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	<title>Arquivos Hunter Schafer &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Met Gala 2026: A arte é viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/met-gala-2026-a-arte-e-viva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Met Gala 2026: A arte é viva!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37291" aria-describedby="caption-attachment-37291" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg" alt="Em um fundo granulado rosa, com cantos superiores preenchidos com flores rosadas, o título centralizado evidencia o dress code do Met Gala deste ano, Moda é Arte. Da esquerda para a direita, Anok Yai, mulher negra com maquiagem dourada e vestido preto com um capuz; Sabrina Carpenter, mulher loira, branca com vestido preto de rolo de fita cinematográfico e adorno de diamantes na cabeça; Jisoo, mulher asiática de cabelo preto e mechas soltas, usando um vestido rosa claro e detalhes em azul; Naomi Osaka, mulher negra asiática com vestido e chapéu branco com detalhes de folhas e luva em vermelho; Hunter Schafer, mulher trans branca, loira, vestida de branco com detalhes florais e pequenas rosas brancas no vestido e um laço em seu cabelo, e Beyoncé, mulher negra, loira usando um adorno semelhante a uma coroa em diamantes e seu vestido que simula um esqueleto também com pedras brilhantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37291" class="wp-caption-text">O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o </span><a href="https://www.vogue.com/article/everything-you-need-to-know-about-the-met-gala-video"><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhido por </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/anna-wintour-elege-look-chanel-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Anna Wintour</span></a><span style="font-weight: 400;"> este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.</span></p>
<p><span id="more-37290"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de amplo, esse direcionamento trouxe mais liberdade para os convidados transmitirem sua interpretação do que é essa forma de manifestação humana e como ela se encaixa em seu corpo e história. A exposição do teatro apresentada trouxe uma vertente semelhante, com o tema </span><a href="https://www.metmuseum.org/press-releases/costume-institute-spring-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Costume Fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Arte do Figurino, em tradução literal). </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/charles-frederick-worth-conheca-o-criador-da-alta-costura/"><span style="font-weight: 400;">Charles Frederick Worth</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais figuras responsáveis por ter consolidado a ideia que moda também é uma expressão artística, provavelmente estaria orgulhoso de ver aquilo que tanto defendia ser o tema central do Met Gala este ano.</span></p>
<figure id="attachment_37292" aria-describedby="caption-attachment-37292" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg" alt="Em uma galeria ampla e iluminada, diversos manequins exibem peças de roupas em tons variados. No centro do espaço, um vestido longo vermelho se destaca sobre uma plataforma elevada, cercado por roupas esculturais e silhuetas experimentais distribuídas pelas paredes brancas do ambiente. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37292" class="wp-caption-text">A exibição deste ano aborda uma temática importante além de sua central, todo corpo importa, incluindo aqueles que a passarela tentou esconder (Foto: Charles Sykes/Invision/AP)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nomes como, Hudson Williams, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, Emma Chamberlain, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eyes-wide-open-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, Madonna e muitos outros se destacaram ao seguirem o dress code trazendo referências criativas às suas produções. O<a href="https://youtu.be/FQnETkP9sE8?si=zW6OybEhw6EUMXaI"> ator</a> de  <i>Heated Rivalry </i>(2025), apostou em um conjunto azul claro com detalhes pretos e uma cauda, assinado pela <i>Balenciaga</i>. O outfit é uma releitura de um bolero de 1947 do fundador da grife, que se inspirou no traje de toureiro espanhol – uma forma de arte performática conhecida na Espanha. Outro nome que trouxe a arte à tona foi a estrela de<i> Euphoria </i>(2019), vestida como a pintura <i>Mäda Primavesi </i>(1912) de Gustav Klimt. O visual desenvolvido pela <a href="https://youtu.be/5LIwV80K29E?si=B7f9_ErUHziaksif"><i>Prada</i></a> conta com um vestido de cauda longa, repleto de arranjos de flores e uma camada branca por cima, fazendo referência às características da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><i><span style="font-weight: 400;">influencer</span></i></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais inserida no mundo da moda e entregando looks estonteantes que a destacam na multidão de celebridades presentes. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026, ela foi a estrela da noite, um holofote merecido para a obra de arte que revelou em forma de vestido. Ironicamente ou não, a referência de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem da obra de Van Gogh, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noite Estrelada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1889), e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1893), de Munch. Já a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i><span style="font-weight: 400;"> optou por revelar uma outra forma da criatividade: o cinema. Sua arte veio em forma de rolos de fita do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Sabrina</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1954), com um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito sob medida para a </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele compõe uma saia assimétrica que já se tornou assinatura da cantora neste evento também revestido em fita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Madonna chegou ao topo como rainha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> por sua clara genialidade artística, e em um evento como este, ela não se faria passar despercebida. Sua </span><a href="https://www.vogue.com/article/madonna-met-gala-2026"><span style="font-weight: 400;">composição de </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não traz significado em si, mas da performance que ele compõe. Inspirado em um fragmento da obra de Leonora Carrington, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Tentação de Santo Antônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1945), sua figura vestida em </span><i><span style="font-weight: 400;">all black Saint Laurent</span></i><span style="font-weight: 400;"> e coberta por um véu representa, ao lado de sete mulheres em vestidos claros e blindadas com uma renda branca, o questionamento dos costumes da fé cristã, a luta contra o patriarcado e a busca por iluminação espiritual.</span></p>
<p><a href="https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders">https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ano, muitos homens também marcaram seu destaque, como </span><a href="https://wwd.com/fashion-news/fashion-features/karan-johars-met-gala-debut-anchors-indias-craft-driven-representation-1238942827/"><span style="font-weight: 400;">Karan Johar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.gq.com/story/jeremy-pope-met-gala-2026-vivienne-westwood"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Pope</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diretor apareceu com uma obra de arte em forma de vestimenta tradicional indiana completa em bordado dourado e imagens inspiradas em pinturas clássicas do seu país de origem, uma linda homenagem aos artesãos. Já o ator superou as expectativas, usando um item de arquivo de </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/vivienne-westwood-a-rebeliao-que-vestiu-a-historia-da-moda/"><i><span style="font-weight: 400;">Vivienne Westwood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da coleção de outono de 1996, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Escravo do Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma jaqueta-corset formada por centenas de pérolas em cores diferentes formando um peitoral e em suas costas pedras de rubi marcando feridas.  Alguns dos destaques da noite mostram ao público que a </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/o-futuro-e-artesanal-o-retorno-do-feito-a-mao/"><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a arte, a antiguidade mais fina da moda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma década sem comparecer ao evento, </span><a href="https://youtu.be/m4m4HQ4OJrY?si=ZKCvl4sk99ZTQEHc"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez um retorno memorável ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> como co-anfitriã, dividindo o posto com Anna Wintour, Venus Williams e Nicole Kidman. Para marcar a ocasião, Bey e Nicole apostaram em duas produções diferentes ao longo da noite. No tapete vermelho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu com um vestido repleto de pedrarias assinado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/balmain-olivier-rousteing-a-moda-e-racista/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Rousteing</span></a><span style="font-weight: 400;">. No encerramento do evento, a cantora trocou o visual por uma criação de Robert Wun, peça que chamou atenção por conter mais de um milhão de cristais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kidman também apostou em um visual marcante ao usar um modelo vermelho-rubi da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, bordado com lantejoulas e penas por </span><a href="https://elle.com.br/moda/a-historia-de-matthieu-blazy-o-novo-herdeiro-do-trono-da-chanel"><span style="font-weight: 400;">Matthieu Blazy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, a atriz apareceu com outro vestido da mesma grife, que transmitia um ar de conforto enquanto mantia a paleta de cores quentes. Já Williams vestiu uma peça personalizada de cristais Swarovski, que foi inspirada em sua própria obra de arte <a href="https://www.searchablemuseum.com/robert-pruitts-venus-williams-double-portrait/"><i>Venus Williams Double Portrait </i>(2022)</a>, e para incrementar, um acessório metálico no pescoço, desenhado pela própria atleta.</span></p>
<figure id="attachment_37293" aria-describedby="caption-attachment-37293" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed.png" alt="Três mulheres estão em pé diante de microfones em um palco iluminado por luzes vermelhas. À esquerda, uma mulher veste um vestido preto brilhante com detalhes prateados e um penteado preso em coque alto. No centro, uma mulher loira usa um vestido claro com estampas florais em tons de vermelho e rosa. À direita, uma mulher veste um vestido preto transparente coberto por brilho, acompanhado de um véu que cobre parcialmente o rosto e o corpo. O fundo do palco apresenta colunas e elementos arquitetônicos destacados pela iluminação vermelha intensa." width="678" height="481" /><figcaption id="caption-attachment-37293" class="wp-caption-text">Com a junção dos campos de esporte, atuação e música, as anfitriãs desta edição entregam looks icônicos para representarem o tema &#8220;Moda é Arte&#8221; (Foto: Kevin Mazur/Getty Images)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da temática do evento ser de extrema importância e um critério geral de julgamento do público sobre cada </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;">, é impossível negar presenças que acertaram em suas escolhas, afinal, a arte é moda e moda é arte independente do </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.vogue.com/article/doechii-2026-met-gala"><span style="font-weight: 400;">Doechii</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos destaques, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinho assinado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora expõe seu corpo como arte ao complementá-lo com seu vestido e ornamento do cabelo. </span><a href="https://ffw.com.br/noticias/moda/hailey-bieber-aposta-em-busto-metalico-e-capa-fluida-em-look-balmain-no-met-gala-2026/"><span style="font-weight: 400;">Hailey Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> também fugiu do tema proposto, e mesmo assim, é inegável a beleza de sua apresentação, em um busto dourado que contrasta com o azul vivo, look que já foi visto nas passarelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Balmain</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tema </span><i><span style="font-weight: 400;">Moda é Arte</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma proposta flexível e dá liberdade para cada celebridade se expressar através de obras, nem todo mundo conseguiu traduzir suas ideias de acordo com o que foi proposto. </span><a href="https://youtu.be/UnSg_WbN47Q?si=W0r4ALqDU3dSqvTt"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, usou uma peça da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais clássica e minimalista, o vestido de cor champagne e com uma cauda bordada de pétalas de flores não ofereceu a ousadia e a interpretação conceitual que a temática pedia. </span><a href="https://people.com/kim-kardashian-met-gala-outfits-11965267"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por usar uma produção de alta-costura que faz mais jus à sua identidade pessoal, do que ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> do bazar. O traje desenvolvido pelo designer Jean Paul Gaultier conta com um corset alaranjado bem acinturado e sensual, e uma saia da mesma cor. </span></p>
<figure id="attachment_37294" aria-describedby="caption-attachment-37294" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg" alt="Montagem com três celebridades posando no tapete do Met Gala diante de fotógrafos e convidados. À esquerda, uma mulher usa um vestido tom champagne tomara que caia, com tecido drapeado e longa cauda acetinada. No centro, outra mulher veste um look futurista laranja brilhante, semelhante a uma armadura metálica, combinado com uma saia de fenda frontal. À direita, uma modelo usa um vestido preto transparente e brilhante, justo ao corpo, com detalhes prateados e cauda longa. O ambiente é iluminado com diversos fotógrafos ao fundo registrando os looks." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37294" class="wp-caption-text">Apesar de vestirem peças relevantes de alta costura, alguns nomes não conseguiram entregar a ousadia e estética criativa que o tema buscava (Colagem: Jhenifer Oliveira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de uma tristeza por ver algumas celebridades não entendendo a temática, tem-se aquelas que decepcionaram por terem surpreendido em anos anteriores. </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/gigi-hadid-aposta-em-naked-dress-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, sempre apareceu ao evento com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> estonteantes, e muito conectados à temática, porém, este ano, com um vestido translúcido preto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma calcinha azul bebê, deixou a desejar com presença. Outro ponto negativo são as mesmas vestimentas </span><i><span style="font-weight: 400;">all black</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sempre, que, pelo bem da arte na moda, estão se mostrando cada vez menos numerosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elogios e críticas, a edição de 2026 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou sem grandes nomes da cena da moda. Segundo os rumores que circulam pelos corredores, o possível motivo estaria relacionado ao patrocínio de </span><a href="https://exame.com/pop/protestos-contra-jeff-bezos-marcam-met-gala-2026-em-nova-york/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Bezos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao evento. As controvérsias políticas em torno do bilionário, principalmente seu apoio ao governo Trump, teriam influenciado a decisão de algumas celebridades a não aceitarem o convite. Zendaya, uma das figuras mais conhecidas por entregar </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> extraordinários ao lado de seu fiel estilista, Law Roach, optou por não comparecer nesta edição. A ausência da modelo </span><a href="https://veja.abril.com.br/comportamento/como-bella-hadid-esta-transformando-moda-em-manifesto-politico/"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span> </a><span style="font-weight: 400;">também foi notada e gerou repercussão nas redes sociais, sendo interpretada como uma possível posição política e crítica à presença dos CEOs de grandes empresas de tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este pode ser considerado um </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">histórico em ausência e presença. Sempre é muito desafiador escolher um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um evento tão grande como esse. Porém, este ano foi possível enxergar como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pq9TGMzlLbU"><span style="font-weight: 400;">a moda é arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua plena construção. E o recado que esta edição nos deixa está na </span><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao encontro com o conceito, e, quando os dois se juntam, a moda vive. </span></p>
