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	<title>Arquivos Sam Levinson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Do esgoto de Hollywood a suas telas: The Idol prova que polêmicas não trazem um hit e qualidade</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 12:17:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Cardoso Abusos da mídia, dores físicas e psicológicas de artistas, transtornos desencadeados pelo meio e todos os bastidores podres da indústria musical de forma nunca antes vista. Foi o que The Idol prometeu explorar ao narrar a perspectiva de Jocelyn (Lily-Rose Depp), uma cantora mentalmente instável e fisicamente ferida pela profissão, que tem sua &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-idol-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do esgoto de Hollywood a suas telas: The Idol prova que polêmicas não trazem um hit e qualidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31937" aria-describedby="caption-attachment-31937" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31937" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6.jpg" alt="Cena da série The Idol. Na imagem há Lily-Rose Depp, uma mulher branca e loira à frente, com a cabeça levemente virada para a direita e uma camiseta regata branca com decote, ela é abraçada por trás por Tedros, The Weeknd, um homem negro, com barba, óculos escuros e camisa branca com alguns detalhes triangulares em preto. Ambos estão sorrindo. Ao fundo, é possível enxergar algumas pessoas dançando. A fotografia foi tirada em uma balada." width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image6-1200x454.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31937" class="wp-caption-text">No Festival de Cannes, o diretor Sam Levinson afirmou que as controvérsias fariam de The Idol a maior série do verão (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Talita Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abusos da mídia, dores físicas e psicológicas de artistas, transtornos desencadeados pelo meio e todos os bastidores podres da indústria musical de forma nunca antes vista. Foi o que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> prometeu explorar ao narrar a perspectiva de Jocelyn (Lily-Rose Depp), uma cantora mentalmente instável e fisicamente ferida pela profissão, que tem sua vida e a forma como enxerga a arte alterada ao conhecer um problemático produtor musical, Tedros (The Weeknd).</span></p>
<p><span id="more-31931"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de abordar muitos dos temas os quais se propõem, a qualidade na forma como eles são retratados é desprezível, mas o que o público poderia esperar de uma série que antes mesmo de estrear já estava banhada de polêmicas e, após uma exibição prévia no </span><a href="https://www.festival-cannes.com/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi massacrada pela crítica especializada. Isso fez com que a obra, dirigida e roteirizada por Sam Levinson, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/269083-the-idol-serie-polemica-hbo-the-weeknd-cancelada.htm"><span style="font-weight: 400;">fosse cancelada</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a recepção negativa do público, por mais que, previamente, a segunda temporada estivesse sendo cotada pela produtora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A promessa de problematizar um meio por si só problemático ficou só em sonho e, apesar do elenco e a produção terem dado as caras em Cannes sorridentes e orgulhosos, com Sam Levinson chorando e fazendo declarações ousadas de que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> iria hitar, a aceitação do público não foi a das melhores. Já no primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cara Melada e Contos do Malandro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a audiência ficou atrás de outro sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, também dirigida por Levinson, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31934" aria-describedby="caption-attachment-31934" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31934" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8.jpg" alt="Cena da série The Idol. Lily-Rose Depp, uma mulher branca e loira, com cabelos longos e The Weeknd, homem negro, de barba, que está usando um óculos escuros, se abraçam olhando para a esquerda da imagem. A imagem é escura, quase preta, com uma luz vermelha destacando ambos. Ao fundo há uma mulher desfocada e sorrindo." width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-8-1200x454.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31934" class="wp-caption-text">A <a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/the-idol-hbo-next-euphoria-torture-porn-the-weeknd-sam-levinson-lily-rose-depp-blackpink-jennie-1234688754/">revista Rolling Stones</a> divulgou que o orçamento da série foi de, no mínimo, US$ 75 milhões de dólares (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O fracasso de público pode ser explicado por uma junção de muitos fatores. O roteiro se assemelha a um </span><a href="https://manasemanos.com.br/soft-porn-virou-sinonimo-de-empoderamento-feminino/"><i><span style="font-weight: 400;">soft porn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, exatamente o que se espera de algo criado sem a perspectiva feminina: </span><a href="https://comunidadeculturaearte.com/a-sexualizacao-e-objetificacao-de-personagens-femininas-no-cinema-uma-visao/"><span style="font-weight: 400;">sexualização e degradação feminina</span></a><span style="font-weight: 400;"> disfarçada de crítica e arte, pode ser um dos principais. Logo no piloto, tudo é sobre sexo, desde o enredo principal do até os diálogos mais banais. A monotemática de um texto que não se aprofunda em nada se torna mais sutil ao longo da série, mas a trama nunca evolui para algo a mais. Além de misógina, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> é rasa e tudo o que era suposto para problematizar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, é perceptível a tentativa de captar a indústria musical. O sofrimento de Jocelyn é palpável para o público, mostrando as dificuldades em controlar suas emoções para parecer perfeita aos olhos dos outros, as dores de ter que fingir que está bem mesmo quando está prestes a desmoronar e de ter que continuar tentando mesmo que seu corpo já não aguente mais e possua demasiadas feridas abertas. Suas dores são físicas e psicológicas, claramente muito </span><a href="https://wwd.com/pop-culture/culture-news/the-idol-britney-spears-selena-gomez-inspiration-1235684986/"><span style="font-weight: 400;">inspiradas em divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> verdadeiras</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tiveram suas angústias sexualizadas e tiradas de contexto ao longo do programa. </span></p>
<figure id="attachment_31936" aria-describedby="caption-attachment-31936" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1.jpg" alt="Cena da série The Idol. Na imagem há Lily-Rose Depp, uma mulher branca e loira, com cabelos longos, olhando para si mesma em um espelho, virada para o lado esquerdo da imagem. Ela está com uma maquiagem preta no olho e um batom neutro. É possível enxergar apenas de seu ombro para cima e da para ver alguns detalhes de sua roupa rosa. Ao fundo, a imagem é quase totalmente preta e desfocada." width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-1200x454.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31936" class="wp-caption-text">Em <a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/news/the-idol-episode-5-lily-rose-depp-b2368224.html">entrevista para a Vogue Austrália</a>, Lily-Rose Depp afirmou que The Idol não é uma série para qualquer pessoa e que “toda melhor arte é polarizante” (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de um roteiro preguiçoso, os visuais, os figurinos e as cores não funcionam. Mesmo com a clara tentativa de criar uma </span><a href="https://www.inglesnapontadalingua.com.br/2010/07/o-que-significa-o-termo-it-girl.html"><i><span style="font-weight: 400;">it girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que se torne inspiração, nada é memorável e acaba se tornando esquecível. Ainda sobre a estética, o único ponto alto e que merece destaque são as cenas em que Tedros aparece e as imagens se tornam escuras, com alguns tons em vermelho, trazendo a ideia de corrupção da personagem. Além disso, o jogo de câmera, idealizado por Marcell Rév, se torna mais inquieto e ansioso, sendo interessante em uma primeira análise. Entretanto, essa é uma tática visual que enjoa facilmente e se assemelha a uma mera extensão dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ORVz_qeKgvg&amp;list=PLPWfqOiEsaWSx3tNonuFZ4CVxSQYaqqFG"><span style="font-weight: 400;">videoclipes de The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no elenco, Lily-Rose Depp não faz uma atuação terrível e tem seus bons momentos, claramente evoluindo ao longo dos episódios. O cantor é inexpressivo e consegue a proeza de fazer e falar os maiores absurdos sem esboçar nenhuma reação, não se conectando nem ao menos com seus parceiros de cena. </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/jennie-kim-musa-chanel"><span style="font-weight: 400;">Jennie Kim, interpretando Dyanne</span></a><span style="font-weight: 400;">, rouba a atenção sempre que está na tela. Apesar de aparecer em poucos momentos, a cantora foi dona de uma das únicas, senão única, cena viral da série, a </span><a href="https://www.tiktok.com/@_jenlily_/video/7241197226956000539?_r=1&amp;_t=8e4WCfKQAMw"><span style="font-weight: 400;">coreografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">World Class Sinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31933" aria-describedby="caption-attachment-31933" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8.jpg" alt="Cena da série The Idol. Jennie é uma mulher coreana de cabelos pretos e longos, com alguns fios amarrados em um coque e o resto solto. Ela está sentada e olhando para a direita de forma fixa. Suas roupas são completamente pretas, sendo uma camiseta com manga de um lado só e uma calça. A imagem é bem escura e tem tons amarelados nas partes iluminadas. O fundo possui luzes e uma cortina." width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-8-1200x454.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31933" class="wp-caption-text">Jennie foi um dos <a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/k-pop/noticia/2023/05/jennie-kim-do-blackpink-rouba-a-cena-em-cannes.ghtml">destaques em Cannes</a> quando apareceu com o restante do elenco de The Idol no tapete vermelho (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há claras tentativas falidas e ridículas de inserir um suposto </span><a href="https://www.institutoalgar.org.br/o-empoderamento-feminino/"><span style="font-weight: 400;">empoderamento feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> na protagonista, que evidenciam ainda mais um roteiro em que nenhuma mulher colocou os dedos. O feminismo liberal representado não traz pauta relevante, se limitando à ideia de um movimento aliado ao capitalismo, ambos incentivando Jocelyn a lucrar com seu corpo, mesmo que a própria cantora se mostre descontente em se expor nua visando lucros. Todos a tratam como inocente e a julgam por não querer fazer isso consigo mesma. No fim, isso apenas reforçou o ideal machista do</span><i><span style="font-weight: 400;"> script</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o ‘relacionamento’ representado entre Jocelyn e Tedros é repugnante e desnecessariamente romantizado. De início, o homem a utiliza como bem entende, o que gerou </span><a href="https://www.omelete.com.br/hbo-max/the-idol-reacoes-critica-cannes"><span style="font-weight: 400;">severas críticas à série</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, houve uma tentativa de amenizar todo o abuso mostrado ao longo dos episódios, trazendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem noção e mal construído para a personagem de Lily-Rose Depp. Repentinamente, um roteiro que foi todo construído na ideia do abuso de uma mulher claramente quebrada psicologicamente faz com que ela se torne uma vilã e o abusador, um coitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fácil relacionar o final da série a uma tentativa de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">girl boss</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><a href="https://frenezirevista.com/2022/08/24/female-rage-conheca-a-furia-feminina-na-literatura/"><i><span style="font-weight: 400;">female rage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou um ‘</span><a href="https://pixelnerd.com.br/literalmente-eu-saiba-quais-personagens-da-cultura-pop-constantemente-sao-associadas-a-personalidades-de-pessoas/"><span style="font-weight: 400;">literalmente eu</span></a><span style="font-weight: 400;">’ para conquistar o público e viralizar no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Claramente, não funciona. Personagens assim, atualmente, só conquistam o público feminino quando não são construídas sob o </span><a href="https://claudemirpereira.com.br/2022/03/o-olhar-masculino-por-elen-biguelini/"><span style="font-weight: 400;">olhar masculino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao contrário do que parece ter sido desejado, o final só tornou tudo mais misógino e inconsequente. Além disso, muitos dos abusos cometidos são tidos como ‘método de trabalho’ por Tedros e em nenhum momento há uma reflexão sobre isso. Uma produção que se propõe a fazer análises sobre a toxicidade de uma indústria parece, na verdade, normalizar abusos inaceitáveis e deixar passar claras problemáticas.</span></p>
<figure id="attachment_31935" aria-describedby="caption-attachment-31935" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5.jpg" alt="Cena da série The Idol. The Weeknd, como Tedros. Ele é um homem negro, de barba e cabelo preto curto que está sentado e apoiando seu braço direito no sofá enquanto olha para a direita da imagem. Ele usa uma camisa branca com alguns detalhes em rosa que está aberta e é possível ver uma camiseta preta por dentro. Ele também usa um colar. Ao fundo, é possível ver algumas luzes." width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-5-1200x454.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31935" class="wp-caption-text">The Weeknd negou, em entrevista, que Tredos tenha sido criado para seduzir a audiência, mas o define como portador de uma “vibração sinistra” e “aesthetic” (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O único aspecto genuinamente competente da série é sua trilha sonora. Afinal, The Weeknd como roteirista e ator é um ótimo músico. Quase todas as melodias que compõem o enredo têm seu dedo nas produções e composições, o que não é ruim, já que ele entrega qualidade. Merecem destaque </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7CyPwkp0oE8Ro9Dd5CUDjW?si=83061f188f18422f"><i><span style="font-weight: 400;">One Of The Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das mais ouvidas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, com seus vocais e ritmo marcantes, e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6WzRpISELf3YglGAh7TXcG?si=73da166e89794e16"><i><span style="font-weight: 400;">Popular</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma batida notável e a participação especial da lendária </span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que poucos sabem é que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou um conjunto de desastres após a demissão da </span><a href="https://musicaecinema.com/a-polemica-demissao-de-amy-seimetz-de-serie-da-hbo/"><span style="font-weight: 400;">diretora inicial, Amy Seimetz</span></a><span style="font-weight: 400;">, que saiu repentinamente quando quase todos os episódios da série já estavam finalizados. </span><a href="https://uproxx.com/music/the-weeknd-the-idol-overhaul-female-perspective/"><span style="font-weight: 400;">Burburinhos disseram</span></a><span style="font-weight: 400;"> que The Weeknd, co-criador, acreditava que o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> tinha uma perspectiva feminista muito forte e por isso substituiu Seimetz por Levinson, que reescreveu e regravou praticamente tudo.</span></p>
<figure id="attachment_31932" aria-describedby="caption-attachment-31932" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7.jpg" alt="Na imagem há Lily-Rose Depp, uma mulher branca e loira à frente, com a cabeça levemente inclinada para esquerda, repousando-a sobre o braço de um homem atrás dela. Ela usa um óculos escuro. O homem atrás dela é The Weeknd, um homem negro, que está com o braço direito levantado, óculos escuros e um palito entre os dentes. Ambos têm suas cabeças viradas em direção a foto e estão dentro de um carro conversível com estofado vermelho e, ao fundo, é possível enxergar o céu azul e algumas palmeiras" width="1999" height="756" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7-1024x387.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7-768x290.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7-1536x581.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-7-1200x454.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31932" class="wp-caption-text">Fotos dos bastidores da <a href="https://www.filmfare.com/news/hollywood/bts-pics-from-the-first-version-of-the-idol-reveal-a-shockingly-different-show-59651.html">antiga versão de The Idol</a> vazaram, revelando Jocelyn como uma artista pop estilo anos 2000, muitas cores e uma série completamente diferente da entregue por Sam Levinson e The Weeknd (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tanta coisa negativa, não tinha um ser humano para avisar que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> era uma péssima ideia? Na verdade, tinha sim. Com a clara mudança de perspectiva, vários membros da produção foram contra a produção e, em </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-features/the-idol-hbo-next-euphoria-torture-porn-the-weeknd-sam-levinson-lily-rose-depp-blackpink-jennie-1234688754/"><span style="font-weight: 400;">entrevista para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, contaram sobre as polêmicas no </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um deles ressaltou que a série saiu de uma sátira para se tornar exatamente o que eles queriam satirizar; já outro problematizou as cenas romantizadas de abuso, mas mesmo com diversos avisos, o seriado saiu do papel e ganhou vida.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma enxurrada de controvérsias e uma baixa qualidade, a obra foi </span><a href="https://www.nationalworld.com/culture/television/the-idol-cancelled-the-weeknd-lily-rose-depp-sam-levinson-hbo-4202455"><span style="font-weight: 400;">encerrada com um episódio a menos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a ideia inicial da antiga diretora. Com cinco atos de 50 minutos cada, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma tortura de 275 minutos legalizada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> e  um drama angustiante de se assistir. Não há história, não é artístico. Por mais que Sam Levinson considere o acúmulo de comentários negativos uma forma de</span><i><span style="font-weight: 400;"> marketing</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série continua podre e não precisava nem ao menos ter passado do primeiro episódio.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Idol Official Playlist" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/37i9dQZF1DX6JvB1I8cgKT?si=da5519034cd94df8&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A segunda temporada de Euphoria e a vingança da alquimia desperdiçada</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 17:01:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Vulcano Dê a Sam Levinson a chance de borrar as linhas entre o drama e o escárnio humanos, e ele voltará escrachando toda e qualquer camada da vida. Da produção de X, passando pela roteirização de Malcolm &#38; Marie e atingindo a direção de País da Violência, essa tática marca seus passos em Hollywood. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de Euphoria e a vingança da alquimia desperdiçada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28494" aria-describedby="caption-attachment-28494" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28494 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, em desfoque e na parte frontal, aparecem as personagens Cassie, uma mulher branca de cabelos loiros e médios, e Maddy, uma mulher branca de cabelos pretos e longos. Cassie carrega um olhar deprimido e direcionado para o canto inferior esquerdo da imagem. Maddy está sorrindo e dançando, com a cabeça levemente para cima. Cassie usa um vestido de alcinha azul, já Maddy, um vestido preto com recortes e argolas prateadas nas orelhas. Elas estão em uma festa e rodeadas de pessoas. Ao fundo, no centro, está o personagem Nate, um homem branco de cabelos curtos e castanhos. Ele veste camiseta cinza e jaqueta preta, além de estar com os braços cruzados encarando as duas amigas." width="1440" height="777" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-768x414.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28494" class="wp-caption-text">Expressiva em mais uma edição da premiação, a série concorre em 16 categorias do Emmy 2022 (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dê a Sam Levinson a chance de borrar as linhas entre o drama e o escárnio humanos, e ele voltará escrachando toda e qualquer camada da vida. Da produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela roteirização de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x24-QURldsE"><i><span style="font-weight: 400;">Malcolm &amp; Marie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e atingindo a direção de </span><a href="https://pipocamoderna.com.br/2020/06/critica-pais-da-violencia-transforma-falso-moralismo-em-banho-de-sangue/"><i><span style="font-weight: 400;">País da Violência</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essa tática marca seus passos em Hollywood. E foi participando dos três pilares da Sétima Arte, conjuntamente e pela primeira vez, que o cineasta criou a singular </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Vira e mexe empilhando aclamação e burburinho nas portas dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde sua </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/5-motivos-para-entender-como-euphoria-virou-grande-sucesso-da-hbo"><span style="font-weight: 400;">estreia avassaladora</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019, a série redefiniu o sucesso televisivo e cultivou expectativas de sobra para sua </span><a href="https://www.telasporelas.com/post/segunda-temporada-euphoria"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-28482"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A continuação chegou em Janeiro deste ano, no já conhecido (e nunca exatamente familiar) clima de barbaridade juvenil. Isso porque, após elaborar episódios </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/12/4893477-episodios-especiais-de-euphoria-gravados-na-pandemia-revelam-outro-lado-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir dos impasses pandêmicos para revelar transcendentalmente as jornadas individuais de </span><a href="https://variety.com/2020/tv/reviews/euphoria-trouble-dont-last-always-recap-review-1234846069/"><span style="font-weight: 400;">Rue</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Zendaya) e </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/01/euphoria-jules-episode-review-fuck-anyone-not-a-sea-blob-spoilers-1234611235/"><span style="font-weight: 400;">Jules</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hunter Schafer), e o embaralho sentimental que se transformaram uma para outra, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna ao macro bem mais carregada de si mesma. Nenhuma ferida exposta anteriormente cicatrizou, ninguém consegue se acostumar com tanta tragédia e esse é o terreno perfeito para banhar de sal a nova versão de uma narrativa essencialmente sentida pelas dores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Palco de uma caótica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D8-fMRf7Z8c"><span style="font-weight: 400;">festa de ano novo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o episódio inicial da segunda safra faz a premissa se desenrolar em uma sequência de eventos curtos e, seguindo o pique da primeira temporada, impactantes pelos sete capítulos à frente. Inevitavelmente, </span><a href="https://euphoria.fandom.com/wiki/Trying_to_Get_to_Heaven_Before_They_Close_the_Door"><i><span style="font-weight: 400;">Trying to Get to Heaven Before They Close the Door</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> proclama que a provocação segue sendo o coração construtivo da fabricação de Levinson. É a sensação que enviesa as questões-chave da segunda leva</span> <span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">e as configura na altura do polêmico &#8211; que quase nunca é a </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/02/21/style/euphoria-series-doom-watching.html"><span style="font-weight: 400;">mesma vibração do espectador</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, aproximando todos os núcleos da história na unha e na vontade de fazê-los mais expansivos do que as telas que os transmitem.</span></p>
