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	<title>Arquivos Mauro Lima &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O passado é uma roupa que O Homem de Ouro sabe vestir</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 18:44:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Mariel Mariscot foi um policial corrupto e uma celebridade dos anos 1960 e 1970 no Rio de Janeiro. Ele se envolveu com tráfico de drogas, assassinato, extorsão e outros golpes, exterminando bandidos e pessoas pobres. Fez parte da organização Scuderie Le Cocq, um ‘esquadrão da morte’ responsável por vários atentados durante suas décadas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-de-ouro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O passado é uma roupa que O Homem de Ouro sabe vestir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36298" aria-describedby="caption-attachment-36298" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-9.jpg" alt="Cena do filme Homem de OuroNa imagem, três homens brancos estão no centro, de frente, apontando uma pistola. O homem do meio é o mais alto, tem cabelos escuros na altura do pescoço e usa um bigode bem grosso. Ele está de cara fechada, franzindo a testa. Veste uma camiseta gola V na cor branca, com duas faixas horizontais na cor preta no peito. A calça bege está apertada com um cinto preto, um par de luvas está enfiado na cintura. Ele segura a arma com a mão esquerda. Do seu lado direito, há um homem de cabelos curtos, lisos e loiros, que veste paletó cinza, terno e calça azul. No rosto, ele usa um óculos escuro no modelo aviador, além de um cavanhaque branco. Empunha a pistola na mão direita, onde há um anel dourado no dedo mindinho. A outra mão está apoiada na cintura. Já do lado esquerdo, está um homem com um cabelo escuro também um pouco mais longo. Ele usa bigode e óculos escuros, está vestindo uma jaqueta preta de couro e calça marrom. A arma também está em sua mão direita. O céu está nublado e o cenário é um porto, há uma embarcação laranja atrás deles, do lado esquerdo, enquanto do direito uma parede de tijolos cinzas. " width="574" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-36298" class="wp-caption-text">Mauro Lima, de Meu Nome Não É Johnny (2008), vê no Rio de Janeiro um cenário para figuras emblemáticas (Foto: Downtown Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/mariel-mariscot-o-homem-de-ouro-da-policia-que-foi-morto-tentando-ser-banqueiro-do-jogo-do-bicho.html#:~:text=No%20dia%208%20de%20outubro,homens%20diante%20de%20seu%20carro."><span style="font-weight: 400;">Mariel Mariscot</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um policial corrupto e uma celebridade dos anos 1960 e 1970 no Rio de Janeiro. Ele se envolveu com tráfico de drogas, assassinato, extorsão e outros golpes, exterminando bandidos e pessoas pobres. Fez parte da organização </span><i><span style="font-weight: 400;">Scuderie Le Cocq</span></i><span style="font-weight: 400;">, um ‘esquadrão da morte’ responsável por vários atentados durante suas décadas de atividade. Mariscot ganhou fama, frequentava lugares finos e se relacionou com personalidades célebres, atrizes e modelos. Para retratar essa história complexa e violenta, em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/meu-nome-nao-e-johnny"><span style="font-weight: 400;">Mauro Lima</span></a><span style="font-weight: 400;"> (diretor), Valéria Costa (diretora de Arte) e Fernando Young (diretor de Fotografia) mergulham nos signos que tornaram o criminoso um ímã para a sociedade burguesa brasileira.</span><span id="more-36297"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, que faz parte da seção Mostra Brasil na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, vai construir a persona do fluminense por meio de um estilo pomposo e rico, uma ideia de um passado chique e elegante – mas cunhado em corrupção e sangue. A partir da aparência de Mariscot, interpretado por Renato Góes, homem alto, branco e forte, o padrão de beleza embutido pela indústria cultural americana no Brasil vai servir como uma forma de convencimento para legitimar as ações do policial contra vítimas de estaturas menores, mulheres ou pessoas de pele negra. Lima e </span><a href="https://abcine.org.br/entrevistas/fernando-young-chacrinha-o-velho-guerreiro/"><span style="font-weight: 400;">Young</span></a><span style="font-weight: 400;"> vão enquadrar Góes como se estivessem esculpindo </span><i><span style="font-weight: 400;">David</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Michelangelo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um personagem que domina tanto a cena quanto a lei do Rio de Janeiro. A câmera fica hipnotizada por cada pose, cada figurino vestido por ele, que transmite não apenas ares de galã, como também cria uma atmosfera que embeleza a década em que a história acontece. Em uma cena, o protagonista faz sexo com uma mulher desconhecida, e enquanto está na cama com ela, o marido entra no quarto, porém o que acontece em seguida não é a dinâmica de costume. O homem se junta à dupla, fazendo um ménage. O corpo e a feição de </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/o-homem-de-ouro-a-controversa-jornada-de-mariel-mariscot-chega-as-telonas.phtml"><span style="font-weight: 400;">Mariscot</span></a><span style="font-weight: 400;"> convidam qualquer um a se despir (em vários sentidos). </span></p>
<figure id="attachment_36299" aria-describedby="caption-attachment-36299" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36299" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-7.jpg" alt="Cena do filme Homem de OuroNa imagem, a personagem Darlene está sentada em um sofá, rindo, enquanto segura um copo de vidro contendo bebida alcoólica na mão esquerda e cigarro na mão direita, que está levantada na altura de sua cabeça. Do lado esquerdo da imagem, de costas e desfocado está o personagem Mariel Mariscot, com o braço apoiado nas costas do sofá. Ele usa um relógio dourado no braço. Darlene veste uma blusa preta com várias pedras enfileiradas na vertical, que se estendem do pescoço, na gola, até a barra da roupa. Ela também usa anéis e pulseira. O cenário é uma sala de uma casa. Darlene é uma mulher branca, na faixa dos 30 anos, de cabelos loiros e lisos na altura do ombro. " width="770" height="514" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-7.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-7-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36299" class="wp-caption-text">O Homem de Ouro fez parte da seleção do Festival do Rio 2025 (Foto: Downtown Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O passado é embargado por figuras históricas e célebres, como a atriz Darlene Glória (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Luisa Arraes</span></a><span style="font-weight: 400;">), que vive com amigos gringos, é artista de rádio, teatro e Cinema; canta e dança, além de ser rodeada por itens de pluma e cor de ouro: vestidos, anéis e outras joias. Contudo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour </span></i><span style="font-weight: 400;">apenas enfeita o estilo de vida destrutivo da </span><a href="https://extra.globo.com/famosos/musa-de-arnaldo-jabor-darlene-gloria-de-78-anos-vive-isolada-em-teresopolis-recusa-convites-para-voltar-atuar-25405566.html"><span style="font-weight: 400;">estrela</span></a><span style="font-weight: 400;">, que possui um comportamento agressivo e abusa de drogas lícitas e ilícitas. As contradições entre aparências e a realidade argumentam a hipocrisia da elite e da classe média carioca, o que envolve policiais, políticos e outros poderosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os ilustres hotéis e as badaladas casas de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficam afastadas da violência exercida por Mariscot e o </span><a href="https://comissaodaverdade.al.sp.gov.br/relatorio/tomo-i/parte-i-cap2.html"><span style="font-weight: 400;">esquadrão da morte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Elas ocorrem em ruas residenciais ou em um porto de barcos, afastado da população. Esses locais são destituídos de graciosidade. Desta forma, a direção de Mauro Lima consegue causar impacto com os disparos de tiros e com o espaço cru, direto, que não precisa esconder a corrupção que habita ali, se afastando da romantização e exaltação da brutalidade. A pergunta que cada cena indaga ao espectador é: mesmo com toda pompa, o que esse passado reluz é ouro? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-tropa-de-elite/"><i><span style="font-weight: 400;">Tropa de Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007), a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Ouro </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue articular suas ideias sem se contradizer. Apesar da beleza embutida nos personagens e nos cenários, há sempre uma podridão presente e pessoas que saem machucadas. A trama de Mariscot não finaliza com ele no topo, mas em declínio. Existe uma união entre os segmentos de cada linguagem do Cinema para transmitirem os significados que Mauro Lima deseja: o passado vendido pelos saudosistas da Ditadura Militar Brasileira como melhor que o presente e dos falsos ouros que compõem a história brasileira.   </span></p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 20:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um contexto ainda atingido pela pandemia de covid-19, a largada da temporada de premiações foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o polêmico, e nem tão aclamado, Globo de Ouro. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-fevereiro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18960" aria-describedby="caption-attachment-18960" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-18960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg" alt="Arte retangular em cor azul bebê. No canto superior esquerdo foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot; em fonte branca. Ao centro, está o logo do Persona. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;fevereiro 2021&quot; em fonte preta. Espalhadas pela arte, foram adicionadas quatro fotografias, dentro de molduras em tom roxo: uma foto do filme Malcolm &amp; Marie, uma foto da cantora Karol Conká, uma foto do filme Nomadland, e uma foto da série Cidade Invisível." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18960" class="wp-caption-text">Destaques de Fevereiro de 2021: Cidade Invisível, Nomadland, Malcolm &amp; Marie e a passagem de Karol Conká pelo BBB 21 (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<p>Em um contexto ainda atingido pela <a href="https://www.poder360.com.br/coronavirus/covid-19-fevereiro-termina-como-2o-pior-mes-da-pandemia-no-brasil/">pandemia de covid-19</a>, a largada da <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/calendario-premiacoes-2021#51">temporada de premiações</a> foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/03/01/globo-de-ouro-ignora-polemica-mas-assume-falta-de-negros-em-edicao-morna.htm">polêmico</a>, e nem tão aclamado, <a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/">Globo de Ouro</a>. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos que chegaram nos minutos finais acabaram concorrendo e, até mesmo, levaram a estatueta para casa. Foi o caso de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-09-12/a-nova-classe-operaria-vai-ao-paraiso-e-vence-o-festival-de-veneza.html"><em>Nomadland</em></a>, que conquistou duas das categorias principais e é uma das principais apostas para o <a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2021-apostas-filmes"><em>Oscar</em> 2021</a>.</p>
