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	<title>Arquivos Helen Mirren &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra O Clube do Crime das Quintas-Feiras chegou à Netflix diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de Richard Osman. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (Harry Potter, Esqueceram de Mim) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/clube-do-crime-das-quintas-feiras-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36829" aria-describedby="caption-attachment-36829" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36829 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, estão Elizabeth (Helen Mirren), uma mulher branca de cabelos curtos e brancos e cardigan azul, Ron (Pierce Brosnan), um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca, Ibrahim (Ben Kingsley), homem de ascendência indiana e careca vestindo terno e camisa marrons e uma gravata borboleta e Joyce (Celia Imrie), que está de costas, é uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan rosa. Eles estão reunidos em uma sala de estar bem iluminada e decorada com móveis e plantas, sentados ao redor de uma mesa e com expressões de seriedade e atenção. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36829" class="wp-caption-text">O filme conta com um elenco imperdível, que parece, acima de tudo, se divertir enquanto atua (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Mariana Bezerra</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Clube do Crime das Quintas-Feiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-notavel-sucesso-do-ingles-richard-osman-e-seus-detetives-velhinhos/"><span style="font-weight: 400;">Richard Osman</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (</span><a href="https://personaunesp.com.br/comemoracao-de-20-anos-de-harry-potter-de-volta-a-hogwarts-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Esqueceram de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro amigos septuagenários, que vivem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, um lar de luxo para aposentados em Londres. Elizabeth (Helen Mirren), Ibrahim (Ben </span><span style="font-weight: 400;">Kingsley</span><span style="font-weight: 400;">) e Ron (Pierce Brosnan) se reúnem todas as quintas-feiras – como sugere o título – para investigarem casos policiais não solucionados. Logo no início da trama, o grupo recebe um novo membro: Joyce (Celia Imrie), uma simpática senhora recém chegada nessa charmosa vila da terceira idade.</span></p>
<p><span id="more-36826"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais interessante da obra é que ela não demora para revelar a particularidade de cada personagem. Elizabeth, a imponente líder do clube, foi uma ex-secretária do serviço secreto britânico; Ibrahim, um psiquiatra; Ron, um ativista sindical e Joyce, uma enfermeira. À medida em que o enredo avança, as personalidades fortes do grupo vão se fortalecendo na trama, o que subverte o </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/etarismo-e-o-mais-frequente-e-universal-dos-preconceitos/"><span style="font-weight: 400;">estereótipo</span></a><span style="font-weight: 400;"> preconceituoso de invalidez. O quarteto é simplesmente genial e carrega consigo a leveza – e não o peso – da experiência, e, além disso, todo um arsenal de habilidades e conteúdos que não morrem quando se aposenta. Muitas pessoas desejam parar de pensar em suas profissões depois que se retiram do mercado de trabalho, enquanto outras, querem cultivar tudo o que viveram mesmo após a aposentadoria. De uma forma ou de outra, a </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2025/09/elenco-de-clube-do-crime-das-quintas-feiras-fala-sobre-envelhecimento-e-ambicoes-na-carreira.shtml"><span style="font-weight: 400;">essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tudo o que aprenderam e precisaram desenvolver segue em cada um. Apesar das conveniências de roteiro, a dinâmica da equipe revela um olhar sensível da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse aspecto se torna nítido quando o grupo de amigos é forçado a arquivar a atual investigação, a qual chamam do caso da ‘mulher de branco’, para se dedicarem a solução de uma mais urgente: o assassinato de Tony Curran (Geoff Bell), um dos três proprietários de </span><a href="https://www.townandcountrymag.com/leisure/arts-and-culture/a65781718/thursday-murder-club-coopers-chase-filming-locations-explained/"><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A suspeita logo recai sobre Ian Ventham (David Tennant), o segundo dono, que desejava transformar o recinto em apartamentos de luxo, promovendo, inclusive, a destruição do cemitério local. Nessa jornada, o clube vai contar com a ajuda da jovem policial Donna De Freitas (Naomi Ackie), que é transferida para o setor de investigação de homicídios graças a astúcia do grupo não oficial de detetives. </span></p>