<figure id="attachment_28484" aria-describedby="caption-attachment-28484" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28484" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, aparecem os personagens Fezco, à esquerda, e Nate, à direita. Os garotos encaram um ao outro, brindando com copos de plásticos. Fezco é branco, tem cabelos raspados e barba curta e ruiva, além de vestir uma camisa branca de mangas longas e corrente prateada no pescoço. Nate é branco, tem cabelos curtos e castanhos e veste camisa acinzentada sobreposta por uma jaqueta preta. Ao fundo da imagem, pessoas se divertem em uma festa." width="1920" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28484" class="wp-caption-text">Com disparo semanais de episódios, Euphoria se tornou a segunda série mais assistida da história do HBO Max e a mais comentada da década no Twitter (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sinestésica e ressentida com o universo em que respira, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um ano dois ainda mais distante do didático, graças à atividade árdua e recorrente que é viver </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/"><span style="font-weight: 400;">sem enlouquecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/alienacao-eleitoral-cresce-no-brasil-especialmente-entre-jovens-e-no-sudeste/"><span style="font-weight: 400;">se alienar</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pós-pandemia. Rue recai no vício e, mesmo que decepcionados e não surpreendidos com a postura, o silêncio é nosso consentimento enquanto audiência. Sobretudo quando a garota lista seus motivos para fugir da realidade e perfura a passividade do público: não necessariamente nos drogamos, mas assistimos adolescentes serem aditivos e repulsivos em um plano paralelo. Queremos alguns minutos fugindo de </span><a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/08/04/se-superar-ameaca-golpista-brasil-sera-visto-como-esperanca-de-resistencia.htm"><span style="font-weight: 400;">atentados à democracia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nos-150-anos-do-nascimento-de-oswaldo-cruz-brasil-enfrenta-desafios-em-saude-publica/"><span style="font-weight: 400;">negacionismo científico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros males absurdos nem que seja acompanhando uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ruptura-severance-critica/"><span style="font-weight: 400;">ficcionalização da aflição</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem paz iminente e que nunca prometeu finais felizes. Afinal, “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oG5bzFU1u94"><i><span style="font-weight: 400;">as pessoas só querem encontrar esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ironia melancólica não sustenta apenas a dualidade contida na protagonista &#8211; que é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> a parte &#8211; mas caracteriza os ganchos agridoces da série na temporada atual. Comparada ao pioneirismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/skins-uk-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e às controvérsias escalares de </span><a href="https://personaunesp.com.br/13-reasons-why-segunda-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">13 Reasons Why</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> equilibrou seu charme, nas origens, encabeçando episódios com o </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/yin-yang.htm#:~:text=O%20Yin%20representa%20a%20escurid%C3%A3o,%2C%20masculino%2C%20quente%20e%20claro."><i><span style="font-weight: 400;">yin-yang</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> existencial de cada personagem e projetando esses arcos particulares na efervescência do coletivo. Contornando a </span><a href="https://dmtalkies.com/rue-zendaya-of-euphoria-the-unreliable-narrator-2019/"><span style="font-weight: 400;">narração onisciente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não mais única da irmã Bennett mais velha, os capítulos, agora, não possuem linha de roteiro traçada ou sugestiva para o futuro destrutivo de alguém. No entanto, a confusão faz três </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/euphoria-2-temporada-humaniza-rue-e-pega-fogo-com-dramas-de-coadjuvantes-76170"><span style="font-weight: 400;">nomes ofuscados</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então passarem a infiltrar a história, através da tratativa anterior. </span></p>
<p><figure id="attachment_28485" aria-describedby="caption-attachment-28485" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9.jpg" alt="Cena da série Euphoria. A imagem mostra o ator Algee Smith interpretando seu personagem na série Euphoria. Ele é um homem negro, de cabelos curtos e trançados para trás. Na cena, ele usa barba aparada e uma camisa preta de mangas longas. As feições do ator indicam insatisfação, ao passo que seus olhos encaram o canto direito da imagem. " width="1200" height="690" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-800x460.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-1024x589.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-768x442.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28485" class="wp-caption-text">Dono de poucos minutos de tela no episódio de estreia, Chris McKay (Algee Smith) desapareceu pelo resto da temporada sem maiores explicações [Foto: HBO Max]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Angus Cloud finalmente saiu das beiradas que seu papel costumava habitar apenas nos lapsos e desabafos de Rue. Mostrando sua infância recheada pelo abandono e norteada pelo tráfico de narcóticos, realizado pela única figura materna presente, sua avó, a produção faz do </span><a href="https://epipoca.com.br/euphoria-fezco-morreria-nos-primeiros-episodios-da-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">instituto protetor e carismático</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Fezco antídotos para sua sobrevivência e, sobretudo, resistência. Embora estrelando a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/euphoria-jacob-elordi-detalha-experiencia-brutal-de-briga-entre-fez-e-nate/"><span style="font-weight: 400;">pancadaria simbólica e colossal em Nate</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jacob Elordi), o ruivo cresce para valer, transbordando seu lado afetuoso, dividido com o irmão mais novo, Ash (Javon Walton), e com Lexi (Maude Apatow), seu recíproco interesse amoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em sensibilidade aproveitada, a personagem de Apatow é um verdadeiro banquete. Se antigamente a jovem seguia um caminho contrário para chegar ao mesmo fim de seus colegas de cena, blindando-se da hostilidade sem uso de alucinógenos, mas retificando a si própria como coadjuvante, a caçula das Howard vence os panos de fundo da trama pelo cansaço de </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/hbo-max/cassie-lexi-ou-rue-quem-e-a-mvp-da-2a-temporada-de-euphoria"><span style="font-weight: 400;">seu brilhantismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Corajosa e amistosa, da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZlHFFJM5loQ"><span style="font-weight: 400;">reconstituição da amizade com Rue</span></a><span style="font-weight: 400;"> à modelação da </span><a href="https://www.vulture.com/article/how-euphoria-created-lexis-play-the-theater-and-its-double.html"><span style="font-weight: 400;">peça teatral</span></a><span style="font-weight: 400;"> despudorada e frenética &#8211; que estatelou os nervos e músculos da narrativa nos episódios finais &#8211; ela foi a </span><a href="https://www.reddit.com/r/euphoria/comments/s28fom/what_is_a_motherfucking_g/"><i><span style="font-weight: 400;">motherfuckin’ G</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_28486" aria-describedby="caption-attachment-28486" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28486" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837.jpg" alt="A imagem mostra cenas da série Euphoria. No retrato disposto do lado esquerdo estão as personagens Jules, uma mulher branca de cabelos curtos, lisos e loiros, e Rue, uma mulher negra de cabelos castanhos, cacheados e longos. Elas estão com os rostos extremamente próximos após um beijo. Jules, à esquerda, usa gargantilha preta com desenhos cor de rosa e camiseta lilás aberta nas costas. Rue, à direita, sorri com os olhos fechados e veste roupa preta. No retrato disposto ao lado direito estão as personagens Rue e Lexi, uma mulher branca de cabelos castanhos e médios. Uma ao lado da outra, Rue abraça Lexi de olhos fechados, enquanto a outra garota chora. Rue veste camiseta vermelha estampada e calça preta, já Lexi, uma camisa branca de mangas longas e calça marrom. Ao fundo, uma cama com almofadas." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28486" class="wp-caption-text">Ao passo em que uma das relações mais delicadas da produção renasce, Rules enfrenta dias de luta sem glória alguma (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A tríade que salta aos holofotes é completada pelo temeroso pai de Nate (</span><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eric Dane</span></a><span style="font-weight: 400;">). Fechando um capítulo inteiro para desmascarar sua existência forjada na tradicional família americana, a série remonta à juventude do homem, arrasada pela paixão homoafetiva não consumada e pela gravidez repentina de sua namorada na época. Por trás do emaranhado de desejos suprimidos que formam o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/01/euphoria-comete-erro-ao-tentar-criar-simpatia-por-personagem-terrivel"><span style="font-weight: 400;">predador sexual retratado</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta dizer que a agressividade compulsória e o sadismo de criar filhos à sombra de seu mais repugnante reflexo são a armadura de Cal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a produção nunca tenha materializado </span><a href="https://niisansproducoesgeek.com/por-que-as-personagens-femininas-raramente-obtem-arcos-de-redencao/"><span style="font-weight: 400;">arcos de redenção</span></a><span style="font-weight: 400;">, o experimento de </span><a href="https://twitter.com/seriesbrasil/status/1498460868014751745"><span style="font-weight: 400;">humanização do Jacobs mais velho</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos faz perguntar quem consegue revelar </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/34074/euphoria-temporada-2-as-declaracoes-do-elenco-sobre-momentos-controversos"><span style="font-weight: 400;">a revolta por trás de suas contradições</span></a><span style="font-weight: 400;">, recebendo chances de atenuação pelo júri do público. A manobra da trama traz estereótipos da mais brutal ordem, já que acusações de pedofilia e estupro, como as que rondam a trajetória do genitor, sempre foram relacionadas à </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/10/30/interna_diversao_arte,637361/kevin-spacey-revela-que-e-gay-e-se-desculpa-por-assedio-sexual.shtml"><span style="font-weight: 400;">comunidade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">. E não é errado dimensionalizar vilões desvendando o que impulsionou aqueles traços de amargura e bestialidade. Entretanto, tratar sua identidade, fruto de uma forma subjetiva e insalubre de lidar com a realidade através de um labirinto que pode se resumir a orientações sexuais é, no mínimo, problemático (</span><a href="https://www.cartel011.com.br/news/euphoria"><span style="font-weight: 400;">especialmente para </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retomando o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">da história, temos a fórmula de escandalização do </span><a href="https://personaunesp.com.br/dopesick-critica/"><span style="font-weight: 400;">moralismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apregoa a mente de quem se pega canalizando a barra não só da exposição de Cal, mas de milhares de momentos. Infelizmente, não vivemos em um planeta evoluído o bastante para a ridicularização de nossas mazelas servir como ferramenta de conscientização ou instigar qualquer mudança. E, caramba, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> brincou incansável e assertivamente com isso em </span><a href="https://www.vox.com/culture/2019/6/23/18701226/euphoria-premiere-pilot-episode-1-recap-zendaya-hbo"><span style="font-weight: 400;">seus primórdios nada ortodoxos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, com o avanço do Ensino Médio e a necessidade de um amadurecimento à altura, a progressão narrativa parece se apossar de uma ânsia de gente grande, incapaz de processar </span><a href="https://www.nationalworld.com/culture/euphoria-season-2-review-overwrought-zendaya-drama-loses-sight-of-its-own-strengths-in-sky-atlantic-series-3519496"><span style="font-weight: 400;">a essência que o básico dá à conjuntura</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="EUPHORIA. &quot;I&#039;m tired&quot; - Labrinth feat. Zendaya | #MomentoHBO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gDlYHzhpmEs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se na primeira leva toda a genialidade da ficção partia de um cadenciamento, em que, apesar das cenas performáticas e fugazes, o raciocínio prevalecia, o presente entrega uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> refém do ímpeto de chocar a qualquer custo. O tal </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/euphoria-com-zendaya-e-o-retrato-mais-honesto-das-dores-juvenis-na-tv/"><span style="font-weight: 400;">realismo emocional</span></a><span style="font-weight: 400;">, que antes era compartilhado não somente pelo criador da obra, mas igualmente por outros nomes vinculados ao propósito artístico, agora passa a se centralizar nas mãos de Sam Levinson em uma demonstração típica de como </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/20/final-de-game-of-thrones-sofreu-dos-mesmos-problemas-que-o-resto-da-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">impérios caem pela ambição</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de séries que definharam em qualidade </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2018/01/10-series-que-decairam-em-qualidade-apos-serem-abandonadas-pelos-criadores"><span style="font-weight: 400;">sem seus fundadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a presença excessiva do cineasta pode ser culpabilizada por várias deficiências e armadilhas geradas na produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Todos os episódios da segunda temporada são unicamente dirigidos e escritos por Levinson, que obviamente </span><a href="https://frenezirevista.com/2022/03/06/critica-apesar-dos-esforcos-a-segunda-temporada-de-euphoria-nao-atende-as-expectativas/"><span style="font-weight: 400;">não conseguiria atender às expectativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de escandalização, nem dar ritmo e coesão às múltiplas vertentes da história, sozinho. Às avessas da complexidade outrora construída, a safra se </span><a href="https://www.bcheights.com/2022/02/13/euphoria-season-two-review/"><span style="font-weight: 400;">contenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sonhar raso no </span><a href="https://www.pedestrian.tv/entertainment/euphoria-sam-levinson-season-three-writers-room/"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento figurativo e psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;">, mirando em erros de principiante ao não saber adicionar rostos novatos à trama &#8211; ou mesmo trabalhar os veteranos &#8211; sem perdê-los de vista. </span></p>
<figure id="attachment_28487" aria-describedby="caption-attachment-28487" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28487" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, a personagem Rue, uma mulher negra de cabelos longos, cacheados e castanhos, aparece de olhos fechados e expressando sofrimento. Ela veste camiseta preta e está com seu corpo e sua cabeça encostados em uma parede bege." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28487" class="wp-caption-text">Em entrevista ao Entertainment Weekly, Zendaya defendeu a série de <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/02/09/zendaya-rebate-associacao-que-criticou-euphoria-por-glorificar-as-drogas.htm">novas acusações</a> envolvendo a glorificação do uso de drogas: “&#8217;Euphoria&#8217; não quer, de forma alguma, ser um código de moral e ensinar as pessoas como viver suas vidas ou o que elas deveriam fazer” (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com exceção da abordagem recebida pelo trio mencionado e pela protagonista de Zendaya, as principais afetadas são as </span><a href="https://saladadecinema.com.br/2022/03/12/as-mulheres-de-euphoria-e-suas-complexidades/"><span style="font-weight: 400;">personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que sempre corporificaram o primor do universo eufórico. Jules fica restrita a uma trilha de inconveniências alheias à sua notável evolução, dando advertências e tapinhas nas costas de Rue aqui, aleatoriamente tendo um caso com o melhor amigo de ambas ali. Abrilhantadas com a participação da escrita aguçada de Hunter Schafer em </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/segundo-especial-de-euphoria-sera-escrito-por-hunter-schafer-e-estreia-em-janeiro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">F**k Anyone Who&#8217;s Not a Sea Blob</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as práticas da garota, na atual temporada, se tornam tristemente programadas para </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a39264077/euphoria-season-3-jules-hunter-schafer/"><span style="font-weight: 400;">reduzirem suas nuances ao egoísmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, falas e ações são tudo que o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">acaba devendo para </span><a href="https://www.instagram.com/p/CasoEZPPLlW/"><span style="font-weight: 400;">Kat</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Barbie Ferreira). Ela não se sobressai no namoro, nas amizades e menos ainda na própria história, pintando como alívio cômico nos perrengues gerais do ano e martelando incapacidade em seus dramas pessoais. A </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/in-euphoria-season-2-kat-transformed-from-icon-to-ornament"><span style="font-weight: 400;">desatenção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tão extrema que até os </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/euphoria-barbie-ferreira-explica-ausencia-de-kat-em-cenas-da-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">rumores supondo o que ocasionou a situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram melhor elaborados do que a atuação obtida pela personagem.</span></p>
<figure id="attachment_28488" aria-describedby="caption-attachment-28488" style="width: 1014px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, as personagens Cassie, Maddy e Kat aparecem, respectivamente, em meio a uma discussão. Cassie, uma mulher branca de cabelos loiros e presos em coque, veste um moletom rosa bebê e encara Maddy com feições de choro. À frente dela, Maddy, uma mulher branca de cabelos pretos, longos e soltos, usa camiseta acinzentada e maquiagem escura, enquanto grita no rosto da personagem anterior com raiva. Ao fundo, Kat, uma mulher branca de cabelos castanhos e presos em coque, tem expressão apreensiva. Ela veste brincos com pingentes e camiseta de mangas longas com estampa tigrada" width="1014" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7.jpg 1014w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28488" class="wp-caption-text">Após passar o ano dois sendo o agente apaziguador do gato e rato entre Cassie e Maddy, Barbie Ferreira anunciou que não participará da terceira rodada da série (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as suposições de </span><a href="https://portalpopline.com.br/bastidores-euphoria-2a-temporada-polemicas/"><span style="font-weight: 400;">desavenças e descuidos nos bastidores</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada funcionavam como suporte externo para o apetite que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> não saciava em cena, o trato omisso se consolidava com os novos intérpretes. Os arcos de Elliot (Dominic Fike) e Laurie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martha Kelly</span></a><span style="font-weight: 400;">), embora espontaneamente divertidos ou revoltantes na coletividade do drama, quando isolados das trupicadas e levantadas de Rue, não preenchem uma página de significado consistente. Apesar de similarmente limitada ao beabá das drogas, a adesão de Faye (</span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/chloe-cherry-fatos-curiosidades-euphoria.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">Chloe Cherry</span></a><span style="font-weight: 400;">, que aqui estreia na TV) se conecta a outros pontos de riso e tensão. Levemente do outro lado da moeda, Ali (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-de-candyman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Colman Domingo</span></a><span style="font-weight: 400;">) engrandece sua performance iniciada em </span><a href="https://espalhafactos.com/2020/12/05/euphoria-regressa-com-uma-reflexao-ambiciosa-sobre-toxicodependencia/"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dá merecido fôlego ao conforto ácido da narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo essa eterna brincadeira de espaço e tempo no macro, a segunda leva da produção busca um encaminhamento inusitado se concentrando &#8211; aos trancos e barrancos &#8211; no eixo dividido por Cassie (Sydney Sweeney), Maddy (Alexa Demie) e Nate. O </span><a href="https://screenrant.com/euphoria-maddy-cassie-nate-rue-intervention-story/"><span style="font-weight: 400;">triângulo amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;"> é purgatório de si mesmo em inúmeros sentidos, sobretudo para as melhores amigas que descarrilam suas respectivas individualidades em troca de um romance duvidoso, com um sujeito de caráter mais questionável ainda. Só que, no final do trauma, a verdadeira discussão não reside nos </span><a href="https://dailytargum.com/article/2022/02/analyzing-nate-jacobs-toxic-masculinity-incarnate"><span style="font-weight: 400;">trejeitos voláteis e objetificadores de Jacobs</span></a><span style="font-weight: 400;">; o que permite as idas e vindas cruéis do atleta na psique das garotas é uma fragilização sentimental predisposta que ele não criou, porém, aprendeu a controlar maliciosamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa toada, a história acerta ao duplicar </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/a39258052/maddy-this-is-only-the-beginning-meaning-euphoria-final-episode/"><span style="font-weight: 400;">a dor de Maddy</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um processo de maturação gradativo. A garota descobre plenamente a toxicidade de estar com Nate quando perde um </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/euphoria-sydney-sweeney-addresses-cassie-maddy-team-up-against-nate.html/"><span style="font-weight: 400;">laço afetivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> tido como inabalável e baseado na confiança, sensação que ela pensava dominar tanto no namoro e na amizade quanto em si própria e, na reviravolta, passa a aprender o valor na marra. Já para Cassie, os dias de crescimento permanecem como miragem à medida em que sua </span><a href="https://tracklist.com.br/sydney-sweeney-euphoria/131280"><span style="font-weight: 400;">combustão emocional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tendência de </span><a href="https://featurefemale.com/cassie-howards-downfall-and-the-internal-male-gaze/"><span style="font-weight: 400;">procura por aprovação masculina</span></a><span style="font-weight: 400;"> ramificam debates pontiagudos que conduzem a série.</span></p>
