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	<title>Arquivos LGBTfobia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Close nos aproxima da dor das rupturas</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 21:42:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Ceder a pressão social é fácil, quase um instinto do ser humano em busca de aceitação e, por vezes, sobrevivência. O ponto é que tudo pode ser desfigurado para que possamos caber nas caixas ditas como certas: roupas, cabelos e até mesmo os amores. Em Close, filme lançado em 2022 sob a direção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/close-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Close nos aproxima da dor das rupturas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30073" aria-describedby="caption-attachment-30073" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-30073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1.jpeg" alt="Cena do filme Close. Rémi e Léo estão olhando um para o outro. Léo é um garoto branco loiro de olhos azuis, ele está vestindo uma camiseta branca e tem uma mochila azul marinho nas costas. Rémi é um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele veste uma camiseta bordô e usa uma mochila verde musgo. Ambos têm feições sérias" width="1024" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1-800x441.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1-768x423.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30073" class="wp-caption-text">Close é uma coprodução belga, holandesa e francesa, e concorre na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2023 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ceder a pressão social é fácil, quase um instinto do ser humano em busca de aceitação e, por vezes, sobrevivência. O ponto é que tudo pode ser desfigurado para que possamos caber nas caixas ditas como certas: roupas, cabelos e até mesmo os amores. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado em 2022 sob a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2s_vL_9rFFY"><span style="font-weight: 400;">Lukas Dhont</span></a><span style="font-weight: 400;">, os protagonistas figuram o ato de cortar os laços mais profundos como se fossem uma linha fina &#8211; rompem-se com facilidade, mas ficam as pontas esfarrapadas. </span></p>
<p><span id="more-30070"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav de Waele) estão no início da adolescência e têm uma intimidade apaixonante construída, mas os olhos de terceiros tendem a ver as coisas sob lentes escuras, nubladas por estigmas. Os garotos se amam, sem rótulos definidos – não nos cabe força-los a mais enquadramentos –, é uma pena que em um mundo em que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><span style="font-weight: 400;">masculinidade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;"> reina demonstrar ternura seja um sinal franco de vulnerabilidade. Assim, os toques, o cuidado e até o carinho se dissipam em tons cinzentos, movidos pelo desejo de se encaixar.  </span></p>
<figure id="attachment_30074" aria-describedby="caption-attachment-30074" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-2.jpg" alt=" Cena do filme Close. Na imagem estão Léo, Rémi e sua mãe, Sophie. Sophie é uma mulher branca de cabelos e olhos castanhos, ela está vestindo uma camiseta regata rosa pálido e olha para Léo. Léo é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, ele veste uma camiseta amarelo bebê e retribui o olhar de Sophie. Rémi é um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele está vestindo uma camiseta verde escura e está deitado com a cabeça dos outros dois sobre sua barriga. Os três estão sorrindo" width="768" height="461" /><figcaption id="caption-attachment-30074" class="wp-caption-text">Close chega aos cinemas brasileiros no dia 02 de Março e marca presença na MUBI a partir de 21 de Abril (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> são ingênuos, leves e ensolarados. A câmera caminha em direção aos rostos dos meninos e podemos sentir o quanto aquela relação é especial. Eles têm 13 anos e estão começando um novo ano letivo na escola, ambiente em que as coisas começam a mudar. A aproximação dos meninos é julgada pelos colegas, termos </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/sociedade/debate-lgbtqia-escolas/"><span style="font-weight: 400;">homofóbicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são ditos e isso basta para que a distância ganhe casa e, cada vez mais, seja possível entender como nada continua igual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de fotografia comandado por </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/frank-van-den-eeden"><span style="font-weight: 400;">Frank van den Eeden</span></a><span style="font-weight: 400;"> é primoroso, desde as luzes até a forma como os personagens e cenários são captados. Tudo é morfológico: habita a forma que a narrativa precisa. O enquadramento caminha com o afastamento dos protagonistas e, em certo momento, o foco deixa de repousar sobre suas faces para abrigar os elementos ao redor, conforme Léo e Rémi permitem a expansão desse mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não fazer afirmações, um dos cernes do enredo – escrito por Dhont em parceria com Angelo Tijssens – é a homofobia, a forma como a exclusão de pessoas que sequer lembrem o universo</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> é naturalizada e capaz de gerar desgastes e mudanças. O protagonista não precisa de muito para passar a se policiar sobre a forma com a qual trata o amigo, o medo é um soldado cruel e invade sem bater na porta.</span></p>
