<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Diversidade &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/diversidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/diversidade/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 May 2024 14:30:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Diversidade &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/diversidade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 14:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[A Casa da Coruja]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dana Terrace]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Disney Plus]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Craveiro Fusco]]></category>
		<category><![CDATA[Latina]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Luz Noceda]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Série animada]]></category>
		<category><![CDATA[The Owl House]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33374</guid>

					<description><![CDATA[<p>Juliana Craveiro Fusco Mais um ciclo chega ao fim, um que foi forçado a terminar antes da hora. Nós sabemos que uma hora tudo vai acabar, mas é sempre mais triste quando precisamos nos despedir mais cedo. E assim, The Owl House  – A Casa da Coruja, em português – se encerra, antes da hora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/">Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33375" aria-describedby="caption-attachment-33375" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem1-800x448.jpg" alt="Imagem final do desenho A Casa da Coruja. Nela se encontram grande parte dos personagens reunidos para a despedida da série. Os personagens principais, Luz, King, Eda, Amith, Camila, Willow, Gus e Hunter estão no plano principal. A foto se passa no período noturno e tem um tom arroxeado" width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem1-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem1-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem1-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem1.jpg 1030w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33375" class="wp-caption-text">A personagem Tinella Nosa é uma caricatura de Dana Terrace, dublada e pensada por ela mesma (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Juliana Craveiro Fusco</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais um ciclo chega ao fim, um que foi forçado a terminar antes da hora. Nós sabemos que uma hora tudo vai acabar, mas é sempre mais triste quando precisamos nos despedir mais cedo. E assim, </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/series/a-casa-da-coruja/4cOTrEy0YyaX"><i><span style="font-weight: 400;">The Owl House</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa da Coruja</span></i><span style="font-weight: 400;">, em português – se encerra, antes da hora e deixando saudades, mas mostrando como uma animação tem capacidade de tocar profundamente seu público.</span></p>
<p><span id="more-33374"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série conta a história das aventuras de Luz Noceda (Sarah-Nicole Robles), uma garota latina e bissexual que não se encaixa nos padrões dos jovens. Ao encontrar um portal em uma casa vizinha abandonada, ela se transporta para as Ilhas Escaldadas, um mundo cheio de criaturas mágicas. Lá, a protagonista conhece Eda (</span><a href="https://www.instagram.com/wendiemalick/"><span style="font-weight: 400;">Wendie Malick</span></a><span style="font-weight: 400;">), King e Hooty (ambos dublados por </span><a href="https://www.instagram.com/_alexhirsch_/"><span style="font-weight: 400;">Alex Hirsch</span></a><span style="font-weight: 400;">), que mais tarde se tornam sua segunda família. Nesse novo mundo, Luz tem a oportunidade de conhecer criaturas maravilhosas, mas o mais importante: a oportunidade de conhecer a si mesma – se transformando em inspiração para crianças, adolescentes e até mesmo adultos que a acompanham.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro de um só desenho, sua criadora e roteirista, </span><a href="https://www.instagram.com/danaterrace/"><span style="font-weight: 400;">Dana Terrace</span></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolve brilhantemente as questões de uma pré-adolescente: o não pertencimento na sociedade, a insegurança perante um futuro incerto, a falta de autoestima e as dúvidas sobre a própria sexualidade. É claro que algumas delas são exploradas com metáforas, mas todas são igualmente bem trabalhadas pela escritora. Cada uma com seu devido tempo, a fim de que nada pareça jogado apenas para mostrar que foi abordado.</span></p>
<figure id="attachment_33376" aria-describedby="caption-attachment-33376" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem2-800x451.jpg" alt="Cena de A Casa da Coruja. Na imagem estão presentes O Colecionador e o Imperador belos centralizados. A imagem é escura, dando enfoque para o painel brilhante onde O Colecionador se encontra preso e projetado na parede da caverna. Na sua frente, ajoelhado, está o Imperador Belos no corpo de seu irmão, um homem branco de cabelos brancos." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem2-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem2-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem2.jpg 997w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33376" class="wp-caption-text">A Casa da Coruja é cheia de easter eggs, como a presença do protagonista do jogo Hollow Knight na abertura da série (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando o personagem </span><a href="https://personaunesp.com.br/steven-universe-future-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Luz é uma menina que tende a querer olhar sempre o lado bom das pessoas, acreditando que elas podem ter salvação e precisam apenas de uma segunda chance. Para a época dos cancelamentos, essa é uma lição essencial, ainda mais para as crianças. Mas, além de ensinar a oferecer uma nova oportunidade a quem errou, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa da Coruja</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que nem todos a merecem, porque alguns não possuem um lado bom.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, dois tipos de vilões são retratados por Dana: o Imperador Belos (</span><a href="https://www.instagram.com/moveablefeastny/"><span style="font-weight: 400;">Matthew Rhys</span></a><span style="font-weight: 400;">) e O </span><a href="https://www.instagram.com/freethewolfvo/"><span style="font-weight: 400;">Colecionador</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Fryda Wolff). O primeiro é um humano adulto caçador de bruxas, já o outro, um ser mágico muito poderoso e jovem. Com essas duas figuras em cena, a série mostra que existem vários tipos de antagonistas e alguns deles são pessoas machucadas que, por não conhecerem o amor e carinho, não conseguem expressá-los por outras pessoas e por isso, as ferem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, existem personagens que recebem milhares de segundas chances e não mudam; mesmo com todo o carinho, amor e paciência, eles continuam iguais e realmente só querem fazer mal aos outros. Ao final da </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/a-casa-coruja-clipe-3-temporada"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a morte do (ex) Imperador Belos, a trama não só dá fim ao verdadeiro vilão da história e proporciona um final feliz aos habitantes das Ilhas Escaldadas, mas também mostra aos telespectadores que algumas pessoas não merecem e não devem ter uma segunda chance. Para se ter um final feliz, é preciso que elas desapareçam para sempre.</span></p>
<figure id="attachment_33377" aria-describedby="caption-attachment-33377" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33377" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3-800x458.jpeg" alt="Cena de A Casa da Coruja. Está presente na imagem um retrato, centralizado, envolta de um tronco de árvore. Nele estão presentes os pais de Willow e a Willow brincando no balanço feito de ossos de um parque." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3-800x458.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3-1024x586.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3-768x439.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3-1200x686.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem3.jpeg 1446w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33377" class="wp-caption-text">A Casa da Coruja mostra que não é preciso ter a presença de uma figura feminina para uma família ser legítima (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao se apaixonar por Amity (</span><a href="https://www.instagram.com/themaewhitman/"><span style="font-weight: 400;">Mae Whitman</span></a><span style="font-weight: 400;">), Luz descobre que é bissexual. Assim como todas as outras representatividades carregadas pela narrativa, a paixão da personagem é retratada com a normalidade com a qual sempre deveria ser. Sabemos o quão importante é mostrar que existe uma pressão muito grande para que todas as pessoas sigam o padrão heteronormativo e o quanto a comunidade LGBTQIAPN+ sofre com os preconceitos. Por isso, entendemos que é preciso existir obras que expressem essa realidade e dor; contribuindo com o aumento da resistência a esse tipo de comportamento. Mas também é necessário que as produções tratem esse assunto com a mesma naturalidade usada para relacionamentos heteroafetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Casa da Coruja</span></i><span style="font-weight: 400;">, o namoro da </span><a href="https://www.instagram.com/snarkler/"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra como esse sentimento é confuso e o medo que o envolve, mas Dana prefere dar mais visão aos sentimentos que todos têm ao se apaixonar por alguém: a vergonha que sentimos, os brancos e as falhas. E, por mais que pareça que ela não dá espaço à luta, ela também está resistindo ao provar que uma relação homoafetiva é natural, com todos os friozinhos na barriga que um relacionamento tem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é só no relacionamento das duas que essa naturalidade é mostrada. Os pais de </span><a href="https://www.instagram.com/tatigabrielle/),"><span style="font-weight: 400;">Willow</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Tati Gabrielle), uma das melhores amigas de Luz, estão dentro de um relacionamento homoafetivo e são retratados sem estigmas e em nenhum momento é questionado quem é a “mãe” ou como a Willow veio ao mundo; já que uma família não necessita de uma mulher e um homem. O personagem não-binárie Raine (</span><a href="https://www.instagram.com/avi_roque/"><span style="font-weight: 400;">Avi Roque</span></a><span style="font-weight: 400;">), par romântico de Eda, tem seus pronomes usados corretamente dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. Da mesma forma, o pai solo de Gus é retratado como uma pessoa plenamente capaz de cuidar de seu filho, sem que precise da figura materna.</span></p>
