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	<title>Arquivos Tandi Wright &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:55:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Davi Marcelgo O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-em-chamas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37394" aria-describedby="caption-attachment-37394" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37394" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia. " width="800" height="492" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-768x472.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1536x944.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1200x737.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF.jpg 1738w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37394" class="wp-caption-text">Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme da franquia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), recebeu, no Brasil, o título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio </span></i><span style="font-weight: 400;">propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/pop/cinema/bruce-campbell-de-evil-dead-e-diagnosticado-com-cancer-incuravel/"><span style="font-weight: 400;">Bruce Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">) foi levado ao limite – de covarde para </span><i><span style="font-weight: 400;">bad ass</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos </span><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i><span style="font-weight: 400;">(1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Ash vs. Evil Dead </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015-2018) aproveitou o terreno construído por </span><a href="https://personaunesp.com.br/darkman-vinganca-sem-rosto-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos três longas para extrapolar tanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">lore </span></i><span style="font-weight: 400;">quanto os temas abordados. </span><a href="https://www.denofgeek.com/tv/ash-vs-evil-dead-season-3-episode-7-review-twist-and-shout/"><i><span style="font-weight: 400;">Twist and Shout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se contenta em apenas ser uma faísca. </span><span id="more-37393"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Sébastien Vaniček, o novo filme narra o processo de luto de Alice (Souheila Yacoub) após seu marido falecer em um acidente. Além disso, ela precisa enfrentar as opressões da família do cônjuge, esta que encara questões como abandono paterno e a função de cuidadora que sobressai às mulheres. Esses três tópicos podem ser encontrados nas duas últimas obras da franquia que foram para o cinema, no </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013 e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), já indicando que, tematicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem frescor. Porém, não significa que o cineasta não consiga criar discursos de forma criativa, ainda que sejam breves os momentos em que essa capacidade aparece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois planos chamam atenção nesse sentido, o mais marcante já havia sido revelado no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YXSzInyFFXQ"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nele, Vaniček faz um plano sequência inspirado em filmes de guerra. Em destaque, Alice rasteja em fuga, como um soldado apoiado pelos cotovelos e antebraços, enquanto ao fundo, a família briga, trocando agressões um ao outro. Uma explosão acontece, fumaça e poeira sobem, um corpo caído no chão. Há vários elementos postos em cena que remetem ao gênero e o diretor não faz à toa. Alice é uma pessoa de fora daquela família, mas que precisa lidar com os problemas que a constituem, assim o diretor compara essa experiência à de um jovem convocado para lutar uma batalha que não é sua. </span></p>
<figure id="attachment_37395" aria-describedby="caption-attachment-37395" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, a personagem Polly está possuída por um demônio. Seus olhos estão amarelados, o cabelo desarrumado e está sem os dentes da frente. Polly é uma mulher idosa, de cabelos curtos e grisalhos. Ela veste um pijama e a fotografia da cena é acinzentada. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i.jpg 1500w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37395" class="wp-caption-text">Lee Cronin, Sam Raimi e Bruce Campbell assinam a produção (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para comentar papéis de gênero e ausência, um outro momento traz vigor à alegoria dos demônios que castigam uma família. Polly (Maude Davey), a matriarca que convive com demência, após ser possuída por um </span><i><span style="font-weight: 400;">deadite</span></i><span style="font-weight: 400;">, chama sua filha, Susan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">), pelo nome. Ambas fazem um pacto e a cena termina com Edgar (Erroll Shand), também com o corpo danificado pela invasão, beijando Susan, sua esposa. Ela diz: “</span><i><span style="font-weight: 400;">há anos você não me beija dessa maneira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, transformando a cena em um comentário sobre os afetos entre homens e mulheres em um casamento heteronormativo. Enquanto todo o longa é acinzentado, o plano do beijo é bem iluminado, romântico e possui um mau gosto que é a cara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, as boas execuções são sufocadas por um pastiche de características da franquia, o que decepciona, pois sem essas cenas interessantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas repetiria o que os </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/a-morte-do-demonio-onde-ver-todos-os-filmes-antes-de-em-chamas/"><span style="font-weight: 400;">outros dois</span></a><span style="font-weight: 400;"> filmes já haviam feito. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É compreensível a guinada das produções contemporâneas, que se aproximam de pautas atuais e dialogam com o público que torce pelas </span><a href="https://personaunesp.com.br/qual-e-o-seu-filme-de-terror-favorito-definitivamente-nao-e-panico-7/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém é desestimulante perceber que a obra se tornou apenas um espaço para famílias lavarem a roupa suja em uma espiral temática. Há possibilidade de discutir questões do nosso tempo, mas que seja longe de uma casa isolada, algo que já foi realizado em outras ocasiões. Diante de uma reprise, que pelo menos a forma seja diferente. Não é o caso daqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-evil-dead-criando-os-deadites/"><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não são simples mortos-vivos e já assumiram formas para além do antropomorfo, como demonstraram domínio de fenômenos da natureza. O longa de 1981 possui uma cena de agressão sexual envolvendo árvores, por exemplo. Isto até poderia ser um detalhe que Vaniček está negando, no entanto, a abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma entidade que controla varas de pesca e ferve rios. Depois dessa sequência, toda a fita afunda-se em criaturas que apenas batem ou mordem. Zumbis quaisquer. </span></p>
<figure id="attachment_37396" aria-describedby="caption-attachment-37396" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em ChamasNa imagem, uma deadite encara à frente através de um buraco feito em uma porta de madeira, sendo possível apenas ver metade de seu rosto. Ela possui a pele escura e olhos amarelados. Está sorrindo com uma expressão sádica. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3.jpg 1500w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37396" class="wp-caption-text">O filme faz referência a O Iluminado, longa de Stanley Kubrick (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de criatividade não se abstém apenas no roteiro ou na direção dos planos, mas também em uma precarização da aparência dos antagonistas. Se a conjuntura da obra já entregou visuais impressionantes, de grotescos a estilizados, como o de </span><a href="https://movieweb.com/evil-dead-best-deadites-ranked/"><span style="font-weight: 400;">Henrietta Knowby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lou Hancock), em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">(1987), com seu largo pescoço e dentes afiados, a maquiagem comandada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-in-the-shell-vigilante-do-amanha/"><span style="font-weight: 400;">Jane O’Kane</span></a><span style="font-weight: 400;"> se baseia em pele escurecida ou acinzentada e olhos amarelados. Um sangue ali, um machucado aqui. Seria passível de considerar que o visual básico para as personagens é proposital para evidenciar a aparência do </span><i><span style="font-weight: 400;">final boss</span></i><span style="font-weight: 400;"> Will (George Pullar), anunciado durante todo o enredo como alguém que está chegando – e que deve ser temido. Só que Will pouco aparece e nunca de corpo inteiro, sendo impossível ver em totalidade sua podridão. E ainda bem: ele é apenas um esqueleto defumado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o filme mais preso aos dogmas da franquia ao mesmo tempo que a descaracteriza no sentido negativo, de um esvaziamento da criatividade. Um filme cinza que contenta aqueles que acham que histórias tristes precisam ser escuras. Um longa que esbanja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vX7uxCW58IQ"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> numa série que sempre se dedicou ao artesanal. Para quem traz fogo no título, Vaniček se esforça pouco para, de fato, fazer com que o público arda nas poltronas. Se o ato de queimar fosse um desmonte da saga, ainda que por birra, seria muito mais interessante que o genérico, algo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi. </span></p>
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		<title>Pearl sangra até o próprio estrelato</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 20:26:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “ser ou não ser”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pearl-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pearl sangra até o próprio estrelato"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30580" aria-describedby="caption-attachment-30580" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de raiva, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos seguram um machado de tons terrosos ao topo de sua cabeça. Ao fundo, um céu azul e uma árvore de galhos verdes desfocada." width="800" height="341" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-1024x436.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-768x327.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30580" class="wp-caption-text">Gravada em sigilo midiático, a segunda parceria entre Ti West e Mia Goth estreou em Setembro de 2022, no 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “</span><i><span style="font-weight: 400;">ser ou não ser</span></i><span style="font-weight: 400;">”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à agente dos assassinatos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X: A Marca da Morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor e produtor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujEIsQdHPXc"><span style="font-weight: 400;">Ti West</span></a><span style="font-weight: 400;"> se une novamente à atriz Mia Goth em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/o-que-e-o-prequel-de-um-filme-ou-uma-serie-220426/"><span style="font-weight: 400;">filme-sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> concentrado em estudar a mente de uma mulher que cansou de existir plenamente apenas no mundo das ideias. </span></p>