<figure id="attachment_30071" aria-describedby="caption-attachment-30071" style="width: 1680px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3.jpg" alt="Cena do filme Close.Na imagem, Rémi e Léo olham para uma colega de classe. Léo é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, ele veste uma camiseta de manga longa na cor branca. Ao seu lado está Rémi, um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele veste uma blusa vermelha de mangas. Os dois encaram a colega que não aparece na foto." width="1680" height="838" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3.jpg 1680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-800x399.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1024x511.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-768x383.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1536x766.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1200x599.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30071" class="wp-caption-text">Close fez parte da 24ª edição do Festival do Rio de 2022 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuar a ver o filme é doloroso, uma experiência absolutamente devastadora com passe livre para fazer todos os sentimentos de alguém se desdobrarem. Nada precisa ser explícito ou violento para causar angústia, aqui os rumos da vida se mostram imprevisíveis e nada simplistas. Neste cenário sombrio e regado a lágrimas, a passagem dos dias ganha menos luz, paz e </span><a href="https://personaunesp.com.br/copo-vazio-critica/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de qualquer coisa, </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/close-movie-director-lukas-dhont-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sobre consequências e quebras. A narrativa explora em Léo e nos pais de Rémi, Sophie (Émilie Dequenne) e Peter (Kevin Janssens), o quanto os pedaços quebrados machucam. É possível ver no garoto a quebra da inocência e nos adultos os rumos perdidos a partir de uma ótica intimista e silenciosa. Afinal, os olhos são a janela para a alma e sobram para as palavras o plano secundário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor transpassa os limites da imagem e ver isso é desesperador, caso houvesse a possibilidade de adentrar a tela e acolher aqueles sentimentos qualquer pessoa o faria. Charlie (</span><a href="https://www.senscritique.com/film/Le_Rire_de_ma_mere/24613358"><span style="font-weight: 400;">Igor Van Diesel</span></a><span style="font-weight: 400;">) acaba sendo o personagem que mais gera essa identificação no público e seu cuidado com o irmão é afetuoso na medida exata. É com ele que vemos Léo ter as únicas reações positivas verdadeiramente sinceras depois do episódio do melhor amigo, as risadas e corridas no campo aquecem um pouco dos tons frios assumidos pela produção. </span></p>
<figure id="attachment_30072" aria-describedby="caption-attachment-30072" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4.jpg" alt="Cena do filme Close. Na imagem estão Léo, Charlie e o pai, Yves. Charlie tem cabelos loiros escuros e olhos azuis, ele veste uma blusa cinza de mangas sobreposta por um colete preto. Léo é um garoto loiro de olhos azuis, ele veste uma blusa preta de mangas sob um colete azul claro. Yves é um homem branco, careca de olhos azuis, ele veste uma blusa preta com um colete verde. Os três estão fazendo a colheita em um campo verde, vermelho e amarelo." width="1280" height="771" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-800x482.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-1024x617.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-768x463.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-1200x723.