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	<title>Arquivos Leighton Meester &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Leighton Meester &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>The Buccaneers entrega vestidos lindos, romances arrastados e menos alma feminina em sua 2º temporada</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 13:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stephanie Cardoso A segunda temporada de The Buccaneers, série original da Apple TV+, chega tentando manter o charme, mas tropeça justamente onde era mais potente: a amizade entre mulheres. O que na estreia parecia um manifesto delicado sobre juventude feminina, pertencimento e afeto – aquele calor de girlhood, para usar o termo consagrado nos círculos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/thebuccaneers-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Buccaneers entrega vestidos lindos, romances arrastados e menos alma feminina em sua 2º temporada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36934" aria-describedby="caption-attachment-36934" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36934" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Buccaneers1.png" alt=" Imagem promocional da série The Buccaneers. Cinco mulheres estão deitadas de costas em um campo verde cheio de pequenas flores brancas. Elas usam vestidos de cores suaves e românticas, com flores presas no cabelo. Elas estão dispostas em círculo com as cabeças próximas e olhando para cima" width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36934" class="wp-caption-text">A amizade e irmandade feminina – que era pra ser o foco da série – acabou sendo deixado para segundo plano na nova temporada (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/the-buccaneers-o-que-e-diferente-do-livro-original-de-edith-wharton/"><i><span style="font-weight: 400;">The Buccaneers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, chega tentando manter o charme, mas tropeça justamente onde era mais potente: a amizade entre mulheres. O que na estreia parecia um manifesto delicado sobre juventude feminina, pertencimento e afeto – aquele calor de </span><a href="https://blog.paraisofeminino.com.br/girlhood-a-tendencia-ultra-feminina-que-veio-para-ficar/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para usar o termo consagrado nos círculos culturais – agora vira pano de fundo para intrigas românticas e melodramas em câmera lenta. Visualmente, continua um deslumbre, porém, narrativamente é como trocar um diário íntimo por uma coluna social de revista de época.</span></p>
<p><span id="more-36932"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirada no romance inacabado de Edith Wharton – publicado postumamente em 1938 – </span><i><span style="font-weight: 400;">The Buccaneers</span></i><span style="font-weight: 400;"> tinha tudo para ser uma adaptação literária com fôlego crítico e emoção à flor da pele. A escritora, conhecida por obras como </span><a href="https://youtu.be/0uPg36iMlGU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">A Época da Inocência</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1993) – que foi adaptada por Martin Scorsese – e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa da Alegria </span></i><span style="font-weight: 400;">(1995), já explorava as tensões entre </span><a href="https://youtu.be/eCa459WluZg?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">mulheres e sociedade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com rara sofisticação. A primeira temporada honra esse legado – garotas americanas ricas invadindo a aristocracia britânica com vestidos ousados, atitudes mais ainda, e uma solidariedade de fazer inveja a muitos clubes de cavalheiros. Havia ternura, tensão, pequenas revoluções cotidianas e falava de </span><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i><span style="font-weight: 400;"> – essa experiência densa, confusa, brilhante e, por vezes, sombria de ser jovem mulher num mundo que te julga antes mesmo de você se descobrir.</span></p>
<figure id="attachment_36935" aria-describedby="caption-attachment-36935" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Buccanners2.jpg" alt="Cena da série The Buccaneers. Vemos na imagem Nan, uma mulher branca, de cabelo preso para trás, usando um vestido vermelho elegante e tomara que caia. Ela está de perfil para a direita e tem um batom vermelho. Ao fundo, há um grupo de pessoas vestidas formalmente em trajes de época, em um jardim com vegetação verde " width="512" height="222" /><figcaption id="caption-attachment-36935" class="wp-caption-text">A produção foi a segunda adaptação da obra literária, sendo a primeira uma série em 1995 (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova temporada parece desconfortável com o próprio silêncio. Tudo precisa ser resolvido com escândalo, cartas escondidas ou paixões proibidas. O núcleo da </span><a href="https://youtu.be/FaDFty5ipEg?