<figure id="attachment_33378" aria-describedby="caption-attachment-33378" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem4-800x419.jpg" alt="Cena da série A Casa da Coruja. Eda, King e Luz estão localizados no centro da imagem. Abraçados, eles se encontram em cima de um tabuleiro de xadrez com um fundo violeta cheio de estrelas." width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem4-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem4-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem4-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33378" class="wp-caption-text">Luz Noceda é a primeira protagonista abertamente bissexual da Disney (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A representatividade vai além dos personagens da história, uma vez que seus dubladores estadunidenses também são diversos. Uma mulher latina interpreta Luz, uma pessoa não-binária interpreta Raine e um homem negro interpreta Gus (</span><a href="https://www.instagram.com/issacryanbrown/"><span style="font-weight: 400;">Issac Ryan Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">). Isso também gera conhecimento e impacta seu público espectador. Ao dar a chance de pessoas negras e LGBTQIAPN+ ocuparem seus papéis de direito dentro da sociedade, os desenhos mostram que elas podem e devem permanecer dentro desses espaços e que todas as crianças podem sonhar em serem o que quiserem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa da Coruja</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha sido cancelada pela </span><a href="https://cosmonerd.com.br/series/conheca-series/the-owl-house-conheca-a-serie-e-saiba-porque-foi-cancelada/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente pela pluralidade que tem. Colocar uma personagem latina e bissexual como a protagonista não é pouca coisa para uma emissora </span><a href="https://personaunesp.com.br/disney-pixar-dont-say-gay-artigo/"><span style="font-weight: 400;">homofóbica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de ser obrigada a encurtar a história e agilizá-la, Dana Terrace fez um excelente trabalho e deixou sua marca na história dos desenhos e na de quem assistiu.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/">Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33374</post-id>	</item>
		<item>
		<title>The Owl House escancara o dilema da representatividade LGBTQIA+ na Disney</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 17:45:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[A Casa Coruja]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Hirsch]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dana Terrace]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gravity Falls]]></category>
		<category><![CDATA[Hieronymus Bosch]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhas Escaldadas]]></category>
		<category><![CDATA[Issac Ryan Brown]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Mae Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Llata]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Rhys]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah-Nicole Robles]]></category>
		<category><![CDATA[Star vs. As Forças do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Tati Gabrielle]]></category>
		<category><![CDATA[The Owl House]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[Wendie Malick]]></category>
		<category><![CDATA[Zeno Robinson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=27923</guid>

					<description><![CDATA[<p>Marina Llata The Owl House (A Casa Coruja) é uma série animada criada por Dana Terrace. Lançada em janeiro de 2020, acompanha a trajetória de Luz Noceda (Sarah-Nicole Robles), uma adolescente que tem dificuldade de se encaixar e fazer amigos e, ao encontrar um portal para as Ilhas Escaldadas, localizadas em uma dimensão habitada por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Owl House escancara o dilema da representatividade LGBTQIA+ na Disney"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/">The Owl House escancara o dilema da representatividade LGBTQIA+ na Disney</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27924" aria-describedby="caption-attachment-27924" style="width: 2551px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27924" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1.png" alt="Cena da série The Owl House. Amity, adolescente de cabelo lilás e curto, beija a boca de Luz, adolescente de cabelo castanho e curto. Luz está com seus olhos abertos e apresenta expressão de surpresa. Amity veste um vestido preto e calça vinho. Luz veste uma jaqueta marrom e bege e uma calça bege e tem uma mochila azul nas costas. Ao fundo vemos uma porta de sacada rodeada por galhos verdes e flores rosas. " width="2551" height="1433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1.png 2551w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1536x863.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-2048x1150.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27924" class="wp-caption-text">The Owl House segue padrões bastante similares a Gravity Falls em sua construção e estética (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Llata</b></p>
<p><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/the_owl_house/s01"><i><span style="font-weight: 400;">The Owl House</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa Coruja</span></i><span style="font-weight: 400;">) é uma série animada criada por Dana Terrace. Lançada em janeiro de 2020, acompanha a trajetória de Luz Noceda (Sarah-Nicole Robles), uma adolescente que tem dificuldade de se encaixar e fazer amigos e, ao encontrar um portal para as Ilhas Escaldadas, localizadas em uma dimensão habitada por bruxas e demônios, escolhe passar um tempo nesse mundo fantástico ao invés de ir ao Acampamento de Realidade no verão. Lá, ela encontra Eda (Wendie Malick), uma bruxa rebelde, e seu amigo King (Alex Hirsch), um demônio muito fofo, sendo acolhida pelos dois e se tornando aprendiz de Eda. </span></p>
<p><span id="more-27923"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estilo do desenho é bastante único e pode-se arriscar dizer que inédito na </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, com ênfase em elementos obscuros e de horror misturados a alguns outros fofos em contraposição. Apesar de uma animação e </span><i><span style="font-weight: 400;">backgrounds</span></i><span style="font-weight: 400;"> bem detalhados, Terrace disse em entrevista à </span><a href="https://collider.com/owl-house-disney-dana-terrace-interview-ricky-cometa/"><i><span style="font-weight: 400;">Collider</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que, inicialmente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos personagens e artes conceituais eram mais minuciosos, o que não foi possível de ser mantido devido a uma questão prática de produção. Além disso, a criadora e </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> já comentou em diversas outras entrevistas e também em sua conta no </span><a href="https://twitter.com/DanaTerrace?s=20&amp;t=a-AT3vrOjZuROvUET4xS4g"><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre como a ideia inicial para o tom e estilo da série era mais gráfica e obscura, mas teve que ser modificada para se enquadrar melhor na marca e seu público.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Owl House</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue ser profunda não apenas no quesito visual, mas também em seus tópicos e temas abordados, tratando de questões como não se sentir pertencente, algo que se mostra presente na vida de Luz até que ela encontra as Ilhas Escaldadas. Também são abordados problemas familiares, mostrados no caso de Amity (Mae Whitman), com sua mãe </span><a href="https://youtu.be/gUoUQNvlLtE"><span style="font-weight: 400;">manipuladora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e narcisista, o processo de auto descoberta de King, o empoderamento de Willow (Tati Gabrielle), que antes se sentia inferior e fraca, o desenvolvimento emocional de Hunter (Zeno Robinson), que passa a confiar em outras pessoas. Além disso, a série aborda a questão da ansiedade, mostrada de forma metafórica em um episódio focado no personagem Gus (Issac Ryan Brown), e ainda o totalitarismo, representado pelo tirano Belos (Matthew Rhys), contra quem Eda é rebelde.</span></p>
