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	<title>Arquivos Georgina de Albuquerque &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Minha força não é bruta: as mulheres da Semana de 22</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 23:23:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan e Vitória Silva Quando falamos na Semana de Arte Moderna de 1922, há um retrato muito nítido na memória brasileira sobre quem eram as figuras envolvidas nesse importante capítulo de nossa história. Nele estão presentes nomes como Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, e mais uma porção de personalidades masculinas. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-mulheres-da-semana-de-22-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Minha força não é bruta: as mulheres da Semana de 22"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26116" aria-describedby="caption-attachment-26116" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26116 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/7-arte-capa-800x420.jpg" alt="Foto retangular de fundo cor gelo e textura. Na parte central superior lê-se “MULHERES NO CENTENÁRIO DA SEMANA DE ARTE MODERNA”. Centenário e as letras S e A estão em azul, o restante está em preto. Na parte inferior está a montagem de seis mulheres da semana de arte moderna, elas estão enfileiradas e as fotos estão em preto e branco. Todas as imagens são de busto. Da esquerda para a direita, as mulheres retratadas na imagem são: Patrícia Galvão, Guiomar Novaes, Regina Gomide Graz, Tarsila do Amaral, Zita Aida e Anita Mafaltti. No canto inferior direito está a logo do Persona com a cor da íris estilizada em azul." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/7-arte-capa-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/7-arte-capa-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/7-arte-capa.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26116" class="wp-caption-text">Destaques femininos do Modernismo, da esquerda para a direita: Patrícia Galvão (Pagu), Guiomar Novaes, Regina Gomide Graz, Tarsila do Amaral, Zina Aita e Anita Malfatti (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan e Vitória Silva</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/semana-de-arte-moderna/"><span style="font-weight: 400;">Semana de Arte Moderna de 1922</span></a><span style="font-weight: 400;">, há um retrato muito nítido na memória brasileira sobre quem eram as figuras envolvidas nesse importante capítulo de nossa história. Nele estão presentes nomes como Oswald de Andrade, </span><a href="https://personaunesp.com.br/manuel-bandeira-os-sapos-literatura-modernista-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Manuel Bandeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mário de Andrade, e mais uma porção de personalidades masculinas. Ao se tratar da parcela feminina, o primeiro nome que deve surgir com certeza é a popular Tarsila do Amaral, mas ela sequer esteve presente no evento. Durante os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, a pintora se encontrava do outro lado do oceano, na cidade de Paris. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas esse apagamento não se justifica pela ausência completa de mulheres entre as artistas, longe disso. Na década de 20, as mulheres brasileiras ainda não tinham conquistado o direito de votar, trabalhar sem a autorização do marido, ter conta bancária ou até mesmo a guarda dos filhos. Direitos esses que viriam, pelo menos, dez anos depois (e contando). Com um papel meramente restringindo a ser </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Cultura/noticia/2022/02/alem-de-tarsila-e-anita-conheca-mulheres-da-semana-de-arte-moderna-de-1922.html"><i><span style="font-weight: 400;">bela, recatada e do lar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quem imaginaria participar de um movimento artístico que impactaria não somente em esferas culturais como também políticas? Foram poucas que tiveram não somente a audácia, mas uma condição social e econômica para tal. </span></p>
<p><span id="more-26108"></span></p>
<figure id="attachment_26109" aria-describedby="caption-attachment-26109" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/9-obra-anita.jpg" alt="Pintura da artista Anita Malfatti. Nela, vemos uma mulher negra, com cabelos presos em um coque baixo e vestindo uma roupa branca de mangas curtas. Ela carrega uma bacia com frutas como abacaxi, banana e laranjas. Ao fundo, é possível ver uma paisagem rural. " width="500" height="371" /><figcaption id="caption-attachment-26109" class="wp-caption-text">Obra Tropical, de Anita Malfatti, uma das primeiras pinturas modernas com um tema brasileiro (Foto: Romulo Fialdini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anita Malfatti, Zina Aita, Guiomar Novaes e Regina Gomide Graz são as únicas das quais se tem registro de terem presenciado a Semana de 22 de alguma forma. A primeira delas é mais lembrada pelas duras reações que recebeu durante sua carreira