<figure id="attachment_36830" aria-describedby="caption-attachment-36830" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, está Joyce, uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan azul, Ibrahim, homem de ascendência indiana e judaica e careca vestindo camisa verde, colete marrom e uma gravata borboleta e Donna De Freitas, uma mulher negra de cabelos pretos presos em um coque baixo. Ela veste um uniforme policial e segura seu chapéu nas mãos. Os três aparecem da esquerda para a direita nessa ordem e olham todos na mesma direção. Ao fundo, há um gramado e parte da construção de uma casa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36830" class="wp-caption-text">A agente De Freitas aparece por acaso na história, mas logo se torna uma aliada do clube dentro da delegacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada momento da investigação, eles se mostram sempre um passo à frente dos policiais, seja pela </span><a href="https://youtu.be/qUkU8yCbEDg?si=Tops_1Pqgoh2x9hP"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, pela ausência da burocracia, pela pouca ignorância ou pela demasiada sensibilidade que empregam durante o percurso. Logo, surgem outros personagens importantes, como Bogdan (Henry Lloyd-Hughes), um imigrante polonês e funcionário de Tony Curran, que revela ter tido o passaporte apreendido pelo patrão. Há também Bobby Tanner (Richard E. Grant), o enigmático terceiro proprietário do lar de aposentados – um perigoso mafioso que, até então, todos acreditavam estar morto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com um elenco extremamente renomado, como Tom Ellis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lucifer-5a-temp-parte-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lucifer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Jonathan Pryce (</span><a href="https://personaunesp.com.br/dois-papas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Papas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que interpretam Jason, filho de Ron, e Stephen, esposo de Elizabeth, respectivamente. Isso somado ao status que o livro carrega, torna a obra audiovisual extremamente convidativa, mas também agrega uma grande carga de responsabilidade à produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em abordar investigações criminosas com um ar de leveza e humor, ainda que sem deixar de transmitir a profundidade de algumas emoções, não é algo novo. Em 2024, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Um espião infiltrado</span></i><span style="font-weight: 400;">, protagonizada por Ted Danson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), trouxe uma história diferente, porém,  com plano de fundo semelhante, em que um homem aposentado se infiltra em um lar de idosos para desvendar o roubo de uma jóia. Além disso, a franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Entre Facas e Segredos</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um mistério repleto de sarcasmo, em 2025, ganha seu terceiro longa. Talvez, a lembrança aponte um padrão de interesses do </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/09/06/clube-do-crime-das-quintas-feiras-e-mais-visto-da-netflix-como-e-o-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">público </span></a><span style="font-weight: 400;">a ser aproveitado. </span></p>
<figure id="attachment_36828" aria-describedby="caption-attachment-36828" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, está Jason (Tom Elis), homem branco, de barba e cabelos curtos e escuros, vestindo uma blusa preta sobre uma camiseta branca aparece discutindo com Ian Ventham, que está de perfil. Ele é um homem branco de cabelos castanhos e veste uma jaqueta bege. Ao fundo, estão moradores de Coopers Chase segurando cartazes durante um protesto. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36828" class="wp-caption-text">Os moradores de Coopers Chase se unem em protestos liderados por Ron em defesa de seus lares e contra a perturbação dos mortos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Thursday Murder Club</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original), a produtora traz algo agradável, que não se coloca nem como o melhor dos dramas ou dos mistérios, nem como a melhor das comédias. O grande problema é que, ao que tudo indica, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se apoiou demais nessa intenção de entregar pouco: o incrível elenco, apesar de carismático, é um tanto desperdiçado diante do roteiro de </span><span style="font-weight: 400;">Suzanne Heathcote (</span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-terceira-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e de Katy Brand (</span><i><span style="font-weight: 400;">Boa Sorte, Leo Grande)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">que executa uma frágil construção dos personagens (com exceção de Elizabeth, que acaba roubando a cena). Infelizmente, a tentativa de criar algo genérico, que agrade à todos, fez com que a adaptação perdesse boa parte da complexidade e do espírito de Agatha Christie contido na obra original. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> pareceu querer equilibrar as temáticas do livro ao unir mentes de franquias infanto-juvenis, da comédia e do drama, mas terminou favorecendo somente as duas primeiras. No entanto, a capacidade da produção de amarrar tão bem tantas pontas soltas, ainda que de forma mais simples, torna o lançamento algo interessante e divertido de assistir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos percalços e aliado à comicidade, o filme consegue abordar um dos elementos cruciais da obra original de </span><a href="https://youtu.be/5bNpf60n4io?si=Se8FUrzwhsyHaZ5z"><span style="font-weight: 400;">Osman</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dilemas éticos que os personagens enfrentam. A respeito do caso da ‘mulher de branco’, a morte de Angela Hughes foi investigada, na época, por Penny Gray (Susan Kirkby) – policial aposentada, fundadora do clube e moradora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, que está inconsciente e com estado de saúde extremamente debilitado. A presença de De Freitas cria um elo com a história de Penny, ao estabelecer um paralelo entre duas jovens, separadas por décadas, que buscam ser ouvidas em um ambiente predominantemente masculino, que pouco mudou nesse intervalo de tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Penny lutou sem sucesso para provar que Angela havia sido vítima de feminicídio, acusando Peter Mercer (Will Stevens), namorado da jovem, como o autor. Somente quando a escavação do cemitério é iniciada por Bogdan, o funcionário de Tony Curran, é que o cadáver de Mercer vem à tona, revelando que Penny havia feito justiça com as próprias mãos, com a ajuda de seu marido, John (Paul Freeman). Além disso, com medo que o processo de escavação do cemitério levasse à descoberta de seu crime e da esposa, o homem mata Ian Vetam durante um dos protestos contra a venda de </span><a href="https://youtu.be/AmoErbvObRE?si=7prLvB4zdqUzgD9w"><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></a></p>
<figure id="attachment_36831" aria-describedby="caption-attachment-36831" style="width: 570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4.png" alt="Na imagem, está Elizabeth,uma mulher branca de cabelos brancos soltos e curtos e vestindo uma blusa azul e um blazer xadrez; Ibrahim, homem de ascendência indiana, careca, que veste um colete e blazer marrom e uma gravata borboleta magenta e Ron, um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca e uma jaqueta jeans. Os três estão olhando para frente e parecem surpresos. O cenário é composto por uma sala ampla, com janelas grandes e cobertas por plantas ornamentais. Além disso, há um quadro estilo detetive, com fotografias, documentos e fios vermelhos conectando as imagens." width="570" height="257" /><figcaption id="caption-attachment-36831" class="wp-caption-text">A obra original conta com quatro livros publicados, o que indica uma possível continuação do filme como uma franquia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desse contexto, o grupo tão aparentemente centrado em fazer ‘o que é certo’, se depara entre denunciar amigos de longa data e preservar a história e reputação de ambos. Ao questionarem John e receberem a confirmação de suas hipóteses, </span><a href="https://www.newsweek.com/entertainment/movies/helen-mirren-on-thursday-murder-club-and-hollywood-success-on-her-terms-10475849"><span style="font-weight: 400;">Elizabeth</span></a><span style="font-weight: 400;"> percebe que ele iria matar a esposa com um medicamento e cometer suicidio, mas não impede o seu plano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essea, entre outros conflitos servem para criar tensão na história, trazer à tona os dilemas éticos da obra e para agregar um toque de imperfeição a esses personagens tão carismáticos, que provocam simpatia no espectador. É interessante assistir à trama de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">investigadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> independentes que estão inseridos no ambiente do crime, porém é justamente isso que os tornam falhos, humanos demais, em um ótimo sentido. Por fim e graças ao trabalho investigativo do clube, todos os criminosos – estimados ou não – são desvendados, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tão querido lar de seus moradores, é salvo pela filha de Joyce, que compra o lugar e permite o sentimento de ‘felizes para sempre’, o qual não deve durar muito tempo se as suposições estiverem certas e uma possível continuação estiver sendo preparada— assim como outras franquias da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas e a nossa responsabilidade para com a memória do Holocausto</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 22:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas (Foto: Reprodução) Raquel Dutra 75 anos nos separam de Anne Frank, do fim da Segunda Guerra Mundial e do fim do regime nazista na Europa. Historicamente, não estamos longe desta data, mas de forma geral, o Holocausto parece algo distante da maioria dos cidadãos do século XXI. Essa ilusão se dá &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/anne-frank-vidas-paralelas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas e a nossa responsabilidade para com a memória do Holocausto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14303" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-1-1.jpg" alt="" width="960" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-1-1.