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	<title>Arquivos 5 anos &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Após 5 anos de Pessoas Normais, ainda não superamos Connell e Marianne</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 13:00:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal   Um mesmo ambiente pode conter diversos significados àqueles presentes. A escola, por exemplo. Para alguns, é o ponto mais alto da própria vida: amigos, sucesso acadêmico, primeiros amores. Assim como, em outras perspectivas, é o lugar onde nossos gatilhos iniciais surgem. A estratificação social no ensino médio é algo real, perverso e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pessoas-normais-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após 5 anos de Pessoas Normais, ainda não superamos Connell e Marianne"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36627" aria-describedby="caption-attachment-36627" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-800x533.png" alt="Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos e franja olhando para um homem branco de cabelos castanhos, que também devolve o olhar. Eles estão sentados e uma luz vermelha ilumina o espaço onde estão." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5.png 1440w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36627" class="wp-caption-text">A minissérie foi o primeiro papel de Paul Mescal na Televisão (Foto: BBC/Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um mesmo ambiente pode conter diversos significados àqueles presentes. A escola, por exemplo. Para alguns, é o ponto mais alto da própria vida: amigos, sucesso acadêmico, primeiros amores. Assim como, em outras perspectivas, é o lugar onde nossos gatilhos iniciais surgem. A estratificação social no ensino médio é algo real, perverso e assustador. Iniciando sua história nessa época da vida de seus protagonistas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre), livro da autora Sally Rooney, ganhou uma adaptação para a televisão em 2020. Em um formato de 12 episódios, Connell Waldron (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Marianne Sheridan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/fresh-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daisy Edgar-Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">) são o ponto de partida para uma análise da juventude da década de 2010. </span></p>
<p><span id="more-36624"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens principais, que começam sua </span><a href="https://valkirias.com.br/normal-people/"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> apenas como colegas de classe, vivem jornadas completamente diferentes: enquanto ele é popular, possui um grupo de amigos e é o desejo de todas as garotas, ela é considerada arrogante, desprovida de amor e estranha socialmente. Fora dalí, a mãe do rapaz </span><a href="https://www.stylist.co.uk/opinion/normal-people-marianne-connell-relationship-meaning-money-class-divide/391954"><span style="font-weight: 400;">trabalha</span></a><span style="font-weight: 400;"> como empregada doméstica na casa luxuosa da mãe da jovem. Embora na escola não interajam, nos momentos em que precisa buscar a matriarca, o adolescente conhece um pouco do mundo da estudante. Na verdade, a dupla tem muito mais a ver do que suas realidades apresentam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a barreira que eles construíram até aquele ponto de suas trajetórias e o medo de serem moralmente incompreendidos evaporaram a partir do primeiro beijo. É como se, pela primeira vez, os dois pudessem viver confortavelmente nas próprias peles. No entanto, por pertencerem a classes sociais distintas no ambiente escolar, Waldron pede à Sheridan que não conte a ninguém sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i><span style="font-weight: 400;">. O que começou com um toque de lábios se transformou em sucessivos encontros casuais, preenchidos pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9DEkcpzKMcA"><span style="font-weight: 400;">ligação</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre almas que precisavam se encontrar. </span></p>
<figure id="attachment_36625" aria-describedby="caption-attachment-36625" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36625" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6-800x450.png" alt="Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há um homem e uma mulher brancos de cabelos castanhos utilizando um uniforme cinza com uma gravata marcada por listras azuis e amarelas. Os dois estão em um jardim e olham para à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-6.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36625" class="wp-caption-text">Pertencentes a classes sociais distintas, o dinheiro é um tema central do envolvimento de Connell e Marianne (Foto: BBC/Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem o carinho de sua família, Marianne apresenta dificuldades de interação social em cada um dos dias do ensino médio. Amabilidade nunca foi um vocabulário ensinado dentro de casa e, por isso, o traquejo social da jovem não é um dos mais impressionantes. Ao mesmo tempo, Connell é o filho perfeito. Bonito, carismático na medida certa e querido por aqueles que o rodeiam, o rapaz encontra na dinâmica com a ‘ficante’ – mesmo que eles não se rotulem – uma maneira de ser o seu verdadeiro eu. A partir das tardes em </span><a href="https://www.edublin.com.br/sligo/"><span style="font-weight: 400;">Sligo</span></a><span style="font-weight: 400;">, cidade da Irlanda onde os personagens vivem e estudam, a garota se sente vista pela primeira vez desde que se entende como um ser humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a se formarem e iniciarem suas vidas na universidade, o baile de formatura é um evento muito importante na história dos protagonistas: ao invés de assumir a amada, o rapaz decide levar Rachel (</span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/news/leah-mcnamara-normal-people-b2373656.html"><span style="font-weight: 400;">Leah McNamara</span></a><span style="font-weight: 400;">) para a festividade. Escolhendo, mais uma vez, a sua reputação à dinâmica que tem com a pessoa que o compreende melhor, as amarras sociais se tornam uma barreira à real personalidade do personagem. A partir do quarto episódio da série, dirigida por </span><a href="https://lithub.com/lenny-abrahamson-on-adapting-sally-rooneys-normal-people-for-tv/"><span style="font-weight: 400;">Lenny Abrahamson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/films/features/beautiful-thing-normal-people-hettie-macdonald-lgbtq-film-a9531541.html"><span style="font-weight: 400;">Hettie Macdonald</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegamos à idade adulta. Aqui, as vivências se misturaram, levando um de volta ao outro novamente.</span></p>
<figure id="attachment_36629" aria-describedby="caption-attachment-36629" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36629" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-800x420.png" alt="Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há um homem e uma mulher brancos de cabelos castanhos sentados na calçada. Ela usa um vestido preto e um tênis branco, além de segurar um sorvete na mão esquerda. Ele veste uma blusa e short azuis, além de usar um tênis branco. Os dois se encaram." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-3.png 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36629" class="wp-caption-text">Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones foram indicados ao Bafta (Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão), em 2021; o ator venceu a categoria na qual concorria (Foto: BBC/Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano como calouro é difícil e, de certa forma, dita a maneira como um jovem irá viver a graduação. A excitação de estar em uma cidade nova após ser aprovado no curso e na faculdade dos sonhos é equivalente ao medo de falhar nas interações com outras pessoas, principalmente se é um lugar completamente diferente no qual você viveu grande parte da vida. Agora, Connell não é mais um arrasa-quarteirão. Na verdade, ele é um mero aluno do curso de </span><a href="https://www.vogue.co.uk/arts-and-lifestyle/article/normal-people-books-reading-list"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;">, dentre uma classe inteira de sonhos ambiciosos. Aquilo que o tornava especial no ensino médio já não é mais reconhecido no mundo acadêmico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos – tanto o livro quanto a minissérie – é a habilidade de ter dois protagonistas igualmente interessantes, distintos, mas indubitavelmente pertencentes um ao outro. Em compensação, Marianne tem o sonho de uma vida: agora, ela é desejada pelos homens e possui amigas. É popular, relevante na teia social universitária e estuda História e Política na </span><a href="https://www.elitedaily.com/lifestyle/normal-people-filming-locations-dublin-ireland-itinerary"><span style="font-weight: 400;">Trinity College</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Dublin, o mesmo local onde seu ex-amigo também frequenta. O reencontro de ambos traz a sensação agridoce de rever alguém que nos marcou em outra época: reconfortante, mas também doloroso.</span></p>
<figure id="attachment_36628" aria-describedby="caption-attachment-36628" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36628" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-800x450.png" alt="Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há uma mulher e um homem brancos de cabelos castanhos abraçados. Ela usa uma blusa preta e ele veste um suéter marrom. Os dois estão sérios e acompanhados do sol, que reflete em seus rostos." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-5.png 1583w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36628" class="wp-caption-text">A <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3WsKQ06VJYFnl5msx295V9">trilha sonora</a> de Pessoas Normais é composta por <a href="https://www.hotpress.com/film-tv/stephen-rennicks-on-composing-the-stunning-score-for-normal-people-22819404">Stephen Rennicks</a> (Foto: BBC/Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Frances Ha (2014)</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme dirigido por Noah Baumbach, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94rtEPIifpc"><span style="font-weight: 400;">monólogo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem-título exemplifica a relação entre os protagonistas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i><span style="font-weight: 400;">. O sentimento de estar em uma festa e olhar para aquela pessoa amada (que te ama de volta) é o que torna o vínculo entre Sheridan e Waldron tão singular, potente e inquebrável. É como se eles fossem a pessoa um do outro em qualquer contexto em que estivessem. Mesmo que estejam separados ou se relacionando com outras pessoas, os dois </span><b>sempre </b><span style="font-weight: 400;">voltam àquele espaço construído desde o seu primeiro toque. Para quem assiste, a dinâmica entre a dupla é semelhante a uma redoma baseada em apoio mútuo, sinceridade e compreensão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.stylist.co.uk/people/normal-people-depression-loneliness-suicide-mental-health-connell-paul-mescal-therapy/390869"><span style="font-weight: 400;">abordagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos problemas psicológicos que acometem esses personagens talvez seja o que torna Connell e Marianne tão humanamente relacionáveis. Existem ramificações deles dentro de nós, nas mais variadas fases e áreas das vidas, e é isso que os coloca no imaginário dos jovens que tentam encontrar o seu lugar no mundo. No episódio 9, por exemplo, temos a chance de entender a respeito da dinâmica que a moça tem com sexo. Por não ter sido amada, ela pensa que deve ser punida e maltratada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para si mesma sem um pingo de empatia, a personagem se coloca em papéis de submissão para, de alguma forma, sentir que é alguém. Tudo isso por conta da negligência emocional na qual foi construída durante o período que viveu com a mãe e o irmão. Já no capítulo posterior, o protagonista finalmente vai para a terapia e tenta lidar com a sua persona construída na adolescência e a quebra de expectativa ao chegar à universidade. Em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QNBa3HHjnGA"><span style="font-weight: 400;">cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> indiscutivelmente dilacerante, Paul Mescal mostra a que </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/paul-mescal-history-of-sound-hamnet-beatles-1235426053/"><span style="font-weight: 400;">veio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com uma entrega sufocante. Nesse momento, os demônios do protagonista são escancarados e, novamente, o entendemos.</span></p>
<figure id="attachment_36626" aria-describedby="caption-attachment-36626" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36626" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x533.png" alt="Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há um homem e uma mulher brancos de cabelos castanhos deitados em uma cama com cobertores, lençóis e travesseiros brancos. Eles estão de mãos dadas e sérios. Ele está sem blusa e ela está com um sutiã branco." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36626" class="wp-caption-text">Assim como Jesse e Celine da trilogia do <a href="https://personaunesp.com.br/antes-da-meia-noite-10-anos/">Antes</a>, Connell e Marianne possuem um espaço emocional e de respeito que existe apenas entre eles (Foto: BBC/Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A culpa e a impotência são duas </span><a href="https://medium.com/@marcustaylor20/why-normal-peoples-connell-is-the-character-we-need-for-male-mental-health-88f07798044c"><span style="font-weight: 400;">dores</span></a><span style="font-weight: 400;"> que preenchem o peito do rapaz, à medida em que o desejo de ser amada e compreendida, nem que seja pela primeira vez na vida, é o sonho da jovem. Algo que nunca se tornou um tópico entre a dupla é a admiração profissional que ambos têm um pelo outro. Em contextos diferentes, eles revelam àqueles ao redor todo respeito que ditam suas interações. Embora seja uma obra carregada pela paixão incomparável, os dois nunca namoraram, e é isso que confere uma unicidade à construção desses personagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se eles irão casar, não saberemos. Eles ficaram juntos? Nem a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/sally-rooney-autora-de-pessoas-normais-nao-quer-mais-adaptacoes-dos-livros-dela/"><span style="font-weight: 400;">autora</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma resposta. A imprecisão do relacionamento de Connell e Marianne é o que dá vida a </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">: saber que os percursos dos protagonistas irão se cruzar em algum ponto de suas respectivas trajetórias é o que torna tudo melhor. Ora estão juntos, ora se afastam. Às vezes por culpa dele; em outras, por ela. Em certas épocas, os </span><i><span style="font-weight: 400;">emails </span></i><span style="font-weight: 400;">são a única fonte de comunicação. Quando estão próximos, ao longo da faculdade, o estudante de Literatura e a aluna de História e Política tentam fazer acontecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa é a graça. A incerteza. É olhar para aquele alguém, que você sabe que é a sua pessoa e não tê-lo. Na verdade, vocês têm um ao outro. Para sempre, há aquele lugar ocupado por ela. As primeiras experiências que Sheridan e Waldron construíram, os momentos escondidos nas casas de ambos, a admiração do seu pessoal e profissional, tudo culminou para que eles fossem imprescindíveis reciprocamente. “</span><a href="https://www.instagram.com/p/DJKCCuLBXe_/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">Eles são namorados? Pior que isso</span></a><span style="font-weight: 400;">”, expressão da cultura de Internet, é uma maneira de representar a relação dos personagens principais, pois, de fato, não há uma afirmação pautada em certeza para dizer o que eles significam. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E eu vou ficar</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E nós vamos ficar bem</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao </span><a href="https://www.vogue.co.uk/news/article/paul-mescal-theory-normal-people"><span style="font-weight: 400;">fim</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessa experiência, o rapaz descobre que foi aceito em um programa de uma universidade em Nova York. Inicialmente, ficará fora de Sligo por um ano. Já Marianne experimenta deliciosamente a sensação de ser amada por aqueles que a conhecem. É como se ela tivesse sido descoberta enquanto uma pessoa e, a partir disso, possuísse toda a força do mundo para se sentir bem na própria pele. Na última cena, há a síntese do bem que os jovens fizeram entre si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não estaria aqui se não fosse por você</span></i><span style="font-weight: 400;">”, frase dita por Waldron, e a resposta de Sheridan, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você seria uma pessoa completamente diferente, e eu também</span></i><span style="font-weight: 400;">” são momentos que sintetizam </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">. O entendimento de que alguém pode mudar a sua vida e dar um novo significado a ela é uma das sensações mais dolorosas, gratificantes e indescritíveis que alguém pode ter aos </span><a href="https://thescriptlab.com/weekly-feature/40936-quarter-life-crisis-movies-to-watch-if-youre-lost-in-your-20s/"><span style="font-weight: 400;">20 e poucos anos</span></a><span style="font-weight: 400;">. É inconcebível e honestamente inverossímil um mundo, uma configuração, realidade ou universo em que ‘Connells’ e ‘Mariannes’ não sejam a pessoa um do outro.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Normal People Trailer (Official) | Hulu" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x1JQuWxt3cE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Após 5 anos, It Was Good Until It Wasn’t nos mostra que o que é bom, de fato permanece</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 13:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Victor Hugo Aguila Permitir ser vista em um contexto de isolamento é, definitivamente, um ato de coragem. Lançado em maio de 2020, durante a pandemia causada pela covid-19, It Was Good Until It Wasn’t abarca genuinamente as nuances e os desafios presentes entre o desejo e o afeto. Sendo o segundo álbum de estúdio da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-it-was-good-until-it-wasnt/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após 5 anos, It Was Good Until It Wasn’t nos mostra que o que é bom, de fato permanece"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36541" aria-describedby="caption-attachment-36541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-2-800x800.jpg" alt="No centro da imagem, há uma mulher em cima de um banco de palha; ela está descalça e de costas, olhando sobre um muro de tijolos e está vestindo um short jeans e uma camiseta regata branca. A mulher possui cabelos pretos curtos, tatuagens nos braços e pernas, e está segurando uma mangueira de água na mão esquerda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-2.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36541" class="wp-caption-text">O álbum estreou em segundo lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos, sendo o segundo disco de Kehlani a ficar no Top 5 do país. (Foto: TSNMI / Atlantic)</figcaption></figure>
