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	<title>Arquivos Violet McGraw &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’</title>
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		<pubDate>Wed, 17 May 2023 12:55:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de Chucky e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/m3gan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30892" aria-describedby="caption-attachment-30892" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-30892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, do lado direito, de perfil, há a atriz Violet Mcgraw, branca e com cabelos longos castanhos escuros. Ela veste uma blusa com estampa de flores. No centro esquerda, está sentada a boneca M3GAN. Branca e com cabelos loiros, ela veste um vestido sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Na direita, de perfil, está a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa cinza. O fundo da foto é iluminado, com cortinas e almofadas variadas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30892" class="wp-caption-text">Mais de 300 mil pessoas foram rir e se assustar nos cinemas nacionais com M3GAN, filme da Blumhouse que mistura diversos gêneros cinematográficos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky </span></i><span style="font-weight: 400;">e a de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-264422/curiosidades/"><i><span style="font-weight: 400;">Annabelle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se, no passado, estas obras foram as responsáveis por aterrorizar as crianças, agora, o brinquedo da vez &#8211; robô, na verdade &#8211; é M3GAN &#8211; uma boneca androide que é tão maldosa quanto seus antecessores, mas que, pela primeira vez, não é alvo da possessão de nenhum espírito maligno e sim da própria tecnologia da qual foi criada.</span></p>
<p><span id="more-30891"></span></p>
<p><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/260078-m3gan-real-veja-boneca-assassina-criada.htm"><span style="font-weight: 400;">A história central</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">gira em torno de Cady (Violet McGraw), uma jovem garotinha que fica órfã ao perder seus pais em um acidente de carro e é encaminhada para a casa de sua parente mais próxima, sua tia Gemma (Allison Williams). A nova tutora não almejava ter as responsabilidades de cuidar e educar uma criança pré-adolescente e que, como qualquer outra dessa faixa etária, carece de atenção, zelo e &#8211; o mais difícil para a mais nova ‘mãe’ -, afeto. Da mesma forma, a sobrinha também não sonhava em passar por essa avalanche sentimental, saindo da casa que vivia e da escola que estudava, sem nunca mais ver os pais com quem sempre conviveu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tia e sobrinha unidas pelo infortúnio do destino. O gancho inicial da produção serviria muito bem para um longa dramático, em que ambas precisam aprender a viver suas novas realidades juntas. Porém, o filme rapidamente subverte essa narrativa e aniquila qualquer resquício dessa impressão. Ao invés de arcar com o compromisso de cuidar de Cady, Gemma tem uma ideia: aprimorar um projeto robótico e fazer com que ele cuide da sua sobrinha. Isso porque ela precisa inovar um brinquedo para empresa que trabalha, assim como também tem a necessidade de que alguém cuide da familiar. Por isso, investe no protótipo e tenta resolver dois problemas com uma única solução. Dessa forma, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/quem-e-atriz-por-tras-da-boneca-m3gan-que-estreou-nos-cinemas.phtml"><span style="font-weight: 400;">a grande vilã M3GAN</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Model 3 Generative Android</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou Androide Gerador do 3º Modelo), interpretada por Amie Donald e dublada por Jenna Davis, é criada no primeiro ato.</span></p>
<figure id="attachment_30897" aria-describedby="caption-attachment-30897" style="width: 1913px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, há, do lado direito, uma boneca humanóide branca com cabelos loiros, ela veste um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Do lado direito, há Cady (Violet McGraw), uma menina branca com cabelos castanhos escuros e que veste um casaco verde. Ela e a boneca brincam com as mãos dadas e estão sobre uma paisagem arborizada." width="1913" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg 1913w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1200x502.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30897" class="wp-caption-text">A obra é uma crítica aos pais que não passam tempo com os filhos e os deixam o tempo todo em frente a televisores, celulares e tablets (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como na maioria das obras cinematográficas de terror, o ato inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">é incumbido de ambientar a trama. Tudo parece fluir com o desenvolvimento da boneca animatrônica: Gemma tem mais tempo para se dedicar ao trabalho sem se preocupar com a criação da sobrinha, já que a boneca é quem cuida de tudo. À princípio, a jovem Cady não vê problema nisso, porque finalmente tem alguém para cuidar dela e escutá-la. No entanto, uma grande reviravolta começa, aos poucos. À medida que fica na companhia do brinquedo, a personagem de Violet McGraw fica cada vez mais </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/03/22/psicologas-explicam-como-identificar-dependencia-de-telas-em-criancas-e-adolescentes.