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	<title>Arquivos Julie Debiton &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Ao tentar criar uma identidade, Maturidade atesta que seu traço mais marcante é ser medíocre</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 13:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Victor Hugo Aguila Em diversos momentos, a permanência é mais desconfortável que o distanciamento. Na Competição de Novos Diretores da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Maturidade é um retrato de como impor limites pode ser, acima de tudo, uma forma de respeito consigo mesmo. Ludovic (Jean-Benoît Ugeux), um arquiteto de 40 anos, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-maturidade/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ao tentar criar uma identidade, Maturidade atesta que seu traço mais marcante é ser medíocre"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36416" aria-describedby="caption-attachment-36416" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16.jpg" alt="Cena do filme Maturidade. Na imagem, da esquerda para a direita, é possível ver quatro pessoas: um homem branco vestindo calças pretas e uma jaqueta preta; uma jovem adolescente de pele branca e cabelo longo castanho, vestindo uma blusa azul e uma jaqueta marrom; uma criança de pele branca e cabelos castanhos curtos, vestindo uma camiseta branca, um macacão jeans e uma jaqueta rosa; e uma mulher de pele branca, vestindo uma blusa colorida e um casaco marrom. Eles estão em um museu, onde é possível ver pinturas emolduradas em uma parede marrom-avermelhada. O chão do museu é de madeira e a luz predominante na imagem é clara" width="690" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-36416" class="wp-caption-text">A conjuntura familiar exposta no longa é um exemplo vívido das diferentes dinâmicas geracionais (Foto: Apoptose/Piano Sano/Wrong Men)</figcaption></figure>
<p><b>Victor Hugo Aguila</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em diversos momentos, a permanência é mais desconfortável que o distanciamento. Na Competição de Novos Diretores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maturidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato de como impor limites pode ser, acima de tudo, uma forma de respeito consigo mesmo. Ludovic (Jean-Benoît Ugeux), um arquiteto de 40 anos, inicia seu relacionamento com Nathalie (Ruth Beckaert) e desenvolve um forte laço com suas duas filhas. Quando a mulher decide se afastar dele, o protagonista entra em uma espiral emocional complexa, deixando o descontrole inundar sua vida. </span></p>
<p><span id="more-36414"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao destrinchar novas </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-critica/"><span style="font-weight: 400;">dinâmicas familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus diferentes enquadramentos, um dos pontos mais curiosos do longa-metragem é a relação entre Ludovic e Laetitia (Solàn Martinez), a filha mais velha. Nos diálogos, é perceptível como o arquiteto se sente compreendido pela adolescente, conseguindo enxergar seu mundo e as questões que permeiam a fase em que ela se encontra. Entretanto, apesar do acolhimento, ele demonstra explicitamente sua imaturidade, principalmente nos momentos de contrariedade, onde a raiva e a frustração ganham destaque – como quando a filha de seu colega de trabalho recusa seu presente. Ao conseguir se aproximar mais da primogênita do que de Nathalie, em aspectos emocionais, ele atesta como é ser um adulto com tendências emotivas infantilizadas.</span></p>
<figure id="attachment_36415" aria-describedby="caption-attachment-36415" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-14.jpg" alt="Cena do filme Maturidade. Na imagem, da esquerda para a direita, é possível ver um homem branco e de cabelo castanho vestindo uma camisa de mangas longas na cor azul. Ao seu lado, há uma mulher branca de cabelos castanhos, vestindo uma blusa laranja e um casaco marrom. Ao fundo, é possível ver uma geladeira azul com fotografias coladas. A foto foi tirada através de um vidro, sendo possível ver o reflexo do exterior na imagem." width="690" height="423" /><figcaption id="caption-attachment-36415" class="wp-caption-text">A relação de Nathalie e Ludovic chega a um impasse quando ele ultrapassa os limites da namorada (Foto: Apoptose/Piano Sano/Wrong Men)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da presença do protagonista, é interessante discorrer à respeito do seio familiar de Nathalie. Nesse núcleo sistêmico, ainda que a genitora se encontre