<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Marek Rosenbaum &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/marek-rosenbaum/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/marek-rosenbaum/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2020 15:30:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Marek Rosenbaum &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/marek-rosenbaum/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>A Morte do Cinema e do Meu Pai Também: o cinema não morreu</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 15:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[44 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte do Cinema e do Meu Pai Também]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Competição Novos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Rosenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[João Batista Signorelli]]></category>
		<category><![CDATA[Marek Rosenbaum]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Moto Shel Hakolnoa Veshel Aba Sheli Gam]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Roni Kuban]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=16536</guid>

					<description><![CDATA[<p>João Batista Signorelli  É no mínimo curioso o fato de um filme com este título venha a ser lançado justamente no ano de 2020, onde redes de cinema caminham para a falência e as salas oscilam entre uma capacidade limitadíssima de espectadores e o fechamento total. E se A Morte do Cinema e do Meu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Cinema e do Meu Pai Também: o cinema não morreu"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também: o cinema não morreu</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16539" aria-describedby="caption-attachment-16539" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1.jpg" alt="" width="1620" height="912" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-1-1200x676.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16539" class="wp-caption-text">O segundo longa do diretor israelense Dani Rosenberg faz parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>João Batista Signorelli </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É no mínimo curioso o fato de um filme com este título venha a ser lançado justamente no ano de 2020, onde redes de cinema caminham para a falência e as salas oscilam entre uma capacidade limitadíssima de espectadores e o fechamento total. E se </span><a href="https://44.mostra.org/filmes/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> poderia estar anunciando nos festivais de cinema online como a 44ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo que essa forma de arte do modo que conhecemos </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/05/coronavirus-vai-marcar-o-fim-de-uma-era-no-cinema.shtml"><span style="font-weight: 400;">está com seus dias contados</span></a><span style="font-weight: 400;">, no fim ele acaba fazendo justamente o contrário. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também</span></i><span style="font-weight: 400;"> revigora a arte cinematográfica não apenas por suas reflexões pertinentes a respeito do próprio ato de fazer um filme, mas também por ser tão assertivo em encontrar o universal a partir de um lugar tão íntimo e pessoal. </span></p>
<p><span id="more-16536"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resumir a trama do filme israelense em uma sinopse é correr o risco de cometer um ato falho. Trabalhando com várias camadas narrativas, uma dependente da outra, o filme não se coloca como uma experiência fora da realidade ou de difícil compreensão: não é um quebra cabeça a ser decifrado, mas uma boneca russa a ser desmontada. A narrativa ficcional acompanha inicialmente um pai que, após ser alertado de uma iminente bombardeio do Irã, reúne a família para sair da cidade em direção a um lugar mais seguro. Porém o que de início parecia um </span><i><span style="font-weight: 400;">road movie </span></i><span style="font-weight: 400;">agradável não leva muito para revelar mais algumas de suas cartas.</span></p>
<figure id="attachment_16540" aria-describedby="caption-attachment-16540" style="width: 1190px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-2.jpg" alt="" width="1190" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-2.jpg 1190w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-2-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-2-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-2-768x510.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16540" class="wp-caption-text">A mistura de ficção e realidade além da metalinguagem remetem ao cinema de Abbas Kiarostami e de Charlie Kaufman (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente surge uma equipe de cinema, fazendo-nos perceber que aquela narrativa que acompanhamos até então não passava de um “filme dentro do filme”. Yoel (Marek Rosembaum), o ator principal, não se vê mais capaz de atuar uma vez que o estado de sua doença piora, deixando o diretor Asaf (Roni Kuban) que também é seu filho, com um filme incompleto em mãos. A partir daí acompanhamos as tentativas de Asaf em adaptar o seu roteiro para torná-lo produzível dentro das novas condições de seu pai, cuja saúde e vitalidade vai gradualmente se degradando, tornando cada vez mais improvável a realização do filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se essa narrativa um tanto metalinguística já não fosse o bastante, ela se intercala com imagens reais do pai do diretor Dani Rosenberg, trazendo um aspecto documental inusitado à obra. As imagens de arquivo