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	<title>Arquivos Rap &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-kids/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36846" aria-describedby="caption-attachment-36846" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36846 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg" alt="Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase &quot;Loose Lips&quot;. No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS &amp; MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título &quot;K.I.D.S&quot; em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se &quot;KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT&quot;. À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36846" class="wp-caption-text">K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a </span><a href="https://www.rostrumrecords.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Rostrum Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36843"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miller se inspira com muita sensibilidade no polêmico filme </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/o-polemico-filme-kids-ontem-hoje-16976670"><i><span style="font-weight: 400;">Kids</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1995, drama que mostra o conturbado mundo dos adolescentes e o perigo de ser um jovem sem orientação. Na primeira música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Kickin Incredibly Dope Shit [intro],</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mac usa um monólogo de Telly, um dos personagens principais da obra, para introduzir o ouvinte ao álbum, trazendo uma sensação de nostalgia mesmo para quem ainda não assistiu. O cantor faz o ouvinte se sentir acolhido, abraçado, pois diz o que pensamos sobre algo que amamos – no caso dele, a música – mas que não conseguimos por em palavras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando somos jovens, muita coisa não importa / Quando você acha algo que você se importa / Isso é tudo que você tem / Quando você vai dormir de noite você sonha com [música] / Quando você acorda, é a mesma coisa / Está ali na sua cara, você não pode fugir / Às vezes quando você é jovem, o único lugar para ir é para dentro / [Música], é o que eu amo, tire isso de mim e eu realmente não tenho nada&#8221;</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Mac Miller - Knock Knock" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6bMmhKz6KXg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a responsável por lançar Mac Miller aos </span><a href="https://www.vagalume.com.br/mac-miller/popularidade/"><span style="font-weight: 400;">holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na época, as redes sociais estavam começando a crescer e influenciar pessoas, e foi através delas que Mac divulgou muito de seu trabalho. Ele mesmo diz na primeira música que não foi ‘normal’ um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingir o sucesso que ele conquistou tendo apenas 18 anos. Ainda na música introdutória, Miller canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O garoto mais trabalhador da América / jogando com os profissionais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de estar feliz com a situação, o cantor ainda não está satisfeito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero a capa da [revista] Time, Homem do Ano, tem minha imagem presa em sua mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com duas de suas 10 </span><a href="https://thissongissick.com/post/ranking-the-top-25-songs-of-mac-millers-career/"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais ouvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que ganhou um sucesso ainda maior com o crescimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">– e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nikes On My Feet</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra de forma certeira a visão de um jovem sonhador que ainda quer conquistar o mundo. Mac sabe que a vida é boa agora e que deve ficar mais difícil no futuro, por isso tenta aproveitar ao máximo o momento e não quer envelhecer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser jovem é tão legal / Não quero nunca envelhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida realmente ficou mais difícil para o cantor quando ele cresceu. Nas obras lançadas após a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller já demonstra maturidade, talvez um cansaço pela ‘vida de adulto’, lidando com a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/08/cultura/1536364920_305821.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vício nas drogas. O contrário acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">: o céu é muito baixo para ser considerado um limite para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada pode lhe parar. Mac demonstra isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Em Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, dizendo que independente do que falem ou façam, ele ainda estará aqui, crescendo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ser o palhaço da sala / Mas agora eu rio por último</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36845" aria-describedby="caption-attachment-36845" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg" alt="Capa do álbum Swimming (2018) do rapper Mac Miller. A imagem é minimalista, com fundo totalmente branco. No centro, Mac Miller está sentado descalço dentro de um compartimento vertical e retangular de cor preta, semelhante ao interior de uma cabine de avião. Acima de sua cabeça, há uma janela de avião, por onde se vê um céu azul claro. Mac Miller veste um terno rosa claro com uma camisa branca e uma gravata estampada com tons escuros e coloridos. No canto inferior direito da imagem há o selo de “Parental Advisory Explicit Content”, indicando conteúdo explícito no álbum." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-36845" class="wp-caption-text">wimming (2018) é um dos álbuns em que Mac Miller se abre sobre sua depressão (Foto: REMember Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, os temas das 16 músicas são quase sempre os mesmos: a vontade de ser criança para sempre; a responsabilidade que está tendo com seu sucesso; a superioridade com os haters, ter várias garotas no seu pé e não se preocupar com mais nada. Porém, com sua originalidade e </span><a href="https://genius.com/artists/Larry-fisherman"><span style="font-weight: 400;">domínio musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller consegue fazer cada uma se destacar individualmente, com ritmos diferentes e batidas contagiantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ride Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, a letra é comum e sem significados profundos, mas é a sonoridade que a diferencia das outras músicas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Abaixe as janelas / aumente o sistema / Nós estamos apenas tentando andar por aí / porque nós não ligamos / Temos um tanque cheio de gasolina e alguma merda para fumar / Ei, vamos pegar a estrada”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do tom animado na maior parte do álbum, Mac também expõe seus sentimentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">All I Want Is You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira é uma música de amor, dedicada a apenas uma </span><a href="https://www.ranker.com/list/mac-miller-loves-and-hookups/celebrityhookups"><span style="font-weight: 400;">garota,</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não ‘todas as garotas me querem’, presente em várias músicas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Me falaram para nunca me apaixonar / Isso nunca funciona com você”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção já traz referências do que Miller faria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus futuros álbuns, na qual se dedica mais a expressar seu amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dedicada para o avô do cantor, em que Mac parece estar em um diálogo com ele. É uma música mais emocional, já mostrando que o rapper sabe fazer mais do que falar sobre as delícias da vida adolescente, como fez em seus futuros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/circles-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbuns muito mais profundos e que expressam os sentimentos mais íntimos do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas me sinto tão sozinho tentando lidar com sua morte / Segurando minha respiração, querendo que eu tivesse mais um dia / Querendo que você estivesse lá quando eu me formar”.</span></i></p>
<p><figure id="attachment_36844" aria-describedby="caption-attachment-36844" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids3.jpg" alt="Fotografia de estúdio que mostra Mac Miller com sua família, posando juntos diante de um fundo neutro. Ao centro da imagem, sentada, está uma senhora idosa de expressão gentil, vestindo uma jaqueta estampada colorida com detalhes em rosa, verde e dourado, colares de pérolas e uma blusa preta. Ela segura as mãos de Mac Miller, que está logo atrás, à esquerda. Mac Miller aparece sentado parcialmente atrás dela, com as mãos cruzadas sobre os joelhos. Ele usa uma camiseta branca, uma corrente prateada e um casaco vermelho. À esquerda dele está um homem jovem de camiseta cinza e calça preta, com os braços apoiados nas pernas. À direita da senhora, também sentada, está uma mulher ruiva de óculos, blusa azul e expressão sorridente. Em pé atrás dela está um homem mais velho, de óculos, cabelos grisalhos e camisa azul-escura, sorrindo levemente com uma mão apoiada no ombro da mulher à sua frente. " width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36844" class="wp-caption-text">Miller McCormick (irmão), Mac McCormick, Marcia Weiss (avó), Karen Meyer (mãe) e Mark McCormick (pai) [Foto: Karen Meyer]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo com duas músicas carregadas de emoção, Mac Miller faz um brilhante trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando todas as músicas com batidas alegres e contagiantes. Sabe aquela sensação quando você está escutando uma música e ela te dá vontade de sair por aí cantando? De quando você coloca uma música no rádio do carro e quer fazer uma cena ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i><span style="font-weight: 400;">’ </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, subir no teto solar e cantar para a cidade toda ouvir enquanto alguém dirige? É exatamente isso que define a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o sair da adolescência para o descobrimento do desconhecido mundo </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/a-dificil-arte-de-se-tornar-adulto-faz-adolescencia-se-prolongar/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de Mac ter feito este trabalho com apenas 18 anos é um grande destaque. </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/09/15/kendrick-lamar-tributo-mac-miller/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano de muito sucesso, por exemplo, teve seu destaque em 2012, com 25 anos. Kendrick inclusive era uma das inspirações de Miller e os dois artistas chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fight the Feeling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">Macadelic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">God is Fair, Sexy Nasty</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eminem, outro artista de grande sucesso, começou a brilhar aos 27 anos. Como diz na contagiante </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire Of The Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller ainda era um adolescente se formando no ensino médio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me formei / oh yes / eu acabei de me formar no ensino médio / haha”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como todos os outros </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LLpKhyESsyAXpc4laK94U?si=wo-X9auYQYmCsJ4WXP8ivA"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista os corações dos ouvintes, principalmente por trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nostalgia, de ser criança, e até por ver Mac tão feliz e animado. Este maravilhoso trabalho faz Mac Miller se diferenciar dos demais, mostrando desde o início da carreira que ainda teria um grande futuro pela frente, com obras ainda mais pessoais e bem produzidas. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: K.I.D.S." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1jzqEyjugAp9iLtRsj9LZg?si=05b6c108d21945cb&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 15:06:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. Circles foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de Swimming, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do rapper.  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/circles-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A melancolia e a esperança em Circles, de Mac Miller, completam cinco anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35336" aria-describedby="caption-attachment-35336" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum &quot;Circles&quot;, do cantor Mac Miller. São duas fotos sobrepostas, criando um efeito de movimento. Nas duas, o rapper aparece ao centro, usando uma blusa de frio preta, com a mão na cabeça. Em uma das fotos, Mac está de olhos fechados e com a cabeça tombada para o lado direito; na outra, com a cabeça parada ao centro e olhos abertos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35336" class="wp-caption-text">Circles, primeiro álbum póstumo de Mac Miller, completa 5 anos (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b><i>Ana Beatriz Zamai</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5wtE5aLX5r7jOosmPhJhhk"><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper.</span></i><span style="font-weight: 400;">  Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu para o produtor Jon Brion finalizar a obra. Se destacando como um dos poucos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">brancos – </span><i><span style="font-weight: 400;">e bons</span></i><span style="font-weight: 400;"> – desse meio, Miller se afasta um pouco do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">para se misturar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35334"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brion é um produtor e compositor americano, responsável por </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3o5EnVZNJXtfPV8tCoagjI"><i><span style="font-weight: 400;">When The Pawn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1998), de Fiona Apple e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5ll74bqtkcXlKE7wwkMq4g"><i><span style="font-weight: 400;">Late Registration</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005) de Kanye West, além de sua parceria com o diretor Charlie Kaufman nas trilhas sonoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças </span></i><span style="font-weight: 400;">(2004) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinédoque </span></i><span style="font-weight: 400;">(2008). A própria família do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a informação, em um </span><a href="https://www.instagram.com/p/B7EIkpkpHpA/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">post no Instagram</span></a><span style="font-weight: 400;">, que o produtor finalizou o disco de Mac Miller se baseando no tempo que passaram juntos e nas conversas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Jon, o projeto inicial do artista era um trio de álbuns que se complementariam. O primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2018, seria uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">song form</span></i><span style="font-weight: 400;"> – na tradução literal, forma da música, é a maneira que a obra é organizada, como refrões, pontes e versos – e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O segundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – nome que Miller já havia decidido anteriormente, seria apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">song-based</span></i><span style="font-weight: 400;"> – algo que está relacionado ou construído a partir de canções – sem o conhecido </span><a href="https://www.redbull.com/br-pt/musica-hip-hop--guia-de--estilos"><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do cantor. O terceiro projeto, sem nome e músicas conhecidas por Jon ou pelo público, seria apenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ideia era fazer álbuns com dois estilos diferentes que se complementam, formando um círculo, com o conceito sendo nadando em círculos – </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming </span></i><span style="font-weight: 400;">in </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35337" aria-describedby="caption-attachment-35337" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png" alt="O cantor Mac Miller aparece ao centro da imagem, usando uma camisa de frio. Ao fundo, sua casa, onde aparece a porta, uma parte do telhado e algumas folhas. Mac está com o cabelo raspado, mas não totalmente, sorrindo, com barba. Sua tatuagem de, aparentemente, uma rosa, aparece no pescoço. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3.png 1581w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35337" class="wp-caption-text">Mac Miller faleceu em setembro de 2018, com 26 anos, por overdose acidental com mistura de opióide, cocaína e álcool (Foto: Clarke Tolton/Rolling Stones)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mac Miller já era um grande compositor e produtor por si só. O que Brion fez foi expandir criativamente e experimentalmente seu talento, criando uma nova fase na vida musical do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse novo período, que teve início ainda no registro anterior, foi marcado por músicas com letras mais sinceras, acompanhadas pelas batidas presentes no enorme </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/57YJQe0ayvIaRZJ3PW5nFP"><span style="font-weight: 400;">currículo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Brion: minimalistas, poéticas e nostálgicas, comuns nas trilhas cinematográficas do produtor. Alguns dos responsáveis por essas batidas foram dois aliados que Jon trouxe: o baterista Matt Chamberlain (Fiona Apple) e o baixista e guitarrista Wendy Melvoin (Prince).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das exceções do álbum é a música </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem um teor mais psicodélico e futurista, até mesmo no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rGxOUnlHpGI"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;">. O som combina com a letra, que além de versos que devaneiam, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">E agora eu sei que, se viver é apenas um sonho, então nós também somos (apenas um sonho)</span></i><span style="font-weight: 400;">”, também é a faixa que Mac se mostra mais direto no pedido de socorro, em dizer que está se afundando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bom, eu preciso que alguém me salve, hmm/ Antes que eu me enlouqueça</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_35338" aria-describedby="caption-attachment-35338" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png" alt="No canto esquerdo da imagem, uma mulher usando terno e cabelo curto liso amarelo neon. No outro canto, uma mulher de calça preta com o celular na mão. Ao centro, Mac Miller aparece com um moletom bege, cabelo raspado, mas não totalmente, com a mão cobrindo a boca. Suas tatuagens da mão e dedos aparecem. Ao seu lado esquerdo, Ariana Grande faz o mesmo gesto com as mãos. Ariana está de top branco, um casaco rosa transparente, uma choker rosa, um óculos de sol rosa na cabeça, e os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. " width="770" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35338" class="wp-caption-text">Muitos fãs acreditam que a voz feminina no fundo de I Can See é da artista Ariana Grande, namorada de Mac por alguns anos (Foto: Instagram/@arianagrande)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi em </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, juntamente com </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, que Mac Miller conseguiu expressar seus sentimentos em relação à </span><a href="https://www.vulture.com/2018/09/mac-miller-interview.