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	<title>Arquivos David Corenswet &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>James Gunn perscruta o legado das adaptações e encontra um Superman mais heroico e menos divino</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 13:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Apesar da mudança de nome após a finalização do roteiro, Superman de 2025 continua sendo sobre legado. Legado kryptoniano, do cinema de herói e, principalmente, de suas adaptações antecessoras, sejam elas para TV ou Cinema. O herói de capa vermelha é uma das maiores figuras dos tempos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-superman/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "James Gunn perscruta o legado das adaptações e encontra um Superman mais heroico e menos divino"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35472" aria-describedby="caption-attachment-35472" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35472" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-800x450.png" alt="Cena de Superman. Em primeiro plano, um pouco à direita, está David Corenswet como Superman. Ele está com seu uniforme clássico azul, com símbolo vermelho e amarelo no peito e a capa vermelha. Seu uniforme e seu rosto estão sujos. Seu cabelo está penteado para trás com uma mecha enrolada caindo sobre a testa. Ele tem um olhar sério. Só é possível visualizar do peito para cima. Ao fundo, desfocado, estão várias pessoas indistinguíveis olhando para ele. Elas estão filmando e aparentemente com raiva." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35472" class="wp-caption-text">Superman é o primeiro grande filme do novo DCU (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da mudança de nome após a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/diretor-revela-mudanca-no-nome-de-superman-legacy-apos-inicio-das-filmagens/"><span style="font-weight: 400;">finalização do roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2025 continua sendo sobre legado. Legado kryptoniano, do cinema de herói e, principalmente, de suas adaptações antecessoras, sejam elas para TV ou Cinema. O herói de capa vermelha é uma das maiores figuras dos tempos modernos. Se outrora eram os personagens de Shakespeare, como Romeu e Julieta que sofreram releituras para agradar a grande massa – e que ainda passam por isso mas em menor escala –, na atualidade são os personagens em quadrinhos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/ultimate-homem-aranha-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/superman-lois-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Superman</span></a><span style="font-weight: 400;"> que são reinterpretados e adaptados regularmente. Sobre essa perspectiva, é possível observar que, historicamente, o Azulão sempre foi visto como uma divindade no audiovisual, salvo algumas exceções. Contudo, com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele finalmente pode abraçar seu heroísmo inocente e até utópico.</span></p>
<p><span id="more-35467"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provavelmente a maior inspiração para a versão do </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Corenswet</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Filme </span></i><span style="font-weight: 400;">(1978). Richard Donner constrói um protagonista belo e perfeito, capaz de realizar feitos divinos. Nessa mesma levada, Bryan Singer faz a manutenção da visão de Donner em </span><a href="http://www.contracampo.com.br/81/critsupermanret2.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Retorno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), com uma leve diferença: ele o torna enfadonho. Se é um homem que pode fazer de tudo e sair ileso, logo não há mais graça em acompanhá-lo. Tudo é pequeno para o último filho de Krypton, ele precisa de um supervilão e lidar com o caos e a destruição para se tornar interessante, pois até mesmo seus momentos mais incríveis se tornam ordinários. Nesse sentido, o herói precisava de novas interpretações para as telas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse contexto entrou </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zack Snyder</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua perspectiva mitológica em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Aço</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013). No entanto, o seu discurso sobre esperança se contradiz com a representação militarizada e inconsequente. A leitura de James Gunn não é exatamente uma resposta a esse filme, mas uma certa retomada a aquele Cinema de herói mais colorido, cartunesco, brega e até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, contrastando com as obras cínicas e cinzentas. É interessante como </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-thunderbolts/"><i><span style="font-weight: 400;">Thunderbolts*</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025) propõe a morte dessa maneira de contar histórias e logo em seguida vem </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">. É como se fosse a morte do gênero e seu renascimento subsequente, sem dar fôlego ou pausas.</span></p>
<figure id="attachment_35471" aria-describedby="caption-attachment-35471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-800x447.png" alt="Cena de Superman. O cenário é, aparentemente, um palácio com um telhado de vidro. Centralizado na imagem estão Superman e Lois Lane, interpretada por Rachel Brosnahan. Ele está todo uniformizado de Superman e ela veste uma blusa roxa e uma calça de cor mais escura, mas também arroxeado. Eles estão no ar se beijando." width="800" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-800x447.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-768x429.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4.png 888w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35471" class="wp-caption-text">Na maioria das representações, o grande amor da vida do Superman é a Lois Lane (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Snyder alcança a divindade por meio do poder, Donner pela idealização, Singer pelo virtuosismo maçante e Gunn vai um pouco na contramão ao buscar o humano e o herói. Sua filosofia é simples: salvar vidas, independente do que isso acarrete. É o Superman que mais apanha, no entanto, é como se ele se sacrificasse cotidianamente, seja sendo pisoteado por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Kaiju </span></i><span style="font-weight: 400;">ou um prédio desmoronando em cima dele. Cada dor implica uma vida salva. Nesse sentido, o longa está muito mais próximo de um </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-smallville-as-aventuras-do-superboy-a-serie-completa/"><i><span style="font-weight: 400;">Smallville</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001 &#8211; 2011), até mesmo pela breguice adotada – ainda que não consiga replicar tão bem o melodrama e a caretice da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança entre o clássico e o atual é estabelecida com a entrevista de Lois com Superman, um paralelo da cena entre Christopher Reeve e Margot