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	<title>Arquivos Greta Lee &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Greta Lee &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Tron: Ares comete o mesmo erro da franquia e entrega uma trama mediana</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 13:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Tron: Ares é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que revolucionou e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-tron-ares/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tron: Ares comete o mesmo erro da franquia e entrega uma trama mediana"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35898" aria-describedby="caption-attachment-35898" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-800x450.png" alt="Cena do filme “Tron: Ares”. Na imagem vemos uma pessoa vestida com uma espécie de macacão e capacete ambos pretos. Ela encontra-se ao centro da foto, em cima de uma moto também na cor preta com rodas avermelhadas. Em sua mão carrega um triângulo preto e vermelho, ao fundo é possível ver grandes prédios representando uma cidade." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35898" class="wp-caption-text">Tron: Ares brilha em vermelho neon com sua estética futurista (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que </span><a href="https://www.portaldonerd.com.br/tron-ares-critica/"><span style="font-weight: 400;">revolucionou</span></a><span style="font-weight: 400;"> e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a interação entre o ser humano e a Inteligência Artificial nos dias de hoje.</span></p>
<p><span id="more-35896"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu enredo, o longa acompanha a história do personagem Ares (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MltN2Xd4GL4&amp;pp=ygUfamFyZWQgbGV0dG8gaW50ZXJ2aWV3IHRyb24gYXJlcw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Jared Leto</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma Inteligência Artificial que ganha ‘vida’ fora das redes e fica encarregada de proteger os códigos e </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;"> da empresa bilionária comandada por Julian Dillinger, papel de Evan Peters. Nesse meio tempo, Ares se revolta contra seu criador e daí para frente a obra segue o clássico clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">homem versus máquina</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando resgatar a estética das obras anteriores, o ator Jeff Bridges está de volta novamente como Kevin Flynn, o famoso criador de jogos de videogame e do tão procurado ‘Código de Permanência’. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares </span></i><span style="font-weight: 400;">marca também o retorno de Greta Lee (</span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para o universo da Disney Studios, que anteriormente deu voz à inteligência artificial Lyla no filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Watch a Light Cycle Chase in ‘Tron: Ares’’ | Anatomy of a Scene" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rTNYTh345EE?start=25&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em 2010 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tron-o-legado-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Tron: O Legado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o longa foi criticado pelo uso abusivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o novo filme a crítica será um pouco diferente, já que o apelo visual é uma das coisas mais impressionantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem contar os efeitos especiais e cenários digitais (Darren Gilford e David Seager). Com direito à citação de canção do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0qi4b1l0eT3jpzeNHeFXDT?si=fa68ca6a0a8c45a8"><span style="font-weight: 400;">Depeche Mode</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora pulsante – produzida pela banda Nine inch Nails – também não pode ser deixada de lado, pois ela consegue completar perfeitamente a atmosfera da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a insana batalha de encontrar o Código de Permanência, a produção se perde no meio do caminho tentando equilibrar a nostalgia dos anteriores com a chegada dos novos personagens e acaba falhando gravemente. Sem contar na falta de profundidade emocional entre </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-tron-ares/"><span style="font-weight: 400;">Ares e Eve Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não consegue criar laços dentro da narrativa da produção e deixa diversas cenas muito vazias e sem impacto para os espectadores.</span></p>
<figure id="attachment_35897" aria-describedby="caption-attachment-35897" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-800x450.png" alt="Cena do filme “Tron: Ares”. Na foto vemos os personagens Ares, Eve Kim e Seth encarando algo em sua frente. Ares, homem branco de olhos azuis e longos cabelos castanhos, veste um macacão preto com traços vermelhos. Eve Kim, mulher de descendência sul-coreana e cabelos pretos presos em um coque, usa camiseta e calças pretas e por cima veste uma jaqueta de couro branca e azul. Seth, homem pardo de cabelos castanhos claros, veste um moletom amarelo com uma jaqueta xadrez por cima. Os três estão lado à lado. Ao fundo é possível ver uma espécie de fliperama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1.png 1440w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35897" class="wp-caption-text">Greta