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		<title>Emmy Awards 2025: sofisticação sem muitas surpresas no tapete vermelho</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 16:43:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sinara Martins A 77ª edição do Emmy Awards aconteceu no domingo (14), em Los Angeles, e a tradicional chegada das estrelas foi marcada por modelitos sofisticados e elegantes. Com produções como Ruptura, O Estúdio, Adolescência, Pinguim, The Last of Us e O Urso entre as indicadas, não faltaram celebridades desfilando. O tapete vermelho reforçou uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/emmy-awards-2025-sofisticacao-sem-muitas-surpresas-no-tapete-vermelho/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Emmy Awards 2025: sofisticação sem muitas surpresas no tapete vermelho"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35792" aria-describedby="caption-attachment-35792" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-800x450.jpg" alt="Um grupo de oito pessoas posando no tapete vermelho dos Emmy Awards, vestidas com trajes elegantes e variados. Os looks incluem um vestido rosa brilhante, um conjunto preto com detalhes em rede,um vestido preto com transparência e flores, um vestido prateado texturizado, um top adornado com joias e calça preta, um vestido bordô fluido, um vestido rosa claro com corte alto e um vestido vermelho com detalhes assimétricos. O fundo exibe o logotipo dos Emmys e os nomes CBS e Paramount+." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-5.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35792" class="wp-caption-text">Para 2025, as escolhas de moda estavam influenciadas por ansiedades globais, resultando em trajes que, embora significativos, careciam de brilho e criatividade (Arte: Sinara Martins)</figcaption></figure>
<p><b>Sinara Martins</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A 77ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aconteceu no domingo (14), em Los Angeles, e a tradicional chegada das estrelas foi marcada por modelitos sofisticados e elegantes. Com produções como </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-2a-temporada-de-ruptura/"><i><span style="font-weight: 400;">Ruptura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-estudio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Estúdio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-adolescencia/"><i><span style="font-weight: 400;">Adolescência</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinguim-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Urso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entre as indicadas, não faltaram celebridades desfilando. O tapete vermelho reforçou uma tendência clássica, com muitas silhuetas tradicionais e tons de destaque como vermelho, preto e rosa. </span><span id="more-35791"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premiação entregou um tapete vermelho bonito, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2025/09/emmy-e-marcado-por-vencedores-de-primeira-viagem-e-tentativa-de-agradar-a-todos.shtml"><span style="font-weight: 400;">mas pouco marcante.</span></a><span style="font-weight: 400;"> Houve raros momentos de ousadia, que até ganharam repercussão, porém ficaram diluídos diante da predominância do clássico. O contraste entre a vontade de se manter sofisticado e a necessidade de surpreender mostra o dilema atual do evento: como preservar uma tradição sem abrir mão da relevância cultural?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cor da paixão apareceu em peso. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/britt-lower-estrela-de-ruptura-ganha-emmy-de-melhor-atriz-em-drama/"><span style="font-weight: 400;">Britt Lower</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedora da categoria Melhor Atriz em Drama, surgiu com um traje escarlate de corte clássico; já </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/celebrity/latest/a66094780/hunter-schafer-red-carpet-photos-emmys-2025/"><span style="font-weight: 400;">Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;"> apostou em um modelo deslumbrante no mesmo tom, e </span><a href="https://variety.com/2025/tv/news/penguin-cristin-milioti-emmy-lead-actress-limited-series-1236515813/"><span style="font-weight: 400;">Cristin Milioti</span></a><span style="font-weight: 400;"> também seguiu a paleta. Apesar da predominância de escolhas seguras, o que realmente chamou atenção foram os looks que buscaram equilibrar ousadia e harmonia entre beleza e <i>styling</i>, quebrando a previsibilidade.</span></p>
<figure id="attachment_35793" aria-describedby="caption-attachment-35793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-800x548.jpg" alt="Britt Lower vestindo um elegante vestido longo de cor terracota com detalhes assimétricos. Ela está segurando um pequeno cartão ou papel na mão direita e falando em um microfone em um pedestal. O fundo é um cenário dourado e reflexivo. A iluminação destaca o vestido e cria um efeito brilhante no ambiente ao redor." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-800x548.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-1024x702.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-768x526.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-1536x1053.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-1200x822.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6.jpg 1573w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35793" class="wp-caption-text">O modelo do vestido foi inspirado em um look da coleção de primavera 2026 da Calvin Klein, que Britt assistiu dias antes do evento (Foto: Kevin Winter)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O preto também marcou presença de maneira imponente na cerimônia. </span><a href="https://www.townandcountrymag.com/leisure/arts-and-culture/a66040532/anna-sawai-red-carpet-photos-emmys-2025/"><span style="font-weight: 400;">Anna Sawai</span></a><span style="font-weight: 400;"> apostou em um modelo minimalista e sofisticado, que ressalta sua silhueta de forma elegante, e </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/celebrity/latest/a66089181/natasha-rothwell-red-carpet-photos-emmys-2025/"><span style="font-weight: 400;">Natasha Rothwell </span></a><span style="font-weight: 400;">trouxe um toque de exuberância com um traje volumoso e cheio de movimento, contrastando com a sobriedade da cor. Já </span><a href="https://www.papermag.com/marta-pozzan-oscars-2025#rebelltitem1"><span style="font-weight: 400;">Marta Pozzan</span></a><span style="font-weight: 400;"> preferiu uma proposta contemporânea, com recortes modernos que deram frescor ao clássico. Para fechar, </span><a href="https://ffw.com.br/noticias/moda/catherine-zeta-jones-resgata-o-glamour-gotico-de-morticia-addams-em-producoes/"><span style="font-weight: 400;">Catherine Zeta-Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> estava usando um vestido dramático, que combinava perfeitamente com sua postura marcante no tapete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques da noite, a cantora Lisa, do </span><a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-the-album-critica/"><span style="font-weight: 400;">Blackpink</span></a><span style="font-weight: 400;">, encantou o público com um delicado vestido rosa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Lever Couture</span></i><span style="font-weight: 400;">, digno de um conto de fadas. Jenna Ortega também brilhou com um modelo ousado e um top cheio de pedrarias da </span><i><span style="font-weight: 400;">Givenchy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que combinava com modernidade, enquanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><a href="https://draglicious.com.br/2025/03/12/entrevista-arrietty-fala-sobre-rupauls-drag-race-17/amp/"><span style="font-weight: 400;">Arrietty</span></a><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu ao surgir com um traje cheio de presença e glamour. </span></p>
<figure id="attachment_35794" aria-describedby="caption-attachment-35794" style="width: 545px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4-545x800.jpg" alt="Lisa usou joias da Bulgari com tema de serpente, que também aparece na nova temporada de The White Lotus (Foto: Frazer Harrison)" width="545" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4-545x800.jpg 545w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4-697x1024.jpg 697w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4-768x1128.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4-1046x1536.jpg 1046w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 545px) 85vw, 545px" /><figcaption id="caption-attachment-35794" class="wp-caption-text">Lisa usou joias da Bulgari com tema de serpente, que também aparece na nova temporada de The White Lotus (Foto: Frazer Harrison)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O tapete vermelho não rendeu só bons looks, mas também momentos que deram o que falar. A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> Joella se </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/drag-vestida-de-labubu-rouba-a-cena-no-emmy-2025-veja/"><span style="font-weight: 400;">vestiu de Labubu</span></a><span style="font-weight: 400;"> e foi uma das aparições mais inesperadas e divertidas da noite. Outro ponto alto foi a aparição das atrizes Lauren Graham e Alexis Bledel, protagonistas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls,</span></a><span style="font-weight: 400;"> que emocionou os fãs da série, que completa 25 anos. Para fechar, </span><a href="https://www.out.com/celebs/meg-stalter-emmys-ceasefire"><span style="font-weight: 400;">Meg Salter</span></a><span style="font-weight: 400;"> chamou atenção ao surgir com um visual básico, carregando uma bolsa de protesto escrita “</span><i><span style="font-weight: 400;">Cessar fogo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, usando a moda como forma de posicionamento político.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O predomínio de escolhas clássicas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">reflete um certo conservadorismo da própria premiação. Antes palco de </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/emmy-10-momentos-mais-marcantes-do-premio/?amp"><span style="font-weight: 400;">grandes momentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> culturais, hoje o evento parece preso a fórmulas seguras em meio a um cenário em que a atenção do público se divide entre tantas outras atrações. A moda, que deveria dar brilho ao espetáculo, acaba perdendo força quando não surpreende. Enquanto o </span><a href="https://personaunesp.com.br/met-gala-2025-artigo/"><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e até o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">usam os figurinos para criar narrativas e marcar posição, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">se mantém elegante, mas pouco memorável, e isso ajuda a explicar por que a premiação vem perdendo espaço na conversa cultural.</span></p>
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		<title>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes brinca com o limite entre espetáculo e crueldade</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 17:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fábio Gabriel Souza “Snow cai como a neve, sempre por cima” &#8211; Coriolanus Snow É difícil mergulhar em um universo novamente oito anos após conhecê-lo, ainda mais quando nos deparamos com uma realidade tão diferente da apresentada na quadrilogia original, Jogos Vorazes. Entretanto, Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes faz um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-a-cantiga-dos-passaros-e-das-serpentes-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes brinca com o limite entre espetáculo e crueldade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32966" aria-describedby="caption-attachment-32966" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32966" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.png" alt="A fotografia é uma cena do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. O fundo da imagem está desfocado, mas uma parede de pedra é identificável. A frente, no lado direito da fotografia está Coriolanus, um homem branco, com traços pontiagudos, cabelos loiros quase brancos e olhos verdes. Coriolanus está usando uma camisa branca de botões e um paletó vermelho sangue. Ao seu lado, na parte esquerda da imagem, está Lucy Gray. Uma mulher branca com traços angulares, sobrancelhas grossas, cabelos e olhos escuros. A mulher está usando um vestido de mangas roxas com bolinhas roxas escuras." width="924" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.png 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32966" class="wp-caption-text">Conhecer a mente e a realidade de Coriolanus Snow não foi tão confortável quanto parecia ser (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Fábio Gabriel Souza</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Snow cai como a neve, sempre por cima” </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">&#8211; Coriolanus Snow</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil mergulhar em um universo novamente oito anos após conhecê-lo, ainda mais quando nos deparamos com uma realidade tão diferente da apresentada na quadrilogia original, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jogos-vorazes/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes </span></i><span style="font-weight: 400;">faz um bom trabalho ao representar uma nova versão de Panem de maneira tão imersiva. Se passando 64 anos antes de Katniss Everdeen, o longa acontece nos primórdios dessa sociedade totalitária e se ocupa em mostrar, de forma cruel e crua, as origens dos Jogos Vorazes, que é muito rústico e está longe de ser o espetáculo apresentado anteriormente. </span></p>
<p><span id="more-32962"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos momentos iniciais, conhecemos o jovem Coriolanus Snow (Tom Blyth), que após os </span><a href="https://jogosvorazes.fandom.com/wiki/Dias_Escuros#:~:text=Dias%20Escuros%20%C3%A9%20um%20termo,anos%20antes%20dessa%20s%C3%A9rie%20come%C3%A7ar."><span style="font-weight: 400;">dias escuros</span></a><span style="font-weight: 400;">, a morte de seu pai e o suposto bombardeamento do Distrito 13, se encontra extremamente pobre. Com a família reduzida, a sua prima Tigris (Hunter Schafer) e a caduca Lady-Vó (Fionnula Flanagan), que se lembra apenas dos dias de glória da família Snow e da Capital – atualmente em processo de reconstrução –, são suas únicas redes de apoio. Assim, o Snow sonha com o prêmio Plinth, que começaria a restaurar a sua fortuna e seria sua porta de entrada para a universidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alcançar esse objetivo, ele e outros 23 jovens recebem a missão de serem mentores dos tributos e tornarem os jogos um espetáculo, que tomaria o lugar de uma memória da fome e miséria trazidos pela guerra. Assim, o personagem conhece a peculiar Lucy Gray (</span><a href="https://www.instagram.com/rachelzegler/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Zegler</span></a><span style="font-weight: 400;">), a garota escolhida do Distrito 12. A partir desse momento, somos agraciados com uma escalada de acontecimentos que deixa qualquer um sem fôlego, desconfortável e até mesmo chocado. O filme acerta em nunca colocar Coriolanus Snow como um herói, mesmo sendo o protagonista, e entrega uma Lucy enigmática e misteriosa retratada pelos olhos do vilão.</span></p>