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-1-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-1-1-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><span style="color: #686868; font-size: 13px; font-style: italic; background-color: transparent; text-align: inherit;">#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas (Foto: Reprodução)</span></p>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">75 anos nos separam de </span><a href="https://www.annefrank.org/en/anne-frank/who-was-anne-frank/quem-foi-anne-frank/"><span style="font-weight: 400;">Anne Frank</span></a><span style="font-weight: 400;">, do fim da </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/not%C3%ADcias/segunda-guerra-mundial/s-101552"><span style="font-weight: 400;">Segunda Guerra Mundial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do fim do regime </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kMxrFxDKDiw"><span style="font-weight: 400;">nazista</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Europa. Historicamente, não estamos longe desta data, mas de forma geral, o Holocausto parece algo distante da maioria dos cidadãos do século XXI. Essa ilusão se dá com razão: é difícil assimilar a estimativa absurda de dezenas de milhões de pessoas que foram perseguidas, torturadas e assassinadas pelo nazismo entre os anos de 1930 e 1945. Também é difícil conceber que tamanha destruição foi arquitetada e executada por mentes e mãos humanas.</span><b> </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o que</span> <span style="font-weight: 400;">historiadores e psicólogos relembram no documentário </span><em><a href="https://www.netflix.com/title/81264660"><span style="font-weight: 400;">#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas</span></a></em><span style="font-weight: 400;">: nós costumamos distanciar da espécie humana quem esteve por trás do genocídio, mas embora esvaziadas de qualquer noção possível de humanidade, aquelas pessoas ainda eram conscientes de seus próprios atos. Parafraseando </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/07/quem-foi-primo-levi-e-por-que-sua-obra-ainda-e-atual.html"><span style="font-weight: 400;">Primo Levi</span></a><span style="font-weight: 400;">, que compartilha suas memórias do Holocausto e discute o conceito de humanidade no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">É isto um homem?</span></i><span style="font-weight: 400;">, em certa medida, eram mentes e mãos humanas assim como as suas, que agora acompanham meu raciocínio e rolam essa página. Ou como as minhas, que agora organizam ideias e escrevem esse texto.</span><span id="more-14302"></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5zBWt61RqN8?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece coisa de outra civilização, de outra era, de outro mundo, mas o período mais perverso da história recente da humanidade não está tão distante de nós quanto pode parecer. Ainda lidamos com suas consequências e o potencial destrutivo do ser humano ainda é uma ameaça que também se concretiza em ações. Por isso, a respeito deste assunto, nós ainda temos responsabilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É sobre essas percepções e considerações que<em> #AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas</em> se debruça para sutilmente desenvolver sua mensagem. Valendo-se de alguns trechos do livro <em>O Diário de Anne Frank</em>, o longa traz a participação de pessoas que, diferentemente de Anne e outros membros da família Frank,  testemunham em vida o que sofreram durante o Holocausto. Sem tirar o protagonismo destes relatos, pequenas doses de informações técnicas sobre o período são incluídas, através da colaboração de especialistas, pesquisadores, dentre outras pessoas que dedicam suas vidas à preservação fiel dessas memórias. </span></p>
<figure id="attachment_14304" aria-describedby="caption-attachment-14304" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14304 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-1024x564.jpg" alt="" width="840" height="463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-1024x564.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-1536x846.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-2048x1127.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-2-1-1-1200x661.