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	<title>Arquivos Os Dois Morrem no Final &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 17:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luana Brusiano Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de Os dois morrem no final. Escrita por Adam Silvera, a obra narra o último dia &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-dois-morrem-no-final-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33636" aria-describedby="caption-attachment-33636" style="width: 243px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-9.png" alt="Ilustração da capa do livro Os dois morrem no final. A imagem apresenta dois jovens de costas caminhando lado a lado com mochilas nas costas, sombreados em tons de azul escuro ao lado de uma grade. O chão em que os jovens pisam é branco e possui a sombra dos rapazes. Atrás da grade há prédios pintados em tons de azul escuro iguais aos dos jovens e acima dos prédios há um céu pintado por um azul mais claro. No canto superior direito há uma lua cheia na cor branca. Ao centro da ilustração consta o nome do livro em letras maiúsculas na cor branca, na parte superior do livro o nome do autor com a mesma fonte e cor. Por fim, no canto inferior direito há o logo da editora do livro intrínseca na cor de fundo preta com o nome escrito em branco." width="243" height="378" /><figcaption id="caption-attachment-33636" class="wp-caption-text">O livro Os dois morrem no final está sendo adaptado para uma série audiovisual (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Luana Brusiano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;">. Escrita por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q0eluGNgos8"><span style="font-weight: 400;">Adam Silvera</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra narra o último dia de vida de Mateo Torrez e Rufus Emeterio que, em 5 de Setembro, recebem a infeliz ligação: aquele será o último dia de vida deles. Na tentativa de aproveitar ao máximo seus últimos momentos vivos, os caminhos de Mateo e Rufus se cruzam, levando-os a embarcar em uma jornada para viver uma vida inteira em um único dia.</span></p>
<p><span id="more-33635"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois jovens decidem criar perfis no aplicativo Último Amigo, com a finalidade de encontrarem um amigo para compartilhar os últimos momentos e, assim, se conhecem. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tN5Fd8NPEx0"><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma obra que prende a atenção já pelo título. A ideia do autor ao nomear o livro com o final da história é genial e gera um impacto significativo no leitor, instigando a curiosidade e despertando certa ansiedade ao acompanhar o desenvolvimento da trama, tendo conhecimento do que vai acontecer com os protagonistas no futuro, mas sem saber como. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mateo Torrez e Rufus Emeterio passam por inúmeras experiências, enfrentando medos, inseguranças e desejos que nunca tiveram a oportunidade de realizar. Mateo, que é um garoto tímido e reservado, viveu toda a sua vida temendo as consequências de suas atitudes e, por esse mesmo motivo, se manteve recluso. Já Rufus, é caracterizado por sua personalidade impulsiva e sede por vivenciar experiências novas, mesmo após o trauma de ter perdido sua família em um acidente. Durante suas últimas vivências, os protagonistas criam um forte vínculo e passam a se apoiar e enfrentar tudo juntos.</span></p>
<figure id="attachment_33637" aria-describedby="caption-attachment-33637" style="width: 828px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33637" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg" alt="Foto de Adam Silvera, homem branco de cabelos, barba e olhos castanhos, vestindo uma regata preta e usando um fone de ouvido branco com fio segurando ao lado de seu rosto o livro de sua autoria 0s dois morrem no final." width="828" height="944" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg 828w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-702x800.jpg 702w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-768x876.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33637" class="wp-caption-text">Adam Silvera afirma que a escrita foi uma forma de lidar com o próprio trauma e reimaginar como a vida poderia ter sido enquanto era adolescente (Foto: @adamsilvera via Instagram)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ficcao-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">ficção</span></a><span style="font-weight: 400;">, os pontos-chave para o entendimento do livro são as questões existenciais. A analogia com a vida real remete à única certeza que existe: a </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-da-morte-critica/"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse modo, é óbvio que a intenção do autor é abordar o que significa estar vivo, enfatizando a efemeridade da vida e mostrando como cada segundo de existência importa. Contendo trechos e falas que levam a reflexões profundas, a história trata a morte com uma sensibilidade que