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	<title>Arquivos Aniversário 10 anos &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 10 anos, era só um dia quente na previsão, mas recebemos um verão daqueles em Teen Beach 2</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal O verão nunca foi tão divertido como acontecia no mundo de Teen Beach Movie. O primeiro filme, lançado em 2013, trazia a rivalidade entre surfistas e motoqueiros em uma paródia proposital de Amor Sublime Amor – clássico dos anos 1960. Durante o verão, Brady (Ross Lynch) e Mack (Maia Mitchell) se teletransportaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/10-anos-teen-beach-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 10 anos, era só um dia quente na previsão, mas recebemos um verão daqueles em Teen Beach 2"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36884" aria-describedby="caption-attachment-36884" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36884 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-4.png" alt="Cena do filme Teen Beach 2. Na imagem, há os personagens Lela, Tanner, Brady e Mack. Da esquerda para direita, a moça branca de cabelos castanhos veste um vestido azul com estampa xadrez azul quadriculada e botas brancas, o homem branco de cabelos castanho claro utiliza uma regata branca com uma blusa vermelha aberta, um short colorido e um tênis branco, o homem branco de cabelos brancos veste uma camiseta laranja e um short azul com estampas de praia e a mulher branca de cabelos castanhos veste uma blusa azul ferida, um short jeans e uma tamanca média marrom. Eles estão em movimento, assim como os figurantes do filme. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-4.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-4-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36884" class="wp-caption-text">Na segunda aventura de Brady e Mack, eles precisam saber se o amor sobrevive ao fim do verão (Foto: Francisco Roman)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O verão nunca foi tão divertido como acontecia no mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Teen Beach Movie</span></i><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme, lançado em 2013, trazia a rivalidade entre surfistas e motoqueiros em uma paródia proposital de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1073/curiosidades/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – clássico dos anos 1960. Durante o verão, Brady (</span><a href="https://personaunesp.com.br/austin-e-ally-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Ross Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mack (Maia Mitchell) se teletransportaram à produção cinematográfica e tiveram férias bem diferentes daquelas que estamos acostumados a ter. Agora, na sequência de 2015, os protagonistas encaram o mundo real e o pesadelo dos estudantes: a volta às aulas.</span></p>
<p><span id="more-36881"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o loiro leva o </span><i><span style="font-weight: 400;">carpe diem</span></i><span style="font-weight: 400;"> à risca, a jovem se preocupa com o futuro estudantil. As ocupações, as rotinas e demandas distintas são provas de que a vida é muito mais do que apenas tempo ocioso da época em que se conheceram. Criados para serem personagens carismáticos, Lela (Grace Phipps) e Tanner (</span><a href="https://todateen.com.br/noticias/garrett-clayton-conta-porque-nao-ha-beijos-nos-filmes-de-teen-beach-movie.phtml"><span style="font-weight: 400;">Garrett Clayton</span></a><span style="font-weight: 400;">) continuam reprisando seus papéis. No entanto, há algo que mudou na garota. Após a vinda dos amigos humanos, ela deseja ser mais do que um conceito criado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emancipação da boneca </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto uma mulher com suas convicções e vontades no filme homônimo de 2023 é semelhante à narrativa da protagonista do longa-metragem fictício. Dessa vez, é a motoqueira quem vai até os colegas em busca da identidade e o namorado confiante a acompanha – sem concordar – com a ideia. No primeiro contato com a ‘Terra’, os choques da distância temporal os impressionam, a exemplo dos dispositivos móveis dos anos 2010. Como não existem, quando entram em chuveiros, os cabelos falsos não molham e os dentes sempre são brancos. </span></p>
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_36882" aria-describedby="caption-attachment-36882" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-800x534.png" alt="Cena do filme Teen Beach 2. Na imagem, há os personagens Lela, Tanner, Brady e Mack. Da esquerda para direita, a moça branca de cabelos castanhos veste um vestido azul com estampa xadrez azul quadriculada e botas brancas, o homem branco de cabelos castanho claro utiliza uma regata branca com uma blusa vermelha aberta, um short colorido e um tênis branco, o homem branco de cabelos brancos veste uma camiseta laranja e um short azul com estampas de praia e a mulher branca de cabelos castanhos veste uma blusa azul ferida, um short jeans e uma tamanca média marrom. As meninas estão sentadas, enquanto os homens estão em pé. Eles estão em um quiosque de praia." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-1024x684.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-1536x1026.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4-1200x801.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-4.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36882" class="wp-caption-text">No primeiro longa, Brady e Mack pararam no mundo de Lela e Tanner. Agora é a vez da dupla fictícia ir para a realidade (Foto: Bob D’Amico)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a vida não é assim: talvez a prática até leve a perfeição. A partir de suas interações com os signos e concepções que caracterizam um ser humano enquanto alguém que vive em sociedade, a dupla perde a própria ‘magia’, ou melhor, é como se os roteiros que continham suas histórias fossem apagados. Por outro lado, eles possuem sentimentos: preocupação, ânimo, dúvida e tristeza. Algo que, para Mack e Brady, é só mais uma segunda-feira. Assim como ocorreu em </span><a href="https://www.nytimes.com/2013/06/26/business/media/disney-drags-the-beach-blanket-out-of-the-attic-and-gives-it-a-shake.html"><i><span style="font-weight: 400;">Teen Beach Movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se algo está fora do lugar, tudo desaparece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No número musical </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qdEb0q-BzmQ&amp;list=RDqdEb0q-BzmQ&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Silver Screen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os reais tentam convencer por meio das melodias e rimas a delícia que é ser um personagem. Nada de inquietações ou problemas a serem resolvidos, é tudo apenas uma grande encenação. E nesse jogo, Lela e Tanner são mestres, pois servem para repetir os mesmos papéis a cada vez que um novo espectador assiste a “</span><i><span style="font-weight: 400;">Onda, Sublime Onda</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Então, o que a faz querer se desvencilhar de sua origem? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À frente de seu tempo para uma obra do </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/o-fim-dos-canais-da-disney-no-brasil,246a886e38dde6efe2086740ac5e3c43f2nd21gb.html"><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o sonho de Mack nunca se pautou na opinião de um garoto. Ter um futuro profissional é a meta dela e isso é uma questão inegociável para o relacionamento com Brady. Por isso, quando a motoqueira reconhece na amiga a possibilidade de ser, ela encontra um refúgio. Ali, ambições são possíveis, aprendizados ocorrem e o melhor: a sensação de pertencer a algum lugar ou a um grupo. É claro que, do lado de cá, é muito mais excitante interpretar um personagem no seu filme favorito, nem que seja por um dia. Porém, o que nos distingue dentre todos é a nossa humanidade. E isso, seres fictícios não têm o poder de nos entregar.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Chanson: Gotta Be Me | TEEN BEACH 2 | Disney Channel BE" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0v6dHvyVr_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho coreográfico na duologia é um aspecto que não envelheceu com o tempo. Depois de 10 anos do lançamento, as sincronias entre o elenco e a habilidade ímpar de Ross Lynch em imprimir em tela os passos criados por Christopher Scott – coreógrafo da sequência que substituiu o diretor </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/disney-channel-teen-beach-movie-57"><span style="font-weight: 400;">Jeffrey Hornaday</span></a><span style="font-weight: 400;"> na função também ocupada no longa de 2013. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gotta Be Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, a garota centrada e o namorado descompromissado se entendem a partir do duelo que realizam na quadra do ginásio. Aqui, há a compreensão de que ela pode ser quem é e ele também. Não importa o fato de serem de mundos distintos, o laço criado durante o verão permanece em todas as estações do ano. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Teen Beach 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem, provavelmente, um dos </span><a href="https://www.tvline.com/interviews/teen-beach-2-ending-explained-lela-queen-622531/"><span style="font-weight: 400;">desfechos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais surpreendentes para um filme infantojuvenil. Lela e Tanner decidem retornar ao conto de fadas após descobrirem que a fuga para o mundo real pode levar ao desaparecimento de seus colegas fictícios. Na despedida com Mack, ela entende que, embora volte ao filme, dessa vez, há chances de trilhar a própria jornada. Para qualquer um que era adolescente na época da estreia parecia ser impossível um mundo em que os acontecimentos do longa original não ocorressem. </span></p>
<figure id="attachment_36883" aria-describedby="caption-attachment-36883" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36883" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-4-800x450.png" alt=" Cena do filme Teen Beach 2. Na imagem, há os personagens Lela, Tanner, Brady e Mack na praia à noite. Da esquerda para a direita, a moça branca de cabelos castanhos veste uma camisa xadrez quadriculada rosa e azul com um shorts preto, o homem branco de cabelos castanhos veste uma camisa branca abotoada com estampas, o homem branco de cabelos loiros veste uma camiseta branca estampada e a mulher branca de cabelos castanhos usa um vestido rosa com listras brancas. Os quatro estão em frente a uma prancha." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-4.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36883" class="wp-caption-text">Mean to Be, faixa marcante do primeiro longa, ganha uma versão delicada e emocionante com o contexto do final de Teen Beach 2 (Foto: Disney Channel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o roteiro de Robert Horn e Vince Marcello segue esse caminho. O agridoce não é convidativo a todos, seja na vida ou nas telas, o mais palatável é o final feliz. Aqui, as conclusões saídas de uma fantasia não obtêm êxito – o que deixa a experiência, no mínimo, curiosa. Na </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2025/04/12-filmes-classicos-do-disney-channel-para-matar-a-saudade-do-canal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">, temos os primeiros contatos com as decepções e os imprevistos. Aos que cresceram com essas narrativas do canal, a sequência da obra de 2013 adota um tom muito mais reflexivo do que as outras produções da mesma era. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retorno dos personagens à Onda Sublime Onda e a mudança na construção de Lela enquanto personagem realizaram alterações no mundo real: como a história fictícia teve o rumo alterado, </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/cinco-musicas-incriveis-da-trilha-de-teen-beach-movie/"><i><span style="font-weight: 400;">Teen Beach Movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não ocorreu e, por isso, Mack e Brady nunca se conheceram. Na nova realidade, a garota participa da organização de uma sessão de um longa-metragem antigo: Lela, Rainha da Praia. Enquanto isso, o loiro está por perto e após interagir com ela, se interessa e fica para conferir a atração.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Teen Beach 2 Cast - That&#039;s How We Do (From &quot;Teen Beach 2&quot;)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4aYM7SfP5d0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">That’s How We Do</span></i><span style="font-weight: 400;">, número de encerramento do musical, sintetiza o maior acerto da narrativa: entender que podemos ser quem quisermos, desde que tenhamos o controle total de nossas histórias. