<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ari Aster &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/ari-aster/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/ari-aster/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Apr 2024 17:07:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ari Aster &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/ari-aster/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 17:07:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[A24]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Ari Aster]]></category>
		<category><![CDATA[California Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Cancelamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura do cancelamento]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Dream Scenario]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Kristoffer Borgli]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator de Comédia ou Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolas Cage]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem dos Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Onírico]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Subconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[Talking Heads]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Gomez]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33169</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Você já sonhou com este homem? Em 2006, um boato correu na internet: mais de oito mil pessoas de diversas cidades do mundo estavam sonhando com o mesmo homem, sem nunca o terem visto antes. Posteriormente, o que era um mistério virou uma piada nas redes sociais, com a verdade sendo revelada. Mas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/">O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33170" aria-describedby="caption-attachment-33170" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. Na cena, vemos, ao centro, da cintura para cima, Nicolas Cage, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos nas laterais da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste uma camisa e gravata azul claros e paletó azul escuro. Ele está sentado atrás de uma mesa e tem suas duas mãos unidas em frente a ele, apoiadas na mesa. Atrás, vemos uma parede lilás com os dizeres “Thoughts?” duas vezes." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33170" class="wp-caption-text">Você já sonhou com Nicolas Cage? (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><a href="https://www.thisman.org/"><span style="font-weight: 400;">Você já sonhou com este homem</span></a><span style="font-weight: 400;">? Em 2006, um boato correu na internet: mais de oito mil pessoas de diversas cidades do mundo estavam sonhando com o mesmo homem, sem nunca o terem visto antes. Posteriormente, o que era um mistério virou uma piada nas redes sociais, com a verdade sendo revelada. Mas e se, subitamente, isso realmente acontecesse e moradores ao redor do planeta vissem uma mesma pessoa desconhecida durante o sono, todas as noites? É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">começa.</span></p>
<p><span id="more-33169"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta chega a ser irônica quando quem personifica o Homem é </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/nicolas-cage-filme-herois"><span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage</span></a><span style="font-weight: 400;">. Participante de uma centena de filmes – seis deles só em 2023 –, o ator virou rosto conhecido no imaginário popular. Cá entre nós, se víssemos Cage em algum sonho, ele seria reconhecido de imediato. Não é o que acontece em </span><a href="https://medium.com/@vitorevangelista_13411/o-homem-dos-sonhos-um-dois-cage-vem-te-pegar-ddef7efca8db"><i><span style="font-weight: 400;">Dream Scenario</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (título original): no longa, o veterano é Paul Matthews, um professor universitário sem muito destaque ou ânimo que, do dia para a noite, começa a aparecer no subconsciente da filha, dos alunos, colegas de trabalho e pessoas desconhecidas ao redor do mundo enquanto dormem.</span></p>
<figure id="attachment_33173" aria-describedby="caption-attachment-33173" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33173" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena se passa ao ar livre, durante o dia, em um estacionamento. À esquerda, em primeiro plano, vemos o ator Nicolas Cage da cintura para cima, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste um suéter marrom e jaqueta preta, e carrega uma mochila nas costas. Ao centro e à direita, em segundo plano atrás do homem, vemos um carro verde escuro com a palavra “LOSER” (perdedor, em português) pichadas em tinta spray rosa claro." width="720" height="440" /><figcaption id="caption-attachment-33173" class="wp-caption-text">Cage, que se tornou rigoroso nos papéis que escolhe nessa fase da carreira, revelou que Paul Matthews é sua melhor atuação até agora – no melhor filme que já fez (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto de partida onírico de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">abre espaço para abusar da criatividade. Se os </span><a href="https://personaunesp.com.br/twin-peaks-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">sonhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são o local onde