<figure id="attachment_32964" aria-describedby="caption-attachment-32964" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.jpg" alt="A fotografia é uma cena do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. O fundo da imagem são estruturas enferrujadas. À frente, em destaque, está Lucy Gray. Uma mulher branca com traços angulares, sobrancelhas grossas, cabelos e olhos escuros. A mulher está usando um vestido de mangas roxas com bolinhas roxas escuras, o corpo do vestido é amarelo com flores coloridas bordadas. Ela está curvada, em uma posição de mesura." width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32964" class="wp-caption-text">O vestido usado por Lucy Gray em grande parte do filme possui flores katniss e prímulas bordadas, homenageando as personagens dos filmes anteriores (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A existência da história por si só é um tapa na cara dos fãs que estavam ansiosos para ver novamente outra edição espetacularizada dos Jogos Vorazes, muito distante do que foi entregue, mas que não deixou de agradar. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes </span></i><span style="font-weight: 400;">retrata uma versão crua, melancólica, rústica e verdadeira da punição, com cenas fortes e muito mais violentas do que estamos acostumados, mostrando o que de fato está por trás do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">: a crueldade humana. Não seriam os fãs iguais a </span><a href="https://jogosvorazes.fandom.com/wiki/A_Capital#:~:text=A%20Capital%20de%20Panem%20%C3%A9,s%C3%A3o%20organizados%20e%20celebrados%20l%C3%A1."><span style="font-weight: 400;">Capital</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao quererem mais um espetáculo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo, há histórias sendo contadas em segundo plano, como a triste e sem graça jornada de Sejanus Plinth (Josh Andres Rivera), que traz consigo uma crítica social entediante, porém necessária e sem plateia, de um garoto que se sente sufocado com a riqueza da Capital e também deslocado por ter sido do Distrito 2. Fato esse distante de representar o personagem descrito nos livros, que tem um pouco mais de profundidade. Sejanus parece estar falando com as paredes durante todo o filme. A narrativa ainda usa e abusa de teorias filosóficas já consolidadas, como </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/thomas-hobbes.htm#:~:text=Hobbes%20afirma%20que%2C%20em%20seu,para%20manter%20a%20ordem%20social."><span style="font-weight: 400;">a guerra de todos contra todos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thomas Hobbes, e postula a Capital como dona de um contrato social que traz a paz.</span></p>
<figure id="attachment_32968" aria-describedby="caption-attachment-32968" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-3.jpg" alt="A fotografia é uma cena do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Na cena está Lucy Gray de costas, usando o mesmo vestido, que agora aparece a saia com as cores do arco-íris. A personagem está de pé dentro da arena dos jogos parcialmente destruída. Destroços de concreto são visíveis por todo o espaço." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32968" class="wp-caption-text">A arena dos Jogos foi parcialmente destruída por um atentado dos distritos, o que pode simbolizar a fragilidade do momento (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção realizada por Francis Lawrence, de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-eu-sou-a-lenda/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Sou a Lenda</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2007) e de outros filmes da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;">, não deixa nada a desejar. O cineasta consegue transmitir por meio de imagens e cenas primorosas a complexa cabeça de Coryo, tarefa muito difícil por sinal. É nítido a mudança de estilos com o desenrolar das cenas: ora intimista, ora distante e na maioria das vezes com </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> inflamados. Assim, acompanhamos de maneira subliminar a ambiguidade do personagem principal, que navega entre a empatia e a ganância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Fotografia, desenvolvida por </span><a href="https://www.jowillems.com/"><span style="font-weight: 400;">Jo Willems</span></a><span style="font-weight: 400;">, desperta a curiosidade de qualquer um com imagens grandiosas da Capital que remontam aos magníficos prédios da </span><a href="https://www.archdaily.com.br/br/983151/estados-concretos-o-legado-habitacional-da-era-sovietica"><span style="font-weight: 400;">Europa Oriental</span></a><span style="font-weight: 400;"> no auge da União Soviética e vão até cenas empobrecidas, impactantes e tristes que retratam a realidade dos tributos. Além disso, Willems complementa brilhantemente o trabalho de Lawrence, agregando uma ambiguidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante toda a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco chama atenção com nomes não tão consolidados na indústria e também com artistas de peso em Hollywood. A atuação de Tom Blyth é uma agradável experiência. Mesmo longe de ser tão magnético quanto Donald Sutherland (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o ator performa muito bem a complexidade de um vilão que ainda não sabe ser vilão. Do outro lado, temos Rachel Zegler, que brilha e ganha um imenso destaque. A atuação e vocais emocionam e a atriz surpreendeu os fãs ao entregar uma Lucy Gray que se conecta com todos a sua volta, característica intrínseca da personagem.</span></p>
<figure id="attachment_32965" aria-describedby="caption-attachment-32965" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32965" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10.jpg" alt="A fotografia é uma cena do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Na cena, a Dra. Gaul está falando em um púlpito com um microfone antigo na sua frente. A personagem é uma mulher negra, com cabelos grisalhos e cacheados. Ela está usando uma batina roxa e dourada. Seus braços estão cobertos por uma luva verde água e em seus pulsos estão grossas pulseiras douradas." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-10-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32965" class="wp-caption-text">A personagem Volumnia Gaul destoa totalmente da população da Capital, mas se assemelha com a dos filmes anteriores (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Viola Davis, como sempre, dá vida com excelência à figura caricata e sádica de Dra. Gaul que, sendo totalmente descolada da realidade, nos remete a loucura e insensibilidade representada pelos Jogos Vorazes. Peter Dinklage (</span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), rouba a cena como o maior antagonista de Coriolanus Snow. Diga-se de passagem, Casca Highbottom poderia ter sido criado apenas para ter o ator como intérprete &#8211; parece que o papel foi feito para ele. Já Hunter Schafer (</span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), mesmo com pouco tempo de tela e mal aproveitada pela produção, brilha como Tigris Snow, ao mostrar de maneira sutil e rica, a bondade e o amor na Capital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora é perfeita e trabalha de maneira síncrona com a direção e a Fotografia para realizar uma caracterização de ambientes. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EcFNUxKgNb8"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cena final dos Jogos, por exemplo, contribui para a sequência de acontecimentos emocionantes e, juntamente ao clímax da canção, protagoniza o momento mais tenso de todo o longa-metragem. Cenas a frente, acompanhamos a explicação e a composição de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hanging Tree</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos principais marcos da série e que integra memória afetiva à produção. </span></p>
<figure id="attachment_32967" aria-describedby="caption-attachment-32967" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32967" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7.jpg" alt="A fotografia é uma cena do filme Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Na cena, Lucy Gray está cantando enquanto toca um violão preto e na sua frente está um microfone velho e antigo. Ela está usando em seus cabelos parcialmente presos por um lenço e um vestido com o corpete axul marinho de manguinhas. Ao fundo estão as paredes de madeira de um balcão e um menino branco e loiro usando roupas simples." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-7-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32967" class="wp-caption-text">A música Nothing You Can Take From Me ultrapassou 11 milhões de reproduções no Spotify (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma narrativa muito bem consolidada, o filme agrega de forma positiva ao universo construído por </span><a href="https://www.suzannecollinsbooks.com/"><span style="font-weight: 400;">Suzanne Collins</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sofre com um problema de ritmo. É fato que em mais de duas horas e meia, os dois primeiros atos são vibrantes e magnéticos. Entretanto, o terceiro e o mais importante, a narrativa sofre uma grande perda de cenas de ação e aparenta se tornar um melodrama. O que é uma pena, visto que é ali que o verdadeiro vilão da saga dá as caras. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“São as coisas que mais amamos, que nos destroem, Srta. Everdeen” </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">&#8211; Coriolanus Snow em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></p>
</blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirado no </span><a href="https://resenhandosonhos.com/a-cantiga-dos-passaros-e-das-serpentes-suzanne-collins/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mesmo nome escrito por Collins, estreou no Cinema garantindo alta aprovação da audiência. O filme trouxe consigo críticas pertinentes tanto para a sociedade quanto para os impactos causados pela saga cinematográfica original, e agregou de maneira pertinente e interessante o universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Voraze</span></i><span style="font-weight: 400;">s.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Zw3QtH64Fxc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A segunda temporada de Euphoria e a vingança da alquimia desperdiçada</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 17:01:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Vulcano Dê a Sam Levinson a chance de borrar as linhas entre o drama e o escárnio humanos, e ele voltará escrachando toda e qualquer camada da vida. Da produção de X, passando pela roteirização de Malcolm &#38; Marie e atingindo a direção de País da Violência, essa tática marca seus passos em Hollywood. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de Euphoria e a vingança da alquimia desperdiçada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28494" aria-describedby="caption-attachment-28494" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28494 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, em desfoque e na parte frontal, aparecem as personagens Cassie, uma mulher branca de cabelos loiros e médios, e Maddy, uma mulher branca de cabelos pretos e longos. Cassie carrega um olhar deprimido e direcionado para o canto inferior esquerdo da imagem. Maddy está sorrindo e dançando, com a cabeça levemente para cima. Cassie usa um vestido de alcinha azul, já Maddy, um vestido preto com recortes e argolas prateadas nas orelhas. Elas estão em uma festa e rodeadas de pessoas. Ao fundo, no centro, está o personagem Nate, um homem branco de cabelos curtos e castanhos. Ele veste camiseta cinza e jaqueta preta, além de estar com os braços cruzados encarando as duas amigas." width="1440" height="777" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-768x414.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0861-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28494" class="wp-caption-text">Expressiva em mais uma edição da premiação, a série concorre em 16 categorias do Emmy 2022 (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dê a Sam Levinson a chance de borrar as linhas entre o drama e o escárnio humanos, e ele voltará escrachando toda e qualquer camada da vida. Da produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela roteirização de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x24-QURldsE"><i><span style="font-weight: 400;">Malcolm &amp; Marie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e atingindo a direção de </span><a href="https://pipocamoderna.com.br/2020/06/critica-pais-da-violencia-transforma-falso-moralismo-em-banho-de-sangue/"><i><span style="font-weight: 400;">País da Violência</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essa tática marca seus passos em Hollywood. E foi participando dos três pilares da Sétima Arte, conjuntamente e pela primeira vez, que o cineasta criou a singular </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Vira e mexe empilhando aclamação e burburinho nas portas dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde sua </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/5-motivos-para-entender-como-euphoria-virou-grande-sucesso-da-hbo"><span style="font-weight: 400;">estreia avassaladora</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019, a série redefiniu o sucesso televisivo e cultivou expectativas de sobra para sua </span><a href="https://www.telasporelas.com/post/segunda-temporada-euphoria"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-28482"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A continuação chegou em Janeiro deste ano, no já conhecido (e nunca exatamente familiar) clima de barbaridade juvenil. Isso porque, após elaborar episódios </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/12/4893477-episodios-especiais-de-euphoria-gravados-na-pandemia-revelam-outro-lado-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir dos impasses pandêmicos para revelar transcendentalmente as jornadas individuais de </span><a href="https://variety.com/2020/tv/reviews/euphoria-trouble-dont-last-always-recap-review-1234846069/"><span style="font-weight: 400;">Rue</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Zendaya) e </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/01/euphoria-jules-episode-review-fuck-anyone-not-a-sea-blob-spoilers-1234611235/"><span style="font-weight: 400;">Jules</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hunter Schafer), e o embaralho sentimental que se transformaram uma para outra, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna ao macro bem mais carregada de si mesma. Nenhuma ferida exposta anteriormente cicatrizou, ninguém consegue se acostumar com tanta tragédia e esse é o terreno perfeito para banhar de sal a nova versão de uma narrativa essencialmente sentida pelas dores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Palco de uma caótica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D8-fMRf7Z8c"><span style="font-weight: 400;">festa de ano novo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o episódio inicial da segunda safra faz a premissa se desenrolar em uma sequência de eventos curtos e, seguindo o pique da primeira temporada, impactantes pelos sete capítulos à frente. Inevitavelmente, </span><a href="https://euphoria.fandom.com/wiki/Trying_to_Get_to_Heaven_Before_They_Close_the_Door"><i><span style="font-weight: 400;">Trying to Get to Heaven Before They Close the Door</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> proclama que a provocação segue sendo o coração construtivo da fabricação de Levinson. É a sensação que enviesa as questões-chave da segunda leva</span> <span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">e as configura na altura do polêmico &#8211; que quase nunca é a </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/02/21/style/euphoria-series-doom-watching.html"><span style="font-weight: 400;">mesma vibração do espectador</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, aproximando todos os núcleos da história na unha e na vontade de fazê-los mais expansivos do que as telas que os transmitem.</span></p>