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">amizade</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Nan (Kristine Froseth), Conchita (Alisha Boe), Jinny (Imogen Waterhouse), Lizzy (Aubri Ibrag) e Mabel (Josie Totah) – o coração da história – praticamente evapora. Em seu lugar, surgem rivalidades forçadas, decisões passionais e um clima de ‘vale tudo pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;">’. A sensibilidade dá lugar ao choque, e o olhar delicado sobre o feminino vira vitrine para dilemas de novela das cinco com produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/rdSajlISTRM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Kristine Froseth</span></a><span style="font-weight: 400;"> perde parte da força que a tornava tão magnética, a personagem que antes parecia movida por princípios, agora age com hipocrisia e uma certa arrogância disfarçada de empoderamento. Ela cobra dos outros uma honestidade emocional que a própria não pratica. Diz lutar por liberdade e autonomia, mas manipula os sentimentos de Guy (Matthew Broome) e Theo (Guy Remmers) com uma ambiguidade moral desconcertante. Ao esconder verdades importantes e seguir tomando decisões impulsivas – algumas que afetam diretamente a vida das pessoas ao redor – se torna menos uma heroína feminista e mais uma anti-heroína mimada. A série parece não perceber essa virada de tom e continua tratando suas atitudes como grandes gestos de coragem, quando na verdade são, muitas vezes, apenas egoísmo disfarçado de protagonismo.</span></p>
<figure id="attachment_36936" aria-describedby="caption-attachment-36936" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Buccaneers3.jpg" alt="Cena da série The Buccaneers. Vemos Nell (Leighton Meester), uma mulher branca com cabelo ruivo, preso em cachos e enrolado ao redor da cabeça. Ela usa um chapéu azul decorado com flores e um vestido azul claro com detalhes em renda preta, gola alta com babados brancos. O fundo está desfocado e escuro" width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36936" class="wp-caption-text">Uma das surpresas da temporada foi ver Leighton Meester interpretar a mãe biológica de Nan – e tentar não lembrar da Blair de Gossip Girl enquanto assistia os episódios (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse descompasso fica ainda mais evidente em seu arco com a sua mãe biológica, </span><a href="https://youtube.com/shorts/_cBtAvwsNqw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Nell</span></a><span style="font-weight: 400;"> (vivida por Leighton Meester, a Blair de </span><a href="https://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). O reencontro entre elas tinha tudo para ser emocionalmente devastador, um mergulho nas origens e nas contradições sociais que cercam a trajetória de Nan. Contudo a produção passa por isso com pressa, sem dar tempo para a dor, o confronto, a reconciliação ou mesmo para o conflito real. O que poderia ser um dos momentos mais ricos da temporada se dilui em cenas rápidas, quase esquecíveis, que tratam com superficialidade um tema que merecia muito mais densidade. A impressão é de que até esse pedaço da história foi sacrificado para abrir espaço para mais um drama romântico qualquer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por isso, quem vem roubando os holofotes nesta temporada é a personagem vivida por </span><a href="https://youtu.be/b-uRjOwewpU?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Aubri Ibrag</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lizzy, que antes orbitava discretamente a história principal, ganhou corpo, carisma e uma profundidade emocional mais convincente que a da própria protagonista. Nas redes sociais, o culto a personagem cresceu a cada episódio: vídeos, </span><i><span style="font-weight: 400;">fan edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> e discussões exaltam sua sensatez, sua trajetória silenciosa e sua autenticidade – tudo o que parece ter evaporado do arco de Nan. É como se o público tivesse encontrado nela aquilo que a série prometeu com a protagonista, entretanto, não entregou: uma mulher jovem, complexa, ética e que amadurece sem precisar passar por cima dos outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das presenças femininas da obra, a figura do </span><a href="https://youtu.be/-6BvnK7slWM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Theo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das poucas surpresas agradáveis. Durante a temporada, seu arco entrega um dos raros momentos de sinceridade emocional ao passar dos episódios. Já Guy, o antigo amor de Nan, vira quase um mártir passivo, preso numa </span><a href="https://youtu.be/d2Q5uh35up4?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">dinâmica</span></a><span style="font-weight: 400;"> injusta onde o afeto nunca é retribuído com a mesma integridade. A série parece querer que o público torça por sua ex-parceira a qualquer custo, contudo ignora o quanto ela se afasta da empatia e da ética em nome de sua própria narrativa.</span></p>