não apenas ressignificam toda a narrativa ficcional que acompanhamos, como também dialogam de forma a fazer o público perceber que aquela história teve uma origem não tão ficcional assim, surgindo a partir da relação do próprio diretor com o seu pai em seus últimos meses de vida. Além dessas imagens, o filme ainda inclui trechos de vários curtas-metragens realizados pelo diretor em sua juventude e estrelados pelos seus próprios familiares, adicionando mais uma camada à colagem docu-ficcional que é </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo na contramão de muitos filmes que borram a linha que divide o documental e a ficção, levando o público a questionar constantemente a veracidade das imagens que assiste, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema </span></i><span style="font-weight: 400;">deixa sempre muito claro o que é real e aquilo que não é. Trabalhando com três razões de aspecto distintas para diferenciar aquilo que é a narrativa, que é real, além dos curtas produzidos anteriormente pelo diretor. Por outro lado, apenas dentro da narrativa ficcional que o diretor se permite brincar com a nossa percepção de realidade, frequentemente nos colocando em dúvida se aquilo que assistimos é mais um “filme dentro do filme” ou não. </span></p>
<figure id="attachment_16541" aria-describedby="caption-attachment-16541" style="width: 638px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-3.jpeg" alt="" width="638" height="404" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-3.jpeg 638w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-3-300x190.jpeg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16541" class="wp-caption-text">Exibido na Competição Novos Diretores da 44ª Mostra Internacional, o filme também está disponível na repescagem do festival, que vai até domingo, 08/11 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a força do filme não reside apenas nessa engenhosidade de brincar com as convenções cinematográficas, mas na sinceridade com que trata os personagens e as questões familiares. Asaf passa grande parte do filme obcecado pela finalização de seu filme, a ponto de desconsiderar quem está mais próximo: sua esposa que está prestes a ter um filho, e seu próprio pai, tratado muitas vezes mais como ator do que como ente familiar. Somando-se a isso, Rosenberg opta por manter dentre os registros documentais um momento em que seu pai, incomodado, insiste para que o filho desligue a câmera, o que ele demora a fazer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a obsessão e a invasão incomodam, elas se encontram aqui com um propósito quase terapêutico. É admirável a coragem do diretor de reconhecer na tela suas atitudes falhas do passado sem se martirizar, e com uma enorme carga empática para com aqueles que estavam em seu entorno e que possam ter se prejudicado de alguma forma com suas atitudes. E ainda que ser filmado contra a vontade pode ser uma invasão inconveniente, garanto que ao escrever essa crítica me sinto tão invasivo quanto, ao me colocar no papel tão pretensioso de analisar aspectos pessoais da vida de alguém, correndo o risco de estar completamente equivocado. </span></p>
<figure id="attachment_16542" aria-describedby="caption-attachment-16542" style="width: 1196px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-4.jpg" alt="" width="1196" height="710" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-4.jpg 1196w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-4-300x178.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-4-1024x608.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Morte-4-768x456.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16542" class="wp-caption-text">Roni Kuban e Marek Rosenbaum estrelam como Asaf e Yoel, espelhando a relação de Dani Rosenberg com seu pai. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa “auto invasão” que o diretor e roteirista faz com sua própria vida pessoal poderia facilmente ter fugido da universalidade tão essencial para o ato de narrar histórias no cinema, mas felizmente não é o que acontece. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema </span></i><span style="font-weight: 400;">transborda de identificação e empatia, e a justaposição entre a ficção e a realidade apenas colabora para isso. A ficção adquire um caráter de realidade, não necessariamente por ser fiel aos fatos, mas porque é evidente que vem do coração da experiência de seu realizador. E essa realidade muito presente, seja em imagens de arquivo ou em situações ficcionais, carrega consigo uma carga emocional enorme, se convertendo muitas vezes em risos, outras ainda, em lágrimas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também</span></i><span style="font-weight: 400;"> é</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">por ironia, Cinema vivo como poucos filmes o são. Além de embalsamar para a eternidade a memória pessoal de Dani Rosemberg sobre seu pai, nos recordando da força do cinema em gerar empatia e de se reinventar a todo momento. Os estúdios podem até falir e as salas de cinema podem até fechar, mas enquanto o ser humano puder registrar imagens em movimento, o fazer cinematográfico permanecerá relevante para a preservação da memória e como meio de se contar histórias. E ainda bem que existem filmes como esse para comprovar isso.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/">A Morte do Cinema e do Meu Pai Também: o cinema não morreu</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/a-morte-do-cinema-e-do-meu-pai-tambem-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16536</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
