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	<title>Arquivos sonho americano &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Saída Está À Nossa Frente: as portas de emergência não se abrem para todos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 12:43:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  A narrativa do modo de vida americano presente em comerciais, produtos culturais e campanhas estadunidenses nos mostram uma realidade brilhante – moldada pela visão liberal do que isso significa. A ideia de desenvolvimento e sucesso escondem realidades nas quais o luxo e a tecnologia não estão presentes. Em A Saída Está À Nossa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-saida-esta-a-nossa-frente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Saída Está À Nossa Frente: as portas de emergência não se abrem para todos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29292" aria-describedby="caption-attachment-29292" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-29292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2.jpg" alt="Cena do filme A Saída Está À Nossa Frente. Na imagem, Tracy Staggs aparece de costas colocando uma mesa desmontável no chão. A personagem é branca e está de pé. Ela veste um conjunto de calça e casaco de moletom, as peças de roupa são cinza com detalhes em rosa e preto. O cabelo é loiro e está preso. Ao redor há grama e uma árvore seca, também aparecem uma bicicleta rosa e uma azul no canto inferior direito. No lado esquerdo há alguns objetos atulhados." width="1600" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2-1536x810.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-1-6-2-1200x633.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29292" class="wp-caption-text">A Saída Está À Nossa Frente aborda a vida norte-americana de uma perspectiva alternativa; o filme fez parte da Competição Novos Diretores na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Hamilton Film Group)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa do </span><a href="http://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">modo de vida americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em comerciais, produtos culturais e campanhas estadunidenses nos mostram uma realidade brilhante – moldada pela visão liberal do que isso significa. A ideia de desenvolvimento e sucesso escondem realidades nas quais o luxo e a tecnologia não estão presentes. Em </span><a href="https://vimeo.com/533699391?embedded=true&amp;source=vimeo_logo&amp;owner=34518939"><i><span style="font-weight: 400;">A Saída Está À Nossa Frente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do diretor Rob Rice, o valor das pessoas que não vivem sob os holofotes de Hollywood caminha em linhas retas, sem possibilidades de pontos de fuga. A produção independente fez parte da 46ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo na Competição Novos Diretores, e com imagens tremidas e baixo orçamento, invade um horizonte tão real quanto cruel. </span></p>
<p><span id="more-29291"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação dos personagens expõe um núcleo familiar – por mais que isso seja feito de maneira pouco clara. Mark e Tracy Staggs são um casal, interpretado por pessoas comuns que cedem seus nomes aos personagens, e juntos tem uma filha chamada Cassie (</span><a href="https://psfilmfest.org/2021-shortfest/film-finder/prude"><span style="font-weight: 400;">Nikki DeParis</span></a><span style="font-weight: 400;">). Os três viveram a vida toda em um vilarejo de beira de estrada distante dos vislumbres da modernidade, mas a jovem recebe a chance de se mudar para Los Angeles e ganhar um novo destino. Ali, em uma garota tomada por otimismo e esperança, vive a saída. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário é real, quase um registro documental guardado por uma só lente – já que Alexey Kurbatov trabalhou com a fotografia assim. As imagens, visivelmente francas, se misturam aos entulhos e espaços improvisados para construir um universo em que o </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53562958"><span style="font-weight: 400;">Estado</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um pai ausente. Ainda assim, entre as marcas da pobreza, o afeto e a cumplicidade são capazes de alimentar sentimentos genuinamente doces. Uma pena o amor não ser capaz de passar por cima da crueldade de um sistema que prioriza acumular desigualdades. </span></p>
<figure id="attachment_29294" aria-describedby="caption-attachment-29294" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-2-1.jpeg" alt="Cena do filme A Saída Está À Nossa Frente. Na imagem Tracy Staggs aparece olhando para frente. A personagem veste uma blusa de manga longa azul escura e cinza. Sua pele é branca e seus cabelos loiros estão presos" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-2-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-2-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-2-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-2-1-768x432.