<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Aimee Lou Wood &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/aimee-lou-wood/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/aimee-lou-wood/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Sep 2025 14:40:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Aimee Lou Wood &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/aimee-lou-wood/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 14:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Aimee Lou Wood]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie Coon]]></category>
		<category><![CDATA[Cristóbal Tapia de Veer]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Machado Leal]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Isaacs]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Coolidge]]></category>
		<category><![CDATA[Leslie Bibb]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Monaghan]]></category>
		<category><![CDATA[Mike White]]></category>
		<category><![CDATA[Natasha Rothwell]]></category>
		<category><![CDATA[Parker Posey]]></category>
		<category><![CDATA[Party Girl]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Schwarzenegger]]></category>
		<category><![CDATA[Rick Hatchett]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Nivola]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah Catherine Hook]]></category>
		<category><![CDATA[The White Lotus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35757</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, The White Lotus possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/">A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35758" aria-describedby="caption-attachment-35758" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-35758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se cinco funcionários do resort luxuoso tailandês. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca, que usa uma roupa branca e um short bege, um homem branco sem camiseta e com uma espécie de saia marrom, um homem branco com um roupão vermelho e uma calça laranja, um homem asiático que utiliza um conjunto azul e uma mulher asiática que veste uma blusa branca e uma bermuda bege. Eles estão na beira da praia e acenam para um local." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35758" class="wp-caption-text">Personagens fundamentais em anos anteriores, os funcionários do White Lotus da Tailândia não se destacaram (Foto: Fabio Lovino/HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram sua trama para o solo europeu, mais precisamente em Sicília, na Itália. Se a entrada desse mundo discutia a respeito da diferença de classes e a continuação abordava a disparidade entre gêneros, o que priorizar para a terceira vez? </span><span id="more-35757"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo frenético – seja pela pergunta plantada na cabeça dos espectadores nas duas primeiras levas de episódios de quem morreu ou o texto mais despojado de </span><a href="https://variety.com/2025/tv/news/mike-white-white-lotus-finale-season-3-criticism-1236425438/"><span style="font-weight: 400;">Mike White</span></a><span style="font-weight: 400;"> – acostumou os telespectadores a esperarem um grande ápice em 2025. No entanto, ao se afastar da conversa sobre as discriminações em virtudes de razões econômicas e sociais, o drama da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">se concentra em centralizar a conversa em um sentimento: entender qual o maior desejo de seus personagens. Pensamentos intrusivos e moralmente incompreendidos, ânsia pela violência e a vingança e de ser aquilo que não é, estão entre os principais temas da narrativa que possui nomes como Parker Posey, Aimee Lou Wood e Jason Isaacs – todos reconhecidos nas categorias de atuação coadjuvante em Série de Drama.   </span></p>
<figure id="attachment_35760" aria-describedby="caption-attachment-35760" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se um homem asiático de cabelo liso que veste um conjunto azul e uma mulher negra de cabelos cacheados que usa uma blusa florida da cor azul. Enquanto ele está com uma expressão de alívio, ela aparece sorrindo e segura um objeto." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35760" class="wp-caption-text">Belinda (Natasha Rothwell), conhecida como a personagem mais injustiçada no primeiro ano, retorna ao universo marcado pelas exuberâncias dos ricaços (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano mais contemplativo do que os seus antecessores, a terceira temporada ainda se ancora no </span><i><span style="font-weight: 400;">whodunit</span></i><span style="font-weight: 400;">: na cena de abertura, barulhos de tiro, possíveis mortes e fugas ditam o tom da história. Se vistos como maratona, a fadiga que ocupa a primeira metade dos oito episódios não é sentida. Por outro lado, aqueles que acompanharam religiosamente aos domingos (tradição conhecida pelos amantes da emissora que detém obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), sentiram falta de diálogos mais expositivos, que tornaram a série emblemática e comentada entre os usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, a abordagem mais monótona, em certos núcleos, faz jus ao ápice dessas narrativas, a exemplo da relação entre </span><span style="font-weight: 400;">Jaclyn (Michelle Monaghan)</span><span style="font-weight: 400;">, Laurie (</span><a href="https://awardswatch.com/interview-carrie-coon-on-lauries-epiphany-in-the-white-lotus-and-traveling-back-to-the-gilded-age/"><span style="font-weight: 400;">Carrie Coon</span></a><span style="font-weight: 400;">) e </span><span style="font-weight: 400;">Kate (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Bibb</span></a><span style="font-weight: 400;">): as três amigas, com o desejo de reviver os tempos áureos de suas dinâmicas, passam a semana inteira com indiretas, comparações e falsos elogios. À altura do término do terceiro ano, em um texto cru e muito doloroso, porém verdadeiro em qualquer um que tem um vínculo duradouro, o criador e roteirista de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega a </span><i><span style="font-weight: 400;">emmy tape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que eternizará a passagem de Coon na antologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do trio, toda a trama que envolve o dilema de vida de Walton Goggins (Rick Hatchett) se baseia em clichês baratos de tramas melodramáticas já vistas aos montes. Todo o entorno ao redor do que pode ser o arco do personagem é muito mais interessante do que realmente acontece. Ao seu lado, há a bela e serena Chelsea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aimee </span><span style="font-weight: 400;">Lou Wood</span></a><span style="font-weight: 400;">), que possui grande parte dos momentos cômicos em solo tailandês. A estagnação nada tem a ver com as cenas virais e os </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas em razão do esgotamento criativo em termos de roteiro do mundo idealizado por Mike White.</span></p>
<figure id="attachment_35759" aria-describedby="caption-attachment-35759" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se três mulheres sentadas em uma mesa com bebidas. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca e loura de cabelos curtos, uma mulher branca com cabelos louros que utiliza uma roupa brilhante e uma mulher branca com cabelos louros que veste uma blusa cinza com preto. Elas estão sorrindo e olhando para a frente." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35759" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX confessou seus sentimentos por Lorde em “Girl, so confusing&#8221;. Aqui, as feridas são escancaradas à milésima potência (Foto: Fabio Lovino/HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Celeiro de nomes não tão óbvios da indústria hollywoodiana, a cada renovação de uma temporada, há as teorias de quem será o próximo grupo que disputará as principais categorias do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></a><span style="font-weight: 400;">, maior prêmio da televisão norte-americana. Ícone dos filmes independentes, Parker Posey é, provavelmente, uma das escolhas mais certeiras ao dar vida à Victoria Ratliff, uma mãe de três filhos que prioriza o status, a ganância e as aparências. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sSvdJoxuoRs"><span style="font-weight: 400;">sotaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma dondoca da Carolina do Norte, a estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Party Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> – filme de 1995 protagonizado pela veterana – remete às escolhas de atuação de Jennifer Coolidge e se encarrega de situações, no mínimo, desconfortavelmente hilárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não tenha sido o ano favorito daqueles que a acompanham, a série ainda mantém o alto padrão de reconhecimento na cerimônia: com 23 indicações, a obra dramática conquistou nomeações para sete artistas de seu elenco. Entre eles, Jason Isaacs como Timothy Ratliff, o pai da família também comandada por Victória. Aliás, boa parte do texto sério, contido e obscuro faz parte do núcleo que envolve um dos grupos de maior influência daquele universo. Seja pelo filho arrogante, vivido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0Zc33QMfQYQ"><span style="font-weight: 400;">Patrick Schwarzenegger</span></a><span style="font-weight: 400;">, a garota que renega o privilégio, encabeçada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOpaPf6ZvRI"><span style="font-weight: 400;">Sarah Catherine Hook</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou o caçula que nos apresenta a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOpaPf6ZvRI"><span style="font-weight: 400;">Sam Nivola</span></a><span style="font-weight: 400;">, qualquer ato parece irritar o patriarca, que sente, pela primeira vez, a ruína do império construído. </span></p>
