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	<title>Arquivos Hadley Robinson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Hadley Robinson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>A História do Som: Paul Mescal e Josh O&#8217;Connor brilham em uma ode ao amor e a música</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra  Toda história de amor deveria poder ser vivida em alto e bom som, mas, nas trincheiras, resistem aquelas que precisaram criar uma melodia própria – e silenciosa – para si. A História do Som, dirigido por Oliver Hermanus, é baseado em um conto homônimo de Ben Shattuck, responsável pela adaptação do próprio texto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A História do Som: Paul Mescal e Josh O&#8217;Connor brilham em uma ode ao amor e a música"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36143" aria-describedby="caption-attachment-36143" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-800x450.jpg" alt="Cena do filme A História do Som: Dois homens, Lionel e David ( da esquerda para a direita), brancos e de cabelos castanhos, estão sentados lado a lado em um banco de madeira em uma sala de uma estação de trem antiga. Ambos vestem roupas de época, em tons marrons. Lionel olha para o outro enquanto conversa; David toca o próprio pescoço com a mão e parece pensativo. Ao fundo, há outras pessoas sentadas; um homem lê o jornal e um casal conversa entre si." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36143" class="wp-caption-text">A História do Som faz um retrato de uma relação rodeada de partituras e acordes (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda história de amor deveria poder ser vivida em alto e bom som, mas, nas trincheiras, resistem aquelas que precisaram criar uma melodia própria – e silenciosa – para si. </span><a href="https://mostra.org/filmes/a-historia-do-som"><i><span style="font-weight: 400;">A História do Som,</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dirigido por Oliver Hermanus, é baseado em um conto homônimo de </span><span style="font-weight: 400;">Ben Shattuck, responsável pela adaptação do próprio texto em roteiro. O longa teve sua primeira exibição no Brasil na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas seções Foco Reino Unido e Perspectiva Internacional. </span><span style="font-weight: 400;">O filme apresenta a música em um lugar quase de protagonista e mergulha na </span><a href="https://abra.com.br/artigos/quais-sao-as-7-artes"><span style="font-weight: 400;">Quarta Arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> para contar a história de Lionel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">) e David (</span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><span style="font-weight: 400;">Josh O&#8217;Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">), dois artistas que se conhecem em Boston, no fim da década de 1910, e cuja relação reverbera para muito além de sua breve duração.</span></p>
<p><span id="more-36139"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The History of Sound,</span></i><span style="font-weight: 400;"> título original, traz dois atores que estão em voga e cuja fama vem acompanhada de uma jornada convincente sobre seus talentos. No longa em questão, ambos conseguem definir bem seus personagens através de suas performances – o que, nesse caso, não significa limitá-los, porém expressar justamente as camadas que os constroem. Lionel foi criado em uma fazenda no Kentucky, onde se apaixonou por música popular</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Ele tem laços muito fortes com a sua família; é um homem doce, que está descobrindo o mundo, de certa forma – e o faz de um modo tímido e com o coração sempre perto de casa. David, por outro lado, cresceu em uma lógica familiar marcada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-eleanor-critica/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">; órfão desde cedo, foi criado pelo tio, falecido há pouco tempo, e que o influenciou na paixão musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cursos de vida de ambos os protagonistas parecem criar espaços para que um possa completar o outro. O encontro, no primeiro momento, é marcado pela paixão que compartilham e uma coreografia perfeita: uma troca de olhares sensível e um gestual carregado de leveza. Apesar de carnal à princípio, Hermanus nunca deixou que a natureza desse encontro fosse pura, uma vez que ele provoca diálogos que revelam uma conexão que vai além da atração física, mas que explica de onde ela surge. Aqui, a parceria de </span><a href="https://mostra.org/diretores/oliver-hermanus"><span style="font-weight: 400;">Hermanus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shattuck carrega algo extraordinário: a capacidade de gritar no silêncio. Durante todo o filme, existe um ar de desejo, um sentimento estranho de que essa relação parece nunca chegar perto de seu ápice. E isso é completamente proposital.</span></p>