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29294" class="wp-caption-text">A Saída Está À Nossa Frente foi exibido na 33ª edição do festival FIDMarseille (Foto: Hamilton Film Group)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do enredo, também roteirizado por Rice, Cassie acumula despedidas. Passando pelos lugares e pessoas que marcaram sua vida, ela acomoda as lembranças com carinho, enquanto se prepara para ganhar novas possibilidades. Os moradores com os quais conversa revelam o quanto a </span><a href="https://personaunesp.com.br/projeto-florida-critica-resenha/"><span style="font-weight: 400;">negligência</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a residente mais antiga daquele lugar arenoso e deserto. Um primo com histórico de dependência química, um senhor que passou anos no sistema carcerário e usa a religiosidade como uma maneira de seguir em frente e o próprio pai escondendo uma doença terminal são reflexos disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que esteja debruçada sobre as margens dos </span><a href="https://www.bbc.com/reel/video/p07ks5pp/is-this-the-end-of-an-iconic-american-way-of-life-"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Way Out Ahead of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">– nome original da obra – não nos prepara em momento algum para caminhos pouco acesos. Por mais aflitivos que Mark e Tracy estejam com a evolução da condição do personagem, a vontade de fazer a filha sair daquele lugar move todos os seus passos com leveza. A sutileza acaba contagiando o espectador, que por muitos momentos se vê acreditando em </span><a href="https://pbnews.com.br/noticia/32083/louro-de-tolor-e-a-ilusao-de-ascensao-social"><span style="font-weight: 400;">futuros iluminados</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela boa vontade e esforço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conquista seu clímax com uma reviravolta moldada por um misto muito bem feito de surpresa e obviedade. Depois que Cassie já chegou na cidade grande, seu pai, dentro de um carro, a liga e deixa um recado trajado de adeus, pega uma arma e não precisamos ver mais nada para saber o que aconteceu. A tal </span><a href="https://personaunesp.com.br/plano-75-critica/"><span style="font-weight: 400;">saída</span></a><span style="font-weight: 400;"> não parece mais uma luz no fim do túnel, mas uma ilusão construída em tons crus. </span></p>
<figure id="attachment_29293" aria-describedby="caption-attachment-29293" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-3.jpeg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-3.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/imagem-3-768x432.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29293" class="wp-caption-text">A atriz iniciante Nikki DeParis atuou nos curta metragens Prude e Amaranthine (Foto: Hamilton Film Group)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Saída Está À Nossa Frente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sopro: rápido, leve e capaz de derrubar coisas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/elena-critica/"><span style="font-weight: 400;">suicídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mark não precisa tomar muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para causar impacto em quem assiste a produção, mas deixa para traz questionamentos silenciosos. Em um mundo que dá muito a poucos e pouco a muitos, a saúde mental é um adereço pouco acessível. Afinal, os direitos humanos são para quantos? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rob Rice trabalha com pouco e isso é o suficiente para o propósito do filme. Atrás da fotografia distante da perfeição e dos atores improvisados, existe tanta verdade e provocação que o resultado é admirável. Um espetáculo que não se assume como tal, mas é baseado em fatos tão </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/04/eua-estao-virando-as-costas-as-familias-mais-pobres.shtml"><span style="font-weight: 400;">reais</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto eu e você. O grito silencioso e melancólico das vidas que existem atrás das cortinas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os ratos de laboratório são colocados para realizar um percurso de teste, seguem o cheiro do queijo em busca do momento premiado sem saber que estão presos por paredes de acrílico. Assim também acontece com as pessoas: buscam os resultados da </span><a href="https://personaunesp.com.br/era-uma-vez-um-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">meritocracia</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem saber das barreiras ao seu redor. Nos destroços do capitalismo, a saída não leva a lugar algum. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/57hydG24TgI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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		<title>Era uma vez um sonho ecoa o mito da meritocracia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 16:11:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Não é de hoje que histórias sobre relações familiares costumam dar as caras na temporada de premiações da indústria cinematográfica. Em anos anteriores, filmes como Lady Bird e Boyhood figuraram entre os vencedores e indicados em diversas categorias. Essa tendência já é esperada especialmente pela cerimônia da Academia, com o conhecido Oscar Bait, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/era-uma-vez-um-sonho-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Era uma vez um sonho ecoa o mito da meritocracia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19782" aria-describedby="caption-attachment-19782" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Nela, vemos os personagens J. D. e Bev sentados em um sofá. J. D. é interpretado pelo ator-mirim Owen Asztalos; ele está sentado à esquerda, olhando para Bev. Owen é um menino branco, de cabelos castanhos claros, ele veste uma camiseta azul e calças verde-escuro. Bev é interpretada pela atriz Amy Adams, ela está sentada à direita, olhando para Owen com a sua mão direita encostada na bochecha de Owen. Amy é uma mulher branca, de cabelos ruivos e compridos; ela veste uma camiseta florida, com uma blusa branca de mangas compridas por baixo e uma calça rosa." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19782" class="wp-caption-text">Com duas indicações ao Oscar 2021, a produção de Ron Howard vende um discurso problemático e mal executado (Foto: Lacey Terrell/Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que histórias sobre relações familiares costumam dar as caras na temporada de premiações da indústria cinematográfica. Em anos anteriores, filmes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lady Bird</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Boyhood </span></i><span style="font-weight: 400;">figuraram entre os vencedores e indicados em diversas categorias. Essa tendência já é esperada especialmente pela cerimônia da Academia, com o conhecido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sl2Njk8xKss"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar Bait</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que configura obras com padrões historicamente amigáveis pela premiação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cota de drama familiar desse ano ficou nas mãos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambientada na região dos Apalaches nos Estados Unidos, a narrativa acompanha o estudante de Direito James David Vance (Gabriel Basso), que é obrigado a reviver o passado traumático de sua família ao ter que retornar para a sua cidade natal após sua mãe, Bev (Amy Adams), ter uma overdose. </span></p>
<p><span id="more-19781"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A péssima tradução do título original, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hillbilly Elegy</span></i><span style="font-weight: 400;">, se justifica pelo fato da família de J. D. ter se mudado do estado de Kentucky para Ohio em busca de melhores condições de vida, o tal do </span><i><span style="font-weight: 400;">sonho americano. </span></i><span style="font-weight: 400;">Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de memórias de sua infância e adolescência, o protagonista relembra o comportamento conturbado de sua mãe, mostrando o início da dependência química dela e a forma como descontava todos os seus problemas nele e em sua irmã, Lindsay (Haley Bennett).</span></p>
<figure id="attachment_19783" aria-describedby="caption-attachment-19783" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19783 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Na imagem, os personagens Lindsay, J.D. e Bev estão sentados em cadeiras na sala de espera de um consultório. Na imagem, da esquerda para a direita, está Lindsay, interpretada pela atriz Haley Bennett. Ela é uma mulher branca, com cabelos loiros amarrados em um coque baixo; ela veste uma blusa azul-clara e uma calça jeans, e está com uma bolsa em seu ombro direito. Ao seu lado, está J. D., em sua fase adulta, interpretado pelo ator Gabriel Basso. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos claros; ele veste um terno azul-marinho, com uma camisa branca por baixo e uma calça social na cor azul-marinho. Ao seu lado, está Bev, interpretada pela atriz Amy Adams. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos e compridos; ela veste uma camisa xadrez e uma calça jeans, e está com uma bolsa bege em seu colo. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem2-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19783" class="wp-caption-text">Ignorada no restante da temporada, Amy Adams conseguiu uma indicação de Melhor Atriz no <a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-sag-2021/">SAG Awards</a> (Foto: Reprodução/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Ron Howard, o filme se centra em uma narrativa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/"><span style="font-weight: 400;">hereditariedade dos traumas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Bev possui todos os seus transtornos pessoais e psicológicos muito em razão por conta da criação dada por seus pais, interpretados por Glenn Close e Bo Hopkins, problemática e turbulenta na mesma medida. E seus filhos parecem seguir essa tendência até certo momento de seu crescimento, mas conseguem reverter o processo. Assim, Lindsay se torna uma mãe mais presente na vida de seus próprios filhos, e J.D. conquista uma vaga em uma das universidades mais renomadas dos EUA.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme ótimo vendido como um drama familiar, típico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas é muito maior do que isso. A produção se baseia no livro de mesmo título que o original, escrito pelo J. D. Vance da vida real. Na obra biográfica, o autor também conta a história sobre sua família e trajetória pessoal, mas com pontos críticos cruciais e </span><a href="https://newrepublic.com/article/138717/jd-vance-false-prophet-blue-america"><span style="font-weight: 400;">questionáveis</span></a><span style="font-weight: 400;">, e que foram totalmente encobertos na adaptação cinematográfica. </span></p>
