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	<title>Arquivos Arte brasileira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>De 1922 para 2022: o que é ser Moderno no Brasil?</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 23:34:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Semana de Arte Moderna terminou ontem, mas as perguntas que o movimento cultural brasileiro deixou são para mais de 100 anos Raquel Dutra 18 de fevereiro de 1922. As cortinas do salão de concertos já se fecharam, as luzes do saguão de exposições já se apagaram, e as portas do Theatro Municipal de São &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1922-2022-o-que-e-ser-moderno-no-brasil-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "De 1922 para 2022: o que é ser Moderno no Brasil?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">A Semana de Arte Moderna terminou ontem, mas as perguntas que o movimento cultural brasileiro deixou são para mais de 100 anos</span></i></p>
<figure id="attachment_26141" aria-describedby="caption-attachment-26141" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26141 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios.jpg" alt="Pintura &quot;Operários&quot; de Tarsila do Amaral. A imagem é composta por vários rostos de pessoas das mais diversas feições e tons de pele. Elas se organizam na diagonal da imagem, de forma crescente, da esquerda para direita, uma em cima da outra. Ao fundo, existe o desenho de uma indústria e o céu é azul." width="1280" height="926" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios-800x579.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios-1024x741.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios-768x556.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/capa-tarsila-operarios-1200x868.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26141" class="wp-caption-text">“Que esperem o centenário. Se no ano de 2022 ainda se lembrarem disso, então sim.”, respondeu Manuel Bandeira quando questionado sobre a necessidade de relembrar a Semana de Arte Moderna em 1952 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">18 de fevereiro de 1922. As cortinas do salão de concertos já se fecharam, as luzes do saguão de exposições já se apagaram, e as portas do Theatro Municipal de São Paulo já se trancaram. Lá fora, pelas ruas da cidade, corre uma promessa de novos ares, criada pelos artistas que estiveram reunidos durante os últimos cinco dias no centro cultural mais tradicional da capital paulista. A ideia é transformar a Arte nacional através do que existe no nosso próprio país, buscando, assim, uma expressão artística 100% brasileira. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Genial e revolucionário!</span></i><span style="font-weight: 400;">” exclama quem cruza com essa energia pelo caminho, porque ali, alguém testemunhou o início do modernismo no Brasil. É o primeiro dia pós-Semana de Arte Moderna, e sua força tem o potencial de influenciar todo o resto do país a procurar pelas suas raízes e colocá-las para fora, sem depender nunca mais de referências externas. Pelo menos, </span><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252012000200022#:~:text=O%20ano%20de%202012%20marca,cria%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20identidade%20brasileira."><span style="font-weight: 400;">é o que eles dizem</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-26140"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas no decorrer dos 100 anos que sucederam o momento em que a chamada primeira geração modernista se reuniu para repensar a Arte brasileira, os eventos daquela semana se mostraram cada vez mais complexos. Desde excluir colaborações precursoras fora do centro artístico de São Paulo até a inconsistência do idealismo de seus próprios realizadores e os caminhos duvidosos das reivindicações, a Semana de 1922 é objeto de uma disputa narrativa que, talvez na única de suas intenções integralmente contemplada, acompanha </span><a href="http://www.usp.br/aun/antigo/exibir?id=4442&amp;ed=765&amp;f=3"><span style="font-weight: 400;">a História do Brasil no último século</span></a><span style="font-weight: 400;">. O assunto do fim daquele primeiro dia em que a Arte brasileira assumia um compromisso definitivo com o contexto histórico-social-cultural do país se estenderia pelo próximo centenário, a fim de refletir sobre as origens e efeitos do movimento, e o que ele diz sobre a identidade brasileira. E como pediu Manuel Bandeira, estamos em 18 de fevereiro de 2022.</span></p>
