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	<title>Arquivos Melhores do mês &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Melhores do mês &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Melhores discos de Agosto e Setembro/2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira “A música brasileira está uma merda”, afirmou Milton Nascimento em entrevista polêmica para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-agosto-setembro-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Agosto e Setembro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12945" aria-describedby="caption-attachment-12945" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-12945 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg" alt="Linn, Glória, Karol discos" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12945" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Linn da Quebrada, Glória Groove e Karol Conká. A música brasileira vai muito bem, obrigada! (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>“A música brasileira está uma merda”, afirmou <a href="https://personaunesp.com.br/critica-clube-da-esquina/">Milton Nascimento</a> em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml?loggedpaywall#">entrevista polêmica</a> para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um mal-entendido, já que Nascimento estaria se referindo à produção musical do <em>mainstream </em>brasileiro.</p>
<p>O que deveria amenizar as discussões, <a href="https://twitter.com/alicecaymmi/status/1175797878251556865">deu mais pano pra manga</a>. Em meio a manifestações de apoio e repúdio à fala do cantor e compositor mineiro, a bolha cultural da internet tirou o dia para discutir a produção musical brasileira. Afinal de contas, a nossa música, popular ou independente, estaria uma merda?</p>
<p>Nossa curadoria dos meses de agosto e setembro prova que não. Numa semana em que o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DkAh-OmITu4">cantor Jaloo</a> anunciou — em um desabafo que revelou a dificuldade de se fazer música por conta própria no Brasil — que não deve trabalhar por muito mais tempo, fica um pensamento: a arte merece apoio. A arte brasileira e a estrangeira, a arte de gravadora e a <em>underground</em>.</p>
<p>Confira abaixo os nossos momentos preferidos, dentre todas essas cenas, dos dois últimos meses. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-12879"></span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg" alt="Charli XCX discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Charli XCX &#8211; Charli</strong></p>
<p><em>pop, pc music</em></p>
<p>Liberdade artística é um conceito que muitos artistas do cenário que chamamos de <em>mainstream</em> nem sonham em alcançar. Para a arte de Charli XCX, no entanto, a autonomia é condição de existência. E ela consegue aqui provar isso novamente. Seu disco auto-intitulado é ouro pop, com doses generosas, quase cavalares, de PC music e muito a dizer sobre o futuro. Da impecável “Gone” nasce uma viagem coesa e até bastante chiclete, mas que sugere caminhos cada vez mais metálicos e complexos para a música pop. “2099”, fechamento do registro e segunda parceria da britânica com o príncipe <a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/">Troye Sivan</a>, coroa o casamento de XCX com o estranho e o inovador.</p>
<p>Longe de querer inventar a roda, o registro retoma referências já sedimentadas do gênero e as perverte, numa viagem robótica mas cheia de alma. Repleto de participações marcantes, o novo trabalho da intérprete de “Vroom Vroom” não tem medo de incomodar, mas suas brincadeiras são feitas num terreno familiar e frutífero. Até a diva <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rZVhR399IoA">Pabllo</a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fI5Myc9Nt-Y">Vittar</a> teve espaço, na faixa mais longa (e doida) do projeto. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Charli XCX &amp; Christine and the Queens - Gone [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/chSZCtLrgz8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg" alt="Davi discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Davi &#8211; Ritual</strong></p>
<p><em>ambient pop</em></p>