tudo pode acontecer, a produção coloca Cage no centro de toda essa irracionalidade. O motivo do homem pipocar no subconsciente das filhas e conhecidos, primeiro, e depois no de pessoas desconhecidas sequer precisa de uma explicação – o deslumbramento vem justamente do que ele pode fazer dentro desse espaço sem regras. Parece o sonho de qualquer cineasta e espectador deixar a imaginação correr livre, sem as amarras do real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nisso,</span> <span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage (merecedor da indicação como Melhor Ator de Comédia ou Musical no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023) transita entre o drama e a comédia, com uma direção e roteiro de Kristoffer Borgli que o dá liberdade para fazê-lo. Paul é apresentado como um homem desinteressante, um professor universitário que não consegue prender a atenção da turma, um acadêmico que não atinge seu potencial completo (ele tem um livro pronto, falta só sentar para escrevê-lo), um pai chato e um marido sem muita paixão. O sonho poderia ser o espaço onde o protagonista – mesmo que uma versão dele no subconsciente das pessoas – escaparia da mediocridade, mas até assim ele é passivo, mais observando do que tomando parte nas ações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que isso muda. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-nowhere-inn-critica/"><span style="font-weight: 400;">onírico</span></a><span style="font-weight: 400;"> atinge seu auge quando Paul, já familiar aos sonhos do mundo inteiro, toma atitude – claro, apenas no subconsciente, já que na vida real ele continua patético. A escalada à fama é indesejada inicialmente, mas começa a tomar forma conforme o protagonista enxerga as vantagens disso. Nicolas Cage brilha ao dar vida a um homem mediano alçado ao status de celebridade repentinamente, deslumbrado com a atenção, sem deixar de agir desconcertado e inapto à situação. Em uma das cenas mais cômicas do longa, o personagem aceita se reunir com uma agência de publicidade. Enquanto os marqueteiros querem usar sua imagem para fazer comerciais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sprite</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele quer aproveitar para promover seu livro sobre… plantas?</span></p>
<figure id="attachment_33172" aria-describedby="caption-attachment-33172" style="width: 912px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena se passa em um local fechado, em que é possível ver paredes de madeira e estantes com livros ao fundo. À direita, vemos Nicolas Cage do tronco para cima. Ele é um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha, vestindo óculos quadrados, camisa listrada azul e cinza, gravata azul lisa e um paletó azul escuro. Ele está com a mão direita à frente do peito, mostrando uma luva característica do personagem Freddy Krueger, uma estrutura de metal com unhas afiadas." width="912" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3.png 912w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-800x499.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-768x479.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33172" class="wp-caption-text">O Homem dos Sonhos é a estreia do norueguês Kristoffer Borgli em inglês; o diretor acredita que a ficção seja o espaço para investigar “aspectos sombrios ou disfuncionais” da vida moderna (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas mãos de Borgli, a primeira metade do filme cria expectativa para o quão longe </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">pode chegar. Tratando-se do campo imaginário, nem o céu é o limite. A trajetória desanda quando a sequência coloca os pés no chão. Ao invés de extrapolar o absurdo dos sonhos, algo que faria sentido dentro do selo da</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e da produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><span style="font-weight: 400;">Ari Aster</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa toma um caminho comum de abordar as consequências da fama no dia a dia de uma pessoa comum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que a versão imaginária de Paul passa a agir como o completo oposto da versão real, alunos, colegas de trabalho e pessoas na internet passam a acusá-lo por suas ações – que, na verdade, ele nunca chegou a fazer, elas apenas sonharam. Até que ponto o protagonista é responsável por aquilo que fizeram dele? A cultura do cancelamento e os </span><a href="https://personaunesp.com.br/bodies-bodies-bodies-critica/"><span style="font-weight: 400;">hábitos de consumo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da nova geração viram o centro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream Scenario</span></i><span style="font-weight: 400;">, desperdiçando o potencial de continuar fora da caixinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não que isso </span><span style="font-weight: 400;">arruíne</span><span style="font-weight: 400;"> tudo que foi construído até ali. Com a liderança de Cage, Paul vira um personagem tosco, perdido dentro do que ele próprio almejou, algo simultaneamente cômico e dramático de se assistir. O debate até chega a promover a reflexão das consequências da celebrização e de levar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/regra-34-critica/"><span style="font-weight: 400;">internet ao extremo</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas perde a força em se contentar com uma discussão repetitiva. </span></p>