<figure id="attachment_28489" aria-describedby="caption-attachment-28489" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841.jpg" alt=" A imagem mostra cenas da série Euphoria. No retrato disposto do lado esquerdo está a personagem Laurie, uma mulher branca de cabelos longos, lisos e castanhos. Ela veste camiseta rosa e usa batom de tom semelhante nos lábios. Sua expressão denota atenção, estando seu olhar voltado para o canto esquerdo da imagem. Ao fundo, uma geladeira repleta de imãs. No retrato disposto do lado direito está o personagem Ali, um homem negro de barba curta. Ele veste um gorro preto e camisa xadrez com tons pretos e marrons. Sua mão esquerda segura uma faca prateada acima de uma mesa, enquanto seu olhar apresenta calma e é acompanhado por um leve sorriso de lábios." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28489" class="wp-caption-text">No Emmy 2022, Martha Kelly e Colman Domingo receberam indicações como Melhor Atriz Convidada e Melhor Ator Convidado em Drama (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos discursos batidos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> é expor que as escolhas de seus personagens não existem em bolhas e, por isso, podem esvair para todos os núcleos da narrativa constantemente. Aspecto esse que poderia unir </span><a href="https://festivalteen.com.br/as-pontas-soltas-de-euphoria-2-que-precisam-de-resposta-na-terceira-temporada.html"><span style="font-weight: 400;">dramas soltos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo da temporada, mas não encontra respaldo para acompanhar a entrada de Rue no tráfico, a rivalidade eclodida entre Fezco e Nate, e principalmente o </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/euphoria-sydney-sweeney-completely-thrown-off-cassies-season-2-turn.html/"><span style="font-weight: 400;">espiralar de Cassie</span></a><span style="font-weight: 400;"> no remorso de perder Maddy e na humilhação de amar quem a rejeita (tudo vivido por ela após a realização de um </span><a href="https://cm-ob.pt/is-sydney-sweeney-s-cassie-pregnant-euphoria"><span style="font-weight: 400;">aborto</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não entra em pauta após a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;">). Ao mesmo tempo em que alucinamos com a instabilidade da loira &#8211; fruto da dedicação excepcional de Sweeney -, pouco esforço existe para fazê-la transpor sua ruína além de rituais de beleza aflitivos e muitas cenas de nudez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente navegando na obsessão em desfilar absurdos, </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/features/euphoria-nudity-sam-levinson-b2021297.html"><span style="font-weight: 400;">corpos sem roupas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são a fagulha da ficção que se volta propositalmente para a desnivelação social entre o nu masculino e feminino. Sem perder o trem, a segunda safra já começa com um pênis escancarado na tela do espectador &#8211; só não se engane, não é sexy, é só um pedaço de carne. E </span><a href="https://english.elpais.com/culture/2022-02-07/the-stigma-surrounding-cassie-on-euphoria-can-a-nude-scene-impact-an-actresss-career-forever.html"><span style="font-weight: 400;">por que a nudez deveria ser vista de outra forma</span></a><span style="font-weight: 400;">? Ninguém te dá a resposta, mas exageram na dose de pele de Cassie à mostra para, surpresa!, provocar a dúvida. Como </span><a href="https://deadline.com/2019/11/emilia-clarke-dax-shepard-game-of-thrones-nudity-1202790225/"><span style="font-weight: 400;">Emilia Clarke</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou no passado, obviamente a escolha pesa quando falamos das mulheres: o nu estraçalha o angelical e as vulnerabiliza na vilania, ainda que devesse passar longe disso. Nesse espectro, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/sydney-sweeney-se-orgulha-de-euphoria-mas-nao-falam-sobre-isso-porque-ela-esta-nua/"><span style="font-weight: 400;">a consciência da atriz americana</span></a><span style="font-weight: 400;"> no assunto a coloca acima de todas as limitações narrativas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou do mundo &#8211; o que não absolve a série da prepotência de achar que </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/01/obsessao-de-euphoria-com-nudez-pode-ser-mais-importante-do-que-fas-imaginam"><span style="font-weight: 400;">nudez subversiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobrepõe ausência ou desvirtuamento de conteúdo.</span></p>
<figure id="attachment_28490" aria-describedby="caption-attachment-28490" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28490" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7.png" alt=" Cena da série Euphoria. Nela, a personagem Cassie chora e encara o canto superior esquerdo da imagem. Cassie é uma mulher branca e jovem. Ela usa maquiagem rosada leve e seu cabelo, loiro e levemente ondulado, está solto e com duas trancinhas finas na parte frontal. Ao fundo, ramos de rosas brancas, amarelas e cor de rosa estão pendurados. " width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7.png 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28490" class="wp-caption-text">Além de Sydney, a atriz Minka Kelly, intérprete de Samantha, também viveria cenas de nudez na temporada, mas acabou recusando por se sentir desconfortável (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que a gama de inventividades e rebuliços da segunda leva caminha obrigatoriamente para o inigualável estrelato de Zendaya. Agora </span><a href="https://elle.com.br/cultura/euphoria-2-temporada"><span style="font-weight: 400;">produtora executiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série, a artista desbrava, sem qualquer melindre, profundidades cruas e hipersensíveis para a lapidação de sua personagem. Se Rue era impiedosa com seu modo de vida e os olhares externos destinados a este, ela usa os novos capítulos para assumir o máximo de cada impressão não verbalizada que experienciamos ao vê-la em cena, literalmente do amor ao ódio. As dicotomias mais arrasadoras acontecem na abstinência de Bennett em </span><a href="https://www.vulture.com/article/euphoria-stand-still-like-the-hummingbird-episodic-storytelling.html"><i><span style="font-weight: 400;">Stand Still Like the Hummingbird</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">em que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r5-cO_cFRwg"><span style="font-weight: 400;">perseguições</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lJ5erBqr1PU"><span style="font-weight: 400;">confissões</span></a><span style="font-weight: 400;"> solidificam quem protagoniza </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">e se projetam para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/zendaya-recordes-emmy-2022"><span style="font-weight: 400;">história cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa aspiração na ativa, a atriz merecidamente estende seu currículo no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Primetime Emmy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na 74ª edição da premiação, Zendaya foi nomeada como Melhor Atriz em Série de Drama, categoria que sua Rue já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ze7rqVSGYV8"><span style="font-weight: 400;">venceu em 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse ano, ela é euforicamente acompanhada por Sydney Sweeney, que aparece tanto na lista de Melhor Atriz Coadjuvante em Drama, quanto se destaca nas indicações em Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme por sua performance em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio às ressalvas estruturais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> preenche outra vez as nomeações em Melhor Série de Drama, competindo com a ganhadora do </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e outras produções chamativas dos últimos meses, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-call-saul-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Severance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Squid Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aguentando um roteiro débil e ainda sendo excepcionais, as interpretações gerais também foram lembradas e emplacadas em Melhor Elenco em Série de Drama. Por outro lado, Sam Levinson não conquistou nenhuma indicação nas seções especializadas em direção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> da TV. </span></p>
<figure id="attachment_28491" aria-describedby="caption-attachment-28491" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28491" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-6.jpg" alt="A imagem mostra uma cena da série Euphoria e uma cena do filme O Segredo de Brokeback Mountain, respectivamente. No retrato disposto do lado esquerdo estão as personagens Rue, uma mulher negra, e Jules, uma mulher branca, ambas da série Euphoria. Rue veste camisa azul sobreposta por um casaco preto e chapéu preto na cabeça. Jules usa chapéu bege e está com seu queixo posicionado no ombro direito de Rue, encarando a última com atenção. Ao fundo, uma paisagem verde desfocada. No retrato disposto do lado direito estão os personagens Jack e Ennis, ambos homens brancos. Eles vestem roupas similares às de Rue e Jules e estão na mesma posição de ambas, estando Jack representado pela primeira e Ennis pela última personagem. " width="696" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-28491" class="wp-caption-text">A cargo principal de <a href="https://news.artnet.com/art-world/euphoria-director-of-photography-marcell-rev-interview-2078090">Marcell Rév</a>, a estética da segunda safra homenagou artistas de Nan Goldin a Frida Kahlo, e recriou cenas de filmes como Titanic e <a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/">O Segredo de Brokeback Mountain</a> (Foto: HBO Max/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As menções honrosas ficam para a contextualização técnica da ficção, que figura em </span><a href="https://www.emmys.com/shows/euphoria"><span style="font-weight: 400;">nove categorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre se ofereceu pelos olhos, e a atmosfera que arquitetou seu princípio foi fatal para torná-la um </span><a href="https://www.businessoffashion.com/articles/marketing-pr/the-euphoria-effect/"><span style="font-weight: 400;">fenômeno estético</span></a><span style="font-weight: 400;"> pontilhado pelo trauma. Agora, demolindo as </span><a href="https://www.bitchmedia.org/article/glitter-tears-fashion-in-euphoria"><span style="font-weight: 400;">sobrecargas de </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que climatizavam o passado da narrativa, a segunda temporada se faz pela infiltração sóbria de violência e soturnidade. Descamada em jogos de luzes, ora sólidos, ora rápidos, a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CaatCqmlk9M/"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> engenhosamente expõe os embates e pensamentos pela brutalidade da própria existência, rendendo à série a participação na categoria Melhor Fotografia em Série de Câmera Única (Uma Hora). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crueza é estabelecida pelo enquadramento de câmeras analógicas, que captam os figurinos e as </span><a href="https://britishbeautycouncil.com/euphoria-outstanding-contemporary-makeup-winner/"><span style="font-weight: 400;">maquiagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; refletores do </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2022/02/euphoria-como-maquiagem-ajuda-contar-historia-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">estado mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cada personagem. Todos os tons obscurecem com os rumos da história, especialmente nos desdobramentos de Cassie, Jules, Lexi e Maddy. A </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2022/02/saiba-por-que-jovens-de-euphoria-ouvem-sinead-oconnor-tupac-e-selena.shtml"><span style="font-weight: 400;">musicalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é outro fator dimensionante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, atravessando temas </span><i><span style="font-weight: 400;">underground</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessos já assimilados pelo público e canções encomendadas para a série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uníssono anteriormente, no ano dois, Labrinth se divide com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sRvNx7eRRqg"><span style="font-weight: 400;">Dominic Fike</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mN0iGTAB8tU"><span style="font-weight: 400;">James Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZSS682kd6is"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5FNCukepaS8"><span style="font-weight: 400;">Tove Lo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no lançamento de catarses exclusivas. Invadindo ouvidos e corações, a visceralidade das notas está no luto de Rue, nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J1TLkbYHenU"><span style="font-weight: 400;">frustrações coreografadas de Cal e Cassie</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nas aversões mais memoráveis dos episódios. Nesse ritmo, a segunda temporada da produção concorre a Melhores Músicas e Letras Originais e Melhor Supervisão Musical, esta última pelo trabalho de Jen Malone e Adam Leber.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Euphoria - 2ª Temporada | Trailer Oficial | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dt-cA0u6Png?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestigiada pela </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2022/01/na-onda-de-euphoria-4-series-que-mostram-representatividade-lgbtqiap-de-verdade.html"><span style="font-weight: 400;">honestidade identitária</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus visuais e dramas iniciais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">escalou o </span><a href="https://www.polygon.com/22950817/euphoria-recaps-memes-social-media-internet-watch-party"><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> da fama</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão rapidamente que superestimou a si mesma. Como seus personagens que são espelhos, a trama também faz tudo o que a transtorna no interior da segunda temporada se sobressair em marcas visíveis. Subjugar suas riquezas ao </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/02/28/arts/television/euphoria-season-finale-sam-levinson.html"><span style="font-weight: 400;">monopólio criativo de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> custou rachaduras intensas, porque barbarizar demais e despreparado tem um preço. A superação positiva de tabus e nuances só existe se entendemos porquê e para onde vamos, e a insuficiência lógica pode até satisfazer ao mostrar onde perdemos nossa humanidade, mas não combina com um universo dedicado a examinar a miscelânea existencial que nos caracteriza como humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crescer na produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece uma revolução física e emocional, não apenas na ideologia, mas principalmente na ultrapassagem de negligências narrativas. Depois de </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1319211/os-comportamentos-autodestrutivos-em-euphoria"><span style="font-weight: 400;">autoafirmar</span></a><span style="font-weight: 400;"> seu potencial destrutivo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><span style="font-weight: 400;">radicalizar</span></a><span style="font-weight: 400;"> sua maior anti-heroína e </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><span style="font-weight: 400;">renovar as esperanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua personagem mais emblemática, a série parece ter perdido o dom da </span><a href="https://www.metropoles.com/bela-jornada/alquimia-o-que-significa-e-que-ensinamento-nos-traz-neste-novo-ano"><span style="font-weight: 400;">alquimia</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a habilidade de unir ciência, arte e magia para transformar o comum em ouro. Ainda que pouco da </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/a-opiniao-de-zendaya-sobre-a-glamurizacao-das-drogas-em-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;"> retratada seja ordinário ou factual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre soube abrir mão da pretensão, que agora a assola, para fascinar. E, assim como Rue toma o </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-queremos-respostas"><span style="font-weight: 400;">episódio final</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ficar sóbria inesperadamente, sua ficção merece uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-3a-temporada-tudo-sobre"><span style="font-weight: 400;">terceira leva</span></a><span style="font-weight: 400;"> surpreendentemente próspera e </span><a href="https://portalpopline.com.br/zendaya-dirigir-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">multifacetada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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		<title>O Radical de Euphoria e a Revolução de Rue</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 23:58:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra O termo que significa um estado transcendental de alegria é usado para nomear uma obra que existe no nível mais profundo das dores de uma juventude autodestrutiva para nos avisar sobre algo: desde seu início, aclamado e conturbado lá em 2019, Euphoria não quer saber de nada além do radical ao construir seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Radical de Euphoria e a Revolução de Rue"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_22433" aria-describedby="caption-attachment-22433" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22433 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a protagonista Rue sentada à mesa de uma lanchonete num bando estofado, de perfil, durante a noite. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos castanhos cacheados volumosos. Rue está sentada, de frente para a mesa, com os pés em cima do banco, segurando as pernas, e descansa a cabeça nas costas do banco, olhando para cima. Ela veste uma blusa de moletom vermelha escura e uma calça de moletom azul marinho. Atrás dela, do lado da mesa, existe uma grande janela de vidro, através da qual pode-se observar o estacionamento do estabelecimento. Na frente de Rue, está uma mesa com um copo de suco de laranja e um prato de panquecas. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22433" class="wp-caption-text">Os episódios especiais de Euphoria encontraram seu lugar no Emmy 2021, e a Parte 1: Rue foi indicada na categoria de Melhor Fotografia para Série de Câmera Única (Uma Hora) [Foto: HBO]</figcaption></figure><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo que significa um estado transcendental de alegria é usado para nomear uma obra que existe no nível mais profundo das dores de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">juventude autodestrutiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para nos avisar sobre algo: desde seu início, </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/euphoria-da-hbo-polemica/"><span style="font-weight: 400;">aclamado e conturbado</span></a><span style="font-weight: 400;"> lá em 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer saber de nada além do radical ao construir seu caminho na companhia de jovens que lidam com muitas, muitas, mas muitas questões. A máxima se consolidou ao fim visceral daqueles 8 primeiros episódios que colocaram o drama adolescente da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> numa </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/sucesso-de-euphoria-mantem-hbo-relevante-no-atual-mundo-do-streaming"><span style="font-weight: 400;">evidência maior que qualquer nicho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ali, nossas protagonistas, responsáveis por engatilhar o desenrolar dos arcos da narrativa e toda sinceridade e todos problemas que os acompanham, se encontravam num lugar perfeito de completa ausência de resolução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade que o diretor e roteirista Sam Levinson criou ao fim do primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> só seria compreendida mais tarde, quando os ganchos de 2019 ameaçavam se perder no meio da </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,a-producao-de-tv-se-adaptou-a-pandemia-e-agora,70003699528"><span style="font-weight: 400;">fenda temporal aberta pela pandemia de covid-19</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, o criador correu para os transformar em dois episódios especiais, dedicados exclusivamente ao centro da história &#8211; </span><a href="https://www.vulture.com/article/zendaya-euphoria-special-christmas-episode-performance.html"><span style="font-weight: 400;">Rue (Zendaya)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2021-01-22/euphoria-hunter-schafer-jules-special-hbo-interview"><span style="font-weight: 400;">Jules (Hunter Schafer)</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, e quando <em>Part 1: Rue </em>foi ao ar em dezembro de 2020, o poder da narrativa se mostraria ainda maior. Sob o título de </span><a href="https://www.facebook.com/watch/?v=382733453174040"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aconteceu o primeiro contato da produção com o mundo depois de sua estreia, e também o primeiro encontro do apreciador da série com a profundidade emocional daquela que foi o fio narrativo de tudo o que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou.</span></p>
