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	<title>Arquivos Kit Connor &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Wishbone confessa muito mais que sentimentos e relata experiências que Conan Gray antes deixou em branco</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 13:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz Found Heaven, de 2024, representou uma incursão audaciosa de Conan Gray pelos sintetizadores brilhantes e pela nostalgia new wave. Em contraponto direto do seu último trabalho, Wishbone assume o regresso deliberado e consciente às suas raízes confessionais. Mais do que um mero exercício de estilo, o novo disco é uma escavação emocional profunda &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/wishbone-confessa-muito-mais-que-sentimentos-e-relata-experiencias-que-conan-gray-antes-deixou-em-branco/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Wishbone confessa muito mais que sentimentos e relata experiências que Conan Gray antes deixou em branco"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35589" aria-describedby="caption-attachment-35589" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35589" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5-800x800.png" alt="Capa do álbum Wishbone, do artista Conan Gray. Pessoa vestida com uniforme de marinheiro branco com detalhes azuis, chapéu com fita vermelha e sapatos pretos aparece saltando contra um fundo de céu nublado. A fita do chapéu se movimenta no ar, reforçando a sensação de dinamismo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-5.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35589" class="wp-caption-text">No quarto álbum de estúdio, Conan Gray apresenta um de seus trabalhos mais introspectivos, honestos e pessoais até hoje (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/39gMxRpFKgIVvw3krIIam5?si=0b9c0edf4ec84d47"><i><span style="font-weight: 400;">Found Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2024, representou uma incursão audaciosa de Conan Gray pelos sintetizadores brilhantes e pela nostalgia </span><i><span style="font-weight: 400;">new wave</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em contraponto direto do seu último trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wishbone </span></i><span style="font-weight: 400;">assume o regresso deliberado e consciente às suas raízes confessionais. Mais do que um mero exercício de estilo, o novo disco é uma escavação emocional profunda na qual Conan troca as luzes de discoteca pela exposição crua. Se o predecessor soava como uma fuga para os anos 80, o quarto álbum de estúdio emerge como um diário íntimo, escrito na solidão dos quartos de hotel durante digressões – a ‘trilha sonora absurdamente nichada’ da sua própria vida, nas </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/conan-gray-wishbone-review-1235409024/"><span style="font-weight: 400;">palavras do artista</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35586"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cantor oferece ao ouvinte um mergulho profundo e sem disfarces em tudo o que gira em torno do amor. Com uma paciência quase cirúrgica, ele detalha cada etapa de um relacionamento, desde a paixão inicial até os momentos de incerteza sobre um coração em pedaços. Mas, o </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/musica/2022/07/como-conan-gray-passou-dos-videos-no-youtube-a-estrela-pop-em-ascensao.shtml"><span style="font-weight: 400;">artista</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se prende apenas a declarações melancólicas; ele vai além, buscando respostas para perguntas ainda não respondidas. Seja sobre aquela paixão que nunca o colocou como prioridade ou sobre aquela pessoa egoísta que abandonou suas angústias, mesmo tendo prometido que elas seriam suas também.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/60mJHAb1XIDyk9bTLnyaQU?si=99b8ede3082640f9"><i><span style="font-weight: 400;">Actor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">inaugura o álbum com uma vulnerabilidade crua, onde os arranjos mínimos de violão gradualmente dão lugar a cordas dramáticas, espelhando a intensidade emocional da narrativa – a qual ressalta a autenticidade própria diante de situações indesejadas, relembrando algumas particularidades de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Kid Crow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4mhLbdLY7KQBhdv6bYbWOD?si=7206f0d7a2424a57"><i><span style="font-weight: 400;">Vodka Cranberry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o ápice máximo do disco e explode em clímax catártico, com a, agora, famosa nota alta que funciona como grito de libertação em trechos como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Se você não quiser terminar as coisas / Eu mesmo irei”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em contraponto disso, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/43awRzMhW0Dfcg6MrBBnw0?si=a21d9497b4524895"><i><span style="font-weight: 400;">This Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> captura a doçura ingênua do amor nascente através de melodias que flutuam levemente e revela um lado mais otimista de Conan num futuro próspero.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Conan Gray - This Song (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qgFNCy6u4UQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhando a faixa, destaca-se o seu videoclipe que constitui uma peça cinematográfica autônoma sobre a formação identitária juvenil. Através de uma linguagem visual que remete ao cinema </span><a href="https://www.studiobinder.com/blog/what-is-a-coming-of-age-movie-definition/"><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com planos sequência elaborados e uma paleta de cores saturadas que evocam nostalgia estetizada, a narrativa visual constrói uma representação sensível do amor </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. A câmera intimista acompanha a jornada estival de </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/celebs/a65873817/conan-gray-corey-fogelmanis-friendship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">Wilson e Brando</span></a><span style="font-weight: 400;">, capturando com delicadeza os pequenos gestos e olhares que compõem a cartografia afetiva de dois jovens se descobrindo e se apaixonando.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/03CC7YlDchpAeniRAwB1mF?si=c910fa4558dc4797"><i><span style="font-weight: 400;">Romeo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se destaca pela sua atitude mordaz e guitarras incisivas, oferecendo um contraponto necessário de empoderamento pós-término. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/24rsvp5JlOwPfxfnnfNNTl?si=107f33b6ced34e55"><i><span style="font-weight: 400;">My World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Conan entrega talvez sua letra mais afiada, criticando ironicamente performances de masculinidade tóxica sobre uma base musical aparentemente descontraída, apesar de uma sonoridade enjoativa. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/76IYrfsl3m5tqGMBMnII5n?si=9b21157bc5fa4746"><i><span style="font-weight: 400;">Class Clown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revela camadas de vulnerabilidade escondidas sob uma melodia aparentemente simples, expondo como o trauma infantil molda relações adultas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tríade </span><i><span style="font-weight: 400;">Caramel</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Connell </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunset Tower</span></i><span style="font-weight: 400;"> forma o núcleo emocional. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7H5jHyfHk4sAYoS8J8f112?si=8c752de039b24a43"><i><span style="font-weight: 400;">Caramel</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> se </span></i><span style="font-weight: 400;">destaca pela produção impecável que constrói gradualmente até um clímax de guitarra distorcida, capturando a paradoxal doçura amarga da nostalgia tóxica. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4hjsXIvXtLE4KCtIEZmuX7?si=2967ed3f0d354269"><i><span style="font-weight: 400;">Connell</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha na autodepreciação mais sombria com uma harmonia enganadoramente suave, enquanto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/58RHoDGCpfke4frcBzdGIN?si=eacab139a7da422f"><i><span style="font-weight: 400;">Sunset Tower</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> joga com a negação afetiva através de um refrão hipnótico e repetitivo. As faixas finais não decepcionam: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2CNObFGxQ6pMdYNjuwCp68?si=e64204385df34f2c"><i><span style="font-weight: 400;">Eleven Eleven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tece superstições e numerologia numa tapeçaria de esperança desesperada, e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5sY6ULoew3Uf6IXTSZE6SN?si=f1bd0eb5d6cb4b5a"><i><span style="font-weight: 400;">Care</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerra o álbum com majestade contida, sua construção lenta culminando em vocais quase gospel que fornecem o fecho comovente e perfeito para esta jornada.</span></p>