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dependente emocionalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele e transfere para o robô o carinho que nutria pelos seus falecidos pais. Enquanto supre a carência de Cady, M3GAN é sobrecarregada com a chuva de informações que uma criança em desenvolvimento pode transmitir e solicitar ao decorrer de seu dia a dia na era tecnológica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis o diferencial do filme, que tem o roteiro assinado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan e Akela Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">: a tecnologia e a sua relação com o desenvolvimento infantil. Uma obra futurista de terror que mistura comédia e ficção científica parece ser uma combinação improvável. Esses elementos destoantes, que até então pareciam formar uma junção desarmônica, se unem em uma nova abordagem cinematográfica com fortes raízes no subgênero ‘terrir’. Por essa razão, a grande aposta do longa é  fazer o telespectador, principalmente aquele que ama cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, rir e sentir medo ao mesmo tempo. Sentimentos conflitantes, mas que exalam a sensação tida assistindo a nova obra da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As risadas são garantidas pelas inesperadas ações de M3GAN, que vão desde uma dança do</span><i><span style="font-weight: 400;"> TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo antes do assassinato de um cidadão, até a </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> excêntrica que transita entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRfuAukYTKg"><i><span style="font-weight: 400;">Titanium</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de  Sia e David Guetta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My2FRPA3Gf8"><i><span style="font-weight: 400;">Wrecking Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus. Já o medo é ambientado com as mortes que a boneca promove a cada pessoa que, de acordo com suas impressões robóticas sensoriais, oferece algum tipo de risco à Cady. Na verdade, o medo da vilã não é que alguém arrisque a integridade física e mental da personagem interpretada por McGraw e sim interfira na doentia relação que ambas criaram. Por isso, com um jeito animalesco e amedrontador, ela executa qualquer pessoa ou animal que vire um obstáculo em seu laço com Cady. </span></p>
<figure id="attachment_30896" aria-describedby="caption-attachment-30896" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena há a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa azul. Por baixo dessa blusa de manga longa azul, ela veste uma blusa branca. A atriz olha um computador. O fundo da cena é uma sala desfocada com quadros variados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30896" class="wp-caption-text">Allison Williams brilha na interpretação de uma engenheira robótica que não sonha com a maternidade, mas se vê obrigada a assumir esse papel (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção brinca muito bem com essas diferentes facetas. Porém, em muitos momentos, a obra escancara o seu viés mercadológico e isso não agrada &#8211; essencialmente, quando negligencia assuntos que mereciam atenção ao enfatizar a publicidade que se reverbera dentro e fora da ficção. Diversas questões importantes são levantadas &#8211; como a relação de crianças com o luto e os danos da utilização de brinquedos e equipamentos </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/megan-e-possivel-que-robos-oferecam-riscos-a-vida-humana/#:~:text=Na%20semana%20passada%2C%20estreou%20nos,riscos%20da%20tecnologia%20ao%20humano."><span style="font-weight: 400;">tecnológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em excesso &#8211; mas, todos os pontos são abordados de forma totalmente superficial. Embora o gênero a qual pertence não seja focado exclusivamente na construção dos personagens e no desenvolvimento das temáticas sobre as quais discorre, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> falha em sustentar as situações que apresenta e se perde na proposta disruptiva que a todo momento tenta destacar na composição narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a direção de Gerard Johnstone é assertiva e equilibrada. O arco de M3GAN e toda sua construção vilanesca é um dos acertos da obra, desde as cenas iniciais da criação da boneca até as catárticas mortes provocadas por ela. Tudo isso vem com a representação de uma personagem que não é humana, mas que atrai a atenção de quem assiste e, mais do que isso, revela os porquês que a fizeram ser quem ela é: um robô androide assassino, mas com uma aparência totalmente doce e meiga. Um dos diferenciais da produção é desmistificar a ideia de que, para ser assustador, é necessário ser grotesco e monstruoso imageticamente. Com isso, a produção enfraquece as </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-terror-bonecos-assassinos/"><span style="font-weight: 400;">analogias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia sofrer com seus antecessores, como os brinquedos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Billy (de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jogos Mortais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e</span> <span style="font-weight: 400;">Annabelle.</span></p>
