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	<title>Arquivos Boyband &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>5 Seconds of Summer ressignifica a própria narrativa e prova que, de fato, EVERYONE’S A STAR!</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 16:18:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Em uma era em que a performance se impõe como valor central e praticamente obrigatório, muitos artistas se aventuram em terrenos novos que não florescem da maneira que o público espera. A inovação, por mais desejada e desafiadora que seja, não garante profundidade e, muitas vezes, escorrega em contextos vazios. Indo na contramão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/everyones-a-star-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 Seconds of Summer ressignifica a própria narrativa e prova que, de fato, EVERYONE’S A STAR!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36632" aria-describedby="caption-attachment-36632" style="width: 505px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36632" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7.png" alt="Quatro homens posam em um estúdio com fundo branco. Seus corpos estão propositalmente reduzidos, enquanto as cabeças estão ampliadas caricaturalmente. Eles usam roupas conceituais ao estilo alternativo como casacos longos, jaquetas de couro, junção de tecidos e cores, estampas chamativas e acessórios. Usam maquiagem características e penteados diferenciados." width="505" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7.png 505w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 505px) 85vw, 505px" /><figcaption id="caption-attachment-36632" class="wp-caption-text">“Eu me sinto invencível / E quando o sol nasce, eu me sinto desprezível / E quando meu coração desacelerar, você me buscará?” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma era em que a </span><a href="https://ffw.com.br/materias/a-cultura-da-performance-num-mundo-onde-tudo-precisa-ser-exposto-e-exagerado/"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> se impõe como valor central e praticamente obrigatório, muitos artistas se </span><a href="https://farragomagazine.com/article/farrago/the-reinvention-era-a-celebration-of-artists-who-innovated-their-sound-and-style/"><span style="font-weight: 400;">aventuram</span></a><span style="font-weight: 400;"> em terrenos novos que não florescem da maneira que o público espera. A inovação, por mais desejada e desafiadora que seja, não garante profundidade e, muitas vezes, escorrega em contextos vazios. Indo na contramão dessa lógica de tendências momentâneas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;">, 5 Seconds of Summer retorna às próprias origens e reformula a nostalgia do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/music/features/5sos-boyband-one-direction-1d-everyones-a-star-b2865437.html"><span style="font-weight: 400;">anos 2010</span></a><span style="font-weight: 400;">, evocando a energia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sounds Good Feels Good </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), sua segunda gravação, produzida no auge da era das </span><i><span style="font-weight: 400;">boybands</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-36631"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 14 de novembro de 2025 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum une o melhor do </span><a href="https://culturadoria.com.br/a-volta-do-pop-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e do </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/alternative-rock-guide"><i><span style="font-weight: 400;">rock alternativo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que abraça e aprecia o lado mais sombrio do grupo. As inseguranças, os pensamentos destrutivos e as obsessões se tornam o foco nesse novo capítulo, sem desconsiderar cada curva instável que fez parte da jornada. Há deslizes, especialmente na composição lírica, mas a produção versátil e autêntica se mantém constante e se consolida como uma versão madura e confiante de seus primeiros trabalhos, trazendo um olhar diferente e </span><a href="https://youtu.be/Q3ktLlJrByg?si=PFhr-1WQpp1oRn-B"><span style="font-weight: 400;">maduro</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afirmando suas estrelas interiores e esbanjando influências, a banda percorre </span><a href="https://mundolivrefm.com.br/o-rock-esta-voltando-a-explosao-de-interesse-pelo-genero-e-a-polemica-da-playlist-marrow/"><span style="font-weight: 400;">temas típicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do gênero como fama, sexo, drogas e a linha tênue entre obsessão e amor. Há uma narrativa consciente e reflexiva sobre o potencial consumidor, intenso e distorcido que a fama pode apresentar, além de causar a perda do apelo pelas coisas prazerosas que a vida proporciona. A obra também revisita a própria trajetória, marcada pela necessidade de identificação e utilidade ao público, que, ao longo do tempo, foi reduzida ao papel de entreter. Enquanto lidam com o passado, os artistas apresentam os dois lados de uma mesma moeda e vivenciam o impacto da exposição precoce aos holofotes.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="5 Seconds of Summer - NOT OK (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OOHndihD7Dc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://youtu.be/oaJFYsO85_o?si=Pr3x7BQ6MA5JHiWv"><i><span style="font-weight: 400;">Everyone’s A Star!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre o disco e estabelece o tom das faixas seguintes de forma sólida e instigante. Ao longo da produção, a dualidade de sentimentos aparece de forma constante, acompanhada de referências ao meio musical e ao imaginário das estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. A montagem também aprofunda as sensações e, em </span><a href="https://youtu.be/foxV-QlIumA?si=mYmVzrjO5xjhnMTe"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o medo de encarar o próprio reflexo no espelho e não reconhecer quem se tornou, como se um fantasma familiar estivesse presente em cada gesto. Em meio a isso, surgem os dilemas ao lidar com relacionamentos amorosos, desde a necessidade de superação até o início de um novo amor, evidenciados em </span><a href="https://youtu.be/OfAUb4JU1Ks?si=iibV8r6AShv4ivdA"><i><span style="font-weight: 400;">Start Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua crueza e sinceridade, as faixas operam em diferentes camadas e intensificam a força do conteúdo, alcançando níveis distintos de impacto, dependendo da vivência de quem as escuta. Para sintetizar toda a estética do projeto, </span><a href="https://youtu.be/3VxJYFZMsUE?si=9MGoowRusvh1Pqdf"><i><span style="font-weight: 400;">Boyband</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> critica abertamente a indústria musical e os padrões e expectativas impostas. Os australianos abordam seus problemas com autoimagem, desordem alimentar e a sensação de serem valorizados apenas no auge da </span><a href="https://personaunesp.com.br/youngblood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">juventude</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_36633" aria-describedby="caption-attachment-36633" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x634.jpg" alt="Quatro homens estão em um estúdio iluminado com luzes azuis que projetam estrelas brancas nas paredes. À esquerda, um deles segura a guitarra e tem a postura relaxada. Ao centro, um está posicionado atrás da bateria. Ao seu lado, levemente a frente, outro está agachado segurando um microfone. Ao lado direito, o outro está encostado em uma caixa de som e segurando um baixo. Atrás deles há caixas de som e de apoio dos instrumentos. No chão há cabos espalhados e conectando tudo." width="800" height="634" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x634.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-768x609.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5.jpg 979w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36633" class="wp-caption-text">“Toda cama é fria sem seu corpo nela / Para onde quer que eu vá, minha pele se arrepia / E se eu não conseguir fechar os olhos sem você na minha cabeça?” (Foto: Andy DeLuca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início da carreira, em 2011, o rótulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> soava como uma prisão para os artistas. Diferente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/1d-up-all-night-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;"> e The Vamps, grupos ativos na mesma época, 5 Seconds of Summer evitava a classificação por suas implicações em gêneros, comportamentos e discursos pré-estabelecidos pela indústria. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;"> o termo, utilizado para desmerecer o grupo no passado, é audaciosamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N80u6id7nLU"><span style="font-weight: 400;">ressignificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tomado para si com orgulho, ao se intitularem como “</span><i><span style="font-weight: 400;">sua boyband favorita</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Isso não impede as críticas presentes na obra, apenas fortalece os argumentos com propriedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o lançamento do </span><a href="https://personaunesp.com.br/5sos5-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">(2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, os australianos exploraram suas carreiras solo sem desfazer a banda. Essa liberdade criativa permitiu experimentar novas ideias, experiências e perspectivas, sendo crucial para a </span><a href="https://youtu.be/aZxI7V6-wW0?si=mDsYishfvt3mSrz_"><span style="font-weight: 400;">maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e segurança de cada membro em novos projetos. As quatro faixas extras da edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente disponíveis em </span><i><span style="font-weight: 400;">CDs</span></i><span style="font-weight: 400;"> individuais para cada membro, expandem o diálogo com as carreiras solos e carregam nuances pessoais e subjetivas sem comprometer o conjunto do trabalho. A familiaridade estética é significativa, e cada uma poderia ser inserida nos respectivos álbuns individuais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Over</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, conversa diretamente com </span><a href="https://open.spotify.com/album/5T1HI88OceUlUExSsAM3GQ?si=t3ojYm5NTT-22i8f1iZMpg"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Luke Hemmings, e assim por diante. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="5 Seconds of Summer - Telephone Busy (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/N3LNyYbnuVY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção instrumental é um dos pontos mais sólidos e destacados na obra. Baixo, bateria e guitarra, além de dialogarem na temática, trazem a batida envolvente e viva em cada canção. A escolha do ritmo para abordar temas diversos e intensos criam um contraste visível, ambicioso e que sintetiza o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. No campo vocal, a produção é agradavelmente exploratória. Luke Hemmings, vocalista principal, explora seu alcance e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/5-musicas-para-entender-evolucao-vocal-de-luke-hemmings-do-5-seconds-summer-lista/"><span style="font-weight: 400;">projeção</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Ashton Irwin, Michael Clifford e Calum Hood no apoio contribuem para a harmonia e equilíbrio da produção. É evidente o domínio e extensão de cada membro e o uso consciente de cada tom e técnica, até mesmo nos interlúdios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, na </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2024/03/28/letras-de-musica-estao-ficando-simples-e-repetitivas-aponta-estudo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">composição lírica</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum hesita. O conteúdo se mantém coerente com o estilo visual proposto, repleto de trocadilhos, metáforas e referências, mas não alcança o refinamento e profundidade técnica das produções anteriores. A partir das faixas finais, há uma queda na densidade das letras, deixando claro a decisão de priorizar a </span><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1782026229992942-veja-10-artistas-da-musica-que-mudaram-o-rumo-de-suas-carreiras"><span style="font-weight: 400;">mudança estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a escrita. Apesar de não afetar grandemente a construção final, impede que algumas músicas tenham maior alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o disco se consolida como um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q3ktLlJrByg&amp;t=328s"><span style="font-weight: 400;">trabalho versátil</span></a><span style="font-weight: 400;"> e maduro. A identidade foi amplamente explorada na divulgação e nos clipes, enquanto as músicas exalam a essência do grupo, além de dialogar com outras fases e as reconhecerem como igualmente válidas e únicas. 5 Seconds of Summer assume a era com orgulho, reafirmando sua identidade com equilíbrio, confiança e paixão. </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o reflexo de artistas que se mantêm fiéis às suas origens e, ainda assim, reinventam e desafiam as expectativas da indústria com propósito e audácia.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: EVERYONE&amp;apos;S A STAR! (Fully Evolved)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5PZaqv1kmnGYMvO8lS0Cqs?si=X318d3PHRLyZBtcVIQEqIg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Faith In The Future demonstra ser uma fonte de otimismo e esperança</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 17:34:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade  Para quem gosta de música, 2022 foi um ótimo ano, com diversos lançamentos incríveis de vários grandes artistas. Entre os novos projetos, está o segundo álbum do britânico Louis Tomlinson, Faith In The Future, que chegou ao público no dia 11 de Novembro. O disco é, desde de seu título até a última &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/faith-in-the-future-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Faith In The Future demonstra ser uma fonte de otimismo e esperança"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29834" aria-describedby="caption-attachment-29834" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29834" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Faith In The Future. No centro da imagem é possível ver Louis Tomlinson, um homem branco, com olhos azuis e olhos castanhos, dos ombros para cima. Veste um casaco quadriculado em preto e vermelho, fechado na gola alta listrada nas mesmas cores. Todo o fundo da imagem é preto e metade do rosto de Louis está coberto pelas sombras; no lado direito, ao lado de sua cabeça, está o título em vermelho. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29834" class="wp-caption-text">Louis Tomlinson é uma promessa para o futuro (Foto: BMG)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem gosta de música, 2022 foi um ótimo ano, com diversos lançamentos incríveis de vários grandes artistas. Entre os novos projetos, está o segundo álbum do britânico Louis Tomlinson, </span><a href="https://louis-tomlinson.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou ao público no dia 11 de Novembro. O disco é, desde de seu título até a última faixa, um exemplo de otimismo, esperança, mudança e maturidade, além de demonstrar perfeitamente que Louis finalmente se encontrou como artista </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que sabe o que quer e está pronto para crescer cada vez mais como pessoa e como cantor.</span></p>
