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	<title>Arquivos The Stooges &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos The Stooges &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>O poder cru dos Stooges completa 45 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Feb 2018 13:04:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira Raw Power era o disco favorito de Kurt Cobain. Não à toa: lançado em 1973, o manifesto definitivo dos Stooges pode ser considerado o primeiro álbum punk da história, anos antes das bíblias do gênero. Mas nem isso, nem o axioma recorrente “trilha sonora do fim do mundo” fazem jus a ele. Não totalmente. Eu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/stooges-raw-power-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O poder cru dos Stooges completa 45 anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9434 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/71BU78VXJuL._SL1500_.jpg 1500w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><a href="http://nirvana.wikia.com/wiki/Kurt_Cobain%27s_Top_50_Albums"><em>Raw Power </em>era o disco favorito de Kurt Cobain</a>. Não à toa: lançado em 1973, o manifesto definitivo dos Stooges pode ser considerado o primeiro álbum <a href="http://personaunesp.com.br/?s=punk+rock"><em>punk</em></a> da história, anos antes das bíblias do gênero. Mas nem isso, nem o axioma recorrente <a href="https://whiplash.net/materias/biografias/000403-stooges.html">“trilha sonora do fim do mundo”</a> fazem jus a ele. Não totalmente.</p>
<p><span id="more-9429"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Eu sou um guepardo caminhando com um coração cheio de napalm</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Eu sou um filho fugitivo da bomba atômica</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Eu sou o garoto esquecido do mundo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Aquele que persegue e destrói</strong></p>
</blockquote>
<p>Entre as bandas norte-americanas clássicas dos anos 70, o Stooges é certamente a mais errática. O grupo teve duas encarnações entre 1967 e 1974, gravou três obras-primas regadas a quantidades homéricas de drogas e acabou engolido pela decadência do vício. Porém, a semente resistiu às intempéries e hoje, olhando em retrospecto, é impossível contar a história do <em>rock</em> sem mencionar o quarteto liderado por <a href="http://personaunesp.com.br/iggy-pop-o-idiota-com-tesao-pela-vida/">Iggy Pop</a> ao menos um par de vezes.</p>
<p>Como é de praxe na arte de vanguarda, os delinquentes juvenis de Michigan não conquistaram sucesso comercial algum durante sua primeira encarnação. <em>The Stooges </em>e <em>Fun House</em> fizeram a cabeça da crítica, mas não ecoaram com intensidade no público. Pra completar, os sérios problemas com drogas dos integrantes forçaram sua gravadora, a Elektra, a demiti-los após o lançamento de <em>Fun House</em>. Com isso os Stooges se separaram, e embarcariam diretamente para a obscuridade não fosse a intervenção de David Bowie.</p>
<figure id="attachment_9435" aria-describedby="caption-attachment-9435" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-9435 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small-1024x1024.jpeg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/49303_stooges_RHM_small.jpeg 1100w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9435" class="wp-caption-text">Scott, Ron, Dave e Iggy. As carinhas de criança não enganam (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Um grande admirador da banda maldita, Bowie levou um Iggy afundado no vício em heroína à Inglaterra e conseguiu um contrato como artista solo para ele. De início, Pop pretendia compor um álbum com James Williamson, guitarrista incorporado à sua antiga banda pouco antes do fim. Mas logo ficou claro de quem eles precisavam. Em setembro de 1972, o núcleo dos Stooges – Iggy Pop, James Williamson, Ron Asheton e Scott Asheton – estava novamente reunido e, contrariando todas as expectativas, gravando seu vindouro terceiro disco.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Dance com a batida dos mortos-vivos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Lucy, querida, fique longe da cama</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Poder cru vai vir correndo atrás de você</strong></p>
</blockquote>