<figure id="attachment_30898" aria-describedby="caption-attachment-30898" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/GIF-Texto-Persona.gif" alt="Cena do filme M3GAN. No GIF, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. No GIF, ela faz vários passos coreografados de uma dança repleta de acrobacias. Por fim, ela pega uma faca. O cenário é uma sala vermelha, com piso grafite." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-30898" class="wp-caption-text">A icônica dancinha que antecede um assassinato pode ganhar uma nova versão, já que uma sequência, intitulada de M3GAN 2.0, foi confirmada para Janeiro de 2025 (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser definido como suave, no mínimo. Quando esperamos ver um filme de terror, definitivamente não imaginamos acompanhar uma história como a desenvolvida por Wan e Cooper, que, inegavelmente, é muito mais </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-m3gan-236762/"><span style="font-weight: 400;">cômica </span></a><span style="font-weight: 400;">do que amedrontadora. As perseguições da boneca trazem a adrenalina e o medo conhecidos pelo gênero, mas o texto dos personagens quebra qualquer chance imersiva que a obra poderia oferecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, considerando que a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/james-wan-fala-sobre-m3gan-video"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;"> transita também para a ficção científica, é imprescindível enfatizar o bom trabalho da dupla de roteiristas no núcleo de engenheiros robóticos. Isso porque seria fácil  dificultar a compreensão dos diálogos por parte dos espectadores que não pertencem ao nicho. Os dois não se perdem em jargões técnicos e termos rebuscados, o que é extremamente recorrente em filmes com essa proposta tecnológica e científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que merece destaque é o conjunto de intérpretes. Allison Williams, que ganhou a merecida atenção com o ótimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Jordan Peele, defende sua protagonista com total entrega em</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que não tenha um roteiro que a favoreça, ela abarca todas as singularidades que Gemma carrega: a vontade de não ser mãe, o desejo de alcançar sua estabilidade profissional e o luto pela perda de sua irmã e seu cunhado. Já Violet McGraw sabe muito bem como passear pelas camadas de sua personagem. A menina gera empatia no ato inicial e mostra vulnerabilidade, irrita nos insultos e agressões que tem com sua tia no segundo ato e faz o público admirar sua coragem no final da trama. Além das protagonistas, é essencial destacar o trabalho de Amie Donald como intérprete da boneca e Jenna Davis como dubladora, junto de Jen Brown (Tes), Kira Josephson (Ava) e Ronny Chieng (David). </span></p>
<figure id="attachment_30893" aria-describedby="caption-attachment-30893" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na foto, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Ela está no centro e, em ambos os seus lados, existem cortinas beges" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30893" class="wp-caption-text">Com arcos superficiais, a trama caiu no gosto do público e somou mais de<a href="https://aodisseia.com/m3gan-sucesso-bilheteria-filme/"> 7,3 milhões de reais</a> em bilheteria (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa usa e abusa da linguagem publicitária que demonstrou desde os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e divulgações, ancorando-se, principalmente, na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no mar de possibilidades que pode ofertar quando </span><a href="https://portalpopline.com.br/boneca-filme-m3gan-meme-dancando/"><span style="font-weight: 400;">memes</span></a><span style="font-weight: 400;">, canções e referências de outros filmes são trazidos à narrativa. Contudo, a estratégia, promissora no quesito divulgação, torna-se cansativa e entediante para quem acompanha os desdobramentos da boneca-robô assassina. A sensação é que cada cena terá um elemento caricato ou de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising </span></i><span style="font-weight: 400;">para que a trama se auto sustente em uma proposta engraçada e publicitária, como um ciclo que não