<p><span id="more-29824"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O musicista precisou lidar com muita pressão para chegar onde está atualmente. Por ser ex-membro e o principal compositor de uma das maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">boybands</span></i><span style="font-weight: 400;"> do mundo, havia uma grande expectativa para que continuasse seu legado com suas grandes letras. Pode-se dizer que o cantor estava um pouco perdido para se inserir na indústria como solista, já que foi o último ex-</span><a href="https://personaunesp.com.br/take-me-home-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;"> a lançar um álbum – </span><a href="https://open.spotify.com/album/4F4wlAmPyUVCyISxlePFL9?si=grOGZjHgTaWHNigT2kzScA&amp;utm_source=copy-link"><i><span style="font-weight: 400;">Walls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi ao ar somente em Janeiro de 2020, cinco anos após a pausa da banda. Os seus dois discos são muito distintos entre si: o primeiro é mais próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fez parte de sua vida por cinco anos; o segundo, mais relacionado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao alternativo. Apesar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser uma representação mais fiel de Tomlinson, ele não se arrepende de suas escolhas do passado. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tenho muito orgulho do meu primeiro álbum. Eu não seria capaz de escrever </span></i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span><i><span style="font-weight: 400;"> sem </span></i><span style="font-weight: 400;">Walls</span><i><span style="font-weight: 400;">, isso é parte do processo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou para </span><a href="https://youtu.be/obuhw5Q2U1g"><i><span style="font-weight: 400;">Lowkey Deep</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho foi um processo longo e digno de orgulho. Mesmo sendo o responsável por muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Steal My Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perfect</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Back to You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/xhjCkwFMb_Q"><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Let It Break Your Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o britânico sempre demonstrou afinidade pelo estilo de música que está desenvolvendo recentemente. Na One Direction, o cantor compôs </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Black Dress</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais distante que a banda chegou do gênero. Em seu disco de estreia, uma de suas faixas favoritas é </span><a href="https://youtu.be/IzuvvjrUBEw"><i><span style="font-weight: 400;">Kill My Mind</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sua primeira música a trazer a bateria e o baixo mais presentes. Já canções como </span><a href="https://youtu.be/IgXsQWzsAaY"><i><span style="font-weight: 400;">Written All Over Your Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest</span></i><span style="font-weight: 400;"> refletem perfeitamente a sonoridade desejada por Tomlinson em sua nova era. Ele pode ter demorado para se encontrar como artista </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas sua essência e estilo próprio sempre estiveram guardados em seu coração.</span></p>
<figure id="attachment_29835" aria-describedby="caption-attachment-29835" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem-2-1-1-800x450.jpg" alt="Imagem de Louis Tomlinson. O cantor ocupa quase toda a imagem, é um homem branco, com cabelos e barba castanhos e olhos azuis; veste um suéter verde escuro; sua mão direita está segurando seu queixo. Ao fundo da imagem é possível ver uma parede marrom." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem-2-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem-2-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem-2-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Imagem-2-1-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29835" class="wp-caption-text">O cantor segue seu novo caminho de cabeça erguida e com a consciência limpa (Foto: Dork)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Louis ter encontrado o estilo de música que realmente tem interesse em lançar individualmente, outro motivo que pode explicar a diferença entre seus dois álbuns é a mudança de gravadora. Durante a estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Walls</span></i><span style="font-weight: 400;">, o músico era representado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Syco Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, a mesma gravadora responsável por toda a discografia da One Direction; já na era </span><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tomlinson migrou para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Bertelsmann Music Group</span></i><span style="font-weight: 400;"> (BMG). Começar um novo ciclo com um time inédito foi ótimo para o cantor, ainda mais quando se considera os boatos de </span><a href="https://tracklist.com.br/simon-cowell-exposed/100177"><span style="font-weight: 400;">gestão abusiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvendo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Syco</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o empresário Simon Cowell. As composições do segundo disco são mais profundas e isso não é à toa: Louis provavelmente conseguiu maior liberdade criativa em seu espaço de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo projeto conta com 16 faixas e três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bigger Than Me</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Out Of My System</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Silver Tongues</span></i><span style="font-weight: 400;">. O britânico foi muito inteligente em escolher as três como representantes do álbum, uma vez que elas demonstram perfeitamente a ideia principal do disco, ou seja, recordar-se dos bons momentos do passado e desapegar do que for desnecessário para a jornada de seguir em frente com a consciência limpa. Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/7p58SZBFBXNnK6sA9u3Pia?si=iMoNMBrGSnqvqexUMS-kJg&amp;utm_source=copy-link"><i><span style="font-weight: 400;">Bigger Than Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Louis aceita que mudou, que todos mudam e que o mundo é maior do que ele. Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/6yAhz9vlmgTzbVMIEyTduT?si=g4TAc5OsSu6FEnszNZdXLw&amp;utm_source=copy-link"><i><span style="font-weight: 400;">Out Of My System</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele percebe que já conquistou muito, mas que ainda tem muito para viver, e vai se livrar de todos os seus demônios para conseguir isso. Já em </span><a href="https://open.spotify.com/track/29z96EFvG0L1wcj5kkIHzk?si=DkpJsBGTRN-S3NPFpKcTrw&amp;utm_source=copy-link"><i><span style="font-weight: 400;">Silver Tongues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor expõe como é muito mais fácil enfrentar o mundo com uma boa companhia ao seu lado. Tomlinson criou uma bela narrativa com seu novo trabalho, com todas as faixas conversando entre si e os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> carregando uma história linear e em comum que é muito especial.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/LICLY1c7c6o?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda história precisa de um título, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um grande acerto para a mensagem que o musicista quis passar. Tendo um histórico exemplar dentro de sua antiga banda, desprender-se da imagem de &#8220;Louis da One Direction&#8221; e recomeçar uma carreira praticamente do zero foi um desafio, mas o cantor se manteve de cabeça erguida na nova fase. Tomlinson tem obtido bons resultados, já que – com o novo álbum – conseguiu ocupar o primeiro lugar do </span><a href="https://lorena.r7.com/post/Louis-Tomlinson-atinge-o-topo-da-parada-britanica-de-albuns-solo-pela-primeira-vez-apos-separacao-de-One-Direction"><i><span style="font-weight: 400;">official charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez. Além disso, ele irá começar uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/louis-tomlinson-world-tour-critica/"><span style="font-weight: 400;">turnê mundial</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quase 80 </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> já confirmados, e está planejando a terceira edição de seu festival de música, o </span><a href="https://lorena.r7.com/post/The-Away-From-Home-Festival-Louis-Tomlinson-cria-seu-proprio-festival-de-musica"><i><span style="font-weight: 400;">The Away From Home Festival</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Meio que define minha própria jornada individual. Pessoalmente e profissionalmente, eu tive que ter fé no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, disse o cantor em uma entrevista com </span><a href="https://youtu.be/F8RoG2co56g"><span style="font-weight: 400;">Zach Sang</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto interessante no processo de criação do álbum é a forma como este foi divulgado. Os fãs do britânico sabem que ele adora enigmas e mensagens subliminares, e que nada do que é exposto ao público sobre seus trabalhos é por acaso &#8211; em </span><i><span style="font-weight: 400;">Faith In The Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seria diferente. Meses antes do disco ser lançado, Louis publicou em sua comunidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> 16 fotos com </span><a href="https://twitter.com/hes91lt/status/1562810562748198915?t=PDLSwQp3cfjg5unySUe94A&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">anagramas</span></a><span style="font-weight: 400;"> escondidos que formavam os títulos de todas as faixas do projeto. A jogada foi uma estratégia divertida e criativa de se promover e, ao mesmo tempo, aproximar-se da </span><i><span style="font-weight: 400;">fanbase</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se empenhou em se reunir e solucionar o desafio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma nova era começou para Louis Tomlinson e não é difícil perceber que grandes conquistas estão por vir. Com o otimismo mostrado no título, nos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> e em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Chicago</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Saturdays</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/UWirqezVsbQ"><i><span style="font-weight: 400;">Angels Fly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o britânico deixa claro que está preparado para explorar sua essência e seu estilo, e desenvolver cada vez mais sua musicalidade. O cantor pode ter mudado após os tempos de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas seu talento ainda é o mesmo, senão maior. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o tipo de álbum que eu sempre quis fazer, então sentar aqui agora com esse sentimento me dá muita confiança para o que está por vir</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, afirmou para a </span><a href="https://youtu.be/mlw5lZ0bHAU"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os fãs do cantor podem ter fé, porque o futuro da carreira de Louis ainda guarda grandes coisas.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Faith In The Future (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1mFBBKRgRpHYJHHlr6wGMj?si=2e9G2UKCRJ6_7k0QSgGZmw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>10 anos de Take Me Home: One Direction pode dizer que viveu enquanto era jovem</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 15:16:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amábile Zioli O The X-Factor UK  de 2011 foi o fator determinante na caminhada de Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan e Zayn Malik. Se os cinco jovens tinham pretensões de seguir carreira solo no mundo da música, Simon Cowell foi o responsável por não deixar isso acontecer, pelo menos não naquele momento. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/take-me-home-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de Take Me Home: One Direction pode dizer que viveu enquanto era jovem"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29362" aria-describedby="caption-attachment-29362" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-1.jpg" alt="Capa do CD Take Me Home, da banda britânica One Direction. No canto superior esquerdo há a logo da banda, uma bandeira vermelha escrito “1D” dentro, em branco. À direita, também em branco, há o nome da banda, “One Direction”, e, embaixo, o nome do disco “Take Me Home”. A foto se passa num parque, onde três integrantes da banda estão ao redor de uma cabine telefônica vermelha, escrito “Telefone”, em inglês, um dos integrantes está dentro da cabine, e o outro, em cima." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-29362" class="wp-caption-text">Com Take Me Home, a One Direction foi a primeira boyband a colocar dois álbuns seguidos em #1 na Billboard 200 (Foto: SYCO Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Amábile Zioli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">The X-Factor UK  </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2011 foi o fator determinante na caminhada de Harry Styles, Liam Payne,</span> <span style="font-weight: 400;">Louis Tomlinson, Niall Horan e Zayn Malik. Se os cinco jovens tinham pretensões de seguir carreira solo no mundo da música, Simon Cowell foi o responsável por não deixar isso acontecer, pelo menos não naquele momento. Assim nasce a</span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"> <span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, meses após conquistar o pódio em terceiro lugar, estreou no mercado cultural com </span><a href="https://personaunesp.com.br/1d-up-all-night-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase um ano depois,</span> <span style="font-weight: 400;">a </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânica estava prestes a descobrir se seu sucesso expoente perduraria ou se cairiam no esquecimento no ano seguinte: será que ainda poderia contar com a legião de fãs que os acompanhou desde sua formação? É sob essa pressão que o quinteto lança </span><a href="https://www.popmatters.com/one-direction-take-me-home-atr10"><i><span style="font-weight: 400;">Take Me Home</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum de estúdio, em 9 de novembro de 2012.</span></p>