do que seus feitos no movimento modernista. Enquanto as demais nem mesmo costumam ser citadas por seus importantes feitos antes e depois do evento. E, se vamos falar de esquecimento, por que não lembrar daquelas que sequer são condicionadas a esse posto? No livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Invenções da Mulher Moderna</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor Paulo Herkenhoff </span><a href="https://www.artequeacontece.com.br/6-artistas-mulheres-que-marcaram-o-modernismo-brasileiro-antes-e-depois-da-semana-de-22/"><span style="font-weight: 400;">resgata a trajetória de artistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contribuíram para o Modernismo direta ou indiretamente, antes ou depois da Semana. Entre elas, há nomes como Antonieta Santos Feio, Maria Pardos, </span><a href="http://www.dezenovevinte.net/bios/bio_nva.htm"><span style="font-weight: 400;">Nicolina Vaz de Assis</span></a><span style="font-weight: 400;">, Julieta de França, </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51761063"><span style="font-weight: 400;">Abigail de Andrade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.guiadasartes.com.br/georgina-de-albuquerque/biografia"><span style="font-weight: 400;">Georgina de Albuquerque</span></a><span style="font-weight: 400;">. Distantes da efervescência da capital paulista, desenvolveram um trabalho artístico que quebrava paradigmas da época e, de certa forma, respingou nos caminhos do Modernismo Brasileiro. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Se fizermos um </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2022/02/vogue-celebra-100-anos-da-semana-de-22-com-capa-obra-pintada-por-elian-almeida.html"><span style="font-weight: 400;">recorte racial</span></a><span style="font-weight: 400;">, a representatividade no movimento é ainda mais reduzida, ou até mesmo nula, considerando um país com uma abolição da escravatura recente, e que não determinou a introdução da população negra na sociedade. Dessa forma, falar no centenário da Semana de Arte Moderna é também repensar os papéis que eram condicionados à população da época. Além de resgatar e imortalizar a obra daquelas que fugiram por completo da condição que lhes foi imposta, em um período que homens poderiam se profissionalizar como artistas, enquanto as mulheres deviam restringir suas práticas artísticas às limitações de seus lares, como um simples passatempo. É preciso corrigir a história das artistas à frente de seu tempo, que causaram um alvoroço na sociedade brasileira de 22. </span></p>
<figure id="attachment_26111" aria-describedby="caption-attachment-26111" style="width: 725px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-26111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/anita-725x800.jpg" alt="Foto em preto e branco da artista Anita Malfatti. Anita era uma mulher branca, de cabelos escuros e curtos. Ela está com o rosto um pouco inclinado e usa um brinco em sua orelha. " width="725" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/anita-725x800.jpg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/anita-928x1024.jpg 928w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/anita-768x847.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/anita.jpg 940w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26111" class="wp-caption-text">A artista nasceu com uma deficiência congênita no braço direito que, mesmo após um procedimento cirúrgico, nunca recuperou totalmente os movimentos (Foto: Domínio Público)</figcaption></figure>
<p><b>Anita Malfatti (1889-1964)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 1889 vinha ao mundo a mulher que ganharia o título de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/anita-malfatti/"><span style="font-weight: 400;">primeira modernista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Filha de imigrante italiano e de uma pintora norte-americana, Anita Malfatti nasceu na cidade de São Paulo. Seu gosto pela arte foi muito influenciado por sua mãe, nutrindo desde cedo o sonho de estudar em Paris. Em 1910, embarcou na sua trajetória como artista ao se mudar para Berlim, em um período marcante da arte moderna alemã. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua passagem pelo país germânico e, posteriormente, pelos Estados Unidos, foi um fator importante para a construção de sua identidade. No ambiente europeu, Anita conviveu com pintores renomados e foi apresentada ao trabalho de famosos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/com-amor-van-gogh-critica/"><span style="font-weight: 400;">Van Gogh</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto, em Nova York, vivenciou a eclosão de movimentos de vanguarda como o expressionismo de Homer Boss. De volta ao Brasil, em 1914, realizou sua primeira exposição com obras de sua autoria e, em meados de 1917, a segunda. A feição tímida de Anita não correspondia a </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8938/anita-malfatti/obras?p=2&amp;gclid=CjwKCAiAgbiQBhAHEiwAuQ6BkniNZBS1PlPHU9F8cFfDmDXSoprjW46TJ0PUysOUkyVDnKBsYvlVwRoCd5EQAvD_BwE"><span