<figure id="attachment_35587" aria-describedby="caption-attachment-35587" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35587" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-4-800x800.png" alt="Pessoa sentada em um peitoril de janela grande com vidro fosco. Veste camiseta branca estampada com a palavra “Wishbone” e calça azul larga. O ambiente é iluminado de forma suave, criando um clima intimista e urbano." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-4-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-4.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35587" class="wp-caption-text">O álbum foi escrito durante dois anos, sem o conhecimento de ninguém além do próprio Conan Gray (Foto: Dillon Matthew)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob uma abordagem técnica, a produção do álbum é um estudo de minimalismo estratégico. O retorno do produtor executivo </span><a href="https://www.grammy.com/news/conan-gray-wishbone-new-album-inspirations-interview"><span style="font-weight: 400;">Dan Nigro</span></a><span style="font-weight: 400;"> é significativo: as músicas são tecidas com violões acústicos, cordas doloridas e batidas que imitam batimentos cardíacos ansiosos. O projeto explora as diversas formas de encarar um relacionamento, seja com raiva, angústia ou nostalgia, unindo todas essas camadas emocionais à delicadeza poética de um vocal calmo e sutil. A mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock </span></i><span style="font-weight: 400;">que embala o trabalho se assemelha às perturbações mentais da vida do próprio Conan, que, mais uma vez, se vê tendo que elaborar uma separação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wishbone</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a sua espinha dorsal. Talvez este seja seu disco mais pessoal, e mesmo carregando o rótulo de artista que sempre relatou sentimentos, desta vez as músicas soam menos como faixas para serem ouvidas e mais como páginas de um diário que guarda segredos sensíveis. Nesse contexto, o trio de videoclipes levanta uma questão crucial: seria toda a produção um ciclo virtuoso sobre o amor ou apenas um compilado de dores não correspondidas e insuperáveis? Conan parece explicar meticulosamente todas as consequências de amar alguém a partir do </span><a href="https://www.psicologosberrini.com.br/blog/o-que-e-desregulacao-emocional/"><span style="font-weight: 400;">descontrole</span></a><span style="font-weight: 400;"> – da euforia inicial aos pensamentos mutáveis que assombram a mente com o rosto de quem já foi familiar.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Conan Gray - Caramel (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hYZk9Xz25AQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, a evolução lírica de Conan Gray seja o aspecto mais marcante. Ele evita clichês fáceis, optando por imagens visceralmente específicas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3KknxobyltvsTh70pfVKUP?si=ec9707ad6aa94b74"><i><span style="font-weight: 400;">Nauseous</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> explica isso perfeitamente na constituição do momento mais lírico do álbum, com sua descrição física e intrínseca da ansiedade amorosa que evita estereótipos com maestria – os sons de piano abafados pelo vocal do cantor remetem ao seu trauma de </span><a href="https://www.seventeen.com/celebrity/music/a41054841/conan-gray-kicked-out-of-home/"><span style="font-weight: 400;">abandono</span></a><span style="font-weight: 400;"> à medida que a música se segue.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na composição, ele canta &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">O teu amor é uma ameaça e estou nauseado / Assusta-me até à morte como o quero</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, capturando a dualidade do desejo e do </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/music/a65809597/conan-gray-wishbone-interview/"><span style="font-weight: 400;">medo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Essa pessoa pode ter seguido em frente, vivido outras coisas longe de sua presença, mas ele ainda permanece preso naqueles dias em que os sonhos ainda não haviam se tornado pesadelos. No entanto, há um risco inerente nesta abordagem: a especificidade excessiva pode, por vezes, limitar a universalidade das emoções.</span></p>
<figure id="attachment_35588" aria-describedby="caption-attachment-35588" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35588" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-4-800x531.png" alt="Pessoa de cabelos escuros e cacheados posa encostada a uma porta de madeira. Usa camisa branca com grande laço no pescoço e colete azul escuro texturizado. O olhar é direto para a câmera, transmitindo intensidade." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-4-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-4-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-4.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35588" class="wp-caption-text">Wishbone estreou no Metacritic com uma pontuação de 82/100, ultrapassando Superache e se tornando seu álbum mais bem avaliado até agora (Foto: Dillon Matthew)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O contexto histórico da carreira de Conan Gray é crucial para entender </span><i><span style="font-weight: 400;">Wishbone</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após o sucesso estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4xqrdfXkTW4T0RauPLv3WA?si=1fac7ce2c8fe4316"><i><span style="font-weight: 400;">Heather</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se tornou um hino da nova geração, o cantor se solidificou como um cronista dos amores não correspondidos. Pelo jeito, ser amigo próximo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KmkoN00Z984&amp;t"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> não lhe proporciona apenas boas risadas, mas também um conhecimento devastador sobre amores passados – formando uma dupla artisticamente afinada para descrever, com crueza, o que é se sentir insuficiente. Quanto aos boatos de que o álbum seria secretamente dedicado ao ator </span><a href="https://x.com/hitmehardns/status/1956316688363782254"><span style="font-weight: 400;">Kit Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">, as coincidências podem até existir, mas a maturidade do cantor parece desmentir essa ligação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível dizer que o disco</span> <span style="font-weight: 400;">é uma experiência </span><a href="https://terapiaitaim.com.br/blog/entendendo-a-catarse-na-psicologia-como-funciona/"><span style="font-weight: 400;">catártica</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra transcende a mera especulação biográfica para tocar em uma universalidade mais sombria: a do amor como um ato de fé num mundo secularizado, um risco soberano do coração que, ao se entregar, assina um pacto não escrito com a própria possibilidade da dor. A maturidade de Conan compreende que a verdadeira tragédia do amor não está em para quem se canta, e sim no abismo intransponível entre duas subjetividades. Manter um relacionamento sob tais condições é sempre, em alguma medida, irreal. O que resta, então, é a Arte: monumento solene erguido não sobre os escombros de um </span><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas sobre a profunda e humana solidão de quem ousou amar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wishbone </span></i><span style="font-weight: 400;">não é um álbum sobre um coração partido; é sobre a anatomia desse coração – cada veia, cada cicatriz, cada pulsão de memória. Conan Gray se elevou além do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">convencional para criar uma obra que é tanto pessoal quanto universal, um testemunho do poder do </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling </span></i><span style="font-weight: 400;">na música contemporânea. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Found Heaven</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um experimento sonoro, o lançamento</span> <span style="font-weight: 400;">é a consolidação de uma voz artística que recusa ser categorizada. Nesta sincronia entre o singular e o plural, entre a vulnerabilidade confessional e a resiliência musical, o artista originário do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pMXKrJbW-v8"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;"> não apenas entrega seu trabalho mais coerente e profundo, mas estabelece um novo paradigma para a narrativa contemporânea: a que reconhece que a maior revolução possível é, ainda, a coragem de sentir.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Wishbone" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1Q0kTJx8DrQd8RJW9L7eIN?si=AUjZ4b_SRFK45WXWNXmU8A&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 22:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>A terceira temporada de Heartstopper é um lembrete de que nunca estamos sozinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 19:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires A atmosfera positiva e idealizada de Heartstopper é uma marca registrada da série desde a sua estreia, gerando algumas críticas por parte do público. Embora certos momentos possam ser considerados caricatos, a produção tem como objetivo ser uma fuga da adolescência corrompida de obras como Euphoria, focando em ser quase como um ‘manual’ &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A terceira temporada de Heartstopper é um lembrete de que nunca estamos sozinhos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34741" aria-describedby="caption-attachment-34741" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34741" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes se encarando de forma carinhosa em um ambiente externo à noite. O menino da esquerda, chamado Nick, tem cabelo liso e veste um moletom cinza com capuz. Ele sorri de maneira suave enquanto olha para o menino da direita, chamado Charlie, que tem cabelo cacheado e veste um casaco verde claro. O fundo está escuro, com leves sombras de árvores e uma cerca." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34741" class="wp-caption-text">Demorou três temporadas, mas finalmente Nick e Charlie disseram ‘eu te amo’ um para o outro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Arthur Caires</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera positiva e idealizada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma marca registrada da série desde a sua estreia, gerando algumas críticas por parte do público. Embora certos momentos possam ser considerados caricatos, a produção tem como objetivo ser uma fuga da adolescência corrompida de obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">focando em ser quase como um ‘manual’ para a nova geração e um acalento para os mais velhos. Na terceira temporada, lançada em Outubro de 2024, o original Netflix segue com o tom adocicado, mas oferece um retrato mais realista e autêntico ao tratar de temas mais maduros.</span></p>
<p><span id="more-34740"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O distúrbio alimentar de Charlie Spring (Joe Locke) introduzido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> é ampliado e dá o pontapé inicial para o tema que vai permear o novo ano: saúde mental. Além do protagonista, Nick Nelson (Kit Connor) também apresenta sinais de estresse, pois não sabe como ajudar seu namorado e não consegue se ver longe dele.</span></p>
<figure id="attachment_34742" aria-describedby="caption-attachment-34742" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes sentados em uma cama, em um quarto. O menino da esquerda, chamado Charlie, tem cabelo cacheado e veste um cardigã rosa sobre uma camiseta listrada. Ele olha para o menino da direita, chamado Nick, que tem cabelo liso, veste um suéter verde e também olha para Charlie com expressão séria e carinhosa. O ambiente é iluminado por uma luz quente vinda de um abajur ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34742" class="wp-caption-text">Nick e Charlie nunca estiveram tão unidos quanto nesta temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Até a metade da temporada, acompanhamos a trajetória do casal descobrindo como lidar com este desafio. Nick tenta ao máximo convencer Charlie a procurar ajuda, que, por sua vez, nega que algo esteja errado. Tudo isso culmina no </span><a href="https://www.beateatingdisorders.org.uk/news/our-work-on-season-3-of-netflixs-heartstopper/"><span style="font-weight: 400;">cuidadosamente dirigido</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteirizado quarto episódio, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Jornada</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que Locke e Connor entregam performances marcantes mostrando como seus personagens tiveram que lidar com essa situação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma produção destinada ao público jovem, é muito importante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">tenha esse papel de representação e conscientização. Desde as cenas de Charlie visitando centros de ajuda até o diálogo de Nick na praia com sua </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/olivia-colman-explica-sua-ausencia-na-3a-temporada-de-heartstopper"><span style="font-weight: 400;">tia Diane</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayley Atwell’s), a série busca mostrar que não estamos sozinhos nesses momentos e que sempre há uma luz no fim do túnel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da metade final da temporada, a questão da saúde mental continua a ser abordada, mas fica em segundo plano. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8iKgdWKQwi0"><span style="font-weight: 400;">novo arco</span></a><span style="font-weight: 400;"> foca em tratar de outras experiências da adolescência, como a ‘primeira vez’ e a escolha de uma faculdade. Além disso, abre-se mais espaço para o desenvolvimento dos personagens secundários e de discussões diferentes porém igualmente importantes.</span></p>