para de se retroalimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim, como é típico em obras de terror que almejam sequências, não é uma finalização amarrada e sem brechas. Muito pelo contrário, a conclusão mostra que Wan e Cooper têm planos para a nova bonequinha do terrir. </span><a href="https://cinepop.com.br/james-wan-revela-como-teve-a-ideia-para-fazer-megan-exclusivo-386301/"><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi feito para ter continuação e só expõe o que já mostra no começo: é uma história inovadora de um brinquedo matador que possui diversos caminhos narrativos quando se tem a</span><i><span style="font-weight: 400;"> internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> como plano de fundo. Se o sonho de Wan era modernizar seu trabalho em uma proposta disruptiva, ele conseguiu. Mas sacrificar a narrativa de sua história realmente valeu o preço pago?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre risos e sustos, a produção cumpre algumas de suas promessas, como a de inovar o terrir e o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">com foco em </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/01/m3gan-7-filmes-de-terror-com-bonecos-assassinos-para-assistir-online-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bonecos assassinos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, se perde na sua própria linguagem, linha narrativa e nos elementos externos que tenta incluir de forma totalmente exagerada. Aqui, o menos realmente seria mais. A sequência tem infinitas possibilidades de corrigir esses erros e uma delas é explorar ainda mais a tecnologia, as temáticas que envolvem a relação de pais e filhos com esse meio e os danos que o excesso pode causar não somente às crianças, mas também aos adultos. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">pode tomar cuidado com o excesso de humor e focar no medo que tanto atrai quem é fã de obras de terror, enfatizando ainda mais que uma boneca de aparência meiga também pode ser perigosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="M3GAN| Trailer 2 Oficial DUBLADO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JcKRaUGJcqY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2018 10:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Maquiada como uma produção de terror e fantasmas, A Maldição da Residência Hill usa de artifícios do gênero para tratar de uma relação familiar conturbada e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11245" aria-describedby="caption-attachment-11245" style="width: 909px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11245" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg" alt="" width="909" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11245" class="wp-caption-text"><em>O novo drama de suspense e terror da Netflix foi inspirado por Lost, revelou o criador Mike Flanagan (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Maquiada como uma produção de <a href="http://personaunesp.com.br/buffy-caca-vampiros-critica/">terror</a> e <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/">fantasmas</a>, <em>A Maldição da Residência Hill </em>usa de artifícios do gênero para tratar de uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ibHErzMzp2g">relação familiar conturbada</a> e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias e cria a melhor série original do ano da gigante de<em> streaming</em>.<br />
<span id="more-11244"></span></p>
<p>Mesmo pautada nos fundamentos já <a href="http://personaunesp.com.br/maldicao-casa-winchester-critica/">batidos</a> do terror – casa mal-assombrada, crianças, vultos ao fundo –, o seriado acerta a mão em não posicionar sob seu holofote os espíritos que residem na <em>Hill House</em>. Talvez uma das únicas produções que se propõe a estudar e analisar o pós disso tudo: quais feridas psicológicas são deixadas nas pessoas que experienciaram esses horrores?</p>
<p>A trama acompanha a família Crain, que se muda para a Residência Hill com o intuito de reformar a casa para vendê-la por um preço alto no fim do verão. Os pais e os cinco filhos acabam sofrendo com os espíritos que habitam a mansão. Já adultos, os irmãos são forçados a voltar para essa realidade quando uma tragédia une a família mais uma vez.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THE HAUNTING OF HILL HOUSE Trailer (2018)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dA2OngsNXXk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fator interessante é que as crianças só residiram na mansão durante um verão &#8211; tempo suficiente para que sofressem com consequências que carregaram até a vida adulta. O roteiro tem uma mão cirúrgica para dedilhar temas como abuso de drogas, depressão e até a negação perante o passado. Além de <em>linkar</em> de maneira extremamente limpa e orgânica as duas linhas temporais. Cada um dos irmãos sofre a sua maneira, mesmo tendo passado pelos mesmos eventos traumatizantes.</p>