<p><b>Victor Hugo Aguila</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Permitir ser vista em um contexto de isolamento é, definitivamente, um ato de coragem. Lançado em maio de 2020, durante a pandemia causada pela covid-19, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BIY_lEg8kBA"><i><span style="font-weight: 400;">It Was Good Until It Wasn’t</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abarca genuinamente as nuances e os desafios presentes entre o desejo e o afeto. Sendo o segundo álbum de estúdio da </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">, a lírica intimista e os instrumentais comoventes reafirmam a identidade de Kehlani enquanto uma das maiores expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense.</span></p>
<p><span id="more-36539"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 15 faixas e contando com colaborações de artistas como Jhené Aiko, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Lucky Daye, o disco se apoia em transmitir coerentemente um momento de incerteza sob a ótica de um relacionamento conturbado. Baseando-se na garantia de que, na verdade, nada é garantido, a cantora aborda as ansiedades que se manifestam em um campo de disputas entre o carnal e o sentimental. Sensual e autodestrutivo, a artista utiliza brilhantemente os recursos musicais como uma constante forma de provocação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no início, a personalidade do trabalho que vem a seguir é apresentada estrondosamente ao ouvinte. Com uma intensidade emocional muito bem marcada, a estadunidense traz um caráter confessional ao utilizar memórias afetivas para criar sua arte. Após o </span><a href="https://portalrapmais.com/kehlani-fala-sobre-traicao-de-yg-em-nova-musica-you-know-wassup/"><span style="font-weight: 400;">término</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o rapper YG em fevereiro de 2020 e o lançamento da canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentine&#8217;s Day (Shameful)</span></i><span style="font-weight: 400;">, a californiana ainda explora o tom melancólico, porém combinado a sensualidade que apenas a paixão pode proporcionar.</span></p>
<figure id="attachment_36542" aria-describedby="caption-attachment-36542" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-800x450.jpg" alt="No centro da imagem, há uma mulher com tatuagens no pescoço, ombro e braços. Ela está com a mão levantada na altura do rosto enquanto veste um espartilho com detalhes de pérolas, brincos grandes e cabelo curto. Ela também possui um adorno de penas na cabeça." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-2.jpg 1735w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36542" class="wp-caption-text">Sempre íntima da sua própria Arte, Kehlani afirmou ao Apple Music que “este álbum foi muitos álbuns antes de ser este”. (Foto: Mia Andre)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir do uso de elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, além do óbvio e glamuroso </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It Was Good Until It Wasn’t</span></i><span style="font-weight: 400;">, cria uma identidade própria e atemporal, mas sem perder a possibilidade de reconhecer suas referências. Grandes nomes da década de 1990, como </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/20-anos-sem-aaliyah-tragica-morte-da-princesa-do-rb-flashback/"><span style="font-weight: 400;">Aaliyah</span></a><span style="font-weight: 400;"> e TLC, ganham uma face contemporânea e podem ser reconhecidos nostalgicamente enquanto fortes influências do álbum, ainda que mantendo sua fidelidade aos anos 90. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo esse caráter romântico da época e sem eufemismos, Kehlani apresenta vulnerabilidade ao expor uma relação fadada ao fracasso, porém sem perder a vontade quase </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">animalesca</span></a><span style="font-weight: 400;"> de possuir e ser possuída. Em tom de súplica, a vocalista abre mão de sua racionalidade ao se isolar, mesmo que sem intenção, e prejudica não apenas sua individualidade, como também a relação que tenta incessantemente manter viva. Como ela mesmo afirma na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Toxic</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me torno muito responsável quando estou sozinha</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que haja uma construção emocional ao longo do álbum, é possível reconhecer um dos pontos principais das composições: a liberdade sexual. Por meio de aspectos da astrologia como tabuleiro de sedução, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=18wdpwAg9P0"><i><span style="font-weight: 400;">Water</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">transpira deliciosamente o apetite sexual como ramificação da confiança. Ao permitir se entregar para o outro, a compositora encontra emancipação no poder da escolha de deixar ser dominada emocionalmente. É o contraste de uma relação paradoxal, na qual a sensação de liberdade, muitas vezes, está presente no ato de se acorrentar a um momento de fantasia quase que interminável.</span></p>
<figure id="attachment_36540" aria-describedby="caption-attachment-36540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-800x534.jpg" alt="No centro da imagem, há uma mulher vestindo uma blusa e usando luvas e botas de cano alto. Ela está sentada de lado no chão de um palco enquanto olha para o lado esquerdo da foto. Ao fundo da imagem, é possível ver microfones, um teclado e partes de uma bateria. A iluminação da imagem é predominantemente laranja e amarela. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36540" class="wp-caption-text">A importância da sensualidade no trabalho de Kehlani ultrapassa a lírica e se encontra também na estética, tornando-a uma referência visual. (Foto: Isha Shah)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter a relação com o outro como tema central, a relação consigo mesma não fica em segundo plano. Ao mostrar outra face da mesma moeda, a estadunidense reconhece suas incoerências, principalmente ao se desfazer para construir outro alguém. É a parte </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">azeda</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se manifesta na busca por amar e ser amada. Através de um lugar de racionalidade, ao cantar “</span><i><span style="font-weight: 400;">‘Eu te odeio se transforma em ‘eu te amo’ no quarto</span></i><span style="font-weight: 400;">” em </span><i><span style="font-weight: 400;">F&amp;MU</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela elabora suas incongruências deixando claro que reconhece a própria toxicidade e quem realmente é em um instante de carência, permitindo ter sua intimidade tocada apenas na casualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em aspectos técnicos, é imprescindível destacar o casamento perfeito entre a voz áspera de Kehlani com a doçura melodiosa de Jhené Aiko na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Change Your Life</span></i><span style="font-weight: 400;">. A vocalista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t3aHdZfJckg"><i><span style="font-weight: 400;">Triggered (freestyle)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> compõe uma teia harmoniosa ao ser adicionada a canção, tornando o álbum ainda mais completo. Na lírica, ambas afirmam saber o seu valor ao se colocarem em um patamar influente para tentar conquistar aquele que deseja. A ânsia pelo controle sobre o outro transparece na canção através da urgência de explorar suas potencialidades, querendo torná-lo melhor, mas sem perder o que se já tem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Intensa e visceral, Kehlani representa inteiramente o que significa sentir e ser muito. A sensação de entrar em contato com letras tão bem escritas é um fôlego, e a musicista representa com êxito a familiaridade em </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">mergulhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cabeça em alguém, sem se questionar o que pode haver no fundo. Ao analisar sua própria profundidade sob uma lente madura, ela destrincha o que é a intensidade e qual o seu papel em uma relação amorosa, desejando, em troca, apenas ser enxergada por ser quem realmente é.</span></p>
<figure id="attachment_36543" aria-describedby="caption-attachment-36543" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-800x533.png" alt="No centro da imagem, há uma mulher cantando enquanto segura o microfone. Ela está vestindo uma blusa e usando luvas que cobrem os braços, com o cabelo longo e ondulado solto. O fundo da imagem é predominantemente azul." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36543" class="wp-caption-text">O sentimento conflituoso de desejar somar, mas sem invadir, escorre pela lírica da artista (Foto: Isha Shah)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Analisando o disco em sua totalidade, os instrumentos utilizados emolduram perfeitamente a voz e a escrita, além de se destacar como um dos pontos fortes da produção. No </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5dw5FWNmCi4"><i><span style="font-weight: 400;">Hate The Club</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em parceria com Masego, o saxofone suave do jamaicano proporciona a sensação do pós-balada que ainda nem ocorreu: íntimo, sedutor e trágico. A faixa representa o embate que é ter que lembrar quem se era antes de alguém. Kehlani canta lindamente a dor que é deixar de fazer algo que deseja por medo de sentir e se coloca em uma espiral de abstinência, no qual tenta encontrar conforto na possibilidade de recaída e no prazer do vício. Continuamente, é questionado: ir dançar para te esquecer ou para tentar te encontrar? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após tantos desencontros, Kehlani finaliza a </span><i><span style="font-weight: 400;">pièce de résistance</span></i><span style="font-weight: 400;"> da sua carreira com a coragem de enfrentar o luto de uma relação que não existe mais. Na tentativa de manter viva uma relação morta, a artista recai em consciência e percebe que, nesse momento, o único vínculo a ser salvo é o seu consigo mesma. Apesar da importância e facilidade que ela encontra ao falar sobre liberdade sexual, é necessário chegarmos ao final do projeto para que possamos ter contato com seu lado emocional completamente em estado de nudez. Respondendo diversos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I5s8SgjZb8g"><span style="font-weight: 400;">questionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela se permite ser vista e retoma para si o poder presente em ser vulnerável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.billboard.com/pro/kehlani-good-until-it-wasnt-number-1-top-rb-albums-chart/"><span style="font-weight: 400;">triunfo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">It Was Good Until It Wasn’t</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apresenta não apenas por conta de suas composições originais e produção tocante, mas também por sua atemporalidade. Ao ecoar de maneira tão genuína sobre paixão, inseguranças e sexualidade – temas ainda extremamente relevantes no cenário cultural atual – Kehlani deixou novamente sua marca no mundo da música e continua se consagrando enquanto alguém destinada ao sucesso. Ainda que não esteja tão presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">atualmente, a confiança no potencial do seu trabalho faz dela uma voz forte no campo artístico. Se relacionando com a opinião do público, é compreensível e ganha ainda mais sentido o que ela afirmou para a Apple Music em 2020: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não importa o que aconteça com este álbum, ele vai ser sempre o meu projeto favorito</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: It Was Good Until It Wasn&amp;apos;t" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6ROLwnmW9pOioLned0DaP3?si=ecdWyf4TTQabfUUn2oIuWw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Charli XCX mostrava seus sentimentos mais profundos em how i’m feeling now</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 18:53:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Isabela Nascimento  Em maio de 2020, no meio da pandemia do coronavírus, a cantora britânica resolveu criar um álbum e documentar o processo criativo inteiro, enquanto relatava sobre a experiência de estar isolada da sociedade. &#8220;Como eu estou me sentindo agora&#8220;, tradução do título em português, contém 11 faixas que navegam em seus sentimentos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-5-anos-charli-xcx-mostrava-seus-sentimentos-mais-profundos-em-how-im-feeling-now/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Charli XCX mostrava seus sentimentos mais profundos em how i’m feeling now"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35459" aria-describedby="caption-attachment-35459" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3.png" alt="Foto da capa do álbum how i’m feeling now da Charli XCX. Ela está deitada em uma cama com lençóis brancos, usando roupas íntimas brancas, segurando e olhando para uma câmera de filmagem. No canto esquerdo está escrito o nome do álbum verticalmente." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35459" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX ganhou seu primeiro Grammy com seu último álbum Brat (Foto: Warner Music UK Limited)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em maio de 2020, no meio da pandemia do coronavírus, a cantora britânica resolveu criar um álbum e documentar o processo criativo inteiro, enquanto relatava sobre a experiência de estar isolada da sociedade. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Como eu estou me sentindo agora</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, tradução do título em português, contém 11 faixas que navegam em seus sentimentos mais íntimos. O reacender de uma paixão, a insegurança consigo mesma e com a sua carreira e as aflições de estar sozinha. Esse seria o primeiro disco que a artista abordaria de maneira profunda suas emoções, dando início a uma nova era de produções mais pessoais e cruas da </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DZ06evO1brcxq"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX.</span></a></p>
<p><span id="more-35455"></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zt-S3jhuqzk"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX: Alone Together</span></a><span style="font-weight: 400;">, documentário lançado em 2021, mostra a criação do trabalho, ao mesmo tempo, que a compositora desabafa sobre o isolamento social e as sensações que começaram a aflorar nesse período. Ela conta em um dos seus relatos que trabalhar é a única coisa que a faz se sentir bem. Como estava cansada de ficar em casa sem fazer nada, Charlotte Aitchison começou a idealizar uma obra em cinco semanas como forma de se desafiar e de se ocupar naquele momento atípico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de retratar a produção do álbum, o projeto também mostra vários desabafos da performer, muitos deles são sobre seu relacionamento com o desenvolvedor de videogames, Huck Kwong. A voz de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cwZ1L_0QLjw"><i><span style="font-weight: 400;">Von Dutch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revela que, em sete anos de namoro, aquela foi a primeira vez que eles estavam vivendo juntos e como a pandemia fez com que eles se aproximassem mais. Antes disso, a britânica sentia que o relacionamento estava acabado, mas a chama foi acendida novamente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - forever [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TbJE-KVZvTA?list=PL-2HG0C5jJQG5n1GVlif-9S-FnQ1dIuKM" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3a9qH2VEsSiOZvMrjaS0Nu"><i><span style="font-weight: 400;">how i&#8217;m feeling now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado com uma temática bem definida, se destoando dos seus trabalhos anteriores. A obra é focada nas fases do amor, nas suas vulnerabilidades e também a vontade de festejar com seus entes queridos. O quarto disco de estúdio de Charli XCX é mais reflexivo, profundo e intimista, pois navega de uma forma única em seus sentimentos e expõe de maneira crua as dificuldades de seu antigo relacionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora deixa essas emoções bem claras, já mostrando como o projeto seria. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5GsJIVCBFjhCcUwJaTW2sB?si=7d974c0d9644430b"><i><span style="font-weight: 400;">forever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma sonoridade eletrônica e com alguns elementos de </span><a href="https://falauniversidades.com.br/o-que-e-hyperpop/"><i><span style="font-weight: 400;">Hyperpop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na letra, a artista se declara para ex-namorado, dizendo que mesmo se um dia o romance acabar, ela o amará para sempre. Ela, também, desabafa sobre esse quase fim do romance e como estava em um lugar feliz naquele momento.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Sim, agora precisamos esquecer isso/Dirigi o carro para fora da estrada/Preciso te dar tempo para amadurecer/Você não é um fantasma, você está na minha cabeça/Eu sempre vou te amar (te amar)/Eu vou te amar para sempre&#8221; – forever</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção é encabeçada por Dijon, Bj Burton, Benjamin Keating e seu produtor de longa data, A. G. Cook. Charli e o profissional colaboram desde 2017, quando a britânica lançou a sua primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/37rI2gAtakAmSFtbIE9THq"><i><span style="font-weight: 400;">Number 1 Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A coisa mais interessante sobre a parceria é que mesmo depois de uma década trabalhando juntos, os amigos continuam fazendo músicas únicas e atemporais. A canção que deixa isso perceptível é </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, no começo de 2025, depois de cinco anos do seu lançamento oficial, a composição começou a ganhar uma popularidade que nenhuma</span> <span style="font-weight: 400;">faixa do álbum tinha até então. Nos últimos meses,  </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou mais de 50 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas plataformas digitais, sem contar as </span><a href="https://vm.tiktok.com/ZMSmktfK3/"><i><span style="font-weight: 400;">trends</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e os vídeos criados nas redes sociais. O sucesso inédito pode ser surpreendente para os novos fãs, mas essa balada é uma antiga conhecida dos seus seguidores mais fiéis.</span></p>