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14304" class="wp-caption-text">Traduzido em mais de 70 idiomas, O Diário de Anne Frank vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo e consagrou-se um dos livros mais lidos de todos os tempos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto de sua família, Anne Frank viveu dois anos de sua vida (1942-1944) escondida no edifício em que seu pai trabalhava</span><span style="font-weight: 400;"> em Amsterdã (hoje, um </span><a href="https://www.annefrank.org/en/"><span style="font-weight: 400;">museu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que inclusive tem parte do acervo </span><a href="https://artsandculture.google.com/exhibit/anne-frank/wQi4lSIy"><span style="font-weight: 400;">disponibilizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> virtualmente em português). Foi de lá que ela escreveu um diário, registrando seus sentimentos, percepções, momentos de otimismo e desesperanças enquanto se protegia da perseguição nazista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No diário, Anne dizia que queria “viver mesmo depois de sua morte”, e</span> <span style="font-weight: 400;">assim o fez.  Consciente do destino que poderia ter, ela organizou e reeditou seus registros, deixando-os preparados para o futuro que gostaria que eles tivessem. Pouco depois, ela foi descoberta no esconderijo e enviada à </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/22/internacional/1511349413_515782.html"><span style="font-weight: 400;">Auschwitz</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde morreu pouco antes da guerra terminar. O livro foi deixado, encontrado e publicado, eternizando a figura de Anne Frank mundialmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu diário abriga tanto </span><span style="font-weight: 400;">potencial narrativo e documental que deu origem a muitas outras obras, como a cinebiografia </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Di%C3%A1rio_de_Anne_Frank"><i><span style="font-weight: 400;">The Diary of Anne Frank</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1959). Agora, inspirou o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas</span></i><span style="font-weight: 400;">, que é</span><span style="font-weight: 400;"> diferente de tudo o que já foi feito com base no livro.</span></p>
<figure id="attachment_14305" aria-describedby="caption-attachment-14305" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14305 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-1024x632.jpg" alt="" width="840" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-1024x632.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-300x185.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-768x474.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-1536x947.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-2048x1263.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-3-1-1200x740.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14305" class="wp-caption-text">O filme promove um encontro de gerações, impactando quem assiste de formas até então inexploradas pelas obras que tratam do tema (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, lançado na Itália em novembro de 2019 e disponibilizado na Netflix em julho deste ano, interliga os relatos do livro com testemunhos inéditos</span><span style="font-weight: 400;">. Deles, nós já imaginamos o que esperar: muita dor, crueldade e cicatrizes tão profundas que mesmo hoje, mais de 70 anos depois, ainda geram medos. Elas também falam sobre como encaram essas memórias e como se sentem no mundo hoje. Mas isso não é tudo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas</em> se encarrega principalmente de mostrar como a manutenção da memória coletiva do Holocausto é também responsabilidade dos jovens. </span><span style="font-weight: 400;">É aqui que mora a essência do filme, construída pela</span><span style="font-weight: 400;"> direção suave de Anna Migotto e Sabina Fedeli, que também assinam o roteiro. A autonomia dos depoentes é preservada e o filme desenvolve um ritmo orgânico que permite o desenvolvimento de uma conexão do público com os relatos  dos filhos e netos dos sobreviventes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecendo os sentimentos dos mais jovens em relação aos seus familiares que sentiram os horrores do nazismo na pele, entendemos que a dificuldade em compreender o que aconteceu não é apenas nossa. Assim, conseguimos também nos enxergar em algum lugar entre os netos ou bisnetos das testemunhas. Ali, a memória do Holocausto é “atualizada” e somos orientados sobre como devemos agir diante disso tudo nos dias de hoje.</span></p>
<p><figure id="attachment_14306" aria-describedby="caption-attachment-14306" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-14306" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14306" class="wp-caption-text">Helen Mirren orienta a progressão temática do filme empenhando toda sua expressividade já conhecida de RED (2010) e premiada por A Rainha (2006) [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O ponto principal da condução do filme fica por conta da narração de Helen Mirren. Nela, inexiste o intuito de interpretar Anne Frank como uma personagem, e por isso a participação da atriz funciona tão bem. Anne existe no documentário por si mesma &#8211; ela é a escritora da referência narrativa e a principal testemunha. Helen é a contadora de histórias, que fala diretamente do quarto onde Frank escreveu seus relatos enquanto é fotografada em planos fechados, sob uma luz e composições visuais aconchegantes. Quando a atriz tira os