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu faço o meu próprio destino</span></i><span style="font-weight: 400;">”, frase proferida pela dupla feminina durante a </span><i><span style="font-weight: 400;">performance</span></i><span style="font-weight: 400;">, soa como uma inspiração àqueles jovens que amavam se entreter por 90 e poucos minutos com uma produção do canal. Mais arriscado do que o primeiro longa, </span><a href="https://variety.com/2015/scene/vpage/teen-beach-2-premiere-disney-channel-1201525837/"><i><span style="font-weight: 400;">Teen Beach 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recalcula a rota e avança em direção à vida real. Se uma personagem conseguiu encontrar o próprio rumo, você também pode.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Teen Beach 2 | Trailer 1 | Disney Channel Official" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bBviLZgUgUw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>10 anos de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2: A Revolução não tem fim</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 13:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Há dez anos, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 chegava aos cinemas encerrando uma das distopias audiovisuais mais influentes do século XXI. Em 2015, o lançamento dividiu público e crítica, mas hoje, uma década depois, o filme se revela uma obra que só ganhou densidade com o tempo. A produção sintetiza o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-a-esperanca-parte-2-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2: A Revolução não tem fim"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36861" aria-describedby="caption-attachment-36861" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36861" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x534.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra um grupo de combatentes vestidos com roupas táticas pretas em um ambiente externo de clima sombrio. Eles parecem se preparar para uma missão, todos com expressões sérias e focadas. Alguns seguram armas, reforçando o caráter militar da cena. A iluminação difusa, de um dia nublado, cria sombras suaves que aumentam a tensão. Ao fundo, uma estrutura arquitetônica clássica sugere um cenário urbano abandonado ou estratégico. Há também uma figura mais distante, em uniforme camuflado, indicando diversidade de funções no grupo. A composição dá destaque ao senso de prontidão e determinação coletiva. A cena transmite expectativa e clima pré-confronto." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36861" class="wp-caption-text">Esperança Parte 2 é o quarto filme da franquia (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há dez anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegava aos cinemas encerrando uma das distopias audiovisuais mais influentes do século XXI. Em 2015, o lançamento </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/jogos-vorazes-a-esperanca-o-final-critica#:~:text=T%C3%B3picos%20como%20desigualdade%20social%2C%20manipula%C3%A7%C3%A3o%20da%20m%C3%ADdia%2C,na%20%C3%A9poca%20de%20Bella%2C%20Jacob%20e%20Edward."><span style="font-weight: 400;">dividiu público e crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas hoje, uma década depois, o filme se revela uma obra que só ganhou densidade com o tempo. A produção sintetiza o espírito de uma geração que cresceu vendo o colapso de instituições, a crise da democracia e o avanço das guerras por narrativas. Revisitar essas imagens agora, num mundo ainda mais fragmentado e polarizado, expõe a força atemporal da saga e sua capacidade de dialogar com cada novo ciclo de turbulência política. Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">), com sua mistura de heroísmo imperfeito e vulnerabilidade radical, permanece como um símbolo cultural que transcende a ficção e encontra eco nas discussões sobre poder, propaganda e resistência.</span></p>
<p><span id="more-36859"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A morte de Prim (</span><a href="https://www.metropoles.com/celebridades/willow-shields-a-prim-de-jogos-vorazes-surge-irreconhecivel-veja"><span style="font-weight: 400;">Willow Shields</span></a><span style="font-weight: 400;">), talvez o momento mais devastador da franquia, envelheceu como um lembrete incômodo do custo humano dos conflitos. A abordagem da cena, marcada por uma frieza quase documental, ultrapassa o impacto emocional e revela um comentário sobre como governos, tanto no mundo real quanto na ficção, sacrificam inocentes sob o pretexto de uma estratégia maior’. Ver Katniss correr entre fumaça branca e gritos desesperados, apenas para testemunhar a perda de sua irmã, o que moldou toda sua jornada, reforça a dimensão trágica da personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, a sequência continua doendo não pela surpresa, mas pela inevitabilidade: desde o primeiro filme, a irmã da protagonista sempre foi a representação daquilo que não deveria ser tocado. E quando Panem toca, todo o restante desmorona, tudo isso agravado pelo fato de que Gale (</span><a href="https://personaunesp.com.br/megarrromantico-critica/"><span style="font-weight: 400;">Liam Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;">), outrora aliado íntimo da protagonista e moralmente firme, torna-se cúmplice desse mecanismo de destruição. Sua participação no desenvolvimento das bombas o coloca simbolicamente ao lado daqueles que ele jurava combater, ampliando a ferida emocional e revelando como as guerras transformam pessoas comuns em agentes de tragédias irreversíveis, como o oprimido se tornou o opressor.</span></p>
<figure id="attachment_36860" aria-describedby="caption-attachment-36860" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-3-800x534.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra um grupo de cinco pessoas caminhando por um cenário devastado, repleto de ruínas e destroços. Vestidos com trajes pretos e equipamentos de combate, eles avançam com cautela, atentos ao ambiente ao redor. O homem loiro à frente carrega uma arma, enquanto a mulher ao lado segura uma flecha e uma faca, sugerindo diferentes especialidades no grupo. A iluminação natural revela sombras fortes que contribuem para o clima tenso. O cenário destruído indica uma zona de guerra ou lugar atingido por algum desastre. As expressões sérias reforçam a ideia de que estão em missão ou fuga. O tom geral é de sobrevivência, alerta e ação iminente." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-3-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-3.png 940w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36860" class="wp-caption-text">As longas cenas de luta no esgoto exigiram coreografia, coordenação de efeitos especiais e resistência dos atores diante de condições desconfortáveis (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro momento que se tornou icônico com o passar dos anos é a invasão aos túneis e o ataque dos </span><i><span style="font-weight: 400;">mutts</span></i><span style="font-weight: 400;">. A cena, filmada como um híbrido de terror e guerra urbana, traduz a lógica desumanizante que permeia todo o conflito, uma lógica que já havia sido aplicada sem piedade a personagens como Peeta (</span><a href="https://revistamonet.globo.com/series/noticia/2025/10/josh-hutcherson-ator-de-jogos-vorazes-e-five-nights-at-freddys-revela-que-bisavo-o-visitou-no-set-em-filmagem-de-cena-de-orgia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Josh Hutcherson</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Johanna (Jena Malone). O claustro e o ritmo sufocante ecoam diretamente a experiência deles, vítimas de tortura, manipulação psicológica e condicionamento neural que os transformaram em armas vivas da Capital. Quando Peeta entra nos túneis sem saber se é capaz de distinguir amigos de inimigos, sua instabilidade emocional adiciona uma tensão quase insuportável, lembrando o espectador de que guerras produzem traumas que continuam lutando mesmo quando o corpo tenta sobreviver. Johanna, marcada por choques, afogamentos e isolamento, é uma sombra dessa mesma violência institucional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> E, nesse cenário já saturado de dor, a morte brutal de Finnick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sam Claflin</span></a><span style="font-weight: 400;">) se impõe como uma síntese do horror físico e emocional da guerra. O impacto é ainda maior porque ele morreu pouco depois de se casar com Annie (Stef Dawson), deixando para trás não só uma relação recém-iniciada, como também uma esposa grávida que jamais verá esse filho crescer. Um personagem tão marcado pela exploração, pelas cicatrizes do abuso e pela constante exposição pública termina consumido pelo mesmo sistema que o destruiu na juventude, evidenciando, talvez mais do que qualquer outro momento, a crítica da saga ao uso de corpos, mentes e afetos como instrumentos políticos.</span></p>
<figure id="attachment_36865" aria-describedby="caption-attachment-36865" style="width: 612px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image6.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra quatro combatentes agachados em uma rua de cidade pós-apocalíptica, analisando o entorno antes de agir. Eles vestem uniformes de combate pretos e seguram armas, cada um com expressão concentrada e postura estratégica. A parede atrás deles exibe cartazes de propaganda com frases como “IN PANEM WE TRUST”, reforçando o clima distópico. A iluminação suave cria profundidade e mantém a atmosfera tensa. A cena parece congelar um momento de análise ou planejamento antes de um confronto. Os detalhes realistas destacam os traços individuais dos personagens. O ambiente urbano degradado reforça o senso de perigo constante. A imagem transmite urgência e vigilância." width="612" height="459" /><figcaption id="caption-attachment-36865" class="wp-caption-text">O orçamento estimado do filme foi de cerca de US$ 160 milhões, e a bilheteria mundial alcançou aproximadamente US$ 653,4 milhões (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena do Túnel da Pedra, em que </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Katniss</span></a><span style="font-weight: 400;"> leva um tiro e tenta convencer o Distrito 2 a não cair na lógica de ódio disseminada tanto pela Capital quanto pela própria rebelião, ganhou novos significados com o passar dos anos. Assistida dez anos depois, ela se articula diretamente com o fato de que até os distritos mais altos e privilegiados estavam sendo destruídos pela revolução, concretizando a promessa que Katniss fizera no filme anterior: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você pode nos bombardear, queimar nossos distritos até as cinzas. Mas está vendo isso? Está pegando fogo. E se nós queimarmos, você vai queimar com a gente!”. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A devastação que atinge </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-filme-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Panem</span></a><span style="font-weight: 400;"> inteira evidencia que, numa guerra, não existe lado imune às consequências, e que a retaliação irrestrita cobra seu preço mesmo entre aqueles que antes se julgavam protegidos pelo poder. Nesse contexto, o gesto da personagem no local deixa de ser apenas político e se torna ético: ela está tentando interromper um ciclo de violência que já contaminou o país de ponta a ponta. É uma sequência muitas vezes esquecida pelo grande público, porém que hoje, numa década marcada pela polarização extrema e pela normalização de discursos violentos, ressurge como uma das reflexões mais maduras da produção, uma recusa explícita a permitir que a revolução se torne tão destrutiva quanto o regime que combate.</span></p>
