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	<title>Arquivos Walter Salles &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 15:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Há trajetórias de atores que se constroem menos por mudanças bruscas e mais por deslocamentos sucessivos, entre linguagens, territórios e modos de estar em cena. A de Philipp Lavra é atravessada por esse movimento constante: do teatro ao cinema, da televisão a produções independentes, sempre em busca de experiências que o tirem do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entre-transamazonia-e-ainda-estou-aqui-da-tv-ao-teatro-philipp-lavra-reflete-sobre-sua-trajetoria-como-ator/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36695" aria-describedby="caption-attachment-36695" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36695" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-800x450.png" alt="Close de Philipp Lavra de frente para a câmera em meio a uma floresta. Ele tem cabelos escuros, bigode e aparenta estar suado. Usa uma camisa xadrez bege sem mangas com os botões abertos. O fundo é um desfoque de folhagens verdes e luz solar filtrada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36695" class="wp-caption-text">O ator reflete sobre o estranhamento e os desafios físicos de filmar na região amazônica (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há trajetórias de atores que se constroem menos por mudanças bruscas e mais por deslocamentos sucessivos, entre linguagens, territórios e modos de estar em cena. A de </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2025/04/7130300-artes-nao-se-afastam-se-integram-afirma-o-ator-e-fotografo-philipp-lavra.html"><span style="font-weight: 400;">Philipp Lavra</span></a><span style="font-weight: 400;"> é atravessada por esse movimento constante: do teatro ao cinema, da televisão a produções independentes, sempre em busca de experiências que o tirem do lugar confortável da repetição. Mais do que acumular papéis, sua carreira parece se organizar a partir do encontro com contextos específicos e da escuta atenta ao espaço em que cada história se inscreve.</span></p>
<p><span id="more-36691"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse desejo de atravessar linguagens e territórios se manifesta de forma especialmente nítida nos projetos que o levam para fora dos grandes centros e dos formatos mais convencionais. Ao longo dos últimos anos, Philipp tem se envolvido em produções que exigem não apenas preparo técnico, mas também disposição para lidar com o estranhamento, seja ele cultural, geográfico ou simbólico – movimento que convive, inclusive, com sua passagem recente pela televisão aberta, na novela </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/garota-do-momento/personagem/orlando/"><span style="font-weight: 400;">Garota do Momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), exibida pela Globo.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/no-limiar-da-denuncia-colonial-transamazonia-permanece-a-beira-do-confronto/"><span style="font-weight: 400;">Transamazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge, então, como um desses encontros. Dirigido pela sul-africana, Pia Marais, o filme carrega um contraste fundamental: uma coprodução internacional que se propõe a encenar conflitos históricos, ambientais e espirituais no território brasileiro, marcado por disputas e feridas abertas. Para Philipp Lavra, que interpreta Júnior, um madeireiro envolvido nas tensões que atravessam a narrativa, a curiosidade surgiu do estranhamento.</span></p>
<h3><b>O primeiro contato com o projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a proposta de Transamazônia chegou até Philipp Lavra, o primeiro sentimento foi de curiosidade. O projeto ainda estava em circulação entre testes e conversas iniciais quando ele ouviu que se tratava de </span><b>“</b><b><i>um filme gringo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;"> ambientado na transamazônia. A combinação soou inesperada. </span><b>“</b><b><i>Um filme gringo na transamazônia? Curioso</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, lembra. O estranhamento inicial, porém, não funcionou como barreira, ao contrário, abriu espaço para o interesse em compreender melhor o que estava em jogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que foi se aproximando do material e do contexto da produção, a desconfiança deu lugar à percepção de que aquele deslocamento fazia parte da própria natureza do filme. A história de um madeireiro inserido em uma região de conflito, atravessada por tensões políticas, ambientais e culturais, ganhou outra densidade quando Philipp entendeu também os limites concretos da realização. </span></p>