<figure id="attachment_28484" aria-describedby="caption-attachment-28484" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28484" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, aparecem os personagens Fezco, à esquerda, e Nate, à direita. Os garotos encaram um ao outro, brindando com copos de plásticos. Fezco é branco, tem cabelos raspados e barba curta e ruiva, além de vestir uma camisa branca de mangas longas e corrente prateada no pescoço. Nate é branco, tem cabelos curtos e castanhos e veste camisa acinzentada sobreposta por uma jaqueta preta. Ao fundo da imagem, pessoas se divertem em uma festa." width="1920" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-2-7-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28484" class="wp-caption-text">Com disparo semanais de episódios, Euphoria se tornou a segunda série mais assistida da história do HBO Max e a mais comentada da década no Twitter (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sinestésica e ressentida com o universo em que respira, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um ano dois ainda mais distante do didático, graças à atividade árdua e recorrente que é viver </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/"><span style="font-weight: 400;">sem enlouquecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/alienacao-eleitoral-cresce-no-brasil-especialmente-entre-jovens-e-no-sudeste/"><span style="font-weight: 400;">se alienar</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pós-pandemia. Rue recai no vício e, mesmo que decepcionados e não surpreendidos com a postura, o silêncio é nosso consentimento enquanto audiência. Sobretudo quando a garota lista seus motivos para fugir da realidade e perfura a passividade do público: não necessariamente nos drogamos, mas assistimos adolescentes serem aditivos e repulsivos em um plano paralelo. Queremos alguns minutos fugindo de </span><a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/08/04/se-superar-ameaca-golpista-brasil-sera-visto-como-esperanca-de-resistencia.htm"><span style="font-weight: 400;">atentados à democracia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nos-150-anos-do-nascimento-de-oswaldo-cruz-brasil-enfrenta-desafios-em-saude-publica/"><span style="font-weight: 400;">negacionismo científico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros males absurdos nem que seja acompanhando uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ruptura-severance-critica/"><span style="font-weight: 400;">ficcionalização da aflição</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem paz iminente e que nunca prometeu finais felizes. Afinal, “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oG5bzFU1u94"><i><span style="font-weight: 400;">as pessoas só querem encontrar esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ironia melancólica não sustenta apenas a dualidade contida na protagonista &#8211; que é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> a parte &#8211; mas caracteriza os ganchos agridoces da série na temporada atual. Comparada ao pioneirismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/skins-uk-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e às controvérsias escalares de </span><a href="https://personaunesp.com.br/13-reasons-why-segunda-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">13 Reasons Why</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> equilibrou seu charme, nas origens, encabeçando episódios com o </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/yin-yang.htm#:~:text=O%20Yin%20representa%20a%20escurid%C3%A3o,%2C%20masculino%2C%20quente%20e%20claro."><i><span style="font-weight: 400;">yin-yang</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> existencial de cada personagem e projetando esses arcos particulares na efervescência do coletivo. Contornando a </span><a href="https://dmtalkies.com/rue-zendaya-of-euphoria-the-unreliable-narrator-2019/"><span style="font-weight: 400;">narração onisciente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não mais única da irmã Bennett mais velha, os capítulos, agora, não possuem linha de roteiro traçada ou sugestiva para o futuro destrutivo de alguém. No entanto, a confusão faz três </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/euphoria-2-temporada-humaniza-rue-e-pega-fogo-com-dramas-de-coadjuvantes-76170"><span style="font-weight: 400;">nomes ofuscados</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então passarem a infiltrar a história, através da tratativa anterior. </span></p>
<p><figure id="attachment_28485" aria-describedby="caption-attachment-28485" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9.jpg" alt="Cena da série Euphoria. A imagem mostra o ator Algee Smith interpretando seu personagem na série Euphoria. Ele é um homem negro, de cabelos curtos e trançados para trás. Na cena, ele usa barba aparada e uma camisa preta de mangas longas. As feições do ator indicam insatisfação, ao passo que seus olhos encaram o canto direito da imagem. " width="1200" height="690" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-800x460.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-1024x589.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-3-9-768x442.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28485" class="wp-caption-text">Dono de poucos minutos de tela no episódio de estreia, Chris McKay (Algee Smith) desapareceu pelo resto da temporada sem maiores explicações [Foto: HBO Max]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Angus Cloud finalmente saiu das beiradas que seu papel costumava habitar apenas nos lapsos e desabafos de Rue. Mostrando sua infância recheada pelo abandono e norteada pelo tráfico de narcóticos, realizado pela única figura materna presente, sua avó, a produção faz do </span><a href="https://epipoca.com.br/euphoria-fezco-morreria-nos-primeiros-episodios-da-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">instituto protetor e carismático</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Fezco antídotos para sua sobrevivência e, sobretudo, resistência. Embora estrelando a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/euphoria-jacob-elordi-detalha-experiencia-brutal-de-briga-entre-fez-e-nate/"><span style="font-weight: 400;">pancadaria simbólica e colossal em Nate</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jacob Elordi), o ruivo cresce para valer, transbordando seu lado afetuoso, dividido com o irmão mais novo, Ash (Javon Walton), e com Lexi (Maude Apatow), seu recíproco interesse amoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em sensibilidade aproveitada, a personagem de Apatow é um verdadeiro banquete. Se antigamente a jovem seguia um caminho contrário para chegar ao mesmo fim de seus colegas de cena, blindando-se da hostilidade sem uso de alucinógenos, mas retificando a si própria como coadjuvante, a caçula das Howard vence os panos de fundo da trama pelo cansaço de </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/hbo-max/cassie-lexi-ou-rue-quem-e-a-mvp-da-2a-temporada-de-euphoria"><span style="font-weight: 400;">seu brilhantismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Corajosa e amistosa, da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZlHFFJM5loQ"><span style="font-weight: 400;">reconstituição da amizade com Rue</span></a><span style="font-weight: 400;"> à modelação da </span><a href="https://www.vulture.com/article/how-euphoria-created-lexis-play-the-theater-and-its-double.html"><span style="font-weight: 400;">peça teatral</span></a><span style="font-weight: 400;"> despudorada e frenética &#8211; que estatelou os nervos e músculos da narrativa nos episódios finais &#8211; ela foi a </span><a href="https://www.reddit.com/r/euphoria/comments/s28fom/what_is_a_motherfucking_g/"><i><span style="font-weight: 400;">motherfuckin’ G</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_28486" aria-describedby="caption-attachment-28486" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28486" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837.jpg" alt="A imagem mostra cenas da série Euphoria. No retrato disposto do lado esquerdo estão as personagens Jules, uma mulher branca de cabelos curtos, lisos e loiros, e Rue, uma mulher negra de cabelos castanhos, cacheados e longos. Elas estão com os rostos extremamente próximos após um beijo. Jules, à esquerda, usa gargantilha preta com desenhos cor de rosa e camiseta lilás aberta nas costas. Rue, à direita, sorri com os olhos fechados e veste roupa preta. No retrato disposto ao lado direito estão as personagens Rue e Lexi, uma mulher branca de cabelos castanhos e médios. Uma ao lado da outra, Rue abraça Lexi de olhos fechados, enquanto a outra garota chora. Rue veste camiseta vermelha estampada e calça preta, já Lexi, uma camisa branca de mangas longas e calça marrom. Ao fundo, uma cama com almofadas." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0837-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28486" class="wp-caption-text">Ao passo em que uma das relações mais delicadas da produção renasce, Rules enfrenta dias de luta sem glória alguma (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A tríade que salta aos holofotes é completada pelo temeroso pai de Nate (</span><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eric Dane</span></a><span style="font-weight: 400;">). Fechando um capítulo inteiro para desmascarar sua existência forjada na tradicional família americana, a série remonta à juventude do homem, arrasada pela paixão homoafetiva não consumada e pela gravidez repentina de sua namorada na época. Por trás do emaranhado de desejos suprimidos que formam o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/01/euphoria-comete-erro-ao-tentar-criar-simpatia-por-personagem-terrivel"><span style="font-weight: 400;">predador sexual retratado</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta dizer que a agressividade compulsória e o sadismo de criar filhos à sombra de seu mais repugnante reflexo são a armadura de Cal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a produção nunca tenha materializado </span><a href="https://niisansproducoesgeek.com/por-que-as-personagens-femininas-raramente-obtem-arcos-de-redencao/"><span style="font-weight: 400;">arcos de redenção</span></a><span style="font-weight: 400;">, o experimento de </span><a href="https://twitter.com/seriesbrasil/status/1498460868014751745"><span style="font-weight: 400;">humanização do Jacobs mais velho</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos faz perguntar quem consegue revelar </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/34074/euphoria-temporada-2-as-declaracoes-do-elenco-sobre-momentos-controversos"><span style="font-weight: 400;">a revolta por trás de suas contradições</span></a><span style="font-weight: 400;">, recebendo chances de atenuação pelo júri do público. A manobra da trama traz estereótipos da mais brutal ordem, já que acusações de pedofilia e estupro, como as que rondam a trajetória do genitor, sempre foram relacionadas à </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/10/30/interna_diversao_arte,637361/kevin-spacey-revela-que-e-gay-e-se-desculpa-por-assedio-sexual.shtml"><span style="font-weight: 400;">comunidade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">. E não é errado dimensionalizar vilões desvendando o que impulsionou aqueles traços de amargura e bestialidade. Entretanto, tratar sua identidade, fruto de uma forma subjetiva e insalubre de lidar com a realidade através de um labirinto que pode se resumir a orientações sexuais é, no mínimo, problemático (</span><a href="https://www.cartel011.com.br/news/euphoria"><span style="font-weight: 400;">especialmente para </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retomando o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">da história, temos a fórmula de escandalização do </span><a href="https://personaunesp.com.br/dopesick-critica/"><span style="font-weight: 400;">moralismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apregoa a mente de quem se pega canalizando a barra não só da exposição de Cal, mas de milhares de momentos. Infelizmente, não vivemos em um planeta evoluído o bastante para a ridicularização de nossas mazelas servir como ferramenta de conscientização ou instigar qualquer mudança. E, caramba, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> brincou incansável e assertivamente com isso em </span><a href="https://www.vox.com/culture/2019/6/23/18701226/euphoria-premiere-pilot-episode-1-recap-zendaya-hbo"><span style="font-weight: 400;">seus primórdios nada ortodoxos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, com o avanço do Ensino Médio e a necessidade de um amadurecimento à altura, a progressão narrativa parece se apossar de uma ânsia de gente grande, incapaz de processar </span><a href="https://www.nationalworld.com/culture/euphoria-season-2-review-overwrought-zendaya-drama-loses-sight-of-its-own-strengths-in-sky-atlantic-series-3519496"><span style="font-weight: 400;">a essência que o básico dá à conjuntura</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="EUPHORIA. &quot;I&#039;m tired&quot; - Labrinth feat. Zendaya | #MomentoHBO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gDlYHzhpmEs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se na primeira leva toda a genialidade da ficção partia de um cadenciamento, em que, apesar das cenas performáticas e fugazes, o raciocínio prevalecia, o presente entrega uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> refém do ímpeto de chocar a qualquer custo. O tal </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/euphoria-com-zendaya-e-o-retrato-mais-honesto-das-dores-juvenis-na-tv/"><span style="font-weight: 400;">realismo emocional</span></a><span style="font-weight: 400;">, que antes era compartilhado não somente pelo criador da obra, mas igualmente por outros nomes vinculados ao propósito artístico, agora passa a se centralizar nas mãos de Sam Levinson em uma demonstração típica de como </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/20/final-de-game-of-thrones-sofreu-dos-mesmos-problemas-que-o-resto-da-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">impérios caem pela ambição</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de séries que definharam em qualidade </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2018/01/10-series-que-decairam-em-qualidade-apos-serem-abandonadas-pelos-criadores"><span style="font-weight: 400;">sem seus fundadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a presença excessiva do cineasta pode ser culpabilizada por várias deficiências e armadilhas geradas na produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Todos os episódios da segunda temporada são unicamente dirigidos e escritos por Levinson, que obviamente </span><a href="https://frenezirevista.com/2022/03/06/critica-apesar-dos-esforcos-a-segunda-temporada-de-euphoria-nao-atende-as-expectativas/"><span style="font-weight: 400;">não conseguiria atender às expectativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de escandalização, nem dar ritmo e coesão às múltiplas vertentes da história, sozinho. Às avessas da complexidade outrora construída, a safra se </span><a href="https://www.bcheights.com/2022/02/13/euphoria-season-two-review/"><span style="font-weight: 400;">contenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sonhar raso no </span><a href="https://www.pedestrian.tv/entertainment/euphoria-sam-levinson-season-three-writers-room/"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento figurativo e psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;">, mirando em erros de principiante ao não saber adicionar rostos novatos à trama &#8211; ou mesmo trabalhar os veteranos &#8211; sem perdê-los de vista. </span></p>