olhos do livro para contextualizar brevemente alguma situação conversando com o espectador, as imagens se abrem em planos médios que apresentam o quarto da jovem para os nossos olhos curiosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A máxima da combinação dos escritos de Anne com a narração de Helen é quando o primeiro beijo da jovem é mencionado. A escrita de Frank sobre esse dia é vivaz e eufórica, e a atriz resgata a graciosidade e a espontaneidade da juventude em sua leitura dramatizada. O resultado é uma cena enérgica que nos aproxima da Anne adolescente e trata com leveza momentos típicos da idade, como o despertar da sexualidade. É uma brecha que o documentário cria para humanizar ainda mais a figura histórica de Anne Frank e criar identificações entre ela e o público &#8211; especialmente os mais jovens. </span></p>
<figure id="attachment_14307" aria-describedby="caption-attachment-14307" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14307 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-1024x599.jpg" alt="" width="840" height="491" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-1024x599.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-768x449.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-1536x899.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-2048x1198.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-5-1200x702.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14307" class="wp-caption-text">Mesmo inserida num cenário tão amedrontador e fazendo registros tão lúcidos da situação, Anne Frank ainda vivia sua adolescência e também a registrava &#8211; essa é uma das facetas da preciosa profundidade do Diário (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último elemento de condução do filme amarra o diálogo com as novas gerações. É uma personagem adolescente que carrega em seu nome uma sutil relação a </span><i><span style="font-weight: 400;">Kitty</span></i><span style="font-weight: 400;">, a amiga imaginária de Anne Frank a quem eram destinadas as cartas contidas no diário.</span><span style="font-weight: 400;"> Apresentada como </span><i><span style="font-weight: 400;">@KaterinaKat</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Martina Gatti, de <em>SKAM Italia</em>), a garota visita, </span><span style="font-weight: 400;">em silêncio, memoriais e museus do Holocausto e registra suas inquietações em postagens nas suas redes sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cenas finais, Katerina chega ao seu último destino: o quarto de Anne Frank, onde Helen Mirren esteve o filme inteiro. A jovem abre a porta para entrar ao mesmo tempo em que Mirren abre para sair, ao terminar sua última fala. É um momento lindo e significativo que ressoa um “agora é com você” para as novas gerações, representadas na imagem de Katerina. É concluída com sucesso transmissão da mensagem do filme: nós &#8211; a juventude do século XXI &#8211; entendemos qual é a nossa responsabilidade para com a integridade da memória do Holocausto.</span></p>
<figure id="attachment_14308" aria-describedby="caption-attachment-14308" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14308 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-1024x640.jpg" alt="" width="840" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-2048x1280.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/foto-6-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14308" class="wp-caption-text">Primo Levi diz que “os monstros existem, mas são poucos para serem verdadeiramente perigosos; mais perigosos são os homens comuns, os funcionários prontos a ceder e a obedecer sem discussão, como Eichmann ou como Höss, o comandante de Auschwitz” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>#AnneFrank &#8211; Vidas Paralelas</em> não é um documentário sobre o Holocausto nem sobre a Segunda Guerra Mundial. Não é sobre o nazismo, nem mesmo sobre Anne Frank. É sobre memória, sobre responsabilidade e sobre futuro. É sobre a importância de resistir ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6uPx9D7XZYs&amp;vl=pt"><span style="font-weight: 400;">revisionismo histórico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52870901"><span style="font-weight: 400;">esvaziamento dos significados</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Holocausto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É também sobre a importância de estarmos alertas, pois respiros de neonazismo teimam em </span><a href="https://nacoesunidas.org/neonazismo-e-um-cancer-que-voltou-a-se-espalhar-pelo-mundo-alerta-chefe-da-onu/"><span style="font-weight: 400;">surgir pelo mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e pelo </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/06/29/dados-indicam-crescimento-do-neonazismo-no-brasil.htm"><span style="font-weight: 400;">Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; afora. Eles se sustentam nas bases do nazismo, como </span><a href="https://www.ipea.gov.br/igualdaderacial/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=730"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.ufjf.br/ladem/2020/06/29/a-xenofobia-no-brasil-e-no-mundo/"><span