<figure id="attachment_19784" aria-describedby="caption-attachment-19784" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Nela, estão as personagens Mamaw e Bev em um gramado, uma encarando a outra. À esquerda, está Mamaw, interpretada por Glenn Close. Ela é uma mulher branca, de cabelos grisalhos e cacheados; ela usa um óculos e está com uma camiseta larga com estampa nas cores azul e bege. À direita, está Bev, interpretada por Amy Adams. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos compridos; ela veste um agasalho azul-claro. " width="2560" height="1338" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-1024x535.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-768x401.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-1536x803.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-2048x1070.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem3-1-1200x627.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19784" class="wp-caption-text">2022 com certeza! (Foto: Reprodução/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vance discorre sobre as condições precárias da região em que viviam, vestido em um discurso generalista e meritocrático, que culpabiliza os próprios moradores por se manterem na pobreza e miséria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hillbilly Elegy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é polêmico e fruto de diversas análises, que inclusive o utilizam como explicação para a ascensão do </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55726753"><i><span style="font-weight: 400;">trumpismo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos e a vitória do republicano em 2016, por mostrar a visão de uma parcela da sociedade que se sentia abandonada pelo governo nos últimos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o diretor Ron Howard traz apenas a casca de todos esses problemas profundos para o resultado final de sua obra. As deficiências do sistema social e de saúde são razoavelmente citadas em algumas cenas, como se fossem detalhes de consequências mínimas. Nada disso importa em sua narrativa, já que Vance conseguiu superar os problemas sozinho, se dedicou aos estudos mesmo com sua família desestruturada e com a falta de apoio governamental. Ele fez por merecer. Muito simples, não é mesmo?</span></p>
<figure id="attachment_19790" aria-describedby="caption-attachment-19790" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19790" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-scaled.jpeg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Na imagem, estão os personagens Bev e J. D. Vance dentro de um carro. No volante, à direita, está J. D. Vance, interpretado pelo ator Gabriel Basso. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos claros; ele veste uma camisa branca. À esquerda, no banco do carona, está Bev, interpretada pela atriz Amy Adams. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos e compridos; ela veste uma camisa xadrez." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-2048x1366.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/era-uma-vez-um-sonho-netflix-3-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19790" class="wp-caption-text">O livro Hillbilly Elegy foi best-seller número 1 pelo New York Times (Foto: Reprodução/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A superficialidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;"> não para por aí. Além de temáticas covardemente deixadas de escanteio, a produção não se aprofunda nas figuras centrais que o próprio diretor elege. Amy e Glenn são vendidas como as grandes protagonistas, mas não chegam perto disso. Além do filme girar em torno de outros personagens, não conseguimos ter nenhuma afeição por elas, nem entender suas motivações ou a profundidade de suas relações. Ambas são reduzidas totalmente ao estereótipo de caipira, e assistimos um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de horrores fantasiado de sotaques fortes e gritos histéricos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, não é possível se sensibilizar pela trajetória do próprio protagonista. Vance tenta de maneira falha ser vendido como o grande herói em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele foi o único filho a dar continuidade aos estudos, trabalha em três empregos para conseguir arcar com as despesas da faculdade, e é o único capaz de salvar a sua mãe, mas nem é preciso conhecer o verdadeiro J. D. para não engolir essa história a seco. Ele ainda parece honrar suas raízes a qualquer custo, no entanto a própria trama não faz jus a essa postura ao desumanizar os moradores dos Apalaches, oferecendo o mesmo retrato preconceituoso da visão dos advogados presentes na mesa de jantar ao início do filme.  </span></p>