<figure id="attachment_28487" aria-describedby="caption-attachment-28487" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28487" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, a personagem Rue, uma mulher negra de cabelos longos, cacheados e castanhos, aparece de olhos fechados e expressando sofrimento. Ela veste camiseta preta e está com seu corpo e sua cabeça encostados em uma parede bege." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/rue-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28487" class="wp-caption-text">Em entrevista ao Entertainment Weekly, Zendaya defendeu a série de <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/02/09/zendaya-rebate-associacao-que-criticou-euphoria-por-glorificar-as-drogas.htm">novas acusações</a> envolvendo a glorificação do uso de drogas: “&#8217;Euphoria&#8217; não quer, de forma alguma, ser um código de moral e ensinar as pessoas como viver suas vidas ou o que elas deveriam fazer” (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com exceção da abordagem recebida pelo trio mencionado e pela protagonista de Zendaya, as principais afetadas são as </span><a href="https://saladadecinema.com.br/2022/03/12/as-mulheres-de-euphoria-e-suas-complexidades/"><span style="font-weight: 400;">personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que sempre corporificaram o primor do universo eufórico. Jules fica restrita a uma trilha de inconveniências alheias à sua notável evolução, dando advertências e tapinhas nas costas de Rue aqui, aleatoriamente tendo um caso com o melhor amigo de ambas ali. Abrilhantadas com a participação da escrita aguçada de Hunter Schafer em </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/segundo-especial-de-euphoria-sera-escrito-por-hunter-schafer-e-estreia-em-janeiro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">F**k Anyone Who&#8217;s Not a Sea Blob</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as práticas da garota, na atual temporada, se tornam tristemente programadas para </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a39264077/euphoria-season-3-jules-hunter-schafer/"><span style="font-weight: 400;">reduzirem suas nuances ao egoísmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, falas e ações são tudo que o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">acaba devendo para </span><a href="https://www.instagram.com/p/CasoEZPPLlW/"><span style="font-weight: 400;">Kat</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Barbie Ferreira). Ela não se sobressai no namoro, nas amizades e menos ainda na própria história, pintando como alívio cômico nos perrengues gerais do ano e martelando incapacidade em seus dramas pessoais. A </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/in-euphoria-season-2-kat-transformed-from-icon-to-ornament"><span style="font-weight: 400;">desatenção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tão extrema que até os </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/euphoria-barbie-ferreira-explica-ausencia-de-kat-em-cenas-da-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">rumores supondo o que ocasionou a situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram melhor elaborados do que a atuação obtida pela personagem.</span></p>
<figure id="attachment_28488" aria-describedby="caption-attachment-28488" style="width: 1014px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7.jpg" alt="Cena da série Euphoria. Nela, as personagens Cassie, Maddy e Kat aparecem, respectivamente, em meio a uma discussão. Cassie, uma mulher branca de cabelos loiros e presos em coque, veste um moletom rosa bebê e encara Maddy com feições de choro. À frente dela, Maddy, uma mulher branca de cabelos pretos, longos e soltos, usa camiseta acinzentada e maquiagem escura, enquanto grita no rosto da personagem anterior com raiva. Ao fundo, Kat, uma mulher branca de cabelos castanhos e presos em coque, tem expressão apreensiva. Ela veste brincos com pingentes e camiseta de mangas longas com estampa tigrada" width="1014" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7.jpg 1014w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-4-7-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28488" class="wp-caption-text">Após passar o ano dois sendo o agente apaziguador do gato e rato entre Cassie e Maddy, Barbie Ferreira anunciou que não participará da terceira rodada da série (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as suposições de </span><a href="https://portalpopline.com.br/bastidores-euphoria-2a-temporada-polemicas/"><span style="font-weight: 400;">desavenças e descuidos nos bastidores</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada funcionavam como suporte externo para o apetite que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> não saciava em cena, o trato omisso se consolidava com os novos intérpretes. Os arcos de Elliot (Dominic Fike) e Laurie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martha Kelly</span></a><span style="font-weight: 400;">), embora espontaneamente divertidos ou revoltantes na coletividade do drama, quando isolados das trupicadas e levantadas de Rue, não preenchem uma página de significado consistente. Apesar de similarmente limitada ao beabá das drogas, a adesão de Faye (</span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/chloe-cherry-fatos-curiosidades-euphoria.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">Chloe Cherry</span></a><span style="font-weight: 400;">, que aqui estreia na TV) se conecta a outros pontos de riso e tensão. Levemente do outro lado da moeda, Ali (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-de-candyman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Colman Domingo</span></a><span style="font-weight: 400;">) engrandece sua performance iniciada em </span><a href="https://espalhafactos.com/2020/12/05/euphoria-regressa-com-uma-reflexao-ambiciosa-sobre-toxicodependencia/"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dá merecido fôlego ao conforto ácido da narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo essa eterna brincadeira de espaço e tempo no macro, a segunda leva da produção busca um encaminhamento inusitado se concentrando &#8211; aos trancos e barrancos &#8211; no eixo dividido por Cassie (Sydney Sweeney), Maddy (Alexa Demie) e Nate. O </span><a href="https://screenrant.com/euphoria-maddy-cassie-nate-rue-intervention-story/"><span style="font-weight: 400;">triângulo amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;"> é purgatório de si mesmo em inúmeros sentidos, sobretudo para as melhores amigas que descarrilam suas respectivas individualidades em troca de um romance duvidoso, com um sujeito de caráter mais questionável ainda. Só que, no final do trauma, a verdadeira discussão não reside nos </span><a href="https://dailytargum.com/article/2022/02/analyzing-nate-jacobs-toxic-masculinity-incarnate"><span style="font-weight: 400;">trejeitos voláteis e objetificadores de Jacobs</span></a><span style="font-weight: 400;">; o que permite as idas e vindas cruéis do atleta na psique das garotas é uma fragilização sentimental predisposta que ele não criou, porém, aprendeu a controlar maliciosamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa toada, a história acerta ao duplicar </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/a39258052/maddy-this-is-only-the-beginning-meaning-euphoria-final-episode/"><span style="font-weight: 400;">a dor de Maddy</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um processo de maturação gradativo. A garota descobre plenamente a toxicidade de estar com Nate quando perde um </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/euphoria-sydney-sweeney-addresses-cassie-maddy-team-up-against-nate.html/"><span style="font-weight: 400;">laço afetivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> tido como inabalável e baseado na confiança, sensação que ela pensava dominar tanto no namoro e na amizade quanto em si própria e, na reviravolta, passa a aprender o valor na marra. Já para Cassie, os dias de crescimento permanecem como miragem à medida em que sua </span><a href="https://tracklist.com.br/sydney-sweeney-euphoria/131280"><span style="font-weight: 400;">combustão emocional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tendência de </span><a href="https://featurefemale.com/cassie-howards-downfall-and-the-internal-male-gaze/"><span style="font-weight: 400;">procura por aprovação masculina</span></a><span style="font-weight: 400;"> ramificam debates pontiagudos que conduzem a série.</span></p>
<figure id="attachment_28489" aria-describedby="caption-attachment-28489" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841.jpg" alt=" A imagem mostra cenas da série Euphoria. No retrato disposto do lado esquerdo está a personagem Laurie, uma mulher branca de cabelos longos, lisos e castanhos. Ela veste camiseta rosa e usa batom de tom semelhante nos lábios. Sua expressão denota atenção, estando seu olhar voltado para o canto esquerdo da imagem. Ao fundo, uma geladeira repleta de imãs. No retrato disposto do lado direito está o personagem Ali, um homem negro de barba curta. Ele veste um gorro preto e camisa xadrez com tons pretos e marrons. Sua mão esquerda segura uma faca prateada acima de uma mesa, enquanto seu olhar apresenta calma e é acompanhado por um leve sorriso de lábios." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/IMG_0841-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28489" class="wp-caption-text">No Emmy 2022, Martha Kelly e Colman Domingo receberam indicações como Melhor Atriz Convidada e Melhor Ator Convidado em Drama (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos discursos batidos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> é expor que as escolhas de seus personagens não existem em bolhas e, por isso, podem esvair para todos os núcleos da narrativa constantemente. Aspecto esse que poderia unir </span><a href="https://festivalteen.com.br/as-pontas-soltas-de-euphoria-2-que-precisam-de-resposta-na-terceira-temporada.html"><span style="font-weight: 400;">dramas soltos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo da temporada, mas não encontra respaldo para acompanhar a entrada de Rue no tráfico, a rivalidade eclodida entre Fezco e Nate, e principalmente o </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/euphoria-sydney-sweeney-completely-thrown-off-cassies-season-2-turn.html/"><span style="font-weight: 400;">espiralar de Cassie</span></a><span style="font-weight: 400;"> no remorso de perder Maddy e na humilhação de amar quem a rejeita (tudo vivido por ela após a realização de um </span><a href="https://cm-ob.pt/is-sydney-sweeney-s-cassie-pregnant-euphoria"><span style="font-weight: 400;">aborto</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não entra em pauta após a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;">). Ao mesmo tempo em que alucinamos com a instabilidade da loira &#8211; fruto da dedicação excepcional de Sweeney -, pouco esforço existe para fazê-la transpor sua ruína além de rituais de beleza aflitivos e muitas cenas de nudez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente navegando na obsessão em desfilar absurdos, </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/tv/features/euphoria-nudity-sam-levinson-b2021297.html"><span style="font-weight: 400;">corpos sem roupas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são a fagulha da ficção que se volta propositalmente para a desnivelação social entre o nu masculino e feminino. Sem perder o trem, a segunda safra já começa com um pênis escancarado na tela do espectador &#8211; só não se engane, não é sexy, é só um pedaço de carne. E </span><a href="https://english.elpais.com/culture/2022-02-07/the-stigma-surrounding-cassie-on-euphoria-can-a-nude-scene-impact-an-actresss-career-forever.html"><span style="font-weight: 400;">por que a nudez deveria ser vista de outra forma</span></a><span style="font-weight: 400;">? Ninguém te dá a resposta, mas exageram na dose de pele de Cassie à mostra para, surpresa!, provocar a dúvida. Como </span><a href="https://deadline.com/2019/11/emilia-clarke-dax-shepard-game-of-thrones-nudity-1202790225/"><span style="font-weight: 400;">Emilia Clarke</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou no passado, obviamente a escolha pesa quando falamos das mulheres: o nu estraçalha o angelical e as vulnerabiliza na vilania, ainda que devesse passar longe disso. Nesse espectro, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/sydney-sweeney-se-orgulha-de-euphoria-mas-nao-falam-sobre-isso-porque-ela-esta-nua/"><span style="font-weight: 400;">a consciência da atriz americana</span></a><span style="font-weight: 400;"> no assunto a coloca acima de todas as limitações narrativas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou do mundo &#8211; o que não absolve a série da prepotência de achar que </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/01/obsessao-de-euphoria-com-nudez-pode-ser-mais-importante-do-que-fas-imaginam"><span style="font-weight: 400;">nudez subversiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobrepõe ausência ou desvirtuamento de conteúdo.</span></p>
<figure id="attachment_28490" aria-describedby="caption-attachment-28490" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28490" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7.png" alt=" Cena da série Euphoria. Nela, a personagem Cassie chora e encara o canto superior esquerdo da imagem. Cassie é uma mulher branca e jovem. Ela usa maquiagem rosada leve e seu cabelo, loiro e levemente ondulado, está solto e com duas trancinhas finas na parte frontal. Ao fundo, ramos de rosas brancas, amarelas e cor de rosa estão pendurados. " width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7.png 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-7-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28490" class="wp-caption-text">Além de Sydney, a atriz Minka Kelly, intérprete de Samantha, também viveria cenas de nudez na temporada, mas acabou recusando por se sentir desconfortável (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que a gama de inventividades e rebuliços da segunda leva caminha obrigatoriamente para o inigualável estrelato de Zendaya. Agora </span><a href="https://elle.com.br/cultura/euphoria-2-temporada"><span style="font-weight: 400;">produtora executiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série, a artista desbrava, sem qualquer melindre, profundidades cruas e hipersensíveis para a lapidação de sua personagem. Se Rue era impiedosa com seu modo de vida e os olhares externos destinados a este, ela usa os novos capítulos para assumir o máximo de cada impressão não verbalizada que experienciamos ao vê-la em cena, literalmente do amor ao ódio. As dicotomias mais arrasadoras acontecem na abstinência de Bennett em </span><a href="https://www.vulture.com/article/euphoria-stand-still-like-the-hummingbird-episodic-storytelling.html"><i><span style="font-weight: 400;">Stand Still Like the Hummingbird</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">em que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r5-cO_cFRwg"><span style="font-weight: 400;">perseguições</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lJ5erBqr1PU"><span style="font-weight: 400;">confissões</span></a><span style="font-weight: 400;"> solidificam quem protagoniza </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">e se projetam para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/zendaya-recordes-emmy-2022"><span style="font-weight: 400;">história cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa aspiração na ativa, a atriz merecidamente estende seu currículo no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Primetime Emmy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na 74ª edição da premiação, Zendaya foi nomeada como Melhor Atriz em Série de Drama, categoria que sua Rue já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ze7rqVSGYV8"><span style="font-weight: 400;">venceu em 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse ano, ela é euforicamente acompanhada por Sydney Sweeney, que aparece tanto na lista de Melhor Atriz Coadjuvante em Drama, quanto se destaca nas indicações em Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme por sua performance em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio às ressalvas estruturais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> preenche outra vez as nomeações em Melhor Série de Drama, competindo com a ganhadora do </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e outras produções chamativas dos últimos meses, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-call-saul-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Severance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Squid Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aguentando um roteiro débil e ainda sendo excepcionais, as interpretações gerais também foram lembradas e emplacadas em Melhor Elenco em Série de Drama. Por outro lado, Sam Levinson não conquistou nenhuma indicação nas seções especializadas em direção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> da TV. </span></p>