pode, até mesmo, ser considerada poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade das personalidades de Mateo Torrez e Rufus Emeterio, e suas camadas mais profundas também são tratadas na obra, uma vez que são completamente opostas e, ainda assim, conseguem fortalecer sua conexão diante do desespero causado pela </span><a href="https://mateusalvadori.com.br/por-que-tememos-o-inevitavel/"><span style="font-weight: 400;">inevitabilidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">da morte e pelo fato de que as decisões que tomarem podem afetar o tempo que lhes resta. Com uma amizade que resulta em momentos emocionantes entre os jovens, é gradativamente desenvolvido um sentimento romântico entre os dois, que surge de maneira sútil e muito natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo da morte é o cerne para o desenvolvimento do livro. A incerteza do desconhecido e, até mesmo, a faísca de esperança de que a ligação efetuada pela </span><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/06/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-universo-de-os-dois-morrem-no-final/"><span style="font-weight: 400;">Central da Morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia ser um engano, aflige os protagonistas e se manifesta ao longo de toda a narrativa. A busca pela aceitação da morte e a coragem de confrontar a imortalidade unem esses personagens em sua luta contra o tempo. Adam Silvera explora o medo e as profundezas do psicológico humano, oferecendo uma perspectiva sensível e emocionante acerca da vulnerabilidade humana.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Passei anos vivendo com segurança para garantir uma vida mais longa e veja onde isso me levou. Estou na linha de chegada, mas nunca participei da corrida.”</span></i></p>
<p style="text-align: right;">&#8211; Os dois morrem no final (2017)</p>
</blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma poderosa viagem através da exploração dos limites de Mateo e Rufus. Com uma narrativa melancólica e impactante que ressoa para além das páginas, o livro desperta a atenção dos leitores para a importância de cultuar a vida e colecionar momentos, bem como o laço da amizade e os desejos nunca antes atendidos. Adam Silvera não apenas traz uma reflexão sobre a efemeridade da existência, mas também aborda com grande sensibilidade  a descoberta da sexualidade dos personagens da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer,</span></i><span style="font-weight: 400;"> através de uma jornada de </span><a href="https://www.psicologosberrini.com.br/blog/por-que-o-autoconhecimento-e-importante-para-a-sua-vida/"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a> <span style="font-weight: 400;">e aceitação. </span></p>
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		<title>Estante do Persona – Dezembro de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2022 20:48:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Contamos histórias a nós mesmos a fim de viver.” &#8211; Joan Didion Pois é, 2021 chegou ao fim. Depois de 12 meses envolto em cada movimento do universo cultural, o Persona inicia as despedidas do ano ao pé de sua Estante e conclui a terceira edição de seu Clube do Livro. Este que, no mês &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-dezembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Dezembro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25581" aria-describedby="caption-attachment-25581" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-25581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-estante.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-estante.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-estante-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/capa-estante-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25581" class="wp-caption-text">A terceira edição do Estante do Persona foi orientada pela leitura coletiva de A filha perdida, drama sobre maternidade que leva a assinatura misteriosa de Elena Ferrante (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“Contamos histórias a nós mesmos a fim de viver.”</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Joan Didion</em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois é, 2021 chegou ao fim. Depois de 12 meses envolto em cada movimento do universo cultural, o Persona inicia as despedidas do ano ao pé de sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;">Estante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conclui a terceira edição de seu Clube do Livro. Este que, no mês de dezembro, teve a oportunidade de conhecer a Literatura de uma das autoras mais relevantes da atualidade, e de admirar o legado deixado por duas das mais importantes escritoras dos últimos tempos. É que em meio à leitura coletiva de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao mistério aclamado que existe ao redor do nome </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://brasil.elpais.com/noticias/elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Persona se juntou ao resto do mundo para a despedida de </span><a href="https://www.boitempoeditorial.com.br/autor/bell-hooks-1372"><span style="font-weight: 400;">bell hooks</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/joan-didion-a-trajetoria-da-autora-que-revolucionou-o-jornalismo-literario/"><span style="font-weight: 400;">Joan Didion</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 15, eternizamos bell hooks como a artista, professora, teórica, pesquisadora e escritora, que dedicou mais de 50 anos de sua vida a estudos e políticas interseccionais sobre </span><a href="https://www.amazon.com.br/Ensinando-Transgredir-Educa%C3%A7%C3%A3o-Pr%C3%A1tica-Liberdade/dp/8546901406/ref=sr_1_3?