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	<title>Arquivos Vitória Mendes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Vitória Mendes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Em Katábasis, R. F. Kuang transforma a universidade no verdadeiro inferno</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:00:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Imagine que você está desenvolvendo sua tese de doutorado e, antes que você possa terminar, seu orientador venha a falecer. E somente ele poderia lhe garantir a tão sonhada carta de recomendação, capaz de abrir todas as portas imagináveis. O que você faria? Se aventuraria no Inferno para recuperar a alma do seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-katabasis/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Katábasis, R. F. Kuang transforma a universidade no verdadeiro inferno"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37414" aria-describedby="caption-attachment-37414" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37414" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-1-540x800.jpg" alt="" width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-1-540x800.jpg 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-1-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-1-768x1138.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-1.jpg 1012w" sizes="(max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-37414" class="wp-caption-text">A obra causou debates no BookTok, nicho literário do TikTok, por ser considerada acadêmica e complexa de ler (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine que você está desenvolvendo sua tese de doutorado e, antes que você possa terminar, seu orientador venha a falecer. E somente ele poderia lhe garantir a tão sonhada carta de recomendação, capaz de abrir todas as portas imagináveis. O que você faria? Se aventuraria no Inferno para recuperar a alma do seu orientador, trazê-lo de volta e tê-lo na banca avaliadora? Alice Law, sim. Essa é a proposta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Katábasis</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://youtu.be/y3nu9aPmLG4?si=1EJ9uoSlzwMc780k"><span style="font-weight: 400;">R. F. Kuang</span></a><span style="font-weight: 400;">, autora </span><i><span style="font-weight: 400;">best seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aclamada pela escrita em </span><i><span style="font-weight: 400;">Babel</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022) e na trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">A Guerra da Papoula </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018). Lançada em setembro de 2025 pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Intrínseca</span></i><span style="font-weight: 400;"> e traduzida por Marina Vargas, a fantasia </span><a href="https://oglobo.globo.com/ela/gente/conheca-dark-academia-nova-estetica-que-moda-entre-os-jovens-do-tiktok-24687842"><i><span style="font-weight: 400;">dark academia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tece uma narrativa onde filosofia, mitologia e universidade convergem com sagacidade e intelectualidade. </span></p>
<p><span id="more-37413"></span> <span style="font-weight: 400;">Em uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Cambridge</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 80, no período </span><a href="https://youtu.be/lXzKMX8aPgw?si=VbvdvKLqtvs5K56m"><span style="font-weight: 400;">pós-moderno</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/DTOm6J69z8I?si=Wni2xluBITIDum7L"><span style="font-weight: 400;">pós-estruturalista</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde o sistema de magia é guiado pela crença no impossível, gizes mágicos levam diretamente ao Inferno. É nesse cenário que Alice estuda Magia Análitica no programa de pós-graduação. Na área majoritariamente masculina, a jovem lida com a </span><a href="https://mpmt.mp.br/portalcao/news/723/109400/misoginia-saiba-o-que-e-e-conheca-a-lei-que-a-combate"><span style="font-weight: 400;">misoginia</span></a><span style="font-weight: 400;"> constante, assédios e, muitas vezes, negligencia sua própria saúde em nome da validação acadêmica. Para ela, trabalhar ao lado de Grimes, considerado o maior mago do mundo por suas valiosas contribuições durante a guerra, é um sonho sendo realizado. O rígido docente é idolatrado por Alice, que se submete a situações repulsivas sem sequer questionar os motivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um experimento do qual Alice participou dá errado e o seu professor morre, a culpa passa a fazer parte dela e se torna um fator decisivo para que ela decida realizar sua própria </span><a href="https://www.jb.com.br/colunistas/olhar_para_dentro/2019/10/1019001-katabasis---o-inferno-da-separacao.html"><i><span style="font-weight: 400;">katábasis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, termo grego que se refere a uma jornada ao submundo, na esperança de trazer Grimes de volta a vida. O que ela não esperava era que Peter Murdoch, seu rival e também orientando de Grimes, tivesse a mesma ideia por motivos próprios. Para ambos, até mesmo perder a vida é mais aceitável do que fracassar academicamente. Com pequenos bastões encantados e mapas incertos de seus predecessores, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k5FTJ-AJJKI"><span style="font-weight: 400;">Dante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/orfeu-e-euridice-mitos-inspiram-a-arte.htm"><span style="font-weight: 400;">Orfeu</span></a><span style="font-weight: 400;">, os dois chegam ao submundo e, ao invés de encontrarem um lugar sombrio, se deparam com um reflexo do campus de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cambridge</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ironia e alívio que rapidamente desaparece. </span></p>
<figure id="attachment_37415" aria-describedby="caption-attachment-37415" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/foto-2.jpg" alt="" width="600" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-37415" class="wp-caption-text">Kuang já foi premiada pelo Prêmio Nebula, Locus Award, Crawford Award e British Book Awards (Foto: Julian Baumann)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mitologia, </span><a href="https://periodicos.ufpe.br/revistas/perspectivafilosofica/article/view/248951"><span style="font-weight: 400;">dialeteias</span></a><span style="font-weight: 400;">, filósofos mortos, dilemas universitários e um rio que arranca memórias, a rivalidade de Alice e Peter continua maior que do que nunca, e atravessar os oito tribunais do Inferno na busca pelo professor se mostra uma tarefa árdua. Os doutorandos enfrentam ameaças pouco convencionais e desafiam a própria magia e as convenções tradicionais. A narrativa, inegavelmente intelectual, alterna do passado para o presente e produz uma crítica direta às estruturas e ao balanço de poder no meio acadêmico. O sistema de magia baseado na força da crença e nos paradoxos é interessante e com potencial único na execução. Em uma obra imersiva, Kuang abraça a ideia de um Inferno identificável, mas inesperado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 480 páginas, a jornada ao inferno também se revela um caminho metafórico por autoconhecimento. Em cada tribunal do Inferno, a autora explora os crimes cometidos em vida e a luta por redenção através do desenvolvimento de teses impossíveis de agradar às divindades avaliadoras, fazendo um paralelo com a academia. Provando sua relevância social, </span><i><span style="font-weight: 400;">Katábasis</span></i><span style="font-weight: 400;"> critica abertamente o meio acadêmico, a pressão para ser perfeito, alunos </span><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/a-sobrecarga-invisivel-na-universidade"><span style="font-weight: 400;">sobrecarregados</span></a><span style="font-weight: 400;">, abusos de poder, privilégios e ainda debate a </span><a href="https://brasil.elpais.com/economia/2021-07-18/a-meritocracia-e-uma-armadilha.html"><span style="font-weight: 400;">meritocracia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Kuang retrata frustrações e desesperos com acidez, fazendo juz a </span><a href="https://www.instagram.com/p/C58aZ9MLzvr/?img_index=5"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">dark academia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao seu próprio estilo de escrita. A discussão sobre gênero, raça e classe é crua e sem romantização, expondo as cicatrizes do sistema educacional e das lideranças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.matinaljornalismo.com.br/rogerlerina/reportagens-roger-lerina/cultura-e-saude-mental-bem-estar-brasileiros/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos universitários é o tema central, ainda que indiretamente. Os sentimentos de Alice e Peter são representados de forma desesperada, realista e se tornam indispensáveis no enredo e desenvolvimento dos personagens. Alice, que considera a carreira mais importante que a própria vida, passa por diversos espirais mentais e autodepreciativos que colidem diretamente com a necessidade de ser a melhor em tudo. A humanização que a autora insere nos personagens contribui para a exploração ampla do gênero literário, além de manter a narrativa viva, sensível e sincera. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mas é claro que valia a pena. Era a única coisa que valia a pena. Ela tivera sorte de encontrar uma vocação que tornava todo o resto irrelevante, e qualquer coisa que fizesse você se esquecer de comer, beber, dormir ou manter relacionamentos básicos – qualquer coisa que deixasse você empolgada de um jeito irracional – tinha que ser perseguida com devoção absoluta”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Kuang explora os paradoxos da filosofia, física e matemática, e se apoia em referências densas e específicas para ilustrar a </span><i><span style="font-weight: 400;">katábasis</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Alice e Peter. Orfeu, em </span><a href="https://youtu.be/AXIseb1w69Q?si=RJPl8hJNkKw_kI2J"><i><span style="font-weight: 400;">A Odisseia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Homero, vai ao submundo em busca de Eurídice, transformando seu mapa em uma fantasia do luto. A divisão dos pecados no Inferno de Dante também se faz presente, assim como </span><a href="https://www.poetryfoundation.org/poems/47311/the-waste-land"><i><span style="font-weight: 400;">The Waste Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7S08_nwfGI"><span style="font-weight: 400;">Caroll</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a metáfora da toca do coelho como jornada moral e filosófica. O livro é um prato cheio de reflexões nos mais diversos aspectos. As diferentes interpretações do submundo e seu governante, advindas da mitologia romana, grega e chinesa, enriquecem a obra e a tornam mais diversa. É evidente o domínio da autora sobre os conhecimentos, cada detalhe esbanja familiaridade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo mestre em filosofia, na área de Estudos Chineses, por </span><i><span style="font-weight: 400;">Cambridge</span></i><span style="font-weight: 400;">, em Estudos Chineses Contemporâneos por </span><i><span style="font-weight: 400;">Oxford</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, atualmente, doutoranda em Literatura e Línguas do Leste da Ásia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Yale</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora não é sutil ao transbordar suas próprias experiências na trama e fazer </span><a href="https://youtu.be/-76hoo9bgj0?si=7HjJfDDZkvyqti1F"><span style="font-weight: 400;">reflexões complexas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com base em estudiosos de sucesso. Apesar de tornar a escrita rica, a quantidade de paradoxos, referências acadêmicas e explicações detalhistas, demonstra certa desconfiança na capacidade interpretativa e intelectual do leitor. Muitas reflexões não acrescentam nada à trama, apenas reforçam repetidamente que os personagens são mentes brilhantes, não deixando espaço para questionamentos próprios.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O mundo não era um sistema fechado, sempre havia uma exceção. Não havia nenhuma explicação para sua existência, nenhuma razão para esperar que tenha existido antes ou que voltará a existir. O universo é simplesmente incognoscível. Exceções surgiam o tempo todo, e tudo o que você precisava fazer para desafiar os limites era procurar”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambientação do Inferno, apesar de interessante no início, não cria a tensão esperada. As ameaças são resolvidas excessivamente rápido, evitando a sensação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-homem-de-giz-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">perigo iminente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e impedindo uma conexão maior com o cenário e os personagens além de seus conflitos internos. A trama envolvendo a </span><a href="https://cultureofchinese.com/traditions/folklore/folklore-cowherd-and-the-weaver-girl/?i=1"><span style="font-weight: 400;">Tecelã</span></a><span style="font-weight: 400;">, apesar de promissora, se torna apenas mais um obstáculo. Já a reviravolta dos verdadeiros vilões não impacta, ou explora o potencial da magia selvagem e os limites das descobertas científicas. A jornada, embora justificada pelos </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">dilemas internos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alice, se estende mais que o necessário, de forma que, nem mesmo os últimos capítulos conseguem surpreender.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tropeçar na própria densidade e no excesso de referências e debates, o título se consolida como desafiador, relevante e singular entre as fantasias </span><i><span style="font-weight: 400;">dark academia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Kuang constrói um universo que estimula intelectualmente, reinterpreta o submundo e dialoga com as ansiedades do ambiente acadêmico. A construção mental de Alice, na crítica social e no sistema de magia, se destacam mais do que a densidade estrutural, tornando a leitura agradável. </span><i><span style="font-weight: 400;">Katábasis</span></i><span style="font-weight: 400;"> é ambicioso, imperfeito e marcante à sua própria maneira. Entre tantos </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/01/11-paradoxos-que-vao-pirar-seu-cabecao.html"><span style="font-weight: 400;">paradoxos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dilemas, resta o questionamento: até que ponto o desejo pelo sucesso justificaria a descida ao submundo?</span></p>
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		<title>Há 5 anos, Sombra e Ossos provava que o impossível é apenas improvável</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Uma das maiores críticas de telespectadores a respeito de adaptações literárias é a dificuldade em atingir as expectativas do público sem mudar drasticamente a narrativa ou torná-la incoerente. Construir o universo já consolidado no imaginário coletivo através da caracterização do elenco, dos figurinos e da montagem é um trabalho intricado e árduo. Nesse &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/5-anos-sombra-e-ossos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Sombra e Ossos provava que o impossível é apenas improvável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37239" aria-describedby="caption-attachment-37239" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-37239 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-800x534.jpg" alt="Três pessoas estão em um ambiente escuro e sombrio, iluminado por uma lâmpada laranja ao fundo. À esquerda, um homem negro usa uma cartola marrom, um colete verde sobreposto por uma jaqueta marrom. No centro, uma mulher de ascendência nepalesa com cabelos pretos presos veste um traje preto com fivelas, cachecol e armas na cintura. À direita, um homem branco usa um chapéu preto e um sobretudo longo de gola alta. Todos têm expressões determinadas e sérias. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image3-2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37239" class="wp-caption-text">Elogiada pela crítica, a série foi indicada ao IFTA Film &amp; Drama Awards, ao Emmy e a outras premiações (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores críticas de telespectadores a respeito de </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/5-otimas-series-baseadas-em-livros-para-maratonar/"><span style="font-weight: 400;">adaptações literárias</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a dificuldade em atingir as expectativas do público sem mudar drasticamente a narrativa ou torná-la incoerente. Construir o universo já consolidado no imaginário coletivo através da caracterização do elenco, dos figurinos e da montagem é um </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/cultura/das-dificuldades-de-se-adaptar-um-livro-0g38kbbvd7d04he42j7vu80qd/"><span style="font-weight: 400;">trabalho intricado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e árduo. Nesse cenário, desde os anúncios iniciais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombra e Ossos</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas correspondeu às expectativas, como se estabeleceu e agradou aos fãs. Ainda que tenha sido </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/sombra-e-ossos-cancelada-apos-duas-temporadas"><span style="font-weight: 400;">cancelada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">em um momento de muitas possibilidades na trama, a série se mantém amada mesmo após 5 anos.</span></p>