<figure id="attachment_28491" aria-describedby="caption-attachment-28491" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28491" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-6.jpg" alt="A imagem mostra uma cena da série Euphoria e uma cena do filme O Segredo de Brokeback Mountain, respectivamente. No retrato disposto do lado esquerdo estão as personagens Rue, uma mulher negra, e Jules, uma mulher branca, ambas da série Euphoria. Rue veste camisa azul sobreposta por um casaco preto e chapéu preto na cabeça. Jules usa chapéu bege e está com seu queixo posicionado no ombro direito de Rue, encarando a última com atenção. Ao fundo, uma paisagem verde desfocada. No retrato disposto do lado direito estão os personagens Jack e Ennis, ambos homens brancos. Eles vestem roupas similares às de Rue e Jules e estão na mesma posição de ambas, estando Jack representado pela primeira e Ennis pela última personagem. " width="696" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-28491" class="wp-caption-text">A cargo principal de <a href="https://news.artnet.com/art-world/euphoria-director-of-photography-marcell-rev-interview-2078090">Marcell Rév</a>, a estética da segunda safra homenagou artistas de Nan Goldin a Frida Kahlo, e recriou cenas de filmes como Titanic e <a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/">O Segredo de Brokeback Mountain</a> (Foto: HBO Max/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As menções honrosas ficam para a contextualização técnica da ficção, que figura em </span><a href="https://www.emmys.com/shows/euphoria"><span style="font-weight: 400;">nove categorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre se ofereceu pelos olhos, e a atmosfera que arquitetou seu princípio foi fatal para torná-la um </span><a href="https://www.businessoffashion.com/articles/marketing-pr/the-euphoria-effect/"><span style="font-weight: 400;">fenômeno estético</span></a><span style="font-weight: 400;"> pontilhado pelo trauma. Agora, demolindo as </span><a href="https://www.bitchmedia.org/article/glitter-tears-fashion-in-euphoria"><span style="font-weight: 400;">sobrecargas de </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que climatizavam o passado da narrativa, a segunda temporada se faz pela infiltração sóbria de violência e soturnidade. Descamada em jogos de luzes, ora sólidos, ora rápidos, a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CaatCqmlk9M/"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> engenhosamente expõe os embates e pensamentos pela brutalidade da própria existência, rendendo à série a participação na categoria Melhor Fotografia em Série de Câmera Única (Uma Hora). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crueza é estabelecida pelo enquadramento de câmeras analógicas, que captam os figurinos e as </span><a href="https://britishbeautycouncil.com/euphoria-outstanding-contemporary-makeup-winner/"><span style="font-weight: 400;">maquiagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; refletores do </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2022/02/euphoria-como-maquiagem-ajuda-contar-historia-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">estado mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cada personagem. Todos os tons obscurecem com os rumos da história, especialmente nos desdobramentos de Cassie, Jules, Lexi e Maddy. A </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2022/02/saiba-por-que-jovens-de-euphoria-ouvem-sinead-oconnor-tupac-e-selena.shtml"><span style="font-weight: 400;">musicalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é outro fator dimensionante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, atravessando temas </span><i><span style="font-weight: 400;">underground</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessos já assimilados pelo público e canções encomendadas para a série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uníssono anteriormente, no ano dois, Labrinth se divide com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sRvNx7eRRqg"><span style="font-weight: 400;">Dominic Fike</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mN0iGTAB8tU"><span style="font-weight: 400;">James Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZSS682kd6is"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5FNCukepaS8"><span style="font-weight: 400;">Tove Lo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no lançamento de catarses exclusivas. Invadindo ouvidos e corações, a visceralidade das notas está no luto de Rue, nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J1TLkbYHenU"><span style="font-weight: 400;">frustrações coreografadas de Cal e Cassie</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nas aversões mais memoráveis dos episódios. Nesse ritmo, a segunda temporada da produção concorre a Melhores Músicas e Letras Originais e Melhor Supervisão Musical, esta última pelo trabalho de Jen Malone e Adam Leber.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Euphoria - 2ª Temporada | Trailer Oficial | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dt-cA0u6Png?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestigiada pela </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2022/01/na-onda-de-euphoria-4-series-que-mostram-representatividade-lgbtqiap-de-verdade.html"><span style="font-weight: 400;">honestidade identitária</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus visuais e dramas iniciais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">escalou o </span><a href="https://www.polygon.com/22950817/euphoria-recaps-memes-social-media-internet-watch-party"><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> da fama</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão rapidamente que superestimou a si mesma. Como seus personagens que são espelhos, a trama também faz tudo o que a transtorna no interior da segunda temporada se sobressair em marcas visíveis. Subjugar suas riquezas ao </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/02/28/arts/television/euphoria-season-finale-sam-levinson.html"><span style="font-weight: 400;">monopólio criativo de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> custou rachaduras intensas, porque barbarizar demais e despreparado tem um preço. A superação positiva de tabus e nuances só existe se entendemos porquê e para onde vamos, e a insuficiência lógica pode até satisfazer ao mostrar onde perdemos nossa humanidade, mas não combina com um universo dedicado a examinar a miscelânea existencial que nos caracteriza como humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crescer na produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece uma revolução física e emocional, não apenas na ideologia, mas principalmente na ultrapassagem de negligências narrativas. Depois de </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1319211/os-comportamentos-autodestrutivos-em-euphoria"><span style="font-weight: 400;">autoafirmar</span></a><span style="font-weight: 400;"> seu potencial destrutivo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><span style="font-weight: 400;">radicalizar</span></a><span style="font-weight: 400;"> sua maior anti-heroína e </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><span style="font-weight: 400;">renovar as esperanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua personagem mais emblemática, a série parece ter perdido o dom da </span><a href="https://www.metropoles.com/bela-jornada/alquimia-o-que-significa-e-que-ensinamento-nos-traz-neste-novo-ano"><span style="font-weight: 400;">alquimia</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a habilidade de unir ciência, arte e magia para transformar o comum em ouro. Ainda que pouco da </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/a-opiniao-de-zendaya-sobre-a-glamurizacao-das-drogas-em-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;"> retratada seja ordinário ou factual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre soube abrir mão da pretensão, que agora a assola, para fascinar. E, assim como Rue toma o </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-queremos-respostas"><span style="font-weight: 400;">episódio final</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ficar sóbria inesperadamente, sua ficção merece uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-3a-temporada-tudo-sobre"><span style="font-weight: 400;">terceira leva</span></a><span style="font-weight: 400;"> surpreendentemente próspera e </span><a href="https://portalpopline.com.br/zendaya-dirigir-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">multifacetada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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		<title>O Radical de Euphoria e a Revolução de Rue</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 23:58:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra O termo que significa um estado transcendental de alegria é usado para nomear uma obra que existe no nível mais profundo das dores de uma juventude autodestrutiva para nos avisar sobre algo: desde seu início, aclamado e conturbado lá em 2019, Euphoria não quer saber de nada além do radical ao construir seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Radical de Euphoria e a Revolução de Rue"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_22433" aria-describedby="caption-attachment-22433" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22433 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a protagonista Rue sentada à mesa de uma lanchonete num bando estofado, de perfil, durante a noite. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos castanhos cacheados volumosos. Rue está sentada, de frente para a mesa, com os pés em cima do banco, segurando as pernas, e descansa a cabeça nas costas do banco, olhando para cima. Ela veste uma blusa de moletom vermelha escura e uma calça de moletom azul marinho. Atrás dela, do lado da mesa, existe uma grande janela de vidro, através da qual pode-se observar o estacionamento do estabelecimento. Na frente de Rue, está uma mesa com um copo de suco de laranja e um prato de panquecas. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Euphoria-1x00-1-1-1200-1200-675-675-crop-000000-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22433" class="wp-caption-text">Os episódios especiais de Euphoria encontraram seu lugar no Emmy 2021, e a Parte 1: Rue foi indicada na categoria de Melhor Fotografia para Série de Câmera Única (Uma Hora) [Foto: HBO]</figcaption></figure><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo que significa um estado transcendental de alegria é usado para nomear uma obra que existe no nível mais profundo das dores de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">juventude autodestrutiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para nos avisar sobre algo: desde seu início, </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/euphoria-da-hbo-polemica/"><span style="font-weight: 400;">aclamado e conturbado</span></a><span style="font-weight: 400;"> lá em 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer saber de nada além do radical ao construir seu caminho na companhia de jovens que lidam com muitas, muitas, mas muitas questões. A máxima se consolidou ao fim visceral daqueles 8 primeiros episódios que colocaram o drama adolescente da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> numa </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/sucesso-de-euphoria-mantem-hbo-relevante-no-atual-mundo-do-streaming"><span style="font-weight: 400;">evidência maior que qualquer nicho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ali, nossas protagonistas, responsáveis por engatilhar o desenrolar dos arcos da narrativa e toda sinceridade e todos problemas que os acompanham, se encontravam num lugar perfeito de completa ausência de resolução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade que o diretor e roteirista Sam Levinson criou ao fim do primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> só seria compreendida mais tarde, quando os ganchos de 2019 ameaçavam se perder no meio da </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,a-producao-de-tv-se-adaptou-a-pandemia-e-agora,70003699528"><span style="font-weight: 400;">fenda temporal aberta pela pandemia de covid-19</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, o criador correu para os transformar em dois episódios especiais, dedicados exclusivamente ao centro da história &#8211; </span><a href="https://www.vulture.com/article/zendaya-euphoria-special-christmas-episode-performance.html"><span style="font-weight: 400;">Rue (Zendaya)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2021-01-22/euphoria-hunter-schafer-jules-special-hbo-interview"><span style="font-weight: 400;">Jules (Hunter Schafer)</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, e quando <em>Part 1: Rue </em>foi ao ar em dezembro de 2020, o poder da narrativa se mostraria ainda maior. Sob o título de </span><a href="https://www.facebook.com/watch/?v=382733453174040"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aconteceu o primeiro contato da produção com o mundo depois de sua estreia, e também o primeiro encontro do apreciador da série com a profundidade emocional daquela que foi o fio narrativo de tudo o que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou.</span></p>
<p><span id="more-22432"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era, então, o momento de prestar atenção na </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ccxp-zendaya-e-sam-levinson-falam-sobre-episodio-especial-de-euphoria/"><span style="font-weight: 400;">individualidade de Rue</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes de seguir as tramas de uma história que se propõe a retratar </span><a href="https://www.hbobrasil.com/news/detail/euphoria-new-series"><span style="font-weight: 400;">a juventude de forma radical</span></a><span style="font-weight: 400;">. E quando encontramos a personagem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, topamos com uma sobrevivente do final tempestuoso do primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/">Abandonada por Jules</a>, enfurecida com todos, vulnerável como nunca e machucada como sempre, a personagem é vencida pelo seu vício em drogas e tem uma recaída. A única ajuda que a teimosia envergonhada de Rue aceita é a de </span><a href="https://www.esquire.com/entertainment/tv/a34851579/euphoria-christmas-special-explained-ali-actor-colman-domingo-interview/"><span style="font-weight: 400;">Ali (Colman Domingo)</span></a><span style="font-weight: 400;">, meio amigo e meio mentor, que estabelece uma conexão com ela no grupo de Narcóticos Anônimos. Dramático e radical o suficiente? Não para Sam Levinson, que finaliza a premissa do episódio com os dois solitários em plena véspera de Natal numa lanchonete qualquer da cidade.</span></p>
<figure id="attachment_22435" aria-describedby="caption-attachment-22435" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22435 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue-.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem é um close no rosto de Rue, que tem uma expressão triste, e olha para o lado direito, fora da imagem. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos castanhos cacheados e volumosos. Ela veste uma blusa de moletom vermelha escura e apoia as costas das mãos, cobertas pela manga da blusa, no queixo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue-.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1606770537_Euphoria-Rue--1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22435" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/">A segunda parte do Especial</a> é outra explosão de significados narrativos, explorando a perspectiva de Jules com participação da própria Hunter Schafer no roteiro </span></i>(Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro desencadeia uma longa e profunda conversa que toma os 60 minutos do episódio. Adentrando a profundidade psicológica de Rue, muitas questões surgem, e a sabedoria de Ali, que já vive longe do vício há sete anos, sabe identificar todas elas, sem se preocupar em solucioná-las. O foco ali é </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/12/4893477-episodios-especiais-de-euphoria-gravados-na-pandemia-revelam-outro-lado-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;">o desabafo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem, e a realização da oportunidade que ela precisava para revelar seus sentimentos complexos e delicados, depois do </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/destaque/entenda-o-que-aconteceu-com-rue-no-fim-da-1a-temporada-de-euphoria"><span style="font-weight: 400;">sufocante último episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> da primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse efeito é curioso, já que a história não escapa um segundo de sua </span><a href="https://www.purebreak.com.br/midia/-euphoria-e-narrada-do-ponto-de-vista-d-337906.html"><span style="font-weight: 400;">perspectiva</span></a><span style="font-weight: 400;">. Rue é a narradora absoluta &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">mas <a href="https://culturess.com/2020/12/09/euphoria-rue-jules-relationship/">não totalmente confiável</a></span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; de todos os eventos da série, e justamente por isso, é difícil adentrar sua intimidade debaixo de toda aquela </span><i><span style="font-weight: 400;">energia caótica</span></i><span style="font-weight: 400;">, como batiza o próprio Ali. Mas entre as digressões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, a personagem finalmente tem a permissão de viver intensamente suas oscilações emocionais, sentir o medo que ela esconde ter de si mesma, e tentar compreender sua relação com Jules, ao mesmo tempo em que revela mais de sua própria personalidade longe de tudo o que acompanha o núcleo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os méritos da Melhor Atriz em Drama do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2020 </span></i><span style="font-weight: 400;">na personagem que a fez </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/09/20/zendaya-ganha-emmy-como-melhor-atriz-de-serie-de-drama-por-euphoria.ghtml"><span style="font-weight: 400;">fazer história</span></a><span style="font-weight: 400;"> são sempre louváveis, mas o que se destaca aqui também é, mais uma vez, o trabalho de Sam Levinson. Encarando uma base em suas </span><a href="https://variety.com/2019/scene/news/euphoria-creator-sam-levinson-opens-up-drug-addiction-1203233881/"><span style="font-weight: 400;">experiências pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;">, o texto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> se preocupa de forma quase científica com os diálogos. Tão naturalmente prolixo e propositalmente direcionado, o roteiro do episódio faz Rue e Ali pensarem sobre a vida, sobre a morte, sobre o espiritual e sobre o mundano. E em algum momento da conversa, a situação da jovem diante do mundo toca no tópico indissociável porém ainda ausente na história radical de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">: revolução.</span></p>
