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	<title>Arquivos Hugh Grant &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 13:57:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Nascimento Após nove anos de O Bebê de Bridget Jones (2016), a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (Hugh Grant), dois jovens apaixonados e uma indicação de Melhor Filme para Televisão na 77ª edição do Emmy Awards. Baseado no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_35709" aria-describedby="caption-attachment-35709" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-35709" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-4.png" alt=": A esquerda Bridget Jones, uma mulher branca, está vestida com uma blusa branca e uma jaqueta jeans olhando para frente e rindo. Ao seu lado, Roxster, um homem branco, está molhado com uma camiseta branca com a mesma expressão de Jones. Eles estão na frente de uma piscina em um dia ensolarado." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-35709" class="wp-caption-text">Renée Zellweger foi indicada a Melhor Atriz no Oscar de 2001 com o papel de Bridget Jones (Foto: Alex Bailey/Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após nove anos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZQtx7CE47oY"><i><span style="font-weight: 400;">O Bebê de Bridget Jones</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016)</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (</span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Hugh Grant</span></a><span style="font-weight: 400;">), dois jovens apaixonados e uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/emmy-2025-veja-a-lista-completa-de-indicados/"><span style="font-weight: 400;">indicação de Melhor Filme para Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;"> na 77ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Baseado no quarto livro da autora Helen Fielding de 2013, Bridget Jones: Louca pelo Garoto, retrata a jornada da volta da protagonista à sociedade após a morte traumática de seu marido, Mark Darcy (Colin Firth). </span><span id="more-35707"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do filme, vemos a loira 100% dedicada a criação de seus filhos, sem tempo para trabalho e romances, mas depois de uma conversa com seus antigos amigos, uma chave vira em sua cabeça e ela resolve voltar ao seu trabalho de produtora e conhecer esse novo mundo dos encontros. Nesse meio tempo, em um cliché bem recorrente na saga, a britânica se vê em uma situação embaraçosa no parque e conhece um jovem charmoso. Roxster (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-DVUjKQ4mY"><span style="font-weight: 400;">Leo Woodall</span></a><span style="font-weight: 400;">), um estudante de bioquímica, após conhecer a Sra. Jones fica encantado e eles começam a conversar por mensagem. Esse mundo deixa a personagem insegura com a sua idade e com a nova forma de flerte, porém esse sentimento desaparece quando eles têm o primeiro encontro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance acende uma nova chama em Bridget, que está mais determinada no trabalho e em sua vida amorosa, porém acaba passando por uma decepção com o seu ‘namorado’, mesmo frustrada, Jones continua empolgada em sua nova jornada e parte para sua próxima aventura. Por conta das crianças e de uma excursão escolar, ela se aproxima do mal-humorado, professor de ciências, Sr. Wallaker (Chiwetel Ejiofor), que é extremamente cuidadoso e atencioso com os filhos dela. Ao final do filme, a conexão entre eles aumentam e temos uma cena bem semelhante ao</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xjlKnDWZYzc"><i><span style="font-weight: 400;">No Limite da Razão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2001.</span></p>
<figure id="attachment_35708" aria-describedby="caption-attachment-35708" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35708" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-4.png" alt="Na cena vemos Bridget Jones, uma mulher branca e o professor Wallaker, um homem negro, se olhando com carinho e sorrindo, sentados no banco de tronco de árvore a frente de uma fogueira. Eles estão em uma floresta à noite." width="690" height="460" /><figcaption id="caption-attachment-35708" class="wp-caption-text">Em entrevista, a escritora Helen Fielding contou que escreveu o roteiro de Bridget Jones: Mad About The Boy, durante as gravações do terceiro filme da saga (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bridget Jones: Mad About the Boy </span></i><span style="font-weight: 400;">traz de volta os elementos e personagens clássicos dos longas anteriores, mas de forma mais contida e leve. A personagem principal continua sendo aquela mulher real, doce e divertida que conhecemos há 24 anos, o cativante Daniel Cleaver ainda é charmoso e rouba a cena e o romance segue sendo encantador e emocionante. Além da presença desses aspectos tradicionais, a </span><a href="https://www.timeout.com/news/bridget-jones-mad-about-the-boy-soundtrack-the-full-tracklist-for-the-renee-zellweger-romcom-020725"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> traz uma sequência de músicas perfeitas com </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">de Nina Simone, Robbie Williams e David Bowie. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, durante as duas horas do longa, há o questionamento: “será que a quarta sequência era tão necessária assim?”. Desde o começo da história a protagonista passa por situações modernas que muitas mulheres se veem e, mesmo sendo uma adaptação fiel do quarto livro de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/03543/helen-fielding?srsltid=AfmBOopFS77mm5wuP7eLVSeDXYGT-tbUdUYltEkz-0GPF_NOkgVSV7eD"><span style="font-weight: 400;">Helen Fielding</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece se encaminhar para mais um drama clichê, ainda assim, a parceria entre a roteirista e direção funciona tão bem que depois de assistir, o telespectador perdoa a morte de Sr. Darcy e essa nova trama, pelo resultado final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção foi indicada a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor filme de televisão, </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">EMMY</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2025, e o nome faz jus ao sentimento que o filme traz. Aquela produção feita para assistir na TV no sábado a noite, simples, sem muita maluquice, cheia de clichês e momentos previsíveis, mas feito com muito amor. Bridget Jones: Louca pelo Garoto, nos faz sentir saudade daquelas </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/g62473223/best-2000s-rom-coms/"><span style="font-weight: 400;">comédias românticas dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não vemos mais nos cinemas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="BRIDGET JONES: LOUCA PELO GAROTO  | Trailer Oficial (Universal Studios) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/job5JGQaYgY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A pura imaginação de Wonka</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 19:31:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique O chocolate, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos deuses, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/wonka-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A pura imaginação de Wonka"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34929" aria-describedby="caption-attachment-34929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol acinzentado e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos dançarinas, com vestidos longos e saltos com ponta. Seus rostos estão cobertos com alguns guarda-chuvas, com a palavra “wonka” escrito nelas. Eles estão ao ar livre e o chão é decorado em várias tonalidades de roxo. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34929" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)<br /></figcaption></figure>
<p><strong>Ludmila Henrique</strong></p>
<p><span style="font-weight:400;">O </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.magnumicecream.com/pt/artigos/food/a-historia-do-chocolate.html">chocolate</a></span><span style="font-weight:400;">, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12086/quetzalcoatl/">deuses</a></span><span style="font-weight:400;">, usufruindo de seus grãos como moeda de troca e também como uma bebida afrodisíaca. No entanto, os componentes ganham uma característica familiar após sua vinda à Europa, onde foi adocicado com açúcar e mel, garantindo um sabor mais aprazível. Em </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka</i></span><span style="font-weight:400;">, longa dirigido por Paul King, somos apresentados à fantasia de um ‘chocolateiro’, que deseja mudar o mundo com um pedaço de cada vez. </span></p>
<p><span id="more-34926"></span><br />