<figure id="attachment_26142" aria-describedby="caption-attachment-26142" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26142 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-2.jpg" alt="Fotografia em preto e branco de um grupo de homens em evento da Semana de Arte Moderna. Eles estão em um tapete escuro, ao centro da imagem, e parte deles se organizam numa escada no fundo da imagem. Na frente da escada, existem três cadeiras onde estão sentados mais três homens, e na frente, está um deles sentado no tapete do chão. Todos eles vestem ternos." width="900" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-2.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-2-800x622.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-2-768x597.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26142" class="wp-caption-text">Para estudiosos como o jornalista Ruy Castro, o verdadeiro modernismo brasileiro acontecia fora de São Paulo, em cidades como o Rio de Janeiro, cujo desenvolvimento artístico e cultural já era mais avançado em 1922 (Foto: Arquivo Brasil)</figcaption></figure>
<p><em><b>Era uma vez<br />
</b></em><em><b>O mundo</b></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, ao olhar para trás, o principal aspecto de 1922 é identificável no país desde o final do século XIX. Curiosamente contradizendo a premissa central do movimento, foi por influência internacional que a cultura brasileira começou a se modernizar, através do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e da expansão e reivindicação do Rádio, do Cinema, da TV e da Música no Brasil do início dos </span><a href="https://minutocultural.com.br/brasil-1900-a-1910/"><span style="font-weight: 400;">anos 1900</span></a><span style="font-weight: 400;">. Preenchendo estes meios, existiam artistas e comunicadores que já refletiam sobre a identidade brasileira em um cenário de efervescência cultural nos primeiros anos do século XX. A atuação dos nomes ligados a essa modernidade originária, no entanto, era de e para as classes populares, expressões que não estavam presentes no horizonte visionário da <a href="https://super.abril.com.br/cultura/moderna-conheca-a-elite-conservadora-por-tras-da-semana-de-arte-de-22/">alta sociedade</a> artística paulista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condição era a mesma no contexto da expressão mais presente na Semana de Arte Moderna. Enquanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/manuel-bandeira-os-sapos-literatura-modernista-artigo/"><span style="font-weight: 400;">a Literatura de 1922</span></a><span style="font-weight: 400;"> buscava suceder o academicismo do Parnasianismo em críticas pungentes aos padrões literários do movimento, os nomes de precursores como </span><a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/11187"><span style="font-weight: 400;">Lima Barreto</span></a><span style="font-weight: 400;"> não estavam assinando as palavras proclamadas no Theatro Municipal. O autor carioca veio a falecer em novembro daquele ano, depois de ser totalmente excluído de uma importante atuação que poderia ter acontecido junto da primeira geração modernista, especialmente enquanto autor negro pioneiro nas linguagens e expressões propagadas no evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sons que ecoavam entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922 também poderiam ter ido além, de forma ainda mais radical do que inovação da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Música Modernista</span></a><span style="font-weight: 400;">, compreendendo a revolução que o samba fazia na região sudeste do país naquele momento. Mas não, </span><a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/120/noel-rosa--um-seculo-para-o-filosofo-do-samba"><span style="font-weight: 400;">Noel Rosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua música popular em expansão, mesmo já vista como um potente aspecto de definição da identidade nacional, próximo do centro artístico de São Paulo e protagonizando um movimento 100% brasileiro que rejeitava influências internacionais, não teve um horário para chamar de seu no palco do Theatro, entre as belíssimas apresentações de Villa-Lobos e <a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-da-semana-de-22-artigo/">Guiomar Novaes</a>. </span></p>
<figure id="attachment_26143" aria-describedby="caption-attachment-26143" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26143 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Arte-moderna-8.jpg" alt="Convite para evento da Semana de Arte Moderna de 1922. Ele noticia uma apresentação de Villa-Lobos, no dia 17 de fevereiro de 1922. O formato é quadrado e a fonte é simples, clássica da época." width="564" height="633" /><figcaption id="caption-attachment-26143" class="wp-caption-text">Foi um surto: depois de 17 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna repercutiu pouco para além das bolhas de São Paulo, no entanto, o evento foi de importante influência para o resto do país nos anos seguintes, visto as gerações modernistas subsequentes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O “heroísmo paulista” que comprometeu o alcance e representação da Semana se relaciona com o </span><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252012000200022#:~:text=O%20ano%20de%202012%20marca,cria%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20identidade%20brasileira."