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	<title>Arquivos Andrea Beltrão &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Antígona 442 A.C.: aplausos para Andrea Beltrão</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 21:11:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan Antígona. Filha de Édipo Rei e Jocasta; irmã de Etéocles, Polinice e Ismênia; sobrinha de Creonte. Antígona. Obra do dramaturgo grego Sófocles que conversa com a atualidade e com os valores humanos pautados pela razão e pela emoção, e é a terceira peça da trilogia tebana. Antígona 442 A.C. Monólogo de Andrea &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/antigona-442-a-c-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Antígona 442 A.C.: aplausos para Andrea Beltrão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24467" aria-describedby="caption-attachment-24467" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-scaled.jpg" alt="Cena de Antígona 442 A.C.. Nela está Andrea Beltrão. Vemos apenas o busto da atriz. Ela veste jaqueta de couro preta e em sua mão direita há uma luva preta que não cobre os dedos. Suas mãos estão na altura do rosto e elas seguram uma máscara branca que cobre o rosto da atriz. A imagem é escura e o fundo é preto." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1_antigona-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24467" class="wp-caption-text">Após a pausa nos teatros, Antígona 442 A.C. estreia na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Taba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><a href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-tragedia-na-peca-teatral-antigona-sofocles.htm"><span style="font-weight: 400;">Antígona</span></a><span style="font-weight: 400;">. Filha de Édipo Rei e Jocasta; irmã de Etéocles, Polinice e Ismênia; sobrinha de Creonte. Antígona. Obra do dramaturgo grego Sófocles que conversa com a atualidade e com os valores humanos pautados pela razão e pela emoção, e é a terceira peça da trilogia tebana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Antígona 442 A.C</span></i><span style="font-weight: 400;">. Monólogo de Andrea Beltrão, dirigido por Maurício Farias, destaque que integra a Mostra Brasil na 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-24466"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi em 2015 que a vontade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-a-estrela-do-brasil-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andrea Beltrão</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ter uma peça de teatro de resistência e que pudesse ser feita a qualquer momento, floresceu. Instigada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres</span></a><span style="font-weight: 400;">, Beltrão condecorou</span><i><span style="font-weight: 400;"> Antígona </span></i><span style="font-weight: 400;">como um de seus textos favoritos e assim surgiu o desafio, transformar uma peça de teatro com no mínimo quinze personagens em um monólogo. A estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Antígona</span></i><span style="font-weight: 400;"> aconteceu, oficialmente, nos palcos em 2019, mas o contexto epidêmico de covid-19 fez com que a peça tivesse um pouso forçado. Após esse hiato, </span><i><span style="font-weight: 400;">Antígona 442 A.C. </span></i><span style="font-weight: 400;">estreia na 45ª Mostra em forma de espetáculo filmado, onde a montagem é reestruturada para o Cinema, variando em cenas dos bastidores com estudo e mapas mentais da obra e partes da encenação no teatro.</span></p>
<figure id="attachment_24468" aria-describedby="caption-attachment-24468" style="width: 1362px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona.jpg" alt="Cena de Antígona 442 A.C.. Nela está Andrea Beltrão. Uma mulher branca, de olhos castanhos, cabelo curto e castanho. Ela veste uma blusa listrada de azul e rosa. Sua mão direita está tocando a parede. Na parede há várias folhas brancas com nomes de personagens escritos em preto. Na imagem lemos “LAIO”. Entre as folhas há fitas adesivas nas cores azul, rosa e vermelho. O fundo da imagem ao lado direito é branco" width="1362" height="579" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona.jpg 1362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2_antigona-1200x510.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24468" class="wp-caption-text">“Ninguém aprendeu muito com essa história de Sófocles” (Foto: Taba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A peça se inicia com o prólogo de </span><a href="https://ims.com.br/titular-colecao/millor-fernandes/"><span style="font-weight: 400;">Millôr Fernandes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ilustra todo contraponto com a realidade que vamos encarar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Antígona 442 A.C</span></i><span style="font-weight: 400;">.:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “e assim a história avança, em luta fratricida, ódio mortal, violência coletiva, tudo pago por fim, naturalmente, com a escravidão do povo,</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">na derrota final.