<figure id="attachment_36863" aria-describedby="caption-attachment-36863" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-1-800x450.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra Katniss, uma mulher branca com cabelos castanhos em uma trança, puxando a corda do arco com concentração absoluta. Seu olhar firme está direcionado a um alvo fora de quadro, indicando um momento decisivo. Atrás dela, uma multidão desfocada adiciona tensão e sugere que a ação ocorre diante de testemunhas ou em meio a caos. Ela veste roupas escuras e protegidas, típicas de combate. A iluminação natural destaca seu rosto e a expressão determinada. A profundidade de campo isola a personagem como foco visual principal. A cena combina tensão emocional e prontidão física. O clima geral é de antecipação, foco e coragem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-1.png 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36863" class="wp-caption-text">As duas crianças que aparecem no epílogo do filme são, na verdade, sobrinhas da atriz principal, Jennifer Lawrence (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A troca final entre Presidente Snow e Katniss no jardim, uma conversa calma, quase íntima, permanece como um dos diálogos mais inquietantes da franquia. Coriolanus (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-undoing-critica/"><span style="font-weight: 400;">Donald Sutherland</span></a><span style="font-weight: 400;">), revela as fissuras internas da rebelião e planta a semente da desconfiança que levará Katniss ao ato mais ousado da saga: matar Alma Coin. Esse momento, revisitado hoje, parece menos uma reviravolta e mais uma inevitabilidade política. O filme nos lembra que revoluções também se corrompem e que a figura do tirano pode mudar, mas a estrutura de poder tende a se repetir se não for radicalmente transformada. Isso mostra aos telespectadores que Coin e Snow são duas faces da mesma moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Katniss escolhe matar Coin (</span><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Julianne Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">) ao invés de Snow, a cena, que na época dividiu opiniões, tornou-se um marco narrativo que resiste ao desgaste do tempo. O ato é simbólico, político e profundamente humano. É Katniss rejeitando ser peça de propaganda, recusando um novo ciclo de violência e destruindo o mito da salvação fácil, além de deixar o ditador morrer nas mãos do povo que tanto destratou. Uma década depois, essa cena ecoa em discussões contemporâneas sobre líderes tiranos, manipulação ideológica e a dificuldade de imaginar sistemas verdadeiramente justos. É a prova de que </span><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança – Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi um final grandioso. Na verdade, um fim necessário e revolucionário.</span></p>
<figure id="attachment_36864" aria-describedby="caption-attachment-36864" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36864" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image5.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra um momento emocional entre dois personagens, Peeta e Katniss, em um túnel iluminado por luz artificial clara. A mulher, séria e preocupada, toca o rosto do homem ajoelhado, sugerindo cuidado ou urgência. Ambos vestem roupas táticas pretas, reforçando o clima de missão ou perigo. Ao fundo, figuras desfocadas parecem soldados ou seguranças, aumentando a sensação de tensão. As paredes laranja do túnel criam um contraste com o figurino escuro. A proximidade dos personagens torna o momento íntimo, apesar do ambiente hostil. A imagem transmite vulnerabilidade dentro do caos. O clima geral mistura drama, afeto e risco iminente." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-36864" class="wp-caption-text">A trilha sonora do filme, assinada por James Newton Howard, equilibra momentos de tensão, drama e ação (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando olha-se para trás, o epílogo, no qual </span><a href="https://www.tiktok.com/@biaglion/video/7484750071288827142"><span style="font-weight: 400;">Katniss e Peeta</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivem em um campo silencioso, tentando costurar traumas com histórias, revela-se infinitamente mais corajoso do que parecia em 2015. Não é um ‘felizes para sempre’ de contos de fada. É um retrato honesto de sobreviventes que carregam feridas invisíveis de guerras que nunca permitiram vencedores, apenas sobreviventes marcados. Embora sigam em frente, criando filhos e cultivando novos rituais de vida, as memórias continuam assombrando, especialmente para a protagonista, cuja paz depende de narrar o passado como forma de domá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final, tão melancólico quanto necessário, dialoga hoje com debates sobre saúde mental, luto coletivo e pós-guerra, mostrando que a paz não apaga o que veio antes, e sim oferece um lugar para continuar respirando. É um encerramento que cresce junto com o espectador, sobretudo em um mundo no qual a noção de ‘recuperação total’ é tão ilusória quanto as promessas dos próprios Jogos.</span> <i><span style="font-weight: 400;">“Meus filhos, que não sabem que brincam sobre um cemitério”, </span></i><span style="font-weight: 400;">cita </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Katniss Everdeen</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez o fato de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;"> continuar vivo seja o maior indicador de sua atemporalidade. </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-a-cantiga-dos-passaros-e-das-serpentes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes </span></i><span style="font-weight: 400;">(2023)</span></a><span style="font-weight: 400;"> ressaltou que Panem ainda pulsa como uma metáfora dolorosamente reconhecível, mergulhando nas origens do poder, do espetáculo e da manipulação, temas que permanecem centrais nas democracias contemporâneas. Continuando o legado dos primeiros filmes, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lgz4RMmbsnc"><i><span style="font-weight: 400;">Amanhecer na Colheita </span></i><span style="font-weight: 400;">(2026)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que explora a história de Haymitch Abernathy, um dos personagens mais traumatizados e politicamente lúcidos da saga, fica evidente que Suzanne Collins e Hollywood compreendem que este universo não é apenas ficção: é comentário social. </span></p>
<figure id="attachment_36862" aria-describedby="caption-attachment-36862" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-3.png" alt="Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra Katniss caminhando com firmeza em direção à câmera enquanto um grupo diverso a segue de perto. Sua postura determinada e o traje preto fazem dela uma figura de liderança clara. O cenário ao fundo, com prédios altos e arquitetura moderna, sugere um ambiente futurista ou distópico. A iluminação uniforme destaca o movimento da multidão. Cada pessoa que a acompanha parece igualmente focada, transmitindo união e propósito coletivo. A composição reforça a ideia de avanço, resistência ou preparação para confronto. A imagem cria um sentido de força e mobilização. O clima geral é de decisão, coragem e impacto visual forte." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-36862" class="wp-caption-text">Alguns cenários usados como centro de comando do Distrito 13 reutilizaram consoles que vieram de Apollo 13 (1995) (Foto: The Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, a frase de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mr-morale-the-big-steppers-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;"> na performance do</span> <i><span style="font-weight: 400;">Super Bowl LIX halftime show</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">The revolution is about to be televised, you picked the right time but the wrong guy</span></i><span style="font-weight: 400;">” (“A revolução está prestes a ser televisionada, você escolheu a hora certa, mas o cara errado”), ecoa como uma espécie de síntese cultural dessa nova fase. Assim como em Panem, a revolução contemporânea não é silenciosa: ela é transmitida, performada e disputada em telas, narrativas e algoritmos, e nem sempre entregue aos líderes certos. No contexto político atual dos Estados Unidos, marcado pela radicalização partidária, pela desinformação e pela disputa feroz pelo domínio do imaginário público, a produção ganha força como leitura crítica. A saga revela como sociedades podem ser conduzidas por narrativas fabricadas, como inimigos podem ser construídos e desconstruídos conforme o interesse do poder, e como revolução pode se tornar espetáculo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dez anos depois, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança – Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue sendo um dos finais mais ousados do cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">justamente porque rejeita a ilusão de um desfecho limpo. A obra insiste que vitórias políticas raramente são puras, que o espetáculo da violência pode corromper qualquer lado, e que o verdadeiro custo da luta não cabe em discursos heroicos. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua retornando ao centro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não é somente por nostalgia, mas porque seu mundo distópico, tão brutal, tão humano e tão cheio de ambiguidades, ainda conversa com o nosso. Enquanto a política real continuar funcionando de arena de espetáculo, vigilância e propaganda, Panem permanecerá menos fantasiosa e mais como aviso sobre ditaduras, revolução e poder: ao que tudo indica seguirá urgente por muitas décadas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jogos Vorazes: A Esperança - O Final | Trailer Oficial #2 (2015) Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ibUx2qHR6Es?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há 10 anos, Hotel Transilvânia 2 trazia um debate sobre legado e conflito geracional através de uma comédia monstruosa</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Ao completar dez anos de lançamento, Hotel Transilvânia 2 (2015) se consolida como um marco interessante dentro da cultura pop da última década. A sequência da animação de Genndy Tartakovsky, longe de ser apenas uma repetição de piadas sobre monstros deslocados, revela um subtexto importante sobre herança, identidade e aceitação da diferença. O &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hotel-transilvania-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 10 anos, Hotel Transilvânia 2 trazia um debate sobre legado e conflito geracional através de uma comédia monstruosa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36640" aria-describedby="caption-attachment-36640" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36640" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-800x495.jpeg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra um grupo diverso de personagens de Hotel Transilvânia, todos reunidos de forma próxima e calorosa. O enquadramento fechado foca nos rostos e expressões, transmitindo união e companheirismo. Entre os personagens em destaque estão o Conde Drácula, em seu traje clássico e com expressão amigável; Frank, marcado pelos pontos característicos e olhar bondoso; além de um lobisomem, uma múmia e outras figuras icônicas da série. Cada um exibe traços físicos e expressões que reforçam suas personalidades, enriquecidos por detalhes de trajes e acessórios. O estilo em animação 3D valoriza cores vibrantes, texturas bem-feitas e iluminação suave, criando um ambiente aconchegante e visualmente atraente." width="800" height="495" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-800x495.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-768x475.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1.jpeg 970w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36640" class="wp-caption-text">Este é o décimo longa-metragem ou série de televisão que Adam Sandler e Kevin James aparecem juntos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar dez anos de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2015) se consolida como um marco interessante dentro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">da última década. A sequência da animação de </span><a href="https://www.cbr.com/genndy-tarkovsky-best-movies-tv-shows-ranked/"><span style="font-weight: 400;">Genndy Tartakovsky</span></a><span style="font-weight: 400;">, longe de ser apenas uma repetição de piadas sobre monstros deslocados, revela um subtexto importante sobre herança, identidade e aceitação da diferença. O enredo gira em torno da ansiedade de Drácula com o futuro de seu neto, Dennis, fruto do casamento entre Mavis, sua filha vampira, e Johnny, um humano. A dúvida – será ele um vampiro ou humano? – funciona como metáfora para o medo de perda de tradição, de apagamento de uma linhagem cultural e, em última instância, da falência de uma identidade.</span></p>
<p><span id="more-36636"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nervosismo de Drácula (</span><a href="https://www.hulu.com/guides/adam-sandler-movies"><span style="font-weight: 400;">Adam Sandler</span></a><span style="font-weight: 400;">) em relação ao destino de Dennis (Asher Blinkoff) dialoga com pressões familiares comuns a diversas culturas, em que se espera que filhos e netos carreguem adiante o &#8216;legado&#8217; dos mais velhos. A frustração diante da possibilidade de o menino não ser vampiro traduz, de maneira lúdica, o medo da descontinuidade: a ameaça de que o passado não encontre eco no presente. Ao projetar essa angústia no corpo de uma criança, o filme revela como a sociedade frequentemente deposita em crianças e jovens expectativas que não pertencem a eles, mas às gerações anteriores.</span></p>