><span style="font-weight: 400;">mito do modernismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Também iniciada alguns anos antes de 1922 mas tão difícil de definir quanto a origem do movimento, estudos sobre o tema apontam a probabilidade de que as ideias desenvolvidas no evento tenham surgido, primeiramente, de Mário de Andrade. Alguns anos antes de integrar a organização da Semana de Arte Moderna, o escritor, musicólogo, fotógrafo, crítico e historiador já fantasiava protagonizar o início de um movimento artístico disruptivo no país. É possível identificar as tendências modernistas de </span><a href="https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/BUOS-9PBHZG"><span style="font-weight: 400;">Mário de Andrade</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 1919, na época em seus vinte e poucos anos e trabalhando em seus primeiros livros sobre arte colonial, que iam em direção a uma busca pela identidade nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia ganha força especial em 1922 quando junto do centenário que era comemorado 100 anos atrás: </span><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CentenarioIndependencia#:~:text=Centen%C3%A1rio%20da%20Independ%C3%AAncia%20%7C%20CPDOC&amp;text=Em%20s%C3%ADntese%3A%201922%20foi%20um,pompa%20o%20Centen%C3%A1rio%20da%20Independ%C3%AAncia."><span style="font-weight: 400;">a independência do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> em relação a Portugal. As festividades, no entanto, tinham um retrogosto incômodo para os grupos culturais: a Arte e a Cultura brasileiras ainda tinham &#8220;cara de Europa&#8221; mesmo 100 anos depois de 1822 &#8211; nos centros de classe mais alta, já que as camadas populares buscavam romper com os padrões internacionais desde o início dos anos 1900. Junto ao contexto mundial pós-Primeira Guerra, a sensação daqueles artistas, em constante contato com os ambientes internacionais, era a de que o Brasil estava atrasado. O momento era de profunda reflexão sobre o passado, presente e futuro do país, e assim a Arte procurou vivê-lo.</span></p>
<figure id="attachment_26144" aria-describedby="caption-attachment-26144" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26144 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-5.jpg" alt="Pintura de Anita Malfatti &quot;Paisagem de Ouro Preto&quot;." width="1200" height="961" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-5.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-5-800x641.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-5-1024x820.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-5-768x615.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26144" class="wp-caption-text">Outra parte importante para a consolidação do mito modernista veio do Grupo Clima, formado, principalmente, por Antonio Candido e Lourival Gomes Machado, que discutia a Cultura com um viés crítico sociológico e interpretou a Semana como marco fundador do Modernismo no Brasil, definindo a narrativa que comumente conhecemos hoje (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, a cúpula modernista responsável pela Semana, embarcaram num contraditório projeto de “</span><a href="http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/3338"><span style="font-weight: 400;">redescoberta do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">” em 1924, junto do poeta francês Blaise Cendrars. Inicialmente de tom irônico planejado por Oswald, a nova empreitada dos paulistas procurava se aprofundar na questão da identidade nacional &#8211; isto é, a cultura indígena e a afro-brasileira. De lá, o trio &#8211; que virava o <a href="https://www.facebook.com/CasaMariodeAndrade/videos/o-grupo-dos-cinco/921278148345422/">Grupo dos Cinco</a> quando junto de Anita Malfatti e Menotti Del Picchia &#8211; retornou com suas novas perspectivas, convertidas numa arte mais antropológica e etnográfica, longe de ser verdadeiramente representativa. O principal, no entanto, era a diferença entre os caminhos que cada um deles tomaria nos anos seguintes ao perseguir a raiz do modernismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta à São Paulo, a inconsistência dos modernistas foi evidenciada: Anita Malfatti não estava mais no país, enquanto Tarsila do Amaral, Oswald e Mário de Andrade assumiram uma postura primitivista nas artes brasileiras, através do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tWJCbUL_vak"><span style="font-weight: 400;">Movimento Pau-Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a famosa </span><a href="https://laart.art.br/blog/o-que-e-antropofagia/"><span style="font-weight: 400;">Antropofagia</span></a><span style="font-weight: 400;">, num rumo que dali alguns anos os levariam até o Partido Comunista Brasileiro. Do outro lado, Menotti Del Picchia se atraía pelo fascismo, empenhado no Movimento Verde-Amarelo &#8211; </span><em><a href="https://brasil123.com.br/bolsonaro-retoma-verde-amarelismo-nacionalismo-puro-e-tendencia-nazifascista/"><span style="font-weight: 400;">soa familiar?