<figure id="attachment_34743" aria-describedby="caption-attachment-34743" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34743" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-800x400.jpg" alt="A imagem mostra um grupo de nove adolescentes posando juntos para uma foto em um ambiente ao ar livre, com uma girafa ao fundo. Eles estão sorrindo e parecem felizes, em um zoológico com árvores e construções ao fundo. O grupo é diverso, com diferentes estilos e roupas coloridas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34743" class="wp-caption-text">A diversidade de personagens de Heartstopper reflete na larga abrangência de temáticas diferentes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada de Elle Argent (Yasmin Finney) se destaca entre as histórias paralelas da série. Além de lidar com questões de </span><a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/12/22/saiba-o-que-e-disforia-de-genero-e-veja-relatos-de-pessoas-trans-que-diziam-nao-se-reconhecer-em-seus-proprios-corpos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">disforia corporal</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem precisa navegar pelo mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ganha notoriedade como artista. Essa exposição inesperada a coloca em uma posição complexa, confrontando-a com as expectativas de ser uma representante ativa da comunidade trans. Ao mesmo tempo, a produção mostra a vida cotidiana de Elle e seus relacionamentos, como seu romance com Tao Xu (William Gao); humanizando sua experiência e oferecendo uma representação multifacetada e positiva de uma jovem trans.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Elle, Tori Spring (Jenny Walser) deixa de fazer aparições repentinas e também ganha um maior destaque nesta temporada. A personagem, além de ser um pilar de apoio para Charlie, representa a irmã mais velha que, muitas vezes, assume responsabilidades além de sua idade. Ao explorar a jornada de Tori, a série oferece uma </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3hlGuz3loYoLfI3bpwieWq?si=81fca70163624647"><span style="font-weight: 400;">representação autêntica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da experiência de muitos jovens que se encontram em situações semelhantes, cuidando de familiares e amigos enquanto lidam com seus próprios desafios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale também mencionar outras narrativas que foram menos trabalhadas, mas que deram uma diversidade para os temas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o caso da pressão acadêmica sofrida por Tara Jones (Corinna Brown) ao se ver diante da escolha de uma faculdade e o progressivo entendimento de </span><a href="https://www.thepinknews.com/2024/10/08/heartstopper-alice-oseman-darcy-non-binary-interview-kizzy-edgell/"><span style="font-weight: 400;">Darcy Olsson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kizzy Edgell) como pessoa não-binária e a forma leve como isso é retratado.</span></p>
<figure id="attachment_34744" aria-describedby="caption-attachment-34744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-800x450.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes deitados em uma cama. O menino da esquerda, chamado Charlie, tem cabelo cacheado e está sem camisa. Ele olha para o menino da direita, chamado Nick, que tem cabelo liso, está sem camisa e também olha para Charlie, com a mão em seu rosto, com uma expressão feliz e afetuosa. O ambiente é iluminado por uma luz quente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/heartstopper-imagem-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34744" class="wp-caption-text">O cuidado e a intimidade da ‘primeira vez’ de Nick e Charlie é um dos destaques da temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A última grande trama de Nick e Charlie da temporada se consistiu na ‘primeira vez’ dos dois. O tema foi motivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xwu5Z4B1HOs"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano anterior, pela suposta falta de relações sexuais entre os dois adolescentes. A mensagem que fica é que tudo acontece no momento certo, e a forma com que Locke e Connor representam essa cena não poderia ter sido feita de uma melhor maneira. A narrativa evita a sexualização excessiva e se concentra na importância do consentimento e da vulnerabilidade, oferecendo um retrato positivo e realista da sexualidade adolescente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior legado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">será a forma como a série conseguiu abordar diversos tópicos pertinentes da juventude e, principalmente, sobre a minoria LGBTQIAPN+ com cuidado e respeito, de maneira que todos sentissem o seu ‘quentinho’ característico. Na cena final da terceira temporada, os dois passam a noite inteira conversando deitados na cama. É como um lembrete de que as coisas podem ser simples e positivas, e que podemos encontrar uma ou várias pessoas que nos fazem sentir em casa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Heartstopper: Temporada 3 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Rid9NsZsQbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>No segundo ano de Heartstopper, o orgulho está mais vivo e radiante do que nunca</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2024 17:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Após o estrondoso sucesso da primeira temporada de Heartstopper, ficou claro que a criadora Alice Oseman possuía uma árdua tarefa pela frente: entregar ao público um segundo ano que não só mantivesse a série no mesmo nível da sua estreia, como também a superasse. Com um orçamento maior, novos personagens e locações, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "No segundo ano de Heartstopper, o orgulho está mais vivo e radiante do que nunca"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32413" aria-describedby="caption-attachment-32413" style="width: 1045px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.se_.beijando.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Joe Locke, um homem branco que interpreta Charlie, veste uma camisa xadrez de botão e Kit Connor, um homem branco que interpreta Nick, veste uma camisa rosa. Eles estão se beijando em frente a um arbusto. " width="1045" height="523" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.se_.beijando.jpg 1045w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.se_.beijando-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.se_.beijando-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.se_.beijando-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32413" class="wp-caption-text">No segundo ano, os garotos mais fofos do mundo têm o seu amor ampliado e escancarado da forma como deve ser: aos quatro cantos do mundo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o estrondoso sucesso da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">, ficou claro que a criadora </span><a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/coisas-para-fazer/alice-oseman-demorei-a-perceber-quem-sou-e-o-que-quero-do-mundo"><span style="font-weight: 400;">Alice Oseman</span></a><span style="font-weight: 400;"> possuía uma árdua tarefa pela frente: entregar ao público um segundo ano que não só mantivesse a série no mesmo nível da sua estreia, como também a superasse. Com um orçamento maior, novos personagens e locações, a história centrada no amor de Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor) está mais viva do que nunca.</span></p>
<p><span id="more-32411"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bYXt-q-pNlo"><i><span style="font-weight: 400;">Eu gosto do Charlie Spring…De um jeito romântico, não só como amigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” é a frase gritada aos pulmões pelo capitão do time de rugby durante um momento a sós em uma das cenas finais do primeiro ano. Agora, de volta ao Colégio Truham</span> <span style="font-weight: 400;">Para Rapazes, os garotos precisam lidar com o seu relacionamento e o medo de sofrerem preconceito, já que, fora da sua bolha composta por jovens preenchidos de orgulho, o cenário vivido por eles é doloroso. Algo que todo e qualquer membro da comunidade LGBTQIAPN+ tem o terrível desprazer de viver, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue colocar de uma maneira mais colorida e com a seriedade que o tema pede.</span></p>