Lee retorna às telas do cinema desde a indicação ao Oscar de Melhor Filme por Vidas Passadas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de seguir caminhos distintos dos outros filmes da franquia, a produção de Rønning nos trouxe uma grande reflexão à respeito das </span><i><span style="font-weight: 400;">big techs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-194887/criticas-adorocinema/"><span style="font-weight: 400;">humanização das IAs</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares </span></i><span style="font-weight: 400;">chega em um momento em que a ficção científica do </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais pressionada a oferecer discussões de maneira mais aberta às produções, e acaba tirando isso de letra ao investir em um debate contemporâneo com a IA, por mais que de forma superficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, mesmo com boas ideias a obra acaba tropeçando no meio fio e se limita a diálogos básicos e sem o devido aprofundamento. Por fim, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;"> o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4tfsJQPQ60U&amp;pp=ygUJdHJvbiBhcmVz"><span style="font-weight: 400;">mais fraco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia não é somente seu enredo mediano, mas sim a falta de densidade narrativa e inovação por parte das reviravoltas bem questionáveis e desnecessárias.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tron: Ares | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/No8t1WodVNk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 04:24:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Produções satíricas ou sobre os bastidores de determinada mídia têm ganhado cada vez mais espaço na vitrine, de heróis com Deadpool (2016) ao jornalismo com The Morning Show (2019-), a característica metalinguística já deixou de ser novidade. O Estúdio (2025), criada por vários artistas, incluindo Seth Rogen, Frida Perez e Evan Goldberg, é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-estudio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35645" aria-describedby="caption-attachment-35645" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35645" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-800x450.jpg" alt="Cena da série O EstúdioNa imagem, os atores Seth Rogen (à esquerda) e Greta Lee (à direita) estão conversando em um set de filmagens. Ela olha com ternura para Rogen, enquanto ele presta bastante atenção nela. Greta Lee é uma mulher com traços asiáticos, de cabelos escuros na altura do pescoço. Usa um vestido verde com detalhes em amarelo e gola alta. Seth Rogen é um homem branco, de cabelos curtos e grisalhos. Ele veste uma camisa de botões e óculos. Atrás dos atores está um espelho com lâmpadas acesas na borda, trazendo uma iluminação quente ao ambiente. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35645" class="wp-caption-text">Greta Lee faz uma ponta no segundo episódio do show (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><strong>Davi Marcelgo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produções satíricas ou sobre os bastidores de determinada mídia têm ganhado cada vez mais espaço na vitrine, de heróis com </span><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016) ao jornalismo com </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-morning-show-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Morning Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019-), a característica metalinguística já deixou de ser novidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estúdio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025),</span> <span style="font-weight: 400;">criada por vários artistas, incluindo Seth Rogen, Frida Perez e Evan Goldberg, é uma série que quase fica na obviedade das sacadinhas que tem ar de superioridade, porém a mistura de gêneros e narrativas prova que a inteligência do texto extrapola qualquer suspeita de autoridade.  </span><span id="more-35644"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Matt (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-fabelmans-critica/"><span style="font-weight: 400;">Seth Rogen</span></a><span style="font-weight: 400;">) é promovido a chefe do </span><i><span style="font-weight: 400;">Continental Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">, um antigo estúdio de Cinema. Enquanto ele quer reviver os tempos de glória de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, os acionistas têm outros planos: franquias e um filme da marca de suco em pó </span><a href="https://www.instagram.com/koolaid/"><i><span style="font-weight: 400;">Kool-Aid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É com esta premissa que a história começa e termina, afinal, a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai abordar a rotina de quem toma decisões comerciais e criativas durante a criação de longas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">A promoção</span></i><span style="font-weight: 400;">, o roteiro dá sinais de assumir a posição de quem olha para a dinâmica das produções cinematográficas e se coloca como alguém acima disso, e de fato seria natural partir deste caráter quando os profissionais envolvidos na criação, roteiro e direção possuem </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/7-filmes-de-seth-rogen-para-dar-risada-de-superbad-vizinhos/"><span style="font-weight: 400;">carreiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> em comédias pastelões e de pouco prestígio &#8211; quando considerado a presença do gênero em festivais e premiações. Entretanto, a equipe mais homenageia a Sétima Arte do que tira sarro dela. O humor está presente, de uma forma inteligentíssima, e se relaciona mais com o tipo de filme que está emulando em cada capítulo, do que com uma vontade de parodiar </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35646" aria-describedby="caption-attachment-35646" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-800x450.jpg" alt=" Cena da série O EstúdioNa imagem, os atores Seth Rogen e Zoë Kravitz estão rindo enquanto tocam em um quadro de faixas coloridas. Ele é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos curtos e grisalhos. Está vestindo um terno amarelo. Já a atriz, é uma mulher negra, na faixa dos 35 anos, de cabelos escuros e com tranças longas. Ela usa um boné preto. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35646" class="wp-caption-text">Zoë Kravitz está entre os participantes da temporada, que inclui Martin Scorsese, Dave Franco e Olivia Wilde (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Plano-Sequência</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo episódio de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estúdio</span></i><span style="font-weight: 400;">, é, sem nem precisar refletir muito, o melhor da temporada. Indicado na categoria de Melhor Roteiro em Série Cômica do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2025</span></a><span style="font-weight: 400;">, na trama, Matt está empolgado para acompanhar a tomada única de um clímax em produção, estrelado por Greta Lee (</span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; 2023). Apesar de ser advertido sobre a ansiedade que um chefe de estúdio pode causar nos trabalhadores do </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonista permanece no local. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do capítulo anterior, que se conformava com piadas que só cinéfilos entendem, este se apodera da comédia de situações em um enredo que dobra, constantemente, as apostas do quanto Matt pode atrapalhar ao decorrer do </span><a href="https://personaunesp.com.br/oldboy-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">plano-sequência</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em outras partes da obra, há o uso do elemento dramático conhecido como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xfT1BxXx3SQ"><i><span style="font-weight: 400;">a arma de tchekhov</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: qualquer coisa inserida em uma narrativa deve ser usada. Claro que o conceito não deve ser levado com intensidade, é que, em especial, neste episódio, seu uso provoca um efeito de humor brilhante. Já extasiado com as desventuras ocorridas nos bastidores e imersos naquele espaço, o espectador provavelmente esqueceu um mero detalhe dito em uma frase que vai servir como a conclusão do episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://www.thedailybeast.com/obsessed/olivia-wilde-mocks-her-dont-worry-darling-scandal-in-the-studio/"><i><span style="font-weight: 400;">O rolo desaparecido</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">incorpora um romance policial, com direito até a narração de detetives, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A guerra</span></i><span style="font-weight: 400;"> se assemelha com um episódio de </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/coyote-vs-acme-tem-poster-data-de-estreia-e-cenas-ineditas-reveladas"><i><span style="font-weight: 400;">Looney Tunes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, daqueles em que o Coiote cria armadilhas para capturar o Papa-Léguas, mas não no tradicional cenário do deserto norte-americano, aqui o ringue é </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Angeles</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estúdio </span></i><span style="font-weight: 400;">fica amnésico de sua sátira, não só consegue tirar o melhor de seus atores e escritores, também extrapola as fronteiras que sua metalinguagem quer atingir.</span></p>
<figure id="attachment_35647" aria-describedby="caption-attachment-35647" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-800x450.jpg" alt="Cena da série O EstúdioNa imagem, a atriz Catherine O'Hara está em pé, parada em frente a uma grade que separa chão e rio. Ela segura um celular na mão e está vestindo um vestido laranja. Nos braços, ela também carrega uma bolsa na mesma cor, além de usar óculos escuros em formato redondo no rosto. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 70 anos, com cabelos ruivos. Ao fundo, há uma escada, onde jovens estão sentados e conversando, no canto direito da imagem. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35647" class="wp-caption-text">Catherine O&#8217;Hara é uma das indicadas na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica do Emmy 2025 (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao criar um simulacro de gêneros notórios, que estabeleceram clássicos do Cinema, os criadores </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-festa-da-salsicha/"><span style="font-weight: 400;">Evan Goldberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, Alex Gregory, Peter Huyck, Frida Perez e Seth Rogen harmonizam com a trajetória de Matt: ele precisa compreender sua função de executivo e não de artista. É como se a Comédia não tivesse espaço entre os figurões da Sétima Arte, exceto quando existe uma categoria específica para ela, como no caso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, o