<figure id="attachment_35458" aria-describedby="caption-attachment-35458" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.png" alt="Uma foto Polaroid da Charli XCX e A. G Cook no estúdio. Ele segurando um microfone, enquanto olha para a tela de um laptop, a cantora está inclinada na mesa, e também olhando para a tela. A mesa está com aparelhos de produção de música." width="750" height="593" /><figcaption id="caption-attachment-35458" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX anunciou The Moment, um filme inspirado em uma ideia original dela dirigido por Aidan Zamiri, tendo uma trilha sonora original produzida por A. G. Cook (Foto: Henry Redcliffe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira versão foi produzida por </span><a href="https://billboard.com.br/google-faz-homenagem-para-cantora-e-produtora-sophie/"><span style="font-weight: 400;">Sophie</span></a><span style="font-weight: 400;">, e tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Nylon Japan&#8217;s 13th Anniversary Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, no Japão em 2017. Charli XCX contou em uma entrevista a </span><a href="https://music.apple.com/br/album/how-im-feeling-now/1513162098"><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que em todos os projetos depois de sua criação, ela e seu produtor consideravam adicionar em seus trabalhos. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Toda vez que nos reunimos para fazer um álbum ou uma mixtape, ela é sempre levada em conta, mas nunca tinha achado um momento certo, até agora. Por mais bobo que pareça, era hora de dar algo em troca</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse a performer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção é fascinante do começo ao fim, pois narra o sentimento da artista de estar desesperadamente apaixonada por alguém, e só querer fazer uma festa a essa pessoa e ser amada por ele, mas não ter esse amor correspondido. As súplicas nos versos finais e o toque de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/335TWGWGFan4vaacJzSiU8"><span style="font-weight: 400;"> A. G. Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornaram </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporal, complexa e com uma carga emocional que apenas os dois poderiam nos trazer. O </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">orgânico faz ainda mais sentido quando se olha por esse lado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli xcx - party 4 u (official video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/agu22bqGHto?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em comemoração ao aniversário do álbum, a britânica lançou um clipe digno para a composição. O vídeo foi criado quatro dias antes de ser divulgado, com os elementos do disco aniversariante, o visual intimista, uma filmadora e a vulnerabilidade acompanhada de detalhes atuais, fazendo com que seus fãs se sentissem mais uma vez próximos dela. A compositora finaliza o vídeo destruindo um </span><i><span style="font-weight: 400;">outdoor</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua cara, talvez, indicando o fim do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brat summer, </span></i><span style="font-weight: 400;">ou expondo o cansaço da fama recente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é só de melancolia que </span><i><span style="font-weight: 400;">how i’m feeling now</span></i><span style="font-weight: 400;"> é composto. Em entrevista ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LgBMFg7ZgJw"><span style="font-weight: 400;">Zane Lowe em 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora contou que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um parente próximo desse álbum. Quando escutamos a música de abertura, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3V0PgcsUMlAGXwCD0084pY?si=952f0958081c4b25"><i><span style="font-weight: 400;">pink diamond</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirada no anel de Jennifer Lopez, não podemos concordar mais com a afirmação dela. A escolha dessa faixa para iniciar o trabalho dá uma pista aos seus projetos futuros e, ao mesmo tempo, explora o desespero de estar presa em casa. </span></p>
<figure id="attachment_35457" aria-describedby="caption-attachment-35457" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-800x455.png" alt="Charli XCX está deitada em uma cama com lençóis brancos, usando roupas íntimas da mesma cor, posando para foto. No reflexo do espelho que está atrás dela, vemos as costas da cantora e seu ex-namorado tirando foto com o flash ligado." width="800" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-800x455.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-768x437.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.png 974w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35457" class="wp-caption-text">Em 2023, Charli XCX anunciou seu novo relacionamento com o baterista George Daniel (Foto: Huck Kwong)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma batida pesada, digna de um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rKPBq_j4buQ"><i><span style="font-weight: 400;">Boiler Room</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é a canção mais dançante do disco. É notável o toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">club music, </span></i><span style="font-weight: 400;">com elementos mais experimentais, algo que a britânica gosta de misturar. Em seus versos, a artista repete como só queria estar em um clube e dançar com seus amigos a noite inteira. É impossível ficar parado ouvindo. Embora sua produção mais recente seja inspirada em baladas e festas,  ela tem o seu lugar ao sol na </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de clube da cantora. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">how i’m feeling now</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora sons agressivos e dançantes. Apesar de boa parte não fazer mais sentido, já que a compositora terminou com seu ex-namorado e a pandemia acabou, as faixas ainda fluem de uma maneira gostosa. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2ljvO8ZpKFMT3HXwCjW4Yw?si=3c07496c61af4b5e"><i><span style="font-weight: 400;">anthems</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma base animada, mas com um toque existencial. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7Dexi5Z2IowCkHrnzlWysc?si=9e09029455434500"><i><span style="font-weight: 400;">claws</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4jQDJPgw3qkc1T2f1safdy?si=a1f66ab6c797467c"><i><span style="font-weight: 400;">7 years exploram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o mesmo tema, a  paixão, porém se distanciam na sonoridade. A primeira é mais animada com uma repetição de palavras, marca registrada da cantora, e a segunda é mais melancólica, tendo uma batida mais eletrônica desconstruída. Esses são os maiores exemplos da atemporalidade do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo sido lançado há meia década e em um momento atípico do mundo, o quarto álbum de estúdio de Charli XCX segue sendo um de seus maiores trabalhos. A obra é um conjunto único, que se destaca magnificamente. A presença de aspectos pessoais, algo que a performer não tinha feito antes e que veríamos em trabalhos futuros, trouxe um ar mais fresco e cativante. O projeto não só mudou as impressões das pessoas sobre ela, mas também alterou a forma como a própria iria produzir.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: how i&amp;apos;m feeling now" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3a9qH2VEsSiOZvMrjaS0Nu?si=9U-Vt-KuQy6G0ZiLZlT_zA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 20:39:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esther Chahin Às ruínas de uma vila de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama &#8211; se é que esse é o sentimento &#8211; se desfalecem. Por consequência, o olhar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/killing-eve-terceira-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35265" aria-describedby="caption-attachment-35265" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35265 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-800x400.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Na imagem, duas moças jovens estão sentadas lado a lado em um salão de paredes vermelhas. À esquerda, está a personagem Villanelle, uma mulher branca que usa um terno com estampa rosa e azul. Com cabelos loiros, ela não usa acessórios e olha serenamente para o horizonte. À direita, está Eve Polastri, mulher de ascendência sul-coreana e cabelos escuros cacheados, que veste uma blusa preta de gola alta e mangas cumpridas. A personagem também olha para o horizonte, mas com feição preocupada.]" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35265" class="wp-caption-text">As respectivas performances em Killing Eve renderam um Emmy para Jodie Comer (Villanelle) e um Globo de Ouro para Sandra Oh (Eve Polastri) (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><b>Esther Chahin</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às ruínas de uma </span><a href="https://www.contiki.com/six-two/article/killing-eve-filming-locations/"><span style="font-weight: 400;">vila</span></a><span style="font-weight: 400;"> de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama &#8211; se é que esse é o sentimento &#8211; se desfalecem. Por consequência, o olhar da assassina russa muda e, com isso, Polastri deixa de ser intocável. Esse é o terreno que a irreverente </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> da segunda temporada de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deixa para Suzanne Heathcote, quem a sucede no cargo. Em 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/free-guy-assumindo-o-controle-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jodie Comer</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sandra Oh se juntaram à Fiona Shaw (Carolyn Martens) e Kim Bodnia (Konstantin Vasiliev) e voltaram ao elenco da produção em uma nova leva de episódios que comemora o seu quinto aniversário em 2025.</span><span id="more-35267"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após dois anos pensados por verdadeiros </span><a href="https://variety.com/2018/tv/features/phoebe-waller-bridge-sandra-oh-killing-eve-1202742904/"><span style="font-weight: 400;">expoentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do entretenimento britânico, as expectativas para o retorno da produção estavam altas. Aqui, o principal desafio dos roteiristas da obra é explicar a imensa quantidade de mistérios herdados que surgiam exageradamente na trama, bem como desenvolver relações as quais, naquele momento, pareciam destroçadas. Villanelle havia atirado em sua assim chamada “ex-namorada”, enquanto as decisões de Carolyn e Konstantin romperam com a confiança que nutriam junto à Eve e à </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> apaixonada por </span><a href="https://www.elle.com/uk/fashion/celebrity-style/g32156498/villanelle-best-outfits-killing-eve/"><span style="font-weight: 400;">moda</span></a><span style="font-weight: 400;">. Daí, surge a questão: </span><i><span style="font-weight: 400;">“como suceder uma narrativa cujos pilares já não estavam mais ali?” </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, o desafio foi aceito. No episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Devagar Se Vai Longe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que inaugura a temporada, os quatro protagonistas tentam seguir com suas vidas das formas mais inesperadas o possível, indo desde um casamento sáfico em uma província da Espanha, até </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-london-68267181"><span style="font-weight: 400;">New Malden</span></a><span style="font-weight: 400;">, centro cultural coreano em Londres. Porém, assim como a última operação do </span><a href="https://metro.co.uk/2019/04/15/killing-eve-reflects-time-mi5-rest-made-laugh-9152735/"><span style="font-weight: 400;">MI6</span></a><span style="font-weight: 400;">, tais tentativas nem se aproximaram do êxito. Agora, um grupo de personalidades estreantes no enredo renovam a atmosfera da produção enquanto a grande pergunta da vez tenta ser respondida: </span><i><span style="font-weight: 400;">“quem matou Kenny</span></i><span style="font-weight: 400;">?</span><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O novo enigma é o suficiente para reunir o quarteto novamente, embora a reunião fosse pouco provável. </span></p>
<figure id="attachment_35266" aria-describedby="caption-attachment-35266" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35266" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-800x533.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Uma moça branca de cabelos loiros e uma senhora branca sentam em um sofá roxo. Atrás delas, há paredes com estampa florida e janelas. A senhora, com olhar desolado, encara o chão enquanto segura uma garrafa de vinho. Com cabelos grisalhos e presos em um coque, ela veste uma blusa com a imagem de uma onça desenhada e um cinto sobre ela. A calça é nude e possui pequenos pontos dourados. A moça loira conversa com a senhora, enquanto segura uma xícara de chá apoiada em um pires. Ela veste um pijama amarelo-limão com flores brancas estampadas. O dia aparenta estar ensolarado.]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35266" class="wp-caption-text">Harriet Walters, que dá vida à Dasha Duzran em Killing Eve, possui grandes obras em seu currículo, como Succession e Ted Lasso (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O surgimento de uma nova incógnita, entretanto, não parece o caminho certo a ser seguido na nova leva de episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que o público, realmente, anseie para descobrir quem o matou, a quantidade de mistérios iniciados, mas insatisfatoriamente resolvidos, coloca em cheque o quão apropriado é iniciar mais um deles. Se no primeiro ano, a grande investigação que movia Eve Polastri girava em torno dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Twelve</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Doze, em português), agora a </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/killing-eve-4-curiosidades-sobre-serie-sonho-de-sandra-oh-sotaque-irlandes-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">eterna Cristina</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> se embaralha em múltiplas dúvidas sem que nenhuma delas seja respondida. Assim, a produção caiu na armadilha para reter a atenção do público, mas, quando se deu conta, transformou a narrativa em uma amálgama de problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, se engana quem pensa que a grande aposta de Heathcote para terceira temporada de foi, apenas, o assassinato de Kenny. A </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/afinal-o-que-e-um-showrunner"><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da vez inovou na abordagem adotada pela série até então ao humanizar os personagens principais. Nos anos anteriores, a única preocupação dos quatro protagonistas aparentava ser o bom desempenho frente aos Doze – seja obedecendo-lhes ou os investigando. Dessa vez, os serviços prestados por Villanelle passam a atormentá-la, Eve deixa de negar seus sentimentos para com a </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, Konstantin teme pela própria vida e, surpreendentemente, Carolyn se vê acuada em ambas esferas, pessoal e profissional. </span></p>