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30072" class="wp-caption-text">Close é o segundo filme da carreira de Lukas Dhont, que já havia sido vencedor da principal premiação de Cannes em 2018 com Girl (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento emocionante não passou despercebido pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023 e o filme concorre na categoria de Melhor Filme Internacional. A disputa conta com os títulos </span><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada de Novo no Front</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/argentina-1985-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Argentina, 1985</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">EO</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-menina-silenciosa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Menina Silenciosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de estar cotado a estatueta da Academia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;"> competiu ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mesma modalidade e apareceu como indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Estrangeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-o-que-respira-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Maio de 2022, o longa-metragem agradou os críticos e arrebatou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na ocasião, os direitos de distribuição da obra para o Reino Unido, Irlanda, América Latina, Turquia e Índia foram adquiridos pelo serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI</span></i><span style="font-weight: 400;">. A narrativa também mexeu com os membros</span><i><span style="font-weight: 400;"> National Board of Review</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ofereceram à produção o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. </span></p>
<figure id="attachment_30075" aria-describedby="caption-attachment-30075" style="width: 593px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Captura-de-tela-2023-03-01-183335.png" alt="Cena do filme Close. Na imagem está Léo olhando para baixo. Ele é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, e veste uma camiseta amarela. Léo está no quarto de Rémi e está triste." width="593" height="335" /><figcaption id="caption-attachment-30075" class="wp-caption-text">Close apareceu no European Film Awards 2022, com indicações a Melhor Filme, Direção, Roteiro e Ator (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2023/01/awards-insider-lukas-dhont-close-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um retrato delicado e dilacerante de como as mudanças se instauram com uma força avassaladora. Sem precisar de apelo, a narrativa sangra em sua própria magnitude. Não é a intenção estabelecer culpados, mas mostrar os pequenos efeitos promovidos por atitudes aparentemente banais. Resta nas mãos de todos um cheque a assinar, mesmo quando isso é cruel e, sinceramente, injusto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez não tenhamos como mudar a estrutura, mas falar das dores proporcionadas por ela é um grande passo e a obra faz isso com excelência. O filme pode não ter um final feliz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><span style="font-weight: 400;">conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas, ao contrário do que sua sinopse diz, é, sim, uma história de amor – já que esse sentimento faz parte de todo o enredo, seja na forma pura ou na que coleciona cicatrizes. Nem toda história de amor é feliz, mas só o fato de estar presente faz dele um dos grandes protagonistas. Assim, pode ser que amar nos deixe tão perto de sofrer quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa próximos das quebras. </span></p>
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		<title>Bem-vindo à Chechênia: quando vamos parar de matar LGBTs?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 21:02:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdos sensíveis sobre violência, LGBTQIA+fobia e suicídio, que podem servir de gatilho para alguns leitores. Gabriel Gatti A Chechênia é uma das repúblicas da Federação da Rússia, localizada na região do Norte do Cáucaso, onde a maioria da população é muçulmana sunita. Esse ambiente peculiar é governado sob punhos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bem-vindo-a-chechenia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bem-vindo à Chechênia: quando vamos parar de matar LGBTs?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdos sensíveis sobre violência, LGBTQIA+fobia e suicídio, que podem servir de gatilho para alguns leitores.</span></i></p>
<figure id="attachment_22461" aria-describedby="caption-attachment-22461" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-2.jpg" alt="Cena do filme Bem-vindo à Chechênia exibe uma pessoa de costas, usando casaco e calça preta e arrastando duas malas. O cenário é de casas e algumas árvores cobertas de neve." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22461" class="wp-caption-text">O indicado ao Emmy 2021 Bem-vindo à Chechênia nos apresenta à realidade daqueles que devem fugir para sobreviver (Foto: Public Square Films)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Gatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Chechênia é uma das repúblicas da Federação da Rússia, localizada na região do Norte do Cáucaso, onde a maioria da população é muçulmana sunita. Esse ambiente peculiar é governado sob punhos de ferro pelo tirano </span><a href="https://www.rferl.org/a/kadyrov-balkan-music-festival/31363411.html"><span style="font-weight: 400;">Ramzan Kadyrov</span></a><span style="font-weight: 400;">, a quem o presidente russo Vladimir Putin apoia. A gestão do governante tornou o local em um triângulo das bermudas