<p>Chique. Se tem uma palavra que, sozinha, consegue definir o registro de estreia do goiano Davi Sabbag, aqui está. <em>Ritual</em> é chiquérrimo. A produção, encabeçada pelo cantor e alguns parceiros, evoca o intimismo de um quarto de apartamento e todos os desdobramentos que esse ambiente rende. Dessa forma, sexo, auto-cuidado, romance e reflexão fazem parte da teia que o ex-Banda Uó desenvolve nas faixas.</p>
<p>Mesmo em momentos como o <em>dancehall</em> de “Não Faz Diferença” ou  a sexualmente carregada “Banquete” — respectivamente em parceria com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">Urias</a> e Jaloo —, sutileza e delicadeza comandam a experiência, estética que Sabbag vem amadurecendo desde o início de seu projeto solo e merece ser ainda mais explorada. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Davi Sabbag - Banquete feat. Jaloo, 1993agosto (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ho8DBdnNhC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png" alt="Jaloo discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jaloo &#8211; ft (pt. 1)</strong></p>
<p><em>pop, tecnobrega</em></p>
<p>Menos de meia década se passou desde a sua estreia, mas uma coisa é certa: o Jaloo de ontem é bastante diferente do Jaloo de hoje. Não se preocupe, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_pa0qxFHe9E">brincadeiras com regionalismos</a>, letras contemplativas e melodias grudentas continuam parte importante na obra do cantor paraense. Mas é impossível não notar o seu amadurecimento em <em>ft (pt. 1)</em>.</p>
<p>Primeira metade de um projeto de parcerias com artistas dos mais diversos universos, o novo disco tem tudo o que esperamos de Jaloo e mais um pouco. Inclua neste mais um pouco uma produção menos experimental, encabeçada pelo próprio intérprete, mas que nunca deixa de empolgar, assim como encontros inusitados de gêneros e referências. Cabem mil brasis no mundo em expansão de Jaloo. Continuamos apaixonados, com a certeza de que o <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">pop brasileiro está muito bem servido</a>. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jaloo ft. MC Tha - Céu Azul (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/78wVROmr0HE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg" alt="Jay discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jay Som &#8211; Anak Ko</strong></p>
<p><em>indie rock, dream pop</em></p>
<p><em>Anak Ko </em>começa onde exatamente parou o aclamado <em>Everybody Works </em>(2017) da multiinstrumentista Melina Duterte, ou Jay Som &#8211; com a diferença que agora ela não gravou tudo sozinha. A aposta em um indie rock mais soturno, com inclusão de sintetizadores e cordas, revela-se acertada: os 34 minutos de música são coesos e agradáveis.</p>
<p>Destaque para o desempenho de Melina na guitarra &#8211; pura destreza e sutileza. A única deficiência de <em>Anak Ko</em> está nas letras, principalmente nos momentos feitos sob medida para a catarse (“If You Want It”, “Superbike”) que acabam por soar derivativos. Nada que prejudique o produto final. Destaques para a supracitada “Superbike”, “Nighttime Drive” e a faixa-título. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jay Som - Nighttime Drive [OFFICIAL MUSIC VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/t0Hns30GEGo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg" alt="Jenny Hval discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jenny Hval &#8211; The Practice of Love</strong></p>
<p><em>art pop, eletrônico, experimental</em></p>
<p>Mesmo que pouco conhecida pelo grande público, Jenny Hval está longe de ser iniciante na cena. Responsável por sete elogiados registros, a compositora e romancista sempre deu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZVaWc00aZ30">tratamento complexo a temas incômodos</a>. Não havia razão lógica para alterar esse time ganhador, mas, em <em>The Practice of Love</em>, a norueguesa reflete feminilidade e amor acompanhada de uma produção influenciada pelo <em>house</em> de Detroit e o <em>synthpop</em> da década de 80. Trata-se de uma abordagem mais acessível que esforços anteriores, ainda que a efervescência criativa de Hval opere mais forte do que nunca. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Ia2sw3y79k40GHeNjCfLh" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg" alt="luisa discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Luísa e os Alquimistas &#8211; Jaquatirica Print</strong></p>
<p><em>tecnobrega, electropop</em></p>