<span style="font-weight:400;">Com uma cartola cheia de sonhos, Willy Wonka (Timothée Chalamet) tinha um objetivo em mente. Após divagar os sete mares em busca dos melhores especiarias para suas guloseimas, o jovem finalmente desembarca no centro da Galeria Gourmet, uma esfera gastronômica de suma importância na composição de novos</span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NWuLD0kD-wE"> doces</a></span><span style="font-weight:400;">. Seguindo os anseios de sua amada mãe, o plano era simples: Chamar a atenção dos fregueses, conquistar seu apreço pelo paladar e obter dinheiro para abrir a sua própria confeitaria. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Entretanto, como o mundo é assinado pelo poder dos mais fortes, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg">Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> percebe da pior maneira que nem sempre as coisas acontecem do jeito em que planejamos. O famigerado cartel do chocolate dispõe de uma única regra: a proibição da venda de doces sem ter um estabelecimento. Consequentemente, também é impossível conseguir uma loja sem dinheiro. Impedido pelo sistema e endividado em menos de um dia, o confeiteiro procura estratégias inventivas para se esquivar da situação na qual se encontrou. </span></p>
<figure id="attachment_34928" aria-describedby="caption-attachment-34928" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg" alt=" Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda, temos o personagem Prodnose (Matt Lucas), um homem branco, de cabelo loiro curto e usando óculos redondos. Ele está vestindo um terno amarelo xadrez. Ao seu lado está Slugworth (Paterson Joseph), um homem negro, de cabelo preto penteado com gel. Ele está vestindo um terno azul escuro listrado. Por fim, temos Fickelgruber (Mathew Baynton), um homem branco, de cabelo castanho escuro. Eles estão olhando um pedaço de chocolate oferecido pelo Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um casaco na cor vinho e uma cartola marrom. Ao fundo temos outras pessoas com características diferentes, que estão paradas olhando a cena. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34928" class="wp-caption-text">Dirigido e roteirizado pelo mesmo criador de As Aventuras de Paddington (2014) (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Roteirizado por Paul King e Simon Farnaby, que desempenha uma pequena e ilustre aparição em meio às cenas de comédias, a trama antecede os eventos das películas anteriores, sendo idealizado como um </span><span style="font-weight:400;"><i>prequel</i></span><span style="font-weight:400;"> de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/willy-wonka-the-chocolate-factory/"><i>A Fantástica Fábrica de Chocolate</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1971), de Mel Stuart e Roald Dahl. O longa-metragem antecipa, em trinta anos, a busca pelo bilhete dourado escondido na barra de chocolate, um clássico marcante e querido no cenário </span><span style="font-weight:400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight:400;"> que, de vez ou outra, ainda é referenciado em séries e filmes. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Inspirado no passado da obra setentista, o enredo regressa para a década de 1940, Era de Ouro dos musicais no Cinema. Homenageando esse panorama, King capta em tela a essência dos filmes de Frank Capra, como </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/journal/obsessively-rewatched-films-at-christmas/"><i>It’s a Wonderful Life</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1946), pelo senso natalino, e</span><span style="font-weight:400;"><i> Mr. Smith Goes To Washington</i></span><span style="font-weight:400;"> (1939), pelo sentido de comunidade; o que uma boa alma pode fazer em um sistema marcado pela corrupção. Além disso, o cineasta também desempenha um tributo ao ator Fred Astaire em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n7R61gtSZw"><i>Royal Wedding</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1951), durante um espetáculo de atuação realizado por Calah Lane no terraço de um edifício. </span></p>
<figure id="attachment_34930" aria-describedby="caption-attachment-34930" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image4-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates. " width="736" height="414"><figcaption id="caption-attachment-34930" class="wp-caption-text">O longa-metragem alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">O novo musical inclui canções originais de Neil Hannon e Joby Talbot, que narram a jornada do protagonista em ritmos alegres e dançantes, transportando felicidade à audiência, mesmo que as letras não sejam tão felizes assim, como em </span><span style="font-weight:400;"><i>Scrub Scrub</i></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><i>Sorry, Noodle</i></span><span style="font-weight:400;">. Contudo, apesar das composições serem de fácil memorização, nenhuma delas carrega o impacto e a emoção de</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SVi3-PrQ0pY"><i>Pure Imagination</i></a></span><span style="font-weight:400;">, trilha original do longa de 1971, vocalizado por Gene Wilder em sua interpretação do ‘chocolateiro’ e que ganhou uma nova roupagem performada por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KW6a_i9w0vM">Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Conversando com a </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO">musicalidade</a></span><span style="font-weight:400;"> divertida do filme, a Fotografia de Chung-hoon Chung permeia o fantástico. Os cenários extravagantes remetem a uma Europa mágica, onde existe uma explosão de idiomas e uma arquitetura clássica, mas também inventiva, um lugar que saiu dos livros infantis e ganhou vida. O jogo de câmera do diretor acompanha cada detalhe em cena, não deixando nada escapar. Uma união entre cores intensas com tonalidades</span><span style="font-weight:400;"> mais escuras, que representam o sonho e a descrença do próprio Wonka. </span></p>
<figure id="attachment_34931" aria-describedby="caption-attachment-34931" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda temos a Lottie Bell (Rakhee Thakrar), uma mulher branca, de cabelo liso castanho. Ela está vestindo um vestido azul e um colete xadrez preto. Ao seu lado está Larry Risadinha (Rich Fulcher), um homem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele está vestindo uma camiseta listrada de botão, com as cores rosa, branca e marrom. Ao seu lado está Piper Benz (Natasha Rothwell), uma mulher negra, de cabelo ondulado castanho. Ela está vestindo uma camiseta xadrez, vermelha e cinza, um colete listrado cinzento e uma saia jeans. Por fim, temos Abacus Crunch (Jim Carter), um idoso branco, com cabelos grisalhos. Ele está vestindo uma camiseta branca, um casaco cinzento, uma gravata listrada e um tecido branco amarrado na cintura. Eles estão dentro de um galpão escuro, com algumas janelas por onde a luz passa. " width="1600" height="661" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1024x423.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-768x317.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1536x635.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1200x496.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34931" class="wp-caption-text">Wonka já está disponível no catálogo da nova plataforma Max (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Transitando entre o drama, o romance e a ficção científica em menos de cinco anos, </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka </i></span><span style="font-weight:400;">transfere um espírito de alegria distante de outras obras interpretadas por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Nv473zQ06A">Timothée Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. Se solidificando no cenário cinematográfico, o ator inova em cada papel designado a ele, apresentando uma entrega excelente e se tornando, nos últimos anos, um dos grandes nomes da nova geração de atores. Arriscando no canto e na dança, Chalamet abraça uma nova versão de um personagem peculiar e instigante. </span><br />
<span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wYmtRhKvmVE">Willy Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> é um sonhador, uma personalidade movida pelo seu sonho, sem medo de entregar tudo e mais um pouco de si mesmo para conquistar o que deseja. Guarda consigo uma inocência inabalável, capaz de acreditar na palavra do próximo sem se questionar. Consequentemente, por causa da última característica, Wonka é facilmente enganado por outras pessoas, que o colocam em várias enrascadas difíceis de sair. Mas, por outro lado, sua pessoalidade também é imensamente acolhedora e criativa, conquistando companheiros de luta e também novos amigos. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Somando o enredo, Olivia Colman está impecável como a Mrs. Scrubbit, uma hoteleira charlatona que faz tudo pelo dinheiro. Colman presenteia o público com aquela vilania cômica e nostálgica da década de 1990, como a impiedosa diretora Agatha Trunchbull do filme </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOQeU_6vbeg"><i>Matilda</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1996). Em contrapartida, Hugh Grant incorpora um </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V5P7q4WJAzg">Oompa Loompa</a></span><span style="font-weight:400;"> ‘engomadinho’ e honesto com seus deveres, dialogando diretamente com a figura do próprio ator que, embora tenha odiado a caracterização final de seu personagem, apresentou uma entrega formidável.</span></p>