</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> &#8211; junto da </span><a href="https://modernismoepaminondas.blogspot.com/p/movimento-anta-e.html"><span style="font-weight: 400;">Escola da Anta</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Plínio Salgado, o fundador do </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58205709"><span style="font-weight: 400;">integralismo brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e principal nome da extrema-direita no país na época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma ebulição político-econômica-social que imperava no Brasil de 100 anos atrás. Por todos os lados e em todas as narrativas, a famigerada identidade nacional era perseguida e a promissora Arte Moderna era usada: nos anos 30, com foco para a Revolução Constitucionalista, o evento servia para construir a imagem de São Paulo como o motor do país; em 1945, no Estado Novo, a política era baseada na busca pela </span><a href="http://ppghis.com/outrasfronteiras/index.php/outrasfronteiras/article/view/172"><span style="font-weight: 400;">“brasilidade”</span></a><span style="font-weight: 400;">; já entre 1950 e 1960, o </span><a href="http://memorialdademocracia.com.br/card/nacional-desenvolvimentismo"><span style="font-weight: 400;">nacional-desenvolvimentismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> invocava o imaginário popular para o Brasil como o país do futuro; e nos anos 70, a Ditadura fez as vezes, retrabalhando a cultura para o seu interesse e desaguando no infame “</span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-03/brasil-ame-o-ou-deixe-o-regime-divide-sociedade-com-exilios-e-cassacoes"><i><span style="font-weight: 400;">Brasil: ame-o ou deixe-o</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_26145" aria-describedby="caption-attachment-26145" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26145 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-55.jpg" alt="Fotografia em preto e branco de Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade em viagem. Eles estão todos de pé, na frente de um descampado." width="1200" height="776" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-55.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-55-800x517.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-55-1024x662.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/semana-de-arte-moderna-1922-55-768x497.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26145" class="wp-caption-text">A própria primeira geração modernista realizou autocríticas nos anos seguintes à Semana de 22, tanto no que tange à Arte em si, como no significado do movimento; na foto: Olívia Guedes Penteado, Blaise Cendrars, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e seu pai, José Oswald Nogueira de Andrade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><em><b>Nenhum Brasil existe</b></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais complexo que seja, esse contexto não pede muito de nós, </span><a href="https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/o-que-semana-de-22-pode-ensinar-para-o-brasil-de-2022-teste-conhecimentos-com-quiz-1.3191568"><span style="font-weight: 400;">em 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, para compreender o porquê de ter ideais nacionalistas como inspiração de classes dominantes inflamadas poderia resultar em eventos ainda mais complexos. Em 1942, então, o próprio Mário de Andrade já compreendia a autocrítica necessária para os modernistas de 1922, realizando-as na conferência em comemoração aos 20 anos da Semana, onde o autor leu o artigo </span><a href="https://digital.bbm.usp.br/view/?45000003239&amp;bbm/7730#page/6/mode/2up"><i><span style="font-weight: 400;">O Movimento Modernista</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, quando </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo12178/modernismo-segunda-geracao"><span style="font-weight: 400;">a próxima geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Modernismo brasileiro surgiu, a confusão não era mais a mesma. A Política seguia as ondas da Semana de 22, mas a Arte respirava para além do estado de São Paulo. Com a liberdade de deixar-se influenciar mais pelo que o movimento significou nos outros países, a presença de artistas como Carlos Drummond de Andrade chegou ainda questionando os padrões vigentes, mas sem a energia combativa de seus antecessores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade nacional? Jamais se desvinculou do que existiu sob o título de modernista e brasileiro. Logo em seu segundo livro de poesias (</span><i><span style="font-weight: 400;">Brejo das Almas</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1934), o</span> <a href="http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/3149"><i><span style="font-weight: 400;">poeta de sete faces</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> adota a perturbação de seus contemporâneos ao mesmo tempo em que vai na direção oposta à de seus antecessores. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hino Nacional</span></i><span style="font-weight: 400;">, o modernista reconhece o tamanho de suas palavras e o tamanho da questão que sua geração artística encarava:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!<br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,<br />
