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	<title>Arquivos Larissa Mateus &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Robôs gigantes salvaram o Cinema com o poder da amizade em Círculo de Fogo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 18:18:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Mateus &#8220;Sempre pensávamos que vida alienígena viria das estrelas, mas veio das profundezas do mar&#8220;, explica o protagonista Rayleigh nos primeiros segundos do filme sobre a reviravolta que seu mundo sofreu, cuja consequência foi uma guerra contra seres de fora do planeta que durou mais de dez anos. Círculo de Fogo (2013) constrói um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/circulo-de-fogo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Robôs gigantes salvaram o Cinema com o poder da amizade em Círculo de Fogo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33476" aria-describedby="caption-attachment-33476" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.jpg" alt="Imagem de divulgação do filme “Círculo de Fogo” (2013). Em um mar turbulento e céu fechado, quatro robôs gigantes se preparam para lutar. A câmera está inclinada para cima, mostrando a grandiosidade das máquinas. no canto inferior esquerdo há um navio tentando escapar das ondas geradas pelos robôs. Mais à esquerda está o Jaeger de três braços “Crimson Typhoon”, distante porém correndo em direção à câmera. Sua lataria é vermelha e ele possui um único olho brilhante. Ao centro e mais a frente está “Gypsy Danger”, com armadura azulada e um centro de energia que brilha vermelho em seu peito. Dois helicópteros a rodeiam. À direita de Gypsy está “Eureka Striker”, com os braços robóticos armados com duas gigantes facas de duas lâminas e lataria prata metálica. Por fim, mais distante à direita está “Cherno Alpha”, de cor verde e cabeça semelhante a uma torre." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33476" class="wp-caption-text">“A sorte favorece os corajosos, cara” (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Larissa Mateus</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Sempre pensávamos que vida alienígena viria das estrelas, mas veio das profundezas do mar</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, explica o protagonista Rayleigh nos primeiros segundos do filme sobre a reviravolta que seu mundo sofreu, cuja consequência foi uma guerra contra seres de fora do planeta que durou mais de dez anos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Círculo de Fogo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013) constrói um plano de fundo que se leva extremamente a sério, mas lava seus elementos realistas com as verdades de sua narrativa: a pura </span><a href="https://talkfilmsociety.com/articles/pacific-rim-guillermo-del-toro-kaiju-jaeger"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a total admiração por robôs gigantes batendo em alienígenas ainda maiores. </span></p>
<p><span id="more-33470"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse clássico recente da ficção científica completou uma década em 2023 e envelheceu como vinho devido ao carinho do diretor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/guillermo-del-toro/"><span style="font-weight: 400;">Guillermo Del Toro</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cuidado e a afeição tanto de Del Toro quanto de seu time de produção transparece em cada cena, e demonstra uma sincera homenagem às animações japonesas de</span> <a href="https://cosmonerd.com.br/animes-e-mangas/mecha-o-subgenero-dos-robos-gigantes/"><i><span style="font-weight: 400;">mechas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/evangelion-thrice-upon-a-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1997), e aos clássicos do gênero </span><a href="https://formigaeletrica.com.br/cinema/artigos/introducao-aos-kaiju/"><i><span style="font-weight: 400;">Kaiju</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1954). O típico romantismo das obras do diretor, evidenciado em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017), não está presente em sua literalidade – ou literariedade – aqui. Sua paixão, porém, ainda se manifesta nas características irreverentes do gênero, a exemplo do próprio sentimentalismo que constrói o caráter nostálgico do filme. </span></p>