<figure id="attachment_33171" aria-describedby="caption-attachment-33171" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena é em plano aberto e se passa em uma rua vazia, durante a noite, com árvores e folhas no chão ao fundo. Do lado esquerdo, em segundo plano, vemos uma casa branca com o teto pegando fogo. Ao centro, em primeiro plano, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos curtos, vestindo um vestido de cor vinho. Ele está de mãos dadas com Nicolas Cage, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste um terno preto maior do que seu corpo. Do lado direito, ao fundo, vemos algo pegando fogo na rua." width="1400" height="757" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33171" class="wp-caption-text">No Brasil, O Homem dos Sonhos passou por uma sequência de adiamentos, chegando aos cinemas apenas em Abril (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem saber muito bem como se concluir, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xVebJdrDO_Y"><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">abraça o personagem que Paul se tornou, deixando o campo onírico de lado em prol de uma sátira aos hábitos de consumo modernos. </span><i><span style="font-weight: 400;">À lá</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Freddy Krueger</span></a><span style="font-weight: 400;">, Paul Matthews eventualmente some dos sonhos, tão sem explicação quanto entrou. Agora, ele se contenta em ser alguém que passou pelo ciclo da fama completo, da exaltação à decadência do cancelamento, vendo o seu fenômeno ser repercutido como um estudo de caso publicitário. Ao final, é a sequência de Nicolas Cage vestido de David Byrne, salvando a ex-esposa ao som de </span><a href="https://mashable.com/article/dream-scenario-talking-heads-david-byrne-suit"><span style="font-weight: 400;">Talking Heads</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lembra que todo o caminho até ali valeu a pena, pelo menos em sonho.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/">O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33169</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O solstício de verão nunca foi tão aterrorizante quanto em Midsommar</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 17:20:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[A24]]></category>
		<category><![CDATA[A24 Films]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Ari Aster]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Florence Pugh]]></category>
		<category><![CDATA[Folk Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Hereditário]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Reynor]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Nicastro]]></category>
		<category><![CDATA[Midsommar]]></category>
		<category><![CDATA[Midsommar - O Mal Não Espera a Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Pawel Pogorzelski]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Will Poulter]]></category>
		<category><![CDATA[William Jackson Harper]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=23858</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mariana Nicastro Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite é a prova de que, quando seu sexto sentido diz que é melhor ficar em casa, ao invés de ir naquele rolê duvidoso, é melhor escutá-lo. Mas, afinal, o que um festival de verão florido, em um campo bonito e agradável, repleto de anfitriões simpáticos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O solstício de verão nunca foi tão aterrorizante quanto em Midsommar"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/">O solstício de verão nunca foi tão aterrorizante quanto em Midsommar</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23860" aria-describedby="caption-attachment-23860" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1.png" alt="Cena do filme Midsommar. A foto é retangular e retrata o rosto da personagem Dani, rodeado por flores. Dani é interpretada por Florence Pugh. Florence é uma mulher branca, seus cabelos são loiros e estão presos. Ela tem uma expressão triste. Há uma coroa de flores coloridas enorme em sua cabeça, que rodeia todo seu rosto. Abaixo de seu pescoço também está completamente coberto por flores coloridas." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23860" class="wp-caption-text">Utilizando elementos do folk horror com excelência, Ari Aster entrega uma obra completa, incômoda e sinistra (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Nicastro</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite </span></i><span style="font-weight: 400;">é a prova de que, quando seu sexto sentido diz que é melhor ficar em casa, ao invés de ir naquele rolê duvidoso, é melhor escutá-lo. Mas, afinal, o que um </span><a href="https://vidanasuecia.blog/2020/06/18/midsommar-solsticio-de-verao/"><span style="font-weight: 400;">festival de verão</span></a><span style="font-weight: 400;"> florido, em um campo bonito e agradável, repleto de anfitriões simpáticos e felizes, comidas e bebidas aos montes e tradições pagãs podem oferecer de mau? Talvez, sob um primeiro olhar, nada. Mas nem tudo é o que parece, e uma armadilha macabra pode se esconder muito bem por trás de flores, danças e a promessa de férias tranquilas.</span></p>