Kidder. No longa de 1978, a jornalista não conhece a verdadeira identidade do kryptoniano, eles se dão bem e fazem o famoso vôo juntos. Ali é construído um herói belo e perfeito. No novo, Lois (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan</span></a><span style="font-weight: 400;">) já sabe a identidade secreta do Super Homem (David Corenswet). Clark não está uniformizado, está vestido com as roupas de trabalho e os dois brigam na entrevista. Ali ele é o humano, imperfeito, falho, incapaz de ser herói, mas </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/15/critica-3-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">bem intencionado</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o apelo à humanidade do Homem de Aço é muito mais discursivo e menos imagético, como na tomada final entre Lex (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Hoult</span></a><span style="font-weight: 400;">) e o Super Homem. Isto é uma consequência da ausência de cadência, algo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Smallville </span></i><span style="font-weight: 400;">lidava bem ao apostar nos diálogos caretas, emotivos e apelativos, para encontrar a ponte entre o lado humano e kryptoniano de Kal-el. Na obra há duas pausas, uma funciona perfeitamente, que é a cena de Lois e Clark – praticamente todas as cenas dos dois funcionam muito bem – conversando enquanto o monstro gigante ataca a cidade. A outra já tem um problema por cortar o drama com uma piada, que é o caso do momento pai e filho entre Jonathan (Pruitt Taylor Vince) e Clark Kent na fazenda.</span></p>
<figure id="attachment_35468" aria-describedby="caption-attachment-35468" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1.png" alt="Cena de Superman. Em primeiro plano está Superman todo uniformizado calçando a sua bota vermelha. Seu uniforme está sujo e ele tem uma expressão séria. Ao fundo está um monstro gigante, com formato esférico, parecendo um olho. Ele é colorido, sendo predominantemente rosa, roxo, verde e branco. Ele está sobre a cidade e atira um laser rosa para algo fora da tela." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-1-768x427.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35468" class="wp-caption-text">David Corenswet já fez um teste para fazer um papel na Marvel (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É um Superman que não consegue mais tornar a Terra sua, precisa se adaptar a ela. Se em </span><a href="https://letterboxd.com/contracampo100/film/superman/"><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Filme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) o herói modifica a história, aqui ele não consegue se adaptar à mudança causada pelo avanço tecnológico. Algo parecido com </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman III</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983), porém na mão de Richard Lester estava mais para ‘Deus x Máquina’, enquanto Gunn vai mais para ‘Onde fica a esperança em um planeta que alimenta o ódio?’ O Azulão não consegue transformar o mundo, não há maneira de pausar e respirar. Está em constante movimento e precisa continuar salvando as pessoas nesse ritmo frenético. É uma versão em que ele perde poder, não à toa é um dos filmes em que mais apanha. Contudo, não está perdendo para um homem e sim para a humanidade. Sua diferença é se mostrar como a esperança para que eles próprios se transformem em algo melhor, pois ele por si só, já não consegue fazer isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lado </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/11/critica-2-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">político</span></a><span style="font-weight: 400;"> chama muito atenção, principalmente pela coragem de assumir um posicionamento polêmico em um </span><i><span style="font-weight: 400;">Blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400;">. O conflito entre os países fictícios de Jarhanpur e Borávia funciona como uma alusão a Israel e Palestina. A obra não se isenta e faz uma retratação antisionista. Inclusive, coloca as ações dos Estados Unidos diante do confronto, em cheque. James Gunn é crítico em relação ao próprio país que lucra com a morte de pessoas inocentes. Chama a atenção a cena em que o exército de Borávia invade Jarhanpur e aponta as armas para uma criança que segura um mastro com uma bandeira do Superman e deposita toda sua fé nele. Sobre essa perspectiva, é possível notar como a esperança não é apenas discurso, mas se torna algo material.</span></p>
<figure id="attachment_35470" aria-describedby="caption-attachment-35470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-800x418.png" alt="Cena de Superman. Centralizado na imagem está Superman. A imagem só mostra do seu peito para cima. Ele está todo trajado e seu uniforme está limpo. Seu rosto demonstra obstinação. " width="800" height="418" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2-768x401.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-2.png 1130w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35470" class="wp-caption-text">Brandon Routh, antigo intérprete do Superman, elogiou a atuação de David Corenswet (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, é possível traçar alguns paralelos com os longas antecessores. Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">o herói interfere no combate e toma uma posição para salvar vidas, em </span><a href="https://www.peliplat.com/pt/article/10069308/superman-o-heroi-que-resiste-ao-tempo"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;"> ele age diferente. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman IV</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987), a postura assumida pelo kryptoniano tenta emular imparcialidade, mas na realidade favorece os Estados Unidos. O quarto capítulo da saga adota claramente uma orientação anti-rússia e pró-EUA, visto que foi produzido e lançado no final da Guerra Fria. Entretanto, é em </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman – O Retorno </span></i><span style="font-weight: 400;">que há o posicionamento mais interessante, por trazer uma desilusão em relação a humanidade. Ao voltar para Terra, Clark assiste aos noticiários e se vê impotente diante dos conflitos do mundo. Como se ele aceitasse que essa violência faz parte da natureza humana. Talvez ele possa salvar as pessoas das catástrofes, mas jamais de si mesmas. Nesta fita de 2025, há uma espécie de oposição à perspectiva de Singer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes sacadas do cineasta é </span><a href="https://locadorafiore.substack.com/p/superman-2025-e-seus-feitos-e-defeitos"><span style="font-weight: 400;">tirar o peso</span></a><span style="font-weight: 400;"> das cenas de luta. A cidade é destruída aos poucos, porém, não há enfoque nos cidadãos tampouco medo da morte. Existe uma sensação de banalidade, como se a luta e a destruição fossem cotidianas nesse universo que já está estabelecido. Isso também traz um ar episódico, quase uma HQ semanal com o vilão da semana. Destaca-se o momento em que o monstro ataca a cidade em segundo plano, enquanto Clark e Lois discutem. É uma brincadeira entre o drama e a comédia, com o humor construindo o personagem. O protagonista deixa a criatura de lado, pois aquilo é corriqueiro, resolvível. O que é importante está naquele diálogo sobre a bondade utópica de Kal-el e no debate que tangencia questões humanas quase impossíveis de solucionar.</span></p>