humor sem requintes, que é corpóreo e exagerado, nunca será alguém a dividir o panteão, somente se for uma farsa do </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou do drama, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A paródia vai para além de piadas com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou à </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/amazon-conclui-compra-de-estudios-da-mgm/"><span style="font-weight: 400;">aquisição da </span><i><span style="font-weight: 400;">MGM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pousa em galhos onde é preciso balançar para cair bons frutos. Neste quesito, portanto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de TV alcança o nível de prestígio que tanto prezam:  o humor sútil, a crítica, a profundidade. Talvez um </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/superbad-e-hoje"><span style="font-weight: 400;">bando de adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> se metendo em enrascadas apenas para beber álcool fosse banal demais para ser ovacionado, é necessário outro cenário, um já consolidado nas mentes de quem julga. As artimanhas podem acontecer, entretanto, sob os holofotes da indústria cinematográfica americana. </span></p>
<figure id="attachment_35648" aria-describedby="caption-attachment-35648" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35648" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-800x450.jpg" alt="Cena da série O EstúdioNa imagem, a atriz Chase Sui Wonders está andando, com um sorriso de canto no rosto, esboçando confiança. Atrás dela, há homens vestindo uniformes de militares de séculos passados. Ela é uma mulher na faixa dos 30 anos, está usando um óculos redondo de sol, com lente alaranjada, terno com linhas na cor marrom e gravata na mesma cor, com uma estampa de olhos. Seu cabelo é preto, curto e com franja. O dia está ensolarado. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35648" class="wp-caption-text">Além de assistente executiva, Chase Sui Wonders também foi uma final girl em 2025 (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Evan Goldberg e Seth Rogen, que assinam a direção dos dez episódios, garantem um trabalho no máximo funcional. No limiar do que é feito em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022-), eles tentam representar a ansiedade e caos do cotidiano de uma empresa através de uma câmera que acompanha personagens, passeia por ambientes, esbanja close-up, usa diversas vezes o plano-sequência e quase nunca dá fôlego, mas para por aí. Se a ideia era ter a sensação de velocidade impressa pela lente, o resultado foi obtido. Pelo menos, a fotografia comandada por </span><a href="https://variety.com/2025/artisans/news/the-studio-one-take-episode-1236347408/"><span style="font-weight: 400;">Adam Newport-Berra</span></a><span style="font-weight: 400;"> garante belas cenas com iluminação natural.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Estúdio </span></i><span style="font-weight: 400;">quebrou recordes de indicações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, conquistando 23 nomeações. Entre elas,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica</span></i><span style="font-weight: 400;">, Melhor Série Cômica e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Melhor Direção em Série Cômica</span></i><span style="font-weight: 400;">; porém a briga para levar a estatueta é de cachorro grande, com o restaurante de Carmy (Jeremy Allen White)</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021-) na disputa. De qualquer maneira, quando a cerimônia tiver o </span><i><span style="font-weight: 400;">fade out</span></i><span style="font-weight: 400;">, vários espectadores ainda lembrarão de alguém que estacionou o carro no lugar errado, e isso é maior que qualquer ‘prestígio’. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Estúdio — Trailer oficial | Apple TV+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RYYQv2t0TgI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Desencontrar de Vidas Passadas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 18:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique  Na cultura sul-coreana, há um conceito conhecido como In-Yun, que pode ser lido como “destino” ou “reencarnação”. Em gênese, In-Yun é o pressentimento que nos arrebata quando entendemos que uma eventualidade estava predestinada em nossos acasos, desenhada em algum no campo cósmico, e que nada e nem ninguém, poderia ser capaz de interferir &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/past-lives-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Desencontrar de Vidas Passadas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31664" aria-describedby="caption-attachment-31664" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-3.jpg" alt="" width="736" height="368" /><figcaption id="caption-attachment-31664" class="wp-caption-text">Antes do sucesso nas telas de cinema, o longa-metragem foi aclamado pela crítica especializada no Sundance Film Festival e na 73ª edição do Berlinale (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmila Henrique </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na cultura sul-coreana, há um conceito conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">In-Yun</span></i><span style="font-weight: 400;">, que pode ser lido como “</span><i><span style="font-weight: 400;">destino</span></i><span style="font-weight: 400;">” ou “</span><i><span style="font-weight: 400;">reencarnação</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em gênese, </span><i><span style="font-weight: 400;">In-Yun</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o pressentimento que nos arrebata quando entendemos que uma eventualidade estava predestinada em nossos acasos, desenhada em algum no campo cósmico, e que nada e nem ninguém, poderia ser capaz de interferir naquela factualidade. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i><span style="font-weight: 400;">, longa de estreia da cineasta Celine Song exibido no Brasil durante a 25ª edição do </span><a href="https://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/festival-do-rio-anuncia-primeiros-filmes-internacionais"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, vemos o movimento de tempo entre dois melhores amigos e a maneira que seus destinos estão entrelaçados involuntariamente com suas vidas passadas. </span></p>
<p><span id="more-31662"></span></p>
<p><a href="https://letterboxd.com/journal/missed-connections-celine-song-past-lives/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue a trajetória de Na Young (Seung Ah Moon), jovem sul-coreana, que migrou do leste asiático para o Canadá e posteriormente para os Estados Unidos para vivenciar o tão perseguido sonho americano. Antes de assimilar as decorrências de suas escolhas, Young abandonou seu primeiro amor em seu país de origem, o jovem Hae Sung (Seung Min Yim), que embora distante do seu ponto de vista, permaneceu internalizado em algum vão de sua memória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O arco dividido em três atos no decorrer de 24 anos regressa no momento em que a protagonista, agora conhecida como Nora (Greta Lee) e oficialmente cidadã norte-americana, reencontra com a figura de Hae Sung (Teo Yoo) nas redes sociais e reiteradamente resgatam as lembranças perdidas por meio de mensagens diárias. Embora os avanços tenham desencadeado uma memória afetiva entre os dois, a diferença entre rotas e a distância impossibilitou que o romance seguisse para um caminho sólido, contribuindo para um novo afastamento. Ambos seguiram suas vidas, conheceram outras pessoas e se apaixonaram por elas, entretanto, nunca conseguiram esquecer de maneira efetiva os acontecimentos do </span><a href="https://letterboxd.com/crew/story/the-cast-of-past-lives-tell-us-about-their/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31663" aria-describedby="caption-attachment-31663" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31663 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-3.jpg" alt="Cena do filme Past Lives. Da esquerda para a direita está Hae Sung (Seung Min Yim), jovem sul coreano, de cabelo liso, curto na tonalidade preta. Ele está vestindo uma jaqueta e uma calça em diferentes tonalidades de azul e carregando uma mochila nas costas também na cor azul. Ao seu lado está Na Young (Seung Ah Moon), jovem sul coreana, de cabelos castanhos, amarrados em um rabo de cavalo. Ela está vestindo um macacão azul jeans, uma blusa vermelha de flanela e um tênis branco, ela também está carregando uma mochila vermelha nas costas. Eles estão ao ar livre, nos arredores do bairro onde eles moram. Ao fundo é perceptível algumas casas em diversas tonalidades, plantas dentros de vasos e uma escadaria de concreto. " width="735" height="395" /><figcaption id="caption-attachment-31663" class="wp-caption-text">Past Lives alcançou 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, marcando uma classificação média de 9.1/10 (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem é, além de tudo, um filme sobre </span><a href="https://medium.com/framerated/past-lives-2023-complex-immigrant-romance-full-of-yearning-fd183115145e"><span style="font-weight: 400;">cidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre o espaço entre elas, suas semelhanças e dessemelhanças. A fotografia de Shabier Kirchner captura a beleza de dois polos diferentes, Seoul e Nova York. Em primeiro aspecto, por ambientar a infância de Nora e Hae Sung, a capital sul-coreana é retratada essencialmente por cenários arborizados, divagando por paisagens naturais e pátios escolares. Além da ambientação, a climatização dos primeiros minutos de tela são matizados por tonalidades mais vivas e expressivas, representando não apenas a pureza desse período, mas também o florescer da conexão entre os protagonistas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrário ao clima vivaz da juventude, Nova York parece um muro de concreto, sólido, firme e acinzentado. A metrópole é palco do turismo estadunidense, retratado como um espaço na qual as pessoas vão para visitar, fotografar seus lugares históricos e adentrar nos restaurantes noturnos. O centro representa o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v-lxn21Ng9k"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Nora, da mulher forte na qual ela se tornou, e que encontrou seu conforto em meio ao caos da rotina agitada na grande cidade. </span></p>