<figure id="attachment_19786" aria-describedby="caption-attachment-19786" style="width: 1499px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19786" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Nela, estão os personagens Lindsay, Mamaw e J. D. À esquerda, está Mamaw, interpretada pela atriz Glenn Close. Ela é uma mulher branca, de cabelos grisalhos e cacheados; ela usa um óculos e está com uma camiseta larga com estampa nas cores azul e bege, e com os braços nos ombros de J. D. Vance. À direita, com os braços em volta de Mamaw, está J. D., em sua fase adolescente, interpretado pelo ator-mirim Owen Asztalos. Owen é um menino branco, de cabelos castanhos claros; ele veste uma blusa branca de mangas-compridas com listras pretas. No canto esquerdo, atrás de Mamaw, está Lindsay, interpretada pela atriz Haley Bennett. Ela é uma mulher branca, com cabelos loiros amarrados em um coque baixo; ela veste uma regata azul e uma calça jeans. " width="1499" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5.jpg 1499w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem5-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19786" class="wp-caption-text">A produção tem o roteiro assinado por Vanessa Taylor, também responsável pelo do premiado <a href="http://personaunesp.com.br/a-forma-da-agua-poesia-resenha/">A Forma da Água</a> (Foto: Reprodução/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ron Howard poderia ter originado uma produção de forte teor político, que daria embasamento para entender a crise política nos EUA, além de promover discussões sobre a </span><a href="https://www.politize.com.br/niveis-de-governo-federal-estadual-municipal/"><span style="font-weight: 400;">responsabilidade do Estado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas preferiu se manter num melodrama batido, que usa </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> como muleta para conseguir conduzir a sua narrativa, que, por sua vez, não leva nada a lugar nenhum. Além de, é claro, ser condescendente com o discurso e história de um dos grandes apoiadores de Donald Trump. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a toda essa catástrofe, é até surpreendente que </span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha sido mais bem recepcionado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, cerimônia que deu o seu prêmio mais importante para o </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/02/por-que-green-book-e-criticado-por-ativistas-e-familiares-de-don-shirley.html"><span style="font-weight: 400;">problemático </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Book</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019. Após ser justamente esmagado pela crítica, o filme recebeu só duas indicações, que já é muito mais do que o necessário. Melhor Atriz Coadjuvante para Glenn Close, mais pelo nome que carrega do que pelo papel que executa; e Melhor Cabelo e Maquiagem, pela caracterização bem feita dos personagens, e a única com </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/597259/a-voz-suprema-do-blues-e-aves-de-rapina-sao-vencedores-do-make-up-artists-and-hairstylists-guild-awards-2021/"><span style="font-weight: 400;">chances reais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ser conquistada.  </span></p>
<figure id="attachment_19787" aria-describedby="caption-attachment-19787" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19787" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem6.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme Era uma vez um sonho. Nela, está a personagem Mamaw, interpretada pela atriz Glenn Close, no canto de uma casa, com a mão esquerda segurando em um cano. Ela é uma mulher branca, de cabelos grisalhos e cacheados; ela usa um óculos e está com uma camiseta larga cinza com o desenho de um pássaro. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem6.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem6-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem6-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/imagem6-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19787" class="wp-caption-text">Com essa indicação, Glenn quebrou seu próprio recorde de atriz mais indicada ao Oscar sem nenhuma vitória (Foto: Reprodução/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É decepcionante que em um ano com produções que carregam temáticas tão relevantes e necessárias, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">misoginia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e questões </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><span style="font-weight: 400;">políticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/judas-e-o-messias-negro-critica/"><span style="font-weight: 400;">raciais</span></a><span style="font-weight: 400;">, a premiação mais importante do cinema tenha que ceder o pouco espaço que seja para uma obra tão oportunista. Infelizmente, o melhor a se fazer é torcer para que Glenn Close saia da cerimônia de mãos vazias, pela </span><a href="https://www.goldderby.com/gallery/glenn-close-oscar-nominations-the-wife-the-world-according-to-garp/glenn-close-oscar-nominations-the-big-chill-2/"><span style="font-weight: 400;">oitava vez</span></a><span style="font-weight: 400;">, para que </span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez um sonho</span></i><span style="font-weight: 400;"> caia no esquecimento total. </span></p>