<figure id="attachment_36638" aria-describedby="caption-attachment-36638" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36638" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-800x433.jpg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra Mavis celebrando alegremente em uma loja de conveniência, enquanto Johnny a observa surpreso, criando um contraste divertido entre os dois. Mavis aparece como destaque: pele pálida, olhos grandes e negros, cabelo preto em corte característico e vestido marrom escuro. Seu sorriso largo e os braços erguidos transmitem entusiasmo e leveza. Já Johnny surge ao lado, com cabelos loiros desgrenhados, camisa amarela e verde e expressão de espanto, reforçando a atmosfera cômica da cena. Um homem ao fundo, pouco definido, complementa sem roubar a atenção. O estilo em animação digital valoriza cores vibrantes e contornos limpos, com iluminação suave que ressalta a interação entre os personagens. O cenário da loja, com prateleiras cheias de salgadinhos coloridos, funciona como pano de fundo animado para a espontaneidade da dupla." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1200x649.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36638" class="wp-caption-text">Os pais de Jonathan são dublados pelo casal da vida real, Nick Offerman e Megan Mullally (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação evidencia também um choque geracional inevitável. De um lado, Mavis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Johnny encaram a vida de forma mais aberta, convivendo com naturalidade entre humanos e monstros. Do outro, Drácula insiste em preservar fronteiras rígidas, acreditando que só a manutenção da “pureza” vampírica garantiria segurança e continuidade. Esse conflito traduz tensões contemporâneas sobre hibridismo, multiculturalismo e convivência com a diferença. O longa, ainda que travestido de comédia infantil, articula um discurso sobre a dificuldade que sociedades tradicionais têm em lidar com a pluralidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mavis, por sua vez, surge como a personagem que mais claramente rompe o ciclo de ódio aos humanos, já que seu relacionamento com Johnny representa a superação das barreiras erguidas pelo próprio pai. No entanto, sua trajetória não é de plena adaptação: ao visitar a família de Johnny (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-7a-temporada-de-brooklyn-nine-nine/"><span style="font-weight: 400;">Andy Samberg</span></a><span style="font-weight: 400;">), ela é vista de forma estereotipada, como alguém exótica e fora de lugar, lembrando o preconceito se reinscreve de formas sutis. Essa tensão reforça como a convivência entre mundos diferentes exige mais do que tolerância inicial, também demanda transformação estrutural, algo que nem sempre o contato individual consegue garantir. Assim, Mavis encarna o dilema de quem tenta viver entre fronteiras, mas continua sendo enquadrada por olhares externos que a reduzem a uma identidade fixa e caricatural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante notar que, ao contrário do que poderia sugerir uma narrativa linear, </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/a-verdadeira-historia-do-verdadeiro-dracula/"><span style="font-weight: 400;">Drácula</span></a><span style="font-weight: 400;"> não avança em direção ao progresso, ele regride. Depois de, no primeiro filme, ter aceitado os humanos e aprendido a respeitar o amor de sua filha, aqui ele volta a agir de forma intolerante e controladora. Essa regressão é significativa: lembra que aceitar a diferença não é uma conquista definitiva, mas um exercício contínuo. O personagem, ao tentar manipular o neto para que este se torne vampiro, simboliza a tentativa de impor tradições a qualquer custo, mesmo quando o presente aponta em outra direção.</span></p>
<p><figure id="attachment_36637" aria-describedby="caption-attachment-36637" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36637" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-800x450.jpg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra um grupo de personagens de animação reunidos ao redor de uma fogueira, em um momento de convívio noturno cheio de música e diversão. Entre eles estão figuras icônicas como o Conde Drácula, com seu ar imponente mas descontraído, e o Monstro de Frankenstein, com seu porte marcante e expressão amistosa. Outros seres antropomórficos completam o círculo, cada um com traços físicos distintos e expressões que variam entre alegria, concentração e curiosidade, reforçando suas personalidades singulares. O destaque vai para o personagem que toca violão, animando o grupo e servindo como centro da interação. A iluminação quente da fogueira valoriza os rostos e corpos dos personagens, dando profundidade às suas expressões e ressaltando detalhes de roupas e características físicas. O estilo em animação digital de alta qualidade combina cores vibrantes e sombras realistas, criando uma atmosfera acolhedora. O cenário de floresta, com céu estrelado ao fundo, funciona como pano de fundo para a proximidade e o espírito de união dos personagens." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36637" class="wp-caption-text"><br />O personagem Vlad, pai do Drácula, é dublado por Mel Brooks, que também dirigiu a comédia Drácula – Morto, mas Feliz (1995) [Foto: Columbia Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A animação, contudo, não se sustenta apenas pela força de seu subtexto. Esteticamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> reforça o estilo de Tartakovsky, que injetou energia cartunesca em um cinema de animação 3D muitas vezes dominado pela busca de realismo da <em>Pixar</em> e da </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/madagascar-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O movimento exagerado, os enquadramentos cômicos e o ritmo frenético conferem identidade à franquia, aproximando-a mais da tradição dos desenhos de televisão dos anos 1990 do que da lógica narrativa dos longas de animação hollywoodianos. Essa escolha estética foi fundamental para que o filme conquistasse um público amplo, mantendo-se fresco e diferente em meio à concorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator que explica a relevância da obra é a consolidação da franquia como fenômeno cultural e comercial. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F1YhnSE9zZU"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não apenas manteve o interesse do público após o sucesso do primeiro, como garantiu fôlego para novas sequências, séries derivadas e um universo expandido de produtos. A mistura entre personagens monstruosos clássicos, como Drácula, lobisomens, múmias, Frankenstein, e dilemas cotidianos deu certo porque equilibrava a fantasia com conflitos universais. As crianças riam das trapalhadas, os adultos reconheciam, em chave caricatural, discussões sobre família, mudança e tradição.</span></p>
<figure id="attachment_36639" aria-describedby="caption-attachment-36639" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36639" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-800x495.jpeg" alt="É nesse ponto que reside a importância cultural de Hotel Transilvânia 2: ele mostra como a animação comercial pode ser mais do que mero entretenimento descartável. O longa captura ansiedades sociais sobre identidade, gerações e convivência, transformando-as em narrativas acessíveis a diferentes públicos. Ao mesmo tempo, reforça a ideia de que regressões, preconceitos e intolerâncias não são problemas resolvidos de uma vez por todas, pelo contrário, eles retornam, exigindo enfrentamento constante. Drácula, como metáfora, nos lembra que os monstros que mais assombram a vida em sociedade não estão nos contos de terror, mas nos medos que temos de aceitar a mudança." width="800" height="495" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-800x495.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-768x475.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4.jpeg 970w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36639" class="wp-caption-text">Fifth Harmony gravou a canção-tema do filme I&#8217;m In Love With a Monster (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dez anos depois, rever </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bYZzOIcikSA"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é perceber como uma comédia de monstros animados conseguiu traduzir debates profundos em chave lúdica, com humor, cor e ritmo. Seu legado está tanto no impacto comercial, que garantiu longevidade à franquia, quanto na sutileza com que ofereceu uma reflexão sobre família, tradição e diferença. Um lembrete de que até os vampiros mais poderosos tremem diante do futuro e de que as novas gerações, humanas ou não, sempre desafiam os padrões do passado.</span></p>
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		<title>O que passa na cabeça dela?: Há 10 anos, Divertida Mente mostrava o interior da mente de uma pré adolescente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 19:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Lançado em 2015, Divertida Mente rapidamente se destacou como uma das animações mais inovadoras da Pixar, tanto pelo seu conceito original, quanto pela forma sensível e educativa que abordou a psicologia humana. A trama acompanha Riley, uma menina de 11 anos que enfrenta mudanças profundas ao se mudar para uma nova cidade — &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/divertida-mente-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que passa na cabeça dela?: Há 10 anos, Divertida Mente mostrava o interior da mente de uma pré adolescente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35412" aria-describedby="caption-attachment-35412" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35412" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente.png" alt="Cena do filme de animação Divertida Mente. A cena mostra cinco personagens coloridos que estão de costas, observando através de janelas amplas que mostram ilhas flutuantes no mundo da mente. À esquerda, aparece uma ilha com um monumento familiar e casas aconchegantes; em seguida, uma ilha rosa com arcos e corações; após, uma ilha com elementos de hockey, como tacos e um ringue; à direita, uma ilha com brinquedos e mecanismos coloridos. Os personagens representam emoções: Raiva (vermelho, robusto), Medo (roxo, esguio), Alegria (amarela, iluminada), Tristeza (azul, encurvada) e Nojinho (verde, com braços cruzados). O cenário é vasto e imaginativo, com tons pastel e estruturas surreais." width="512" height="341" /><figcaption id="caption-attachment-35412" class="wp-caption-text">Os roteiristas consideraram até 27 emoções diferentes, mas decidiram por cinco – Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva – para tornar o filme menos complicado (Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rapidamente se destacou como uma das animações mais inovadoras da Pixar, tanto pelo seu conceito original, quanto pela forma sensível e educativa que abordou a psicologia humana. A trama acompanha Riley, uma menina de 11 anos que enfrenta mudanças profundas ao se mudar para uma nova cidade — uma transição que evoca o desconforto das primeiras vezes e a instabilidade emocional que costuma acompanhá-las. Dentro de sua mente, cinco emoções – Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho – disputam o controle de suas reações, refletindo os conflitos internos que surgem diante do desconhecido. O filme cativou o público infantil com sua estética vibrante e personagens carismáticos, ao mesmo tempo que conquistou os mais velhos na maneira que trata com delicadeza temas como amadurecimento e saúde mental.</span></p>
<p><span id="more-35407"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores méritos da animação é sua capacidade de traduzir conceitos abstratos da psicologia em uma narrativa acessível, visualmente impactante e emocionalmente verdadeira. A </span><a href="https://ufob.edu.br/especial-de-quarentena/tv/divertida-mente-o-que-podemos-tirar-de-licao-nesse-filme"><span style="font-weight: 400;">personificação das emoções</span></a><span style="font-weight: 400;">, a arquitetura da mente da protagonista e os mecanismos que explicam memória e personalidade são recursos que tornam o funcionamento emocional mais compreensível para diferentes idades. O maior destaque, no entanto, é a revalorização da Tristeza — frequentemente vista como um sentimento a ser evitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa rompe com a ideia de que só a </span><a href="https://portaln10.com.br/curiosidades/positividade-toxica-como-a-alegria-de-divertida-mente-ilustra-um-problema-real-de-saude-mental-11214/"><span style="font-weight: 400;">felicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> importa ao mostrar que a Tristeza é essencial para processar perdas, buscar apoio e construir vínculos mais autênticos. Esse reposicionamento emocional abre espaço para debates mais amplos sobre bem-estar psicológico, contribuindo para a desestigmatização da tristeza e a valorização de uma saúde mental mais completa e realista.</span></p>