<p><span id="more-22432"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era, então, o momento de prestar atenção na </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ccxp-zendaya-e-sam-levinson-falam-sobre-episodio-especial-de-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">individualidade de Rue</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes de seguir as tramas de uma história que se propõe a retratar </span><a href="https://www.hbobrasil.com/news/detail/euphoria-new-series"><span style="font-weight: 400;">a juventude de forma radical</span></a><span style="font-weight: 400;">. E quando encontramos a personagem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, topamos com uma sobrevivente do final tempestuoso do primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/">Abandonada por Jules</a>, enfurecida com todos, vulnerável como nunca e machucada como sempre, a personagem é vencida pelo seu vício em drogas e tem uma recaída. A única ajuda que a teimosia envergonhada de Rue aceita é a de </span><a href="https://www.esquire.com/entertainment/tv/a34851579/euphoria-christmas-special-explained-ali-actor-colman-domingo-interview/"><span style="font-weight: 400;">Ali (Colman Domingo)</span></a><span style="font-weight: 400;">, meio amigo e meio mentor, que estabelece uma conexão com ela no grupo de Narcóticos Anônimos. Dramático e radical o suficiente? Não para Sam Levinson, que finaliza a premissa do episódio com os dois solitários em plena véspera de Natal numa lanchonete qualquer da cidade.</span></p>
<figure id="attachment_22435" aria-describedby="caption-attachment-22435" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22435 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue-.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem é um close no rosto de Rue, que tem uma expressão triste, e olha para o lado direito, fora da imagem. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos castanhos cacheados e volumosos. Ela veste uma blusa de moletom vermelha escura e apoia as costas das mãos, cobertas pela manga da blusa, no queixo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue-.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22435" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/">A segunda parte do Especial</a> é outra explosão de significados narrativos, explorando a perspectiva de Jules com participação da própria Hunter Schafer no roteiro </span></i>(Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro desencadeia uma longa e profunda conversa que toma os 60 minutos do episódio. Adentrando a profundidade psicológica de Rue, muitas questões surgem, e a sabedoria de Ali, que já vive longe do vício há sete anos, sabe identificar todas elas, sem se preocupar em solucioná-las. O foco ali é </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/12/4893477-episodios-especiais-de-euphoria-gravados-na-pandemia-revelam-outro-lado-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">o desabafo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem, e a realização da oportunidade que ela precisava para revelar seus sentimentos complexos e delicados, depois do </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/destaque/entenda-o-que-aconteceu-com-rue-no-fim-da-1a-temporada-de-euphoria"><span style="font-weight: 400;">sufocante último episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> da primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse efeito é curioso, já que a história não escapa um segundo de sua </span><a href="https://www.purebreak.com.br/midia/-euphoria-e-narrada-do-ponto-de-vista-d-337906.html"><span style="font-weight: 400;">perspectiva</span></a><span style="font-weight: 400;">. Rue é a narradora absoluta &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">mas <a href="https://culturess.com/2020/12/09/euphoria-rue-jules-relationship/">não totalmente confiável</a></span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; de todos os eventos da série, e justamente por isso, é difícil adentrar sua intimidade debaixo de toda aquela </span><i><span style="font-weight: 400;">energia caótica</span></i><span style="font-weight: 400;">, como batiza o próprio Ali. Mas entre as digressões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, a personagem finalmente tem a permissão de viver intensamente suas oscilações emocionais, sentir o medo que ela esconde ter de si mesma, e tentar compreender sua relação com Jules, ao mesmo tempo em que revela mais de sua própria personalidade longe de tudo o que acompanha o núcleo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os méritos da Melhor Atriz em Drama do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2020 </span></i><span style="font-weight: 400;">na personagem que a fez </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/09/20/zendaya-ganha-emmy-como-melhor-atriz-de-serie-de-drama-por-euphoria.ghtml"><span style="font-weight: 400;">fazer história</span></a><span style="font-weight: 400;"> são sempre louváveis, mas o que se destaca aqui também é, mais uma vez, o trabalho de Sam Levinson. Encarando uma base em suas </span><a href="https://variety.com/2019/scene/news/euphoria-creator-sam-levinson-opens-up-drug-addiction-1203233881/"><span style="font-weight: 400;">experiências pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;">, o texto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> se preocupa de forma quase científica com os diálogos. Tão naturalmente prolixo e propositalmente direcionado, o roteiro do episódio faz Rue e Ali pensarem sobre a vida, sobre a morte, sobre o espiritual e sobre o mundano. E em algum momento da conversa, a situação da jovem diante do mundo toca no tópico indissociável porém ainda ausente na história radical de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">: revolução.</span></p>
<figure id="attachment_22437" aria-describedby="caption-attachment-22437" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22437 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem de Ali, de frente para Rue, conversando com ela. Ali é interpretado por Colman Domingo, um homem negro de cabelos raspados. Ele veste uma camisa verde acinzentada e uma touca preta na cabeça. A imagem o mostra de frente, levemente inclinada para a esquerda, enquanto ele faz uma pergunta à Rue, com expressão de dúvida. A imagem mostra somente o contorno cabeça de Rue, coberta pela touca do moletom vermelho, em desfoque, que está à frente dele. Ali está sentado num banco estofado e descansa as mãos uma sobre a outra na mesa de madeira, que contém um copo de suco de laranja e um prato de panquecas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22437" class="wp-caption-text">&#8220;Como você quer que sua mãe e irmã se lembrem de você?&#8221; &#8220;Como alguém que tentou muito ser o que não pode&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra surge na conversa quando o emocional de Rue mostra suas faces mais sombrias. Ela revela sentir-se culpada pela sua própria condição, pelo que trouxe à sua família &#8211; a mãe (Nika King) e a irmã mais nova Gia (Storm Reid) -, e pelos conflitos com Jules, fazendo nascer na adolescente um sentimento de</span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Series/noticia/2020/12/euphoria-sobriedade-e-vicios-de-rue-no-episodio-especial-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;"> desistência e conformidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como alguém que já pensou sobre aqueles dilemas muitas vezes nos momentos difíceis do vício, Rue é sutilmente impaciente, mas também levemente desesperada por novas possibilidades, e ao mesmo tempo, amargamente desesperançosa. Diante da confusão sentimental de <em>Part 1: Rue</em>, Ali, muito provavelmente o maior revolucionário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, responde às constatações de Rue.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; As drogas mudam a pessoa que você é.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Mas eu não estava drogada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; As drogas mudam a pessoa que você é.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir daí então que o episódio mostra de vez quem realmente é Rue e qual é a sua real situação. Em meio aos sentimentos da jovem perante ao mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz isso através de Ali, que percebe a complexidade da situação e identifica os efeitos da chamada “doença do vício” na sua perspectiva de vida. Mas na </span><a href="https://www.hbo.com/euphoria/season-1/sam-levinson-finale-interview-zendaya-all-for-us"><span style="font-weight: 400;">história de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;">, não existem moralismos nem conclusões rasas. Ainda nas palavras de Ali, existe uma crítica direta ao </span><i><span style="font-weight: 400;">imediatismo das revoluções</span></i><span style="font-weight: 400;">, em meio às referências a Malcolm X e Martin Luther King que o mentor prega para a adolescente. <em>Part 1: Rue</em> aponta para a raiz do problema, e ainda que não exista uma solução, podemos imaginar uma transformação.</span></p>
<figure id="attachment_22438" aria-describedby="caption-attachment-22438" style="width: 1038px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22438 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem Jules de costas deitada numa cama. Jules, interpretada por Hunter Schafer, uma jovem branca loira de olhos azuis, está nua da cintura para cima e dorme virada para uma janela, que está aberta, mostrando a luz da manhã. A imagem é tomada por tons de azul." width="1038" height="562" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b.jpg 1038w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22438" class="wp-caption-text">&#8220;Acho que transformei ela no problema, mas o problema não é ela. O problema sou eu.&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas antes de adentrar o espaço da </span><i><span style="font-weight: 400;">Revolução de Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Episódio Especial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> imagina como as coisas teriam sido se o final daquela primeira temporada fosse diferente. E se Rue e Jules seguissem seu plano de fuga e construíssem uma nova vida juntas? A primeira cena responde, naquela identidade teatral magnífica, junto das cores quentes que se tomam o lugar dos tons frios à medida em que o amor de </span><a href="https://culturess.com/2021/02/03/euphoria-jules-rue-relationship/"><span style="font-weight: 400;">Rue por Jules</span></a><span style="font-weight: 400;"> preenche o ambiente. Mas não demora muito pro sonho se perder na realidade, e quando a paixão já se diluiu no ressentimento, na culpa, tristeza e dor, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qzqR8I35RDs"><span style="font-weight: 400;">o visual</span></a><span style="font-weight: 400;">, elemento tão fundamental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, materializa o temperamento da personagem principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente quando Rue volta ao uso de drogas que aquela essência etérea do romance e do sonho que ela vive com Jules se transforma num cenário obscuro, soturno, inóspito e repelente, mas curiosamente e fidedignamente, nunca incômodo. E então, num movimento rápido da câmera de Marcell Rév que colocou </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, estamos naquele momento que vai mudar muita coisa que ela pensa sobre si mesma, sobre o mundo e sobre os outros. E assim também é a <em>Revolução de Rue </em>em nós.</span></p>
<figure id="attachment_22439" aria-describedby="caption-attachment-22439" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22439 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/euphoria-episodio-especial-1606355091731_v2_1535x1920-e1629416645171.jpg" alt="Imagem do poster promocional de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem Rue deitada numa com as mãos atrás da cabeça, sendo fotografada de cima e de frente. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos cacheados volumosos, e veste uma blusa de moletom vermelha escura. A cama onde ela está deitada é vestida com um lençol roxo escuro." width="1000" height="829" /><figcaption id="caption-attachment-22439" class="wp-caption-text">&#8220;É imprescindível que você acredite em algo maior do que você mesma (&#8230;) porque tudo na sua vida vai deixar você na mão, inclusive você mesma.&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sozinha e despedaçada, Rue ainda pulsa o desejo latente de ver as coisas sendo diferentes. Ela tenta descobrir o que fazer com isso, enquanto sente a dor dos que sabem que o mundo é um lugar terrível e percebem que todos parecem aceitar isso bem demais. Rue não quer ser parte disso. Rue não quer sequer presenciar isso. Então, a obra, que já revolucionou com </span><a href="https://www.vulture.com/2019/08/euphoria-sam-levinson-filmmaking-influences.html"><span style="font-weight: 400;">a sinceridade, intensidade e profundidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com que trata seus temas, usa </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue </span></i><span style="font-weight: 400;">para revolucionar sua protagonista do jeito que pode. No caos emocional de Rue, existe um conselho ousado: </span><i><span style="font-weight: 400;">Problemas não duram para sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a mensagem central da voz agridoce de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> naqueles 60 minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio deles, a protagonista da trama desabafa sobre sua vontade de apenas desistir e o desconforto que sente vivendo no mundo que vive. Ali vai desejar um feliz Natal para as filhas pelo telefone, enquanto Rue lê uma mensagem de Jules, que diz que sente saudades junto de uma música. A canção que marca o Episódio Especial de uma produção que leva cada aspecto tão a sério não poderia ficar de fora dos sentidos criados dentro dele</span><span style="font-weight: 400;">. E ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6VFoh5AbpBM"><i><span style="font-weight: 400;">Me In 20 Years</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a radicalidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">aponta que a maior transformação de Rue é encontrar uma forma viver.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 20:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um contexto ainda atingido pela pandemia de covid-19, a largada da temporada de premiações foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o polêmico, e nem tão aclamado, Globo de Ouro. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-fevereiro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18960" aria-describedby="caption-attachment-18960" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg" alt="Arte retangular em cor azul bebê. No canto superior esquerdo foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot; em fonte branca. Ao centro, está o logo do Persona. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;fevereiro 2021&quot; em fonte preta. Espalhadas pela arte, foram adicionadas quatro fotografias, dentro de molduras em tom roxo: uma foto do filme Malcolm &amp; Marie, uma foto da cantora Karol Conká, uma foto do filme Nomadland, e uma foto da série Cidade Invisível." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18960" class="wp-caption-text">Destaques de Fevereiro de 2021: Cidade Invisível, Nomadland, Malcolm &amp; Marie e a passagem de Karol Conká pelo BBB 21 (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<p>Em um contexto ainda atingido pela <a href="https://www.poder360.com.br/coronavirus/covid-19-fevereiro-termina-como-2o-pior-mes-da-pandemia-no-brasil/">pandemia de covid-19</a>, a largada da <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/calendario-premiacoes-2021#51">temporada de premiações</a> foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/03/01/globo-de-ouro-ignora-polemica-mas-assume-falta-de-negros-em-edicao-morna.htm">polêmico</a>, e nem tão aclamado, <a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/">Globo de Ouro</a>. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos que chegaram nos minutos finais acabaram concorrendo e, até mesmo, levaram a estatueta para casa. Foi o caso de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-09-12/a-nova-classe-operaria-vai-ao-paraiso-e-vence-o-festival-de-veneza.html"><em>Nomadland</em></a>, que conquistou duas das categorias principais e é uma das principais apostas para o <a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2021-apostas-filmes"><em>Oscar</em> 2021</a>.</p>
<p>Mais uma vez, a <em>Netflix</em> está com tudo entre os concorrentes da temporada, mas com candidatos nem tão promissores. <a href="https://www.planocritico.com/critica-relatos-do-mundo/"><em>Relatos do Mundo</em></a>, produzido pela <em>Universal Pictures</em>, chegou esse mês ao catálogo e ganhou duas indicações ao Globo, porém sem sucesso, enquanto o complicado<a href="https://vogue.globo.com/moda/moda-news/noticia/2021/02/o-que-malcolm-e-marie-nos-dizem-sobre-relacionamentos-emocionalmente-abusivos.html"> <em>Malcolm &amp; Marie</em></a> não conquistou nem uma nomeação. Por outro lado, <a href="https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/eu-me-importo-critica"><em>I Care A Lot</em> (<em>Eu Me Importo</em>)</a> foi um dos grandes lançamentos do mês e surpresas da noite, e deu a primeira estatueta de Rosamund Pike.</p>
<p>Fora do universo dos tapetes vermelhos, o serviço de<em> streaming</em> entregou o controverso capítulo final da <a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/">saga de Lara Jean</a>, com <a href="https://www.uol.com.br/splash/filmes/critica/para-todos-os-garotos-3-fecha-a-saga-em-clima-de-final-de-novela-das-nove.htm"><em>Para Todos Os Garotos 3: Agora e Para Sempre</em></a>, e seu maior produto nacional até agora, com a estreia da série <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/sucesso-em-40-paises-cidade-invisivel-e-renovada-para-2-temporada-pela-netflix-52376"><em>Cidade Invisível</em></a>. Fevereiro também foi um mês para a<em> Apple TV+</em> trazer grandes lançamentos, a nova temporada de <a href="https://cinepop.com.br/dickinson-2a-temporada-e-mais-sofisticada-e-mais-sexy-revela-hailee-steinfeld-278489/"><em>Dickinson</em></a> foi mais uma vez bem recepcionada pela crítica, assim como o documentário <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-billie-eilish-the-worlds-a-little-blurry-apple-tv-179653/"><em>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry</em></a>, que se aprofunda na vida da estrela em ascensão Billie Eilish.</p>
<p>Nesse extenso período de isolamento, observar o cotidiano alheio nunca foi tão interessante. Pudemos ver novamente Selena Gomez se estabanar na cozinha com seu <em>reality show <a href="https://portalpopline.com.br/selena-chef-programa-de-culinaria-da-selena-gomez-tera-terceira-temporada/">Selena + Chef</a></em>, da <em>HBO Max</em>. E, em terras brasileiras, a luta pela <a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,karol-conka-e-eliminada-do-bbb-21,70003625413">saída da Karol Conká</a> do <em>BBB 21</em> conseguiu unir a nação de uma forma nunca antes vista nos últimos tempos.</p>
<p>O <strong>Cineclube </strong>de Fevereiro traz os grandes lançamentos do mês do mundo audiovisual. Aqui você confere os filmes aclamados e massacrados pelo público, séries que terminaram de ter seus episódios exibidos (<em><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/wandavision-mcu-futuro-perguntas#14">WandaVision</a> </em>há de aguardar o seu momento), e grandes produções televisionadas. Tudo isso com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/cineclube/">curadoria</a> da <strong>Editoria </strong>e <strong>colaboradores do Persona</strong>.</p>
<p><span id="more-18446"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_18548" aria-describedby="caption-attachment-18548" style="width: 839px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18548 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png" alt="Cena do filme Relatos do Mundo. No primeiro plano da imagem, à esquerda, temos Johanna, uma menina de mais ou menos doze anos, baixa e de cabelos loiros, vestindo um vestido puído e um chale marrom com uma faixa vermelha. À direita, temos o Capitão Kidd, um homem branco, de mais ou menos sessenta anos, de barba grisalha, vestindo um colete preto, calça, casaco e um chapéu velhor marrons e montando um cavalo marrom. Com a mão direita, ele puxa um cavalo preto, que vem atrás, carregando sacos na sua lombar. Ao fundo, temos vários homens usando vestimentas semelhantes a do Capitão Kidd, espalhados pelo campo de grama batida e terra, cavalos e carroças carregadas de sacos. Em último plano, temos a silhueta de montanhas." width="839" height="557" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png 839w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-300x199.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-768x510.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18548" class="wp-caption-text">Relatos do Mundo foi indicado ao Globo de Ouro 2021 nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Atriz Coadjuvante, para Helena Zengel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Relatos do Mundo (News of the World</b><b><i>, </i></b><b>Paul Greengrass)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Um faroeste com Tom Hanks” </span></i><span style="font-weight: 400;">é sinopse suficiente para atrair qualquer um. Ainda mais em um catálogo cheio de opções &#8220;tanto faz&#8221; da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L406MMEwmCo"><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se não fosse uma pandemia estaria em todas as </span><a href="https://www.radiotimes.com/movies/news-of-the-world-cinema-release/"><span style="font-weight: 400;">salas de cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao invés do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, chamou atenção do espectador &#8211; e até do Globo de Ouro -, mas não atende a expectativa que cria. Para além da descrição superficial, na trama, que se passa após a Guerra de Secessão, o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) viaja o sul dos Estados Unidos lendo notícias aos moradores locais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando topa com Johanna (Helena Zengel), uma menina alemã capturada e criada pelo povo indígena Kiowa, ele decide que é seu dever percorrer mais de 600 quilômetros para levá-la em segurança à sua família biológica. Apesar do leque de possibilidades que o contexto histórico abre para a narrativa, como a proibição do porte de armas no sul e a recente abolição da escravatura, consequências da guerra para os </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/os-confederados-tivessem-vencido-a-guerra-da-secessao/"><span style="font-weight: 400;">derrotados</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor Paul Greengrass opta pelo óbvio: explorar a inevitável relação emocional que se formará entre os dois ao longo da jornada. Nem a profissão de Kidd, que logo de cara desperta a curiosidade, evolui para além de um pano de fundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com os </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/melhores-filmes-de-faroeste-de-todos-os-tempos/"><i><span style="font-weight: 400;">bang-bangs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em escassez e com a previsibilidade da narrativa, que não surpreende nem no final, o espectador só não se decepciona pelas performances de Tom Hanks e Helena Zengel, que trabalham bem seus personagens e, com os nuances de cada um, despertam certo interesse. O trabalho do cinematógrafo Dariusz Wolski também se destaca, com uma fotografia que torna as paisagens fim de mundo típicas do gênero deslumbrantes. Embora não chegue nem perto de atingir todo o seu potencial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma boa para aqueles que se contentam em apreciar o veterano de Hollywood em ação e descobrir mais do talento da </span><a href="https://deadline.com/2021/01/news-of-the-world-helena-zengel-universal-pictures-fresh-face-news-1234671374/"><span style="font-weight: 400;">revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mirim alemã.