<p>A melodia é chiclete. A batida, dançante. Sem esquecer-se das letras irreverentes. O quarteto potiguar entrega, em seu terceiro registro de estúdio, tudo que era de se esperar. Mas <em>Jaquatirica Print </em>consegue, ainda, surpreender. Com produção arrojada e cheia de excessos bem-vindos, o disco é grudento sem soar manjado ou repetitivo, devido à mistura de tecnobrega com referências do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AmfjSzYyRUc">pop de vanguarda oitentista</a>, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wn9E5i7l-Eg">Pet Shop Boys</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z0XLzIswI2s">Grace Jones</a>, que é pra lá de inusitada. O <em>single</em> “Furtacor” tem estética romântica e psicodélica, sendo um dos destaques do LP; ao passo que “Descoladinha”, ato de abertura, tem tudo para hitar nas festas <em>queer</em> moderninhas Brasil afora. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0JkLQKEz5jnRohRSLIEewl" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg" alt="pharma discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pharmakon &#8211; Devour</strong></p>
<p><em>death industrial</em></p>
<p>O <a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-em-sao-paulo-o-funeral-eletrico/">Black Sabbath</a> foi um dos primeiros grupos do século XX a entender que o público gosta de sentir medo. Traçando uma linha evolutiva torta, pode-se dizer que a música industrial levou essa lógica a um novo patamar, praticando sons que não raro desafiavam as limitações do rótulo &#8220;música&#8221; através do extremismo visual e sonoro. 2019 tem se provado terreno fértil para esse tipo de experimentação.</p>
<p>Após o opressivamente opulento <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2019/"><em>Caligula</em></a>, da revelação Lingua Ignota, chega <em>Devour</em>, da sempre ameaçadora Pharmakon. Nada de opulência aqui; o death industrial de Margaret Chardiet é minimalista. Basta uma base em loop e camadas de puro e simples barulho para ela atacar o microfone. Em seu quinto álbum ela finalmente transfere o clima dos shows para o disco. As 5 faixas fluem entre si, proporcionando um pequeno espetáculo de masoquismo. <a href="https://www.residentadvisor.net/reviews/24089">Segundo a resenha do site Resident Advisor</a>, em <em>Devour</em> Chardiet quer que nós aceitemos a pequenez de nossa existência. Nós aceitamos, Margaret. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3AawK35xFxfwpeJmqnC1tW" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg" alt="sant discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Sant &amp; LP Beatzz &#8211; Fazendo Arte</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Primeiro disco do rapper carioca desde 2015, <em>Fazendo Arte </em>vem menos verborrágico que seus sucessores. Sant&#8217;Clair Araújo Alves de Souza parece estar de bem com a vida, reflexivo após <a href="https://portalrapmais.com/sant-anuncia-sua-saida-prematura-do-rap/">anunciar o fim de sua carreira</a> em abril. Aqui ele canta basicamente sobre o papel do rap em sua vida  e sobre amores, embalado pelas bases jazzísticas de LP Beatzz. A duração do EP (4 faixas totalizando cerca de 10 minutos) tanto prejudica quanto beneficia: não há tempo para as faixas mais estruturadas e quase épicas de <a href="https://open.spotify.com/album/5RzvGNpsnvfFXPLjQKlMgO?si=PDHZUtfBR5WSOpwiHjobBQ"><em>O que separa os homens dos meninos &#8211; Vol. 1 </em>(2015)</a>, mas o replay é certo. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Fazendo Arte" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XelMTieNj9lOTs86QQgRV?si=BMbtzfzfTsuZkDjxEyjP3A"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg" alt="slayyyter discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slayyyter &#8211; Slayyyter</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Vocais melindrosos, refrões-chiclete e uma apurada sonoridade comercial compõem a <em>mixtape</em> homônima da artista americana Slayyyter, uma espécie de “cantora pop side b dos anos dois mil”. A estreia é um prato cheio para quem sente saudade das cantoras adolescentes de outrora, como <a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/">Britney Spears</a> e Jessica Simpson, mas que atualmente escutam Charli XCX, SOPHIE ou outras artistas vanguardistas da PC Music.</p>