<figure id="attachment_33474" aria-describedby="caption-attachment-33474" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2.jpg" alt="Gravação de uma cena dentro de um Jaeger em Círculo de Fogo (2013). Em frente a uma tela verde está construído um cenário que simula o ambiente dentro de um robô gigante, enquadrando a foto com engrenagens e pistões vermelho-brilhantes simetricamente em ambos os lados. Ao centro está o painel de controle, e duas pessoas ao seu lado em pé, porém conectadas nos braços, pernas e capacetes ao resto da maquinaria. Suas armaduras e equipamentos são cinzentos, e os botões no painel de controle são amarelos e contam com duas telas azuis." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33474" class="wp-caption-text">Além dos efeitos digitais de grande escala, todas as cenas dentro dos Jaegers tiveram efeitos práticos (Foto: Roadshow Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais elementos que demonstra a profundidade de pensamento do diretor é a construção do mundo. A sociedade retratada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Círculo de Fogo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é complexa e interessantíssima, mesmo que seja apenas para a </span><a href="https://atenaeditora.com.br/catalogo/post/imaginario-multiculturalismo-e-apocalipse-no-filme-circulo-de-fogo"><span style="font-weight: 400;">ambientação da narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, e não para o próprio enredo. Cada minúcia de um planeta em guerra contra alienígenas colonizadores foi pensada: desde itens, como uma nova arquitetura para proteger as cidades desses gigantes, novas alianças políticas entre países e até uma crise ambiental causada pelo sangue extraterrestre derramado. O resultado é um mundo nítido e vívido que, embora distópico, desperta a vontade de vivenciá-lo em toda a sua tatilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de colorido e bem construído, a cinematografia deixa a desejar, por vezes, caindo em um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/robotica/44450-uncanny-valley-o-abismo-entre-o-real-e-a-simulacao.htm"><i><span style="font-weight: 400;">uncanny valley</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na gradação de cores. O filme é gravado de maneira inteiramente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cfNKtxGMHig"><span style="font-weight: 400;">digital</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que faz os tons de preto serem extremamente profundos e o contraste entre as cores seja forte demais em alguns enquadramentos. O objetivo é claro: facilitar ainda mais a conexão do filme às animações japonesas – porém, em um filme live action, essa saturação de cores pode destoar demais da realidade pintada. O principal exemplo é o do palácio dourado do criminoso Hannibal Chau, interpretado pelo sempre ilustre e caricato Ron Perlman. A cena é dirigida com maestria, mas a dor de cabeça causada pela combinação enojante de verde e amarelo, não tanto.</span></p>
<figure id="attachment_33473" aria-describedby="caption-attachment-33473" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3.jpg" alt="Cena de Hannibal Chau em seu castelo do crime no filme Círculo de Fogo (2013). Chau é interpretado por Ron Pearlman, um homem branco de cabelos e barba brancos e porte médio. Ele traja óculos escuros e um terno de três peças vermelho, de o blazer e calça bordô com detalhes intrincados e colete vermelho vívido com uma corrente dourada acoplada, além de uma gravata também dourada. Ele está com os dois braços para cima e com as mãos abertas, com uma expressão séria no rosto. Ao fundo estão prateleiras cheias de jarras brilhantes verdes e amarelas com órgãos amorfos de Kaiju, enquadradas entre dois armários de madeira de gavetas quadradas." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33473" class="wp-caption-text">Ron Perlman interpreta Hannibal Chau, um traficante de órgãos de Kaiju (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse universo extremamente detalhado, a narrativa se contrapõe em sua simplicidade, tendo sua trama focada apenas em entregar a ação mais bombástica possível. O roteiro de Travis Beacham e Guillermo del Toro, inclusive, perdeu um pouco de seu impacto com a idade: o </span><a href="https://pacificrim.fandom.com/wiki/Timeline_(Pacific_Rim)"><span style="font-weight: 400;">futuro distópico</span></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 2020 mostrado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Círculo de Fogo</span></i><span style="font-weight: 400;"> virou piada agora que enfrentamos coisas talvez piores. Em 2013, a maior ameaça imaginada do então futuro próximo eram as consequências sociopolíticas de invasões extraterrestres. No verdadeiro 2020, a humanidade foi dizimada por algo mais próximo de um filme de zumbis do que de uma espalhafatosa guerra entre </span><i><span style="font-weight: 400;">mechas </span></i><span style="font-weight: 400;">e monstros gigantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama pode ter perdido certa essência com o passar dos anos, mas sua construção continua sendo ideal para o produto que deseja ser. A lógica do longa-metragem trabalha com o contratempo de uma história despretensiosa, enquanto investe em todos os outros aspectos de produção para elevá-la a uma </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/149377-30-maiores-filmes-ficcao-cientifica-decada-passada.htm"><span style="font-weight: 400;">ficção científica inesquecível</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33472" aria-describedby="caption-attachment-33472" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33472" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/IMAGEM-4.gif" alt="GIF do filme Círculo de Fogo (2013). O Mecha gigante Gypsy Danger está em centro, e acerta o punho