<p>Mais uma vez, a <em>Netflix</em> está com tudo entre os concorrentes da temporada, mas com candidatos nem tão promissores. <a href="https://www.planocritico.com/critica-relatos-do-mundo/"><em>Relatos do Mundo</em></a>, produzido pela <em>Universal Pictures</em>, chegou esse mês ao catálogo e ganhou duas indicações ao Globo, porém sem sucesso, enquanto o complicado<a href="https://vogue.globo.com/moda/moda-news/noticia/2021/02/o-que-malcolm-e-marie-nos-dizem-sobre-relacionamentos-emocionalmente-abusivos.html"> <em>Malcolm &amp; Marie</em></a> não conquistou nem uma nomeação. Por outro lado, <a href="https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/eu-me-importo-critica"><em>I Care A Lot</em> (<em>Eu Me Importo</em>)</a> foi um dos grandes lançamentos do mês e surpresas da noite, e deu a primeira estatueta de Rosamund Pike.</p>
<p>Fora do universo dos tapetes vermelhos, o serviço de<em> streaming</em> entregou o controverso capítulo final da <a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/">saga de Lara Jean</a>, com <a href="https://www.uol.com.br/splash/filmes/critica/para-todos-os-garotos-3-fecha-a-saga-em-clima-de-final-de-novela-das-nove.htm"><em>Para Todos Os Garotos 3: Agora e Para Sempre</em></a>, e seu maior produto nacional até agora, com a estreia da série <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/sucesso-em-40-paises-cidade-invisivel-e-renovada-para-2-temporada-pela-netflix-52376"><em>Cidade Invisível</em></a>. Fevereiro também foi um mês para a<em> Apple TV+</em> trazer grandes lançamentos, a nova temporada de <a href="https://cinepop.com.br/dickinson-2a-temporada-e-mais-sofisticada-e-mais-sexy-revela-hailee-steinfeld-278489/"><em>Dickinson</em></a> foi mais uma vez bem recepcionada pela crítica, assim como o documentário <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-billie-eilish-the-worlds-a-little-blurry-apple-tv-179653/"><em>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry</em></a>, que se aprofunda na vida da estrela em ascensão Billie Eilish.</p>
<p>Nesse extenso período de isolamento, observar o cotidiano alheio nunca foi tão interessante. Pudemos ver novamente Selena Gomez se estabanar na cozinha com seu <em>reality show <a href="https://portalpopline.com.br/selena-chef-programa-de-culinaria-da-selena-gomez-tera-terceira-temporada/">Selena + Chef</a></em>, da <em>HBO Max</em>. E, em terras brasileiras, a luta pela <a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,karol-conka-e-eliminada-do-bbb-21,70003625413">saída da Karol Conká</a> do <em>BBB 21</em> conseguiu unir a nação de uma forma nunca antes vista nos últimos tempos.</p>
<p>O <strong>Cineclube </strong>de Fevereiro traz os grandes lançamentos do mês do mundo audiovisual. Aqui você confere os filmes aclamados e massacrados pelo público, séries que terminaram de ter seus episódios exibidos (<em><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/wandavision-mcu-futuro-perguntas#14">WandaVision</a> </em>há de aguardar o seu momento), e grandes produções televisionadas. Tudo isso com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/cineclube/">curadoria</a> da <strong>Editoria </strong>e <strong>colaboradores do Persona</strong>.</p>
<p><span id="more-18446"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_18548" aria-describedby="caption-attachment-18548" style="width: 839px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18548 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png" alt="Cena do filme Relatos do Mundo. No primeiro plano da imagem, à esquerda, temos Johanna, uma menina de mais ou menos doze anos, baixa e de cabelos loiros, vestindo um vestido puído e um chale marrom com uma faixa vermelha. À direita, temos o Capitão Kidd, um homem branco, de mais ou menos sessenta anos, de barba grisalha, vestindo um colete preto, calça, casaco e um chapéu velhor marrons e montando um cavalo marrom. Com a mão direita, ele puxa um cavalo preto, que vem atrás, carregando sacos na sua lombar. Ao fundo, temos vários homens usando vestimentas semelhantes a do Capitão Kidd, espalhados pelo campo de grama batida e terra, cavalos e carroças carregadas de sacos. Em último plano, temos a silhueta de montanhas." width="839" height="557" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png 839w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-300x199.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-768x510.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18548" class="wp-caption-text">Relatos do Mundo foi indicado ao Globo de Ouro 2021 nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Atriz Coadjuvante, para Helena Zengel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Relatos do Mundo (News of the World</b><b><i>, </i></b><b>Paul Greengrass)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Um faroeste com Tom Hanks” </span></i><span style="font-weight: 400;">é sinopse suficiente para atrair qualquer um. Ainda mais em um catálogo cheio de opções &#8220;tanto faz&#8221; da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L406MMEwmCo"><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se não fosse uma pandemia estaria em todas as </span><a href="https://www.radiotimes.com/movies/news-of-the-world-cinema-release/"><span style="font-weight: 400;">salas de cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao invés do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, chamou atenção do espectador &#8211; e até do Globo de Ouro -, mas não atende a expectativa que cria. Para além da descrição superficial, na trama, que se passa após a Guerra de Secessão, o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) viaja o sul dos Estados Unidos lendo notícias aos moradores locais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando topa com Johanna (Helena Zengel), uma menina alemã capturada e criada pelo povo indígena Kiowa, ele decide que é seu dever percorrer mais de 600 quilômetros para levá-la em segurança à sua família biológica. Apesar do leque de possibilidades que o contexto histórico abre para a narrativa, como a proibição do porte de armas no sul e a recente abolição da escravatura, consequências da guerra para os </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/os-confederados-tivessem-vencido-a-guerra-da-secessao/"><span style="font-weight: 400;">derrotados</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor Paul Greengrass opta pelo óbvio: explorar a inevitável relação emocional que se formará entre os dois ao longo da jornada. Nem a profissão de Kidd, que logo de cara desperta a curiosidade, evolui para além de um pano de fundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com os </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/melhores-filmes-de-faroeste-de-todos-os-tempos/"><i><span style="font-weight: 400;">bang-bangs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em escassez e com a previsibilidade da narrativa, que não surpreende nem no final, o espectador só não se decepciona pelas performances de Tom Hanks e Helena Zengel, que trabalham bem seus personagens e, com os nuances de cada um, despertam certo interesse. O trabalho do cinematógrafo Dariusz Wolski também se destaca, com uma fotografia que torna as paisagens fim de mundo típicas do gênero deslumbrantes. Embora não chegue nem perto de atingir todo o seu potencial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma boa para aqueles que se contentam em apreciar o veterano de Hollywood em ação e descobrir mais do talento da </span><a href="https://deadline.com/2021/01/news-of-the-world-helena-zengel-universal-pictures-fresh-face-news-1234671374/"><span style="font-weight: 400;">revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mirim alemã.</span><b> &#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_18919" aria-describedby="caption-attachment-18919" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18919 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg" alt="Cena do filme Nomadland. A imagem é ampla e se situa em um deserto. No chão, existe uma grama seca e o céu está colorido em tons de azul, rosa e lilás, enquanto o sol se põe. No canto direito, vemos uma mulher carregando uma lamparina, vestindo um casaco preto e caminhando em direção ao lado esquerdo da imagem. Ao fundo da imagem, existe uma tenda e alguns carros estacionados." width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18919" class="wp-caption-text">A produção mais aclamada do ano está sofrendo <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-157860/">censura</a> na China, país de origem de sua realizadora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nomadland (Idem, Chloé Zhao)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer pessoa que assuma a difícil tarefa de falar sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6sxCFZ8_d84"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> certamente ficará sem palavras. O drama mais aclamado da temporada é de um cinema que é algo além, que, valendo-se de sutileza e precisão magistrais, conta a história de uma vítima de um colapso econômico de uma cidade do interior de Nevada em sua jornada por sobrevivência &#8211; tanto física quanto emocional. O grande vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(e, com fé, de todas as outras premiações que os seguirem até o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">) é baseado em um livro homônimo de Jessica Bruder, que foi adaptado e dirigido pela genial e já lendária </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/28/movies/chloe-zhao-asian-director.html"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não satisfeita em conduzir brilhantemente cada detalhe da base do filme, Zhao também dirige a grandiosa </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/22/movies/frances-mcdormand-nomadland.html"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;">, que compõe, com destreza e delicadeza, cada nota da peça principal da orquestra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma das melhores atuações que você vai assistir na vida, sentida direta, física e silenciosamente no nosso coração. Muito, muito, muito longe de cair numa obra torturante, as alegrias do filme também são genuínas e, depois de um ano vivendo no isolamento social, elas são especialmente belas, nos lembrando de como é boa e importante a vida em comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua concepção mais original até sua transposição para o cinema que envolve aspectos como a escrita, a direção, a atuação e produção, o longa é uma orquestra regida por mulheres que estão em perfeita sintonia. Elas, em domínio pleno de seus ofícios, estão em outro nível, outra vibração, outra dimensão, e bondosamente as compartilham conosco através do Cinema. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18577" aria-describedby="caption-attachment-18577" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg" alt="Cena do Filme Host. Na imagem está representada uma tela de uma videoconferência feita pelo zoom, com cinco telas de computador. Da direita para esquerda, e de cima para baixo, a primeira tela, uma mulher de expressão assustada que possui cabelos loiros numa maria chiquinha e pele clara. Na segunda, uma mulher assustada com a mão no rosto, ela possui cabelo castanho longo e pele clara. Na terceira, uma mulher com o rosto parcialmente na tela, ela possui traços asiáticos, usa óculos, cabelo preto liso e pele clara. Na quarta, uma mulher com a mão na testa e expressão aflita, ela tem cabelos castanhos ondulados e pele morena. Na última tela, apenas uma mão está representada, apontando para um corredor escuro. " width="650" height="308" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18577" class="wp-caption-text">Host insere horror ao horror que são as reuniões online (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Host: Cuidado Com Quem Chama (Host, Rob Savage)</strong></p>