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua dependência em drogas. A primeira ideia é pensar que, se o álbum tem essa temática, as músicas apresentam um teor depressivo e triste, mas não é o caso – não por completo. O artista demonstra ter crescido e aprendido suas lições, encontrando paz em se deixar mostrar quem é e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CMyUoCVYCME"><span style="font-weight: 400;">o que sente</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blue World </span></i><span style="font-weight: 400;">é o exemplo perfeito para demonstrar essa evolução. Usando o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de “</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2iXNeaqJ1Ef3YZ3iEak8tU"><i><span style="font-weight: 400;">It´s a Blue World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, do quarteto The Four Freshmen, Mac intercala entre como se sente em relação às drogas e a depressão, como se o diabo (em referência às drogas) estivesse batendo em sua porta, e a esperança de que tudo vai dar certo. Em meio a uma batida mais agitada do que o restante e mais próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse mundo maluco me deixa louco</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas depois “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós nem estamos preocupados, apenas rimos, isso é maravilhoso/ Você sabe como é, não está quebrado, então não tente consertar/ Ei, um dia desses todos nós sobreviveremos, não tenha medo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Blue World" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/2hwOoMtWPtTSSn6WHV7Vp5?si=4ae444f3f4154313&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revista digital </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i><span style="font-weight: 400;">, em sua </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/mac-miller-circles/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comentou que foi muito difícil categorizar </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela quantidade de aspectos diferentes. Outras críticas descreveram o álbum como </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo-rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém não foi a partir de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o artista evoluiu seu estilo. Miller saiu de </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2009, como um </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/calbrandell/album/40489-kids-kickin-incredibly-dope-shit/"><span style="font-weight: 400;">rapaz imprudente</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">frat rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, e avançou para álbuns cada vez mais sinceros e profundos, indo desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Slide Park</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Watching Movies With The Sound Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">GO:OD AM</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, provavelmente sua obra mais completa e diversificada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, enfim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passa pelo seu lado mais profundo, mostrando o que se pode ver como créditos finais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum conta com apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, na presença de Baro Sura. A voz rouca de Mac combina com a de </span><a href="https://genius.com/a/who-is-baro-the-melbourne-singer-rapper-featured-on-mac-miller-s-hand-me-downs"><span style="font-weight: 400;">Baro</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo um bom equilíbrio e dando uma liberdade a Mac de mostrar seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de novo, mesmo que intercalado com a poesia da música, e toda essa combinação transforma a música na melhor do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hand Me Downs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Miller demonstra que o que sente não é de hoje, mas que agora está piorando: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Desde que me lembro, tenho me mantido firme, mas estou me sentindo estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O videoclipe traz pedaços da gravação e produção, com Mac tocando os instrumentos presentes na música e que, assim como a canção, trazem conforto para o fã, que sente uma proximidade do cantor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Hand Me Downs" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYEXdCCpfVQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Mac estar no ciclo do desespero à uma possível redenção, constantemente com o pensamento de que talvez morrer não seja tão ruim quanto viver, ele estende a mão ao ouvinte, como quem diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não é porque eu estou assim, que você também precisa estar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Esse suporte pode ser visto – e ouvido, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2oiKD8bPHTYNyCfj2nafJL"><i><span style="font-weight: 400;">Hands</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que destoa do restante do álbum tanto na batida quanto na letra, por ter um teor positivo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Por que você não acorda de seus pesadelos?/ Quando foi a última vez que você reservou um tempinho para si mesmo?/ Não há razão para ficar tão deprimido/ Porque carregar esse peso vai quebrar seus joelhos de vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser considerado como uma carta de despedida de Mac Miller para os fãs, já que os outros álbuns póstumos lançados até o momento (“</span><i><span style="font-weight: 400;">Faces”</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">I Love Life, Thank You” </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ANFIaCb53iam0MBkFFoxY"><i><span style="font-weight: 400;">Balloonerism</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último tendo sido lançado no aniversário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i><span style="font-weight: 400;">) foram gravados antes deste registro, só não haviam sido finalizados e divulgados. Mesmo que sem saber que seria sua última mensagem, Mac nos diz para aproveitar mais a vida, ir com calma e sem pressa, viver um dia de cada vez e depois pensamos no amanhã. Como diz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Complicated</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas dizem que querem viver para sempre/ Isso é muito tempo, vou apenas viver o hoje. [&#8230;] Antes de começar a pensar no futuro/ Primeiro, posso viver o hoje?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Circles" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5sY6UIQ32GqwMLAfSNEaXb?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Doechii resgata essência do hip-hop e se prova além do gênero com Alligator Bites Never Heal</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 16:50:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Mutti No dia 13 de Junho de 2019, uma jovem chamada Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon publicou um vídeo em seu canal no YouTube questionando o porquê da transição para a vida adulta ser tão difícil. Como poder investir nos próprios sonhos, se ela precisava pagar contas e lidar com a vida real? “Eu só quero &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alligator-bites-never-heal-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Doechii resgata essência do hip-hop e se prova além do gênero com Alligator Bites Never Heal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34830" aria-describedby="caption-attachment-34830" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1.jpg" alt="Na imagem, Doechii, uma mulher negra, está sentada em uma cadeira de madeira sobre um tapete estampado, com uma parede de fundo em tom verde escuro. Ela veste uma saia verde, uma camisa branca, sapatos marrons e meias brancas. Seu cabelo está trançado, com acessórios decorativos. A mulher segura um jacaré albino em seu colo, olhando diretamente para a câmera." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34830" class="wp-caption-text">Alligator Bites Never Heal, mixtape de Doechii, faturou três nomeações no 67º Grammy Awards (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Talita Mutti</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 13 de Junho de 2019, uma jovem chamada Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon publicou um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=04rQ4rEkgZk"><span style="font-weight: 400;">vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu canal no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> questionando o porquê da transição para a vida adulta ser tão difícil. Como poder investir nos próprios sonhos, se ela precisava pagar contas e lidar com a vida real? “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu só quero atingir meus objetivos, ser uma grande estrela, [&#8230;] mas eu sinto que preciso fazer uma escolha</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz. Arriscar continuar lutando pelos seus sonhos talvez tenha sido a melhor decisão da vida de Doechii, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usou um trecho de seu desabafo em uma das faixas de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc"><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em Agosto de 2024. Com o projeto, se tornou a terceira mulher a faturar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Rap na história da premiação, além de ter sido uma das nomeadas ao prêmio de Artista Revelação, junto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-tour-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a vencedora </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chappell Roan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-34829"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma lírica e narrativa complexas, Doechii lançou uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reafirmou seu potencial como </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> na indústria musical. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um nome e simbolismo que dão muito significado ao projeto – jacarés (tradução de </span><i><span style="font-weight: 400;">alligator</span></i><span style="font-weight: 400;">) são animais predominantes da Flórida, estado em que a compositora nasceu. Além disso, eles também são animais que conseguem se adaptar a diversos tipos de meio ambiente, fazendo com que sejam mais resistentes. Essa foi a comparação que a </span><i><span style="font-weight: 400;">cantora </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=3432s"><span style="font-weight: 400;">fez</span></a><span style="font-weight: 400;"> consigo mesma ao mostrar que ela é do tipo de artista que se perpetua em diferentes momentos e ambientes da cena, sem deixar sua essência se corromper, desenvolvendo o conceito em toda a narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compositora já havia lançado outros projetos que a colocaram nos holofotes. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2020, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0VV963BfZvQmjzZ14ai7Gu"><i><span style="font-weight: 400;">Oh The Places You&#8217;ll Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, carrega </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> virais, como </span><a href="https://youtu.be/8qnOpJfFfpU?si=UzWLOEO_9TJsUSzo"><i><span style="font-weight: 400;">Yucky Blucky Fruitcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fizeram a cantora assinar com a </span><a href="https://txdxe.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Top Dawg Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">TDE</span></i><span style="font-weight: 400;">), mesma gravadora de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2YZyLoL8N0Wb9xBt1NhZWg"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Em 2022, Doechii lançou seu segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0MndM4dEwGOjtuKE1aP2Tb"><i><span style="font-weight: 400;">she / her / black bitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">TDE</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo no ano seguinte, ela fez colaborações com grandes nomes na cena, como Kodak Black no </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=phtcAd8j6Ro"><i><span style="font-weight: 400;">What It Is (Block Boy)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que marcou sua entrada na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/hot-100/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e faturou a certificação de platina pela </span><a href="https://www.riaa.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Recording Industry Association of America</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">RIAA</span></i><span style="font-weight: 400;">). A ironia aqui é que muitos fãs que consomem </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> questionaram o tipo de artista que Doechii gostaria de estabelecer na cena. Uma </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">cantando </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">? Para o fã que ainda tem dúvidas sobre isso, ela trouxe a resposta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BOOM BAP | Swamp Session" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6skI89ZGaV4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com referências profundas aos ícones do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dita o ritmo do álbum, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve uma sequência de faixas que se interligam entre si. Há uma construção inteligente da lírica em toda a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">; sem economizar nas rimas, ela mescla o significado dos versos ao pegar palavras com diferentes significados e com sons parecidos. Inicialmente, reconhecemos uma jovem adulta narrando seus pensamentos mais sinceros e externando-os em uma sequência de três faixas. Começamos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dz-ZEblalcE"><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">BOILED PEANUTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que possuem uma temática introspectiva, com medos universais e inseguranças da artista. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">E se eu engasgar com este Slurpee? E se eu fizer sucesso?/E se meu carro explodir enquanto estou casualmente abastecendo e fumando um cigarro?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, pondera em </span><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, Doechii usa da sequência para externar os medos e enfrentá-los ao mesmo tempo. A </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não dá espaço para a vulnerabilidade.</span> <span style="font-weight: 400;">Ela não pode se dar ao luxo de ser vista como fraca. “</span><i><span style="font-weight: 400;">E se esses forem os únicos medos que levarei para o túmulo/Estou mijando em vocês, vadias, viva ou morta</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, conclui. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AfgNiEJwGWo"><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das faixas mais famosas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela traz à tona a falsidade, a mentira e o desgaste social. Doechii é agressiva e não aceita o fato de alguém estar à espreita, esperando uma brecha para atacar. Ela é impaciente com pessoas que falam, sondam e que, na verdade, não são ninguém.</span></p>
<figure id="attachment_34831" aria-describedby="caption-attachment-34831" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-800x450.png" alt="Na imagem, Doechii, uma mulher negra de 26 anos, está em pé em frente a um fundo verde escuro. Ela usa uma blusa listrada nas cores amarela, verde, azul e branco. A artista sorri enquanto segura um jacaré albino em suas mãos, olhando diretamente para a câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-2-1.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34831" class="wp-caption-text">Doechii destaca a raridade do jacaré albino como um elemento de identidade em Alligator Bites Never Heal (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A compositora parece se provar em cada verso. Ela é a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">Madonna do hip-hop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. São barras e barras afirmando que ela é a </span><a href="https://www.billboard.com/music/rb-hip-hop/kendrick-lamar-praises-doechii-1235805205/"><span style="font-weight: 400;">maior e melhor</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a forma como ela externa isso realmente faz você não querer duvidar dela. Aqui é importante citar o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> impecável. A artista constrói sua lírica de maneira fluida, parecendo que as palavras seguidas uma das outras formam um corpo que tem um encaixe perfeito no projeto. Além de investir em rimas que agradam sonoramente, ela também usa e abusa de metáforas que, para entender, é necessário prestar atenção no que ela tem a dizer. Na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">STANKA POOH</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sujo os tênis e os coloco de volta na caixa/Como se fosse os Looney Tunes de volta em estoque</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a cantora se refere à uma coleção que a animação fez com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e revela que é uma metáfora de como ela gosta propositalmente de destruir, desmontar e sujar coisas ‘brilhantes’. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Do jeito que eu venho [&#8230;] exatamente como entrei na indústria, eu só gosto de sujar as coisas e depois colocá-las de volta na prateleira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, menciona a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=3432s"><span style="font-weight: 400;">entrevista </span></a><span style="font-weight: 400;">sobre o projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma sequência mais voltada para o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista não deixa o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fora. No final do projeto, encontramos outra série de faixas interligadas entre si, mas dessa vez com uma temática e melodias diferentes. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><i><span style="font-weight: 400;">BLOOM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecemos uma menina jovem com sonhos que, até então, eram impossíveis de serem alcançados. Surge o desespero em se tornar alguém na vida que ela se orgulhe, ao mesmo tempo, é necessário saber pôr os pés no chão e lidar com o mundo real, com as pessoas ao seu redor e consigo mesma. Na faixa, ela se conecta com aqueles que se veem em uma posição parecida e estão estagnados. Só que, logo depois, Doechii muda completamente de perspectiva e tranquiliza o ouvinte em </span><i><span style="font-weight: 400;">WAIT</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma temática reconfortante que abraça e serve de apoio para aqueles que têm sonhos destruídos e estão insatisfeitos. Para ela, a vida “</span><i><span style="font-weight: 400;">é como um acordo, esperando você sacar a dela</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Se entender como ela funciona, é possível alcançar os objetivos que deseja – e aqui ela tem lugar de fala, uma vez que foi nomeada em três categorias do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2025</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘apenas’ acreditando em si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No projeto como um todo, é possível observar a sinceridade de cada faixa que Doechii compôs. </span><i><span style="font-weight: 400;">BOOM BAP</span></i><span style="font-weight: 400;"> serve como resposta para aqueles que questionam a forma como ela mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros gêneros, característica que a destaca na cena. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bouYiB94GHo"><i><span style="font-weight: 400;">DENIAL IS A RIVER</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra um acontecimento real da vida da artista, mas de uma forma dinâmica que traz o ouvinte a acompanhar uma sucessão de acontecimentos que facilmente seriam retratados em uma </span><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0096579/"><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como foi feito no próprio videoclipe.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Doechii - DENIAL IS A RIVER (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F0cdbR5ognY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale citar que o trabalho de Doechii nesse projeto não focou tanto na produção. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas faixas em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> predomina é constante e monótono. Não é como se a música não tivesse altos e baixos, pelo contrário: ela só não precisou desse recurso, bastou o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ditar a crescente de cada faixa. Usando referências fortemente ligadas à essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a compositora mostra que ela é o que o legado que o gênero forneceu. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista usa uma referência do videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z-48u_uWMHY"><i><span style="font-weight: 400;">Alright</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kendrick Lamar, ao compor uma cena cantando no carro com os membros da produtora, gesticulando enquanto canta, assim como o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AfgNiEJwGWo"><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora usa de referência </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EQzvQO2LcA4"><i><span style="font-weight: 400;">Woo-Hah!! Got You All In Check</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Busta Rhymes, que também serve de inspiração para a música de Kendrick. </span><i><span style="font-weight: 400;">Woo-Hah!!</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, cita o grupo de hip-hop The Sugarhill Gang – que, coincidentemente, utiliza o som &#8216;woo hah&#8217; inspirado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d8yGrk0Sfxg"><span style="font-weight: 400;">DJ Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos progenitores do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doechii, sem saber, trilhou o mesmo caminho que muitas figuras do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> trilharam antes dela. Ela é o tipo de artista que respeita e aprende com aqueles que a antecederam. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jml_NyEN3Rk&amp;t=750s"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela menciona nomes que a inspiraram no processo de se tornar a artista que queria ser: </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-a-film-by-beyonce-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> como mulher negra e autêntica à frente da indústria musical; </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um produtor que veio do completo nada, mas que sabia do seu potencial e provou para o mundo, através de disciplina e insistência, quem ele é. Ela acrescenta, ainda, que a virada de chave em sua vida para juntar ambição e talento para viver da Música veio por meio do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1BZoqf8Zje5nGdwZhOjAtD"><i><span style="font-weight: 400;">The Miseducation of Lauryn Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998). Diante disso, Doechii mostra que tem o repertório necessário para se tornar um dos grandes nomes da cena atual. Ela exala a cultura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo se arriscando no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, conseguindo sustentar com maestria o que produz. Ela pode fazer tudo, ou melhor, ela é “</span><i><span style="font-weight: 400;">tudo!</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como grita a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao final de </span><i><span style="font-weight: 400;">BOOM BAP</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34832" aria-describedby="caption-attachment-34832" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34832 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-800x419.png" alt="Na imagem, Doechii está de lado para a câmera, sem sorrir, segurando o prêmio Grammy em suas mãos. O prêmio é representado por um gramofone de ouro. Ela usa uma camisa social de mangas longas e está em frente a um painel do evento, ocorrido em 2 de fevereiro de 2025, na Crypto.com Arena, em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos." width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1024x536.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-768x402.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1536x804.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1-1200x629.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-3-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34832" class="wp-caption-text">Jaylah Ji&#8217;mya Hickmon se tornou a terceira mulher a ganhar o Grammy de Melhor Álbum de Rap, juntando-se a Cardi B e Lauryn Hill (Foto: Michael Buckner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedora de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem nem mesmo ter lançado seu álbum de estreia, Doechii fez um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h1whp7ndRCs"><span style="font-weight: 400;">discurso</span></a><span style="font-weight: 400;"> sincero na cerimônia de premiação que emocionou e revelou o tipo de artista que ela é. Uma sonhadora que, mesmo enfrentando diversos desafios em sua trajetória, apostou em si mesma para crescer e se orgulhar do que se tornou. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sei que tem uma garota preta, tem muitas mulheres negras me assistindo. Eu quero dizer para vocês: vocês conseguem! Tudo é possível. Se vocês quiserem, é possível. Não permitam que ninguém projete estereótipos sobre vocês. [&#8230;] Vocês são exatamente quem deveriam ser</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, afirmou em sua fala, com o gramofone em mãos. Hoje, ela serve de inspiração para outras jovens como ela, elevando a autoestima e confiança daquelas que são ou já foram rejeitadas pela sociedade. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um soco no estômago da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ainda se mantém majoritariamente masculina nos Estados Unidos. Trata-se de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transita entre diferentes gêneros ao longo das faixas, mas sem perder a essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo inovação e dinamismo ao estilo. Doechii desenvolveu o projeto a partir de experiências pessoais e vivências sensíveis, que moldaram tanto sua identidade como artista quanto como pessoa. O resultado é um trabalho sincero e transparente, que desperta a curiosidade do público sobre quem é essa jovem e qual seu potencial para o futuro na cena musical. Nesse caso, não será necessário esperar muito, já que ela anunciou seu álbum de estreia para 2025, em </span><a href="https://variety.com/2024/music/news/doechii-hitmakers-hip-hop-disruptor-alligator-bites-never-heal-1236237397/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> à revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Variety.</span></i></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Alligator Bites Never Heal" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>CHROMAKOPIA: entre caos sonoro e lírica introspectiva, Tyler, The Creator revela sua essência mais autêntica</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 16:25:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Mutti Em uma mistura de confusão e autoconhecimento, Tyler, The Creator revela seu verdadeiro ‘eu’ em CHROMAKOPIA, lançado em Outubro de 2024. Com faixas marcadas por sua produção criativa e autêntica, repletas de composições que constroem uma experiência completa e imersiva, a obra consolida a relevância do cantor na cena musical. Tyler Gregory Okonma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "CHROMAKOPIA: entre caos sonoro e lírica introspectiva, Tyler, The Creator revela sua essência mais autêntica"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34708" aria-describedby="caption-attachment-34708" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34708" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-800x800.jpg" alt="A capa de CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator, traz uma foto marcante do artista vestido com um uniforme militar e usando uma máscara que imita o formato de seu próprio rosto. Tyler, um homem negro de 33 anos, com cabelo crespo e escuro, aparece com a mão direita levantada, em um gesto que sugere que está se expressando. O fundo é predominantemente escuro, com uma faixa de luz que destaca sua silhueta, adicionando profundidade e dramaticidade à imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34708" class="wp-caption-text">CHROMAKOPIA estreou na parada musical americana Billboard Hot 200 e permaneceu no ranking por mais de três semanas (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Talita Mutti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma mistura de confusão e autoconhecimento, Tyler, The Creator revela seu verdadeiro ‘eu’</span> <span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://open.spotify.com/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=nqXebUGMQEKS45gFtykfzw"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><b>, </b><span style="font-weight: 400;">lançado em Outubro de 2024</span><span style="font-weight: 400;">. Com faixas marcadas por sua produção criativa e autêntica, repletas de composições que constroem uma experiência completa e imersiva, a obra consolida a relevância do cantor na cena musical. Tyler Gregory Okonma explora um outro lado do rap atual, com oito álbuns de estúdio na discografia, ele constroi narrativas através dos alter egos que marcam cada trabalho, junto de uma produção carregada de elementos que o difere de outros artistas da cena. Okonma externa pensamentos e temas que o assombram, refletindo cada fase da própria vida, mas sempre por trás de um personagem.</span></p>
<p><span id="more-34706"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revolta, agressividade e dificuldade de aceitação são temas predominantes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3CxknRPQLbOJRwQrNekNyU?si=Nq5bj87FR8ebzOYteEfyrg"><i><span style="font-weight: 400;">Goblin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2011), </span><a href="https://open.spotify.com/album/40QTqOBBxCEIQlLNdSjFQB?si=jYdJclUnTmyfhyBvyxjxng"><i><span style="font-weight: 400;">Wolf</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013) e </span><a href="https://open.spotify.com/album/5V3Chnpno9oTI7JSPXKUf3?si=IfLuZlStQ_-Gb0bVdk_hqA"><i><span style="font-weight: 400;">Cherry Bomb</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015). Enquanto o amor, autoconhecimento, sexualidade e solidão são tópicos presentes em</span> <a href="https://open.spotify.com/album/2nkto6YNI4rUYTLqEwWJ3o?si=Y8kZPSR7QKOUPipfGz2Z_A"><i><span style="font-weight: 400;">Flower Boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017) e </span><a href="https://open.spotify.com/album/5zi7WsKlIiUXv09tbGLKsE?si=eiQ34wacRwWtKNxORA2YyA"><i><span style="font-weight: 400;">IGOR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), álbuns em que ele expõe seu amadurecimento, fechando feridas que estavam abertas desde seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao mesmo tempo, mudando a narrativa dos alter egos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i> <span style="font-weight: 400;">não foi diferente. Logo de cara,</span> <span style="font-weight: 400;">‘T’</span> <span style="font-weight: 400;">apresenta seu novo personagem na faixa de nome </span><i><span style="font-weight: 400;">St. Chroma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco pode não ser o trabalho mais inovador de Tyler, The Creator. É certo que, se você é fã do artista, deve ter sentido certa familiaridade ao escutar </span><i><span style="font-weight: 400;">Darling, I</span></i><span style="font-weight: 400;">, composta por uma melodia parecida com </span><a href="http://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">SWEET/ I THOUGHT YOU WANTED TO DANCE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">por exemplo. Mas, mesmo usando de ritmos e estilos parecidos, o produtor traz elementos que reciclam seu próprio repertório e, de certa forma, reinventam o que ele já criou em outros trabalhos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ST. CHROMA" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/gkZ4dLMH-B8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco tem uma entrada agressiva, com sons de marcha e um suspense através do sussurro de St. Chroma e, mais uma vez, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz mágica através de sua produção. A faixa apresenta uma crescente estrondosa a cada elemento que lhe é adicionado: latidos do próprio produtor, passos, melodia,  cantos ecoantes da palavra &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; e, principalmente, os vocais de </span><a href="https://open.spotify.com/wrapped/share/share-2d02258aa2ed4c839b8a08a00ec141af?si=u8jDJtoKQ96aiVbybfMuiQ&amp;artist-id=20wkVLutqVOYrc0kxFs7rA"><span style="font-weight: 400;">Daniel Caesar</span></a><span style="font-weight: 400;">, que constroem uma atmosfera que leva o ouvinte a uma sensação de imersão total ao que está prestes a ser apresentado. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você consegue ver a luz?</span></i><span style="font-weight: 400;">” certamente, após ouvir essa música, sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as faixas foram escritas, produzidas e estruturadas por Tyler Gregory Okonma e, como em outras eras, a lírica reflete muito do que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> vive e traz à tona suas próprias reflexões sobre a vida. Mas, dessa vez,  essa </span><a href="https://genius.com/Tyler-the-creator-tomorrow-lyrics"><span style="font-weight: 400;">versão de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">T</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’ realmente se preocupa com o futuro. O tempo tem passado; sua mãe tem envelhecido; seus amigos têm construído família; sua ex já se casou. E ele? Tem uma Ferrari e algumas coisas para falar. Parece ser um misto de sentimentos, uma parte dele não se importa com o futuro, porém, quando começa a pensar em tudo o que lhe é cobrado conforme a idade, não soa como algo obrigatório, e sim como o tempo passando e ele estagnado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Okonma se vê, pela primeira vez, preocupado com o futuro. Ele mesmo não se reconhece. Não é algo característico de sua personalidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tomorrow</span></i><span style="font-weight: 400;">, décima faixa do álbum, muda de marcha com uma melodia lenta e reflexiva que parece mais íntima do que seu estilo usual. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não espere por mim, eu ficarei bem</span></i><span style="font-weight: 400;">” – a repetição desse verso ao longo da música reforça seu desejo de independência e sua relutância em se conformar às expectativas. A faixa é profundamente pessoal para o produtor, abordando medos universais sobre envelhecer e as expectativas que vêm com isso. Sua decisão de focar no </span><a href="https://open.spotify.com/track/3Umj02ZNl4d356pS1D38mn?si=cekRmrJUQza5jGrPNArCEA&amp;context=spotify:album:0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH"><span style="font-weight: 400;">medo da paternidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um mundo que está sempre mudando é identificável, e a produção delicada permite que suas letras introspectivas ecoem.</span></p>
<figure id="attachment_34707" aria-describedby="caption-attachment-34707" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34707" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1-800x450.png" alt="Na imagem, Tyler, The Creator veste um uniforme de soldado completo com acessórios que complementam o traje militar. Seu cabelo está dividido em duas partes, e ele aparece gesticulando enquanto performa uma música. O cenário é um avião antigo do exército dos Estados Unidos, onde Tyler está posicionado sobre uma das asas, criando uma atmosfera de intensidade e nostalgia histórica." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-1.png 1320w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34707" class="wp-caption-text">Em Thought I Was Dead, Tyler, The Creator, traz nomes ascendentes na cena como ScHoolboy Q e Santigold (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma conversa muito sincera, o compositor escolhe citar supostos casos de pessoas que perderam sua personalidade por tentarem provar algo para outras pessoas ou, como em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4BSR9I4ExlCJdXJo2GpBD5?si=07852f4b9f834e56"><span style="font-weight: 400;">suas palavras</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">para ter validação de gente burra e confusa</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Seja um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, um ‘riquinho’ que tenta pagar de </span><i><span style="font-weight: 400;">gangstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, um homem gay no armário, uma mãe frustrada e, no final, o próprio ‘T’.  Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Take Your Mask Off</span></i><span style="font-weight: 400;">, há uma introdução serena que prepara o cenário para uma exploração profunda de identidade e autenticidade, um tema recorrente na discografia de Tyler Gregory Okonma. Esta exploração sincera da vergonha e da autenticidade convida os ouvintes a se envolverem em uma diálogo mais amplo sobre aceitação e a coragem necessária para viver a verdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a ponte, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece estar dentro de um monólogo, falando de todas suas inseguranças e desafios que enfrentou durante sua vida e carreira. Com os vocais de Daniel Caesar, ‘T’ constrói uma faixa harmônica e tranquila, acompanhada de muito sentimento e sinceridade na lírica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Take Your Mask Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser relacionada com o próprio alter ego do álbum, que utiliza uma máscara semelhante ao rosto do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o primeiro álbum que tudo o que eu disse é verdade. É tão honesto que acho que tive que usar uma máscara com meu próprio rosto para conseguir colocar algumas dessas coisas para fora</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><a href="https://x.com/ComplexMusic/status/1851639928465265018"><span style="font-weight: 400;">afirma o artista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao falar sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o portal X.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de crescimento pessoal e autoconhecimento, o compositor aborda os desafios da fama e, em um videoclipe com possíveis referências de outros artistas, como </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=Jg5wkZ-dJXA&amp;t=399s&amp;pp=ygUTcnVuYXdheSBmdWxsIGxlbmd0aA=="><i><span style="font-weight: 400;">Runaway</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Kanye West, ele externa a paranoia que o assombra. Em outros projetos, o produtor já havia exposto como a fama se tornou um obstáculo em sua carreira e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qer3lwd5hyA"><i><span style="font-weight: 400;">Noid</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">confirmou isso. Okonma exemplifica o quão angustiante é a vida de quem tem que se submeter a esse tipo de exposição, mostrando que nem na própria casa há privacidade. Tudo é visto, gravado e registrado. Sempre há alguém olhando e, mesmo sendo uma pessoa pública,  expondo em outras músicas que é ‘o melhor da cidade’, até ele precisa de espaço. Esse alter ego de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">T </span></i><span style="font-weight: 400;">’ humaniza e mostra como a vida dele realmente é.</span></p>
<figure id="attachment_34709" aria-describedby="caption-attachment-34709" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34709" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image3-1.png" alt="Na imagem, Tyler, The Creator aparece atrás de uma cortina, olhando por cima do ombro com uma expressão de preocupação e paranoia. Ele está centralizado na composição, vestindo uma blusa de lã e brincos brilhantes que contrastam com o ambiente sombrio, reforçando a intensidade emocional do momento." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-34709" class="wp-caption-text">Tyler, The Creator expõe a própria paranóia no video clipe de Noid (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem medo nenhum de esconder que se vê como um dos ‘melhores da cena’. Com uma produção intimidadora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sticky</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um exemplo de como o disco cresce. Com a participação de GloRilla, Sexyy Red e Lil Wayne, a faixa é marcada pela energia agitada e toda a criatividade do artista. Formando uma fusão dinâmica de estilos, entrelaçando sem esforço entre </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sons experimentais. O refrão, </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=JtDutblOFik&amp;pp=ygUYc3RpY2t5IHR5bGVyIHRoZSBjcmVhdG9y"><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">A coisa tá ficando feia, feia…</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></a><span style="font-weight: 400;">, que funciona como um gancho que traz o ouvinte a crescente da música, parece estar te levando para algum lugar. Assim, prendendo o ouvinte e tocando na energia divertida e caótica da faixa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição na música é igualmente envolvente, cheia de reviravoltas imprevisíveis. O produtor brinca com </span><a href="https://x.com/tylerthecreator/status/1858217462765871370?s=46"><span style="font-weight: 400;">sons diferentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde as batidas infundidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">nos versos até os </span><i><span style="font-weight: 400;">breakdowns</span></i><span style="font-weight: 400;"> distorcidos e pesados ​​de baixo. Há uma energia frenética nas transições que mantém o ouvinte envolvido, tornando-a uma daquelas faixas que parece mais intrincada a cada audição. A disposição de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">T </span></i><span style="font-weight: 400;">’ em experimentar batidas e texturas compensa aqui, dando uma vantagem única dentro do álbum que, a cada vez que você der o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">, vai perceber algo novo que não tinha escutado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Daniel Caesar, Lil Wayne, GloRilla e Sexyy Red, </span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com a presença de nomes relevantes na cena, como </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=9Xqdfi8Chv8&amp;pp=ygUNYmFsbG9vbiB0eWxlcg=="><span style="font-weight: 400;">Doechii</span></a><span style="font-weight: 400;">, Teezo Touchdown, Latoiya Williams, Schoolboy Q, Santigold, Lola Young Childish Gambino e Willow. Escolhas que encaixaram perfeitamente no projeto. Tanto em relação aos vocais que ajudaram na composição da produção dinâmica e fantasiosa, quanto aos </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">marcados por autenticidade e potência.</span></p>