<figure id="attachment_35761" aria-describedby="caption-attachment-35761" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-800x450.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se três pessoas sentadas em um barco. Da esquerda para a direita, há um homem branco de óculos de sol que utiliza uma camisa e short brancos, uma mulher branca com cabelos castanhos que usa um vestido branco e utiliza um fone de ouvido branco e um homem branco que está tomando uma bebida e veste uma camisa azul e uma calça bege. Os três olham para frente de maneira séria." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35761" class="wp-caption-text">Saxon, Piper e Lochlan são os ‘três’ lados de uma mesma moeda (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo de retratar assuntos polêmicos nunca bateu à porta de Mike White, que amplia a discussão sobre moral no terceiro ano. Sutilmente, o roteirista dá indícios de uma possível relação incestuosa entre os irmãos Ratliff. Toques, falas desconcertantes e olhares caminham lado a lado até um dos episódios mais criativos de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Festa da Lua Cheia </span></i><span style="font-weight: 400;">–</span> <span style="font-weight: 400;">indicado na categoria de Melhor Roteiro em Série de Drama. Visivelmente impecável, a direção de fotografia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FZvSdwMFROA&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Ben Kutchins</span></a><span style="font-weight: 400;"> se alinha à escolha do roteiro de centralizar a narrativa em uma festa, lugar onde os ânimos estão aflorados, para expor as inimizades, os desejos e confusões que foram construídos na primeira metade da história.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor Fati</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-reviews/the-white-lotus-finale-review-season-three-mike-white-hbo-1236184009/"><span style="font-weight: 400;">encerramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada que garantiu uma nomeação como Melhor Direção em Série de Drama, as pontas soltas ao longo do período de férias são fechadas da maneira proposta pela produção: algo nem sempre definitivo ou com ‘final explicado’; aqui, há margem para interpretar e teorizar: “</span><i><span style="font-weight: 400;">para onde esses personagens vão?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E esse é um dos, senão, o maior triunfo da série. Entregar o prêmio logo de primeira não é o foco; pelo contrário, deixar o público com o gostinho de quero mais é a particularidade que confere ao criador o status de </span><i><span style="font-weight: 400;">wannabe</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ou você quer participar do mundo idealizado por ele ou quer comentá-lo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu simplesmente não acho que, nessa idade, eu deva viver uma vida desconfortável. Eu não tenho vontade.&#8221; — Victoria Ratliff.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a entrega dos prêmios na edição de 2025, ficou claro que a recepção do terceiro ano não agradou aos votantes da premiação, visto que a produção levou apenas uma das 23 indicações: Melhor Tema de Abertura para o compositor Cristóbal Tapia de Veer. Durante a exibição dos episódios, o autor da música deixou a produção por ‘</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/mike-white-rebate-compositor-de-white-lotus-movimento-covarde/"><span style="font-weight: 400;">diferenças criativas</span></a><span style="font-weight: 400;">’. Sendo um dos aspectos mais elogiados, será no mínimo interessante acompanhar quem o substituirá no trabalho musical que dá o tom de cada história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Third Time&#8217;s The Charm</span></i><span style="font-weight: 400;">” – em tradução livre “</span><i><span style="font-weight: 400;">A terceira vez é a certa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ditado popular utilizado para afirmar que algo deu certo após suas duas primeiras tentativas, não pode representar 100% a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. O subtexto e a não obviedade são, de fato, acertos do novo ano, no entanto acompanham um possível esgotamento da abordagem de White. Confirmada para uma quarta narrativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltará ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">continente europeu</span></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto não chegamos à Riviera Francesa, aproveite as altas temperaturas da Tailândia. O calor pode não ser agradável a você na totalidade, mas irá garantir bons momentos na sua televisão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The White Lotus - 3ª Temporada | Trailer Oficial | Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bXtgVC0bZjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/">A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35757</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O final de Sex Education tocou nos pontos certos e chegou lá</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2024 18:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[Aimee Lou Wood]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandra James]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Annalisa Dinnella]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Lexa]]></category>
		<category><![CDATA[Asa Butterfield]]></category>
		<category><![CDATA[Bella Heesom]]></category>
		<category><![CDATA[Connor Swindells]]></category>
		<category><![CDATA[Dua Saleh]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Mackey]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Harvey]]></category>
		<category><![CDATA[George Robinson]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Krishna Istha]]></category>
		<category><![CDATA[Laurie Nunn]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Ncuti Gatwa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sex Education]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Thaddea Graham]]></category>
		<category><![CDATA[Thara Popoola]]></category>
		<category><![CDATA[Troy Hunter]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=32970</guid>

					<description><![CDATA[<p>Raquel Freire Ambientada em uma visão extremamente colorida do ensino médio, Sex Education sempre ancorou sua narrativa em um ditado simples, mas poderoso: o sexo e toda a ansiedade que o envolve são fundamentais para o senso de identidade de cada adolescente. Ao abraçar sem pudores o potencial didático de sua premissa, cumprindo a promessa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O final de Sex Education tocou nos pontos certos e chegou lá"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/">O final de Sex Education tocou nos pontos certos e chegou lá</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32972" aria-describedby="caption-attachment-32972" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na imagem, à esquerda, vemos o personagem Eric, um homem negro com cabelo rente à cabeça e que veste uma camiseta de tricô verde, um colete amarelo com flores rosas e carrega uma mochila com a alça marrom nas costas. Ele olha levemente para sua direita enquanto ri com a mão direita em cima de seu peito. À direita, vemos o personagem Otis, um homem branco com cabelos pretos que veste uma camisa xadrez vermelha, uma jaqueta nas cores bege, vermelho e azul, e carrega uma mochila com a alça marrom nas costas. Assim como Eric, ele olha levemente para sua direita enquanto ri com sua mão esquerda dentro do bolso da jaqueta. O fundo da imagem está desfocado; à esquerda, há uma construção e, à direita, algumas árvores." width="1600" height="1062" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2-1536x1020.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-2-1200x797.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32972" class="wp-caption-text">A quarta e última temporada de Sex Education chegou ao catálogo da Netflix em Setembro de 2023 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Freire</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada em uma visão extremamente colorida do ensino médio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre ancorou sua narrativa em um ditado simples, mas poderoso: o sexo e toda a ansiedade que o envolve são fundamentais para o senso de identidade de cada adolescente. Ao abraçar sem pudores o potencial didático de sua premissa, cumprindo a promessa provocativa do título em cada um de seus episódios, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=427VTigFcNg"><span style="font-weight: 400;">quarta e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série encerra organicamente o ciclo e enfatiza que seu espaço no topo foi conquistado desde o início, o que muitos já sabiam.</span></p>