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-3"><span style="font-weight: 400;">educação</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero, raça, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Ensinando-Comunidade-Bell-Hooks/dp/6587235417/ref=sr_1_8?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-8"><span style="font-weight: 400;">classe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e economia. Referência do </span><a href="https://www.amazon.com.br/n%C3%A3o-sou-uma-mulher-feminismo/dp/8501117404/ref=sr_1_6?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-6"><span style="font-weight: 400;">feminismo negro</span></a><span style="font-weight: 400;">, ativista </span><a href="https://www.amazon.com.br/Olhares-Negros-Ra%C3%A7a-Representa%C3%A7%C3%A3o-Hooks/dp/8593115217/ref=sr_1_5?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-5"><span style="font-weight: 400;">antirracista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e estudiosa do </span><a href="https://www.amazon.com.br/Tudo-sobre-amor-perspectivas-Trilogia-ebook/dp/B08WYK42FW/ref=sr_1_1?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-1"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, o pseudônimo de Gloria Jean Watkins nasceu no interior de um Estados Unidos segregacionista e morreu num planeta que ainda tem muito o que superar, mas que, através de sua existência, tem muito mais conhecimento sobre como fará suas </span><a href="https://www.amazon.com.br/Ensinando-pensamento-cr%C3%ADtico-Sabedoria-pr%C3%A1tica-ebook/dp/B08BT1MJ5K/ref=sr_1_7?keywords=bell+hooks&amp;qid=1642167144&amp;s=books&amp;sprefix=bell+hooks%2Cstripbooks%2C381&amp;sr=1-7"><span style="font-weight: 400;">revoluções</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no dia 23, o mesmo era lembrado sobre Joan Didion, quando reconhecemos a necessidade de compreender o mundo em que vivemos e os humanos que o habitam. Ao usar seu olhar e suas palavras para </span><a href="https://www.amazon.com.br/%C3%A1lbum-branco-Joan-Didion/dp/6555111224/ref=sr_1_1?keywords=o+album+branco&amp;qid=1642167617&amp;s=books&amp;sprefix=o+album+%2Cstripbooks%2C273&amp;sr=1-1"><span style="font-weight: 400;">registrar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.amazon.com.br/Rastejando-at%C3%A9-Bel%C3%A9m-Joan-Didion/dp/655692086X/ref=sr_1_1?keywords=rastejando+ate+belem&amp;qid=1642167680&amp;s=books&amp;sprefix=rastejando+a%2Cstripbooks%2C228&amp;sr=1-1"><span style="font-weight: 400;">interpretar</span></a><span style="font-weight: 400;"> as transformações culturais e políticas da sociedade norte-americana na segunda metade do século XX, a californiana construiu uma carreira de mais de 60 anos, que entre muitos ensaios, alguns </span><a href="https://www.amazon.com.br/Play-as-Lays-Joan-Didion/dp/0374529949/ref=sr_1_1?keywords=joan+didion+play+it+as+it+lays+portugues&amp;qid=1642167812&amp;sprefix=joan+didion+play+it+a%2Caps%2C205&amp;sr=8-1&amp;ufe=app_do%3Aamzn1.fos.6d798eae-cadf-45de-946a-f477d47705b9"><span style="font-weight: 400;">romances</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros </span><a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/joan-didion-morte"><span style="font-weight: 400;">roteiros</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/"><span style="font-weight: 400;">transformou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o Jornalismo e a Literatura para todo o sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o contexto literário de dezembro se tornou grandioso, mas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu conta de o acompanhar. No embalo do lançamento da adaptação cinematográfica &#8211; já muito </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/"><span style="font-weight: 400;">celebrada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela direção da estreante </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Cinema/noticia/2022/01/filha-perdida-adaptacao-do-romance-de-elena-ferrante-aborda-aflicoes-da-maternidade.html"><span style="font-weight: 400;">Maggie Gyllenhaal</span></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no último dia do mês -, o Clube do Livro do Persona decidiu mergulhar nas praias do sul da Itália junto de Leda (vivida no Cinema por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AP4kQN5lWMw"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">) e nos dramas profundos de </span><a href="https://www.fg2021.eventos.dype.com.