<figure id="attachment_34710" aria-describedby="caption-attachment-34710" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image4-800x450.png" alt="Na imagem, o artista caminha na direção oposta a um grupo de pessoas vestidas de terno e gravata. Ele usa roupas casuais, incluindo um colete acolchoado branco e uma blusa fina por baixo. Além disso, está usando uma máscara que imita seu próprio rosto e olha diretamente para a câmera, criando um contraste marcante com o restante da cena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image4.png 1041w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34710" class="wp-caption-text">Influente no mundo da moda, Tyler, The Creator recorre a uma estética acromata e simples em CHROMAKOPIA, dando destaque apenas ao verde (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> externa temas profundos que o assombram a vida inteira, mas, como em todo álbum, ele traz uma narrativa diferente. Os receios com a fama; a paternidade; o medo de ser insuficiente. Esses e outros temas já foram abordados pelo o rapper de </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=XSbZidsgMfw&amp;pp=ygUYZ29ibGluIHR5bGVyIHRoZSBjcmVhdG9y&amp;rco=1"><i><span style="font-weight: 400;">Goblin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=3lDqMx4rmFU&amp;pp=ygUWaWZoeSB0eWxlciB0aGUgY3JlYXRvcg=="><i><span style="font-weight: 400;">Wolf</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e seus outros discos. Entretanto, agora, vemos Tyler Gregory Okonma maduro e compreendendo questões que apenas com a idade seriam fáceis de assimilar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs de longa data, é como um reencontro, com uma sensação de nostalgia. Um pressentimento de que já vimos alguém, mas que, hoje, está totalmente diferente. </span><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre amadurecimento, aceitação e, </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/tyler-the-creator-chromakopia-listening-party-intuit-dome-1235144559/"><span style="font-weight: 400;">nas palavras do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre os conselhos que a mãe do artista dava, que só com o tempo ele pôde entender. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você nunca cansa de me impressionar; continue brilhando</span></i><span style="font-weight: 400;">”, reforça a mãe no final do álbum.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: CHROMAKOPIA" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 20:48:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana Linkin Park lançava seu sexto álbum de estúdio, The Hunting Party. A obra pode ser lida como um retorno às origens do rock mais pesado, que beira o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-hunting-party-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34415" aria-describedby="caption-attachment-34415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png" alt="Capa do álbum The Hunting Party. A imagem tem um fundo cinza superior, semelhante à fumaça, que vai em degradê para o branco na parte inferior. No centro superior, está uma criatura segurando um arco e uma flecha, que parecem ser feitos de ossos. Essa criatura não é identificável, mas tem alguns espinhos semelhantes à estalactites em cor de gelo, e se parece com uma estátua pela coloração cinza de mármore." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34415" class="wp-caption-text">A chegada desse álbum é um alívio para os fãs da banda, que voltam a bater cabeça após seu lançamento (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançava seu sexto álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZPlUjhroNd4&amp;list=PLlqZM4covn1FS2H7Aj1fpfj9TYQbEGq1h"><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra pode ser lida como um retorno às origens do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">mais pesado, que beira o visceral mas não esquece dos testes melódicos e eletrônicos de seus outros registros. Com mensagens certeiras e um ritmo perfeitamente equilibrado, o projeto é facilmente um dos melhores álbuns da discografia da banda.</span></p>
<p><span id="more-34414"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltado para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo, o disco passa longe das influências eletrônicas, com efeitos e sintetizadores, muito exploradas nos dois anteriores – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=IEBzfAqoSjSc_WLUfRr3_A"><i><span style="font-weight: 400;">A Thousand Suns</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4XHIjbhjRmqWlosjj5rqSI?si=b2LmKE9WRamPqucE0XYymA"><i><span style="font-weight: 400;">LIVING THINGS</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012). Sendo o primeiro álbum sem a produção de Rick Rubin desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003), quem tomou as rédeas da produção foram </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, talvez por isso, a nostalgia dos velhos tempos tenha batido forte em seus corações para retornar ao </span><a href="https://www.cifraclub.com.br/blog/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34416" aria-describedby="caption-attachment-34416" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg" alt="Foto para o álbum. Na imagem, os seis integrantes da banda Linkin Park estão enfileirados, um ao lado do outro, olhando para a câmera com cara de sérios. O cenário de fundo são algumas luzes comuns da cidade, fracas, e o céu escuro. Da esquerda para a direita: Dave Phoenix é um homem branco e ruivo, de cabelo com penteado moicano e barba. Está vestindo uma calça jeans preta, uma camisa preta de cola e por cima uma jaqueta cinza escuro com capuz fechada por zíper até a metade. Ele está com as mãos para trás. Joe Hahn é um homem amarelo e está vestindo uma calça preta, um casaco de moletom de mangas curtas preto com capuz, que encobre toda sua cabeça. Sua mão direita é a única visível e está ao lado de seu corpo. Chester Bennington é um homem branco, careca, e usa um alargador preto na orelha direita. Ele veste uma calça jeans cinza quase preta, uma camiseta preta e uma jaqueta preta aberta com bolsos. Sua mão direita está apoiada no bolso de sua calça. Mike Shinoda é um homem branco de ascendência japonesa, de cabelo curto e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camisa de gola e por cima uma jaqueta fechada com bolsos e estampa de folhagens. Seus braços estão cruzados na frente do corpo e em seu pulso direito há duas pulseiras pretas. Brad Delson é um homem branco, de cabelo cacheado e barba castanhos, e usa um óculos preto quadrado. Ele veste uma calça marrom, uma camisa preta de gola e por cima um blazer marrom claro. Suas mãos estão dentro do bolso da calça. Rob Bourdon é um homem branco, de cabelos médios e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camiseta marrom claro e uma camisa jeans de mangas dobradas por cima, desabotoada. Sua mão esquerda está ao lado de seu corpo." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34416" class="wp-caption-text">A cara de mau é para mostrar que não estão pra brincadeira (Foto: Brandon Cox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A riqueza do trabalho se deve, em parte, pelas participações especiais de músicos tão talentosos quanto o próprio Linkin Park. Alguns dos convidados para compor o disco são: </span><a href="https://www.pagehamiltonmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">Page Hamilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista veterano da banda Helmet; </span><a href="https://www.instagram.com/thegodrakim/"><span style="font-weight: 400;">Rakim</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense considerado um dos melhores de todos os tempos pela </span><a href="https://www.billboard.com/lists/best-rappers-all-time/13-rakim/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/tommorello/"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista do Rage Against the Machine e ex-Audioslave. Percebeu alguma coisa em comum entre eles? A escolha de chamar vários guitarristas para a composição do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente para acrescentar mais agressividade através deste instrumento. Nada é por acaso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0MXVAogKEMU"><span style="font-weight: 400;">ideia do nome</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi a primeira que surgiu à mente. Inicialmente, o álbum se chamaria </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnivores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de carnívoros mesmo, mas isso seria muito óbvio para a intenção que eles queriam. A analogia veio de uma conversa onde o herbívoro estaria ligado à passividade e, de acordo com as vontades da banda no momento, eles queriam ir contra a maré que os músicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam se dirigindo. O carnívoro estaria ligado à ideia de ir atrás das suas necessidades, dos seus objetivos, já que um selvagem vive assim porque precisa, não porque quer. Já o </span><i><span style="font-weight: 400;">hunting party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um grupo de caça e, ao contrário do carnívoro, ele faz a escolha desse estilo de vida. Eles escolheram, pela paixão de fazer diferente, voltar para seus instintos selvagens.</span></p>
<figure id="attachment_34417" aria-describedby="caption-attachment-34417" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg" alt="Foto de show do Linkin Park no Brasil. Na imagem, aparecem Chester e Mike em cima do palco, e ambos estão cantando. Em foco, do lado direito da imagem está Chester, que segura um microfone de chão com as duas mãos. Ele é um homem branco, careca e com tatuagens nos dois braços. Veste uma calça preta, uma regata preta com um círculo estampado no meio e alguns detalhes dentre dele e um óculos escuro quadrado. Ao fundo, do lado esquerdo da imagem e um pouco desfocado, está Mike, atrás de um apoio com um teclado em cima. Ele é um homem branco com ascendência japonesa e tem barba castanha. Ele veste uma camiseta verde musgo e um boné preto com detalhes em verde. Na frente de Chester está uma caixa de som grande e metalizada, que cobre ele até os joelhos, e junto com o teclado na frente de Mike está uma bandeira do Brasil com o logotipo do Linkin Park dentro da parte azul da bandeira. O fundo é escuro e bem nos cantos centrais tem dois iluminadores de palco verdes." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34417" class="wp-caption-text">Para sorte dos fãs brasileiros, a banda voltou ao nosso país pela quarta vez em uma turnê mundial (Foto: Marcelo Godoy)</figcaption></figure>
<p><a href="https://youtu.be/ZPlUjhroNd4?si=hIY231KA5g1fFqWd"><i><span style="font-weight: 400;">Keys to the Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma prévia do que o Linkin Park quis trazer. A maior parte dos elementos do disco já estão nessa faixa, que chega assustando os desavisados com os gritos de </span><a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, cheios de efeito vocal. Existe um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a melodia cai bem entre a explosão de Bennington e as rimas de Shinoda. Já a letra soa um pouco agressiva, sem sentido e, em alguns momentos, como uma ameaça para quem subestimá-los. A guitarra se faz muito presente e, junto com a bateria comandada por </span><a href="https://www.instagram.com/robbourdon/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;">, elevam a faixa para um outro patamar, mostrando para o que vieram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de começos estranhos, </span><a href="https://youtu.be/DVPbR_r8XLU?si=Jd1MJdRVAXWd_Bi0"><i><span style="font-weight: 400;">All for Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra nessa categoria, uma vez que não é possível decifrar o que faz barulho em seu início. Apesar da dúvida, a guitarra fortíssima de Delson entra em seguida para destruir qualquer devaneio que invade a cabeça antes da música começar. Além do guitarrista original, não podemos esquecer da participação brilhante de Page Hamilton, que contribuiu para o </span><a href="https://youtu.be/TkAn7Zg16ps?si=diOJhN6DpoTrHoqb"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontecer na faixa. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> falando sobre honra também está sob holofotes e, logo no final, surge uma trilha sonora de filme dramático fazendo ponte para a próxima faixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 45 minutos de duração, divididos entre 12 faixas, cinco delas foram escolhidas a dedo – e provavelmente, com dificuldade – para serem </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://youtu.be/YGlP-MY9oxc?si=JC9I2Omte8KL3w3T"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty All the Same</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro deles; arrebatador, traz toda a força da união entre guitarra e bateria nos primeiros segundos. É importante destacar o que essa guitarra faz durante a canção, já que há solos por toda a duração da faixa; os melhores solos de todo o álbum, inclusive. Além do básico para fazer um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda utiliza efeitos eletrônicos para compor a melodia. Chester Bennington conduz os vocais de maneira calma até a chegada da parte rimada, que expõe uma letra bem política. Eles dão o recado e o veredito final, o sistema é culpado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Guilty All The Same (Official Lyric Video) - Linkin Park (feat. Rakim)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cEaEdLQbAFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O recurso de faixa introdutória, aquela que seria uma mais curta, utilizado pela banda em álbuns anteriores (como em </span><a href="https://youtu.be/Me7TJDHCELk?si=mdPlDe8Fi2QR7aRE"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do </span><a href="https://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também deu as caras no disco. </span><a href="https://youtu.be/OmdVqbHmfJo?si=1kT9rSIekq8_DRnY"><i><span style="font-weight: 400;">The Summoning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um respiro para o público se recuperar do estrondo que as três primeiras canções fazem. No pós recuperação, </span><a href="https://youtu.be/dTgor60kaZk?si=8UbYMUeyAJ5nepWu"><i><span style="font-weight: 400;">War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> destrói a calma recentemente instaurada para dar lugar ao bate cabeça pesado. Na música, existem vários elementos interessantes, como a mudança de ritmo entre o refrão e o restante da faixa, os vários gritos, o </span><a href="https://blog.planetamusica.net/como-fazer-drive-na-voz/"><i><span style="font-weight: 400;">drive</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz e, para variar, mais um solo de guitarra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao retorno pro </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> raiz dos primeiros discos, </span><a href="https://youtu.be/h6sFG7qOd4A?si=YIqFfS__qpioCn6G"><i><span style="font-weight: 400;">Wastelands</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é música para os ouvidos de quem curte o gênero. Ela carrega um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os detalhes eletrônicos de </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, além da identidade fortíssima da bateria de Rob Bourdon. Sua letra é bem representativa para os jovens de hoje em dia vivendo em meio ao caos climático e humanitário: “</span><i><span style="font-weight: 400;">o futuro escapa/e sua esperança se transforma em medo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><a href="https://youtu.be/R7D_BljUNi8?si=QjbrGlQg59aU2n4u"><i><span style="font-weight: 400;">Until It’s Gone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das canções mais ‘comuns’ do álbum, sem grandes experimentações evidentes, apesar de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela pode parecer meio batida para o estilo deles, um pouco ‘mais do mesmo’, e ainda assim tem seu valor. Todos esses adjetivos são porque a faixa é mais calma e não tem nenhum </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, novamente, quem brilha é Bourdon, juntamente com o baixista Dave Phoenix.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Until It&#039;s Gone [Official Music Video] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oM-XJD4J36U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do conceito comum, </span><a href="https://youtu.be/OCy5461BtTg?si=yrwO1D7aBy4nUZOv"><i><span style="font-weight: 400;">Rebellion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mais uma das músicas que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 2000. A introdução, já com um solo de Brad Delson logo de cara, só aumenta o frenesi que a faixa carrega consigo. E parte dessa energia visceral se dá pela participação do ícone </span><a href="https://www.instagram.com/daronmalakian/"><span style="font-weight: 400;">Daron Malakian</span></a><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.instagram.com/systemofadown/"><span style="font-weight: 400;">System Of A Down</span></a><span style="font-weight: 400;">. O guitarrista incorpora muito do estilo que toca originalmente, com mais peso nas guitarras e bateria, e o resultado disso é achar que está ouvindo uma música do próprio ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSvFpBOe8eY"><span style="font-weight: 400;">SOAD</span></a><span style="font-weight: 400;">’. E isso é um elogio! O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é brutal, tanto em ritmo quanto em letra; é uma constante entre gratidão e insatisfação pelos que não são sortudos como nós somos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/6Ab4KKjQfjo?si=6lLdSMxbwca_Pzuv"><span style="font-weight: 400;">criação visual do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ilustrações foram feitas com base na ideia dos carnívoros, de ferocidade e instinto, tanto é que a própria capa do disco e demais conteúdos disponíveis são quase que indecifráveis. Os responsáveis pelo desenvolvimento artístico são Joe Hahn, </span><a href="https://www.rickeykim.com/linkinpark"><span style="font-weight: 400;">Rickey Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor criativo da banda, e </span><a href="https://www.instagram.com/frankmaddocks/"><span style="font-weight: 400;">Frank Maddocks</span></a><span style="font-weight: 400;">, vice-presidente criativo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. A Arte é minimalista e combina com a </span><a href="https://www.weststudio.com/project/linkin-park-hunting-party"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> escolhida pelo Linkin Park para essa produção, mas não deixa de ser uma incógnita sobre o que está em destaque. É uma criatura fictícia? Um humano ou um monstro? As respostas são subjetivas para o imaginário de cada um de nós. </span></p>