<figure id="attachment_36933" aria-describedby="caption-attachment-36933" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Buccaneers4.png" alt="Cena da série The Buccaneers. Cinco mulheres estão em pé, lado a lado, segurando suas saias ou mãos, olhando para a direita. Elas vestem roupas de época em tons pastel e terrosos, com detalhes bordados ou rendados. O jardim atrás delas tem plantas verdes e uma casa antiga parcialmente visível " width="512" height="341" /><figcaption id="caption-attachment-36933" class="wp-caption-text">O que era pra ser uma série sobre amizade e empatia feminina se tornou tudo menos isso (Foto: Angus Pigott/Apple TV+/The Forge Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, não dá para dizer que </span><a href="https://youtu.be/4wzf9W-utdc?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">The Buccaneers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> virou um desastre, a obra ainda é belíssima, tem um elenco com química e apresenta momentos isolados de potência – como as tramas centradas em </span><a href="https://youtu.be/GTQzCDp5qI8?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Jinny</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/nALMKoHEHl8?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Mabel</span></a><span style="font-weight: 400;">, que falam de temas como abuso e sexualidade com alguma coragem. Mas tudo isso parece surgir em meio ao caos, como relances de um seriado que já foi mais consciente de si mesma. Há menos escuta entre as personagens, afeto genuíno e espaço para as pequenas revoluções que antes costuravam cada episódio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o problema seja justamente o tom, a série parece querer crescer junto com suas personagens, entretanto confunde o amadurecimento com o abandono de suas raízes. O foco deslocado da amizade para o drama romântico esvazia o que havia de mais revolucionário: mulheres que se escolhem, se defendem e se reconhecem. Sem isso, sobra só o que vemos em outras dezenas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">dramas de época</span></a><span style="font-weight: 400;">: bailes, vestidos, beijos proibidos. Bonito? Sempre. Original? Nem tanto.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Buccaneers </span></i><span style="font-weight: 400;">seguiu os passos da primeira temporada</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ou</span> <span style="font-weight: 400;">seja</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">continuou sendo um deleite visual. Porém, para uma produção que começou com promessas de romper padrões e recontar o feminino com nuance e afeto, essa </span><a href="https://youtu.be/ebLFnnSEpkE?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter trocado a alma pelo verniz – e uma protagonista complexa por uma figura contraditória que se recusa a lidar com suas próprias falhas. Ainda há tempo para voltar a navegar com propósito, mas, por enquanto, o navio parece à deriva – lindo, caro, porém sem bússola.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/3p6ZMqvw3XY?si=Iengf-qpQzj9GMbz"><span style="font-weight: 400;">The Buccaneers &#8211; trailer 2° temporada</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A primeira temporada de I Love LA poderia ser melhor, mas é um bom começo para Rachel Sennott</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 13:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Annalisa Cochrane]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal 2025 foi um ano recheado para os jovens adultos. Desde a estreia de Overcompensating – trama que aborda a descoberta da sexualidade de um rapaz gay na faculdade – até Adults, obra com o protagonismo de um quinteto no Queens, em Nova York, o subgênero ganhou uma irmã em outubro: I Love &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/i-love-la-primeira-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A primeira temporada de I Love LA poderia ser melhor, mas é um bom começo para Rachel Sennott"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36744" aria-describedby="caption-attachment-36744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36744 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-800x450.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa rosa com uma jaqueta cinza, além de utilizar um boné branco e vermelho com estampa de um palhaço. Ela está em pé e segura um celular na mão direita e um café na mão esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36744" class="wp-caption-text">Maya é o tipo de protagonista que prontamente ganha o carinho de seus telespectadores (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><b>Guilherme Machado Leal</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2025 foi um ano recheado para os jovens adultos. Desde a estreia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/overcompensating-critica-persona-unesp/"><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– trama que aborda a descoberta da sexualidade de um rapaz gay na faculdade – até </span><i><span style="font-weight: 400;">Adults</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra com o protagonismo de um quinteto no Queens, em Nova York, o subgênero ganhou uma irmã em outubro: </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;">, série criada e protagonizada por Rachel Sennott. No final dos anos 90 e na década de 2010, a HBO produziu histórias na cidade que nunca dorme. Dessa vez, as palmeiras californianas recebem seu próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;"> centralizado na chegada dos 30 anos.</span></p>