<figure id="attachment_35469" aria-describedby="caption-attachment-35469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-800x400.png" alt="Cena de Superman. Centralizado na imagem está Superman abraçando uma criança. Ele está todo uniformizado, enquanto a criança veste uma camisa amarela e por cima dela uma peça de roupa xadrez verde e branca. Superman está protegendo a criança de destroços amarelos e verdes que estão ao fundo da imagem. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35469" class="wp-caption-text">Só nos cinemas, o Superman já foi interpretado por quatro atores diferentes (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para as adaptações do Homem de Aço para o Cinema, é possível observar o enfoque na figura Superman em detrimento a de Clark Kent. Os diretores sempre buscam sua própria visão do super, mas pouco para o homem, com exceção das séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Smallville</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para efeito de comparação, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2004) de Sam Raimi é mais uma obra sobre Peter Parker do que do Amigão da Vizinhança. Até mesmo os longas do Batman não conseguem deixar de lado a questão aristocrática ligada a Bruce Wayne. Todavia, a impressão que passa é que as obras do kryptoniano sempre deixam Clark de lado, e o longa de 2025 não está isento disso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das qualidades, é possível observar uma profusão de temas que se sobrepõem a todo instante. A multiplicidade de assuntos por si só não é negativa, entretanto, aqui não há tempo para que eles se consolidem, cada </span><a href="https://cinemacao.com/2025/07/11/critica-superman-2025/"><span style="font-weight: 400;">imagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> superpõe a outra numa velocidade vertiginosa. Tudo está em constante movimento, mas poucas vezes é possível parar e observar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/dcu-assistir-ordem-cronologica"><span style="font-weight: 400;">DCU</span></a><span style="font-weight: 400;"> começa bem ao escolher o maior super herói do mundo como protagonista do primeiro grande filme. É uma nova era para a DC e o subgênero, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman </span></i><span style="font-weight: 400;">simboliza isso. Gunn pode não ser Raimi ou Donner, mas consegue entregar um estilo próprio que deve servir como molde para as sequências. Ainda que trocar uma fórmula por outra não seja o ideal, pelo menos há um certo frescor nessa nova abordagem cartunesca e colorida, que o Cinema de herói jamais deveria ter abandonado.</span></p>
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		<title>Pearl sangra até o próprio estrelato</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 20:26:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “ser ou não ser”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pearl-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pearl sangra até o próprio estrelato"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30580" aria-describedby="caption-attachment-30580" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de raiva, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos seguram um machado de tons terrosos ao topo de sua cabeça. Ao fundo, um céu azul e uma árvore de galhos verdes desfocada." width="800" height="341" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-1024x436.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-768x327.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30580" class="wp-caption-text">Gravada em sigilo midiático, a segunda parceria entre Ti West e Mia Goth estreou em Setembro de 2022, no 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “</span><i><span style="font-weight: 400;">ser ou não ser</span></i><span style="font-weight: 400;">”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à agente dos assassinatos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X: A Marca da Morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor e produtor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujEIsQdHPXc"><span style="font-weight: 400;">Ti West</span></a><span style="font-weight: 400;"> se une novamente à atriz Mia Goth em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/o-que-e-o-prequel-de-um-filme-ou-uma-serie-220426/"><span style="font-weight: 400;">filme-sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> concentrado em estudar a mente de uma mulher que cansou de existir plenamente apenas no mundo das ideias. </span></p>
<p><span id="more-30578"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/09/21/x-pearl-e-maxxxine-conheca-a-trilogia-de-terror-que-viralizou-no-tiktok.htm"><span style="font-weight: 400;">prequela</span></a><span style="font-weight: 400;"> dimensiona a juventude da idosa tida inicialmente como a pervertida responsável pela morte de uma equipe de cineastas pornográficos. De volta a 1918, na mesma fazenda do Texas, Pearl ainda não carrega rugas, mas já conserva suas primeiras frustrações. Filha de imigrantes alemães &#8211;  uma mãe tão autoritária quanto cética (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">) e um pai inválido que vegeta com o auxílio de seus cuidados paliativos (Matthew Sunderland) -, a garota só encontra consolo na rotina campestre ao performar danças para os animais do local. No misto de rejeição, silêncio e devaneio, ela também questiona a sobrevivência do marido Howard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/#more-24959"><span style="font-weight: 400;">Alistair Sewell</span></a><span style="font-weight: 400;">), soldado incomunicável no recente término da Primeira Guerra Mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resistindo em um período igualmente marcado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/pearl-prologo-elogiado-de-x-a-marca-da-morte-so-existe-devido-a-pandemia,9472162dcedcac82d7c35eae899fc1e3bjmu0tme.html"><span style="font-weight: 400;">epidemia de gripe espanhola</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem se move pela propulsão do sonho de se tornar uma estrela de Cinema. Sob a pele de um Horror </span><a href="https://br.ign.com/terror-1/95881/feature/terror-slasher-o-que-e-por-que-voltou"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa, então, constrói a imaginação da protagonista no ritmo em que sinaliza seus vestígios de maldade, anteriores a qualquer banho de sangue e muito mais primitivos do que rancorosos. Pearl ensaia mentiras, tenta manipular situações e até mata gansos se for preciso: qualquer traço de insanidade a desliga da monotonia e a faz ser diferente do comum. Caminhando nessa </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/09/15/movies/pearl-review.html"><span style="font-weight: 400;">espiral comportamental constante</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história vai do incômodo ao fascínio, valorizando a brutalidade dos sentimentos.</span></p>