<p>Investindo em um formato atual e inteligente, já visto antes em filmes como <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/amizade-desfeita-critica"><i>Amizade Desfeita</i></a>, <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/buscando"><i>Buscando…</i></a> e na série de comédia <a href="http://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i>Modern Family</i></a>,  <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/host_2020"><i>Host</i></a>, além de ter sido gravada durante a pandemia, possui uma narrativa contada a partir da tela de um <i>notebook</i>, mas, não se engane, os pontos positivos do filme acabam aí. Com uma história, personagens e sustos apenas ficando no plano básico, o filme de terror desperdiça todas as oportunidades para se destacar nesse formato.</p>
<p>Apesar de se passar inteiro numa tela e num contexto curioso, com os personagens no meio do isolamento social, o erro da obra é não sair da guia da reunião feita no <i>Zoom</i>. Mesmo com o estilo clichê de terror mais simples, onde os personagens morrem um por um em cenas cheias de tensão, a história não investe em detalhes ou nos recursos que o ambiente <em>online</em> oferece, com a única indicação desse formato sendo o aumento no volume da tela.</p>
<p>A trama acontece a partir de uma sessão (<i>online</i>) espírita que dá errado, e o terror se faz com momentos de susto rápido, <a href="https://www.jogalo.com/jogos-de-terror/jogo-labirinto-do-exorcista.html">estilo joguinho do labirinto do exorcista</a> com direito a demônios de cara feia, e uma justificativa preguiçosa para a razão dos acontecimentos sobrenaturais.<i> Host</i> fica na sombra de obras que foram gravadas dessa mesma forma, e, infelizmente, a desculpa do isolamento não justifica a chatice de mais esse <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/10/10/excesso-de-reunioes-online-na-pandemia-gera-fadiga-e-procura-maior-por-remedios"><i>meeting</i></a> na vida da gente. <strong>&#8211; Isabella Siqueira</strong></p>
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<figure id="attachment_18646" aria-describedby="caption-attachment-18646" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg" alt="Foto promocional do filme Nova Ordem Espacial. Os quatro personagens principais, da esquerda para a direita: Bubs (Yoo Hae-Jin), um robô humanóide usando uma camiseta amarela e apoiando um arpão no ombro; a capitã Jang (Kim Tae-ri), usando uma jaqueta batida por cima de uma camiseta vermelha e segurando um rifle futurista apontado para baixo; Tae-ho (Song Joong-Ki), o piloto, com uma jaqueta e camisa azuis e uma arma apontada para frente e, por fim Park Tiger (Jin Seon-kyu), o engenheiro, usando uma camiseta amarela velha por baixo de suspensórios e com uma machadinha apoiada em seu ombro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18646" class="wp-caption-text">Os sucateiros astronautas da Nova Ordem Espacial dão charme e identidade à produção sul-coreana da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nova Ordem Espacial (Seungriho, Jo Sung-hee)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no início do mês pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v6jmKLAW928"><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é considerada a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">space opera</span></i><span style="font-weight: 400;"> sul-coreana, narrando as desventuras de um grupo de sucateiros espaciais desajustados à bordo da nave </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;">, que encontram, por acaso, uma andróide capaz de mudar o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de arte é uma amálgama de diferentes referências visuais que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Trek</span></i><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.polygon.com/22269152/space-sweepers-review-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas que são </span><i><span style="font-weight: 400;">remixadas </span></i><span style="font-weight: 400;">de maneiras inovadoras. O filme é ancorado por uma narrativa emocional que, apesar de não ser nada original, nos faz ter apego ao seu elenco de personagens problemáticos e desiludidos, com destaque para Kim Tae-ri (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=itj7Huv4Q-s"><i><span style="font-weight: 400;">A Criada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), no papel da capitã Jang, e Song Joong-Ki como Tae-ho, o piloto com um passado sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo bom bando de aventureiros, a tripulação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa por inúmeros perrengues na sua busca por fazer dinheiro no futuro brutal e apocalíptico de 2092, passando por caçadas em espaçonaves e tiroteios em bares inundados por </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de indulgir em vários clichês do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde de vista sua mensagem de rebeldia e esperança </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Claudia-Fusco/noticia/2019/08/hopepunk-ficcao-corajosa-para-tempos-dificeis.html"><i><span style="font-weight: 400;">hopepunk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: bilionários e corporações estão matando a Terra e a união da classe operária é a única maneira de impedi-los. Possivelmente usando espaçonaves. E </span><i><span style="font-weight: 400;">lasers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18732" aria-describedby="caption-attachment-18732" style="width: 830px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18732 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png" alt="Cena do filme Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre. Na imagem a protagonista Lara Jean, interpretada por Lana Condor, está em uma tenda de casamento com a decoração de luzes e flores. A atriz está no centro da imagem, ela veste um vestido rodado azul e segura um anuário na cor azul. Lana Condor é uma atriz do Vietnã e possui cabelo escuro, e na foto o seu cabelo está preso. " width="830" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png 830w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-300x188.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-768x481.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18732" class="wp-caption-text">Em Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre, Lara Jean vai para Coreia do Sul e para Nova York (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre (To All The Boys: Always and Forever, Michael Fimognari)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se despedir de algo é realmente dolorido, mas algumas despedidas são necessárias. Nesse mês, tivemos que dar tchau para Lara Jean e Peter Kavinsky, e a finalização da história dos dois adolescentes trouxe mais fofura para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trazendo inveja aos solteiros no </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentine&#8217;s Day</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wwaPEbdu6o4"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou no dia 12 de fevereiro, e acredito que cumpriu as expectativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do último filme pode ser um pouco enjoativa, os protagonistas escondem problema,  ficam enrolando para uma conversa franca, e a espera pela aprovação nas universidades faz com que o futuro do casal fique indeciso. O filme, que era para ser leve, acaba sendo puxado e cansativo para uma comédia adolescente romântica.  Mas é aquela história que todo mundo já conhece e no final dá tudo certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa última adaptação, a produção supera os outros filmes, tendo até animações em alguns momentos deixando o filme com uma estética graciosa.  Porém, a conclusão da história não ganha como a melhor, esse prêmio já pertence ao primeiro. Não dá para negar o desejo por esse amor irreal de Lara e Peter, só queremos que eles sejam felizes agora e para sempre bem longe de novas adaptações. <b>&#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18921" aria-describedby="caption-attachment-18921" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg" alt="Imagem do filme Tim Maia. Num palco, o ator Babu Santana, um homem gordo e negro, de cabelos crespos num penteado black power, interpreta Tim Maia. Ele veste uma camisa preta com o peito desabotoado e um blazer também preto. Ele está ao centro da imagem, cantando com um microfone à sua frente. Ao fundo, pode-se ver um baterista desfocado e a iluminação se dirige ao artista. A imagem é colorida em tons de marrom e amarelo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18921" class="wp-caption-text">O filme que retrata a vida de Tim Maia, de 2014, foi resgatado pela Netflix em fevereiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Maia (Mauro Lima)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cinebiografia do </span><a href="http://www.comumonline.com/2020/06/arquivo-tim-maia-a-explosao-do-soul-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">Rei do Soul Brasileiro</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> protagonizada pelo </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/bbb20/2020/04/bbb-20-babu-foi-participante-mais-comentado-no-twitter-durante-reality-thelma-foi-a-sexta.shtml"><span style="font-weight: 400;">campeão moral do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi um dos resgates do mês da </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81380262"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O filme de 2014 foi adaptado do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale Tudo &#8211; O Som e a Fúria de Tim Maia</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Nelson Motta, através do roteiro e direção de Mauro Lima (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome Não É Johnny</span></i><span style="font-weight: 400;">) e da atuação do querido </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-babu-santana-bbb-20-assistir-163892/"><span style="font-weight: 400;">Babu Santana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhado de um elenco de peso vindo da televisão brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem rodeios, Tim Maia é desenhado na tela com toda a potência que era, tanto criativa, quanto autodestrutiva. O texto não poupa os problemas do artista com álcool e drogas, não apaga seu brilho, ousadia, nem sua personalidade explosiva. Também não disfarça as situações externas que agravaram os problemas de Tim, que é interpretado enquanto jovem de forma morna por Robson Nunes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Babu, por sua vez, nasceu para vivê-lo, e faz tudo com tanta beleza que o filme mais parece uma homenagem à existência grandiosa de Tim Maia em toda sua complexidade. Os mais de 120 minutos podem assustar, mas quem quiser mergulhar pode ir sem medo. O filme tem ritmo, tem enredo, tem beleza visual e tem personagens que seguram a </span><i><span style="font-weight: 400;">responsa</span></i><span style="font-weight: 400;"> de reviver um dos maiores artistas do Brasil. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18893" aria-describedby="caption-attachment-18893" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg" alt="Cena do filme Saint Maud. Nela vemos Maud, uma mulher jovem, branca e de cabelos castanhos, se olhando no espelho. Ela veste uma túnica marfim, maior que seu tamanho e toca seu crucifixo, pendurado no pescoço. Uma de suas mãos está enfaixada. Na cena, ainda vemos uma torneira, o contorno do espelho e prateleiras brancas atrás dela. " width="1100" height="825" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18893" class="wp-caption-text">Saint Maud conseguiu várias indicações ao BAFTA 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Saint Maud (Idem, Rose Glass)</b></p>