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=6300"><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o último mês de 2021, reverenciamos o trabalho de mulheres que tanto fizeram pelo nosso passado, presente e futuro, e introduzimos a edição de dezembro do </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">. Entre as indicações literárias da nossa Editoria e o comentário sobre a leitura do mês, vibra a honestidade visceral de uma história cuja autora tem coragem de dizer o que nós não temos &#8211; em perfeita harmonia com </span><a href="https://www.dailyadvent.com/news/b593b8784c9c50e96b95804011ef0e43-bell-hooks-and-Joan-Didion-Two-writers-of-integrity-and-courage"><span style="font-weight: 400;">o poder revolucionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> das vozes que vieram antes dela.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“O coração da justiça é dizer a verdade, vermos a nós mesmos e ao mundo como somos, em vez de como gostaríamos que fôssemos.”</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; bell hooks</em></p>
</blockquote>
<p><span id="more-25580"></span></p>
<h2>Livro do Mês</h2>
<figure id="attachment_25582" aria-describedby="caption-attachment-25582" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/1-filha.jpg" alt="Capa do livro A filha perdida, de Elena Ferrante. A imagem mostra uma ilustração em traços quadrados e chapados de uma cidade à beira da praia. Em dois terços verticais da imagem, existem desenhos de casas com telhados laranjas e paredes beges, e na linha superior da ilustração, existe a linha do mar, em um tom médio de azul, e a linha do céu, em tom de azul turquesa. Em cima/na frente do desenho, ao centro da capa, existe o nome da autora em fonte simples branca e caixa alta, e o nome do livro na mesma estilização. O selo da editora está na linha inferior, ao centro." width="667" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/1-filha.jpg 667w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/1-filha-534x800.jpg 534w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25582" class="wp-caption-text">As histórias de Elena Ferrante são muito bem adaptadas para o audiovisual: o maior destaque é a série baseada na Tetralogia Napolitana, o grande sucesso da autora, realizada pela HBO; agora, seu quarto romance está na tela da Netflix pela direção de Maggie Gyllenhaal (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Elena Ferrante – A filha perdida (174 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há um nome a ser perseguido na Literatura contemporânea, este é o de </span><a href="https://www.google.com/aclk?sa=l&amp;ai=DChcSEwjL1cj57LH1AhVjE9QBHZt2AA8YABAeGgJvYQ&amp;ae=2&amp;sig=AOD64_0deAIgDT5c9mE5aANIUZBAP6FvZg&amp;q&amp;nis=1&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwje7bn57LH1AhUzq5UCHYopCicQ0Qx6BAgDEAE"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;">. A assinatura da escritora italiana vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo nos últimos 10 anos, sucesso atribuído, principalmente, à sua saga conhecida como </span><a href="https://personaunesp.com.br/serie-napolitana-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tetralogia Napolitana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ao mistério que cerca a identidade por trás de seu pseudônimo. Sua história mais vendida é a série de 4 livros iniciada com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Amiga Genial</span></i><span style="font-weight: 400;">, que narra uma longa amizade entre duas garotas nascidas em Nápoles na década de 40. O clamor da crítica, no entanto, é direcionado aos seus romances singulares, que sempre investigam camadas profundas de personagens femininas </span><a href="https://valkirias.com.br/as-mulheres-de-elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">visceralmente verdadeiras</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É este caminho que nos leva até </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;">. O quarto romance de Ferrante, lançado na Itália em 2006, traduzido para o inglês em 2008 e publicado no Brasil em 2016, reflete sobre dilemas profundos da maternidade a partir de uma </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2014/11/25/escritora-italiana-que-vive-no-anonimato-sera-publicada-no-brasil-em-2015.htm"><span style="font-weight: 400;">protagonista agridoce</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela é Leda, uma professora universitária de meia idade que está de férias no litoral sul da Itália. Lá, distante da vida cotidiana e próxima de memórias de infância, ela conhece Nina, a jovem mãe de Elena e parte meio deslocada de uma barulhenta família napolitana. O encontro das desconhecidas logo engata um processo de reflexão íntima em Leda, gerando uma onda de pensamentos que vão desde sua relação com a sua mãe, até os laços que mantém com as suas filhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior traço da história é justamente a honestidade de Elena Ferrante ao tratar dos dramas de suas personagens. Sem se preocupar com qualquer juízo de valor ou corresponder ideais que aprisionam </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2022/01/03/As-m%C3%A3es-complexas-de-Elena-Ferrante-no-filme-%E2%80%98A-filha-perdida%E2%80%99"><span style="font-weight: 400;">mães e mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos polidos padrões patriarcais, as palavras da autora, traduzidas para o português brasileiro por Marcellino Lino, são </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/06/cultura/1573046745_374458.html"><span style="font-weight: 400;">completamente livres</span></a><span style="font-weight: 400;"> para criar o panorama psicológico de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desta forma, o impacto da narrativa é generalizado e muito bem arquitetado, como uma grande digressão investigativa e sentimental que não perde o fio nem em seus momentos mais subjetivos. Para isso, ela nos alerta desde o primeiro capítulo do livro: </span><i><span style="font-weight: 400;">“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.”</span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: A filha perdida - Clube do Livro Dezembro de 2021" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/7qvhxwKpQrhRCZcqYqrl8f?si=40ed5325368f4961&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<h2>Dicas do Mês</h2>
<figure id="attachment_25583" aria-describedby="caption-attachment-25583" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25583 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-523x800.jpg" alt="Capa do livro Todo dia a mesma noite. A capa é inteiramente cinza. Na parte superior lê-se em preto “daniela arbex”. Logo abaixo lê-se em branco “todo dia a mesma noite”. Abaixo lê-se em preto “a história não contada da boate kiss”" width="523" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-523x800.jpg 523w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-670x1024.jpg 670w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-768x1174.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-1005x1536.jpg 1005w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-1340x2048.jpg 1340w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1-1200x1834.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/tododiaamesmanoite-1.jpg 1578w" sizes="auto, (max-width: 523px) 85vw, 523px" /><figcaption id="caption-attachment-25583" class="wp-caption-text">A presidente Dilma Rousseff ficou ao lado das mães que aguardavam o duro momento de reconhecer os corpos de seus filhos (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Daniela Arbex &#8211; Todo dia a mesma noite (248 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ligar a TV naquele 27 de janeiro de 2013, ninguém imaginava que a dor daquele dia ficaria marcada para sempre na alma dos brasileiros. Isso porque, entre às 2h e 2h30, um incêndio na </span><a href="https://canalcienciascriminais.com.br/o-caso-da-boate-kiss-foi-um-terrivel-erro-judiciario/"><span style="font-weight: 400;">Boate Kiss</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Santa Catarina (RS), vitimou 242 pessoas e feriu outras 636. Em 2018, Daniela Arbex (a mesma autora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/colonia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cova 312</span></i><span style="font-weight: 400;">) concluiu a missão de verbalizar toda a angustia e sofrimento que as famílias ainda passam sobre a infindável tragédia. O resultado é o livro-reportagem </span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Todo dia mesma noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrevistando familiares e profissionais que trabalharam no resgate das vítimas, Daniela se coloca ao lado das pessoas envolvidas e mostra seu respeito escrevendo o livro em terceira pessoa. Cada capítulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo dia é a mesma noite</span></i><span style="font-weight: 400;"> é doloroso: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Apesar do preparo emocional para esse tipo de trabalho, o incêndio na Kiss fugia a qualquer parâmetro</span></i><span style="font-weight: 400;">.” O cenário era de guerra e os detalhes precisamente escritos por </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/daniela-arbex/"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;"> não deixam o sentimento de luto passar ileso. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_25584" aria-describedby="caption-attachment-25584" style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25584" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/o-mau-exemplo-de-cameron-post.jpg" alt="Capa do livro O Mau Exemplo de Cameron Post. A capa tem o fundo na cor salmão e, na parte superior central, vemos as palavras “EMILY M. DANFORTH” escritas em caixa alta, em branco e em uma fonte sem serifa. Partindo da parte superior esquerda e descendo até o centro da capa, vemos o contorno de um rio, pintado de azul claro, que desemboca em um lago em formato de coração. Ao longo da extensão do rio, vemos árvores e uma estrada, pintada de bege, e uma ponte. Vemos um arco-íris saindo da parte superior direita do lago. Ao centro do lago, vemos as palavras “o mau exemplo de Cameron Post” escritas em preto, em uma fonte cursiva. A palavra “mau” tem um risco vermelho por cima. Logo abaixo, vemos a frase “Descubra quem você é. Viva de acordo com suas próprias regras”, escrita em preto. Na parte inferior esquerda, ao lado do lago, vemos o desenho de uma casa marrom e uma estrada bege saindo dela. Na parte inferior central, vemos o logo da editora HarperCollins. Na parte inferior direita, vemos duas árvores e o contorno de uma estrada, em bege." width="513" height="744" /><figcaption id="caption-attachment-25584" class="wp-caption-text">“Ela encostou em mim de uma maneira que sequer reparou, e eu não consegui reparar em mais nada” (Foto: HarperCollins)</figcaption></figure>