<p><span id="more-32970"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos títulos que fizeram parte da saga da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em lançar dezenas de séries por ano para rechear seu portfólio com produções originais, a fim de tornar o catálogo terceirizado obsoleto. Para atingir isso, o nível das obras precisaria ser indiscutível, o que não acontece com todos os gêneros – e as obras adolescentes são um grande exemplo. Indo contra a maré e em meio a títulos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/13-reasons-why-segunda-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">13 Reasons Why</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything Sucks</span></i><span style="font-weight: 400;">, a criação de Laurie Nunn triunfou desde a primeira temporada, tornando-se um </span><a href="https://www.businessinsider.com/netflixs-latest-british-tv-series-sex-education-is-a-hit-2019-1"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> tanto em público quanto em crítica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte de sua aclamação se dá graças ao seu </span><a href="https://www.elle.com/uk/life-and-culture/culture/a45265137/sex-education-season-four-laurie-nunn-interview/"><span style="font-weight: 400;">roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Qualquer pessoa que já assistiu pelo menos duas séries adolescentes reconhece um padrão e sabe tudo o que pode encontrar nesse universo; se não forem tratadas com inteligência, as tramas clássicas deste estilo se resumem ao ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">cntrl C</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">cntrl V</span></i><span style="font-weight: 400;">’. É com isso em mente que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> define sua estratégia de passear por vários assuntos comuns no gênero tendo a catarse como alvo. Assim, mesmo que os personagens passem por crises, as epifanias e resoluções positivistas entregam um transe catártico a quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_32973" aria-describedby="caption-attachment-32973" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na imagem, vemos a personagem Maeve, uma mulher branca com cabelos castanhos e franjas que veste uma camisa xadrez nas cores roxo, preto e branco. Ela está sentada em uma mesa dentro do que aparenta ser uma biblioteca, já que o fundo é composto por prateleiras repletas de livros. Em cima da mesa há alguns livros abertos, seu celular e seu computador, que, dentre os adesivos que estão colados nele, um que está escrito “BAD GIRLS GET IT DONE.” se destaca. Ela olha levemente para sua direita e apresenta uma expressão séria, com os braços apoiados na mesa e as mãos cruzadas apoiadas no queixo." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32973" class="wp-caption-text">Maeve não teve o destino amoroso que grande parte dos fãs esperava e isso é exatamente o que deveria acontecer (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer de suas temporadas, a série teve o cuidado de não designar os títulos de mocinho e vilão a nenhum de seus personagens. Ao assistir aos dois pontos de vista de discussões cada vez mais complexas e cheias de nuances, torna-se impossível não compreender os dois lados e enxergar essas </span><a href="https://culturadoria.com.br/por-que-sex-education-e-uma-serie-que-conquista-nossos-coracoes/"><span style="font-weight: 400;">pessoas como pessoas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que só melhorou a experiência de acompanhar a jornada até o seu fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como nas temporadas anteriores, a quarta e última também é gloriosamente </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não pensa duas vezes antes de colocar personagens LGBTQIA+ à frente, tal qual </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Escritos por Nunn, Troy Hunter, Krishna Istha, Ethan Harvey, Annalisa Dinnella, Bella Heesom e Thara Popoola, os últimos capítulos da série podem ser vistos como uma despedida poderosa, sincera e profundamente emocional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um movimento curioso para o último ano de um seriado – mas que aprofunda o foco difuso que sempre teve –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> abraça um novo cenário, novos marcos e novos personagens. Maeve (</span><a href="https://www.vogue.co.uk/article/emma-mackey-beauty-interview"><span style="font-weight: 400;">Emma Mackey</span></a><span style="font-weight: 400;">) está nos Estados Unidos estudando para ser uma escritora, Adam (</span><a href="https://www.instagram.com/connor_swindells/"><span style="font-weight: 400;">Connor Swindells</span></a><span style="font-weight: 400;">) está a procura de um trabalho e a maioria da turma passou a frequentar uma nova escola, a Cavendish College, um paraíso de educação consciente em um campus com tecnologia de ponta que é muito mais progressista do que a heterossexual Moordale Secondary. Além disso, Otis (</span><a href="https://www.hungertv.com/editorial/asa-butterfield-on-what-the-end-of-sex-education-could-mean-for-him-all-good-things-need-to-come-to-an-end/"><span style="font-weight: 400;">Asa Butterfield</span></a><span style="font-weight: 400;">) se depara com uma terapeuta sexual, O (</span><a href="https://www.instagram.com/thaddeagraham/"><span style="font-weight: 400;">Thaddea Graham</span></a><span style="font-weight: 400;">), e passa a lutar com ela por espaço.</span></p>
<figure id="attachment_32974" aria-describedby="caption-attachment-32974" style="width: 1399px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na imagem, vemos os personagens Aisha, Roman e Abbi. Aisha, localizada à esquerda, é uma mulher negra com cabelos pretos presos em um rabo de cavalo e que veste um macacão verde claro, uma jaqueta florida nas cores amarelo, branco, rosa e verde, e possui uma espécie de bolsa marrom claro pendurada em seu ombro. Roman, ao centro, é um homem trans com cabelos castanhos e cacheados que veste uma camiseta azul, uma camisa estampada nas cores azul e branca, um colete jeans e a mesma espécie de bolsa marrom claro pendurada em um de seus ombros. Abbi, à direita, é uma mulher trans branca com cabelos ondulados rosa claro e que veste um shorts jeans, uma camiseta roxa e uma jaqueta no mesmo tom, com pompons roxos no final das mangas e nos ombros. Ela carrega uma pequena mochila lilás nas costas. Os personagens olham levemente para a direita deles enquanto sorriem. Eles se encontram no estacionamento para bicicletas da escola e o fundo, com algumas pessoas e plantas, está desfocado." width="1399" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2.jpg 1399w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-2-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32974" class="wp-caption-text">“Todos os gays em todos os lugares!” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A esse ponto, existe um consenso entre os fãs da série de que a atuação de </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/ncuti-gatwa-eric-sex-education-healing-undid-internalized-hate-1235712583/"><span style="font-weight: 400;">Ncuti Gatwa</span></a><span style="font-weight: 400;"> como o icônico, magnífico, vulnerável e profundamente apaixonado Eric Effiong é impecável. Gatwa é abertamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LVzDACNVuTY"><span style="font-weight: 400;">espontâneo, sem filtros e teatral</span></a><span style="font-weight: 400;"> toda vez que entra em cena ou precisa internalizar a frustração ou a empolgação do personagem, sendo sempre um dos pontos altos do episódio. Entretanto, para além de seus monólogos exasperados, o ator leva Eric para um campo complexo e filosófico nesta temporada com sua complicada jornada por ser gay e religioso. O relacionamento dele com sua fé, sua família e sua comunidade cristã se torna um dos arcos mais convincentes da temporada, ao passo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apoia no surrealismo para retratar seus encontros espirituais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, essa é a primeira vez que o personagem possui um grupo sólido de amigos </span><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i><span style="font-weight: 400;">. À medida que Eric é abraçado por eles, deixa seu verdadeiro eu voar – tanto em seu guarda-roupa quanto em seu coração. O jovem encontra apoio e compreensão especialmente em Abbi (</span><a href="https://www.instagram.com/anthony.lexa/"><span style="font-weight: 400;">Anthony Lexa</span></a><span style="font-weight: 400;">), enquanto os dois refletem sobre o que significa ser cristão e fazer parte da comunidade LGBTQIA+, sentindo-se incapaz de viver sua verdade e tendo que “</span><i><span style="font-weight: 400;">esconder partes de mim com as quais os outros talvez não se sintam confortáveis</span></i><span style="font-weight: 400;">”. É muito satisfatório ver um personagem tão querido encontrar um </span><a href="https://revistahush.com/sex-education-temporada-4-eric/"><span style="font-weight: 400;">lugar seguro</span></a><span style="font-weight: 400;"> para questões tão profundas e pessoais, ainda que isso tenha acontecido de forma tardia.</span></p>
<figure id="attachment_32975" aria-describedby="caption-attachment-32975" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na cena, vemos o personagem Eric, um homem negro com cabelo rente à cabeça que veste uma regata verde com algumas aberturas no peito, uma espécie de suspensório nas cores amarelo e laranja, e um choker nas mesmas cores, com um arco de miçangas coloridas pendurado. Suas pálpebras estão repletas de strass e ele sorri, olhando levemente para sua direita. Ele está em uma balada; então, é possível ver algumas pessoas no fundo desfocado e luzes nas cores verde e roxo destacam a foto." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32975" class="wp-caption-text">Eric Effiong é, sem dúvidas, o maior acerto de Sex Education (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Emma Mackey também é excelente como a rebelde e taciturna Maeve, lidando com a desconexão de seu lar juntamente com as complexidades do privilégio e da pressão acadêmica da faculdade norte-americana. Embora a história da personagem a tenha levado a lugares sombrios durante toda a série, na quarta temporada, a atriz a leva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VahF-k4-4Wo"><span style="font-weight: 400;">ao limite</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio da perda e da tragédia em sua família disfuncional, e poucas conseguiriam fazer isso com tanta maestria. Em uma das melhores cenas da temporada, um momento raro e vulnerável entre Jean (Gillian Anderson) e Maeve traz à tona o melhor das duas estrelas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro nome que merece destaque é o de </span><a href="https://www.instagram.com/aimeelouwood/"><span style="font-weight: 400;">Aimee Lou Wood</span></a><span style="font-weight: 400;">. Navegando pelos sentimentos recém-descobertos por uma paixão inesperada enquanto ainda se recupera de seu trauma, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fcAKaijtSXs"><span style="font-weight: 400;">Aimee</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma joia inabalável. Wood deixa escapar sem esforço os pensamentos não filtrados da personagem e se conecta alegremente com a tendência dela de </span><a href="https://collider.com/sex-education-season-4-aimee/"><span style="font-weight: 400;">criar alegria em tempos sombrios</span></a><span style="font-weight: 400;">, à medida em que encontra uma maneira de processar sua agressão por meio da Arte. Enquanto a cena catártica de união no ônibus na segunda temporada a levantou do chão, colocar fogo em suas calças era o que Aimee precisava para seguir em frente sem olhar para trás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das histórias mais silenciosas e mais </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/sex-education-season-4-transgender-rights-netflix-terf-uk-1234830399/"><span style="font-weight: 400;">poderosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada segue a experiência de Cal com a disforia de gênero, em uma atuação admirável de </span><a href="https://www.instagram.com/doitlikedua/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Dua Saleh</span></a><span style="font-weight: 400;">. O sentimento de isolamento e, em última análise, de aversão a si mesmo é devastador, e Saleh impregna seu personagem com a sensação de querer desaparecer a todo momento. Ao acompanhar seu tratamento com testosterona, a série mostra o impacto direto que o tempo de espera que adolescentes trans e não binários enfrentam para receber atendimento de afirmação de gênero pode ter na saúde mental, e essa representatividade no audiovisual é fundamental.</span></p>
<figure id="attachment_32976" aria-describedby="caption-attachment-32976" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-5-1.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na imagem, vemos a personagem Aimee, uma mulher branca com cabelos loiros que veste uma camisa de manga bufante branca, um vestido sem mangas preto, colar e pulseira de pérolas e brincos dourados. Ela está em seu quarto, cujo papel de parede é branco com detalhes rosa e o jogo de cama também é branco, com vários desenhos de boca coloridos. Diante de um armário marrom com a porta aberta, ela está segurando um par de calças jeans escuro, e olha para ele com um sorriso leve no rosto." width="980" height="642" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-5-1.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-5-1-800x524.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-5-1-768x503.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32976" class="wp-caption-text">A ‘jornada de cura’ de Aimee é um dos processos mais belos e genuínos de se acompanhar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é exagero dizer que a presença de personagens deficientes e a forma como eles são tratados é um dos grandes </span><a href="https://movieweb.com/sex-education-season-4-disability/"><span style="font-weight: 400;">acertos</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas escalou atores com algum tipo de deficiência, mas desenvolveu seus personagens como individuais e multidimensionais, sem entrar em tropos problemáticos e colocando-os em contextos românticos e sexuais na tela – o que não costuma acontecer. A experiência de Isaac (</span><a href="https://www.instagram.com/georgerossrobinson/"><span style="font-weight: 400;">George Robinson</span></a><span style="font-weight: 400;">) com a sexualidade na terceira temporada foi muito bem representada e, na quarta, amplia essa representação com sua nova paixão e os vários relacionamentos de Aisha (</span><a href="https://www.instagram.com/miss_sassyalex/"><span style="font-weight: 400;">Alexandra James</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a série peca ao </span><a href="https://screenrant.com/sex-education-season-4-characters-actors-not-returning/"><span style="font-weight: 400;">ausentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> personagens que tiveram importância significativa na narrativa. Ao mesmo tempo que separar os personagens em pequenas jornadas individuais seja algo positivo, essa escolha faz com que algumas histórias se percam no meio do caminho. Jakob e Ola, por exemplo, não deveriam ter desaparecido totalmente depois de terem brincado de ‘casinha’ com Jean e Otis, além de que ignorar os alunos da Moordale Secondary, cujas vivências sustentaram temporadas, não parece justo.</span></p>
