacional de Documentários de Copenhagen]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra da Síria]]></category>
		<category><![CDATA[Jordânia]]></category>
		<category><![CDATA[Mahmoud Bashir]]></category>
		<category><![CDATA[Menna El Shishini]]></category>
		<category><![CDATA[Migração forçada]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sundance Film Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Xavi Hernández]]></category>
		<category><![CDATA[Zaatari]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24257</guid>

					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto A conjuntura instável e precária que refugiados no mundo todo se encontram nunca foi tão grave. São um dos grupos mais vulneráveis socialmente, agrupando pais e mães que se sujeitam aos trabalhos mais ímpios para sustentar suas famílias, e uma juventude que não vê perspectiva de um crescimento saudável. Nesse contexto, qual o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Capitães de Zaatari não acerta o gol que precisava"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/">Capitães de Zaatari não acerta o gol que precisava</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24258" aria-describedby="caption-attachment-24258" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24258" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13.jpg" alt="Imagem retangular, retirada do filme Capitães de Zaatari. O cenário é uma tarde em um acampamento de refugiados, com casebres construídos dos lados da rua de terra. No centro, em foco, vemos um grupo de seis garotos. Primeiro, à esquerda, um garoto usando um boné preto para trás, e vestindo uma camiseta laranja e branca e uma calça preta. Do seu lado esquerdo, está outro garoto, de cabelos raspados, vestindo uma camiseta preta e laranja e uma calça preta. Ele está prestes a cumprimentar um garoto mais alto, que aparenta ser mais velho. Esse é Mahmoud, ele usa um boné de aba curva azul, e veste uma calça preta e uma camiseta azul da seleção de futebol italiana. Mais atrás dele, está outro menino, menor, de cabelo raspado, que usa uma camisa azul e calça preta. Mais à esquerda, está Fawzi, um garoto da mesma altura de Mahmoud, que usa um boné vermelho, uma bermuda azul, e veste uma camiseta branca com detalhes em vermelho, e com a logo da banda Rolling Stones, uma boca mostrando a língua, estampada em seu centro. Por último, do lado esquerdo de Fawzi, está um garoto, que veste uma camisa azul e verde estampada e uma bermuda jeans, enquanto segura uma bola de futebol na mão direita. O grupo de garotos sorriem, conversando entre si." width="1600" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13-800x550.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13-1024x704.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13-768x528.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13-1536x1056.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-1-13-1200x825.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24258" class="wp-caption-text">Compondo a Competição Novos Diretores, da 45ª Mostra internacional de Cinema em São Paulo, falta audácia em Capitães de Zaatari (Foto: Dogwoof)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conjuntura instável e precária que </span><a href="https://medium.com/@laboratoriodejornalismo2017/refugiados-na-contemporaneidade-da4377a3c4fe"><span style="font-weight: 400;">refugiados</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo todo se encontram nunca foi tão grave. São um dos grupos mais vulneráveis socialmente, agrupando pais e mães que se sujeitam aos trabalhos mais ímpios para sustentar suas famílias, e uma juventude que não vê perspectiva de um crescimento saudável. Nesse contexto, qual o papel que o esporte exerce? O futebol pode adquirir uma função transformadora e emancipatória para essas pessoas? Questões importantíssimas, mas que nunca são tratadas com a devida atenção por </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitães de Zaatari</span></i><span style="font-weight: 400;">, documentário egípcio que é exibido na 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-24257"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário mostrado é </span><a href="https://www.acnur.org/portugues/2020/04/21/covid-19-refugiados-sirios-se-adaptam-ao-isolamento-em-campos-da-jordania/"><span style="font-weight: 400;">Zaatari</span></a><span style="font-weight: 400;">, o maior campo de refugiados da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56378202"><span style="font-weight: 400;">Guerra da Síria</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado na Jordânia. Circunstância essa que teria de tudo para esmagar as aspirações de qualquer um, mas não para Fawzi e Mahmoud. Os dois garotos, apaixonados por futebol, vêem no esporte uma possibilidade de </span><a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/publicacoes/pibic/o-futebol-como-porta-de-saida-da-pobreza-analisando-individuos-e-organizacoes"><span style="font-weight: 400;">transformação</span></a><span style="font-weight: 400;"> em suas vidas e na de suas famílias. E esse sonho parece bater-lhes à porta quando uma academia de futebol vai até Zaatari para selecionar jovens jogadores para um torneio internacional em Doha, no Catar, que pode finalmente conceder aos amigos a oportunidade que eles precisavam para emergir no esporte profissionalmente.</span></p>