<p><span id="more-37238"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação de Eric Heisserer é baseada na </span><a href="https://www.goodreads.com/series/69714-shadow-and-bone"><i><span style="font-weight: 400;">Trilogia Grisha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2012) de </span><a href="https://awardswatch.com/interview-leigh-bardugo-on-her-inspiration-for-shadow-and-bone-set-visits-and-foster-puppies/"><span style="font-weight: 400;">Leigh Bardugo</span></a><span style="font-weight: 400;">, nome reconhecido no meio da literatura </span><a href="https://editoradialetica.com/blog/voce-conhece-a-literatura-young-adult-ya"><span style="font-weight: 400;">Y</span><i><span style="font-weight: 400;">oung Adult</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">YA)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em abril de 2021, a trama acompanha Alina Starkov (</span><a href="https://personaunesp.com.br/noite-passada-em-soho-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Mei Li</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma cartógrafa recrutada pelo Primeiro Exército do Czar para acompanhar os </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/sombra-e-ossos-tipos-grishas-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">Grishas</span></a><span style="font-weight: 400;">, praticantes da ‘pequena ciência’, na travessia pela Dobra, uma barreira que dividiu o Reino de Ravka há milênios. Com poderes recém-descobertos, a jovem passa a trabalhar com o General Kirigan (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-retrato-de-dorian-gray-critica"><span style="font-weight: 400;">Ben Barnes</span></a><span style="font-weight: 400;">) para aprender a controlá-los e destruir e escuridão e suas criaturas. Em um momento decisivo, Alina deve decidir se irá assumir seu destino como Sankta Alina, a Conjuradora do Sol, ou seguir seu coração que a leva a Malyen Oretsev (Archie Renaux), seu amigo de infância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outro país, na cidade de Ketterdam</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Kaz Brekker (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-five-nights-at-freddys-2/"><span style="font-weight: 400;">Freddy Carter</span></a><span style="font-weight: 400;">), Inej Ghafa (</span><a href="https://www.tatler.com/article/amita-suman-shadow-and-bone-interview-april-cover-star"><span style="font-weight: 400;">Amita Suman</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jesper Fahey (</span><a href="https://squaremile.com/culture/film-tv/kit-young-interview/"><span style="font-weight: 400;">Kit Young</span></a><span style="font-weight: 400;">), um grupo de mercenários conhecido como os Corvos, recebem a missão de sequestrar a cartógrafa. Para garantir a recompensa e atravessar a Dobra em segurança, o grupo recruta a Sangradora Nina Zenik (</span><a href="https://www.5elevenmag.com/post/danielle-galligan"><span style="font-weight: 400;">Danielle Galligan</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma jovem que já pertenceu a corte e é assombrada por seu passado conturbado com Matthias Helvar (</span><a href="https://www.wpr.org/news/actor-calaha-green-bay-area-debut-novel-small-town-wisconsin"><span style="font-weight: 400;">Calahan Skogman</span></a><span style="font-weight: 400;">), um caçador de Grishas. O destino dos grupos parece cada vez mais interligado por um fio condutor prestes a incendiar o mundo. Em meio a planos audaciosos e traições, a impossibilidade de resolução é sintetizada na voz de Nikolai Lantsov (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/hommes/patrick-gibson-de-dexter-e-a-capa-digital-da-l-officiel-hommes"><span style="font-weight: 400;">Patrick Gibson</span></a><span style="font-weight: 400;">), que lembra o espectador que “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando as pessoas dizem impossível, elas geralmente querem dizer improvável</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_37240" aria-describedby="caption-attachment-37240" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37240" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-800x533.jpg" alt="Diversas pessoas estão em pé em um salão luxuoso. Ao fundo, homens e mulheres utilizam roupas de época e militares. À frente, estão um homem branco de barba curta e cabelos pretos e uma mulher asiática com cabelos escuros soltos. O homem utiliza um traje preto ornamentado com bordados e fechos metálicos e olha para frente com confiança. A mulher utiliza um uniforme militar verde e olha para o homem com uma expressão surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image2-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37240" class="wp-caption-text">“Não conjuramos coisas do nada. Manipulamos aquilo que já existe ao nosso redor” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adaptar os livros, a produção opta por uma </span><a href="https://observatoriodocinema.com.br/streaming/sombra-e-ossos-as-7-maiores-diferencas-entre-livros-e-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mudança estrutural</span></a><span style="font-weight: 400;"> relevante: a unificação das </span><a href="https://youtu.be/8QoGgUs6dmQ?si=UNQ1-gfJVAA3zj_F"><span style="font-weight: 400;">linhas temporais</span></a><span style="font-weight: 400;"> da trilogia principal com o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/o-que-e-prequel-sequel-e-spin-off/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a duologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Six of Crows</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2015). Embora essa escolha pudesse gerar resistência do público, ela se mostrou funcional ao enriquecer a construção do mundo e ampliar as possibilidades de exploração. Além de permitir o </span><a href="https://entresinopses.com.br/o-que-e-crossover-entenda-recurso-que-anima-fas/"><i><span style="font-weight: 400;">crossover</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, torna o enredo mais dinâmico, garantindo que as reviravoltas se mantivessem estáveis e coerentes dentro da proposta, sem perder o encontro de narrativas, culturas e costumes, vitais para a obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alina segue a clássica jornada do </span><a href="https://blog.clubedeautores.com.br/2023/03/o-que-e-jornada-do-heroi-e-como-se-inspirar-para-escrever-um-livro.html"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> que reluta em assumir sua posição. Muitas vezes, a resistência da jovem é tão acentuada que até o espectador se questiona sobre seu papel decisivo. Assim, a luta interna sobre identidade passa a impulsionar a história, o que exemplifica a maestria dos produtores em usar a negação como recurso dramático. Durante o percurso, as </span><a href="https://www.studiobinder.com/blog/types-of-villains/"><span style="font-weight: 400;">figuras vilanescas</span></a><span style="font-weight: 400;"> amplificam a tensão por meio de abordagens distintas. Enquanto o adversário principal é envolto em mistério, no núcleo de Ketterdam os monstros são reais e, portanto, mais aterrorizantes. Ao transformar comportamentos e problemas sociais em críticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombra e Ossos </span></i><span style="font-weight: 400;">usa a fantasia como espelho e estabelece paralelos coesos com a realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a </span><a href="https://saladadecinema.com.br/10-series-detetive-reviravoltas-imprevisiveis/"><span style="font-weight: 400;">previsibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas ações dos antagonistas revela uma oportunidade desperdiçada pelo roteiro que, embora não comprometa a experiência, não sustenta a atmosfera inquieta por muitos episódios. Apesar disso, o triunfo emocional da obra está nas conexões interpessoais. Embora os relacionamentos amorosos ocupem um papel relevante, são as amizades, na dinâmica </span><a href="https://www.indiependent.co.uk/a-deep-dive-into-tropes-found-family/?__cf_chl_rt_tk=y7KCmUnuW.5GEbqhp0U.nVYfd5evnlESL_A2lmCXxHY-1776428187-1.0.1.1-XZCLyPu1ISiNDudJAVqB.RjNnT.OMX.5TPzPBOgXoYE"><i><span style="font-weight: 400;">found family</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que determinam o andar da carruagem. A interação dos Corvos, composta por indivíduos de diferentes origens que se escolhem, deixa seu impacto como um dos maiores acertos dos roteiristas ao priorizar laços de amizade e amor fraternal sobre os vínculos de sangue.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shadow and Bone | Behind the Action | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/f73u0oBN2tY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos aspectos técnicos, a série se destaca pela representatividade por meio de diferentes nacionalidades, idiomas, raças e culturas </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/politica/onde-a-midia-nao-chega-a-representacao-formacao-de-estereotipos-e-desinformacao/"><span style="font-weight: 400;">pouco estampadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela mídia. A inclusão de identidades </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a abordagem de temas relacionados à saúde mental, contribui para um retrato sincero, identificável e fidedigno à inspiração. A maneira como os aspectos </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/5-series-que-falam-sobre-saude-mental-de-maneira-responsavel-lista/"><span style="font-weight: 400;">psicológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são retratados, em especial o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (</span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-de-sa%C3%BAde-mental/transtornos-de-ansiedade-e-relacionados-a-fatores-estressantes/transtorno-de-estresse-p%C3%B3s-traum%C3%A1tico-tept"><span style="font-weight: 400;">TEPT</span></a><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://br.psicologia-online.com/hafefobia-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamento-962.html"><span style="font-weight: 400;">hafefobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a deficiência física, é um diferencial em relação a obras que ignoram discussões importantes em detrimento do entretenimento puro. A sensibilidade com que Bardugo traz as informações, apesar de não serem exaustivamente trabalhadas na primeira temporada, é admirável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, o elenco se consolida como um dos principais acertos. Em sua maior parte, foi composto por artistas em ascensão, com poucos nomes já reconhecidos. A escolha de Suzanne Smith e Sophie Holland, diretoras de elenco, permitiu que novos talentos fossem revelados em diversas áreas da arte, desde televisão até no teatro musical como </span><a href="https://www.broadway.com/buzz/206512/living-his-teenage-dream-jack-wolfe-talks-hadestown-next-to-normal-shadow-and-bone/"><span style="font-weight: 400;">Jack Wolfe</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para além disso, é inevitável analisar o impacto das </span><a href="https://youtu.be/JH17wUw9LFw?si=xcHIuJiddSlbMuax"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no fortalecimento dos papéis. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXSB5LyD4Q8&amp;t=78s"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos atores fora de cena influencia, muitas vezes, na maneira como o público enxerga cada interpretação. Elogiados como a alma da produção, cada ator se assemelha à idealização dos fãs e da própria autora ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuidado na caracterização depende não apenas da escolha narrativa e no que será mantido ou descartado, mas também nos </span><a href="https://youtu.be/-bpDs64V78Y?si=MeSJI57HX1GHnVz6"><span style="font-weight: 400;">trajes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e maquiagens. Wendy Partridge, designer de figurinos, apresenta uma escolha estilística baseada na estética da </span><a href="https://youtu.be/9UWhEjeQs40?si=G20b6B_wLaoSWCuE"><span style="font-weight: 400;">Rússia czarista</span></a><span style="font-weight: 400;"> incorporada a elementos militares </span><a href="https://www.historic-uk.com/CultureUK/Victorian-Fashion/"><span style="font-weight: 400;">vitorianos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de visualmente marcantes, as peças auxiliam diretamente na ambientação, difusão das culturas e representam as divisões sociais e políticas dentro do </span><a href="https://about.netflix.com/pt_br/news/shadow-and-bone-creative-team-bringing-the-grishaverse-to-life"><i><span style="font-weight: 400;">Grishaverse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O estilo único com detalhes preciosos e cores simbólicas, além da moda nas diferentes cidades, que tornam o universo mais vivo, colorido e diverso.</span></p>
<figure id="attachment_37241" aria-describedby="caption-attachment-37241" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37241" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-800x534.jpg" alt="No centro da imagem, um homem e uma mulher estão sentados ao ar livre em um cenário de inverno. Ao redor, há formações rochosas cercadas por neve. O homem, à direita, tem cabelos loiros curtos e veste um manto de pele marrom. Ele olha para frente com uma expressão séria. A mulher, à esquerda, tem cabelos castanhos presos, está em posição de perfil e usa um vestido verde sob um cobertor vermelho. Seu semblante é sério e preocupado." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image1-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37241" class="wp-caption-text">“Santos se tornam mártires antes de se tornarem heróis” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientar locais imaginários com alto nível de detalhamento é uma tarefa além de complexa, pois há apenas descrições, tornando o uso desenfreado de imagens geradas por computador (</span><a href="https://ebaconline.com.br/blog/cgi-efeitos-visuais-no-cinema"><span style="font-weight: 400;">CGI</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma proposta tentadora. Contudo, na série, os </span><a href="https://youtu.be/ZD3asnW78-Y?si=NSrIGeCtj3_1rQc0"><span style="font-weight: 400;">cenários</span></a><span style="font-weight: 400;"> e folclores constroem uma atmosfera sombria e mágica na medida certa. Em um gênero frequentemente marcado por limitações técnicas ou excessos visuais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombra e Ossos</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca pelo equilíbrio e naturalidade estética. No contexto geral, o conjunto técnico conseguiu criar a imersão desejada e reforçou a natureza fantástica e emblemática do universo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia de David Higgs se destaca por valorizar os detalhes visuais e estabelecer uma relação equilibrada com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jYR7vdB7hWA"><span style="font-weight: 400;">efeitos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Eddie Bonin, executivo de efeitos </span><a href="https://cinemacao.com/2024/01/15/be-a-ba-cinematografico-o-que-sao-efeitos-praticos-e-efeitos-visuais/"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao utilizar sombras profundas para dar textura e energia à Dobra, além de vitalidade aos poderes. A montagem, de nomes como Niven Howie e Lisa Bromwell, garantiram uma agradável fluidez à narrativa, especialmente diante da alternância entre os núcleos e linhas temporais. Em conjunto, a </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6mK25o7ZQcK9kmyTXMW8Rm"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Joseph Trapanese deixa sua marca ao unir instrumentos folclóricos com uma orquestra e partituras épicas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="How Well Does The Shadow and Bone Cast Know Fan Slang? | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/blLnzvU3LH8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos acertos, o cancelamento evidenciou questões estruturais na indústria televisiva e contribuiu para o sentimento de revolta e frustração dos fãs. A decisão foi influenciada pela queda de audiência na </span><a href="https://www.elle.com/culture/movies-tv/a36201506/leigh-bardugo-shadow-and-bone-season-2-interview/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo diante dos investimentos e avaliação alta do público. Além disso, a </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/greve-atores-roteiristas-entenda"><span style="font-weight: 400;">greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos roteiristas e atores liderados pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Sindicato</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA) e pela SAG-AFTRA fortaleceu a escolha da empresa. A luta teve como foco a remuneração mais justa e a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/09/27/fim-da-greve-dos-roteiristas-quais-foram-as-conquistas-deles-apos-148-dias-de-paralisacao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">regulamentação</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente ao uso crescente de Inteligência Artificial (IA) nas produções. O cenário impactou diretamente o desenvolvimento de diversas obras do setor, muitas das quais </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-lists/20-tv-shows-canceled-hollywood-strikes-the-idol-the-great-streaming-1234851019/"><span style="font-weight: 400;">encerraram</span></a><span style="font-weight: 400;"> por completo a produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">5 anos após a estreia, ainda em um contexto de baixo investimento em trabalhos de ficção científica e fantasia,</span> <span style="font-weight: 400;">a série permanece como um exemplo relevante de adaptação literária. Além de contribuir para a expansão do interesse do público pela literatura, fortaleceu o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">YA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as possibilidades de inovar sem perder a essência. Seu legado evidencia o vigor das </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/7-series-de-fantasia-mais-caras-dos-ultimos-anos/"><span style="font-weight: 400;">narrativas fantásticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no audiovisual e, assim como obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) e </span><a href="https://youtu.be/m-CvfthZ4zg?si=yTD5CZyqcjEWKv8A"><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombra e Ossos </span></i><span style="font-weight: 400;">supera as limitações da indústria e cria algo digno de aplausos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sombra e Ossos | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jLKiB0kNk5A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet transforma o luto em experiência coletiva</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 13:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Lidar com o luto é uma tarefa inegavelmente complicada. A dor parece eterna e, mesmo quando diminui, deixa um rastro de sofrimento e memórias em cada vida que toca. Em muitos casos, recorrer à arte para expressar e aliviar o sentimento se mostra efetivo durante o processo de aceitação e vivência de cada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hamnet-a-vida-antes-de-hamlet-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet transforma o luto em experiência coletiva"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37041" aria-describedby="caption-attachment-37041" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-800x450.jpg" alt="Uma paisagem está no plano superior. Uma mulher de cabelos castanhos e usando um vestido vermelho está deitada em posição fetal no chão de uma floresta. Ao redor dela, há raízes expostas, folhas secas e vegetação. A paisagem está em tons terrosos." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37041" class="wp-caption-text">“O coração dos nossos filhos bate. Eles sorriem, brincam. Nunca se esqueça por um instante que eles podem partir” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lidar com o </span><a href="https://www.psychologytoday.com/us/blog/the-ones-we-love/202407/grief-its-whats-on-tv"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma tarefa inegavelmente complicada. A dor parece eterna e, mesmo quando diminui, deixa um rastro de sofrimento e memórias em cada vida que toca. Em muitos casos, recorrer à </span><a href="https://cortel.com.br/o-luto-na-historia-da-arte/"><span style="font-weight: 400;">arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> para expressar e aliviar o sentimento se mostra efetivo durante o processo de aceitação e vivência de cada fase. O pesar não tem a intenção de se encaixar. Ele chega como um fenômeno natural, sem previsão de fim. Ainda assim, o cotidiano não espera que a angústia passe ou que seja sentida para continuar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrata o luto como um personagem que predomina e avassala toda a narrativa.</span></p>
<p><span id="more-37040"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no romance de </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2020/mar/22/maggie-ofarrell-novel-hamnet-interview-the-agony-of-burying-your-child"><span style="font-weight: 400;">Maggie O’Farrell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o drama acompanha Agnes (Jessie Buckley), uma curandeira, e William (Paul Mescal), um escritor frustrado que luta para pagar as dívidas da casa. Agnes é um espírito livre e, assim como as demais mulheres de sua família, é vista por muitos como uma </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/sociedade/historia/noticia/2023/09/por-que-mulheres-eram-julgadas-bruxas-nos-seculos-16-e-17-estudo-explica.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bruxa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da floresta por sua relação peculiar com a natureza. Os jovens se conhecem e imediatamente são atraídos um pelo outro, resultando em um casamento e em uma gravidez quase imediata. Com o amor florescendo, Agnes incentiva William a ir para Londres trabalhar com a comunidade teatral. Contudo, apesar da felicidade aparente, o casal deve enfrentar uma tragédia que coloca seu vínculo em risco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://super.abril.com.br/ciencia/o-mundo-no-tempo-das-pestes/"><span style="font-weight: 400;">pragas</span></a><span style="font-weight: 400;"> assolam a Europa do século XVI, o filho, Hamnet (Jacobi Jupe), de 11 anos, contrai uma delas e morre em agonia nos braços da mãe. Os cônjuges, mergulhados em um luto profundo, têm dificuldades para processar a perda e a vida depois de Hamnet. Com o escritor viajando, a curandeira precisa cuidar das filhas e da casa, enquanto tenta suportar a própria dor de ter visto o filho morrer em seus braços sem o poder de mudar o seu destino. Entre previsões de um futuro incerto e premonições simbólicas, tanto do marido em Londres quanto da esposa em Stratford, a cura e a inevitabilidade dos acontecimentos caminham juntas rumo a uma tragédia que marca a </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/as-verdades-e-mitos-da-vida-intima-de-shakespeare-revelados-no-filme-hamnet/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_37042" aria-describedby="caption-attachment-37042" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-800x450.jpg" alt="Uma multidão vestida com roupas típicas do século XVI é vista pelo plano superior. Elas estão reunidas ao redor de um espaço de madeira. Todas esticam as mãos em direção a um homem, vestido de azul, no centro da imagem, em cima de uma estrutura de madeira. O homem também estica os braços em direção a multidão." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37042" class="wp-caption-text">O drama acumula dezenas de prêmio e 8 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da relação direta com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamlet</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1623), famosa obra de </span><a href="https://youtu.be/HUHEPo_g0AQ?si=Kt4golAHCAFU-ukW"><span style="font-weight: 400;">Shakespeare</span></a><span style="font-weight: 400;">, é evidente que o protagonismo pertence à Agnes, baseada em </span><a href="https://www.shakespeare.org.uk/explore-shakespeare/shakespedia/william-shakespeare/william-shakespeares-family/anne-hathaway/"><span style="font-weight: 400;">Anne Hathaway</span></a><span style="font-weight: 400;">, esposa do dramaturgo. Sua trajetória tocante e sua personalidade única estabelecem uma conexão imediata com o espectador, destacando uma figura historicamente negligenciada e apagada. Trechos famosos do poeta são integrados à narrativa, mantendo a riqueza de detalhes e referências. Sob a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">, cineasta premiada, a obra reúne produtores altamente reconhecidos pela crítica como </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-sublime-amor-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://farofageek.com.br/filmes/1917-como-o-longa-de-sam-mendes-foi-filmado/"><span style="font-weight: 400;">Sam Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.screendaily.com/news/hamnet-producer-liza-marshall-to-join-screen-summit-building-on-the-uks-global-success/5209050.article"><span style="font-weight: 400;">Liza Marshall</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama explora as relações pessoais complexas e os desafios ao seguir sonhos em um </span><a href="https://youtu.be/5Khp_i66eP8?si=08Vz8KYjCIKirAnK"><span style="font-weight: 400;">contexto social</span></a><span style="font-weight: 400;"> limitante. Acompanhar Agnes, William e suas famílias a partir de uma abordagem íntima e natural é uma experiência tão intensa quanto a floresta que circunda a pequena vila onde vivem. Com as mudanças que atravessam a rotina do grupo, cada decisão reverbera intensamente. A </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2025/08/gente-como-a-gente-uma-lista-de-filmes-sobre-pessoas-comuns-para-assistir.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vida doméstica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o luto influenciam diretamente Will em suas produções artísticas, que, mais tarde, inspiram a criação da trágica peça Hamlet.</span></p>
<figure id="attachment_37043" aria-describedby="caption-attachment-37043" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3-800x428.jpg" alt="Uma multidão está concentrada diante de uma estrutura de madeira. No centro, uma mulher de cabelos castanhos e vestido vermelho estende a mão em direção a um homem fora de cena. Sua expressão revela concentração e envolvimento emocional. Ao redor, as pessoas observam com atenção. Seus rostos revelam sentimentos variados a respeito do homem. Todos utilizam roupas típicas do século XVI." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3-800x428.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3-1024x548.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3-768x411.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3-1200x643.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed3.jpg 1320w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37043" class="wp-caption-text">Para escrever Hamnet (2020), Maggie O’Farrell realizou pesquisas teóricas e práticas, incluindo plantar seu próprio jardim medicinal elizabetano (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O isolamento, a recusa em seguir adiante e o apego à própria dor surgem como respostas válidas e humanas. As explosões emocionais que surgem da repressão do pesar trazem um toque humano e sensível que permeia muito após o fim dos créditos. Nesse sentido, a escolha do elenco se mostra um dos grandes acertos do filme. </span><a href="https://www.elle.com/culture/movies-tv/a69225685/jessie-buckley-elle-women-in-hollywood-interview-2025/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;">, em especial, entrega uma atuação visceral e traduz com precisão a mistura de emoções que definem Agnes. A atriz irlandesa constrói uma personagem dolorosamente real e magnífica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://time.com/7333783/jacobi-jupe-noah-jupe-hamnet-interview/"><span style="font-weight: 400;">Jacobi Jupe</span></a><span style="font-weight: 400;">, como William e Hamnet respectivamente, se destacam e compõem um elenco estável e coeso, que sustenta a narrativa emocional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da produção, os elementos históricos, lugares, doenças e culturas, adicionam um tom essencial de realismo. A ambientação de época e trágica se reflete nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-p9qT4y0M_M"><span style="font-weight: 400;">figurinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> assinados por Malgosia Turzanska, figurinista polonesa, que reforçam a ligação de Agnes com a floresta, a intelectualidade de Will e a polaridade entre o casal. O estilo de fotografia de Lukasz Zal, diretor de fotografia, evidencia a carga dramática por meio da </span><a href="https://42filmes.com.br/2025/10/10/iluminacao-no-audiovisual-o-que-a-luz-comunica-em-um-video/"><span style="font-weight: 400;">iluminação</span></a><span style="font-weight: 400;"> ambiente, que aconchega e aproxima o público. Tons naturais, poucas movimentações de câmera e a montagem de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/oscar-2026-brasileiro-affonso-goncalves-nao-e-indicado-em-melhor-montagem/"><span style="font-weight: 400;">Affonso Gonçalves</span></a><span style="font-weight: 400;">, montador e editor de longas, contribuem para uma atmosfera estável e contemplativa.</span></p>
<figure id="attachment_37044" aria-describedby="caption-attachment-37044" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-800x450.jpg" alt="O ambiente é escuro e rústico, iluminado apenas por uma luz quente. Duas pessoas estão sentadas em uma mesa coberta por papéis e um copo. O homem apoia a cabeça na mesa, enquanto a mulher ao seu lado o abraça, com as mãos em seus cabelos. No fundo escuro, há estruturas de madeira e uma cama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37044" class="wp-caption-text">A obra foi filmada em vilas e locais históricos da Inglaterra para trazer o olhar temporal proposto (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo familiar é intensificado pela trilha sonora de </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-max-richter-fez-milhares-de-pessoas-dormirem-nos-shows-dele-mas-adorou-cada-minuto-disso-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Max Richter</span></a><span style="font-weight: 400;">, compositor alemão, utilizada de forma estratégica e em sintonia com a fotografia. Juntos, constroem um </span><a href="https://estadodaarte.estadao.com.br/cinema/desafio-narrativa-adrian-martin/"><span style="font-weight: 400;">ritmo calmo</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não monótono, permitindo que o espectador tenha tempo para se conectar e sentir sem barreiras e expectativas. Ao moldarem o ritmo da narrativa, criam uma experiência que desacelera o olhar, amplia a escuta e potencializa o impacto. Mesmo sem grandes reviravoltas, a obra se destaca por trabalhar a profundidade e complexidade intrínseca ao ser humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformar o luto em uma </span><a href="https://alemdaperda.com.br/luto-coletivo/"><span style="font-weight: 400;">experiência coletiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma forma de honrar e imortalizar a memória de quem partiu. A narrativa reforça que aceitar a dor como parte de si é um ato puro de amor e de coragem. Lembrar dos momentos vividos, sem se aprisionar à incansável angústia, oferece o descanso necessário à alma, não significando esquecimento. Seguir em frente não é um ato de traição, mesmo que possa parecer. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a arte surge tanto como salvação quanto de ruína para Agnes e Will. Como um suspiro profundo de alívio, o drama transforma a agonia em criação e reafirma a arte como gesto de sobrevivência, memória e liberdade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hamnet: A Vida Antes de Hamlet  | Trailer 1 (Universal Pictures) – HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Uj_kEvM-OtM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há 5 anos, Zolita pintou o amor sáfico em tons sombrios em Evil Angel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 15:08:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário 5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Evil Angel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Misticismo, relacionamentos sáficos, sexualidade e a superação de términos são alguns dos temas explorados por Zolita em Evil Angel, seu álbum de estreia. Lançado de forma independente em 2020, o trabalho apresentou e consolidou a identidade musical da norte-americana como cantora, compositora e produtora de pop alternativo. Ao assumir todas essas funções, a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-evil-angel/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Zolita pintou o amor sáfico em tons sombrios em Evil Angel"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36579" aria-describedby="caption-attachment-36579" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-imagem-800x465.jpg" alt="Uma mulher branca e loira com um vestido branco, véu de noiva e uma coroa, está sentada em frente a um grande vitral colorido comum em igrejas da Idade Média. O vitral é arredondado e usa cores vibrantes como azul, verde e amarelo. A mulher está no centro da imagem com a cabeça levemente inclinada para o lado direito. Suas mãos estão unidas em posição de oração e sua expressão facial é séria. " width="800" height="465" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-imagem-800x465.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-imagem-768x447.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/1-imagem.jpg 1021w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36579" class="wp-caption-text">A obra abraça o caos emocional e revela o lado obscuro do amor (Foto: Zolita)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><a href="https://kodd-magazine.com/en/mysticism-in-pop-culture/128831/"><span style="font-weight: 400;">Misticismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/comportamento/noticia/2023/06/o-que-e-ser-safica-conheca-termo-que-tem-raizes-na-cultura-da-grecia-antiga.ghtml"><span style="font-weight: 400;">relacionamentos sáficos</span></a><span style="font-weight: 400;">, sexualidade e a superação de términos são alguns dos temas explorados por Zolita em </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Angel</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu álbum de estreia. Lançado de forma independente em 2020, o trabalho apresentou e consolidou a identidade musical da norte-americana como cantora, compositora e produtora de </span><a href="https://www.itatiaia.com.br/porlucasmachado/tiktok-e-o-novo-pop-alternativo-quando-musicas-viram-trilhas-de-desabafos-virais"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao assumir todas essas funções, a artista foi capaz de transbordar sua essência e vulnerabilidade em cada etapa do processo, com um obra crua, sentimental, realista e identificável, especialmente para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/persona-especial-representatividade-lgbtqia/"><span style="font-weight: 400;">público LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;"> jovem.</span></p>