<p><a href="https://variety.com/2021/film/awards/saint-maud-ammonite-nomadland-bafta-longlist-1234900383/"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme de sensações. Maud, a protagonista, interpretada com a cautela sacra de Morfydd Clark, é uma enfermeira particular obcecada em salvar a alma de sua paciente atual, uma mulher fadada à morte por sua doença degenerativa. A atmosfera de terror sobrenatural é abafada o tempo todo pela direção calculada de </span><a href="https://medium.com/@Film4/writer-director-rose-glass-women-love-messed-up-stuff-f9e860ca3088"><span style="font-weight: 400;">Rose Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">, estreante no ramo e que ainda assina o roteiro do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada interessado em se enveredar ao terror gráfico,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EXs2-TY9qok"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;"> investiga os temores da personagem principal</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua busca por Deus e os martírios auto impostos para ficar mais próxima Dele. Até que ponto a </span><a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/28880-cinema-e-religiao-as-sutis-alteracoes-causadas-na-teologia-tradicional-entrevista-especial-com-luiz-vadico"><span style="font-weight: 400;">religião</span></a><span style="font-weight: 400;"> significa prazer, e onde a linha da dor se sobrescreve? Pode ser que os noventa minutos não respondam diretamente às questões de Maud nem do público, mas a experiência de limpeza espiritual do filme faz valer a investida. E a cena final marca a fogo nossa mente.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18935" aria-describedby="caption-attachment-18935" style="width: 1114px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18935 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Music. Maddie Ziegler está no centro da imagem. Ela é uma garota branca, de cabelo castanho claro e comprido, preso em duas tranças. Ela usa um fone de ouvido azul e amarelo. Do busto para cima, usa uma camiseta branca. O sol bate levemente em seu rosto, e ela olha pra cima." width="1114" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg 1114w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18935" class="wp-caption-text">Sia foi extremamente criticada por sua postura diante às críticas a Music (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Music (Idem, Sia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de estreia da cantora australiana não merece mais do que um parágrafo no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fevereiro. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/02/26/conheca-music-1o-filme-da-sia-que-recebeu-criticas-da-comunidade-autista-e-concorre-ao-globo-de-ouro.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em teoria, acompanha a personagem de Maddie Ziegler, uma garota autista não-verbal, depois que perde a avó e precisa viver com a irmã, uma ex-dependente química vivida por Kate Hudson. Entretanto, o musical escrito, dirigido e produzido por Sia é um desastre ofensivo e horrendo. Ziegler é neurotípica, e sua escalação é um desrespeito com a comunidade neurodiversa. </span><span style="font-weight: 400;">O filme é terrível, com números musicais sem noção e desconexos com a trama. As atuações são medíocres, mesmo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=295zT92knI4"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom, Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;"> esteja presente (sim, o ator incrível de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">). Não há absolutamente </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/music-filme-de-sia-tem-nota-mais-baixa-no-rotten-tomatoes-que-cats/"><span style="font-weight: 400;">nada de positivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> nessa tragédia. Gaste seu tempo com algo mais útil, como contar quantos grãos de arroz existem em um pacote de 1kg. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18908" aria-describedby="caption-attachment-18908" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18908 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg" alt="Cena do documentário Billie Eilish: The World's A Little Blurry. Na imagem, Billie Eilish e sua mãe estão sentadas em um sofá. À esquerda, está a mãe de Billie, uma mulher branca de cabelos longos e castanhos claros, ela veste uma blusa cinza e está com o rosto virado em direção à filha. À direita, está Billie Eilish, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros e compridos, ela veste um moletom vermelho e está falando com o rosto virado em direção à mãe." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18908" class="wp-caption-text">A relação de Billie com sua família é um dos pontos mais aconchegantes do documentário (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry (Idem, R. J. Cutler)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish é uma das maiores revelações recentes do meio musical. Em paralelo com o lançamento de seus <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RUQl6YcMalg">novos <em>singles</em> e videoclipes</a>, a vencedora de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-27/aos-18-billie-eilish-faz-historia-no-grammy-com-disco-gravado-em-casa.html">cinco <em>Grammys</em></a> lançou, em parceria com a <em>Apple TV+</em>, sua primeira obra cinematográfica, sob direção de R.J. Cutler. O documentário <em>Billie Eilish: The World’s a Little Blurry</em> retrata o processo criativo do seu grandioso álbum </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go"><em><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? </span></em></a><span style="font-weight: 400;">e os desenrolares da turnê do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outras produções de mesma temática, o filme tem um aspecto caseiro e nada ensaiado, apresentando o ponto de vista de familiares de Billie diante de sua carreira e escolhas profissionais. A cantora também não hesita em mostrar seus problemas pessoais, que vão desde algumas questões e desilusões amorosas, que toda adolescente passa, até seu enfrentamento diante da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-tourette/">síndrome de <em>Tourette</em></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Billie Eilish: The World’s A Little Blurry</em> é um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/7-momentos-marcantes-do-documentario-de-billie-eilish-worlds-little-blurry-lista/">convite de entrada</a> para a mente conturbada e inovadora de Eilish. Poder passear por sua trajetória e ideias criativas nos ajuda muito a entender como uma jovem californiana alcançou o estrelato apenas gravando músicas direto do quarto do seu irmão mais velho. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18922" aria-describedby="caption-attachment-18922" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png" alt="Cena do Filme Judas e o Messias Negro. A imagem mostra o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, um homem negro, ao centro e de costas. Ele tem os cabelos crespos curtos, veste uma jaqueta de couro, e está levantando a mão direita com o punho fechado em um púlpito. À sua frente, existe uma multidão de pessoas o assistindo e de pé repetindo o gesto." width="840" height="367" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-300x131.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-768x335.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1536x670.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1200x524.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro.png 1831w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18922" class="wp-caption-text">Judas e o Messias Negro pode ser o filme responsável pelo Oscar de Daniel Kaluuya (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Judas e o Messias Negro (Judas and the Black Messiah, Shaka King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como o bordão de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56095921"><span style="font-weight: 400;">Fred Hampton</span></a><span style="font-weight: 400;">, seu personagem central e líder político do partido dos Panteras Negras no auge da luta por direitos civis dos EUA da década de 60, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hX3o0kKJeZk"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é revolucionário. Na narrativa, ao mostrar a história pelo olhar “do vilão” (com muitas aspas) traidor </span><a href="https://www.washingtonpost.com/history/2021/02/20/william-oneal-fred-hampton-black-panther-fbi-informant/"><span style="font-weight: 400;">Bill O’Neal</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que entregou a vida do líder ao </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;">; no paralelo das histórias bíblicas, cooptadas pelo ocidente branco; nas escolhas de abordagem, que não suavizam estruturas de poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conduzido pelas atuações inacreditáveis do messiânico Daniel Kaluuya &#8211; vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e do perdido levado à loucura Lakeith Stanfield, o drama biográfico combina carga emocional &#8211; quase sempre segurada pela interpretação impecável de Dominique Fishback &#8211; com pontas de documentalismo, sem balela de neutralidade ou medo de ser radical. Tudo aqui é muito sincero em sua intenção de defender a memória de uma das facetas mais importantes da história recente da América, que é alvo de muito preconceito e desonestidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os elogios se estendem ao restante do elenco afiado, à direção de arte que fala por si só, à fotografia explícita e cúmplice, ao roteiro atento e à instância de produção, que carimba a importância de se ter os próprios grupos contando sua história. E se a narrativa é condizente à uma parábola para algo que aconteceu dois mil anos atrás, quem dirá permanecer fiel ao que se vê 60 anos à frente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se fecha em si, é verdadeiro no micro e no macro, retratando como as estruturas de poder reagem às movimentações que ameaçam rui-las. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18934" aria-describedby="caption-attachment-18934" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18934 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Minari. Uma família de sul-coreanos está na foto. Da esquerda para a direita: Jacob usa um boné vermelho, camisa de mangas compridas branca e calça marrom; David, um menino de 8 anos, está do busto para cima. Seu cabelo é preto e cobre sua testa; Soonja, uma senhora, usa uma camisa branca com figuras amarelas. Seu cabelo é castanho e curto; Monica, uma mulher adulta, usa blusa vermelha, e seu cabelo é preto e comprido; Anne, uma jovem, usa blusa branca com listras amarelas, azuis e vermelhas. Seu cabelo é preto e comprido. Ao fundo, vemos folhagens verdes." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18934" class="wp-caption-text">Minari é quase uma autobiografia de seu diretor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Minari &#8211; Em Busca da Felicidade (Minari, Lee Isaac Chung)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As memórias de </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/03/minari-lee-isaac-chung-composer-emile-mosseri-filmmaker-toolkit-toolkit-podcast-episode-133-1234621419/"><span style="font-weight: 400;">Lee Isaac Chung</span></a><span style="font-weight: 400;"> germinaram em uma belíssima obra sobre sonhos e raízes. </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/minari-vira-blockbuster-e-bate-raya-e-o-ultimo-dragao-na-coreia-do-sul,ab3573a4e5607a2ff0569afaad8ec707nr2lu3vw.html"><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possui uma trama simples &#8211; acompanhamos uma família sul-coreana na tentativa de se estabelecer em uma fazenda no Arkansas durante os anos 80. Ponto. Seria só isso se não fosse a ternura e a delicadeza com que a história do jovem David, sua irmã, seus pais e sua avó é contada. Jacob, chefe da família Yin, se dedica a sua plantação intensamente enquanto tenta conciliar seu papel de pai, suas aspirações e as brigas recorrentes com Monica. O casal é interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Yeun</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de muitos corações com seu Glenn em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Yeri Han, que possui um ar contido e severo, sempre em contradição com o marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A luz brilhante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é o nome mais novo que sobe os créditos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IWMT4jZxnio"><span style="font-weight: 400;">Alan Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, com seus 8 aninhos, caiu no choro ao ganhar o prêmio de Melhor Jovem Ator no </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é para menos &#8211; o garotinho entrega um personagem multifacetado, que enfrenta a sombra da morte ao mesmo tempo que caminha pelos prazeres da infância. E não há nada melhor do que seu relacionamento com a avó recém-chegada da Coréia, vivida por Youn Yuh-jung. Quando os dois estão em tela, as lágrimas correm, sejam elas de gargalhadas ou de emoções extremas. Soonja se redescobre em David, que tem dificuldade de entender o porquê de só a avó dele falar palavrão e não assar </span><i><span style="font-weight: 400;">cookies</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, também assinado por Chung, é sutil em entregar o sonho americano almejado por Jacob. No ano seguinte à vitória de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2021/02/17/um-ano-apos-parasita-filme-em-coreano-minari-e-sensacao-em-hollywood.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme estrangeiro a alcançar a categoria máxima do homem dourado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari </span></i><span style="font-weight: 400;">surge com a força de seus personagens e a universalidade de sua história. E, com todos os méritos, está sendo reconhecido nessa temporada de premiações. Ao lado do forte </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;">,  o longa de Lee Isaac Chung tem tudo para conquistar estatuetas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderful, wonderful minari</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18940" aria-describedby="caption-attachment-18940" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18940 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No centro da imagem, a atriz Rousamand Pike, mulher branca com cabelo curto e loiro, veste uma blusa vermelha e segura uma xícara na cor vinho. O fundo da imagem é um quadro branco com diversos retratos de idosos." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18940" class="wp-caption-text">O elenco do filme conta também com Peter Dinklage, de Game Of Thrones (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Me Importo (I Care a Lot, J Blakeson)</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/DjovwjAVD_o"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">oscila entre ser instigante e, em outros momentos, até um pouco tedioso. Pelo sucesso nas redes sociais, a espera de um filme mais envolvente pode decepcionar um pouco. O enredo é algo que te faz ansiar muito mais pelo final, que foi justo com a obra mas pode não ter sido o que o público esperava. O longa retrata um esquema de golpes em idosos a partir de curadoria organizados por Marla Grayson (Rosamund Pike) e sua companheira Fran (Eiza González). Essa história começa a dar errado quando elas tentam cometer esse crime com uma idosa que não é tão boazinha quanto parece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de roubar idosos, Rosamund Pike acabou tomando para si o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a>, <span style="font-weight: 400;">que poderia facilmente pertencer a </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/maria-bakalova-a-atriz-bulgara-de-borat-2-que-conquistou-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">Maria Bakalova</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu papel na sequência de </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Borat</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O filme teria tudo para ser um dos melhores, porém o envolvimento da protagonista com a máfia é estranhamente vergonhoso e a trama se perde ao decorrer dos minutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice da narrativa chega quase no encerramento e a reviravolta é atropelada. Mesmo assim, essa história é uma daquelas que faz o público se apaixonar pelo vilão. Expondo verdades grotescas de um sistema que não cuida de idosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Care a Lot </span></i><span style="font-weight: 400;">finaliza com um desfecho vingativo para a protagonista  por se importar demais com si mesma. &#8211; </span><b>Ana Beatriz Rodrigues</b></p>
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<figure id="attachment_18943" aria-describedby="caption-attachment-18943" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg" alt="Imagem do filme Malcolm &amp; Marie, ambientada no quarto do casal protagonista. A fotografia está em preto e branco. Na imagem, Zendaya, que interpreta Marie, está sentada na lateral de uma cama de casal, com as pernas abertas. Zendaya é uma mulher negra, com cabelos compridos, ela veste uma regata branca e um quimono. Sentado ao chão, entre as pernas de Zendaya, está John David Washington, que interpreta Malcolm. John é um homem negro, de cabelos curtos e barba rala, ele veste uma camisa branca, gravata, calça e sapato social." width="2560" height="1384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-2048x1107.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18943" class="wp-caption-text">Malcolm &amp; Marie foi um dos primeiros filmes gravados durante a pandemia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Malcolm &amp; Marie (Idem, Sam Levinson)</strong></p>
<p>Dirigido por <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/series-filmes-na-pandemia-do-covid19">Sam Levinson</a>, mente criadora por trás de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><em>Euphoria</em></a>, <em>Malcolm &amp; Marie</em> retrata o relacionamento entre um cineasta e uma atriz, que têm seus nomes intitulados na produção e são interpretados por John David Washington e Zendaya, respectivamente. Com apenas os dois personagens compondo o elenco, a trama se ambienta na casa deles, após a noite de estreia do filme de Malcolm nos cinemas.</p>
<p>Remetendo muito a linha narrativa de<a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><em> História de um Casamento</em></a>, por mostrar uma relação fragilizada pelas divergências e conflitos do casal, a produção se arrasta até o último segundo. O que poderia se resumir em uma cena de 20 minutos, acaba resultando em mais de uma hora de diálogos agressivos e exaustivos, com raras exceções, de um namoro totalmente destrutivo para ambos.</p>
<p>Filmado no contexto da pandemia de covid-19 e do isolamento social, os conflitos por detalhes mínimos podem ser bem compreensíveis para o atual momento que estamos vivendo, mas não convencem. Em compensação, a química entre os protagonistas é algo inegável, e um dos poucos fatores que captam a atenção, juntamente com a brilhante interpretação de Zendaya, que é uma <a href="https://variety.com/2021/film/awards/malcolm-and-marie-zendaya-john-david-washington-oscar-chances-1234881810/">desejável surpresa</a> na corrida para o <em>Oscar</em> 2021. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></p>
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<figure id="attachment_18961" aria-describedby="caption-attachment-18961" style="width: 1900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg" alt="Cena do filme Estados Unidos Vs. Billie Holiday. Nela vemos Andra Day, uma mulher negra. Seus cabelos estão presos e há uma flor branca em sua cabeça. Ela veste um vestido preto e seus braços estão abertos. À sua frente há um microfone. O fundo da imagem é preto." width="1900" height="1068" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg 1900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18961" class="wp-caption-text">A atriz e cantora Andra Day venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz &#8211; Drama pelo papel de Billie Holiday (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Estados Unidos Vs Billie Holiday (The United States vs. Billie Holiday, Lee Daniels)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama biográfico, essa é a definição original do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=USi-ppCfxEA"><i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que traz parte da história de uma das maiores cantoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do mundo. A trama relata a perseguição feita pela agência americana de narcotráfico à cantora após dar voz à canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Epm0v1px2oM"><i><span style="font-weight: 400;">Strange Fruit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem em suas entrelinhas um protesto sobre o linchamento de pessoas negras. Uma história necessária de ser contada teve o desprazer de receber a direção clichê de Lee Daniels, que apagou parte da personalidade de Billie em sua própria biografia. O trunfo da produção, sem dúvidas, é a atriz e cantora Andra Day.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Whkp6YivSYs"><span style="font-weight: 400;">Andra</span></a><span style="font-weight: 400;"> encarna Holiday de forma visceral. A preparação da atriz é pensada nos detalhes, como a voz rouca por causa do cigarro. As cenas nas quais a personagem usa drogas, Day ultrapassa atuação nos fazendo identificar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QVj_Q14HLJU"><span style="font-weight: 400;">a diferença entre prazer e dor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os momentos referentes à prisão também se tornam memoráveis graças a atriz que se doa por inteira e de forma poderosa à narrativa. Seu olhar fixo ao cantar músicas que exigiam uma maior atenção acerta em cheio quem está assistindo ao filme. Andra Day é impecável do começo ao fim, e sem ela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i><span style="font-weight: 400;"> não chegaria às premiações. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_18829" aria-describedby="caption-attachment-18829" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg" alt="Foto de Karol Conká no estúdio depois de ser eliminada do BBB 21. Karol é uma mulher de 35 anos, negra, de cabelos trançados e com os lados da cabeça raspados. Ela usa blusa branca e brincos em forma de trapézio, de cor creme. Ela sorri olhando para o lado e segura um microfone com a mão direita. O fundo do cenário é azul, e no canto inferior direito está o logotipo da Globo, cinza no formato da bola e colorido dentro, com o Ao Vivo em cinza destacado acima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18829" class="wp-caption-text">Abuso psicológico não é entretenimento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eliminação de Karol Conká (BBB 21, Rede Globo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aconteceu. O país se mobilizou nas semanas iniciais do </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil 21</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um objetivo único em mente: precisamos tirar a cantora </span><span style="font-weight: 400;">da casa mais vigiada do Projac. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/02/11/acusacao-de-racismo-nojo-e-remorso-metralhadora-de-karol-conka-nao-para.htm"><span style="font-weight: 400;">Fatores não faltaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Karol cair na desgraça dos espectadores, teve xenofobia contra Juliette, teve bifobia contra Lucas Penteado e teve abuso psicológico com todo e qualquer um que se opusesse à curitibana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A água bateu quando, junto de Lumena, Nego Di e Pocah, ela causou a desistência de Lucas do programa, antes mesmo do segundo paredão. A partir daí, </span><a href="https://br.financas.yahoo.com/noticias/tem-jaque-no-bbb-entenda-o-novo-apelido-de-karol-conka-172046838.html#:~:text=N%C3%A3o!,%C3%A9%20pra%20tombar%2C%20tombei%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">Jaque Patombá</span></a><span style="font-weight: 400;"> (sarcástico apelido dado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">que virou consenso na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">) cavou a própria cova, mas não sem antes enforcar seu estimado Gabinete do Ódio. Para começar, o otimismo transformou-a em Líder, indicando Sarah, que puxou e </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/bbb/nego-di-e-eliminado-do-bbb21-com-recorde-de-rejeicao-e-faz-publico-rir-pela-primeira-vez-51443"><span style="font-weight: 400;">eliminou o Inimigo do Riso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Karol então caiu de bunda no Paredão seguinte, que fez história no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://gshow.globo.com/realities/bbb/bbb21/casa-bbb/noticia/karol-conka-e-a-quarta-eliminada-do-bbb21-com-9917percent-dos-votos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Eliminada com 99,17% dos votos</span></a><span style="font-weight: 400;">, Karol Conká foi embora. Tchau, Mamacita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/bbb/bbb21-globo-da-novo-passo-em-limpeza-de-imagem-de-karol-conka-e-rapper-surge-com-look-diferente-para-entrevista-no-fantastico-vou-escrever-um-livro-assista/"><span style="font-weight: 400;">mexeu seus palitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve comercial longo demais, teve roteiro no </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e teve bateção de ponto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Faustão</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;">. Karol saiu e acabou. Não existe espaço para linchamento, ameaça ou o </span><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/bbb/eliminacao-de-karol-conka-do-bbb21-gera-gritaria-em-janelas-ofensa-racista-24896265.html"><span style="font-weight: 400;">racismo escancarado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tirou Lumena da casa e tem tudo para fazer o mesmo com Projota daqui alguns dias. O </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB21</span></i><span style="font-weight: 400;"> mobilizou o Brasil como o até então imbatível </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB20</span></i><span style="font-weight: 400;"> não havia conseguido. Será mesmo que foi por conta do senso de justiça social, ou apenas </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56164314"><span style="font-weight: 400;">uma maneira ‘legitimada’ de propagar preconceito</span></a><span style="font-weight: 400;">? A resposta é clara. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18938" aria-describedby="caption-attachment-18938" style="width: 1778px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg" alt="Fotografia da cantora Britney Spears. Ela aparenta ter por volta de 20 anos quando a foto foi tirada. É uma mulher branca, de cabelos loiros, e traços suaves. A mão de uma pessoa está arrumando seu figurino e ela olha diretamente para a câmera. Ao fundo, há o espelho do camarim desfocado com as luzes acesas." width="1778" height="998" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg 1778w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1536x862.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18938" class="wp-caption-text">O documentário Framing Britney Spears é um episódio da série The New York Times Presents, transmitida originalmente pela FX on Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Framing Britney Spears (The New York Times Presents, FX on Hulu) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está de olhos em Britney Spears há muito tempo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube do Mickey</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi só uma pontinha do que o futuro guardava para a estrela em ascensão. O sucesso estrondoso de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que deslanchou sua vida como </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> cravou na história seu título de Princesa do <em>Pop</em>, e, nos anos seguintes, Spears governou como tal e cresceu como pessoa. Porém, assim como um pai controlador e ciumento, o mundo – e principalmente os Estados Unidos – não aceitaram que sua </span><a href="https://pmwdigital.com.br/machismo-na-industria-musical-de-britney-spears-a-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">garotinha não era mais uma </span><i><span style="font-weight: 400;">garotinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente, as mesmas vozes que gritavam </span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a gritar palavras de ódio, a duvidar da índole de Britney, de seu caráter, e até da capacidade de criar seus filhos. Seu corpo foi questionado, sua sexualidade, seu rosto, seu envelhecimento, seus relacionamentos, sua carreira e sua maternidade. A imprensa e os tabloides de fofoca não a deixavam em paz; o machismo transbordava nos comentários sobre sua vida; as </span><a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL356268-9798,00-BRITNEY+SPEARS+VIRA+VITIMA+EM+EPISODIO+DE+SOUTH+PARK.html#:~:text=Britney%20Spears%20%C3%A9%20o%20alvo%20da%20vez%20em%20%22South%20Park%22&amp;text=A%20cantora%20estar%C3%A1%20no%20epis%C3%B3dio,envolva%20de%20fato%20no%20programa.&amp;text=O%20epis%C3%B3dio%20ser%C3%A1%20exibido%20na%20segunda%2C%2024%2C%20nos%20EUA."><span style="font-weight: 400;">produções midiáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> zombavam de todas as suas características físicas e psicológicas; e sua família ainda enxergava na filha uma máquina de fazer dinheiro. Assim como qualquer pessoa tem seus limites, Spears também tem. O resto da história você já sabe: </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2017/02/dez-anos-do-colapso-de-britney-spears-relembre-os-momentos-mais-polemicos.shtml"><span style="font-weight: 400;">uma cabeça raspada e um guarda-chuva</span></a><span style="font-weight: 400;">, e um </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/entenda-batalha-de-britney-spears-para-se-livrar-da-tutela-do-pai-24741836"><span style="font-weight: 400;">processo judicial</span></a><span style="font-weight: 400;"> para retirar as liberdades individuais da cantora e entregar para seu pai. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, é apenas uma minúscula fração de desculpas que a imprensa estadunidense e mundial deve à Britney. Já vimos alguns </span><a href="https://portalpopline.com.br/apos-exibicao-de-documentario-revista-glamour-pede-desculpas-a-britney-spears/"><span style="font-weight: 400;">tabloides se desculparem</span></a><span style="font-weight: 400;">, e muitos dos telespectadores que atiraram pedras no passado hoje as recolhem com vergonha. Mas as consequências prevalecem: a tutela de seu pai Jamie Spears, que controla a vida da artista, a colocou em uma condição quase literal de </span><i><span style="font-weight: 400;">marionete</span></i><span style="font-weight: 400;">. A justiça é lenta e às vezes parece estar do lado de Jamie, enquanto Britney apenas pede pela sua liberdade, então cabe a nós assumirmos essa luta, também por </span><a href="https://twitter.com/BritneyHiatus/status/1369376907272347655"><span style="font-weight: 400;">outras pessoas que se encontrem na mesma situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas não sejam famosas. É o mínimo a fazer por tudo que o mundo deve à Spears. </span><i><span style="font-weight: 400;">#FreeBritney</span></i> <b>– Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_18941" aria-describedby="caption-attachment-18941" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18941 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg" alt="Cena da série Cidade Invisível. Nela vemos a atriz Alessandra Negrini, uma mulher adulta, branca e com cabelo castanho comprido. Ela usa um vestido azul e uma capa com diversos detalhes. Ao redor da atriz há várias borboletas na cor azul voando. Essa cena ocorre dentro de uma sala de necrotério na cor cinza, com detalhes em azul-escuro e com as janelas e porta de vidro." width="984" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-300x153.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-768x391.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18941" class="wp-caption-text">A trama da série é inspirada em uma história de Carolina Munhóz e Raphael Draccon, com adaptação de roteiro de Carlos Saldanha (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Cidade Invisível (1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, a <em>Netflix</em> acertou em outra produção brasileira. <em>Cidade Invisível</em> chegou prometendo levar o folclore brasileiro ao mundo com Marco Pigossi e Alessandra Negrini. Os sete episódios conseguem viciar, e a abstinência da série chega rápido com o final, que deixa diversas dúvidas. Mas, antes do encerramento, a produção acumulou diversos pontos positivos. A trama foi bem desenvolvida, e a mistura de suspense, investigação e o folclore mostrou um ótimo resultado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso no Brasil e no mundo foi garantido, entretanto, as</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/02/cidade-invisivel-serie-brasileira-conquista-grande-marca-na-netflix"><span style="font-weight: 400;"> ocupações </span></a><span style="font-weight: 400;">em diversos </span><a href="https://canaltech.com.br/series/netflix-agora-tem-ranking-diario-com-as-10-producoes-mais-populares-do-brasil-160929/"><i><span style="font-weight: 400;">Top 10</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vieram também com várias críticas. O folclore brasileiro é fruto das culturas nativas do nosso país, porém há falta de representatividade indígena na produção e no elenco da série. Além disso, os gringos vão continuar só conhecendo o Rio de Janeiro e São Paulo se todos os grandes produtos não saírem desse eixo. E <em>Cidade Invisível</em> era uma ótima oportunidade para explorar as outras regiões do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com esses grandes erros, assistir à série pode ser uma boa experiência. Conhecer uma Cuca sem ser um jacaré gigante, e o Boto ser mais bonito do que imaginaríamos, pode trazer uma maior curiosidade sobre histórias que escutávamos quando éramos crianças. Os efeitos especiais também são incríveis, e a representação do Curupira com seu cabelo de fogo é surpreendente. Em <em>Cidade Invisível</em>, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OEYLZtOzsEI"><span style="font-weight: 400;">ficamos encantados com a Iara</span></a><span style="font-weight: 400;">, demos risada com o Saci e nos apavoramos com o Corpo Seco. Porém, a melhor sensação é saber que mais pessoas possam conhecer as histórias do nosso país. <b> &#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18647" aria-describedby="caption-attachment-18647" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg" alt="Cena da segunda temporada da série Dickinson. À direita, Emily, interpretada por Hailee Steinfeld, vestida com um vestido simples e branco, olha preocupada para Sue, interpretada por Ella Hunt, à esquerda. Diferente de Emily, Sue usa um vestido dourado suntuoso, com o cabelo armado para cima. Ela olha sem entender para Emily enquanto segura suas mãos. A cena se passa dentro de uma sala de estar, com as janelas fechadas por cortinas semitransparentes e a iluminação suave de uma lareira iluminando as duas figuras." width="2000" height="1110" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-300x167.