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> O texto sobre a destruição de uma cidade parecia um tanto distópico em 2015. Mas, quando Andrea Beltrão estreou sua peça em 2019, qualquer semelhança com a realidade se tornou mera coincidência e com sua chegada ao digital em 2021, sua subversão política ecoa em notas agudas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antígona enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão Polinice, que lutou na guerra, sem sepultura para que seus restos mortais sejam devorados por animais selvagens. A jovem desobedece, realiza um ritual funerário digno ao irmão e rebate seu ato afirmando: </span><i><span style="font-weight: 400;">“morrer mais cedo não é amargura, deixar o corpo do meu irmão é amargura”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Soberana em tela, Andrea Beltrão comove ao mesmo ponto que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BIl-yhr4giY&amp;ab_channel=CanalCurta%21"><span style="font-weight: 400;">emociona</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as próprias falas, usando o texto para não apenas gerar reflexão, mas também para provocar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diferencial que torna magnífico é ver a própria Andrea Beltrão contando a história e se preparando para a peça. Há cortes para o teatro entre as cenas, que é quando a atriz aparece maquiada já em cima do palco, encenando com força cada uma de suas falas. Em seu estúdio de ensaio a entrega é com a mesma intensidade e precisão. De cara limpa, Andrea revela todo empenho aos estudos e a história que estava interpretando. Em sua parede, uma mapa mental dos personagens de Zeus aos </span><a href="https://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0662"><span style="font-weight: 400;">tebanos</span></a><span style="font-weight: 400;">; em seu computador, roteiro e fotos que guiam a atriz por essa viagem entre séculos.</span></p>
<figure id="attachment_24469" aria-describedby="caption-attachment-24469" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-scaled.jpg" alt="Cena de Antígona 442 A.C.. Nela, ao lado direito, está Andrea Beltrão. Uma mulher branca, de olhos castanhos, cabelo curto e castanho. Ela veste blusa e jaqueta de couro pretas e um lenço vermelho envolta sua cabeça e seu pescoço. Seus olhos estão carregados por uma maquiagem preta e suas têmporas estão com glitter dourado. O lado esquerdo é uma parede de concreto com a iluminação preta." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3_antigona-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24469" class="wp-caption-text">“Cara, um herói; coroa, um tirano” (Foto: Taba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanha é a devoção mostrada nos bastidores que Andrea Beltrão se firma como dona de um conhecimento inigualável sobre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kRLKAbzsUoU&amp;ab_channel=AncelmoGois"><span style="font-weight: 400;">texto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Antígona 442 A.C</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></a><span style="font-weight: 400;">. As mudanças no tom de voz conforme ela encarna uma nova persona elucida a confiança da atriz e o conhecimento de cada vírgula da peça teatral; por meio da sua voz fica claro o poder e a importância da personagem na odisseia. Sua narrativa com olhar fixo para a plateia consagra a atriz dona do tablado, que domina o palco com tamanha destreza que não sentimos falta da plateia lotada. Sua linguagem corporal fala tão alto quanto a verbal, concentrando total atenção a figura da atriz, independente do lugar de onde a câmera esteja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imersa no próprio oásis, Andrea se emociona com a crescente narrativa. A razão e a emoção são postas lado a lado e Antígona não cede, ela abre mão de sua posição social e de poder para arriscar dar um último ato humano à memória do irmão. A peça teatral ganha nova ótica e substância no contexto pandêmico e tirano do </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59096013"><span style="font-weight: 400;">Brasil de Bolsonaro</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto os governantes responsáveis por esse genocídio não querem seus nomes correlacionados a essa tirania, temos milhares de Antígonas que lutam pelo </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/20/nao-sou-coveiro-ta-diz-bolsonaro-ao-responder-sobre-mortos-por-coronavirus.ghtml"><span style="font-weight: 400;">respeito da memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus entes. E as palavras finais de Andrea reverberam com ainda mais precisão: </span><i><span style="font-weight: 400;">“os tebanos não tiveram outra chance, mas pra nós ainda há esperança”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ANTIGONA 442a.C.- PRÓLOGO" src="https://player.vimeo.com/video/555916110?dnt=1&amp;app_id=122963" width="840" height="473" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></div>
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		<title>Hebe: a minissérie nacional é linda de viver!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 20:05:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Hebe Maria Monteiro de Camargo foi uma personalidade autêntica, sua alegria e carisma marcaram a história da comunicação e da televisão brasileira. Em homenagem ao impacto da apresentadora, a minissérie Hebe, que segue a linha de projetos como Maysa e Dercy de verdade, foi lançada para a plataforma Globoplay em julho deste ano.   &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hebe: a minissérie nacional é linda de viver!