<figure id="attachment_36140" aria-describedby="caption-attachment-36140" style="width: 789px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2.png" alt="Cena do filme A História do Som. Lionel, um homem branco de cabelos castanhos, está sentado encostado na parede, ao lado de uma janela. Ele sorri e aparenta estar alegre; veste uma camisa listrada e um suspensório cinza. Os pés de outro homem, calçados com um sapato de couro marrom, estão apoiados na mesma janela." width="789" height="460" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2.png 789w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-768x448.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36140" class="wp-caption-text">Em A História do Som, as cenas íntimas do casal fluem naturalmente e transmitem a segurança dos atores (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambientação nos anos 1920 é feita com maestria. Muito mais do que reconstruir uma época com cenários e caracterização, o longa consegue fazer retratos específicos dos lugares pelos quais percorrem os personagens. Entre eles: a faculdade de música, em Boston, a fazenda no Kentucky onde Lionel foi criado, Roma e Londres, onde esse também vive em alguns períodos, além das vilas, nos Estados Unidos. Nessas pequenas civilizações, ambos os protagonistas passaram coletando canções </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um </span><a href="https://souzalima.com.br/blog/o-que-e-fonografo/"><span style="font-weight: 400;">fonógrafo de cilindro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro aparelho gravador, com o objetivo de guardá-las para a posteridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo em inglês, </span><a href="https://rollingstone.com.br/artigo/alem-de-bob-dylan-o-lado-b-do-folk-gringo/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz referência ao folclore, ao que é popular dentro de uma comunidade e tange muito mais o que é ‘dito’ e ‘por quem’ é dito do que ‘como’ e em que ‘ritmo’. Assim, os dois músicos mergulham na intimidade dessas histórias, através das canções, enquanto estreitam seus laços. Afinal, é nessa jornada, isolada da cidade e das outras partes de suas vidas, que a conexão dos dois ganha espaço físico para se expandir. Esse é um contexto em que ser </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">é, inevitavelmente, algo vivido no silêncio. É nele que, de novo, a coreografia e as atuações encontram um meio para se expressarem sem precisarem de uma única palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma sutileza ao transmitir a dor de quem gostaria de abraçar e beijar o parceiro que parte para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><span style="font-weight: 400;">guerra</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, quando Lionel vê David vestido em sua farda, é seu corpo quem fala: sua garganta se movimenta transportando de volta para dentro o choro que insiste em sair. A viagem dos dois é justamente o reencontro após esse momento. Em seguida, depois de um desentendimento, Lionel segue para Roma, e então para Londres, onde exerce funções de prestígio e se envolve em outras relações, inclusive com uma mulher. É claro para o espectador e para os personagens que ilustram essa nova vida do protagonista que existe um resíduo de passado nele, algo que o descola da realidade: o luto por algo que poderia ter sido mais.</span></p>
<figure id="attachment_36141" aria-describedby="caption-attachment-36141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-800x471.jpg" alt="David, um homem branco, de cabelos castanhos e olhos claros, aparece com um uniforme militar e cabelo penteado com gel. Seus olhos parecem tristes e marejados de lágrimas. " width="800" height="471" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-800x471.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1024x603.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-768x452.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1536x904.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1200x707.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36141" class="wp-caption-text">“Não morra e mande chocolate” &#8211; diz Lionel a David (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da melancolia que a realidade social força sobre a história do casal, a forma como a conexão entre eles se apresenta é muito genuína e terna. Especialmente, durante a viagem em conjunto ou a qualquer momento em que falam sobre música. Infelizmente, (ou não) nem o texto, nem a direção conseguem impor sobre a narrativa um esquecimento dessa dor que é um fato histórico. Nesse sentido, é interessante que a </span><a href="https://dasartes.com.br/de-arte-a-z/veja-fotografias-dos-seculos-19-e-20-da-vida-gay-quando-o-amor-era-ilegal/"><span style="font-weight: 400;">repressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja um tópico discutido diretamente pelo casal, que, com certeza, a sentem, mas se ocupam em falar sobre o universo interno da relação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vivências têm o poder de marcar a vida dos envolvidos para sempre, e expressar essa potência nas telas não é uma tarefa fácil. Para cumpri-la com êxito, </span><a href="https://suffolkcommunitylibraries.co.uk/pt/conheca-o-autor-ben-shattuck/"><span style="font-weight: 400;">Shattuck</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma linha do tempo em que a narrativa de Lionel e David ecoa: após a morte de sua mãe (Molly Price), o primeiro decide ir à cidade em que o ex-parceiro e eterno amor morou, para recuperar os cilindros das gravações que fizeram. No local, ele descobre que essa viagem não havia sido um pedido da universidade em que David trabalhava, como ele havia afirmado – na verdade, tratava-se de um projeto pessoal. Além disso, ele encontra uma personagem inesperada: a esposa do então professor e em uma condição ainda mais perturbadora – a de viúva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Belle (</span><a href="https://personaunesp.com.br/moxie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hadley Robinson</span></a><span style="font-weight: 400;">) entrega ao personagem de Mescal as cartas que recebeu dele após a morte do marido. Nesse momento, a atriz também se destaca conseguindo retratar esse novo conflito da trama. Entre o ciúme, o luto e a compreensão do amor que aquele homem sentia pelo seu parceiro falecido, ela se expressa de forma confusa e emotiva, completamente natural. Filmes são feitos por humanos para outros humanos, e, portanto, é primordial que seus personagens tenham a liberdade para agir como tal. </span></p>
<figure id="attachment_36142" aria-describedby="caption-attachment-36142" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36142" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-800x450.jpg" alt="Uma mulher negra de cabelos escuros e vestido bege listrado está sentada cantando em frente ao fonógrafo. Ao fundo, aparece um homem olhando a moça cantar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36142" class="wp-caption-text">As músicas coletadas carregam a história de um povo e compõem a trajetória pessoal dos protagonistas (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aquele pedaço de vida compartilhado entre Lionel e David era tão valioso que ele não recebe um desfecho nesse encontro com Belle. Na verdade, ele nunca acontece. Nos anos 80, Lionel, agora interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chris Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">, se tornou um professor de música e escritor. Ele publica um livro sobre a jornada musical com seu ‘amigo’ – descrição que aponta, ainda que indiretamente, para as questões sociais que circundam essa história. Apenas nesse momento, décadas depois, o músico consegue acesso aos cilindros com as gravações das canções. Muito mais do que isso, aquela caixa com pequenos tubos metálicos materializa algo que estava invisível na sua alma e no ar, assim como as ondas mecânicas que compõem o que chamamos de som.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A História do Som</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria uma narrativa que reflete amores e traumas sem deixar as lindas partes de um encontro de lado. Apesar da tragicidade, fica claro que os criadores entendem que uma jornada não precisa durar para sempre para ser considerada importante. Cooper tem uma performance mágica, que transmite tudo que essa relação continua a provocar dentro dele mesmo que tanto tempo depois. Além disso, a presença de canções </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> incríveis nas </span><a href="https://www.washingtonpost.com/entertainment/movies/2025/05/23/paul-mescal-history-of-sound-cannes/"><span style="font-weight: 400;">vozes</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos atores completa a sensibilidade do enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os envolvidos nessa narrativa constroem algo encantador, que emociona pelo amor que se viveu e por tudo mais que lhes foi roubado. Uma das músicas mais marcantes da história é a que David estava escrevendo enquanto vivia em Boston. Nela, uma pessoa chora a morte da amada sob seu túmulo; ela pede para que ele a deixe descansar. Esse desejo do personagem musical nunca foi respeitado. Talvez, David pensasse tal qual sua criação, mas a verdade é que estamos inclinados a fazer como o homem da canção e como Lionel. O que o filme de Hermanus nos mostra é que ser ouvido é um privilégio, e enquanto ele o for, o registro será uma forma de </span><a href="https://youtu.be/gVouPybdACs?si=0vrxD2KA3aGaHAsp&amp;t=80"><span style="font-weight: 400;">amar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de lembrar do que um dia foi a época mais feliz da vida de alguém.</span></p>
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		<title>Moxie: quando borboletas quebram casulos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 16:12:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Caroline Fonte Uma lagarta, para se tornar borboleta, passa por uma metamorfose que irá mudar totalmente a sua vida e o mundo ao seu redor. Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta, novo filme da Netflix que chegou no dia 3 de março, conta sobre a transformação de Vivian (Hadley Robinson), uma garota do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/moxie-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Moxie: quando borboletas quebram casulos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19710" aria-describedby="caption-attachment-19710" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1.jpg" alt="Poster do filme Moxie, com fotografia dos personagens muito próximos gritando ao fundo, em preto e cinza. Da esquerda para a direita: Cláudia está mais acima que todas as personagens e Emma embaixo, seguidas por Kiera, Lucy, Vivian com Kaitlynn e CJ acima, Amaya abaixo delas e Seth ao final e acima. Em primeiro plano há o título Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta centralizado em vermelho." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19710" class="wp-caption-text">“Acho que só estou com raiva; Estou com raiva e quero gritar” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Júlia Caroline Fonte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma lagarta, para se tornar borboleta, passa por uma metamorfose que irá mudar totalmente a sua vida e o mundo ao seu redor. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-motivos-para-assistir-moxie-quando-garotas-vao-luta-novo-filme-adolescente-da-netflix-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, novo filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">que chegou no dia 3 de março, conta sobre a transformação de Vivian (Hadley Robinson), uma garota do Ensino Médio que não pôde ficar em silêncio diante das situações </span><a href="https://blogueirasfeministas.com/2018/11/30/quando-fui-chefe-e-reconheci-a-misoginia/"><span style="font-weight: 400;">misóginas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aconteciam em seu colégio, e passa a enfrentá-las usando o </span><a href="https://aestranhamente.com/o-que-e-um-zine-e-porque-voce-deve-ficar-de-olho/"><i><span style="font-weight: 400;">fanzine</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">Moxie</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi capaz de romper o casulo de diversas meninas a sua volta.</span></p>
<p><span id="more-19707"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme se propõe a quebrar paradigmas da grande maioria dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-garota-de-rosa-shocking-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">longas adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando que a rivalidade feminina não é necessária para contar uma boa história e chamar a atenção do seu nicho. </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente traz a perspectiva de que o </span><a href="http://www.revistacapitolina.com.br/amar-outras-mulheres-e-um-ato-revolucionario/"><span style="font-weight: 400;">apoio mútuo</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as mulheres, muito diferentes entre si, pode ser transformador e necessário; e que quando uma garota toma uma atitude, por mais que pequena, pode encorajar e dar voz a todas as outras. O filme não é perfeito quando engloba o feminismo em sua totalidade, mas é um início muito positivo para essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">mudança nos rumos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do audiovisual.</span></p>
<figure id="attachment_19711" aria-describedby="caption-attachment-19711" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19711" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2.jpg" alt="Na foto temos em foco a personagem Vivian, uma garota adolescente, branca, loira, com uma expressão determinada no rosto; ela está molhada devido e usando uma capa de chuva amarela. Na mão direita ela segura o fanzine Moxie, com capa branca e desenhos coloridos, que incluem o título em vermelho, uma garota loira com luvas de boxe em posição de luta, e uma frase em inglês (The Girls of Moxie are over it)." width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-2-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19711" class="wp-caption-text">“Quando eu tinha 16 anos, só queria acabar com o patriarcado e queimar tudo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é apenas sua narrativa que chama a atenção &#8211; por trás das câmeras as mulheres também tiveram destaque. O filme baseado no </span><a href="http://umaleitoravoraz.blogspot.com/2019/01/resenha-moxie-de-jennifer-mathieu.htm"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo de Jennifer Mathieu</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem direção de </span><a href="https://cinemaplanet.pt/moxie-o-grito-silencioso-de-amy-poehler-pelo-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Poehler</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteiro de Tamara Chestna e Dylan Meyer. Além disso, o departamento de arte é totalmente formado por mulheres que fizeram um trabalho perfeito, trazendo maior verossimilhança em cenários e figurinos e evitando criar uma realidade fantasiada da vida de uma adolescente. Ainda conseguiram realizar uma obra visualmente maravilhosa, cheia de detalhes, referências e significados. E por causa disso, é notável a preocupação da equipe em colocar borboletas no quarto de Vivian e no seu figurino na cena final, enfatizando sua transformação ao longo da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a trama se destaca por trazer personagens muito importantes tanto para o público quanto para a protagonista, uma garota introvertida, que, no início da história, acha conveniente se calar para as situações erradas que ocorrem com as mulheres na escola &#8211; como </span><a href="https://azmina.com.br/reportagens/assedio-saiba-o-que-e-como-identificar-e-o-que-fazer/"><span style="font-weight: 400;">assédios</span></a><span style="font-weight: 400;"> tratados com descaso, uma lista que classifica mulheres de </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/moxie-7-coisas-que-o-filme-nos-ensina-quando-o-assunto-e-sexismo/"><span style="font-weight: 400;">modo sexista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e homens saindo impunes e repressão por vestimentas. Vivian começa, aos poucos, a questionar todas essas