<figure id="attachment_34418" aria-describedby="caption-attachment-34418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg" alt="Imagem criada para o álbum. Na foto, o fundo é totalmente preto e, no centro, está um desenho em 3d de uma criatura não identificável lutando contra uma pessoa pouco definida. A composição desses dois seres é cinza e varia entre tons mais claros e mais escuros dessa cor. Alguns elementos que dá para ver claramente são algumas flechas na parte superior da criatura, algumas ondas que parecem ser feitas de tecidos envolvendo esse ser, e mãos e braços de ambos que dão esse entendimento de luta entre eles." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34418" class="wp-caption-text">O que você entende quando vê essa imagem? Nem os fãs sabem (Foto: West Studio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito instrumental, </span><a href="https://youtu.be/l65UelU95O8?si=Dg6RxsHstzRs7HJj"><i><span style="font-weight: 400;">Mark the Graves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem foco em mostrar a força e delicadeza dos elementos utilizados na gravação. Um exemplo disso é a diferença – literalmente – gritante entre o início e o fim da faixa, alternando entre uma voz doce para uma bem rouca. Ela pode parecer um pouco entediante no meio, porém ainda é agradável de se ouvir. Já </span><a href="https://youtu.be/mjgdHSwWfhE?si=RYppN7u4FOOXvKoa"><i><span style="font-weight: 400;">Drawbar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra música com aspecto de ‘ponte’, nos levando para as canções finais, que têm uma pegada mais diferente do restante do disco. Mesmo sem vocais, ela nos mostra o resultado do </span><a href="https://youtu.be/0sf0Uu5XSGQ?si=pdz-u8QwpFs8Ujvh"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos últimos álbuns. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, </span><a href="https://youtu.be/i8q8fFs3kTM?si=AHHqPZFHcFRRFcA7"><i><span style="font-weight: 400;">Final Masquerade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, soa um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8sgycukafqQ"><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além da letra mais romântica, que mostra uma desilusão, as cordas aparecem de maneira muito mais suave em comparação com o restante do álbum, mas fazem diferença ao trazer esse tom mais melódico. A bateria também tem grande destaque, e, nos momentos mais silenciosos da faixa, quem dá as caras são os efeitos sonoros em cima de instrumentos como o teclado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma música de seis minutos e meio, </span><a href="https://youtu.be/FkDrVL8Tsuw?si=kHkgF1WBLu_bn_xm"><i><span style="font-weight: 400;">A Line In The Sand</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é verdadeiramente apoteótica. Mike Shinoda se destaca, tanto rimando quanto nos vocais, dando um recado através da letra, lembrando que o </span><i><span style="font-weight: 400;">karma</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha. Com efeitos eletrônicos bem encaixados entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há uma variação grande entre os ritmos durante a faixa e a gente pode ouvir: calmaria, gritos, rimas, solos de guitarra e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mkgw-bxXvMM"><span style="font-weight: 400;">presença estrondosa da bateria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, esses dois últimos instrumentos, rápidos da maneira que foram tocados, são os responsáveis por retomar esse ritmo totalmente contagiante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado volta para encerrar a canção e o álbum com o melhor do que o Linkin Park pode dar ao público. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linkin Park - A Line In The Sand (Rock In Rio USA 2015) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MR6-NHiFiXs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a repercussão do disco foi positiva tanto entre fãs quanto com a crítica. Pelo lado dos admiradores, a satisfação se deve pelo retorno ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado que a banda fazia na década de  2000 – reclamação que era feita desde o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando o Linkin Park deu um tempo para experimentar novos ritmos e migrar momentaneamente para o </span><a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na terceira posição do </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">US Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, e conquistou o pódio na categoria Álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os críticos culturais do jornal britânico </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2014/jun/12/linkin-park-the-hunting-party-review"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também elogiaram o trabalho da banda e a volta para suas origens mais agressivas, concedendo três estrelas de cinco para a produção. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Hunting Party: 6.17.14 (Extended Trailer) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yNbiIkIWpZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=GCWRbxWERBmmgRS1m8OHZg"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo das produções anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda evolui e resgata suas origens, mas sem abrir mão da inovação que descobriram no meio do processo criativo. Quem realmente se destaca durante os 45 minutos de som agressivo é o guitarrista Brad Delson, que merece palmas por manter tão bem o ritmo contagiante durante seus incontáveis solos. Ainda que Kid Abelha diga em sua canção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Quero</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984),</span> <span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">solos de guitarra não vão me conquistar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os desse álbum já conquistaram muitos. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é saudosista bem como inteligente; resgata o público antigo e mantém os fãs alinhados com a ideia mais voltada para o eletrônico/</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma das produções mais pesadas da banda, tanto em sonoridade quanto em letras e, para quem é do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco é um chamado para gritar com o instinto mais brutal que existe dentro de cada um.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Hunting Party" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3XB2yloP7l00tEUmaODtVi?si=RCXuylR0QgWzHP_5Dvv0Vw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>The College Dropout: há 20 anos, uma revolução na indústria musical se iniciava</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 14:16:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sinara Martins Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum: The College Dropout. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário Jeen-Yuhs (2022), até ser aprovado pela produtora Roc-A-Fella, em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-college-dropout-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The College Dropout: há 20 anos, uma revolução na indústria musical se iniciava"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34145" aria-describedby="caption-attachment-34145" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34145" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college.jpg" alt="Capa do CD The College Dropout. Fotografia retangular com fundo branco. Na parte central está um mascote de urso marrom, em tamanho humano, sentado em madeiras marrom. Está vestindo um blazer marrom, moletom laranja e calças jeans. Suas mãos estão apoiadas no joelho. Enquadrando a foto, há uma moldura dourada com dois anjos em cada lado, encontrados na parte central dos lados. No canto inferior direito, há um retângulo e dentro dele, em fundo preto, está escrita a palavra Parental. Logo abaixo, outro rótulo, dessa vez maior, escrito em fundo branco a palavra Advisory. Logo abaixo, em um retângulo proporcional ao da palavra Parental, em fundo preto, está escrito Explicit Content, que significa conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/the-college-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34145" class="wp-caption-text">The College Dropout, álbum de estreia de Kanye West, soma mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente (Foto: Roc-A-Fella)</figcaption></figure>
<p><b>Sinara Martins</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum:</span><a href="https://open.spotify.com/album/4Uv86qWpGTxf7fU7lG5X6F?si=0kTqt4yqTf6KdcHriGSrIg"> <i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário </span><a href="https://www.netflix.com/title/81426972"><i><span style="font-weight: 400;">Jeen-Yuhs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), até ser aprovado pela produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Roc-A-Fella, </span></i><span style="font-weight: 400;">em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não procurasse outras gravadoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando finalmente lançado, em 2004, o disco foi responsável por consolidar a carreira musical de Ye e debutou em segundo lugar nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">da parada musical estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, venceu as categorias de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Melhor Canção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jesus Walks</span></i><span style="font-weight: 400;"> no</span><a href="https://www.grammy.com/awards/47th-annual-grammy-awards"> <i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do ano seguinte. Somado a suas vitórias, o álbum ainda coleciona outras dez indicações na premiação.</span></p>
<p><span id="more-34144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ambiente impossível de separar o artista da obra, vale ressaltar: Kanye West é genial somente no âmbito musical. É inadmissível defender suas </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/organizacao-de-direitos-humanos-chama-atencao-para-antissemitismo-de-kanye-west.phtml"><span style="font-weight: 400;">falas e atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente imorais, que ferem </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/04/03/racismo-antissemitismo-e-homofobia-o-que-alega-ex-funcionario-em-novo-processo-contra-kanye-west.ghtml"><span style="font-weight: 400;">direitos humanos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e praticam discursos de ódio com diversos grupos sociais, tornando necessário a conscientização de que suas ações individuais não devem ser defendidas e propagadas.</span></p>
<figure id="attachment_34146" aria-describedby="caption-attachment-34146" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-grammy.jpg 976w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34146" class="wp-caption-text">Kanye West ganhou seu primeiro Grammy logo em seu disco de estreia, em 2005 (Foto: KMazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Focando apenas em West na cena da Música, uma coisa é inegável: ele contribuiu imensamente para a renovação do cenário. Suas composições do álbum mudaram os parâmetros da abordagem de temas nas faixas dos discos de </span><a href="https://www.muzicado.com/50-anos-do-hip-hop-a-evolucao-de-um-movimento-cultural/"><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop,</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma vez que saiu do convencional da época e serviu de inspiração para diversos artistas, inclusive Travis Scott. Foi uma grande inovação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Digno de prêmios, o disco contém 21 faixas, dentre elas</span> <a href="https://youtu.be/W0VnPiyXSRQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">All Falls Down</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/mn77gzjBl1U?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Spaceship</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/f9wJBdFy6sQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Jesus Walks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/VAJKNyOLj8c?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Two Words</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/JwAjANmjajc?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Family Business</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/AE8y25CcE6s?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Through The Wire</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/pwkYUhePecQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Slow Jamz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  Produzido exclusivamente por Kanye West, há uma mistura bem executada de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> de outros gêneros musicais, como </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que combinam com as suas colaborações musicais: de Jamie Foxx até Jay-Z e Ludacris.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A respeito do conceito da obra, o título fala por si só: retrata a saída de Kanye West da faculdade em uma tentativa de </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/kanye-west-fala-sobre-aniversario-de-dez-anos-de-icollege-dropouti/"><span style="font-weight: 400;">priorizar seus sonhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para se tornar músico, com sua intenção de promover uma mensagem sobre acreditar em si mesmo. Sob essa estética, na capa do álbum, West usa uma emblemática fantasia de urso, que remete à ideia dos mascotes de times escolares. </span></p>
<figure id="attachment_34147" aria-describedby="caption-attachment-34147" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/kannye-e-urso-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34147" class="wp-caption-text">A fantasia de urso, usada por Kanye para promover The College Dropout, está sendo vendida por 1 milhão de dólares (Foto: Frank Micelotta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com produções em um estilo que faz alusão ao ambiente escolar e uma abordagem de assuntos que </span><a href="https://raplogia.com.br/jeen-yuhs-e-the-college-dropout-eu-sinto-falta-do-old-kanye/"><span style="font-weight: 400;">saíam completamente das concepções padrões</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o músico incorporou uma perfeita combinação do tradicional </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está presente nas ruas aos inovadores temas que o álbum também retrata. No conjunto da obra, o artista retrata a família moderna em </span><i><span style="font-weight: 400;">Family Business</span></i><span style="font-weight: 400;">, o consumismo e materialismo em </span><i><span style="font-weight: 400;">All Falls Down</span></i><span style="font-weight: 400;">, o falido sistema de educação norte-americano na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">School Spirit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e critica o mundo profissional em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spaceship.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre as letras, ao escrever</span> <a href="https://youtu.be/MYF7H_fpc-g?si=_NoERC8aCmJ8z_ga"><i><span style="font-weight: 400;">Jesus Walks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o artista desafia todo modelo padronizado do estilo musical que canta e mostra que é, sim, possível fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">sobre Jesus, em uma atmosfera onde parecia proibido misturar</span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">hip</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e religião</span></a><span style="font-weight: 400;">. No ano seguinte, a canção de Ye é simultaneamente indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas categorias Melhor Canção de Rap e Música do Ano, mostrando que veio para triunfar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto alto do álbum, marcado por </span><a href="https://youtu.be/AE8y25CcE6s?si=9tuwQZkTIKte1TFU"><i><span style="font-weight: 400;">Through The Wire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, retrata a grande e devastadora reviravolta na vida do cantor: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kanye-west-diz-que-acidente-de-carro-em-2002-teria-desenvolvido-sinais-de-autismo/"><span style="font-weight: 400;">um acidente de carro quase fatal</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pela quebra de sua mandíbula. Ao gravar a faixa, ainda com sua mandíbula entre ferros, na cama do hospital, o músico aborda inúmeros temas; do amor até sua aspiração pelo sucesso, determinação e vontade de superar a dor.</span></p>
<figure id="attachment_34148" aria-describedby="caption-attachment-34148" style="width: 648px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34148" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/ye.jpg" alt="Foto do cantor Kanye West recebendo seu primeiro disco de Platina. A imagem é retangular com fundo preto. Na parte esquerda, há uma pessoa vestindo uma fantasia felpuda de urso marrom com olhos marrons e focinho bege, camiseta cinza estampada com a cabeça de um urso marrom de pelúcia, calça preta e está com o braço levantado, fazendo com as mãos o símbolo de um coração. Logo à frente do urso, há uma mesa coberta por um pano de mesa preto e, em cima dela, um copo branco e algumas camisas brancas dobradas. Na parte central esquerda, um homem negro de cabelo raspado e cavanhaque, usando um óculos modelo aviador, vestindo uma blusa de manga comprida branca e calça cargo bege, está segurando um quadro emoldurado de cor dourada, com a foto do artista Kanye West em pose de triunfo, vestindo uma camisa de manga comprida com listras azuis e amarelas e, ao lado, as palavras “Kanye West The College Dropout” e a capa do álbum, composta por um mascote de urso marrom, em tamanho humano, sentado em madeiras marrom. Está vestindo um blazer marrom, moletom laranja e calças jeans. Suas mãos estão apoiadas no joelho. Enquadrando a foto, há uma moldura dourada com dois anjos em cada lado, encontrados na parte central dos lados. Ao lado do homem, na lateral direita da imagem, com o braço esticado para pegar a moldura, está Kanye West sorrindo. O artista tem um cavanhaque, está usando uma blusa preta com listras coloridas, jaqueta cinza e calças jeans e uma corrente de ouro." width="648" height="473" /><figcaption id="caption-attachment-34148" class="wp-caption-text">Kanye West venceu 124 prêmios em 387 indicações, incluindo 24 Grammys (Foto: Tim Mosenfelder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Kanye West alcançou um marco na indústria musical e é isso que o torna tão distinto. Ao ser precursor da inovação da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> quebrando os padrões dos temas de composições da época, inspirou inúmeros artistas. De Travis Scott a </span><a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/paul-mccartney-diz-que-rapper-kanye-west-e-um-monstro-que-o-inspira.htm"><span style="font-weight: 400;">Paul McCartney</span></a><span style="font-weight: 400;">, passando por Kid Cudi, J. Cole e Childish Gambino, o músico recebe um enorme grau de admiração no mundo da Música e influência em álbuns de diversos artistas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Utopia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), </span><i><span style="font-weight: 400;">Be</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><i><span style="font-weight: 400;">Views</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016),</span><i><span style="font-weight: 400;"> At.Long.Last.A$AP </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Lifted (2005).</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao alcançar </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/2004-02-28/"><span style="font-weight: 400;">notoriedade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i><span style="font-weight: 400;">, West se tornou uma promessa musical. Depois do sucesso, a indústria nunca mais foi a mesma, uma vez que o disco mostrou a possibilidade da abordagem de outras temáticas nas canções de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, outros artistas seguiram os passos dele e trouxeram mais pautas à cena, como é possível observar nos dias atuais. Mesmo após 20 anos, a influência de </span><i><span style="font-weight: 400;">The College Dropout</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cena da música é nítida, única e crucial para toda a nova geração de artistas do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The College Dropout" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4Uv86qWpGTxf7fU7lG5X6F?si=ipr5xa7lQ7eeslWmLjlkPQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Djonga roubava a cena com Ladrão e provava que um raio pode cair  mais que duas vezes no mesmo lugar</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 16:27:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tharek Alves Em 2017, no lançamento de seu primeiro álbum, Heresia, Djonga havia carimbado seu nome no meio do rap nacional, com uma estreia abaladora o suficiente para alavancar as expectativas em cima de suas próximas obras. Porém, o rapper dobrou a aposta em 2018 e superou todas as expectativas com O MENINO QUE QUERIA &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ladrao-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Djonga roubava a cena com Ladrão e provava que um raio pode cair  mais que duas vezes no mesmo lugar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34110" aria-describedby="caption-attachment-34110" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34110" class="wp-caption-text">A capa e o título do álbum Ladrão fazem referência ao personagem Robin Hood, colocando o rapper mineiro roubando dos ricos para dar aos pobres (Foto: Gravadora Ceia)</figcaption></figure>
<p><b>Tharek Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, no lançamento de seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Mlk1lNZ2pzDxvLhLDVUw2?si=VwrC0Eg3Q_S8me4DN4V0zA"><i><span style="font-weight: 400;">Heresia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga havia carimbado seu nome no meio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, com uma estreia abaladora o suficiente para alavancar as expectativas em cima de suas próximas obras. Porém, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> dobrou a aposta em 2018 e superou todas as expectativas com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/04iHzaSGrOo5MgBY7R2PbX?si=DzIx9fvySW6pLXrrfNac4g"><i><span style="font-weight: 400;">O MENINO QUE QUERIA SER DEUS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tão abalador e marcante quanto seu antecessor. Visto na época como novo nome do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><a href="https://www.significados.com.br/mainstream/"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mineiro tinha uma árdua missão de manter a qualidade em seus próximos lançamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como os antecessores e os que viriam posteriormente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/djonga/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> também lançou seu terceiro álbum em 13 de Março e provou, mais uma vez, que raios podem sim cair no mesmo lugar. Intitulado </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os discursos presentes nas músicas ficaram ainda mais objetivos, com críticas incisivas ao racismo e desigualdade social, além de assumir, de fato, o papel de protagonista não só na luta antirracista, como também, no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional.</span></p>
<p><span id="more-34107"></span></p>
