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	<title>Arquivos Start Over &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>5 Seconds of Summer ressignifica a própria narrativa e prova que, de fato, EVERYONE’S A STAR!</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 16:18:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Em uma era em que a performance se impõe como valor central e praticamente obrigatório, muitos artistas se aventuram em terrenos novos que não florescem da maneira que o público espera. A inovação, por mais desejada e desafiadora que seja, não garante profundidade e, muitas vezes, escorrega em contextos vazios. Indo na contramão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/everyones-a-star-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 Seconds of Summer ressignifica a própria narrativa e prova que, de fato, EVERYONE’S A STAR!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36632" aria-describedby="caption-attachment-36632" style="width: 505px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36632" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7.png" alt="Quatro homens posam em um estúdio com fundo branco. Seus corpos estão propositalmente reduzidos, enquanto as cabeças estão ampliadas caricaturalmente. Eles usam roupas conceituais ao estilo alternativo como casacos longos, jaquetas de couro, junção de tecidos e cores, estampas chamativas e acessórios. Usam maquiagem características e penteados diferenciados." width="505" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7.png 505w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-7-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 505px) 85vw, 505px" /><figcaption id="caption-attachment-36632" class="wp-caption-text">“Eu me sinto invencível / E quando o sol nasce, eu me sinto desprezível / E quando meu coração desacelerar, você me buscará?” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma era em que a </span><a href="https://ffw.com.br/materias/a-cultura-da-performance-num-mundo-onde-tudo-precisa-ser-exposto-e-exagerado/"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> se impõe como valor central e praticamente obrigatório, muitos artistas se </span><a href="https://farragomagazine.com/article/farrago/the-reinvention-era-a-celebration-of-artists-who-innovated-their-sound-and-style/"><span style="font-weight: 400;">aventuram</span></a><span style="font-weight: 400;"> em terrenos novos que não florescem da maneira que o público espera. A inovação, por mais desejada e desafiadora que seja, não garante profundidade e, muitas vezes, escorrega em contextos vazios. Indo na contramão dessa lógica de tendências momentâneas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;">, 5 Seconds of Summer retorna às próprias origens e reformula a nostalgia do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/music/features/5sos-boyband-one-direction-1d-everyones-a-star-b2865437.html"><span style="font-weight: 400;">anos 2010</span></a><span style="font-weight: 400;">, evocando a energia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sounds Good Feels Good </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), sua segunda gravação, produzida no auge da era das </span><i><span style="font-weight: 400;">boybands</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-36631"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 14 de novembro de 2025 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum une o melhor do </span><a href="https://culturadoria.com.br/a-volta-do-pop-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e do </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/alternative-rock-guide"><i><span style="font-weight: 400;">rock alternativo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que abraça e aprecia o lado mais sombrio do grupo. As inseguranças, os pensamentos destrutivos e as obsessões se tornam o foco nesse novo capítulo, sem desconsiderar cada curva instável que fez parte da jornada. Há deslizes, especialmente na composição lírica, mas a produção versátil e autêntica se mantém constante e se consolida como uma versão madura e confiante de seus primeiros trabalhos, trazendo um olhar diferente e </span><a href="https://youtu.be/Q3ktLlJrByg?si=PFhr-1WQpp1oRn-B"><span style="font-weight: 400;">maduro</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afirmando suas estrelas interiores e esbanjando influências, a banda percorre </span><a href="https://mundolivrefm.com.br/o-rock-esta-voltando-a-explosao-de-interesse-pelo-genero-e-a-polemica-da-playlist-marrow/"><span style="font-weight: 400;">temas típicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do gênero como fama, sexo, drogas e a linha tênue entre obsessão e amor. Há uma narrativa consciente e reflexiva sobre o potencial consumidor, intenso e distorcido que a fama pode apresentar, além de causar a perda do apelo pelas coisas prazerosas que a vida proporciona. A obra também revisita a própria trajetória, marcada pela necessidade de identificação e utilidade ao público, que, ao longo do tempo, foi reduzida ao papel de entreter. Enquanto lidam com o passado, os artistas apresentam os dois lados de uma mesma moeda e vivenciam o impacto da exposição precoce aos holofotes.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="5 Seconds of Summer - NOT OK (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OOHndihD7Dc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://youtu.be/oaJFYsO85_o?si=Pr3x7BQ6MA5JHiWv"><i><span style="font-weight: 400;">Everyone’s A Star!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre o disco e estabelece o tom das faixas seguintes de forma sólida e instigante. Ao longo da produção, a dualidade de sentimentos aparece de forma constante, acompanhada de referências ao meio musical e ao imaginário das estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. A montagem também aprofunda as sensações e, em </span><a href="https://youtu.be/foxV-QlIumA?si=mYmVzrjO5xjhnMTe"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o medo de encarar o próprio reflexo no espelho e não reconhecer quem se tornou, como se um fantasma familiar estivesse presente em cada gesto. Em meio a isso, surgem os dilemas ao lidar com relacionamentos amorosos, desde a necessidade de superação até o início de um novo amor, evidenciados em </span><a href="https://youtu.be/OfAUb4JU1Ks?si=iibV8r6AShv4ivdA"><i><span style="font-weight: 400;">Start Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua crueza e sinceridade, as faixas operam em diferentes camadas e intensificam a força do conteúdo, alcançando níveis distintos de impacto, dependendo da vivência de quem as escuta. Para sintetizar toda a estética do projeto, </span><a href="https://youtu.be/3VxJYFZMsUE?si=9MGoowRusvh1Pqdf"><i><span style="font-weight: 400;">Boyband</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> critica abertamente a indústria musical e os padrões e expectativas impostas. Os australianos abordam seus problemas com autoimagem, desordem alimentar e a sensação de serem valorizados apenas no auge da </span><a href="https://personaunesp.com.br/youngblood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">juventude</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_36633" aria-describedby="caption-attachment-36633" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x634.jpg" alt="Quatro homens estão em um estúdio iluminado com luzes azuis que projetam estrelas brancas nas paredes. À esquerda, um deles segura a guitarra e tem a postura relaxada. Ao centro, um está posicionado atrás da bateria. Ao seu lado, levemente a frente, outro está agachado segurando um microfone. Ao lado direito, o outro está encostado em uma caixa de som e segurando um baixo. Atrás deles há caixas de som e de apoio dos instrumentos. No chão há cabos espalhados e conectando tudo." width="800" height="634" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-800x634.