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	<title>Arquivos ShondaLand &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Inventando Anna é tão inacreditável que parece completamente ficcional</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 16:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Como uma jovem golpista adentra os eventos e círculos sociais da mais alta elite nova-iorquina sem ter um sobrenome conhecido e nem mesmo um dólar no bolso? E como ela ainda consegue desembolsar empréstimos com quantias inimagináveis das instituições bancárias mais conservadoras dos Estados Unidos? São as respostas dessas indagações que a produção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/inventando-anna-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Inventando Anna é tão inacreditável que parece completamente ficcional"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27907" aria-describedby="caption-attachment-27907" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-27907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna. Na cena, há 4 mulheres uma ao lado da outra em uma rua movimentada de Nova Iorque. A primeira, no canto direito, é uma mulher negra de cabelos castanhos que veste calça marrom, blusa preta sobreposta por um sobretudo preto e bolsa bege com alça preta e vermelha. Ao seu lado, há uma mulher branca com vestido preto e sobretudo cinza, olhando com expressão admirada para o alto. A terceira mulher é branca com cabelos castanhos claros, ela veste um sobretudo preto com estampas floridas em vermelho e segura uma bolsa preta. A quarta mulher, no canto esquerdo, é negra, possui cabelos pretos cacheados e olha para o alto com um sorriso, enquanto veste uma saia bege, uma blusa laranja com estampas pretas e um sobretudo preto." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27907" class="wp-caption-text">Em múltiplas camadas, o quarteto liderado por Anna Delvey entregou diversos momentos catárticos durante a trama (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma jovem golpista adentra os eventos e círculos sociais da mais alta elite nova-iorquina sem ter um sobrenome conhecido e nem mesmo um dólar no bolso? E como ela ainda consegue desembolsar empréstimos com quantias inimagináveis das instituições bancárias mais conservadoras dos Estados Unidos? São as respostas dessas indagações que a produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Inventando Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz. E embora pareçam casos irreais, essas situações estão longe de serem apenas um enredo ficcional. </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-60456445"><span style="font-weight: 400;">Esses acontecimentos realmente ocorreram</span></a> <span style="font-weight: 400;">e serviram como base para a minissérie jornalística, que traz situações tão surpreendentes que, de fato, parecem inventadas.</span></p>
<p><span id="more-27906"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">em parceria com a produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Shondaland</span></i><span style="font-weight: 400;">, a narrativa foi criada por Shonda Rhimes. Conhecida pela famigerada e perpétua </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greys-anatomy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grey&#8217;s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e pelos dramas advocatícios e políticos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scandal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rhimes deixa sua marca, entregando episódios longos, instigantes e conectados entre si. Dessa vez, com uma trama oriunda de um artigo jornalístico que chocou Nova Iorque e o mundo ao expor a fraudulenta Anna Delvey, cujo próprio nome inventou. O artigo foi feito pela jornalista Jessica Presler, que já é conhecida por </span><a href="https://www.thecut.com/article/how-anna-delvey-tricked-new-york.html"><span style="font-weight: 400;">ter textos que se tornam filmes</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> já que isso aconteceu anteriormente com </span><i><span style="font-weight: 400;">As Golpistas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, Pressler foi alvo de inspiração para que Shonda criasse uma das protagonistas da minissérie: Vivian Kent (Anna Chlumsky).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gancho central da história está em Anna (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/julia-garner/"><span style="font-weight: 400;">Julia Garner</span></a><span style="font-weight: 400;">), que aparece no primeiro episódio sendo presa, segundo ela, por uma calúnia, pois atesta que é uma jovem rica e que não merece estar atrás das grades por contas que, ainda, não foram pagas. </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/inventando-anna-o-que-esperar-da-intrigante-serie-da-netflix-208711/"><span style="font-weight: 400;">Não sabemos as reais intenções da garota</span></a>, <span style="font-weight: 400;">se realmente é uma herdeira alemã, como defende, ou se é uma golpista, como a mídia a intitula. Mas sabemos que a resposta desse mistério nos prenderá ao transcorrer de 9 longos episódios que esmiúçam a história de <em>Inventando Anna</em>.</span></p>