<p><span id="more-36578"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando um gênero já conhecido, Zolita aborda o empoderamento feminino em meio a uma temática mais sombria, contrastando com a natureza angelical pressuposta no título e pela capa. A partir disso, ela segue um estilo musical parecido com outras cantoras emergentes na mesma época, como </span><a href="https://billboard.com.br/entrevista-hayley-kiyoko-celebra-vinda-ao-brasil-e-sucesso-de-livro/"><span style="font-weight: 400;">Hayley Kiyoko</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://valkirias.com.br/king-princess/"><span style="font-weight: 400;">King Princess</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/vejo-as-infinitas-manifestacoes-do-amor-diz-fletcher-sobre-novo-album/"><span style="font-weight: 400;">Fletcher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Também há inspirações na estética mítica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Florence + The Machine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, pela vertente </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/dark-pop-de-billie-eilish-melanie-martinez-quais-sao-estrelas-desse-genero-sombrio-e-dancante/"><i><span style="font-weight: 400;">dark pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, utiliza menções à bruxaria. Ainda assim, algumas características a diferenciam, como a consistência de sua estética visual e a abordagem sincera da temática </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de não ter chegado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream,</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Evil Angel</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega exatamente o que promete e um pouco mais, ao considerar ser um álbum introdutório e completamente autônomo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com batidas envolventes, voz suave e clipes bem produzidos, o conceito do disco têm uma construção satisfatória. A maneira como a jovem explora a sexualidade e a individualidade sem focar no aspecto da </span><a href="https://personaunesp.com.br/overcompensating-critica-persona-unesp/"><span style="font-weight: 400;">autodescoberta</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou rótulos pré-determinados pela indústria é, sem dúvidas, um destaque no álbum. Para ela, o que predomina é a intensidade das relações e de seus sentimentos, que vão de luxúria à raiva após o término, e à saudade subsequente. O diálogo é uma presença constante em algumas de suas faixas, como </span><a href="https://youtu.be/ajnf-pJs9so?si=Op56tMof3cC-8G07"><i><span style="font-weight: 400;">3:33 am</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que apesar de curta, complementa a proposta e reflete a </span><a href="https://www.papermag.com/zolita-evil-angel#rebelltitem5"><span style="font-weight: 400;">identidade artística</span></a><span style="font-weight: 400;"> da compositora.</span></p>
<figure id="attachment_36580" aria-describedby="caption-attachment-36580" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2-imagem-800x781.png" alt="Uma mulher branca e loira está deitada em uma caverna escura e úmida, com uma chuva leve caindo ao redor dela. Ela está nua, com apenas as partes íntimas cobertas. Ela tem grandes asas brancas de penas nas costas, simbolizando um anjo caído, enquanto mantém uma expressão contemplativa e olhos fechados, apreciando a chuva." width="800" height="781" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2-imagem-800x781.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2-imagem-1024x1000.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2-imagem-768x750.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2-imagem.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36580" class="wp-caption-text">“<em>Você tocou meu coração como um violino, você gosta da colisão e da queimação / Você se excita quando me machuca?</em>” (Foto: Zolita)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mostrando que nenhuma experiência é única, as 18 faixas – incluindo as adicionais da versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) – refletem a dualidade dos vínculos amorosos e descrevem todos os estágios de um relacionamento fadado ao fracasso. A narrativa começa envolvente com </span><a href="https://youtu.be/ESptbxp6SU8?si=-JSpV2zm4GoZJ00c"><i><span style="font-weight: 400;">Bedspell</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que relata uma atração instantânea entre duas pessoas que querem permanecer presas na luxúria para sempre. Conforme o álbum avança, Zolita começa a se questionar se aquilo que sentiu realmente é amor, principalmente quando a relação se torna exaustiva, fazendo com que ela sinta-se enlouquecendo diante das manipulações descritas em </span><a href="https://youtu.be/j7roIbOMeII?si=gFgpTk20UctMrxML"><i><span style="font-weight: 400;">Shut Up and Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/CsUYGJGgUBc?si=EQzbCHV69h8NchvX"><i><span style="font-weight: 400;">Mad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reconhecer a convivência tóxica, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Angel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora traz uma estética obscura e religiosa – expressa com o uso do violino e elementos sacros. Em </span><a href="https://youtu.be/_3r6wKnPK7Q?si=_BxFl6H-8uUkdPnU"><i><span style="font-weight: 400;">Truth Tea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as composições líricas se intensificam conforme a jovem revela a traição da ex-namorada com homens ao longo do tempo e a acusa de mentir sobre sua sexualidade apenas por publicidade. </span><a href="https://youtu.be/hHo6ZBfeIK4?si=rQ79WB6Q3mRnjZIx"><i><span style="font-weight: 400;">Orchard St.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerra a produção com Zolita refletindo sobre a saudade, o sentimento de estar perdida, tentativas de perdão e, por fim, o esforço para escapar do fantasma do vínculo que a moldou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante toda a produção, o </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fundamental e muito bem desenvolvido. Ele não só se mantém constante, mas também permite uma construção técnica e instrumental interessante. A escolha de </span><a href="https://violaobrasil.com.br/como-o-ritmo-influencia-a-emocao-nas-musicas/"><span style="font-weight: 400;">instrumentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> como guitarra e piano, foi outro acerto, pois encaixaram perfeitamente ao sentimento que cada música quer transmitir. Todas as faixas têm repetições nos refrões que, embora poucos se destaquem individualmente, funcionam bem na obra em geral. Apesar do potencial vocal da cantora não ser totalmente explorado e faltar força no tom das músicas, o conjunto é agradável de ouvir e se encaixa no estilo que propunha ser explorado.</span></p>
<figure id="attachment_36581" aria-describedby="caption-attachment-36581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem-800x800.jpg" alt="Uma mulher loira com expressão solene está no centro da imagem. Ela usa um vestido branco comprido e segura nos braços o corpo inerte de uma mulher de cabelos escuros e longos, também vestida de branco. Ao redor da cabeça da mulher loira há uma auréola. O fundo é escuro e no chão há água, criando um contraste que remete a uma imagem divina e simbólica." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3-imagem.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36581" class="wp-caption-text">“<em>Meus amigos dizem que eu deveria ir embora / Mas estou muito presa nessa fantasia distorcida</em>” (Foto: Zolita)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como produção independente, não houve um investimento milionário, entretanto isso não impediu Zolita de desenvolver sua arte. Nessa fase, ela lançou um </span><a href="https://youtu.be/hB0zDLImc68?si=Hihao5qUB8vaEOUk"><span style="font-weight: 400;">curta</span></a><span style="font-weight: 400;">, também nomeado </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Angel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que resume e aprofunda o conceito do álbum. A obra foi bem recebida pelo público-alvo, que aplaudiu o fato das narrativas não perpetuarem a </span><a href="https://spheresofinfluence.ca/the-queer-tragedy-trope-how-media-punishes-queerness/"><span style="font-weight: 400;">fetichização</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou o apagamento das relações sáficas, historicamente negligenciados pela indústria. Esse histórico, junto com a faixa </span><a href="https://youtu.be/Xy32_Z3kVms?si=iEQhnylEC2WPBE-r"><i><span style="font-weight: 400;">Somebody I F*ucked Once</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, abriu espaço para suas próximas produções. A cantora se mantém no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo e inova ao trazer um conceito inspirado no cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/meninas-malvadas-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, abrindo caminho para seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen of Hearts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo após 5 anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Angel</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece atual e marca o início da ascensão de Zolita no mundo musical. É também uma demonstração favorável das produções independentes, já que uma das marcas registradas da cantora é sua </span><a href="https://youtu.be/E49M8lH2CDk?si=_OCTEEomFSQ5JboG"><span style="font-weight: 400;">visão criativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e autoral, exposta em seus projetos. Isso raramente é visto na </span><a href="https://elasnopoder.org/blog/a-sexualizacao-feminina-na-industria-musical/"><span style="font-weight: 400;">indústria</span></a><span style="font-weight: 400;"> atual e revela uma vocalista complexa, que usa sua liberdade de expressão em vários formatos. Ao dar voz às narrativas femininas, a artista</span> <span style="font-weight: 400;">reafirma seu compromisso com a autenticidade e a valorização das vivências sáficas como força legítima e diversa na música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop.</span></i></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Evil Angel (Deluxe Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0n2eTEITSu0EwdkpjtNFBr?si=LYPW5DKMQc2ELdkM5hC0Xg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 13:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise]]></category>
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		<category><![CDATA[Hozier]]></category>
		<category><![CDATA[Indie-folk]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Se tudo o que você ama estivesse fadado a desaparecer, ainda assim você escolheria amar? Esse é o questionamento que segue Vincent Lima em To Love a Thing That Fades. Lançado em setembro de 2025 pela Island Records, a estreia do artista leva o ouvinte a uma jornada onde romance e perda são &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36554" aria-describedby="caption-attachment-36554" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-800x790.png" alt="No centro da imagem, um pequeno barco navega em direção ao horizonte. Está cercado por águas escuras que contrastam com o céu em tons rosados. A luz do céu reflete ao redor do barco em um leve tom amarelado. O barco está vazio." width="800" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-800x790.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-1024x1012.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-768x759.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36554" class="wp-caption-text">“Você ficará comigo? / Enquanto eu viro pó? / Quando você contar a história deles / Diga que eu fui amado” (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tudo o que você ama estivesse fadado a desaparecer, ainda assim você escolheria amar? Esse é o questionamento que segue Vincent Lima em </span><i><span style="font-weight: 400;">To Love a Thing That Fades</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado em setembro de 2025 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, a estreia do artista leva o ouvinte a uma jornada onde romance e perda são separados por uma linha tênue, que tende a desaparecer com cada passo em direção ao futuro ou ao passado. Com 15 faixas, o álbum se destaca dentro do cenário atual da música </span><a href="https://www.sabra.org.br/site/musica-folk/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente por explorar as nuances emocionais da vida. Acima de tudo, apresenta uma história repleta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, sensibilidade, amor e a luta silenciosa contra a inevitabilidade do destino.</span><span id="more-36552"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua trajetória, o cantor estadunidense desenvolveu uma estética sonora e vocal que privilegia o compartilhamento das emoções. Na obra, essa fórmula é aprofundada de forma positiva por meio da narrativa que espelha o mito de </span><a href="https://www.thecollector.com/orpheus-eurydice-story/"><span style="font-weight: 400;">Orfeu e Eurídice</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na mitologia grega, Orfeu, um músico com talentos sobrenaturais, faz uma jornada ao submundo em busca de sua amada Eurídice, que morreu prematuramente. Hades, o rei do local, se comove por sua música e permite que Orfeu a leve de volta, com a condição de que ele não pode olhar para trás durante o retorno ao seu destino. Vencido pela dúvida, Orfeu olha para trás, vê Eurídice e a perde para sempre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção reflete a inevitável tragédia que cerca a temática e idealiza o ponto de vista de Orfeu, explorando os momentos simbólicos nos quais esperança, medo e coragem andam juntos e definem cada decisão. Nessa </span><a href="https://projetoitaca.com.br/musica/"><span style="font-weight: 400;">atmosfera mitológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dramática, o ouvinte é absorvido pela intensa ficção e acompanha em primeira mão a nova abordagem de Lima para a lenda. Ele o reimagina com delicadeza e, ao assumir a perspectiva do herói grego, cria uma estética repleta de contrastes físicos e sentimentais.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Vincent Lima - To Love A Thing That Fades (Album Trailer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bD3JOjzJbt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada faixa foi construída para integrar o conjunto, e apesar de serem similares em temática e estilo, contribuem individualmente para a </span><a href="https://gazetafm.com.br/noticias/cancoes-transformadas-em-narrativas-cinematograficas/"><span style="font-weight: 400;">narrativa contínua</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar das referências específicas e nichadas, a escrita permite que o público que não tem familiaridade ou conhecimento de mitologia grega absorva a história e se conecte emocionalmente. Outro ponto alto da produção é a composição sonora. Com o uso expressivo do violoncelo, violão, bateria e violino, tradicionais no </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resultado final é marcante e dinâmico. Em sincronia com as técnicas vocais que transmitem a visceralidade na voz, a urgência e a devoção de Lima, ouvir a obra completa é como apreciar uma história contada ao redor de uma </span><a href="https://lingopie.com/blog/best-camping-movies/"><span style="font-weight: 400;">fogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">. É imersivo, íntimo e comovente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura </span><a href="https://youtu.be/ERywBkTnrvI?si=W7uIQIl1kSPgLKF5"><span style="font-weight: 400;">Orpheus</span></a> <span style="font-weight: 400;">já define o tom do álbum com uma interpretação potente e sincera, sintetizando o estilo musical e lírico do compositor. O cenário sombrio sustenta o reconto e dá vida ao conflito entre realidade e memórias, assim como entre o que está presente e o que não pode ser recuperado. Em </span><a href="https://youtu.be/OaIApMc9Mmw?si=vSccVQfQK1PnFFA4"><span style="font-weight: 400;">Eurydice</span></a><span style="font-weight: 400;">, o piano ganha protagonismo e os elementos </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-2a-temporada-de-ruptura/"><span style="font-weight: 400;">mitológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam mais evidentes. A forma como ficção e experiências reais se entrelaçam torna a narrativa identificável para o público. A fragilidade e veneração presentes na faixa remetem à produção de artistas como </span><a href="https://youtu.be/Yj4H_-VOceM?si=5iXBb6Ugfsfz-oRG"><span style="font-weight: 400;">Hozier</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas com o toque pessoal de Lima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de </span><a href="https://youtu.be/aJzT6ccjVUo?si=_l1GJ7vjT492PAHG"><i><span style="font-weight: 400;">In The Cold</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco explora as inseguranças dentro de um relacionamento, o luto pela juventude perdida e as dificuldades de amar sob condições adversas, usando o frio como metáfora para o afastamento e a ausência. Por sua vez, </span><a href="https://youtu.be/hjSglQZSSPw?si=rVVAG9MKJmPslt6N"><i><span style="font-weight: 400;">The Fire</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revela traumas e traz o contraponto de que amor não é salvação, é uma luta diária como uma caminhada pelo fogo, que apesar de machucar, mantém a chama acesa. Em </span><a href="https://youtu.be/NqPDfhkj4uo?si=EcTSETO7ysYqcCdL"><i><span style="font-weight: 400;">The Only Thing Left</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esperança e desespero são o foco quando duas almas se unem em meio à ruína e se perguntam quando serão destruídas também. A entrega mútua é o último refúgio antes da inevitável tragédia e, de fato, uma das faixas mais notáveis e significativas do álbum. </span></p>