<figure id="attachment_34927" aria-describedby="caption-attachment-34927" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol amarelo e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos a construção de uma fábrica de tijolos, canos de cores diversificadas e tubos coloridos. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34927" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/wonka/"><i>Wonka</i></a></span><span style="font-weight:400;"> é doçura transformada em Cinema. Uma história que envolve magia para lidar com emoções humanas. Sentimento capaz de atravessar gerações e comover todas as idades. Uma promessa de um filho para a sua mãe. Um lembrete de que todas as coisas boas se iniciam com um sonho e que a melhor maneira de conquistá-lo é partilhando deste sonho com outras pessoas, como um pacote de baladas, um bilhete dourado ou uma barra de chocolate. </span></p>
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		<title>25 anos depois, nós ainda visitamos Um Lugar Chamado Notting Hill</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 17:00:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Freire O que você faria se uma estrela de Hollywood entrasse em sua vida enquanto estivesse cumprindo sua simples rotina? Você se exaltaria ou agiria normalmente e até tentaria fazer uma brincadeira casual, sabendo que provavelmente nunca mais se encontrariam? Quando William Thacker (Hugh Grant), dono de uma pequena livraria em Londres, olha através &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "25 anos depois, nós ainda visitamos Um Lugar Chamado Notting Hill"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33715" aria-describedby="caption-attachment-33715" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33715" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-1.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. À esquerda está Hugh Grant, um homem branco com cabelos castanhos que veste uma camisa azul e um blazer marrom. À direita, vemos Julia Roberts, uma mulher branca com cabelos castanhos trançados. Ela veste uma camisa branca com vários detalhes florais e um colar de prata. A imagem mostra os perfis dos dois atores, ao passo que eles se olham e sorriem." width="620" height="372" /><figcaption id="caption-attachment-33715" class="wp-caption-text">Um Lugar Chamado Notting Hill recebeu três indicações ao <a href="https://goldenglobes.com/film/notting-hill/">Golden Globes</a> (Foto: Polygram Filmed Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Freire</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você faria se uma estrela de Hollywood entrasse em sua vida enquanto estivesse cumprindo sua simples rotina? Você se exaltaria ou agiria normalmente e até tentaria fazer uma brincadeira casual, sabendo que provavelmente nunca mais se encontrariam? Quando William Thacker (Hugh Grant), dono de uma pequena livraria em Londres, olha através da caixa registradora e vê que a superestrela do Cinema norte-americano, Anna Scott (Julia Roberts), está procurando por livros de viagem, ele não pensa duas vezes antes de escolher a segunda opção. É assim que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h_daSz5FZYs"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Chamado Notting Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa a ficar interessante.</span></p>
<p><span id="more-33713"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme se aproveita da fórmula ‘</span><a href="https://theconversation.com/how-to-make-a-perfect-romcom-an-expert-explains-the-recipe-for-romance-212487"><i><span style="font-weight: 400;">boy finds girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’, recorrendo a um encontro improvável para dar início a um relacionamento um tanto quanto problemático. No entanto, esse é um método que funciona. Afinal, como esses dois personagens, tão diferentes entre si e com realidades completamente opostas, poderiam se encontrar? Para além disso, como eles seriam capazes de descobrir uma maneira de se ajustar um ao outro? O roteiro cuidadoso de Richard Curtis deixa a resposta escancarada: suas personalidades.</span></p>
<figure id="attachment_33716" aria-describedby="caption-attachment-33716" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33716" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-2.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. Na imagem, vemos Julia Roberts, à esquerda, e Hugh Grant, à direita. Ela é uma mulher branca com cabelos castanhos que veste roupas pretas. Ele é um homem branco com cabelos castanhos que veste uma camisa branca e um blazer preto. Os atores estão no cinema; é possível ver as cadeiras beges e algumas pessoas desfocadas, tanto na fileira da frente quanto na fileira de trás. Roberts segura um pacote de pipoca e Grant usa um óculos preto, que parece uma máscara." width="620" height="372" /><figcaption id="caption-attachment-33716" class="wp-caption-text">O longa foi o <a href="https://movieweb.com/notting-hill-best-british-rom-com-streaming/">sétimo filme</a> de maior bilheteria no ano de 1999 (Foto: Polygram Filmed Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens de Hugh Grant e Julia Roberts compartilham uma conexão intelectual marcada por tentativas e neuroses. Essa característica os afasta do cenário atual em que se encontram as comédias românticas, todas marcadas por um mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">script</span></i><span style="font-weight: 400;"> superficial, além de ser a responsável por despertar o interesse do público no longa. De fato, há algo inefável do final da década de 1990 na noção dos protagonistas como </span><i><span style="font-weight: 400;">sex symbols</span></i><span style="font-weight: 400;">, especialmente em uma obra que venera tão servilmente cada detalhe do rosto da atriz. Em parte, isso está presente nos </span><a href="https://www.vogue.co.uk/fashion/article/julia-roberts-notting-hill-style"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que voltaram a estar na moda – ela com óculos escuros em formato de azeitona e blusas com decote midi, e ele com camisas com babados artísticos –, mas, dessa vez, concentrado mais em suas essências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anna Scott é vista não apenas como uma mulher desejável, como também uma pessoa complexa, com questões pessoais que atuam como obstáculos para atingir um estado de felicidade plena. Há momentos no longa que levam o público àquele tipo de silêncio abafado que ocorre quando uma verdade é proclamada em voz alta. Um deles acontece quando ela brinca que o preço de sua beleza se resume a procedimentos estéticos, apontando silenciosamente para seu nariz e seu queixo. Ainda que aqui se trate de uma estrela do Cinema que só existe na ficção, as entrelinhas dessa cena revelam uma </span><a href="https://saude.abril.com.br/medicina/entre-a-beleza-e-o-perigo-os-riscos-dos-procedimentos-esteticos"><span style="font-weight: 400;">problemática extremamente atual</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que traz a sensação de que não há distância alguma entre os anos de 1990 e 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">William Thacker, por outro lado, se destaca ao incorporar o </span><a href="https://www.shondaland.com/inspire/a45025788/the-best-romantic-comedies-set-in-london/"><span style="font-weight: 400;">ideal britânico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de masculinidade refinada da época. O personagem de Grant é sensível, gentil e acessível, mas corajoso o suficiente para tirar satisfação com um grupo que desrespeita seu par romântico na mesa ao lado em um restaurante. Ele divide a diferença entre o adorável tímido – ao continuar gaguejando mesmo após o terceiro encontro, o que chega a ser um pouco irritante – e um tipo de herói moderno, disposto a contrariar os padrões da sociedade por uma paixão.</span></p>