<figure id="attachment_35409" aria-describedby="caption-attachment-35409" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-2-800x450.jpeg" alt="Cena do filme de animação Divertida Mente. A cena mostra um corredor repleto de prateleiras com esferas coloridas, que representam memórias. Três personagens estão no centro. Alegria, de pele brilhante e cabelo azul curto, sorri segurando várias esferas amarelas brilhantes. Tristeza, com expressão preocupada, está ao lado dela. À esquerda, Bing Bong, um personagem rosa e felpudo com tromba de elefante, vestido com paletó e flor de feltro, gesticula animadamente. O ambiente é vibrante e simboliza o armazenamento de lembranças no interior da mente da protagonista." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-2.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35409" class="wp-caption-text">Cada emoção é baseada em uma feição: Alegria em uma estrela, Tristeza é uma lágrima, Raiva é um tijolo, Medo é um nervo exposto e Nojinho é um brócolis (Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem sido </span><a href="https://online.pucrs.br/blog/neurociencia-infantil-e-filme-divertidamente"><span style="font-weight: 400;">amplamente utilizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> por psicólogos, terapeutas e educadores, tanto como ferramenta didática quanto como instrumento de acolhimento. Sua mensagem reforça que todas as emoções são legítimas e necessárias para o desenvolvimento emocional, especialmente em momentos de mudança e transição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção mostra que o medo das primeiras experiências é parte do crescimento e precisa ser validado. Ao legitimar esses sentimentos, a obra ajuda crianças (e adultos) a reconhecerem seus limites e a se reconectarem consigo mesmas de maneira mais empática. É nesse ponto que a animação ultrapassa seu papel de mero entretenimento, tornando-se uma ferramenta terapêutica e um</span><a href="https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/podcasts/divertida-mente-estimula-dialogo-sobre-as-emocoes-entre-adultos-e-criancas/"><span style="font-weight: 400;"> veículo de educação emocional.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recepção crítica e comercial também reforça sua relevância. Com mais de US$850 milhões arrecadados mundialmente e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2-wowSRBfrY"><span style="font-weight: 400;">Melhor Animação</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i><span style="font-weight: 400;"> provou que é possível unir sensibilidade, inovação narrativa e sucesso de público. A Pixar, conhecida por equilibrar emoção e humor, elevou seu próprio padrão ao oferecer uma obra que fala de saúde mental sem cair em clichês ou simplificações. A escolha de colocar a Tristeza como personagem-chave foi um gesto ousado e necessário, desafiando o discurso hegemônico da positividade tóxica que domina muitas narrativas infantojuvenis. Assim, a animação tornou-se uma referência duradoura sobre como lidar com as emoções de forma honesta e compassiva.</span></p>
<figure id="attachment_35408" aria-describedby="caption-attachment-35408" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-800x479.png" alt="Cena do filme de animação Divertida Mente. A cena mostra três personagens sentados ao redor de uma mesa redonda, aparentemente durante uma refeição com comida chinesa para viagem. No centro está Riley, uma menina de cerca de 11 anos, com cabelo loiro claro e liso, na altura dos ombros, olhos azuis grandes e expressão de surpresa ou choque. Ela veste uma blusa de mangas compridas com listras coloridas em zigue-zague. À esquerda está a mãe de Riley, uma mulher de cabelo castanho claro preso em um rabo de cavalo baixo com uma presilha escura. Ela usa óculos de armação vermelha e uma blusa amarela com listras coloridas. À direita está o pai de Riley, um homem com cabelo castanho escuro, barba rala, bigode marcado e expressão séria ou preocupada. Ele usa uma camisa clara de mangas compridas e gravata listrada, com as mangas arregaçadas. A mesa está coberta com recipientes típicos de comida chinesa para viagem e copos com canudos. Ao fundo, há uma escada e caixas de mudança, sugerindo que a família acabou de se mudar para uma nova casa." width="800" height="479" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-800x479.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-1024x613.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-768x460.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-1536x920.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-2048x1227.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-3-1200x719.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35408" class="wp-caption-text">visão de São Francisco é conceitualmente a oposta de Operação Big Hero de 2014 (Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, uma década após sua estreia, o </span><a href="https://www.editoraverde.org/portal/revistas/index.php/rec/article/download/261/380/1139"><span style="font-weight: 400;">impacto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue firme na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos discursos sobre saúde mental. Sua influência é perceptível em diversas outras produções audiovisuais, como a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hC6lTieGDjI"><i><span style="font-weight: 400;">Produção de Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que passaram a tratar o universo emocional com mais nuances. Mais do que uma tendência, o longa inaugurou uma mudança de paradigma: passou a ser aceitável, e até necessário, falar de tristeza, frustração e medo com as crianças, em vez de apenas protegê-las desses sentimentos. Em uma época marcada por ansiedade e sobrecarga emocional desde a infância, a produção se mostra cada vez mais atual, funcionando como um lembrete de que sentir — tudo o que sentimos — é parte vital da experiência humana.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yAZxx8t9zig"><span style="font-weight: 400;">A sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou em 2024, demonstrando o vínculo emocional duradouro do público com o filme original. Com Riley entrando na adolescência, novas emoções surgiram, ampliando ainda mais a complexidade da narrativa. Essa nova fase da protagonista, marcada por dúvidas sobre identidade, primeiras paixões e transformações físicas e sociais, representa um território emocional riquíssimo a ser explorado. No entanto, existiu também o desafio de manter a sensibilidade e profundidade do primeiro filme, sem cair em repetições ou superficialidades.</span></p>
<figure id="attachment_35413" aria-describedby="caption-attachment-35413" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-4-800x441.jpg" alt="Cena do filme de animação Divertida Mente. A cena mostra Riley e seus pais se abraçando num momento emocionante e delicado. Os três estão no chão, demonstrando a sensibilidade do gesto. Eles vestem roupas de inverno com tons frios, fazendo relação à emoção dos personagens." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-4-800x441.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-4-1024x564.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-4-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/divertidamente-4.jpg 1144w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35413" class="wp-caption-text">Algumas das &#8216;bolas&#8217; de memória na mente de Riley contém cenas de outros filmes da Pixar, como o casamento de Carl e Ellie em Up &#8211; Altas Aventuras (Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aumenta o alcance de sua mensagem, mostrando que a saúde mental é uma jornada contínua, em que cada fase da vida traz novos desafios internos. A transição da infância para a adolescência é, por si só, marcada por perdas simbólicas e primeiras dores, que muitas vezes exigem não a negação, mas o acolhimento da tristeza. É nesse ponto que a franquia continua a inovar: ao validar sentimentos desconfortáveis como parte do processo de crescer e ao reconhecer que nenhuma emoção deve ser excluída da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, dez anos depois, o longa permanece como um dos mais importantes da animação contemporânea. Seu legado ultrapassa o Cinema, influenciando práticas pedagógicas, terapias e conversas cotidianas sobre sentimentos. Ao destacar a importância da Tristeza como elo de empatia e autoconhecimento, e ao mostrar que as primeiras vezes e as mudanças — por mais difíceis que sejam — fazem parte do amadurecimento, a obra se mantém essencial. Mais do que um sucesso de bilheteria, </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-nossa-mente-mais-complexa-que-parece/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um marco na forma como a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o universo emocional humano, ajudando a formar uma geração mais consciente, sensível e emocionalmente alfabetizada.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Divertida Mente Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ukQeR3zYncw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Florence Welch sabe enganar muito bem. Quem ouve sua voz angelical ou já a escutou seus trabalhos anteriores, como Lungs e Ceremonials, de relance nem imagina que a frontwoman do Florence + The Machine reivindica todas as desgraças sentimentais existentes para si. A princípio pode até soar prepotente e egoísta uma pessoa achar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_35311" aria-describedby="caption-attachment-35311" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x800.png" alt="Capa de How Big, How Blue, How Beautiful. Nela vemos Florence Welch, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste uma camisa preta de manga comprida. Ela está arcada para frente com o ombro esquerdo um pouco abaixo da linha do direito. Sua mão direita está levantada, fazendo com que seu dedo direito apoie levemente seu queixo enquanto ele olha fixamente para frente. A foto está em preto e branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35311" class="wp-caption-text">Terceiro álbum do grupo traz a versão mais pés no chão (mas não menos megalomaníaca) de sua frontwoman [Foto: Island Records]</figcaption></figure><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Florence Welch sabe enganar muito bem. Quem ouve sua voz angelical ou já a escutou seus trabalhos anteriores, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/lungs-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lungs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials</span></i><span style="font-weight: 400;">, de relance nem imagina que a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman </span></i><span style="font-weight: 400;">do Florence + The Machine reivindica todas as desgraças sentimentais existentes para si. A princípio pode até soar prepotente e egoísta uma pessoa achar que só ela detém de todo o sentimentalismo do mundo, mas é justamente na ignorância de que nenhuma experiência é única que </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful </span></i><span style="font-weight: 400;">se torna tão singular.</span></p>
<p><span id="more-35310"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua carreira, o grupo desenvolveu suas próprias fases do luto. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lungs</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela assumiu uma película fantasiosa, enquanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ceremonials-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a dor é tão grande que a fez ir para a igreja, porém nesse terceiro álbum ele se torna extremamente mundano. Tais fases refletem também a sonoridade de era desta trilogia inicial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lungs </span></i><span style="font-weight: 400;">é renascentista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials </span></i><span style="font-weight: 400;">é barroco/gótico e </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> é vanguarda moderna. </span></p>