</span><span style="font-weight: 400;">ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.<br />
</span><span style="font-weight: 400;">O Brasil não nos quer! Está farto de nós!<br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, quando a terceira geração chegou em 1945, parecia que </span><a href="https://realizeeducacao.com.br/wiki/terceira-geracao-modernista-e-literatura-contemporanea/"><span style="font-weight: 400;">o verdadeiro Modernismo brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> havia sido finalmente encontrado. Entre Guimarães Rosa, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Lygia Fagundes Telles e Ariano Suassuna, o artista brasileiro sentia-se livre da obsessão pela </span><a href="https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/123650/ISBN9788579835155.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y"><span style="font-weight: 400;">inalcançável identidade nacional uniforme</span></a><span style="font-weight: 400;"> e homogênea. Com um espaço cada vez maior para as individualidades que formam um país como o nosso, o movimento alcançava dimensões mais amplas das contempladas em 1922. A Arte era representante de si mesma, e em cada uma dessas representações, contemplava o ser no Brasil. </span></p>
<figure id="attachment_26146" aria-describedby="caption-attachment-26146" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26146 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/moderno-eu.jpg" alt="Fotografia em preto e branco de Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade. Ambos estão sentados num sofá e se olham. Carlos sorri para Lygia e tem um caderno nas mãos." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/moderno-eu.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/moderno-eu-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/moderno-eu-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26146" class="wp-caption-text">Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade em 1955 (Foto: Arquivo Lygia Fagundes Telles/IMS)</figcaption></figure>
<p><strong><i>O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas 100 anos depois, vivendo no </span><a href="https://ccbb.com.br/sao-paulo/programacao/brasilidade-pos-modernismo/"><span style="font-weight: 400;">pós-modernismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso dizer também que nem tudo de 1922 estava errado. Quando Heitor Villa-Lobos saiu por aí mesclando o folclore do nosso país às músicas clássicas mais respeitadas do mundo para compor suas </span><a href="https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/escritas/article/download/1142/8037/#:~:text=Villa%2DLobos%20comp%C3%B4s%20as%20Bachianas,anos%20de%201930%20e%201945.&amp;text=As%20Bachianas%20Brasileiras%20s%C3%A3o%20nove,dos%20mais%20importantes%20compositores%20brasileiros."><i><span style="font-weight: 400;">Bachianas Brasileiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele parecia saber que um século depois uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><span style="font-weight: 400;">Juçara Marçal</span></a><span style="font-weight: 400;"> estaria analisando o samba de seu berço fundador, Estácio de Sá, lado a lado com a origem do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues n</span></i><span style="font-weight: 400;">o Delta Mississippi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Oswald de Andrade, logo depois do </span><i><span style="font-weight: 400;">frisson</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Semana de Arte Moderna, diagnosticou cirurgicamente um Brasil machucado nas primeiras páginas de </span><a href="https://tupa.claec.org/index.php/latinidades/latinidades2020/paper/view/2235/992"><i><span style="font-weight: 400;">Serafim Ponte Grande</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, livro que só seria lançado em 1933. Disruptivo com a febre nacionalista e um tanto amargurado diante da efusividade de seus colegas, ele entendeu que o nosso país era marcado pela limitação de autonomia e inconstância de futuro, numa obra de alta inventividade, rebeldia, reflexão e inspiração, exatamente assim como uma jovem Aline Bei faz no século XXI em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequena-coreografia-do-adeus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pequena coreografia do adeus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde quer que olhemos, os artistas brasileiros são influenciados pela busca da nossa identidade. E o ato de entender um Brasil como o nosso só pode realmente ser uma Arte. 100 anos depois, num cenário tão politicamente crítico, culturalmente