<figure id="attachment_33717" aria-describedby="caption-attachment-33717" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33717" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-3.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. Na imagem vemos Julia Roberts, uma mulher branca com cabelos castanhos. Ela veste uma camiseta branca, uma jaqueta de couro, uma boina preta e óculos de sol. A atriz está dentro de uma livraria, e ela está atrás de uma prateleira, que está desfocada. Ela segura um livro em suas mãos." width="620" height="372" /><figcaption id="caption-attachment-33717" class="wp-caption-text">“Sou apenas uma garota, diante de um garoto, pedindo que ele a ame” (Foto: Polygram Filmed Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos dois pombinhos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Chamado Notting Hill</span></i><span style="font-weight: 400;"> encanta com seu elenco composto por grandes nomes: </span><a href="https://personaunesp.com.br/nyad-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rhys Ifans</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/my-policeman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gina McKee</span></a><span style="font-weight: 400;">, Hugh Bonneville, Tim McInnerny e Emma Chambers. Juntos, eles formam o grupo de amigos do personagem de Hugh Grant, que, dia após dia, passam também a acompanhar a protagonista de Roberts. A relação construída por eles é uma fiel representação do que amizade e companheirismo significam, resultando em conversas profundas, jantares repletos de risadas e uma carona totalmente caótica para conquistar o final feliz – o principal ingrediente de uma boa comédia romântica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto positivo do longa são as belas paisagens londrinas. As locações em Notting Hill foram uma jogada astuta: tinham classe, eram elegantes e pitorescas. Em alto e bom som, essa escolha do diretor Roger Michell e do produtor Duncan Kenworthy fez com que características do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ce_BXD_ONQ8"><span style="font-weight: 400;">bairro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da capital inglesa fossem apresentadas para o público mundial sem precisar apelar para estereótipos, permitindo o acesso a pontos turísticos conhecidos de forma natural.</span></p>
<figure id="attachment_33714" aria-describedby="caption-attachment-33714" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33714" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-4-800x507.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Chamado Notting Hill. Na imagem, quatro pessoas ganham destaque. Da esquerda para a direita, há um homem branco, que veste uma camisa listrada azul e um colete marrom. Ele está em pé, apoiando os braços em uma cadeira na sua frente. Ao seu lado, há uma mulher branca com cabelos ruivos, que está em pé e veste uma camiseta com estampa militar. Na sua frente, há uma mulher branca com cabelos pretos sentada. Ela veste uma camisa branca e um blazer preto. Ao seu lado, há um homem branco, também sentado, que veste uma camiseta de manga comprida listrada branca e preta. Ao fundo, há vários homens em pé, fazendo anotações." width="800" height="507" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-4-800x507.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-4-1024x649.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-4-768x487.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/notting-hill-4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33714" class="wp-caption-text">Hugh Grant e Richard Curtis já haviam trabalhado juntos em Quatro Casamentos e Um Funeral e, posteriormente, em Simplesmente Amor (Foto: Polygram Filmed Entertainment)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Notting Hill</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é composto por clichês do início ao fim. Porém, esse não é um fato que incomoda. Essa é uma daquelas histórias que todos sabem como vai terminar; o que faz valer a pena é o divertido caminho até o desfecho. Julia Roberts, Hugh Grant e </span><a href="https://personaunesp.com.br/questao-de-tempo-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Richard Curtis</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem parecer que a combinação de atores competentes e de boa aparência com piadas de efeito é o segredo para o sucesso, mas sabemos que essa fórmula não vem funcionando muito bem. A comédia romântica sem rodeios e com o coração na manga se tornou uma raridade fora de moda, e é por isso que esse clássico de mais de duas décadas não falha.</span></p>
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		<title>O jogo não vira em The Undoing</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2021 20:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Nós nos adaptamos aos famigerados plot twists. As grandes reviravoltas, viradas de mesa e acontecimentos mais que inesperados nas histórias que assistimos. Virou até sinônimo de qualidade assistir a um filme ou uma série que saiba conduzir o dito-cujo com veemência, dando um final de nos deixar de boca aberta. Por esse motivo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-undoing-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O jogo não vira em The Undoing"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22488" aria-describedby="caption-attachment-22488" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7.jpg" alt="A imagem é uma cena da série The Undoing. Nela Hugh Grant, que interpreta Jonathan Fraser (à esquerda), e Nicole Kidman (à direita), que interpreta Grace Fraser, estão passando entre uma multidão de jornalistas, com um olhar preocupado. Jonathan é um homem branco, com cabelos grisalhos e olhos azuis, ele veste uma camisa, gravata e um terno em tons azuis. Grace é uma mulher branca, de cabelos ruivos e longos, ela veste um vestido e casaco roxos. " width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22488" class="wp-caption-text">A produção da HBO conquistou duas indicações ao Emmy 2021 (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Silva</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós nos adaptamos aos famigerados </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/205280-plot-twist-entenda-o-recurso-narrativo-filmes-series.htm"><i><span style="font-weight: 400;">plot twists</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. As grandes reviravoltas, viradas de mesa e acontecimentos mais que inesperados nas histórias que assistimos. Virou até sinônimo de qualidade assistir a um filme ou uma série que saiba conduzir o dito-cujo com veemência, dando um final de nos deixar de boca aberta. Por esse motivo que obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/seven-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/donnie-darko/"><i><span style="font-weight: 400;">Donnie Darko</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficaram amplamente reconhecidas. E </span><i><span style="font-weight: 400;">The Undoing</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca e se diverte com esse anseio comum. </span></p>
<p><span id="more-22486"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie de David E. Kelley, mesmo criador de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Little Lies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se ambienta na alta sociedade nova iorquina. Nicole Kidman dá luz à psicóloga Grace Fraser, que tem uma vida luxuosa e bem sucedida, ao lado de seu marido Jonathan Fraser (Hugh Grant), um renomado oncologista infantil, e seu filho Henry (Noah Jupe). Em meio a caminhadas pelo Central Park e jantares com outras mães riconas, ela se depara com um ponto fora da curva em sua rotina de regalias, a misteriosa Elena Alves (Matilda De Angelis).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mãe de um dos colegas da escola de elite em que Henry estuda, a jovem surge de forma inesperada no cotidiano de Grace, e se aproxima dela na mesma intensidade. E não é só a presença de Kidman no elenco que se coincide com a outra produção aclamada de Kelley, mas também a narrativa de suspense. Ao final do primeiro episódio, o corpo de Elena é encontrado em uma cena de assassinato. </span></p>
<figure id="attachment_22489" aria-describedby="caption-attachment-22489" style="width: 1240px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7.jpg" alt="A imagem é uma cena da série The Undoing. Nela estão Hugh Grant, que interpreta Jonathan Fraser; Noma Dumezweni, que interpreta Haley Fitzgerald; Nicole Kidman, que interpreta Grace Fraser; Noah Jupe, que interpreta Henry; e Donald Sutherland, que interpreta Franklin. Jonathan é um homem branco, com cabelos grisalhos e olhos azuis, ele veste uma camisa, gravata e um terno em tons azuis. Haley é uma mulher negra, com cabelo raspado, ela veste uma camisa branca, um terno preto com listras e uma saia preta. Grace é uma mulher branca, de cabelos ruivos e longos, ela veste um casaco com estampa em tom bege. Henry é um menino branco, de cabelos castanhos escuros cacheados, ele veste uma camisa e um terno azuis, uma gravata listrada e calça bege. Franklin é um senhor branco, com cabelos brancos, ele veste uma camisa branca, gravata azul e um sobretudo preto. " width="1240" height="838" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7.jpg 1240w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7-800x541.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7-1024x692.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7-768x519.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-7-1200x811.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22489" class="wp-caption-text">Com seis episódios, The Undoing é baseada no livro You Should Have Known, de Jean Hanff Korelitz (Foto: HBO)<span style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;"> </span></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para virar a realidade rotineira de Grace de ponta cabeça, Jonathan é dado como desaparecido no dia seguinte, e se torna um dos principais suspeitos do crime. Assim, a obra caminha para um verdadeiro </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2020/07/5-thrillers-psicologicos-para-ler-sem-parar.html"><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mesclado com um drama familiar, em que a protagonista oscila entre seus conflitos internos e a constante dúvida sobre a verdade do marido, ao passo que é reprimida no meio social em que vive. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o bicho pega mesmo com o retorno do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/12/hugh-grant-e-o-roteirista-david-e-kelley-discutem-o-final-da-serie-the-undoing.shtml"><span style="font-weight: 400;">personagem de Grant</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é a grande peça-chave de toda a história. O cinismo descarado do britânico arma uma emboscada na mente da psicóloga, que se reflete em quem assiste. Não sabemos se acreditamos na versão do suspeito número 1, nas hipóteses que Grace cria ou nas milhares de evidências que a polícia traz, tornando quase impossível negar o que está bem embaixo do nosso nariz. </span></p>