<figure id="attachment_27908" aria-describedby="caption-attachment-27908" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-27908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série “Inventando Anna”, na qual a direita está Anna (Julia Garner), mulher branca com cabelos castanhos vestindo óculos e uniforme presidiário. O uniforme é bege com mangas cinza. A sua frente está Vivian (Anna Chlumsky), mulher branca com cabelos castanhos vestindo um casaco preto. As mulheres se encaram com as mãos postas em uma mesa. A cena diz respeito à visita de Vivian ao presídio no qual Anna está detida." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27908" class="wp-caption-text">Dividindo o protagonismo da minissérie, Julia Garner e Anna Chlumsky viveram os dramas de uma relação improvável e profunda (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao decorrer de cada episódio, a abertura da série é construída como um mosaico. Trechos, recortes e partes incompletas são unidos até que o rosto da personagem principal obtenha nitidez, como uma espécie de metáfora, em que cada parte do quebra-cabeça dessa longa trama é necessária para a compreensão total da história. E com certeza é! O mesmo vale para as informações iniciais de cada capítulo, que carregam a explicação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esta é uma história totalmente verídica. Exceto pelas partes que foram inventadas</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Esse excerto é um divertimento elucidativo, porque deixa claro o que vamos assistir em <em>Inventando Anna</em>: uma narrativa baseada em </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/inventando-anna-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">acontecimentos reais misturada com criações ficcionais da autora</span></a>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica da série, ainda que focada na história de Delvey, também tem uma vertente extremamente interessante quando nos apresenta a personagem Vivian Kent, que, em diversas vezes, compartilha o protagonismo com Anna. Vivian cria um laço complicado e emaranhado com a personagem de Garner, isso graças ao seu anseio em contar a história da golpista que enganou toda Nova Iorque através de um artigo publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhattan Magazine </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; revista na qual trabalha. Esse anseio </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/03/criadora-de-inventando-anna-comenta-os-momentos-inventados-da-serie"><span style="font-weight: 400;">não é puramente genuíno</span></a>. <span style="font-weight: 400;">Muito pelo contrário. Ela quer contar essa história para sair do abismo em que caiu quando publicou um material com uma notícia falsa &#8211; o verdadeiro terror de Vivian e de qualquer outro jornalista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a trajetória não é nada fácil. Enfrentando o machismo de seu chefe e de seu editor, a jornalista cria uma jornada dupla de trabalho e ao invés de apurar as pautas que são dadas, ela decide usar seu tempo para ir ao</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/inventando-anna-como-julia-garner-aprendeu-sotaque-de-anna-sorokin/"> <span style="font-weight: 400;">presídio de Anna</span></a><span style="font-weight: 400;"> e averiguar como aquela garota foi capaz de manipular todos que a cercavam. Aqui, cabe ressaltar que a personagem não representa os ideais éticos jornalísticos. Ao visitar a personagem sem a tramitação legal necessária para profissionais da imprensa, Kent comete um grave erro, que está longe de ser o seu único. </span></p>
<figure id="attachment_27909" aria-describedby="caption-attachment-27909" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-27909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna, na qual temos, ao centro, Anna (Julia Garner), mulher branca com cabelos loiros que veste blusa preta, capa de lã nas cores branco, preto e vermelho e luvas pretas. Anna segura em seu braço direito uma bolsa rosa. Ao seu lado, na esquerda, há um homem branco com fios grisalhos que veste terno preto, camisa social azul bebê, gravata azul estampada, cinto e calça preta. O fundo da cena é desfocado e faz alusão ao salão que a protagonista da série quer alugar." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27909" class="wp-caption-text">Julia Garner se entregou de corpo e alma ao papel biográfico de Anna Delvey (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda nesse panorama, as visitas deixam de ser esporádicas e passam a ser frequentes. A relação e os limites entre</span> <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/motivos-assistir-inventando-anna-netflix/"><span style="font-weight: 400;">a jornalista e a fonte</span> </a><span style="font-weight: 400;">se liquefazem. É complicado saber o que elas se tornam. O rótulo de amizade é  forte demais para a convivência construída, mas “colegas” também não as representam fielmente. O fato é: Vivian está completamente envolvida com a história de Anna. Por vezes, é possível ver a personagem sentir pena e empatia da golpista, mesmo sabendo tudo o que ela pode ter cometido. E é nesse momento que os espectadores de <em>Inventando Anna</em> também se veem indecisos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada encontro com Anna, Vivian descobre uma nova parte da história, mas de uma forma não tão cronológica quanto se espera. A linearidade da série é uma desordem. Passado e presente se misturam a todo momento, mas o que ajudou a diferenciar a história foi o visual da protagonista, que na maior parte de seu passado estava com cabelos loiros e no presente com fios castanhos. Contudo, essa desordem é proposital. Os fatos narrados apresentam diferenças e subjetividades de acordo com quem os conta e é isso</span> <a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-novo-golpe-de-anna-delvey-a-golpista-de-inventando-anna/"><span style="font-weight: 400;">o que Shonda quer nos mostrar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> As vítimas da golpista trazem uma perspectiva; as amigas, outra; e Delvey, é claro, também apresenta uma visão, romantizada e eufemizada, totalmente diferente das acusações que sofrera. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa teia de discordâncias, a história de <em>Inventando Anna</em> ganha sentido à medida que Vivian apura as informações apresentadas e descobre quais são verdadeiras. Com a ajuda de Todd (Arian Moayed), advogado da golpista, e tendo os relatos das pessoas que circundavam o círculo social de Anna, a jornalista compreende que ela é culpada por tudo que a acusam.  A lista é gigantesca, mas vai desde fraudes bancárias até o uso de jatinhos particulares e hospedagens em hotéis de luxo sem pagamento. As motivações de Anna para tantos golpes e mentiras eram uma: criar sua própria fundação artística em um dos prédios mais clássicos e luxuosos da cidade. Motivação essa que esteve muito perto de virar realidade se uma de suas melhores amigas, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/233976-inventando-anna-serie-netflix-criticada-vitimas.htm"><span style="font-weight: 400;">Rachel Williams (Katie Lowes)</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">não armasse um plano com as viaturas policiais para a prenderem.</span></p>
<figure id="attachment_27910" aria-describedby="caption-attachment-27910" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna, na qual está Vivian Kent (Anna Chlumsky), mulher branca com cabelos castanhos e olhos azuis, vestindo casaco preto, segurando uma caneta e um bloco de notas." width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27910" class="wp-caption-text">Vivian juntou as peças do longo e confuso quebra-cabeça que era a história de Delvey e construiu seu artigo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mostrar a condenação de Anna Delvey, que, na verdade, se chamava Anna Sorokin, a minissérie encerra seus arcos mostrando a ascensão de Vivian com a publicação de seu artigo e a amizade que a jornalista criou com a golpista. Os desfechos são satisfatórios e mostram que a produção teve início, meio e fim bem construídos. E, embora tenha narrado os acontecimentos de uma forma confusa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inventing Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha em concluir todas as narrativas que foram trazidas nos capítulos iniciais. Mas isso não significa que as produções chegaram ao fim, </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Series/noticia/2022/02/inventing-anna-saiba-quem-e-personagem-que-ganhara-serie-na-hbo.html"><span style="font-weight: 400;">pelo</span> <span style="font-weight: 400;">menos no que depender da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a>.<span style="font-weight: 400;"> Isso porque, segundo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, o canal pretende criar uma série, dessa vez com os pontos de vista da verdadeira Rachel Williams que inspirou a personagem na produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é muito bem construído. Todos os personagens possuem camadas profundas que são apresentadas a cada novo arco criado e isso graças a equipe de roteiristas formada por Shonda Rhimes, Carolyn Ingber, Nicholas Nardini, Abby Ajayi, Jess Brownell, Matt Byrne e Juan Carlos Fernandez. Igualmente, a equipe de direção composta por David Frankel, Ellen Kuras, Nzingha Stewart, Tom Verica e Daisy von Scherler Mayer merece reconhecimento, tendo em vista que a mediação entre o elenco e os roteiristas foi essencial para que os episódios mantivessem sua essência misteriosa e cativante.