<p><b>Emily M. Danforth &#8211; O Mau Exemplo De Cameron Post (448 páginas, HarperCollins Brasil)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando os pais de Cameron Post morrem em um acidente de carro, a primeira coisa que ela sente, para sua própria surpresa, é alívio. Alívio que eles nunca vão precisar saber que, algumas horas antes, ela estava beijando uma menina</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Como a sinopse de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mau Exemplo de Cameron Post </span></i><span style="font-weight: 400;">já adianta, o alívio não dura muito tempo. No primeiro livro de Emily M. Danforth, que ganhou uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G6QeqCqkrmk"><span style="font-weight: 400;">adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelada por Chloë Grace Moretz, Cameron Post é uma adolescente descobrindo e explorando sua sexualidade. Depois de ser flagrada aos beijos com uma menina pela tia religiosa e conservadora com quem mora desde a morte dos pais, Cameron é enviada para o acampamento Promessa de Deus para ser curada de suas “tendências homossexuais”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrado pela Cameron Post em primeira pessoa, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mau Exemplo de Cameron Post </span></i><span style="font-weight: 400;">embarca no presente e no passado de sua protagonista: a culpa e a angústia dela &#8211; e de outros adolescentes do acampamento, que passam pelo mesmo </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/05/cultura/1554474093_207527.html"><span style="font-weight: 400;">abominável processo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de “cura” &#8211; se fazem sentir quando os experienciamos juntos da própria. Ela vai do desalento ao cinismo de fingir que se tornou “ex-gay” até a esperança de que talvez, se tentar o suficiente, ela realmente consiga mudar sua sexualidade e finalmente sair de lá. </span><span style="font-weight: 400;">Na pele de Cameron Post, o livro é doloroso ao abordar os abusos psicológicos, emocionais e, por vezes, físicos da terapia de conversão, que era comum nos Estados Unidos dos anos 80, quando a história se passa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um bom </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KAUhY2gBTHQ"><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mau Exemplo de Cameron Post </span></i><span style="font-weight: 400;">alivia as dores do agora lembrando do que já passou, e mescla a estadia no Promessa de Deus com a nostalgia das memórias da infância e da adolescência de Cameron, dela crescendo e </span><a href="https://personaunesp.com.br/verao-de-85-critica/"><span style="font-weight: 400;">descobrindo mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de si mesma. E no lugar onde a esperança da protagonista morre, é também onde ela encontra, finalmente, seu lugar: junto de Adam e Jane, amigos que conheceu e de quem se aproximou no acampamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mau Exemplo de Cameron Post </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; e Cameron Post &#8211; se abrem para o futuro, com um final em aberto otimista e cheio de possibilidades. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_25585" aria-describedby="caption-attachment-25585" style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25585 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/morrem-final-1.jpg" alt="Capa do livro Os Dois Morrem no Final. A foto é uma ilustração azul escura, e mostra duas silhuetas de pessoas andando por uma ponte, à noite. A sombra delas forma a imagem da morte, com o capuz e a foice. No topo da imagem, lemos em branco: Autor best-seller do New York Times, e abaixo disso: Adam Silvera. No meio da capa, também em branco, está o nome do livro e no canto inferior direito está o logo da editora Intrínseca." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/morrem-final-1.