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16823" aria-describedby="caption-attachment-16823" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16823 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1.jpg" alt="A imagem é uma fotografia de uma cena da minissérie. Na imagem, Andréa Beltrão está caracterizada como Hebe, no palco do programa de auditório. A atriz está no centro da imagem sorrindo para a câmera. Ao fundo da imagem, há uma plateia e a equipe de filmagem em desfoque. " width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16823" class="wp-caption-text">De origem humilde e interiorana, Hebe chegou a ter 70% da audiência do país (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hebe Maria Monteiro de Camargo foi uma personalidade autêntica, sua alegria e carisma marcaram a história da comunicação e da televisão brasileira. Em homenagem ao impacto da apresentadora, a minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i><span style="font-weight: 400;">, que segue a linha de projetos como </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/noticias/maysa-quando-fala-o-coracao-completa-10-anos"><i><span style="font-weight: 400;">Maysa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dercy de verdade</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançada para a plataforma</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> em julho deste ano.  </span></p>
<p><span id="more-16821"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta com 10 capítulos escritos por </span><a href="https://gshow.globo.com/series/hebe/noticia/carolina-kotscho-conta-que-trabalhou-mais-de-cinco-anos-na-criacao-de-hebe-maior-desafio-da-vida.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Carolina Kotscho</span></a><span style="font-weight: 400;">, e é uma extensão da produção cinematográfica </span><a href="http://personaunesp.com.br/hebe-a-estrela-do-brasil-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hebe &#8211; A Estrela do Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em um recorte  mais focado na vida da artista, a série se conecta à sua pessoalidade e intimidade, desde a juventude até a trágica morte para o câncer em 2012.</span></p>
<figure id="attachment_16824" aria-describedby="caption-attachment-16824" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16824 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1.jpg" alt="A imagem é uma fotografia de Andréa Beltrão caracterizada como Hebe. A atriz está sentada em um sofá com as pernas cruzadas e o braço esquerdo apoiado no encosto do sofá. A atriz está com cabelo loiro curto, e veste um vestido prateado e preto. Ela também segura um microfone em sua mão direita." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16824" class="wp-caption-text">Andréa Beltrão disse que teve muita dificuldade para interpretar Hebe na minissérie (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros minutos da produção, a representação da Hebe já demonstra a força de seus posicionamentos. Em cenas do programa ao vivo, a apresentadora se impõe sobre temas que contrariam a censura pós-ditadura e geram polêmica, como é o caso das pautas LGBTs e feministas. Esse traço de personalidade irreverente permeia toda a trama e se mantém bem aproveitado dentro da não-linearidade escolhida para contar a história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em momentos que retratam a adolescência e a juventude de Hebe, a audácia da personagem também é inegável. Desde muito nova, ser do interior de São Paulo ou ter sotaque caipira não a impedem de ser corajosa e ousada. Ao longo da narrativa, isso se mostra um aspecto positivo que a ajudou a construir sua carreira, mas, em contraponto, a fragilidade que a artista não deixa transparecer se insere de forma suave nas suas expressões e momentos íntimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra faceta interessante e muito explorada pela minissérie é a música como grande motivadora da carreira de Hebe. Ainda na juventude, o canto a ajuda a começar a conquistar relevância, e a mistura da música e da personalidade da personagem é bastante significativa para a produção. Em uma das cenas de destaque, ela é intimidada para conseguir ser cantora de boate, e é esse tipo de atitude que explicita bem quem é Hebe.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hebe: assista ao trailer da nova série da Globo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3GuGhQqyHto?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Relacionamentos e amizades também são trabalhados no enredo, e se Hebe era tão apaixonada pela vida, não seria menos pelo amor. Ao longo da história é explorado que a mesma essência que a faz ganhar o Brasil, de certa forma, atrapalha seus relacionamentos amorosos. Ela nunca desiste do amor, mas enfrenta relações desastrosas que trazem muita frustração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O machismo da época não via com bons olhos uma mulher tão livre quanto a apresentadora, e os homens que passaram por sua vida não foram diferentes. Em seus relacionamentos, ela vive situações abusivas, com parceiros controladores e até agressivos. Com Lélio Ravagnani (Marco Ricca), o segundo marido e grande amor, ela também é vítima de atitudes impulsivas e violentas. Apesar de terem vivido juntos um casamento de quase três décadas, o marido se mostra extremamente incomodado com a carreira da apresentadora, e  isso  causa  muita instabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, nas amizades o cenário era diferente, o carisma de Hebe conquistou não só o público como muitas pessoas que passaram por sua vida. Isso fica claro com a representação das relações dela com convidados, nas cenas em que aparece festejando e comemorando com amigos, e até na convivência afetuosa que tem com o filho (Caio Horowicz) e com o sobrinho (Danton Mello). </span></p>