em uma relação amigável e atenciosa com as filhas, é perceptível como ela se apresenta meio perdida em relação à </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-mae-critica/"><span style="font-weight: 400;">maternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em muitos momentos – como nas cenas de jantar – ela mescla os papéis de amiga e mãe, tornando questionável ao espectador a sua conduta em ambas as funções. Dessa forma, Laetitia aparece enquanto uma figura maternal para Luna (Elyséa Garrabos), sua irmã mais nova, na ausência – e até mesmo na presença – de Nathalie. Ao ordenar que escove os dentes, por exemplo, a criança obedece prontamente a irmã e atesta sua relação quase simbiótica com a mesma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma análise técnica, a obra se perde ao tentar compensar um roteiro previsível (Jean-Benoît Ugeux, Julie Debiton) com termos e palavras das áreas de arquitetura e engenharia. Nas cenas de Ludovic com seu sócio e colega de trabalho, o uso demasiado de jargões de suas profissões torna a cena cansativa e desesperada, como se quisessem preencher um espaço em branco e não conseguissem pensar em outra forma de fazê-lo. Ainda, as referências históricas e culturais da </span><a href="https://personaunesp.com.br/isolation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Europa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que circundam o filme, apesar de ricas e bem elaboradas, não agregam no enredo e se tornam pontas soltas em uma teia que deveria, ao menos, tentar ser consistente.</span></p>
<figure id="attachment_36417" aria-describedby="caption-attachment-36417" style="width: 689px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-9.jpg" alt="Cena do filme Maturidade. Na imagem,é possível ver um homem branco de cabelo castanho, vestindo uma camisa azul, um casaco bege e calças cinzas. Na sua boca, há um cigarro aceso. Ele está com a mão esquerda encostada no porta-malas de um carro na cor azul-claro. Ao fundo da imagem, é possível ver aspectos de uma vizinhança residencial, com os telhados das casas em marrom-alaranjado e arbustos grandes com folhas verdes. " width="689" height="429" /><figcaption id="caption-attachment-36417" class="wp-caption-text">Apesar da sua relação com o trabalho transmitir seriedade, a imaturidade do arquiteto transparece nas suas relações pessoais (Foto: Apoptose/Piano Sano/Wrong Men)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem muita inovação, a fotografia característica do </span><a href="https://www.aicinema.com.br/as-particularidades-dos-roteiros-dos-filmes-europeus/"><span style="font-weight: 400;">audiovisual europeu</span></a><span style="font-weight: 400;"> marca presença no longa. Apesar da melancolia visual proporcionar uma experiência palpável ao espectador, os tons frios se tornam triviais e enjoativos, causando tédio em alguns momentos. Nas cenas das personagens dentro do carro, por exemplo, a monotonia em dar continuidade a história faz com que se deseje estar em qualquer outro ambiente além da sala de cinema. Ainda que, nesses momentos, seja possível ver a personalidade de Ludovic de forma mais contundente e marcada, a trama peca em transformar o potencial da atuação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rzcMeQoJHj4"><span style="font-weight: 400;">Jean-Benoît Ugeux</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algo comum e absorto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com boa intenção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maturidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> recai na inércia e desperta um sentimento agridoce de decepção em quem o assiste. Ao debater sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/liloestitch-critica/"><span style="font-weight: 400;">questões familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> – tema tão presente e necessário na contemporaneidade – o roteiro maçante e a montagem amadora atesta a previsibilidade do longa. Além de protagonista, como diretor, Jean-Benoît Ugeux possui um vasto potencial de ser palpável ao seu público, ainda que seu trabalho por trás das câmeras seja simples. De maneira fundamental, o filme conduz a premissa básica de tentativa e erro: mesmo com chances de falhar, tentar novamente é, em muitos momentos, a melhor forma de garantir a possibilidade de êxito. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-maturidade/">Ao tentar criar uma identidade, Maturidade atesta que seu traço mais marcante é ser medíocre</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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