<figure id="attachment_24259" aria-describedby="caption-attachment-24259" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13.jpg" alt="Imagem retangular retirada do filme Capitães de Zaatari. Vemos, em foco, do lado esquerdo, o rosto de um menino. Ele tem a pele clara, e cabelos curtos e lisos da cor castanha. Ele está do outro lado da grade de um portão cinza, e ele olha sério, em direção à câmera. O fundo é desfocado, e a cena se passa durante o dia." width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-2-13-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24259" class="wp-caption-text">A perspectiva que Capitães de Zaatari traz sobre o futebol, como uma fonte de esperança e um potencial instrumento de ascensão social, é muito próxima da experiência de jogadores profissionais no Brasil (Foto: Dogwoof)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Captains of Za`atari</span></i><span style="font-weight: 400;">, como é chamado originalmente, acompanha essencialmente esses dois núcleos: o campo de refugiados e a competição no Catar. O retrato feito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Zaatari</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue o cotidiano daquele povo e, assim, os presenciamos travando suas lutas diárias. Vemos o pai de Fawzi, que já não está em sua melhor condição de saúde, sendo impedido de trabalhar fora do assentamento, impossibilitado de ver os seus filhos. Também nos deparamos com as </span><a href="https://www.scielo.br/j/rbepop/a/Xf7yQhXqhY3YyRp9fZZgzwm/?format=pdf&amp;lang=pt"><span style="font-weight: 400;">insalubridades do local</span></a><span style="font-weight: 400;">, as casas mal alocadas, as ruas não asfaltadas e o acesso precário a energia elétrica e </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na ansiedade de superar aquele lugar, os garotos decidem sacrificar seus estudos em prol dos treinos, apostando todas as poucas fichas que têm no futebol.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São nessas situações de extrema fragilidade emocional que vemos </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitães de Zaatari</span></i><span style="font-weight: 400;"> alcançar seu ápice. E, se há algo para ser elogiado no filme de estreia de </span><a href="https://45.mostra.org/diretores/ali-el-arabi"><span style="font-weight: 400;">Ali El Arabi</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção, é como ele retrata a visceralidade do relacionamento de Fawzi e Mahmoud. Sentimos junto a eles a alegria de pisar em um gramado pela primeira vez, e a amargura de ser negado a participar de uma competição que almejava por questões além de seu controle. É esse atrito constante entre conquistas e frustrações que dá o tom do documentário, traduzindo essa sensação agridoce de maneira encantadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos fortes nessa primeira metade do longa é a fotografia de Mahmoud Bashir. Optando por um esquema de </span><a href="https://medium.com/calebelopes/c%C3%A2mera-na-m%C3%A3o-d451741c21e0"><span style="font-weight: 400;">câmera na mão</span></a><span style="font-weight: 400;">, seus enquadramentos nunca se fixam. Sempre há algum tipo de perturbação, que tira sua visão cômoda do lugar comum. E esse método ganha um potencial ainda maior quando utilizado para capturar as partidas de futebol. A primeira sequência de bola em Zaatari é excepcional. Bashir cria uma sensação de quase claustrofobia, procurando alguma brecha sobre o campo rodeado pelos 22 meninos, comunicando, também visualmente, a inquietação de Fawzi e Mahmoud em deixar o acampamento para trás.</span></p>
<figure id="attachment_24260" aria-describedby="caption-attachment-24260" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24260" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13.jpg" alt="Imagem retangular retirada do filme Capitães de Zaatari. O cenário é o pôr-do-sol de uma estrada de terra. Vemos nas extremidades vários postes elétricos e, no centro, a silhueta de alguns garotos jogando futebol na rua." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/IMAGEM-3-13-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24260" class="wp-caption-text">Apesar da sinopse do documentário martelar na ideia de que Fawzi e Mahmoud tomam caminhos diferentes, isso nunca ocorre de fato (Foto: Dogwoof)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o filme começa a enfraquecer assim que somos transportados para o núcleo de Doha. Essa inventividade que foi demonstrada no campo de areia de Zaatari se perde quando é levada para os gramados sintéticos. Pelas limitações de se registrar um </span><a href="http://qatarnews.com.br/site/?p=558"><span style="font-weight: 400;">torneio</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não concedem a liberdade de movimento de um jogo informal, a câmera se fixa e afasta-se da ação e adrenalina do jogo. A montagem de Menna El Shishini, na tentativa de dinamizar esses </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;">, passa a trabalhar com </span><i><span style="font-weight: 400;">slow motion</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, nesse