<figure id="attachment_30581" aria-describedby="caption-attachment-30581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg" alt="Cena do filme Pearl, que retrata uma família composta por mãe, pai e filha jantando. Ao lado esquerdo, uma garota branca de cabelos castanhos presos, com laços brancos, em penteado maria-chiquinha. Sentada em uma cadeira de madeira, ela veste uma camiseta verde e um macacão jeans. Ao centro, um homem branco de cabelos castanhos repousa, com os olhos fechados e a boca aberta, no canto esquerdo da cadeira em que está sentado. Ele veste camisa vermelha e um babador bege. Ao lado direito, uma mulher branca de cabelos castanhos tem os olhos fechados e está em oração. Ela veste um vestido parte cinza, parte branco, com mangas bufantes. Entre os três personagens, há uma mesa de jantar. Ao fundo, duas janelas da casa em destaque." width="800" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1024x716.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1536x1073.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1200x839.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30581" class="wp-caption-text">Com o subtítulo An X-traordinary Origin Story, a sequência rodou suas filmagens na Nova Zelândia durante a pós-produção de X (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Às avessas de seu precursor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um núcleo reduzido de personagens, que despontam em cena atrelados a cada camada emocional extrapolada pela personagem principal. Entre os encontros com o projetista (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Corenswet</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que desperta sua esperança e sexualidade –, e os desabafos pingados na relação inevitável com a cunhada (Emma Jenkins-Purro), a jovem escancara, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOfXsre93Ow"><span style="font-weight: 400;">olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NDS2cN4gyjk"><span style="font-weight: 400;">gritos</span></a><span style="font-weight: 400;">, aprisionamentos que sufocam a base da </span><a href="https://personaunesp.com.br/sorria-critica/"><span style="font-weight: 400;">psique humana</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde o início dos tempos. Por questionamentos silenciosos, sabemos que mais do que ser vista ou desejada, ela implora por sentir qualquer migalha de amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a investigação de uma </span><a href="https://www.urgesite.com.br/2022/10/24/resenha-pearl-2022/"><span style="font-weight: 400;">alma insatisfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que move as engrenagens sanguinárias do longa, engolir o processo sem o primor de Mia Goth seria princípio de indigestão. A </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2023/01/oscar-2023-brasileiros-reclamam-por-mia-goth-nao-estar-na-lista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">britânico-brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> mastiga toda tragédia e qualquer desequilíbrio com força genuína, sendo capaz de aproximar a racionalidade da ironia em um rito digno do expansivo cinema de Terror. Com grande liberdade criativa, além de barbarizar em um </span><a href="https://twitter.com/twkhalessi/status/1618060322342076416?s=20&amp;t=sKnAMDGGI3ZqjbJgUjC8hw"><span style="font-weight: 400;">monólogo de oito minutos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em plano-sequência, a intérprete também foi figurinha carimbada na </span><a href="https://bloody-disgusting.com/exclusives/3739962/pearl-ti-west-exclusive-clip/"><span style="font-weight: 400;">roteirização e produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> da prequela.</span></p>
<figure id="attachment_30582" aria-describedby="caption-attachment-30582" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png" alt="A imagem mostra, do lado esquerdo, Ti West, um homem branco de cabelos e barba castanhos, e, do lado direito, Mia Goth, uma mulher branca de cabelos castanhos presos, com um laço branco, em um coque. Ele veste boné e moletom pretos, falando e com as duas mãos direcionadas para Mia. Ela está sentada, usando um vestido vermelho longo, com mangas bufantes, e prestando atenção em Ti West. Ao fundo, uma parede vermelha e uma cortina de renda branca." width="800" height="392" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1024x502.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-768x376.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1536x753.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1200x588.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4.png 1671w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30582" class="wp-caption-text">Kevin Turen, produtor de <a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/">Pieces of a Woman</a>, Sam Levinson, idealizador de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/">Euphoria</a>, e Ben Milsom, diretor de arte de <a href="https://personaunesp.com.br/avatar-o-caminho-da-agua-critica/">Avatar: Caminho das Águas</a>, são outros nomes de peso que participam da manufatura do filme (Foto: Bloody Disgusting)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase desprovido de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/28/segredos-do-cinema-jump-scare/"><i><span style="font-weight: 400;">jumpscares</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha destaque ao se modelar usando compassos mega dramáticos, em uma ousadia familiar a outras criações com </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/conheca-a-historia-do-a24-estudio-com-mais-indicacoes-ao-oscar-2023,435ebad9c2c77fb1abe6cef925bc56ecjrwug9mn.html"><span style="font-weight: 400;">selo dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tyler Bates</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Tim Williams coreografa as escapadas da protagonista à cidade mais próxima, como se rebobinasse a fita de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1939), clássico musical que permeia a produção dos figurinos ao resgate da saudosa técnica </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/20/Os-filmes-em-Technicolor-redescobertos.-E-o-impacto-do-processo-no-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">technicolor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia solar, a distância do convívio social e principalmente o sarcasmo em tantas críticas atuais integram essa </span><a href="https://ew.com/movies/pearl-ti-west-mia-goth-x-prequel-horror-melodrama-golden-age-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">realidade tão distorcida e espetacular</span></a><span style="font-weight: 400;">. Através da visão otimista de Pearl, as imagens saturadas de cor contrastam com a desesperança apresentada em um clímax que nos impede de desviar as atenções. A cinematografia criada por Eliot Rockett, aos poucos, só alimenta o ciclo vicioso de uma vida que se esbalda nos assassinatos, para contornar a perda da inocência e brindar o encontro nada simplista com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eDPC8yprVpk"><span style="font-weight: 400;">epifania histérica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30579" aria-describedby="caption-attachment-30579" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de serenidade, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos estão juntas e ensanguentadas, seus olhos estão fechados como quem realiza uma oração. Ao fundo, uma parede escura com poucos adereços." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1.jpg 1248w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30579" class="wp-caption-text">“Uma das partes mais legais desse filme é a noção de que há algo maior por trás de tudo isso”, explicou West, em comunicado (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ferozes 102 minutos do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> também colocam a </span><a href="https://gamerant.com/evolution-slasher-movies-explained/#:~:text=In%201984%2C%20Wes%20Craven%20would%20bring%20horror%20into%20a%20new%20era%20and%20resuscitate%20the%20slasher%20subgenre.%20A%20director%20who%20began%20his%20career%20bulldozing%20through%20the%20seedy%20topics%20of%20horror%2C%20Craven%20understood%20horror%20was%20about%20dealing%20with%20the%20unsightly%20and%20the%20things%20that%20were%20difficult%20to%20address."><span style="font-weight: 400;">violência gráfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> pura e crua em segundo plano. Assim, pela desenvoltura e complexidade, o imaginário popular do que o Terror representa se confunde na loucura aberta ao público. Ganhando fama como a versão feminina do </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobrepõe as consequências de suas maquinações em uma dinâmica similar ao vilão de Gotham City: abraçando a enxurrada de desgostos que transformam o caráter de sua protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o retrato das </span><a href="https://www.monash.edu/arts/philosophical-historical-international-studies/eras/past-editions/edition-three-2002-june/female-film-stars-and-the-dominant-ideologies-of-1950s-america#:~:text=There%20was%20an,of%201950s%20America."><span style="font-weight: 400;">mulheres na Era de Ouro do Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma das muitas inspirações de estilo, algo que West sempre busca incluir em suas produções. Em entrevistas, o diretor revelou que, na prequela, seu comprometimento com a estética e suas pesquisas filmográficas relacionadas não eram para cenas específicas, mas para deixarem seus empreendimentos “</span><a href="https://www.polygon.com/23353620/pearl-ti-west-disney-inspirations"><i><span style="font-weight: 400;">exaustivamente esotéricos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” &#8211; como na aplicação de tons avermelhados emprestados de </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/498/os-sapatinhos-vermelhos"><i><span style="font-weight: 400;">Os Sapatinhos Vermelhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1948).</span></p>
<figure id="attachment_30583" aria-describedby="caption-attachment-30583" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30583" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela está sendo iluminada por uma luz circular em um palco enquanto sorri e levanta seus braços, além de usar um vestido azul sem mangas, e um laço da mesma cor em seu cabelo. Ao fundo, uma cortina e à frente, silhuetas da plateia que a assiste." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30583" class="wp-caption-text">Vítima de uma série de descasos destinados às produções de Horror, a filha do meio da saga X chegou aos cinemas brasileiros no dia 9 de Fevereiro de 2023 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrito pelo cineasta Martin Scorsese como “</span><i><span style="font-weight: 400;">profundamente perturbador, hipnotizante e selvagem</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em um </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/614391/festival-de-veneza-2022-tera-estreias-de-blonde-nao-se-preocupe-querida-e-novos-filmes-de-inarritu-e-aronofsky/"><span style="font-weight: 400;">circuito credibilizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> da sétima arte e acumulou uma </span><a href="https://www.digitaltrends.com/movies/pearl-2022-movie-review/"><span style="font-weight: 400;">onda avantajada de aclamações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, a resistência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em reconhecer </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cox-_5rLhF4/"><span style="font-weight: 400;">filmes de Terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, vide </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-nao-olhe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Não! Não Olhe!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jordan Peele, e o próprio filme de West, continua reforçando que </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;"> são, na verdade, exceções à regra. Goth, inclusive, chegou a reagir às </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/mia-goth-oscars-ignore-horror-pearl-snub-1235503214/"><span style="font-weight: 400;">não-indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da 95ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: “[A premiação] </span><i><span style="font-weight: 400;">não é totalmente baseada na qualidade do projeto em si,</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">acho que muitas pessoas pensam assim</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">e teria um bom efeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> [indicar obras de Terror]”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colecionando contragostos dentro e fora de cena, o longa, sobretudo, persiste na memória de todo fã do gênero sanguinolento e sucateado por sua meticulosidade. Mesmo não sendo fundamental para compreensão da primeira sessão de matanças, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá à </span><a href="https://collider.com/maxxxine-ti-west-x-pearl-connection-comments/"><span style="font-weight: 400;">atmosfera de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma espécie de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2022-03-14/x-prequel-pearl-mia-goth-ti-west"><span style="font-weight: 400;">anti-heroína</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, antes de estar fadada ao fracasso, foi precursora de revoltas e anseios naturais aos vilões, sonhadores e seres humanos. Implacável, ela rompe as barreiras do imaginário e se materializa para além das tormentas que a consumiram.</span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-165715/"><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que seguirá os passos da destemida </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Hollywood, recebe a função de completar a trilogia elevando ainda mais o nível escalado nas tramas passadas. Entretanto, com o retorno do protagonismo de Mia Goth, as expectativas criadas não poderiam diferir do estratosférico. Certamente, Pearl estaria orgulhosa de tanto talento reunido em uma única juventude. Isso porque, vivendo as piores facetas do medo, a </span><a href="https://www.ibahia.com/nem-te-conto/mia-goth-e-brasileira-web-resgata-video-da-atriz-de-pearl-falando-portugues-com-avo"><span style="font-weight: 400;">neta de Maria Gladys</span></a><span style="font-weight: 400;"> sangrou até às ruínas de seu próprio estrelato.