<figure id="attachment_35264" aria-describedby="caption-attachment-35264" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35264" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-800x533.jpg" alt=" Cena de Killing Eve. Na imagem, está Carolyn Martens, personagem da série. Ela é uma mulher de meia-idade, branca, de cabelos curtos e avermelhados. Carolyn, com feição brava, aponta uma arma, enquanto veste um casaco verde-escuro e uma echarpe com fundo vermelho. Atrás dela, vemos uma parede branca com algumas marcas amareladas, as dobradiças de um suposto armário, um quadro e uma grande janela. É noite." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35264" class="wp-caption-text">Fiona Shaw, que interpreta Carolyn Martens, gostaria que a personagem tivesse sotaque irlandês, como a atriz. A produção recusou a sugestão (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a humanização dos personagens seja inédita na trama, desde o começo a audiência já mostrava-se envolvida com eles – em especial, com a personagem interpretada por Jodie Comer. É indiscutível que um pouco de carisma, senso de humor e estilo foram o suficiente para transformar uma assassina em série com traços de psicopatia em uma grande queridinha do público. Tal favoritismo da protagonista fez com que um enorme parênteses fosse aberto dentro da terceira temporada para explorar suas </span><a href="https://collider.com/killing-eve-are-you-from-pinner-episode/"><span style="font-weight: 400;">origens</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que a deixa parecesse, inicialmente, desnecessária e desconexa, Heathcote obteve êxito encaixando-a na narrativa e, de bônus, prestou um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">Fan Service </span></i><span style="font-weight: 400;">(serviço para os fãs, em tradução literal). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, quando se fala no agrado aos fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://valkirias.com.br/killing-eve-loving-eve/"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> implícito, mas latente, entre Eve e Villanelle não pode ser esquecido. No terceiro ano, a temática é perfeitamente explorada dentro da narrativa. A atração recíproca entre as personagens aparece nos momentos certos para que não se torne o centro da trama, mas, ainda assim, instigue os que torcem pelo casal atípico. O clímax de tal relação ocorre logo nos primeiros episódios, quando, após um embate físico, elas se beijam pela primeira vez na série. O inesperado, e que pode desagradar parte da audiência, é que a cena pouco altera a dinâmica da dupla: Oksana volta à Barcelona e o momento só é lembrado quando Polastri é presenteada com um bolo que referencia a ocasião – o qual arremessa pela janela. </span></p>
<figure id="attachment_35263" aria-describedby="caption-attachment-35263" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-800x450.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Ambas personagens, Villanelle e Eve Polastri, estão dentro de um ônibus. Villanelle, mulher branca de cabelos loiros presos em um coque, veste um blazer cinza e uma camiseta branca. Ela está em cima de Eve, enquanto a segura pelo colarinho. Eve é uma mulher com ascendência sul-coreana e cabelos escuros cacheados. Ela veste um casaco cinza claro de tecido leve e está embaixo de Villanelle. Eve aparenta assustada e Villanelle a olha com ira. Os rostos de ambas estão muito próximos." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35263" class="wp-caption-text">Killing Eve é inspirada na série de livros Codinome Villanelle, do autor Luke Jennings, embora os roteiristas tenham mudado grande parte da trama para a interpretação na TV (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Presente ora nos enigmas pouco respondidos, ora na paixão secreta que as protagonistas nutrem mutuamente, o implícito é o grande cerne do enredo da série. A audiência consome a produção na expectativa de que o escondido seja, finalmente, escancarado. Por sua vez, o roteiro constantemente avança em direção a satisfazer tal desejo, mas recua pouco antes. No episódio que encerra a temporada, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Você Conduz ou Eu?</span></i><span style="font-weight: 400;">, a tentativa frustrada de Konstantin de fugir da Europa promete revelar mais informações sobre os </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/killing-eve-veja-inspiracao-real-para-a-criminosa-da-serie.phtml"><span style="font-weight: 400;">Doze</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Eve e Villanelle, pela primeira vez juntas e sem negar os próprios sentimentos, apontam para a tão esperada união entre ambas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, na iminência de atender as vontades do público de uma vez por todas, Heathcote desiste completamente. É assassinada a então maior fonte de informações sobre a organização criminosa que permeou todo o enredo e, para decepção da audiência, a dupla principal segue (literalmente) caminhos opostos em uma cena comovente que encerra a temporada. Dessa forma, a obra</span> <span style="font-weight: 400;">se coloca em um local arriscado: até que ponto os que a consomem estarão dispostos a sofrer tantas rupturas de expectativa? O risco assumido pelo roteiro junto ao seu desenvolvimento pouco produtivo fadou a série ao </span><a href="https://telamania.com.br/killing-eve-entenda-por-qual-motivo-a-serie-foi-cancelada/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento </span></a><span style="font-weight: 400;">logo após a quarta temporada, mas o fato não reduz seu brilhantismo. A produção reuniu personagens carismáticos, mesclando humor, suspense e amor lésbico. Com toda certeza, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa saudades, e um sotaque russo na cabeça também. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Killing Eve: Series 3 Trailer - BBC" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vh1icDxH5R0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há 5 anos, a 7ª temporada de Brooklyn Nine-Nine trazia novos personagens e uma fase inédita de Peraltiago</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 16:46:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim O gênero das sitcoms policiais ganhou um novo fôlego com Brooklyn Nine-Nine, série criada por Michael Schur e Dan Goor, que conquistou o público ao mesclar humor afiado e críticas sociais relevantes. Estreando sua sétima temporada há cinco anos, em 2020, a produção já havia passado por momentos turbulentos, como o cancelamento pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-7a-temporada-de-brooklyn-nine-nine/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, a 7ª temporada de Brooklyn Nine-Nine trazia novos personagens e uma fase inédita de Peraltiago"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35202" aria-describedby="caption-attachment-35202" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35202" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5-800x400.png" alt="Cena da série Brooklyn Nine-Nine. Na imagem, há sete pessoas alinhadas em uma sala da delegacia, todas vestindo camisetas de manga comprida azul-marinho com o distintivo da polícia de Nova York no lado esquerdo do peito. À esquerda, Holt, que é um homem negro e careca, mantém uma expressão séria, enquanto ao seu lado Scully, um homem branco de cabelo curto grisalho, parece surpreso, com a boca entreaberta. No centro, Rosa, uma mulher de cabelos longos e escuros, está de braços cruzados, transmitindo confiança. Ao lado dela, Jake, um homem branco de cabelo castanho curto também mantém os braços cruzados, com uma expressão firme. Mais à direita, Amy, uma mulher de cabelos escuros presos sorri levemente, e ao seu lado, Hitchcock, um homem branco careca aparece parcialmente visível e parece confuso. À extrema direita, Debbie, uma mulher branca de cabelos ruivos curtos sorri abertamente, parecendo a mais descontraída do grupo. Todos estão observando algo à frente, sugerindo que aguardam alguma instrução ou estão prestes a entrar em ação." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-5.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35202" class="wp-caption-text">A série quase foi cancelada, porém, os direitos foram comprados pela NBC (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero das </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> policiais ganhou um novo fôlego com </span><a href="https://personaunesp.com.br/brooklyn99-7a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série criada por Michael Schur e Dan Goor, que conquistou o público ao mesclar humor afiado e críticas sociais relevantes. Estreando sua sétima temporada há cinco anos, em 2020, a produção já havia passado por momentos turbulentos, como o cancelamento pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox </span></i><span style="font-weight: 400;">e o subsequente resgate pela </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse novo ciclo veio em um momento de transição, trazendo desafios narrativos e estruturais para o seriado, que precisava manter sua identidade ao mesmo tempo em que lidava com mudanças significativas. </span></p>
<p><span id="more-35201"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com menos episódios, a sétima fase buscou equilibrar sua comédia característica com um desenvolvimento mais maduro de seus personagens e relações. Tais transformações já podem ser percebidas nos capítulos iniciais, que abordam a luta de Holt (Andre Braugher) para recuperar sua posição como capitão e a adaptação do time a essa nova dinâmica. Além disso, Jake (</span><a href="https://personaunesp.com.br/palm-springs-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andy Samberg</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Amy (Melissa Fumero) iniciam um novo momento da vida de casados: a tentativa de ter filhos.</span></p>
<figure id="attachment_35204" aria-describedby="caption-attachment-35204" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-5.png" alt="Cena da série Brooklyn Nine-Nine. Na imagem, um grupo de cinco pessoas está reunido em uma delegacia, todos com expressões sérias e posturas fechadas. À esquerda, Rosa, uma mulher de cabelos longos e escuros, veste uma jaqueta preta sobre uma blusa preta. Ao lado dela, Holt, um homem negro, careca, usa uma camisa branca de mangas longas com insígnias da polícia e uma gravata preta, transmitindo uma presença autoritária. No centro, Jake, um homem branco de cabelos curtos e castanhos veste uma camisa xadrez azul sob um moletom escuro, com os braços cruzados. À sua direita, Amy, uma mulher de cabelos escuros presos, veste um uniforme policial preto e segura uma prancheta contra o peito. Por fim, à extrema direita, Charles, um homem branco de cabelo curto veste uma camisa bege de manga curta com uma gravata marrom e mantém as mãos nos quadris, parecendo atento à conversa." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-5.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-5-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35204" class="wp-caption-text">Stephanie Beatriz fez o teste para interpretar Amy Santiago, enquanto Melissa Fumero também era cotada para o papel (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A etapa, até então inédita, teve um começo movimentado com </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhunter</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual o esquadrão lida com um atentado, enquanto Holt enfrenta desafios como oficial de patrulha e tem dificuldade de não estar em uma posição de liderança. Para mais, Amy desconfia que está grávida e pede a ajuda de Rosa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/encanto-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Beatriz</span></a><span style="font-weight: 400;">). Em seguida, </span><i><span style="font-weight: 400;">Captain Kim</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma nova comandante que tenta ganhar a confiança do time, mas Peralta e o capitão desconfiam da sua real intenção, enquanto Santiago faz de tudo para que ela se sinta bem vinda à delegacia. O humor caótico volta com força em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pimemento</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo um antigo amigo de Jake e Charles (Joe Lo Truglio) com amnésia e mergulhando em situações absurdas e perigosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa nova fase, a série retoma elementos clássicos que marcaram o esquadrão, equilibrando humor com doses de emoção e desenvolvimento pessoal, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Jimmy Jab Games II</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Takeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a volta de Doug Judy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Craig Robinson</span></a><span style="font-weight: 400;">). As competições internas e as dinâmicas entre personagens trazem um senso de continuidade e nostalgia, ao mesmo tempo em que exploram as transformações dos protagonistas diante de novas responsabilidades, como o amadurecimento do protagonista ao construir uma família com a esposa abordado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Trying</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que alguns conflitos pareçam reciclados, a temporada se sustenta ao misturar bem a leveza das interações cômicas com momentos mais sensíveis, como dilemas pessoais e reviravoltas inesperadas dentro da delegacia.</span></p>
<figure id="attachment_35205" aria-describedby="caption-attachment-35205" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-800x450.png" alt="Cena da série Brooklyn Nine-Nine. Na imagem, Jake, um homem branco de cabelos castanhos curtos veste uma camisa xadrez azul e um colete à prova de balas com a sigla &quot;NYPD&quot; estampada na frente. Ele também tem um distintivo preso ao colete e exibe uma expressão confusa ou preocupada enquanto conversa com outra pessoa, que aparece de costas. Essa segunda pessoa também veste um colete idêntico, com a mesma sigla policial, e parece estar ouvindo atentamente o que o homem à sua frente está dizendo. O cenário ao fundo sugere um evento ou cerimônia policial, com faixas azuis e inscrições que remetem a uma campanha ou evento oficial." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35205" class="wp-caption-text">Andy Samberg realmente é apaixonado por Duro de Matar, por isso seu personagem faz tantas referências na série (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda metade da sequência, a série tentou diversificar suas narrativas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dillman </span></i><span style="font-weight: 400;">trouxe um novo personagem, que já trabalhou com </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/andre-braugher-melhores-filmes-series/"><span style="font-weight: 400;">Holt</span></a><span style="font-weight: 400;"> anteriormente, para desvendar quem foi o responsável por uma pegadinha que danificou a evidência de um caso importante. Além disso, essa etapa também trouxe episódios mais emocionantes, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Admiral Peralta</span></i><span style="font-weight: 400;">, que aprofunda a relação conturbada de Jake com seu pai, que teve os mesmos problemas com o avô, isso tudo enquanto tentam preparar o chá de bebe do primeiro filho do casal principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obviamente teve a volta do </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/brooklyn-nine-nine-todos-os-episodios-de-halloween-do-pior-para-o-melhor-lista/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Roubo de Halloween</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Valloweaster</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que, desta vez, foi transformado em um Roubo de Dia dos Namorados e Páscoa, mantendo a essência da competição entre os detetives. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ransom </span></i><span style="font-weight: 400;">trouxe uma trama mais inusitada ao colocar Cheddar, o amado cachorro do capitão, no centro de um sequestro desesperador para os pais do cãozinho. Ao mesmo tempo, Rosa entra numa competição contra o ex-namorado entediante e chato de Amy. Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lights Out</span></i><span style="font-weight: 400;"> encerra a temporada com um apagão caótico no Brooklyn, culminando no aguardado nascimento do filho de Peralta e Santiago. Apesar de algumas tramas parecerem menos inovadoras, a etapa conseguiu equilibrar humor e desenvolvimento dos personagens, consolidando sua transição para um tom mais maduro.</span></p>
<figure id="attachment_35203" aria-describedby="caption-attachment-35203" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-5-800x457.jpg" alt="Cena da série Brooklyn Nine-Nine. Na imagem, Jake, um homem branco de cabelos castanhos curtos veste uma camisa xadrez azul e vermelha e sorri abertamente, Ao seu lado, Amy, uma mulher de cabelos escuros presos, veste um uniforme policial preto e também sorri animadamente. Ao fundo, nota-se uma bandeira dos EUA, uma parede azul clara e duas janelas." width="800" height="457" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-5-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-5-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-5-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-5.jpg 1050w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35203" class="wp-caption-text">Durante as gravações da terceira temporada da série, a atriz Melissa Fumero ficou grávida do primeiro filho (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos depois, a sétima temporada permanece como um ponto de inflexão na trajetória da trama, marcando sua reta final e preparando o terreno para os desafios da oitava e última parte. A necessidade de adaptação foi evidente, mas nem todas as escolhas narrativas agradaram ao público, que esperava uma estabilidade maior entre novidades e continuidade. Apesar disso, a série conseguiu preservar seu espírito original, garantindo momentos marcantes e reforçando a importância de seus personagens para a </span><a href="https://www.zinecultural.com/blog/series-sitcom"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">televisiva</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O legado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brooklyn99-6a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue vivo, consolidando a produção como uma das mais relevantes do gênero nos últimos anos. Seu impacto vai além da comédia, abordando temas como diversidade, justiça e relações interpessoais com sensibilidade e sagacidade. Mesmo com altos e baixos, a sétima etapa do seriado contribuiu para a tradição da trama, reforçando seu lugar na história das </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneas. Ao revisitar esse período, fica claro que ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">B99</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span> <span style="font-weight: 400;">não foi apenas uma sátira policial, é também uma obra que soube equilibrar riso e reflexão de forma única.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zTL7c50cz2E"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;Brooklyn Nine-Nine Season 7 Teaser Trailer (HD)&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://www.youtube.com/watch?v=zTL7c50cz2E&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">Brooklyn Nine-Nine Season 7 Teaser Trailer (HD)</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-7a-temporada-de-brooklyn-nine-nine/">Há 5 anos, a 7ª temporada de Brooklyn Nine-Nine trazia novos personagens e uma fase inédita de Peraltiago</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Há 5 anos, Adoráveis Mulheres definia o que é irmandade</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 20:56:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Em 2019, Greta Gerwig lançou a sua versão do clássico Mulherzinhas. A obra, baseada no romance escrito por Louisa May Alcott, é uma das inúmeras adaptações da história que acompanha as irmãs March durante a Guerra de Secessão nos Estados Unidos. Por ser uma trama que já foi retratada nos cinemas  e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Adoráveis Mulheres definia o que é irmandade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34690" aria-describedby="caption-attachment-34690" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34690" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2.png" alt="Cena do filme Adoráveis Mulheres. Na imagem, há quatro mulheres abraçadas. Elas estão na sala de casa, que possui decorações de natal. Da esquerda para direita, há uma mulher branca de cabelos castanhos escuros com uma blusa bege, uma mulher branca de cabelos ruivos e curtos com uma blusa azul, uma mulher branca usando uma blusa cinza com listra amarela e de cabelos ruivos com franja e uma mulher ruiva de cabelos longos utilizando uma blusa com estampa azul e laranja." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34690" class="wp-caption-text">Relação entre irmãs é introdução, desenvolvimento e referência no universo repaginado por Greta Gerwig (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2019-12-22/greta-gerwig-o-feminismo-de-mulherzinhas-nao-e-excludente-todos-os-homens-e-mulheres-ganham.html"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançou a sua versão do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra, baseada no romance escrito por Louisa May Alcott, é uma das inúmeras adaptações da história que acompanha as irmãs March durante a Guerra de Secessão nos Estados Unidos. Por ser uma trama que já foi retratada nos cinemas  e na Televisão, a diretora tinha um caminho árduo a percorrer: ampliar a discussão acerca dos temas discutidos pela autora. No mundo das </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a generosidade é quem dita a ação das personagens.</span></p>