<figure id="attachment_32977" aria-describedby="caption-attachment-32977" style="width: 1399px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Sex Education. Na imagem, vemos o personagem Isaac, um homem branco com cabelos e barba castanhos e cadeirante. Ele veste uma camisa listrada nas cores cinza, rosa, azul e branco, e uma calça jeans escura. Na sua cadeira de rodas, uma mochila preta está pendurada. A foto foi tirada em meio a uma fala, e ele olha levemente para cima e para sua direita. O fundo, desfocado, é sua escola, e é possível ver algumas pessoas paradas, ouvindo-o." width="1399" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6.jpg 1399w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-6-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32977" class="wp-caption-text">O final da popular comédia sexual britânica é repleta de risos e lágrimas, oferecendo um ingresso à vida adulta aos seus personagens (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de forçar qualquer resolução para seus personagens, como muitos programas de TV optam por fazer em suas temporadas finais, o pontapé inicial dos oito últimos episódios escava um </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/netflix/sex-education-explicamos-o-final-emocionante-da-4a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">fechamento emocional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Basicamente, nenhuma história em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou um ponto final bem definido e permanente.</span> <span style="font-weight: 400;">Porém, para uma série que prega os benefícios da terapia da conversa em todos os aspectos da vida de um indivíduo, poderia ter sido de outra forma?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma resposta moderna aos vídeos institucionais desatualizados forçados em muitas salas de aula, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> teceu explicações por meio de suas narrativas encontrando humanidade em cenas de sexo e se aprofundando em áreas sub-representadas de todos os ângulos possíveis de um adolescente. A série abordou ISTs e saúde sexual, gravidez na adolescência e aborto, masturbação e </span><i><span style="font-weight: 400;">slut-shaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de tratar conversas sobre agressão sexual, vícios e saúde mental com muita sensibilidade. Muito mais do que uma série sobre sexo, </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20230920-sex-education-the-show-that-changed-sex-on-tv-forever#:~:text=The%20ground%2Dbreaking%20comedy%2Ddrama,productions%20to%20hire%20a%20dedicated"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sobre amizade, companheirismo e um empurrão para nos conhecermos como nós somos – tudo isso enquanto é constantemente hilária.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/">O final de Sex Education tocou nos pontos certos e chegou lá</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">32970</post-id>	</item>
		<item>
		<title>70 anos depois de Ikiru, a importância de viver continua a mesma em Living</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/living-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/living-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 22:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[70 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Aimee Lou Wood]]></category>
		<category><![CDATA[Akira Kurosawa]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Barney Fishwick]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Nighy]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Wyatt]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emilie Levienaise-Farrouch]]></category>
		<category><![CDATA[Ikiru]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie D. Ramsay]]></category>
		<category><![CDATA[Kanji Watanabe]]></category>
		<category><![CDATA[Kazuo Ishiguro]]></category>
		<category><![CDATA[Koichi Iwashita]]></category>
		<category><![CDATA[Living]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro Adaptado]]></category>
		<category><![CDATA[Nathan Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Oliver Hermanus]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Patsy Ferran]]></category>
		<category><![CDATA[Remake]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rodney Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Sandy Powell]]></category>
		<category><![CDATA[Sr. Sutherland]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
		<category><![CDATA[Takashi Shimura]]></category>
		<category><![CDATA[Tolstói]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Burke]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[viver]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30340</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nathan Nunes Em 1952, o cultuado cineasta japonês Akira Kurosawa (Ran) lançou ao mundo Ikiru. 70 anos depois, o pouco conhecido diretor sul-africano Oliver Hermanus (O Rio Sem Fim) se reuniu ao vencedor do prêmio Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, autor de best-sellers como Vestígios do Dia e Não Me Abandone Jamais, para prestar tributo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/living-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "70 anos depois de Ikiru, a importância de viver continua a mesma em Living"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/living-critica/">70 anos depois de Ikiru, a importância de viver continua a mesma em Living</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30341" aria-describedby="caption-attachment-30341" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-800x541.jpg" alt="" width="800" height="541" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-800x541.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-1024x693.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-1536x1039.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11-1200x812.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-11.jpg 1596w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30341" class="wp-caption-text">Por Living, Bill Nighy recebeu a primeira indicação ao Oscar de sua carreira, ativa há mais de 40 anos (Foto: Number 9 Films)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1952, o cultuado cineasta japonês Akira Kurosawa (</span><i><span style="font-weight: 400;">Ran</span></i><span style="font-weight: 400;">) lançou ao mundo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2VeLN3IDjzQ"><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. 70 anos depois, o pouco conhecido diretor sul-africano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=97uQo0qTLK0"><span style="font-weight: 400;">Oliver Hermanus</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Rio Sem Fim</span></i><span style="font-weight: 400;">) se reuniu ao vencedor do prêmio Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, autor de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Vestígios do Dia </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Me Abandone Jamais</span></i><span style="font-weight: 400;">, para prestar tributo ao longa original através de um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Living</span></i><span style="font-weight: 400;">. O resultado dessa empreitada é sentido nas expressivas indicações do filme ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2023 </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Roteiro Adaptado para o escritor e Melhor Ator para Bill Nighy (</span><i><span style="font-weight: 400;">Simplesmente Amor, Piratas do Caribe</span></i><span style="font-weight: 400;">) no papel principal. </span></p>
<p><span id="more-30340"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa está longe de ser a primeira vez que um filme de Kurosawa é refeito para uma linguagem ocidental. </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Um Punhado de Dólares </span></i><span style="font-weight: 400;">(1964), por exemplo, é um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e4WtoDB6PTs"><i><span style="font-weight: 400;">Yojimbo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1961), enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Sete Homens e um Destino </span></i><span style="font-weight: 400;">(1960)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vida-de-inseto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vida de Inseto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1998)</span> <span style="font-weight: 400;">ecoam diretamente </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Sete Samurais </span></i><span style="font-weight: 400;">(1954). Até George Lucas diz ter se inspirado em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fortaleza Escondida </span></i><span style="font-weight: 400;">(1958)</span> <span style="font-weight: 400;">para conceber </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/star-wars/"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Nova Esperança</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977). Contudo, é apenas agora que estamos presenciando o debute de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru </span></i><span style="font-weight: 400;">nessa mesma linha, pois a maioria dos realizadores sempre esteve ciente da grande dificuldade de adaptá-lo para uma nova roupagem. Felizmente, o tributo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Living </span></i><span style="font-weight: 400;">faz ao clássico mantém a sua essência desde o nome, pois ambas as palavras titulares têm o mesmo significado em tradução: viver. </span></p>