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYpF_P00zNo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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		<title>The Politician: uma satira perspicaz aos costumes estadunidenses</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 22:15:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Cristina Barbosa de Oliveira e Larissa Vieira Apesar de nunca ter dado a devida atenção, em setembro de 2019 a Netflix estreou uma de suas originais mais satíricas possíveis: The Politician. Debutando com sua primeira produção no streaming, Ryan Murphy trouxe a sua principal e brilhante característica: a habilidade articular um humor ácido a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-politician-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Politician: uma satira perspicaz aos costumes estadunidenses"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22561" aria-describedby="caption-attachment-22561" style="width: 1152px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22561 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM1.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na figura há uma escultura de um busto de um homem, em madeira marrom clara. Sob um fundo branco, ainda há 2 correntes de aço segurando a escultura." width="1152" height="708" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM1.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM1-800x492.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM1-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM1-768x472.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22561" class="wp-caption-text">As caracterizações satirizadas dos personagens foram o que garantiu mais um ano de indicação para The Politician no Emmy 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Cristina Barbosa de Oliveira e Larissa Vieira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de nunca ter dado a devida atenção, em setembro de 2019 a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou uma de suas originais mais satíricas possíveis: </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/80241248"><i><span style="font-weight: 400;">The Politician</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Debutando com sua primeira produção no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-festa-de-formatura-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe a sua principal e brilhante característica: a habilidade articular um humor ácido a fim de fazer críticas aos costumes estadunidenses. Mas, além do renomado produtor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/born-this-way-the-tenth-anniversary-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ben Platt</span></a><span style="font-weight: 400;">, o sucesso dos teatros, também estava à frente da comédia dramática como o grande protagonista, fazendo então com que as expectativas da produção fossem lá em cima.</span></p>
<p><span id="more-22560"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Politician</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Payton Hobart (Platt), um adolescente rico que vive por suas aspirações políticas. A cada temporada, a série promete mostrar essa ambição em diferentes fases da vida do protagonista. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wFm_oTcY1r4"><span style="font-weight: 400;">A estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2019, começa apenas com o político fazendo sua campanha para se tornar o presidente do grêmio estudantil de sua escola em Santa Barbara, o que garantiria uma vaga na renomada Harvard, que no futuro seriam as portas de entrada para sua carreira no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqygcLm90kA"><span style="font-weight: 400;">senado estadunidense</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou até mesmo, na Casa Branca. </span></p>
<figure id="attachment_22562" aria-describedby="caption-attachment-22562" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22562 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na figura há uma caricatura de personagens da série. Ao meio, um homem branco de cabelos loiros usa uma blusa de gola alta preta, por cima um blazer quadriculado verde e branco, e um relógio marrom no braço esquerdo. Ao seu lado esquerdo há uma mulher branca, de cabelos loiros, usando um óculos e brincos azuis, uma blusa branca e um blazer amarelo por cima. Ao fundo dela ainda há desenhos de prédios, táxis e uma mulher. Ao lado direito do homem, uma mulher branca, de cabelos loiros, usa um terno azul e aponta o braço para cima, na diagonal direita; atrás dela está uma mulher branca, de cabelos loiros, usando um terno vermelho. Ao lado delas ainda há imagens de um golfinho sob o mar, manifestantes e jornalistas fazendo propagandas. O fundo é em tom rosado, com a parte de baixo bege. " width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22562" class="wp-caption-text">Apesar de um cenário mais adulto, na segunda temporada, Payton ainda se frustra como uma criança quando as coisas não se desenrolam do seu jeito (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos episódios, podemos ver o protagonista fazendo de tudo para garantir sua eleição, o que gera uma série de conflitos bizarros, mas que fazem muito sentido quando postos no contexto político. Além disso, Payton, assim como qualquer adolescente, tem que lidar com alguns dramas em sua vida pessoal, de um modo meio jogado na série, mas que ainda assim acabam prejudicando sua corrida eleitoral. O elenco é composto por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5LMuE2NobDk"><span style="font-weight: 400;">Gwyneth Paltrow</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jessica Lange, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CEo7HFMJuEX/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Zoey Deutch</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lucy Boynton</span></a><span style="font-weight: 400;">, Bob Balaban, David Corenswet, Julia Schlaepfer, Laura Dreyfuss, Theo Germaine, Rahne Jones e Benjamin Barrett, que ajudam a construir o cenário da vida ambiciosa do político. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda temporada, que concorre ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série salta para uma nova fase política de Payton: sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xKaCerqc0VQ"><span style="font-weight: 400;">corrida eleitoral para o senado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Nova York, dessa vez contra a veterana e popular candidata </span><a href="https://www.instagram.com/p/CCjvqotjqpR/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Dede Standish</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Judith Light). Mais tarde nesse ano, o protagonista, mesmo com o fracasso da campanha anterior, acaba reunindo seu time em busca da vitória. A nova fase pretende não só mostrar um novo cenário para o personagem de Ben Platt como prometido, mas também trazer sua evolução perante os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Djz9DhtZ1Rc"><span style="font-weight: 400;">anos de fracasso anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, podemos ver não só como ele lidou com a derrota, mas também como ele pretende ganhar dessa vez, talvez com mais ou menos ambição (nem ele sabe, afinal, vai descobrindo a cada novo movimento). </span></p>