<figure id="attachment_34111" aria-describedby="caption-attachment-34111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-800x369.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo descolorido, na branca, e bigode preto. A fotografia enquadra o cantor apenas do peito para cima. Ele usa camiseta branca e uma blusa de frio, com zíper aberto, também na cor branca. No rosto, Djonga usa um óculos de armação fina, na cor preta, com lentes ovais na cor laranja. Sua mão esquerda aparece na fotografia, levantada até a altura do queixo, fazendo um símbolo de OK, encostando o dedão e o dedo indicador e formando um círculo." width="800" height="369" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-800x369.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-1024x473.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-768x354.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34111" class="wp-caption-text">Djonga não poupa palavras e critica incisivamente a branquitude e suas estruturas nas letras de seu terceiro álbum (Foto: Marcelo Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa-título, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1SoVbAACWECOhsVZY4M1Jb?si=7b2cdc2337104276"><i><span style="font-weight: 400;">LADRÃO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue sintetizar bem o sentimento do disco. Nela, o cantor fala sobre os lugares que conseguiu acesso graças a sua fama e dinheiro, além da maneira como ele usa disso para devolver ao povo preto e pobre. Contextualizada na realidade do mineiro, a letra o retrata como uma espécie de Robin Hood, um herói do povo retratado, obstinado a tirar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e devolver aos seus. Por diversos momentos, a canção ainda faz críticas às apropriações culturais recorrentes na Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exemplo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hTUEjPmX0tE"><i><span style="font-weight: 400;">JUNHO DE 94</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga questionou sua própria posição por diversas vezes durante seu segundo álbum, porém, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trfuqjFx_XE"><i><span style="font-weight: 400;">HAT TRICK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa debutante, demonstrou que, agora, o caminho adotado seria completamente oposto. Referenciando  um termo do futebol utilizado quando um jogador faz três gols na mesma partida, o cantor reconhece o novo disco como acerto e, ressoando um forte “</span><i><span style="font-weight: 400;">abram alas pro rei</span></i><span style="font-weight: 400;">” no refrão, deixa clara a mudança de visão que terá sobre si nas músicas. Encerrando-a com uma poesia, a primeira faixa demonstrava o golaço que Gustavo Pereira Marques (nome de nascença de Djonga) estava para fazer.</span></p>
<figure id="attachment_34112" aria-describedby="caption-attachment-34112" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image7.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo na cor preta e bigode, também preto. Na imagem, o cantor está sentado em uma cadeira de madeira marrom escuro, semelhante a um trono. Ele está sem camiseta e usa uma capa vermelha de veludo, além de possuir diversos colares, correntes e pulseiras, todos em prata. Djonga também veste uma bermuda jeans com rasgos na região da coxa, além de um cinto com fivela. Na cabeça, o cantor usa uma coroa, na cor dourada." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-34112" class="wp-caption-text">Para muitos, Djonga é o principal nome dentre os que ascenderam no rap nacional no fim da década de 2010 (Foto: Naio Rezende)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">fiado nos versos, o cantor mineiro usa de um vasto repertório de referências, que bebem da Música, política, história, Literatura e Cinema. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1WG10G8jrqeLQlzBEsTBnd?si=efa3e9984c8245a8"><i><span style="font-weight: 400;">BENÉ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5ZlkC10Zh6CoNBHuXfFT97?si=9269e8bb4c574c61"><i><span style="font-weight: 400;">DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retratam bem essa criatividade, mesclando o título e tema das músicas com obras cinematográficas clássicas do imaginário brasileiro.</span> <span style="font-weight: 400;">Em referência ao personagem homônimo do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-de-deus-tropa-de-elite/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa relata a proximidade do tráfico com a juventude periférica, mostrando os males do envolvimento nessa atividade e fazendo um apelo para que não sigam o mesmo caminho. No filme, o personagem que dá nome a faixa é um jovem preto periférico que se envolve com o tráfico e melhora suas condições financeiras, porém, acaba morto por sua ligação  com atividades criminosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a linha de referências ao Cinema nacional, Djonga, em parceria com o carioca </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7gJN8W0589FisSYJS17K54"><span style="font-weight: 400;">Filipe Ret</span></a><span style="font-weight: 400;">, entrega </span><i><span style="font-weight: 400;">DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL</span></i><span style="font-weight: 400;">, com fortes críticas às desigualdades sociais do país. Entretanto, a música deve muito ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">filme de Glauber Rocha</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficando cansativa em seus seis minutos de duração.Uma repetição sonora que tenta ser uma proposta diferente de métrica, mas acaba chata e enjoativa. Os versos que tentam ser divinos se chocam com um </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> diabólico dentro da terra ensolarada que é todo o álbum.</span></p>
<figure id="attachment_34113" aria-describedby="caption-attachment-34113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-800x535.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo na cor preta, e bigode, também preto. Na fotografia, o cantor está enquadrado apenas na região do busto. Ele não veste camiseta e usa correntes prateadas, junto com guias espirituais, colares usados em religiões de matriz africana, uma na cor azul e outra na cor branca. O cantor sorri e olha para cima de seus ombros, para o lado esquerdo da imagem. Aos fundos, na parte esquerda, há uma parede com alguns quadros de fotos, além de uma estante com porta-retratos, já na parte direita, há uma geladeira." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-800x535.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-1024x684.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-1200x802.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1.png 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34113" class="wp-caption-text">Além de feats em suas próprias músicas e participações nas obras de outros artistas, Djonga criou o selo musical, A Quadrilha, para apoiar e dar mais visibilidade a artistas mineiros (Foto: Lucas Tomaz Neves)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Característica sempre presente em seus álbuns, Djonga convida para seus </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> artistas do cenário musical de Belo Horizonte, e com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi diferente. Tendo o refrão cantado pelo mineiro MC Kaio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3kGLn0fgxyVxLqW5Vv9B8U?si=8289bb88b6684069"><i><span style="font-weight: 400;">TIPO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre o padrão de mulher com quem o artista se relaciona, usando e abusando de um romantismo carnal e sensual. Além disso, a presença do </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> JNR Beats na produção da faixa entrega algo que difere (muito positivamente) do restante das faixas do álbum, em um </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> leve e sedutor que conversa muito bem com a proposta da música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas as parcerias mineiras não se restringiram a apenas um som. Assim como seu título, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4gqRazNyuPZ2ivnnhwjZJy?si=90b20d13734c490a"><i><span style="font-weight: 400;">VOZ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu a fala para que dois grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de BH, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/doug-now/"><span style="font-weight: 400;">DougNow</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Chris MC, se reunissem com Djonga e, assim, os três brincassem de fazer Música. Gustavo e Doug relatam em seus versos as violências que pretos e periféricos passam diariamente, refletindo sobre amizades já perdidas e, como, surpreendentemente, eles conseguiram se esquivar disso e permanecer vivos. Chris MC fica responsável pelo refrão, no qual reforça que, mesmo a visão da sociedade sobre pretos favelados não tendo mudado, eles resistirão sendo quem são, ainda que morram com isso.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Sua visão sobre mim ainda não mudou</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Não vai ser da forma que tu quer</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sempre faço questão de ser quem sou</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mais honrado morrer sendo quem é e tamo aí</span></i></p>
<p style="text-align: right;">                                                                    -Chris MC em &#8220;Voz&#8221;</p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos seus álbuns anteriores, as ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">love songs</span></i><span style="font-weight: 400;">’ foram pontos marcantes. Cantando amores cafajestes em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ARcw-IMYGXk"><i><span style="font-weight: 400;">Geminiano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5MjB4phpJsKhm8yCXdTIDN?si=f4756dcc03444e19"><i><span style="font-weight: 400;">Solto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga assume o romantismo  apaixonado para ser, de fato, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7LC49U08KjfwzDMiGNkE1q?si=7552e091dbb84630"><i><span style="font-weight: 400;">LEAL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com sua amada no </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> de musa, o cantor não poupa palavras para demonstrar a admiração que sente pela parceira, assim como o gosto pelos laços que a relação do casal criou, seja através de brigas ou dos momentos de ternura sexual. No ápice de seu sentimento, o jovem mineiro usa do estribilho pedindo por lealdade e reciprocidade na relação, com a promessa de que tudo durará enquanto a paixão for uma realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um resgate das raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, que bebeu e ainda bebe do samba, Djonga se apropria da música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sbZ9ajjQAFQ"><i><span style="font-weight: 400;">Moleque atrevido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Jorge Aragão e presta uma homenagem ao grande musicista carioca. Recitando as rimas de maneira crua, sem nenhum acompanhamento instrumental, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n08FUL8k9gM"><i><span style="font-weight: 400;">MLK 4TR3VIDO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma releitura que fala sobre todo esforço e os caminhos percorridos para conseguir chegar onde chegou. A trajetória para Gustavo Pereira Marques ser reconhecido como Djonga não foi fácil, e ele reinvindica respeito por toda luta e história conquistada.</span></p>
<figure id="attachment_34115" aria-describedby="caption-attachment-34115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-800x506.png" alt="A imagem é uma peça promocional. Na foto, Djonga, um homem negro de cabelo crespo na cor preta, e cavanhaque, também preto, abraça sua avó, Maria Viana, uma mulher negra idosa, com cabelos na cor branca. Djonga está sem camiseta, veste um shorts jeans na cor branca, e usa três guias da umbanda, que são colares que se estendem até a altura do umbigo. Sua avó veste um vestido verde claro, estampado com diversas flores rosas e brancas, além de alguns ramos verdes. Aos fundos, há uma parede marrom, além de alguns vasos pendurados, no canto direito da imagem." width="800" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-800x506.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-768x486.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1.png 870w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34115" class="wp-caption-text">Além da participação na música BENÇA, a avó de Djonga teve sua casa usada como estúdio para a gravação do álbum inteiro. (Foto: Ascom Coca-cola Bandeirantes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda buscando falar sobre suas raízes, Djonga volta sua atenção para a família, como fez anteriormente em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7Duqg6O18CTST0bJX3RQWQ?si=b6213a9ac7494c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Canção Pro Meu Filho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com extrema sensibilidade, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> rima sobre a vida de sua avó, Maria Viana, e dos duros caminhos enfrentados para construir e sustentar uma família sozinha, além de abordar a importância da valorização da ancestralidade para famílias pretas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3GFF2ybvzJWteFci21mC1W?si=fb233c764bbe4fdf"><i><span style="font-weight: 400;">BENÇA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre não esquecer de onde você veio e saber que, em sua família, reside seu porto seguro. É saber que é possível sair para ganhar o mundo e encarar as dificuldades que a vida dá, mas também encontrar os momentos de recuar e voltar para a segurança do laço familiar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a música que encerra a obra, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2YSH4CHnZIyAEG7hXxMV1l?si=440a089f4cc14898"><i><span style="font-weight: 400;">FALCÃO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apresenta uma crítica do artista sobre aqueles que acabam por deixar a causa que lutavam e se renderam para produção de obras vazias, visando o retorno financeiro. Com essas condições, Djonga observa como as correntes e ‘ostentação’, retratadas por esses artistas, não adiantam de nada se os versos cantados não puderem mudar vidas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda reflete, em forma de desabafo, sobre a ambiguidade de se enxergar tanto na situação de mais um corpo no chão, quanto como o de alguém sentado no trono, e encerra desejando que a violência contra corpos negros acabe de uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, é importante citar duas importantes presenças nas faixas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i> <a href="https://www.youtube.com/@coyotebeatz9110"><i><span style="font-weight: 400;">Coyote Beatz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o responsável pela produção de todas as músicas e, novamente, mostra que sua parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma deliciosa e sonora junção. A segunda participação é a de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/marina-sena/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;">, que empresta sua voz para o</span><i><span style="font-weight: 400;"> backing vocal</span></i><span style="font-weight: 400;"> em quatro registros, e oferece contraste entre sua suavidade vocal e o cantar ‘raspado’ presente na voz de Djonga.</span></p>
<figure id="attachment_34116" aria-describedby="caption-attachment-34116" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34116" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo com a cor preta, e bigode, também preto. Na foto, o cantor está no meio da plateia de seu show, rodeado por centenas de pessoas e levantado por alguns dos presentes. Djonga veste uma camiseta e shorts na cor amarelo neon, e segura um microfone na mão direita." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1-768x518.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34116" class="wp-caption-text">Djonga arrastou multidões com seus shows, ficando famoso por se jogar no meio das rodas punk que acontecem durante a performance (Foto: Rafael Strabelli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2019 foi importante para a carreira do cantor. Com participação marcante no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9rOiABeeo4"><span style="font-weight: 400;">festival </span><i><span style="font-weight: 400;">João Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, turnê de seu projeto recém-lançado e cada vez mais visibilidade na grande mídia, o período foi um grande pavimento para futuros </span><i><span style="font-weight: 400;">shows,</span></i><span style="font-weight: 400;"> como o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/lollapalooza/2022/noticia/2022/03/27/djonga-comanda-coro-de-fogo-nos-racistas-no-meio-da-plateia-em-show-explosivo-no-lollapalooza.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Lollapalooza</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que não seja sua obra mais aclamada e esteja abaixo de seus antecessores, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo álbum e foi essencial para a consolidação de Djonga no cenário da Música nacional, confirmando para todos que os dias 13 seriam os dias em que ‘raios’ cairiam no mesmo lugar.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Ladrão" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4bVYzv8uj0wanD6BdwmdwM?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 17:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Quando Beyoncé idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, COWBOY CARTER, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo country. Diante de um gênero musical financiado por uma indústria conservadora que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33283" aria-describedby="caption-attachment-33283" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="1999" height="1999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33283" class="wp-caption-text">“Este não é um álbum country. Este é um álbum ‘Beyoncé’.” (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/beyonce/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/a-marca-historica-alcancada-por-beyonce-com-album-cowboy-carter"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante de um gênero musical financiado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/cantores-do-country-conservador-dominam-paradas-nos-eua-e-superam-divas-pop-entenda-fenomeno,a49c3631481996f30184e6c827b6cf6637do2v53.html#:~:text=Em%20comum%2C%20liga%C3%A7%C3%A3o%20com%20a%20cultura%20rural.&amp;text=No%20passado%2C%20foram%20artistas%20como,transi%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20m%C3%BAsica%20pop."><span style="font-weight: 400;">indústria conservadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura enquanto, pelo bem e mal, deixa a sua marca registrada em todas as 27 faixas. </span></p>
<p><span id="more-33282"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo disco da artista mais culturalmente relevante do século – segunda peça de uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/beyonce-renaissance-trilogia"><span style="font-weight: 400;">trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizada durante a pandemia da covid-19 –, é um estudo sobre as raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense que atravessa a história de um país fadado ao fracasso, mas que sempre soube se reerguer através de simbologias libertárias. Assim como na </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonces-cowboy-carter-album-cover-controversy-1234997470/"><span style="font-weight: 400;">arte de capa</span></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum, dessa vez, Beyoncé Giselle Knowles-Carter deseja subverter conceitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma mão carregando a bandeira, ou melhor, o fardo de uma nação erguida a custas do sofrimento do povo negro, e com a outra conduzindo o cavalo, a artista mostra que o controle de sua trajetória sonora está em suas mãos. Para isso, nosso amigo prateado </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘</span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/viralizou/noticia/beyonce-no-cavalo-capa-de-album-viraliza-e-ate-camila-pitanga-entra-na-brincadeira.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Reny</span></a><span style="font-weight: 400;">’ dá lugar a </span><a href="https://www.vulture.com/article/beyonce-renaissance-act-ii-everything-we-know.html"><span style="font-weight: 400;">Chardonneigh</span></a><span style="font-weight: 400;">; ao contrário do anterior, um pouco menos coeso nas passadas, porém, imponente e concebido ao mundo como clássico instantâneo. </span></p>