<p><span id="more-29361"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É certo que até o </span><a href="https://www.letras.mus.br/one-direction/discografia/made-in-the-am-2015/"><span style="font-weight: 400;">último disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua carreira juntos, a One Direction preferiu não se arriscar no que diz respeito aos refrões chicletes e ritmos dançantes adorados pelas rádios, e é isso que acontece no segundo lançamento da banda</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Inicialmente, o disco contava com 13 faixas, se tornando 20 na versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Expanded</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Com influências de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BN1WwnEDWAM"> <i><span style="font-weight: 400;">Should I Stay or Should I Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do The Clash, a música de abertura é</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AbPED9bisSc"> <i><span style="font-weight: 400;">Live While We´re Young</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e parece que o fato de ser a primeira foi proposital. A faixa lembra o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">genérico, animado e dançante explorado no trabalho anterior &#8211; e não é à toa que foi um grande sucesso, ganhando videoclipe e tocando nos intervalos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nickelodeon</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante anos após sua estreia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="One Direction - Live While We&#039;re Young" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AbPED9bisSc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que tenha semelhanças, são vários os pontos que devem receber destaque em relação ao seu antecessor. A evolução é notável e os </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> são os diferenciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Take me Home</span></i><span style="font-weight: 400;">: além da inspiração em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Clash, </span></i><span style="font-weight: 400;">a banda também buscou ritmo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk"><i><span style="font-weight: 400;">We Will Rock You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, clássico do </span><a href="https://www.deezer-blog.com/br/banda-queen/"><span style="font-weight: 400;">Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">, na produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> fica bem marcado no álbum; faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Kiss You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">C’mon, C’mon</span></i><span style="font-weight: 400;"> destacam a vontade dos jovens de se desvincularem da imagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband pop </span></i><span style="font-weight: 400;">cultivada ao longo de sua formação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cinco, porém, não ficam presos em apenas uma melodia e passeiam por diversos ritmos ao longo do disco.</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xGPeNN9S0Fg"> <i><span style="font-weight: 400;">Little Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos destaques e conta com uma melodia calma e harmônica, guiada apenas pelos acordes de um violão. A letra parece um </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback </span></i><span style="font-weight: 400;">do</span><i><span style="font-weight: 400;"> lead single </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.letras.mus.br/one-direction/1947050/traducao.html"><i><span style="font-weight: 400;">What Makes You Beautiful</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando mais uma vez as inseguranças da pessoa amada como tentativa, talvez falha, de exaltá-la. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa tem mais uma particularidade: </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2012/10/25/novo-single-do-one-direction-e-uma-das-composicoes-favoritas-de-ed-sheeran.html"><span style="font-weight: 400;">Ed Sheeran</span></a><span style="font-weight: 400;"> quem a compôs- e o cantor só poderia ter deixado a canção mais com a sua cara se ele mesmo a cantasse. Katy Perry e Tom Fletcher também compartilharam suas experiências musicais com o grupo. A cantora norte-americana co-produziu o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Rock Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o vocalista do Mcfly compôs </span><i><span style="font-weight: 400;">I Would</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando a produção dos garotos britânicos repleta de colaborações.</span></p>
<figure id="attachment_29364" aria-describedby="caption-attachment-29364" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3.png" alt="A foto mostra Zayn Malik na frente, moreno, usando jaqueta de couro, Niall Horan no meio, loiro, usando uma camiseta branca e apoiando a mão esquerda na boca, e Harry Styles no fundo, usando estampa xadrez e com o braço direito apoiado na cadeira. Os três estão rindo e estão em um ambiente de estúdio de gravação, no videoclipe de Little Things." width="620" height="460" /><figcaption id="caption-attachment-29364" class="wp-caption-text">A primeira música que Sheeran escreveu para o grupo foi Moments, para o Up All Night, e voltou a compor para o Four, na faixa 18 (Foto: SYCO Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção parece prezar pela temporalidade do disco, não dando importância para a longevidade das faixas produzidas.</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=omxPGB12svM"> <i><span style="font-weight: 400;">Last First Kiss</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pBz8CWRZi6c"> <i><span style="font-weight: 400;">Heart Attack</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são dois grandes exemplos &#8211; ambos soam tão 2012 que alguém que não faz parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">fandom</span></i><span style="font-weight: 400;"> não passaria a conhecer as músicas na atualidade. O resultado final é um álbum datado, já que a musicalidade não atrai tanto quanto na época de seu lançamento, fazendo com que o produto não tenha a relevância que as próximas obras da banda ainda carregam em 2022. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Take Me Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> não dificulta para seus sucessores. É um disco fácil de superar, principalmente quando as composições autorais se tornam mais frequentes e os garotos passam a firmar seus lugares na indústria. É isso que acontece nas produções seguintes: a banda começa a ganhar personalidade e ser levada a sério, finalmente se desprendendo da imagem superficial e rasa atribuída aos cinco, e </span><a href="https://tracklist.com.br/review-a-maturidade-da-1d-com-midnight-memories/8905"><i><span style="font-weight: 400;">Midnight Memories</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> exemplifica isso muito bem. No terceiro álbum de estúdio, Tomlinson se destaca como compositor principal, escrevendo 12 das 18 faixas produzidas e trazendo a maturidade e unicidade que faltava para o grupo.</span></p>
<figure id="attachment_29365" aria-describedby="caption-attachment-29365" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-2.jpg" alt="A foto mostra os cinco integrantes da banda no palco do The X-Factor UK, após se apresentarem em grupo. Harry está na ponta esquerda, ele veste uma touca e agasalho cinzas e camisa verde. Ao lado está Niall, que está vestindo uma blusa de frio preta. Em seguida, Zayn veste uma camiseta estampada. No seu lado está Louis que usa uma touca cor vinho, camiseta cinza e agasalho bege, seguido por Liam, que está na ponta direita da foto, vestindo camiseta cinza e agasalho bege, parecido com os de Louis. Todos usam calças jeans e tênis, estão de pé e apoiados nos ombros um do outro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/take-me-home-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29365" class="wp-caption-text">Desclassificado individualmente do The X-Factor UK, o quinteto foi chamado para competir novamente como uma banda (Foto: ITV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sentimentos predominantes ao ouvir os primórdios da banda são a saudade e a nostalgia. Após a pausa, em 2016, os atuais quatro integrantes seguiram carreira solo e tomaram rumos diferentes. Em 2017, Styles estreou em seu álbum homônimo com um </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/critica-harry-styles-uma-estrela-rock-esplendida-estreia-solo/"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i></a><span style="font-weight: 400;">que já deveria estar preso em sua garganta há muito tempo. </span><a href="https://rocknbold.com/2020/02/louis-tomlinson-em-walls-o-revival-do-britpop/"><span style="font-weight: 400;">Louis </span></a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/liam-payne-lp1/"><span style="font-weight: 400;">Liam </span></a><span style="font-weight: 400;">surfaram por vários gêneros musicais até se encontrarem na indústria musical, enquanto Niall parece que sempre soube que o que funcionaria para ele seria uma fusão de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KJc-qBKCtFI"> <i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhado de seu inseparável violão. Zayn, o primeiro a deixar o grupo, em 2015, estreia em carreira solo apenas um ano depois, com </span><a href="https://tracklist.com.br/mind-of-mine/42631"><span style="font-weight: 400;">Mind of Mine</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando seu amadurecimento desde os tempos de One Direction.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Take Me Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> cumpriu seus objetivos: manteve a banda nos</span><a href="https://www.billboard.com/pro/one-directions-take-me-home-debuts-at-no-1-with-years-third-biggest-opening/"> <i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e conservou a legião de seguidores conquistados no CD anterior. Apesar de não se arriscar e repetir muito do que já vimos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;">, o grupo mostrou sua evolução do primeiro para o segundo trabalho, trazendo</span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2012/10/22/one-direction-afirma-que-take-me-home-sera-um-album-mais-profundo.html"> <span style="font-weight: 400;">letras mais profundas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ousando nas notas agudas. A produção não revolucionou o cenário musical da época, mas foi o suficiente para manter a One Direction no topo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Take Me Home (Expanded Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2sWX3HYnZjPZ9MrH6MFsBt?si=9owsviu7S7eOy3DkeOHnnA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>10 anos de Up All Night: tinha que ser você para o começo do One Direction</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2021 15:46:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda Pegue qualquer lista de maiores hits da década de 2010 e é certo que terá um salpicado aqui e ali de uma banda britânica muito famosa. Se você não conhece o One Direction por nome, tenho certeza que pelo menos já escutou uma vez na vida o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1d-up-all-night-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de Up All Night: tinha que ser você para o começo do One Direction"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24746" aria-describedby="caption-attachment-24746" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24746 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1500x1500bb.jpg" alt="Capa do álbum Up All Night, do One Direction. A foto é quadrada, com uma borda branca e possui um aspecto amarelado. No canto superior esquerdo, está um adesivo vermelho escrito 1D em branco, com uma listra branca em cima e outra embaixo. Na parte superior, está escrito One Direction em letras pretas e maiúsculas. Abaixo, em tamanho menor, está escrito Up All Night em letras maiúsculas e pretas. Ocupando o centro da imagem, estão Harry, Zayn, Liam, Louis  e Niall, da esquerda para a direita. Harry é um homem de olhos claros e cabelos cacheados curtos. Ele veste uma camisa listrada branca e amarela e uma calça jeans bege. Ele está sorrindo e possui duas covinhas. Os dois braços estão à frente do corpo. Zayn é um homem com traços árabes, possui olhos e cabelos escuros, com corte estilo topete. Ele veste uma camisa azul piscina e uma calça bege. Zayn está sorrindo, com a língua entre os dentes e abraça Harry na cintura com o braço direito. Liam é um homem de cabelos castanhos claros e curtos ondulados. Ele veste uma camisa de moletom bege. Liam abraça Louis, que está em sua frente, com a mão direita no peito de Louis e também apoia a mão esquerda no ombro de Niall, ao seu lado. Louis é um homem de cabelos castanhos lisos. Ele veste uma camisa branca, uma calça bege e uma jaqueta jeans. Louis está levemente abaixado, sorrindo, sendo segurado por Niall e Liam. Niall é um homem de cabelos loiros curtos. Ele veste uma camisa branca, um moletom azul claro e uma calça jeans. O dia na foto está ensolarado e possui matas pequenas atrás dos integrantes. " width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1500x1500bb.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1500x1500bb-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24746" class="wp-caption-text">“Palavras serão apenas palavras,/Até que você as traga para a vida” (Foto: Simco Limited/Sony Music Entertainment UK)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegue qualquer lista de maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">da década de 2010 e é certo que terá um salpicado aqui e ali de uma banda britânica muito famosa. Se você não conhece o </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;"> por nome, tenho certeza que pelo menos já escutou uma vez na vida o maior </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos cantores europeus, </span><i><span style="font-weight: 400;">What Makes You Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;">. Parece que foi ontem, mas o primeiro álbum do grupo, </span><a href="https://genius.com/albums/One-direction/Up-all-night"><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já está completando 10 anos de história e de </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/03/banda-britanica-one-direction-estreia-com-recorde-na-billboard.html"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para além dos diversos caminhos tomados por seus cinco integrantes, nada poderia ser mais nostálgico do que o início de tudo.</span></p>