<figure id="attachment_22563" aria-describedby="caption-attachment-22563" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22563 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na figura, da esquerda para a direita, uma mulher branca, de cabelos loiros, usa uma tiara preta, uma camiseta rosa estampada com preto, uma saia rosada e sapatos pretos; ao seu lado, um homem branco, usa óculos de grau preto, camisa branca com uma gravata preta listrada em amarelo, calças sociais cinza e um relógio preto, apoiado sentados sob uma mesa marrom. Seguindo, uma mulher branca, de cabelos castanhos, usa uma camisa branca com um sobretudo marrom por cima, sentada apoiada em uma cadeira vermelha; Depois, um homem branco, de cabelos pretos curtos, usa uma camisa azul estampada, gravata vinho, calças sociais azuis e um sapato preto. Por fim, uma mulher negra usa uma camisa azul, calças pretas, uma bota branca e um sobretudo laranja; ela também está apoiada com o braço sob a mesa. Ao fundo podemos ver uma sala de escritório, com janelas, e um lustre redondo. " width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22563" class="wp-caption-text">A série de fracassos premeditados do protagonista também é uma das sátiras irônicas bases de construção da produção (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse movimento ambicioso é logo retratado na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3cpDge3lGec"><span style="font-weight: 400;">abertura da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde Payton é endeusado como um manequim, dotado de um coração petrificado e falas premeditadas, criado e movido apenas pela sua ambição, iniciando, assim, uma série de sátiras à política americana. Logo no início da corrida eleitoral, após avaliar que estava perdendo nas pesquisas, o protagonista decide fazer da luta contra as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nwH1k0pZfuQ"><span style="font-weight: 400;">mudanças climáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> o seu caminho para a vitória a fim de conquistar os jovens eleitores. Mas ao se promover com a causa de forma fútil, tendo como única proposta a proibição de canudos plásticos, e mesmo assim sendo apoiado pelo seu eleitorado jovem, é possível observar claramente a crítica à figura política superficial e ao pseudo engajamento do ativismo virtual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras produções de Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">, várias pautas atuais são expostas com o objetivo de levar o espectador a fazer uma reflexão e, dentre elas, está a cultura do cancelamento. Após Payton ganhar significativo apoio dos internautas, uma foto sua vestido de nativo americano é vazada e, em poucos segundos, se inicia um grande linchamento virtual, mostrando, assim, o lado do “cancelado”. De fato, a </span><a href="https://www.socialbauru.com.br/2019/02/25/apropriacao-cultural-bauru/"><span style="font-weight: 400;">apropriação cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> indevida deve ser criticada. Mas será mesmo que cancelar é o melhor caminho para que casos como esse não voltem a acontecer? Horas após o ocorrido, vemos que todo esse tumulto não trouxe efeito algum, visto que Payton escolheu repetir seu ato apenas para usar como uma </span><a href="https://www.instagram.com/p/B4LcEq5H0FT/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">jogada política</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra sua adversária Dede. </span></p>
<figure id="attachment_22564" aria-describedby="caption-attachment-22564" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22564 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na direita, uma mulher branca, de cabelos loiros, usa um óculos azuis, um terno vermelho e rosa, com brincos e anéis dourados, está com sua mão direita apoiada ao queixo. Ao seu lado, uma mulher branca, de cabelos loiros, usa um terno marrom, com uma blusa branca por baixo, também está com a mão apoiada no queixo, usando colares e anéis dourados. Ao fundo, direito, podemos ver uma cortina bege, e ao meio um lustre apoiado sobre uma parede branca. " width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM4-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22564" class="wp-caption-text">Ao retratar a alta sociedade de forma tão satírica, Murphy também faz uma autocrítica à classe a que pertence (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no brilhante episódio 5, As Eleitoras, a série muda o foco da narrativa ao mostrar o dia da eleição sob a perspectiva de uma adolescente (Susannah Perkins), eleitora de Payton, e de sua mãe (Robin Weigert), eleitora de Dede. Logo no início vemos as duas discutindo severamente para defender suas convicções políticas, a filha, por um lado, afirma que Payton é melhor por se preocupar com o meio ambiente, já sua mãe, por outro, afirma que apoia Dede por esta ter feito bons atos voltados para outras áreas. Essa cena é só mais uma que expõe com clareza a questão do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CCbfIFeDUSj/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">conflito entre gerações</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a forma diferente com que jovens e adultos chegam à suas conclusões, e provoca uma reflexão à juventude focada em defender apenas uma única pauta, se esquecendo de outras tão relevantes quanto, como educação, economia e saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo ainda mais uma mensagem aos jovens, a obra enfatiza a importância da adesão e do engajamento desse grupo à política para que seus interesses sejam, de fato, ouvidos. Pois, após um recorde histórico de participação da juventude nas urnas, Payton recebeu o maior número de votos e se tornou o vencedor, mesmo começando sua corrida eleitoral com 30 pontos atrás de sua concorrente, e, em cenas futuras, vemos que diversos projetos ambientais foram realmente implementados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não só contente com a vitória do jovem, que já muda o cenário político conservador americano, a série ainda constrói seu caminho a fim de destruir a imagem perfeita da candidata queridinha da maioria adulta votante do país. Envolvida em um trisal, que é mais tarde </span><a href="https://www.instagram.com/p/CCbfIFeDUSj/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">revelado pela própria Dede</span></a><span style="font-weight: 400;"> publicamente, ao longo dos episódios, vemos cada vez mais uma crítica a essas imagens perfeitas. O parecer ainda reflete se seu relacionamento interfere de alguma forma na política. E mesmo provado o contrário, os regressistas estadunidenses vão à loucura com essa “novidade” da vida pessoal de candidatos que estão à anos no poder, o que dá espaço para ascensão do ideal de novos rostos nas cadeiras do senado, independente da forma que seja seu jogo político; o que sabemos que na maioria das vezes é </span><a href="https://www.instagram.com/p/CCv-wvAj_S4/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">algo sujo</span></a><span style="font-weight: 400;">, como a produção trata de evidenciar.</span></p>