<p><span id="more-23858"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no Brasil em 19 de setembro de 2019, pela </span><a href="https://elle.com.br/a24-o-sucesso-da-produtora-de-minari-e-outros-filmes-premiados/o-farol-2019-telecine"><i><span style="font-weight: 400;">A24 Films</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme já chamou a atenção com sua produtora e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/3-motivos-para-amar-ari-aster-diretor-de-hereditario-e-midsommar/"><span style="font-weight: 400;">diretor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ambos têm marcado seus nomes na Sétima Arte com obras espetaculares, com destaque para as criações inovadoras e surpreendentes de horror. </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><i><span style="font-weight: 400;">Hereditário</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), igualmente escrito e dirigido pelo talentoso Ari Aster, e também lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, já tinha ganhado o público. Assim, era de se esperar que, com o sucesso da obra que o antecedeu, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar </span></i><span style="font-weight: 400;">atraísse logo de cara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Aster entrega uma história bastante curiosa dentro do </span><a href="https://macabra.tv/8-filmes-folk-horror-condado-maldito/"><i><span style="font-weight: 400;">folk horror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gênero do terror que se utiliza de folclores e seus elementos. O filme tem como protagonista Dani (</span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/florence-pugh-filmes.html#list-item-6"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;">), que viaja com seu namorado e mais alguns amigos da universidade para um festival de solstício de verão na comunidade de Hårga, na Suécia, denominado Midsummer ou </span><a href="https://macabra.tv/as-bases-ritualisticas-de-midsommar-o-novo-pesadelo-de-ari-aster/"><span style="font-weight: 400;">Midsommar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Logo, ela percebe que a celebração oculta a verdadeira intenção do que atraiu seus amigos até ali e todos se veem presos e cercados por um ritual sombrio que coloca suas vidas em risco. </span></p>
<figure id="attachment_23972" aria-describedby="caption-attachment-23972" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23972 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1.png" alt="Cena do filme Midsommar. Nela, é possível ver as personagens de Dani e Christian de costas, andando de mãos dadas. A câmera os capta apenas dos joelhos para cima. Eles estão em um campo aberto bastante florido e colorido. Christian anda mais a frente, à direita. Ele é interpretado por Jack Reynor, um homem branco, de cabelos curtos e castanhos. Ele usa uma camiseta na cor vinho e uma calça jeans. Mais atrás dele, à esquerda, está Dani. Ela é interpretada por Florence Pugh. Florence é uma mulher branca. Seus cabelos são loiros, curtos e estão presos em um rabo de cavalo. Ela usa uma camiseta cor de rosa e calça cinza. O céu está azul e ambos caminham para uma roda de pessoas, mais distantes, que usam roupas brancas e dançam ao redor de um mastro alto e florido." width="1920" height="1226" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-800x511.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1024x654.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-768x490.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1536x981.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1200x766.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23972" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Além dos cenários coloridos e imersivos, vale destacar também os efeitos especiais usados no filme, já que a produção passou longe do </span></i><a href="https://canaltech.com.br/software/O-que-e-CGI-e-computacao-grafica/"><span style="font-weight: 400;">CGI</span></a><i><span style="font-weight: 400;"> e do famoso </span></i><a href="https://astronautasfilmes.com.br/videos-dicas/entenda-o-funcionamento-do-chroma-key-em-verde-azul-e-vermelho/"><i><span style="font-weight: 400;">fundo verde</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, e optou por maquiagens e bonecos de silicone </span></i><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/conheca-o-mundo-incrivel-dos-efeitos-especiais-de-midsommar-e-nada-foi-tela-verde/"><i><span style="font-weight: 400;">moldados a mão</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Foto: A24)</span></i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Evidenciando o talento do roteirista e diretor, a obra mistura </span><a href="https://aodisseia.com/critica-midsommar-o-fim-de-um-relacionamento-abusivo/"><span style="font-weight: 400;">metáforas sobre relacionamentos abusivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a superação de traumas com o terror psicológico. Dani já carrega uma bagagem consigo ao chegar no vilarejo, o que não é atenuado considerando as atitudes egoístas (mesmo que sutis) de seu namorado Christian (Jack Reynor). Com isso, nós, espectadores, sentimos desde as primeiras cenas o desconforto constante da garota, que se acentua com as atitudes estranhas dos moradores da comunidade, e com a sensação de que sair dali não será tão simples.