dos </span><a href="https://super.abril.com.br/blog/contaoutra/o-que-ha-por-tras-dos-campos-de-concentracao-de-gays-na-chechenia/"><span style="font-weight: 400;">direito</span><span style="font-weight: 400;">s humanos para LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que as famílias são incentivadas a matar seus parentes que não sejam heterossexuais. Desse modo, os hábitos doentios dos chechenos serviram de inspiração para o diretor David France no documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;">, indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> na categoria de </span><span style="font-weight: 400;">Mérito Excepcional em Documentário</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-22460"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a missão de retratar esse massacre, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói sua narrativa seguindo três pilares: depoimentos das vítimas, entrevistas com ativistas que atuam sob as sombras do Estado e imagens perturbadoras de violência contra LGBTs. Utilizando esses fatores, France desenvolve a história do grupo minoritário que recorre a um abrigo, onde os indivíduos são acolhidos até conseguirem </span><a href="https://www.efe.com/efe/brasil/sociedade/ativistas-lgbt-russos-evacuam-43-gays-da-chechenia-e-pedem-asilo-para-eles/50000246-3270516"><span style="font-weight: 400;">emigrar</span></a><span style="font-weight: 400;"> para outro país, geralmente o Canadá. No meio de toda essa trama conturbada, o diretor ainda insere trechos de entrevistas e falas do ditador </span><span style="font-weight: 400;">Kadyrov marcadas por ódio e intolerância para com as pessoas LGBTs.</span></p>
<figure id="attachment_22462" aria-describedby="caption-attachment-22462" style="width: 674px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-1-2.jpg" alt="Foto retirada do Instagram apresenta a esquerda Ramzan Kadyrov, um homem branco, de cabelos curtos e loiros, barba, usando um moletom preto e estampado, e a direita Zelim Bakaev, um homem branco, de cabelos curtos e castanhos, barca, usando uma camiseta cinza com estampa de tigre." width="674" height="379" /><figcaption id="caption-attachment-22462" class="wp-caption-text">A foto do Instagram de Zelim Bakaev com o governante da Chechênia mostra que nem tudo nas redes sociais é verdadeiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No desenvolver do documentário, vários casos de perseguição e assassinato são apresentados, mas um deles se destaca. </span><a href="https://www.rferl.org/a/kadyrov-bakayev-antigay-honor-killing-singer-chechnya/28983059.html"><span style="font-weight: 400;">Zelim Bakaev</span></a><span style="font-weight: 400;"> era um cantor de música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com a carreira em ascensão. No entanto, em 2017, o artista desapareceu após ser, supostamente, torturado pela autoridade da Chechênia. Essa brutalidade ocorreu por suspeita do jovem ser gay. A notícia de seu desaparecimento tomou o globo, mas até hoje, não há indícios de onde foi parar o corpo do rapaz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é apenas um caso que ganhou notoriedade por se tratar de uma estrela da Música, mas há muitas outras de pessoas anônimas massacradas por indivíduos cegados pela LGBTfobia enraizada em sua cultura. Como forma de pôr um holofote nessa realidade abafada pelo Estado, France adota o formato de </span><a href="https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/caderno/documentario/oficinas/etapa-1-documentario-expositivo/#:~:text=No%20modo%20expositivo%20de%20representa%C3%A7%C3%A3o,sem%20com%20elas%20se%20envolver."><span style="font-weight: 400;">documentário expositivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para <em>Welcome to Chechnya</em></span><span style="font-weight: 400;">, que é seu  modo de </span><span style="font-weight: 400;">enfatizar os fatos e os argumentos para aquilo que está sendo mostrado. Em diversos momentos, como quando há uma tentativa de suicídio no abrigo, o filme acaba expondo os envolvidos, mas com o ideal de fazer isso em prol da conscientização para aquilo que ocorre nessa região hostil.</span></p>
<figure id="attachment_22463" aria-describedby="caption-attachment-22463" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-1-1.jpg" alt="Cena do filme Bem-vindo à Chechênia mostra três pessoas de costas tentando acudir um homem branco, de cabelo curto e loiro, usando um shorts verde estampado, deitado na cama. O quarto em que eles estão apresenta armários de madeira e roupas espalhadas pelo cômodo. " width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-1-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-1-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22463" class="wp-caption-text">Muito infeliz e dolorosamente, a saída que alguns encontram para a realidade da Chechênia é o suicídio (Foto: Public Square Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A imersão do telespectador nesse campo de perseguição de pessoas faz com que o documentário