caótico e socialmente desamparado quanto o que inspirou as movimentações de 1922, a questão ainda é presente em cada artista que tenta registrar, interpretar, analisar e/ou criticar a nossa realidade. Não há padrão para mais nada e não há tempo para fazer qualquer coisa que não diga respeito à nossa própria identidade. Ao mesmo tempo, nunca estivemos </span><a href="https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2022/02/a-cultura-brasileira-precisa-voltar-a-respirar/"><span style="font-weight: 400;">tão distantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de qualquer definição cultural. E tem algo mais modernista e brasileiro do que isso? Existindo nós ou não, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4PLthgtPyPA"><span style="font-weight: 400;">18 de fevereiro de 2122</span></a><span style="font-weight: 400;">, nós vamos saber.</span></p>
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		<title>A arte berra em Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 17:06:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto “Arte não é um privilégio do artista, é um direito do ser humano”. É com essa e outras contestações que abre-se Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro, parte do acervo da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O ponto de partida é Ziraldo, “o Michelangelo da boemia carioca”, um dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ziraldo-uma-obra-que-pede-socorro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A arte berra em Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24504" aria-describedby="caption-attachment-24504" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4.jpg" alt="Imagem retangular e colorida retirada do documentário ‘Ziraldo - Uma Obra que Pede Socorro’. Nela, vemos em foco Ziraldo, um homem de idade avançada, pele parda, cabelos e sobrancelhas brancos, que veste uma camisa branca com um colete bordado bege e preto. Ele olha para cima, pensativo, enquanto coloca o dedo indicador da mão direita sobre a boca, em sinal de reflexão." width="1600" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-800x550.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1024x704.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-768x528.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1536x1056.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1200x825.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24504" class="wp-caption-text">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro, exibido pela 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, é a única produção da seção Apresentação Especial disponibilizada online (Foto: Elo Company)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Arte não é um privilégio do artista, é um direito do ser humano”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É com essa e outras contestações que abre-se </span><a href="https://45.mostra.org/filmes/ziraldo---uma-obra-que-pede-socorro-"><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parte do acervo da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo. O ponto de partida é Ziraldo, </span><i><span style="font-weight: 400;">“o Michelangelo da boemia carioca”</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos artistas mais geniais da história contemporânea do Brasil. Aprendemos um pouco mais sobre seu talento e ofício, agora por entre lentes pouco exploradas. Todavia, o documentário vai muito além da pessoa Ziraldo. Além de um panorama singular sobre sua obra, o que se apresenta aqui é um comentário amplo sobre a urgência da atual situação das artes no Brasil e como a cultura do país é constantemente negligenciada em diferentes esferas sociais. O resultado é uma poderosa denúncia e um clamor por socorro.</span></p>
<p><span id="more-24503"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ziraldo ostenta uma </span><a href="https://www.todamateria.com.br/ziraldo/"><span style="font-weight: 400;">pluralidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de competências, isso todo mundo sabe. Mas alguns de seus trabalhos sempre recebem maior destaque, e com razão. Seja sua atuação como escritor de Literatura infanto-juvenil, com obras como </span><a href="https://culturadoria.com.br/o-menino-maluquinho/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino Maluquinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://judao.com.br/a-mata-do-fundao-e-aqui-a-historia-da-turma-do-perere-do-ziraldo-virou-documentario/"><i><span style="font-weight: 400;">A Turma do Pererê</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se entranharam no inconsciente cultural do país, ou suas contribuições como cartunista n’</span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/06/lancado-ha-50-anos-pasquim-provocou-ditadura-e-costumes.