situações, e Lucy (Alycia Pascual), a aluna nova, aparece para dar um empurrãozinho e tirá-la desse casulo em que está presa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lucy, uma </span><a href="https://www.politize.com.br/feminismo-negro-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">garota negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, chega deslocada e começa a ser constantemente assediada pelo capitão do time de futebol americano, Mitchell Wilson (Patrick Schwarzenegger). Vivian a aconselha a baixar a cabeça para que ele pare de incomodá-la, porém Lucy não aceita e insiste que a questão é muito mais profunda, despertando uma série de questionamentos na protagonista. Além dela, </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie</span></i><span style="font-weight: 400;"> chama a atenção pela diversidade de personagens (e de elenco), apresentando pautas relacionadas à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ennUkGub7UM"><span style="font-weight: 400;">mulheres com deficiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blogueirasfeministas.com/2013/07/17/meu-lugar-de-mulher-trans/"><span style="font-weight: 400;">trans</span></a><span style="font-weight: 400;">, negras, asiáticas, </span><a href="http://www.revistacapitolina.com.br/mulheres-no-esporte-nas-telas/"><span style="font-weight: 400;">atletas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo aquelas consideradas &#8220;padrão&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_19712" aria-describedby="caption-attachment-19712" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19712" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2.jpg" alt="Cena do filme, em que as personagens femininas adolescentes estão reunidas no pátio da escola, da esquerda para a direita: Meg, branca, cadeirante que usa próteses na perna, cabelo chanel castanho claro, está sentada de jaqueta jeans e vestido vinho, tem expressão séria no rosto; Amaya, negra, cabelo curto, também está séria, usa jaqueta vermelha com bottons amarelos de campanha, calça bege escura, tênis laranja e na mão esquerda segura recipiente com algo comestível; Kiera está em pé encostada em uma árvore, é uma menina latina, está sorrindo, com cabelo preso, usa uma blusa de mangas longas azul e calça cinza, segura um recipiente com um alimento verde na mão esquerda e um garfo na mão direita; Kaitlynn, garota branca levemente bronzeada, olhos claros, cabelo castanho com mechas loiras nas pontas, está a esquerda de Kiera, encostada na árvore, segura um pacote de algum alimento nas mãos, está com expressão neutra, usa uma saia branca e camisa marrom xadrez de manga curta; Lucy, menina negra, está sentada a frente de Kaitlynn, tem tranças no cabelo longo, usa uma blusa cinza, uma camisa xadrez roxa e branca amarrada na cintura e calça jeans clara, usa brincos e maquiagem, têm expressão séria e segura um recipiente de comida; CJ, mulher trans, usa calça com estampa vichy preta e branca e suéter pink, tem cabelo liso loiro com a raiz preta, tem expressão séria, está sentada e segura um copo transparente de tampa azul; Vivian, garota branca, loira e de cabelo liso solto, usa jaqueta marrom com botton de campanha e calça jeans escura, segura nas mãos um recipiente com comida, no rosto exibe um leve sorriso, está sentada ao lado de CJ; e por fim Cláudia, garota asiática, está em pé, de costas para a foto, e mais afastada do grupo, tem cabelo preto e chanel, usa saia midi bege e casaco em tom bege levemente rosado, usa tênis branco com detalhes rosa e cinza e meias cinzas, na mão esquerda segura uma bolsa pequena e na outra aparenta estar segurando alguma coisa. Em segundo plano há outras garotas figurantes e ao fundo diversos alunos da escola espalhados pelo pátio que tem árvores, bancos de cimento e um prédio de tijolos com uma porta dupla ao fundo." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-3-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19712" class="wp-caption-text">O filme traz um elenco muito diverso, mas não soube aproveitar suas vozes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que a representatividade existe, ela é pouco explorada quanto às suas pautas dentro do movimento, chegando a ser até mesmo superficial. Em pouco tempo, o filme consegue abordar a pauta feminista de forma sútil e clara, dialogando com o seu público alvo; nesse quesito, ele é muito bem construído &#8211; ainda que em alguns momentos traga falas um pouco forçadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie </span></i><span style="font-weight: 400;">indica reconhecer que a </span><a href="https://blogueirasfeministas.com/2014/07/24/feminismo-intersecional-que-diabos-e-isso-e-porque-voce-deveria-se-preocupar/"><span style="font-weight: 400;">interseccionalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> deve estar presente, porém, não deixa isso evidente. Quando debatida, ocorre de forma muito discreta, não dando espaço e nem argumentos fortes o suficiente para que o espectador de fato reflita e entenda a questão, principalmente quando levamos em conta que uma grande parte do público possa estar tendo o primeiro contato com o movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa problemática fica nítida com a personagem Cláudia (Lauren Tsai), melhor amiga de Vivian, que sofre com as consequências das atitudes da protagonista e tenta