<figure id="attachment_36692" aria-describedby="caption-attachment-36692" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36692" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-800x450.png" alt="Plano médio mostra Philipp Lavra debruçado na janela de um carro, olhando para a direita. Ele usa uma camisa azul clara sem mangas e tem bigode. Ao fundo, fora de foco, o ator Rômulo Braga observa a cena com expressão séria." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36692" class="wp-caption-text">Philipp Lavra interpreta Júnior em Transamazônia, personagem marcado pela relação hierárquica e conflituosa com o irmão, vivido por Rômulo Braga (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<h3><b>Família, trabalho e ruína</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, o personagem Júnior é definido pela relação com o irmão mais velho, interpretado por </span><a href="https://gq.globo.com/artes-e-cultura/noticia/2025/05/ator-revela-como-foi-gravar-cena-de-abuso-em-filme-perguntei-se-estava-tudo-bem.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Rômulo Braga</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma dinâmica atravessada por afeto, conflito e hierarquia, tanto familiar quanto profissional. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“O nome Júnior, no Brasil, carrega um peso grande”</i></b><span style="font-weight: 400;">, observa Philipp. </span><b><i>“Ele é Júnior porque carrega o nome do pai, mas também porque é o irmão mais novo. É um duplo lugar.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse detalhe serviu como ponto de partida para a construção do personagem. </span><b>“</b><b><i>O personagem do Rômulo vive um conflito enorme, e isso faz com que a família comece a se fragmentar</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, explica. No filme, trabalho e laço familiar se confundem, reproduzindo uma lógica comum no contexto brasileiro. </span><b>“</b><b><i>A gente tentou mostrar esse ambiente familiar que está ruindo e que também é um ambiente de trabalho. Aqui, essas coisas estão muito unidas</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>O sentimento de ser estrangeiro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de brasileiro, Philipp descreve a experiência de filmar na Amazônia como um confronto direto com a própria ideia de pertencimento. </span><b>“</b><b><i>Eu sou sudestino, isso eu já sei. Mas quando você chega lá, você vê o tamanho da dimensão do Brasil</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta. Em determinado momento das filmagens, a percepção se tornou coletiva. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“O elenco internacional falava: ‘é muito difícil para a gente, porque somos estrangeiros aqui’. E eu falei: ‘eu também’. Todo mundo ali era estrangeiro.”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DTajU6bDrGE/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">constatação</span></a><span style="font-weight: 400;">, longe de ser apenas geográfica, revela uma fratura simbólica: a distância entre o imaginário nacional e a realidade amazônica. </span><b>“</b><b><i>Mesmo sendo brasileiro, lá no meio a gente também parece estrangeiro</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz. Para ele, esse reconhecimento só foi possível a partir da vivência. </span><b>“</b><b><i>Eu não tinha entendido isso antes de estar lá</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa sensação de estrangeiridade também se materializou nas escolhas da produção. </span><b>“</b><b><i>A gente só filmou na Guiana Francesa porque dentro do território brasileiro nenhuma madeireira aceitou fazer. Ninguém aceitou que a gente filmasse dentro das madeireiras</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, relata. Além de um obstáculo logístico, a decisão expôs os limites de acesso e os interesses em jogo na região, reforçando a percepção de que Transamazônia lidava com tensões que extrapolavam a ficção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Philipp, o cuidado com o território foi um ponto central do processo. </span><b>“</b><b><i>A gente sabe que o cinema, às vezes, atropela o lugar</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, reflete. Ainda assim, ele destaca o esforço da equipe em estabelecer uma relação de </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2025/02/turismo-cinematografico-como-a-industria-do-cinema-impacta-os-destinos-de-viagem/"><span style="font-weight: 400;">respeito com o espaço</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>“</b><b><i>Achei que houve muito cuidado, uma ligação muito forte entre as equipes para fazer o melhor trabalho possível</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36694" aria-describedby="caption-attachment-36694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36694" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x450.png" alt="Plano aberto mostra uma casa de madeira desgastada sobre palafitas. No terreiro de terra batida à frente da casa, Philipp Lavra e Rômulo Braga caminham lado a lado. Há um quadriciclo verde estacionado à direita e barris azuis e rosados à esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36694" class="wp-caption-text">Os irmãos representam a ruína das relações de exploração (Foto: Filmes do Estação)</figcaption></figure>