<figure id="attachment_32414" aria-describedby="caption-attachment-32414" style="width: 979px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32414" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/heartstopper.elenco.jpeg" alt="Foto do elenco de Heartstopper. Na imagem, há 7 pessoas. Da esquerda para direita, temos um homem usando uma camiseta branca de manga longa, uma mulher com uma bandana e vestido pretos, um homem atrás dela com uma roupa preta, uma mulher usando um conjunto cinza, um homem de cabelo cacheado com uma camiseta preta e uma blusa branca aberta por cima, uma mulher com roupas pretas e uma pessoa não binárie usando uma espécie de macacão amarronzado." width="979" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/heartstopper.elenco.jpeg 979w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/heartstopper.elenco-800x423.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/heartstopper.elenco-768x406.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32414" class="wp-caption-text">Priorizando a diversidade dentro e fora das telas, Alice Oseman participou da escolha dos atores, que são, em sua maioria, da comunidade LGBTQIAPN+ (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente dos dois primeiros volumes da HQ, que compreendem a primeira temporada, o terceiro capítulo desse universo é conhecido por ser o início de uma nova jornada com uma carga dramática maior para os dois meninos. Nick está no processo de auto aceitação da sua </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2022/11/01/kit-connor-declara-ser-bissexual-e-critica-pressao-para-assumir-sexualidade.html"><span style="font-weight: 400;">bissexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Charlie, que já passou por isso, acompanha o amado e guarda para si os seus maiores demônios. É de se pensar que, como esse novo capítulo trata de temáticas mais pessoais – o transtorno alimentar do garoto de cabelos cacheados e a homofobia do irmão de Nelson –, a série mude o seu tom. No entanto, aqui isso não acontece pois, embora fale de questões já vistas em outras obras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é singular na forma como conta a sua história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sete personagens carismáticos e que poderiam existir no mundo real, a segunda temporada tem a admirável competência de conseguir abordá-los individualmente da maneira correta. Afinal, os anseios dos dois protagonistas não são os únicos que devem ser vistos na Televisão. Reconhecida pela sua diversidade e por abranger o máximo que pode todas as letras da comunidade, o ‘bebê mais precioso’ de Oseman tem nessa nova leva de episódios o seu brilho realçado e engrandecido pelas ótimas entregas do </span><a href="https://www.terra.com.br/amp/story/diversao/entre-telas/series/8-curiosidades-sobre-o-elenco-de-heartstopper,76a80cfff3ba1abe8c73b54cbf7ef77fqs1vz677.html"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;">. É perceptível, após o término de cada capítulo, que os atores entendem a importância da presença dos seus papéis para a cultura LGBTQIAPN+. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor juvenil, inerente ao processo de maturidade, se personifica como fio condutor da trama principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">. As histórias que permeiam esses jovens e os sentimentos que os afligem é o que torna esse novo momento um mundo recém descoberto. Por isso, as dificuldades vindas do amadurecimento inevitável de qualquer adolescente, aqui, se fazem presentes e ditam o rumo que a narrativa irá tomar. Nesse sentido, a prioridade da segunda temporada é evidenciar a importância das primeiras experiências.</span></p>
<figure id="attachment_32415" aria-describedby="caption-attachment-32415" style="width: 713px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/mae.do_.nick_.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Olivia Colman, uma mulher branca que interpreta Sarah, veste um suéter amarelo com listras vermelhas e manga roxa. Ela está sorrindo enquanto conversa com alguém." width="713" height="486" /><figcaption id="caption-attachment-32415" class="wp-caption-text">A espetacular Olivia Colman retorna para a segunda temporada com mais diálogos entre a sua personagem e o filho Nick (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de Charlie Spring, Nick Nelson é altamente protetor. Mas a sua proteção não é nem de longe invasiva. Conhecer o primeiro homem por quem se apaixonou é como se lembrar da primeira vez que sorriu ou sentiu algo diferente dentro de si. É por isso que o loiro popular, dentre todas as pessoas do colégio, tem os olhos direcionados apenas para o menino apaixonante de cabelo cacheado. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3mBXZvPjhAM"><span style="font-weight: 400;">O amor entre os dois personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que guia e dá sentido a </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">, pois os garotos gostariam de sentir nem que seja uma fração apenas, das faíscas que saem dos corações dos protagonistas a cada interação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse sentido que se compreende o porquê de Nick </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RV8yHvlYgrg"><span style="font-weight: 400;">se preocupar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os traumas vividos por Charlie. Ele, ao ser tirado do armário, foi forçado a vivenciar o pior que qualquer pessoa queer poderia sentir: o olhar de crueldade dos seus colegas. Por não ter com quem conversar sobre isso e escolher enfrentar essa luta sozinho, internalizou tudo de ruim que ouviu e chegou a se ver como a pior pessoa do mundo – algo que, de certa forma, é um paradoxo, ao ver como o personagem é radiante e genuinamente bom em seus atos. Porém, quem reconhece a bondade de Charlie são os espectadores. Na série, ele só é visto como o ‘gay do colégio’ e, na segunda temporada, isso fica ainda mais evidente.</span></p>
<figure id="attachment_32416" aria-describedby="caption-attachment-32416" style="width: 904px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.no_.celular.jpeg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Joe Locke, um homem branco que interpreta Charlie, está deitado ao lado de Kit Connor, um homem branco que interpreta Nick, também deitado. Eles estão mexendo em seus celulares. " width="904" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.no_.celular.jpeg 904w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.no_.celular-800x529.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.no_.celular-768x508.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32416" class="wp-caption-text">Não há outro par de atores, como Joe Locke e Kit Connor, que representaria Charlie Spring e Nick Nelson tão bem (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A conversa dos dois acerca do </span><a href="https://canaltech.com.br/series/heartstopper-5-temas-importantes-segunda-temporada-258368/"><span style="font-weight: 400;">transtorno alimentar de Charlie</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra, sem sombra de dúvidas, que eles estão juntos em todos os momentos. O relacionamento deles é fundamental para o avanço de ambos em direção ao caminho da aceitação. Nick, durante a temporada inteira, reforça veementemente e com razão a sua bissexualidade. Ele reconhece que a letra B da comunidade é invisibilizada e reduzida a um simples momento de transição entre ser hétero e gay. Então, ter personagens como esse, interpretado lindamente por </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/conheca-kit-connor-o-nick-nelson-de-heartstopper.phtml"><span style="font-weight: 400;">Kit Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">, é importante para o público que se vê em Nelson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com três episódios </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AomEh6QcNnw"><span style="font-weight: 400;">na cidade de Paris</span></a><span style="font-weight: 400;">, o amor de Charlie Spring e Nick Nelson alcança outros continentes e só cresce a cada minuto assistido. Eles são pessoas genuinamente boas, mas, infelizmente, para os preconceituosos, como o irmão de Nick, isso não basta. É como se a bondade e a vivência da comunidade fossem dois conceitos antagônicos: você não pode ser luz ao mesmo tempo em que está na sigla. E, ao ver o sufoco passado por Charlie, tem-se a exemplificação desse atestado. Ao final da temporada, há uma cena em que a discriminação cometida por David (Jack Barton) é levada ao extremo, causando intrigas entre a família dos garotos e mostrando que, às vezes, a homofobia vem de dentro de casa.</span></p>