<figure id="attachment_35312" aria-describedby="caption-attachment-35312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x480.png" alt="Foto de Florence Welch, vocalista do Florence + the Machine. Ela é uma mulher branca de cabelos ruivos longos. Florence veste uma camisa preta com um decote marcado que vai até a barriga. Ela está com a cabeça arcada para trás e fazendo gestos com suas duas mãos. Ao fundo, uma parede azul" width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35312" class="wp-caption-text">Constantemente a cantora é comparada com nomes como Kate Bush e Stevie Nicks, não apenas pelo estilo, mas também pela lírica (Foto: Tom Beard)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, há duas coisas das quais Florence não abre mão: o grandiosismo e a água, que neste registro são quase sinônimos. Quanto ao elemento aquático, a própria cantora disse que, em primeiro momento, o produtor Markus Dravs – que trabalhou com nomes como Coldplay, Bjork e Arcade Fire e que aqui substitui Paul Epworth – colocou um copo de cerveja escrito </span><a href="https://www.flavorwire.com/521607/florence-the-machines-how-big-how-blue-how-beautiful-and-the-frustrations-of-tasteful-pop"><i><span style="font-weight: 400;">Water to drink, not write about it</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(água é para beber, não para compor sobre) no estúdio. No entanto, a astúcia da escrita conseguiu driblar a imposição, visto pelo próprio nome do álbum e também pela faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ship to Wreck</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora diz estar construindo um navio para naufragar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica evidente então que há coisas que Florence jamais vai abdicar, e uma delas é a grandiosidade. A banda sempre prezou por uma instrumentação de respeito, seu primeiro trabalho traz uma musicalidade mais crua, quase medieval, já seu </span><a href="https://www.yardbarker.com/entertainment/articles/the_best_sophomore_albums_of_all_time/s1__37691963#slide_15"><i><span style="font-weight: 400;">sophomore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente pomposo, enquanto aqui ele traz um aspecto mais modernista, que lembra um concerto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/maestro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bernstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, resultando na melhor orquestração da carreira do grupo, igualmente massiva, mas que sabe ser comedida nos momentos certos e entra em harmonia com os vocais de Welch, tendo a sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da discografia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Florence + The Machine - Ship To Wreck (The Odyssey – Chapter 4)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/B9v8jLBrvug?list=PLodZ18Gliq94mNBNoUHW5NArV_hNCCVW0" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é, sem dúvidas, o álbum mais consistente do Florence + The Machine, o que é uma pena, pois, acostumados com todo o expansionismo que a banda propôs em seu início, ele raramente é um dos mais lembrados. Mas isso, de forma alguma, tira o brilho que ele tem. De longe, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d-hMSJp2NwQ&amp;ab_channel=Florence%2BtheMachine-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em termos de produção é o mais robusto, pensado para ser catártico tanto no estúdio quanto no ao vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, mais uma vez, o grupo mostra que não está preocupado em ser </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, ainda sim, conseguem imprimir uma roupagem comercial. E isso, dado às temáticas que Welch – que aqui é centrada principalmente na forma que o processo de superação da cantora afeta a vida à sua volta – aborda é uma tarefa bastante difícil, que, quando bem feita, do modo com que Florence + the Machine faz, dá muito certo. </span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que a lírica dá a entender que a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman </span></i><span style="font-weight: 400;">não tem problemas em abrir seu peito, desde seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6hs55qjerNNOi4ZT5bOhxV"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">eles sempre mascaram tais sentimentos abusando da liberdade poética.</span></p>
<figure id="attachment_35313" aria-describedby="caption-attachment-35313" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35313" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.png" alt="Foto de um show da banda Florence + The Machine. Nela, vemos Florence Welch, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste um vestido longo azul. Ela está correndo, de forma com que o vestido, ao mesmo tempo que esvoaça, também cola em seu corpo. Ela também segura uma meia lua com sua mão direita. Ao fundo, luzes de um palco" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35313" class="wp-caption-text">A turnê do álbum passou pelo Brasil, com Florence + the Machine sendo headliner da edição de 2016 do Lollapalooza (Foto: Caio Kenji/G1)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2yk5_y6IERw&amp;ab_channel=FlorenceMachineVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of Peace</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zZr5Tid3Qw4&amp;ab_channel=FlorenceMachineVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Delilah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixam evidente como isso é feito. A primeira, usa de um casal de monarcas que perdeu o filho para falar de feridas internas, que, apesar de cicatrizadas, marcam o eu lírico pela dor. Já a segunda, se apropria da personagem bíblica para abordar a auto descoberta após um período de dependência emocional. Mesmo sendo libertador, a música mostra que quebrar as correntes é tão doloroso quanto estar preso por elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a produção alcançou níveis não vistos anteriormente, o vocal de Welch não fica atrás. Não há tanta teatralidade quanto antes, mas nesse disco, a já autointitulada bruxa entoa seus feitiços com uma visceralidade que emana ódio e desespero, e bebe da influência de vocalistas fortes de décadas passadas que, não à toa, a deu o título de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/florence-welch-the-good-witch-248311/"><i><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks da geração Crepúsculo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Which Witch </span></i><span style="font-weight: 400;">– talvez um dos melhores encerramentos de um álbum em décadas, por exemplo – vai além e pinta a intérprete realmente como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;">, capaz de destruir todos a sua volta apenas com sua voz sofrida, moldando a realidade de quem a ouve.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Which Witch" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tv_JN9Tzy1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A força de Florence + The Machine sempre pairou na forma como o grupo nunca teve medo de apresentar suas fraquezas ao mundo e </span><a href="https://www.npr.org/2015/08/09/430351233/florence-welch-comes-face-to-face-with-herself-on-how-big-how-blue-how-beautiful"><span style="font-weight: 400;">desafiá-las.</span></a><span style="font-weight: 400;"> E </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful </span></i><span style="font-weight: 400;">potencializa isso a enésima potência ao trazer uma carga de humanidade para a discografia. Períodos de luto e superação podem parecer apocalípticos, ainda mais os representados por Florence Welch, mas, a partir de suas obras fica claro que a dor é implacável e, com a guarda alta ou não, tem que enfrentá-la com as armas disponíveis, nesse caso, é a Música. Se o abismo, por mais lindo e gigantesco que seja, te encara, não se pode somente encará-lo de volta, mas é preciso botar medo nele e, se for o caso, mergulhar.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: How Big, How Blue, How Beautiful (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2jn2n5OkuHliOLKCqHnjXV?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/">How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>10 anos depois, AM do Arctic Monkeys ainda é iconicamente sedutor</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Dec 2023 14:44:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[AM]]></category>
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		<category><![CDATA[Aniversário 10 anos]]></category>
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		<category><![CDATA[Banda britânica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Do You Wanna Know?]]></category>
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		<category><![CDATA[Leticia Stradiotto]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leticia Stradiotto AM. É uma abreviação? Madrugada? Radiofrequência? Não existe uma resposta correta. Seria mais fácil juntar tudo em uma explicação só: AM é a abreviação que encapsula a essência do Arctic Monkeys como uma madrugada interminável, na qual a radiofrequência das guitarras distorcidas e os versos envolventes de Alex Turner conspiram e nos seduzem &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/10-anos-depois-am-do-arctic-monkeys-ainda-e-iconicamente-sedutor/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos depois, AM do Arctic Monkeys ainda é iconicamente sedutor"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32337" aria-describedby="caption-attachment-32337" style="width: 368px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am1.jpeg" alt="Capa do disco AM do Arctic Monkeys. A capa é minimalista com o fundo preto e o desenho de uma onda sonora branca com duas amplitudes" width="368" height="368" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am1.jpeg 368w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 368px) 85vw, 368px" /><figcaption id="caption-attachment-32337" class="wp-caption-text">Arctic Monkeys consegue moldar, por meio do som, a estética visual que imaginamos quando pensamos na juventude britânica (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><b>Leticia Stradiotto</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/78bpIziExqiI9qztvNFlQu?si=zGE44dqtSZi5ATG7Wzs2VQ"><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É uma abreviação? Madrugada? Radiofrequência? Não existe uma resposta correta. Seria mais fácil juntar tudo em uma explicação só: </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a abreviação que encapsula a essência do </span><a href="https://personaunesp.com.br/humbug-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arctic Monkeys</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma madrugada interminável, na qual a radiofrequência das guitarras distorcidas e os versos envolventes de Alex Turner conspiram e nos seduzem para a atmosfera dos becos britânicos. Separe seu gel de cabelo, vista uma jaqueta de couro, invista em óculos escuros (principalmente se for à noite) e, por favor, não esqueça do cigarro na mão, pois há uma década era lançado ao mundo o disco que influenciaria uma geração de jovens e catapultaria a banda para o estrelato.</span></p>
<p><span id="more-32332"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Originários dos subúrbios da cidade de Sheffield, na Inglaterra, a banda foi formada em 2002 e rapidamente se destacou na cena musical alternativa. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/50Zz8CkIhATKUlQMbHO3k1?si=tv-3ie2jRkmc0wGX8n_Wlg"><i><span style="font-weight: 400;">Whatever People Say I Am, That&#8217;s What I&#8217;m Not</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o recorde de álbum de estreia </span><a href="https://comunidadeculturaearte.com/14-anos-de-whatever-people-say-i-am-thats-what-im-not-dos-arctic-monkeys/#:~:text=leste%20da%20Inglaterra.-,%E2%80%9CWhatever%20People%20Say%20I%20Am%2C%20That's%20What%20I'm,c%C3%B3pias%2C%20segundo%20a%20BBC%20News."><span style="font-weight: 400;">mais vendido</span></a><span style="font-weight: 400;"> na história do Reino Unido foi quebrado pelo grupo. Até então, os britânicos haviam liderado o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> com grandes influências de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/12/13/cultura/1576230607_110942.html"><span style="font-weight: 400;">The Clash</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-smiths-luz-que-nunca-foi/"><span style="font-weight: 400;">The Smiths</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-new-abnormal-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Strokes</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, em 2013, sua proposta foi modificada e eles finalmente decidiram abraçar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> hard rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<figure id="attachment_32334" aria-describedby="caption-attachment-32334" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am2.png" alt="Foto em preto e branco da banda Arctic Monkeys. Na imagem estão quatro homens. Da esquerda para a direita, está Alex Turner, um homem branco de cabelo com topete que veste óculos escuros, uma blusa social branca e um casaco social preto. Ao seu lado está Nick O’Malley, um homem branco de cabelos compridos até o queixo que veste um casaco cinza. Ao seu lado está Jamie Cook, um homem branco de fios levemente longos e penteados para trás, ele veste um terno preto. Ao seu lado está Matthew Helders, um homem branco de cabelo curto e topete que veste um casaco social cinza" width="601" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-32334" class="wp-caption-text">Após o lançamento de dois discos, o Arctic Monkeys foi considerado a maior banda britânica desde o Oasis (Foto: Sebastian Kim)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ganhar notoriedade global em oito anos de carreira, o Arctic Monkeys ainda era considerado uma banda de menor expressão antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;">. A grandiosidade do álbum conquistou lugares que eles ainda não haviam alcançado. Em números, estreou no topo das paradas musicais e liderou vendas com mais de </span><a href="https://www.musicweek.com/analysis/read/official-charts-analysis-arctic-monkeys-am-doubles-predecessor-s-week-one-sales/056069"><span style="font-weight: 400;">150 mil cópias na primeira semana de lançamento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2023, o grupo foi certificado três vezes platina pela Recording Industry Association of America (</span><a href="https://www.riaa.com/"><span style="font-weight: 400;">RIAA</span></a><span style="font-weight: 400;">) com mais de 3 milhões de cópias. A recepção não se limitou apenas aos formatos digitais e físicos, mas também se estendeu ao vinil, se tornando um dos </span><a href="https://blog.bileskydiscos.com.br/2020/08/18/arctic-monkeys-am-e-o-album-em-vinil-mais-vendido-da-decada-no-reino-unido/#:~:text=Arctic%20Monkeys%20%E2%80%9CAM%E2%80%9D%20%C3%A9%20o,da%20d%C3%A9cada%20no%20Reino%20Unido&amp;text=O%20Reino%20Unido%20%C3%A9%20um,single%20mais%20vendidos%20da%20d%C3%A9cada."><span style="font-weight: 400;">mais comercializados da década</span></a><span style="font-weight: 400;">, provando mais uma vez o </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> do grupo como um dos mais influentes da atualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tão </span><a href="https://comunidadeculturaearte.com/dez-anos-de-am-dos-arctic-monkeys-o-disco-que-tudo-mudou/"><span style="font-weight: 400;">icônico</span></a><span style="font-weight: 400;"> hoje quanto no dia de seu lançamento, o álbum é o ponto de virada da carreira da banda. A mudança ousada de estilo e o sucesso comercial solidificaram o lugar de </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma obra-prima que moldou o som contemporâneo e o conectou profundamente com uma geração que estava se tornando cada vez mais envolvida com questões de identidade, desejos e descobertas emocionais. </span></p>