<figure id="attachment_27925" aria-describedby="caption-attachment-27925" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27925" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2.png" alt="Ilustração promocional da série The Owl House. Luz, adolescente de cabelo curto e castanho, vestindo uma capa longa e roxa, caminha olhando para trás com feição preocupada e segura um cajado de coruja. King, ser fictício que se assemelha a um cachorro com um crânio no lugar da cabeça está no ombro de Luz também com feição preocupada e olhando para trás. Eda, mulher de cabelo volumoso, longo e branco, vestindo um vestido vermelho com uma jóia preta anexada no peito, caminha ao lado de Luz e King. Eda usa sua mão direita para segurar seu braço esquerdo, que está deformado e com penas. A iluminação é avermelhada e escura, com uma leve névoa. Ao fundo vemos figuras petrificadas e algumas pessoas assustadas e correndo. Vemos uma figura com chifres e uma capa em cima de uma ponte e mais atrás da figura vemos uma caveira vermelha gigante. " width="1920" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-1536x960.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-1200x750.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27925" class="wp-caption-text">Dana Terrace tem um estilo artístico horrorífico e detalhista, muito de The Owl House foi inspirado em obras de Hieronymus Bosch, pintor dos séculos XV e XVI (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos que ganhou notoriedade a respeito da série é sua ampla </span><a href="https://lesbout.com.br/the-owl-house-onde-a-fantasia-e-a-representatividade-se-completam/"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;">, que inclusive é inovadora se pensarmos nos </span><a href="http://gaytravelandfun.embarquenaviagem.com/disney-financiou-politicos-que-apoiam-lei-anti-lgbt/"><span style="font-weight: 400;">padrões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A série conta com uma protagonista bissexual e retrata abertamente o primeiro relacionamento homoafetivo em um desenho animado da empresa. Além de contar com ume personagem não-binarie, e diversidade racial, com personagens diversos culturalmente e de distintos tipos físicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, recentemente uma pauta constante no </span><i><span style="font-weight: 400;">fandom </span></i><span style="font-weight: 400;">tem sido o famigerado </span><a href="https://epipoca.com.br/criadora-de-a-casa-coruja-explica-por-que-disney-cancelou-a-serie/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Owl House</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e quais seriam seus motivos. Quando finalmente pudemos ver avanços consideráveis a respeito de inclusão e diversidade na indústria de animação por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, a marca volta a dar passos para trás? Em outubro de 2021, Dana Terrace esclareceu que não acredita que o motivo do cancelamento tenha sido a abordagem da temática LGBTQIA+. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Por mais que nós tenhamos tido problemas em ir ao ar em alguns países, eu não vou supor má fé das pessoas com quem eu trabalho em LA&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse a criadora em </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a37915254/owl-house-disney-cancellation-reason/"><span style="font-weight: 400;">entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">DigitalSpy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><figure id="attachment_27926" aria-describedby="caption-attachment-27926" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27926" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1.png" alt="Cena da série The Owl House. Na cena vemos Raine, pessoa negra, de cabelo azulado e curto. Raine usa óculos redondos, um brinco em sua orelha direita e uma capa branca. Raine sorri olhando para baixo e segura um objeto redondo e vermelho." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27926" class="wp-caption-text">Raine Whispers é ê primeire personagem trans (não-binarie) da Disney [Foto: Disney]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Ela afirma que a decisão da produtora também não foi necessariamente por causa de orçamento ou avaliações da crítica, mas que não lhe foi dada ao menos a opção de desenvolver uma quarta temporada pós-pandemia ou sequer foi permitida participar das reuniões em que foram tomadas as decisões. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Até mesmo os três episódios de consolo da </span></i><a href="https://www.hitc.com/en-gb/2022/05/28/the-owl-house-season-3-confirmed-but-theres-a-devastating-catch-for-fans/"><i><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> foram difíceis, aparentemente&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse Dana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É visível a tentativa de Terrace de amenizar os boatos sobre uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney queerfóbica</span></i><span style="font-weight: 400;">, afinal ela tem um contrato vigente com a empresa, mas também é visível sua </span><a href="https://twitter.com/almanaquedisney/status/1501265028564992003?t=ReWFj7LSAnFEv0YCkfvgKQ&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">frustração</span></a><span style="font-weight: 400;">. E ela não é a primeira a passar por essa situação de censura vinda da marca, Alex Hirsch foi </span><a href="https://twitter.com/_AlexHirsch/status/1292328558921003009?s=20"><span style="font-weight: 400;">impedido</span></a><span style="font-weight: 400;"> de representar em tela um casal gay em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gravity Falls</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao passo que Daron Nefcy teve que manter um casal sáfico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9upXebY8zpI"><span style="font-weight: 400;">subentendido</span></a><span style="font-weight: 400;"> e há evidências de que ela não pôde colocar em </span><i><span style="font-weight: 400;">Star vs. As Forças do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma </span><a href="https://www.reddit.com/r/StarVStheForcesofEvil/comments/kqd6ep/in_the_storyboards_for_ransomgram_one_of_the/"><span style="font-weight: 400;">personagem transgênero</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os três criadores já se pronunciaram algumas vezes em suas redes sociais a respeito da censura que produtores executivos da empresa impõem. </span></p>
<p><figure id="attachment_27927" aria-describedby="caption-attachment-27927" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-1.jpg" alt="Tweet de Alex Hirsch. O tweet diz &quot;Disney privately: cut the gay scene! We might lose precious pennies from Russia and China! Disney publicly: [emoji de palhaço] Honk honk we put rainbow bumper sticker on Lightning McQueen today CONSUME OUR PRODUCTS TEENS&quot;. Tradução: “Disney em particular: cortem a cena gay! Nós podemos perder moedas preciosas da Rússia &amp; China! Disney publicamente: Honk honk nós colocamos um adesivo de arco-íris no Relâmpago McQueen hoje CONSUMAM NOSSOS PRODUTOS JOVENS”" width="800" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-27927" class="wp-caption-text">“Disney em particular: cortem a cena gay! Nós podemos perder moedas preciosas da Rússia &amp; China! Disney publicamente: Honk honk nós colocamos um adesivo de arco-íris no Relâmpago McQueen hoje CONSUMAM NOSSOS PRODUTOS JOVENS” (Foto: @_AlexHirsch/Twitter)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Desde 2012, ano de lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gravity Falls</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitas coisas mudaram e o cenário atual nem se compara com o de antes, considerando o que foi permitido ser incluído em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Owl House</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto a representatividade LGBTQIA+ continua em falta nas mídias, principalmente quando se trata daquelas direcionadas ao público infantil ou infanto-juvenil. Infelizmente, os fãs, assim como a equipe de Dana, terão que lidar com o fato de que teremos uma terceira (e última) temporada reduzida a </span><a href="https://www.hitc.com/en-gb/2022/05/28/the-owl-house-season-3-confirmed-but-theres-a-devastating-catch-for-fans/"><span style="font-weight: 400;">apenas três episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> especiais e esperar que a representatividade e a diversidade cresçam cada vez mais, alcançando espaços que hoje não é capaz.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/">The Owl House escancara o dilema da representatividade LGBTQIA+ na Disney</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">27923</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Às vezes, tudo que precisamos é seguir No Ritmo do Coração</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 11:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[A Família Bélier]]></category>
		<category><![CDATA[A Música e o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Andreza Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Apple TV+]]></category>
		<category><![CDATA[Beyond The Shore]]></category>
		<category><![CDATA[Child of Deaf Adults]]></category>
		<category><![CDATA[CODA]]></category>
		<category><![CDATA[Comfort Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Critics Choice Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Durant]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dramédia]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenio Derbez]]></category>
		<category><![CDATA[Fabrice Gianfermi]]></category>
		<category><![CDATA[Feel Good]]></category>
		<category><![CDATA[Geraud Brisson]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Gotham Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Prêmio do Júri de Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Marius De Vries]]></category>
		<category><![CDATA[Marlee Matlin]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator Coadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro Adaptado]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Wachsberger]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Huidobro]]></category>
		<category><![CDATA[Philippe Rousselet]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[SAG Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Siân Heder]]></category>
		<category><![CDATA[Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Surdez]]></category>
		<category><![CDATA[Troy Kotsur]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=25699</guid>