<figure id="attachment_32417" aria-describedby="caption-attachment-32417" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/nick.e.charlie.paris_.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Joe Locke, um homem branco que interpreta Charlie, veste uma camisa branca com gola vermelha e uma camisa xadrez aberta por cima. Kit Connor, um homem branco que interpreta Nick, veste uma camisa branca com mangas e gola ambas amarelas. Eles estão em lugar aberto, sorriem um para o outro e Nick segura um guia da cidade de Paris." width="740" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-32417" class="wp-caption-text">Tendo três dos oito episódios ambientados em Paris, é perceptível que a segunda temporada está mais grandiosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, conhecidos por serem platônicos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Itga9wteqxo"><span style="font-weight: 400;">desde o começo da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, Tao Xu (William Gao) e Elle Argent (Yasmin Finney) são, pelo menos na adolescência, a alma gêmea um do outro. O garoto não sabe como demonstrar os seus sentimentos, enquanto ela não consegue ter acesso a essa parte dele. Ambos amantes de filmes e maiores fãs de encontros culturais, os pombinhos, ao longo da temporada, tentam manifestar os seus sentimentos. É tão escancarado o amor deles que os demais personagens não veem a hora de seus mundos colidirem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, o primeiro beijo, com direito à sensação mais bonita do mundo, entre Elle e Tao, acontece e eles chegam de uma vez por todas à conclusão que realmente se gostam. Eles exemplificam corretamente o dilema vivido por pessoas muito próximas “</span><a href="https://www.lancamentosdodia.com/2021/03/15-filmes-em-que-melhores-amigos-se.html"><i><span style="font-weight: 400;">Vamos ter um relacionamento? Somos melhores amigos, será que isso não estragaria a nossa relação?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">. A partir do momento em que a nova relação surge, a encantadora garota e o teimoso menino não desperdiçam – ainda mais – todo o tempo que ficaram separados e, enfim, têm a chance de sentir o amor.</span></p>
<figure id="attachment_32418" aria-describedby="caption-attachment-32418" style="width: 1045px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/elle.e.tao_.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Yasmin Finney, uma mulher preta que interpreta Elle, veste uma blusa florida e William Gao, um homem de descendência asiática que interpreta Tao, veste uma camisa preta abotoada com estampas verdes de borboletas e usa uma bolsa com as cores bege, roxo e vermelho. Eles estão pensativos e olham para frente. " width="1045" height="523" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/elle.e.tao_.jpg 1045w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/elle.e.tao_-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/elle.e.tao_-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/elle.e.tao_-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32418" class="wp-caption-text">Depois de uma primeira temporada apenas como amigos, Elle e Tao cedem ao amor e têm o seu primeiro beijo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do casal anterior, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) e Tara Jones (Corinna Brown), que sempre tiveram uma relação sem conflitos, possuem as primeiras rixas, inevitáveis em qualquer relacionamento. Darcy, radiante e brincalhona, não consegue sair do piloto automático e precisa transformar tudo em piada. Em um primeiro momento, não dá para entender o porquê de tal atitude. No entanto, conforme estabelecido desde o primeiro episódio, aqui os personagens terão as suas camadas mais profundas analisadas e, com uma ótima cena ao som da canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pEY-GPsru_E"><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Taylor Swift, a personagem convida o público a conhecer um de seus maiores medos e, de quebra, uma das cenas mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ELplZMvM1aA"><span style="font-weight: 400;">lindas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de toda a série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, devido ao seu crescimento, Tara entende que um bom relacionamento não vive apenas de momentos leves, exigindo de Darcy Olsson um compromisso maior. Ela se sente envergonhada por ter dito à amada o famoso “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;">” e não ter sido correspondida. No entanto, nos oito agradáveis episódios, há o desenvolvimento completo do namoro delas. O que cativa na série dirigida por </span><a href="https://thequeerreview.com/2023/08/04/interview-heartstopper-director-euros-lyn-season-two-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Euros Lyn</span></a><span style="font-weight: 400;"> é que não há nada que não possa ser resolvido. Desde que haja uma conversa franca, o conflito é solucionado. Os personagens têm um nível de intimidade incomparável e, por isso, é mais fácil terem acesso ao turbilhão de emoções em seus corpos.</span></p>
<figure id="attachment_32419" aria-describedby="caption-attachment-32419" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32419" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/darcy.e.tara_.jpeg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Corinna Brown, uma mulher preta que interpreta Tara, veste uma camiseta roxa com uma jaqueta por cima da mesma cor e Kizzy Edgell, uma pessoa não binárie que interpreta Darcy, usa um moletom tie-dye com a estampa “Eu amo Paris”. Elus estão com os rostos colorados enquanto admiram a paisagem em um terraço." width="720" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-32419" class="wp-caption-text">“She was sunshine, I was midnight rain” representa bem as turbulências vividas por Darcy e Tara (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro ano, Isaac Henderson (Tobie Donovan) é um dos personagens com menos aprofundamento. Como um bom fã de livros, o garoto encontra na literatura um refúgio dos perigos que o mundo real nos proporciona. Entretanto, até nos jovens mais tímidos, o amor adentra o coração e, com ele, não seria diferente. Sendo uma </span><a href="https://g1.globo.com/saude/sexualidade/noticia/2023/07/09/assexuais-se-relacionam-podem-se-apaixonar-e-se-masturbar-entenda-o-a-da-sigla-lgbtqia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ótima representação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da assexualidade, o menino é um tesouro para </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que, quando comparados aos outros grupos da comunidade queer, os assexuais raramente possuem um retrato digno na ficção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em obras como a de Alice Oseman, é necessário que todos – sem exceção alguma – que estão no arco-íris se sintam representados de uma forma nunca antes vista. No segundo ano, </span><a href="https://epipoca.com.br/heartstopper-diretor-discute-a-jornada-de-isaac-na-segunda-temporada/"><span style="font-weight: 400;">pelas lentes de Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;">, temos o privilégio de ver como o amor possui um conceito diferente em seu coração. Indo em direção oposta ao seu grupo, o garoto não precisa beijar ou realizar atos sexuais para ter o sentimento amoroso e está tudo bem. Pois, nesse mundo, você pode ser o que quiser. Aqui há um lugar seguro para qualquer um que se sente minimamente perdido e a série reconhece e se apoia nisso. Para a sequência, espera-se que o personagem tenha mais cenas, já que a sua trama é uma das mais interessantes de se assistir. </span></p>