caso, o efeito apenas evidencia o empobrecimento dos registros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, o núcleo emocional acaba por se dispersar. Na segunda metade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitães de Zaatari</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam a ser priorizadas questões com relevância mínima, como o resultado de um jogo ou o desempenho objetivo na competição, e deixa a amizade dos meninos e a perspectiva da população de Zaatari de escanteio. A discussão complexa a respeito da exclusão e negligência sobre jovens refugiados é esquecida, para focar em discursos motivacionais vazios, que ganham validação por serem protagonizados por grandes nomes do futebol: no caso, </span><a href="https://brasil.elpais.com/icon/2020-08-15/xavi-hernandez-o-futebol-e-um-dos-unicos-esportes-em-que-o-trabalhador-e-insultado-e-inadmissivel.html"><span style="font-weight: 400;">Xavi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://calciopedia.com.br/2016/04/jogadores-david-trezeguet.html"><span style="font-weight: 400;">Trezeguet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesses instantes, o filme parece menos um documentário e mais um comercial da </span><a href="https://esportes.r7.com/acusacoes-de-suborno-na-fifa-geram-mais-suspeitas-sobre-copa-no-qatar-07042020"><span style="font-weight: 400;">FIFA</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente disso, </span><a href="https://45.mostra.org/filmes/capitaes-de-zaatari"><i><span style="font-weight: 400;">Capitães de Zaatari</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> exala uma paixão pujante pelo futebol e, mesmo em seus piores momentos, a direção de Ali nunca deixa isso entrar em questionamento. Porém, o seu primeiro longa-metragem perde o impacto que lhe demandava quando não se arrisca e decide manter seu tema central na superficialidade, nunca se aprofundando na </span><a href="https://www.esquerdadiario.com.br/Entenda-o-papel-do-imperialismo-por-tras-das-tragedias-migratorias"><span style="font-weight: 400;">raiz</span></a><span style="font-weight: 400;"> da problemática que ele relata. Um projeto com potencial gigantesco, mas que se perde em sua falta de ambição.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Captains Of Zaatari, Doc Edge Festival 2021 (Official Trailer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mfxD3EE-CN0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/">Capitães de Zaatari não acerta o gol que precisava</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/capitaes-de-zaatari-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24257</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O austero encanto das Bruxas do Oriente</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 20:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Andrei Bogdanov]]></category>
		<category><![CDATA[As Bruxas do Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Roterdã]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Lytle K-Raw]]></category>
		<category><![CDATA[Julien Faraut]]></category>
		<category><![CDATA[Les Sorcières De L'Orient]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Perspectiva Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[The Witches Of The Orient]]></category>
		<category><![CDATA[Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Yukata Yamazaki]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24014</guid>

					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra “Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;” poderia sussurar o âmago de As Bruxas do Oriente (Les Sorcières De L&#8217;Orient, no original), apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O austero encanto das Bruxas do Oriente"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/">O austero encanto das Bruxas do Oriente</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24015" aria-describedby="caption-attachment-24015" style="width: 1376px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um momento de uma partida de voleibol. Ao centro, está uma jogadora japonesa de cabelos curtos pretos, vestindo o uniforme da esquipe que consiste numa camiseta branca de mangas e golas vermelhas e um short azul marinho. Ela segura a bola branca na mão direita, preparando-se para realizar um saque. Ao fundo, pode-se observar o público que acompanha a partida." width="1376" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg 1376w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24015" class="wp-caption-text">Uma história real fantástica é o que o longa As Bruxas do Oriente traz para a seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">” poderia sussurar o âmago de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Les Sorcières De L&#8217;Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original)</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. A atmosfera que o documentário cria na seleção da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, no entanto, é quase a mesma de um conto fantástico, criada na tela do diretor Julien Faraut à medida em que ele nos apresenta a narrativa de uma equipe de voleibol do Japão da década de 60 considerada uma das melhores do mundo todo.</span></p>