</span><b> &#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_18919" aria-describedby="caption-attachment-18919" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18919 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg" alt="Cena do filme Nomadland. A imagem é ampla e se situa em um deserto. No chão, existe uma grama seca e o céu está colorido em tons de azul, rosa e lilás, enquanto o sol se põe. No canto direito, vemos uma mulher carregando uma lamparina, vestindo um casaco preto e caminhando em direção ao lado esquerdo da imagem. Ao fundo da imagem, existe uma tenda e alguns carros estacionados." width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18919" class="wp-caption-text">A produção mais aclamada do ano está sofrendo <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-157860/">censura</a> na China, país de origem de sua realizadora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nomadland (Idem, Chloé Zhao)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer pessoa que assuma a difícil tarefa de falar sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6sxCFZ8_d84"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> certamente ficará sem palavras. O drama mais aclamado da temporada é de um cinema que é algo além, que, valendo-se de sutileza e precisão magistrais, conta a história de uma vítima de um colapso econômico de uma cidade do interior de Nevada em sua jornada por sobrevivência &#8211; tanto física quanto emocional. O grande vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(e, com fé, de todas as outras premiações que os seguirem até o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">) é baseado em um livro homônimo de Jessica Bruder, que foi adaptado e dirigido pela genial e já lendária </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/28/movies/chloe-zhao-asian-director.html"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não satisfeita em conduzir brilhantemente cada detalhe da base do filme, Zhao também dirige a grandiosa </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/22/movies/frances-mcdormand-nomadland.html"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;">, que compõe, com destreza e delicadeza, cada nota da peça principal da orquestra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma das melhores atuações que você vai assistir na vida, sentida direta, física e silenciosamente no nosso coração. Muito, muito, muito longe de cair numa obra torturante, as alegrias do filme também são genuínas e, depois de um ano vivendo no isolamento social, elas são especialmente belas, nos lembrando de como é boa e importante a vida em comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua concepção mais original até sua transposição para o cinema que envolve aspectos como a escrita, a direção, a atuação e produção, o longa é uma orquestra regida por mulheres que estão em perfeita sintonia. Elas, em domínio pleno de seus ofícios, estão em outro nível, outra vibração, outra dimensão, e bondosamente as compartilham conosco através do Cinema. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18577" aria-describedby="caption-attachment-18577" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg" alt="Cena do Filme Host. Na imagem está representada uma tela de uma videoconferência feita pelo zoom, com cinco telas de computador. Da direita para esquerda, e de cima para baixo, a primeira tela, uma mulher de expressão assustada que possui cabelos loiros numa maria chiquinha e pele clara. Na segunda, uma mulher assustada com a mão no rosto, ela possui cabelo castanho longo e pele clara. Na terceira, uma mulher com o rosto parcialmente na tela, ela possui traços asiáticos, usa óculos, cabelo preto liso e pele clara. Na quarta, uma mulher com a mão na testa e expressão aflita, ela tem cabelos castanhos ondulados e pele morena. Na última tela, apenas uma mão está representada, apontando para um corredor escuro. " width="650" height="308" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18577" class="wp-caption-text">Host insere horror ao horror que são as reuniões online (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Host: Cuidado Com Quem Chama (Host, Rob Savage)</strong></p>
<p>Investindo em um formato atual e inteligente, já visto antes em filmes como <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/amizade-desfeita-critica"><i>Amizade Desfeita</i></a>, <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/buscando"><i>Buscando…</i></a> e na série de comédia <a href="http://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i>Modern Family</i></a>,  <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/host_2020"><i>Host</i></a>, além de ter sido gravada durante a pandemia, possui uma narrativa contada a partir da tela de um <i>notebook</i>, mas, não se engane, os pontos positivos do filme acabam aí. Com uma história, personagens e sustos apenas ficando no plano básico, o filme de terror desperdiça todas as oportunidades para se destacar nesse formato.</p>
<p>Apesar de se passar inteiro numa tela e num contexto curioso, com os personagens no meio do isolamento social, o erro da obra é não sair da guia da reunião feita no <i>Zoom</i>. Mesmo com o estilo clichê de terror mais simples, onde os personagens morrem um por um em cenas cheias de tensão, a história não investe em detalhes ou nos recursos que o ambiente <em>online</em> oferece, com a única indicação desse formato sendo o aumento no volume da tela.</p>
<p>A trama acontece a partir de uma sessão (<i>online</i>) espírita que dá errado, e o terror se faz com momentos de susto rápido, <a href="https://www.jogalo.com/jogos-de-terror/jogo-labirinto-do-exorcista.html">estilo joguinho do labirinto do exorcista</a> com direito a demônios de cara feia, e uma justificativa preguiçosa para a razão dos acontecimentos sobrenaturais.<i> Host</i> fica na sombra de obras que foram gravadas dessa mesma forma, e, infelizmente, a desculpa do isolamento não justifica a chatice de mais esse <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/10/10/excesso-de-reunioes-online-na-pandemia-gera-fadiga-e-procura-maior-por-remedios"><i>meeting</i></a> na vida da gente. <strong>&#8211; Isabella Siqueira</strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_18646" aria-describedby="caption-attachment-18646" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg" alt="Foto promocional do filme Nova Ordem Espacial. Os quatro personagens principais, da esquerda para a direita: Bubs (Yoo Hae-Jin), um robô humanóide usando uma camiseta amarela e apoiando um arpão no ombro; a capitã Jang (Kim Tae-ri), usando uma jaqueta batida por cima de uma camiseta vermelha e segurando um rifle futurista apontado para baixo; Tae-ho (Song Joong-Ki), o piloto, com uma jaqueta e camisa azuis e uma arma apontada para frente e, por fim Park Tiger (Jin Seon-kyu), o engenheiro, usando uma camiseta amarela velha por baixo de suspensórios e com uma machadinha apoiada em seu ombro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18646" class="wp-caption-text">Os sucateiros astronautas da Nova Ordem Espacial dão charme e identidade à produção sul-coreana da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nova Ordem Espacial (Seungriho, Jo Sung-hee)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no início do mês pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v6jmKLAW928"><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é considerada a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">space opera</span></i><span style="font-weight: 400;"> sul-coreana, narrando as desventuras de um grupo de sucateiros espaciais desajustados à bordo da nave </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;">, que encontram, por acaso, uma andróide capaz de mudar o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de arte é uma amálgama de diferentes referências visuais que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Trek</span></i><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.polygon.com/22269152/space-sweepers-review-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas que são </span><i><span style="font-weight: 400;">remixadas </span></i><span style="font-weight: 400;">de maneiras inovadoras. O filme é ancorado por uma narrativa emocional que, apesar de não ser nada original, nos faz ter apego ao seu elenco de personagens problemáticos e desiludidos, com destaque para Kim Tae-ri (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=itj7Huv4Q-s"><i><span style="font-weight: 400;">A Criada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), no papel da capitã Jang, e Song Joong-Ki como Tae-ho, o piloto com um passado sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo bom bando de aventureiros, a tripulação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa por inúmeros perrengues na sua busca por fazer dinheiro no futuro brutal e apocalíptico de 2092, passando por caçadas em espaçonaves e tiroteios em bares inundados por </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de indulgir em vários clichês do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde de vista sua mensagem de rebeldia e esperança </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Claudia-Fusco/noticia/2019/08/hopepunk-ficcao-corajosa-para-tempos-dificeis.html"><i><span style="font-weight: 400;">hopepunk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: bilionários e corporações estão matando a Terra e a união da classe operária é a única maneira de impedi-los. Possivelmente usando espaçonaves. E </span><i><span style="font-weight: 400;">lasers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18732" aria-describedby="caption-attachment-18732" style="width: 830px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18732 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png" alt="Cena do filme Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre. Na imagem a protagonista Lara Jean, interpretada por Lana Condor, está em uma tenda de casamento com a decoração de luzes e flores. A atriz está no centro da imagem, ela veste um vestido rodado azul e segura um anuário na cor azul. Lana Condor é uma atriz do Vietnã e possui cabelo escuro, e na foto o seu cabelo está preso. " width="830" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png 830w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-300x188.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-768x481.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18732" class="wp-caption-text">Em Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre, Lara Jean vai para Coreia do Sul e para Nova York (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre (To All The Boys: Always and Forever, Michael Fimognari)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se despedir de algo é realmente dolorido, mas algumas despedidas são necessárias. Nesse mês, tivemos que dar tchau para Lara Jean e Peter Kavinsky, e a finalização da história dos dois adolescentes trouxe mais fofura para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trazendo inveja aos solteiros no </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentine&#8217;s Day</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wwaPEbdu6o4"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou no dia 12 de fevereiro, e acredito que cumpriu as expectativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do último filme pode ser um pouco enjoativa, os protagonistas escondem problema,  ficam enrolando para uma conversa franca, e a espera pela aprovação nas universidades faz com que o futuro do casal fique indeciso. O filme, que era para ser leve, acaba sendo puxado e cansativo para uma comédia adolescente romântica.  Mas é aquela história que todo mundo já conhece e no final dá tudo certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa última adaptação, a produção supera os outros filmes, tendo até animações em alguns momentos deixando o filme com uma estética graciosa.  Porém, a conclusão da história não ganha como a melhor, esse prêmio já pertence ao primeiro. Não dá para negar o desejo por esse amor irreal de Lara e Peter, só queremos que eles sejam felizes agora e para sempre bem longe de novas adaptações. <b>&#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18921" aria-describedby="caption-attachment-18921" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg" alt="Imagem do filme Tim Maia. Num palco, o ator Babu Santana, um homem gordo e negro, de cabelos crespos num penteado black power, interpreta Tim Maia. Ele veste uma camisa preta com o peito desabotoado e um blazer também preto. Ele está ao centro da imagem, cantando com um microfone à sua frente. Ao fundo, pode-se ver um baterista desfocado e a iluminação se dirige ao artista. A imagem é colorida em tons de marrom e amarelo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18921" class="wp-caption-text">O filme que retrata a vida de Tim Maia, de 2014, foi resgatado pela Netflix em fevereiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Maia (Mauro Lima)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cinebiografia do </span><a href="http://www.comumonline.com/2020/06/arquivo-tim-maia-a-explosao-do-soul-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">Rei do Soul Brasileiro</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> protagonizada pelo </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/bbb20/2020/04/bbb-20-babu-foi-participante-mais-comentado-no-twitter-durante-reality-thelma-foi-a-sexta.shtml"><span style="font-weight: 400;">campeão moral do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi um dos resgates do mês da </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81380262"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O filme de 2014 foi adaptado do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale Tudo &#8211; O Som e a Fúria de Tim Maia</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Nelson Motta, através do roteiro e direção de Mauro Lima (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome Não É Johnny</span></i><span style="font-weight: 400;">) e da atuação do querido </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-babu-santana-bbb-20-assistir-163892/"><span style="font-weight: 400;">Babu Santana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhado de um elenco de peso vindo da televisão brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem rodeios, Tim Maia é desenhado na tela com toda a potência que era, tanto criativa, quanto autodestrutiva. O texto não poupa os problemas do artista com álcool e drogas, não apaga seu brilho, ousadia, nem sua personalidade explosiva. Também não disfarça as situações externas que agravaram os problemas de Tim, que é interpretado enquanto jovem de forma morna por Robson Nunes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Babu, por sua vez, nasceu para vivê-lo, e faz tudo com tanta beleza que o filme mais parece uma homenagem à existência grandiosa de Tim Maia em toda sua complexidade. Os mais de 120 minutos podem assustar, mas quem quiser mergulhar pode ir sem medo. O filme tem ritmo, tem enredo, tem beleza visual e tem personagens que seguram a </span><i><span style="font-weight: 400;">responsa</span></i><span style="font-weight: 400;"> de reviver um dos maiores artistas do Brasil. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18893" aria-describedby="caption-attachment-18893" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg" alt="Cena do filme Saint Maud. Nela vemos Maud, uma mulher jovem, branca e de cabelos castanhos, se olhando no espelho. Ela veste uma túnica marfim, maior que seu tamanho e toca seu crucifixo, pendurado no pescoço. Uma de suas mãos está enfaixada. Na cena, ainda vemos uma torneira, o contorno do espelho e prateleiras brancas atrás dela. " width="1100" height="825" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18893" class="wp-caption-text">Saint Maud conseguiu várias indicações ao BAFTA 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Saint Maud (Idem, Rose Glass)</b></p>
<p><a href="https://variety.com/2021/film/awards/saint-maud-ammonite-nomadland-bafta-longlist-1234900383/"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme de sensações. Maud, a protagonista, interpretada com a cautela sacra de Morfydd Clark, é uma enfermeira particular obcecada em salvar a alma de sua paciente atual, uma mulher fadada à morte por sua doença degenerativa. A atmosfera de terror sobrenatural é abafada o tempo todo pela direção calculada de </span><a href="https://medium.com/@Film4/writer-director-rose-glass-women-love-messed-up-stuff-f9e860ca3088"><span style="font-weight: 400;">Rose Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">, estreante no ramo e que ainda assina o roteiro do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada interessado em se enveredar ao terror gráfico,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EXs2-TY9qok"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;"> investiga os temores da personagem principal</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua busca por Deus e os martírios auto impostos para ficar mais próxima Dele. Até que ponto a </span><a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/28880-cinema-e-religiao-as-sutis-alteracoes-causadas-na-teologia-tradicional-entrevista-especial-com-luiz-vadico"><span style="font-weight: 400;">religião</span></a><span style="font-weight: 400;"> significa prazer, e onde a linha da dor se sobrescreve? Pode ser que os noventa minutos não respondam diretamente às questões de Maud nem do público, mas a experiência de limpeza espiritual do filme faz valer a investida. E a cena final marca a fogo nossa mente.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18935" aria-describedby="caption-attachment-18935" style="width: 1114px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18935 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Music. Maddie Ziegler está no centro da imagem. Ela é uma garota branca, de cabelo castanho claro e comprido, preso em duas tranças. Ela usa um fone de ouvido azul e amarelo. Do busto para cima, usa uma camiseta branca. O sol bate levemente em seu rosto, e ela olha pra cima." width="1114" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg 1114w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18935" class="wp-caption-text">Sia foi extremamente criticada por sua postura diante às críticas a Music (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Music (Idem, Sia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de estreia da cantora australiana não merece mais do que um parágrafo no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fevereiro. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/02/26/conheca-music-1o-filme-da-sia-que-recebeu-criticas-da-comunidade-autista-e-concorre-ao-globo-de-ouro.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em teoria, acompanha a personagem de Maddie Ziegler, uma garota autista não-verbal, depois que perde a avó e precisa viver com a irmã, uma ex-dependente química vivida por Kate Hudson. Entretanto, o musical escrito, dirigido e produzido por Sia é um desastre ofensivo e horrendo. Ziegler é neurotípica, e sua escalação é um desrespeito com a comunidade neurodiversa. </span><span style="font-weight: 400;">O filme é terrível, com números musicais sem noção e desconexos com a trama. As atuações são medíocres, mesmo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=295zT92knI4"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom, Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;"> esteja presente (sim, o ator incrível de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">). Não há absolutamente </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/music-filme-de-sia-tem-nota-mais-baixa-no-rotten-tomatoes-que-cats/"><span style="font-weight: 400;">nada de positivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> nessa tragédia. Gaste seu tempo com algo mais útil, como contar quantos grãos de arroz existem em um pacote de 1kg. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18908" aria-describedby="caption-attachment-18908" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18908 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg" alt="Cena do documentário Billie Eilish: The World's A Little Blurry. Na imagem, Billie Eilish e sua mãe estão sentadas em um sofá. À esquerda, está a mãe de Billie, uma mulher branca de cabelos longos e castanhos claros, ela veste uma blusa cinza e está com o rosto virado em direção à filha. À direita, está Billie Eilish, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros e compridos, ela veste um moletom vermelho e está falando com o rosto virado em direção à mãe." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18908" class="wp-caption-text">A relação de Billie com sua família é um dos pontos mais aconchegantes do documentário (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry (Idem, R. J. Cutler)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish é uma das maiores revelações recentes do meio musical. Em paralelo com o lançamento de seus <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RUQl6YcMalg">novos <em>singles</em> e videoclipes</a>, a vencedora de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-27/aos-18-billie-eilish-faz-historia-no-grammy-com-disco-gravado-em-casa.html">cinco <em>Grammys</em></a> lançou, em parceria com a <em>Apple TV+</em>, sua primeira obra cinematográfica, sob direção de R.J. Cutler. O documentário <em>Billie Eilish: The World’s a Little Blurry</em> retrata o processo criativo do seu grandioso álbum </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go"><em><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? </span></em></a><span style="font-weight: 400;">e os desenrolares da turnê do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outras produções de mesma temática, o filme tem um aspecto caseiro e nada ensaiado, apresentando o ponto de vista de familiares de Billie diante de sua carreira e escolhas profissionais. A cantora também não hesita em mostrar seus problemas pessoais, que vão desde algumas questões e desilusões amorosas, que toda adolescente passa, até seu enfrentamento diante da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-tourette/">síndrome de <em>Tourette</em></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Billie Eilish: The World’s A Little Blurry</em> é um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/7-momentos-marcantes-do-documentario-de-billie-eilish-worlds-little-blurry-lista/">convite de entrada</a> para a mente conturbada e inovadora de Eilish. Poder passear por sua trajetória e ideias criativas nos ajuda muito a entender como uma jovem californiana alcançou o estrelato apenas gravando músicas direto do quarto do seu irmão mais velho. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18922" aria-describedby="caption-attachment-18922" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png" alt="Cena do Filme Judas e o Messias Negro. A imagem mostra o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, um homem negro, ao centro e de costas. Ele tem os cabelos crespos curtos, veste uma jaqueta de couro, e está levantando a mão direita com o punho fechado em um púlpito. À sua frente, existe uma multidão de pessoas o assistindo e de pé repetindo o gesto." width="840" height="367" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-300x131.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-768x335.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1536x670.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1200x524.