<figure id="attachment_31665" aria-describedby="caption-attachment-31665" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31665" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-3.jpg" alt="" width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-31665" class="wp-caption-text">Em 2023, Greta Lee participou de dois filmes registrados com maior audiência nos cinemas, Past Lives e Homem Aranha: Através do Aranhaverso (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nora é um espelho da própria cineasta, que também migrou da Coreia do Sul para os Estados Unidos. Assim como </span><a href="https://a24films.com/notes/2023/06/a-note-from-celine-song"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem mantém essa conexão entre as duas superfícies. Uma metáfora dos dois, ao mesmo tempo que nenhum deles. Ela carrega consigo suas raízes coreanas e a recordação da sua infância, mas igualmente se encontra como uma garota tipicamente estadunidense. Ela é duas metades que se completam e que compartilham desse amor mútuo entre os dois mundos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente disso, parafraseando a fala da protagonista,</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9WJELGFUG-w"><span style="font-weight: 400;"> Hae Sung</span></a><span style="font-weight: 400;"> é em sua completude, um homem sul-coreano. Ele leva em sua essência os pensamentos, ideais e princípios da cultura coreana, compondo uma personalidade tímida e observadora, extremamente respeitosa e questionadora. Hae Sung conduz uma nostalgia acolhedora para Nora, trazendo múltiplas indagações de como suas vidas poderiam ter seguido caminhos diferentes se ela tivesse permanecido na Coreia do Sul, como as coisas poderiam ter se desenhado para um novo rumo. </span></p>
<figure id="attachment_31667" aria-describedby="caption-attachment-31667" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31667" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-2.jpg" alt="" width="736" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-31667" class="wp-caption-text">Past Lives foi indicado na categoria Urso de Ouro, prêmio de maior destaque no Festival de Cinema de Berlim (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama dos personagens é sublinhada pela vasta sensação do</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">e se…</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em ritmos descompassados, a sensação de como as coisas poderiam ter sido diferentes na vida de Nora e Hae Sung domina a tela de modo pontual, emergindo nos momentos de pausa, na troca de olhares e na </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2JwAMKpwk4IolH2KhF6nPn"><span style="font-weight: 400;">sonoridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> que anuncia de maneira sucinta o que esses personagens significam um para outro naquele momento. A trilha sonora de Daniel Rossen e Christopher Bear totalizam esse sentimento, com timbres que invadem a cena e atingem o espaço e as emoções dos espectadores, que também seguem na reflexão sobre as escolhas que determinaram o específico momento de suas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somando a ligação em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IAy9WVR5BUg"><i><span style="font-weight: 400;">In-Yun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o atual parceiro de Nora, Arthur (John Magaro), configura outro aspecto na trajetória da personagem. A inquietude dele em razão da nova aparição de Hae Sung, carrega consigo a apreensão de novas manifestações emocionais entre os antigos melhores amigos de infância. Ainda assim, mesmo que o novo homem alcance os sentimentos de Na Young pela nostalgia, Arthur é uma representação de uma realidade, de um fato. Ele configura a escolha madura de Nora, reflete um verdadeiro encontro de almas, o “</span><i><span style="font-weight: 400;">ficar</span></i><span style="font-weight: 400;">” que estava predestinado, diferente de sua convivência com o seu antigo amor, que é marcado, sobretudo, pelo passado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a maneira que Celine Song anexa o conceito de destino no interior da cinematografia é mais pertencente ao sinônimo de encontro entre almas, do que de almas gêmeas. Isso fica evidente em meio a própria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9d4ObkmCJYs"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Arthur e Hae Sung, que se conectam em razão de outro vínculo comum em suas vidas, o de Nora. O caminho trilhado por ela e sua transição de espaços também precedeu para o encontro dos dois, que talvez, se não fosse por ela, nunca teriam acontecido nessa vida ou poderia ter acontecido de outra maneira. </span></p>
<figure id="attachment_31666" aria-describedby="caption-attachment-31666" style="width: 1869px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31666" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2.jpg" alt="" width="1869" height="1007" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2.jpg 1869w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2-800x431.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2-1024x552.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2-768x414.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2-1536x828.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-2-1200x647.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31666" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama nos transporta para uma reflexão interna. Ela consegue, de maneira minuciosa, sensibilizar a audiência delicadamente e impactar a extensão mais profunda dos nossos sentimentos. A sensação que fica é de conciliação com o nosso eu anterior, com os atos que acreditamos ser erros ou acertos, e que na verdade, já estavam alinhados de maneira natural em nossa sina. </span><a href="https://www.berlinale.de/en/2023/programme/202313871.html"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme sobre amor, abandono, passado e presente. Sobre as conexões que fazemos quando criança e que moldaram nossas decisões como adultos. </span></p>
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