<figure id="attachment_36553" aria-describedby="caption-attachment-36553" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36553" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-686x800.jpg" alt="Um homem branco de cabelos castanhos curtos está sentado tocando piano e cantando. Não é possível ver seu rosto inteiro, apenas o perfil. Ele usa uma jaqueta escura que reflete a luz de um abajur amarelo e das luzes do palco ao fundo. Ele está inclinado para o microfone a sua frente. As luzes trazem um tom laranja e amarelo para a imagem. " width="686" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-686x800.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-878x1024.jpg 878w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-768x896.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3.jpg 954w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36553" class="wp-caption-text">“Porque você ficou de pé e me abraçou enquanto tudo queimava / Agora estou a um dia de distância do pior dia da Terra” (Foto: Steven Nguyen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o disco avança, a tensão aumenta sem romper a coesão construída. Faixas como </span><a href="https://youtu.be/2kUFqvGaLrk?si=xd1R4OLo0WxhguZp"><i><span style="font-weight: 400;">Dance Here Slowly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/eFIXoGXqO6M?si=gqH4NWxZDDl3jfcE"><i><span style="font-weight: 400;">Captured</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">desenrolam a história de forma lenta, representando um momento de silêncio antes de uma tempestade. Apesar de serem menos impactantes, contribuem para o drama e para a ambientação adequada. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fair To You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nas faixas que marcam a metade da obra, surgem referências ao mito de Ícaro que traz à tona a fragilidade emocional humana e explora o amor como uma âncora estável em tempos difíceis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas últimas canções, a dor e a vulnerabilidade são essenciais e criam uma atmosfera de devastação e de amor que ultrapassa as barreiras do espaço e tempo. Entre dúvidas e perdas, </span><a href="https://youtu.be/hgaWbMkwnTM?si=E5KjXeJ6PBiZhSvd"><i><span style="font-weight: 400;">The End of Eurydice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o ápice da tragédia e representa o fim da história de Orfeu e Eurídice. A partir desse ponto, o narrador na forma de Orfeu percebe que deseja reescrever a história, porém não consegue e se concentra em não deixar a memória de seu amor desaparecer também. A jornada é encerrada em </span><a href="https://youtu.be/iaFD76MvoJc?si=6fGF9A8nA7OCJDqs"><i><span style="font-weight: 400;">Inner Peace</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/r2PADhX2Oks?si=Qi_O_w5mGmgGD2NE"><i><span style="font-weight: 400;">Charon Retires</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que refletem a derrota, a paz interna e resignação serena, enquanto </span><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11835/caronte/"><span style="font-weight: 400;">Caronte</span></a><span style="font-weight: 400;">, o barqueiro do submundo, sorri e carrega as almas dos mortos pelo mar. O ciclo se fecha como uma respiração profunda que reflete alívio e contemplação.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Vincent Lima - Fair To You (Live from Dark Horse Studio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JZAr7rgXh4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma construção minuciosa de sonoridades e letras que dialogam entre si com naturalidade. A produção é coesa e sensível, sendo possível sentir e absorver cada parte do conjunto. A mitologia foi retratada com uma </span><a href="https://youtu.be/PMcrsIc_K_I?si=i_u8xj9SVvr7kHl6"><span style="font-weight: 400;">autenticidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">que mistura referências clássicas a partir de experiências pessoais de forma agradável. Por meio das composições que trabalham diversos aspectos, o disco tenta entender o sentido de tudo em uma epifania, mesmo que seja uma missão impossível. Afinal, há complexidades e catástrofes até no mais lindo dos amores.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">To Love a Thing That Fades</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas visita uma antiga história. A produção exibe a caminhada em uma estrada devastadora em busca daquilo que se perdeu. Com honestidade brutal e um trabalho que respeita cada nuance das emoções, Vincent Lima entrega uma experiência que vai além do </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">tradicional. É um convite para aproveitar a jornada ao </span><a href="https://exame.com/revista-exame/passado-e-presente/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, aceitar as tragédias e ainda assim encontrar beleza e paz no caminho de volta. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: To Love A Thing That Fades" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1mBprt4SXV2ih1O6HVRbUK?si=zPK6PNMcS4m4hoDWwbRCjw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Lar reconstrói o conceito de família e traz à luz histórias que o mundo insiste em esquecer</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 13:00:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Você já se questionou sobre o significado de ‘lar’ e o que ele representa para cada pessoa? Ou talvez sobre como cada família constrói sua própria forma de amor através de suas peculiaridades? Em Lar, documentário de Leandro Wenceslau, essa pergunta ganha corpo e emoção. Distribuído pela Embaúba Filmes, o longa acompanha o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-lar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Lar reconstrói o conceito de família e traz à luz histórias que o mundo insiste em esquecer"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36289" aria-describedby="caption-attachment-36289" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-800x414.png" alt="Quatro pessoas estão sentadas em volta de uma mesa de café da manhã. Ao lado esquerdo, há um homem com camiseta branca e um jovem adulto de camiseta preta. Do lado oposto da mesa, há um menino com camiseta preta e um homem de camiseta salmão. Todos estão com expressões felizes e encaram a criança mais nova, sentada à ponta direita. Em cima da mesa há uma bacia de pipoca, pão de queijo, garrafa de café, caixa de leite, pratos e canecas. " width="800" height="414" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-800x414.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-1024x530.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-768x398.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-1536x796.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10-1200x622.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-10.png 1919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36289" class="wp-caption-text">Em Lar, o amor não segue fórmulas pré-estabelecidas pela sociedade (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já se questionou sobre o significado de ‘lar’ e o que ele representa para cada pessoa? Ou talvez sobre como cada família constrói sua própria forma de amor através de suas peculiaridades? Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lar</span></i><span style="font-weight: 400;">, documentário de Leandro Wenceslau, essa pergunta ganha corpo e emoção. Distribuído pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Embaúba Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa acompanha o cotidiano de três famílias </span><a href="https://personaunesp.com.br/coracoes-jovens-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, sob a perspectiva dos filhos, retrata a complexidade dos laços familiares com delicadeza, realismo e profundidade, tornando-se identificável para grande parte do público brasileiro.</span></p>
<p><span id="more-36288"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noções de família estão em constante mutação. Novas configurações de relações domésticas surgem a partir do afeto e da convivência e, ao longo do tempo, têm se consolidado como parte legítima da sociedade brasileira. Ainda assim, a presença desses núcleos nas produções audiovisuais continua sendo rara, e é nesse contexto que a obra se destaca. Ao ampliar o olhar sobre o que significa pertencer e amar, o filme mostra que sempre há espaço para o amor em suas mais </span><a href="https://www.cafehistoria.com.br/o-homossexual-no-cinema-o-dilema-da-representacao/"><span style="font-weight: 400;">diversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> formas. O acompanhamento dos grupos </span><a href="https://cidadecult.com.br/?p=14776"><span style="font-weight: 400;">familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Sarah (Sarah Siqueira), Hael (Hael Machado Pontela) e Wallace (Wallace Félix) revela a história de três crianças que vivenciaram traumas e resistiram, enquanto sonhavam com futuros melhores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Questões como o uso de álcool, o abandono, a discriminação e os processos de </span><a href="https://www.pontesdeamor.org.br/portal/pos-adocao-um-ato-de-amor/"><span style="font-weight: 400;">adoção</span></a><span style="font-weight: 400;"> atravessam as narrativas, compondo um mosaico de experiências que expõem as cicatrizes e revelam as delicadas reconstruções do afeto. Ao longo da produção, Wenceslau também se vê diante de suas próprias perdas, desafios e memórias, inserindo-se no longa não apenas como observador, mas como alguém que busca compreender o conceito de pertencimento. O resultado é um retrato humano e sensível, em que o pessoal e o coletivo se entrelaçam de forma orgânica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lar </span></i><span style="font-weight: 400;">acolhe como um abraço que diz muito mesmo no silêncio.</span></p>
<figure id="attachment_36291" aria-describedby="caption-attachment-36291" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-800x419.png" alt="Duas mulheres estão sentadas em uma cama. A direita está a mais velha, com cabelos cacheados castanhos e com luzes. A esquerda está a adolescente que tem cabelos lisos castanho escuros. Ambas encaram o celular que está na mão da mais nova. Um cachorro caramelo está deitado nos braços da mulher mais velha e um gato cinza repousa aos pés da cama. Ao fundo, há uma cortina branca e dourada. É possível ver na parte superior a luz através das cortinas." width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1024x537.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1536x805.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1200x629.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8.png 1919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36291" class="wp-caption-text">“Família é isso: era um compromisso de amor e cuidado, mesmo quando desafia as conveniências e os padrões” (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos mais tocantes é a forma como o documentário aborda a culpa que assombra os jovens que vivem em abrigos e a sensação de que foram responsáveis pela ausência do </span><a href="https://personaunesp.com.br/carvao-critica/"><span style="font-weight: 400;">núcleo familiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou pelo abandono. Ao revisitar crianças e adolescentes que foram adotados ou enfrentaram problemas pessoais, o longa apresenta uma nova camada da história. As dúvidas e os ‘e se’ que permeiam essas histórias ganham força e tornam-se parte da narrativa. E se não tivessem sido adotados? E se não tivessem apoio hoje? Essas perguntas ecoam, trazendo uma nova camada de reflexão sobre pertencimento, perda e reconstrução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, a estética exala a </span><a href="https://gente.globo.com/estudo-brasilidade/"><span style="font-weight: 400;">brasilidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">de cada vínculo e contexto social. A câmara analógica, que marca presença no início e no final, contribui para a ambientação memorialística e emocional. O trabalho de Ícaro Moreno, diretor de fotografia, registra com ternura o dia a dia das famílias, desde as brincadeiras até as tarefas de casa, criando uma harmonia que aproxima o espectador dos personagens. É como se todos estivessem imersos na mesma rotina, compartilhando gestos, silêncios e redescobrindo juntos o significado de lar.</span></p>
<figure id="attachment_36290" aria-describedby="caption-attachment-36290" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36290" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-800x419.png" alt="Há uma grande área verde plana com uma trave de madeira no centro. Ao fundo há muitas árvores e vegetação densa. Ao lado do gol, uma criança segura a bola de futebol com os pés enquanto encara a trave. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-1024x536.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-768x402.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-1536x804.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8-1200x628.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-8.png 1919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36290" class="wp-caption-text">Explorando laços afetivos, Lar dá voz a histórias que raramente chegam às telas (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um trabalho íntimo e significativo, a </span><a href="https://www.aicinema.com.br/por-que-a-trilha-sonora-no-cinema-faz-toda-a-diferenca-entenda/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a edição de som de Matheus Fleming se destacam. A música, ou o silêncio que a substitui de forma precisa, evidencia os sons ambientes e os ruídos da vida real, aproximando o público dessa realidade. É no som da água corrente e dos pássaros cantando que a obra se solidifica. Entre as vidas que se tocam, erram e aprendem, a narrativa ganha força e, através da escuta sensível, explora o cotidiano dos grupos. Apesar de se estender além do necessário, o ritmo se mantém estável e conduz o espectador com leveza até o desfecho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desafiando convenções e padrões, Wenceslau redefine o conceito de lar sem seguir fórmulas pré-determinadas, apenas guiado pela empatia e pela verdade. Por meio de seu olhar para essas famílias, o cineasta glorifica a beleza que há na vida real e na simplicidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lar </span></i><span style="font-weight: 400;">é, acima de tudo, um gesto de resistência e ternura. É um lembrete de que cada pessoa é formada por afeto, feridas e resiliência, e de que o amor não precisa seguir </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/06/de-estereotipado-a-protagonista-de-dramas-existenciais-como-personagens-lgbt-evoluiram-no-cinema-clxwexcz100a301g1z8qcbtcx.html"><span style="font-weight: 400;">rótulos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para existir, crescer e prosperar abundantemente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lar | trailer oficial | 13 de novembro nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/d7QqOQppPuQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Estante do Persona – Outubro de 2025</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que é o terror? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O horror literário fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Outubro de 2025"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36090" aria-describedby="caption-attachment-36090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png" alt="Na ilustração, em um fundo roxo com teias de aranha, há uma prateleira branca com 5 livros em tons de laranja. Da esquerda para a direita, há um livro na vertical, em pé, com um olho vermelho, com um play dentro da íris, estampado. O livro está entreaberto. No topo da imagem, no centro, há o mesmo olho. Na direita, há 4 livros, três deitados e um em pé, apoiado nos que estão na horizontal. De baix para cima, está escrito na lombada do primeiro &quot;outubro de 2025&quot;, do segundo &quot;persona&quot; com um troféu do símbolo do olho em dourado no canto esquerdo e no último &quot;estante do&quot;. O livro na vertical possui capa laranja e nada escrito na capa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36090" class="wp-caption-text">Entre passagens de tirar o fôlego e clássicos da literatura de Terror, o Estante de outubro garante aos leitores um Halloween inesquecível (Arte: Maria Fernanda Beneton/Texto de abertura: Bianca Costa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é o </span><a href="https://blog.jamboeditora.com.br/terror-genero-favorito/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O </span><a href="https://www.infoescola.com/generos-literarios/horror/"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É possível que a história de uma página seja mais assustadora que a realidade que nos cerca?</span></p>