<figure id="attachment_32336" aria-describedby="caption-attachment-32336" style="width: 475px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am3.webp" alt="Foto em preto e branco. Na imagem está Alex Turner, um homem branco de cabelos curtos e topete, ele está cantando com o rosto virado para o lado esquerdo, veste uma camiseta com gola em V e está tocando guitarra" width="475" height="336" /><figcaption id="caption-attachment-32336" class="wp-caption-text">O vocalista Alex Turner foi &#8211; e ainda é &#8211; um sex symbol do rock moderno (Foto: Jack Plunkett)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conectado intrinsecamente ao fenômeno do </span><a href="https://www.tumblr.com/?language=pt_BR"><i><span style="font-weight: 400;">Tumblr</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; uma plataforma de blogs que, em seu auge nos primeiros anos do século 21, era marcada por uma estética que abraçava a </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/megazine/tumblr-faz-sucesso-com-reflexoes-sobre-angustias-da-adolescencia-4316212"><span style="font-weight: 400;">melancolia da adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, o disco prosperou por meio das letras de Alex Turner que encontraram ali um lar, com linhas sobrepostas de memórias sobre </span><a href="https://www.anaperre.com.br/post/47437-estilo-tumblr-e-no-estilo-quinze-rj#:~:text=O%20estilo%20Tumblr%20tem%20tudo,cultura%20teen%2C%20que%20est%C3%A1%20sempre&amp;text=mais%20este%20estilo%20de%20fotografia,%2C%20branco%2C%20cinza%20e%20bege."><span style="font-weight: 400;">fotografias </span><i><span style="font-weight: 400;">vintage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de garotas fumando ou citações em máquinas de escrever. As pessoas se apropriaram do álbum, tanto fisicamente quanto emocionalmente, usando-o como uma projeção de suas próprias experiências, sejam elas os corações partidos, as noites selvagens ou as saudades de amores desconcertantes  &#8211;  além de muito mais daquilo que, com certeza, todo mundo já passou na excêntrica juventude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com influências musicais amparadas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-critica/"><span style="font-weight: 400;">Black Sabbath</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o trabalho que a banda sempre desejou criar e que os fãs sempre desejaram ouvir. Uma fusão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/humbug-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Humbug</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://personaunesp.com.br/suck-it-and-see-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu origem ao som sensual característico. É a mistura de todas essas influências presentes em suas discotecas anteriores que resulta em uma sonoridade verdadeiramente única. Arctic Monkeys captura perfeitamente o espírito da </span><a href="http://arcticmonkeys.com.br/2015/12/as-5-maneiras-que-os-arctic-monkeys-mudaram-a-cara-da-musica-britanica/"><span style="font-weight: 400;">cena musical britânica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da época com letras que fazem referência a bares, festas noturnas, cotidiano e até mesmo a estética visual do ambiente.</span></p>
<figure id="attachment_32333" aria-describedby="caption-attachment-32333" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32333" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4-800x442.png" alt=" Foto em preto e branco. Na imagem está o palco de um show do Arctic Monkeys, com a plateia do lado direito da foto. Os integrantes estão um pouco ofuscados pela luz que está ao fundo em um letreiro neon escrito “Monkeys”. Ao centro do palco, mais visível, está Alex Turner, um homem branco de cabelos compridos que veste um casaco social, calças flare e bota. Ele está tocando guitarra na ponta dos pés. Ao seu lado direito, está outro guitarrista, um homem branco que veste blusa social branca, casaco e calça. Ao fundo está a bateria e os demais músicos." width="800" height="442" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4-800x442.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4-1024x566.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4-1200x663.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am4.png 1220w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32333" class="wp-caption-text">O disco contou com a participação do vocalista do Queens Of Stone Age, Josh Homme, no backing vocal de algumas canções (Foto: Aaron Parsons)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contendo 12 faixas e 4 </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, destacam-se entre as músicas mais populares do álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5FVd6KXrgO9B3JPmC8OPst?si=6d94b32140854cd5"><i><span style="font-weight: 400;">Do I Wanna Know?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/086myS9r57YsLbJpU0TgK9?si=2e298a8f9b71484e"><i><span style="font-weight: 400;">Why&#8217;d You Only Call Me When You&#8217;re High?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2AT8iROs4FQueDv2c8q2KE?si=b46ee30386764016"><i><span style="font-weight: 400;">RU Mine?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Certamente, com tantas interrogações, o disco reflete, mais uma vez, as dúvidas e incertezas de uma geração alimentada por amor e desejo, conectando a autonomia e personalidade distintiva da banda com seus ouvintes. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6wNUBZNWFxdUGof6vkaykE?si=ba36b60c5af34c01"><i><span style="font-weight: 400;">One For The Road</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, transmite o desejo e a paixão por meio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sussurros do vocalista Alex Turner. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7nzsY8vlnKdvGOEE0rjAXZ?si=e4c2e4f79f2e41d9"><i><span style="font-weight: 400;">Arabella</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma cabeça dos anos 1970, mas é uma amante moderna. É o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicodélico no álbum, também responsável por caracterizar a presença de Black Sabbath</span> <span style="font-weight: 400;">que, assim como</span> <span style="font-weight: 400;">a garota da canção, surge na década setentista e influencia o </span><i><span style="font-weight: 400;">heavy metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> em guitarras distorcidas. A icônica e romântica </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5XeFesFbtLpXzIVDNQP22n?si=a1ebed5ed3a64636"><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Be Yours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi inspirada no poema do poeta </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/i-wanna-be-yours-conheca-a-historia-do-poema-que-inspirou-a-musica-do-arctic-monkeys,57806d14286da0e2d16a57a41bcee4b55mgy7f9f.html"><span style="font-weight: 400;">John Cooper Clarke</span></a><span style="font-weight: 400;">, dando uma profundidade lírica à construção da faixa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a conexão de experiências pessoais e relacionamentos românticos, surge o par </span><a href="http://arcticmonkeys.com.br/2017/07/alexa-chung/"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung e Alex Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">. Você deve ter ouvido falar do casal britânico ou pelo menos já se deparou com a tão famosa </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/a-carta-perdida-de-alex-turner-para-alexa-chung,5979431e19877e71d814cd59f644facb9sk1fbll.html"><span style="font-weight: 400;">carta</span></a><span style="font-weight: 400;"> de amor perdida. Eles eram considerados um dos casais mais badalados do Reino Unido e atraíam constantemente a atenção da mídia. O relacionamento começou em meados de 2007 e durou até 2011, dois anos antes do lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dizem as más línguas que as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4atMrAadB7dS8xn9vfk9PQ?si=8d63adf46d8d4158"><i><span style="font-weight: 400;">Fireside</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2LGdO5MtFdyphi2EihANZG?si=96d4128e5b514229"><i><span style="font-weight: 400;">Knee Socks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foram escritas para a modelo que, frequentemente, usava meias até os joelhos. Assim como as demais canções, que contribuem para a atmosfera provocante, não é bobagem falar que o grande sucesso do disco veio de um coração partido. </span></p>
<figure id="attachment_32335" aria-describedby="caption-attachment-32335" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32335" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/am5.jpg" alt="Carta de amor de Alex Turner para Alexa Chung que está escrito em letras manuscritas “Minha boca não se calou sobre você desde que você a beijou. A ideia de que você a possa beijar mais uma vez está grudada no meu cérebro, o qual não parou de pensar em você desde, bem, antes de qualquer beijo. E agora, o prospecto daqueles beijos parece me pegar como quando você escorrega na escada e um dos degraus te atinge bem no meio das costas. A noção deles continuando é tradicionalmente assustadora e para sempre me excitam a um grau desconhecido”" width="500" height="519" /><figcaption id="caption-attachment-32335" class="wp-caption-text">“Minha boca não calou a boca sobre você desde que você a beijou” (Foto: Alex Turner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de uma década, a obra do Arctic Monkeys provou ser duradoura. Em uma atmosfera incrivelmente sedutora com a voz corrosiva de Turner, somos transferidos para encontros noturnos, flertes intensos e quartos de hotel onde as escolhas erradas são frequentemente feitas. Mesmo com a evolução da banda em novos discos, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7v6FNgLDS8KmaWA1amUtqe?si=cgHrymHfShCZsFIk_5EL9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Tranquility Base Hotel &amp; Casino</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2GROf0WKoP5Er2M9RXVNNs?si=nzd0vbRPTPqQS8TnKYqZ9g"><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, eles nunca escaparão do legado de </span><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que um álbum, o trabalho é um retrato sonoro de uma época, uma trilha sonora para a juventude eternamente cativada pela mistura única de sensualidade, paixão e autenticidade. A obra ressoa o clima irresistivelmente </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, mesmo com 10 anos, ainda nos envolve com sua aura de mistério e atração. Arctic Monkeys trouxe à tona um espaço de identificação para adolescentes cheios de experiências intensas, e que agora são adultos expressivos, ou pelo menos, nostálgicos acerca de suas paixões rebeldes na juventude. Por que, afinal, iríamos querer </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0NdTUS4UiNYCNn5FgVqKQY?si=378734c5a69d4d0a"><span style="font-weight: 400;">sair dessa</span></a><span style="font-weight: 400;">?</span></p>