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro.png 1831w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18922" class="wp-caption-text">Judas e o Messias Negro pode ser o filme responsável pelo Oscar de Daniel Kaluuya (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Judas e o Messias Negro (Judas and the Black Messiah, Shaka King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como o bordão de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56095921"><span style="font-weight: 400;">Fred Hampton</span></a><span style="font-weight: 400;">, seu personagem central e líder político do partido dos Panteras Negras no auge da luta por direitos civis dos EUA da década de 60, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hX3o0kKJeZk"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é revolucionário. Na narrativa, ao mostrar a história pelo olhar “do vilão” (com muitas aspas) traidor </span><a href="https://www.washingtonpost.com/history/2021/02/20/william-oneal-fred-hampton-black-panther-fbi-informant/"><span style="font-weight: 400;">Bill O’Neal</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que entregou a vida do líder ao </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;">; no paralelo das histórias bíblicas, cooptadas pelo ocidente branco; nas escolhas de abordagem, que não suavizam estruturas de poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conduzido pelas atuações inacreditáveis do messiânico Daniel Kaluuya &#8211; vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e do perdido levado à loucura Lakeith Stanfield, o drama biográfico combina carga emocional &#8211; quase sempre segurada pela interpretação impecável de Dominique Fishback &#8211; com pontas de documentalismo, sem balela de neutralidade ou medo de ser radical. Tudo aqui é muito sincero em sua intenção de defender a memória de uma das facetas mais importantes da história recente da América, que é alvo de muito preconceito e desonestidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os elogios se estendem ao restante do elenco afiado, à direção de arte que fala por si só, à fotografia explícita e cúmplice, ao roteiro atento e à instância de produção, que carimba a importância de se ter os próprios grupos contando sua história. E se a narrativa é condizente à uma parábola para algo que aconteceu dois mil anos atrás, quem dirá permanecer fiel ao que se vê 60 anos à frente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se fecha em si, é verdadeiro no micro e no macro, retratando como as estruturas de poder reagem às movimentações que ameaçam rui-las. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18934" aria-describedby="caption-attachment-18934" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18934 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Minari. Uma família de sul-coreanos está na foto. Da esquerda para a direita: Jacob usa um boné vermelho, camisa de mangas compridas branca e calça marrom; David, um menino de 8 anos, está do busto para cima. Seu cabelo é preto e cobre sua testa; Soonja, uma senhora, usa uma camisa branca com figuras amarelas. Seu cabelo é castanho e curto; Monica, uma mulher adulta, usa blusa vermelha, e seu cabelo é preto e comprido; Anne, uma jovem, usa blusa branca com listras amarelas, azuis e vermelhas. Seu cabelo é preto e comprido. Ao fundo, vemos folhagens verdes." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18934" class="wp-caption-text">Minari é quase uma autobiografia de seu diretor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Minari &#8211; Em Busca da Felicidade (Minari, Lee Isaac Chung)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As memórias de </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/03/minari-lee-isaac-chung-composer-emile-mosseri-filmmaker-toolkit-toolkit-podcast-episode-133-1234621419/"><span style="font-weight: 400;">Lee Isaac Chung</span></a><span style="font-weight: 400;"> germinaram em uma belíssima obra sobre sonhos e raízes. </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/minari-vira-blockbuster-e-bate-raya-e-o-ultimo-dragao-na-coreia-do-sul,ab3573a4e5607a2ff0569afaad8ec707nr2lu3vw.html"><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possui uma trama simples &#8211; acompanhamos uma família sul-coreana na tentativa de se estabelecer em uma fazenda no Arkansas durante os anos 80. Ponto. Seria só isso se não fosse a ternura e a delicadeza com que a história do jovem David, sua irmã, seus pais e sua avó é contada. Jacob, chefe da família Yin, se dedica a sua plantação intensamente enquanto tenta conciliar seu papel de pai, suas aspirações e as brigas recorrentes com Monica. O casal é interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Yeun</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de muitos corações com seu Glenn em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Yeri Han, que possui um ar contido e severo, sempre em contradição com o marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A luz brilhante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é o nome mais novo que sobe os créditos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IWMT4jZxnio"><span style="font-weight: 400;">Alan Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, com seus 8 aninhos, caiu no choro ao ganhar o prêmio de Melhor Jovem Ator no </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é para menos &#8211; o garotinho entrega um personagem multifacetado, que enfrenta a sombra da morte ao mesmo tempo que caminha pelos prazeres da infância. E não há nada melhor do que seu relacionamento com a avó recém-chegada da Coréia, vivida por Youn Yuh-jung. Quando os dois estão em tela, as lágrimas correm, sejam elas de gargalhadas ou de emoções extremas. Soonja se redescobre em David, que tem dificuldade de entender o porquê de só a avó dele falar palavrão e não assar </span><i><span style="font-weight: 400;">cookies</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, também assinado por Chung, é sutil em entregar o sonho americano almejado por Jacob. No ano seguinte à vitória de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2021/02/17/um-ano-apos-parasita-filme-em-coreano-minari-e-sensacao-em-hollywood.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme estrangeiro a alcançar a categoria máxima do homem dourado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari </span></i><span style="font-weight: 400;">surge com a força de seus personagens e a universalidade de sua história. E, com todos os méritos, está sendo reconhecido nessa temporada de premiações. Ao lado do forte </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;">,  o longa de Lee Isaac Chung tem tudo para conquistar estatuetas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderful, wonderful minari</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18940" aria-describedby="caption-attachment-18940" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18940 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No centro da imagem, a atriz Rousamand Pike, mulher branca com cabelo curto e loiro, veste uma blusa vermelha e segura uma xícara na cor vinho. O fundo da imagem é um quadro branco com diversos retratos de idosos." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18940" class="wp-caption-text">O elenco do filme conta também com Peter Dinklage, de Game Of Thrones (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Me Importo (I Care a Lot, J Blakeson)</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/DjovwjAVD_o"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">oscila entre ser instigante e, em outros momentos, até um pouco tedioso. Pelo sucesso nas redes sociais, a espera de um filme mais envolvente pode decepcionar um pouco. O enredo é algo que te faz ansiar muito mais pelo final, que foi justo com a obra mas pode não ter sido o que o público esperava. O longa retrata um esquema de golpes em idosos a partir de curadoria organizados por Marla Grayson (Rosamund Pike) e sua companheira Fran (Eiza González). Essa história começa a dar errado quando elas tentam cometer esse crime com uma idosa que não é tão boazinha quanto parece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de roubar idosos, Rosamund Pike acabou tomando para si o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a>, <span style="font-weight: 400;">que poderia facilmente pertencer a </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/maria-bakalova-a-atriz-bulgara-de-borat-2-que-conquistou-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">Maria Bakalova</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu papel na sequência de </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Borat</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O filme teria tudo para ser um dos melhores, porém o envolvimento da protagonista com a máfia é estranhamente vergonhoso e a trama se perde ao decorrer dos minutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice da narrativa chega quase no encerramento e a reviravolta é atropelada. Mesmo assim, essa história é uma daquelas que faz o público se apaixonar pelo vilão. Expondo verdades grotescas de um sistema que não cuida de idosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Care a Lot </span></i><span style="font-weight: 400;">finaliza com um desfecho vingativo para a protagonista  por se importar demais com si mesma. &#8211; </span><b>Ana Beatriz Rodrigues</b></p>
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<figure id="attachment_18943" aria-describedby="caption-attachment-18943" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg" alt="Imagem do filme Malcolm &amp; Marie, ambientada no quarto do casal protagonista. A fotografia está em preto e branco. Na imagem, Zendaya, que interpreta Marie, está sentada na lateral de uma cama de casal, com as pernas abertas. Zendaya é uma mulher negra, com cabelos compridos, ela veste uma regata branca e um quimono. Sentado ao chão, entre as pernas de Zendaya, está John David Washington, que interpreta Malcolm. John é um homem negro, de cabelos curtos e barba rala, ele veste uma camisa branca, gravata, calça e sapato social." width="2560" height="1384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-2048x1107.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18943" class="wp-caption-text">Malcolm &amp; Marie foi um dos primeiros filmes gravados durante a pandemia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Malcolm &amp; Marie (Idem, Sam Levinson)</strong></p>
<p>Dirigido por <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/series-filmes-na-pandemia-do-covid19">Sam Levinson</a>, mente criadora por trás de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><em>Euphoria</em></a>, <em>Malcolm &amp; Marie</em> retrata o relacionamento entre um cineasta e uma atriz, que têm seus nomes intitulados na produção e são interpretados por John David Washington e Zendaya, respectivamente. Com apenas os dois personagens compondo o elenco, a trama se ambienta na casa deles, após a noite de estreia do filme de Malcolm nos cinemas.</p>
<p>Remetendo muito a linha narrativa de<a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><em> História de um Casamento</em></a>, por mostrar uma relação fragilizada pelas divergências e conflitos do casal, a produção se arrasta até o último segundo. O que poderia se resumir em uma cena de 20 minutos, acaba resultando em mais de uma hora de diálogos agressivos e exaustivos, com raras exceções, de um namoro totalmente destrutivo para ambos.</p>
<p>Filmado no contexto da pandemia de covid-19 e do isolamento social, os conflitos por detalhes mínimos podem ser bem compreensíveis para o atual momento que estamos vivendo, mas não convencem. Em compensação, a química entre os protagonistas é algo inegável, e um dos poucos fatores que captam a atenção, juntamente com a brilhante interpretação de Zendaya, que é uma <a href="https://variety.com/2021/film/awards/malcolm-and-marie-zendaya-john-david-washington-oscar-chances-1234881810/">desejável surpresa</a> na corrida para o <em>Oscar</em> 2021. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></p>
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<figure id="attachment_18961" aria-describedby="caption-attachment-18961" style="width: 1900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg" alt="Cena do filme Estados Unidos Vs. Billie Holiday. Nela vemos Andra Day, uma mulher negra. Seus cabelos estão presos e há uma flor branca em sua cabeça. Ela veste um vestido preto e seus braços estão abertos. À sua frente há um microfone. O fundo da imagem é preto." width="1900" height="1068" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg 1900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18961" class="wp-caption-text">A atriz e cantora Andra Day venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz &#8211; Drama pelo papel de Billie Holiday (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Estados Unidos Vs Billie Holiday (The United States vs. Billie Holiday, Lee Daniels)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama biográfico, essa é a definição original do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=USi-ppCfxEA"><i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que traz parte da história de uma das maiores cantoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do mundo. A trama relata a perseguição feita pela agência americana de narcotráfico à cantora após dar voz à canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Epm0v1px2oM"><i><span style="font-weight: 400;">Strange Fruit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem em suas entrelinhas um protesto sobre o linchamento de pessoas negras. Uma história necessária de ser contada teve o desprazer de receber a direção clichê de Lee Daniels, que apagou parte da personalidade de Billie em sua própria biografia. O trunfo da produção, sem dúvidas, é a atriz e cantora Andra Day.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Whkp6YivSYs"><span style="font-weight: 400;">Andra</span></a><span style="font-weight: 400;"> encarna Holiday de forma visceral. A preparação da atriz é pensada nos detalhes, como a voz rouca por causa do cigarro. As cenas nas quais a personagem usa drogas, Day ultrapassa atuação nos fazendo identificar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QVj_Q14HLJU"><span style="font-weight: 400;">a diferença entre prazer e dor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os momentos referentes à prisão também se tornam memoráveis graças a atriz que se doa por inteira e de forma poderosa à narrativa. Seu olhar fixo ao cantar músicas que exigiam uma maior atenção acerta em cheio quem está assistindo ao filme. Andra Day é impecável do começo ao fim, e sem ela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i><span style="font-weight: 400;"> não chegaria às premiações. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_18829" aria-describedby="caption-attachment-18829" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg" alt="Foto de Karol Conká no estúdio depois de ser eliminada do BBB 21. Karol é uma mulher de 35 anos, negra, de cabelos trançados e com os lados da cabeça raspados. Ela usa blusa branca e brincos em forma de trapézio, de cor creme. Ela sorri olhando para o lado e segura um microfone com a mão direita. O fundo do cenário é azul, e no canto inferior direito está o logotipo da Globo, cinza no formato da bola e colorido dentro, com o Ao Vivo em cinza destacado acima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18829" class="wp-caption-text">Abuso psicológico não é entretenimento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eliminação de Karol Conká (BBB 21, Rede Globo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aconteceu. O país se mobilizou nas semanas iniciais do </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil 21</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um objetivo único em mente: precisamos tirar a cantora </span><span style="font-weight: 400;">da casa mais vigiada do Projac. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/02/11/acusacao-de-racismo-nojo-e-remorso-metralhadora-de-karol-conka-nao-para.htm"><span style="font-weight: 400;">Fatores não faltaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Karol cair na desgraça dos espectadores, teve xenofobia contra Juliette, teve bifobia contra Lucas Penteado e teve abuso psicológico com todo e qualquer um que se opusesse à curitibana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A água bateu quando, junto de Lumena, Nego Di e Pocah, ela causou a desistência de Lucas do programa, antes mesmo do segundo paredão. A partir daí, </span><a href="https://br.financas.yahoo.com/noticias/tem-jaque-no-bbb-entenda-o-novo-apelido-de-karol-conka-172046838.html#:~:text=N%C3%A3o!,%C3%A9%20pra%20tombar%2C%20tombei%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">Jaque Patombá</span></a><span style="font-weight: 400;"> (sarcástico apelido dado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">que virou consenso na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">) cavou a própria cova, mas não sem antes enforcar seu estimado Gabinete do Ódio. Para começar, o otimismo transformou-a em Líder, indicando Sarah, que puxou e </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/bbb/nego-di-e-eliminado-do-bbb21-com-recorde-de-rejeicao-e-faz-publico-rir-pela-primeira-vez-51443"><span style="font-weight: 400;">eliminou o Inimigo do Riso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Karol então caiu de bunda no Paredão seguinte, que fez história no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://gshow.globo.com/realities/bbb/bbb21/casa-bbb/noticia/karol-conka-e-a-quarta-eliminada-do-bbb21-com-9917percent-dos-votos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Eliminada com 99,17% dos votos</span></a><span style="font-weight: 400;">, Karol Conká foi embora. Tchau, Mamacita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/bbb/bbb21-globo-da-novo-passo-em-limpeza-de-imagem-de-karol-conka-e-rapper-surge-com-look-diferente-para-entrevista-no-fantastico-vou-escrever-um-livro-assista/"><span style="font-weight: 400;">mexeu seus palitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve comercial longo demais, teve roteiro no </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e teve bateção de ponto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Faustão</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;">. Karol saiu e acabou. Não existe espaço para linchamento, ameaça ou o </span><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/bbb/eliminacao-de-karol-conka-do-bbb21-gera-gritaria-em-janelas-ofensa-racista-24896265.html"><span style="font-weight: 400;">racismo escancarado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tirou Lumena da casa e tem tudo para fazer o mesmo com Projota daqui alguns dias. O </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB21</span></i><span style="font-weight: 400;"> mobilizou o Brasil como o até então imbatível </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB20</span></i><span style="font-weight: 400;"> não havia conseguido. Será mesmo que foi por conta do senso de justiça social, ou apenas </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56164314"><span style="font-weight: 400;">uma maneira ‘legitimada’ de propagar preconceito</span></a><span style="font-weight: 400;">? A resposta é clara. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18938" aria-describedby="caption-attachment-18938" style="width: 1778px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg" alt="Fotografia da cantora Britney Spears. Ela aparenta ter por volta de 20 anos quando a foto foi tirada. É uma mulher branca, de cabelos loiros, e traços suaves. A mão de uma pessoa está arrumando seu figurino e ela olha diretamente para a câmera. Ao fundo, há o espelho do camarim desfocado com as luzes acesas." width="1778" height="998" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg 1778w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1536x862.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18938" class="wp-caption-text">O documentário Framing Britney Spears é um episódio da série The New York Times Presents, transmitida originalmente pela FX on Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Framing Britney Spears (The New York Times Presents, FX on Hulu) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está de olhos em Britney Spears há muito tempo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube do Mickey</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi só uma pontinha do que o futuro guardava para a estrela em ascensão. O sucesso estrondoso de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que deslanchou sua vida como </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> cravou na história seu título de Princesa do <em>Pop</em>, e, nos anos seguintes, Spears governou como tal e cresceu como pessoa. Porém, assim como um pai controlador e ciumento, o mundo – e principalmente os Estados Unidos – não aceitaram que sua </span><a href="https://pmwdigital.com.br/machismo-na-industria-musical-de-britney-spears-a-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">garotinha não era mais uma </span><i><span style="font-weight: 400;">garotinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente, as mesmas vozes que gritavam </span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a gritar palavras de ódio, a duvidar da índole de Britney, de seu caráter, e até da capacidade de criar seus filhos. Seu corpo foi questionado, sua sexualidade, seu rosto, seu envelhecimento, seus relacionamentos, sua carreira e sua maternidade. A imprensa e os tabloides de fofoca não a deixavam em paz; o machismo transbordava nos comentários sobre sua vida; as </span><a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL356268-9798,00-BRITNEY+SPEARS+VIRA+VITIMA+EM+EPISODIO+DE+SOUTH+PARK.html#:~:text=Britney%20Spears%20%C3%A9%20o%20alvo%20da%20vez%20em%20%22South%20Park%22&amp;text=A%20cantora%20estar%C3%A1%20no%20epis%C3%B3dio,envolva%20de%20fato%20no%20programa.&amp;text=O%20epis%C3%B3dio%20ser%C3%A1%20exibido%20na%20segunda%2C%2024%2C%20nos%20EUA."><span style="font-weight: 400;">produções midiáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> zombavam de todas as suas características físicas e psicológicas; e sua família ainda enxergava na filha uma máquina de fazer dinheiro. Assim como qualquer pessoa tem seus limites, Spears também tem. O resto da história você já sabe: </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2017/02/dez-anos-do-colapso-de-britney-spears-relembre-os-momentos-mais-polemicos.shtml"><span style="font-weight: 400;">uma cabeça raspada e um guarda-chuva</span></a><span style="font-weight: 400;">, e um </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/entenda-batalha-de-britney-spears-para-se-livrar-da-tutela-do-pai-24741836"><span style="font-weight: 400;">processo judicial</span></a><span style="font-weight: 400;"> para retirar as liberdades individuais da cantora e entregar para seu pai. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, é apenas uma minúscula fração de desculpas que a imprensa estadunidense e mundial deve à Britney. Já vimos alguns </span><a href="https://portalpopline.com.br/apos-exibicao-de-documentario-revista-glamour-pede-desculpas-a-britney-spears/"><span style="font-weight: 400;">tabloides se desculparem</span></a><span style="font-weight: 400;">, e muitos dos telespectadores que atiraram pedras no passado hoje as recolhem com vergonha. Mas as consequências prevalecem: a tutela de seu pai Jamie Spears, que controla a vida da artista, a colocou em uma condição quase literal de </span><i><span style="font-weight: 400;">marionete</span></i><span style="font-weight: 400;">. A justiça é lenta e às vezes parece estar do lado de Jamie, enquanto Britney apenas pede pela sua liberdade, então cabe a nós assumirmos essa luta, também por </span><a href="https://twitter.com/BritneyHiatus/status/1369376907272347655"><span style="font-weight: 400;">outras pessoas que se encontrem na mesma situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas não sejam famosas. É o mínimo a fazer por tudo que o mundo deve à Spears. </span><i><span style="font-weight: 400;">#FreeBritney</span></i> <b>– Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_18941" aria-describedby="caption-attachment-18941" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18941 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg" alt="Cena da série Cidade Invisível. Nela vemos a atriz Alessandra Negrini, uma mulher adulta, branca e com cabelo castanho comprido. Ela usa um vestido azul e uma capa com diversos detalhes. Ao redor da atriz há várias borboletas na cor azul voando. Essa cena ocorre dentro de uma sala de necrotério na cor cinza, com detalhes em azul-escuro e com as janelas e porta de vidro." width="984" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-300x153.