<figure id="attachment_16825" aria-describedby="caption-attachment-16825" style="width: 1008px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16825 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-2.jpg" alt="A imagem é uma fotografia dos bastidores da gravação da série. Nela, as atrizes Andréa Beltrão e Valentina Herszage estão abraçadas, sorrindo para a foto. Andréa está à esquerda, caracterizada como Hebe. Ela está com cabelo loiro curto, usa um par de brincos e um colar prateados, e veste um vestido vermelho com detalhes de jóias. Valentina está à direita, caracterizada como a Hebe mais jovem. Ela tem cabelos castanhos e veste uma blusa rosa xadrez, e uma saia florida. " width="1008" height="671" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-2.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-2-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16825" class="wp-caption-text">&#8220;Passei a admirá-la profundamente&#8221; disse Valentina, à direita, sobre Hebe (Foto: Fábio Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações da série praticamente não tem falhas, a escolha do elenco foi muito bem feita e conseguiu dar vida à história da maneira correta. Valentina Herszage interpreta perfeitamente uma versão mais jovem da Hebe, ela se parece fisicamente com a artista da vida real e consegue transmitir o roteiro de forma equilibrada e emocionante. A música é muito presente nessa fase de 14 a 25 anos e a atriz encarna muito bem a cantora Hebe, tem controle de sotaque e os gestos da apresentadora também aparecem na medida certa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A transição entre a versão menos e a mais experiente também não peca, com a falta de semelhança física entre Valentina e Andréa Beltrão sendo suprida pela atuação. As atrizes não deixam de levar a mesma Hebe ao público em nenhum momento, e, muitas vezes, é visível que elas fazem os mesmos gestos ou risada. As mudanças ficam integradas na maturidade e evolução da representação, mas a ligação construída entre as atrizes e a própria Hebe permanece. </span></p>
<figure id="attachment_16826" aria-describedby="caption-attachment-16826" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16826 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1.jpg" alt="A imagem é de uma cena da minissérie. Nela, Andréa está à esquerda, caracterizada como Hebe. A atriz está com cabelos loiros curtos em corte chanel, ela usa batom vermelho, colares e está com um casaco vermelho. A atriz está virada para o lado, sorrindo. Ao fundo, do lado direito, há um vaso com uma planta. " width="924" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1-300x233.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1-768x597.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16826" class="wp-caption-text">A equipe de figurinistas da série teve acesso a todas as roupas da Hebe que estavam guardadas em sua casa no Morumbi (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Andréa Beltrão dá um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> à parte, decepcionando quem esperava que ela fosse ser cômica demais para a personagem, ou ainda que fosse a escolha errada pela aparência. A atriz entregou Hebe como se tivesse nascido para o papel, acertando dos trejeitos às gargalhadas. Todo o dinamismo, a alegria e o drama, foram encaixados sem exageros e com uma interpretação brilhante. Em diversos momentos é fácil esquecer que Andréa não é a verdadeira apresentadora em carne e osso, e a caracterização contribuiu com ótimas escolhas de figurinos,  </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/filmes-na-tv/filme-usa-joias-reais-de-hebe-camargo-mas-da-truque-para-evitar-roubo-25280"><span style="font-weight: 400;">joias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e maquiagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação não passou despercebida, e a série foi indicada para o prêmio </span><a href="https://www.diariodaregiao.com.br/cultura/2020/09/1207449-emmy-internacional-2020--brasil-recebe-sete-indicacoes.html"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Internacional 2020</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/01/andrea-sobre-indicacao-ao-emmy-por-hebe-pedacinho-dela-mora-em-mim.htm"><span style="font-weight: 400;">Andréa</span></a><span style="font-weight: 400;"> estava na lista de concorrentes a Melhor Atriz, mas perdeu para a britânica Glenda Jackson. A premiação ocorreu hoje, dia 23 de novembro, e teve produções brasileiras em destaque, com 7 indicações nacionais concorrendo entre as 11 categorias principais. Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/09/24/globo-e-indicada-a-3-premios-emmy-internacional.