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5-768x609.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-5.jpg 979w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36633" class="wp-caption-text">“Toda cama é fria sem seu corpo nela / Para onde quer que eu vá, minha pele se arrepia / E se eu não conseguir fechar os olhos sem você na minha cabeça?” (Foto: Andy DeLuca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início da carreira, em 2011, o rótulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> soava como uma prisão para os artistas. Diferente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/1d-up-all-night-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></a><span style="font-weight: 400;"> e The Vamps, grupos ativos na mesma época, 5 Seconds of Summer evitava a classificação por suas implicações em gêneros, comportamentos e discursos pré-estabelecidos pela indústria. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;"> o termo, utilizado para desmerecer o grupo no passado, é audaciosamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N80u6id7nLU"><span style="font-weight: 400;">ressignificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tomado para si com orgulho, ao se intitularem como “</span><i><span style="font-weight: 400;">sua boyband favorita</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Isso não impede as críticas presentes na obra, apenas fortalece os argumentos com propriedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o lançamento do </span><a href="https://personaunesp.com.br/5sos5-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">(2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, os australianos exploraram suas carreiras solo sem desfazer a banda. Essa liberdade criativa permitiu experimentar novas ideias, experiências e perspectivas, sendo crucial para a </span><a href="https://youtu.be/aZxI7V6-wW0?si=mDsYishfvt3mSrz_"><span style="font-weight: 400;">maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e segurança de cada membro em novos projetos. As quatro faixas extras da edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente disponíveis em </span><i><span style="font-weight: 400;">CDs</span></i><span style="font-weight: 400;"> individuais para cada membro, expandem o diálogo com as carreiras solos e carregam nuances pessoais e subjetivas sem comprometer o conjunto do trabalho. A familiaridade estética é significativa, e cada uma poderia ser inserida nos respectivos álbuns individuais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Over</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, conversa diretamente com </span><a href="https://open.spotify.com/album/5T1HI88OceUlUExSsAM3GQ?si=t3ojYm5NTT-22i8f1iZMpg"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Luke Hemmings, e assim por diante. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="5 Seconds of Summer - Telephone Busy (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/N3LNyYbnuVY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção instrumental é um dos pontos mais sólidos e destacados na obra. Baixo, bateria e guitarra, além de dialogarem na temática, trazem a batida envolvente e viva em cada canção. A escolha do ritmo para abordar temas diversos e intensos criam um contraste visível, ambicioso e que sintetiza o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. No campo vocal, a produção é agradavelmente exploratória. Luke Hemmings, vocalista principal, explora seu alcance e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/5-musicas-para-entender-evolucao-vocal-de-luke-hemmings-do-5-seconds-summer-lista/"><span style="font-weight: 400;">projeção</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Ashton Irwin, Michael Clifford e Calum Hood no apoio contribuem para a harmonia e equilíbrio da produção. É evidente o domínio e extensão de cada membro e o uso consciente de cada tom e técnica, até mesmo nos interlúdios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, na </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2024/03/28/letras-de-musica-estao-ficando-simples-e-repetitivas-aponta-estudo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">composição lírica</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum hesita. O conteúdo se mantém coerente com o estilo visual proposto, repleto de trocadilhos, metáforas e referências, mas não alcança o refinamento e profundidade técnica das produções anteriores. A partir das faixas finais, há uma queda na densidade das letras, deixando claro a decisão de priorizar a </span><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1782026229992942-veja-10-artistas-da-musica-que-mudaram-o-rumo-de-suas-carreiras"><span style="font-weight: 400;">mudança estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a escrita. Apesar de não afetar grandemente a construção final, impede que algumas músicas tenham maior alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o disco se consolida como um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q3ktLlJrByg&amp;t=328s"><span style="font-weight: 400;">trabalho versátil</span></a><span style="font-weight: 400;"> e maduro. A identidade foi amplamente explorada na divulgação e nos clipes, enquanto as músicas exalam a essência do grupo, além de dialogar com outras fases e as reconhecerem como igualmente válidas e únicas. 5 Seconds of Summer assume a era com orgulho, reafirmando sua identidade com equilíbrio, confiança e paixão. </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE’S A STAR!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o reflexo de artistas que se mantêm fiéis às suas origens e, ainda assim, reinventam e desafiam as expectativas da indústria com propósito e audácia.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: EVERYONE&amp;apos;S A STAR! (Fully Evolved)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5PZaqv1kmnGYMvO8lS0Cqs?si=X318d3PHRLyZBtcVIQEqIg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/everyones-a-star-critica/">5 Seconds of Summer ressignifica a própria narrativa e prova que, de fato, EVERYONE’S A STAR!</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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