<figure id="attachment_22492" aria-describedby="caption-attachment-22492" style="width: 1584px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22492" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7.jpg" alt="A imagem é uma cena da série The Undoing. Nela estão Nicole Kidman, que interpreta Grace Fraser e Noah Jupe, que interpreta Henry, na sala de sua casa. Grace é uma mulher branca, de cabelos ruivos e longos, ela veste uma blusa de mangas compridas em tom verde e uma calça preta; Grace está com as mãos segurando os ombros do filho. Henry é um menino branco, de cabelos castanhos escuros cacheados, ele veste uma camiseta vermelha. " width="1584" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7.jpg 1584w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-7-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22492" class="wp-caption-text">Kelley repetiu, mais uma vez, a parceria com Kidman em <a href="https://istoe.com.br/elenco-de-big-little-lies-se-reune-em-nove-desconhecidos/">Nove Desconhecidos</a>, produção original do Hulu baseada no livro da mesma autora de Big Little Lies (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2020/10/25/the-undoing-brilha-com-nicole-kidman-em-conto-de-fadas-sombrio-e-viciante.htm"><span style="font-weight: 400;">A protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> cai no conto com muita facilidade, até demais para ser verdade, apesar dos inúmeros baldes de sensatez do seu pai (Donald Sutherland). Com o início do julgamento e as milhares de idas ao tribunal, a carcaça do oncologista vai se desfazendo aos poucos, enquanto a coitada da esposa clama por sua inocência, apesar de ela mesma não acreditar no que diz, e nem nós, mas colocamos a mão no fogo sem nem pensar duas vezes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa teimosia do público em tentar fugir do que parece ser óbvio que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Undoing </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói sua narrativa. E faz isso enquanto joga todas as pistas possíveis na nossa cara, seja com a amiga Sylvia, interpretada por Lily Rabe, afirmando no primeiro episódio que </span><i><span style="font-weight: 400;">“é sempre a porra do marido”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou pelo próprio título da série, que já indica o que não pode ser </span><i><span style="font-weight: 400;">desfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o objetivo da trama só é bem sucedido, de fato, pela performance de Hugh Grant, que consegue nos enrolar sem nenhum esforço. Não fosse por isso, a produção não chegaria nem perto de </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-undoing-audiencia-final-hbo"><span style="font-weight: 400;">prender a atenção do público até o último episódio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tentar fugir do óbvio dizendo o óbvio é inovador em um primeiro momento, mas não se sustenta pela falta de desenvolvimento de outros possíveis suspeitos, como o marido de Elena Alves (Ismael Cruz Cordova), deixando uma única resposta lógica nas mãos do enredo. </span></p>
<figure id="attachment_22490" aria-describedby="caption-attachment-22490" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22490" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4.jpg" alt="A imagem é uma cena da série The Undoing. Nela estão Hugh Grant, que interpreta Jonathan Fraser, e Noma Dumezweni, que interpreta Haley Fitzgerald, sentados à mesa em um tribunal. Jonathan é um homem branco, com cabelos grisalhos e olhos azuis, ele veste uma camisa branca, uma gravata vinho com bolinhas e um terno preto. Haley é uma mulher negra, com cabelo raspado, ela veste uma camisa branca e um terno azul marinho. Na mesa em que estão, há papéis e cadernos espalhados." width="2028" height="1352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22490" class="wp-caption-text">Outra forte presença no elenco é a intérprete da advogada Haley Fitzgerald, a atriz Noma Dumezweni, que também integra a terceira temporada de <a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/">Pose</a> (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria protagonista não tem a devida evolução, e passa todos os episódios apenas revirando suas milhares de incertezas. Como uma psicóloga reconhecida e craque em identificar as dores e conflitos do outro, seria mais do que ideal elaborar as camadas e camadas dessa contradição. Mas </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/susanne-bier-sobre-the-undoing-o-espectador-nao-pode-ser-trapaceado/"><span style="font-weight: 400;">a direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> pareceu querer focar mais em aproximar a câmera do olhar desesperador de Kidman e a tornar extremamente cansativa e sem motivação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais lacunas da série são completamente preenchidas na também </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/crime-e-heroina-real-por-que-mare-easttown-se-tornou-um-fenomeno-58456"><span style="font-weight: 400;">aclamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo se aproveitando das manjadas reviravoltas em trama policial, a produção protagonizada por Kate Winslet consegue criar ganchos e personagens ardilosos, ao passo que, ao final da narrativa, não sabemos mais de quem duvidar. Um tempero que seria muito bem-vindo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Undoing</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22491" aria-describedby="caption-attachment-22491" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22491" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3.jpg" alt="A imagem é uma cena da série The Undoing. Nela Hugh Grant, que interpreta Jonathan Fraser, e Nicole Kidman, que interpreta Grace Fraser, estão em um tribunal. Hugh está em frente à Nicole, separado por uma divisória. Ele é um homem branco, com cabelos grisalhos e olhos azuis, ele veste uma camisa, gravata e um terno em tons azuis. Nicole está com os braços apoiados na divisória. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos e longos, ela veste uma camisa branca de mangas compridas. Ambos estão com o olhar direcionado para a diretora Susanne Bier, que está ao lado de Hugh. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros na altura dos ombros, e veste uma camiseta e calça pretas. " width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22491" class="wp-caption-text">A minissérie é dirigida por Susanne Bier, ganhadora do Oscar por Em um Mundo Melhor e do Emmy por O Gerente da Noite (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o charme de Hugh Grant foi suficiente para conquistar a Academia de Televisão. Não só isso, como conseguiu a única indicação em atuação para a série no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Melhor Ator em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme, e </span><a href="https://www.emmys.com/bios/hugh-grant"><span style="font-weight: 400;">a sua segunda na categoria</span></a><span style="font-weight: 400;">. O galã também vem com força nas previsões para levar a estatueta, podendo desbancar o favoritismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Bettany</span></a><span style="font-weight: 400;">, realizando feito semelhante ao de Mark Ruffalo </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156062/"><span style="font-weight: 400;">na edição anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A outra indicação foi para </span><i><span style="font-weight: 400;">Design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Produção em Programa de Narrativa Contemporânea (Uma Hora ou Mais), com Lester Cohen, Doug Huszti e Keri Lederman na disputa. Só deu para sentir falta do nome de Donald Sutherland em alguma categoria, por ter sido indicado pelo papel no </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vencido no </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/212295-critics-choice-awards-2021-veja-lista-vencedores.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de resgatar seu impecável semblante intimidador de Presidente Snow na narrativa. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Undoing</span></i><span style="font-weight: 400;"> foge dos clichês com maestria, mas esquece de cumprir alguns requisitos principais de obras de suspense. Repetindo o ato de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Big Little Lies</span></i><span style="font-weight: 400;">, David E. Kelley se perde na condução final da trama. Mas, dessa vez, sem chances de recompensar o erro em uma próxima tentativa.</span></p>