<p><span id="more-34686"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jo (Saoirse Ronan), Meg (</span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Emma Watson</span></a><span style="font-weight: 400;">), Beth (Eliza Scanlen) e Amy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;">) são as apaixonantes protagonistas de seus respectivos amadurecimentos. Com a força da mãe-natureza, mais conhecida como Marmee March (Laura Dern), a forma de ver o mundo das honestas e delicadas garotas é o guia narrativo para aqueles que se perguntam sobre a efemeridade da juventude. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não acredito que a infância acabou</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">é uma das frases proferidas por uma delas. O motivo do impacto da sentença? O sentimento de irmandade estabelecido pelo quarteto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Arte tem o poder de transmitir em tela o que acontece na realidade. Mais do que isso, às vezes, ela mostra, seja com diálogos expositivos ou em cenas de pura contemplação, aquilo que não há como dar nome. O sentir, aqui, é universal. Por que o </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/vitrine/historia-livro-mulherzinhas.phtml"><span style="font-weight: 400;">cotidiano de quatro jovens</span></a><span style="font-weight: 400;"> em meio ao caos que os norte-americanos viviam é tão relacionável? Quando mexe com amor, não tem como não se identificar. É uma sensação inexplicável, ainda mais quando há o envolvimento de um dos bens mais preciosos que um ser humano pode ter: a família. </span></p>
<figure id="attachment_34688" aria-describedby="caption-attachment-34688" style="width: 1841px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34688" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3.png" alt="Cena do filme Adoráveis Mulheres. Na imagem, há quatro mulheres brancas em uma praia. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca de cabelos castanhos escuros utilizando um vestido verde e segurando uma toalha de mesa, há uma mulher branca de cabelos loiros usando um vestido rosa e com uma cesta, há uma mulher branca de cabelos ruivos segurando uma cesta e utilizando um vestido azul com uma blusa bege por cima e uma mulher branca de cabelos ruivos com vestido rosa com uma cesta. " width="1841" height="1037" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3.png 1841w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-1536x865.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34688" class="wp-caption-text">Longa-metragem foi indicado a seis categorias no Oscar 2020, incluindo Melhor Atriz para Saoirse Ronan e Melhor Atriz Coadjuvante para Florence Pugh (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora em </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Women</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original), o núcleo familiar apresentado seja tradicional, composto por um pai, uma mãe e seus filhos, tanto os mais afortunados emocionalmente quanto aqueles que encontram nos amigos o sentimento de ser amado podem achar refúgio na obra. Jo, a escritora entre as March, é quem comanda essa história. Pela ida do patriarca, interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-call-saul-6a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bob Odenkirk</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao conflito que assola os Estados Unidos, ela assume a responsabilidade de cuidar daquele lar com Marmee. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O envolvimento da jovem com a escrita é o que dá gás à trama centrada no século XIX. Através do traquejo dela com seus textos, que são realizados nos momentos de descanso, a difícil trajetória das irmãs ganha um tom dócil e mais ameno. Não é que a personagem romantize a pobreza em sua casa, ela apenas vê além disso e decide documentar, por meio de suas escrituras, a rotina vivida. No contexto em que viviam, mulheres deveriam respeitar seus maridos e só poderiam ascender socialmente se optassem pelo matrimônio. Entretanto, na sua história, as </span><a href="https://comportese.com/2020/02/04/adoraveis-mulheres-as-molduras-relacionais-na-complexidade-do-ser/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são o que elas quiserem ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo modo que Alteridade significa a capacidade de se colocar no lugar do outro, embora não tenha vivência em determinada ocasião, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres </span></i><span style="font-weight: 400;">atemporal são as discussões em torno de suas ambições pessoais. Casar e ter filhos, se tornar uma artista renomada, escrever sobre os seus ou apenas cuidar de seu lar são os diferentes sonhos que cercam a vida do quarteto. Assim, a forma com que cada uma delas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HKvPWuqOGMo"><span style="font-weight: 400;">enxerga o mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que as coloca de igual para igual. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Só porque meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Meg em um certo ponto do longa-metragem.</span></p>
<figure id="attachment_34689" aria-describedby="caption-attachment-34689" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34689" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1.png" alt="Cena do filme Adoráveis Mulheres. Na imagem, há um homem branco sentado e vestindo uma camisa branca de manga longa com uma espécie de macacão cinza por cima. Ele está sentado, à espera para ser retratado em uma pintura. Ao seu lado esquerdo, há uma estátua de mármore com uma planta em cima. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34689" class="wp-caption-text">Embora tenha interpretado o personagem com competência, Timothée Chalamet não foi reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas como Melhor Ator Coadjuvante na 92ª edição (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todas as versões do clássico, há sempre ânimo ao descobrir quem viverá o atraente e charmoso Laurie. Na adaptação de Gerwig, </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá vida ao personagem. Sobrinho de Mr. Laurence (Chris Cooper) e vizinho da família March, o jovem, assim como o público, se encanta com o lar feminino. Amigo de Jo, a quem é apelidado carinhosamente como Teddy, ele tem tudo o que elas não possuem: poder aquisitivo. No entanto, o conforto familiar trazido pelas colegas não tem preço e, por isso, estar ao lado delas auxilia em seu desenvolvimento pessoal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i10aNmmXYsQ"><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero ser ótima, ou nada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, frase dita por Amy, expressa um dos maiores medos da juventude: o de ‘não dar certo na vida’. Pressão social, o imediatismo e a espetacularização dos atos que marcam a jornada não são temas abordados apenas na atualidade. Na obra, o receio de ‘não se tornar ninguém’ faz parte do dia a dia daquelas garotas; “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém se esquecerá de Jo March</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz a própria. Juntas ou não, sendo colegas de quarto ou morando em continentes diferentes, a irmandade é o caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Adoráveis Mulheres</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ambição e a generosidade andam lado a lado. Não tem nada errado em ser gentil e, ao mesmo tempo, desejar ter </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gQ-she8Xneo"><span style="font-weight: 400;">mais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os personagens desse universo são colocados à prova a todo momento. Se irão escolher o caminho doloroso ou a trajetória maquiada, isto fica a cargo de seu próprio senso crítico. Na verdade, para as </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, o necessário é viver o tempo – curto –  à maneira como ele deve ser sentido: com aqueles que moldam nosso caráter. Em certo devaneio, uma jovem perguntou se ela seria alguém. Bem, por aqui, ninguém a esqueceu.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Adoráveis Mulheres | Trailer Legendado | 09 de janeiro nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7nc1GE_hnLs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 18:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Ainda que o Cinema de blockbusters não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como matéria prima, isso é algo essencial na construção de um filme. George Lucas idealizou Star Wars (1977) a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34593" aria-describedby="caption-attachment-34593" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Coringa-1.jpg" alt="No centro está o Coringa, com cabelos verdes, a cara pintada de branca, a boca pintada de vermelha, assim como a ponta no nariz. Os olhos estão pintados de azul e acima deles há um risco em vermelho. O personagem está com uma roupa vermelha e está de lado para a câmera, com um olhar de irritação." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-34593" class="wp-caption-text">Joaquin Phoenix ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu papel em Coringa (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que o Cinema de </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como </span><a href="https://medium.com/calebelopes/o-cinema-sem-passado-9b5cc1968d00"><span style="font-weight: 400;">matéria prima</span></a><span style="font-weight: 400;">, isso é algo essencial na construção de um filme. </span><a href="https://canaltech.com.br/celebridade/george-lucas/"><span style="font-weight: 400;">George Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizou </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/star-wars-disney-remove-filme-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977)</span> <span style="font-weight: 400;">a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no </span><a href="https://www.aicinema.com.br/expressionismo-alemao-movimentos-cinematograficos/"><span style="font-weight: 400;">expressionismo alemão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para dar vida a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dgC9Q0uhX70"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1989). Enquanto isso, na atualidade, as grandes franquias e as superproduções se sentem satisfeitas em apenas utilizar suas referências como um artifício de satisfação pessoal para o público que irá entender o significado, além de que, normalmente, eles se auto-referenciam, não explorando o que há de melhor na arte. Por sorte, Todd Phillips entendeu o quão rico pode ser vasculhar a história da linguagem e dialogar com ideias originais. Dessa forma, há cinco anos, ele escavou a filmografia de Martin Scorsese e construiu sua própria versão do </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa.</span></i></p>
<p><span id="more-34592"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O idealizador vai atrás de alguns dos longas mais intimistas de Scorsese: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7hnlueXFh7k"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1976)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-rei-da-comedia/"><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1982). Obras que são protagonizadas por personagens problemáticos que surgem da violência, caos, opressão e isolamento das metrópoles. Nesse sentido, o diretor pensa em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LpYpn2Bx2Ug"><span style="font-weight: 400;">Gotham</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, e associa tais protagonistas com o Coringa, pois compreende o palhaço como um fruto desse meio urbano conturbado, assim como Travis Bickle (</span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Rupert Pupkin (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se olharmos para as outras representações do personagem – </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-o-coringa-de-jack-nicholson/"><span style="font-weight: 400;">Jack Nicholson</span></a><span style="font-weight: 400;"> com toques de mafioso e o terrorista de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/heath-ledger-historia-morte-precoce-batman-cavaleiro-das-trevas.html"><span style="font-weight: 400;">Heath Ledger</span></a><span style="font-weight: 400;">  –, vemos que existe um aspecto político por trás, mesmo que não esteja tão bem definido. Apesar de não ser um personagem politizado, existe uma essência crítica e ideológica em sua própria existência, especialmente por ser fruto do lixo de Gotham. A nova versão do vilão explora isso mais a fundo, centrada no ser e como ele se transforma em um símbolo da revolução e anarquia. O grito de violência de Arthur Fleck reverbera por toda cidade, que entende como um ato de rebeldia contra a burguesia local. Ainda que não fosse intencional, a reação popular mostra como qualquer ato de retaliação e sobrevivência é uma ação  política e revolucionária na Capital do Crime.</span></p>