esquerdo em sua palma direita, enquanto quatro pessoas, identificadas apenas como silhuetas de costas à câmera, o assistem de uma plataforma ao nível do peito do robô. Danger possui um visor dourado, e sua lataria é cinza escura. Em seu peito está seu gerador de energia, uma gigante e giradora válvula de escape que brilha laranja. O fundo mostra o galpão repleto de holofotes em que os Jaegers residem." width="500" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-33472" class="wp-caption-text">A melhor arma contra um Kaiju é um soco bem dado (GIF: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais elementos mais enaltecedores do filme é a atuação, novamente sendo mais um fator responsável por transformar o roteiro em um empolgante espetáculo. As personagens estereotipadas ganham uma nova dimensão com a clara paixão dos atores neste projeto. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Stacker Pentecost, por exemplo, representa o típico e estóico general com um coração de ouro, e entrega o melhor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-7Sow81yi24"><span style="font-weight: 400;">discurso inspirador de fim de mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da última década. O personagem que, até então, não havia expressado abertamente a profundidade de seu apreço pelas pessoas à sua volta, traz na fala a esperança de alguém que, mesmo nas mais sombrias circunstâncias, encontra a solução de todas as angústias em confiar na comunidade que construiu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são Burn Gorman e Charlie Day, que dão vida, respectivamente, ao matemático Hermann Gottlieb e ao xenobiólogo e roqueiro Newton “Newt” Geiszler. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8an--OL80DE"><span style="font-weight: 400;">Os cientistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivem um relacionamento conturbado, trazendo um humor indispensável para dar leveza à tensão constante da história. Entre suas disputas filosóficas e briguinhas infantis, o par de inimigos com tensão homoerótica palpável descobre o quanto verdadeiramente se importam um com o outro, e, trabalhando juntos, conseguem unir a sistemática matemática com a fluidez da biologia para cancelarem o apocalipse. </span></p>
<figure id="attachment_33475" aria-describedby="caption-attachment-33475" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1.gif" alt="GIF do filme Círculo de Fogo (2013). Em frente à um fundo desfocado, repleto de luzes futuristas, os cientistas Hermann Gottlieb e Newton Geiszler sorriem com alívio. Newton é um homem branco, de cabelos curtos e castanhos, que veste um óculos preto, uma jaqueta de couro, blusa branca e uma gravata desatada. Ele está machucado, com um ferimento na testa e na bochecha, e seu sangue mancha a gola da blusa. Newton está com a mão no ombro de Hermann, chacoalhando-o levemente. Hermann também é um homem branco, mais alto, e veste camiseta branca, colete de tricô e um paletó preto. Seu cabelo é preto e está suado, grudado em sua testa." width="500" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-33475" class="wp-caption-text">Apesar de suas diferenças, Hermann e Newt reconhecem a profundidade e importância de sua conexão para combater o fim do mundo (GIF: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das minúcias, o prato principal desse banquete visual é a ação temperada pela Música. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1vU7XqToZso"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Ramin Djawadi transforma o impacto de cada soco em algo sentido não só pela gigante massa dos</span> <span style="font-weight: 400;">monstros dentro do filme, mas também pela própria plateia. Aliás, a composição contém um toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro das cordas mais tradicionais e inspiradoras, além de batidas pesadas e elementos eletrônicos típicos de composições mais futurísticas. A ação torna-se visceral no momento em que soma-se à violência analógica dos robôs gigantes, os </span><i><span style="font-weight: 400;">Jaegers</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando atingem um </span><i><span style="font-weight: 400;">Kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> desprevenido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os designs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">mechas</span></i><span style="font-weight: 400;"> são perfeitamente distinguíveis entre si, cheios de personalidade e detalhes individualizadores que conseguem transformar aquelas máquinas gigantes em seus próprios personagens. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">Jaegers</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais novos, como o australiano Striker Eureka, têm </span><i><span style="font-weight: 400;">designs</span></i><span style="font-weight: 400;"> limpos e minimalistas, dando a impressão de leveza e agilidade. Os mais antigos, por sua vez, como o protagonista Gypsy Danger</span> <span style="font-weight: 400;">e o russo Cherno Alpha, contam com características no âmbito do </span><a href="https://portal.sescsp.org.br/online/artigo/12314_MAS+O+QUE+E+STEAMPUNK"><i><span style="font-weight: 400;">steampunk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dado o brilho de energia futurística fluindo entre canos, polias e pistões antiquados visíveis. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pacific Rim - &quot;Jaegers: Mech Warriors&quot; Featurette" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/pn0MenBcz_s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenho autômato desses robôs preservou de maneira espetacular os efeitos especiais do filme, aparentando ser bem mais palpáveis que </span><a href="https://www.cbr.com/why-old-cgi-better-than-new-movies/#:~:text=The%20Causes%20for%20the%20Drop%20in%20CGI%20Quality%20Are%20Widespread&amp;text=One%20major%20issue%20facing%20the,hardware%20can%20drive%20up%20costs."><span style="font-weight: 400;">muitos atualmente</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente em sua violência. A brutalidade é física em todos os aspectos, já que a tecnologia na história do longa não é futurista o suficiente para impedir o fato da melhor solução para combater um alienígena gigante ser uma espada bem enfiada no coração ou um chute nas costelas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Círculo de Fogo</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstrou que é possível, sim, fazer um filme de qualidade com uma premissa boba, desde que seja construído com todo o amor e dedicação de uma equipe motivada a entender nuances da ficção científica. Em seus dez anos de história, o longa trouxe vitalidade a um gênero mais </span><a href="https://gamerant.com/giant-robot-movies/"><span style="font-weight: 400;">reservado às animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, e provou que um apreço genuíno dentro da produção de um filme é o suficiente para cultivar um grupo de fãs dedicados. Esses que nunca esquecerão como a conexão entre as pessoas é o suficiente para pilotar um robô de guerra e impedir o apocalipse. </span></p>
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		<title>A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Aug 2023 17:10:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Mateus Não há fenômeno mais comum na história do Cinema, principalmente no gênero do terror, do que a maldição da franquia não planejada. Basta um filme fazer sucesso suficiente na bilheteria que mais da mesma trama entrará em cartaz nos próximos anos, até que o público esteja exausto. A situação se torna cada vez &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/">A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31363" aria-describedby="caption-attachment-31363" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2.png" alt="Cena de abertura do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, a silhueta de uma mulher, iluminada por trás pelo sol, flutua acima de um rio, os dedos dos pés arrastando sobre a superfície d'água avermelhada. Ao fundo, vê-se uma densa floresta e o céu também avermelhado, com o título do filme preenchendo o horizonte: Evil Dead Rise." width="1280" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-800x337.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-1024x431.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-768x323.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-1200x505.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31363" class="wp-caption-text">A Morte do Demônio: A Ascensão é o filme mais bem avaliado da franquia (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Larissa Mateus</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há fenômeno mais comum na história do Cinema, principalmente no gênero do terror, do que a maldição da franquia não planejada. Basta um filme fazer sucesso suficiente na bilheteria que mais da mesma trama entrará em cartaz nos próximos anos, até que o público esteja exausto. A situação se torna cada vez mais exacerbada com a tendência de </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/theres-a-reason-horror-films-get-so-many-reboots#:~:text=A%20popular%20horror%20movie%20is,of%20money%20to%20be%20made."><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da última década, recheando o cenário </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/extras/especial-terror-slasher-que-terror-e-esse/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">atual com produtos repetitivos e franquias desnecessariamente revitalizadas anos após seus dias de ouro iniciais, como aconteceu com </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-31361"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus mais de 40 anos de susto, porém, a pérola do terror de baixo orçamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), só produziu cinco filmes, todos com a benção de seu idealizador, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sam-raimi/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">. A jornada comicamente violenta das produções faz com que nenhuma seja decepcionante, e apesar de não