<figure id="attachment_32420" aria-describedby="caption-attachment-32420" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32420" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/isaac.e.livros.jpeg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem, Tobie Donovan, um homem branco que interpreta Isaac, veste uma camiseta branca e um suéter de manga curta por cima. Ele está em uma livraria, encantado com o que vê e carrega 7 livros consigo. O ambiente é preenchido por livros e ao fundo da imagem há mais pessoas no local. " width="740" height="404" /><figcaption id="caption-attachment-32420" class="wp-caption-text">Na segunda temporada, temos a chance de conhecer ainda mais o amigo mais sincero do grupo: Isaac Henderson (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando ao fim dessa bela história de amor, o encontro de dois garotos possibilitou a existência da série adolescente que os jovens precisavam. Aqui, pouco importa o sexo ou o lado mais sombrio dessa fase da vida. O foco é mostrar que a comunidade LGBTQIAPN+ também pode e </span><a href="https://www.terra.com.br/nos/porque-heartstopper-e-um-marco-para-comunidade-lgbtqia,83fd23b3bf0c1996b21ed56376999b0au6mx9tkr.html"><span style="font-weight: 400;">merece</span></a><span style="font-weight: 400;"> amar. Desde o seu nascimento até o dia da sua morte, essas pessoas são moldadas a se adaptarem à realidade cruel que vivem. São testados, humilhados e questionados diariamente e colocados à prova em tudo que se propõem a fazer. Ter na ficção um momento de celebração de ser quem você é deixa a experiência ainda mais gratificante e confortável de ver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a inocência dando lugar à vida real, o segundo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> utiliza o que tem de melhor: os seus personagens. Tratando de assuntos graves de um jeito cuidadoso, pode-se confirmar que, nesse universo, a comunidade está segura. Ninguém deveria se sentir só, nem mesmo em pensamento. Alice Oseman, ao criar esse mundo, sabia que as suas narrativas poderiam mudar vidas de inúmeros adolescentes que gostariam de ter aquilo que os heterossexuais vivem há séculos: um amor puro. Fazendo com que o nosso coração bata a cada episódio assistido, a série </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/atores-heartstopper-sucesso-visibilidade/"><span style="font-weight: 400;">conquista</span></a><span style="font-weight: 400;"> um lugar único na televisão e dá aos LGBTQIAPN+ um dos retratos mais impecáveis que poderiam ser vistos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Heartstopper: Temporada 2 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/grAcIYmFN7Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Heartstopper, meu coração é que para por você!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 17:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por Heartstopper: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Heartstopper, meu coração é que para por você!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31282" aria-describedby="caption-attachment-31282" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros, ele veste uma calça de moletom cinza, uma camiseta azul e um casaco marrom. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos, ele veste uma calça preta, camiseta azul, casaco preto e uma touca marrom. Os dois estão deitados na neve. A cachorra Nelie está entre os dois, ela tem pelagem marrom e branca. Bolas de neve ilustradas aparecem nas bordas da imagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31282" class="wp-caption-text">Com um quê de conto de fadas, Heartstopper foi lançada pela Netflix em Agosto de 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por </span><a href="https://youtu.be/WAyzERc19Rk"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam marcas difíceis de tirar. O garoto é Nick Nelson, interesse romântico de Charlie Spring, e os dois formam o tipo de casal que nunca daria certo. Um jogador de rugby popular e um jovem doce e sensível? Impossível. Mas na 1ª temporada da série lançada em 2022 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, o inesperado é dono de um protagonismo apaixonante. </span></p>
<p><span id="more-31281"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a maior parte das narrativas LGBTQIA+ do mercado, a obra – inspirada nas </span><a href="https://osmelhoreslivros.com.br/heartstopper-ordem/"><span style="font-weight: 400;">HQs</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alice Oseman – escolhe retratar os conflitos com a sexualidade e os momentos de autodescoberta com a leveza de uma brisa que carrega as folhas soltas no outono. Não é como se os enredos que deixam a violência e as retaliações em foco estejam errados &#8211; infelizmente, eles são muito fidedignos. No entanto, a produção nos guia por outro caminho; um em que jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> têm o direito de sonhar com um romance clichê na adolescência.     </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hTyXVn9t0ig?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os meninos estudam juntos no colégio de Truham, onde apenas garotos podem se matricular. Charlie (Joe Locke) teve sua sexualidade exposta um tempo antes para toda a escola e vive com as inseguranças que o </span><a href="https://esqrever.com/2021/04/24/o-impacto-que-o-bullying-homofobico-tem-na-vida-dos-estudantes/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> garantiu que fizessem parte de sua vida. Enquanto isso, Nick (Kit Connor) é o tipo popular que na verdade nunca estabeleceu laços verdadeiramente sinceros. Talvez essas palavras transmitam um sentimento contrário ao de imprevisibilidade, já que é o tipo de fórmula usada em filmes há muito tempo. No entanto, quando se trata de um espaço distante da heteronormatividade, até mesmo as receitas prontas ganham uma infinidade de sabores novos.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por puro acaso do destino, os personagens são colocados para sentar juntos durante uma das aulas e, de maneira rápida e silenciosa, seus cumprimentos passam a ser cada vez mais sinceros e conectados. Desde essas interações, fica no ar como o ato de sentir chega com </span><a href="https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Heartstopper-e-a-subversiva-originalidade-dos-cliches"><span style="font-weight: 400;">suavidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sem segundas intenções. Até mesmo as inseguranças e medos repousam sobre uma ideia de intimismo e prioridade pautada em primeiro lugar pela conexão com o próprio ser. </span></p>
<figure id="attachment_31283" aria-describedby="caption-attachment-31283" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring sentados lado a lado em uma mesa de escola. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos. Os dois vestem o uniforme da escola Truham, uma camisa branca com gravata. Ao fundo há um poster de biologia com partes do corpo humano e suas funções" width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1024x681.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-768x511.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1536x1022.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-2048x1363.webp 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1200x798.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31283" class="wp-caption-text">Os livros de Heartstopper somam 4 volumes; no Brasil, as HQs tem publicação da Editora Seguinte e tradução de Guilherme Miranda (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de buscar a sensibilidade como plano de fundo – algo reforçado pela estética colorida e os elementos animados que retomam as ilustrações dos quadrinhos –, a narrativa não deixa de expor o quão violento é viver em um mundo de pensamentos retrógrados. Assim, aos poucos o exterior passa a invadir o desenvolvimento da relação dos protagonistas e criar questionamentos e muita </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">pressão social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tons pastéis, inseguranças são desenhadas em Nick, Charlie e até mesmo no ciclo de pessoas que os acompanha: Tao Xu (William Gao), Elle Argent (</span><a href="https://www.elle.com/uk/life-and-culture/culture/a39858251/yasmin-finney-heartstopper/"><span style="font-weight: 400;">Yasmin Finney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Isaac Henderson (Tobie Donovan). O núcleo secundário se mostra afetado pelo medo de ver o amigo machucado ao mesmo tempo em que estabelece uma espécie de conforto para as situações controversas presentes na trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neles também é possível ver uma gama de representatividades e conflitos que se apoiam por construções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e gênero, e as consequências de um contexto que sempre espera pela cisheteronormatividade. Seja nos comentários de canto sobre a transgeneridade de Elle ou nas dúvidas sobre a sexualidade de Tao, que mesmo sendo um homem hétero não performa os comportamentos esperados, a farpa que fura a bolha de amizade e aceitação fica sempre à espreita. </span></p>