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		<title>Querida Bridget Jones, nós te amamos do jeito que você é</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2021 17:41:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Carol Dalla Vecchia Depois dos anos oitenta, a onda de comédias românticas inundou a Sétima Arte, conquistando milhares de corações e expandindo seus horizontes para outras formas de entretenimento. Com tanto sucesso, em 1996, a autora britânica Helen Fielding levava esse gênero para a literatura e criava uma das personagens mais icônicas de rom-com. Bridget &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-diario-de-bridget-jones-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Querida Bridget Jones, nós te amamos do jeito que você é"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20351" aria-describedby="caption-attachment-20351" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20351 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-Bridget-683x1024.jpg" alt="Pôster do filme O Diário de Bridget Jones. No topo centralizado, com fundo branco, pode-se ler Bridget em rosa, Jones's em roxo e Diary em preto. Abaixo, os três personagens do filme. À esquerda, Colin Firth usa terno e olha para a direita. No meio, Renée Zellweger usa blusa azul, segura um livro de capa vermelha com uma mão e uma caneta azul e olha para a câmera. À direita, Hugh Grant usa terno e encara a câmera com um meio sorriso." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-Bridget-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-Bridget-200x300.jpg 200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-Bridget-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-Bridget.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20351" class="wp-caption-text">Bridget Jones nem imaginava que sua vida poderia virar de cabeça para baixo quando escreveu a primeira palavra em seu diário (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Carol Dalla Vecchia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-garota-de-rosa-shocking-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">anos oitenta</span></a><span style="font-weight: 400;">, a onda de comédias românticas inundou a Sétima Arte, conquistando milhares de corações e expandindo seus horizontes para outras formas de entretenimento. Com tanto sucesso, em 1996, a autora britânica </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=03543"><span style="font-weight: 400;">Helen Fielding</span></a><span style="font-weight: 400;"> levava esse gênero para a literatura e criava uma das personagens mais icônicas de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/comedias-romanticas-essenciais#64"><i><span style="font-weight: 400;">rom-com</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Bridget Jones nasceu como uma ávida escritora em seu diário, viciada em contar calorias e criar listas, e ansiosa para organizar sua vida, movimentar seus relacionamentos e abafar os comentários desagradáveis da família.</span></p>
<p><span id="more-20349"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma boa leitora, tenho o costume de apreciar mais as obras literárias do que suas adaptações cinematográficas, mas </span><a href="http://www.fomedelivros.com/2016/12/resenha-o-diario-de-bridget-jones.html#.YG3AxuhKhPY"><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Bridget Jones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um daqueles casos raros nos quais o </span><a href="http://livrosemserie.com.br/2016/10/10/resenha-o-diario-de-bridget-jones-de-helen-fielding/"><span style="font-weight: 400;">filme é melhor que o livro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Exatamente por isso, é válido comemorar o aniversário de vinte anos desse clássico longa-metragem lançado em 2001, que foi responsável por levar um brilho especial a nossa protagonista, vivida na pele de Renée Zellweger. Enquanto a Bridget das páginas contava suas histórias de forma morna e às vezes problemática, a personagem das telas é dramática e sincera do modo mais engraçado possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14212"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Fielding é um reconto moderno de </span><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i><span style="font-weight: 400;">, que fez a história original quase desaparecer quando colocada no contexto do final dos anos 90 e começo dos anos 2000. Alguns traços dos personagens e passagens de Jane Austen ainda são reconhecíveis, mas é preciso ser perspicaz e observador para encontrar uma trama dentro da outra. De certa maneira, a autora merece grande apreço por conseguir apenas se inspirar em um clássico sem reproduzi-lo. </span></p>
<figure id="attachment_20352" aria-describedby="caption-attachment-20352" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20352 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-Bridget-961x1024.jpg" alt="Foto do livro O Diário de Bridget Jones, por Helen Fielding. O livro está centralizado, possui capa branco com escritos pretos e fotos de camisinhas, garrafas e batons na capa. Ao redor, foram posicionados marca-páginas e flores para compor o cenário também de fundo branco." width="840" height="895" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-Bridget-961x1024.jpg 961w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-Bridget-281x300.jpg 281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-Bridget-768x819.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-Bridget.jpg 1201w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20352" class="wp-caption-text">Apesar de ter conquistado milhares de fãs pelo mundo, o livro é repleto de problemáticas que o tornam inferior ao filme (Foto: Lex Macêdo)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><i><span style="font-weight: 400;">“É uma verdade conhecida universalmente: no momento em que uma área da sua vida começa a dar certo, outra parte desaba espetacularmente em pedaços.”</span></i></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo começa numa festa de fim de ano quando Bridget Jones conhece Mark Darcy &#8211; e existe </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2020/09/orgulho-e-preconceito-pode-nao-ser-tao-romantico-quanto-voce-lembra-ckfg7h7it00co014klxfpkw94.html"><span style="font-weight: 400;">Mr. Darcy</span></a><span style="font-weight: 400;"> melhor do que o ator </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/critica/filme/6046/o-discurso-do-rei"><span style="font-weight: 400;">Colin Firth</span></a><span style="font-weight: 400;">? &#8211; e sua mãe tenta unir o casal. De cara, eles não se dão bem, Bridget sente uma repulsa por ele, e os pais e colegas de sua família dizem que, na verdade, seus costumes e aparência são o motivo de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">“fracasso amoroso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Há uma constante afirmação de que ela não se encaixa nos padrões vigentes de beleza e comportamento, desse modo ela compra um diário para organizar suas ações, registrando cada caloria, cigarro ou gota de álcool que consome, pois acredita que o único meio para alcançar a realização afetiva e profissional é mudar sua forma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio dessa luta, Bridget nutre uma paixão por seu chefe Daniel Cleaver &#8211; interpretado por Hugh Grant -, que percebe seu interesse e começa a retribuir os olhares e cantadas. Mas é claro que não para por aí: a proposta do filme é acompanhar um ano da vida da personagem principal, com seus altos e baixos cheios de cenas divertidas que acontecem pela tendência desastrosa de Bridget e pelos encontros entre ela, Daniel e Mark. Antes de a maioria das personagens femininas de comédias românticas assumirem esse clichê de estabanadas, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/critica-o-diario-de-bridget-jones"><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Bridget Jones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreava essas características de modo natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por se tratar de um filme do começo do século, as mensagens levadas por ele ainda carregam um ponto de vista machista apesar de ser dirigido por uma mulher. O fato é que </span><a href="https://www.osdeliriosliterariosdelex.com.br/2018/08/o-diario-de-bridget-jones-de-helen.html"><span style="font-weight: 400;">o livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> já era cheio de passagens retrógradas e, como a própria autora fazia parte da equipe de roteiro, elas se mantiveram. A direção estreante de </span><a href="https://estacaonerd.com/critica-fada-madrinha/"><span style="font-weight: 400;">Sharon Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez sucesso e o produto final ficou no meio termo entre os romances </span><a href="https://buzzfeed.com.br/post/10-comedias-romanticas-dos-anos-2000-classificadas-da-menos-pra-mais-feminista?origin=btm-fd"><span style="font-weight: 400;">mais ou menos feministas</span></a><span style="font-weight: 400;">, ganhando pontos positivos pela desconstrução do padrão inalcançável que a protagonista objetivava no começo da história.