<figure id="attachment_30342" aria-describedby="caption-attachment-30342" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30342" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-6.jpg" alt="" width="720" height="540" /><figcaption id="caption-attachment-30342" class="wp-caption-text">Akira Kurosawa vê a burocracia com ares extremamente pessimistas em Ikiru (Foto: The Criterion Collection)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cenários e o período histórico são evidentemente diferentes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Living </span></i><span style="font-weight: 400;">troca o Japão pós-guerra onde se passa </span><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru </span></i><span style="font-weight: 400;">pela Londres de 1953, no entanto, ambos se situam na mesma estafante burocracia do mercado de trabalho. No que tange a sua representação em cena, talvez o primeiro se saia melhor em como integra a cultura local com a sensação de aprisionamento do protagonista, ao se utilizar dos tradicionais costumes britânicos de educação e da finesse dos figurinos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-irlandes-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sandy Powell</span></a><span style="font-weight: 400;"> para surtir tal efeito. Ainda assim, tanto um quanto o outro recorrem ao mesmo recurso na direção de arte: o ambiente que sufoca os trabalhadores com pilhas gigantes de documentos ao redor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente da época de produção, fato é que a história naturalmente começa se voltando para um olhar bastante pessimista da burocracia como uma sugadora de almas. Para ilustrar esse ponto, acompanhamos as diversas tentativas de um grupo de mulheres para conseguir aprovar a construção de um parque infantil numa região desolada de Londres. O que se sucede é uma rápida edição de movimento entre um setor e outro, cujas transições laterais (que também aparecem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars </span></i><span style="font-weight: 400;">até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8wnhXORcA9U"><span style="font-weight: 400;">hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">), organizadas pelo montador Chris Wyatt em </span><i><span style="font-weight: 400;">Living</span></i><span style="font-weight: 400;">, prestam homenagem as mesmas que Koichi Iwashita organizou em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30343" aria-describedby="caption-attachment-30343" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30343" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-8.jpg" alt="" width="720" height="540" /><figcaption id="caption-attachment-30343" class="wp-caption-text">Takashi Shimura também colaborou com Akira Kurosawa nos aclamados Rashomon e Os Sete Samurais (Foto: The Criterion Collection)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos de imersão dentro desse universo, somos introduzidos ao personagem principal, um homem idoso que dedicou grande parte de sua vida aos mecanismos do trabalho e se esqueceu de vivê-la no decorrer dos anos. Essa noção fica clara com o diagnóstico de uma doença terminal, que o condena a poucos meses de vida. A cena da descoberta dessa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=alC_vQOV9Bs"><span style="font-weight: 400;">fatalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um meio para entendermos a dicotomia entre os filmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru</span></i><span style="font-weight: 400;">, o recebimento dessa notícia pelo burocrata Kanji Watanabe vem acompanhado de uma grande dramaticidade, onde o intérprete </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Nx5M4AkIeTE"><span style="font-weight: 400;">Takashi Shimura</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Rashomon</span></i><span style="font-weight: 400;">) incorpora fortes e notáveis expressões de medo e angústia. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Living</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonista, aqui chamado Rodney Williams, reage de maneira melancólica e triste, mas menos intensa. Imediatamente, a câmera de Hermanus o captura quieto nas sombras de sua sala de estar, como se estivesse completamente engolido por esses sentimentos. </span></p>
<figure id="attachment_30344" aria-describedby="caption-attachment-30344" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-800x541.jpg" alt="" width="800" height="541" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-800x541.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-1024x693.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-1536x1039.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7-1200x812.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-7.jpg 1596w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30344" class="wp-caption-text">O distanciamento entre pais e filhos é uma temática que Living herda de Ikiru (Foto: Number 9 Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda obra artística é produto do seu tempo e, assim sendo, do seu próprio </span><a href="https://personaunesp.com.br/retorno-do-cinema-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa de Kurosawa, por exemplo, é carregado de uma teatralidade que remete às raízes do texto na literatura de Tolstói (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EYn9L8P0Uk8"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte de Ivan Ilitch</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a maior referência). Além disso, também toma liberdades mais expressivas. Uma delas é a poética, através do uso da narração para situar o espectador no estado de espírito do protagonista, nos confidenciando a informação de sua iminente morte antes mesmo dele ter conhecimento dela. A outra é a comercial, tendo em vista a sua longa duração com  ritmo lento, que naturalmente afasta as gerações mais novas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hermanus</span> <span style="font-weight: 400;">opta por um caminho oposto, apesar de ainda manter essa notável qualidade poética. Ela se faz presente na trilha sonora melódica de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nOQ_rxdoa-g&amp;list=OLAK5uy_kfZe4Zyrtl5fhYbGbNQxvjsp3KHczhoFg"><span style="font-weight: 400;">Emilie Levienaise-Farrouch</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na cinematografia de Jamie D. Ramsay, que transita brilhantemente entre a dor da escuridão, o calor da boemia e o sentimento pitoresco de aproveitar um belo passeio no parque. Por outro lado, existe uma concisão tão forte na forma como os temas são explorados que os impede de ecoar de modo tão complexo quanto o clássico. O melhor representante disso são os minutos de farra de Williams nas noitadas londrinas ao lado do Sr. Sutherland de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mank-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tom Burke</span></a><span style="font-weight: 400;">, que são comprimidos em breves montagens. </span></p>
<figure id="attachment_30345" aria-describedby="caption-attachment-30345" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-800x541.jpg" alt="" width="800" height="541" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-800x541.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-1024x693.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-1536x1039.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6-1200x812.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-6.jpg 1596w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30345" class="wp-caption-text">Living marca a primeira empreitada do cultuado escritor Kazuo Ishiguro na escrita para o Cinema (Foto: Number 9 Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, as aspirações mais sutis de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zNxC6tc3i6Q"><i><span style="font-weight: 400;">Living</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não deixam de ter eficiência própria. A cena do jantar entre Williams, seu filho Michael (Barney Fishwick) e sua nora Fiona (Patsy Ferran) é um ótimo exemplo disso. Desde o início, onde vemos Nighy treinando em frente ao espelho para revelar a verdade e falhando, até o desfecho, em que o silêncio prevalece sobre a mesa e o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de som faz rugir cada tilintar dos talheres nos pratos, sente-se perfeitamente o desconforto e as tensões entre os três, tão acumuladas que o simples gesto de pegar uma colher de comida fala mais alto que suas vozes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas sutilezas são a base da interpretação de Nighy e fazem valer a sua indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O ator britânico trabalha com gestos muito delicados ao longo de toda rodagem, seja em sua fala vagarosa ou em sua hiper postura de cavalheiro inglês. Contudo, há de ser dito que nenhum elemento de sua performance é tão fascinante quanto o seu olhar, principalmente em uma de suas últimas conversas com a amiga Margaret Harris (Aimee Lou Wood), onde ele finalmente se abre sobre o estado de sua saúde. No decorrer da cena, percebemos a transformação orgânica de seu olhar, conforme ele se conforma com a inevitabilidade de seu desfecho e retoma o ânimo para aproveitar o pouco que lhe resta de vida. </span></p>