<p><span id="more-24014"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção francesa mergulha no fascínio da história daquele time composto por mulheres imparáveis. A partir dos relatos de cada uma delas sobre o tempo em que dominavam as quadras de vôlei mundo afora, o filme avança na desmistificação do imaginário que cerca as chamadas</span> <a href="https://coisasdojapao.com/2021/07/bruxas-do-oriente/"><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na verdade, bem longe de corresponderem à ideia de figuras mágicas, eram trabalhadoras de uma fábrica têxtil no interior do Japão, que chegou onde chegou através de um treinamento extremamente rigoroso.</span></p>
<figure id="attachment_24016" aria-describedby="caption-attachment-24016" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um time de vôlei feminino do Japão treinando. Duas fileiras de mulheres uniformizadas com camisetas brancas e shorts vermelhos estão fazendo flexões no chão. No meio das fileiras, existe um homem, o treinador, que usa um moletom verde e observa as atletas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24016" class="wp-caption-text">Os números da equipe são impressionantes: As Bruxas do Oriente treinavam seis dias por semana, em 51 semanas do ano, e saíram vencedoras de um número recorde de 258 partidas consecutivas (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre imagens do presente e do passado, a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XfT6HFfBeWw"><span style="font-weight: 400;">Julien Faraut</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a fotografia de Yukata Yamazaki, a edição de Andrei Bogdanov e a trilha de Jason Lytle K-Raw explora livremente o encanto da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witches Of The Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quase como o balé organizado de um jogo de vôlei real, o filme trabalha com jogos de cena que criam a noção de algo fantástico: a câmera gira em torno das mulheres enquanto cenas delas em quadra são congeladas ao lado das imagens atuais, num anseio de capturar a magia daquele tempo e transportá-la para o ambiente ordinário que hoje sedia um encontro das lendas do esporte mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo fica ainda mais interessante, único e fantasioso quando o filme incorpora ilustrações animadas como aliadas ao desenvolvimento de sua narrativa. Assim, a linguagem singular de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega um documentário cheio de personalidade, tão preocupado com a sua experiência estética quanto com a sua história. Nesse sentido, o segundo ponto, no fim das contas, se torna algo complexo no desenvolvimento do longa, já que o apreço pelos depoimentos das mulheres, compartilhando experiências muito similares de uma </span><a href="https://site.aliancacultural.org.br/1964-bruxas-do-oriente/#:~:text=O%20apelido%20T%C5%8Dyo%20no%20Majo,da%20sele%C3%A7%C3%A3o%20japonesa%20de%20v%C3%B4lei."><span style="font-weight: 400;">origem humilde e busca por ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através do esporte, confunde o fio narrativo com um ciclo de conteúdo.</span></p>
<figure id="attachment_24018" aria-describedby="caption-attachment-24018" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra, em primeiro plano no lado direito, uma atleta japonesa de vôlei. Ela olha para a direita, fora da imagem, e tem cabelos curtos pretos e veste o uniforme do time, uma camiseta branca de golas e mangas vermelhas. Atrás dela, existe outra atleta, e é possível observar o teto da quadra onde elas estão em desfoque." width="2000" height="1332" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24018" class="wp-caption-text">A época em que o time surpreendeu o mundo era também o momento em que o Japão buscava mostrar sua reconstrução, depois das bombas nucleares que devastaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki e da derrota na Segunda Guerra Mundial (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz apenas vislumbres para mostrar que </span><a href="https://www.nikkeyweb.org.br/as-bruxas-do-oriente-e-o-que-fizeram-para-ganhar-a-medalha-de-ouro-pelo-japao/"><span style="font-weight: 400;">nada na vida daquelas vitoriosas era um conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que muito menos </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram personagens maquiavélicas e  implacáveis. Não é na bruxa número 7, na bruxa número 5 ou na bruxa número 3 &#8211; como elas mesmas se apresentam &#8211; que os traços místicos são encontrados. O único e verdadeiro deles é atribuído ao treinador Hirobumi Daimatsu, um ex-comandante de pelotão do Exército Imperial Japonês, conhecido popularmente como um legítimo demônio entre as pessoas que conheciam o ritmo dos treinos da equipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dificuldade em lidar com as histórias daquelas mulheres parece surgir da mesma direção que lida muito bem com todos os outros elementos do filme. Afinal, não é uma surpresa que a dedicação do olhar do diretor francês </span><a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/"><span style="font-weight: 400;">não consiga identificar o potencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma narrativa permeada por questões de gênero, nem trabalhar a importância