					<description><![CDATA[<p>Andreza Santos Uma família de surdos onde há apenas uma única ouvinte, a filha mais nova. Essa é a descrição inicial de CODA, que ganhou no Brasil o título No Ritmo do Coração. Ruby – a protagonista – é vivida pela talentosa Emilia Jones (Locke &#38; Key), ela é a CODA (Child of Deaf Adults,  &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Às vezes, tudo que precisamos é seguir No Ritmo do Coração"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/">Às vezes, tudo que precisamos é seguir No Ritmo do Coração</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25700" aria-describedby="caption-attachment-25700" style="width: 1005px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-1.jpg" alt="Cena do Filme No Ritmo do Coração. Imagem estática. Os quatro personagens estão sentados em um sofá abraçados. No lado esquerdo está Leo Rossi, interpretado pelo ator Daniel Durant. Ele é um homem branco de cabelo castanho curto. Veste uma camiseta cinza com uma camisa xadrez cinza e marrom por cima e calça jeans azul médio. Ao lado dele está Jackie Rossi, personagem de Marlee Matlin. Ela é uma mulher branca de cabelo loiro, tamanho médio. Utiliza uma blusa azul petróleo e calça jeans azul. Ao lado dela está Frank Rossi, interpretado por Troy Kotsur. É um homem branco de cabelo grisalho e barba média. Ele veste uma blusa cinza escuro e calça jeans cinza claro. Na direita ao lado dele está Ruby Rossi, personagem de Emilia Jones. Ela é uma mulher branca de cabelo castanho, tamanho médio. Utiliza uma blusa de moletom verde e calça jeans azul médio." width="1005" height="670" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-1.jpg 1005w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25700" class="wp-caption-text">O filme venceu duas categorias no Gotham Awards, e Troy Kotsur garantiu indicações ao Globo de Ouro, ao Critics Choice e ao SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Andreza Santos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma família de surdos onde há apenas uma única ouvinte, a filha mais nova. Essa é a descrição inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ganhou no Brasil o título </span><a href="https://www.primevideo.com/detail/0NGHQZ30LKKJU738BAQHVHHU4Y/ref=atv_hm_hom_c_y3hZAQ_awns_9_1?language=pt_br"><i><span style="font-weight: 400;">No Ritmo do Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ruby – a protagonista – é vivida pela talentosa Emilia Jones (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U6mCkzv7WPM"><i><span style="font-weight: 400;">Locke &amp; Key</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), ela é a </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://wp.ufpel.edu.br/tesouro-linguistico/2020/11/09/ser-coda-voce-sabe-o-que-isso-significa/"><span style="font-weight: 400;">Child of Deaf Adults</span></a><span style="font-weight: 400;">,  filha de adultos surdos) da família. Trabalhando durante a manhã na pescaria, ela interpreta e traduz tudo o que seu pai, mãe e irmão querem dizer para as pessoas não-surdas. Tudo muda quando ela decide entrar para o coral da escola.</span></p>
<p><span id="more-25699"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de 2021 é inspirado no longa alemão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2VCixeH6e_g"><i><span style="font-weight: 400;">A Música e o Silêncio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1996) da diretora Caroline Link, que por sua vez ganhou uma versão francesa em 2014 com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y0pnVZLD4eU"><i><span style="font-weight: 400;">A Família Bélier.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Nesta interpretação estadunidense, a diretora Sian Heder (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xCke0hXoCf8"><i><span style="font-weight: 400;">Little America</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) traz um ponto de vista inovador para uma narrativa convencional de filmes de </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/dramedia-o-que-e-isso/"><span style="font-weight: 400;">dramédia</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos fazendo observar como vive uma família de surdos na sociedade, acendendo uma luz sobre o problema de inclusão e a falta de acessibilidade de pessoas com deficiência em todos os lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos a história através da perspectiva da ouvinte, e a partir dela vemos as inúmeras dificuldades enfrentadas pela família Rossi para se expressarem. No fim, todos acabam dependendo de Ruby, que sempre está na corda bamba segurando as pontas da família, através da maneira hábil de se comunicar e traduzir a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dzYVSlgHAew"><span style="font-weight: 400;">linguagem de sinais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que está presente em pelo menos 50% dos acontecimentos.</span></p>
<figure id="attachment_25701" aria-describedby="caption-attachment-25701" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-2.gif" alt="Cena do Filme No Ritmo do Coração. Imagem em movimento. Os dois personagens estão em um auditório no palco. No centro da imagem está Ruby Rossi, interpretada por Emilia Jones. Ela está em pé cantando uma música, enquanto faz a linguagem de sinais com as mãos. Ela é uma mulher branca de cabelo castanho, tamanho médio. Veste um suéter de tricô na cor vermelha e calça verde militar. No fundo da imagem está Bernardo Villalobos, personagem de Eugenio Derbez. Ele está sentado à frente de um piano preto. É um homem latino, de cabelos grisalhos. Utiliza uma camisa preta." width="800" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-25701" class="wp-caption-text">Emilia Jones estudou durante nove meses linguagem de sinais, canto e como operar um uma traineira de pesca (GIF: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> passou por diversos festivais antes de seu lançamento, incluindo o de </span><a href="https://www.filmelier.com/br/noticias/coda-sundance-2021"><span style="font-weight: 400;">Sundance, onde levou 4 prêmios</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentre eles Melhor Filme do Júri. A produção de Heder é espontânea, sensível, afetuosa e muito engraçada. A aclamação de público e crítica, fez o longa chegar até o </span><i><span style="font-weight: 400;">Gotham Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao Globo de Ouro, sendo indicado em duas categorias, Melhor Filme de Drama e em Melhor Ator Coadjuvante com Troy Kotsur (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TUTlOC4mVQ8"><i><span style="font-weight: 400;">Número 23</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), pai de Ruby na trama.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Ritmo do Coração</span></i><span style="font-weight: 400;"> destaca a qualidade de Sian Heder como diretora e roteirista, onde segue ganhando prêmios pela sua genialidade nas duas áreas. A  boa fotografia  – pelas lentes da brilhante Paula Huidobro  –, ótimas sacadas no roteiro e uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aH-f6-QaYGU&amp;list=PLVfChAjsg5xPt-GCxyXU9K8ZklSihAkto"><span style="font-weight: 400;">bela trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> – assinada por Marius De Vries  –, transformam o longa em algo imperdível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história que gira em torno de Ruby mostra a adolescência dela, o preconceito de seus colegas perante a família surda e o primeiro amor. Emilia Jones brilha em cena, permitindo que sua família fictícia brilhe junto dela. O longa foi </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/apple-studios-wins-coda-in-record-breaking-25-million-sale-1234896460/"><span style="font-weight: 400;">comprado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;"> por 25 milhões de dólares, tornando esse o maior valor já pago por um filme no festival. Além disso, a canção original </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jG_XmVxb1Yo"><i><span style="font-weight: 400;">Beyond The Shore,</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que descreve a vida dupla que Ruby leva entre a família e a Música, está na lista de pré-indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022, e pode surpreender na categoria.</span></p>
<figure id="attachment_25702" aria-describedby="caption-attachment-25702" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25702" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-3.jpg" alt="Cena do Filme No Ritmo do Coração. Imagem estática. Os três personagens estão em um consultório médico. Da esquerda para a direita está Ruby Rossi, personagem de Emilia Jones. Ela é uma mulher branca de cabelo castanho, tamanho médio. Veste um moletom cinza e calça jeans. No centro da imagem está Frank Rossi, interpretado por Troy Kotsur. É um homem branco de cabelo grisalho e barba média. Utiliza uma camiseta cinza e uma camisa xadrez marrom por cima e bermuda cinza. No lado direito está Jackie Rossi, personagem de Marlee Matlin. Ela é uma mulher branca de cabelo loiro, tamanho médio. Veste uma blusa laranja, jaqueta jeans azul e calça cinza escuro." width="1024" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-3-800x397.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-3-768x381.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25702" class="wp-caption-text">A produção do filme teve cuidado com a representatividade nas telas e escalou atores surdos, diferente do que aconteceu em <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/a-surdez-atuada-por-quem-ouve-nova-aposta-do-cinema-frances-causa-polemica-antes-da-estreia-14871128">A Família Bélier</a> (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após se juntar ao coral da escola, Ruby é incentivada por Bernardo Villasboas (Eugenio Derbez) – seu professor de canto – a fazer uma audição para a faculdade de Música de Berklee, o que gira a vida dela e de sua família de cabeça para baixo. Conforme a trama se forma, podemos ver o quão afetuosos e unidos são os Rossi, apesar de todas as adversidades da vida, o amor e a felicidade prevalece entre eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O paralelo mais importante do filme se dá quando Ruby informa aos pais que quer sair de casa e ir para uma faculdade de Música. Frank vê a decisão de Ruby como algo trivial. Já Jackie – a matriarca da família – vivida pela </span><a href="https://twitter.com/midianinja/status/1386495107130593284"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Marlee Matlin (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D9GAeB0i3lQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Magicians</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) não aceita de maneira alguma essa decisão da filha. O filho mais velho, Leo (Daniel Durant), vê a escolha da irmã como uma oportunidade de poder tomar conta da família e não ter que depender da caçula para se comunicar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o terceiro e último ato do filme, vemos Ruby se apresentar com o coral da escola onde sua família vai assisti-la, mesmo não ouvindo nada do que ela canta. Nesta sequência, experimentamos como seria a cena da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=etSTNBS-Ol8"><span style="font-weight: 400;">perspectiva dos surdos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que causa um estranhamento pois para nós, os não-surdos, isso é algo incomum. Mas para eles é a forma como eles veem a vida, o que traz uma grande reflexão. O olhar genial de Sian Heder nos permite observar como a família olha para as outras pessoas da plateia, buscando um modo de entender a música e de se encaixar na sociedade, mas sem sucesso.</span></p>