<p>A estreia homônima de 1969, com sua distorção tosca, hinos ao tédio juvenil e apatia à <a href="http://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-nico/">Velvet Underground</a>, soava como os <a href="http://(http://personaunesp.com.br/50-anos-sgt-peppers-beatles/">Beatles</a><strong> </strong>se eles tivessem começado a usar drogas pesadas já na fase iê-iê-iê. <em>Fun House</em> transformava o tédio em pura insanidade chapada, incluindo aí influências de <em>free jazz</em> e urros selvagens jamais igualados. Em <em>Raw Power, </em>os dois lados encontram um equilíbrio por meio dos riffs de Williamson, mais encorpados que os de Ron Asheton, guitarrista original. Some isso à pressão da gravadora CBS por pelo menos uma balada em cada lado do vinil e quatro viciados sob relativo controle, e temos o álbum mais coeso da curta história dos Stooges.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k0mRfECsHrc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
<em>O primeiro single da banda, tão ingênuo quanto drogado</em></p>
<p>Curta – e extenuante história. Desde os primórdios, Iggy ganhou notoriedade por suas performances violentas, que incluíam se cortar com cacos de vidro, se cobrir de pasta de amendoim e o famigerado <em>stage diving</em>. A evolução do abuso de drogas só fez dele mais imprevisível, dentro e fora do palco – e os outros membros também não eram flor que se cheire. O “<em>dance to the beat of the living dead</em>” da faixa-título não é apenas uma frase espirituosa sobre a música de <em>Raw Power</em>, é também uma constatação: sem garantias de sucesso comercial, os Stooges reformados eram mortos-vivos.</p>
<p>Mais vivos do que mortos, diga-se. Vítima da mixagem apressada de Bowie a fim de corrigir o parco trabalho do próprio Iggy, <em>Raw Power </em>soa como se estivesse no limite da sanidade: vocal e guitarra compõem a ensurdecedora linha de frente, enquanto baixo e bateria formam a base, discreta mas eficiente. Não é preciso dizer que as vendas foram pífias de novo. Eles seriam demitidos pouco tempo depois e encerrariam a caótica carreira em 1974, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Metallic_K.O.">aos trancos e barrancos</a>. Mas sua missão estava cumprida.</p>
<figure id="attachment_9438" aria-describedby="caption-attachment-9438" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9438 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/C9753ksXcAAqVwV.jpg" alt="" width="571" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/C9753ksXcAAqVwV.jpg 571w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/C9753ksXcAAqVwV-214x300.jpg 214w" sizes="auto, (max-width: 571px) 85vw, 571px" /><figcaption id="caption-attachment-9438" class="wp-caption-text">Iggy Pop despirocando no <em>show</em>: um dos maiores gênios da Humanidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Um ano antes do disco definitivo, a banda já teve sua marca cravada na música <em>pop</em> com <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ziggy-stardust-bowie/" target="_blank" rel="noopener"><em>The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars</em></a>. O personagem do divisor de águas de David Bowie era fortemente baseado em Iggy, desde o nome à (falta de) roupa. Bowie refinou a androginia animalesca do amigo para dar forma ao arquétipo definitivo do <em>rock</em> setentista.</p>
<p>No final daquela década, <a href="http://personaunesp.com.br/40-anos-ramones-reacionarismo-revolucao/" target="_blank" rel="noopener">a primeira geração do <em>punk</em></a> surgiria destilando a mesma energia autodestrutiva dos riffs de Williamson, pais tanto da imundície dos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3K3uAlyNL5o">Sex Pistols</a> quanto da pompa barulhenta do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OvSId5xqP2I)">Guns N’Roses</a>. Nos anos 90, o <a href="http://personaunesp.com.br/?s=nirvana">Nirvana</a> reafirmaria o vanguardismo de <em>Raw Power </em>com <em>In Utero</em>, um dos álbuns mais cáusticos já gravados por um grupo <em>mainstream</em>. A escolha de Cobain pela produção sem concessões e a interpretação visceral tem raiz direta na sonoridade agressiva do seu disco preferido.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Dê-me perigo, estranha</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>E eu sentirei sua doença</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Não há nada em meus sonhos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Só memórias feias</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Beije-me como a brisa do oceano</strong></p>
</blockquote>
<p>É fácil e até mesmo lógico resumir o poder da obra-prima dos Stooges à guitarra de Williamson em conjunção com o vocal de Pop. Comete-se aí uma falha comum: as letras são ignoradas. Os versos de <em>Raw Power </em>contam muito sobre a trajetória dos Stooges e sobre o próprio Iggy, mas sem a couraça de inconsequência juvenil dos álbuns anteriores &#8211; em <em>Fun House</em>, sua interpretação já ganhara tons mais dolorosos, mas a proposta era mais descontraída. Aqui, sangra para ser amado, expondo uma ferida aberta e sem cura.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/EDNzQ3CXspU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Já no hino “Search and Destroy” a faceta sensível é explícita: <em>Querida, você tem que me ajudar, por favor / Alguém salve minha alma</em>. A faixa-título transborda ansiedade, desde o riff engasgado aos clamores finais: <em>Eu só quero saber /</em> <em>Você consegue sentir?!</em>. A crueza com que Iggy canta confirma, mais uma vez, a complementaridade entre voz e guitarra. As cordas de Williamson sangram tanto quanto as palavras. O poder cru é sentimental.</p>