do contexto de atuação das </span><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ninguém imaginava que um time de vôlei feminino oriental iria trazer uma experiência mágica para o mundo dos anos 60, mas o centro do documentário é categórico em sua representação: de pessoas ordinárias nascem histórias fantásticas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LES SORCIÈRES DE L&#039;ORIENT - Bande annonce" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/np232nnEmvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/">O austero encanto das Bruxas do Oriente</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24014</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Ted Lasso marca um gol olímpico</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 19:25:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[AFC Richmond]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Apple TV+]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Biscuits]]></category>
		<category><![CDATA[Brendan Hunt]]></category>
		<category><![CDATA[Brett Goldstein]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Critics Choice Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Crystal Palace]]></category>
		<category><![CDATA[Declan Lowney]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Hannah Waddingham]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Sudeikis]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Swift]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[Juno Temple]]></category>
		<category><![CDATA[Make Rebecca Great Again]]></category>
		<category><![CDATA[Manchester City]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator Coadjuvante em Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator em Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Direção em Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro em Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Série de Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[MJ Delaney]]></category>
		<category><![CDATA[NBC]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Mohammed]]></category>
		<category><![CDATA[Phil Dunster]]></category>
		<category><![CDATA[Pilot]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[SAG 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Lasso]]></category>
		<category><![CDATA[The Hope That Kills You]]></category>
		<category><![CDATA[Toheeb Jimoh]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<category><![CDATA[Zach Braff]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=18562</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Não é sempre que uma comédia esportiva consegue sair dos dramas de seu nicho e conquistar a grande audiência. O costumeiro é que as histórias se restrinjam aos jargões do gênero, repetindo estereótipos sexistas. Ted Lasso, original da Apple TV+, dribla todos esses problemas e marca um golaço. Jason Sudeikis protagoniza as aventuras &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ted Lasso marca um gol olímpico"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/">Ted Lasso marca um gol olímpico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18563" aria-describedby="caption-attachment-18563" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18563" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2.jpg" alt="Cena da série Ted Lasso. Na cena, vemos pessoas olhando para a frente com cara de assustados. No centro e em destaque está Ted Lasso, um homem branco, de cabelos castanhos e bigode grosso. Ele usa um moletom preto e tem um semblante surpreso e triste. À esquerda está Nathan, mais baixo que Lasso, homem de pele marrom e cabelos pretos. À direita está Beard, com cavanhaque castanho claro, boné azul e a boca aberta em sinal de surpresa. Ao fundo, vemos mais uma porção de pessoas espantadas, a cena se passa logo na beira do gramado de um jogo de futebol." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/1-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18563" class="wp-caption-text">Tão rara como a bola que <a href="https://www.futebolnaveia.com.br/gol-olimpico-conheca-a-historia-de-um-escanteio-surpreendente/#:~:text=Segundo%20alguns%20torcedores%20vasca%C3%ADnos%2C%20assim,Ol%C3%ADmpico%2C%20em%20mar%C3%A7o%20de%201928.">parte do escanteio e acaba no fundo das redes</a>, Ted Lasso é uma em um milhão, uma série cheia de coração e bem-estar (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é sempre que uma comédia esportiva consegue sair dos dramas de seu nicho e conquistar a grande audiência. O costumeiro é que as histórias se restrinjam aos </span><a href="https://www.vix.com/pt/series/544836/5-series-de-esportes-escondidas-na-netflix-para-voce-ver-quando-quiser"><span style="font-weight: 400;">jargões do gênero</span></a><span style="font-weight: 400;">, repetindo estereótipos sexistas. </span><a href="https://www.bustle.com/entertainment/ted-lasso-true-story-appletv-nbc-sports"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, dribla todos esses problemas e marca um golaço. Jason Sudeikis protagoniza as aventuras de um treinador de futebol americano que se muda para o Reino Unido a fim de comandar uma equipe da </span><a href="https://www.leituradejogo.com.br/entenda-como-funciona-a-premier-league/"><i><span style="font-weight: 400;">Premier League</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O problema? Ele não manja nada do futebol convencional.</span></p>