<figure id="attachment_31285" aria-describedby="caption-attachment-31285" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Elle e Tao. Elle é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, ela veste uma camiseta amarela, um colete azul, um casaco amarelo e um óculos de armação arredondada. Tao é um homem amarelo de cabelos lisos e pretos, ele veste uma camiseta branca e um colete vermelho. Os dois estão deitados no chão lado a lado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31285" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Heartstopper está prevista para o início de Agosto de 2023 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é como se o fato da obra ir para o </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/crescimento-do-streaming-modifica-o-consumo-de-producoes-audiovisuais/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tivesse um pequeno impacto no roteiro – também assinado por Alice Oseman. Exemplos disso são a inserção de Imogen Heaney (Rhea Norwood) e sua tentativa de trazer um conflito típico em histórias sobre adolescentes ou na construção de um Nick menos obstinado que em sua versão gráfica. O movimento deixa claro: para o audiovisual, as coisas buscam ser mais difíceis que o habitual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O preceito não se aplica mal, mas é genuinamente desnecessário, já que, mesmo nas histórias mais doces, a vivência </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> é forçada a se ancorar na resistência. Rotas alternativas em busca de empecilhos são uma perda de tempo quando a própria ideia de ser de verdade perante a sociedade já é uma grande jornada cercada de explicações, invalidação e exigências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> preza por ser um abraço caloroso e o acolhimento dos pais dos protagonistas prova isso. As presenças da sempre deslumbrante </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/heartstopper-como-olivia-colman-entrou-para-elenco-da-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a compreensiva Sarah Nelson, e dos preocupados Jane (Georgina Rich) e Julio Spring (Joseph Balderrama) transformam o apoio em um personagem de peso, capaz de iluminar a atmosfera e fazer quem assiste ficar com os olhos cheios d&#8217;água. </span></p>
<figure id="attachment_31286" aria-describedby="caption-attachment-31286" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-768x403.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31286" class="wp-caption-text">&#8220;Você já sentiu que faz as coisas porque todo mundo faz e que tem medo de mudar?&#8221; (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja isso que faça </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser tão encantadora: os personagens secundários são bem desenvolvidos e essenciais para o equilíbrio da trama. Até quem tem falas tímidas consegue contribuir para a completude da produção, como é o caso da irmã de cara fechada e coração aberto que sempre protege Charlie, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Um-ano-solit%C3%A1rio-capa-nova/dp/6555322489/ref=asc_df_6555322489/?tag=googleshopp06-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379720000201&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=2859036489015782195&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=m&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=9100696&amp;hvtargid=pla-1660947593466&amp;psc=1&amp;ref=d6k_applink_bb_dls&amp;dplnkId=0aa498a6-b310-43c6-8a0e-11c99fb4dc61"><span style="font-weight: 400;">Tori</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jenny Walser). Assim, cada acontecimento ganha estabilidade na força dos laços que já existiam ou estão apenas começando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série não é sobre um casal, mas sobre todo o contexto de pessoas em volta dando suporte às descobertas e receios, enquanto expõem com maturidade suas próprias inquietações. O relacionamento de Tara Jones (Corinna Brown) e Darcy Olsson (Kizzy Edgell), o ciúmes aparentemente irracional de Tao e até a discrição de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/heartstopper-personagem-importante-foi-cortado-e-criadora-explica-porque"><span style="font-weight: 400;">Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> performam papéis de ação e reação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O efeito não fica preso aos coadjuvantes, mas se estende também aos antagonistas, Ben Hope (Sebastian Croft) e Harry Greene (Cormac Hyde-Corrin). Cada abuso e atitude perversa deixa marcas e isso reitera a ideia de que a consequência de toda atitude existe e é palpável a níveis diversos – nesse caso, como um alarde para a temática da </span><a href="https://www.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos-noticias/colunista-psicologia-saude-mental-da-populacao-lgbtqia-uma-atencao-necessaria"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando se trata de minorias sociais. </span></p>
<figure id="attachment_31287" aria-describedby="caption-attachment-31287" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Tara e Darcy dançando em uma festa. Tara é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, eles estão presos em um coque com duas tranças laterais, ela veste uma blusa de manga longa na cor bege. Darcy é uma pessoa não binária branca de cabelos loiros lisos, eles estão meio presos em dois coques." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31287" class="wp-caption-text">Heartstopper já tem renovação confirmada também para a terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com vulnerabilidade sincera, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/sam_cleal/heartstopper-netflix-alice-oseman-interview"><span style="font-weight: 400;">Alice Oseman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o diretor Euros Lyn nos oferecem uma história brilhante. Sem esconder as dificuldades de ser LGBT, e até mesmo as de ser humano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> vive uma verdadeira jornada em busca do amor, seja do próprio, das amizades, da família ou do romântico. Além de trazer um enredo apaixonante, a versão audiovisual cumpre muito bem seu papel de se adaptar às telas sem perder a essência. Muitas vezes, os personagens realmente parecem ter saído diretamente do papel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que viam os adolescentes se apaixonando na televisão e nos </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/hollywood-dentro-do-armario/"><span style="font-weight: 400;">cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas nunca se imaginaram vivendo o mesmo porque seus sentimentos não eram aceitos, a 1ª temporada da série é um alento esperado por muitos anos. Em um mundo voraz, sentir frio na barriga junto dos protagonistas nos lembra que, a passos lentos, a comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista espaço todos os dias, inclusive quando se tratam das inocências de um bom clichê em uniformes pomposos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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