<p><span id="more-30578"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/09/21/x-pearl-e-maxxxine-conheca-a-trilogia-de-terror-que-viralizou-no-tiktok.htm"><span style="font-weight: 400;">prequela</span></a><span style="font-weight: 400;"> dimensiona a juventude da idosa tida inicialmente como a pervertida responsável pela morte de uma equipe de cineastas pornográficos. De volta a 1918, na mesma fazenda do Texas, Pearl ainda não carrega rugas, mas já conserva suas primeiras frustrações. Filha de imigrantes alemães &#8211;  uma mãe tão autoritária quanto cética (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">) e um pai inválido que vegeta com o auxílio de seus cuidados paliativos (Matthew Sunderland) -, a garota só encontra consolo na rotina campestre ao performar danças para os animais do local. No misto de rejeição, silêncio e devaneio, ela também questiona a sobrevivência do marido Howard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/#more-24959"><span style="font-weight: 400;">Alistair Sewell</span></a><span style="font-weight: 400;">), soldado incomunicável no recente término da Primeira Guerra Mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resistindo em um período igualmente marcado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/pearl-prologo-elogiado-de-x-a-marca-da-morte-so-existe-devido-a-pandemia,9472162dcedcac82d7c35eae899fc1e3bjmu0tme.html"><span style="font-weight: 400;">epidemia de gripe espanhola</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem se move pela propulsão do sonho de se tornar uma estrela de Cinema. Sob a pele de um Horror </span><a href="https://br.ign.com/terror-1/95881/feature/terror-slasher-o-que-e-por-que-voltou"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa, então, constrói a imaginação da protagonista no ritmo em que sinaliza seus vestígios de maldade, anteriores a qualquer banho de sangue e muito mais primitivos do que rancorosos. Pearl ensaia mentiras, tenta manipular situações e até mata gansos se for preciso: qualquer traço de insanidade a desliga da monotonia e a faz ser diferente do comum. Caminhando nessa </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/09/15/movies/pearl-review.html"><span style="font-weight: 400;">espiral comportamental constante</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história vai do incômodo ao fascínio, valorizando a brutalidade dos sentimentos.</span></p>
<figure id="attachment_30581" aria-describedby="caption-attachment-30581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg" alt="Cena do filme Pearl, que retrata uma família composta por mãe, pai e filha jantando. Ao lado esquerdo, uma garota branca de cabelos castanhos presos, com laços brancos, em penteado maria-chiquinha. Sentada em uma cadeira de madeira, ela veste uma camiseta verde e um macacão jeans. Ao centro, um homem branco de cabelos castanhos repousa, com os olhos fechados e a boca aberta, no canto esquerdo da cadeira em que está sentado. Ele veste camisa vermelha e um babador bege. Ao lado direito, uma mulher branca de cabelos castanhos tem os olhos fechados e está em oração. Ela veste um vestido parte cinza, parte branco, com mangas bufantes. Entre os três personagens, há uma mesa de jantar. Ao fundo, duas janelas da casa em destaque." width="800" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1024x716.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1536x1073.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1200x839.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30581" class="wp-caption-text">Com o subtítulo An X-traordinary Origin Story, a sequência rodou suas filmagens na Nova Zelândia durante a pós-produção de X (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Às avessas de seu precursor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um núcleo reduzido de personagens, que despontam em cena atrelados a cada camada emocional extrapolada pela personagem principal. Entre os encontros com o projetista (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Corenswet</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que desperta sua esperança e sexualidade –, e os desabafos pingados na relação inevitável com a cunhada (Emma Jenkins-Purro), a jovem escancara, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOfXsre93Ow"><span style="font-weight: 400;">olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NDS2cN4gyjk"><span style="font-weight: 400;">gritos</span></a><span style="font-weight: 400;">, aprisionamentos que sufocam a base da </span><a href="https://personaunesp.com.br/sorria-critica/"><span style="font-weight: 400;">psique humana</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde o início dos tempos. Por questionamentos silenciosos, sabemos que mais do que ser vista ou desejada, ela implora por sentir qualquer migalha de amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a investigação de uma </span><a href="https://www.urgesite.com.br/2022/10/24/resenha-pearl-2022/"><span style="font-weight: 400;">alma insatisfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que move as engrenagens sanguinárias do longa, engolir o processo sem o primor de Mia Goth seria princípio de indigestão. A </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2023/01/oscar-2023-brasileiros-reclamam-por-mia-goth-nao-estar-na-lista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">britânico-brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> mastiga toda tragédia e qualquer desequilíbrio com força genuína, sendo capaz de aproximar a racionalidade da ironia em um rito digno do expansivo cinema de Terror. Com grande liberdade criativa, além de barbarizar em um </span><a href="https://twitter.com/twkhalessi/status/1618060322342076416?s=20&amp;t=sKnAMDGGI3ZqjbJgUjC8hw"><span style="font-weight: 400;">monólogo de oito minutos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em plano-sequência, a intérprete também foi figurinha carimbada na </span><a href="https://bloody-disgusting.com/exclusives/3739962/pearl-ti-west-exclusive-clip/"><span style="font-weight: 400;">roteirização e produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> da prequela.</span></p>