<figure id="attachment_22565" aria-describedby="caption-attachment-22565" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22565 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM5.jpeg" alt="Imagem da série The Politician. Na imagem, ao centro, um homem branco, de cabelos loiros, usa uma blusa branca por baixo de um paletó azul listrado em branco, está sob um palanque, com um microfone apoiado em um suporte à sua frente ao lado de um lustre dourado. Ao fundo podemos ver listras vermelhas e brancas da bandeira estadunidense." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM5.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM5-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM5-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM5-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22565" class="wp-caption-text">O uso de cores vibrantes é uma das mais marcantes características da fotografia da obra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da série como uma sátira, abrange até mesmo a </span><a href="https://alicealves.com.br/blog/curiosidades/figurino-de-the-politician-"><span style="font-weight: 400;">caracterização de seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma vez que muitos deles foram construídos como figuras caricatas. O maior dos exemplos é o próprio protagonista, visto que ele esteve disposto a mentir, forjar e, até mesmo, acobertar uma fraude eleitoral para que conseguisse alcançar à sua tão sonhada vitória, se mostrando como um fiel estereótipo dos políticos americanos: falso, desonesto e calculista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A essa sátira da caracterização dos personagens, agora de maneira literal, foi o que garantiu à produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">a indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021, concorrendo nas categorias Melhor Figurino Contemporâneo, Melhor Penteado Contemporâneo e Melhor Maquiagem Contemporânea (Não-Prostética), com o primeiro e o penúltimo episódio da segunda temporada. Logo na estreia da fase mais madura, em <em>Mudança de Estratégia?</em>, foi onde os caros ternos coloridos, com o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">fun</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganharam força e deixaram se de ser um visual exagerado para um estudante concorrendo ao grêmio estudantil como no ano anterior. Já os penteados e maquiagem, foram aqueles que no 6º episódio, <em>A urna</em>, passaram o ar refinado da elite na disputa pelo poder, mas ainda assim caracterizados de maneira sátira e, em alguns momentos, exagerada, que é o que passa a </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">mensagem irônica criada por Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_22575" aria-describedby="caption-attachment-22575" style="width: 2520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na imagem, uma mulher branca, loira, usa um terno azul, está atrás de um palanque transparente, falando à um microfone preto apoiado sobre ele. Ao fundo, podemos ver telões passando uma imagem vermelha, e em baixo, uma faixa azul com vários logos da emissora CNN." width="2520" height="1680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6.jpg 2520w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM6-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22575" class="wp-caption-text">Mesmo com um ar mais maduro na nova temporada, a série não deixou de ser irônica e passar sua mensagem com seus figurinos exagerados (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cabelos, acumulados de gel e muito bem arrumados, somente como a alta classe poderia, segundo eles. Além disso, ainda há o contraponto do estilo mais despojado, mas ainda assim respeitável para o senado, digno de jovem “empreendedor” que é Payton, sempre em contradição aos clássicos terninhos da candidata já consolidada no posto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a indicação apenas em categorias técnicas, desponta do ano anterior em que a produção somou, não só nas parte de figurinos e penteados, mas também ao time de indicados para </span><a href="https://personaunesp.com.br/resumao-indicados-emmy-2020/"><span style="font-weight: 400;">Atriz Convidada em Série de Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a atuação imbatível da braço direito de Dede, Hadassah (Bette Midler) garantiu a maior indicação da série à premiação, mas no entanto acabou perdendo para </span><a href="https://deadline.com/2020/09/maya-rudolph-emmys-creative-arts-two-wins-kamala-harris-snl-ruth-bader-ginsberg-1234580207/"><span style="font-weight: 400;">Maya Rudolph</span></a><span style="font-weight: 400;">, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Saturday Night Live</span></i><span style="font-weight: 400;">, que também, ironicamente, representou uma figura política, em sua interpretação da então Senadora Kamala Harris.</span></p>
<figure id="attachment_22577" aria-describedby="caption-attachment-22577" style="width: 1368px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7.jpg" alt="Imagem da série The Politician. Na imagem, uma mulher branca, loira, usa um terno azul, está atrás de um palanque transparente, falando à um microfone preto apoiado sobre ele. Ao fundo, podemos ver telões passando uma imagem vermelha, e em baixo, uma faixa azul com vários logos da emissora CNN." width="1368" height="912" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7.jpg 1368w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/TP_IMAGEM7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22577" class="wp-caption-text">O cenário irônico de The Politician caminha desde os figurinos até o roteiro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série ainda percorre um caminho incerto para uma terceira temporada, mas soube muito bem se consolidar com sua ironia em meio às produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a indicação à maior premiação da Televisão, ainda que em categorias técnicas, eleva seu patamar para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de ser mais um marco na carreira do renomado produtor, Ryan Murphy. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=scPIhdZs99A"><i><span style="font-weight: 400;">The Politician</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe muito bem como abordar sua temática, isso porque carrega uma sátira inacabável e ainda é uma série estadunidense criticando a postura do americano ideal, jovem ou adulto. Além disso, os roteiros são bem construídos, de maneira que a todo momento você entende o que está sendo criticado ou até mesmo exacerbado para o espectador. </span></p>
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