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Inventando Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> se consagra como um dos maiores acertos de Shonda Rhimes. Os estereótipos aplicados aos jornalistas não são nenhuma novidade no ramo cinematográfico, mas merecem atenção para que sejam alterados em futuras produções e, dessa forma, deixem de incentivar a visão infundada que grande parte da população tem sobre a ética dos jornalistas. Contudo, ainda assim, a produção consegue elevar a importância desses profissionais para a sociedade quando mostra Vivian desvendando todo o caso ao apurar, minuciosamente, todas as informações colhidas. Tratando sobre temas importantes, a minissérie biográfica cumpre o que promete a cada início de um novo episódio</span><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">a narração de uma história totalmente verídica &#8211; </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/inventando-anna-fato-vs-ficcao/#12"><span style="font-weight: 400;">com exceção das partes que foram inventadas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>A família Bridgerton sai das páginas para ganhar as telas e seu coração</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 17:41:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Carol Dalla Vecchia Em 2000, Julia Quinn (pseudônimo de Julie Pottinger) dava um dos maiores passos de sua carreira como escritora ao lançar o primeiro livro da série Os Bridgertons. Mais tarde, ela seria mundialmente reconhecida como um dos maiores nomes no gênero romance de época, com seus diálogos efervescentes, personagens petulantes e intrigas polêmicas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A família Bridgerton sai das páginas para ganhar as telas e seu coração"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17910" aria-describedby="caption-attachment-17910" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17910 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-2.jpg" alt="Foto de divulgação da série Bridgerton. Na imagem vemos oito personagens que pertencem à família protagonista da série. Eles estão posando para a foto na escada da frente de sua casa. As roupas e o cenário reproduzem características de 1800. Na extrema esquerda temos Hyacinth, que é uma menina de 13 anos, branca e com cabelos castanhos encaracolados, usa um vestido rosa claro com babados e luvas brancas, está de pé com as mãos em frente ao corpo. Ao seu lado está Colin, que é um homem de 23 anos, branco e com cabelos castanhos escuros e curtos, usa um casaco azul marinho sobre camisa e colete brancos e uma calça preta, está em pé, com as mãos ao lado do corpo e com o pé esquerdo apoiado sobre um degrau. Alguns degraus acima, está Violet, que é uma mulher de 54 anos, branca e com cabelos castanhos escuros presos em um coque, usa um vestido branco com apliques florais e uma faixa rosa, usa luvas brancas, um colar, brincos e uma tiara no penteado, está de pé com as mãos em frente ao corpo. No topo da escada, à direita de Violet, vemos Eloise, que é uma mulher de 31 anos, branca e com cabelos castanhos escuros que emolduram o rosto com uma franja, usa um vestido rosa claro com botões na frente e uma flor, usa luvas brancas e um adorno floral rosa na cabeça, está de pé com as mãos em frente ao corpo. Em sua frente, na base da escada, está Daphne, que é uma mulher de 25 anos, branca e com cabelos castanhos claros presos em um coque e com uma pequena franja, usa uma capa azul claro sobre um vestido azul claro e usa luvas brancas, está de pé com as mãos em frente ao corpo. À sua direita, alguns degraus acima, está Anthony, que é um homem de 32 anos, branco e com cabelos castanhos escuros e curtos, usa um casaco azul escuro sobre camisa e colete brancos e uma calça preta, está em pé com a mão direita ao lado do corpo e a mão esquerda apoiada no corrimão da escada. Na sua frente, na base da escada, está Gregory, que é um menino de 14 anos, branco e com cabelos castanhos claros curtos, usa um casaco azul marinho sobre um colete azul ciano e uma camisa branca e usa calças azul acinzentadas, está em pé, com as mãos atrás do corpo. Na extrema direita, temos Benedict, que é um homem de 32 anos, branco e com cabelos castanhos escuros curtos, usa um casaco preto fechado sobre camisa e colete brancos e calças cinza escuro, está de pé, com o braço direito apoiado sobre o corrimão da escada e o braço esquerdo ao lado do corpo, sua perna direita está cruzada sobre a perna esquerda. Ao redor da família vemos partes de sua casa, algumas flores azuis, duas janelas bege que emolduram a porta verde no topo da escada cinza, o corrimão é de cimento cinza largo com dois vasos de cimento com flores brancas, alguns tijolos expostos aparecem ao redor da escada. A imagem é clara, com tons frios." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-2.