<p><span id="more-18562"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.ef.com/wwen/blog/language/beginners-guide-to-understanding-british-humor/"><span style="font-weight: 400;">choque cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> desencadeado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro fator de ignição do seriado, que chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> no fim de 2020 e é candidato forte aos prêmios de Comédia do </span><a href="https://collider.com/ted-lasso-jason-sudeikis-interview-apple-tv-plus/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2021</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O otimismo do </span><i><span style="font-weight: 400;">yankee</span></i><span style="font-weight: 400;"> conflita com a frieza e o calculismo dos londrinos, e o bom humor que Lasso emprega em seu comportamento ganha o espectador logo no seu desembarque na </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Terra da Rainha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Afável, sentimental e empático como ninguém, o protagonista ilumina e aquece os ambientes que habita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir, no contexto político-social de 2020, alguém tão </span><a href="https://personaunesp.com.br/schitts-creek-critica/"><span style="font-weight: 400;">leve e querido</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um presente e tanto dos criadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato, o personagem não é novo no pedaço: essa persona falastrona e desbocada surgiu na </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma </span><a href="https://www.si.com/soccer/2020/08/11/ted-lasso-jason-sudeikis-apple-tv-series-nbc"><i><span style="font-weight: 400;">sketch</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sudeikis, então, ao lado do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Bill Lawrence, desenvolveu a ideia para um programa próprio, mas o ator sabia que, para sustentar uma temporada de dez episódios, Lasso precisaria de mais do que uma porção de gírias da área.</span></p>
<figure id="attachment_18564" aria-describedby="caption-attachment-18564" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2-1.jpg" alt="Cena da série Ted Lasso. Na cena, vemos Ted Lasso em destaque, sorrindo e com um olhar confiante. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos e bigode grosso, usando camisa azul clara e por cima um suéter azul mais escuro. Ao fundo e desfocado está Beard, um homem branco, de cavanhaque castanho claro e boné azul, de braços cruzados. " width="681" height="383" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2-1.jpg 681w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18564" class="wp-caption-text">Jason Sudeikis já fez parte do Saturday Night Live e, assim como a maioria dos comediantes, deixou o programa para <a href="https://br.ign.com/barry/76890/feature/barry-a-incrivel-serie-que-passava-depois-de-game-of-thrones-e-eu-ignorava">focar em trabalhos individuais</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entra em cena a liberdade criativa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu aos desenvolvedores do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. Primeiro de tudo, eles poderiam usar o </span><a href="https://screenrant.com/ted-lasso-real-football-team-replaced-comparison/"><span style="font-weight: 400;">CT de um clube real de Londres</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que era benéfico ao quadrado, tanto por dar mais vitalidade aos cenários, quanto por imergir o elenco naquela rotina esportiva, começando pelos vestiários suados até o brilhoso campo verde onde, independente do porquê, não pode </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-sao-produzidos-os-desenhos-nos-gramados-dos-estadios/"><span style="font-weight: 400;">pisar na grama</span></a><span style="font-weight: 400;">!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O time do mundo real que espelhou a equipe de Lasso é o Crystal Palace. Um dos produtores do seriado era parente de um dos </span><a href="https://www.cpfc.co.uk/news/2020/september/bill-lawrence-of-apple-tvs-ted-lasso-explains-how-crystal-palace-and-selhurst-park-shaped-the-show/"><span style="font-weight: 400;">donos do Crystal</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que facilitou ainda mais o negócio. E, para melhorar a oferta, o fictício AFC Richmond perderia de lavada para o Palace logo no segundo episódio, </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt10989890/"><i><span style="font-weight: 400;">Biscuits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A cereja do bolo da série é justamente criar algo imaginário, mas manter todo o contexto anexado ao mundo real: o Richmond joga até contra o </span><a href="https://www.apostasesportivas24.net/revista/prognostico-premier-league-2a-rodada-2019-2020-analise-previsao-e-odds-dos-jogos-manchester-city-liverpool-e-man-united/#:~:text=O%20Manchester%20City%20provou%20na,ainda%20melhor%20e%20mais%20completo."