<p><span id="more-36741"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maya é a típica </span><i><span style="font-weight: 400;">zillenial</span></i><span style="font-weight: 400;"> (aqueles que nasceram entre 1993 e 1998 e possuem misturas da geração Z e dos </span><i><span style="font-weight: 400;">millennials</span></i><span style="font-weight: 400;">): ela trabalha para pagar as próprias contas, tem o sonho de ser efetivada na empresa e viver a vida que sempre almejou. Embora esteja na Cidade dos Anjos, a personagem principal tinha uma história com Tallulah (</span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a69813664/odessa-azion-marty-supreme-i-love-la-interview-2025/"><span style="font-weight: 400;">Odessa A&#8217;zion</span></a><span style="font-weight: 400;">) em NY. Agora, sua melhor amiga, que se tornou influenciadora, irá para Los Angeles. De início, a distância entre a dupla causa um estranhamento, mas também em uma oportunidade: se manejar a carreira da criadora de conteúdo, ela finalmente mudará a própria trajetória profissional.</span></p>
<figure id="attachment_36743" aria-describedby="caption-attachment-36743" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36743" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.png" alt="Cena da série I Love LA. A imagem apresenta um grupo de amigos na sala de estar: da esquerda para direita, há um homem branco com barba e cabelos castanhos cacheados que veste uma blusa vermelha, uma mulher negra com tranças que usa uma camiseta azul entreaberta, uma mulher branca de cabelos encaracolados que utiliza um moletom verde com azul e branco, e uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa rosa e roxa. Eles estão se encarando e estão na frente de uma mesa com utensílios e comidas. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36743" class="wp-caption-text">A dinâmica entre os quatro amigos é interessante e merece ser mais explorada na segunda temporada de I Love LA (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao seu lado, estão Charlie (</span><a href="https://www.vulture.com/article/jordan-firstman-i-love-la-sex-scenes-heated-rivalry-controversy-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jordan Firstman</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Alani (</span><a href="https://www.interviewmagazine.com/television/true-whitaker-loves-new-york"><span style="font-weight: 400;">True Whitaker</span></a><span style="font-weight: 400;">), respectivamente um estilista de celebridades e uma </span><i><span style="font-weight: 400;">nepobaby</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tenta encontrar seu lugar no mundo. Para completar o time que dá a cara à produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, há Dylan, interpretado pelo incrivelmente carismático </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-five-nights-at-freddys-2/"><span style="font-weight: 400;">Josh Hutcherson</span></a><span style="font-weight: 400;">. A partir do quinteto e o cenário estabelecido, imprevistos do dia a dia e a juventude idealizada por meio de Sennott, que possui 30 anos, há a representação do que é ser um jovem adulto na década de 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, há certos tropeços na maneira como</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio ao mundo. Embora Rachel seja a produtora executiva e até diretora do último episódio da temporada – que terá um segundo ano –, é como se a artista não soubesse exatamente o que abordar em seu </span><a href="https://variety.com/2025/tv/features/rachel-sennott-i-love-la-interview-1236557872/"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> televisivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> como protagonista. A ideia de colocar Maya como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">underdog</span></i><span style="font-weight: 400;"> que possui uma certa inveja da melhor amiga não se sustenta a longo prazo. Na verdade, apostar todas as fichas de uma personagem na outra não segura uma narrativa. Além disso, a falta de conexão na primeira parte da série é algo que impede dar à idealizadora as devidas flores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada, roteirizada, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, o quarteto principal também é composto por pessoas horríveis e difíceis de lidar. Porém, até nas diferenças entre quem assiste e aquele representado na tela, há um ponto que converge. Na trama de 2025, algumas das histórias não sustentam os 25 a 30 minutos que representam o seriado. Episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">fillers </span></i><span style="font-weight: 400;">são muito bem-vindos e, em alguns casos, tornam-se jóias, a exemplo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1994): na terceira temporada, os seis amigos se preparam para uma noite de gala, mas nunca chegam, de fato, ao local. É um cenário e muito texto por 22 minutos. Nos anos 90 (e em décadas posteriores) funcionou, mas por que aqui não?</span></p>