<p>A urgência é palpável em cada um dos trinta minutos de música. Nos momentos mais violentos, como “Your Pretty Face Is Going To Hell” e “Penetration”, o mote sexo, drogas e rock’ n’ roll chega a seu auge: sexo selvagem, drogas pesadas e rock ’n’ roll ensurdecedor como forma de escapar da irremediável solidão.</p>
<p>Nas duas baladas supracitadas, Iggy se entrega à carência, e os pedidos de socorro não cessam. Em “I Need Somebody”, um <em>blues</em> paranoico, clama por uma companheira, mas avisa:<em> Querida, eu vou te manobrar errado</em>. Em “Gimme Danger”, a autodepreciação é ainda mais profunda e a vontade do eu lírico chega às raias do sadomasoquismo: <em>Se você for minha mestra / Eu farei qualquer coisa</em>. A obliteração do sujeito é sintomática do estilo de vida que Iggy levava à época, que quase o matou.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/1tp4srXRZDI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Montanhas de drogas e turnês caóticas eram comuns até o padecimento da banda em 1974. Depois, o <em>frontman</em> se transformou em uma parte viva do folclore da cena de Nova York, mal sobrevivendo com a ajuda de alguns poucos amigos, entre eles o próprio <a href="http://personaunesp.com.br/david-bowie-low-heroes-berlim/" target="_blank" rel="noopener">Bowie</a>. Não fosse o auxílio do camaleão, seria difícil imaginar uma vida longa para Pop. Felizmente, ele ressurgiu e segue trabalhando com o mesmo tesão no alto dos seus 70 anos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Querida, nós estamos entrando pra história</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Venha comigo na minha viagem de morte</strong></p>
</blockquote>
<p>Ninguém, nem mesmo Iggy, imaginava que os Stooges sobreviveriam para contar sua história no século 21. “Death Trip”, a última canção de <em>Raw Power</em>, seria cômica se não fosse trágica. Nas palavras do vocalista: <a href="https://genius.com/The-stooges-death-trip-lyrics">“A letra sou eu dizendo ‘eu sei o que vai acontecer com a gente, eu sei o que a gente tá fazendo, e eu vou cantar sobre isso’” </a>. Um epitáfio muito adequado para os Stooges.</p>
<p>Eles sobreviveram relativamente incólumes às décadas seguintes, com exceção dos baixistas Dave Alexander e Zeke Zettner, mortos ainda na década de 1970. Iggy se tornou um artista solo produtivo, os irmãos Asheton seguiram tocando em diversas bandas da cena de Detroit e Williamson se formou em engenharia elétrica. Em 2007, o trio original e o baixista Mike Watt (Minutemen) se reuniu e gravou <em>The Weirdness</em>. Dois anos depois, Ron Asheton faleceu devido às complicações de um ataque cardíaco e Williamson retornou a seu posto. Em 2013, a banda gravou seu último disco, <em>Ready to Die</em>.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gimme Danger Official Trailer 1 (2016) - Documentary" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ruqmemgLc2E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Nos anos seguintes, as mortes de Scott Asheton e Steve Mackay, saxofonista que participou de <em>Fun House</em>, colocaram um ponto final definitivo nessa história, coroada com o documentário <em>Gimme Danger</em>, de Jim Jarmusch.</p>
<p>Levando isso em conta, não é surpreendente a sobrevida de <em>Raw Power</em>. De fiasco a clássico incontestável bastaram alguns anos, mas Iggy ainda não havia descansado de sua <em>death trip</em>. Para o relançamento do álbum em 1997, tratou de remixá-lo da maneira como havia feito originalmente, sem a mão de Bowie. <a href="http://dr.loudness-war.info/album/list?artist=Iggy%20and%20the%20Stooges">O resultado estabeleceu novos parâmetros para a infame <em>loudness war</em></a>. Se antes a banda soava à beira da insanidade, a nova versão, com vocal e guitarra no talo, soa como um psicopata terminal. Hipérboles à parte, o <em>remix</em> foi uma evolução e tanto, e é a melhor pedida para experimentar o poder cru em toda sua plenitude. Anárquicos 45 anos depois, continua irretocável. <em>Can you feel it</em>?!</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6mxbG8KrOTZIxlP4gzaliM%23_%3D_" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/stooges-raw-power-critica/">O poder cru dos Stooges completa 45 anos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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