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação pela qual a protagonista passa, ganha outras proporções com a atuação impecável de Florence Pugh. Antes mesmo de se tornar o mais novo </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/florence-pugh-assume-legado-de-scarlett-na-marvel-responsabilidade/"><span style="font-weight: 400;">queridinho rosto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> após seu papel como Yelena Belova em </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), ela encarnava uma garota completamente assustada e desconfiada em seu papel como Dani. Florence é muito expressiva e é capaz de traduzir todos os seus sentimentos sem falar uma única palavra. Ela brilha e entrega uma performance memorável, principalmente em suas cenas mais dramáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhar os acontecimentos do filme é simplesmente angustiante e assustador. As estranhezas, a violência e o </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/filmes-de-terror-psicologico/"><span style="font-weight: 400;">terror psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> crescem conforme o desenvolvimento do longa. Como se isso não bastasse, a aflição ao percebermos que os personagens estão presos naquela emboscada contribui para sustentar o horror que Ari Aster quis provocar. </span></p>
<figure id="attachment_23973" aria-describedby="caption-attachment-23973" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1.png" alt="Cena do filme Midsommar. Ela retrata oito mulheres sentadas no chão de madeira de um ambiente fechado. Elas estão sendo vistas de lado. Todas usam vestidos brancos com desenhos coloridos bordados. Elas encostam nas costas umas das outras e todas demonstram expressões de dor. O destaque é para as duas mulheres no centro. Uma delas é a protagonista Dani, à direita. Ela é interpretada por Florence Pugh. Florence é uma mulher branca. Seus cabelos são loiros, curtos e estão presos. A outra é Hanna, personagem de Louise Peterhoff. Louise é uma mulher branca, de cabelos castanhos, que estão presos no alto da cabeça. Dani está apoiada com os dois braços no chão enquanto Hanna segura seu rosto com as suas duas mãos. A imagem tem um tom frio e azulado." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23973" class="wp-caption-text">Midsommar fornece shows de atuações, com cenas impactantes e dramáticas, como aquelas em que a comunidade age como um único ser (Foto: <i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Personagens presos em ciladas, que perpetuam por todo o longa, são extremamente funcionais no terror psicológico, e têm sido bastante reproduzidas em outras histórias recentes do gênero. </span><a href="http://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017) é um grande exemplo, assim como a obra setentista </span><a href="https://aodisseia.com/o-homem-de-palha-como-o-classico-pode-influenciar-midsommar/"><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Palha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1973), dirigida por Robin Hardy, que claramente serviu como inspiração para o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que vale destacar são os cenários nos quais a história se passa. Chocando os clichês de terror e contrariando a ideia de que a maioria das obras desse gênero precisam ocorrer à noite, para surtir efeito sobre os telespectadores, esta (como sugere o nome) se passa </span><a href="https://youtu.be/dwhDUi7ZZJo"><span style="font-weight: 400;">à luz do dia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aliás, não só sob a luz do dia, mas também com cenários coloridos, floridos e festivos da pequena vila. Sem contar o figurino alegre da comunidade, quase sempre em branco e com simpáticas tiaras de flores na cabeça. É tudo agradável até</span><i><span style="font-weight: 400;"> demais</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tão agradável, que desconfiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo nas cenas em que o sol brilha alto no céu azul, é inevitável a sensação de incômodo durante o filme. De que algo está errado, com a </span><a href="https://trilhadomedo.com/2019/09/gritos-e-gemidos-na-trilha-sonora-de-midsommar/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> inquieta e perturbadora de Bobby Krlic. De que os moradores daquele local são perigosos, mesmo que de forma sugestiva, com pequenos diálogos estranhos. De que algo ruim está para acontecer. E é claro, que se tratando de um filme de terror, todas essas suspeitas vão se confirmando aos poucos. </span></p>
<figure id="attachment_23974" aria-describedby="caption-attachment-23974" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1.png" alt="Cena do filme Midsommar. A imagem mostra três personagens do filme, com a câmera apontando levemente de baixo para cima. Mais à esquerda está Dani, personagem de Florence Pugh. Florence é uma mulher branca, seus cabelos são loiros e estão presos. Ela usa uma camiseta cor de rosa e uma calça cinza e carrega uma mochila de viagem em suas costas. Um pouco mais atrás, e no centro, está Pelle, interpretado por Vilhelm Blomgren. Ele é um homem branco, alto, de cabelos cacheados que vão até os ombros. Ele usa uma camiseta azul e calça cinza e leva uma mochila às costas. Por último, mais à direita, está Christian, personagem de Jack Reynor. Jack é um homem branco e alto. Ele tem os cabelos curtos, barba, usa uma camiseta roxa e calça jeans. Também leva uma mochila em suas costas. Ao fundo, é possível ver parte de um grande arco de madeira, que os personagens acabaram de atravessar, e também várias árvores de uma floresta. Parte do céu, bem azul, também aparece." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-1-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23974" class="wp-caption-text">Os longos períodos de claridade proporcionados pelo verão sueco provam que, de fato, o mal não espera a noite (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia de </span><a href="http://www.pawelp-dp.com"><span style="font-weight: 400;">Pawel Pogorzelski</span></a><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelas imagens marcantes (e chocantes) de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hereditário</span></i><span style="font-weight: 400;">, é bonita, instigante e contrasta perfeitamente com a atmosfera da trama. É interessante também a forma como a direção se utiliza das imagens turvas e da câmera levemente caótica quando algum personagem entra em transe, sob efeito de algum entorpecente. Assim compreendemos tanto quanto eles o que ocorre ao redor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos muitos acertos do filme diz respeito à sugestividade, seja nos diálogos, nas ações dos personagens ou nos cenários. Já assistiu a um filme de terror e pensou “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu acho que tem algo ali</span></i><span style="font-weight: 400;">” ou “</span><a href="https://trilhadomedo.com/2019/09/rostos-escondidos-em-midsommar/"><i><span style="font-weight: 400;">parece ter um rosto entre as árvores</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”? Neste longa, você com certeza não está imaginando coisas! Ele é repleto de </span><a href="https://youtu.be/loOqTSdObWk"><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que, quando percebidos, contribuem ainda mais para a criação de uma ambientação hostil e assustadora, planejada pela direção. Alguns, até mesmo dão </span><a href="https://www.littlebrownmouse.com.br/toca-do-mouse/os-easter-eggs-em-midsommar/"><span style="font-weight: 400;">dicas sobre o futuro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda que não seja uma obra gratuitamente repleta de sangue, ela é violenta e extremamente explícita quando assim deseja ser. </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/09/13/perturbador-midsommar-justifica-classificacao-18-e-exige-estomago-forte.htm"><span style="font-weight: 400;">Chocante</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela, de fato, é em todos os aspectos e nas mais diversas formas e ocasiões. </span><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar </span></i><span style="font-weight: 400;">é tudo isso e mais um pouco. Uma obra-prima de Ari Aster que foge de padrões e excede expectativas. Com sua identidade e características singulares, o filme torna-se memorável. E, tranquilamente, se consagra como um dos </span><a href="https://www.portalitpop.com/2019/12/lista-terror-decada.html"><span style="font-weight: 400;">melhores filmes de terror das últimas décadas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/">O solstício de verão nunca foi tão aterrorizante quanto em Midsommar</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/midsommar-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23858</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Hereditário e a quebra de expectativa do terror</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jul 2018 00:06:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Ann Dowd]]></category>
		<category><![CDATA[Ari Aster]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Hereditário]]></category>
		<category><![CDATA[Hereditary]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Medeia]]></category>
		<category><![CDATA[Milly Shapiro]]></category>
		<category><![CDATA[Psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Toni Collette]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=10463</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista  A onda dos filmes de gênero com baixo orçamento e bilheteria astronômica tomou fôlego no ano passado, com dois longas extremamente baratos e retorno inimaginável: It – A Coisa e Corra!, esse segundo inclusive ganhando o Oscar de Melhor Roteiro Original. A produtora estadunidense A24 apostou no formato e na mente perturbada do diretor &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hereditário e a quebra de expectativa do terror"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário e a quebra de expectativa do terror</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 649px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://cinema.wtf.pt/static/uploads/movie_previews/27810e1e58cc9afbbb4aba123982366b10e7e3e4.jpg" alt="" width="649" height="414" /><figcaption class="wp-caption-text">Dirigido por Ari Aster, o terror Hereditário alegoriza problemas familiares macabros (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista </strong></p>
<p>A onda dos filmes de gênero com baixo orçamento e bilheteria astronômica tomou fôlego no ano passado, com dois longas extremamente baratos e retorno inimaginável: <em>It – A Coisa</em> e <em><a href="http://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/">Corra!</a></em>, esse segundo inclusive ganhando o <em>Oscar</em> de Melhor Roteiro Original. A produtora estadunidense <em>A24</em> apostou no formato e na mente perturbada do diretor Ari Aster para lançar às telonas a euforia de <em>Hereditário</em>.<br />