style="font-weight: 400;">xenofobia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252006000100002"><span style="font-weight: 400;">eugenismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2016/07/noticias/358042-intolerancia-e-discriminacao-reflexos-do-medo-despertado-pelas-diferencas.html"><span style="font-weight: 400;">outras formas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de preconceito e discriminação. Por si só, já ameaçam a vida e a liberdade de milhões de pessoas; quando combinadas dentro de uma mente motivada pelo ódio que faz horrores parecerem legítimos, resultam em destruições massivas. E estas sim, são práticas inegavelmente, conscientemente e visivelmente próximos de nós, em todos os sentidos.</span></p>
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		<title>A Maldição da Casa Winchester e a saturação de filmes de assombração</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 23:04:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Nos Estados Unidos, a era Trump, além de marcada pelo caos político e por um festival de intolerância, trouxe também à tona a velha discussão sobre o controle do uso de armas pelos cidadãos. Esse debate, que se intensificou após uma série de tiroteios que mancharam de sangue escolas e universidades do país, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/maldicao-casa-winchester-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Maldição da Casa Winchester e a saturação de filmes de assombração"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9708" aria-describedby="caption-attachment-9708" style="width: 599px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9708" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09-1024x684.jpg" alt="" width="599" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/A-Maldição-da-Casa-Winchester_09.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 599px) 85vw, 599px" /><figcaption id="caption-attachment-9708" class="wp-caption-text">Longa se passa em 1906 e aborda questões de âmbito social ainda em vigor nos Estados Unidos do século XXI (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Vitor Evangelista<br />
</span></span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><br />
Nos Estados Unidos, a era Trump, além de marcada pelo caos político</span> <span style="font-family: Arial, serif;">e por um festival de intolerância, trouxe também à tona a velha discussão sobre o controle do uso de armas pelos cidadãos. Esse debate, que se intensificou após uma série de tiroteios que mancharam de sangue escolas e universidades do país, gera um número exorbitante de pontos de vista; no Ccinema, um</span> <span style="font-family: Arial, serif;">deles foi</span> <span style="font-family: Arial, serif;">abordado recentemente no último longa dos Irmãos Spierig: <em>A Maldição da Casa Winchester</em>.</span></span><span id="more-9707"></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">A primeira questão a chamar atenção é o fator real da história. A casa-título realmente existe em San Jose, na Califórnia, e é representada no filme como algo vivo e em incessante criação e destruição. Mas o que dá</span> <span style="font-family: Arial, serif;">vida à trama não é apenas</span> <span style="font-family: Arial, serif;">a</span> <span style="font-family: Arial, serif;">personificação.</span></span></p>
<p><figure id="attachment_9709" aria-describedby="caption-attachment-9709" style="width: 598px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9709" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2-1024x576.jpg" alt="" width="598" height="337" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 598px) 85vw, 598px" /><figcaption id="caption-attachment-9709" class="wp-caption-text">Antes do terremoto de 1906, que causou estragos em todo o estado americano, a casa tinha sete andares (agora são somente quatro), nos quais ficavam distribuídos 160 cômodos, entre eles 40 quartos, dois salões, 6 cozinhas, 47 lareiras, 2 porões e 13 banheiros (mas apenas um chuveiro) [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">O elenco, estrelado pela veterana e ganhadora do <em>Oscar</em> de Melhor Atriz, Helen Mirren, possui papel fundamental na construção narrativa</span> – <span style="font-family: Arial, serif;">mesmo que esta em um</span> <span style="font-family: Arial, serif;">papel apático, sem nenhum desafio e talvez um dos mais questionáveis de sua carreira. Ela</span> <span style="font-family: Arial, serif;">interpreta uma viúva, dona de uma companhia de armas e que deve ser diagnosticada pelo doutor Erik Price. Contratado pela diretoria da empresa que busca tomar posse das mãos da mulher, alega sua perda de sanidade ao lidar com os espíritos que permeiam sua mansão.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Price é vivido por Jason Clarke,</span> <span style="font-family: Arial, serif;">que aqui repete a fórmula do herói atormentado e assombrado por traumas do passado (ótimo em <em>Planeta dos Macacos: O Confronto</em> e sem sal em <em>O</em> <em>Exterminador do Futuro: Gênesis</em>). Inclusive, seu personagem tem a maior descaracterização do filme, ao primeiro ser retratado como um boêmio apaixonado por drogas e prostituição, e depois ter sua imagem limpa, se tornando um simples homem com problemas de bebida.</span></span></p>