impressionar, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que uma franquia que sabe </span><a href="https://www.odeoncinemas.ie/odeon-scene/evil-dead-movies/"><span style="font-weight: 400;">exatamente o que é</span></a><span style="font-weight: 400;"> não vai perder seu charme tão cedo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;">, os demônios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> abandonam as sombrias cabines no meio da floresta americana e os grupos de amigos adolescentes que as visitam para encontrar seu mais novo lar com uma família moderna em um decrépito apartamento na selva de pedra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b0zPraLuaCA"><span style="font-weight: 400;">Los Angeles</span></a><span style="font-weight: 400;">. Beth (Lily Sullivan), que acaba de descobrir que está grávida, deixa sua vida de turnê como assistente de palco para procurar apoio de sua irmã, Ellie (Alyssa Sutherland), mãe de Danny (Morgan Davies), Bridget (Gabrielle Echols) e Kassie (Nell Fisher). A noite começa como um repentino terremoto e, após a possessão e morte de quase toda a família, termina com Beth e Kassie cobertas de sangue e destruindo o mal da melhor maneira possível: com uma motosserra. </span></p>
<figure id="attachment_31362" aria-describedby="caption-attachment-31362" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1.png" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, Beth, protagonizada por Lily Sullivan, está coberta de sangue e segura uma motosserra enquanto encara para algo fora de cena com convicção e raiva expressos no rosto. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos castanhos, de comprimento médio, e veste uma blusa de mangas curtas azulada. Seu rosto, braços e roupas estão manchados de sangue." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31362" class="wp-caption-text">Beth segue o legado de Ash Williams e bate de frente com o mal (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As particularidades da descoberta do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/por-que-a-morte-do-demonio-a-ascensao-tem-outro-livro-dos-mortos"><i><span style="font-weight: 400;">Livro dos Mortos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; sempre responsável pelo início da loucura &#8211; e os dramas familiares são apenas pano de fundo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores que segue ao longo do filme, o qual </span><a href="https://www.thewrap.com/evil-dead-rise-director-puke/"><span style="font-weight: 400;">promete enjoar</span></a><span style="font-weight: 400;"> (e</span><a href="https://www.tiktok.com/@horrorwithme/video/7223979777403686149?is_from_webapp=1&amp;sender_device=pc&amp;web_id=6941193654930081286"><span style="font-weight: 400;"> já enjoou</span></a><span style="font-weight: 400;">) muitos da plateia. A criatividade da violência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead </span></i><span style="font-weight: 400;">continua com força nessa nova entrada na franquia, mas não consegue decidir entre a hiper-seriedade de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013) e o </span><a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/Slapstick"><i><span style="font-weight: 400;">slapstick</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987). No fim, o longa se leva a sério demais para o humor não parecer fora do lugar, e não vai longe o suficiente com o </span><a href="https://www.videomaker.com/how-to/directing/film-history/a-look-into-the-gore-horror-genre/"><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para chegar aos pés da versão da década passada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo do filme também tem suas complicações. O diretor Lee Cronin (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jIAgt5RSWVk"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">hole in the Ground</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) perde os primeiros 10 minutos com uma cena de </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/cutaway-shot-explained"><i><span style="font-weight: 400;">cut-away</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inicial, totalmente deslocada da atmosfera claustrofóbica do resto da história. Essa escolha faz com que o enredo demore para engatar seu furor com a introdução demorada do grupo de protagonistas. As personagens são cativantes e é fácil sentir compaixão, principalmente pelo fato de grande parte do elenco interpretar crianças, mas, além de compreender a dinâmica entre a família, detalhes alheios como o ativismo de Bridget são desnecessários ao resto da narrativa. </span></p>