<p><span id="more-36085"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Estante</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta para te fazer roer as unhas. Com o mês do horror terminando, o Persona te convida a entrar no clima de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">e se perder em um suspense horripilante, daqueles que prende o fôlego. A literatura de </span><a href="https://www.editorawish.com.br/blogs/novidades/horror-x-terror-qual-a-diferenca?srsltid=AfmBOopwFqgZ-jUrC-fP3JVXD_12jnSGSW4Qyh_20WyuDetJOYOLV6de"><span style="font-weight: 400;">terror e horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi mais do que um simples susto: é devorar um livro com o coração acelerado, virar a página sem perceber a hora e o desespero para chegar ao final. Desde as primeiras histórias contadas, o medo habita a imaginação humana, mudando de forma a cada século. Já foi castigo, já foi delírio, já foi profecia. Hoje, é o espelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://baquaraneurotico.wordpress.com/2018/10/30/uma-breve-historia-da-literatura-de-horror/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu junto do impulso de narrar. O horror literário sempre refletiu aquilo que o ser humano mais teme enxergar: a si mesmo. O que antes se escondia em florestas e castelos agora vive entre becos úmidos, escritórios silenciosos e janelas que jamais se abrem. O terror moderno dispensa trovões, mas basta o som repetido de um relógio, o arranhar de unhas na madeira, o eco de passos no corredor para acender o pavor. O medo se tornou íntimo, cotidiano, palpável. O monstro, agora, veste a nossa pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas páginas, o horror observa o banal e o devolve distorcido. Uma sombra alongada demais, um reflexo que se move depois de você. Ele revela o que apodrece por baixo da normalidade e lembra que o real é sempre mais estranho do que parece. Há quem diga que o inferno é uma invenção distante, porém Alan Moore e Eddie Campbell o desenharam com bisturis e delírios em </span><a href="https://www.veneta.com.br/shop/do-inferno-305"><i><span style="font-weight: 400;">Do Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Ana Paula Maia o construiu com carne, suor e trabalho em </span><a href="https://www.record.com.br/produto/assim-na-terra-como-embaixo-da-terra/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim na Terra como Embaixo da Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e Stephen King o fez explodir de dentro de uma garota que só queria ser aceita em </span><a href="https://n.companhiadasletras.com.br/livro/9788581050362/carrie-a-estranha"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Poe, por sua vez, nos ensinou que às vezes basta um gato, ou uma culpa, para enlouquecer em</span> <a href="https://www.martinclaret.com.br/produtos/o-gato-preto-em-quadrinhos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E, em algum beco de Londres, Jack ainda caminha, invisível, entre as vozes e a névoa em</span><a href="https://www.darksidebooks.com.br/rastro-de-sangue-jack-o-estripador/p"> <i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue: Jack, O Estripador.</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do castigo divino ao crime urbano, o terror se reinventa, mas nunca desaparece. Ele muda de máscara, muda de época, muda de tom, e ainda assim continua a mesma coisa: o retrato fiel daquilo que tentamos esconder. É uma lente que amplia o desconforto e um espelho que devolve o rosto deformado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, o Estante de outubro adentra esse espaço entre o real e o delírio: o medo ganha textura, cheiro e voz com as indicações dos nossos redatores. Os próximos parágrafos não prometem consolo, mas garantem companhia e uma leitura atenta, na qual até tirar os olhos das páginas é arriscado demais. Só um aviso antes de começar: se ouvir algum barulho vindo de trás, não olhe. Provavelmente é só o vento. Provavelmente.</span></p>
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<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Alan Moore e Eddie Campbell – Do Inferno (592 páginas, Editora Veneta)</b></p>
<figure id="attachment_36093" aria-describedby="caption-attachment-36093" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/capa_do_inferno_1410-1.jpg" alt="A capa da história em quadrinhos &quot;Do Inferno&quot; possui um desenho em tons de cinza de uma caixa torácica humana rasgada horizontalmente por quatro faixas de papel vermelho vivo. O título, DO INFERNO, está em letras pretas grandes na primeira faixa vermelha, e os nomes dos autores, ALAN MOORE &amp; EDDIE CAMPBELL, aparecem logo abaixo em letras pretas menores na segunda faixa." width="600" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-36093" class="wp-caption-text">Do Inferno é vencedora de 5 prêmios Eisner e garantiu a seu autor, Alan Moore, 3 anos consecutivos o prêmio de melhor roteirista entre 1995-1997 (Foto: Editora Veneta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“<i>Do Inferno</i>” ocupa os primeiros lugares nas listas dos leitores de Alan Moore, junto a <i>Watchmen</i>, <i>V de Vingança</i>, <i>Monstro do Pântano</i> e tantos outros. Mesmo assim, ao ler a sinopse, é fácil pensar: “O que tem de tão especial em outra versão de Jack, o Estripador?” Talvez o mais interessante esteja no mundo em que a história se passa. E não, não é a ambientação neogótica da Inglaterra vitoriana, com noites soturnas e um preto marcante que persegue o leitor em cada página; ao recuar, a escuridão prepara-se para encarnar figuras igualmente macabras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, o que há de tão interessante para uma leitura de quase 600 páginas? A resposta está na pergunta que reside na penumbra da obra: “O que é o mal?” Alan Moore apresenta um mal macabro, soturno e encarnado, que também reside nos corações dos que o enxergam e, em certa medida, anseiam encontrá-lo. No deslizar das páginas pretas e brancas, o leitor se pega a todo momento ansioso, desejoso e esperançoso para contemplar as diversas faces daquilo que deveria permanecer sigiloso a todos: nossos desejos mais perversos, escondidos em entranhas escuras, e as diferentes formas de ver um mal radicalmente humano – tão visceral que o ocultamos, dizendo ser próprio apenas do Inferno.</span><b> – Pedro Domênico</b></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><b>Ana Paula Maia – </b><b>Assim na Terra como embaixo da Terra (144 páginas, Editora Record)</b></p>
<figure id="attachment_36094" aria-describedby="caption-attachment-36094" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg" alt="A capa do livro Assim na Terra como embaixo da Terra é branca possui a ilustração de um javali em preto, que parte do canto superior direito e ocupa grande parte do retângulo. O título da obra aparece em letras espremidas, ocupando o canto inferior esquerdo ao lado do nome da autora, Ana Paula Maia, no canto inferior direito. Ambos também escritos em preto." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-36094" class="wp-caption-text">Em 2018 a escritora venceu o prêmio São Paulo de Literatura com a obra Assim na Terra como embaixo dela (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Maia é uma escritora brasileira que ganhou destaque na literatura nacional por suas histórias sempre aterrorizantes envolvendo violências e questionamentos, principalmente sobre pautas de negligência social. E nessa narrativa, por meio de uma escrita fluída e cativante, a autora convida o leitor a conhecer o ambiente claustrofóbico de uma colônia penal decadente prestes a ser desativada, e que abriga os criminosos que o Estado buscou esquecer. Lá dentro, os personagens estão sob o comando de um oficial que perdeu a sanidade por conta do isolamento, e o perigo e a aflição os rondam constantemente, além da fuga parecer impossível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de sua escrita,  a autora cria uma experiência na qual a tensão e o desconforto só se agravam com o passar das páginas, e cada descoberta sobre o real intuito da instituição contribui  para prender a atenção do público do início ao fim. Além disso, o texto não dá sossego um segundo sequer, já que a ameaça não cessa e é perceptível que, naquele lugar onde os corpos são privados de sua humanidade, não há salvação ou esperança nem através da suposta liberdade.</span><b> – Luana Corrêa</b></p>
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<p><b>Stephen King – Carrie, a estranha (208 páginas, Editora Suma)</b></p>
<figure id="attachment_36102" aria-describedby="caption-attachment-36102" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg" alt="A capa do livro Carrie, de Stephen King, tem um fundo rosa-escuro com manchas e gotas de sangue escorrendo. No centro, aparece o rosto de uma garota com olhar sério e traços de sangue no rosto, criando um clima assustador. O nome do autor está escrito em letras grandes e brancas na parte de cima, e o título Carrie aparece em branco na parte de baixo. A imagem passa uma sensação de mistério e terror, combinando com a história do livro." width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x1119.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-1055x1536.jpg 1055w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-36102" class="wp-caption-text">A obra de estreia do mestre do terror representa um marco inovador, sendo um dos romances mais impactantes de todos os tempos (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrado de forma fragmentada e com tom quase documental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro livro de Stephen King, publicado em 1974, combina trechos de jornais e entrevistas para reconstruir a trágica história de Carrie White. Tímida e introvertida, a adolescente é alvo constante de humilhações por parte dos colegas e vive sob a opressão da mãe, Margaret, uma fanática religiosa. Tudo muda, porém, após um episódio traumático na escola (quando a protagonista tem sua primeira menstruação e é cruelmente ridicularizada pelas outras meninas): ela descobre possuir poderes de telecinesia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme o bullying e a opressão aumentam, esses poderes crescem junto com a raiva e o desespero dela, culminando em um baile de formatura trágico e inesquecível, que se tornou um dos momentos mais icônicos da literatura e do cinema de terror. O impacto da obra foi tão grande que abriu caminho para uma série de outras adaptações baseadas nas obras de King, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It: A Coisa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">À Espera de um Milagre</span></i><span style="font-weight: 400;">, que continuaram a explorar, cada uma à sua maneira, os medos, traumas e conflitos que assombram a condição humana. </span><b>– Nathalia Helen</b></p>
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<figure id="attachment_36086" aria-describedby="caption-attachment-36086" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Jack-o-estripador-Kerri-Maniscalco.png" alt="Imagem da capa do livro Jack, o Estripador de Kerri Maniscalco. Há um fundo escuro em tons de preto e cinza com nuvens. No centro, há uma mulher branca com vestido vitoriano verde escuro e luvas rendadas pretas, segurando uma adaga prateada. Ela usa um colar com pedra vermelha, tem cabelos castanhos e lábios pintados de vermelho. Na parte inferior, intrínseco ao vestido, aparecem prédios antigos de Londres envoltos em névoa. O título, o nome da série “Rastro de Sangue”, da editora e da autora ocupam a metade inferior da imagem." width="471" height="708" /><figcaption id="caption-attachment-36086" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Kerri Maniscalco explora um dos mistérios mais sombrios do Século XIX e apresenta uma heroína que desafia o impossível (Foto: DarkSide Books)</figcaption></figure>
<p><b>Kerri Maniscalco &#8211; Jack, o Estripador (354 páginas, DarkSide Books)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Londres na </span><a href="https://personaunesp.com.br/autoras-horror-era-vitoriana-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Era Vitoriana</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha Audrey Rose Wadsworth, uma jovem investigadora dedicada à medicina forense. Desafiando a vontade de seu pai e as expectativas da sociedade sobre como uma mulher deveria se portar, ela realiza autópsias no laboratório do tio e, de repente, se envolve em um dos crimes mais brutais que assombram a cidade. Na companhia de Thomas Cresswell, aprendiz de seu tio, Audrey Rose embarca na perigosa investigação na esperança de resolver o caso antes que novas vítimas sejam feitas. Entre ciência forense, suspense psicológico e a constante sensação de perigo, o mistério está cada vez mais perto de ser revelado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jack, o Estripador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro da série e estabelece a construção psicológica e narrativa que se mantém constante ao longo das obras. Com uma ambientação sombria e um </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/130-anos-depois-identidade-de-jack-o-estripador-pode-ter-sido-desevendada.phtml"><span style="font-weight: 400;">crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossível de ser resolvido, o livro explora relações familiares e sociais complexas, motivações sinistras e tragédias arrebatadoras. Ao longo da história, Audrey Rose e Thomas se aventuram em diferentes lugares e cruzam caminho com outras figuras históricas do período, como Príncipe Drácula, Harry Houdini e H. H. Holmes. Além disso, abre espaço para pitadas de um romance fadado pelo destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra mantém um equilíbrio perfeito entre elegância e crueldade. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">corsets</span></i><span style="font-weight: 400;">, festas do chá e um jogo de gato e rato, a narrativa entrelaça o suspense com o cotidiano da época. Embora foque na parte forense, com análises detalhadas de cada procedimento técnico, o livro oferece uma visão única do infame caso </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/true-crime-a-ascensao-do-genero-na-literatura-e-nos-streamings/"><span style="font-weight: 400;">não resolvido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ilustrações </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> e macabras mergulham o leitor na narrativa, enquanto a atmosfera gótica e os personagens astutos tornam tudo envolvente. Analisar as pistas enquanto tenta adivinhar o assassino antes dos detetives torna a leitura surpreendentemente agradável e cativante. <b>– </b></span><b>Vitória Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_36087" aria-describedby="caption-attachment-36087" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg" alt="Foto da capa do livro O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários, de Edgar Allan Poe. O fundo é escuro, com tons de cinza e preto, além de possuir a face de um gato desenhado. No canto superior esquerdo, há a silhueta de um gato preto sentado, e na letra “A” de “Edgar”, do título, surgem traços que imitam bigodes. O nome do autor, “Edgar Allan Poe”, aparece em letras grandes e amarelas no centro da imagem. Abaixo, em letras brancas ornamentadas, lê-se “O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários”. No rodapé, está o logotipo da editora Camelot." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-36087" class="wp-caption-text">O Gato Preto foi publicado em 1843 (Foto: Camelot Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Edgar Allan Poe &#8211; O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários (160 páginas, Camelot Editora)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos contos mais conhecidos de </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/serie-a-queda-da-casa-de-usher-para-maratonar-na-netflix-com-poucos-episodios-de-edgar-allan-poe_a410614/1"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e talvez o que melhor define o horror psicológico do autor. A história acompanha um homem comum que, afundado no álcool, começa a maltratar os animais que antes amava, até que sua fúria o leva a um ato irreversível. O que se segue é o peso da culpa e a paranoia de que algo, ou alguém, ainda o observa. Poe não precisa de fantasmas nem de castigos divinos para causar medo, basta a mente humana em colapso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto é uma leitura curta e de ritmo acelerado. Cada ação do narrador tem uma consequência imediata, e o terror surge da frieza com que ele descreve suas próprias atrocidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-dia-um-gato-60-anos/"><span style="font-weight: 400;">O gato</span></a><span style="font-weight: 400;">, símbolo de tudo o que ele tenta esquecer, retorna como a lembrança assombrosa de que a culpa sempre encontra um jeito de ser ouvida. É justamente o fato de haver algo inevitável no percurso do personagem que torna o desfecho tão perturbador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado para quem busca um clássico acessível e envolvente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma porta de entrada perfeita para as obras de Poe e para o </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2025/10/um-ano-sem-verao-como-uma-catastrofe-climatica-ajudou-a-dar-origem-a-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XIX. O cerne está na ideia de que o verdadeiro terror nasce dentro de casa, quando o instinto grita mais alto que a razão e a consciência já não consegue silenciar seus próprios erros. <b>– </b></span><b>Eduardo Dragoneti Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_36088" aria-describedby="caption-attachment-36088" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36088 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png" alt="Foto da capa do livro “Rebecca”, de Daphne du Maurier. O fundo é preto com moldura decorativa fina em linhas brancas. O nome da autora aparece na parte superior, em letras grandes, brancas, com estilo tipográfico ornamentado. Logo abaixo, o título “Rebeca” está escrito em letras grandes e sinuosas, na cor rosa forte. À esquerda, acima do título, há a silhueta de uma mulher de perfil, também em rosa, com cabelos presos em coque. Galhos de árvores secos, em cinza claro, se espalham pelo fundo. Na parte inferior direita, há a ilustração de uma mansão antiga com janelas pequenas e detalhes arquitetônicos góticos, desenhada em cinza. Na base da capa, centralizado, aparece o nome da editora “DarkSide” em letras pequenas brancas." width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca.png 589w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-36088" class="wp-caption-text">Um clássico que prova que fantasmas podem ser apenas memórias que não aceitam morrer (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Daphne du Maurier &#8211; Rebecca (448 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora britânica </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/daphne-du-maurier-a-autora-de-rebecca-que-foi-de-hitchcock-a-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Daphne du Maurier</span></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente sabe prender a atenção de seus leitores em suas obras. No romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebecca</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escritora cria uma atmosfera tão imersiva que torna difícil se afastar da história. O livro narra a jornada de uma jovem mulher que, após se casar com o misterioso viúvo Maxim de Winter, muda-se para a imponente mansão Manderley. A protagonista se vê rapidamente envolvida pelo fantasma da antiga esposa de Maxim, a lendária Rebecca, cuja presença continua a dominar todos os espaços e silêncios da casa. Nada é dito abertamente, mas tudo parece sussurrar o nome dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Du Maurier constrói uma narrativa onde insegurança, amor e memória se misturam como sombras que se alongam ao entardecer. Há algo de cruel e fascinante em observar a protagonista tentando descobrir quem ela é em meio a tantos vestígios de alguém perfeito demais para existir. O suspense cresce devagar, quase como um desconforto íntimo, e quando percebemos já estamos tão enredados quanto ela. </span><a href="https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/quem-foi-rebecca/"><span style="font-weight: 400;">Manderley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca se revela por completo, e talvez seja exatamente essa névoa que torna a experiência tão inesquecível. <b>– </b></span><b> Débora Munhoz</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36089" aria-describedby="caption-attachment-36089" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg" alt="Foto da capa do livro “Ilha do Medo”, de Dennis Lehane. A imagem mostra o rosto de um homem branco em close, com expressão séria e olhar fixo, parcialmente iluminado pela chama de um fósforo que ele segura diante do rosto. Na parte inferior da capa, vê-se uma ilha isolada cercada pelo mar revolto, onde se destaca um grande prédio sombrio, o hospital psiquiátrico que ambienta a história. O título “ILHA DO MEDO” aparece em letras maiúsculas e alaranjadas, com textura metálica e um leve brilho, logo abaixo da imagem da ilha. Acima, em letras pequenas e vermelhas, está a frase “O medo é contagioso.” Na parte inferior, à direita, o logotipo da editora Companhia das Letras é acompanhado da informação “Originalmente publicado como Paciente 67”" width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 666w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-36089" class="wp-caption-text">Um suspense sombrio onde a chama da verdade é tão perigosa quanto a escuridão que a cerca (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Dennis Lehane &#8211; </b><b><i>Ilha do Medo</i></b><b> (352 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ler </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ilha-do-medo-20342247"><i><span style="font-weight: 400;">Ilha do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é como embarcar em uma viagem sem retorno à mente humana e ao que ela é capaz de esconder. Dennis Lehane constrói um suspense psicológico de tirar o fôlego, daqueles que fazem a gente duvidar até das próprias certezas. Tudo começa quando o agente federal Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule são enviados a </span><i><span style="font-weight: 400;">Shutter Island</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ilha isolada onde funciona um hospital psiquiátrico para criminosos. A missão, de começo, parece simples: investigar o desaparecimento de uma paciente. Mas, à medida que a investigação avança, fica claro que nada ali é o que parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera criada por </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000136084/"><span style="font-weight: 400;">Lehane</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sufocante. A cada página, a tensão cresce, e nós, leitores, somos arrastados para o mesmo estado de confusão e paranoia que consome o protagonista. Os detalhes, as falas e os silêncios carregam significados ocultos que só fazem sentido quando tudo se revela. É o tipo de leitura que te faz virar páginas compulsivamente, e ao final, te obriga a repensar tudo o que achava saber. <b>– </b> </span><b>Ryan Rodrigues</b></p>
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		<title>Em Sunflowers and Leather, Jonah Kagen deixa sua marca e busca pelo legado</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 13:00:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Já pensou em como seria a vida se você deixasse tudo para trás, entrasse em um trailer e desaparecesse no mundo? Jonah Kagen não só fez isso como também transformou essa experiência em Sunflowers and Leather, seu primeiro álbum de estúdio. Lançada em setembro pela Arista Records, uma divisão da Sony Music Entertainment, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sunflowers-and-leather-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Sunflowers and Leather, Jonah Kagen deixa sua marca e busca pelo legado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35893" aria-describedby="caption-attachment-35893" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-800x790.png" alt="Capa do álbum Sunflowers and Leather. Um trailer prateado está estacionado em um campo escuro sob um céu noturno profundo. O interior do veículo está iluminado com luz amarela e faz um contraste com o céu azul intenso. A lua brilha no céu. Ao fundo da paisagem, há montanhas. Na parte inferior, há o nome do artista e o título do álbum em letras amarelas." width="800" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-800x790.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-1024x1012.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-768x759.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35893" class="wp-caption-text">“Nenhuma cicatriz que ficou no meu coração / Foi deixada por um inimigo / Apenas velhas histórias familiares e coisas preciosas / Todas que tiraram o melhor de mim” (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já pensou em como seria a vida se você deixasse tudo para trás, entrasse em um </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">e desaparecesse no mundo? Jonah Kagen não só fez isso como também transformou essa experiência em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunflowers and Leather</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro álbum de estúdio. Lançada em setembro pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Arista Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma divisão da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Music Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção narra uma </span><a href="https://www.onestowatch.com/en/blog/born-on-the-road-jonah-kagens-sunflowers-and-leather-is-an-album-of-old-stories-and-new-beginnings-qa"><span style="font-weight: 400;">jornada de independência</span></a><span style="font-weight: 400;"> geográfica e, principalmente, emocional. Entre medos, aventuras e descobertas, há o esforço constante de aprender a viver e amar, mesmo que signifique se machucar no caminho. Consolidando o público que já o acompanhava nos </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs </span></i><span style="font-weight: 400;">anteriores, o artista surpreende e traz uma nova percepção que une o </span><a href="https://folkdaworld.com/Podcasts/folkalizando-002-como-saber-se-estou-ouvindo-folk-country-bluegrass-ou-americana/"><i><span style="font-weight: 400;">country folk </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">soft country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-35892"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando o contexto de concepção, é como acompanhar uma narrativa e vivenciar a experiência imersiva ao lado do artista, que também produziu o documentário complementar </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunflowers and Leather &#8211; The Field Guide</span></i><span style="font-weight: 400;">. O projeto retrata sua trajetória pessoal e proporciona ao espectador uma apreciação do </span><a href="https://youtu.be/cXhfqFX-GzA?si=nszMq5Awf80uEafp"><span style="font-weight: 400;">processo de criação</span></a><span style="font-weight: 400;">, servindo como braço para a relação com a  obra. Desde suas primeiras composições, o sentimentalismo e a exploração de temas profundos e intrínsecos à natureza humana sempre estiveram presentes. Neste novo trabalho, esses elementos se tornam o foco principal e se mostram ainda mais acentuados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra explora a antítese entre liberdade e limites, dor e beleza, vida e morte, refletida no nome do álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunflowers</span></i><span style="font-weight: 400;">, os girassóis, simbolizam os traços suaves e leves da vida, enquanto L</span><i><span style="font-weight: 400;">eather</span></i><span style="font-weight: 400;">, o couro, representa a dor, as perdas e a morte. Além disso, Jonah reconhece os conflitos internos e aborda autodescoberta, dúvidas religiosas, busca por amor e o desejo de fazer seu eu do passado se orgulhar. Por meio de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-dois-morrem-no-final-critica/"><span style="font-weight: 400;">questionamentos sobre a existência</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ouvinte é levado para uma verdadeira montanha-russa emocional. É, sem dúvida, um disco para ser apreciado com calma e preparado para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/wishbone-confessa-muito-mais-que-sentimentos-e-relata-experiencias-que-conan-gray-antes-deixou-em-branco/"><span style="font-weight: 400;">impacto emocional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que provoca.</span></p>
<figure id="attachment_35894" aria-describedby="caption-attachment-35894" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35894" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-740x800.jpg" alt="Fotografia postada no Instagram de Jonah Kagen. A imagem está em preto e branco. Um homem está sentado na porta aberta de um trailer metálico. Ele está com a cabeça baixa tocando um violão preto. Ele usa uma camiseta branca, jaqueta jeans, calça escura e botas marrons. O interior do trailer está iluminado suavemente e cria um contraste com o exterior escuro." width="740" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-740x800.jpg 740w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-947x1024.jpg 947w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-768x830.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2.jpg 1035w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35894" class="wp-caption-text">“E quando eu morrer, quero que minha vida pareça com céu azul e chuva / Girassóis e couro são o caminho” (Foto: Brenton Giesey)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho se ancora em elementos acústicos para construir uma atmosfera melancólica e contemplativa. Durante 16 faixas, o ouvinte é convidado a se sentar ao lado do cantor e observar uma longa estrada que, mais do que levar a algum lugar, revela tudo que ficou para trás. </span><a href="https://youtu.be/F0d4fCaECiw?si=PJyvYlqYec0S2jq4"><i><span style="font-weight: 400;">When My Ashes Turn White</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre o disco de forma suave, mas impactante ao refletir sobre encontrar as pessoas que um dia perdeu. O compositor é movido pela pergunta de como será lembrado quando tudo terminar e se o que fez em vida será suficiente para manter seu legado vivo. </span><a href="https://youtu.be/D0_gJB39VFM?si=IGXVtId7AVtuURmN"><i><span style="font-weight: 400;">Sunflowers and Leather</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/kQEDEt7yfoM?si=1coz72wce1aPn6hE"><i><span style="font-weight: 400;">Candy Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abordam o crescimento e a necessidade de desbravar o mundo, ligada ao medo constante de perder sua base inicial: a família, os amigos e a ideia de um lar perfeito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do álbum, há um cuidado narrativo ao se tratar de temas sensíveis, como violência doméstica e maternidade precoce em </span><i><span style="font-weight: 400;">Krissy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Kagen também explora a complexidade dos relacionamentos, o luto de relações anteriores e a dificuldade de construir vínculos novos por estar assombrado pelas memórias em </span><i><span style="font-weight: 400;">Anvil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/qFKCmdpoCEg?si=YK5_bo4gKKmiQ1eo"><i><span style="font-weight: 400;">Tennessee Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/wsC_lwqf43M?si=YOrtJZg1npcL1REB"><i><span style="font-weight: 400;">You Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Também é apresentado o outro lado de querer ser amado e ter ânsia por viver tudo. </span><a href="https://youtu.be/sKyAyes1uzA?si=RLsZq-Kmu0j4cYqy"><i><span style="font-weight: 400;">The Reaper</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz a sensação de um suspiro leve que acalma e acolhe, evocando um sentimento similar à </span><a href="https://www.antena1.com.br/noticias/qual-a-historia-por-tras-de-vienna-de-billy-joel"><i><span style="font-weight: 400;">Vienna </span></i><span style="font-weight: 400;">de Billy Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">. O multi-instrumentista também aborda religião e identidade, que se conflitam em </span><a href="https://youtu.be/hYRdE05BXSo?si=dBaahDPozXq69xzX"><i><span style="font-weight: 400;">Burn Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao refletir a indecisão entre seguir a tradição familiar ou o próprio caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas rupturas entre passado, presente e futuro são consistentes durante a exposição. Além disso, outro ponto de destaque está em </span><a href="https://youtu.be/vAmTxYFhRsM?si=3a7kByNlf_Nn1HOr"><i><span style="font-weight: 400;">Black Lung</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que relaciona a </span><a href="https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7as-pulmonares-ambientais-e-ocupacionais/pneumoconiose-dos-trabalhadores-de-carv%C3%A3o"><span style="font-weight: 400;">pneumoconiose dos carvoeiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> (PNC), conhecida como doença do pulmão negro, com a experiência de crises de ansiedade. O artista menciona a invalidação e banalização da saúde mental em comparação com doenças visíveis fisicamente. A temática e a produção técnica a tornam um destaque entre as outras, assim como </span><a href="https://youtu.be/bjNvEOARjBA?si=ySkyAJGAs2Zj2j_B"><i><span style="font-weight: 400;">Light in the End</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que, em contraponto, funciona como um espaço de luz e amor. </span><a href="https://youtu.be/lvgLUeIXN3U?si=67GiCYKGz6StQrBH"><i><span style="font-weight: 400;">Enough</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">finaliza o álbum com uma reflexão da jornada. O cantor compartilha suas incertezas e pondera se fez o suficiente para manter viva a memória de quem partiu.