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1024x568.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-768x426.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1536x852.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1200x666.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18647" class="wp-caption-text">Emily e Sue se distanciam cada vez mais durante a segunda temporada de Dickinson, em mais de uma maneira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Dickinson (</b><b>2ª temporada</b><b>, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">, a romantização anacrônica da vida de Emily Dickinson, terminou no final de fevereiro, após uma série de críticas positivas que conquistaram os almejados </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/dickinson/s02"><span style="font-weight: 400;">100% no </span><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://variety.com/2020/tv/news/dickinson-hailee-steinfeld-renewed-season-3-apple-season-2-premiere-date-1234797428/"><span style="font-weight: 400;">renovação antecipada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a terceira temporada ainda em 2020. A queridinha dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltou com tudo e mais um pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com ainda mais enfoque na estética irreverente e rebelde, a </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Alena Smith consegue usar as lacunas na vida da reclusa poeta (interpretada por Hailee Steinfeld) para tecer uma narrativa poderosa e até mesmo surreal sobre a natureza da fama, da arte e do motivo pelo qual perseguimos ambas. Assombrada pelo fantasma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pela figura carismática e traiçoeira de Sam Bowles (Finn Jones), Emily terá de decidir que tipo de poeta ela quer ser, e o que ela está disposta a dar em troca dessa fama. A figura reinventada de Sue Dickinson (Ella Hunt) também é um dos pontos chaves da temporada, se desenvolvendo sutilmente ao longo dos 10 episódios e culminando em alguns de seus momentos mais explosivos e emocionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um elenco de personagens secundários extremamente bem desenvolvidos e aparições especiais de figuras como o Ceifador (mais uma vez interpretado por Wiz Khalifa) e o fantasma bêbado e com tesão de Edgar Allan Poe (</span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Kroll</span></a><span style="font-weight: 400;">) ajudam a cimentar essa comédia familiar esquisita e extremamente bem escrita como um dos carros chefes do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18895" aria-describedby="caption-attachment-18895" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18895" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg" alt="Cena da série Mr. Mayor. Nela, vemos o prefeito Neil, interpretado por Ted Danson, numa sala de aula, sentado com os jovens na mesa e fazendo um sinal de positivo com a mão direita. Neil é um homem branco, idoso e de cabelos grisalhos. Ele usa óculos de grau com armação redonda e preta e veste um terno cinza claro com gravata azul. " width="1300" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18895" class="wp-caption-text">Mr. Mayor acaba sem qualquer desfecho ou ponta solta, então é possível que a série retorne ainda esse ano com uma parte 2 da temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Mr. Mayor (1ª temporada, NBC)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi idealizada como um </span><a href="https://spinoff.com.br/saiba-o-que-aconteceu-com-suposto-spin-off-da-serie-30-rock/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas o projeto não foi para frente. Muitos anos depois de sua concepção original, a dupla imbatível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E1CP35fgWGE"><span style="font-weight: 400;">Tina Fey e Robert Carlock</span></a><span style="font-weight: 400;"> reformulou o núcleo da comédia e escalou Ted Danson, recém-saído do Bom Lugar, como o prefeito de Los Angeles e protagonista dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é frustrante. Para ser justo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z6WQF6tW54"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem todos os atributos para ser uma comédia de sucesso, só que dez anos atrás. O texto é óbvio demais e moderno demais, tem </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem cancelamento, tem a bobeira que a TV aberta dos EUA adora adotar e chamar de refinado. Ted Danson fala e se move em cena exatamente igual a como fazia em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nem o figurino muda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia é uma </span><i><span style="font-weight: 400;">grower </span></i><span style="font-weight: 400;">em potencial (quando o amor cresce ao passar dos episódios), mas o rápido contrato de 9 capítulos na temporada inicial não parece um bom sinal para a produção. Dedos cruzados para Tina Fey acordar com boas ideias para um eventual ano dois e colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor </span></i><span style="font-weight: 400;">nos eixos. Por agora, é melhor reassistir </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/unbreakable-kimmy-schmidt-filme-interativo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Unbreakable Kimmy Schmidt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18897" aria-describedby="caption-attachment-18897" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg" alt="A cantora Selena Gomez, uma mulher branca, de cabelo moreno, está sorrindo na cozinha de sua casa, usando um vestido vermelho com detalhes de flores. Atrás dela, há uma parede de tijolos brancos e um fogão com uma panela rosa, uma forma azul e alguns potes. A cantora apoia a mão em uma tábua e há uma caneca rosa ao seu lado. Suas unhas estão pintadas de branco." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-300x198.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1024x677.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-768x508.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1536x1016.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1200x794.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18897" class="wp-caption-text">Nossa Palmirinha texana está linda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Selena + Chef (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso e a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">resolveu nos presentear com mais uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b3RIOURywos"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta segunda parte, os chefes ainda tentam aprimorar os dotes culinários de Selena Gomez, mas os desastres na cozinha para fazer bons pratos não mudam. E a atração mais esperada continua: o “papa”, como a cantora chama seu avô, participa dos dez novos episódios da série. Após quase perder um dedo e ganhar uma conta no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;"> especialmente para suas exóticas </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/selena-chef-facas-extravagantes-de-selena-gomez-sao-foco-em-video-divertido-do-hbo-max/"><span style="font-weight: 400;">facas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cozinha, Selena está de volta para entreter mais um pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Necessariamente remoto, leve, diferenciado e perfeito para relaxar a mente sozinho ou com a família, o programa persiste em seu formato certeiro. De praxe, a cantora não deixa de reverter seus trabalhos à uma boa causa. A cada final de episódio, a texana ainda pede para um </span><i><span style="font-weight: 400;">chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> apoiar uma organização de caridade de sua escolha e a mesma doa uma quantidade de dinheiro para diferentes necessidades. Se existe um fato sobre Gomez é que ela jamais deixará de </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2020/09/23/selena-e-uma-das-100-pessoas-mais-influentes-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">apoiar causas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que acredita, seja nos palcos, cinemas e até mesmo na cozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais notável da série é o público ter o privilégio de conhecer melhor Selena. A cantora é </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/selena-gomez-resolve-se-afastar-das-redes-sociais-e-revela-desejo-viver-minha-vida-no-presente/78562"><span style="font-weight: 400;">restrita</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não aparece muito em suas redes sociais, não dá as caras a não ser que seja a trabalho. O programa dá espaço para entrar na </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/08/05/selena-gomez-vai-para-a-cozinha-em-selena-chef-novo-programa-de-tv-na-quarentena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">casa dela</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ter contato com a artista, amigas e familiares em um bom bate-papo dos renomados </span><i><span style="font-weight: 400;">chefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cozinha que, além de questões culinárias, sempre a questionam sobre sua vida pessoal. Até mesmo ligar para </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma de suas melhores amigas, através do </span><i><span style="font-weight: 400;">FaceTime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o programa já proporcionou. Para quem a quer conhecer melhor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um prato cheio.</span><b> &#8211; Giovana Guarizo</b></p>