<figure id="attachment_25703" aria-describedby="caption-attachment-25703" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4.jpg" alt="Cena do Filme No Ritmo do Coração. Imagem estática. As quatro pessoas presentes na imagem. Da esquerda para a direita está Miles, interpretado por Ferdia Walsh-Peelo. Ele está de costas. É um homem branco de cabelo castanho curto. Utiliza um moletom cinza claro. Ao lado dele está a diretora do filme, Sian Heder. Ela é uma mulher branca de cabelo loiro, tamanho médio. Ela veste uma camisa azul claro e calça jeans azul médio. Também tem um fone de ouvido preto envolto ao pescoço. Ao lado dela, Ruby Rossi, personagem de Emilia Jones. Ela é uma mulher branca de cabelo castanho, tamanho médio. Utiliza uma camisa xadrez azul e mochila verde militar. Atrás de Ruby, está Bernardo Villalobos, interpretado por Eugenio Derbez. Ele é um homem latino, de cabelos grisalhos. Veste uma camisa xadrez azul médio. Também está com um relógio preto." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/CODA-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25703" class="wp-caption-text">Sian Heder também escreveu e dirigiu o filme <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8WSz2s-Gemc">Tallulah</a>, de 2016 (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fórmula “batida” da narrativa é bem conduzida pela diretora, que explora mais a representação familiar, apresentando um divisor de águas entre o mundo de surdos e não-surdos, onde Ruby se destaca, enquanto se desdobra nesse conflito. É difícil não se apaixonar por </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;">, o qual também conta com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OZe25IEmNno&amp;t=18s"><span style="font-weight: 400;">elenco primoroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos levando do riso às lágrimas sem esforço, em um piscar de olhos, engrandecendo ainda mais a história.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Ritmo do Coração</span></i><span style="font-weight: 400;"> não precisa se esforçar para ser bom, ele é autêntico e naturalmente envolvente, aquele tipo de filme que vale a pena ser visto. É encantador, divertido e emocionante de uma forma singular. Facilmente se tornou um </span><a href="https://www.therip.com/opinion/2021/04/08/the-meaning-of-comfort-films/#:~:text=Comfort%20films%20is%20a%20popular,show%20others%20their%20favorite%20films.&amp;text=To%20me%2C%20comfort%20films%20are,global%20pandemic%20currently%20going%20on."><i><span style="font-weight: 400;">comfort movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já que foi uma experiência incrível acompanhar a jornada da família Rossi e o início da independência de Ruby. Original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa está disponível no Brasil pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="No Ritmo do Coração | Trailer Oficial | Amazon Prime Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vVU2ixNLOt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/">Às vezes, tudo que precisamos é seguir No Ritmo do Coração</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">25699</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Young Royals: o romance queer chega na realeza causando um escândalo</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 15:35:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[1ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Asperger]]></category>
		<category><![CDATA[Camilla Holter]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Edvin Ryding]]></category>
		<category><![CDATA[Erika Calmeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Estocolmo]]></category>
		<category><![CDATA[Frida Argento]]></category>
		<category><![CDATA[Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Lars Beckung]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Lisa Ambjörn]]></category>
		<category><![CDATA[Malte Gardinger]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Nikita Uggla]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Rudberg]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Realeza]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rojda Sekersöz]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Série teen]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[Teen]]></category>
		<category><![CDATA[Thuani Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[Young Royals]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=22165</guid>

					<description><![CDATA[<p>Thuani Barbosa Escândalos na realeza, desde uso de drogas, romances escondidos, crises financeiras e familiares até preconceito e morte. Todas essas vertentes você vai ver em Young Royals, o novo romance LGBTQIA+ queridinho da Netflix. Seguindo a linha de raciocínio de outros seriados como The Crown, a obra mostra o lado difícil de ser parte &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Young Royals: o romance queer chega na realeza causando um escândalo"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/">Young Royals: o romance queer chega na realeza causando um escândalo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22166" aria-describedby="caption-attachment-22166" style="width: 860px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-1.jpg" alt="Cena da série Young Royals, na imagem está o casal de protagonistas, Wilhelm interpretado por Edwin Ryding e Simon, interpretado por Omar Rudberg. Wilhelm tem a pele branca, seus cabelos são curtos e lisos e de tons loiro escuro, veste o uniforme de Hillerska um blazer vinho, camiseta branca e gravata. Simon é negro claro, seus cabelos são curtos e ondulados de tons castanho escuro, também veste o uniforme Hillerska, um veste blazer vinho, camiseta branca e gravata, a imagem não mostra calças. Os dois estão em um quase beijo, com seus lábios próximos e entreabertos. A imagem tem tons roxos azuis cintilantes sobre eles" width="860" height="497" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-1.jpg 860w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-1-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-1-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22166" class="wp-caption-text">Ao longos dos 6 episódios, a química eletrizante do casal de Young Royals deixa todos de queixos caídos e coração quentinho (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escândalos na realeza, desde uso de drogas, romances escondidos, crises financeiras e familiares até preconceito e morte. Todas essas vertentes você vai ver em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wZQnE8PfQSc"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo romance LGBTQIA+ queridinho da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seguindo a linha de raciocínio de outros seriados como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra mostra o lado difícil de ser parte da monarquia e, ainda assim, nos contempla com a aventura da adolescência muito similar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dever, </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;">, lealdade e amor é tudo que esperamos do romance sueco. </span></p>
<p><span id="more-22165"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2021, o seriado acompanha uma onda de crescimento nas produções suecas, ao lado do romance </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=97VS9HaEwY8"><i><span style="font-weight: 400;">Amor &amp; Anarquia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Helena Bergström, e do drama </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IHCR7Nvi6hU"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing Queens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Lisa Langseth. A estreia da primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teve a recepção avassaladora que merecia do público, portanto ainda não se sabe sobre a produção de uma segunda parte. Assim, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">vem trazendo a </span><a href="https://www.moneytimes.com.br/netflix-avanca-em-diversidade-embora-brechas-persistam/"><span style="font-weight: 400;">diversidade que frequentemente falta no catálogo</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a exibição da obra </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">ajuda na credibilidade, uma vez que chegou arrasando.</span></p>