apresente uma atmosfera pesada e amedrontadora, mas ao mesmo tempo, tocante. O longa se apresenta como um pedido de socorro de todos aqueles que se encontram em estado de fragilidade, que, por sua vez, tem sua imagem protegida com a </span><span style="font-weight: 400;">utilização do efeito do </span><em><a href="https://canaltech.com.br/software/O-que-e-CGI-e-computacao-grafica/"><span style="font-weight: 400;">CGI</span></a></em><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Para reforçar a dramaticidade, </span><span style="font-weight: 400;">o diretor também utiliza alguns recursos para tornar sua história mais potente. Esse evento é perceptível quando se fala dos ativistas que, muitas vezes, são retratados com um tom heroico. A percepção dessa característica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;"> não descredibiliza a força da trama, apenas remete, em certos pontos, ao entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, David France consegue despertar o telespectador ao amarrar todos os pilares propostos por </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;">, desenvolvendo a narrativa de forma coesa do começo ao fim. Mas muito antes do cineasta, repórter investigativo e autor produzir o documentário, muitos outros longas passaram por suas mãos. O diretor foi nomeado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2013 na categoria de Melhor Documentário por </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-como-sobreviver-a-uma-praga/"><i><span style="font-weight: 400;">Como Sobreviver a uma Praga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de assinar </span><a href="https://deliriumnerd.com/2020/05/18/a-morte-e-a-vida-de-marsha-p-johnson-documentario-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Agora, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">France já passou por vários festivais, como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, o Festival </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance </span></i><span style="font-weight: 400;">de Cinema, além de concorrer a categoria de </span><span style="font-weight: 400;">Mérito Excepcional em Documentário</span> <span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, por ser um filme da <em>HBO</em>. O longa chegou a ser cotado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2021/"><em>Oscar </em>2021</a>, mas acabou ficando de fora.</span></p>
<figure id="attachment_22464" aria-describedby="caption-attachment-22464" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-1-2.jpg" alt="Cena do filme Bem-vindo à Chechênia em que dois homens, usando casaco e calça, se divertem em uma praia deserta. " width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-22464" class="wp-caption-text">O encontro de casais afastados é o ponto mais leve da trama (Foto: Public Square Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">France mostra a potência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando nos faz refletir sobre as condições dos LGBTs no nosso país. O Brasil, no caso, é considerado bem sucedido na luta, apresentando </span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/listas/as-6-paradas-lgbts-mais-famosas-do-mundo"><span style="font-weight: 400;">a maior parada do mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, há artistas de grande visibilidade, como <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar</a> e Gloria Groove, que conquistaram um espaço considerável nos últimos anos. Em contrapartida, foram registrados 175 assassinatos de travestis em 2020 (uma morte a cada 2 dias) segundo a </span><a href="https://antrabrasil.org/assassinatos/"><span style="font-weight: 400;">Associação Nacional de Travestis e Transsexuais do Brasil (Antra)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como se não fosse o bastante, o presidente Bolsonaro já fez diversos </span><a href="https://catracalivre.com.br/cidadania/sou-homofobico-sim-com-muito-orgulho-diz-bolsonaro-em-video/"><span style="font-weight: 400;">discursos LGBTfóbicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante sua carreira na política. Esse fato serve de lembrete de que a democracia é uma luta diária, pois todas as conquistas das minorias podem se esvair sem o mínimo de esforço caso não haja resistência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é daquele tipo de filme que não existiria em uma sociedade democrática e justa, o que comprova que a Chechênia abriga uma comunidade doente devido a gestão de Ramzan Kadyrov. Mas além de ser um documentário, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo à Chechênia</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda formou uma </span><a href="https://www.welcometochechnya.com/"><span style="font-weight: 400;">instituição</span></a><span style="font-weight: 400;"> que arrecada fundos para salvar LGBTs chechenos que busquem sair do país. Desse modo, pode-se dizer que France produziu uma ferramenta tocante, perturbadora e solidária.</span></p>
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