<h3><b>A cena quase cortada de Ainda Estou Aqui</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio das filmagens de Transamazônia, Philipp Lavra viveu uma situação-limite que quase o afastou de uma das cenas mais emblemáticas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), dirigido por Walter Salles. A sequência do fotógrafo, que mais tarde ganharia grande repercussão nas redes, dependia de um detalhe incontrolável: a luz natural.</span> <b>“</b><b><i>Era a cena da foto, e no dia fez um dia horrível. Fechou o tempo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, relembra. Para o diretor, a luz era inegociável. </span><b>“</b><b><i>O Walter queria muito uma luz natural, e não dava</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impasse ganhou contornos ainda mais delicados por causa do cronograma. A cena estava prevista para uma segunda-feira, enquanto a viagem de Philipp para a Amazônia aconteceria poucos dias depois. Com a gravação cancelada, a possibilidade de refazer a cena parecia cada vez menor. </span><b>“</b><b><i>Eu já estava preparado para não fazer. Falei: ‘bom, então não vai dar, porque eu viajo no domingo’</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta. A equipe, no entanto, insistiu em tentar uma última alternativa. Contra as previsões, a gravação foi remarcada para o sábado seguinte. </span></p>
<blockquote><p><b><i>“Tinha que ser aquele sábado. E foi um dia lindo, fez um sol maravilhoso no Rio de Janeiro. A gente conseguiu filmar. Eu viajei no dia seguinte, mas quase não fiz. Foi por muito pouco mesmo.”</i></b></p></blockquote>
<p><b>“</b><b><i>São dois filmes completamente diferentes</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, observa. </span><b>“</b><b><i>Uma produção no Rio, com toda a familiaridade que eu tenho, e a outra 100% novidade</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No intervalo apertado entre um set e outro, o ator se viu atravessado por ritmos, linguagens e territórios opostos, uma experiência intensa, mas que ele define, sem hesitar, como </span><b>“</b><b><i>bem legal</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36693" aria-describedby="caption-attachment-36693" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36693" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-800x450.png" alt="Philipp Lavra, à direita, sorri levemente enquanto manuseia uma câmera fotográfica antiga de médio formato sobre um tripé. Ele veste camisa azul clara. Ao seu lado, um homem negro de terno marrom observa. O cenário é um jardim ensolarado com muro branco e plantas verdes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36693" class="wp-caption-text">A cena do fotógrafo em Ainda Estou Aqui que quase foi cancelada devido a conflitos de agenda (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<h3><b>Criar laços, mesmo sem pertencer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao pensar no futuro, Philipp não fala em formatos específicos, mas em deslocamentos. </span><b>“</b><b><i>Eu gosto muito de viajar pelo Brasil</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz. Filmes que se debruçam sobre culturas e territórios específicos despertam seu interesse justamente pela possibilidade de troca. </span><b>“</b><b><i>Conhecer e, depois, poder passar essa palavra</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência se repetiu inclusive, no ano seguinte à Transamazônia, ele voltou à região para filmar em Cametá, no Pará. </span><b>“</b><b><i>Fiquei 40 dias na Amazônia. Você não se torna uma pessoa daquele lugar, mas cria laços com o espaço, com as pessoas. Laços afetivos</i></b><b>”</b><b><i>.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja aí que o Cinema, para Philipp Lavra, encontre sua função mais honesta: não a de explicar territórios complexos, mas a de atravessá-los com atenção, reconhecendo limites, distâncias e vínculos possíveis. Porque, às vezes, estar presente, mesmo como estrangeiro, já é um gesto de escuta.</span></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 22:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>O Oscar é passageiro e Ainda Estou Aqui é eterno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 20:06:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis. Davi Marcelgo e Guilherme Machado Leal  O Cinema de Walter Salles se concentra em temáticas semelhantes, principalmente em Terra Estrangeira (1995) e Central do Brasil (1998), histórias sobre memória, esquecimento e a relação de suas personagens com o Brasil. No primeiro, Fernanda Torres interpreta Alex e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Oscar é passageiro e Ainda Estou Aqui é eterno"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><b>Aviso</b>: o texto contém spoiler e aborda temas sensíveis.</em></p>