<figure id="attachment_36746" aria-describedby="caption-attachment-36746" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-800x534.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa vermelha com um colar dourado de borboleta. Ela está em pé e com uma expressão de espanto. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36746" class="wp-caption-text">Rachel Sennott se tornou amplamente conhecida depois de estrelar Shiva Baby (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É de praxe que nem toda comédia acerta logo na sua estreia. </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2005), obra amada pelos amantes de um bom texto de humor, sabem do empecilho que é a primeira temporada. No entanto, dá para ver quem Michael Scott será ao longo das 7 temporadas. O mesmo acontece com personagens como Dwight (Rainn Wilson), Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer). O que distancia a empreitada de Rachel Sennott das produções mencionadas é o tempo. Não há sentimento criado (pelo menos não por todos do quinteto) àquelas pessoas. Para construir, precisa preparar o terreno. E engana-se quem acha que comédia é só soltar piadas sem narrativas que as sustentam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de ser famosa, a criadora fazia </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-ups</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também estudava atuação na Universidade de Nova York (NYU). </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), provavelmente o projeto mais interessante que já participou, obteve êxito em apresentar a jovem ao estrelato. Os anseios da personagem que interpretou no longa de 2020, além de sua postura cronicamente online e muito precisa de como funciona a mente daqueles que estão na casa dos 20 e poucos, ajudaram a chegar no atual momento: a visão da artista a respeito de como funciona viver na cidade da Califórnia. Assim como Dunham era a voz de uma geração em 2012, quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a idealizadora também terá o seu lugar ao sol.</span></p>
<figure id="attachment_36745" aria-describedby="caption-attachment-36745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há um homem branco de cabelos castanhos com uma blusa branca e uma jaqueta azul escuro. Ele está olhando para uma mulher branca de cabelos ondulados que usa um vestido preto com estampas de flores e um colar dourado de coração. Os dois se encaram e estão sentados em um sofá. Na frente dos dois, há duas taças com vinho dentro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36745" class="wp-caption-text">Dylan e Maya passam por maus bocados na primeira temporada de I Love LA (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acertos de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece nos momentos em que o texto conversa com o público que o consome. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Roger &amp; Munchy</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo episódio da temporada, há um trecho que é visto com frequência na timeline do </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">. Maya, que finge ser uma namorada obsessiva para assustar Paulena (Annalisa Cochrane), inimiga de Tallulah, pergunta a Dylan: “</span><i><span style="font-weight: 400;">devo me matar em uma live do Instagram ou em uma do TikTok?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. São nesses mínimos instantes nos quais Sennott encontra o tom correto, assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nem Todos São Como Jeremy</span></i><span style="font-weight: 400;">, quinto capítulo da aventura californiana, marcado por um convite à personagem principal para um jantar feito por sua chefe Alyssa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leighton Meester</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><i><span style="font-weight: 400;">Ou em Noite de Jogos</span></i><span style="font-weight: 400;">, trama seguinte, na qual a agente de talentos conhece os colegas de trabalho do Dylan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto é: a idealizadora não tem o que se preocupar quanto à própria protagonista. Quando eleva quem a jovem é, a criatura se torna maior do que a criadora.  Ela não se assemelha à Carrie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sex and The City</span></a><span style="font-weight: 400;">) ou Piper (</span><a href="https://personaunesp.com.br/oitnb-temp-final/"><span style="font-weight: 400;">Orange Is The New Black</span></a><span style="font-weight: 400;">). Não é uma tarefa complicada se afeiçoar ao elo do quinteto, pois é por meio dele que ocorrem todas as dinâmicas da produção. Pontualmente com o texto na mosca e muitas vezes pegando o caminho oposto ao da risada, o trabalho de Sennott ainda é contido e não mostra em sua totalidade a magnitude de seu talento. No futuro, esperamos amar Los Angeles. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="I Love LA | Official Trailer | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DnBAmvw_Yow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>XOXO: 15 anos depois, Gossip Girl ainda é nossa fofoqueira mais amada</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 19:09:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade  Há pouco mais de 15 anos, Gossip Girl ia ao ar pela primeira vez. A série, que tinha como meta colocar os luxos da elite de Manhattan em foco e explorar todos os pecados de um grupo de adolescentes levando a vida como adultos, comemora sua década e meia de existência mantendo uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "XOXO: 15 anos depois, Gossip Girl ainda é nossa fofoqueira mais amada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29386" aria-describedby="caption-attachment-29386" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-1.jpg" alt="Personagens principais de Gossip Girl. Todos estão alinhados, em foco e caminhando em direção à câmera. Na ponta esquerda está Vanessa, uma mulher parda, com cabelos castanhos; ela está descalça e usa um vestido justo em tons de dourado; ela caminha segurando o lado direito da barra dele. Ao seu lado está Dan, um homem branco, com cabelos castanhos; ele veste um conjunto cinza claro de calça social e colete, além de uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos, uma gravata listrada em dois tons de cinza e sapatos pretos; ele carrega uma garrafa de champanhe em sua mão direita. Abraçada com Dan está Serena, uma mulher branca e loira; ela usa um vestido justo e com mangas bufantes na mesma cor que a roupa de Dan; está descalça e carrega sandálias prateadas em sua mão esquerda. Ao lado dela está Nate, um homem branco, com cabelos loiros escuros; veste sapatos, calça e camisa sociais na cor creme, além de um paletó cinza e uma gravata listrada nas duas cores; tem sua mão esquerda dentro do bolso frontal da calça. Ao seu lado está Chuck, um homem branco, com cabelos castanhos; veste uma calça social bege, sapatos na mesma cor, uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos e gravata cinza; carrega um paletó preto em sua mão esquerda e óculos de sol em sua cabeça. Ao lado dele está Blair, uma mulher branca, com cabelos castanhos; usa um vestido de estilo romântico perolado, com uma faixa preta em sua cintura, além de sandálias prateadas. De braços dados com Blair está Jenny, uma mulher branca, loira e mais jovem que os demais; usa um conjunto de blusa branca com barra preta e saia branca com sobreposição preta; ela está descalça. Atrás deles é possível ver um parque de diversões e um céu nublado." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29386" class="wp-caption-text">Assim como Nova Iorque, Gossip Girl nunca dorme e está sempre pronta para novas intrigas (Foto: Mark Seliger)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há pouco mais de 15 anos, </span><a href="https://youtu.be/-gEkqxdUIw4"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ia ao ar pela primeira vez. A série, que tinha como meta colocar os luxos da elite de Manhattan em foco e explorar todos os pecados de um grupo de adolescentes levando a vida como adultos, comemora sua década e meia de existência mantendo uma consolidada base de fãs nostálgicos e o gosto de ter </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/gossip-girl-lanca-tendencias-de-moda-influencia-mercado-fashion-americano-3609039"><span style="font-weight: 400;">influenciado</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma geração e muitas produções posteriores. Claro que nem tudo envelheceu como vinho: apesar de diversas pautas importantes serem tratadas ao longo das seis temporadas, é possível perceber que nem todos os temas foram abordados com a sensibilidade necessária, reflexo da mentalidade da época. </span></p>
<p><span id="more-29382"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todo o </span><a href="https://www.adorocinema.com/series/serie-3241/audiencias/"><span style="font-weight: 400;">impacto positivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, não foi surpresa que o </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> investisse em um </span><a href="https://bcharts.com.br/t/hbo-max-renova-reboot-de-gossip-girl-para-mais-uma-temporada-apos-a-serie-quebrar-recordes-de-audiencia/134138"><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para o sucesso de 2007 e se dedicasse a consertar alguns de seus erros em uma nova história, mesmo que com algumas falhas. A segunda geração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2021 e, apesar de trazer um sentimento familiar, não chegou nem perto de se tornar tão influente quanto sua inspiração. Pode-se dizer que houve certa rejeição do público apaixonado pela versão original, devido