<p>A abordagem da persona de cada familiar Crain, já detonada na própria infância, evolui exponencialmente. A escolha dos atores mirins é outro feliz acerto da <em><a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a></em>. <em>Hill House</em> sai tanto da curva do terror comum que em diversos momentos parecia estar assistindo um episódio da série <em>hit</em> americana <a href="http://personaunesp.com.br/this-is-us-2-critica/"><em>This Is Us</em></a> que, assim como a produção da plataforma de <em>streaming</em>, constrói relações de empatia público-personagens e abusa de linhas cronológicas passeando entre <a href="http://personaunesp.com.br/donnie-darko/">o antes e o agora</a>.</p>
<figure id="attachment_11250" aria-describedby="caption-attachment-11250" style="width: 1021px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg" alt="" width="1021" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11250" class="wp-caption-text"><em>A dinâmica infância e vida adulta casa bastante com a de It – A Coisa, livro de Stephen King adaptado pros cinemas nos anos 90 e novamente em 2017 (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O escritor Steven (Michiel Huisman) trabalha as nuances no limite entre negação e sanidade; a agente funerária Shirley (Elizabeth Reaser) é uma força da natureza, internaliza mágoa e lida com os frutos de decisões de seu passado; Theo (Kate Siegel) é a psicóloga infantil e também a Crain que carrega a melhor trama de apoio da série. Todos os momentos que envolvem sexualidade e culpa da personagem já valem a empreitada de maratonar os dez episódios.</p>
<p>Os gêmeos Luke (Oliver Jackson-Cohen) e Nell (Victoria Pedretti) complementam a prole de Olívia (Carla Gugino) Devo abrir um parênteses para falar sobre essa atriz: excepcional, que tem um olhar incisivo e uma calma terna que assusta quando a mulher começa a se seduzir pelos males da casa. O pai da casa é Hugh (Henry Thomas, na versão adulta e Timothy Hutton na idosa).</p>
<p>Luke sofre com o vício, e seus fantasmas na casa em momento algum se materializam em figuras pálidas e esguias. O temor que a atuação de Jackson-Cohen transmite é sempre carregado de um medo sobrenatural de si mesmo. Nell é a catapulta da história, é a partir dela que a família volta a ter contato com a casa e, enfim, enfrentar demônios já enraizados. É ela também que tem o melhor <em>plot-twist</em>.</p>
<p><figure id="attachment_11252" aria-describedby="caption-attachment-11252" style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg" alt="" width="911" height="513" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11252" class="wp-caption-text"><em>A série é inspirada no livro A Assombração da Casa da Colina (1953), da autora Shirley Jacskon [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>O foco da produção na troca entre os membros da família acaba colocando os fantasmas em segundo plano – às vezes, literalmente, já que <em>Hill House</em> é recheado de vultos e convidados indesejados em quase todas as cenas. Houve até um cuidado estratégico em posicionar a cenografia de maneira a qual tudo casasse no plano final. Tanto que o roteiro nem se dá ao trabalho de enumerar as assombrações ou narrar suas origens em diálogos expositivos. Aqui, os fantasmas são alegorias, elementos narrativos que tem como função primária a de mover a trama da família. Mas que, vez ou outra, arrancam um susto enorme. Cuidado com a cena do carro.</p>
<p>Outro grande trunfo de <em>Hill House</em> é sua direção de arte. Desde o <em>design</em> de produção, a construção de cenários grandiosos (os ambientes internos são verdadeiras pinturas), passando pela equipe de iluminação que sabe muito bem como e quando mostrar certos segmentos da mansão. E, finalmente, a fotografia. Magistral, o sexto episódio foi todo gravado em quatro <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6XMuUVw7TOM">planos-sequência</a> (tomada sem cortes). O cenário teve de ser construído para que a execução fosse perfeita, com passagens para elenco e equipe se esgueirarem enquanto a câmera de Flanagan transitava entre enormes tempestades.</p>
<figure id="attachment_11254" aria-describedby="caption-attachment-11254" style="width: 875px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg" alt="" width="875" height="583" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11254" class="wp-caption-text"><em>O Quarto Vermelho é a catarse poética que Mike Flanagan usa para selar a história da família Crain (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O último episódio é um <em>show</em> a parte, emocionante e dotado de uma paixão efervescente. A direção de Michael Flanagan imprime na conclusão da série a aura necessária para que seja lembrada na posteridade. Assim como <em>Invocação do Mal 2</em> (2016) e <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário</a></em>(2018) conseguiram fazer, <em>A Maldição da Residência Hill</em> é um terror de qualidade tão alta que consegue pular barreiras e quebrar correntes de gênero.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/">A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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