<figure id="attachment_30582" aria-describedby="caption-attachment-30582" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png" alt="A imagem mostra, do lado esquerdo, Ti West, um homem branco de cabelos e barba castanhos, e, do lado direito, Mia Goth, uma mulher branca de cabelos castanhos presos, com um laço branco, em um coque. Ele veste boné e moletom pretos, falando e com as duas mãos direcionadas para Mia. Ela está sentada, usando um vestido vermelho longo, com mangas bufantes, e prestando atenção em Ti West. Ao fundo, uma parede vermelha e uma cortina de renda branca." width="800" height="392" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1024x502.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-768x376.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1536x753.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1200x588.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4.png 1671w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30582" class="wp-caption-text">Kevin Turen, produtor de <a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/">Pieces of a Woman</a>, Sam Levinson, idealizador de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/">Euphoria</a>, e Ben Milsom, diretor de arte de <a href="https://personaunesp.com.br/avatar-o-caminho-da-agua-critica/">Avatar: Caminho das Águas</a>, são outros nomes de peso que participam da manufatura do filme (Foto: Bloody Disgusting)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase desprovido de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/28/segredos-do-cinema-jump-scare/"><i><span style="font-weight: 400;">jumpscares</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha destaque ao se modelar usando compassos mega dramáticos, em uma ousadia familiar a outras criações com </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/conheca-a-historia-do-a24-estudio-com-mais-indicacoes-ao-oscar-2023,435ebad9c2c77fb1abe6cef925bc56ecjrwug9mn.html"><span style="font-weight: 400;">selo dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tyler Bates</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Tim Williams coreografa as escapadas da protagonista à cidade mais próxima, como se rebobinasse a fita de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1939), clássico musical que permeia a produção dos figurinos ao resgate da saudosa técnica </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/20/Os-filmes-em-Technicolor-redescobertos.-E-o-impacto-do-processo-no-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">technicolor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia solar, a distância do convívio social e principalmente o sarcasmo em tantas críticas atuais integram essa </span><a href="https://ew.com/movies/pearl-ti-west-mia-goth-x-prequel-horror-melodrama-golden-age-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">realidade tão distorcida e espetacular</span></a><span style="font-weight: 400;">. Através da visão otimista de Pearl, as imagens saturadas de cor contrastam com a desesperança apresentada em um clímax que nos impede de desviar as atenções. A cinematografia criada por Eliot Rockett, aos poucos, só alimenta o ciclo vicioso de uma vida que se esbalda nos assassinatos, para contornar a perda da inocência e brindar o encontro nada simplista com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eDPC8yprVpk"><span style="font-weight: 400;">epifania histérica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30579" aria-describedby="caption-attachment-30579" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de serenidade, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos estão juntas e ensanguentadas, seus olhos estão fechados como quem realiza uma oração. Ao fundo, uma parede escura com poucos adereços." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1.jpg 1248w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30579" class="wp-caption-text">“Uma das partes mais legais desse filme é a noção de que há algo maior por trás de tudo isso”, explicou West, em comunicado (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ferozes 102 minutos do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> também colocam a </span><a href="https://gamerant.com/evolution-slasher-movies-explained/#:~:text=In%201984%2C%20Wes%20Craven%20would%20bring%20horror%20into%20a%20new%20era%20and%20resuscitate%20the%20slasher%20subgenre.%20A%20director%20who%20began%20his%20career%20bulldozing%20through%20the%20seedy%20topics%20of%20horror%2C%20Craven%20understood%20horror%20was%20about%20dealing%20with%20the%20unsightly%20and%20the%20things%20that%20were%20difficult%20to%20address."><span style="font-weight: 400;">violência gráfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> pura e crua em segundo plano. Assim, pela desenvoltura e complexidade, o imaginário popular do que o Terror representa se confunde na loucura aberta ao público. Ganhando fama como a versão feminina do </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobrepõe as consequências de suas maquinações em uma dinâmica similar ao vilão de Gotham City: abraçando a enxurrada de desgostos que transformam o caráter de sua protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o retrato das </span><a href="https://www.monash.edu/arts/philosophical-historical-international-studies/eras/past-editions/edition-three-2002-june/female-film-stars-and-the-dominant-ideologies-of-1950s-america#:~:text=There%20was%20an,of%201950s%20America."