à mudança de quase toda a equipe de criação, com exceção da produtora Stephanie Savage e do idealizador Josh Schwartz, o que tornou a nova série irreconhecível. Porém, há certos fatores que agradam, como a própria modernização da persona Gossip, saída dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blogs</span></i><span style="font-weight: 400;"> para se aventurar no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro problema solucionado pela </span><a href="https://youtu.be/QgwI0jXEzOI"><span style="font-weight: 400;">segunda produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi a falta de </span><a href="https://festivalteen.com.br/representatividade-e-tabus-elenco-da-nova-gossip-girl-contam-as-diferencas-entre-as-series.html"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;">. É inevitável pensar na série aniversariante sem lembrar do elenco majoritariamente branco, magro e hétero. Não é uma simples coincidência que Vanessa (Jessica Szohr), uma das únicas personagens não-brancas, fosse vista como uma grande vilã, ou que Eric (Connor Paolo), abertamente gay, tivesse um arco tão fraco em comparação com as grandes narrativas de seus colegas de elenco. Até mesmo Dorota (Zuzanna Szadkowski) e Cyrus (Wallace Shawn), únicos personagens não-magros, não passaram de alívios cômicos em meio aos dramas de Blair (Leighton Meester). Foi realmente uma vitória notar como a produção evoluiu em 15 anos, tendo agora, em sua segunda versão, um elenco diverso e com o mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gossip Girl | Blair Waldorf&#039;s Most Iconic Quotes | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/g-7dtpHG5Ek?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais impressiona em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">é a quantidade de pautas importantes discutidas, independentemente dos problemas em algumas abordagens. Logo na primeira temporada, o espectador se depara com a </span><a href="https://youtu.be/AfI6FmpAvGM"><span style="font-weight: 400;">bulimia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Blair, devido a pressão de manter seu relacionamento arranjado com Nate (Chace Crawford) e viver à sombra de sua melhor amiga, Serena (Blake Lively); com o quase </span><a href="https://youtu.be/cTSg3RtSKTk"><span style="font-weight: 400;">estupro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenny (Taylor Momsem) pelas mãos de Chuck (Ed Westwick); com a tentativa de suicídio de Eric e muito mais. A seriedade dos assuntos não diminuiu ao longo dos anos. Cenas de overdose, mortes, pedofilia e relacionamentos abusivos fazem parte da narrativa da produção. Não existem personagens puros e bons, mas adolescentes que conheceram o poder cedo demais e nunca aprenderam a lidar com isso, espelhando-se nas figuras adultas que tinham próximas a si, geralmente muito problemáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas séries foram influenciadas pela obra de Schwartz e Savage e se lançaram na estratégia de mostrar jovens em sua fase de rebeldia e inconsequência, ao mesmo tempo que lidam com as pressões do mundo. Algumas se esforçaram para explorar as questões com mais responsabilidade, como é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que debate o vício e a abstinência em drogas com maestria. Já outras acabaram sendo até mais superficiais que a série de 2007, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a segunda geração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, que falam sobre estupro, doenças terminais, vício, homofobia e morte com pouquíssimo tato. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A Garota do Blog</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebe o benefício da dúvida por ter sido lançada há 15 anos, não há desculpas para a imprudência das novas gerações.</span></p>
<figure id="attachment_29387" aria-describedby="caption-attachment-29387" style="width: 2369px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3.jpg" alt="Grade de duas fotos de Penn Badgley. Na imagem da esquerda vê-se o ator no papel de Dan; veste o uniforme de sua escola - camisa amarela, terno preto e gravata listrada nas duas cores e vermelho - e é possível ver a alça de sua bolsa em seu ombro direito. Na imagem da direita está Penn no papel de Joe; veste uma camiseta branca, uma camisa social azul clara e uma jaqueta jeans; é possível ver a alça de sua mochila em seu ombro direito." width="2369" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3.jpg 2369w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imagem-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29387" class="wp-caption-text">Dan Humphrey andou para que Joe Goldberg pudesse correr (Foto: <i><span style="font-weight: 400;">Meghan Dillon</span></i>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível falar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem mencionar as estrelas da série, </span><a href="https://youtu.be/z31vQfo3YNY"><span style="font-weight: 400;">Blair e Serena</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao longo das