<figure id="attachment_31365" aria-describedby="caption-attachment-31365" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image3.gif" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. O GIF mostra a visão através de um olho mágico sujo com gotas de sangue na parte superior, fazendo com que os cantos da imagem tenham uma leve vinheta e que ao fundo certas partes do corredor estejam encobertas. Em centro está Ellie, interpretada por Alyssa Sutherland, sorrindo para a câmera. Seus olhos são brancos e brilhantes, seus cabelos são vermelhos, e sua boca e roupas estão ensanguentadas. " width="540" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-31365" class="wp-caption-text">&#8220;Você não parece estar bem, mãe&#8221; (GIF: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, essa má gestão de tempo é perdoável devido à formidável atuação de todos os atores, pré e pós-possessão. Os dois destaques são de longe Alyssa Sutherland e Nell Fisher. Sutherland entrega uma performance física incrivelmente horripilante, fazendo com que até os mínimos movimentos de seu corpo pareçam sobrenaturais, e que o sorriso da personagem carinhosamente apelidada de &#8220;</span><a href="https://twitter.com/RealAlyssaS"><span style="font-weight: 400;">mamãe dos vermes</span></a><span style="font-weight: 400;">&#8221; se torne uma imagem tão icônica à franquia quanto o </span><i><span style="font-weight: 400;">Livro dos Mortos</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fisher, por sua vez, impressiona com sua versatilidade. Para uma atriz tão jovem, ela transparece desde esperança ao desespero com uma maestria impecável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro elemento positivo é o uso de efeitos especiais práticos. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue com a tradição da franquia de violência palpável e ferimentos realistas até demais. Ao longo dos seus 95 minutos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead: Rise</span></i><span style="font-weight: 400;"> (o título original) impressiona com os </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/evil-dead-rise-director-lee-cronin-blood-1235577048/"><span style="font-weight: 400;">mais de 6,500 litros de sangue</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindos de tesouras, máquinas de tatuagem, um cajado com uma cabeça de boneca chamado Staffanie e um </span><a href="https://www.cbr.com/evil-dead-rise-better-bloody-elevator-scene-than-the-shining/"><span style="font-weight: 400;">elevador demoníaco emprestado de Stanley Kubrick</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31364" aria-describedby="caption-attachment-31364" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image4-1.png" alt="Fotografia por trás das câmeras durante as gravações de A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, o diretor Lee Cronin está dando instruções à atriz Alyssa Sutherland, com uma câmera de cinema apontada em sua direção no canto inferior direito. Lee Cronin é um homem branco, bronzeado, de cabelos curtos e encaracolados e barba curta. Ele está usando uma jaqueta de gomos preta, e tem uma palma aberta para Sutherland, enquanto a outra está em formato de tesoura. Alyssa Sutherland é uma mulher branca e alta, de cabelos pintados de vermelho e levemente ondulados. Ela está usando uma calça cinza e blusa de botões branca com as mangas arregaçadas, e segura um caixa com equipamentos eletrônicos em uma mão e seus óculos na outra, olhando para as instruções de Cronin. " width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-31364" class="wp-caption-text">Lee Cronin arrasa pela segunda vez na direção (Foto: Everett Collection/Variety)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A maquiagem e o trabalho de câmera de Lee Cronin demonstram seu carinho e cuidado com o legado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">, e honra a presença de Raimi e Bruce Campbell (Ash em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> 3</span></i><span style="font-weight: 400;">) como </span><a href="https://butwhytho.net/2023/04/exclusive-passing-the-chainsaw-with-sam-raimi-and-bruce-campbell/"><span style="font-weight: 400;">produtores</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cinematografia é menos inventiva que o original, mas igualmente desnorteadora em seus enquadramentos. A utilização de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qW1UFLnEU2g"><span style="font-weight: 400;">dioptria dividida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os diferentes ângulos de câmera, como a filmagem através do olho mágico da porta do apartamento, contribuem para o sentimento de aprisionamento na pequena e abarrotada residência em que a maior parte do filme se passa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lee não reinventa a roda do terror e nem revoluciona a fórmula de <em>Evil Dead</em>. No entanto, apesar de suas mudanças, entretém com o grotesco, o violento e com sua reverência ao original. Talvez todos estejam cansados de franquias e </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas ao apostar na diversão em vez da </span><a href="https://english.elpais.com/culture/2023-03-22/nostalgia-and-popcorn-cinema-takes-a-look-in-the-rearview-mirror.html"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova que para termos uma noite alucinante, só é preciso muito, muito, muito sangue. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/">A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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