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bridget Jones&#039;s Diary Trailer (2001)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/EtB2FwwaMT0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Na primeira vez que assisti </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-diario-de-bridget-jones-2001/"><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Bridget Jones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não tinha o conhecimento do quão pioneiro era esse filme: depois dele, milhares de autores copiaram o formato e transformaram aquela personagem cômica e ao mesmo tempo realista no padrão das </span><a href="https://revistamoviement.net/o-subestimo-das-com%C3%A9dias-rom%C3%A2nticas-4812cfd79484"><span style="font-weight: 400;">diversas narrativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que viriam a seguir. Por isso, eu achava que veria mais do mesmo, que o final seria óbvio e que a protagonista não me faria vibrar por sua jornada. Eu me enganei; me vi presa numa produção extremamente cativante e cheia de reviravoltas, me vi na pele da própria Bridget Jones e percebi que ainda há espaço para os amados clichês se destacarem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das </span><a href="http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-o-diario-de-bridget-jones/"><span style="font-weight: 400;">peças fortes</span></a><span style="font-weight: 400;"> desse enredo é o modo como a autora abusa das coisas cotidianas, transformando-as em extraordinárias. Esse é um mecanismo que torna a narrativa complexa, porque os fatos em si não geram interesse no espectador, mas sim a forma como são contados. A vergonha alheia de ver uma mulher desastrada em seu primeiro dia de trabalho na TV, em geral, traria angústia se mostrada por outra personagem, mas Bridget a torna pitoresca e, com isso, icônica. Para levar esse teor às telas, </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/renee-zellweger-filme-the-back-nine/"><span style="font-weight: 400;">Renée Zellweger</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu o melhor de si, mesmo sendo criticada por não ter as características descritas no livro: ela se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9pY-xCHEBOs"><span style="font-weight: 400;">transfigurou</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser a protagonista perfeita &#8211; ou imperfeita, se preferirem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De alguma forma, esse quebra-cabeça de acontecimentos comuns se une para construir algo maior que é a evolução da personagem. Aos poucos ela percebe que esse crescimento deve acontecer sem mudar a si mesma: ela pode ser feliz solteira, ela já é querida por seus pais e amigos e esse carinho não exige alterações na sua aparência nem na sua forma de falar sem pensar. </span><a href="https://incrivel.club/inspiracao-gente/10-fatos-que-voce-provavelmente-nao-sabia-sobre-o-filme-o-diario-de-bridget-jones-1237798/"><span style="font-weight: 400;">Bridget Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> abre o caminho para a felicidade quando nota que </span><a href="https://www.psicologoeterapia.com.br/psicologo-crescimento-pessoal-e-profissional/amor-proprio/"><span style="font-weight: 400;">amar a si mesma</span></a><span style="font-weight: 400;">, com seu jeitinho de ser, é a chave para suas realizações e seu bem estar, além de ser o primeiro passo para ser amada por outras pessoas.</span></p>
<figure id="attachment_20350" aria-describedby="caption-attachment-20350" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GIF-1-Bridget.gif" alt="Gif de O Diário de Bridget Jones. Renée Zellweger, uma mulher branca e loira, usa um pijama vermelho de mangas e calças compridas. Ela sacode os braços e depois os abre com empolgação. Ela está sentada em um sofá vermelho, em uma sala bagunçada." width="650" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-20350" class="wp-caption-text">Cômica e expressiva, Bridget atinge seu auge quando se sente livre para ser ela mesma (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/5-curiosidades-sobre-o-diario-de-bridget-jones-uma-das-comedias-romanticas-mais-queridas-de-todos-os-tempos-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Bridget Jones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é responsável por trazer pequenas reflexões que deveriam ser aderidas por todos ao longo de cada jornada pessoal. Suas mensagens principais estão enraizadas em pontos que não mudam, e, mesmo sendo um filme de vinte anos atrás, ainda é tempo de se conectar com a sua essência e jamais deixar de lado sua alegria pelos comentários alheios. Sentimentos nascem de lugares inusitados e quando você menos espera, dois deles podem estar batendo à sua porta enquanto você cozinha uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=by8zAuzzVJg"><span style="font-weight: 400;">sopa azul</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bridget pôs ordem em sua vida assim que começou a </span><a href="https://www.vivaplenitud.com.br/sobre-a-incontinencia/a-vida-com/tratamento-e-solucoes/journaling-desfrutando-dos-beneficios-de-manter-um-registro-diario"><span style="font-weight: 400;">terapia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de externalizar suas emoções através das palavras que colocava no papel. Nessa metáfora, ela ainda nos lembra de uma das grandes lições sobre a arte da evolução e da resiliência: às vezes, quando nossos desejos soam inatingíveis e as coisas parecem bagunçadas, só precisamos virar a página. Afinal, é apenas um diário.</span></p>
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		<title>2020 Nunca Mais é o derivado mais óbvio de Black Mirror</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 16:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Alguns anos atrás, quando as tramoias de Frank Underwood não chocavam tanto quanto as de Donald Trump, percebemos que a modernidade não deve nada aos roteiros de Hollywood. São muitos os fatores que colocam 2020 num radar dramático e narrativo para a ficção se esbaldar. No contexto da pandemia e das eleições norte-americanas, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/2020-nunca-mais-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "2020 Nunca Mais é o derivado mais óbvio de Black Mirror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17540" aria-describedby="caption-attachment-17540" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17540 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4.jpg" alt="Lisa Kudrow, uma mulher loira na faixa dos 50 anos, olha com desdém para a câmera. À sua frente vemos um microfone, e atrás dela a bandeira dos EUA" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/1-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17540" class="wp-caption-text">O filme encontra uma brecha divertida para prever 2021: mutações por conta da vacina e a posse da presidente Harris são dois pontos levantados por 2020 Nunca Mais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns anos atrás, quando as tramoias de Frank Underwood não chocavam tanto quanto as de Donald Trump, percebemos que a modernidade não deve nada aos roteiros de Hollywood. São muitos os fatores que colocam 2020 num radar dramático e narrativo para a ficção se esbaldar. No contexto da pandemia e das eleições norte-americanas, Charlie Brooker e Annabel Jones decidiram que não liberariam uma temporada nova de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bandersnatch-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">no momento, mas eles fizeram melhor: optaram por lançar um especial de comédia recapitulando o ano. Eis que surge </span><i><span style="font-weight: 400;">2020 Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-17539"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fato que a tradução do ‘especial de comédia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix’ </span></i><span style="font-weight: 400;">reduz um pouco a carga de sua mensagem. No original, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/208743-2020-nunca-mais-black-mirror-criadores-comentam-producao.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Death to 2020</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> exprime com mais exatidão o caráter emergencial e execrador do filme. O que, a princípio, já levanta a maior questão de todas: 2020 realmente demandava uma retrospectiva cômica tão cedo assim? Não existe resposta certa. O roteiro, escrito por muita gente, categoriza os acontecimentos do ano e segue numa linha do tempo simples, onde quem é acostumado à </span><i><span style="font-weight: 400;">Retrospectiva da</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><span style="font-weight: 400;">pode estranhar o pessimismo dos entrevistados, mas, certamente, estará acostumado ao formato adotado.</span></p>