<figure id="attachment_9710" aria-describedby="caption-attachment-9710" style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester-1024x683.jpg" alt="" width="597" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/winchester.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 597px) 85vw, 597px" /><figcaption id="caption-attachment-9710" class="wp-caption-text">A dinâmica entre médico e paciente de Clarke e Mirren é mal desenvolvida e sem muito aprofundamento psicológico (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Além dos dois protagonistas, o filme conta com Sarah Snook e </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Finn Scicluna-O&#8217;Prey como mãe e filho, em uma dinâmica que bebe na fonte de Shelley Duvall em <em>O Iluminado </em>e no núcleo familiar de <em>O Exorcista</em>. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">N</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">ão chegando, porém, ao nível simbólico de nenhum dos dois. </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Um dos maiores desapontamentos (quiçá o maior) que <em>Winchester</em> desperta no público é a sensação de desaproveitamento de uma locação estupenda e insana, que se restringe a</span> <span style="font-family: Arial, serif;">tomadas em ambientes fechados e estáticos. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">O filme mostra uma ou duas vezes um movimento significativo de câmera, andando pelos corredores e saboreando a arquitetura travessa e incômoda do ambiente. Ora, uma casa que é reconstruída a todo momento deveria, pelo menos uma vez, mostrar o processo disso em vez de</span> <span style="font-family: Arial, serif;">apenas filmar ao longe os pedreiros com capacetes e barras de ferro suspensas! </span></span></p>
<figure id="attachment_9711" aria-describedby="caption-attachment-9711" style="width: 598px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9711" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4-1024x513.jpeg" alt="" width="598" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4-1024x513.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4-768x385.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4-1200x601.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-4.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 598px) 85vw, 598px" /><figcaption id="caption-attachment-9711" class="wp-caption-text">Os diretores não aproveitam luzes ambientes e carregam o filme num tom escuro e melancólico, com poucos momentos em que o espectador consegue enxergar a trama e se afeiçoar a ela (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Um exemplo de filme que abraça a ideia da casa protagonista é o excelente <em>A Casa Monstro</em>, animação de 2006. Outro é <em>Invocação do Mal 2</em>, de 2016, que dá, acima de tudo, um exemplo de filmagem instigante em ambientes claustrofóbicos.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Outra questão que deixa a desejar é a existência ou não dos espíritos na Mansão, respondida logo de cara, tirando o gosto do mistério e o sentimento de não saber ao certo o que ocorre naquele ambiente tão caótico e cheio de pregos e escadarias. A personagem de Mirren, Sarah, poderia ser o ponto de virada da história, na tentativa do doutor determinar sua sanidade ou não. Isso</span> <span style="font-family: Arial, serif;">com certeza incharia o filme e o faria mais interessante.</span></span></p>
<figure id="attachment_9712" aria-describedby="caption-attachment-9712" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9712" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imagem-05.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9712" class="wp-caption-text">Um dos poucos momentos em que a câmera ousa e capta as imagens em ângulos mais corajosos e menos convencionais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Após um primeiro arco conciso e o mais direto possível, </span><em><span style="font-family: Arial, serif;">A Maldição da Casa Winchester</span></em> <span style="font-family: Arial, serif;">segue, numa segunda etapa repetitiva e que não diz muito, uma série de caminhadas noturnas e viradas rápidas de câmera para os sustos momentâneos</span> – <span style="font-family: Arial, serif;">e</span> <span style="font-family: Arial, serif;">um dos terceiros atos mais longos e anticlimáticos de que me recordo. A quantidade exorbitante de momentos de tensão, que se sobrepõe um ao outro, provocam cansaço e a sensação de que o tempo não passa, mesmo sendo esse um filme de apenas 100 minutos. </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">No fim das contas, <em>Winchester</em> se mostra mal dosado e mal planejado, o que certamente frustraria os esforços de seus antecessores.</span></span></p>
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