<figure id="attachment_34409" aria-describedby="caption-attachment-34409" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image5.png" alt="Na imagem, Eunice olha para frente com expressão de tristeza e olhos marejados. A cena possui tons de azul e verde, cores melancólicas. O cenário é de um restaurante, ao fundo há mesas e um homem em desfoque à esquerda. Eunice é uma mulher na faixa dos 60 anos, de pele clara, cabelos escuros e lisos na altura do pescoço. Ela usa brincos grandes, pretos e arredondados. Ela está vestindo uma camisa de botões, com a gola aberta. A roupa é na cor verde escura e estampas de flores. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-34409" class="wp-caption-text">O filme levou 350 mil pessoas aos cinemas no fim de semana de estreia (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo e Guilherme Machado Leal</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema de Walter Salles se concentra em temáticas semelhantes, principalmente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Estrangeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1995) e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/central-do-brasil-relembre-a-historia-do-filme-brasileiro-indicado-ao-oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Central do Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998), histórias sobre memória, esquecimento e a relação de suas personagens com o Brasil. No primeiro, Fernanda Torres interpreta Alex e, no segundo, é a sua mãe, Fernanda Montenegro, quem dá vida à professora Dora. Em 2024, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, adaptação de livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o diretor retoma a parceria com as atrizes para abordar um outro período da história: a Ditadura Militar brasileira. Ambientado no Rio de Janeiro da década de 1970, o longa-metragem acompanha a vida de Eunice Paiva (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres</span></a><span style="font-weight: 400;">) e seus filhos após o desaparecimento de Rubens Paiva (Selton Mello), ex-deputado engajado na luta contra o regime ditatorial. </span></p>
<p><span id="more-34404"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre tantos trunfos de Salles, o maior é universalizar os sentimentos de alguém vítima de um período específico da história brasileira. Embora o período seja importante e doloroso, é particular na vida de Eunice e de outras pessoas que sofrem com a </span><a href="https://www.pucsp.br/comissaodaverdade/mortos-e-desaparecidos-contextualizacao.html"><span style="font-weight: 400;">ausência de respostas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a incerteza deixada pela ditadura. O roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorena conseguem transmitir o acontecimento em uma experiência que perpassa a necessidade de ter vivido aquilo e transforma a tragédia em um sentimento coletivo. Até porque, como fazer com que ‘eu’ compadeça com a dor alheia? O retrato de Rubens Paiva, nos primeiros minutos do filme, aproxima e apresenta o espectador ao personagem; um pai amoroso, marido devoto e amigo querido. A presença de </span><a href="https://personaunesp.com.br/enterre-seus-mortos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selton Mello</span></a><span style="font-weight: 400;"> em tela é tão onipotente que, sem ele em cena, a ausência é avassaladora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elemento excelente, afinal, é a importância de um pai na família e o que seu desaparecimento causou em todos que moravam naquela casa. A encenação que configura o antes e depois do decesso de Rubens Paiva, personificada nas mudanças que ocorrem no lar, espaços e iluminação, também é um mérito imbatível para te fazer sentir. Os tons de amarelo são substituídos pelo azul ou pela sombra, enquanto as músicas agitadas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> libertino britânico ou da </span><a href="https://personaunesp.com.br/samba-esquema-novo-aniversario/"><span style="font-weight: 400;">bossa nova</span></a><span style="font-weight: 400;"> são abafadas pelo ensurdecedor silêncio. </span></p>