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17910" class="wp-caption-text">A família mais aclamada dos romances de época ganha vida no serviço de streaming (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Carol Dalla Vecchia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2000, </span><a href="https://www.instagram.com/juliaquinnauthor/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Julia Quinn</span></a><span style="font-weight: 400;"> (pseudônimo de Julie Pottinger) dava um dos maiores passos de sua carreira como escritora ao lançar o primeiro livro da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, ela seria mundialmente reconhecida como um dos maiores nomes no gênero romance de época</span><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> com seus diálogos efervescentes, personagens petulantes e intrigas polêmicas que estavam presentes desde </span><i><span style="font-weight: 400;">O Duque e Eu</span></i><span style="font-weight: 400;">, volume que dá início à coleção. Mesmo com tanto sucesso, foram necessários vinte anos para que a autora realizasse o sonho de ver sua obra adaptada para outras plataformas: a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 25 de dezembro de 2020 e já divide opiniões.</span></p>
<p><span id="more-17909"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para falar sobre a nova produção original do serviço de <em>streaming</em>, é necessário se aprofundar no conceito entregue por Quinn em seus romances. São </span><a href="http://www.livrosefuxicos.com/2017/07/tem-que-ler-os-bridgertons-julia-quinn.html"><span style="font-weight: 400;">oito livros</span></a><span style="font-weight: 400;">, cada um trazendo um relato separado dos oito irmãos Bridgertons se apaixonando. Eles podem ser lidos em sequência (minha recomendação) ou não, e depois que o leitor acabar todas as histórias, ele pode se deliciar com um nono livro. O último é um bônus de pequenos epílogos nos quais a autora fala o que aconteceu depois do ‘felizes para sempre’, além de se aprofundar na matriarca da família (basicamente, a própria autora escreveu </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/o-que-sao-fanfics-saiba-onde-encontra-las-online/"><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre seus livros).</span></p>
<figure id="attachment_17911" aria-describedby="caption-attachment-17911" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17911 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1.jpg" alt="Foto retirada de um cena da série Bridgerton. Na imagem vemos a personagem Daphne, que é uma mulher jovem branca, com cabelos castanhos claros, ela possui uma pequena franja e metade do seu cabelo está preso num coque com uma presilha enquanto a outra metade está solta. Ela usa um vestido azul com apliques florais que reproduz as vestimentas do século dezenove, usa luvas brancas que cobrem quase todo seu braço. Está dançando de perfil e sua mão direita está segurando a mão esquerda de Simon. Ele é um homem jovem negro, com cabelos casranhos escuros curtos e barba castanha escura curta. Ele usa um casaco comprido preto, sobre um colete estampado com adornos dourados e uma calça cinza que reproduz vestimentas do século dezenove. Ao redor do casal, vemos fogos de artifício com tons azulados e rosados, além de outros casais figurantes que também estão caracterizados como personagens do século dezenove e também estão dançando." width="1920" height="1282" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17911" class="wp-caption-text">Daphne Bridgerton e Simon Basset fingem estar apaixonados (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A irmã escolhida para ser a </span><a href="http://www.livrosefuxicos.com/2013/04/resenha-o-duque-e-eu-julia-quinn.html"><span style="font-weight: 400;">primeira protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> é Daphne Bridgerton, a mais velha entre as filhas mulheres que sonha em seguir os passos de sua mãe, Violet: debutar na sociedade, casar-se por amor e constituir uma família com um bom número de filhos. No meio do caminho, ela encontra Simon Basset, o jovem Duque de Hastings que sonha em não se casar e jamais ter filhos. Como os dois encontram dificuldades para alcançar seus objetivos, eles decidem fazer um acordo que seria proveitoso para os dois lados, mas é claro que eles se apaixonam em um clichê de amor por conveniência e ambos os planos são destruídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os outros livros da série seguem no mesmo formato, focalizando um casal principal e mostrando pequenos quadros do restante da família. Ao longo da leitura, isso traz benefícios, como o bom desenvolvimento do relacionamento entre os pares românticos, e malefícios, como o mau desenvolvimento dos irmãos mais novos, que não tem tanto espaço nas páginas das obras que os precedem. Particularmente, acredito que esse seja o motivo pelo qual os fãs tendem a preferir os primeiros cinco livros aos quatro últimos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bridgerton | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/pyi8QAlHR8k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">De toda forma, a série televisiva era esperada com altas expectativas, tanto pela aclamação dos livros, quanto por ser o primeiro projeto da produtora </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-133190/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy, Scandal e </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">How to Get Away with Murder</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) dentro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção foi anunciada em 2018, sob a criação de </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/greys-anatomy-16-temporada-critica"><span style="font-weight: 400;">Chris Van Dusen</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que já trabalhava em parceria com Rhimes), e o </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/bridgerton-quem-e-quem-lista-elenco#69"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> só foi divulgado um ano mais tarde, trazendo </span><span style="font-weight: 400;">Phoebe Dynevor no papel de Daphne e Regé-Jean Page como Simon, o Duque de Hastings.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro fez algumas mudanças em relação à </span><i><span style="font-weight: 400;">O Duque e Eu,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o primeiro livro da série, transformando a jornada do casal principal em uma parte de um enredo mais complexo e que desenvolve os personagens ao redor. Nos livros, se o leitor quiser conhecer o Visconde Bridgerton, Anthony (Jonathan Bailey), é preciso ler o segundo volume. Na série, a dinâmica muda, fazendo com que o personagem seja construído desde o primeiro episódio. Assim, todos os irmãos que não tiveram uma boa evolução ao longo da trama agora podem ter seu espaço e crescer diante dos espectadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Anthony, Benedict (Luke Thompson), Colin (Luke Newton) e Eloise (Claudia Jessie) também ganham tempo de tela, construindo personalidades mais verídicas e preparando o público para as próximas temporadas, que </span><a href="https://mixdeseries.com.br/bridgerton-2a-temporada-mudara-protagonista-para-anthony/"><span style="font-weight: 400;">mudarão o foco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série cada vez que um Bridgerton </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2020/12/31/o-que-acontece-nos-outros-oito-livros-de-bridgerton.htm"><span style="font-weight: 400;">se apaixonar</span></a><span style="font-weight: 400;">. O único ponto negativo dessa introdução é que a série traz alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos livros ainda não adaptados, principalmente do quarto volume (</span><a href="http://www.livrosefuxicos.com/2014/12/resenha-os-segredos-de-colin-bridgerton.html"><i><span style="font-weight: 400;">Os Segredos de Colin Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que tem uma de suas principais reviravoltas reveladas.</span></p>
<figure id="attachment_17912" aria-describedby="caption-attachment-17912" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/GIF-1.gif" alt="Foto animada retirada de uma cena da série Bridgerton. Na animação, vemos a personagem Rainha Charlotte abaixando um folhetim de fofocas. Assim que o folheto é abaixado, vemos Charlotte com uma expressão inconformada no rosto e segurando uma xícara de chá azul marinho e branca. A rainha é uma mulher negra que está usando um vestido rosa e amarelo acetinado e jóias vermelhas. Ela usa uma peruca branca, alta e com uma tiara de pedras vermelhas. Ela está sentada em um sofá com braços de madeira e tecido vermelho. O cenário ao seu redor está esmaecido, mas percebe-se que há molduras com adornos dourados na parede interna de um castelo." width="650" height="337" /><figcaption id="caption-attachment-17912" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte é fissurada pelas fofocas da sociedade publicadas no jornal de Lady Whistledown (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a família Bridgerton não é a única com melhorias na série. Alguns personagens que não existiam nos livros foram adicionados, como a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) e outros tiveram suas histórias alteradas para trazerem discussões mais variadas, como Marina Thompson (Ruby Barker) e Siena Rosso (Sabrina Bartlett). Outros ganharam aprofundamento em personalidades que não podiam ser tão exploradas dentro das páginas originais, como as mulheres da família Featherington e Lady Danbury (Adjoa Andoh).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lady Whistledown (originalmente narrada por Julie Andrews) também se torna um ponto focal do enredo, com Eloise Bridgerton tentando descobrir sua verdadeira identidade. Ela é uma mulher que usa esse pseudônimo para escrever um jornal de fofocas e bagunçar a temporada social, num estilo </span><a href="https://mixdeseries.com.br/gossip-girl-anos-depois-estrela-diz-que-final-nao-faz-sentido/"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de época. Nos livros, trechos de suas colunas aparecem como epígrafes no começo de cada capítulo e sua personalidade só é explorada no quarto volume, entretanto, na série ela se torna uma peça influente e fundamental para a reputação dos protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como pode ser notado, há uma pluralidade de vozes femininas que estão em evidência dentro do seriado. O protagonismo feminino é um fato que foi muito elogiado pela crítica, juntamente à representatividade de pessoas negras e asiáticas dentro da sociedade britânica. Tudo se potencializa com a figura prestigiada da </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-08/a-avo-negra-da-rainha-elizabeth.html"><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;">, que historicamente era descendente de africanos e que na série tem mais força e significado do que o próprio rei. </span></p>