<figure id="attachment_22167" aria-describedby="caption-attachment-22167" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-2-1.jpg" alt="Cena retirada da série Young Royals, com o casal de protagonistas, Wilhelm interpretado por Edwin Ryding e Simon interpretado por Omar Rudberg. Wilhelm tem a pele branca, seus cabelos são curtos e lisos e de tons loiro escuro, veste uma camiseta cinza, por cima uma camisa vinho desabotoada e calça jeans. Simon é negro claro, seus cabelos são curtos e ondulados de tons castanho escuro, ele veste uma camisa lilás e jaqueta verde militar, a imagem não mostra calças. Ao fundo tem-se um castelo moderno, com janelas de vidro e um relógio grande, o céu é violeta com tons de rosa." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-2-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-2-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22167" class="wp-caption-text">Um dos momentos apaixonados em que os olhares de Wilhelm e Simon quase soltam faíscas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se inicia com um escândalo envolvendo o Príncipe Wilhelm (</span><a href="https://www.instagram.com/edvinrydings/"><span style="font-weight: 400;">Edvin Ryding</span></a><span style="font-weight: 400;">), que é enviado pela família para o famoso colégio interno Hillerska. Lá, ele conhece Simon (</span><a href="https://www.instagram.com/officialomar/"><span style="font-weight: 400;">Omar Rudberg</span></a><span style="font-weight: 400;">), com quem vive um romance ardente e divide suas incertezas em relação à monarquia. Em certos momentos o relacionamento deles se assemelha com o romance</span> <a href="http://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dirigido por </span><a href="https://www.goldenglobes.com/person/luca-guadagnino"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. No longa-metragem, os jovens Elio (</span><a href="https://lifestylebrazil.com.br/timothee-chalamet-o-astro-de-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Oliver (</span><a href="https://www.midiorama.com/armie-hammer-domina-as-redes-e-as-noticias-nao-sao-boas-ator-e-envolvido-com-canibalismo"><span style="font-weight: 400;">Armie Hammer</span></a><span style="font-weight: 400;">) vivem uma paixão ardente; o filme e a série se assemelham quando você sente que a tensão sexual entre eles está palpável no ar e o casal tenta evitá-la, </span><span style="font-weight: 400;">ambos tratam de temas queer, e o final feliz não chega tão fácil</span><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim, são abordagens extremamente diferentes. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa “no agora”, tem personagens mais jovens, ainda no colegial e em busca de uma certa aceitação social, já </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i><span style="font-weight: 400;"> acontece </span><span style="font-weight: 400;">em 1983 e mostra um estilo de vida, modo de vestir e se comportar oposto ao que vivemos na atualidade. A condução dos dois também é inegavelmente divergente, começando pelo ponto que uma se passa em Estocolmo, Suécia e tem uma paleta de cores mais neutras, optando por tons mais sombreados, mornos, exibindo as florestas e castelos antigos e em alguns casos cintilantes, e a outra em Crema, Itália e possui uma paleta mais vibrante, alegre e de tons fortes, exaltando os raios de sol e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7yCwv8FjidU"><span style="font-weight: 400;">longos momentos a beira rio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Your favorite scenes from Young Royals" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Azi6R-VUur4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma perda na família, Wilhelm se torna o príncipe herdeiro e o primeiro na linhagem de sucessão ao trono sueco, o que deixa sua relação com Simon ainda mais complicada. A morte de um membro da realeza mostra um lado sensível dos pais de Wilhelm, ainda que a Coroa sueca pareça sempre mais importante que qualquer coisa. Além disso, um evento tão marcante como o luto não tem o impacto esperado, até porque é uma morte tão importante, o que deixa o enredo fraco em relação à convivência da </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/young-royals-serie-da-netflix-e-uma-comovente-historia-de-amor-0721"><span style="font-weight: 400;">família real</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para completar a lista de drama parental, a família de outros personagens demonstra certa instabilidade, como os Arnas, que além de lidar com a perda do patriarca enfrentam a falência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os familiares de Simon também tem adversidades mal desbravadas no roteiro, dado que a relação com o pai sempre se mostra problemática devido </span><a href="https://hospitalsantamonica.com.br/impacto-das-drogas-nas-brigas-de-familia-como-manter-a-paz-em-casa/"><span style="font-weight: 400;">ao álcool e uso de drogas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o assunto é sempre vago e deixa o espectador com a impressão de não saber exatamente o que se passou para o corte de laços acontecer. E há a os pais de Felice, que tem para a filha expectativas que ela não consegue cumprir, deixando a relação pessoal da família defasada. </span></p>
<figure id="attachment_22168" aria-describedby="caption-attachment-22168" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1.jpg" alt="Cena da série Young Royals, onde estão os os pais do protagonista, rei e rainha da Suécia, o irmão Erick e o Príncipe Wilhelm. O rei e Wilhelm vestem ternos de tons acinzentados escuros, Erick veste uma farda azul e relógio, a rainha veste um vestido azul real, com um broche dourado, ambos tem cabelos castanhos. estão sentados em um sofá rosa claro com bordas douradas, ao fundo uma parede dourada com estampas de folhas vinho e á um homem em pé ao canto." width="1400" height="823" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1-800x470.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1-1024x602.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1-768x451.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-3-1-1200x705.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22168" class="wp-caption-text">A família real sueca de Young Royals ainda não garantiu a segunda temporada, mas já conquistou seu lugar no coração dos fãs (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens secundários, como August (</span><a href="https://www.instagram.com/malte.gardinger/"><span style="font-weight: 400;">Malte Gardinger</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Sara (</span><a href="https://www.instagram.com/frida.argento/"><span style="font-weight: 400;">Frida Argento</span></a><span style="font-weight: 400;">), vem pra trazer altas emoções, algumas boas, outras terríveis. A beleza e o jeito melindroso de August deixa o quase vilão ainda mais interessante, mas a imaturidade e impulsão fazem com que suas atitudes afetem o casal principal negativamente. Mas, ainda assim, é fácil ver o quão necessários são os conflitos para o desenvolver da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de Sara, que parece sempre confusa mas, quando é conveniente, sabe ser ousada e favorecer a si mesma. Já Felice (</span><a href="https://www.instagram.com/nikitauggla/"><span style="font-weight: 400;">Nikita Uggla</span></a><span style="font-weight: 400;">) traz a dose exata de  simpatia para se tornar a preferida do público, é uma personagem gente como a gente! Para todos, ela parece perfeita e intocável, mas tem problemas com o próprio corpo, conflitos com os pais, e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><span style="font-weight: 400;">melodrama adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> que toda produção </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">pede, mas isso não a impede de sempre empenhar para melhor e ajudar quem precisa dela.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Young Royals </span></i><span style="font-weight: 400;">tem o tipo de trama que te deixa com vontade de viver o que se passa na tela, onde você gosta de alguns personagens e odeia outros.</span></p>
<figure id="attachment_22169" aria-describedby="caption-attachment-22169" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22169" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1.jpg" alt="Foto dos atores principais de Young Royals. Malte Gårdinger (August) têm pele branca e cabelos pretos, está vestindo blusa preta, jaqueta de couro preta, calça branca, tênis vermelhos com detalhes laranjas e um gorro laranja, Pernilla August (Kristina) têm pele branca e cabelos pretos, está vestindo calça preta, sobretudo preto e brincos pequenos, Edvin Ryding (Wilhelm) têm pele branca e cabelos loiros escuros, está vestindo moletom azul, sobretudo preto de couro, calças pretas jeans e um colar prata, Frida Argento (Sara) têm pele branca e cabelos castanhos claros está vestindo blusa cinza, moletom preto de zíper aberto, calça jeans clara e tênis brancos, Omar Rudberg (Simon) têm pele negra clara e cabelos ondulados castanhos escuros, está vestindo moletom branco com gorro, calça jeans clara, tênis preto e cachecol xadrez ao redor dos ombros e Nikita Uggla (Felice) têm pele negra clara e tem cabelos longos pretos, está vestindo camisa preta, calça legging preta e tênis preto. Todos estão em pé no gramado à frente de um castelo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-4-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22169" class="wp-caption-text">A realeza de Young Royals esbanjando carisma, talento e beleza (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com cenários de perder o fôlego, a série dirigida por </span><span style="font-weight: 400;">Rojda Sekersöz e Erika Calmeyer </span><span style="font-weight: 400;">exala sofisticação, </span><a href="https://www.istockphoto.com/br/fotos/eker%C3%B6"><span style="font-weight: 400;">diante de rios vastos e castelos antigos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que fazem com que o telespectador seja teletransportado para a Suécia e sinta o frescor do vento e o frenesi de ser um jovem da realeza vivendo um romance proibido. Ambientada com tons neutros e espaços amplos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá a sensação de quietação e liberdade, entretanto a autonomia dos personagens está sempre reduzida ao terreno do colégio e, raramente, à cidade mais próxima. E a quietação comumente é preenchida pelos burburinhos dos estudantes nos corredores e as festas organizadas às escondidas pelos veteranos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado, criado por </span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://lisaambjorn.com/"><span style="font-weight: 400;">Lisa Ambjörn</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lars Beckung e </span><a href="https://www.linkedin.com/in/camilla-holter-68831460/?originalSubdomain=se"><span style="font-weight: 400;">Camilla Holter</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">mostra de maneira extremamente realista e calma os problemas que muitos adolescentes têm enfrentado na atualidade. Um exemplo é August, que frequentemente usa entorpecentes para manter seu alto desempenho nos esportes, outro é Wilhelm, que se droga após um grande abalo emocional. Felice, que por mais que seja popular e considerada perfeita por todos, ainda tem problemas com sua autoestima, enquanto Sara precisa lidar diariamente com a pressão social e o preconceito acerca do </span><a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-711X2010000100011#1a"><span style="font-weight: 400;">Asperger</span></a><span style="font-weight: 400;"> que convive e não a permite se encaixar perfeitamente entre outros jovens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esbanjando delicadeza e romantismo, o enredo também tem sua pitada de crítica social, já que traz um príncipe, presença que tem forte influência política em vários países até os dias atuais, em um relacionamento homoafetivo. O que é de extrema importância para a visibilidade da comunidade </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2021/06/28/orgulho-lgbtqia"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo; por mais que o casal não fique junto “pelo bem da realeza”, ato que demonstra o quão antiquado e preconceituoso tem sido o tratamento de certos governos em relação a relacionamentos gays, o drama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das formas de fazer a sociedade olhar ao redor é perceber o quão doce e suave é o amor, independente de como é.