<figure id="attachment_34406" aria-describedby="caption-attachment-34406" style="width: 420px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-12.png" alt="Na imagem, Rubens Paiva está olhando para a direita, com expressão séria. Ele veste uma camiseta vermelha e está sentado em uma poltrona. Ele é um homem na faixa dos 50 anos, de pele clara, bigode e cabelos grisalhos e lisos. Atrás dele e em volta há cortinas vermelhas. " width="420" height="240" /><figcaption id="caption-attachment-34406" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui fez parte 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/01/20/rubens-paiva-50-anos-depois-de-sua-prisao-politica-e-de-seu-assassinato"><span style="font-weight: 400;">A casa carioca</span></a><span style="font-weight: 400;"> se torna uma personagem modificada assim como os humanos dessa história, vazia e silenciosa, sem precisar, como um dia necessitou, que uma câmera tenha de correr para acompanhar a agitação das danças e das crianças. Se a vida dessa família possui um antes e depois extremamente delimitado, o filme também possui duas partes. A partir disso, o longa constrói uma aproximação forte, sobretudo porque todo mundo já perdeu alguém, parou de frequentar os mesmos lugares que ia na infância ou viu o familiar ficar irreconhecível. Ao compreender essa natureza humana, Walter Salles, a direção artística de Gabriel García e a Fotografia de Adrian Teijido  transformam a história da família Paiva em uma experiência coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ato do longa se preocupa em mostrar o dia a dia dos Paiva. O tradicional almoço de domingo, com a presença de amigos próximos e agregados do círculo social, contribui para caracterizar a família. Veroca (</span><a href="https://revistaquem.globo.com/entrevistas/quem-disse/noticia/2024/11/valentina-herszage-o-cinema-tem-o-poder-de-dar-nome-e-rosto-as-vitimas-da-ditadura.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Valentina Herszage</span></a><span style="font-weight: 400;">), filha mais velha de Eunice e Rubens, não vive longe de sua câmera. Com o objeto, os costumes daquela casa são eternizados em </span><i><span style="font-weight: 400;">polaroids</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ilustram o lar. A partir do sumiço do patriarca, a repressão, sutilmente representada por sons e frases ambíguas de que algo está acontecendo no país, ganha um tom de denúncia e se concentra no sentimento de revolta de uma mãe e filhos desamparados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na vida, fotografias servem para registrar momentos, sejam eles agradáveis ou tensos. A </span><a href="https://www.instagram.com/p/DCLIF0JpBhn/?igsh=MTd0aDh3N2o5cXYy"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> nem sempre é um atestado de que o momento recortado foi bom. Na verdade, ela relembra as sensações que foram experienciadas no dia em que tudo aconteceu. Paralelamente a isso, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, as fotos marcam o estado de uma época definida pela censura. Um olhar mais à esquerda, um sorriso mais contido e expressões mais sisudas também funcionam como evidências do terror vivido pelos brasileiros nos 21 anos do regime.</span></p>
<figure id="attachment_34407" aria-describedby="caption-attachment-34407" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4.png" alt="Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, olha para Rubens Paiva, homem branco de cabelo curto e com bigode, enquanto ambos posam para uma fotografia na praia. Ela veste um conjunto preto e está sorrindo para o homem. Ele está sem camiseta e também sorri em direção à câmera. " width="984" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-4-768x414.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34407" class="wp-caption-text">No longa de Salles, as fotos também funcionam como fio-condutor da narrativa (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As representações fotográficas, então, apontam o medo no olhar dos personagens. Mostrar os dentes, em 1970, não é simplesmente uma expressão facial de que está tudo bem. Pelo contrário, é o reconhecimento da dor de uma família que permaneceu sem respostas de seu ente querido após as táticas de </span><a href="https://www.politize.com.br/tortura-ferramenta-regime-militar/"><span style="font-weight: 400;">tortura</span></a><span style="font-weight: 400;"> realizadas pelos militares. Apesar de tudo, nesse contexto, sorrir é um atestado da confirmação de que algo bruto, como a morte do ex-deputado, é melhor recebido do que  uma falsa sensação de esperança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maneirismos, características e hábitos evidenciam a personalidade dos seres humanos. Ir à sorveteria regularmente, ouvir os discos de um artista da MPB, como </span><a href="https://oglobo.globo.com/blogs/blog-do-acervo/post/2022/11/medo-nao-faz-parte-da-minha-vida-a-rebeldia-de-gal-costa-nos-anos-de-chumbo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou fazer suflê como prato principal são apenas alguns dos costumes do lar carioca. Por exemplo, Nalu Paiva (</span><a href="https://www.em.com.br/cultura/2024/08/6924341-atriz-mineira-comenta-papel-no-longa-de-walter-salles-que-disputara-veneza.html"><span style="font-weight: 400;">Bárbara Luz</span></a><span style="font-weight: 400;">), a filha do meio, tem uma relação próxima com o pai. O