<figure id="attachment_30346" aria-describedby="caption-attachment-30346" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30346" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-2.jpg" alt="" width="720" height="540" /><figcaption id="caption-attachment-30346" class="wp-caption-text">O aclamado diretor Martin Scorsese incluiu Ikiru em sua lista de 39 filmes estrangeiros essenciais para qualquer cineasta (Foto: The Criterion Collection)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se segue, a partir daí, é um terço final que esmiúça as memórias de seus companheiros de trabalho sobre sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QgOm-L7TsEQ"><span style="font-weight: 400;">vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e personalidade. Enquanto todos os burocratas sufocados por ternos e gravatas chiques tentam chegar a uma explicação lógica para o legado que o protagonista deixou, somos pouco a pouco apresentados a uma imagem belíssima e contemplativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela acontece no parque que tanto Williams em </span><i><span style="font-weight: 400;">Living, </span></i><span style="font-weight: 400;">quanto Watanabe em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ikiru </span></i><span style="font-weight: 400;">construíram para as crianças de um bairro carente, conforme os desejos das mulheres que foram apresentadas nos minutos iniciais. Isolados em meio a neve, eles permanecem cantando e sentados em um balanço, num contexto extremamente interessante metaforicamente falando. São homens à beira do fim de suas vidas, que escolheram morrer num local que é símbolo de seus estágios iniciais. A cena encanta na sua versão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=umLtGRl_WE4"><span style="font-weight: 400;">52</span></a><span style="font-weight: 400;">, e também na atual. Logo, percebemos que, independente do momento histórico, de escolhas estilísticas e de diferentes abordagens cinematográficas, a importância de </span><i><span style="font-weight: 400;">Viver </span></i><span style="font-weight: 400;">continua a mesma. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LIVING | Official Trailer (2022)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OVo5kLt_-BU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/living-critica/">70 anos depois de Ikiru, a importância de viver continua a mesma em Living</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/living-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30340</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sex Education: identidade e irreverência pautam excelente terceira temporada</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 17:27:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[3ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Aimee Lou Wood]]></category>
		<category><![CDATA[Alistair Petrie]]></category>
		<category><![CDATA[Amadurecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Asa Butterfield]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Connor Swindells]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Dramédia]]></category>
		<category><![CDATA[Dua Saleh]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Mackey]]></category>
		<category><![CDATA[George Robinson]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Jemima Kirke]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Kedar Williams-Stirling]]></category>
		<category><![CDATA[Laís David]]></category>
		<category><![CDATA[Mimi Keene]]></category>
		<category><![CDATA[Ncuti Gatwa]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Samantha Spiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[Sex Education]]></category>
		<category><![CDATA[Terceira Temporada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24902</guid>

					<description><![CDATA[<p>Laís David Com centenas de lançamentos por mês, é cada vez mais fatigante encontrar uma série adolescente interessante na Netflix. De clichês entediantes até os cancelamentos iminentes, a plataforma luta para conversar com esse público da maneira correta. Um dos maiores acertos dos últimos anos, no entanto, foi a excelentíssima Sex Education. Com sua despretensiosa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sex Education: identidade e irreverência pautam excelente terceira temporada"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/">Sex Education: identidade e irreverência pautam excelente terceira temporada</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24903" aria-describedby="caption-attachment-24903" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24903" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Asa Butterfield e Mimi Keene como Otis e Ruby. Otis é um homem branco de estatura média. Seus cabelos são pretos, ele veste uma jaqueta branca e vermelha e está virado olhando para Ruby. Virada levemente para a direta e olhando para Otis, Ruby veste uma jaqueta amarela e um vestido colorido. Seus cabelos estão presos para trás com uma fivela lilás. Ela usa brincos coloridos em formato de pêra." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24903" class="wp-caption-text">Terceira temporada chegou no fim de setembro na Netflix e liderou o Top 10 do Brasil (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Laís David</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com centenas de lançamentos por mês, é cada vez mais fatigante encontrar uma série adolescente interessante na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. De </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">clichês entediantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> até os </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-society-critica/"><span style="font-weight: 400;">cancelamentos iminentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma luta para conversar com esse público da maneira correta. Um dos maiores acertos dos últimos anos, no entanto, foi a excelentíssima </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com sua despretensiosa narrativa </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;"> e complexa gama de personagens, a obra conseguiu conquistar seu espaço na lista de melhores produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, em 2021, entrega sua terceira temporada com ainda mais encanto.</span></p>
<p><span id="more-24902"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se as duas primeiras temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> representam a introdução ao universo divertidíssimo de Otis (Asa Butterfield), Maeve (Emma Mackey) e Eric (Ncuti Gatwa), a terceira dá espaço a todos os outros personagens de forma igualitária e conexa. O início do primeiro episódio nos traz de volta ao infame colégio de Moordale, agora conhecido nacionalmente como </span><i><span style="font-weight: 400;">Escola do Sexo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A célebre clínica sexual de Otis e Maeve e o inquietante surto de clamídia na escola causaram um escândalo midiático, que, como sempre, desagradou os superiores do local.</span></p>
<figure id="attachment_24907" aria-describedby="caption-attachment-24907" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-2-1.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Aimee Lou Wood e Emma Mackey como Aimee Gibbs e Maeve Wiley. Aimee é uma mulher branca de cabelos loiros e médios. Ela está de pé, virada para a frente, com uma expressão confusa. Ela veste o uniforme cinza da escola Moordale e uma blusa social azul. Ao seu lado, Maeve está de pé com uma expressão confusa. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos e presos para trás. Ela usa uma franja acima das sobrancelhas. Maeve veste uma jaqueta de couro preta e uma blusa social azul. Em suas mãos, ela segura um celular preto." width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-2-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-2-1-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-2-1-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-2-1-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24907" class="wp-caption-text">Oito episódios formaram uma excelente e consistente temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É aí que o problema começa: na tentativa de reverter a reputação da instituição, os investidores de Moordale resolvem demitir o irascível Michael Groff (Alistair Petrie) e contratam uma nova diretora para substituí-lo. Apresentada inicialmente como uma líder feminista e intuitiva, Hope Haddon (Jemima Kirke) tenta convencer os jovens a se renderem a regras milenares com sua personalidade jovial e leviana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em poucos momentos, já é possível enxergar as verdadeiras cores da diretora. Hope se revela uma mulher racista, homofóbica e preconceituosa. Seja ao assumir que Adam Groff (Connor Swindells) era o líder estudantil apenas por ser branco ou ao reprimir a individualidade dos alunos do colégio, as </span><a href="https://dialogopsi.com.br/blog/microagressao-como-funciona/"><span style="font-weight: 400;">microagressões</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Hope nos fazem até sentir falta do carrasco Michael Groff. Quem diria que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiria captar as nuances problemáticas do </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/estante/trechos/2021/08/13/%E2%80%98Feminismo-branco%E2%80%99-como-o-movimento-pode-ser-excludente"><span style="font-weight: 400;">feminismo branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma tão simples?