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-768x391.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18941" class="wp-caption-text">A trama da série é inspirada em uma história de Carolina Munhóz e Raphael Draccon, com adaptação de roteiro de Carlos Saldanha (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Cidade Invisível (1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, a <em>Netflix</em> acertou em outra produção brasileira. <em>Cidade Invisível</em> chegou prometendo levar o folclore brasileiro ao mundo com Marco Pigossi e Alessandra Negrini. Os sete episódios conseguem viciar, e a abstinência da série chega rápido com o final, que deixa diversas dúvidas. Mas, antes do encerramento, a produção acumulou diversos pontos positivos. A trama foi bem desenvolvida, e a mistura de suspense, investigação e o folclore mostrou um ótimo resultado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso no Brasil e no mundo foi garantido, entretanto, as</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/02/cidade-invisivel-serie-brasileira-conquista-grande-marca-na-netflix"><span style="font-weight: 400;"> ocupações </span></a><span style="font-weight: 400;">em diversos </span><a href="https://canaltech.com.br/series/netflix-agora-tem-ranking-diario-com-as-10-producoes-mais-populares-do-brasil-160929/"><i><span style="font-weight: 400;">Top 10</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vieram também com várias críticas. O folclore brasileiro é fruto das culturas nativas do nosso país, porém há falta de representatividade indígena na produção e no elenco da série. Além disso, os gringos vão continuar só conhecendo o Rio de Janeiro e São Paulo se todos os grandes produtos não saírem desse eixo. E <em>Cidade Invisível</em> era uma ótima oportunidade para explorar as outras regiões do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com esses grandes erros, assistir à série pode ser uma boa experiência. Conhecer uma Cuca sem ser um jacaré gigante, e o Boto ser mais bonito do que imaginaríamos, pode trazer uma maior curiosidade sobre histórias que escutávamos quando éramos crianças. Os efeitos especiais também são incríveis, e a representação do Curupira com seu cabelo de fogo é surpreendente. Em <em>Cidade Invisível</em>, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OEYLZtOzsEI"><span style="font-weight: 400;">ficamos encantados com a Iara</span></a><span style="font-weight: 400;">, demos risada com o Saci e nos apavoramos com o Corpo Seco. Porém, a melhor sensação é saber que mais pessoas possam conhecer as histórias do nosso país. <b> &#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18647" aria-describedby="caption-attachment-18647" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg" alt="Cena da segunda temporada da série Dickinson. À direita, Emily, interpretada por Hailee Steinfeld, vestida com um vestido simples e branco, olha preocupada para Sue, interpretada por Ella Hunt, à esquerda. Diferente de Emily, Sue usa um vestido dourado suntuoso, com o cabelo armado para cima. Ela olha sem entender para Emily enquanto segura suas mãos. A cena se passa dentro de uma sala de estar, com as janelas fechadas por cortinas semitransparentes e a iluminação suave de uma lareira iluminando as duas figuras." width="2000" height="1110" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-300x167.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1024x568.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-768x426.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1536x852.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1200x666.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18647" class="wp-caption-text">Emily e Sue se distanciam cada vez mais durante a segunda temporada de Dickinson, em mais de uma maneira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Dickinson (</b><b>2ª temporada</b><b>, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">, a romantização anacrônica da vida de Emily Dickinson, terminou no final de fevereiro, após uma série de críticas positivas que conquistaram os almejados </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/dickinson/s02"><span style="font-weight: 400;">100% no </span><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://variety.com/2020/tv/news/dickinson-hailee-steinfeld-renewed-season-3-apple-season-2-premiere-date-1234797428/"><span style="font-weight: 400;">renovação antecipada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a terceira temporada ainda em 2020. A queridinha dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltou com tudo e mais um pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com ainda mais enfoque na estética irreverente e rebelde, a </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Alena Smith consegue usar as lacunas na vida da reclusa poeta (interpretada por Hailee Steinfeld) para tecer uma narrativa poderosa e até mesmo surreal sobre a natureza da fama, da arte e do motivo pelo qual perseguimos ambas. Assombrada pelo fantasma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pela figura carismática e traiçoeira de Sam Bowles (Finn Jones), Emily terá de decidir que tipo de poeta ela quer ser, e o que ela está disposta a dar em troca dessa fama. A figura reinventada de Sue Dickinson (Ella Hunt) também é um dos pontos chaves da temporada, se desenvolvendo sutilmente ao longo dos 10 episódios e culminando em alguns de seus momentos mais explosivos e emocionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um elenco de personagens secundários extremamente bem desenvolvidos e aparições especiais de figuras como o Ceifador (mais uma vez interpretado por Wiz Khalifa) e o fantasma bêbado e com tesão de Edgar Allan Poe (</span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Kroll</span></a><span style="font-weight: 400;">) ajudam a cimentar essa comédia familiar esquisita e extremamente bem escrita como um dos carros chefes do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18895" aria-describedby="caption-attachment-18895" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18895" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg" alt="Cena da série Mr. Mayor. Nela, vemos o prefeito Neil, interpretado por Ted Danson, numa sala de aula, sentado com os jovens na mesa e fazendo um sinal de positivo com a mão direita. Neil é um homem branco, idoso e de cabelos grisalhos. Ele usa óculos de grau com armação redonda e preta e veste um terno cinza claro com gravata azul. " width="1300" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18895" class="wp-caption-text">Mr. Mayor acaba sem qualquer desfecho ou ponta solta, então é possível que a série retorne ainda esse ano com uma parte 2 da temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Mr. Mayor (1ª temporada, NBC)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi idealizada como um </span><a href="https://spinoff.com.br/saiba-o-que-aconteceu-com-suposto-spin-off-da-serie-30-rock/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas o projeto não foi para frente. Muitos anos depois de sua concepção original, a dupla imbatível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E1CP35fgWGE"><span style="font-weight: 400;">Tina Fey e Robert Carlock</span></a><span style="font-weight: 400;"> reformulou o núcleo da comédia e escalou Ted Danson, recém-saído do Bom Lugar, como o prefeito de Los Angeles e protagonista dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é frustrante. Para ser justo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z6WQF6tW54"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem todos os atributos para ser uma comédia de sucesso, só que dez anos atrás. O texto é óbvio demais e moderno demais, tem </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem cancelamento, tem a bobeira que a TV aberta dos EUA adora adotar e chamar de refinado. Ted Danson fala e se move em cena exatamente igual a como fazia em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nem o figurino muda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia é uma </span><i><span style="font-weight: 400;">grower </span></i><span style="font-weight: 400;">em potencial (quando o amor cresce ao passar dos episódios), mas o rápido contrato de 9 capítulos na temporada inicial não parece um bom sinal para a produção. Dedos cruzados para Tina Fey acordar com boas ideias para um eventual ano dois e colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor </span></i><span style="font-weight: 400;">nos eixos. Por agora, é melhor reassistir </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/unbreakable-kimmy-schmidt-filme-interativo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Unbreakable Kimmy Schmidt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18897" aria-describedby="caption-attachment-18897" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg" alt="A cantora Selena Gomez, uma mulher branca, de cabelo moreno, está sorrindo na cozinha de sua casa, usando um vestido vermelho com detalhes de flores. Atrás dela, há uma parede de tijolos brancos e um fogão com uma panela rosa, uma forma azul e alguns potes. A cantora apoia a mão em uma tábua e há uma caneca rosa ao seu lado. Suas unhas estão pintadas de branco." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-300x198.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1024x677.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-768x508.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1536x1016.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1200x794.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18897" class="wp-caption-text">Nossa Palmirinha texana está linda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Selena + Chef (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso e a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">resolveu nos presentear com mais uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b3RIOURywos"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta segunda parte, os chefes ainda tentam aprimorar os dotes culinários de Selena Gomez, mas os desastres na cozinha para fazer bons pratos não mudam. E a atração mais esperada continua: o “papa”, como a cantora chama seu avô, participa dos dez novos episódios da série. Após quase perder um dedo e ganhar uma conta no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;"> especialmente para suas exóticas </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/selena-chef-facas-extravagantes-de-selena-gomez-sao-foco-em-video-divertido-do-hbo-max/"><span style="font-weight: 400;">facas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cozinha, Selena está de volta para entreter mais um pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Necessariamente remoto, leve, diferenciado e perfeito para relaxar a mente sozinho ou com a família, o programa persiste em seu formato certeiro. De praxe, a cantora não deixa de reverter seus trabalhos à uma boa causa. A cada final de episódio, a texana ainda pede para um </span><i><span style="font-weight: 400;">chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> apoiar uma organização de caridade de sua escolha e a mesma doa uma quantidade de dinheiro para diferentes necessidades. Se existe um fato sobre Gomez é que ela jamais deixará de </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2020/09/23/selena-e-uma-das-100-pessoas-mais-influentes-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">apoiar causas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que acredita, seja nos palcos, cinemas e até mesmo na cozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais notável da série é o público ter o privilégio de conhecer melhor Selena. A cantora é </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/selena-gomez-resolve-se-afastar-das-redes-sociais-e-revela-desejo-viver-minha-vida-no-presente/78562"><span style="font-weight: 400;">restrita</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não aparece muito em suas redes sociais, não dá as caras a não ser que seja a trabalho. O programa dá espaço para entrar na </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/08/05/selena-gomez-vai-para-a-cozinha-em-selena-chef-novo-programa-de-tv-na-quarentena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">casa dela</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ter contato com a artista, amigas e familiares em um bom bate-papo dos renomados </span><i><span style="font-weight: 400;">chefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cozinha que, além de questões culinárias, sempre a questionam sobre sua vida pessoal. Até mesmo ligar para </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma de suas melhores amigas, através do </span><i><span style="font-weight: 400;">FaceTime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o programa já proporcionou. Para quem a quer conhecer melhor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um prato cheio.</span><b> &#8211; Giovana Guarizo</b></p>
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<figure id="attachment_18923" aria-describedby="caption-attachment-18923" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18923" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png" alt="Cena da série Por Trás de Seus Olhos. Na imagem, a personagem Adele, interpretada por Eve Hewson, está ao centro. Ela é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos lisos escuros e curtos e veste uma camisa branca por baixo de um avental. Ela segura uma faca com a mão direita e a apoia no ombro esquerdo. Ela olha para fora da imagem, à esquerda, e está em cima cozinha. Atrás dela, é possível observar um conjunto de armários e uma pia, desfocados. A imagem é toda colorida em tons de cinza e azulados" width="840" height="454" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-300x162.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18923" class="wp-caption-text">Por Trás de Seus Olhos, suspense protagonizado por Eve Hawson, filha do vocalista do U2, é a sensação do momento da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Por Trás de Seus Olhos (Behind Her Eyes, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surpresa nem sempre é boa e não só de reviravoltas se faz um suspense, e </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/80244630"><i><span style="font-weight: 400;">Por Trás de Seus Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está aí pra comprovar isso. A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> baseia-se no </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Sarah Pinborough e se vende como um suspense psicológico, entregando, na verdade, uma base em fantasia que não cola e um humor que não vira, falhando, assim, com boa parte dos pressupostos do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ritmo, roteiro bem dosado e direção segura são elementos que a minissérie desconhece. As estonteantes </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157647/"><span style="font-weight: 400;">Eve Hawson e Simona Brown</span></a><span style="font-weight: 400;"> seguram até onde dá o roteiro esquisito e criam uma dinâmica para suas personagens que segue até a última cena, sendo a verdadeira joia do suspense. Tom Bateman, entretanto, não consegue superar a limitação do texto e imprimir verossimilhança da terceira parte do triângulo amoroso que fundamenta a história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você valoriza o inesperado acima de tudo e gosta de narrativas que jogam pela janela todas as crenças que você constrói sobre elas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode até valer a pena, desde que você esteja com paciência para relevar a falta de liga da minissérie. Se você não dispensa algo bem amarrado que gradativamente chega ao ápice, talvez não de forma tão surpreendente mas mais fiel à história que o suspense construiu entre o primeiro episódio e a reviravolta final, é melhor não perder seu tempo e (re)assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18929" aria-describedby="caption-attachment-18929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18929 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg" alt="Cena da série How To Get Away With Murder. Na imagem estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Connor, Laurel e Michaela, ao fundo de uma sala de aula. Asher é um homem branco, de cabelos castanhos curtos, ele veste um terno, uma camisa xadrez e calça social. Connor é um homem branco, de cabelos castanhos escuros lisos e barba rala, ele veste uma camisa azul, jaqueta e uma calça social. Laurel é uma mulher branca de cabelos castanhos lisos escuros e compridos, olhos azuis, ela veste um terno cinza escuro, blusa preta e calça marrom. Michaela é uma mulher negra, de cabelos pretos, lisos e compridos, ela veste blusa branca com flores, terno bege e uma calça jeans." width="1600" height="1069" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18929" class="wp-caption-text">O detestável esquadrão de Annalise Keating (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>How to Get Away With Murder (6ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terrível última temporada de <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/antes-arrebatadora-how-get-away-murder-chega-ao-fim-aos-tropecos-36758"><em>How to Get Away With Murder</em></a> finalmente chegou ao catálogo da <em>Netflix</em>. Uma narrativa que já não tinha nada a oferecer há um bom tempo foi extraída até o último segundo para entregar capítulos medíocres do início ao fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegando o gancho do <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/how-to-get-away-with-murder-quinta-temporada-critica">ano anterior</a>, os roteiristas não se esforçaram nem um pouco para entregar uma conclusão decente, e apenas reciclaram casos do passado. O cansativo conflito com os Castillo, o retorno do fantasma do Sam (Tom Verica), e familiares que surgem apenas para atrapalhar tudo. E, mais uma vez, o mundo todo está contra Annalise Keating (Viola Davis) e os malas dos seus alunos não se dispõem nem a ajudar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brilhante atuação de <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/how-to-get-away-with-murder-viola-davis-despedida">Viola Davis</a> não necessita de mais elogios, e entrega pela sexta vez um dos únicos pontos altos da temporada. Ao seu lado, uma das principais motivações para se enfrentar cada um dos episódios é a performance majestosa de Cicely Tyson, e <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/01/28/cicely-tyson-atriz-indicada-a-oscar-por-lagrimas-de-esperanca-morre-aos-96-anos.ghtml">sua última atuação em vida</a>, que rendeu a única indicação da série ao <em>Emmy</em> 2020. Para quem já chegou até o quinto ano da série, o melhor a se fazer é assistir o mais rápido possível para se livrar dessa bomba.  <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_18936" aria-describedby="caption-attachment-18936" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18936 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg" alt="Foto do Hotel Cecil. O hotel é bege, com uma grande placa vermelha no que anuncia HOTEL CECIL - LOW DAILY WEEKLY RATES - 700 ROOMS. A fachada está desgastada e o céu no fundo é azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18936" class="wp-caption-text">Vez ou outra, o documentário tentar culpar a pobreza de Skid Row pelos problemas do hotel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Cena do Crime &#8211; Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é conhecida: em 2013, a jovem </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/02/12/elisa-lam-o-misterioso-caso-do-desaparecimento-e-morte-da-jovem-no-hotel-cecil-contados-em-documentario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elisa Lam</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareceu em Los Angeles sem deixar nenhuma pista. Ela estava hospedada no infame </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/netflix-hotel-cecil-tragedias-hotel-serie-178498/"><span style="font-weight: 400;">Hotel Cecil</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado no centro da cidade e famoso pelas mais variadas formas de violência que já ocorreram em seus quartos. Alguns dias depois, os hóspedes notaram a falta de pressão e o estranho gosto da água. Elisa estava morta na caixa d’água do hotel. O desenrolar chocou a todos &#8211; polícia, mídia, </span><i><span style="font-weight: 400;">stalkers</span></i><span style="font-weight: 400;">, teóricos da conspiração. Não cabe aqui os detalhes da história, extremamente triste, de Elisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que poderia ter sido um </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-19/misterioso-desaparecimento-da-elisa-lam-no-elevador-assassino-o-true-crime-de-puro-terror-e-pura-internet.html"><span style="font-weight: 400;">documentário interessante</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a canadense se tornou um desrespeito. Ao invés de elucidar os fatos e prestar uma homenagem, o diretor Joe Berlinger criou suspenses desnecessários, enrolou até o limite por quatro episódios, e o pior: deu voz aos </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/02/16/interna_cultura,1238202/misterio-e-morte-no-hotel-cecil-da-netflix-e-pegadinha-para-o-publico.shtml"><span style="font-weight: 400;">detetives fanáticos e desesperados da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por trás do estranho desaparecimento de Elisa, os “</span><i><span style="font-weight: 400;">detetives</span></i><span style="font-weight: 400;">” criaram milhares de teorias, argumentos e passaram a ignorar provas, atrapalhar a investigação e acabar com a vida de pessoas aleatórias que eles supuseram estar envolvidas. Para terminar de massacrar a sua minissérie, Berlinger ainda chamou os </span><i><span style="font-weight: 400;">youtubers </span></i><span style="font-weight: 400;">e teóricos para darem seus depoimentos. O diretor resolveu dar mais palco às pessoas que, em nome da justiça por Elisa, atormentaram a vida de seus familiares e dos investigadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado foi desastroso. A linha narrativa é brega, confusa e de mau caráter. Principalmente após introduzir o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TjVBpyTeZM"><span style="font-weight: 400;">vídeo bizarro da jovem no elevador do hotel</span></a><span style="font-weight: 400;">, Joe Berlinger dá espaço para a chamarem, novamente, de “arma biológica”, “possuída” e outras suposições enterradas da época. O último episódio, com os relatos mais sensatos, não consegue corrigir a tentativa estúpida de retratar o acidente através de terceiros, de pessoas que achavam ter alguma ligação com a garota, ignorando todo o impacto do acontecimento na vida de quem realmente a conhecia e a amava. Que Elisa esteja em paz. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18944" aria-describedby="caption-attachment-18944" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg" alt="Cena da série Amigas Para Sempre, print de tela, Max e Tully estão na cama e discutem sobre o que realmente é a relação deles. Max está de costas para a câmera sem camisa e Tully aparenta estar confusa." width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18944" class="wp-caption-text">De volta para os seriados, Katherine Heigl é uma das protagonistas da série (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Amigas Para Sempre (Firefly Lane, 1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://personaunesp.com.br/amigas-para-sempre-critica/">Amigas Para Sempre</a> </em>mostra a amizade duradoura e complicada de Tully Hart (Katherine Heigl) e Kate Mularkey (Sarah Chalke), sendo baseada no romance <em>Firefly Lane</em> de Kristin Hannah. A série se passa nos anos 2000, momento decisivo na vida das duas. Tully está tendo problemas em seu programa de TV e sofre também uma reviravolta amorosa. Já Kate está se divorciando de Johnny (Ben Lawson), com quem dividiu os últimos 15 anos e têm uma filha adolescente, além de tentar voltar ao mercado de trabalho. A narrativa é complementada com <em>flashbacks </em>das décadas de 70 e 80, revelando mais sobre os altos e baixos das amigas. Entretanto, algumas lembranças são confusas ou mesmo vagas, tornando o roteiro desconexo, sem falar que a série enrola bastante nos seus 50 minutos de cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desses problemas com o roteiro, é uma produção gostosa de assistir, com direito a riso, reflexão, choro e conforto. Cabe também o aviso de que há gatilhos, como cenas de estupro e aborto espontâneo, deixando a <em>vibe</em> mais pesada em alguns momentos. Nota-se também o desejo da<em> Netflix</em> de atrair um público na casa dos 30-40 anos, pois mostra temas bem </span><span style="font-weight: 400;">pertinentes a essa geração, entretanto, todo o contexto com o passado das personagens traz identificação a qualquer idade. É fácil recordar vivências parecidas ou se imaginar nas situações.  <strong>&#8211; Mauê Salina Duarte</strong></span></p>