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> emplacou mais duas obras, a novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Órfãos da Terra</span></i><span style="font-weight: 400;">, que levou a estatueta, e a também minissérie,</span> <a href="http://personaunesp.com.br/elis-viver-e-melhor-que-sonhar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elis &#8211; Viver é melhor que sonhar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_16822" aria-describedby="caption-attachment-16822" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16822 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-5-1.jpg" alt="A imagem é uma fotografia de Andréa caracterizada como Hebe, no camarim. A atriz está ao centro da imagem, sentada de lado com o olhar direcionado para a câmera. Ela está com os cabelos loiros presos, usa brinco de diamantes e veste um vestido preto. Ao fundo, é possível ver uma penteadeira e um espelho. Na mesa da penteadeira há diversos produtos de maquiagem." width="1200" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-5-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-5-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-5-1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16822" class="wp-caption-text">A falta de veracidade em alguns momentos da série gerou comentários do <a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,filho-de-hebe-camargo-critica-forma-como-foi-retratado-em-serie,70003398842">filho</a> e de amigos pessoais da Hebe (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos negativos da produção, os cortes temporais e </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderiam ter sido introduzidos com mais fluidez. Muitas vezes essas passagens de um momento a outro são muito rápidas e causam certa confusão sobre o tempo em que os acontecimentos estão se passando. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna o tipo de série que precisa de atenção aos detalhes para que os contextos não sejam perdidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Os exageros do roteiro também poderiam ser medidos de outra maneira. A tática de juntar momentos marcantes que aconteceram em dias diferentes comove e causa impacto, mas, nesse caso, explorar demais isso tornou alguns episódios mais agitados do que deveriam. A classificação da obra enquanto ficção permite essas mudanças, mas trazer mais leveza no lugar de episódios abarrotados de muitos acontecimentos teria sido interessante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As pequenas imperfeições não impedem</span><i><span style="font-weight: 400;"> Hebe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ser um belíssimo trabalho que cumpre muito bem sua proposta, o resultado é ótimo e melhora tudo que nos foi apresentado no filme. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de minissérie que todo brasileiro que já sentou na frente da televisão e ficou encantado pela energia da apresentadora deveria assistir, a história encanta pela lembrança e pela emoção de resgatar a vida e a despedida da mulher que tanto significa para a mídia brasileira.</span></p>
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		<title>Verlust é um filme encalhado</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2020 18:10:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Verlust, no alemão, significa perda &#8211; mesmo que lust, sozinha, signifique desejo. Afinal, quanto mais desejamos algo, mais medo temos de perdê-lo. Se soubermos que vamos perder, maior é o desejo. É essa complexa e profunda palavra do alemão que o cineasta Esmir Filho escolhe para intitular seu novo filme, Verlust, que participa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/verlust-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Verlust é um filme encalhado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16282" aria-describedby="caption-attachment-16282" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-7-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16282" class="wp-caption-text">Ismael Caneppele, Marina Lima e Andrea Beltrão na festa de Ano Novo de Verlust, filme exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Verlust</span></i><span style="font-weight: 400;">, no alemão, significa perda &#8211; mesmo que </span><i><span style="font-weight: 400;">lust</span></i><span style="font-weight: 400;">, sozinha, signifique desejo. Afinal, quanto mais desejamos algo, mais medo temos de perdê-lo. Se soubermos que vamos perder, maior é o desejo. É essa complexa e profunda palavra do alemão que o cineasta Esmir Filho escolhe para intitular seu novo filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Verlust</span></i><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">participa da 44ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, na seção </span><a href="https://44.mostra.org/filmes?secao=Mostra%20Brasil"><span style="font-weight: 400;">Mostra Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma experiência angustiante e cheia de conflitos, o longa carrega no elenco grandes nomes do cenário nacional e uma trilha sonora impecável.</span></p>
<p><span id="more-16281"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andrea Beltrão, a nossa </span><a href="http://personaunesp.com.br/hebe-a-estrela-do-brasil-critica"><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></a><span style="font-weight: 400;"> global, é Frederica, a irreverente protagonista que controla cada respiração do seu dia a dia e das pessoas ao seu redor. Planejando sua festa de Ano Novo numa casa de praia isolada, a mulher está sempre se chocando com Constatin (Alfredo Castro), seu marido e fotógrafo chileno, e Tuane (Fernanda Pavanelli), sua filha subversiva e contrabaixista. Além disso, ela ainda administra a vida pessoal e profissional de Lenny, a maravilhosa Marina Lima, ícone musical que decide lançar um livro pelas palavras do escritor João Wommer (Ismael Caneppele).</span></p>