expor isso a ela. Sendo uma </span><a href="https://medium.com/@BaseFeminista/feminismo-amarelo-8f8ad997e4c9"><span style="font-weight: 400;">mulher asiática-americana</span></a><span style="font-weight: 400;">, filha de imigrantes chineses e que vive em um local conservador, encontra-se em uma realidade diferente de Vivian, uma garota branca, padrão e estadunidense. Claudia revela essas diferenças e como elas afetam ambas de modos distintos. Contudo, o filme que se propõe a dar voz às mulheres, não garantiu muita voz a Cláudia como deveria, e sua pauta é apenas mostrada rapidamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, destaco a importância da personagem tanto para a história como para o público. Desde o início da rebeldia de Vivian, Cláudia se mostra incomodada com as atitudes repentinas da protagonista e demonstra não se encaixar naquele grupo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta explorar esse conflito interno dela e também com a melhor amiga, revelando que Cláudia se importa com tudo isso, mas que cada uma tem seu tempo e forma de lutar pela causa, seja pela situação em que se insere no núcleo familiar, seja por questões próprias, </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/moxie-4-pontos-do-feminismo-tratados-no-filme-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">destacando que cada uma de nós tem suas particularidades</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19709" aria-describedby="caption-attachment-19709" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19709" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2.jpg" alt=" Cena do filme na qual estão em tela, da esquerda para a direita, Lisa (Amy Poehler) e Vivan (Hadley Robinson) na porta da casa das personagens. Lisa é uma mulher adulta, branca, loira, de olhos claros, mais baixa que a filha, usa uma camisa preta e sorri sem mostrar os dentes. Vivian está ao lado quase em perfil. É uma adolescente loira e branca, que usa uma blusa cinza com um moletom preto." width="1400" height="1050" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Imagem-4-2-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19709" class="wp-caption-text">Ao longo da história presenciamos diversos conflitos e uma comunicação falha na relação de Lisa e Vivian, que em diversos momentos gera situações desagradáveis para as personagens e para o público &#8211; um exemplo disso é a cena do desastroso jantar de casais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra personagem que recebeu muita atenção do público foi Lisa (Amy Poehler), a mãe de Vivian, que faz parte de uma relação clássica entre mãe e filha adolescente. O </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme cria a expectativa de que esse arco vai ser não só o motivador para a personagem, como também um dos mais relevantes na trama, de modo que a relação das duas com a juventude da mãe será um forte vínculo e condutor da narrativa. Porém, temos que nos contentar apenas com os conflitos e a </span><a href="https://militanciamaterna.com.br/seu-feminismo-chega-%C3%A0-sua-m%C3%A3e-2e4a9cb0d227"><span style="font-weight: 400;">falta de empatia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma adolescente em relação à própria mãe &#8211; que tem pouco espaço em tela &#8211; muito carinhosa, aberta ao diálogo e que em nenhum momento se mostrou inflexível com a filha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, nossa protagonista, Vivan, é a típica garota quietinha da turma, mas que pode gerar muita identificação com o público. É muito interessante notar sua </span><a href="https://catracalivre.com.br/entretenimento/netflix-5-licoes-feministas-ensinadas-em-moxie-quando-as-garotas-vao-a-luta/"><span style="font-weight: 400;">metamorfose</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante o enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie</span></i><span style="font-weight: 400;"> e como foi importante tudo o que passou para finalmente conseguir dar o grito que desde a primeira cena está entalado, além de ver as asas que criou por causa disso (simbolizadas na última cena do filme). </span></p>
<p><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/miguel-barbieri/moxie-na-netflix-e-o-filme-certo-na-hora-certa/"><i><span style="font-weight: 400;">Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é o filme perfeito quando o assunto é se aprofundar em questões sociais, mas consegue ser leve e, ao mesmo tempo, trazer uma mensagem forte e eficiente ao seu público, principalmente para as </span><a href="https://www.atribuna.com.br/variedades/popart/filme-moxie-na-netflix-fala-da-nova-gera%C3%A7%C3%A3o-feminista-1.147533"><span style="font-weight: 400;">novas gerações</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, diferentemente da minha e das anteriores, cresceram cercada de diversas referências estereotipadas e personagens femininas sem voz. É o tipo de filme que teria sido revolucionário para qualquer garota adolescente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Moxie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é como suas personagens: borboletas que saem vibrantes de seus casulos para deixar seu impacto no mundo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/tCPRe-FyuTc?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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