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		<title>Eu Me Importo: quando o filme tenta parecer mais do que realmente é</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 16:53:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Andreza Santos &#8220;Você é um leão ou um cordeiro?&#8221; Essa é uma das perguntas feitas à Marla Grayson, protagonista do novo filme da Netflix intitulado Eu Me Importo, interpretada pela brilhante e muito competente Rosamund Pike (de Garota Exemplar), o que lhe rendeu uma indicação – vitoriosa – ao Globo de Ouro de Melhor Atriz &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/eu-me-importo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Eu Me Importo: quando o filme tenta parecer mais do que realmente é"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18947" aria-describedby="caption-attachment-18947" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18947" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1.png" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No centro da cena está Rosamund Pike, mulher branca de cabelos loiros acima dos ombros e é a intérprete de Marla Grayson. Ela veste um terno cinza escuro, está utilizando batom vermelho e fumando. A fumaça se esvai pela boca e pelo nariz." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18947" class="wp-caption-text">Marla Grayson (Rosamund Pike) é a golpista sarcástica do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Andreza Santos</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Você é um leão ou um cordeiro?&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;"> Essa é uma das perguntas feitas à Marla Grayson, protagonista do novo filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> intitulado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjovwjAVD_o"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada pela brilhante e muito competente Rosamund Pike (</span><i><span style="font-weight: 400;">de Garota Exemplar</span></i><span style="font-weight: 400;">), o que lhe rendeu uma indicação – vitoriosa – ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/#more-18660"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical. Todos os elogios são válidos para a protagonista, mas o longa infelizmente deixa a desejar.</span></p>
<p><span id="more-18946"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama conta a história da cuidadora de idosos Marla, que ganha dinheiro em cima de velhinhos por meio de determinações judiciais, não podem mais ser responsáveis por si mesmos. E é justamente assim que o filme começa, ela em um tribunal argumentando contra liberar uma das idosas que vive na sua clínica e ganhando o caso facilmente, pela sua influência no ramo de cuidadoras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grayson e Fran (</span><a href="https://spinoff.com.br/velozes-e-furiosos-eiza-gonzalez-fala-sobre-sua-participacao-na-franquia/"><span style="font-weight: 400;">Eiza González</span></a><span style="font-weight: 400;">) têm a relação mais aprofundada do filme, além de aplicarem golpes juntas, elas também são namoradas, um relacionamento invejável e muito carinhoso. Fran é o braço direito da clínica, ela investiga os pacientes antes da companheira entrar com a ação judicial e tem contatos suficientes para revirar a vida de qualquer um.</span></p>
<figure id="attachment_18949" aria-describedby="caption-attachment-18949" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18949" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image3.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No lado esquerdo está Eiza González que dá vida a personagem Fran, namorada de Marla. Ela é uma mulher, latina, de cabelos cacheados e pretos na altura dos ombros. Ela utiliza uma blusa de manga comprida na cor cinza. Ao lado dela está Marla, de Rosamund Pike, mulher branca de cabelos loiros presos. Ela veste uma blusa estampada e está segurando um vape em suas mãos." width="750" height="431" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image3.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image3-300x172.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18949" class="wp-caption-text">O filme atingiu rapidamente o Top 10 da Netflix em diversos países (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis que surge uma idosa “cereja” – assim apelidada por elas. Jennifer Peterson (</span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/miguel-barbieri/duas-vezes-premiada-com-o-oscar-em-filmes-de-woody-allen-dianne-wiest-se-queixa-da-falta-de-bons-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dianne Wiest</span></a><span style="font-weight: 400;">) é aposentada, mora sozinha, nunca se casou, sem filhos, e com uma conta bancária bem recheada, se tornando tudo o que elas querem. Atentamente observada pela dupla, ela é retirada de sua casa após sentença judicial movida pela médica Dra. Amos (Alicia Witt) – também envolvida no esquema – é levada a uma clínica de repouso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas após a idosa ser instalada no asilo, ela começa a ser procurada por amigos próximos, que infernizam a vida de Marla a fim de resgatá-la. É nesta parte, que descobrimos que a senhorinha indefesa, na verdade, faz parte da máfia russa.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma boa jogada de cenas rápidas mesmo no início, quando vemos diversos cuidadores de asilos com a narração da protagonista, já se entregando como uma vilã ambiciosa de forma bem sincera. A direção de arte utiliza muito dos tons claros no primeiro ato. Já no segundo, há algo bem mais sombrio nas cenas, até a chegada do último ato, que finaliza a história deixando tudo equilibrado em cena, como se o mundo voltasse aos eixos. </span></p>