<figure id="attachment_22437" aria-describedby="caption-attachment-22437" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22437 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem de Ali, de frente para Rue, conversando com ela. Ali é interpretado por Colman Domingo, um homem negro de cabelos raspados. Ele veste uma camisa verde acinzentada e uma touca preta na cabeça. A imagem o mostra de frente, levemente inclinada para a esquerda, enquanto ele faz uma pergunta à Rue, com expressão de dúvida. A imagem mostra somente o contorno cabeça de Rue, coberta pela touca do moletom vermelho, em desfoque, que está à frente dele. Ali está sentado num banco estofado e descansa as mãos uma sobre a outra na mesa de madeira, que contém um copo de suco de laranja e um prato de panquecas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/img2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22437" class="wp-caption-text">&#8220;Como você quer que sua mãe e irmã se lembrem de você?&#8221; &#8220;Como alguém que tentou muito ser o que não pode&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra surge na conversa quando o emocional de Rue mostra suas faces mais sombrias. Ela revela sentir-se culpada pela sua própria condição, pelo que trouxe à sua família &#8211; a mãe (Nika King) e a irmã mais nova Gia (Storm Reid) -, e pelos conflitos com Jules, fazendo nascer na adolescente um sentimento de</span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Series/noticia/2020/12/euphoria-sobriedade-e-vicios-de-rue-no-episodio-especial-da-serie.html"><span style="font-weight: 400;"> desistência e conformidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como alguém que já pensou sobre aqueles dilemas muitas vezes nos momentos difíceis do vício, Rue é sutilmente impaciente, mas também levemente desesperada por novas possibilidades, e ao mesmo tempo, amargamente desesperançosa. Diante da confusão sentimental de <em>Part 1: Rue</em>, Ali, muito provavelmente o maior revolucionário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, responde às constatações de Rue.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8211; As drogas mudam a pessoa que você é.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Mas eu não estava drogada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; As drogas mudam a pessoa que você é.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir daí então que o episódio mostra de vez quem realmente é Rue e qual é a sua real situação. Em meio aos sentimentos da jovem perante ao mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz isso através de Ali, que percebe a complexidade da situação e identifica os efeitos da chamada “doença do vício” na sua perspectiva de vida. Mas na </span><a href="https://www.hbo.com/euphoria/season-1/sam-levinson-finale-interview-zendaya-all-for-us"><span style="font-weight: 400;">história de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;">, não existem moralismos nem conclusões rasas. Ainda nas palavras de Ali, existe uma crítica direta ao </span><i><span style="font-weight: 400;">imediatismo das revoluções</span></i><span style="font-weight: 400;">, em meio às referências a Malcolm X e Martin Luther King que o mentor prega para a adolescente. <em>Part 1: Rue</em> aponta para a raiz do problema, e ainda que não exista uma solução, podemos imaginar uma transformação.</span></p>
<figure id="attachment_22438" aria-describedby="caption-attachment-22438" style="width: 1038px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22438 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b.jpg" alt="Cena de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem Jules de costas deitada numa cama. Jules, interpretada por Hunter Schafer, uma jovem branca loira de olhos azuis, está nua da cintura para cima e dorme virada para uma janela, que está aberta, mostrando a luz da manhã. A imagem é tomada por tons de azul." width="1038" height="562" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b.jpg 1038w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Es7vg0zXEAAFn7b-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22438" class="wp-caption-text">&#8220;Acho que transformei ela no problema, mas o problema não é ela. O problema sou eu.&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas antes de adentrar o espaço da </span><i><span style="font-weight: 400;">Revolução de Rue</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Episódio Especial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> imagina como as coisas teriam sido se o final daquela primeira temporada fosse diferente. E se Rue e Jules seguissem seu plano de fuga e construíssem uma nova vida juntas? A primeira cena responde, naquela identidade teatral magnífica, junto das cores quentes que se tomam o lugar dos tons frios à medida em que o amor de </span><a href="https://culturess.com/2021/02/03/euphoria-jules-rue-relationship/"><span style="font-weight: 400;">Rue por Jules</span></a><span style="font-weight: 400;"> preenche o ambiente. Mas não demora muito pro sonho se perder na realidade, e quando a paixão já se diluiu no ressentimento, na culpa, tristeza e dor, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qzqR8I35RDs"><span style="font-weight: 400;">o visual</span></a><span style="font-weight: 400;">, elemento tão fundamental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, materializa o temperamento da personagem principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente quando Rue volta ao uso de drogas que aquela essência etérea do romance e do sonho que ela vive com Jules se transforma num cenário obscuro, soturno, inóspito e repelente, mas curiosamente e fidedignamente, nunca incômodo. E então, num movimento rápido da câmera de Marcell Rév que colocou </span><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, estamos naquele momento que vai mudar muita coisa que ela pensa sobre si mesma, sobre o mundo e sobre os outros. E assim também é a <em>Revolução de Rue </em>em nós.</span></p>
<figure id="attachment_22439" aria-describedby="caption-attachment-22439" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22439 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/euphoria-episodio-especial-1606355091731_v2_1535x1920-e1629416645171.jpg" alt="Imagem do poster promocional de Part 1: Rue, o Episódio Especial de Euphoria. A imagem mostra a personagem Rue deitada numa com as mãos atrás da cabeça, sendo fotografada de cima e de frente. Rue é interpretada por Zendaya, uma jovem negra de cabelos cacheados volumosos, e veste uma blusa de moletom vermelha escura. A cama onde ela está deitada é vestida com um lençol roxo escuro." width="1000" height="829" /><figcaption id="caption-attachment-22439" class="wp-caption-text">&#8220;É imprescindível que você acredite em algo maior do que você mesma (&#8230;) porque tudo na sua vida vai deixar você na mão, inclusive você mesma.&#8221; (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sozinha e despedaçada, Rue ainda pulsa o desejo latente de ver as coisas sendo diferentes. Ela tenta descobrir o que fazer com isso, enquanto sente a dor dos que sabem que o mundo é um lugar terrível e percebem que todos parecem aceitar isso bem demais. Rue não quer ser parte disso. Rue não quer sequer presenciar isso. Então, a obra, que já revolucionou com </span><a href="https://www.vulture.com/2019/08/euphoria-sam-levinson-filmmaking-influences.html"><span style="font-weight: 400;">a sinceridade, intensidade e profundidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com que trata seus temas, usa </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue </span></i><span style="font-weight: 400;">para revolucionar sua protagonista do jeito que pode. No caos emocional de Rue, existe um conselho ousado: </span><i><span style="font-weight: 400;">Problemas não duram para sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a mensagem central da voz agridoce de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> naqueles 60 minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio deles, a protagonista da trama desabafa sobre sua vontade de apenas desistir e o desconforto que sente vivendo no mundo que vive. Ali vai desejar um feliz Natal para as filhas pelo telefone, enquanto Rue lê uma mensagem de Jules, que diz que sente saudades junto de uma música. A canção que marca o Episódio Especial de uma produção que leva cada aspecto tão a sério não poderia ficar de fora dos sentidos criados dentro dele</span><span style="font-weight: 400;">. E ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6VFoh5AbpBM"><i><span style="font-weight: 400;">Me In 20 Years</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a radicalidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">aponta que a maior transformação de Rue é encontrar uma forma viver.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/">O Radical de Euphoria e a Revolução de Rue</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Na Parte 2 do Especial, Euphoria transforma a culpa de Jules em combustível fóssil</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 18:46:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Jules é a personagem mais interessante de Euphoria. São muitos os fatores que confirmam essa máxima, e o principal deles recai no carisma de Hunter Schafer, a jovem modelo que debutou atuando na série da HBO. Podendo ser facilmente ofuscada pelo estrelato e pelo nome de Zendaya, ela construiu sua adolescente fragilizada pelas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Na Parte 2 do Especial, Euphoria transforma a culpa de Jules em combustível fóssil"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17975" aria-describedby="caption-attachment-17975" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17975 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está sentada na cama com as pernas em posição de índio. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos. Ela os tem preso num coque, e usa uma camiseta verde com detalhes azuis que formam uma rua na estampa. Ela veste shorts curtos e claros, e tem as mãos em cima dos pés. Ao fundo, vemos um abajur branco, um travesseiro branco e a janela do quarto, está de noite." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17975" class="wp-caption-text">O episódio especial de Euphoria, Part 2: Jules, recebeu o título oficial de Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob, nome inspirado num poema escrito por Hunter Schafer (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jules é a personagem mais interessante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. São muitos os fatores que confirmam essa máxima, e o principal deles recai no </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/hunter-schafer-de-euphoria-e-as-curiosidades-sobre-a-atriz-que-interpreta-jules/90631"><span style="font-weight: 400;">carisma de Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem modelo que debutou atuando na série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Podendo ser facilmente ofuscada pelo estrelato e pelo nome de Zendaya, ela construiu sua adolescente fragilizada pelas beiradas, sempre mostrada pelos olhos de Rue. Tanto é que, quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">transmitiu seu final de temporada, Jules saiu como a vilã da coisa toda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num mundo ideal sem a pandemia e os </span><a href="https://espalhafactos.com/2020/09/23/euphoria-gravacoes-da-nova-temporada-so-arrancam-em-2021-mas-havera-um-episodio-especial/"><span style="font-weight: 400;">atrasos de gravação</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ano dois da narrativa</span> <span style="font-weight: 400;">lidaria com o pepino de prosseguir sua estreia fenomenal. Para isso, além da escrita e direção precisas de Sam Levinson, a série precisaria sair do comum e cortar sua trama na carne. Para sentirmos a ausência de Jules como Rue a sente, a produção deveria tirar Hunter de vista. O que não aconteceu, é claro que estamos longe de viver num mundo ideal. </span></p>
<p><span id="more-17974"></span></p>
<figure id="attachment_17976" aria-describedby="caption-attachment-17976" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17976 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-1024x858.jpg" alt="Arte do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Vemos a página inicial do roteiro do episódio. No topo, está escrito euphoria, em letras minúsculas e as letras tem rabiscos por cima. A letra p tem um olho desenhado dentro, a letra h foi contornada como a cabeça de um pênis, com semên jorrando da parte de cima, e a letra o teve uma vagina e pelos pubianos desenhados dentro. Abaixo, vemos um quadro menor, com uma pulseira de contas, com cada conta sendo uma letra da palavra Euphoria. Todas as letras são pretas num cubo branco, com exceção do R, que é branco num cubo rosa. Abaixo, está escrito o nome do episódio, Part 2: Jules e abaixo Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob. Depois Written by Sam Levinson &amp; Hunter Schafer e Directed By: Sam Levinson. Abaixo, a imagem corta no início do roteiro, e as últimas palavras que vemos são Revised Script Starring. Ao lado do quadro, à esquerda, está um desenho de placa de banheiro com o homem e a mulher e um dedo do meio em direção à placa. À direita está o desenho de uma mulher. Por cima da arte, está uma pulseira, que tampa algumas palavras e se estende do começo ao fim da página em formato de S." width="840" height="704" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-1024x858.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-300x251.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3-768x644.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17976" class="wp-caption-text">Arte de divulgação do episódio, com os créditos de Hunter Schafer no roteiro, ao lado do criador e diretor Sam Levinson (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo estreado no meio pro fim de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/euphoria-polemica-serie-da-hbo-encerra-primeira-temporada"><span style="font-weight: 400;">se manter na boca do povo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção da segunda temporada tinha data marcada para março do ano seguinte, mas o coronavírus estourou uma semana antes, acabando com quaisquer planos de capítulos inéditos no futuro próximo. Meses adentro da pandemia, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/09/4876793-conheca-a-trajetoria-de-zendaya-a-atriz-mais-jovem-a-ganhar-o-emmy.html#:~:text=Aos%2024%20anos%2C%20a%20atriz,papel%20em%20'Euphoria'%20da%20HBO&amp;text=O%20pr%C3%AAmio%20recebido%20pela%20atriz,na%20s%C3%A9rie%20Euphoria%2C%20da%20HBO."><span style="font-weight: 400;">Zendaya ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Atriz em Drama, dando mais fôlego para o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, Levinson anunciou que lançaria </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/205522-euphoria-hbo-dois-episodios-especiais-serie.htm"><span style="font-weight: 400;">dois episódios especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de fim de ano, esses que funcionariam como uma ponte entre os anos 1 e 2. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim nasceu a melhor solução para, como dito acima, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">sair do padrão comum e sangrar na carne, como já havia se acostumado na estreia. Solução essa na forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">, opostos complementares e irmãos de alma, episódios inventivos, refrescantes, aterradores e bem bolados. Filmados na pandemia, provando que o essencial para uma história ser contada é ela </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/euphoria-episodio-especial-trailer"><span style="font-weight: 400;">ser realmente boa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Técnicas de escrita e filmagem foram usadas para driblar as limitações do isolamento, e Sam Levinson dirigiu dois domos artísticos que não poderiam ser mais distintos um do outro e, ao mesmo tempo, cruelmente similares.</span></p>