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">O Pasquim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com seu traço irreverente e humor crítico e contestador, quando também </span><a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ziraldo-e-jaguar-serao-indenizados-por-periodo-militar,151420"><span style="font-weight: 400;">foi preso</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo até então regime militar em 1968. Devido a isso, pouco se discute sobre a riquíssima presença de Ziraldo nas artes plásticas, que está longe de </span><a href="http://www.achabrasilia.com/zerois/"><span style="font-weight: 400;">ser ocasional</span></a><span style="font-weight: 400;">. É, então, sabendo disso que o documentário de </span><a href="https://45.mostra.org/diretores/guga-dannemann-"><span style="font-weight: 400;">Guga Dannemann</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/teatro/2018/07/musical-zeca-pagodinho-uma-historia-de-amor-ao-samba-narra-vida-do-sambista.shtml"><span style="font-weight: 400;">seu segundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aponta para tal caminho tão atípico.</span></p>
<figure id="attachment_24505" aria-describedby="caption-attachment-24505" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3.jpg" alt="Fotografia retangular e colorida. Nela, vemos, da cintura para cima, Ziraldo, um homem de idade avançada, pele parda, cabelos e sobrancelhas brancos, que veste uma camisa amarela, um colete branco e uma calça jeans. Ele olha para frente, enquanto se apoia na parede, sorridente. Na parede, pode-se ver o mural do Canecão, uma das obras mais icônicas de Ziraldo. A imagem de destaque da pintura é um guerreiro em uma armadura medieval e um jacaré brindando com copos de cerveja, em cima de uma lua, com olhos, boca e nariz. O traço da obra é arredondado e geométrico." width="1140" height="694" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-768x468.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24505" class="wp-caption-text">Ziraldo é também responsável pelo pôster e identidade visual da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, sendo homenageado em dois documentários do evento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse âmbito, a principal referência do longa é a, considerada por muitos, obra-prima sublime de Ziraldo: a </span><a href="https://artsandculture.google.com/exhibit/mural-do-canec%C3%A3o-ziraldo/rQLimA1XhGDAKw?hl=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">Santa Ceia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um enorme mural de 32 metros de largura e 6 metros de altura, que o artista pintou nas paredes do que foi uma das maiores casas de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Rio de Janeiro: o </span><a href="https://diariodorio.com/historia-do-canecao/"><span style="font-weight: 400;">Canecão</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Botafogo. Feito por cerca de 6 meses em 1967, em plena ditadura, o painel pretendia reconstruir e reinterpretar o afresco de Leonardo Da Vinci, </span><a href="https://istoe.com.br/20-curiosidades-sobre-a-ultima-ceia-obra-prima-de-leonardo-da-vinci/"><i><span style="font-weight: 400;">A Última Ceia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, através dos seus traços mais arredondados e cartunizados. A obra oferece uma potente riqueza estética, e bebe essencialmente da fonte do cubismo, especialmente do quadro </span><a href="https://istoe.com.br/16-coisas-que-talvez-voce-nao-saiba-sobre-guernica-obra-prima-de-picasso/"><i><span style="font-weight: 400;">Guernica</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trabalho de Pablo Picasso, que também é referenciado com frequência durante o filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Dannemann</span> <span style="font-weight: 400;">monta um quebra-cabeças de entrevistas feitas com especialistas e pessoas próximas de Ziraldo – </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/06/01/zuenir-ventura-chega-aos-90-anos-vacinado-celebrando-a-vida-mas-critica-era-do-cinismo-e-do-deboche.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Zuenir Ventura</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.revistause.com.br/curitiba-pelas-maos-do-iconico-artista-plastico-juarez-machado/"><span style="font-weight: 400;">Juarez Machado</span></a><span style="font-weight: 400;"> são exemplos de figuras que marcam o filme –, além do próprio. Devido a isso, o apelo visual é mínimo, contudo, a riqueza dos relatos consegue sustentar a obra de maneira formidável. Além disso, o tom encontrado pelo documentário (</span><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo, Lifelong Work of Art Crying for Help</span></i><span style="font-weight: 400;"> em inglês) parece ideal. Geralmente descontraído, transmitindo a alegria, beleza e nostalgia das memórias do mural e do caráter comunitário e coletivo da produção, porém encontrando o perfeito equilíbrio quando demanda seriedade e concebe suas críticas.</span></p>