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> também introduziu Cal, a primeira personagem </span><a href="https://medium.com/@nicknagari/guia-b%C3%A1sico-da-n%C3%A3o-binariedade-97de1d9bc84d"><span style="font-weight: 400;">não-binárie</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série. Cal (Dua Saleh) é artística, liberal e independente. Seu romance com Jackson Marchetti (Kedar Williams-Stirling) trata de dúvidas importantes sobre pronomes, gênero e orientação sexual de maneira leve e delicada. É raro encontrar representações tão justas e respeitosas na mídia, e a série acertou em cheio. Outro momento enternecedor da temporada é a cena íntima entre Maeve e Isaac (George Robinson): narrativas que retratam pessoas com deficiência como sexualmente ativas são quase inexistentes, e a equipe de roteiristas repara esse histórico com </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/features/sex-education-isaac-disabled-maeve-b1926241.html"><span style="font-weight: 400;">cuidado e compostura</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_24906" aria-describedby="caption-attachment-24906" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4.jpeg" alt="Cena da série Sex Education. Gillian Anderson como Jean Milburn. Em um consultório médico, aparecem duas cadeiras azuis. A esquerda está vazia. Na cadeira direita, Jean está sentada. Jean é uma mulher branca de cabelos loiros presos para trás com um sutil topete. Ela veste um vestido verde esmeralda com flores amarelas e vermelhas, além de uma jaqueta vermelha. Ela está grávida e segura um formulário azul." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-4-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24906" class="wp-caption-text">Terceira temporada da série é a melhor até então (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do abuso sexual em Aimee (Aimee Lou Wood) também é formosamente trabalhado ao longo dos oito episódios. Longe de reduzir a personagem a seu agressor ou apagar o problema de sua existência, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> dialoga com as consequências psicológicas de um assédio e também prova que, no final do dia, Aimee é muito mais do que seu trauma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os episódios também serviram para desenrolar excelentes tramas que não tinham tanto espaço no passado. O verdadeiro destaque da temporada vai para Ruby (Mimi Keene), que desconstrói o arquétipo de </span><a href="https://www.ranker.com/list/best-queen-bees-movies/eric-vega"><i><span style="font-weight: 400;">Queen Bee</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da melhor forma possível. Sua perversidade unilateral nunca a representou por completo; pelo contrário, sua identidade fascinante finalmente teve tempo de ser desenvolvida. Impossível não se emocionar ao ver a jovem se declarar para Otis, para, então, ser rejeitada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Eric foi o grande destaque das primeiras duas temporadas, aqui ele fica de escanteio. No entanto, sua narrativa não deixa de ser cativante: a viagem familiar de sua família até a Nigéria reflete muito bem sua necessidade de liberdade, atributo que seu atual relacionamento não tem nada. A dualidade entre a recente descoberta da bissexualidade de Adam e a extensa experiência e aceitação de Eric como homem homossexual é deslumbrante, e, ao mesmo tempo, desastrosa.</span></p>
<figure id="attachment_24904" aria-describedby="caption-attachment-24904" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24904" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-3-1.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Asa Butterfield e Mimi Keene como Otis e Ruby. Ruby olha para a frente com um grande sorriso e tem seus cabelos presos para trás com uma fivela roxa, enquanto Otis levanta suas sobrancelhas com atenção. Ruby usa um vestido colorido, enquanto Otis veste uma blusa bege listrada." width="1200" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-3-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-3-1-800x395.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-3-1-1024x505.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-3-1-768x379.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24904" class="wp-caption-text">Otis e Ruby se tornaram um dos casais mais amados pelo público (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série também não se reduz a tramas adolescentes, e isso a eleva a um outro patamar. Os dilemas da gravidez de risco de Jean (Gillian Anderson) ou a independência recente de Maureen Groff (Samantha Spiro) encantam tanto quanto qualquer problema dos estudantes de Moordale. Gillian é excepcional e rouba todas as cenas &#8211; por aqui, fingimos que seu recente prêmio </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3epLj6ZStsw&amp;ab_channel=TelevisionAcademy"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi também pela sua impecável atuação como a matriarca e terapeuta sexual de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que deixa a desejar é a necessidade persistente do romance intragável de Otis e Maeve. O casal até era interessante nas primeiras temporadas, mas agora ele é nada mais que o resultado da narrativa incessante que os colocou ali. Os anos 2000 já se foram, e ninguém mais espera por um relacionamento de idas e vindas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dfuPBC-v5NE&amp;ab_channel=HBOMax"><span style="font-weight: 400;">Ross e Rachel</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://gilmoregirls.com.br/15-vezes-em-que-luke-e-lorelai-nos-fizeram-acreditar-no-amor/"><span style="font-weight: 400;">Lorelai e Luke</span></a><span style="font-weight: 400;">: a dualidade de Otis e Ruby, por exemplo, entretém muito mais do que o relacionamento maçante do jovem com Maeve.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais encanta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a graciosidade em seus personagens. Se afastando da dicotomia entre pessoas bons e ruins, ela trata dos piores assuntos da forma mais humana possível. A desestigmatização de diversas pautas identitárias não soa como um </span><a href="https://www.studiobinder.com/blog/what-is-a-plot-device-definition-examples/"><i><span style="font-weight: 400;">plot device</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">involuntário, mas sim uma narrativa natural e coesa.</span></p>
<figure id="attachment_24905" aria-describedby="caption-attachment-24905" style="width: 1284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Ncuti Gatwa e Connor Swindells como Eric e Adam. Em uma floresta, o casal dá as mãos e caminha com felicidade. Eric é um homem negro e de cabelos raspados, e veste uma blusa com estampas de onça. Sua calça é verde-água e vermelha. Ao seu lado, Adam usa uma calça jeans, uma blusa laranja com uma listra branca e marrom, além de uma jaqueta marrom. Adam é um homem branco de cabelos castanhos e curtos. Ele carrega um pequeno pote preto e laranja. " width="1284" height="856" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5.jpg 1284w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Foto-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24905" class="wp-caption-text">Quarta temporada já foi confirmada pelos produtores (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de três excelentes temporadas, ficou claro que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das melhores produções originais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sexualmente positiva e insanamente irreverente, a série se equilibra entre o humor e o drama e entrega um excelente produto final: um excerto fantástico e agridoce do melhor que uma série adolescente tem a oferecer.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/">Sex Education: identidade e irreverência pautam excelente terceira temporada</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24902</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