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="SUNFLOWERS AND LEATHER - THE FIELD GUIDE || ALBUM DOCUMENTARY" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mxkT9Tuyfuc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais pontos positivos é a maneira como, apesar dos temas intensos, há faixas mais leves e até dançantes, que trazem discussões interessantes, mas que divertem, afinal, é possível falar das dores de forma mais serena. A colaboração com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/08GfvCW09pv2QP4y9sle2a?si=XuNQSsSsR7aAGGuLd2PfqA"><span style="font-weight: 400;">Sam Barber</span></a><span style="font-weight: 400;"> também se mostrou marcante, as vozes se encaixaram bem e trouxeram um ar notável para </span><i><span style="font-weight: 400;">Burn Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. No panorama, as produções líricas são fortes e até mesmo o silêncio entre cada verso é parte da narrativa. O conjunto é uma epifania silenciosa e emotiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do uso versátil do violão como base, a falta de experimentação não é um ponto negativo. Se encaixa muito bem no gênero e constrói uma personalidade interessante, que contribui para a aura reflexiva e a sensação de estar na estrada. Embora permaneça em uma zona segura e tenha uma produção similar a nomes como </span><a href="https://youtu.be/WtKTfzNcX9Y?si=xNtzaCt8zAH3wOZ1"><span style="font-weight: 400;">Noah Kahan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/QCtEe-zsCtQ?si=yITHyBiwAYjjS5c2"><span style="font-weight: 400;">Dean Lewis</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/a7kNIlCWfUY?si=57KUHtdVLtjBPe7s"><span style="font-weight: 400;">Vincent Lima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/A48hOToMuRE?si=IEobdDOqiWtNB39E"><span style="font-weight: 400;">Dermot Kennedy</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">a obra</span> <span style="font-weight: 400;">revela a originalidade de Kagen, resultando em produções suaves. Apesar de não ser pensado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não ter </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, há vários destaques no álbum. Em suma, a produção é sólida, complexa e se encaixa muito bem na discografia do artista e no </span><i><span style="font-weight: 400;">soft country</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sunflowers and Leather</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas uma estreia, é uma carta aberta. O artista mostra que está disposto a se aventurar pelas estradas da vida, errando, acertando ou precisando recomeçar: o importante é deixar sua marca no mundo. Não apenas nas coisas que toca, mas também nas pessoas e nos lugares onde passa. Quanto ao seu legado, ainda está em construção, porém em um bom caminho com potencial de crescer e florescer. Todos querem ser lembrados, afinal, o que é uma pessoa, se não as </span><a href="https://www.michigandaily.com/arts/b-side/the-invisible-life-of-addie-larue-is-shelter-from-the-storm/"><span style="font-weight: 400;">marcas que deixa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para trás?</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Sunflowers and Leather" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6QpICdjsPyFcuCkb1M2i59?si=PHQjacSSTjCZWQUrPIAvwg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>O rock and roll nunca morre, mas Damiano David não será o responsável por mantê-lo vivo</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 18:27:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Vitória Mendes FUNNY little FEARS, lançado em 16 de maio de 2025 pela Sony Music Italy, é o álbum que marca o início da carreira solo de Damiano David. Nessa produção, o jovem artista enfrenta seus medos e, em uma tentativa de provar que pode ser mais do que uma estrela do Rock, se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-rock-and-roll-nunca-morre-mas-damiano-david-nao-sera-o-responsavel-por-mante-lo-vivo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O rock and roll nunca morre, mas Damiano David não será o responsável por mantê-lo vivo"</span></a></p>
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<figure id="attachment_35429" aria-describedby="caption-attachment-35429" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-800x800.jpg" alt="O fundo da imagem é preto com margens brancas quadradas. No centro está Damiano David com uma expressão séria e a boca levemente aberta. Há dois desenhos abaixo de seus olhos: um coração partido e uma estrela, ambos simulando lágrimas. Na margem branca inferior há o título do álbum, o nome do cantor e as faixas enumeradas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35429" class="wp-caption-text">Damiano David transforma seu manual para lidar com medos em música (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">FUNNY little FEARS</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 16 de maio de 2025 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Music Italy</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o álbum que marca o início da </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/damiano-david-do-maneskin-explica-carreira-solo-estava-basicamente-infeliz/"><span style="font-weight: 400;">carreira solo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.damianodavidofficial.com/"><span style="font-weight: 400;">Damiano David</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nessa produção, o jovem artista enfrenta seus medos e, em uma tentativa de provar que pode ser mais do que uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock,</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aventura em novos estilos, melodias e estéticas. Surpreendendo aqueles que o acompanharam nos últimos anos através do grupo </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">Måneskin</span></a><span style="font-weight: 400;">, Damiano não se intimida e faz o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">imperar neste disco.  </span></p>
<p><span id="more-35428"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos oito anos, seu estilo musical era essencialmente </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/hard-rock-music-guide"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">hard rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos sendo explorados em todas as nuances e alternativas. Durante sua época no grupo e em momentos decisivos como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/festival-eurovision-da-cancao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eurovision Song Contest</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de 2021, Damiano reforçava que </span><a href="https://youtu.be/bC9sg6MpDc0?si=Ejt3QOVXXczjC3YL&amp;t=45"><span style="font-weight: 400;">“o</span><i><span style="font-weight: 400;"> rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca morre”</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas hoje aproveita a oportunidade para se afastar do gênero e experimentar outras opções, começando com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">comercial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs antigos, esse é o tipo de álbum que você ama ou odeia. Durante 48 minutos, o artista nos apresenta 14 faixas com algumas similaridades, mas sem uma </span><a href="https://igormiranda.com.br/2022/10/albuns-conceituais-melhores-rolling-stone/"><span style="font-weight: 400;">narrativa interligada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, cada faixa é bem construída dentro de sua proposta individual. </span><i><span style="font-weight: 400;">FUNNY little FEARS</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9t3bVBMruak&amp;t=175s"><span style="font-weight: 400;">propósito de Damiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> de falar sobre os medos incomuns e irracionais que atingem profundamente aquele que o sente, causando uma sensação de desespero que marca presença na maior parte das músicas em contextos distintos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Damiano David - Born With a Broken Heart (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/Z4-g8UXa944?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma combinação de instrumentos e ritmos já vistos em outras produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop mainstream, </span></i><span style="font-weight: 400;">Damiano explora a </span><a href="https://youtu.be/opTrnYjzAPs?si=LaYFSFuSkzFMAC20"><span style="font-weight: 400;">liricidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a harmonização. O artista é capaz de realçar os sentimentos enraizados no âmago do ser humano, evidenciando o medo, a dor de um coração partido, a luta pela superação e a veneração de um amor profundo. Intrínseco a isso, há a constante insegurança e desejo de ser aceito e amado apesar de todas as vulnerabilidades, aversões e de suas tentativas de autossabotagem retratadas em</span> <a href="https://youtu.be/i-yakEjwVzY?si=BGUMiB5EQxsEf2_j"><i><span style="font-weight: 400;">Born With a Broken Heart</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/JIgEfTp5PLY?si=jtZaPwkMv95rdxAT"><i><span style="font-weight: 400;">Perfect Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cada frase e refrão, é possível sentir a intensidade de cada sensação. Desde ser assombrado pelo fantasma de um relacionamento que tinha o potencial de dar certo em </span><a href="https://youtu.be/C3-x-ZajE2k?si=zBrggGRS_qQBrOrh"><i><span style="font-weight: 400;">Voices</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/43C6wbso_rk?si=kpnb5CaBOYbqiHLJ"><i><span style="font-weight: 400;">Next Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a completa devoção para com a pessoa amada aponto de que nem mesmo uma divindade ou a extinção da humanidade têm o poder de afetar a conexão tão apreciada em </span><a href="https://youtu.be/n1Hzf_is8tI?si=C4oVgcsxx9zS_BN_"><i><span style="font-weight: 400;">The First Time</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/2WCAS5zy7wc?si=x2HIsQRM34NnXOQJ"><i><span style="font-weight: 400;">Mars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Toda essa urgência reflete e é desenvolvida na musicalidade e nos acordes vocais, que condizem e emocionam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para complementar a produção e trazer um toque único, Damiano também se uniu a nomes promissores da indústria musical como </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5y8tKLUfMvliMe8IKamR32"><span style="font-weight: 400;">d4vd</span></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2feDdbD5araYcm6JhFHHw7"><span style="font-weight: 400;">Labrinth</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra presença marcante, apesar de não ser considerada colaboradora direta, é </span><a href="https://youtu.be/b-oErBQhBWs?si=dc8awjHwN1JPm4Kl"><span style="font-weight: 400;">Dove Cameron</span></a><span style="font-weight: 400;"> no último refrão de </span><a href="https://youtu.be/LP2nqXYwl6Q?si=UUabwwugKXnUq1IC"><i><span style="font-weight: 400;">Zombie Lady</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que trouxe um toque leve e romântico contrastando com a aspereza do italiano.</span></p>
<figure id="attachment_35430" aria-describedby="caption-attachment-35430" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-6-628x800.png" alt="A imagem está em preto, branco e tons de cinza. No lado esquerdo está Damiano David sorrindo com um cigarro na mão abaixada. No lado direito ao fundo, está um quadriciclo, uma árvore e atrás dela um carro. Ao fundo há elevações na terra." width="628" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-6-628x800.png 628w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-6-803x1024.png 803w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-6-768x979.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-6.png 936w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35430" class="wp-caption-text">“Eu finjo que estou bem, mas estou perdido e com medo / E ninguém realmente entende / Mas, agora estou dançando ao som de uma banda / Com todos os demônios na minha cabeça” (Foto: Damiano David)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua própria individualidade, Damiano caminha por seus temores e sua dificuldade em consertar aquilo que, em uma visão insegura, está quebrado. Com isso, traz também um tom calmo, melancólico e dramático para as últimas faixas do álbum. O artista nos faz refletir sobre a importância de compreender os próprios medos e convida o ouvinte a ouvi-lo e entendê-lo em </span><a href="https://youtu.be/HyaoLsS2j2w?si=tjpMCsKT-9P4ga2M"><i><span style="font-weight: 400;">Solitude (No One Understands Me)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o primeiro contato, prevalece a nostalgia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2010 com músicas vibrantes e energizantes. Apesar da similaridade instrumental das faixas, principalmente no refrão, a obra completa funciona bem. Contudo, a identidade de Damiano como artista solo ainda não está consolidada. Pela exploração de um novo estilo e o distanciamento das produções passadas, é justificável realizar uma </span><a href="https://ew.com/music/artists-who-left-bands-for-successful-solo-careers/"><span style="font-weight: 400;">mudança de público</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma lenta e constante. O italiano não se arriscou e ficou no básico, mas é preciso lembrar que o básico também funciona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É evidente que a composição não é inovadora, mas possui significados e uma boa liricidade. Também são complementadas com trocadilhos, ditados populares, referências a acontecimentos e falas em público, e até mesmo a personagens de </span><a href="https://cinepop.com.br/curiosidades-a-noiva-cadaver-aclamada-animacao-de-tim-burton-completa-16-anos-312583/"><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva Cadáver</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Tim Burton e da série</span> <a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A cada início de faixa, há uma expectativa de se destoar da anterior, mas com o passar dos segundos, acontece o oposto. Apesar de se encaixar na proposta, impediu que faixas como </span><a href="https://youtu.be/8nqB4ymcOow?si=PlTU8kqxbD3JeiUs"><i><span style="font-weight: 400;">Tango</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">saíssem do genérico.<br />
</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Damiano David - Next Summer (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/EFqvVSqh6R8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é possível negar que Damiano provou que sabe unir o instrumental com o sentimento de cada faixa e provocar uma onda de emoções ao público. A intensidade colocada nas palavras é admirável e combina com o vocal amplo e poderoso do cantor, que tenta diminuir a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QN1odfjtMoo"><span style="font-weight: 400;">aspereza</span></a><span style="font-weight: 400;"> que utilizou por anos no </span><i><span style="font-weight: 400;">hard rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e deixa a voz mais limpa, clara e sólida durante toda a produção. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">FUNNY little FEARS</span></i><span style="font-weight: 400;"> proporciona a entrada de Damiano David no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e oferece a margem necessária para que ele se aventure no universo musical. Com seu alto apelo emocional e com as diversas mensagens que traz a cada faixa, o álbum é bem construído e entrega exatamente o que promete: uma </span><a href="https://manabouttown.tv/blogs/words-and-images/interview-damiano-david"><span style="font-weight: 400;">nova versão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista que o público não conhecia.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: FUNNY little FEARS" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4xc5MKpCUw1LREm6cnBtOa?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-rock-and-roll-nunca-morre-mas-damiano-david-nao-sera-o-responsavel-por-mante-lo-vivo/">O rock and roll nunca morre, mas Damiano David não será o responsável por mantê-lo vivo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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