<figure id="attachment_18948" aria-describedby="caption-attachment-18948" style="width: 1166px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18948" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No lado esquerdo está Marla, interpretada por Rosamund Pike, mulher branca de cabelos loiros acima dos ombros. Ela veste um terno amarelo com uma camiseta branca e um óculos de sol pendurado na gola da camiseta. De frente para ela está Jennifer Peterson, a idosa vítima do golpe de Marla. Quem dá vida a personagem é a atriz Dianne Wiest, mulher branca de cabelo loiro e curto. Ela utiliza uma camiseta branca e um casaco verde." width="1166" height="777" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1.jpg 1166w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18948" class="wp-caption-text">Depois do sucesso do longa, surgiram rumores de uma sequência (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato interessante sobre a trama é que não há mocinhas a serem resgatadas, todos ali são passíveis de culpa ou já fizeram algo de ruim. Até mesmo no embate entre a vilã, Marla, com Roman Lunyov – interpretado pelo genial Peter Dinklage (</span><i><span style="font-weight: 400;">de </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-season-finale-critica/#more-12076"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) – ela se torna implacável e debochada, o que traz um carisma muito cretino para a personagem. Não há para quem torcer, os dois competidores são cruéis, entretanto o charme de Rosamund nos leva a inconscientemente desejar a vitória dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As viradas do roteiro após as confusões na vida da protagonista a tornam tão imbatível, como se de repente ela ganhasse superpoderes, é inacreditável tudo o que essa mulher faz por dinheiro. Como ela mesmo disse </span><i><span style="font-weight: 400;">“Sou uma leoa, cacete!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa forma de se safar das coisas tem um quê de </span><a href="https://zint.online/televisao/good-girls-1t/"><i><span style="font-weight: 400;">Good Girls</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> porque, assim como as protagonistas da série, ela está acima de qualquer suspeita e passa completamente despercebida pelas autoridades.</span></p>
<figure id="attachment_18950" aria-describedby="caption-attachment-18950" style="width: 1123px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18950 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image4.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No lado esquerdo está Peter Dinklage, ator anão, que interpreta o personagem Roman Lunyov, membro da máfia russa. É um homem branco, de barba e cabelos castanhos e veste uma camisola hospitalar. Ao lado dele está Marla, a atriz Rosamund Pike, mulher branca, de cabelos loiros acima do ombro, vestindo uma camisa branca." width="1123" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image4.jpg 1123w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image4-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image4-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18950" class="wp-caption-text">Roman Lunyov faz parte da máfia russa e confronta Marla em busca de resgatar Jennifer (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é excelente porém cumpre um papel diferente no meio cinematográfico, traz o capitalismo abertamente com sarcasmo, zombando do tal </span><a href="https://juniorsilveira.com.br/sonho-americano-american-dream/"><span style="font-weight: 400;">sonho americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que os estadunidenses buscam ser. A forma como o diretor J Blakeson (</span><i><span style="font-weight: 400;">de </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DxCntPIs38U"><i><span style="font-weight: 400;">A 5ª Onda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) guia o filme, provoca mudanças e dúvidas de até onde ele pretende ir, ou do quanto ele quer crescer mais a história. Não há clareza no gênero principal do filme já que ele permeia entre tantos e não se prende propriamente a nenhum.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I Care a Lot</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um boa pedida para assistir no fim de semana, mas peca em tentar agradar a todos com sua trama indecisa e, às vezes, mirabolante. Apesar disso, trazer dois vilões disputando poder e influência sobre idosos foi um ponto cego bem trabalhado. Desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Garota Exemplar</span></i><span style="font-weight: 400;"> (do magnífico diretor </span><a href="https://personaunesp.com.br/mank-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;">), Rosamund Pike não havia conseguido outro </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">em sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela teve sim outras protagonistas mas nenhuma conseguiu chamar tanta atenção até ela ser agraciada com essa vilã caloteira de pouco caráter mas muita presença, roubando a cena como ninguém. Pike é especialista em fazer o público odiá-la, mas também se apaixonar por seus papéis. Confesso, estou agoniada pelo enorme </span><a href="https://hqscomcafe.com.br/2018/02/20/o-que-e-cliffhanger/"><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixado por J Blakeson, mas não posso afirmar que uma sequência seria bem-vinda e, até o momento, nada foi confirmado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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