><span style="font-weight: 400;">Manchester City</span></a><span style="font-weight: 400;">, alimentando uma rivalidade entre duas gerações de jogadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Roy Kent (Brett Goldstein) representa a velha guarda, um meio campo mais velho que já não joga como outrora. O personagem foi inspirado no real </span><a href="https://premierleaguebrasil.com.br/roy-keane-manchester-united-perfil/"><span style="font-weight: 400;">Roy Keane</span></a><span style="font-weight: 400;">, que jogou no outro Manchester, o United. Seu embate acontece com a juventude e a rebeldia de Jamie Tartt, papel de Phil Dunster, munido de arrogância e que adora exibir o corpão. Os dois </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WdSmt5PWn_4"><span style="font-weight: 400;">batem cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo dos 10 capítulos, e ainda sobra espaço para a inserção do triângulo amoroso com Keeley (Juno Temple).</span></p>
<figure id="attachment_18565" aria-describedby="caption-attachment-18565" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/3-2.jpg" alt="Cena da série Ted Lasso. Na cena vemos os integrantes do triângulo amoroso sentados à mesa. À esquerda está Roy, homem branco, mais velho, de cabelos pretos e barba da mesma cor. Ele está com as pernas cruzadas e veste uma camisa cinza, olhando de modo fulminante para Jamie Tartt, que está no lado oposto da foto, à direita. Tartt é um homem branco, de 23 anos, com pele branca, cabelo escuro e penteado molhado, usando jaqueta preta e calça jeans. Ele olha para Keeley, que está no meio deles, sentada ao centro da foto. Ela é uma mulher loira, branca e segura uma caneca branca com as duas mãos. Na mesa, vemos dois vasos pequenos e um copo descartável de café. Ao fundo, vemos janelas desfocadas, árvores e um abajur amarelo." width="1200" height="676" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/3-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/3-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/3-2-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/3-2-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18565" class="wp-caption-text">Jason Sudeikis e a série marcaram presença nas premiações do início do ano: foram 2 indicações ao Globo de Ouro (<a href="https://macmagazine.com.br/post/2021/03/01/jason-sudeikis-leva-globo-de-ouro-por-ted-lasso-do-apple-tv/#:~:text=O%20ator%20Jason%20Sudeikis%20foi,seu%20primeiro%20Globo%20de%20Ouro.&amp;text=Na%20premia%C3%A7%C3%A3o%20ocorrida%20ontem%20%C3%A0,recebeu%20indica%C3%A7%C3%B5es%20para%20v%C3%A1rios%20pr%C3%AAmios.">e 1 vitória</a>), 3 ao Critics Choice Awards e 2 ao SAG (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando carrinho nos </span><a href="https://www.ludopedio.com.br/arquibancada/o-futebol-odeia-as-mulheres-notas-sobre-o-machismo-e-a-pesquisa-de-campo/#:~:text=O%20futebol%20odeia%20as%20mulheres.,153%20mil%20mortos%20no%20Brasil."><span style="font-weight: 400;">estereótipos sexistas e de gênero</span></a><span style="font-weight: 400;">, os roteiristas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso </span></i><span style="font-weight: 400;">(sob o comando do chefe de redação Sudeikis)</span><span style="font-weight: 400;"> escrevem figuras cheias de camadas e com espaço para crescimento e redenção. Logo que chega no vestiário, o treinador faz questão de cobrir os recortes pornográficos femininos que decoram o ambiente, deixando claro que ali, sob sua gerência, não existe espaço para esse tipo de piada datada. No lugar, assistimos o </span><a href="https://www.ludopedio.com.br/arquibancada/explicando-o-homoerotismo-presente-no-futebol/"><span style="font-weight: 400;">erotismo dormente do futebol</span></a><span style="font-weight: 400;"> ser explorado nas entrelinhas. Os corpos esculturais, formas bem definidas e peitorais sarados ilustram todas as cenas que podem, e quem comenta a suculência da sensualidade são as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chefe de Ted Lasso, Rebecca Welton (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9miqrjfrT9s"><span style="font-weight: 400;">Hannah Waddingham</span></a><span style="font-weight: 400;">), recebe tratamento de princesa no arco da </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/conheca-ted-lasso-comedia-indicada-ao-globo-de-ouro-e-escondida-no-apple-tv-51190"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela começa o </span><i><span style="font-weight: 400;">Piloto</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o plano maquiavélico de contratar Lasso apenas para ele afundar o time e destruir o legado do ex-marido, mas suas ações revelam uma faceta fragilizada, ao invés da vilã sem coração. O treinador estimula aqueles próximos à ele, ele é uma sessão de terapia ambulante aos europeus, mesmo que nunca tome consciência desse superpoder secreto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E esse modo de vida de Lasso não resvala na </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2020/12/14/o-surpreendente-efeito-da-positividade-toxica-na-saude-mental.htm#:~:text=%C3%89%20precisamente%20nisso%20que%20consiste,negativas%22%20ou%20as%20dos%20outros."