<figure id="attachment_34594" aria-describedby="caption-attachment-34594" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg" alt="No centro está o Coringa. Ele veste uma camisa laranja por dentro do terno vermelho e uma roupa verde por dentro da amarela. Ele está dentro de um elevador e com os olhos fechados." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34594" class="wp-caption-text">Coringa foi um dos filmes mais indicados ao Oscar de 2020, somando um total de 11 indicações (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode até parecer que o longa vai para um lado heroico do vilão, que se põe frente ao sistema corrupto e desumano, mas isso não poderia estar mais errado. Os assassinatos são frios e, ao mesmo tempo, ferozes, com muita graficidade e sanguinolência, o que lembra bastante alguns filmes de crime de Scorsese, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EJXDMwGWhoA"><i><span style="font-weight: 400;">Cassino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ilzidi_J8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Os Bons Companheiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1990). Dessa maneira, o diretor nos lembra que estamos falando sobre o Palhaço do Crime, evitando o discurso moralista de vítima da sociedade e sempre buscando uma área cinzenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">como um todo, vem seguindo essa linhagem mais complexa em seus filmes e séries do universo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsQEor4y2hg"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa </span></i><span style="font-weight: 400;">não seja canônico). Os protagonistas têm uma natureza própria, como também são completamente influenciados pelo meio. Olhando para as últimas produções desse universo, é possível ver como o Coringa, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sfJG6IiA_s8"><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o Batman resolvem tudo na base da brutalidade, e isto está relacionado a barbaridade de Gotham. No entanto, eles se comportam de maneiras distintas, lidam com os seus problemas e com a violência de forma própria, pois existem diferenças gritantes em seus traços de personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quentin-tarantino-exalta-coringa-delirio-a-dois-todd-phillips-e-o-verdadeiro-coringa,3c8d63834b0e4407a5545a5206fcd35bhb2kvrj2.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Todd Phillips</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPDbLJFumS8"><span style="font-weight: 400;">Scott Silver</span></a><span style="font-weight: 400;"> opta por inserir </span><a href="https://dcextendeduniverse.fandom.com/pt-br/wiki/Thomas_Wayne"><span style="font-weight: 400;">Thomas Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> na história e faz isso de maneira interessante, colocá-lo como uma figura problemática e mantenedora da desordem e do caos, totalmente oposto do que os filmes do morcego costumam fazer. Ademais, ele é parte da loucura de Arthur, sendo um dos maiores responsáveis pela criação do Palhaço Assassino. Todavia, o patriarca da família Wayne também é uma vítima do protagonista, pois é perseguido, assim como sua família. Contudo, se a inserção de Thomas é bem feita, a de Bruce parece apenas uma exigência do estúdio para satisfazer a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34596" aria-describedby="caption-attachment-34596" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png" alt="No centro da imagem está o Coringa. Sua maquiagem está desbotada e seu nariz está sangrando. Ele veste uma camisa branca por dentro do colete amarelo. Ele usa uma gravata vinho com bege. Ele está em um banheiro sujo, com pichações na parede. Ele está com os braços abertos e os olhos fechados. Ele está dançando." width="800" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-768x420.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34596" class="wp-caption-text">Até o ano de 2024, Coringa era o filme de classificação +18 com maior bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção visual da cidade, feita pelo cenografista </span><a href="https://www.indiewire.com/influencers/joker-production-designer-mark-friedberg/"><span style="font-weight: 400;">Mark Friedberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do fotógrafo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th9pG9Q6Kuo"><span style="font-weight: 400;">Lawrence Sher</span></a><span style="font-weight: 400;">, são muito inspirados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EeU53zjYxIA"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1985)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">com tons acinzentados de dia, que ressaltam a sujeira e a poluição, e a escuridão da noite, com pontos de iluminação muito específicos e cores saturadas e desfocadas. Assim, a metrópole se transforma em um ambiente desolador, que aliena os cidadãos e torna um lugar permissivo para o surgimento de figuras exóticas, como o protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa marginalidade cênica que constitui o tema principal da obra: a violência urbana. É dentro dele que surgem </span><a href="https://arthurtuoto.com/2019/10/09/coringa/"><span style="font-weight: 400;">Coringas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse em questão não é formado a partir de um evento único que vai mudá-lo para sempre, mas a partir de diversos traumas ao longo da vida, até encontrar, na violência, um modo de liberdade e, na barbárie e loucura, enxergar uma versão de si mesmo que ele não se envergonha, muito pelo contrário, se orgulha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa em si é muito musicado e dançante, o que serve cada vez mais para reforçar a excentricidade do protagonista. A cena que mais chama atenção nesse sentido, é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tl5zk46i0Bs"><span style="font-weight: 400;">dança na escada</span></a><span style="font-weight: 400;">, já vestido como o Palhaço do Crime, pronto para assumir de vez esse lado no programa do Murray. Portanto, é um filme que se passa, em grande parte, na mente de Arthur Fleck. De maneira parecida com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nós não somos meros </span><i><span style="font-weight: 400;">voyeurs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua jornada, pois não estamos vendo de uma visão privilegiada, mas sim, dentro de sua cabeça, acompanhando seus delírios de perto.</span></p>
<figure id="attachment_34597" aria-describedby="caption-attachment-34597" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-4.webp" alt="O cenário é de uma escada. Toda a imagem é bem acinzentada, contrastando com o Coringa no centro dela. Ele está com os braços para cima, dançando e fumando. Ele usa cores vibrantes." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-34597" class="wp-caption-text">Martin Scorsese disse à BBC que considerou dirigir o filme (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VdfgiEQeceM"><span style="font-weight: 400;">dança no banheiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, combinada com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z5-Wum2enQ"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.instagram.com/hildur_gudnadottir/"><span style="font-weight: 400;">Hildur Guðnadóttir</span></a><span style="font-weight: 400;"> é fundamental na transição de Arthur Fleck para o Coringa. As notas são melódicas e tristes, evidenciando a transformação. No entanto, ao invés de idealizar o ato, elas transformam em algo triste. A interpretação de Joaquin Phoenix eleva a loucura de seu personagem, que dança de maneira leve e com um olhar vago, como se estivesse nas nuvens, porém, Lawrence Sher faz questão de mostrar onde ele realmente está: em um banheiro sujo de Gotham. No que seria o momento de glória de Arthur, a compositora faz questão de destacar a tragicidade, enquanto o fotógrafo se encarrega de ilustrar que o indivíduo é apenas mais uma criatura excêntrica, criada da podridão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um filme de personagem, é esperado que ele seja dependente da atuação do ator principal e é isso o que acontece. Os trejeitos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qiiWdTz_MNc"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;"> são fundamentais para compreender a transição de Arthur Fleck para o Coringa. Apesar de ser muito inspirado em Rupert Pupkin de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoenix opta por uma atuação menos performática e mais expressiva. A loucura e a psicopatia são manifestadas por baixo de uma fisionomia triste e cansada. No entanto, a cada assassinato, a melancolia vai dando espaço para traços que estavam inicialmente escondidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das qualidades, o longa sofreu com o seu legado. Parecido com o que aconteceu com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bWZbMjq8rOA"><i><span style="font-weight: 400;">Tropa de Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007), </span><a href="https://sampi.net.br/piracicaba/noticias/2862759/artigos/2024/10/coringa-nosso-capitao-nascimento-de-maquiagem"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi compreendido por muitas pessoas como uma idealização do vilão. Sempre existiu um caráter anarquista e anti-sistêmico no personagem, mas depois da obra de Todd Phillips, os chamados </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58300599"><i><span style="font-weight: 400;">incels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o alçaram à condição de </span><a href="https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/psicologa-forense-traca-perfil-de-homem-bomba-queria-ser-o-coringa"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos oprimidos. Nesse contexto, o diretor decidiu fazer um segundo filme para explicar o primeiro e </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/como-o-coringa-se-tornou-erroneamente-um-simbolo-reacionario"><span style="font-weight: 400;">desmistificar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o personagem central, assim como fez José Padilha com o Capitão Nascimento.</span></p>
<figure id="attachment_34598" aria-describedby="caption-attachment-34598" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp" alt="O Coringa está a direita da tela, se olhando no espelho. No espelho está escrito em vermelho a frase “Put on a happy face”." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34598" class="wp-caption-text">Em contraste com o primeiro filme, a sequência não fez muito sucesso de bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As polêmicas acerca da obra não são atoa, afinal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é muito inspirado no Cinema de </span><a href="https://uruatapera.com/o-cinema-de-martin-scorsese/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor que, até hoje, é reconhecido por sua filmografia controversa. Todavia, a película não é apenas o que os </span><i><span style="font-weight: 400;">incels </span></i><span style="font-weight: 400;">enxergam nela, existe muito valor, principalmente por não ter medo de suas discordâncias. A fita consegue se aprofundar na essência de um personagem que era tratado como um vilão caótico, mas que agora, começa a ganhar outras roupagens. As análises acerca do Coringa, vão além da interpretação de Joaquin Phoenix, chegando ao de Heath Ledger e Jack Nicholson. Todd Phillips, não apenas bebe de fontes diferentes do que os filmes de heróis da atualidade, como também escolhe um caminho mais interessante, nos presenteando com um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">preocupado com a sua forma.</span></p>
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		<title>5 anos de Aladdin, o live-action que transborda magia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 21:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Bita]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Will Smith]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriela Bita De cachorros que falam a leões hiperrealistas, a Disney tem protagonizado erros e acertos em seus remakes das clássicas histórias animadas. Já tem mais de uma década que a empresa vem expandindo seu catálogo com live-actions de seus sucessos, para a alegria de uns e infelicidade de outros. Em 2019, o estúdio brilhou &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aladdin-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Aladdin, o live-action que transborda magia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34551" aria-describedby="caption-attachment-34551" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34551" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1.png" alt="Cena do live-action Aladdin. O personagem Aladdin chega a Agrabah como o príncipe Ali. Estão parados, na frente da caravana, o Gênio, em sua roupa azul, três dançarinos à sua esquerda e três à sua direita, enfileirados. Atrás de cada trio há três dançarinas, vestindo roupas amarelas típicas da cultura árabe. Seguindo o padrão, há fileiras de diversos outros dançarinos e dançarinas, todos com roupas em cores vibrantes, como rosa e roxo. No centro da caravana, atrás do gênio, há um elefante e, logo atrás, um enorme camelo feito de outro no qual Aladdin (príncipe Ali) está sentado. Ao redor da caravana o povo de Agrabah comemora e caem confetes do céu." width="1600" height="670" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1-1536x643.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-1-1200x503.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34551" class="wp-caption-text">O live-action de Aladdin esbanja riqueza de detalhes e cativa o público pelo visual belíssimo (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriela Bita</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De cachorros que falam a leões hiperrealistas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem protagonizado erros e acertos em seus </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/06/a-pequena-sereia-aladdin-o-rei-leao-quem-e-o-homem-por-tras-dos-live-actions-da-disney.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> das clássicas histórias animadas. Já tem mais de uma década que a empresa vem expandindo seu </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/06/01/cinema-e-streaming/quais-animacoes-da-disney-ja-viraram-filmes-live-action/"><span style="font-weight: 400;">catálogo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seus sucessos, para a alegria de uns e infelicidade de outros. Em 2019, o estúdio brilhou nas telas com a adaptação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das mais fiéis – se não a mais – à animação homônima de 1992.</span></p>
<p><span id="more-34543"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jovem ladrão das ruas de Agrabah voltou às telas 27 anos depois de sua primeira aparição, em uma versão atualizada sob direção de Guy Ritchie, mas que não modifica a essência do original de 1992. Se na </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/aladdin-completa-30-anos-e-autor-de-trilha-lembra-cuidados-com-estereotipos-sobre-o-oriente/"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;">, o garoto desafortunado e a princesa Jasmine conquistaram o público ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nNuSuiFb-OY"><span style="font-weight: 400;">cantarem</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre um mundo desconhecido voando em um tapete mágico, o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> cativa ainda mais o espectador ao trazer essa e outras cenas para a realidade.</span></p>
<figure id="attachment_34548" aria-describedby="caption-attachment-34548" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34548" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1.png" alt="Cena do live-action Aladdin. Mena Massoud, intérprete de Aladdin, está centralizado e estende suas mãos para pegar a lâmpada mágica. O enquadramento é feito de cima para baixo, a lâmpada se destaca, um pouco mais alta do que o personagem, porém em desfoco. Aladdin olha fixamente para ela e abre suavemente sua boca, quase como em um começo de um sorriso. Ele está dentro de uma caverna cheia de ouro e tesouros; o ambiente possui um tom de azul escuro e uma luz ilumina o persongem e parte do objeto pelo lado direito. Os tesouros reluzem e criam um contraste no ambiente escuro." width="1600" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1-800x340.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1-1024x435.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1-768x326.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1-1536x653.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-1-1200x510.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34548" class="wp-caption-text">Há cinco anos atrás, Aladdin esfregava a lâmpada mágica e liberava sua magia nas telas, dessa vez, no formato live-action (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A união de Mena Massoud, Naomi Scott e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1at7kKzBYxI"><span style="font-weight: 400;">Will Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> no elenco foi um dos pontos que garantiram o sucesso do longa. Os intérpretes de Aladdin, Jasmine e Gênio, respectivamente, conseguiram trazer os personagens do desenho para o mundo real, desde a caracterização até a incorporação dos traços de cada um por meio da atuação, demonstrando o estudo prévio do filme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eTjHiQKJUDY"><span style="font-weight: 400;">1992</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colorização é muito bem trabalhada e é um acerto como estímulo para conquistar o público e mantê-lo com os olhos na tela durante duas horas. Além da atraente cenografia de Gemma Jackson, os </span><a href="https://capricho.abril.com.br/moda/todos-os-detalhes-sobre-o-figurino-magico-do-live-action-de-aladdin"><span style="font-weight: 400;">figurinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Michael Wilkinson carregam as mais diversas cores que caracterizam não só o filme, mas também os personagens. Os tons escuros e fechados de Jafar contrastam com as tonalidades vibrantes utilizadas por Jasmine; as diferentes paletas também são exploradas com o personagem Aladdin enquanto o ladrão, vestindo tons terrosos e opacos, e como Príncipe Ali, adornado em cores claras que remetem à nobreza.</span></p>
<figure id="attachment_34552" aria-describedby="caption-attachment-34552" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34552" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2.png" alt="cena do live-action Aladdin. Aladdin e o Gênio estão no deserto conversando. Aladdin está à direita, de frente para o Gênio que está à esquerda; o primeiro está sentado em um assento de pano (um puff) e mantém os antebraços apoiados nas coxas com as mãos para baixo, entre as pernas. Ele olha para o Gênio com um semblante concentrado, levemente confuso. O Gênio está deitado, de bruços, em um puff com duas almofadas em cima. Ele se apoia nos cotovelos e levanta as mãos abertas na altura do rosto, gesticulando para Aladdin. Eles estão em cima de um tapete, Aladdin veste uma calça bege com listras pretas, uma camisa da mesma cor e estampa com uma sobreposição semelhante a um colete na cor vermelha. O gênio utiliza uma túnica azul e tem braceletes de ouro com pedras incrustadas, que no filme funcionam como as algemas que o ligam à lâmpada mágica." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34552" class="wp-caption-text">A ambientação produzida também se mantém fiel à animação e aumenta a nostalgia carregada pelo filme (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é uma tarefa fácil representar um personagem que já existe e possui uma marca entre o público, mas, felizmente, todo o elenco do </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-aladdin/"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz jus às figuras da animação. John August e Guy Ritchie acertaram ao seguir os moldes originais da animação no roteiro do longa, não há pontas soltas em sua concepção e a fidelidade com o nostálgico </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 1992 agrada as diferentes faixas etárias que contemplam o filme desde sua estreia. Agora, cabe a nós, meros espectadores, esperarmos que a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/disney-prepara-continuacao-do-live-action-de-aladdin-e-nao-sera-mais-baseado-na-animacao/"><span style="font-weight: 400;">continuação</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> siga os modelos e a qualidade do irmão mais velho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da exatidão entre o longa de 2019 com seu antecessor, alguns pontos </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/aladdin-5-diferencas-entre-animacao-e-o-live-action.phtml"><span style="font-weight: 400;">inéditos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são explorados no mais recente. Naomi Scott faz o público se emocionar ao cantar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mw5VIEIvuMI"><i><span style="font-weight: 400;">Speechless</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como Jasmine. A canção escrita por Benj Pasek e Justin Paul – que ganharam o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Canção Original por </span><i><span style="font-weight: 400;">City of Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">La La Land</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, além de causar arrepios em quem a escuta, traz ao filme um contexto atual sobre a sociedade e dá à jovem princesa a primeira oportunidade para demonstrar sua força e se tornar uma referência de poder feminino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o título de produção fiel à animação de origem, o live-action traz de volta para a produção de sua trilha sonora o compositor original das canções de </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992), Alan Menken. Seguindo a premissa de que ‘em time que está ganhando não se mexe’, Menken realizou poucas mudanças nos arranjos musicais. </span><a href="https://youtu.be/T9GmO_WFhjQ?si=PYCZz0KxE_e-aBC7"><i><span style="font-weight: 400;">Arabian Nights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, teve algumas alterações em sua letra e tempo de duração. A vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 1993, </span><a href="https://youtu.be/atc8RAtl-Ms?si=s8sxWBg6jLKLXFPL"><i><span style="font-weight: 400;">A Whole New World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, sofreu apenas uma pequena diferenciação em seu tom ao ser interpretada por Massoud e Scott.</span></p>
