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	<title>Arquivos Stranger Things 3 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Stranger Things 3: o mergulho definitivo nos anos 80</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 22:55:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Soldeira Quando chegou na Netflix em 2016, Stranger Things nos pegou desprevenidos. A série chegou sem fazer alarde e de repente se tornou um verdadeiro marco na cultura pop, sendo um dos pivôs do retorno dos anos 80 para o mainstream. A produção caiu nas graças do público pela aura nostálgica que permeia a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Stranger Things 3: o mergulho definitivo nos anos 80"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12361" aria-describedby="caption-attachment-12361" style="width: 528px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-12361" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-1-203x300.jpg" alt="" width="528" height="781" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-1-203x300.jpg 203w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-1-768x1137.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-1-692x1024.jpg 692w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-1-1200x1777.jpg 1200w" sizes="(max-width: 528px) 85vw, 528px" /><figcaption id="caption-attachment-12361" class="wp-caption-text">(Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Soldeira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando chegou na Netflix em 2016, </span><a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos pegou desprevenidos. A série chegou sem fazer alarde e de repente se tornou um verdadeiro marco na cultura pop, sendo um dos pivôs do retorno dos anos 80 para o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção caiu nas graças do público pela aura nostálgica que permeia a trama, seu enredo misterioso que prende a atenção do início ao fim, e claro, o elenco extremamente carismático com interações tão fáceis de se relacionar quanto amizades de infância poderiam ser. E agora em sua terceira temporada vemos tudo isso evoluir para um novo patamar.</span><span id="more-12356"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, os anos 80… a estética da década nunca esteve tão presente na série. Agora além de referências ela se expande para a fotografia, com cores vibrantes e saturadas, além de um visual granulado que em muitos momentos faz parecer que a produção realmente foi filmada em 1985. Isso se mostra também pela direção que com alguns planos bem criativos e uma câmera que sabe muito bem quando e como se movimentar. </span></p>
<figure id="attachment_12363" aria-describedby="caption-attachment-12363" style="width: 536px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-12363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3-300x169.png" alt="" width="536" height="302" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-3.png 1366w" sizes="(max-width: 536px) 85vw, 536px" /><figcaption id="caption-attachment-12363" class="wp-caption-text">Um exemplo de plano criativo, quando não se mostra diretamente Hopper pegando sua arma. (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um show à parte é a trilha sonora original, composta por Kyle Dixon e Michael Stein. Ela ajuda tanto a situar o clima das cenas quanto a  ainda mais a década de 80 com seus sintetizadores, batidas eletrônicas e baixo pesado que parecem referenciar nomes como New Order e Vangelis. Também contamos com músicas que dizem muito sobre o que acontece na trama como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Material Girl”</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="http://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">“Cold As Ice”</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Foreigner e </span><i><span style="font-weight: 400;">“The NeverEnding Story”</span></i><span style="font-weight: 400;">, trilha sonora do filme “A História Sem Fim” de 1984 (essa última sendo um dos melhores momentos da temporada pra mim). Músicas como essas resultam em muitos momentos que </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/stranger-things-melhores-momentos-musicais-da-3a-temporada#31"><span style="font-weight: 400;">só Stranger Things poderia nos oferecer.