<figure id="attachment_17541" aria-describedby="caption-attachment-17541" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17541 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4.jpg" alt="Tracey Ullman interpreta uma versão da rainha Elizabeth, uma mulher branca e idosa, de cabelos brancos e vestido verde. Ela está sentada numa cadeira dourada e vermelha e olha para a câmera com cara de nada. Ao fundo, vemos abajures, cadeiras e janelas" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17541" class="wp-caption-text">Tracey Ullman interpreta uma irrisória versão da Rainha Elizabeth, rendendo uma porção de piadas previsíveis com The Crown (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E, então, somos apresentados às figuras fictícias que nos guiarão ao longo dos 12 meses do ano. Samuel L. Jackson é um jornalista da paródia do </span><i><span style="font-weight: 400;">NYT</span></i><span style="font-weight: 400;"> e tem as referências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">mais afiadas do filme, chegando no auge criativo de Brooker e companhia quando compara o </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2019/09/quem-e-greta-thunberg-e-qual-a-sua-importancia-para-o-futuro-da-humanidade/"><span style="font-weight: 400;">Greta Thunberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/billie-eilish-o-estilo-diferente-da-cantora-e-um-diferencial-na-industria-da-musica/89923"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na verdade, </span><i><span style="font-weight: 400;">2020 Nunca Mais </span></i><span style="font-weight: 400;">pouco se esforça na hora de temperar seu texto com acidez e sarcasmo. Nesses tempos de notícias falsas, com presidentes pedindo para que supremacistas brancos deem um </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/colunas/maria-carolina-trevisan/2020/10/02/trump-nao-condenou-supremacistas-brancos-e-mandou-recados-a-extremistas.htm"><span style="font-weight: 400;">passo para trás</span></a><span style="font-weight: 400;">, e outros ainda duvidando da </span><a href="https://istoe.com.br/bolsonaro-sobre-vacina-de-pfizer-se-voce-virar-um-jacare-e-problema-de-voce/"><span style="font-weight: 400;">eficácia da vacina</span></a><span style="font-weight: 400;">, a ficção não tira riso fácil de ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que já tinha sido colocado a teste quando Borat voltou 14 anos depois. Em 2006, o personagem de Sacha Baron Cohen conseguia fazer rir pelo absurdo e por revelar camadas nojentas de quem entrevistava. Agora, em 2020, acompanhado da formidável Maria Bakalova, Cohen </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/podcasts/cpop/a-sequ%C3%AAncia-de-borat-%C3%A9-t%C3%A3o-engra%C3%A7ada-quanto-o-primeiro-filme-1.511790"><span style="font-weight: 400;">não atira tão alto</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto no passado. Já virou rotina encontrar o abominável no canal de notícias ao invés da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não à toa, a personagem de Diane Morgan, a cidadã comum, satiriza esse fato, chegando a interpretar a eleição de Joe Biden como o </span><a href="https://www.poder360.com.br/internacional/veja-a-repercussao-da-eleicao-de-biden-na-midia-estrangeira/"><span style="font-weight: 400;">final de temporada da América</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu me surpreendi quando o país continuou indo em frente”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela condecora em seu sotaque britânico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer tirada sacana ou ridicularização da estupidez cai por terra, sem qualquer peso cômico ou mesmo de estranhamento. Hugh Grant interpreta um historiador que jura de pé junto que os </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-season-finale-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caminhantes Brancos</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem parte da História americana, e Cristin Milioti personifica sua própria versão da Karen, a Kathy. Os atores se estendem em longos diálogos, com cenas de reconstituição visual e muita noção do ridículo, mas nada se sustenta como peça de comédia ou mesmo como partes de um filme. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Saturday Night Live </span></i><span style="font-weight: 400;">faz isso desde 1975 e mesmo eles tem ciência do quão complicado é concorrer com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wlRvck-qB24"><span style="font-weight: 400;">absurdos do mundo real</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_17542" aria-describedby="caption-attachment-17542" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17542 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3-4.jpg" alt="Vemos uma mulher ruiva sentada no sofá, ela usa suéter creme e segura o controle remoto na mão, olhando para a TV" width="1200" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3-4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/3-4-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17542" class="wp-caption-text">A potente voz que narra os acontecimentos do filme é a de Laurence Fishburne (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Usando o roteiro copiado e colado da realidade, e sem necessidade de inventar </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/09/uss-callister-de-black-mirror-ganha-o-emmy-de-melhor-filme-para-tv.htm"><span style="font-weight: 400;">firulas espaciais</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou uma </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/05/27/miley-cyrus-black-mirror-realidade-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus Alexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, Charlie Brooker segue o caminho mais fácil que poderia seguir: ele envelopa as loucuras do ano num agasalho de sua marca maior, a do espelho preto. </span><i><span style="font-weight: 400;">2020 Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;"> em momento algum se identifica como algo derivado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas tampouco se afasta desse guarda-chuva. Dessa vez, não tem vergonha na cara de tentar soar original ou escrever tramas cheias de ganchos e viradas, nem o mínimo esforço para sair do senso comum, e não há nada mais</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘Black Mirror’ </span></i><span style="font-weight: 400;">que isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme leva na brincadeira os terrores do ano, mas encontra em maio seu momento mais poderoso e com vigor. Na hora de falar sobre George Floyd e o movimento </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-lives-matter-conheca-o-movimento-fundado-por-tres-mulheres.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Black Lives Matter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a direção de Al Campbell e Alice Mathias é terna e resiliente, fazendo brilhar os personagens de Samuel L. Jackson e Leslie Jones (uma terapeuta que está de saco cheio), reiterando que as figuras negras de </span><i><span style="font-weight: 400;">2020 Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;"> são os únicos seres pensantes desse microuniverso. De resto, o elenco é estelar mas demasiado estressante. Kumail Nanjiani é irritante, Joe Keery é burro e Lisa Kudrow dá nos nervos. São estereótipos que assistimos e acompanhamos diariamente na mídia, e revê-los em suas versões banais é mais problemático do que benéfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso pois </span><i><span style="font-weight: 400;">2020 Nunca Mais </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma piada interna. Seus 70 minutos esbanjam a babaquice de quem sabe que está certo e vê, por esse meio e formato, a maneira mais certeira de escrachar a outra parcela da população. Parcela essa que pode assistir ao especial e não enxergar para além do véu do sarcasmo, como muitas vezes vemos acontecer no mundo real. As </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-53640392"><span style="font-weight: 400;">Karens</span></a><span style="font-weight: 400;"> abraçam esse princípio, e ser chamado de racista ou fascista não pesa os ouvidos que recebe as palavras. O filme é emergencial, apressado e empunha a má fé, rir de assuntos do gênero de forma tão imediata não é só errado, como também é deselegante. Mas, vejam o lado bom, pelo menos não teve </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i><span style="font-weight: 400;"> este ano.</span></p>
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