terno, seu cigarro e a maneira de se portar atuam para a jovem como uma aproximação mínima do que, um dia, Rubens foi quando preenchia física e sentimentalmente o lar. Com a partida, aquilo que era cotidiano ganhou um novo significado: a percepção de que objetos materiais podem, de fato, ser extensões daqueles que amamos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É através de objetos e apelidos carinhosos que o filme compõe a atmosfera de saudades; ao desaparecerem do cotidiano, convergem com o propósito de marcação das fases da casa e o sentimento de mudanças pungentes. O papel de Eunice como mulher dentro daquele núcleo e as </span><a href="https://gente.globo.com/donas-da-casa-o-papel-da-mulher-na-organizacao-familiar/"><span style="font-weight: 400;">novas posições</span></a><span style="font-weight: 400;"> que precisa assumir também é afetado nesta dinâmica: agora, ela quem está à frente dos negócios da casa e nem sempre consegue acessar o que é de direito, por exemplo, o dinheiro no banco. Para além de elementos em cena ou texto – como os militares enclausurados nas sombras –, a câmera incorpora a ausência do pai, como a cena em que senta na mesa, ocupando uma cadeira vazia. </span></p>
<figure id="attachment_34405" aria-describedby="caption-attachment-34405" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-3.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, na faixa dos 60 anos, está sentada e olhando para cima com uma expressão de susto enquanto está dentro de uma dela. Ela veste uma camisa azul e uma calça bege. " width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-34405" class="wp-caption-text">Torres, em entrevista para a Elle Brasil, disse que prioriza tons sóbrios nas roupas para o tapete vermelho, uma demonstração de fidelidade à personagem (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, embora pequenos, há momentos em que o filme perde a força, principalmente quando muda de década ou deseja denunciar a ditadura. Quando ocorre a passagem de tempo da década de 1970 para 1996 e, depois, </span><a href="https://veja.abril.com.br/saude/foi-angustiante-ve-la-sumir-diz-marcelo-rubens-paiva-sobre-a-mae"><span style="font-weight: 400;">2014</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo dá saltos grandes e não permite que o espectador acompanhe a trajetória da família com a mesma aproximação e lentidão como grande parte do longa, deixando a sensação de ter algo faltando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao caráter de manifestação direta, o momento de Eunice falando com repórteres sobre a importância da memória e da resistência soa como um texto pronto para viralizar nas redes sociais e abandona o lado íntimo, destoando das duas horas anteriores. Inclusive, a </span><a href="https://cbn.globo.com/cultura/entrevista/2024/11/13/ailton-krenak-e-impossivel-contar-historia-do-movimento-indigena-na-ditadura-sem-falar-de-eunice-paiva.ghtml"><span style="font-weight: 400;">advogada</span></a><span style="font-weight: 400;"> colando o atestado de óbito do marido em seu álbum de memórias é um elemento mais latente quando trata-se de denúncia, porque parte de um discurso </span><a href="https://www.scielo.br/j/rlpf/a/gqK3tgmPMGDcD3r5xFZnKXH/?format=pdf&amp;lang=pt"><i><span style="font-weight: 400;">pathos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mais eficaz e que mantém o tom estabelecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resistir, lembrar, persistir são, para </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">atos pautados no silêncio e emoção transmitidos por enquadramentos, cores e encenação, quase pouco por diálogos, em sinfonia de </span><a href="https://youtu.be/wBxBUKuFcI8?si=Bilsf7XkSQCHSSvl"><span style="font-weight: 400;">forma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conteúdo com sua protagonista, que não permite demonstrar os sentimentos, deixando até seus filhos de fora da situação familiar. Portanto, quando o longa decide ‘falar’, destoa.</span></p>
<figure id="attachment_34408" aria-describedby="caption-attachment-34408" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1.png" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca de cabelo curto castanho, está com uma expressão séria. Ela veste uma blusa regata da cor azul. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-1-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34408" class="wp-caption-text">Fernanda Torres foi uma das homenageadas da 4ª edição da Celebração do Cinema e Televisão Latinos do Critics Choice Awards (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um filme brasileiro é aclamado, surge a tradicional pergunta ‘será que vai ser indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">?’. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, a conversa não seria diferente, ainda mais levando em conta o circuito internacional da produção. No Festival de Veneza, Murilo Hauser e Heitor Lorena levaram o prêmio de </span><a href="https://exame.com/pop/ainda-estou-aqui-vence-premio-de-melhor-roteiro-no-festival-de-cinema-de-v"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Após as primeiras exibições, Fernanda Torres foi elogiada pela imprensa estrangeira, como o </span><a href="https://deadline.com/2024/09/im-still-here-review-walter-salles-love-letter-to-brazil-is-a-warning-from-history-venice-film-festival-1236075262/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://variety.com/2024/film/reviews/im-still-here-review-walter-salles-1236121390/"><i><span style="font-weight: 400;">Variety</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Caso seja indicada à maior premiação do Cinema, a artista se juntará a sua mãe, Fernanda Montenegro, como as únicas brasileiras já cotadas para a estatueta de Melhor Atriz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora premiações possam servir como um atestado de que uma obra é criticamente competente, o longa de Salles por si só já ganhou o mais importante: a adesão dos </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/primeira-exibicao-de-ainda-estou-aqui-no-brasil-tem-palmas-choro-e-grito-de-ditadura-nunca-mais/?srsltid=AfmBOopQ4jOc5TODefJbAr8U54frT9B9vHsq0BXfOJc9f4xYtFa8LF2G"><span style="font-weight: 400;">brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Salas lotadas, discussões nas redes sociais depois da experiência e a exaltação do nosso Cinema valem muito mais que uma possível – e merecida – nomeação. A conversa em volta de tudo que foi sentido e relembrado com essa história é, no fim das contas, o que amplia sua relevância. No entanto, há uma força motriz que sustenta os momentos de maior tensão e ela se chama Fernanda Torres. </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Normais </span></i><span style="font-weight: 400;">(2001-2003) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tapas e Beijos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2011-2015) mostram o traquejo da veterana com a Comédia, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Estrangeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1995) exige um tom melodramático pela história contada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambos os gêneros, ela domina com maestria as competências necessárias para as personagens que interpreta. Com a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/as-poucas-diferencas-entre-realidade-e-ficcao-em-ainda-estou-aqui"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;"> do livro de Marcelo Rubens Paiva, a atriz carrega a dor de cinco filhos em um trabalho corporal. A forma como a matriarca precisa guiar os jovens, desamparados devido ao sumiço de Rubens, concentra todo o tom melancólico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">. O fato é que Eunice não está, mas precisa, realmente, segurar tudo dentro de si, por ela, pelos seus e, principalmente, pelo marido.</span></p>
<figure id="attachment_34410" aria-describedby="caption-attachment-34410" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6.png" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui Na imagem, Eunice Paiva, mulher branca na faixa dos 95 anos, de cabelo curto branco, está olhando para frente com expressão de desorientação. Ela veste uma roupa marrom e usa um colar de bolinhas. Usa óculos redondos. Ao fundo há uma mesa, desafogada, com garrafas, copos e pratos. " width="1024" height="567" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6-800x443.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image6-768x425.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34410" class="wp-caption-text">Em <a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">1999</a>, Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas quem levou foi Gwyneth Paltrow por Shakespeare Apaixonado (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É ‘chavão’ que o Cinema é memória, registro e até objeto para denúncia. Mas não existe forma melhor de definir </span><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contar a história dos Paiva nas telonas é reforçar o quão devastador aqueles 21 anos foram para os brasileiros. Dessa forma, Walter Salles novamente demonstra um domínio em impactar seu público de forma sútil, mas brutal, através de personagens que serão eternizados na </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/se-o-cinema-e-a-setima-arte-quais-sao-as-outras"><span style="font-weight: 400;">Sétima Arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> do nosso país.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ainda Estou Aqui | Trailer Oficial | 7 de novembro nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_NzqP0jmk3o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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