</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama da nova temporada gira em torno da chegada da adolescência para os protagonistas. Construíram arcos muito bons em torno disso, como o de Will (Noah Schnapp) que não amadureceu da mesma forma que Mike (Finn Wolfhard) e Lucas (Caleb McLaughlin), que parecem só se preocupar com seus relacionamentos. O policial Jim Hopper (David Harbour) que continua lidando o fato de ser pai da poderosa Eleven (Millie Bobby Brown), mas com o agravante de que agora sua  filha e Mike estão tendo um relacionamento, e isso gera um arco emocional muito interessante para o personagem. E simultaneamente temos os mistérios da trama se desenvolvendo. E pela primeira vez existe um balanço perfeito entre o desenvolvimento dos personagens e dos mistérios do enredo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos muita coisa que deu certo na </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-stranger-things-2/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> sendo melhor explorada aqui, como a separação em núcleos dos personagens. Por exemplo, a parceria de Dustin (Gaten Matarazzo) e Steve (Joe Keery) foi elevada a outro nível. Conta com a presença de Erica (Priah Ferguson), que foi mais uma grata surpresa introduzida em Stranger Things 2. E também com a chegada de Robin (Maya Hawke), que era uma personagem que nem tínhamos ideia do quanto era necessária até recebermos.</span></p>
<figure id="attachment_12357" aria-describedby="caption-attachment-12357" style="width: 537px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-12357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2-300x169.png" alt="" width="537" height="302" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-2.png 1366w" sizes="(max-width: 537px) 85vw, 537px" /><figcaption id="caption-attachment-12357" class="wp-caption-text">&#8220;You can&#8217;t spell America without Erica&#8221; (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os outros núcleos são compostos por Hopper e Joyce Byers (Winona Ryder); Mike, Lucas e Will; Jonathan (Charlie Heaton) e Nancy (Natalia Dyer); Eleven e Max (Sadie Sink). Cada núcleo de personagens tem seu próprio mistério e alguns vão englobando outros personagens. O roteiro trabalha cada grupo separadamente com maestria. Não dá aquela sensação chata de “poxa, por que não volta logo pra outra história” que existia em temporadas anteriores. E a forma que um mistério vai encontrando o outro aos poucos chega a ser catártico em certos momentos.</span></p>
<p>Mesmo os anos 80 estando presente em outros aspectos da produção, essa temporada é a que melhor utiliza as referências. Elas são abraçadas pela trama, que faz bom uso das oportunidades que tem para atingir o público nostálgico. A presença do novo shopping por exemplo, ele entremeia a trama de diversas formas. Tanto como apenas ponto de encontro dos adolescentes, como também é mostrado como causa para a crise do comércio local. E ainda, é onde se desenvolve grande parte do núcleo guiado por Dustin e Steve que trabalha numa sorveteria dali. Outro ponto forte das referências está sem dúvida no figurino que mostra o melhor da moda oitentista.</p>
<p>Sem contar também a presença de Andrey Ivchenko como antagonista. O ator em si já é uma referência já que parece ser a fusão perfeita de Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro (1984) e Dolph Lundgren (Rocky IV). Aliás, os vilões (sobrenaturais ou não) passam um senso de perigo constante, o roteiro faz você realmente temer pelos personagens.</p>
<figure id="attachment_12364" aria-describedby="caption-attachment-12364" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4-300x169.png" alt="" width="522" height="294" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-4.png 1366w" sizes="auto, (max-width: 522px) 85vw, 522px" /><figcaption id="caption-attachment-12364" class="wp-caption-text">&#8220;Hasta la vista, Baby!&#8221; (Imagem: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>As atuações estão consistentes, com destaque para David Harbour que tem mais camadas para trabalhar em seu personagem. Gaten Matarazzo e Priah Ferguson que merecem elogios como um alívio cômico e por apresentarem personagens tão cativantes (além de Gaten mostrar mais um grande talento nessa temporada).  Finn Wolfheart é um dos meus maiores problemas em relação a série, o ator se mostra cada vez mais inexpressivo. Fora isso, mais um Bônus seria Eleven ganhar mais personalidade e Millie Bobby Brown ter ganhado mais com o que trabalhar.</p>
<p>Stranger Things 3 em seus oito episódios retorna a série para a qualidade da primeira temporada e desenvolve os pontos fortes da segunda, mesmo sem ter o bônus da falta de expectativa. Mantém um ritmo muito bom sem enxertos de conteúdo desnecessário. E faz referências serem mais do que mero artifício para desencadear nostalgia, sendo a maioria realmente importante pra trama.</p>
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