<figure id="attachment_17913" aria-describedby="caption-attachment-17913" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-2.jpg" alt="Foto retirada de uma cena na série Bridgerton. Na imagem vemos a personagem Eloise, que é uma mulher jovem branca, com cabelos castanhos escuros e uma franja que enquadra seu rosto. Ela usa um vestido cinza que reproduz as vestimentas do século dezenove, além de um lenço cinza ao redor do pescoço. Ela está sentada de forma relaxada no sofá enquanto come os chocolates de uma caixa metálica dourada, que está sobre seu colo. Ao seu lado está a Penelope, que é uma mulher jovem branca, com cabelos ruivos que estão adornados com flores amarelas e rosas. Ela usa um vestido de renda amarela e rosa que reproduz as vestimentas do século dezenove. Ela também está sentada de forma relaxada no sofá enquanto come os chocolates da caixa de Eloise. O sofá onde elas estão sentadas possui uma estampa de listras e arabescos em tons de azul e creme. O cenário ao redor está esmaecido, mas percebe-se que ele representa uma casa do século dezenove." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17913" class="wp-caption-text">Eloise Bridgerton e Penelope Featherington são melhores amigas, mesmo defendendo opiniões muito diferentes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o avanço dentro de debates atuais e necessários, a série ainda se perde um pouco em seus posicionamentos. Em alguns pontos é possível perceber falas que não se encaixam no contexto idealizado do gênero: os livros de época naturalmente são romantizações de um momento histórico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, não vemos pessoas amputando pernas apenas porque bateram o dedinho no pé da cama, como poderia acontecer antigamente. Mas também, vemos coisas que estão muito distantes da verdade daquele período: como alguns figurinos usados pelas atrizes da série, cenários extremamente coloridos e artificiais, e cenas que mereciam uma classificação indicativa para maiores de dezoito anos (tirem as crianças da sala antes do sexto episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Farfalhar</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As condições de romance de época nas quais a produção televisiva está embasada fazem com que discursos valorosos se percam, e a série continue sendo um </span><a href="https://br.financas.yahoo.com/news/cr%c3%adtica-bridgerton-%c3%a9-puro-romance-180000514.html"><span style="font-weight: 400;">conteúdo de entretenimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> acima de qualquer reflexão. Isso pode ser considerado positivo ou negativo, tudo depende do que o espectador está buscando.</span></p>
<figure id="attachment_17914" aria-describedby="caption-attachment-17914" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/GIF-2.gif" alt="Foto animada retirada de uma cena da série Bridgerton. Na animação, vemos a personagem Daphne fazendo uma reverência, abaixando o tronco e mexendo os braços para os lados como se segurasse uma saia imaginária. Há uma legenda em inglês que indica a fala da personagem. Ela diz “vossa graça” com ironia. Daphne é uma mulher jovem branca, com cabelos castanhos claros, ela possui uma pequena franja e seu cabelo está solto. Ela usa uma camisola branca sem mangas e com uma pequena fita branca transpassando a cintura. O cenário ao seu redor representa um quarto antigo, com castiçais com velas, móveis de madeira escura, um espelho com moldura dourada sobre uma lareira e percebe-se que ela está em frente à uma cama desarrumada." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-17914" class="wp-caption-text">Todas as personagens de Julia Quinn tentam misturar as cordialidades da época com uma pitada de humor (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma expansão do universo criado dentro dos livros e uma atualização de perspectivas sobre o gênero. Sempre haverá fãs dos livros que ficaram chateados com a adaptação, no entanto, é preciso reconhecer que foi alcançado o objetivo de trazer essa amada família para as telas. A série literária já havia conquistado milhões de corações, e agora essa nova plataforma abre oportunidades para que os Bridgertons sejam plenamente conhecidos através do mundo. Assim como cada um dos irmãos, você também pode se apaixonar.</span></p>
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