<p><span id="more-24741"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada bem sucedida da banda começou no show de talentos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VclS_bw2oRo"><i><span style="font-weight: 400;">The X-Factor UK</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2010. Com apresentações solo, nem tão aclamadas assim na época, e unidos em um grupo por um dos jurados da edição, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-away-from-home-festival-critica/"><span style="font-weight: 400;">Louis Tomlinson</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/fine-line-critica/"><span style="font-weight: 400;">Harry Styles</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartbreak-weather-critica/"><span style="font-weight: 400;">Niall Horan</span></a><span style="font-weight: 400;">, Liam Payne e </span><a href="https://personaunesp.com.br/nobody-is-listening-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zayn Malik</span></a><span style="font-weight: 400;"> deram o tom a algumas das vozes mais marcantes de sua geração. Com cinco álbuns lançados, centenas de </span><a href="https://tracklist.com.br/10-anos-de-one-direction-especial-3/90549"><span style="font-weight: 400;">recordes quebrados</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um hiato que já dura mais de cinco anos, o One Direction se tornou a maior banda britânica da história, ultrapassando barreiras que até então apenas </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbey-road-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Beatles</span></a><span style="font-weight: 400;"> tinha atingido no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, voltando para o início dessa longa caminhada, foi em novembro de 2011 que tivemos acesso ao primeiro disco do grupo. Com 15 faixas em seu lançamento, e 18 em sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">ultimate,</span></i><span style="font-weight: 400;"> fomos apresentados para alguns dos maiores sucessos da carreira dos, até então, meninos. Trazendo traços característicos do seu país de origem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou o mundo facilmente por se desviar, ainda que apenas um pouco, da enxurrada</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> americana, trazendo mais uma </span><a href="https://www.vix.com/pt/bbr/1584/invasao-britanica-entenda-mais-sobre-a-onda-que-revolucionou-a-musica"><span style="font-weight: 400;">invasão britânica</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a Música.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="One Direction - One Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Y1xs_xPb46M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questões de sonoridade, é Payne quem abre as primeiras cinco músicas, seguido da famosa voz de Styles. Ambos conseguem introduzi-las com muito fôlego, deixando sua marca e tornando-as extremamente reconhecíveis com o decorrer do disco. A princípio, a gravadora tinha mais confiança nos vocais de Liam devido às suas duas passagens pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânico, dando-lhe o destaque com mais facilidade. Contudo, conforme as faixas vão se desenrolando, conseguimos sentir a energia que todo o quinteto emana ao performar as canções, com o coração a mil ouvindo cada nota. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night </span></i><span style="font-weight: 400;">é construído em uma aura de altos e baixos, isto é, em uma transposição de energias. Enquanto começamos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QJO3ROT-A4E"><i><span style="font-weight: 400;">What Makes You Beautiful</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">no pique de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o_v9MY_FMcw"><span style="font-weight: 400;">Leroy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (não é à toa que é a música mais ouvida de sua carreira), o disco faz sua quebra de ritmo com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nvfejaHz-o0"><i><span style="font-weight: 400;">Gotta Be You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa mescla de sentimentos torna o álbum ímpar, em que o ouvinte consegue experienciar todas as emoções ao mesmo tempo, sem que haja alguma perda de consistência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que o rótulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband </span></i><span style="font-weight: 400;">pudesse fazer muitas pessoas torcerem o nariz, muito do que o grupo trouxe para sua estreia permaneceu em seus próximos trabalhos. É inegável ver a semelhança entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b-RQIN3wo5U"><i><span style="font-weight: 400;">More Than This</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sW7JmJmcUWg"><i><span style="font-weight: 400;">Half a Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnight Memories </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013). Além disso, ainda que fossem suas primeiras tentativas nesse mercado, já conseguimos ter contato com suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ljHozMvJPSw"><span style="font-weight: 400;">próprias composições</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso só foi mais um fator determinante para ver que não se tratava apenas de uma fase, mas sim de um amadurecimento crescente que não deixava de referenciar suas raízes. </span></p>
<figure id="attachment_24744" aria-describedby="caption-attachment-24744" style="width: 612px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/image3.jpg" alt="A imagem mostra os cinco integrantes da banda pulando em frente a um helicóptero. Da esquerda para direita vemos Louis, homem, de cabelos castanhos escuros, calça jeans, camisa branca e suspensórios vermelhos, com o braço erguido; Liam, homem de cabelos castanhos e encaracolados, calça marrom e blusa preta com a boca aberta; Harry, homem de cabelos castanhos encaracolados, calça jeans, blusa branca e casaco marrom, com os braços para cima; Zayn, homem com traços árabes, cabelos pretos escuros, calça jeans, camiseta branca e camisa xadrez azul, com um braço erguido; e Niall, homem loiro, de cabelos lisos, calça vermelha e blusa branca com os braços erguidos." width="612" height="408" /><figcaption id="caption-attachment-24744" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Lançado no dia 18 de novembro de 2011, o álbum estreou direto no </span></i><a href="https://www.washingtonpost.com/blogs/celebritology/post/one-directions-up-all-night-debuts-at-no-1-on-the-billboard-200-chart/2012/03/21/gIQAqbxtRS_blog.html"><i><span style="font-weight: 400;">número 1 do Top 200 da Billboard</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, ficando em primeiro lugar nas paradas de outros 16 países (Foto: Dave Hogan)</span></i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9ufiA5Nd9dU"><span style="font-weight: 400;">música que intitula o álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a que mais se assemelha a estética sonora da década passada, reverenciando grandes artistas da época como Ed Sheeran, </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, especialmente, </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/455600/one-direction-faz-parceria-com-mcfly-para-terceiro-album"><span style="font-weight: 400;">McFly</span></a><span style="font-weight: 400;">. Banda essa que além de causar grande influência indireta no som que a </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentou em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, também teve sua cota de participação, já que Tom Fletcher, vocalista da McFly, foi co-autor de várias faixas que fazem parte do álbum. Assim, é fácil sentir a nostalgia da era de bandas que abriu caminho para o som que o One Direction decidiu perpetuar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo esse </span><i><span style="font-weight: 400;">background</span></i><span style="font-weight: 400;"> trazido pelo grupo pode ser sentido em suas composições com o resgate do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânico, amplamente acolhido por seus fãs. Para além de meras reproduções </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que escutamos é um cuidado extremo em criar algo que não soe genérico, mas que ao mesmo tempo acompanhe os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">da época. Exemplo dessa dualidade bem estruturada é a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vh9NGs-W5bk"><i><span style="font-weight: 400;">I Want</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que, sem se prender em clichês de seu gênero principal, trabalha melhor elementos como guitarra e bateria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> possa ser visto como o trabalho com menos personalidade da curta discografia da banda, não podemos negar que ele deixou sua marca. As baladas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> românticas entoadas pelas vozes de seus cinco integrantes acumularam fama, não apenas entre o público, mas também entre a crítica. Talvez a maior prova de seu sucesso seja a vitória de </span><i><span style="font-weight: 400;">What Makes You Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> como Melhor </span><i><span style="font-weight: 400;">Single</span></i><span style="font-weight: 400;"> Britânico no </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2012. Nesse mesmo ano, a banda concorria com nomes como Ed Sheeran, Jessie J e Adele, com o hino </span><a href="https://personaunesp.com.br/21-adele-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Someone Like You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="One Direction - What Makes You Beautiful (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QJO3ROT-A4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que os trabalhos posteriores do One Direction comprovem sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/made-in-the-am-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">qualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não nos deixem dúvidas quanto às capacidades vocais, sonoras e de criação de seus integrantes, para um primeiro contato com o mundo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda poderia ter sido facilmente ignorado como apenas mais um em meio a multidão. Entretanto, o que torna as produções de </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente valiosas, ainda hoje, é a qualidade de suas composições. Trazendo nomes de peso como Jamie Scott, compositor de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nBtDsQ4fhXY"><i><span style="font-weight: 400;">Cold Water</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Ilya Salmanzadeh de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SXiSVQZLje8"><i><span style="font-weight: 400;">Side to Side</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Savan Kotecha de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEI4qSrkPAs"><i><span style="font-weight: 400;">Can’t Feel My Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que vemos são altas apostas da gravadora da banda em investir no talento dos europeus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada, encabeçada e gerenciada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Syco Music</span></i><span style="font-weight: 400;">, não são poucas as polêmicas nas quais a gravadora, dona do programa de talentos no qual a banda surgiu, está envolvida. Assim como com diversos outros artistas comandados pela empresa, como Fifth Harmony e Little Mix, o braço da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficou conhecido pelo </span><a href="https://tracklist.com.br/simon-cowell-exposed/100177"><span style="font-weight: 400;">abuso de gestão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo por limitar a criatividade de seus artistas para que se moldassem aos padrões que ela queria. E após perder, uma por uma, as galinhas dos ovos de ouro que tornavam a gravadora uma das mais rentáveis do Reino Unido e do mundo, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Syco</span></i> <a href="https://www.diario24horas.com.br/noticia/54216-tokio-myers-confirma-fechamento-da-syco-e-fas-de-one-direction-comemoram"><span style="font-weight: 400;">declarou seu fechamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> em agosto de 2020, logo após a </span><a href="https://tracklist.com.br/cuidar-da-carreira/98243"><span style="font-weight: 400;">saída de Louis Tomlinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> do selo. </span></p>