<p>Composta por 14 faixas, a <em>tracklist</em> é repleta de mensagens provocativas, típicas de quem só quer se divertir sem assumir compromissos. Em faixas como “Devil”, Slayyyter canta sobre atrair garotos estúpidos e deixá-los malucos. Já em “Touch My Body” &#8211;<a href="https://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/"> alô, Mariah!</a> &#8211; a loira fala sobre esperar a ligação de alguém minimamente especial. E por aí vai, quarenta minutos de pura efervescência.</p>
<p>Assim, o trabalho não é liricamente pretensioso. Pelo contrário, é frívolo e soa confortavelmente fútil na maior parte do tempo. Afinal, não é sempre que queremos ou precisamos mergulhar profundamente em algo. Nesse sentido, Slayyyter é uma boa pedida para quem quer curtir uma <em>vibe</em> sexy e debochada, para cantar na frente do espelho enquanto se sente a última bolacha do pacote.</p>
<p>Mas, um detalhe. Não ouça “Daddy AF” em público sem fones de ouvido. Avisa quem amigo é. <strong>(LG)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slayyyter - Mine (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1s_lpkO1T1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12661" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg" alt="slipknot discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slipknot &#8211; We Are Not Your Kind</strong></p>
<p><em>metal alternativo</em></p>
<p><span dir="ltr"><span class="_3l3x">Um comentário de internet sobre o novo disco do Slipknot: “O disco foi gravado em uma frequência que só é audível para ouvidos de pessoas abaixo de 14 anos”</span></span>. Não é de hoje que o metal alternativo (ou new metal) é visto como juvenil e <em>poser</em>, principalmente pelos metalheads mais fervorosos. Esse tipo de miopia prejudica a recepção de bons discos do gênero, como este <em>We Are Not Your Kind</em>, o sexto do Slipknot.</p>
<p>Uma evolução notável do saturado <em>.5: The Gray Chapter</em>, <em>We Are Not Your Kind </em>não converterá os detratores, agradará os fãs e, de quebra, pode conquistar os indiferentes. A mistura do metal alternativo (incluindo aí guitarras em tom menor, andamentos retos e refrões melódicos) com influências mais extremas deu forma a um produto perfeitamente equilibrado entre o mainstream e o underground. O Slipknot, aliás, pode ser considerado um dos grupos de metal mainstream mais extremos dos últimos anos, vide o apelo visual e, claro, a música.</p>
<p>Nesse último aspecto, nada mudou: a porradaria é garantida na maior parte do tracklist, com destaque para os riffs cirúrgicos de Jim Root e Mick Thomson e a interpretação impecável do vocalista Corey Taylor. O maior destaque às nuances eletrônicas, sempre presentes na discografia do grupo, dá respiro entre as 14 faixas, trazendo coesão. Mas não espere um rolo compressor inclemente: o apelo pop de faixas como “Nero Forte” e “Orphan”, com seus refrões feitos sob medida para grandes arenas, é inegável. Isso sem falar nas baladas que fecham o disco, mais próximas do Nine Inch Nails do que do Slayer. Metal também é música pop, afinal. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slipknot - Unsainted [OFFICIAL VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VpATBBRajP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg" alt="taylor discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">Lover</a></strong></p>
<p><em>pop, synthpop</em></p>
<p>A temática amorosa não é exatamente novidade na discografia de Taylor Swift. A cantora e compositora, que é conhecida por destilar as dores de seus relacionamentos fracassados em letras bastante pessoais, canta <a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/">corações partidos</a> como ninguém. <em>Lover</em> é mais uma bem-vinda adição ao clube, mas vem com o pulo do gato: o amor aqui não é passado, é presente. E futuro. Como que num revival do <em>synthpop</em> jovem, e ao mesmo tempo nostálgico, do importante <em>1989 </em>(2013), a estrela pop de Nashville faz grudar na mente narrativas de um amor que é confortável e tranquilo, que não machuca.</p>
<p>A produção brilha mais nos momentos em que o <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">queridinho Jack Antonoff</a> assume, com a sua já conhecida estética igualmente melodramática e cool &#8211; a desoladora “Cruel Summer”<em> </em>é exemplo disso. O disco guarda algumas das melhores letras de Taylor, que consegue conquistar até os críticos mais céticos da música pop. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Lover (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-BjZmE2gtdo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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