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/morrem-final-1-534x800.jpg 534w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25585" class="wp-caption-text">Em comemoração ao vindouro aniversário do livro, o autor Adam Silvera confirmou uma nova obra ambientada no mesmo universo (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Os Dois Morrem no Final (416 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo uso de um delicioso artifício de </span><a href="https://escotilha.com.br/literatura/contracapa/afinal-o-que-e-e-o-que-nao-e-realismo-magico/"><span style="font-weight: 400;">realismo mágico</span></a><span style="font-weight: 400;">, o nova-iorquino Adam Silvera encanta em </span><a href="https://www.amazon.com.br/Dois-Morrem-Final-Acompanha-Exclusivo/dp/6555603046"><i><span style="font-weight: 400;">Os Dois Morrem no Final</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançamento LGBTQIA+ de 2017 que só chegou ao Brasil no ano passado, sob tradução de Vitor Martins. Na trama, o mundo divide espaço com a Central da Morte, uma espécie de </span><i><span style="font-weight: 400;">call center</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, assim que o relógio bate meia-noite, liga para as pessoas que vão morrer naquele dia e avisam do futuro ceifado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse ambiente, conhecemos dois garotos, Rufus e Mateo, adolescentes com personalidades opostas, mas complementares, que se conhecem no último dia da vida de cada um. A história, que se espreguiça pela duração dessas derradeiras vinte e quatro horas, vai mostrando pequenas missões e desejos cumpridos dos agora amigos. Misturando aventura, romance e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0J94ZksFbm4"><span style="font-weight: 400;">um bocado de drama</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">They Both Die at the End</span></i><span style="font-weight: 400;">, infelizmente, não mente no título. É recomendado comprar uma caixinha de lenços de papel na hora de devorar esse sucesso literário. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25586" aria-describedby="caption-attachment-25586" style="width: 686px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25586 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-686x1024.jpg" alt="Capa do livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella. Na imagem, há uma fotografia em preto e branco de presidiários jogando futebol no campo do presídio Carandiru. Ao fundo, está um muro de cor cinza com diversas janelas das celas, todas de cor preta. Na parte superior, alinhado à esquerda, está escrito Carandiru. As letras estão em fonte de cor branca, exceto a primeira letra A, que está em cor azul. Abaixo está escrito Drauzio Varella, em fonte de cor azul. Ao lado está escrito Estação Carandiru, em fonte de cor branca. Abaixo de Drauzio Varella, está o logo da editora Companhia das Letras, também em cor branca." width="686" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-686x1024.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-536x800.jpg 536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-768x1147.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-1029x1536.jpg 1029w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-1371x2048.jpg 1371w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1-1200x1792.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/drauzio-1.jpg 1664w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25586" class="wp-caption-text">Estação Carandiru foi o primeiro livro publicado por Drauzio Varella, e conta sua experiência como médico voluntário no presídio (Foto: André Brandão/Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Drauzio Varella &#8211; Estação Carandiru (368 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 1999, </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11141"><i><span style="font-weight: 400;">Estação Carandiru</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é considerado um dos maiores fenômenos editoriais brasileiros. Nessa espécie de livro-reportagem, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/05/a-trajetoria-de-drauzio-varella/"><span style="font-weight: 400;">Drauzio Varella</span></a><span style="font-weight: 400;"> conta sua experiência como médico voluntário no Carandiru (então maior presídio da América Latina), de 1989 – quando chegou com um projeto de prevenção à AIDS – até seu respectivo fechamento, em 2002. A obra é composta pelas diversas histórias dos presidiários, contadas a Drauzio Varella, nas quais são relatadas as dificuldades e motivos que os levaram ao cárcere. Essas histórias também se misturam com a própria visão e trajetória do narrador, que tenta colocar uma perspectiva humana sobre os problemas sociais expostos dentro da cadeia, sem os típicos paradoxos e preconceitos envolvidos no tema, prevalecendo sua visão de médico, na qual há um diagnóstico sem o tom de denúncia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na obra, enxergamos o presídio como um microcosmo da sociedade brasileira, deixando em evidência problemas de saúde pública, as desigualdades e a violência social. Percebe-se na leitura que, no Carandiru, todos seguem um código penal não escrito, inclusive os carcereiros, de forma a preencher o vácuo de poder que dificilmente permanece vazio. Há uma ordem mais ou menos cronológica das histórias, e seus capítulos finais relatam o </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/como-foi-o-massacre-do-carandiru/"><span style="font-weight: 400;">Massacre do Carandiru</span></a><span style="font-weight: 400;">, ocorrido em 1992, onde 111 presos foram assassinados pela Polícia Militar no Pavilhão 9 da cadeia – local onde ficavam, majoritariamente, os presos de primeira viagem. Drauzio dá o início, chamado de </span><i><span style="font-weight: 400;">“O Levante”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o desenrolar da confusão e o seu fim trágico, angariando depoimentos dos presos que conseguiram sobreviver. O livro recebeu o </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Jabuti</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2000, na categoria Livro do Ano, e foi adaptado para o cinema em 2003, no filme </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1104200307.