<figure id="attachment_16283" aria-describedby="caption-attachment-16283" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9.jpeg" alt="" width="1280" height="810" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9-300x190.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9-1024x648.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9-768x486.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-9-1200x759.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16283" class="wp-caption-text">João e sua tatuagem, o título do filme (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação dos personagens se torna ainda pior, ou mais estranha, quando uma criatura, mais parecida como uma baleia com incandescência azul, encalha na praia bem de frente a casa. Ao som de uivos agonizantes, o animal parece desencadear ainda mais situações aborrecedoras entre as interações, comunicando-se com pessoas que não se comunicam entre si. Assim, parece que os personagens vão sufocando, tentando se desprender de laços forçados e antigos da mesmo forma que a criatura marinha </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A constante sensação de incômodo no filme trespassa as barreiras do proposital e se torna desconfortável. É extremamente difícil se apegar a qualquer um dos personagens de Esmir Filho, e isso se dá pelo fato de todos eles possuírem relações tão frígidas e decrépitas entre si que o espectador passa a fazer parte de tal morbidez. O longa é indigesto, nos fazendo sentir uma espécie de perigo em co-habitar aquela casa badalada, mas vazia. Vazia de sentimentos, vazia de comunicação, e vazia de paz. </span></p>
<figure id="attachment_16284" aria-describedby="caption-attachment-16284" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16284" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho.jpeg" alt="" width="1280" height="810" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho-300x190.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho-1024x648.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho-768x486.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Esmir-Filho-1200x759.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16284" class="wp-caption-text">Esmir Filho e sua criatura (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, no entanto, traz o </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o filme tenta a todo tempo forçar. Beltrão incorpora uma Frederica doente por comando, mas perdida em seus próprios sentimentos, sempre imprevisível e alheia aos toques e sutilezas. Em conjunto com Marina Lima &#8211; a cena final, especialmente &#8211; , a tela se enche de cuidados em um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/10/relacao-de-andrea-beltrao-e-marina-lima-e-marcada-por-perda-e-desejo-em-verlust.shtml"><span style="font-weight: 400;">contato</span></a><span style="font-weight: 400;"> íntimo de antigas amantes e atuais co-dependentes uma da outra. Lenny tem classe e poder, sendo reverenciada a todo momento pela narrativa como uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja na ficção ou na realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante perceber como o contrabaixo de Tuane às vezes funciona como um personagem por si só. Ele parece se comunicar mais que os seres humanos, a única forma pela qual a garota consegue se impor sobre os desejos de qualquer um que não sejam os dela. Sempre o tocando em cima das grandes pedras na areia da praia, em meio a ondas e ao balanço do mar, Tuane grita para o mundo suas vontades, sua rebeldia adolescente e reivindica sua liberdade. A criatura o responde, Frederica não o entende. Mas ele segue despejando sua música para a atmosfera de </span><i><span style="font-weight: 400;">Verlust.</span></i></p>
<figure id="attachment_16285" aria-describedby="caption-attachment-16285" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5.jpeg" alt="" width="1280" height="810" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5-300x190.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5-1024x648.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5-768x486.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Verlust-5-1200x759.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16285" class="wp-caption-text">Tuane e o Contrabaixo ao som do mar (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o </span><i><span style="font-weight: 400;">réveillon</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega, todos precisam lidar com o que sabíamos que seria inevitável: a perda. Frederica, que curiosamente estava vestida de amarelo, a cor que ‘atrai dinheiro’ na passagem de ano, flutua entre seus convidados em uma belíssima cena em que, enquanto todos estão congelados, ela desfila em câmera lenta. Câmera essa que, por sinal, está em controle total de Esmir Filho, sempre em planos perfeitamente posicionados &#8211; o uso constante de espelhos condiz com a vaidade e o interior de seus personagens. O longa é uma coprodução de Brasil e Uruguai e foi produzido e escrito por 10 anos pelas mãos de Esmir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Planejado para estrear dia 5 de novembro nos cinemas, </span><a href="https://44.mostra.org/filmes/verlust"><i><span style="font-weight: 400;">Verlust</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é longo demais para seus 111 minutos. À medida que o filme passa, ficamos mais cansados de tamanha falta de conexão entre nós e seus personagens. Apesar de sua cinematografia categórica, assisti-lo se torna uma experiência tediosa, pois ficamos mais preocupados com o destino da pobre criatura encalhada do que com as decisões da narrativa que a cerca. A obra funciona como um jogo de espelhos, refletindo desafetos, conquistas e talento. E, como num espelho, às vezes vemos o que não gostaríamos.</span></p>
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