<p><a href="http://iframe%20style=border-radius:12px%20src=https://open.spotify.com/embed/album/78bpIziExqiI9qztvNFlQu?utm_source=generator%20width=100%%20height=352%20frameBorder=0%20allowfullscreen=%20allow=autoplay;%20clipboard-write;%20encrypted-media;%20fullscreen;%20picture-in-picture%20loading=lazy/iframe"><iframe loading="lazy" style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/78bpIziExqiI9qztvNFlQu?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></a></p>
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		<title>Vessel: 10 anos do crepúsculo violento e alvorecer quieto de Twenty One Pilots</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 18:03:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Lá em 2011, um grupo de Ohio passava por uma reformulação e almejava ser, na melhor das hipóteses, regional. O que não se esperava era que, dois anos depois, a banda envelheceria tão bem e se lançaria de forma tão contundente no cenário do mainstream alternativo. Agora um duo, os inseguros Tyler Joseph &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vessel-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vessel: 10 anos do crepúsculo violento e alvorecer quieto de Twenty One Pilots"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31152" aria-describedby="caption-attachment-31152" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-1-800x418.jpg" alt="Foto do duo Twenty One pilots. Nela temos, da esquerda para direita, Josh Dun, um homem branco de barba preta e Tyler Joseph, um homem branco de cabelos pretos com luzes loiras. Os dois usam um moletom preto de esqueleto, enquanto Josh usa uma bermuda preta e um boné branco, e Tyler uma calça preta. Eles estão em um sofá amarelo e Tyler está apoiando seu rosto na mão esquerda, enquanto Josh olha para o lado esquerdo de braços cruzados." width="800" height="418" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-1-800x418.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-1-1024x535.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-1-768x401.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31152" class="wp-caption-text">Em uma estética a lá memento mori, as roupas de esqueletos foram um dos uniformes da era, nos lembrando de nossa mortalidade (Foto: Instagram/@twentyonepilots)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em 2011, um grupo de Ohio passava por uma reformulação e almejava ser, na melhor das hipóteses, regional. O que não se esperava era que, dois anos depois, a banda envelheceria tão bem e se lançaria de forma tão contundente no cenário do </span><a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=mainstream%20alternative"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Agora um </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;">, os inseguros Tyler Joseph e Josh Dun assinavam seu primeiro contrato profissional como Twenty One Pilots, com a </span><a href="https://www.instagram.com/fueledby/"><i><span style="font-weight: 400;">Fueled By Ramen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que hoje é responsável por nomes como Young The Giant</span><i><span style="font-weight: 400;"> e </span></i><span style="font-weight: 400;">Paramore.</span></p>
<p><span id="more-31151"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fruto foi </span><a href="https://open.spotify.com/album/2r2r78NE05YjyHyVbVgqFn"><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disco que ecoa e ainda ecoará pela eternidade do dueto. Não se pode negar que foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Blurryface</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez o barulho necessário para que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=twenty+one+pilots"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> alcançasse o tamanho que tem hoje. Mas sem seu antecessor de 2013, ele talvez sequer existisse. Sem esse terceiro registro na discografia com gosto de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">profissional, talvez milhões de </span><a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=Clikkie"><i><span style="font-weight: 400;">clikkies</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não saberiam da existência de alguém capaz de entender, gritar e externalizar todos seus anseios.</span></p>
<figure id="attachment_31153" aria-describedby="caption-attachment-31153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31153 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-800x462.jpg" alt="Cena do show do Twenty One Pilots no Lollapalooza 2023. Na imagem vemos Josh, ele usa uma camiseta branca, uma balaclava preta e um óculos estilizado. Ele está tocando sua bateria, que tem alguns detalhes em escamas amarelas. A foto foi tirada de maneira que as luzes do palco, nas cores azul e vermelho, estão acentuadas, quase formando um flare" width="800" height="462" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-1024x592.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-768x444.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-1536x888.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2-1200x693.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-2.jpg 1888w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31153" class="wp-caption-text">Substituindo blink-182 em um show apoteótico na edição 2023 do Lollapalooza Brasil, o duo sempre entrega várias faixas da era Vessel em seu setlist, como Holding On To You, Car Radio e Trees (Foto:Isabela Vernier/T4F)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é um sucessor espiritual de </span><a href="https://personaunesp.com.br/regional-at-best-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Regional at Best</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, última produção lançada de forma independente, tanto que, pelo registro antecessor ser descontinuado pela gravadora devido a questões contratuais, este recicla algumas de suas faixas. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">RaB</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar da excelência lírica, parece ter sido gravado dentro de um micro-ondas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel </span></i><span style="font-weight: 400;">exalta que a banda tem um primor melódico, além da competência na escrita, que cada vez mais se maturaria ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se engana quem pensa que o álbum é o ponto de ruptura entre o velho e o novo testamento do Twenty One Pilots. O registro mergulha ainda mais nas profundezas de Tyler Joseph e suas inquietações abordadas nos discos anteriores, sem deixar de desenvolver uma das assinaturas da banda: tratar de temas tão pesados e íntimos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z-wYtUBBTuY&amp;ab_channel=twenty%C3%B8nepil%C3%B8ts"><span style="font-weight: 400;">mascarando-os</span></a><span style="font-weight: 400;"> com uma melodia enérgica e animada. Portanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como referência, lembrando tanto a própria banda quanto seus fãs, de onde o Twenty One Pilots veio e para onde ele vai.</span></p>
<figure id="attachment_31154" aria-describedby="caption-attachment-31154" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31154 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3-800x532.jpg" alt="Foto do duo Twenty One Pilots. Nela, vemos Josh Dun e Tyler Joseph, da esquerda para a direita, respectivamente. Josh é um homem branco e de cabelos e barba pretos. Ele usa uma camiseta branca e um boné militar. Tyler é um homem branco de cabelos pretos. Ele usa uma camiseta preta. Os dois estão sentados encostados em uma parede branca. Josh olha para a direita e Tyler, abraçado em seus joelhos, olha para a esquerda." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3-1200x798.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Vessel-Imagem-3.jpg 1503w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31154" class="wp-caption-text">Disco recentemente se juntou a Blurryface e Trench como os álbuns da banda que ultrapassaram 1 bilhão de streams no Spotify (Foto: Lindsey Byrnes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O essencial do disco foi definir a banda como indefinível. Nesse aspecto fica difícil encaixar o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um gênero específico, e isto de forma alguma é demérito deles. Pelo contrário, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i><span style="font-weight: 400;"> explicita como o Twenty One Pilots passeia por gêneros de forma muito consciente. Sem dúvidas, o maior trunfo é como Joseph incorpora o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre as faixas, sendo totalmente perceptível em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NK7WWbXlkj4&amp;ab_channel=FueledByRamen"><i><span style="font-weight: 400;">Screen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual os gêneros dividem perfeitamente espaço com um </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">bem convidativo; ou em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3MLtopC0uho28PxZN7Zecy"><i><span style="font-weight: 400;">Fake You Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a parte rimada tem como pano de fundo os sintetizadores típicos do alternativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hqk_ybcHU7w&amp;ab_channel=WiseBear"><i><span style="font-weight: 400;">lores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> extremamente rebuscadas dos projetos subsequentes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa em apenas uma noite, começando na insônia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2OnO3UXFZdE&amp;ab_channel=FueledByRamen"><i><span style="font-weight: 400;">Ode To Sleep</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e terminando no amanhecer contemplativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Truce</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Assim, o álbum conduz uma viagem pelos pensamentos intrusivos que podem transformar as madrugadas em algo interminável e se torna um profundo relato de quando nossos medos tomam forma e nos assombram.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>&#8220;Vou ficar acordado</p>
<p>Porque a escuridão não está fazendo prisioneiros esta noite&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa viagem interna é a total prova do talento da escrita de Tyler Joseph. Dessa forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma tradução muito sincera de como o próprio vocalista enfrenta seus demônios, ora com raiva e angústia, ora se rendendo à eles, ou simplesmente aceitando a tarefa de sobreviver a si próprio. O ponto onde toda a genialidade lírica é muito forte é em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=epNi8h4aJ8A"><i><span style="font-weight: 400;">Car Radio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, talvez um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda e hino dos fãs. Na faixa, a letra usa a dupla interpretação para fazer um paralelo entre um carro com o rádio faltando e os questionamentos provocados pela solidão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o próprio vocalista, o nome do álbum, tradução para ‘navio’, simboliza que nosso ser é esse objeto, que apesar de uma enorme e robusta casca externa, esconde muita coisa dentro, só se libertando quando morremos (ou, nesse caso, afundamos). Portanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai muito além da ponta de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">iceberg</span></i><span style="font-weight: 400;"> alegre e cativante. Ele é a corrida desesperada desbravando os corredores da embarcação no momento de choque, sendo também um naufrágio em nossa própria existência.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="twenty one pilots: Car Radio [OFFICIAL VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/92XVwY54h5k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 8 de Janeiro, quando o álbum completou seus 10 anos, a banda fez uma</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=q7IKZD1ALzc&amp;ab_channel=twentyonepilots"><i><span style="font-weight: 400;">live </span></i><span style="font-weight: 400;">comemorativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, entre as curiosidades, versões acústicas e vinis especiais, pela primeira vez os dois falaram abertamente mais detalhes sobre a produção. Nela, eles contaram que os dois velhinhos que aparecem na capa, seus dois avôs, já faleceram. Podemos ter certeza que tanto aqueles senhorzinhos simpáticos, como a legião de fãs estão orgulhosos do rumo que o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">tomou. Mas o maior orgulho é dos meninos não terem desistido, seja da carreira ou até mesmo da vida. Se hoje muitos de seus fãs </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eCeBNwBUkcI&amp;ab_channel=FueledByRamen"><span style="font-weight: 400;">permaneceram vivos por vocês</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Twenty One Pilots</span> <span style="font-weight: 400;">também continuou vivo por nós.</span></p>
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