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Carandiru</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbara-paz-47-anos/"><span style="font-weight: 400;">Héctor Babenco</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_25587" aria-describedby="caption-attachment-25587" style="width: 671px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25587" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/rua-paulo-1.jpg" alt="Capa do Livro Os meninos da rua Paulo. Nela, há a ilustração de três meninos, à esquerda, ao lado da parede de uma casa, conversando com uma menina que está à direita, encostada em outro lado da casa. Um dos meninos está no canto esquerdo da ilustração, rindo; ele é branco, com cabelos castanhos escuros, e veste um casaco marrom claro, bermuda preta e botas marrons. Ao seu lado esquerdo, é possível ver as pernas de outro menino, mas que acaba tendo seu corpo escondido pelo terceiro, que está em sua frente. Este último, está com o braço esquerdo encostado na parede da casa, inclinado para conversar com a menina. Ele é branco, com cabelos escuros e lisos, e veste uma blusa verde-musgo de mangas compridas, bermuda marrom e botas marrons. A menina é branca, com cabelos lisos escuros, e ela veste um casaco comprido na cor vinho e sapatos marrons. No canto superior esquerdo, está escrito “Os meninos da rua Paulo” em fonte na cor verde. Abaixo da frase, está o nome do autor, “Ferenc Molnár”, também em fonte na cor verde. E, no canto inferior direito, ao lado dos pés da menina, está escrito “Tradução Paulo Rónai” em fonte preta." width="671" height="1032" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/rua-paulo-1.jpg 671w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/rua-paulo-1-520x800.jpg 520w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/rua-paulo-1-666x1024.jpg 666w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25587" class="wp-caption-text">No Brasil, Os meninos da rua Paulo foi adaptado para o Teatro, em 1992, com um elenco formado por atores como Selton Mello, Marcelo Serrado, Oberdan Júnior e Michel Bercovitch (Foto: Cosac Naify)</figcaption></figure>
<p><b>Ferenc Molnár &#8211; Os meninos da rua Paulo (264 páginas, Cosac Naify)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita pelo húngaro Ferenc Molnár, e publicada, pela primeira vez, em 1907, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os meninos da rua Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das histórias mais adultas sobre a infância. Ambientado no ano de 1889, na cidade de Budapeste, a narrativa trata sobre a rivalidade entre dois grupos de meninos: os da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sociedade do Betume</span></i><span style="font-weight: 400;"> contra os</span><i><span style="font-weight: 400;"> camisas-vermelhas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambos disputam pelo poder de um terreno baldio da rua que dá nome ao livro, considerado um espaço sagrado para suas brincadeiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tradução de Paulo Rónai, a obra já foi literatura obrigatória em diversas escolas do Brasil (inclusive na que eu estudei). O que poderia ser uma história facilmente abordada em tirinhas da Turma da Mônica, acaba por trazer uma perspectiva interessante sobre a </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/os-meninos-da-rua-paulo-os-desafios-da-passagem-para-vida-adulta.html"><span style="font-weight: 400;">transição da infância para a vida adulta</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de falar sobre a falta de espaço para os jovens na sociedade e a violência psicológica que esses meninos eram submetidos no contexto histórico da Hungria da época. Não à toa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os meninos da rua Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou</span> <span style="font-weight: 400;">um dos livros húngaros mais conhecidos ao redor do mundo, ganhou diversas adaptações para o Cinema e conversa com produções mais recentes, como o filme</span> <a href="https://www.imdb.com/title/tt0953382/"><i><span style="font-weight: 400;">A Cidade das Crianças</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar da dificuldade em lembrar dos complicados nomes dos personagens, até hoje não me esqueço da profunda história do pequeno Nemecsek. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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