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Young Royals: Omar Rudberg &amp; Hillerska Choir Sing Live" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BgJ8KGBmjbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/">Young Royals: o romance queer chega na realeza causando um escândalo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/young-royals-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22165</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O papel inovador de Skam na indústria do entretenimento</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2020 18:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Clara Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Julie Andem]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[Skam]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=15304</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Clara Moreira Após cinco anos desde seu lançamento, Skam deixa seu legado inovando não só a cultura do entretenimento para jovens, mas também propondo reflexões acerca da vida e experiências sociais. Inicialmente, quando comparada a famosa série Skins, Skam surpreendeu seus espectadores logo de início, pois trata-se muito mais do que só um drama &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O papel inovador de Skam na indústria do entretenimento"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/">O papel inovador de Skam na indústria do entretenimento</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15310" aria-describedby="caption-attachment-15310" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15310" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Clara Moreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após</span><span style="font-weight: 400;"> cinco anos desde seu lançamento, <em>Skam</em> deixa seu legado inovando não só a cultura do entretenimento para jovens, mas também propondo reflexões acerca da vida e experiências sociais. </span><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, quando comparada a famosa série <em>Skins</em>, </span><em><span style="font-weight: 400;">Skam</span></em><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu seus espectadores logo de início, pois trata-se muito mais do que só um drama adolescente qualquer. Ela fala sobre temas muito discutido atualmente, como </span><span style="font-weight: 400;">ansiedade, </span><a href="http://personaunesp.com.br/i-am-not-okay-with-this-critica/"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, sexualidade, estupro, religião, </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><span style="font-weight: 400;">feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, uso de drogas, </span><a href="http://personaunesp.com.br/self-made-critica/"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, crimes virtuais, imigração, </span><span style="font-weight: 400;">explorando</span><span style="font-weight: 400;"> muito bem cada </span><span style="font-weight: 400;">um deles</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-15304"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série destaca-se na escolha de excelentes atores e diálogos de quatro a seis minutos</span><span style="font-weight: 400;">, que antes eram considerados cansativos, agora faz com que a trama flua de maneira honesta e natural, da forma mais cotidiana possível, com debates atuais e sem romantiza-los. </span><span style="font-weight: 400;">Isso faz com que <em>Skam</em> seja uma exceção das produções cinematográficas atuais, fugindo de conteúdos banais e tramas previsíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série norueguesa se passa na cidade de Oslo, contando detalhadamente a trajetória de Eva </span><span style="font-weight: 400;">Kviig Mohn</span><span style="font-weight: 400;">, Noora </span><span style="font-weight: 400;">Amalie</span><span style="font-weight: 400;">, Isak </span><span style="font-weight: 400;">Valtersen</span><span style="font-weight: 400;"> e Sana </span><span style="font-weight: 400;">Bakkoush</span><span style="font-weight: 400;"> pelo ensino médio. Cada personagem é protagonista de uma temporada que aborda a “vergonha” de cada um, tradução da palavra <em>Skam</em>. Ela é produzida e escrita por </span><span style="font-weight: 400;">Julie Andem que, mesmo com um baixo orçamento, conseguiu construir uma narrativa esplêndida, com diálogos simples e palpáveis. A identificação dos jovens que assistem é de imediato, pois</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> mesmo mostrando a rotina e normas culturais da Noruega, a série retrata angústias e problemas vividos por adolescentes do mundo todo, como insegurança, preconceito e traumas. </span></p>
<figure id="attachment_15311" aria-describedby="caption-attachment-15311" style="width: 749px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-5.jpg" alt="" width="749" height="615" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-5.jpg 749w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-5-300x246.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15311" class="wp-caption-text">O elenco da série norueguesa ganhou destaque na mídia por inovar no modo em que retratam o cotidiano dos adolescentes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na primeira temporada vemos a narrativa através da perspectiva de Eva, uma menina insegura e sem muitos amigos. Nota-se que a insegurança da garota é consequência da falta de carinho de sua mãe e, principalmente, da inimizade com Ingrid, sua ex-melhor amiga. Como a história é contada através do ponto de vista da personagem, de início acreditamos que seu namorado, Jonas </span><span style="font-weight: 400;">que traiu Ingrid</span><span style="font-weight: 400;">, também está traindo-a. Mas, com decorrer dos acontecimentos, </span><span style="font-weight: 400;">Eva trai Jonas</span><span style="font-weight: 400;">. É comovente como <em>Skam</em> retrata todos esses dramas corriqueiros de forma palpável, aproximando o telespectador da protagonista, mostrando os intérpretes como pessoas normais que cometem erros e que se arrependem depois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os primeiros episódios Eva conhece Vilde, Chris, Noora e Sana. As cinco amigas formam um grupo para o <em>Russ Bus</em>, uma tradição anual em que os estudantes arrecadam </span><span style="font-weight: 400;">e juntam </span><span style="font-weight: 400;">dinheiro </span><span style="font-weight: 400;">ou conseguem patrocínio </span><span style="font-weight: 400;">para comprar e ornamentar um ônibus</span><span style="font-weight: 400;">. Ele os levará pela estrada em festas insanas na primavera, no fim do colegial em março até o <a href="http://heynorway.com/video-17-de-maio-o-dia-nacional-da-noruega/">feriado da Constituição</a>, no dia 17 de maio.</span><span style="font-weight: 400;"> Esse é um rito de passagem característico do fim da graduação do ensino médio norueguês. Mesmo que a razão delas terem se conhecido fosse para formar o grupo para o <em>Russ Bus</em>, durante a temporada, as meninas criam laços fortíssimos e protagonizam o </span><i><span style="font-weight: 400;">squad</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série.</span></p>
<figure id="attachment_15312" aria-describedby="caption-attachment-15312" style="width: 568px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-7.jpg" alt="" width="568" height="319" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-7.jpg 568w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-7-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 568px) 85vw, 568px" /><figcaption id="caption-attachment-15312" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores pontos positivos de <em>Skam</em> é que o seriado é fiel em retratar o jovem norueguês: seus dramas, estilo de vida e rotina. Festas, estudos, romances e debates políticos, tudo que vivenciamos cotidianamente. Exemplificando: quando as meninas estão fazendo uma reunião do <em>Russ Bus</em>, e Vilde acaba julgando Eva, chamando-a de vadia por ter traído Jonas, Noora diz a Vilde: “interessante como se descreve feminista, e chama outras garotas de vadias”. O que gera uma reflexão no grupo e no telespectador, sobre </span><a href="https://plan.org.br/o-que-e-sororidade/?gclid=CjwKCAjwnef6BRAgEiwAgv8mQVktL33bRyyjb64STOMH-ABxGCTl4Vef5bMWUV87SWiUI_N88YmPWxoCeKYQAvD_BwE"><span style="font-weight: 400;">sororidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e representatividade, já que esse tipo de debate ocorre diariamente na vida de muitas mulheres, entre amigos, familiares e até mesmo desconhecidos, e é de extrema importância a abordagem desse tema em séries juvenis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final dessa temporada, Eva percebe que não age de acordo com seus próprios princípios, e decide mudar isso. Ela decide fazer as pazes com Ingrid e aproximar-se da mãe e, principalmente, valorizar a própria opinião, não apenas as dos outros. Assim sendo, temos o momento emocionante de término de Eva e Jonas, em que ela entende a importância do amor próprio. Observa-se o amadurecimento da personagem, processo em que todos passamos durante a adolescência.</span></p>