<figure id="attachment_34550" aria-describedby="caption-attachment-34550" style="width: 1527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34550" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1.png" alt="cena do live-action Aladdin. A princesa Jasmine, interpretada por Naomi Scott, desce as escadarias do palácio de Agrabah. As escadas são de um tom de ouro envelhecido e possuem flores ornamentadas. Todas as paredes possuem grandes ornamentos que demonstram a riqueza do local e têm um tom um pouco mais claro que o da escada. Jasmine está no centro, ela usa um vestido rosa com detalhes em dourado e verde água. Há uma capa que se prolonga de seus ombros e ela usa os cabelos presos em um coque baixo. A princesa mantém a cabeça erguida e um semblante sério. A sua esquerda há um guarda segurando uma lança e um escudo e a sua frente uma de suas amas lidera o caminho.]" width="1527" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1.png 1527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1-800x566.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-1-1200x849.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34550" class="wp-caption-text">Jasmine, além de tudo, é um exemplo de força às garotas que assistem ao live-action (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">ultrapassa os custos de produção de seus </span><a href="https://br.ign.com/disney/110117/news/um-dos-filmes-mais-caros-da-historia-da-disney-e-o-responsavel-pela-febre-de-live-actions-nos-ultimo"><span style="font-weight: 400;">antecessores</span></a><span style="font-weight: 400;">. Foram necessários US$183 milhões para que toda a riqueza do longa ganhasse vida, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Malévola </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera </span></i><span style="font-weight: 400;">(2017), por exemplo, geraram gastos de US$180 e US$160 milhões cada, respectivamente. É facilmente visível o resultado de tamanho investimento, seja através da própria construção da cidade de Jasmine ou da cena de Aladdin e o gênio na caverna. Os elementos gráficos utilizados pela equipe de efeitos visuais, liderada por Alan Stewart</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> junto com o trabalho do setor de </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção, coordenada por</span> <span style="font-weight: 400;">Gemma Jackson, fizeram com que o resultado final iluminasse os olhos dos espectadores, por meio da fotografia, arte e cenografia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem poupar esforços para o desenvolvimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu transportar a magia de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">slogan </span></i><span style="font-weight: 400;">para a adaptação, o que resultou em um verdadeiro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eGLSPyGszjo"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> visual. O ouro e a riqueza não ficaram apenas na cidade fictícia de Agrabah: apesar de ter sido um dos filmes mais caros da época, </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin </span></i><span style="font-weight: 400;">alcançou a 8ª colocação entre as </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/star-wars-coringa-e-frozen-2-10-maiores-bilheterias-de-2019/"><span style="font-weight: 400;">maiores bilheterias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2019 e consolidou seu sucesso entre o público. </span></p>
<figure id="attachment_34549" aria-describedby="caption-attachment-34549" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34549" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4.jpg" alt="cena do live-action Aladdin. A princesa Jasmine, interpretada por Naomi Scott, e Aladdin, interpretado por Mena Massoud, estão em pé, um de frente para o outro e de perfil para a câmera. Aladdin está disfarçado de Príncipe Ali, com vestes brancas, e segura um pergaminho aberto com ambas as mãos. Jasmine, à direita, veste seu vestido característico de seda turquesa e joias que combinam com a roupa, um colar e brinco de pedras (ambos de tamanho grande) e uma coroa dourada com também pedras turquesas incrustadas. Ela abaixa, delicadamente com uma das mãos, o pergaminho que o rapaz segura. A princesa mantém um semblante calmo, enquanto Aladdin levanta as sobrancelhas e morde o lábio inferior. Eles estão em uma das salas do palácio, atrás dos jovens há uma mesa com objetos de ouro e livros. A parede é ornamentada, também de ouro e com espaços que são ocupados por o que aparenta ser relíquias. O plano atrás de Aladdin e Jasmine está em desfoque." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34549" class="wp-caption-text">O live-action de Aladdin prova que é possível fazer uma adaptação de qualidade e fiel à obra original (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do passar dos anos, a produção continua atual, seja em sua parte estética, que permanece agradando o público e sendo referência para outras produções, seja na abordagem de temas que ainda permeiam a sociedade cinco anos depois do lançamento. E é nesse último ponto que se estabelece a importância dos </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/como-este-cara-vai-revolucionar-os-live-actions-da-disney/"><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">feitos pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, pois, ao trazer um clássico de 32 anos para o contexto do século XXI, é permitido que as histórias que muitas vezes são valorizadas apenas por sua beleza, ou até mesmo considerada para crianças, reflita para as telas o meio social da nova época.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Aladdin | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRyOvcOhtms?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 21:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
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		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Ao contrário do que a era reputation (2017) proclamava, a “antiga Taylor” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em Lover, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34182" aria-describedby="caption-attachment-34182" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png" alt="Imagem da capa do álbum Lover de Taylor Swift. Taylor está vestindo uma camiseta branca, com mechas azuis em seu cabelo loiro. Ela tem um desenho de coração em glitter rosa ao redor de um dos olhos. O fundo é um céu com nuvens em tons de rosa, roxo e azul. A palavra Lover está escrita em glitter rosa no topo da imagem." width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-768x770.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901.png 926w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34182" class="wp-caption-text">Taylor Swift dá adeus à escuridão de reputation e ressurge nas cores pasteis de um dia ensolarado (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que a era </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017) proclamava, a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA"><i><span style="font-weight: 400;">antiga Taylor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas e o amor em suas várias formas. É um retorno à forma da artista, que focou em lembrar ao público geral que a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tinha as características que todos amavam: compositora, sonhadora e verdadeira consigo mesma.</span></p>
<p><span id="more-34156"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser uma volta à sonoridade que já estávamos acostumados, o disco surge quando a voz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sente à vontade para estar presente na mídia novamente, dando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TC1UnBDfrQA&amp;t=157s&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG9uIGxvdmVyIGFwcGxl"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazendo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FvVnP8G6ITs"><span style="font-weight: 400;">apresentações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IZ_SFbaysHk"><span style="font-weight: 400;">programas de TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divulgando seu trabalho ao mesmo tempo em que compartilhava sua vida pessoal. Após o período conturbado de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">e as polêmicas envolvendo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-relembra-briga-com-kanye-west-e-kim-kardashian-morte-na-carreira/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West e Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi revigorante vê-la poder esquecer que tudo aquilo aconteceu, como a mesma diz na primeira faixa do álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">I Forgot That You Existed</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34181" aria-describedby="caption-attachment-34181" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png" alt="" width="800" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-1024x818.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-768x614.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911.png 1154w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34181" class="wp-caption-text">Em Lover, não havia mais tempo para rixas e dramas, Taylor Swift estava focada em ter a estabilidade que sempre procurou (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Taylor Swift resolve lançar seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, os deuses jogam uma moeda no ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá, indicando um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">que representa a extensão do disco ou uma faixa que nos faz questionar seu discernimento. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resultado foi a segunda opção. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escolhida para dar início à nova era, conta com a participação de Brendon Urie da banda Panic! At The Disco e é uma celebração brega da individualidade de cada pessoa e de como isso nos torna especiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem da música conversa de certa forma com o álbum, mas a produção inspirada em bandas marciais e a letra digna de um seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">definitivamente não foram uma boa introdução para um dos projetos mais maduros da cantora até então. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmitiu ao público a ideia de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">seria superficial e genérico, ofuscando algumas das melhores composições do disco, como a nostálgica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FuXNumBwDOM"><i><span style="font-weight: 400;">Cornelia Street</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de tudo, cinco anos depois, é divertido entrar na onda do </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> e poder cantar “</span><i><span style="font-weight: 400;">You can’t spell awesome without me</span></i><span style="font-weight: 400;">” (trocadilho que funciona apenas em inglês) consciente de sua futilidade, rendendo-se a melodia chiclete do refrão e admitindo que, sim, é divertido soletrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna a escolha mais duvidosa ainda é o fato de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava ali o tempo todo e só a ‘loirinha’ não viu. A composição, que conta com créditos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/daddys-home-critica/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o grande destaque do álbum e possui tudo que mais amamos em uma música de Taylor Swift: letras dramáticas, produção estrondosa e uma ponte para gritar a plenos pulmões. A faixa se tornou rapidamente uma das favoritas entre os fãs, que aguardam até hoje um videoclipe para a canção. Em 2023, como prêmio de consolação e justiça para os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><span style="font-weight: 400;">– os fãs da cantora –, a gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">como o quinto single de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">após viralizar nas paradas musicais devido ao enorme sucesso impulsionado pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KudedLV0tP0"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34180" aria-describedby="caption-attachment-34180" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida" width="800" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1024x648.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-768x486.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1200x760.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923.png 1482w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34180" class="wp-caption-text">Taylor Swift ouviu seus fãs e não perdeu tempo, a artista colocou Cruel Summer na setlist da The Eras Tour e promoveu a canção nas rádios em 2023 (Foto: Christopher Polk)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a romântica faixa-título sugere, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-BjZmE2gtdo"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma reflexão sobre a carreira e vida de Swift até aquele momento, vista através das lentes da paixão. Após tanto tempo procurando, a artista finalmente havia encontrado seu Romeu; ao menos, era o que </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/joe-alwyn-fala-de-termino-com-taylor-swift-pela-1a-vez-dificil-de-lidar/"><span style="font-weight: 400;">ela achava)</span></a><span style="font-weight: 400;">. A ponte da canção, estruturada em forma de votos nupciais e produzida como uma deliciosa valsa, reconhece todos os passos que a compositora teve que dar para chegar ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, vocês poderiam se levantar?/Com todas as cicatrizes de cordas de violão na minha mão/Eu aceito a força magnética desse homem para ser meu amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz a letra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco, a artista confronta a escuridão do seu passado e despeja suas maiores ansiedades em uma produção morna, mas que representa muito bem um ataque de pânico. Amizades instáveis, relacionamentos passados e a sensação de solidão definem o sentimento da quinta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8KpKc3C9V3w"><span style="font-weight: 400;">faixa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Archer</span></i><span style="font-weight: 400;">, que costuma ser a mais emocional dos discos da ‘loirinha’. No entanto, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u9raS7-NisU"><span style="font-weight: 400;">encerramento do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a compositora decide não se deixar definir pelas coisas negativas, e sim pelas coisas que ama. Ela percebe que quanto menos energia gastamos com as coisas que não gostamos, mais a nossa vida se torna leve e radiante.</span></p>