<span id="more-10463"></span></p>
<p>Centrado no declínio de uma família americana de classe média alta, o longa passeia de forma angustiante pela loucura pessoal de cada uma das figuras do clã dos Graham. Annie (Toni Collette) é profissional de miniaturas, mãe de dois filhos recheados de ressentimento materno, atua num relacionamento frio e distante com o marido e leva um baque quando recebe a notícia da morte da mãe, Ellie, já demente e que passou os últimos dias vivendo sob seu teto.</p>
<p><figure style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://duastorres.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Heredita%CC%81rio.jpg" width="774" height="387" /><figcaption class="wp-caption-text"><em>Hereditário toma como principal inspiração a trama familiar de O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>O principal trunfo do roteiro e da direção de estreia de Aster foi a paciência para dar o devido gosto da atração para o espectador. É quase como se as reações fossem colocadas em banho-maria para o sabor ser extraído por completo, sabor esse que constantemente se torna amargo. <em>Hereditário</em> incomoda.</p>
<p>O diretor filma estaticamente os ambientes, quase como se o ponto de vista fosse uma das maquetes de Annie. A música acompanha a ação das personagens, a partir do momento que a figura do ocultismo cresce, o mesmo ocorre com a trilha. O terceiro ato ensurdece. O diretor também se demora ao adentrar a psique de suas figuras centrais.</p>
<p>Encontra-se em Annie uma personalidade oca e cavoucada, ao passo que Toni Collette aceita mais e mais o sobrenatural ao seu redor. O absurdo dos gritos e caras que a atriz veste para a caracterização da personagem carimbam o talento de Collette e pavimentam esta como uma das melhores atuações do ano até então. A produção não funcionaria tão bem sem a presença ímpar de sua personalidade central.</p>
<figure style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://i2.wp.com/www.ahoradomedo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/screen-shot-2018-01-29-at-1-28-03-pm.png?fit=780%2C428&amp;ssl=1" width="662" height="363" /><figcaption class="wp-caption-text"><em>Toni Collette já foi indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme O Sexto Sentido, outro longa com a presença do sobrenatural (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Passando para os filhos da família, Peter (Alex Wolff) trabalha muito bem no limiar da sanidade humana em meio a todos os ocorridos ao longo das mais de duas horas de filme. O pai, Steve (Gabriel Byrne), é a figura pé no chão do filme, sempre calculando as possíveis variáveis e falhando sempre na tentativa de acalmar o restante da casa.</p>
<p>O estrelato cai mesmo na sinistra figura de Charlie (Milly Shapiro), a caçula, que atua com os olhos frios e os estalares da boca, sempre cabisbaixa. Charlie representa o clássico ser afetado nas produções de terror conhecidas: a garotinha Regan de <em>O Exorcista</em> <em>(1974)</em> e a figura infantil do anticristo em <em>A Profecia</em> <em>(1977)</em> são exemplos do arquétipo.</p>
<p>Mesmo que seja Charlie quem abre as portas do oculto e convida o terror para dentro da casa, o roteiro de Ari Aster subverte expectativas e constrói uma atmosfera bem semelhante a construída em <em>A Bruxa</em> (2015), paciência é a palavra-chave aqui. Tomadas longas que sucedem sequências alucinantes executam a função da espera, da aceitação. Entretanto, no momento que a tensão chega, o diretor abre mão da subjetividade e explicita tudo que maquinava em sua mente obscura.</p>
<figure id="attachment_10474" aria-describedby="caption-attachment-10474" style="width: 751px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2-300x169.jpg" alt="" width="751" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/imagem-4-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10474" class="wp-caption-text"><em>O filme teve recepção ótima da crítica estrangeira, chegando a somar 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>Com uma estética minimalista, <em>Hereditário</em> transita como uma farsa digna da era de ouro da Grécia, não atoa o personagem de Peter estuda Medeia nas cenas das aulas de Literatura. Ari Aster remonta os épicos ancestrais num formato atual, estiloso e cheio de vigor. O diretor opta por posicionar sua câmera não só no interior de ambientes quadrados e fechados, como também no âmago de suas personagens, cada qual perdendo a lucidez a sua maneira.</p>
<p>O longa peca, porém, na excessiva auto explicação. A certa altura, já tendo se explanado duas vezes, o roteiro faz uma curva em retrocesso e torna a verbalizar os motivos do sobrenatural se prostrar firma ali. Quiçá por exigência de estúdio, quiçá por perfeccionismo do diretor; a certeza que fica é que o longa se beneficiaria mais se melhor apostasse na subjetividade das ações de suas personagens. Digno de ser dissecado e reinterpretado, <em>Hereditário</em> assusta e firma Ari Aster como uma das promessas do <a href="http://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-critica/">terror</a> que está sendo produzido em terras estadunidenses.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário e a quebra de expectativa do terror</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10463</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