><span style="font-weight: 400;">positividade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou na felicidade nociva, como a </span><a href="https://blog.estrela.com.br/como-jogar-jogo-contente/"><span style="font-weight: 400;">Poliana</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou a </span><a href="https://mixdeseries.com.br/anne-with-an-e-cancelada-por-que-a-serie-acabou-motivo-e-revelado/#:~:text=Bem%2C%20as%20not%C3%ADcias%20n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20animadoras.&amp;text=Infelizmente%2C%20a%20atra%C3%A7%C3%A3o%20foi%20cancelada,%E2%80%9Cencerrada%E2%80%9D%20na%20terceira%20temporada."><span style="font-weight: 400;">Anne</span></a><span style="font-weight: 400;">. Jason Sudeikis oscila entre os picos de humor e amor que emana, ele justifica seu comportamento com os óculos amarelos que ajudam a superar seus próprios demônios e dores. A série investiga o casamento distante do americano, além de dar ao ator a chance de atuar nas nuances. </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Rebecca Great Again</span></i><span style="font-weight: 400;">, capítulo que sai do ambiente futebolístico para desanuviar o clima da série, coloca Ted Lasso na corda bamba e relembra o espectador que </span><a href="https://www.publico.pt/2020/08/15/culturaipsilon/noticia/tabu-desmistificacao-saude-mental-ficcao-televisiva-1927159"><span style="font-weight: 400;">ele é humano</span></a><span style="font-weight: 400;"> como todos nós.</span></p>
<figure id="attachment_18566" aria-describedby="caption-attachment-18566" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1.jpg" alt="Cena da série Ted Lasso. Na cena vemos Rebecca, uma mulher branca, na casa dos 50 anos, de cabelos loiros platinados e vestido branco. Ela está sentada à sua mesa, com as mãos dadas e uma expressão de dúvida e descontentamento no rosto. Na mesa, estão seu laptop branco, sua bolsa branca e mais uma porção de objetos fora de foco. Ao fundo, também desfocados, estão dois quadros." width="1920" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/4-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18566" class="wp-caption-text">Você pode reconhecer a intérprete de Rebecca como a Septã Unella de <a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-quinta-temporada-briga-pelo-trono-pormenor-ser-superado/">Game of Thrones</a> ou uma das mães de Jackson em <a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-critica/">Sex Education</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O futebol é usado como recurso narrativo, e a montagem do seriado consegue emocionar quando retrata momentos das partidas. A trilha sonora ensurdece enquanto a câmera desacelera, um gol é marcado, um pênalti é perdido. Somos torcedores do Richmond, somos críticos ao estilo de treinador de Lasso, </span><a href="https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/esoterico/por-que-somos-tao-apaixonados-por-futebol,741863337df6d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html#:~:text=Quem%20v%C3%AA%20um%20torcedor%20apaixonado,torna%20qualquer%20um%20mais%20confiante."><span style="font-weight: 400;">somos parte daquela família</span></a><span style="font-weight: 400;">. A dramatização cômica do esporte no Reino Unido acende a chama de curiosidade para uma produção tupiniquim nesses mesmos moldes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhar os bastidores de um </span><a href="https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/05/02/atual-campeao-flamengo-e-o-clube-em-maior-ascensao-nos-pontos-corridos.htm#:~:text=Atual%20campe%C3%A3o%2C%20Flamengo%20%C3%A9%20o%20clube%20em%20maior%20ascens%C3%A3o%20nos%20pontos%20corridos&amp;text=Atual%20campe%C3%A3o%20com%20o%20recorde,adotado%20pela%20CBF%20em%202003."><span style="font-weight: 400;">Flamengo</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.spfc.net/forum2.asp?nID=400669"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida, os percalços, rivalidades, romances, subornos e a recompensa emocional de fazer parte de algo. Nathan (Nick Mohammed), um </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-113589/"><span style="font-weight: 400;">arquétipo comum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personagem sem confiança e que sofre na mão dos héteros machões, é acolhido pela empatia de Lasso; Keeley movimenta uma </span><a href="https://www.aicinema.com.br/teste-de-bechdel-bechdel-test-o-que-e-e-para-que-serve/"><span style="font-weight: 400;">jornada independente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus namoros; o assistente Beard (Brendan Hunt) ganha tridimensionalidade peculiar; e Sam (Toheeb Jimoh) sai da sombra das caracterizações racistas e preguiçosas da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/03/cansado-de-ouvir-perguntas-absurdas-imigrante-cria-camiseta-africa-nao-e-um-pais.shtml"><span style="font-weight: 400;">África</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso </span></i><span style="font-weight: 400;">faz tudo isso com sutileza, enquanto surrupia suas qualidades pela lateral e marca um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pc76gLpQrLo"><span style="font-weight: 400;">gol de placa</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/">Ted Lasso marca um gol olímpico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">18562</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