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		<title>Na Parte 2 do Especial, Euphoria transforma a culpa de Jules em combustível fóssil</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 18:46:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Jules é a personagem mais interessante de Euphoria. São muitos os fatores que confirmam essa máxima, e o principal deles recai no carisma de Hunter Schafer, a jovem modelo que debutou atuando na série da HBO. Podendo ser facilmente ofuscada pelo estrelato e pelo nome de Zendaya, ela construiu sua adolescente fragilizada pelas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Na Parte 2 do Especial, Euphoria transforma a culpa de Jules em combustível fóssil"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17975" aria-describedby="caption-attachment-17975" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17975 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está sentada na cama com as pernas em posição de índio. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos. Ela os tem preso num coque, e usa uma camiseta verde com detalhes azuis que formam uma rua na estampa. Ela veste shorts curtos e claros, e tem as mãos em cima dos pés. Ao fundo, vemos um abajur branco, um travesseiro branco e a janela do quarto, está de noite." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17975" class="wp-caption-text">O episódio especial de Euphoria, Part 2: Jules, recebeu o título oficial de Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob, nome inspirado num poema escrito por Hunter Schafer (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jules é a personagem mais interessante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. São muitos os fatores que confirmam essa máxima, e o principal deles recai no </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/hunter-schafer-de-euphoria-e-as-curiosidades-sobre-a-atriz-que-interpreta-jules/90631"><span style="font-weight: 400;">carisma de Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem modelo que debutou atuando na série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Podendo ser facilmente ofuscada pelo estrelato e pelo nome de Zendaya, ela construiu sua adolescente fragilizada pelas beiradas, sempre mostrada pelos olhos de Rue. Tanto é que, quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">transmitiu seu final de temporada, Jules saiu como a vilã da coisa toda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num mundo ideal sem a pandemia e os </span><a href="https://espalhafactos.com/2020/09/23/euphoria-gravacoes-da-nova-temporada-so-arrancam-em-2021-mas-havera-um-episodio-especial/"><span style="font-weight: 400;">atrasos de gravação</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ano dois da narrativa</span> <span style="font-weight: 400;">lidaria com o pepino de prosseguir sua estreia fenomenal. Para isso, além da escrita e direção precisas de Sam Levinson, a série precisaria sair do comum e cortar sua trama na carne. Para sentirmos a ausência de Jules como Rue a sente, a produção deveria tirar Hunter de vista. O que não aconteceu, é claro que estamos longe de viver num mundo ideal. </span></p>
<p><span id="more-17974"></span></p>
<figure id="attachment_17976" aria-describedby="caption-attachment-17976" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17976 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-1024x858.jpg" alt="Arte do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Vemos a página inicial do roteiro do episódio. No topo, está escrito euphoria, em letras minúsculas e as letras tem rabiscos por cima. A letra p tem um olho desenhado dentro, a letra h foi contornada como a cabeça de um pênis, com semên jorrando da parte de cima, e a letra o teve uma vagina e pelos pubianos desenhados dentro. Abaixo, vemos um quadro menor, com uma pulseira de contas, com cada conta sendo uma letra da palavra Euphoria. Todas as letras são pretas num cubo branco, com exceção do R, que é branco num cubo rosa. Abaixo, está escrito o nome do episódio, Part 2: Jules e abaixo Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob. Depois Written by Sam Levinson &amp; Hunter Schafer e Directed By: Sam Levinson. Abaixo, a imagem corta no início do roteiro, e as últimas palavras que vemos são Revised Script Starring. Ao lado do quadro, à esquerda, está um desenho de placa de banheiro com o homem e a mulher e um dedo do meio em direção à placa. À direita está o desenho de uma mulher. Por cima da arte, está uma pulseira, que tampa algumas palavras e se estende do começo ao fim da página em formato de S." width="840" height="704" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-1024x858.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-300x251.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-768x644.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17976" class="wp-caption-text">Arte de divulgação do episódio, com os créditos de Hunter Schafer no roteiro, ao lado do criador e diretor Sam Levinson (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo estreado no meio pro fim de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/euphoria-polemica-serie-da-hbo-encerra-primeira-temporada"><span style="font-weight: 400;">se manter na boca do povo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção da segunda temporada tinha data marcada para março do ano seguinte, mas o coronavírus estourou uma semana antes, acabando com quaisquer planos de capítulos inéditos no futuro próximo. Meses adentro da pandemia, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/09/4876793-conheca-a-trajetoria-de-zendaya-a-atriz-mais-jovem-a-ganhar-o-emmy.html#:~:text=Aos%2024%20anos%2C%20a%20atriz,papel%20em%20'Euphoria'%20da%20HBO&amp;text=O%20pr%C3%AAmio%20recebido%20pela%20atriz,na%20s%C3%A9rie%20Euphoria%2C%20da%20HBO."><span style="font-weight: 400;">Zendaya ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Atriz em Drama, dando mais fôlego para o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, Levinson anunciou que lançaria </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/205522-euphoria-hbo-dois-episodios-especiais-serie.htm"><span style="font-weight: 400;">dois episódios especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de fim de ano, esses que funcionariam como uma ponte entre os anos 1 e 2. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim nasceu a melhor solução para, como dito acima, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">sair do padrão comum e sangrar na carne, como já havia se acostumado na estreia. Solução essa na forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">, opostos complementares e irmãos de alma, episódios inventivos, refrescantes, aterradores e bem bolados. Filmados na pandemia, provando que o essencial para uma história ser contada é ela </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-episodio-especial-trailer"><span style="font-weight: 400;">ser realmente boa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Técnicas de escrita e filmagem foram usadas para driblar as limitações do isolamento, e Sam Levinson dirigiu dois domos artísticos que não poderiam ser mais distintos um do outro e, ao mesmo tempo, cruelmente similares.</span></p>
<figure id="attachment_17977" aria-describedby="caption-attachment-17977" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17977 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está com um olhar penetrante para sua psicóloga. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos, a raiz do cabelo é preta e ela não usa maquiagem. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17977" class="wp-caption-text">“Para mim, ser trans é espiritual. Sabe, não é religioso. Não é para alguma congregação. É para mim. É meu. Pertence a mim” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156703/"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, focado inteiramente na figura de Rue, surpreendeu pela clausura da dependência e da solidão. Os vícios da personagem foram estudados com lupa e microscópio numa lanchonete em pleno dia de Natal. Zendaya foi fundo na hora de canalizar a depressão de sua protagonista, atestando o talento que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/com-serie-hit-euphoria-zendaya-faz-historia-no-emmy/"><span style="font-weight: 400;">fez história</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">da TV, se tornando a mulher mais jovem a vencer a estatueta e apenas a segunda atriz negra a bater tal feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de um mês depois do balde de água fria sentimental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156757/"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas esse não se trata somente de uma ‘resposta’ à aventura de Rue, ou apenas um cumpre cota enquanto a pandemia continua </span><a href="https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/01/24/eua-superam-25-milhoes-de-casos-de-covid-19-apontam-dados-da-johns-hopkins.ghtml"><span style="font-weight: 400;">degradando os Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Coescrito pela própria Hunter Schafer, o capítulo natalino de Jules é um exorcismo da primeira temporada e do julgamento com que a personagem arcava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo começou com Hunter dirigindo pelo país, exausta mental e fisicamente do isolamento social. Ela cogitou se internar numa clínica psiquiátrica, até que Sam Levinson sugeriu que eles escrevessem um roteiro de <em>Euphoria</em> no lugar. Ela aceitou sorrindo, como contou numa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=prgQxL5wHyE"><span style="font-weight: 400;">entrevista à Jimmy Fallon</span></a><span style="font-weight: 400;">, dias antes da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">exibir </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na mesma conversa, Schafer </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/01/euphoria-precisa-agradecer-shonda-rhimes-de-greys-anatomy"><span style="font-weight: 400;">agradeceu à Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ajudaram-na no processo de escrita.</span></p>
<figure id="attachment_17978" aria-describedby="caption-attachment-17978" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17978 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.jpeg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules e Rue estão deitadas no pé da cama, sorrindo e olhando diretamente para a câmera. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos, ela não usa maquiagem. Rue é uma adolescente negra de pele clara e cabelos castanhos presos num coque, ela sorri com a mão no queixo. Ao fundo, vemos uma parede de tijolos verde musgo e cabeceira branca da cama. As duas meninas estão de roupas claras e o edredom da cama é branco também. Desfocados e à frente delas, vemos um copo com várias canetas, uma caneca com canudo e uma porção de cadernos. O quarto está uma zona. " width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17978" class="wp-caption-text">“Se eu não fosse importante, então por que você gastaria todo seu veneno?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do capítulo vem de um </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/segundo-especial-de-euphoria-sera-escrito-por-hunter-schafer-e-estreia-em-janeiro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">poema</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a atriz escreveu na adolescência, e toda a pegada da trama ressoa tons poéticos e latentes de uma alma desacordada e, ao mesmo tempo, enérgica. Jules está na terapia, é sua primeira consulta e ela hesita em se abrir com a mulher do outro lado da sala. Quando perguntada sobre o que a levou àquela posição, a câmera se desloca para filmar o reflexo nos olhos claros de Jules.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos então, finalmente, o seu lado da história, mas com o toque </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. A cena </span><a href="https://portalpopline.com.br/liability-de-lorde-toca-em-episodio-de-euphoria-e-entra-para-os-trend-topics-emocoes-logo-de-cara/"><span style="font-weight: 400;">bota Lorde pra tocar</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sua sombria </span><i><span style="font-weight: 400;">Liability </span></i><span style="font-weight: 400;">é que conduz os eventos do ano de estreia da série. A música é cantada na íntegra, cores nascem e morrem na íris da garota, Jules não abre a boca para falar um &#8216;a&#8217; e mesmo assim entendemos tudo. Ela se considera um fardo, como a letra da </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><span style="font-weight: 400;">neozelandesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> martela, ela se vê quebrada, remendada, atropelada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, sem prometer nada, a série desata a nos justificar os comportamentos de Jules. Hunter Schafer se apossa dos </span><i><span style="font-weight: 400;">close-ups</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela abraça a vulnerabilidade reprimida de todas as deixas que </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/criador-de-euphoria-revela-o-que-podemos-esperar-do-2o-episodio-especial/"><span style="font-weight: 400;">roteirizou junto de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;"> certificava o talento digno do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Zendaya, </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca Schafer no mapa, e ela veio para ficar. A personagem chora, grita, assente e consente com os temores que a pressionam cada vez mais para baixo. Ela só gostaria de ser o mar, esse é seu maior sonho, por mais distante que esteja.</span></p>
<figure id="attachment_17979" aria-describedby="caption-attachment-17979" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17979 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. A cena filma a janela da casa de Jules e o vidro está embaçado e desfocado por conta da chuva. Vemos apenas o contornos da garota, sua pele clara, cabelos brancos e blusa verde. Ela está deitada na cama, chorando e olhando para o teto. " width="1200" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-768x422.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17979" class="wp-caption-text">“Ela é tão difícil de agradar, mas ela é uma fogueira na floresta” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo que transformou Jules num ícone instantâneo, fora as tendência de guarda-roupa e </span><a href="https://www.beauty4share.com.br/tudo-sobre-as-maquiagens-da-serie-euphoria-se-inspire/"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi sua posição de personagens trans que não tinha um arco narrativo modelado em volta de sexualidade, aceitação ou incertezas. A questão de seu gênero ou preferência sexual quase não é verbalizada na série, o que chama atenção no </span><a href="http://mediabox.observatoriodoaudiovisual.com.br/2019/10/euphoria-efeitos-performaticos-de.html"><span style="font-weight: 400;">aspecto narrativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também no plano maior, reafirmando que é muito possível </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">retratar minorias na TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem prendê-las em labirintos limitadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">despojada de Jules se reflete piamente no ritmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob</span></i><span style="font-weight: 400;">, bloqueando a monotonia de ambientes únicos e da câmera transitando sem vigor. Assistimos </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">da primeira temporada sobre sua perspectiva, conhecemos momentos de seu passado antes de transicionar, suas questões com a mãe viciada e com o pai desesperado em remendar os buracos da família. Mas o melhor de tudo fica à cargo das </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-euphoria-hunter-schafer-a-jules-fala-sobre-a-importancia-de-retratar-a-vida-de-transsexuais/87718"><span style="font-weight: 400;">fantasias de Jules</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua imaginação é a responsável por construir as sequências mais ferozes do capítulo, a fantasia do homem da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, as cenas de intimidade e de prazer. A </span><a href="https://www.refinery29.com/en-us/2021/01/10275634/jules-tyler-sex-scene-euphoria-episode-rue"><span style="font-weight: 400;">escalação de Jayden Marcos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ator de filmes pornográficos, apenas evidencia o caráter disruptivo da série de Sam Levinson, sempre interessada em trazer o bruto e o carnal para os holofotes, denunciando temas tabus no percurso. Ao lado das partes românticas e sexuais, as fantasias irreais de um futuro não tão próximo ao lado de Rue colocam Jules em uma posição melindrosa, de cautela e culpa.</span></p>
<figure id="attachment_17980" aria-describedby="caption-attachment-17980" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17980 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está deitada na areia da praia e o mar a acolhe, molhando todo seu corpo. Seus cabelos loiros brancos estão soltos e ela olha pra cima. As ondas quebram e o céu é azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17980" class="wp-caption-text">“Eu quero ser tão bonita quanto o oceano, porque o oceano é forte pra porra, e feminino pra porra. E, tipo, é isso que faz o oceano ser o oceano” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A culpa, de fato, é o motor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fossilizando os medos, traumas, remorsos e atitudes da menina, ela própria se ataca involuntariamente. Algo diagnosticado logo de cara pela Dra. Mandy Weedman, papel de Lauren Weedman, que entrega todas as deixas para Schafer brilhar. O momento em que Jules admite querer parar com os hormônios e com os bloqueadores é equivalente à personagem se despir frente às câmeras. Ela não fica literalmente pelada (como faz alguns minutos depois no capítulo), mas admite que, para seguir em frente, ela precisa deixar parte da bagagem de pesar pelo caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tratando do </span><i><span style="font-weight: 400;">flamboyant </span></i><span style="font-weight: 400;">de Jules, todos os aspectos construtivos do episódio despejam esse caminho para quem assiste. Os figurinos de cores lavadas são sinônimo de sobriedade e vulnerabilidade, ela não usa maquiagem e tem nos olhos uma tristeza transmissível. A câmera opera em respiros chorosos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s1P5czi0H_g"><span style="font-weight: 400;">vemos o mar de longe</span></a><span style="font-weight: 400;">, vemos seus cabelos molhados, vemos-na deitada no meio de uma bagunça do quarto, vemos-na sentada com as pernas abertas. Pela primeira vez, entramos em contato com a Jules de verdade, sem camadas falsas, interpretações de mentira ou olhares moldados pelos homens. Apenas a Jules.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora é a vacina para o mal que assola a personagem e, se não a curar de fato, é o momento perfeito para criar seus anticorpos. Abrindo com o mais indefeso que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=86s_1hpX4Yc"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> ousou ser, somos transportados pelo vácuo sentimental de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TsWkuWWXgc"><i><span style="font-weight: 400;">Lo Vas A Olvidar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria inédita de Billie Eilish e ROSALÍA, encomendada para o Especial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. A composição é mestra em encontrar um intervalo entre pensamentos, com a voz das artistas se abraçando no exílio da felicidade. Perto do clímax,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda dá voz à </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/02/20/arca-musica-nova-62-minutos/#:~:text=A%20produtora%2C%20cantora%20e%20compositora,goste%20de%20testar%20coisas%20novas."><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua recém saída do forno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCDd03VO-9c"><i><span style="font-weight: 400;">Madre Acapella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma graúda ópera moderna.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish, ROSALÍA - Lo Vas A Olvidar (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8TsWkuWWXgc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">está subindo pelas paredes, aguardando o momento seguro de voltar à grade de domingo à noite na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os episódios especiais mostraram ser tira gostos essenciais e muito bem cozinhados, mas ainda recheados de propósito. Se tratando de Sam Levinson, Zendaya e Hunter Schafer, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/01/4899147-filme-de-sam-levinson-com-zendaya-estreia-em-fevereiro-na-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">nada é por acaso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Acompanhar o desenrolar de nós narrativos da primeira temporada serem corrigidos e desatados nos capítulos extras apenas atiça a curiosidade para o que está guardado para o futuro. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not A Sea Blob</span></i><span style="font-weight: 400;">, acima de tudo, nos deram saudades do elenco de apoio que faz a série alcançar, semana após semana, seu máximo potencial. O atrevimento de Maddy (Alexa Demie), a fúria moral de Kat (Barbie Ferreira), os olhares complacentes de Lexi (Maude Apatow) e, Deus me perdoe, fez sentir falta até dos dramas, ataques e birras do rato do Nate (Jacob Elordi). Para os próximos meses, nos resta assistir às sessões de terapia que a série escreveu no Especial, enquanto lidamos com nossos próprios demônios, sejam eles palpáveis, como o vício de Rue, ou etéreos, como a resistência de Jules. Qualquer que seja o diagnóstico, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> estamos bem acompanhados</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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