<figure id="attachment_17977" aria-describedby="caption-attachment-17977" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17977 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está com um olhar penetrante para sua psicóloga. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos, a raiz do cabelo é preta e ela não usa maquiagem. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17977" class="wp-caption-text">“Para mim, ser trans é espiritual. Sabe, não é religioso. Não é para alguma congregação. É para mim. É meu. Pertence a mim” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156703/"><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, focado inteiramente na figura de Rue, surpreendeu pela clausura da dependência e da solidão. Os vícios da personagem foram estudados com lupa e microscópio numa lanchonete em pleno dia de Natal. Zendaya foi fundo na hora de canalizar a depressão de sua protagonista, atestando o talento que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/com-serie-hit-euphoria-zendaya-faz-historia-no-emmy/"><span style="font-weight: 400;">fez história</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">da TV, se tornando a mulher mais jovem a vencer a estatueta e apenas a segunda atriz negra a bater tal feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de um mês depois do balde de água fria sentimental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156757/"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas esse não se trata somente de uma ‘resposta’ à aventura de Rue, ou apenas um cumpre cota enquanto a pandemia continua </span><a href="https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/01/24/eua-superam-25-milhoes-de-casos-de-covid-19-apontam-dados-da-johns-hopkins.ghtml"><span style="font-weight: 400;">degradando os Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Coescrito pela própria Hunter Schafer, o capítulo natalino de Jules é um exorcismo da primeira temporada e do julgamento com que a personagem arcava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo começou com Hunter dirigindo pelo país, exausta mental e fisicamente do isolamento social. Ela cogitou se internar numa clínica psiquiátrica, até que Sam Levinson sugeriu que eles escrevessem um roteiro de <em>Euphoria</em> no lugar. Ela aceitou sorrindo, como contou numa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=prgQxL5wHyE"><span style="font-weight: 400;">entrevista à Jimmy Fallon</span></a><span style="font-weight: 400;">, dias antes da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">exibir </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na mesma conversa, Schafer </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/01/euphoria-precisa-agradecer-shonda-rhimes-de-greys-anatomy"><span style="font-weight: 400;">agradeceu à Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ajudaram-na no processo de escrita.</span></p>
<figure id="attachment_17978" aria-describedby="caption-attachment-17978" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17978 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.jpeg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules e Rue estão deitadas no pé da cama, sorrindo e olhando diretamente para a câmera. Jules é uma adolescente de pele clara e cabelos loiros quase brancos, ela não usa maquiagem. Rue é uma adolescente negra de pele clara e cabelos castanhos presos num coque, ela sorri com a mão no queixo. Ao fundo, vemos uma parede de tijolos verde musgo e cabeceira branca da cama. As duas meninas estão de roupas claras e o edredom da cama é branco também. Desfocados e à frente delas, vemos um copo com várias canetas, uma caneca com canudo e uma porção de cadernos. O quarto está uma zona. " width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17978" class="wp-caption-text">“Se eu não fosse importante, então por que você gastaria todo seu veneno?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do capítulo vem de um </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/segundo-especial-de-euphoria-sera-escrito-por-hunter-schafer-e-estreia-em-janeiro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">poema</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a atriz escreveu na adolescência, e toda a pegada da trama ressoa tons poéticos e latentes de uma alma desacordada e, ao mesmo tempo, enérgica. Jules está na terapia, é sua primeira consulta e ela hesita em se abrir com a mulher do outro lado da sala. Quando perguntada sobre o que a levou àquela posição, a câmera se desloca para filmar o reflexo nos olhos claros de Jules.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos então, finalmente, o seu lado da história, mas com o toque </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. A cena </span><a href="https://portalpopline.com.br/liability-de-lorde-toca-em-episodio-de-euphoria-e-entra-para-os-trend-topics-emocoes-logo-de-cara/"><span style="font-weight: 400;">bota Lorde pra tocar</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sua sombria </span><i><span style="font-weight: 400;">Liability </span></i><span style="font-weight: 400;">é que conduz os eventos do ano de estreia da série. A música é cantada na íntegra, cores nascem e morrem na íris da garota, Jules não abre a boca para falar um &#8216;a&#8217; e mesmo assim entendemos tudo. Ela se considera um fardo, como a letra da </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><span style="font-weight: 400;">neozelandesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> martela, ela se vê quebrada, remendada, atropelada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, sem prometer nada, a série desata a nos justificar os comportamentos de Jules. Hunter Schafer se apossa dos </span><i><span style="font-weight: 400;">close-ups</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela abraça a vulnerabilidade reprimida de todas as deixas que </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/criador-de-euphoria-revela-o-que-podemos-esperar-do-2o-episodio-especial/"><span style="font-weight: 400;">roteirizou junto de Sam Levinson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 1: Rue</span></i><span style="font-weight: 400;"> certificava o talento digno do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Zendaya, </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca Schafer no mapa, e ela veio para ficar. A personagem chora, grita, assente e consente com os temores que a pressionam cada vez mais para baixo. Ela só gostaria de ser o mar, esse é seu maior sonho, por mais distante que esteja.</span></p>
<figure id="attachment_17979" aria-describedby="caption-attachment-17979" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17979 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. A cena filma a janela da casa de Jules e o vidro está embaçado e desfocado por conta da chuva. Vemos apenas o contornos da garota, sua pele clara, cabelos brancos e blusa verde. Ela está deitada na cama, chorando e olhando para o teto. " width="1200" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5-1-768x422.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17979" class="wp-caption-text">“Ela é tão difícil de agradar, mas ela é uma fogueira na floresta” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo que transformou Jules num ícone instantâneo, fora as tendência de guarda-roupa e </span><a href="https://www.beauty4share.com.br/tudo-sobre-as-maquiagens-da-serie-euphoria-se-inspire/"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi sua posição de personagens trans que não tinha um arco narrativo modelado em volta de sexualidade, aceitação ou incertezas. A questão de seu gênero ou preferência sexual quase não é verbalizada na série, o que chama atenção no </span><a href="http://mediabox.observatoriodoaudiovisual.com.br/2019/10/euphoria-efeitos-performaticos-de.html"><span style="font-weight: 400;">aspecto narrativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também no plano maior, reafirmando que é muito possível </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">retratar minorias na TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem prendê-las em labirintos limitadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">despojada de Jules se reflete piamente no ritmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not a Sea Blob</span></i><span style="font-weight: 400;">, bloqueando a monotonia de ambientes únicos e da câmera transitando sem vigor. Assistimos </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">da primeira temporada sobre sua perspectiva, conhecemos momentos de seu passado antes de transicionar, suas questões com a mãe viciada e com o pai desesperado em remendar os buracos da família. Mas o melhor de tudo fica à cargo das </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-euphoria-hunter-schafer-a-jules-fala-sobre-a-importancia-de-retratar-a-vida-de-transsexuais/87718"><span style="font-weight: 400;">fantasias de Jules</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua imaginação é a responsável por construir as sequências mais ferozes do capítulo, a fantasia do homem da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, as cenas de intimidade e de prazer. A </span><a href="https://www.refinery29.com/en-us/2021/01/10275634/jules-tyler-sex-scene-euphoria-episode-rue"><span style="font-weight: 400;">escalação de Jayden Marcos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ator de filmes pornográficos, apenas evidencia o caráter disruptivo da série de Sam Levinson, sempre interessada em trazer o bruto e o carnal para os holofotes, denunciando temas tabus no percurso. Ao lado das partes românticas e sexuais, as fantasias irreais de um futuro não tão próximo ao lado de Rue colocam Jules em uma posição melindrosa, de cautela e culpa.</span></p>
<figure id="attachment_17980" aria-describedby="caption-attachment-17980" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17980 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1.jpg" alt="Cena do episódio Part 2: Jules de Euphoria. Jules está deitada na areia da praia e o mar a acolhe, molhando todo seu corpo. Seus cabelos loiros brancos estão soltos e ela olha pra cima. As ondas quebram e o céu é azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17980" class="wp-caption-text">“Eu quero ser tão bonita quanto o oceano, porque o oceano é forte pra porra, e feminino pra porra. E, tipo, é isso que faz o oceano ser o oceano” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A culpa, de fato, é o motor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fossilizando os medos, traumas, remorsos e atitudes da menina, ela própria se ataca involuntariamente. Algo diagnosticado logo de cara pela Dra. Mandy Weedman, papel de Lauren Weedman, que entrega todas as deixas para Schafer brilhar. O momento em que Jules admite querer parar com os hormônios e com os bloqueadores é equivalente à personagem se despir frente às câmeras. Ela não fica literalmente pelada (como faz alguns minutos depois no capítulo), mas admite que, para seguir em frente, ela precisa deixar parte da bagagem de pesar pelo caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tratando do </span><i><span style="font-weight: 400;">flamboyant </span></i><span style="font-weight: 400;">de Jules, todos os aspectos construtivos do episódio despejam esse caminho para quem assiste. Os figurinos de cores lavadas são sinônimo de sobriedade e vulnerabilidade, ela não usa maquiagem e tem nos olhos uma tristeza transmissível. A câmera opera em respiros chorosos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s1P5czi0H_g"><span style="font-weight: 400;">vemos o mar de longe</span></a><span style="font-weight: 400;">, vemos seus cabelos molhados, vemos-na deitada no meio de uma bagunça do quarto, vemos-na sentada com as pernas abertas. Pela primeira vez, entramos em contato com a Jules de verdade, sem camadas falsas, interpretações de mentira ou olhares moldados pelos homens. Apenas a Jules.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora é a vacina para o mal que assola a personagem e, se não a curar de fato, é o momento perfeito para criar seus anticorpos. Abrindo com o mais indefeso que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=86s_1hpX4Yc"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> ousou ser, somos transportados pelo vácuo sentimental de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TsWkuWWXgc"><i><span style="font-weight: 400;">Lo Vas A Olvidar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria inédita de Billie Eilish e ROSALÍA, encomendada para o Especial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. A composição é mestra em encontrar um intervalo entre pensamentos, com a voz das artistas se abraçando no exílio da felicidade. Perto do clímax,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Part 2: Jules</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda dá voz à </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/02/20/arca-musica-nova-62-minutos/#:~:text=A%20produtora%2C%20cantora%20e%20compositora,goste%20de%20testar%20coisas%20novas."><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua recém saída do forno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCDd03VO-9c"><i><span style="font-weight: 400;">Madre Acapella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma graúda ópera moderna.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish, ROSALÍA - Lo Vas A Olvidar (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8TsWkuWWXgc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria </span></i><span style="font-weight: 400;">está subindo pelas paredes, aguardando o momento seguro de voltar à grade de domingo à noite na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os episódios especiais mostraram ser tira gostos essenciais e muito bem cozinhados, mas ainda recheados de propósito. Se tratando de Sam Levinson, Zendaya e Hunter Schafer, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/01/4899147-filme-de-sam-levinson-com-zendaya-estreia-em-fevereiro-na-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">nada é por acaso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Acompanhar o desenrolar de nós narrativos da primeira temporada serem corrigidos e desatados nos capítulos extras apenas atiça a curiosidade para o que está guardado para o futuro. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Trouble Don’t Last Always</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who’s Not A Sea Blob</span></i><span style="font-weight: 400;">, acima de tudo, nos deram saudades do elenco de apoio que faz a série alcançar, semana após semana, seu máximo potencial. O atrevimento de Maddy (Alexa Demie), a fúria moral de Kat (Barbie Ferreira), os olhares complacentes de Lexi (Maude Apatow) e, Deus me perdoe, fez sentir falta até dos dramas, ataques e birras do rato do Nate (Jacob Elordi). Para os próximos meses, nos resta assistir às sessões de terapia que a série escreveu no Especial, enquanto lidamos com nossos próprios demônios, sejam eles palpáveis, como o vício de Rue, ou etéreos, como a resistência de Jules. Qualquer que seja o diagnóstico, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> estamos bem acompanhados</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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