<figure id="attachment_33285" aria-describedby="caption-attachment-33285" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela usa uma regata branca acompanhada de calça jeans e cinto enquanto posa como se suas mãos fossem duas armas de fogo. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33285" class="wp-caption-text">O single TEXAS HOLD’EM alcançou o topo da parada musical Hot Country Songs da Billboard, tornando Beyoncé a primeira mulher negra a conseguir esse feito (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de marcar território a respeito da sonoridade, a posição grandiosa da ex-vocalista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sQgd6MccwZc&amp;pp=ygUOZGVzdGlueXMgY2hpbGQ%3D"><span style="font-weight: 400;">Destiny&#8217;s Child</span></a><span style="font-weight: 400;"> denota uma nova era para a cultura como um todo: o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/cowboy-core-beyonce-e-ana-castela-influenciam-nova-tendencia/"><i><span style="font-weight: 400;">cowboy core</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Inspirada em </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/onde-assistir-aos-filmes-que-inspiraram-beyonce-no-album-cowboy-carter/"><span style="font-weight: 400;">filmes estilo faroeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> que variam desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zQTDoxrgBeU&amp;pp=ygUTQ293Ym95cyBkbyBFc3Bhw6dvIA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboys do Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) até </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), ela percorre uma atmosfera lendária através da perspectiva de uma mulher negra, desafiando o saudosismo e colocando o cavalo na chuva no maior estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não será de se espantar que os cantores passem a rejeitar os instrumentos programados por </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou que a moda seja tomada por chapéus, fivelas e franjas – afinal, tudo que Beyoncé toca vira tendência, sendo praticamente o Midas do universo do entretenimento. Sem desistir das mudanças bruscas de sonoridade que questionam a ideia de gênero musical, a obra explora os versos tradicionais do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> com aquele </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><span style="font-weight: 400;">aspecto selvagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> que só ela sabe acrescentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando entre narrativas líricas que traduzem o cotidiano do perfil padrão dos homens brancos que passam tempo demais na estrada longe da família e a vida superficialmente luxuosa de uma diva </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;">’ flerta com a estética sem soar tão irônica quanto Madonna em sua época de movimentar “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HZli8pArLSE&amp;pp=ygUFaGlsdXg%3D"><i><span style="font-weight: 400;">no beat do tuts, tuts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1V342k6sinWc4y4R2iReOu?si=Bmqh-dUDSqO0_NLXatoi8w"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000). Ela também não se insere tão naturalmente quanto </span><a href="https://oganpazan.com.br/o-country-blues-na-musica-de-bob-dylan/"><span style="font-weight: 400;">Bob Dylan</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, oferece uma latência energeticamente perfeita para um rodeio.</span></p>
<figure id="attachment_33286" aria-describedby="caption-attachment-33286" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados curtos que vestem um chapéu preto. Ela usa uma camiseta de botões e mangas longas enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1024x677.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1536x1016.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1200x794.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33286" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER foi anunciado no comercial da Verizon para o Super Bowl LVIII (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> retratam essa espécie de dicotomia existente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">. De um lado, produções complexas que valorizam os vocais e contam histórias, do outro, batidas dançantes trabalhadas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bgtuQptR1U4"><span style="font-weight: 400;">frases de afirmação</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Beyoncé. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhKNjTb6U1Y&amp;pp=ygULMTYgY2FycmFnZXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já é um destaque de sua discografia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=238Z4YaAr1g&amp;pp=ygUPVEVYQVMgSE9MROKAmUVN"><i><span style="font-weight: 400;">TEXAS HOLD’EM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reúne todos os clichês do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que funciona para virais nas redes sociais ao passo em que soa quase como uma paródia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é inegável a presença de uma representatividade potente nas duas formas de cantar. Ambas as canções trazem </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonce-country-songs-players-robert-randolph-rhiannon-giddens-1234967138/"><span style="font-weight: 400;">instrumentistas negros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atuam no gênero, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=edkWdriJ_hk&amp;pp=ygUPUm9iZXJ0IFJhbmRvbHBo"><span style="font-weight: 400;">Robert Randolph</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista de pedal </span><i><span style="font-weight: 400;">steel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFitzERXbqg&amp;pp=ygUQUmhpYW5ub24gR2lkZGVucw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Rhiannon Giddens</span></a><span style="font-weight: 400;">, tocadora de banjo. Essa colaboração com artistas renomados em suas áreas, mas não tão conhecidos pelo </span><a href="https://time.com/6961812/beyonce-cowboy-carter-collabs/"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os concedeu a chance de aparecer nas paradas musicais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">, catapultando por tabela os ouvintes nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><figure id="attachment_33287" aria-describedby="caption-attachment-33287" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de Beyoncé durante a turnê The Formation World Tour. Na fotografia que a captura a partir dos joelhos, a cantora, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos loiros longos, aparece em cima do palco com um sorriso no rosto enquanto observa a plateia. Ela veste um maiô preto de mangas compridas adornado com detalhes em dourado. Por cima da peça, está um enorme casaco brilhante. Beyoncé também veste botas de estampa de onça enquanto carrega um microfone dourado com uma das mãos. Ao fundo, é possível ver seu corpo de balé e um enorme telão." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33287" class="wp-caption-text">Comportamentos patriarcais marcam Daddy Lessons, faixa de Formation (2016) e primeira investida de Beyoncé no country [Foto: Parkwood Entertainment]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A ótima resposta que Beyoncé tem recebido do público e dos veículos de comunicação especializados demonstra a qualidade inata de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que evidencia uma reação contrária aos acontecimentos de 2016, quando a abelha ferrenha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou a sua criação mais azeda até aquele momento, o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7dK54iZuOxXFarGhXwEXfF?si=U0oXpUkNSCWKMCu5PULsxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Embora seja um projeto aclamado, a faixa </span><a href="https://www.tracklist.com.br/beyonce-apresenta-daddy-lessons-com-dixie-chicks-no-cma/48869"><i><span style="font-weight: 400;">Daddy Lessons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foi poupada das críticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um excesso questionável de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Yeehaw</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que permanece nas composições menos inspiradas do </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT II</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música antecipou a vontade da texana em retratar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, revelou uma certa imaturidade à época. Agora, experiente e disposta a fazer os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> morderem a língua, ela reformula a narrativa sobre comportamentos patriarcais com maestria em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cjeC0zNqigo&amp;pp=ygUIREFVR0hURVI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">DAUGHTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de longe, a melhor produção do disco que conta com a aria </span><a href="https://operawire.com/hear-beyonce-sing-part-of-caro-mio-ben-in-new-album-cowboy-carter/"><i><span style="font-weight: 400;">Caro Mio Ben</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Diziam que eu era country demais/Então veio a rejeição, disseram que eu não era country o bastante/Disseram que eu não ia subir na sela, mas/Se isso não é country, me diga, o que é?</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211; </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vp3BSjJdyow&amp;pp=ygURQU1FUklJQ0FOIFJFUVVJRU4%3D"><span style="font-weight: 400;">AMERIICAN REQUIEM</span></a></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao conceito de partição que diferencia as faixas do álbum, a cantora também se divide entre a fumaça das ruas e os corais da igreja, em um misto de religiosidade e ambições mundanas. Nas parcerias, essa transição fica nítida com as participações no mínimo inusitadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sensual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=esnhbIbQHgM&amp;pp=ygUQTEVWSUlT4oCZUyBKRUFOUw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">LEVIIS’S JEANS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> – junto de sua voz ríspida que causa um conflito entre texturas vocais transcendentes –, na redenção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SyXfJi2KZ-A&amp;pp=ygUOSUkgTU9TVCBXQU5URUQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">II MOST WANTED</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caldeirão de sonoridades, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/03/30/quem-e-jolene-conheca-historia-do-classico-de-dolly-parton-que-ganhou-versao-em-album-de-beyonce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> enfrenta um perigo iminente: uma composição se tornar mais popular na voz de outra pessoa, novamente. Isso porque a interpretação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x9XHMK3nWr4&amp;pp=ygUGSk9MRU5F"><i><span style="font-weight: 400;">JOLENE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganha uma nova dimensão com a entonação dramática de Beyoncé, uma vez que a história sobre traição casa perfeitamente com os problemas familiares da família Carter, resultados da infidelidade do marido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kbMqWXnpXcA&amp;pp=ygUHYXBlc2hpdA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Jay-Z</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo modo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pW2TgGy5gjY&amp;pp=ygUdIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3UgRE9MTFk%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Will Always Love You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi eternizada por Whitney Houston no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3JWTaaS7LdU&amp;pp=ygUXIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">O Guarda-Costas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1993), o aviso à mulher jovem de cabelo castanho-avermelhado que remonta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QxsmWxxouIM&amp;pp=ygUJU09SUlkgQkVZ"><i><span style="font-weight: 400;">Becky with the good hair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” pode se sobressair em relação a gravação original de 1974, ao menos para a audiência não familiarizada com a lenda da Música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xhempeEjGUA&amp;pp=ygUKQkxBQ0tCSUlSRA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">BLACKBIIRD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos The Beatles que, ao contrário, não desperta tantas emoções.</span></p>
<figure id="attachment_33288" aria-describedby="caption-attachment-33288" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados longos que vestem um chapéu preto. Ela segura um charuto em uma das mãos enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33288" class="wp-caption-text">Jay-Z, marido da Queen B, foi alvo de indiretas bem diretas novamente (Foto: Mason Poole)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao repetir a </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/beyonce-cowboy-carter-collaborators-make-hot-100-debuts-1235652102/"><span style="font-weight: 400;">lista longa de colaboradores</span></a><span style="font-weight: 400;"> do antecessor, o primeiro ato </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), a intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ViwtNLUqkMY&amp;pp=ygUKY3JhenkgTE9WRQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Crazy In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece entender que significa algo maior do que ela mesma. Ao longo de duas décadas de atividade, Beyoncé passou a simbolizar muitas comunidades, compreendendo a sua artisticidade como um grande trabalho em grupo; até porque esses dois últimos ensaios de expressões culturais tão distintas só poderiam ser feitas a muitas mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjaayCARwro&amp;pp=ygURRC5BIEdvdCBUaGF0IERvcGU%3D"><span style="font-weight: 400;">D.A Got That Dope</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hT_nvWreIhg&amp;pp=ygULb25lcmVwdWJsaWM%3D"><span style="font-weight: 400;">Ryan Tedder</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ozv4q2ov3Mk&amp;pp=ygUXUGhhcnJlbGwgV2lsbGlhbXMgZmVlbHM%3D"><span style="font-weight: 400;">Pharrell Williams</span></a><span style="font-weight: 400;"> formam o trio principal que exemplifica os elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre interpolados na discografia da cantora. Entre os poucos momentos abaixo do esperado – como a cansativa </span><a href="https://youtube.com/watch?v=9DIBZX_v0-U&amp;pp=ygUeU1dFRVQg4piFIEhPTkVZIOKYhSBCVUNLSUlO4oCZ"><i><span style="font-weight: 400;">SWEET ★ HONEY ★ BUCKIIN’</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> –</span></i><span style="font-weight: 400;">, as interludes surpreendem: intituladas como </span><i><span style="font-weight: 400;">SMOKE HOUR</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas trazem narrações dos ícones </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sYG3YiyqY7U&amp;pp=ygUUV2lsbGllIE5lbHNvIGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Willie Nelson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2bkKa6G5iFo&amp;pp=ygUUTGluZGEgTWFydGVsbGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Linda Martell</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33289" aria-describedby="caption-attachment-33289" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela está de lado para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33289" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER debutou em primeiro lugar na lista dos álbuns mais vendidos nos EUA, a Billboard Hot 200 (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o aprofundamento a respeito do gênero musical, até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/03/29/funk-brasileiro-incluido-em-album-de-beyonce-foi-criado-em-garagem-apos-treta-entre-dj-e-cantor.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi utilizado; logo após uma breve introdução de Martell, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxNMvZ5BhSU&amp;pp=ygUKU1BBR0hFVFRJSQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">SPAGHETTII</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> atinge o clímax através do ‘batidão’ de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w_A7VxZSkrY&amp;pp=ygUXQXF1ZWNpbWVudG8gRGFzIERhbmFkYXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Aquecimento Das Danadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, autoria dos DJs Mandrake e Xaropinho. A faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7HV_Rv858YM&amp;pp=ygUJQk9EWUdVQVJE"><i><span style="font-weight: 400;">BODYGUARD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também despertou a atenção do país para além da qualidade, sendo acusada de supostamente soar como plágio de um certo </span><a href="https://billboard.com.br/beyonce-plagiou-flora-matos-ouca-a-comparacao-de-bodyguard-e-piloto/"><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ‘aplicativo de dancinhas’</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que não procede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por vezes, as guitarras animadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> possuem mais afinidade musical com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/43YIoHKSrEw2GJsWmhZIpu?si=-YdN-WdSTZugRnwpf6xWXw"><i><span style="font-weight: 400;">Born to Run</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1975) de Bruce Springsteen do que qualquer outra obra atual. Justamente por referenciar tantos clássicos da Música, é difícil imaginar como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> irá contornar as indicações de 2025 para premiar, </span><a href="https://www.billboard.com/media/podcasts/beyonce-cowboy-carter-grammy-chances-album-of-the-year-pop-shop-podcast-1235647920/"><span style="font-weight: 400;">pela quinta vez</span></a><span style="font-weight: 400;">, alguém que não seja Beyoncé com o gramofone mais cobiçado da noite, o de Álbum do Ano.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><span style="font-weight: 400;">Com quinze anos, a inocência havia se perdido/Tive que sair de casa ainda muito jovem//Eu vi minha mãe orar, eu vi meu pai batalhar/Tive que deixar para trás todos os meus doces problemas.</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;"> 16 CARRIAGES</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sem visuais, nessa altura do campeonato, é de se acreditar que Beyoncé quer o foco inteiramente na Música e, seja essa técnica reproduzida ou não no </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT III</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/04/15/beyonce-segue-no-topo-da-parada-americana-de-albuns-com-cowboy-carter.html"><span style="font-weight: 400;">expectativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> está alta como nunca antes. Se superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;"> soava quase impossível, </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> não facilita para o terceiro ato. Fato é que, qualquer direção que a artista e seu cavalo tomem, certamente a indústria musical irá querer cavalgar junto.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: COWBOY CARTER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6BzxX6zkDsYKFJ04ziU5xQ?si=t8TlEscjR9a3rID7q-6_hw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os cinco anos de Black Panther: The Album e a narrativa sob o olhar norte-americano</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 14:03:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Black Panther: The Album, trilha sonora de Pantera Negra, é composto por 14 faixas e foi produzido pela Top Dawg Entertainment, mesma gravadora de Kendrick Lamar. A obra se consolidou como um dos aspectos mais elogiados do filme lançado cinco anos atrás, apresentando uma fusão de influências africanas e afro-americanas que resulta em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/black-panther-the-album-aniversario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os cinco anos de Black Panther: The Album e a narrativa sob o olhar norte-americano"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32310" aria-describedby="caption-attachment-32310" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3.png" alt="Capa do álbum Black Panther: The Album. Imagem quadrada de fundo preto. No canto inferior direito está escrito “Parental Advisory Explicit Content” ou “Aviso parental de conteúdo explícito”, em tradução literal. Acima está um colar prateado em que seus adereços são semelhantes a garras refletindo a luz" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32310" class="wp-caption-text">Na semana de lançamento, Black Panther: The Album debutou em 1° lugar na Billboard 200 (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther: The Album</span></i><span style="font-weight: 400;">, trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é composto por 14 faixas e foi produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Top Dawg Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesma gravadora de Kendrick Lamar. A obra se consolidou como um dos aspectos mais elogiados do filme lançado cinco anos atrás, apresentando uma fusão de influências africanas e afro-americanas que resulta em uma sonoridade autêntica e independente da produção audiovisual. </span></p>