><span style="font-weight: 400;">mulheres na Era de Ouro do Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma das muitas inspirações de estilo, algo que West sempre busca incluir em suas produções. Em entrevistas, o diretor revelou que, na prequela, seu comprometimento com a estética e suas pesquisas filmográficas relacionadas não eram para cenas específicas, mas para deixarem seus empreendimentos “</span><a href="https://www.polygon.com/23353620/pearl-ti-west-disney-inspirations"><i><span style="font-weight: 400;">exaustivamente esotéricos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” &#8211; como na aplicação de tons avermelhados emprestados de </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/498/os-sapatinhos-vermelhos"><i><span style="font-weight: 400;">Os Sapatinhos Vermelhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1948).</span></p>
<figure id="attachment_30583" aria-describedby="caption-attachment-30583" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30583" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela está sendo iluminada por uma luz circular em um palco enquanto sorri e levanta seus braços, além de usar um vestido azul sem mangas, e um laço da mesma cor em seu cabelo. Ao fundo, uma cortina e à frente, silhuetas da plateia que a assiste." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30583" class="wp-caption-text">Vítima de uma série de descasos destinados às produções de Horror, a filha do meio da saga X chegou aos cinemas brasileiros no dia 9 de Fevereiro de 2023 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrito pelo cineasta Martin Scorsese como “</span><i><span style="font-weight: 400;">profundamente perturbador, hipnotizante e selvagem</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em um </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/614391/festival-de-veneza-2022-tera-estreias-de-blonde-nao-se-preocupe-querida-e-novos-filmes-de-inarritu-e-aronofsky/"><span style="font-weight: 400;">circuito credibilizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> da sétima arte e acumulou uma </span><a href="https://www.digitaltrends.com/movies/pearl-2022-movie-review/"><span style="font-weight: 400;">onda avantajada de aclamações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, a resistência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em reconhecer </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cox-_5rLhF4/"><span style="font-weight: 400;">filmes de Terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, vide </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-nao-olhe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Não! Não Olhe!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jordan Peele, e o próprio filme de West, continua reforçando que </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;"> são, na verdade, exceções à regra. Goth, inclusive, chegou a reagir às </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/mia-goth-oscars-ignore-horror-pearl-snub-1235503214/"><span style="font-weight: 400;">não-indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da 95ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: “[A premiação] </span><i><span style="font-weight: 400;">não é totalmente baseada na qualidade do projeto em si,</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">acho que muitas pessoas pensam assim</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">e teria um bom efeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> [indicar obras de Terror]”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colecionando contragostos dentro e fora de cena, o longa, sobretudo, persiste na memória de todo fã do gênero sanguinolento e sucateado por sua meticulosidade. Mesmo não sendo fundamental para compreensão da primeira sessão de matanças, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá à </span><a href="https://collider.com/maxxxine-ti-west-x-pearl-connection-comments/"><span style="font-weight: 400;">atmosfera de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma espécie de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2022-03-14/x-prequel-pearl-mia-goth-ti-west"><span style="font-weight: 400;">anti-heroína</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, antes de estar fadada ao fracasso, foi precursora de revoltas e anseios naturais aos vilões, sonhadores e seres humanos. Implacável, ela rompe as barreiras do imaginário e se materializa para além das tormentas que a consumiram.</span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-165715/"><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que seguirá os passos da destemida </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Hollywood, recebe a função de completar a trilogia elevando ainda mais o nível escalado nas tramas passadas. Entretanto, com o retorno do protagonismo de Mia Goth, as expectativas criadas não poderiam diferir do estratosférico. Certamente, Pearl estaria orgulhosa de tanto talento reunido em uma única juventude. Isso porque, vivendo as piores facetas do medo, a </span><a href="https://www.ibahia.com/nem-te-conto/mia-goth-e-brasileira-web-resgata-video-da-atriz-de-pearl-falando-portugues-com-avo"><span style="font-weight: 400;">neta de Maria Gladys</span></a><span style="font-weight: 400;"> sangrou até às ruínas de seu próprio estrelato.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYpF_P00zNo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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