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<figure id="attachment_18923" aria-describedby="caption-attachment-18923" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18923" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png" alt="Cena da série Por Trás de Seus Olhos. Na imagem, a personagem Adele, interpretada por Eve Hewson, está ao centro. Ela é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos lisos escuros e curtos e veste uma camisa branca por baixo de um avental. Ela segura uma faca com a mão direita e a apoia no ombro esquerdo. Ela olha para fora da imagem, à esquerda, e está em cima cozinha. Atrás dela, é possível observar um conjunto de armários e uma pia, desfocados. A imagem é toda colorida em tons de cinza e azulados" width="840" height="454" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-300x162.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18923" class="wp-caption-text">Por Trás de Seus Olhos, suspense protagonizado por Eve Hawson, filha do vocalista do U2, é a sensação do momento da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Por Trás de Seus Olhos (Behind Her Eyes, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surpresa nem sempre é boa e não só de reviravoltas se faz um suspense, e </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/80244630"><i><span style="font-weight: 400;">Por Trás de Seus Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está aí pra comprovar isso. A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> baseia-se no </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Sarah Pinborough e se vende como um suspense psicológico, entregando, na verdade, uma base em fantasia que não cola e um humor que não vira, falhando, assim, com boa parte dos pressupostos do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ritmo, roteiro bem dosado e direção segura são elementos que a minissérie desconhece. As estonteantes </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157647/"><span style="font-weight: 400;">Eve Hawson e Simona Brown</span></a><span style="font-weight: 400;"> seguram até onde dá o roteiro esquisito e criam uma dinâmica para suas personagens que segue até a última cena, sendo a verdadeira joia do suspense. Tom Bateman, entretanto, não consegue superar a limitação do texto e imprimir verossimilhança da terceira parte do triângulo amoroso que fundamenta a história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você valoriza o inesperado acima de tudo e gosta de narrativas que jogam pela janela todas as crenças que você constrói sobre elas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode até valer a pena, desde que você esteja com paciência para relevar a falta de liga da minissérie. Se você não dispensa algo bem amarrado que gradativamente chega ao ápice, talvez não de forma tão surpreendente mas mais fiel à história que o suspense construiu entre o primeiro episódio e a reviravolta final, é melhor não perder seu tempo e (re)assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18929" aria-describedby="caption-attachment-18929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18929 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg" alt="Cena da série How To Get Away With Murder. Na imagem estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Connor, Laurel e Michaela, ao fundo de uma sala de aula. Asher é um homem branco, de cabelos castanhos curtos, ele veste um terno, uma camisa xadrez e calça social. Connor é um homem branco, de cabelos castanhos escuros lisos e barba rala, ele veste uma camisa azul, jaqueta e uma calça social. Laurel é uma mulher branca de cabelos castanhos lisos escuros e compridos, olhos azuis, ela veste um terno cinza escuro, blusa preta e calça marrom. Michaela é uma mulher negra, de cabelos pretos, lisos e compridos, ela veste blusa branca com flores, terno bege e uma calça jeans." width="1600" height="1069" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18929" class="wp-caption-text">O detestável esquadrão de Annalise Keating (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>How to Get Away With Murder (6ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terrível última temporada de <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/antes-arrebatadora-how-get-away-murder-chega-ao-fim-aos-tropecos-36758"><em>How to Get Away With Murder</em></a> finalmente chegou ao catálogo da <em>Netflix</em>. Uma narrativa que já não tinha nada a oferecer há um bom tempo foi extraída até o último segundo para entregar capítulos medíocres do início ao fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegando o gancho do <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/how-to-get-away-with-murder-quinta-temporada-critica">ano anterior</a>, os roteiristas não se esforçaram nem um pouco para entregar uma conclusão decente, e apenas reciclaram casos do passado. O cansativo conflito com os Castillo, o retorno do fantasma do Sam (Tom Verica), e familiares que surgem apenas para atrapalhar tudo. E, mais uma vez, o mundo todo está contra Annalise Keating (Viola Davis) e os malas dos seus alunos não se dispõem nem a ajudar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brilhante atuação de <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/how-to-get-away-with-murder-viola-davis-despedida">Viola Davis</a> não necessita de mais elogios, e entrega pela sexta vez um dos únicos pontos altos da temporada. Ao seu lado, uma das principais motivações para se enfrentar cada um dos episódios é a performance majestosa de Cicely Tyson, e <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/01/28/cicely-tyson-atriz-indicada-a-oscar-por-lagrimas-de-esperanca-morre-aos-96-anos.ghtml">sua última atuação em vida</a>, que rendeu a única indicação da série ao <em>Emmy</em> 2020. Para quem já chegou até o quinto ano da série, o melhor a se fazer é assistir o mais rápido possível para se livrar dessa bomba.  <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18936" aria-describedby="caption-attachment-18936" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18936 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg" alt="Foto do Hotel Cecil. O hotel é bege, com uma grande placa vermelha no que anuncia HOTEL CECIL - LOW DAILY WEEKLY RATES - 700 ROOMS. A fachada está desgastada e o céu no fundo é azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18936" class="wp-caption-text">Vez ou outra, o documentário tentar culpar a pobreza de Skid Row pelos problemas do hotel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Cena do Crime &#8211; Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é conhecida: em 2013, a jovem </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/02/12/elisa-lam-o-misterioso-caso-do-desaparecimento-e-morte-da-jovem-no-hotel-cecil-contados-em-documentario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elisa Lam</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareceu em Los Angeles sem deixar nenhuma pista. Ela estava hospedada no infame </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/netflix-hotel-cecil-tragedias-hotel-serie-178498/"><span style="font-weight: 400;">Hotel Cecil</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado no centro da cidade e famoso pelas mais variadas formas de violência que já ocorreram em seus quartos. Alguns dias depois, os hóspedes notaram a falta de pressão e o estranho gosto da água. Elisa estava morta na caixa d’água do hotel. O desenrolar chocou a todos &#8211; polícia, mídia, </span><i><span style="font-weight: 400;">stalkers</span></i><span style="font-weight: 400;">, teóricos da conspiração. Não cabe aqui os detalhes da história, extremamente triste, de Elisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que poderia ter sido um </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-19/misterioso-desaparecimento-da-elisa-lam-no-elevador-assassino-o-true-crime-de-puro-terror-e-pura-internet.html"><span style="font-weight: 400;">documentário interessante</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a canadense se tornou um desrespeito. Ao invés de elucidar os fatos e prestar uma homenagem, o diretor Joe Berlinger criou suspenses desnecessários, enrolou até o limite por quatro episódios, e o pior: deu voz aos </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/02/16/interna_cultura,1238202/misterio-e-morte-no-hotel-cecil-da-netflix-e-pegadinha-para-o-publico.shtml"><span style="font-weight: 400;">detetives fanáticos e desesperados da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por trás do estranho desaparecimento de Elisa, os “</span><i><span style="font-weight: 400;">detetives</span></i><span style="font-weight: 400;">” criaram milhares de teorias, argumentos e passaram a ignorar provas, atrapalhar a investigação e acabar com a vida de pessoas aleatórias que eles supuseram estar envolvidas. Para terminar de massacrar a sua minissérie, Berlinger ainda chamou os </span><i><span style="font-weight: 400;">youtubers </span></i><span style="font-weight: 400;">e teóricos para darem seus depoimentos. O diretor resolveu dar mais palco às pessoas que, em nome da justiça por Elisa, atormentaram a vida de seus familiares e dos investigadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado foi desastroso. A linha narrativa é brega, confusa e de mau caráter. Principalmente após introduzir o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TjVBpyTeZM"><span style="font-weight: 400;">vídeo bizarro da jovem no elevador do hotel</span></a><span style="font-weight: 400;">, Joe Berlinger dá espaço para a chamarem, novamente, de “arma biológica”, “possuída” e outras suposições enterradas da época. O último episódio, com os relatos mais sensatos, não consegue corrigir a tentativa estúpida de retratar o acidente através de terceiros, de pessoas que achavam ter alguma ligação com a garota, ignorando todo o impacto do acontecimento na vida de quem realmente a conhecia e a amava. Que Elisa esteja em paz. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18944" aria-describedby="caption-attachment-18944" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg" alt="Cena da série Amigas Para Sempre, print de tela, Max e Tully estão na cama e discutem sobre o que realmente é a relação deles. Max está de costas para a câmera sem camisa e Tully aparenta estar confusa." width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18944" class="wp-caption-text">De volta para os seriados, Katherine Heigl é uma das protagonistas da série (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Amigas Para Sempre (Firefly Lane, 1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://personaunesp.com.br/amigas-para-sempre-critica/">Amigas Para Sempre</a> </em>mostra a amizade duradoura e complicada de Tully Hart (Katherine Heigl) e Kate Mularkey (Sarah Chalke), sendo baseada no romance <em>Firefly Lane</em> de Kristin Hannah. A série se passa nos anos 2000, momento decisivo na vida das duas. Tully está tendo problemas em seu programa de TV e sofre também uma reviravolta amorosa. Já Kate está se divorciando de Johnny (Ben Lawson), com quem dividiu os últimos 15 anos e têm uma filha adolescente, além de tentar voltar ao mercado de trabalho. A narrativa é complementada com <em>flashbacks </em>das décadas de 70 e 80, revelando mais sobre os altos e baixos das amigas. Entretanto, algumas lembranças são confusas ou mesmo vagas, tornando o roteiro desconexo, sem falar que a série enrola bastante nos seus 50 minutos de cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desses problemas com o roteiro, é uma produção gostosa de assistir, com direito a riso, reflexão, choro e conforto. Cabe também o aviso de que há gatilhos, como cenas de estupro e aborto espontâneo, deixando a <em>vibe</em> mais pesada em alguns momentos. Nota-se também o desejo da<em> Netflix</em> de atrair um público na casa dos 30-40 anos, pois mostra temas bem </span><span style="font-weight: 400;">pertinentes a essa geração, entretanto, todo o contexto com o passado das personagens traz identificação a qualquer idade. É fácil recordar vivências parecidas ou se imaginar nas situações.  <strong>&#8211; Mauê Salina Duarte</strong></span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-fevereiro-de-2021/">Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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