<p><span id="more-32308"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O compositor Ludwig Göransson é quem assina a trilha e </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2018/01/05/musica-cinema-kendrick-lamar-e-anthony-tiffith-criam-trilha-sonora-original-de-pantera-negra/"><span style="font-weight: 400;">recebe seus prêmios</span></a><span style="font-weight: 400;">, destacando como a música tradicional africana, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno e elementos orquestrais foram as fontes primárias de inspiração para as composições e para o projeto como um todo. Enriquecido também pela participação de artistas como Kendrick Lamar, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-deluxe-critica/"><span style="font-weight: 400;">SZA</span></a><span style="font-weight: 400;">, Travis Scott e Anderson Paak.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do trabalho assume um papel proeminente no conjunto de faixas, assim como Lamar, o produtor e protagonista do disco. Ainda assim, felizmente, mantém espaço para a diversidade de gêneros que conversam entre si. Além do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há influências de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rb/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que em frações do que poderia ser. </span><i><span style="font-weight: 400;">All The Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">, destaque e </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum que marca a colaboração de Kendrick Lamar e SZA, recebeu uma indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Canção Original e um </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/kendrick-lamar-e-sza-sao-processados-pelo-clipe-de-all-the-stars/"><span style="font-weight: 400;">processo por plágio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JQbjS0_ZfJ0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora é habilmente utilizada em diversas cenas do filme, amplificando as emoções e criando uma atmosfera única para passagens específicas – o que estranhamente não se traduz em toda obra audiovisual. </span><i><span style="font-weight: 400;">All The Stars</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha uma luta no cassino em Busan, na Coreia do Sul, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray for Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> preenche o fundo na invasão de Wakanda por Killmonger (Michael B. Jordan). </span><a href="https://youtu.be/QpOkxBeng2I"><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Album</span></i><span style="font-weight: 400;"> intensifica as emoções no retorno de T&#8217;Challa (Chadwick Boseman) ao país após a morte de seu pai, mas, de certa forma, todas parecem desconexas de uma narrativa única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, é notável que Lamar não apenas produziu a </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também se inspirou nos personagens e nas temáticas do longa. Em várias faixas, ele se </span><a href="https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2018/02/black-panther-soundtrack-kendrick-lamar-killmonger/553586/"><span style="font-weight: 400;">personifica</span></a><span style="font-weight: 400;"> como T’Challa e Killmonger, protagonistas e rivais da trama, explorando suas visões de mundo, conflitos e motivações. Ao menos, é o que ele tenta, o que nem todos os artistas convidados aparentam fazer, como no verso de</span><i><span style="font-weight: 400;"> PARAMEDIC!</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou um assassino / Ninguém é perfeito / Mas todos tem seu valor / Nós não merecemos tudo que o céu e a Terra são</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_32309" aria-describedby="caption-attachment-32309" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32309" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-800x529.png" alt="Imagem do cantor Kendrick Lamar acima de um palco. Ao fundo estão holofotes desligados e uma parede sólida iluminada com um amarelo suave. Ao centro está o cantor Kendrick Lamar. Um homem negro de cabelo curto trançado e barba rala. Ele veste um corta vento preto e uma camiseta branca com botões por baixo. Em sua mão esquerda está seu microfone. A imagem capta de sua cintura até sua cabeça. Ele veste uma calça preta e seu outro braço está solto para baixo." width="800" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3.png 942w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32309" class="wp-caption-text">Michael B. Jordan elogiou Kendrick Lamar pelo apoio e desenvolvimento da trilha sonora, explicitando que sua mensagem e quem ele é refletem a essência do longa (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo  que haja predominância de vários </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/black-panther-the-album-a-musica-inspirada-pelo-filme/"><span style="font-weight: 400;">artistas do continente africano</span></a><span style="font-weight: 400;">, como da África do Sul e da Nigéria, por exemplo, a mistura de elementos tradicionais africanos com batidas modernas soam sempre mais afro-americanas e ocidentais que as originárias. Em contrapartida a minoria de nomes consagrados do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, como 2 Chainz, Schoolboy Q, Vince Staples e The Weeknd.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conjunto de fatores propõe a plena validade da discussão sobre autenticidade quando os Estados Unidos premiam a trilha sonora de um filme estadunidense sobre um herói africano criado por eles mesmos. O que reflete na predominância de seus elementos em detrimento dos africanos, que são fragmentados, seja por não serem tão cativantes ao público alvo ou até estereotipados, em tempo que boa parte das faixas poderia tranquilamente ser confundida com alguma de </span><a href="https://personaunesp.com.br/damn-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">DAMN</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa observação suscita questionamentos sobre a </span><a href="https://www.brasildefatope.com.br/2018/05/25/mostra-de-cinema-africano-debate-a-invisibilidade-das-producoes-audiovisuais"><span style="font-weight: 400;">representação autêntica da cultura africana no Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de pontuar o quão intrigante é o destaque do personagem de Michael B. Jordan como o antagonista Wakandiano – criado nos EUA – em defesa de sua cultura originária. Isso acontece em oposição ao herói da realeza, que segue uma trama não tão complexa e habitual de valores e narrativas culturais americanizada, mesmo sequer tendo conhecido a fundo o país de primeiro mundo pelo qual luta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XR7Ev14vUh8?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2018/02/13/interna_diversao_arte,659640/amp.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther: The Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma obra musical impressionante que combina influências africanas e afro-americanas, de forma agradável e se mostrando um álbum completo. No entanto, sua conexão com o filme e a representação da cultura no audiovisual levantam questões interessantes sobre autenticidade e identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a complexidade dos personagens personificados no conjunto musical, especialmente o antagonista interpretado por </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/pantera-negra-killmonger-nao-era-vilao-no-filme-diz-michael-b-jordan/"><span style="font-weight: 400;">Jordan</span></a><span style="font-weight: 400;">, destaca a dualidade entre as duas narrativas ideológicas. Mais uma vez, o disco consolida a reflexão, ainda que não proposital, de que a representação da cultura para além do entretenimento ainda tem um longo caminho a percorrer.</span></p>
<p><a href="http://iframe%20style=border-radius:12px%20src=https://open.spotify.com/embed/album/5sOSzueqgCiVpXNcpd6QpL?utm_source=generator%20width=100%%20height=352%20frameBorder=0%20allowfullscreen=%20allow=autoplay;%20clipboard-write;%20encrypted-media;%20fullscreen;%20picture-in-picture%20loading=lazy/iframe"><iframe loading="lazy" style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/5sOSzueqgCiVpXNcpd6QpL?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></a></p>
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		<title>10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 18:23:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tharek Alves Em 2013, com duas mixtapes e dois EPs lançados, Emicida já tinha grande impacto dentro do cenário do rap e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-glorioso-retorno-de-quem-nunca-esteve-aqui-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32168" aria-describedby="caption-attachment-32168" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg" alt="Capa do álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui. Na imagem, Emicida está em destaque, centralizado, com o enquadramento da foto cortando seu rosto do nariz para cima, e da cintura para baixo.Ele usa um terno na cor cinza claro e segura nas mãos um microfone de modelo clássico. O fundo da imagem é bege. No canto superior esquerdo, está escrito em letras pequenas “Emicida”, na mesma cor do fundo, e ao lado direito do Emicida, mais ao centro, está escrito em letras pretas “O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui”." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32168" class="wp-caption-text">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui foi o primeiro disco de estúdio de Emicida (Foto: Laboratório Fantasma Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Tharek Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013, com duas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançados, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emicida/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;"> já tinha grande impacto dentro do cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música nacional. Após dois anos sem lançar novas composições, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/57PWjWHzqzODblomXxnQca?si=FnfySIslQL-VN0erwt6PDw"><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma volta do cantor para os fãs e, ao mesmo tempo, uma estreia para aqueles que ainda não conheciam suas obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 21 de Agosto daquele ano, Emicida buscou no álbum a inovação, para evitar a mesmice e a repetição daquilo que já havia lançado. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu isso através da mistura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com outros estilos musicais, como samba, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com letras pesadas e impactantes como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/08ruTdy0c38Lr44UgJNwAi?si=f81bdf7587334fb1"><i><span style="font-weight: 400;">Bang!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que relata as dificuldades de não se desviar de seu caminho e o racismo escancarado de nossa sociedade, e faixas suaves e românticas como a declaração de amor que é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4XlMzWC8jUKd6nTXcQmWF8?si=2848f5cba8a84c83"><i><span style="font-weight: 400;">Alma Gêmea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o debute do artista veio para alcançar variados públicos e mostrar sua versatilidade musical. </span></p>
<p><span id="more-32163"></span></p>
<figure id="attachment_32167" aria-describedby="caption-attachment-32167" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida segura as laterais do paletó desabotoado, enquanto posa para a foto. Ele usa um terno na cor cinza claro. Ao fundo da imagem, há um fundo liso na cor cinza escuro." width="600" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-32167" class="wp-caption-text">Emicida apostou na mescla de ritmos musicais com rap para inovar em seu primeiro álbum (Foto: Marcos Serra Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4dAUOtAYGbzKSKIJpY78OO?si=f5574d14cac74ad3"><i><span style="font-weight: 400;">Milionário do Sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Emicida se junta à poetisa e atriz Elisa Lucinda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-pai-da-rita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para apresentar um recurso que será recorrente durante toda a obra: as poesias. Utilizadas como interlúdio entre as faixas, elas são distribuídas por todo o disco, retratando a caminhada do jovem cantor paulistano, com as dificuldades que passou durante sua vida. Ambos fazem críticas ao preconceito e a sociedade capitalista, e incentivam a união do povo preto e periférico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Emicida assume um lado Leandro (seu nome de nascença) em algumas faixas, com relatos de sua vida pessoal. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6ttr8uK3KcGCnTghOm3hwN?si=2bd83e82e15143ad"><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconta, de maneira forte, a morte do pai, ocorrida durante uma discussão de bar no dia de seu próprio aniversário. Através de uma melancólica poesia, Dona Jacira, mãe do cantor, relata sua versão do acontecido e o sentimento que a perda da figura paterna acarretou na vida da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7LsxnS3jwRa0EB7Gq78lkf?si=6104fbdde07446b2"><i><span style="font-weight: 400;">Sol de Giz de Cera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz doçura para o álbum, além de mostrar um lado mais emocional e íntimo do cantor. Com as participações da cantora Tulipa Ruiz (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7CsBswgYYISQdoy5DqSywx?si=4KDCrPqbRLWR6Rq7qnbj7w"><i><span style="font-weight: 400;">Habilidades Extraordinárias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e da filha do artista, Estela Vergílio, a letra fala sobre o dia a dia do pai com a menina. Ao colocar essa música logo após </span><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i><span style="font-weight: 400;">, Emicida expõe dois contrastantes momentos de paternidade ocorridos em sua vida, que são tão comuns na história de milhares de brasileiros.</span></p>
<figure id="attachment_32166" aria-describedby="caption-attachment-32166" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida caminha sobre um gramado em uma região periférica. Atrás dele, são vistas no horizonte as casas do morro. O rapper usa roupas sociais, sendo um colete na na cor cinza, uma camisa social branca, calça também na cor cinza e um óculos escuro." width="615" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-32166" class="wp-caption-text">O álbum fez tamanho sucesso que teve a música Zóião compondo a trilha sonora da novela Sangue Bom (Foto: Ênio César)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ficar distante dos projetos do Emicida, Felipe Vassão voltou para produzir o primeiro álbum do MC em seu glorioso retorno. Assim como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2LAhOdcfPJUgWqwm6zmLG6?si=594981b7796b4e58"><i><span style="font-weight: 400;">Avua Besouro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YMJOmIuUwiM"><i><span style="font-weight: 400;">Triunfo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2009) &#8211; antigos trabalhos do produtor com Leandro &#8211; ficou sob sua responsabilidade orquestrar o lado musical do disco. Com uma harmoniosa mistura instrumental, o maracatu de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/24C4UACzRLocJHoicrvQH3?si=7dcb547cfe6c448a"><i><span style="font-weight: 400;">Samba do Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/22RsozOAtPlJVDtvQlh93u?si=e40631628a15485b"><i><span style="font-weight: 400;">Nóiz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assemelham aos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da dupla, numa nostálgica lembrança para os fãs que seguiam o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde seus primeiros lançamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que conheceram o Emicida pelas obras mais recentes, parece comum ver seus lançamentos atuais em flerte com a MPB e o samba. Porém, foi em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5txZzPfrDAMLbxJr3OoG3c?si=c633dd7ce7ef42b6"><i><span style="font-weight: 400;">Trepadeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6Vad22SlhO3g0OevENcO4X?si=2ee529904b5144cd"><i><span style="font-weight: 400;">Hino Vira-Lata</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que essa mescla aconteceu pela primeira vez. Futuras produções, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0gGjX0aUg7OaUSAhi1CmDk?si=3d22aa47cbfb4039"><i><span style="font-weight: 400;">Passarinhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4yEBOuDHhrFeGXyXNJ3C4y?si=597c4d3058a74b3c"><i><span style="font-weight: 400;">Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) e outras </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> posteriores, tiveram o pontapé inicial nessas duas faixas, que colocam rimas sobre os divertidos acordes de cavaquinhos e a percussão da roda de samba.</span></p>
<figure id="attachment_32165" aria-describedby="caption-attachment-32165" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4.jpg" alt="Imagem de divulgação. Na foto, Emicida está sentado, apoiando os braços sobre os joelhos e olhando para frente, em direção à câmera. Ele usa camiseta lisa e um boné com a frase “A rua é noiz”. A imagem está em preto e branco." width="620" height="465" /><figcaption id="caption-attachment-32165" class="wp-caption-text">Emicida consagrou seu nome na música brasileira e futuramente fez parcerias com artistas como Caetano Veloso, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho (Foto: Fernanda Negrini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um álbum repleto de músicas sensacionais, há aquelas que se destacam, ainda assim. É o caso dos estrondosos sucessos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2C9LPYpH9YUgROQDHfRXrU?si=7e890d0504414758"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que continuam figurando entre as canções mais ouvidas do cantor, 10 anos depois de seu lançamento original. Ambas as faixas levaram Emicida para as rádios de todo o país e também para a maioria das pessoas que ainda não conheciam seu trabalho.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eu sei, sei cansa / Quem morre ao fim do mês / Nossa grana ou nossa esperança</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Emicida em Levanta e Anda</span></i></p></blockquote>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0JSux25Te5HYMSr2D64d02?si=e7ccfc9972f8478b"><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com o cantor Rael, abre o álbum e pode parecer suave e tranquila em um primeiro momento, devido a sua melodia. Porém, de maneira incisiva, a letra fala sobre manter a cabeça erguida, mesmo com todas as dificuldades da vida, vindo como fortes socos de motivação. Através da sensibilidade da produção, Emicida convida as pessoas a refletirem sobre si mesmas, acreditarem em seu potencial e perseguirem seus sonhos. Muito mais que um simples som, a música virou um hino de esperança para todos que enfrentam as árduas dificuldades do dia a dia.</span></p>
<figure id="attachment_32164" aria-describedby="caption-attachment-32164" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32164" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida está sentado em uma poltrona de couro marrom, com um fundo vermelho atrás do cantor. Ele veste calça, camiseta de manga longa, um óculos escuro, boné virado para trás e um relógio, todos na cor preta." width="800" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1024x729.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-768x546.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1536x1093.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1200x854.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1.jpg 1633w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32164" class="wp-caption-text">Em 2018, Emicida regravou alguns dos sucessos do Glorioso Retorno no álbum 10 Anos de Triunfo, em comemoração a uma década de carreira (Foto: Daryan Dornelles)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje cedo não era um hit/era um pedido de socorro</span></i><span style="font-weight: 400;">” é um verso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5p3LIyy38s0QQNoSTwbZXX?si=6a2f93e98cc84836"><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), cantado por Emicida. Com 6 anos de diferença entre os lançamentos das duas músicas, é possível ver a importância dessa faixa para o artista. Em uma letra que fala sobre deixar de lado os próprios princípios para alcançar o sucesso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrata um choque de realidade recorrente na vida daqueles que saem de classes sociais mais baixas e buscam a ascensão econômica. A colaboração com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pitty/"><span style="font-weight: 400;">Pitty</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe uma mistura notável entre a suavidade e a potência vocal da cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as rimas densas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper. </span></i><span style="font-weight: 400;">O resultado foi não apenas um sucesso estrondoso, mas também um emocionante desabafo por parte do cantor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de seu disco, Emicida firmou-se entre os grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Com o poder de seus versos, versatilidade de estilos e muita inteligência, o cantor marcou a geração e virou referência, seja para os membros da velha-guarda do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Racionais+MC%27s"><i><span style="font-weight: 400;">Racionais MC’s</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou para aqueles que firmaram-se posteriormente ao seu lançamento, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=BK"><i><span style="font-weight: 400;">BK’</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=djonga"><i><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tantos outros que foram influenciados por sua obra.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores obras não só do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, mas da música brasileira. Os números de </span><i><span style="font-weight: 400;">views</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções, as bilheterias da turnê do projeto ou os prêmios recebidos &#8211; como melhor álbum do ano pela revista </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/galeria/os-melhores-discos-nacionais-de-2013/#imagem9"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e melhor turnê pelo </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/shows/2013/12/1389963-melhores-de-2013-cinco-shows-nacionais-empatam-na-primeira-posicao-veja-lista.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Guia Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não são capazes de mensurar o tamanho e a importância desse álbum. Em seu glorioso retorno, Emicida mostrou que suas músicas devem estar sempre aqui.</span></p>
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