seis temporadas, as duas tiveram incontáveis altos e baixos, indo de melhores amigas a inimigas em segundos. Elas brigaram o tempo todo, como se fossem irmãs, mas estiveram presentes na vida uma da outra, se apoiando desde sempre, e isso é o suficiente para se amarem incondicionalmente. Porém, não dá para ignorar o fato de que os conflitos ultrapassaram limites logo nos primeiros episódios em que Serena, mesmo sabendo da importância para Blair e sua família que ela mantivesse um relacionamento dos sonhos com Nate, e que a amiga o amava como a um príncipe encantado, engatou um namoro com o jovem. Do lado contrário, Waldorf também cruzou a linha: algumas temporadas depois, expôs um dos maiores traumas de Serena para pessoas importantes da Universidade de Yale enquanto ambas disputavam uma vaga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem é fã da </span><a href="https://youtu.be/tgJplHmwYm4"><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não se decepcionou com o desenrolar de seu enredo. Blair teve, definitivamente, um dos arcos de redenção mais bonitos da série e foi um dos personagens que mais se desenvolveu positivamente. Na primeira temporada, a garota era apenas mesquinha, mimada e egoísta, uma bela fachada para esconder o fato de não ser feliz consigo mesma e não saber lidar com as situações sombrias de sua vida. Ao longo da produção, Waldorf viveu um romance intenso com Chuck Bass e sofreu demais em vários momentos, novamente não se valorizando o suficiente. Ao final, após perder amores, amizades, sua faculdade dos sonhos, seu filho e outros fatores que ela acreditava que a definiam como pessoa, ela finalmente se descobre e fica em paz. A garota se torna uma mulher madura e segura de si, e encerra seu ciclo com uma família que ama e celebrando o casamento de sua melhor amiga, feliz e livre dos pesos colocados sobre si. </span></p>
<figure id="attachment_29389" aria-describedby="caption-attachment-29389" style="width: 2331px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4.png" alt="Imagem de Blake no Met Gala de 2022. A atriz usa um vestido Versace e luvas azul Tiffany com pinturas e pedrarias em cor de cobre. Ela usa brincos de pedras e uma coroa também em cobre com detalhes em Tiffany. Atrás de si é possível observar a famosa escadaria e diversos fotógrafos do evento. " width="2331" height="1748" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4.png 2331w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/imageem-4-1536x1152.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29389" class="wp-caption-text">Blair pode ser a abelha rainha dentro da série, mas na vida real esse papel fica com Blake Lively (Foto: Mike Coppola)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há consenso acerca do final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">: muitos amam, muitos odeiam. Entre os desfechos que mais causam discussões está o de </span><a href="https://www.fatosdesconhecidos.com.br/7-coisas-que-nao-fazem-sentido-sobre-dan-humphrey-de-gossip-girl/"><span style="font-weight: 400;">Dan Humphrey</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Penn Badgley) como a fofoqueira queridinha e desprezada. Diversos fãs se incomodaram com a explícita hipocrisia do </span><i><span style="font-weight: 400;">lonely boy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se queixava constantemente da atenção que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Garota do Blog</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a elite de Manhattan recebiam, se sentindo superior por não ser dependente dos luxos da vida nova-iorquina. Outra situação que causou controvérsias foi o casamento de Serena e Dan, após a garota ter transitado a série toda entre Humphrey e Nate; muitos prefeririam que Van der Woodsen tivesse terminado seu arco com Archibald, mas não foi realmente uma surpresa assisti-la caindo de vez nos encantos do garoto do Brooklyn. De qualquer forma, o melhor acontecimento foi a reunião de todo o elenco no último episódio, incluindo a eterna </span><i><span style="font-weight: 400;">Little J</span></i><span style="font-weight: 400;">, que havia deixado a produção dois anos antes para focar em sua carreira musical. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">15 anos depois dessa grande produção, a </span><a href="https://youtu.be/vxi6NlFoj-o"><i><span style="font-weight: 400;">Garota do Blog</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda é capaz de conquistar o coração de seus fãs. Mesmo com todas as desavenças, ainda há um ar de nostalgia, compreensão e confiança ao longo dos episódios, uma vez que os espectadores cresceram juntamente com os personagens, acompanharam todos os seus momentos de conquista e perda,  seus altos e baixos, desde a escola até a sua vida adulta. A série acabou, mas seu legado ainda vive para que novas histórias surjam e representem adolescentes e suas vidas complicadas. Para </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">: XOXO, ainda amamos você. </span></p>
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