<figure id="attachment_24506" aria-describedby="caption-attachment-24506" style="width: 1265px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3.jpg" alt="Fotografia retangular e preto e branco. Nela está, em cima de um andaime de madeira, Ziraldo, um homem de pele parda e cabelos escuros, que veste uma camisa polo branca e uma bermuda cinza. Ele está com um cigarro na boca, e revira uma cartolina branca. Do lado dele, está uma mulher branca, de cabelos longos e escuros presos, vestindo uma camisa social branca e uma calça preta. Ela segura seu óculos na mão direita, e observa atentamente as ações de Ziraldo. Em cima do andaime, vemos uma cadeira, escada e equipamentos de pintura. Na parede, vemos parte incompleta do mural do Canecão, obra icônica de Ziraldo." width="1265" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3.jpg 1265w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-1200x721.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24506" class="wp-caption-text">O mural, que retratava um jantar regrado por cerveja e por um forte espírito carioca, foi alvo de críticas e considerado transgressor pelo regime militar. (Foto: Antonio Rudge)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Posto isso, nos envolvemos na história que formou o mural do Canecão e, no entanto, logo somos introduzidos ao seu lado sombrio, e a motivação real do documentário. Infelizmente, o painel não resistiu ao teste do tempo. Mas isso não veio por desgastes físicos naturais, quem dera. Visando expandir o estabelecimento, hoje fora de funcionamento, </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-01/ufrj-cria-laboratorio-para-restaurar-mural-de-ziraldo-no-antigo-canecao"><span style="font-weight: 400;">partes do mural</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram cobertas, apagadas ou destruídas, expressando completo desrespeito com uma das obras brasileiras mais importantes da segunda metade do século XX. A UFRJ, atual proprietária do local, aprovou um </span><a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-450-anos/noticia/2015/01/ziraldo-celebra-restauracao-de-mural-santa-ceia-que-pintou-no-canecao.html"><span style="font-weight: 400;">projeto de restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> da criação de Ziraldo em 2015, mas que nunca foi efetivada por </span><a href="https://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2021/04/educacao-e-a-area-mais-atingida-pelos-cortes-orcamentarios-de-bolsonaro/"><span style="font-weight: 400;">falta de orçamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> no processo. Neste momento, a universidade cogita </span><a href="https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/12/12/ufrj-planeja-conceder-predios-abandonados-para-cobrir-custos-inclusive-o-canecao.htm"><span style="font-weight: 400;">conceder o prédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> à iniciativa privada, buscando investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investigando um incidente particular com a obra de um dos maiores artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</span></i><span style="font-weight: 400;"> descobre um fenômeno muito, muito mais grave. E que já não é mais novidade. Desde os incêndios anunciados do </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/especialistas-da-usp-avaliam-perda-com-incendio-do-museu-nacional/"><span style="font-weight: 400;">Museu Nacional do Rio de Janeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da </span><a href="https://www.instagram.com/p/CR-QIjphwgV/"><span style="font-weight: 400;">Cinemateca Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">, até a depravação e descarte de obras artísticas, como é o caso do mural do Canecão e </span><a href="https://www.artequeacontece.com.br/relembre-incendios-que-destruiram-grandes-acervos-de-arte-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">muitos outros</span></a><span style="font-weight: 400;">; são apenas sintomas de um projeto deliberado de </span><a href="https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2021/05/oab-entra-com-acao-contra-desmonte-da-cultura-pelo-governo-bolsonaro/"><span style="font-weight: 400;">desmonte cultural</span></a><span style="font-weight: 400;">, capitaneado pelo </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/09/30/gestao-da-cultura-do-governo-bolsonaro-e-considerada-a-pior-das-ultimas-decadas-dizem-artistas"><span style="font-weight: 400;">governo Bolsonaro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas cuja raiz surge de uma problemática estrutural. Aprendemos a desvalorizar a nossa cultura do berço, de modo que presenciamos a arte nacional ser apagada, bem diante de nossos olhos, sem que nenhuma providência seja tomada. Porém, a Arte não perece, pelo contrário, passa a berrar cada vez mais alto. E, se ela pede por socorro, talvez devêssemos atendê-lo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TRAILER - ZIRALDO Uma Obra que pede socorro." width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zCw40n3QKsY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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