<figure id="attachment_24742" aria-describedby="caption-attachment-24742" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/image1.png" alt="A imagem mostra os cinco integrantes da banda One Direction em uma praia. Da esquerda para a direita vemos Zayn, homem de cabelos pretos com um cardigã bege e calça caqui, ele têm as mãos nos bolsos e usa um brinco preto; Louis, homem de cabelos castanhos lisos, blusa branca com listras azuis e calça vermelha, está sorrindo; Harry, homem de cabelos castanhos encaracolados, blusa xadrez azul, calça caqui e jaqueta azul clara, ele tem as mãos nos bolsos da jaqueta e está sorrindo, Niall, homem de cabelos loiros jaqueta cinza e calça caqui, Liam, homem de cabelos castanhos encaracolados, moletom cinza e calça caqui. Ao fundo da imagem, vemos o mar, a areia da praia e algumas rochas." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/image1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/image1-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24742" class="wp-caption-text">Os Jogos Olímpicos de 2012 ocorreram em Londres, cidade em que o One Direction foi formada, e é claro que o quinteto fez sua participação no evento, cantando seu maior sucesso, What Makes You Beautiful (Foto: Syco Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das canções alto-astrais que </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega, há aquelas que são dolorosas, proferidas em um lirismo singelo e magnético. É o caso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HrZi18BoomE"><i><span style="font-weight: 400;">Moments</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a qual consegue passar despercebida aos ouvidos daqueles que não se identificam com One Direction, mas que aconchega o coração de forma fatal. Em sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">ultimate</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas bônus, ainda que não sejam carregadas da melancolia da </span><a href="https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/5dNKlNvjbkPPFZffRprwDtH/9-songs-you-probably-didnt-know-ed-sheeran-had-written-for-other-people"><span style="font-weight: 400;">música escrita por Ed Sheeran</span></a><span style="font-weight: 400;">, também não possuem o devido reconhecimento como as restantes do álbum. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R-XxRk8xdk0"><i><span style="font-weight: 400;">Another World</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v12drFTUKIc"><i><span style="font-weight: 400;">Na Na Na</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0AVTZ-Qsh4Y"><i><span style="font-weight: 400;">I Should Have Kissed You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentam as mesmas características rítmicas que as demais companheiras, mas permanecem desconhecidas para o restante do mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira tentativa na carreira musical do One Direction pode não ter sido com o melhor desempenho para os olhos de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/up-all-night-198310/"><span style="font-weight: 400;">certos críticos</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não tem como negar que eles marcaram (e continuam marcando) presença no cenário musical. A desenvoltura dos membros, bem como o amadurecimento de canções e das suas próprias personalidades, fez com que o sucesso batesse na porta para alavancar cada vez mais seus trabalhos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Up All Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> não chega aos pés dos projetos seguintes da banda europeia, contudo foi o primeiro passo para sair do anonimato e atingir o coração de milhares de fãs. E </span><i><span style="font-weight: 400;">é isso que o torna lindo. </span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Up All Night" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/6cunQQ7YZisYOoiFu2ywIq?si=skaeJD2eTNC91TbIofRRoQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Cara a cara com Luke Hemmings, enfrentamos o que é deixado para trás</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 15:26:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda Encarar o passado não é tarefa fácil. Entretanto, faz parte da construção e amadurecimento de qualquer pessoa. Pensando em tudo para o que virou as costas, Luke Hemmings abre caminho para uma narrativa transcendental que fala muito mais sobre os seres humanos como um todo do que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/when-facing-the-things-we-turn-away-from-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cara a cara com Luke Hemmings, enfrentamos o que é deixado para trás"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22591" aria-describedby="caption-attachment-22591" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22591" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_.jpg" alt="Capa do álbum When Facing The Things We Turn Away From. O cantor Luke Hemmings está de perfil no lado esquerdo da foto, olhando para a direita. Ele é branco e possui cabelos curtos cacheados. Os cachos cobrem seus olhos e sua boca está fechada, triste. Seu rosto está iluminado apenas de cima. Do lado direito da foto, está o reflexo do rosto de Luke com a área dos olhos borrados. No meio das duas imagens, está escrito o nome do álbum When Facing The Things We Turn Away From, um em cada linha, em letras maiúsculas e vermelhas, como um letreiro de cinema antigo. O fundo é preto desbotado. " width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22591" class="wp-caption-text">&#8220;Você me parece tão familiar/Mas eu simplesmente não consigo me lembrar o seu nome&#8221; (Foto: Sony Music Entertainment Australia)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encarar o passado não é tarefa fácil. Entretanto, faz parte da construção e amadurecimento de qualquer pessoa. Pensando em tudo para o que virou as costas, Luke Hemmings abre caminho para uma narrativa transcendental que fala muito mais sobre os seres humanos como um todo do que sobre si mesmo. Em </span><a href="https://genius.com/albums/Luke-hemmings/When-facing-the-things-we-turn-away-from"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que enxergamos não é apenas mais um membro de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">solo, mas um artista completo que deseja expor suas feridas para curar as nossas.</span></p>
<p><span id="more-22590"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu progresso começou no final do mês de junho, com a chegada do </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SwNJJb8m6Z0"><i><span style="font-weight: 400;">Starting Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. De cara, nosso primeiro contato com seu trabalho autoral possui uma energia muito sinestésica, partindo de ritmos mais lentos até ganhar compassos mais animados. A sensação é de que as angústias vão se progredindo com o passar da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se originasse de um despertar do eu-lírico até ele se dar conta do que está realmente acontecendo para pedir ajuda.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="When Facing the Things We Turn Away From: How We Got Here" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SyIN-0Se690?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span> <span style="font-weight: 400;">Quebrando a cadência da abertura do álbum, nos deparamos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bs9Penfq3Ds"><i><span style="font-weight: 400;">Saigon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma aposta muito mais diversa e de possíveis contragostos. Melodias mais industriais e mecânicas constroem uma atmosfera noventista e, de certa forma, mais dançante. Tendo a frase que intitula o trabalho de Hemmings, </span><i><span style="font-weight: 400;">Saigon </span></i><span style="font-weight: 400;">faz referência ao nome da extinta antiga capital do Vietnã do Sul, atualmente chamada de Ho Chi Minh. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade foi palco de uma vergonha estadunidense durante a Guerra do Vietnã, expulsando a intervenção militar de duas décadas daquela região. Porém, em 30 de abril de 1975, o poder bélico do Vietnã do Norte, apoiado pelos Estados Unidos, culminou na extinção da cidade e de cenas de horror, semelhantes ao caos instaurado no </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58254615"><span style="font-weight: 400;">Afeganistão nos dias de hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">. Coincidentemente ou não, a canção diz muito sobre enfrentar as coisas das quais nos afastamos e resistir “</span><i><span style="font-weight: 400;">até que não haja mais nada de nós para continuar”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_22592" aria-describedby="caption-attachment-22592" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22592 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-682x1024.jpg" alt="A imagem mostra um homem branco agachado em seus pés no meio de uma avenida. Ele tem cabelos loiros e encaracolados soltos, usa uma camisa vermelha transparente aberta e por baixo uma regata branca. Ele usa calças pretas e tênis all star azul marinho, sujo. Ao fundo da imagem vemos alguns prédios e algumas árvores. O homem está com suas mãos unidas, com os cotovelos apoiados nas pernas e olha para a sua direita." width="682" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-682x1024.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-768x1153.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-1023x1536.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-1200x1802.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF.jpg 1364w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22592" class="wp-caption-text">Apesar do lançamento de seu álbum solo, Hemmings não saiu de sua banda original, 5 Seconds of Summer, mantendo os dois projetos em paralelo (Foto: Elizabeth Miranda)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, por mais que o passado seja tema recorrente e fortificador do álbum de Hemmings, outro ponto que merece sua dose de debate são as referências astrais que o cantor utiliza em todo o compilado. E aqui falamos especificamente de astronomia. Isso porque as estrelas, planetas e galáxias compõem toda a narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornando o fio condutor que integra desde a estética até a energia das faixas. Exemplo disso é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0SnkzYthyO8"><i><span style="font-weight: 400;">Mum</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mesmo trazendo uma perspectiva terrena, nos transporta para um lugar um tanto intergaláctico e abstrato. É tudo sobre sensações, e não sobre os sentidos sólidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, essa poderia ser uma definição quase perfeita para o disco já que é difícil explicá-lo sem usar metáforas e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-39813604"><span style="font-weight: 400;">sinestesias</span></a><span style="font-weight: 400;">, sendo ele próprio uma figura de linguagem. É construindo uma ambiente ambíguo entre conforto e aspereza que Luke consegue nos acolher, ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre questões um tanto filosóficas. Para além do onde vim e para onde vou, nos perdemos em entender os porquês humanos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7AibF6pGM_4"><i><span style="font-weight: 400;">Place in Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto estamos </span><i><span style="font-weight: 400;">“apenas dançando no escuro”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luke Hemmings - Place In Me (Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7AibF6pGM_4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, é por toda sua subjetividade que o álbum consegue </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA"><span style="font-weight: 400;">escapar de clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> e entregar uma sonoridade e musicalidade que, por vezes, sentimos falta em meio a tantas </span><a href="https://personaunesp.com.br/changes-critica/"><span style="font-weight: 400;">cópias genéricas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem se prender em padrões e expectativas, o disco se constrói dentro de </span><a href="https://twitter.com/Luke5SOS/status/1426033742326292481?s=20"><span style="font-weight: 400;">sua própria verdade e definição de qualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvendo um conto sensitivo que poderia ser comparado com grandes obras da Cultura, como o icônico </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2018/04/2001-uma-odisseia-no-espaco-previu-50-anos-antes-nossos-gadgets-e-o-nosso-desamparo/"><i><span style="font-weight: 400;">2001: Uma Odisseia no Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso não apenas pela temática espacial em comum, mas por se desprender de </span><a href="https://portalpopline.com.br/maximo-voce-pode-esperar-maroon-5-e-o-esquecimento-pitchfork/"><span style="font-weight: 400;">parâmetros fabricados</span></a><span style="font-weight: 400;"> da indústria.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From </span></i><span style="font-weight: 400;">não se deixa levar pelo </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/underground-vs-mainstream/"><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas</span> <span style="font-weight: 400;">se ergue como um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com um quê de alternativo que pode vir a se tornar </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. A linha é tênue, mas pode ser sentida quando escutamos a coletânea. Sem se importar com aprovações, a preocupação real é com a progressão dessa narrativa de forma que o disco se constrói ponderando o equilíbrio, tanto na passagem das faixas quanto dentro delas. Desse modo, canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Blue</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-R8agcRjNhg"><i><span style="font-weight: 400;">Bloodline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguem se complementar e coexistir harmonicamente apesar de suas turbulentas diferenças que, ao se anularem, podem ser traduzidas como pacíficas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luke Hemmings - Baby Blue (Official Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/az8IGbNj4sg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E em meio a tantas fugas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comercial</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos perguntamos sobre a carreira de Luke até então, como vocalista da banda australiana 5 Seconds of Summer. Apesar de trilhar um caminho gritantemente oposto ao que escutamos até então vindo dele, podemos dizer que ainda assim vemos verdade em suas duas versões. Como grupo, 5SOS começou a trazer narrativas mais maduras desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/2D0Hi3Jj6RFnpWDcSa0Otu?si=b8e6b7993e124905"><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, consolidando sua nova fase em 2020 com </span><a href="https://open.spotify.com/album/46K4raQPIGem3N031upNj9?si=58c60e65cd984f66"><i><span style="font-weight: 400;">Calm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim, nada se compara ao álbum solo de Hemmings.