<figure id="attachment_15308" aria-describedby="caption-attachment-15308" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4.gif" alt="" width="600" height="326" /><figcaption id="caption-attachment-15308" class="wp-caption-text">“Então eu me tornei insegura e desesperada. Sua opinião importava mais do que a minha. Não é assim que deveria ser” (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma importante personagem da primeira temporada que merece ser destacada é Noora. Uma mulher muito politizada e que leva como lema de vida “todo mundo que você encontra está lutando uma batalha sobre a qual você não sabe nada. Seja gentil. Sempre”</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> torna-se a protagonista da segunda temporada. Com isso, aprendemos um pouco mais sobre seu passado e algumas de suas angústias, como se sentir abandonada pelos pais que estão em outro país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, </span><span style="font-weight: 400;">nessa temporada </span><span style="font-weight: 400;">vemos uma Noora mais vulnerável e apaixonada por William, um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">bad boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série, muito popular e que demonstra estar apaixonado por ela também. Mas reagir com violência perante a algumas injustiças vai contra a alguns princípios da garota, </span><span style="font-weight: 400;">deixando-a </span><span style="font-weight: 400;">acreditar que deve terminar o relacionamento. Então, Noora é aconselhada por Sana, que ressalta que é mais válido entender o porquê de alguém agir do modo que age, do que julgá-lo errado e romper o namoro. Por conseguinte, a dupla entende que existem muitas diferenças entre eles, mas também muitos pontos em comum e, por respeitar as diferenças e amadurecerem juntos, formam um dos casais mais queridos de <em>Skam</em> pelos fãs.</span></p>
<figure id="attachment_15309" aria-describedby="caption-attachment-15309" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15309" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-4.jpg" alt="" width="1200" height="672" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-4-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-4-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-4-768x430.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15309" class="wp-caption-text">Mais do que um habitual par romântico, Noora e William emocionam os telespectadores com seu carisma e individualidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada aborda temas</span><span style="font-weight: 400;"> ainda pouco discutidos no Brasil, como o estupro e suas consequências. Noora acredita que foi estuprada pelo irmão de William, Nico, e se sente extremamente culpada e enojada pela situação. Isso a atrapalha nos estudos e em suas relações sociais, pois é intimidada por Nico, que ameaça espalhar fotos nuas da garota. Felizmente, suas amigas a ajudam a se sentir menos sozinha e buscam assistência da legislação, e conseguem se livrar do garoto de uma vez por todas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Culturalmente, as leis na Noruega são seguidas de forma muito restrita, diferentemente do Brasil, onde quem denuncia algum </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/sexualidade/abuso-sexual.htm"><span style="font-weight: 400;">abuso sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes, não consegue o auxílio necessário, fazendo com que a população não acredite nas leis que existem para proteger os cidadãos. Porém, quando nós, brasileiros, vemos um exemplo de como deveria ser se a lei fosse respeitada e cumprida de forma efetiva, o impacto é grande, de forma a nos proporcionar expectativa de um futuro melhor e algo pelo que lutar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na terceira temporada </span><span style="font-weight: 400;">de <em>Skam</em></span><span style="font-weight: 400;">, o protagonista é Isak e, dessa vez, conseguimos ver através do ponto de vista dos garotos</span><span style="font-weight: 400;">: Isak</span><span style="font-weight: 400;">, que fora apaixonado por seu melhor amigo, Jonas, se apaixona por Even, o novo aluno do colégio. Assim como anteriormente, o protagonista tem dificuldade em comunicar-se com seus pais, principalmente porque sua mãe é religiosa, e ele tem medo de não ser aceito por ela nem por seus amigos. </span><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos capítulos ele percebe durante uma de suas conversas com Sana que</span><span style="font-weight: 400;"> “o ódio não vem da religião, vem do medo”, e revela sua sexualidade para seus pais e amigos, que o aceitam como ele é. </span></p>
<figure id="attachment_15307" aria-describedby="caption-attachment-15307" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15307" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6.gif" alt="" width="700" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-15307" class="wp-caption-text">(GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, Isak descobre que seu namorado, Even, sofre de </span><a href="https://www.minhavida.com.br/saude/temas/transtorno-bipolar"><span style="font-weight: 400;">transtorno bipolar</span></a><span style="font-weight: 400;">, desconhecido por muitos, mas comum no Brasil e no mundo. Vemos, então</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> a dificuldade em conviver com uma pessoa com esse distúrbio, mas</span><span style="font-weight: 400;">, ainda assim, continua sendo um ser humano que chora e ri como qualquer outro, e que merece ser amado.</span><span style="font-weight: 400;"> Nesse ponto, temos uma das frases mais emblemáticas de Skam: “<em>Alt er love</em>”</span><span style="font-weight: 400;">;</span><span style="font-weight: 400;"> significa “tudo é amor”. Observa-se, então, a importância do companheirismo e lealdade em nossas relações sociais</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> e em como podem se tornar profundas quando o amor é quem nos guia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, na quarta e última temporada de <em>Skam</em> o público tem um contato maior com Sana, uma garota muçulmana que sofre muitos julgamentos em sua vida. Desde o início da série ela foi alvo de preconceito por causa de sua religião, inclusive por parte de suas melhores amigas. Eles a julgavam pelo fato de não ter relações sexuais, usar o </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C5PpqW5oEHM"><span style="font-weight: 400;">hijab</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo ir às festas mas não ingerir bebida alcoólica. Sana se manteve, aparentemente, calma e impenetrável durante os primeiros anos </span><span style="font-weight: 400;">de <em>Skam</em></span><span style="font-weight: 400;">. Mas agora ela está mais vulnerável e sente-se insuficiente, pois não se encaixa totalmente nem dentro da cultura muçulmana, nem na cultura norueguesa. Além disso,  sua recente paixão por Yousef, um garoto não muçulmano, torna tudo mais complicado para ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante essa temporada, a raiva que Sana sente por toda a opressão que sofre por causa da sua religião e gênero, que antes era despercebida, agora está à flor da pele. Pois estão a impedindo de ser feliz, fazendo com que aja com impulso, magoando seus amigos e afastando-os. Porém, como antes, a série traz muita realidade em seu roteiro e Sana, com a ajuda de seus entes queridos, consegue enfrentar os medos e angústias que a atormentavam, </span><span style="font-weight: 400;">mesmo ainda que tenha de viver com eles por muito mais tempo. </span><span style="font-weight: 400;">Ela torna-se uma inspiração para muitos, pois é uma mulher com forte convicção, alguém que está sempre questionando o seu arredor sem desrespeitar o próximo.</span></p>
<figure id="attachment_15305" aria-describedby="caption-attachment-15305" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15305 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-8.jpg" alt="" width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-8.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-8-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-8-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15305" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não incluir todas as minorias sociais que são oprimidas na sociedade atual, como deficientes físicos, transsexuais e protagonistas negros, <em>Skam</em> chega muito próximo disso.</span> <span style="font-weight: 400;">Ademais,</span><span style="font-weight: 400;"> a diretora Julie Andem vendeu os direitos autorais da série antes mesmo do fim da quarta temporada, abrindo espaço para que outros países façam sua própria versão </span><span style="font-weight: 400;">de <em>Skam</em></span><span style="font-weight: 400;">. Mesmo não obtido o mesmo impacto que a produção original, as outras versões exploram a cultura de cada país e apresentam maior diversidade dentre as minorias </span><span style="font-weight: 400;">citadas</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> enriquecendo </span><span style="font-weight: 400;">cada vez mais</span><span style="font-weight: 400;"> o papel da série em inovar e adaptar a indústria do entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Skam</em> superou todas as expectativas esperadas de uma série que retrata o dia a dia de adolescentes no ensino médio e, acima de tudo, </span><span style="font-weight: 400;">mostra</span><span style="font-weight: 400;"> a importância da amizade em todos os momentos. Ela exibe como todos estamos conectados uns aos outros e como as emoções podem se espalhar tão facilmente. Pois, como dito por Jonas na última cena do seriado: “o medo se espalha, mas com sorte, o amor também”.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/">O papel inovador de Skam na indústria do entretenimento</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/skam-5-anos-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">15304</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