<figure id="attachment_34179" aria-describedby="caption-attachment-34179" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34179" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1200x799.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934.png 1386w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34179" class="wp-caption-text">“Uma vez eu acreditei que o amor seria vermelho ardente/Mas é dourado/Como a luz do dia” (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Curiosamente, mesmo sendo um álbum romântico, em sua maioria, a ‘loirinha’ decidiu incluir no projeto algumas de suas composições mais políticas até então. Como é o caso do segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dkk9gvTmCXY"><i><span style="font-weight: 400;">You Need To Calm Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a música sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">gays</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais hétero já criada. Lançada em Julho de 2019, a faixa debocha de homofóbicos, celebra a diversidade e faz um node com a rivalidade feminina criada pela mídia. No videoclipe, a artista convida várias estrelas LGBTQIAPN+, como Hayley Kiyoko, o elenco de </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-6a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> vestidas das maiores divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda, temos Katy Perry em uma fantasia de hambúrguer e a petição </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/casa-branca-responde-discurso-de-taylor-swift-sobre-igualdade-lgbtq-em-premiacao-nao-iremos-apoiar.html"><i><span style="font-weight: 400;">Equality Act</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com mais de 800 mil assinaturas e tem o objetivo de proteger as minorias </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como figura pública, Taylor Swift nunca havia se envolvido ativamente em discussões políticas ou sociais. Em seu documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sBeqHHcvA5Q&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG1pc3MgYW1lcmljYW5h"><i><span style="font-weight: 400;">Miss Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2020, a artista ilustra o medo que tinha de se expor dessa forma após ver o boicote sofrido por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/06/25/dixie-chicks-trio-de-country-dos-eua-muda-nome-para-chicks-para-apoiar-protestos-antirracistas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dixie Chicks</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando elas expressaram seu descontentamento com a invasão americana no Iraque, em 2003. Infelizmente, o posicionamento da cantora se deu tarde, principalmente por ter se mantido em silêncio durante a eleição estadunidense de 2016. Por isso, mesmo que não tenha envelhecido tão bem liricamente, foi simbólico ouvir pela primeira vez </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqAJLh9wuZ0"><i><span style="font-weight: 400;">The Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, especialmente levando em consideração o contexto da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 30 de Junho de 2019, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/briga-entre-taylor-swift-e-scooter-braun-ganha-documentario-saiba-onde-assistir/"><span style="font-weight: 400;">Scooter Braun</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquiriu a antiga gravadora de Taylor Swift, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Machine Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, por 300 milhões de dólares, incluindo as </span><i><span style="font-weight: 400;">masters </span></i><span style="font-weight: 400;">dos seis primeiros discos da cantora. A tentativa de uma negociação para a compra de seus álbuns foi feita com Scott Borchetta, fundador do grupo, mas a oportunidade lhe foi negada. O acontecimento fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornasse o primeiro projeto inteiramente pertencente à artista, após sua mudança para </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como alternativa, ela embarcou em uma jornada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">regravações</span></a><span style="font-weight: 400;">, já tendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">lançado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quatro atualmente, faltando apenas o auto-intitulado e </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">para ter total controle sobre sua Arte.</span></p>
<figure id="attachment_34178" aria-describedby="caption-attachment-34178" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34178" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png" alt="Taylor Swift posando contra uma parede clara, usando uma jaqueta azul com franjas longas e estrelas brancas estampadas. Seu cabelo está solto, com mechas rosadas nas pontas, e ela olha para o lado com uma expressão contemplativa." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1024x691.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-768x518.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1200x810.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943.png 1388w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34178" class="wp-caption-text">A Miss Americana finalmente havia encontrado uma forma de se expressar politicamente (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do aspecto político, a razão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">ser o álbum mais maduro de Swift em comparação ao seus anteriores é a maior presença de nuances. Mesmo com a paixão como sentimento central, faixas como a chiquérrima </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kjD3LoXp-Pw"><i><span style="font-weight: 400;">False God</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostram que nem tudo é perfeito e que para nutrir o amor é necessário lutar por ele. A compositora também explora visões diferentes ao escrever sob a perspectiva de uma personagem do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PJ56g0R-nn4"><i><span style="font-weight: 400;">Alguém Especial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Death By A Thousand Cuts</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela também revisita o tópico da solidão na devastadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P-uLAQ9FCI"><i><span style="font-weight: 400;">Soon You&#8217;ll Get Better</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aborda a luta de sua mãe, Andrea Swift, contra o câncer de mama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da produção foi claro: reconquistar o público após o </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">trazendo elementos de seus trabalhos anteriores. Ao lado de Jack Antonoff e Joel Little, que trabalhou com Lorde em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), Taylor Swift se deu liberdade para ser brega – mais que o normal – e fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de qualidade. Alguns álbuns da cantora demandam uma energia do ouvinte, como o caso recente de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024) ou os lançamentos da pandemia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020) </span><i><span style="font-weight: 400;">e </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), mas, assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014), apenas aperte o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se divirta com </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Lover" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1NAmidJlEaVgA3MpcPFYGq?si=Wcb2THZ6QBmAa71fWC4Bvg&#038;nd=1&#038;dlsi=7ca1721eb2df4887&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Era Uma Vez em&#8230; Hollywood nos envolvia em um sonho californiano</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 17:00:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa Era Uma Vez em… Hollywood, a nona e mais recente obra de Quentin Tarantino, está completando cinco anos de estreia. Com dez indicações ao Oscar 2020, o longa ganhou as estatuetas douradas de Melhor Direção de Arte, assinada por Barbara Ling, e de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. O filme é uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/era-uma-vez-em-hollywood-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Era Uma Vez em&#8230; Hollywood nos envolvia em um sonho californiano"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34034" aria-describedby="caption-attachment-34034" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-800x524.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. Brad Pitt segue Leonardo DiCaprio por sua garagem com dois carros ao fundo enquanto o personagem de DiCaprio gesticula com os braços abertos." width="800" height="524" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-800x524.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-1024x671.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-768x503.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1.jpg 1070w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34034" class="wp-caption-text">Segundo <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/brad-pitt-leonardo-dicaprio-falam-de-seus-papeis-em-era-uma-vez-em-hollywood-23687480?versao=amp">Brad Pitt</a>, Tarantino é &#8220;tão purista que não há imagens computadorizadas em suas obras” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Costa</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, a nona e mais recente obra de Quentin Tarantino, está completando cinco anos de estreia. Com dez indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2020, o longa ganhou as estatuetas douradas de Melhor Direção de Arte, assinada por Barbara Ling, e de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. O filme é uma envolvente viagem no tempo para uma idealizada e ensolarada Califórnia na década de 1960, onde o diretor utiliza calmamente o cotidiano para expressar seu amor pela Sétima Arte, retratando um cenário que respira Cinema.</span></p>
<p><span id="more-34033"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa passeia pelos pacatos dias do ator em declínio, Rick Dalton, e de seu dublê, Cliff Booth, vividos, respectivamente, pelos grandes nomes da atuação: Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. A dupla quebra essa imagem de uma Hollywood que existia mais no imaginário do que na realidade ao viver diretamente os dramas da indústria, acompanhando os personagens por cenas soltas e desritmadas. O diretor brinca com a expectativa do público ao retratar os trágicos eventos do verão de 1969. Os </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/almanaque/o-crime-que-abalou-hollywood-5-fatos-sobre-o-brutal-assassinato-de-sharon-tate.phtml"><span style="font-weight: 400;">assassinatos</span></a><span style="font-weight: 400;"> brutais executados pela família Manson não só abalaram a cultura norte-americana como extinguiu, também, a atmosfera ensolarada e esperançosa de Los Angeles, marcada pelos ideais </span><i><span style="font-weight: 400;">hippies</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época.</span></p>
<figure id="attachment_34035" aria-describedby="caption-attachment-34035" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-2.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. O personagem de Brad Pitt, homem branco e loiro que veste uma calça jeans, camiseta branca com detalhes vermelhos e uma camisa aberta amarela com detalhes florais e uma bota marrom, anda ao lado de um Cadillac creme, carro de 1966, com árvores ao fundo." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-34035" class="wp-caption-text">Cliff Booth dirige um Karmann Ghia azul, mesmo veículo que Beatrix Kiddo em Kill Bill (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A dualidade retratada cria uma dança das cadeiras que Tarantino adora trazer em suas obras, alternando entre ficção e realidade, e utilizando a Arte para reescrever a história daqueles que foram injustiçados. Essa característica do diretor aparece também em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/bastardos-inglorios"><i><span style="font-weight: 400;">Bastardos Inglórios</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2009), que reconta a história dos judeus no contexto da Segunda Guerra Mundial, e</span> <span style="font-weight: 400;">em</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/django-livre-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Django Livre</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012), onde a escravidão também tem direito a uma ‘revanche histórica’. Ambos contam com cenas regadas a muito sangue e apresentam uma violência exacerbada que beira o cômico – uma vingança </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><span style="font-weight: 400;">Quentin Tarantino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa pede por um contexto prévio sobre a noite do dia 9 de agosto de 1969 e o culto liderado por </span><a href="https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2023/07/12/quem-foram-charles-manson-e-sua-familia-e-como-foi-a-serie-de-crimes-brutais-cometidos-por-eles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Charles Manson</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável por assassinar a sangue frio Sharon Tate, grávida do diretor Roman Polanski, além de outros quatro amigos da atriz dentro de sua casa em Los Angeles. A seita da família Manson é retratada aos poucos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood, </span></i><span style="font-weight: 400;">perseguindo lentamente a trama até cruzar as narrativas de Cliff com Pussycat</span> <span style="font-weight: 400;">(Margaret Qualley), que leva o coadjuvante até o </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/almanaque/o-que-aconteceu-com-o-polemico-rancho-spahn.phtml"><span style="font-weight: 400;">Rancho Spahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde a família vivia no período. A longa e descompassada cena do rancho chega às telas de forma despretensiosa até alcançar uma tensão inesperada, angustiante e quase palpável pelo público.</span></p>
<figure id="attachment_34036" aria-describedby="caption-attachment-34036" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-800x538.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. A atriz Margot Robbie, mulher branca e loira dança sorridente com os braços para cima, centralizada ao centro de uma pista de dança iluminada e rodeada de outras pessoas, vestindo um conjunto amarelo e botas pretas." width="800" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-800x538.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-1024x689.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-768x517.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1.jpg 1070w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34036" class="wp-caption-text">&#8220;Queria que vocês vissem muito de Sharon vivendo sua vida e não apenas seguindo uma história, queria ver ela vivendo, sendo quem é&#8221;, diz <a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/explicamos-o-controverso-papel-de-margot-robbie-em-era-uma-vez-em-hollywood/amp/">Tarantino</a> em entrevista (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie reviveu lindamente </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/reportagem/historia-quem-foi-sharon-tate-vida-morte.phtml"><span style="font-weight: 400;">Sharon Tate</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma pureza e inocência que transcende a tela e envolve o espectador pelas possibilidades que contornavam o futuro da artista em ascensão. A atriz soube como homenagear a estrela e seu bebê de forma melancólica e otimista ao mesmo tempo, comovendo o público com cenas sensíveis que contrastam com o cinismo e pessimismo de Dalton e Cliff. Tarantino, por sua vez, ensina novamente o verdadeiro poder da ficção ao reescrever a narrativa daqueles que jamais escaparam de um desfecho cruel, utilizando o Cinema para fugir de uma realidade injusta e brutal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem acompanha as produções do diretor sabe muito bem que as </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/09/de-briga-com-a-mae-a-ameaca-de-morte-tarantino-acumula-polemicas-e-tretas.amp.htm"><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre cercam suas obras, e em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">não seria diferente. O diretor e roteirista foi criticado por uma cena em que o ator Mike Moh interpreta </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/era-uma-vez-em-hollywood-polemica-tarantino-bruce-lee-entenda#:~:text=Quentin%20Tarantino%20respondeu%20%C3%A0%20pol%C3%AAmica,ele%20falar%20coisas%20como%20essas."><span style="font-weight: 400;">Bruce Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma forma estereotipada e escrachada, que ridiculariza a imagem do lutador e todos os seus feitos. Apesar da repercussão, o diretor não admite seu erro. Além disso, outra ‘bola fora’ foi não citar e problematizar em nenhum momento as inúmeras acusações contra Roman Polanski, marido de Sharon Tate, por abuso sexual.</span></p>
<figure id="attachment_34037" aria-describedby="caption-attachment-34037" style="width: 715px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-4.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. Bruce Lee (interpretado por Jason Scott Lee), homem de traços orientais vestindo uma regata branca e uma calça preta, faz movimentos de artes marciais enfrentando o personagem de Brad Pitt, homem branco que veste uma camisa branca de botões com uma calça preta e um colete preto." width="715" height="429" /><figcaption id="caption-attachment-34037" class="wp-caption-text">A China proibiu o lançamento do filme na data planejada em boicote à cena em que Bruce Lee luta com o personagem de Brad Pitt (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto de referências, a fotografia de Robert Richardson e a escolha da </span><a href="https://www.itapemafm.com.br/trilha-sonora-de-era-uma-vez-em-hollywood-e-uma-viagem-aos-anos-1960"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, feita pelo diretor do filme, contribuem para a experiência de um sonho hollywoodiano embriagado, vivenciado nos anos dourados. Uma época onde o corriqueiro ganha estrelato até que aconteça o hiperbólico desfecho do longa, fugindo da triste realidade do crime e fazendo com que os assassinos da família Manson tivessem um </span><a href="https://cinebuzz.com.br/amp/noticias/cinema/relembre-as-10-cenas-mais-sangrentas-de-quentin-tarantino.phtml"><span style="font-weight: 400;">sangrento fim</span></a><span style="font-weight: 400;">. O acontecimento guia o público até a doce ilusão de que o dia 15 de agosto de 1969 se manteve como um dia ordinário em Los Angeles, cidade onde os sonhos ainda se tornam realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quentin Tarantino, que promete se </span><a href="https://rollingstone.com.br/amp/noticia/quentin-tarantino-confirma-aposentadoria-apos-seu-decimo-filme/"><span style="font-weight: 400;">aposentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> após produzir a décima obra de sua carreira, entrega uma verdadeira declaração de amor ao Cinema em seu nono filme. Seguindo uma linha mais madura e, ao mesmo tempo, divertida, são 160 minutos de muita paixão pela Sétima Arte, mostrando seu poder de transportar o espectador para um século e uma realidade idealizada aos mínimos detalhes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Once Upon a Time… in Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) se mantém relevante por ser uma experiência completa guiada pelo excepcional diretor. Com um elenco de grande peso, composto por nomes que souberam trabalhar os personagens perfeitamente, Tarantino mostra, mais uma vez, que o Cinema é uma ferramenta para segundas chances.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Era Uma Vez Em Hollywood | Trailer Final Dublado | 15 de agosto nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Bbk_ZSh5BWQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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