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impressionante ver a evolução de Luke Hemmings, bem como escutar essa separação de seus trabalhos grupais. Enquanto alcances mais agudos são utilizados para potencializar sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WFz1gCZSmdE"><span style="font-weight: 400;">voz em 5SOS</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deparamos com uma singularidade vocal muito mais serena, quase sussurrante. Essas diferentes explorações só aludem para uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/nine-track-mind-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">versatilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> completa do cantor e, nesse caso, o australiano consegue entregar de forma espetacular e sem medir esforços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de arranjos vocais, todo o álbum é construído numa aura de suavidade. Enquanto as canções de 5 Seconds of Summer exploram acordes de guitarra, baixo e de percussão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JWeJHN5P-E8"><span style="font-weight: 400;">bem presentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, a musicalidade do projeto de Luke se resume primordialmente em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UzjITlO0eEg"><span style="font-weight: 400;">cordas de violão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teclas, tanto de piano quanto de teclado. Talvez a faixa mais destoante de toda a coletânea é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EhQDjTztFU0"><i><span style="font-weight: 400;">Motion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que abrange, ao mesmo tempo,  o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ravtG8RoMqM"><span style="font-weight: 400;">Hemmings da banda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o da carreira solo. Versos mais aglutinantes e um clipe psicótico marcam uma faceta ainda desconhecida do australiano, como se estivesse à mercê de uma ressaca moral. A diferença é nítida, mas conseguimos enxergar quão poderosas as personalidades podem ser, trabalhando sozinhas e em grupo. </span></p>
<figure id="attachment_22593" aria-describedby="caption-attachment-22593" style="width: 956px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF.jpg" alt="Foto retangular do cantor Luke Hemmings, visto de cima. Ele é branco, de cabelos loiros ondulados. Ele está deitado, com as costas no chão pedregoso, com os olhos fechados. Ele veste um terno marrom escuro com linhas brancas bem finas e, por baixo, uma blusa marrom. Ele usa uma corrente de prata no pescoço. Seu corpo compreende quase toda a extensão horizontal da imagem. Sua mão esquerda está acima da cabeça, sobre as pedras cinzas com a palma aberta e os dedos levantados, e sua mão esquerda está apoiada na coxa direita. No dedo anelar e no dedo indicador, ele usa anéis. Suas unhas estão pintadas. " width="956" height="635" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF.jpg 956w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF-768x510.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22593" class="wp-caption-text">Em entrevista ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fGVHASFItVg">MTV UK</a>, Luke disse que seu álbum foi composto e produzido em conjunto com Sammy Witte, mas que algumas canções foram escritas por ele e por sua noiva, a também compositora Sierra Deaton (Foto: Luke Hemmings)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, há um único detalhe que pode fazer do álbum um sucesso agridoce entre o público e a crítica: a sua pitada de alternatividade. Encarando um público que se deliciou com os vocais amargos de Olivia Rodrigo em </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recentemente, enfrentar toda a melancolia existencialista de Luke pode ser uma tarefa complicada. Mesmo contemplando um mesmo gênero e um público muito próximos, podemos ver o choque entre duas gerações do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que convivem em uma simetria discordante. De um lado, estamos de frente com a </span><a href="https://www.folhape.com.br/cultura/tik-tok-e-o-potencial-para-viralizar-hits/141277/"><span style="font-weight: 400;">prole da era </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; tentando encontrar ritmos que se encaixam em danças coreografadas. Do outro, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">descendentes da década de 2010</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; buscando maneiras de não serem afetados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">de músicas em </span><i><span style="font-weight: 400;">challenges </span></i><span style="font-weight: 400;">do aplicativo vizinho que ressignificam o sentimento original das canções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais doloroso e difícil que possa ser, encarar o que deixamos para trás é necessário e um caminho pelo qual todos deveriam passar. Essa é a mensagem que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/when-facing-things-we-turn-away-aguca-talento-e-individualidade-de-luke-hemmings-em-projeto-intimista-e-consistente-review/"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos passa e imprime em seus sentimentos. Sem medo de ser rechaçado como fraco, Hemmings nos ensina que pedir desculpas e fazer as pazes com o passado é um ato de coragem para poucos, e que aqueles que se propõem a se aventurar nas turbulentas águas das emoções não costumam  se arrepender. No final da história, seus eu do passado, do presente e do futuro continuam ali, em frente ao espelho. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: When Facing the Things We Turn Away From" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5T1HI88OceUlUExSsAM3GQ?si=_6BIbzueQJuUZ2H9_UA_rg&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
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		<title>ROADRUNNER traz uma nova luz à BROCKHAMPTON</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2021 19:21:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto BROCKHAMPTON é a primeira boyband da história formada pela internet. Entretanto, talvez o uso desse termo &#8211; normalmente imputado a grupos de música pop como *NSYNC, Backstreet Boys e One Direction &#8211; possa soar deslocado ou inadequado para um grupo de hip-hop, mas é propriamente assim que eles se definem: boyband. Isso por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/roadrunner-new-light-new-machine-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "ROADRUNNER traz uma nova luz à BROCKHAMPTON"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20472" aria-describedby="caption-attachment-20472" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20472" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1.jpg" alt="Capa do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Foto quadrada com o fundo branco. Ao centro, a capa de um CD físico. Suas laterais são da cor azul, e a arte é posicionada em seu centro. Nela, vemos a silhueta branca de um homem com cabelos longos olhando para frente. Atrás dele, a paisagem de um campo verdejante ao pôr do sol, que ilumina em laranja as nuvens. No canto superior direito, é possível observar uma etiqueta azul, com os dizeres “ROADRUNNER” em branco no seu centro. Acima dele, em uma fonte menor, “BROCKHAMPTON”. E abaixo, “NEW LIGHT, NEW MACHINE”. Ainda no canto inferior esquerdo, lê-se “THE LIGHT IS WORTH THE WAIT.”, e no canto inferior direito, “THE 6th STUDIO ALBUM”" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20472" class="wp-caption-text">Capa do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BROCKHAMPTON é a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> da história formada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, talvez o uso desse termo &#8211; normalmente imputado a grupos de música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TWZKw_MgUPI"><span style="font-weight: 400;">*NSYNC</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6M6samPEMpM"><span style="font-weight: 400;">Backstreet Boys</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1xs_xPb46M"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; possa soar deslocado ou inadequado para um grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas é propriamente assim que eles se definem: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4cucHc2vef4&amp;t=72s"><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso por si só já evidencia uma quebra de barreiras de masculinidade que o grupo fará constantemente, mas seu trabalho não se resume a isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de serem frequentemente comparados com o coletivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fzi24Nssiow"><span style="font-weight: 400;">Odd Future</span></a><span style="font-weight: 400;">, que revelou grandes artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HmAsUQEFYGI"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hq-8wDOqRPU"><span style="font-weight: 400;">Frank Ocean</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda vai muito além desse paralelo, </span><a href="https://www.vulture.com/2021/04/interview-brockhampton-roadrunner-final-albums.html"><span style="font-weight: 400;">encabeçando</span></a><span style="font-weight: 400;"> um novo movimento musical e estético da cena estadunidense, protagonizado pela juventude do país, que já é muito mais relevante que qualquer coisa que a Odd fez em seu período de atuação. Essa energia pujante se manifesta o tempo todo em seu som, agora conquistando uma maturidade muitíssimo bem-vinda em </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-20466"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes se conheceram e fundaram a banda através de um </span><a href="https://www.complex.com/pigeons-and-planes/2018/04/kevin-abstract-kanye-to-the-forum-thread-brockhampton"><span style="font-weight: 400;">fórum sobre Kanye West</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2015 – o que já é peculiar por si só –, agregando hoje 14 artistas, que vão desde vocalistas, produtores e fotógrafos, até responsáveis por direção criativa e gerenciamento. Considerar todos os envolvidos no processo criativo como membros, e não só quem aparece nos holofotes, revela o olhar valioso, e infelizmente escasso, do grupo sobre o valor coletivo da produção de sua música. Todos eles são BROCKHAMPTON porque BROCKHAMPTON não existiria se não fosse por cada um deles.</span></p>
<figure id="attachment_20468" aria-describedby="caption-attachment-20468" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-2-2.jpg" alt="Fotografia colorida da banda BROCKHAMPTON. Estão todos posicionados de pé, ao centro da imagem. Primeiro, à esquerda, está Merlyn Wood, homem negro, sem barba, com cabelos pretos em dreads curtos. Ele olha para o canto, evitando a câmera, com os braços cruzados. Ele usa uma camiseta laranja e uma jaqueta aberta azul com símbolos de fogo da cor branca envolvendo a ponta das mangas. Atrás dele, está Dom McLennon, um homem negro, de bigode e barba no queixo pretos, e cabelos pretos, com as laterais raspadas e dreads em um topete no topo. Ele usa um moletom com capuz da cor branca e uma jaqueta fechada azul com símbolos de fogo da cor branca envolvendo a ponta das mangas. Ele veste o capuz na cabeça, e segura a gola de sua jaqueta com as duas mãos, olhando para a câmera. À sua frente e do lado esquerdo de Merlyn, vemos Kevin Abstract, homem negro, barba feita e cabelos crespos da cor preta, com um leve volume. Usa um moletom com capuz da cor azul, e uma jaqueta aberta da cor azul, com os dizeres “ROADRUNNER” em seu centro. Suas mãos estão dentro dos bolsos da jaqueta, enquanto ele olha diretamente para a câmera vestindo o capuz de seu moletom. Atrá dele, e ao lado esquerdo de Dom, está Jabari Manwa, homem negro com a barba feita. Ele usa uma jaqueta azul, e o capuz de seu moletom preto quase cobre seus olhos, mas conseguimos ver os óculos de lentes espelhadas no seu rosto. Sua mão direita, cheia de anéis, está posicionada em frente ao seu rosto. À sua frente, do lado esquerdo de Kevin, vemos Matt Champion, homem branco, sem barba, com cabelos lisos da cor preta penteados para frente, cobrindo sua testa. Ele usa um moletom com capuz da cor preta, e veste apenas na manga direita uma jaqueta azul com símbolos de fogo da cor branca envolvendo as pontas das mangas. Ele veste o capuz em sua cabeça, enquanto olha diretamente para a câmera. Atrás dele, ao lado esquerdo de Jabari, está JOBA, um homem branco, com bigode e uma longa barba loira no queixo e cabelos loiros e longos, com a franja cobrindo parte de seu olho esquerdo. Ele usa um moletom preto e olha diretamente para a câmera. Por fim, está à sua frente, ao lado esquerdo de Matt, bearface, homem branco, de barba loira por fazer. Ele usa um boné azul escuro na cabeça que quase cobre seus olhos. Veste um moletom fechado com capuz da cor marrom, e uma jaqueta aberta da cor azul, com símbolos de fogo da cor branca envolvendo a ponta das mangas e estampando ao centro os dizeres “ROADRUNNER”. Ele tem as mãos dentro do bolso de sua jaqueta, e olha diretamente para a câmera. Ademais, o fundo é inteiro branco." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-2-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-2-2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-2-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-2-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20468" class="wp-caption-text">A banda hoje totaliza 7 vocalistas, respectivamente pela imagem: Merlyn Wood, Dom McLennon, Kevin Abstract, Jabari Manwa, Matt Champion, JOBA e bearface (Foto: Conor Cunninghan)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de se lançarem em 2016 com a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/48IFY1wERoy8Lac5FuXHpc?si=ENGduGteSlOoJki41ThCaA"><i><span style="font-weight: 400;">ALL-AMERICAN TRASH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é em 2017 que eles finalmente alcançam o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a </span><a href="https://medium.com/@benmaddenwriter/brockhampton-may-never-sound-like-the-saturation-trilogy-again-and-thats-ok-8d802ad761c2"><span style="font-weight: 400;">trilogia</span></a> <a href="https://open.spotify.com/album/67smHJOf5YlFwad6dAlppm?si=dPhMgIhCSiy8xh996Fy0Sw"><i><span style="font-weight: 400;">SATURATION</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma sequência de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0XnqQzdSFAml08XZoRt1St?si=wwfheYaIQe-fnQiNtIr1GQ"><span style="font-weight: 400;">três álbuns</span></a><span style="font-weight: 400;"> que totalizam quase </span><a href="https://open.spotify.com/album/5c2AzoNyr46fCQM5d8mxE0?si=hT-buA8nSDS7foDeVel3Yw"><span style="font-weight: 400;">50 músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mais de 2 horas de conteúdo. Como foi lançado no decorrer do ano, o projeto manteve-se vivo durante todo o período e, mesmo dividido em três partes, ainda funcionava como uma obra única, com uma fluidez surpreendente para um produto tão longo. O fato dos discos terem sido revelados em um intervalo curto de tempo reforça o caráter imediatista e de constante urgência de uma geração </span><i><span style="font-weight: 400;">millennial</span></i><span style="font-weight: 400;"> hiperconectada que transborda em todas as faixas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa vontade insaciável por se expressar é traçada por uma sonoridade carregada, pesada e por versos diretos, afrontosos, despojados e cheios de comentários políticos, perpassados também pela vivência marginalizada de grande parte dos integrantes. BROCKHAMPTON é um grupo diverso inclusive em âmbito de sexualidade, sem hesitar ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4AR7SenR2Hc&amp;t=46s"><span style="font-weight: 400;">abordar isso abertamente</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4AR7SenR2Hc&amp;t=69s"><span style="font-weight: 400;">raro</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_20469" aria-describedby="caption-attachment-20469" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-3.jpeg" alt="Fotografia colorida da banda BROCKHAMPTON. Eles estão em cima de um palco, enquanto apresentam um show. Primeiro, à esquerda, vemos Ameer Vann, um homem negro, de cavanhaque e cabelo raspado. Ele usa um macacão laranja, e sua pele está inteiramente pintada de azul. Ele está de cabeça abaixada, segurando seu microfone com os braços abaixados e colados ao corpo. Ao seu lado esquerdo, vemos JOBA, um homem branco, sem barba e cabelos loiros lisos em um corte curto. Ele usa um macacão laranja, e sua pele está inteiramente pintada em azul. Seus olhos estão fechados, enquanto segura seu microfone com o braço direito colado ao corpo. Ao seu lado esquerdo está Dom McLennon, um homem negro, sem barba e de cabelo raspad+o+. ele usa um macacão laranja, e sua pele está inteiramente pintada em azul. Ele olha para frente com os braços abaixados e colados ao corpo. Ao seu lado esquerdo, está Matt Champion, homem branco, sem barba e seus cabelos curtos e lisos da cor preta penteados para frente. Ele veste um macacão laranja, com a parte de cima presa em sua cintura pelas mangas, e uma camiseta preta de mangas curtas com uma estampa vermelha e azul no centro. Sua pele está inteiramente pintada em azul, e seus braços estão abaixados, colados ao corpo, enquanto ele olha para o chão de olhos fechados. Ao seu lado esquerdo, vemos Merlyn Wood, homem negro, sem barba, com cabelos crespos tingidos de loiro em um pequeno volume. Ele usa um macacão laranja, com a parte de cima presa em sua cintura pelas mangas, expondo seu peitoral. Ele olha para frente, com seu braço direito, que segura o microfone, abaixado e colado ao corpo e seu braço esquerdo o segurando pelo pulso. Por fim, vemos ao centro, à frente de todos, Kevin Abstract, homem negro, de barba feita e cabelos pretos, com as laterais raspadas e em curtos dreads no topo. Ele veste um macacão laranja, com a parte de cima presa em sua cintura pelas mangas, e uma camiseta preta de mangas curtas que estampa a logo do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan: a silhueta dourada de um pássaro levantando voo, e os dizeres “Wu-Tang” em amarelo a atravessando no centro. Sua pele está inteiramente pintada em azul, e ele se posiciona para frente, segurando o microfone em sua boca enquanto canta. Ao fundo, vemos um grande telão que passa uma imagem do rosto de Kevin, cantando com os olhos fechados." width="1200" height="741" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-3.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-3-300x185.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-3-1024x632.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-3-768x474.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20469" class="wp-caption-text">BROCKHAMPTON durante um show em 2017; o padrão visual de SATURATION é muito marcante, com todos os integrantes sempre pintados de azul no corpo todo (Foto: Kevin Winter)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, em 2018, ao mesmo tempo em que estavam no auge de sua popularidade e assinavam um </span><a href="https://variety.com/2018/music/news/brockhampton-sign-rca-records-1202740738/"><span style="font-weight: 400;">grande contrato</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">RCA Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;">, que sempre apoiou um forte discurso sobre diversidade e respeito, é surpreendida quando um dos seus principais integrantes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ameer Vann, que estampa as três capas de </span><i><span style="font-weight: 400;">SATURATION</span></i><span style="font-weight: 400;">, é acusado de assédio e abuso sexual, culminando em sua </span><a href="https://espalhafactos.com/2018/05/27/brockhampton-expulsam-membro-acusado-de-abuso-sexual-e-emocional/"><span style="font-weight: 400;">súbita expulsão do grupo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Após esse choque, quando todos acreditavam que a banda interromperia suas atividades e se afastaria dos holofotes para se reagrupar, a resposta imediata foi </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Mj4A4nNJzIdxOyS4yzOhj?si=Ekfc5TvfRNSEklb3QGm6wQ"><i><span style="font-weight: 400;">iridescence</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse álbum</span> <span style="font-weight: 400;">é sujo, psicodélico e abarrotado de informação, beirando o desconfortável. Quase como se reunisse toda sua frustração e a transformasse em música,</span> <span style="font-weight: 400;">pegando os elementos mais agressivos de </span><i><span style="font-weight: 400;">SATURATION </span></i><span style="font-weight: 400;">e os elevando ao máximo. Provido de graves estourados e sintetizadores desarmônicos, </span><i><span style="font-weight: 400;">iridescence </span></i><span style="font-weight: 400;">não dá espaço para respirar;</span> <span style="font-weight: 400;">é um grito de ódio que expõe toda a raiva e desilusão com a fama que eles experienciavam.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="J&#039;OUVERT - BROCKHAMPTON" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/PkLPFi4fmug?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">iridescence</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a resposta imediata ao ocorrido, o álbum do ano seguinte, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1jToVugwBEzcak8gJNZG2f?si=iwj3m2lNRhu7VYVhcNroPA"><i><span style="font-weight: 400;">GINGER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio de um </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/brockhampton-ginger-profile-871695/"><span style="font-weight: 400;">entendimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais sóbrio e de um questionamento interno. O resultado disso foi, ao invés de um trabalho eufórico e caótico, um olhar intimista sobre as emoções e anseios de cada um dos integrantes. Eles abrem a porta de seus corações e dão espaço para suas fraquezas e vulnerabilidades, num movimento de alívio e quietude. A sonoridade do disco reflete isso, optando por uma abordagem branda e comedida, explorando vertentes musicais do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">GINGER </span></i><span style="font-weight: 400;">é não só uma ruptura da banda e seu som, mas também do próprio gênero do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um todo, gerando, naturalmente, opiniões divididas. Grande parte da sua base fiel de fãs criticou a produção por se sentir pouco familiarizada com sua música melosa e sentimental. O que, ao meu ver, só demonstra o cunho subversivo da obra, que nesse caso é um ponto positivo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="SUGAR - BROCKHAMPTON" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sZd-t5-I5uA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que, então, emerge o ano de 2020, junto com a pandemia. Conforme éramos forçados a nos isolar, a BROCKHAMPTON finalmente se permitiu </span><a href="https://artesonora.pt/breves/brockhampton-de-volta-com-roadrunner-new-light-new-machine-streaming/"><span style="font-weight: 400;">suspender seus trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, pela primeira vez em 4 anos, interrompeu sua sequência de lançamentos anuais de álbuns. A banda ficou inativa pelo ano todo, e, enfim, </span><a href="https://twitter.com/brckhmptn/status/1369740026947399682/video/1"><span style="font-weight: 400;">retornou abruptamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</span></i><span style="font-weight: 400;">, divulgando seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fsQhOCkczHQ"><span style="font-weight: 400;">primeiro</span><i><span style="font-weight: 400;"> single</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apenas 15 dias antes da chegada do disco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maturidade desse trabalho é incontestável, dado o tempo que ele teve para ser produzido, porém, ainda assim, não deixa para trás a potência jovem que os fizeram explodir em 2017. Na verdade, acredito que </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como o nome sugere, busca assimilar o caráter fugidio e efêmero das temáticas abordadas em cada uma de suas obras, sempre renovadas ano após ano. Cada música parece resgatar elementos distintos de seus álbuns anteriores, mergulhando sobre seu passado a fim de encontrar respostas para o presente.</span></p>
<figure id="attachment_20467" aria-describedby="caption-attachment-20467" style="width: 999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-4.png" alt="Capa personalizada do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Foto quadrada com o fundo branco. Ao centro, a capa de um CD físico. Suas laterais são da cor vermelha, e a arte é posicionada em seu centro. Nela, vemos uma grande fonte de luz circular que emite uma luz avermelhada, que ilumina bearface, um homem branco, de barba loura, que veste o capuz de um moletom e usa um boné de aba curvada que cobre os seus olhos. Vemos apenas o seu rosto e parte de seu tronco. Ele se posiciona no canto superior direito, e olha para baixo, diretamente para a fonte de luz. No canto superior esquerdo, observamos uma etiqueta vermelha com os dizeres “ROADRUNNER” em branco no seu centro. Acima dele, em uma fonte menor, “BROCKHAMPTON”. E abaixo, “NEW LIGHT, NEW MACHINE”. Ainda no canto inferior esquerdo, lê-se “THE LIGHT IS WORTH THE WAIT.”, e no canto inferior direito, “THE 6th STUDIO ALBUM”." width="999" height="999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-4.png 999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-4-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-4-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20467" class="wp-caption-text">A banda também disponibilizou versões físicas de ROADRUNNER, com capas individuais de cada um dos vocalistas; na imagem, a capa personalizada de bearface (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, mesmo que seja um olhar para trás, </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER </span></i><span style="font-weight: 400;">está longe de ser uma parada ou unicamente reciclado, pelo contrário. </span><a href="https://www.instagram.com/jobaisreal/"><span style="font-weight: 400;">JOBA</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos vocalistas da banda, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bh1lPIjVMd4"><span style="font-weight: 400;">vídeo promocional</span></a><span style="font-weight: 400;">, define o álbum como “</span><i><span style="font-weight: 400;">o sentimento de liberdade, e se não liberdade, o sentimento de correr de alguma coisa e em direção a outra coisa</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O objetivo aqui, portanto, é se libertar de um lugar funesto e ir em busca de sua utopia, e essa sensação está longe de ser estática. Não importa o quanto eles busquem no passado, eles sempre encontram algo novo e inexplorado. É um exercício de encontro e reencontro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso pode ser enxergado na sua sonoridade dinâmica e diversa. O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-buzzcut-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">BUZZCUT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7L4JnAuW00k"><span style="font-weight: 400;">Danny Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">, é vigoroso e expansivo, aludindo instantaneamente aos tempos de </span><i><span style="font-weight: 400;">SATURATION</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, quando a banda faz os fãs acreditarem que a produção será um retorno às origens, eles são logo surpreendidos com o lançamento do segundo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ulHWUkSdWDU"><i><span style="font-weight: 400;">COUNT ON ME</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanha versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kbj2Zss-5GY"><span style="font-weight: 400;">A$AP Rocky</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j6J1k092B4Q"><span style="font-weight: 400;">SoGoneSoFlexy</span></a><span style="font-weight: 400;">, e vocais de apoio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fHeQemJJQII"><span style="font-weight: 400;">Shawn Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x5LaDjqTujY"><span style="font-weight: 400;">Ryan Beatty</span></a><span style="font-weight: 400;">, muito mais próximo da estética romântica e emotiva de </span><i><span style="font-weight: 400;">GINGER</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BROCKHAMPTON PRESENTS: &quot;COUNT ON ME&quot;" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/ulHWUkSdWDU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal dualidade é alimentada e se mantém em toda a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-bankroll-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">BANKROLL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo – que, por sinal, deu as caras pela primeira vez em 2018 com o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9gRcXw4IbMY"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de anúncio da </span><a href="https://www.thefader.com/2018/08/30/brockhampton-ill-be-there-north-american-tour-iridescence"><i><span style="font-weight: 400;">i’ll be there tour</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">–, dialoga tanto temática quanto musicalmente com as faixas caóticas e alucinantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">iridescence</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto outras, como </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-ill-take-you-on-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">I’LL TAKE YOU ON</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-old-news-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">OLD NEWS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estruturadas por</span><i><span style="font-weight: 400;"> beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> enérgicos cheios de vocais melódicos embebidos por </span><a href="https://kondzilla.com/m/explicando-em-detalhes-o-que-e-auto-tune"><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abraçam uma faceta clássica de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, em questão lírica, são praticamente </span><i><span style="font-weight: 400;">love songs</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa variação de temáticas também se manifesta de outras formas. </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta uma quantidade considerável de canções que se aproximam do </span><a href="https://www.bocadaforte.com.br/materias/entrevistas/trap-x-boom-bap-onde-esta-o-verdadeiro-rap"><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: desde </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-windows-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">WINDOWS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com aparições de quase todos os vocalistas da banda, em uma estrutura musical que se relaciona à cultura dos </span><a href="https://kondzilla.com/m/explicando-em-detalhes-o-que-e-cypher"><i><span style="font-weight: 400;">cyphers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que foram febre na cena brasileira entre 2016 e 2018, até </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-when-i-ball-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN I BALL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde eles exploram suas memórias e experiências da infância sobre um </span><i><span style="font-weight: 400;">beat old school </span></i><span style="font-weight: 400;">que remete bastante aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6CHs4x2uqcQ"><span style="font-weight: 400;">primeiros trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Kanye West. No entanto, para além disso, a banda ousa de verdade em momentos surpreendentes como </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-whats-the-occasion-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">WHAT’S THE OCCASION?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> embalado por guitarras cheias de efeito, e </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-dear-lord-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">DEAR LORD</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que arrisca um coral gospel inspirador, e os resultados dessas experimentações são simplesmente extraordinários.</span></p>
<figure id="attachment_20471" aria-describedby="caption-attachment-20471" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-5.jpg" alt="Fotografia quadrada e azulada, com o fundo escuro. Ao centro, vemos JOBA, homem branco, de barba volumosa e cabelos longos, com sua franja cobrindo parte do seu rosto, vestindo uma camisa xadrez com dois grandes bolsos na frente. Ele está de joelhos, com o corpo curvado para frente, sustentado por sua mão direita que toca o chão. Ele olha diretamente para a câmera, sério, com a boca ligeiramente aberta, e um semblante cansado, como se estivesse exausto após correr por muito tempo. Atrás dele vemos um carro, também posicionado de frente para a câmera, com os faróis ligados, emitindo uma luz amarelada." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-5.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-5-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-5-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20471" class="wp-caption-text">“Só para constar, eu posso voar/Ao redor do mundo absorvendo luz/Algo está faltando, lá no fundo/A luz” &#8211; JOBA em THE LIGHT (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também não deixa de entregar momentos emocionantes e confessionais, como na poderosa e trágica </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-the-light-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">THE LIGHT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, protagonizada pelos integrantes JOBA e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WGbLX4u6kyk"><span style="font-weight: 400;">Kevin Abstract</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto abrem suas feridas mais íntimas: JOBA relatando seus problemas com saúde mental, principalmente após seu pai ser </span><a href="https://genius.com/a/brockhampton-s-joba-opens-up-about-his-father-s-suicide-on-the-light-the-light-pt-ii"><span style="font-weight: 400;">vítima de suicídio</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Kevin delatando as tensões que viveu ao crescer no Texas, em uma família conservadora, como um </span><a href="https://djbooth.net/features/2016-11-04-kevin-abstract-miserable-america"><span style="font-weight: 400;">homem gay</span></a><span style="font-weight: 400;">. É um manifesto cru, intenso, e muito difícil de se ouvir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, mesmo nos seus estados de maior vulnerabilidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca abdica de ser político. </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-dont-shoot-up-the-party-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">DON’T SHOOT UP THE PARTY</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> oferece um dos versos mais expressivos da carreira de Kevin, dando seu </span><i><span style="font-weight: 400;">statement </span></i><span style="font-weight: 400;">sobre a violência institucional destinada a grupos minoritários nos Estados Unidos, em uma alusão metafórica (ou não) aos </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2021/03/23/atentado-a-tiros-nos-eua-pressiona-biden-a-buscar-novas-leis-para-armas.htm"><span style="font-weight: 400;">atentados a tiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que têm sido cada vez mais comuns no país, o que obviamente também atravessa suas vivências pessoais.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BUZZCUT FEAT. DANNY BROWN - BROCKHAMPTON" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/fsQhOCkczHQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, ao mesmo tempo que é um álbum excepcionalmente sólido, sua estética visual pode parecer confusa e desordenada. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fsQhOCkczHQ"><span style="font-weight: 400;">O clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">BUZZCUT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é chamativo, colorido e faz referência a </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-i-met-your-mother-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hBe0VCso0qs"><i><span style="font-weight: 400;">Um Maluco no Pedaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que lhe dá um ar nostálgico e saudosista, ao passo que mistura esse visual com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;"> ultrapassados, na limiar do </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/robotica/44450-uncanny-valley-o-abismo-entre-o-real-e-a-simulacao.htm"><i><span style="font-weight: 400;">uncanny valley</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e propositalmente artificiais. Essa combinação bizarra e psicodélica, ao mesmo tempo que causa familiaridade, também causa incômodo e estranheza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, ao se analisar com atenção, esses elementos deixam de parecer contraditórios, quando se entende que eles são intencionalmente desconfortáveis a fim de dar maior impacto à sua catarse, concedida em </span><i><span style="font-weight: 400;">THE</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">TOP OF THE MOUNTAIN</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AONkxBZRXGc"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> une as faixas </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-chain-on-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">CHAIN ON</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">DEAR LORD</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, dessa vez, essa nostalgia, envolta em uma estética retrô de </span><i><span style="font-weight: 400;">videotape </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 90, parte de um lugar etéreo e espiritual, trazendo alento e conforto. Visto isso, a pergunta que fica é: como uma mesma estética consegue capturar sensações tão diferentes? Há várias respostas possíveis, porém é exatamente essa ambiguidade que torna seu trabalho visual tão intrigante.</span></p>
<figure id="attachment_20470" aria-describedby="caption-attachment-20470" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6.jpg" alt="Fotografia quadrada de fundo preto. Ao centro, observamos Matt Champion, homem branco, sem barba, que veste uma camiseta branca de mangas longas. Acima dele, vemos uma grande fonte de luz que o ilumina em azul. Ela envolve totalmente o seu braço direito, que está levantado, protegendo seu rosto da luminosidade. Ele olha para cima, em direção à luz, sério. No canto superior esquerdo da imagem, lemos “BROCKHAMPTON ROADRUNNER” numa fonte da cor branca, em caixa alta." width="2048" height="2048" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-6-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20470" class="wp-caption-text">Transitando entre uma estética tanto etérea quanto psicodélica, ROADRUNNER traça sua mensagem (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvindo o álbum, dá para compreender que a situação de vida dos meninos não estava fácil. Mesmo as músicas mais frenéticas e entusiasmadas vem com um gosto amargo e aflitivo, nunca é só euforia. Dessa forma, BROCKHAMPTON transforma suas angústias em arte ao buscar nova luz em luzes antigas, procurando por toda a sua discografia múltipla e díspar soluções para problemas que os assolam hoje, dessa vez com o auxílio de outros artistas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Feats </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca foram do feitio da banda, mas aqui eles possuem um papel crucial. Do mais infame do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">moderno da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tt7gP_IW-1w"><span style="font-weight: 400;">A$AP Mob</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao retorno às raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2000 com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wa4wR4G-5eE"><span style="font-weight: 400;">Charlie Wilson</span></a><span style="font-weight: 400;">, cada participação oferece outras perspectivas para cada uma das adversidades que são levantadas, ajudando a moldar suas narrativas e dando cor para as composições. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THE TOP OF THE MOUNTAIN - BROCKHAMPTON" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AONkxBZRXGc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem uma frase na última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://genius.com/Brockhampton-the-light-pt-ii-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">THE LIGHT PT. II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que sempre ressoa em mim quando ouço, e que acho que sintetiza todo o seu conflito emocional: “</span><i><span style="font-weight: 400;">A luz vale a espera</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ou seja, mesmo passando pelo inferno, diante de um estágio da vida conturbado, lúgubre e aparentemente insolucionável, vale a pena resistir e aguardar pelo fulgor. Assim como em </span><a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/sl/30/5+"><span style="font-weight: 400;">Salmos 30.5</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TOP OF THE MOUNTAIN</span></i><span style="font-weight: 400;">, após eles percorrerem à corrida todo aquele árduo percurso até o topo da montanha verdejante, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AONkxBZRXGc"><span style="font-weight: 400;">o clipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> acaba com eles tornando-se luz e sendo arrebatados para os Céus, dando ao processo de superação uma natureza divina e literalmente bíblica. A alegoria religiosa nunca fez tanto sentido. Em suma, a mensagem é clara. Não importa o quão fundo estivermos, que nunca percamos a esperança em nós e nos nossos. Então, resistiremos.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/6sPcgDto5EI6EBPc2jhDC7?si=FW6qOCHkTOOVzCEWvJ5ZNQ"></iframe></p>
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