style="font-weight: 400;">ousadia e irreverência de suas pinturas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que rejeitavam o academicismo a partir do uso de deformidades e cores marcantes. Incompreendida pelo público da época, sua arte foi alvo de duras críticas, até mesmo pelos seus familiares, chegando a perder o apoio financeiro de seu padrinho. A mais severa e marcante de todas veio do escritor </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/arte-de-manicomio-o-inusitado-conflito-entre-monteiro-lobato-e-anita-malfatti.phtml"><span style="font-weight: 400;">Monteiro Lobato</span></a><span style="font-weight: 400;">, em dezembro de 1917, que publicou um artigo no jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estado de S. Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerca das obras da artista com o título “</span><i><span style="font-weight: 400;">Paranóia ou Mistificação?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alvo de fortes reações da elite conservadora, muitas das obras de Malfatti foram devolvidas ou quase destruídas, provocando o isolamento da própria do meio artístico. Por outro lado, a represália também culminou na manifestação de outros artistas em defesa da jovem, como Oswald de Andrade, Menotti del Picchia e Emiliano Di Cavalcanti. No ano de 1919, iniciou estudos com o pintor acadêmico </span><a href="https://www.guiadasartes.com.br/pedro-alexandrino-borges/obras-e-biografia"><span style="font-weight: 400;">Pedro Alexandrino Borges</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também passou a frequentar o ateliê do alemão </span><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/george-fischer-elpons"><span style="font-weight: 400;">George Fischer Elpons</span></a><span style="font-weight: 400;">, em São Paulo, onde conheceu Tarsila do Amaral. Unida aos seus recentes amigos e apoiadores, passam a atuar como o que ficaria conhecido por </span><a href="https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/grupo-dos-cinco"><span style="font-weight: 400;">Grupo dos Cinco</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teria um importante papel na Semana de Arte Moderna de 1922.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26114" aria-describedby="caption-attachment-26114" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/10-foto-tarsila-800x450.jpg" alt="Foto em preto e branco da artista Tarsila do Amaral. Tarsila era uma mulher branca, de cabelos escuros e lisos; eles estão presos em um coque baixo. Ela usa um par de brincos compridos em suas orelhas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/10-foto-tarsila-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/10-foto-tarsila-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/10-foto-tarsila.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26114" class="wp-caption-text">Suas pinturas mais famosas são: o Abaporu, Urutu, Antropofagia e Sol Poente (Foto: Tarsila do Amaral Licenciamentos)</figcaption></figure>
<p><b>Tarsila do Amaral (1886-1973)</b></p>
<p><a href="https://tarsiladoamaral.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Tarsila</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores referências artísticas do país e uma das principais pintoras da Arte brasileira moderna. Nascida em 1886, mudou-se para Europa em 1920 e cursou a Academia Julians e o ateliê do retratista de moda Émile Renard. Por esse motivo, suas pinturas eram fortemente influenciadas por aquilo que estava sendo produzido de mais atual na Europa na época, e com suas habilidade unia os ideais modernistas à brasilidade. No entanto, as pinturas de Tarsila, expostas no </span><a href="https://citaliarestauro.com/o-que-foi-o-salon-d-automne/"><span style="font-weight: 400;">Salão dos Artistas Franceses</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1922, ainda não revelavam toda a importância que a artista teria na construção do Modernismo brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pintora não participou ativamente da Semana de Arte Moderna, mas seu retorno ao Brasil, ainda em 1922, foi decisivo tanto em sua carreira como para o rumo ao qual o movimento seguiria. Chegando à terra das palmeiras, Tarsila se liga ao </span><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/06/revista-klaxon-formacao-uma-identidade-nacional"><span style="font-weight: 400;">Grupo Klaxon</span></a><span style="font-weight: 400;">, que contava com nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia e Sérgio Buarque de Holanda. Posteriormente, ela se une a Anita Malfatti, Mário e Oswald de Andrade e Menotti del Picchia para formar o </span><a href="https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/06/revista-klaxon-formacao-uma-identidade-nacional"><span style="font-weight: 400;">Grupo dos Cinco</span></a><span style="font-weight: 400;">, que seria o grande responsável pelo referencial ideológico e artístico da Semana de 22. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1926, Tarsila do Amaral se casa com Oswald de Andrade, e dois anos depois, a artista pinta um quadro para </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/estilo/tarsilinha-do-amaral-tarsila-foi-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo-e-muito-corajosa/"><span style="font-weight: 400;">presentear o marido</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra era nada mais nada menos do que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Abaporu</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, emocionando Oswald, o inspira a escrever o </span><a href="https://www.ufrgs.br/cdrom/oandrade/oandrade.pdf"><i><span style="font-weight: 400;">Manifesto Antropófago</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo assim, um dos quadros mais importantes do Brasil e marco inicial de sua fase antropofágica. Juntos, o casal influenciou de forma incisiva a Literatura e as Artes Plásticas por meio de suas peças e da defesa do Modernismo. E, apesar de não ter participado da Semana, Tarsila é considerada a primeira pessoa que conseguiu realizar uma obra de realidade nacional.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26113" aria-describedby="caption-attachment-26113" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/12-foto-guiomar.png" alt="Foto em preto e branco da artista Guiomar Novaes. Guiomar era uma mulher branca, de cabelos escuros e curtos. Ela está com a cabeça apoiada em sua mão esquerda, e veste uma blusa escura de mangas compridas, usa um colar de pérolas em seu pescoço e um par de brincos em suas orelhas." width="766" height="514" /><figcaption id="caption-attachment-26113" class="wp-caption-text">Com carreira consolidada no exterior, ficou conhecida pelas suas interpretações das obras de Chopin e Schumann (Foto: APR)</figcaption></figure>
<p><b>Guiomar Novaes (1894-1979)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mulher prodígio, Guiomar Novaes nasceu em São João da Boa Vista (SP) e foi na cidade de Campinas (SP), com apenas quatro anos, que começou a tocar piano, incentivada pela mãe e reproduzindo o que as irmãs mais velhas tocavam. Foi ainda menina que demonstrou seu talento nato para a Música, compondo uma valsinha que recebeu o título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jardim de infância</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua partitura foi, em 1903, publicada na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">O Malho</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa mesma época, a garota estava morando junto com a família em São Paulo, e por acaso do destino, ela era vizinha do escritor Monteiro Lobato, servindo de inspiração para a criação da personagem Narizinho, do </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/polemica-de-monteiro-lobato-em-sitio-do-picapau-amarelo-homem-de-seu-tempo-ou-racismo-explicito.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">Sítio do Picapau Amarelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 1922, a pianista foi uma das mais importantes da Semana de Arte Moderna. Em sua apresentação no Theatro Municipal de São Paulo durante o segundo dia do evento, interpretou as obras </span><a href="http://institutopianobrasileiro.com.br/years/index/1922"><i><span style="font-weight: 400;">Au jardin du vieux serail (Andrinople)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de</span> <span style="font-weight: 400;">E. R. Blanchet, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WlbWoN-Vdh4&amp;ab_channel=InstitutoPianoBrasileiro-IPB"><i><span style="font-weight: 400;">O ginete do pierrozinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (esse integrava a coletânea </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval das crianças</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Villa-Lobos), e </span><i><span style="font-weight: 400;">La Soirée dans grenade</span></i><span style="font-weight: 400;">, das</span> <span style="font-weight: 400;">Estampes, </span><a href="https://classicosdosclassicos.mus.br/compositores/claude-debussy/"><span style="font-weight: 400;">Debussy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Minstrels. Ovacionada pela fulgurosa plateia, executou </span><i><span style="font-weight: 400;">L’Arlequin</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Vallon. Neste mesmo ano, firmou matrimônio com o arquiteto e compositor Octávio Pinto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da Semana de 22, Guiomar Novaes passou a incluir em suas apresentações as obras de Villa-Lobos, tornando-se importante divulgadora dele nos Estados Unidos. Em 30 de agosto de 1955, por decreto do então Presidente da República, o sucessor de Getúlio Vargas, Café Filho, foi condecorada com a Ordem Nacional do Mérito, juntamente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Heitor</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Ary Barroso. A valorização veio pelo sentido de universalidade dado à música brasileira, projetando-a no exterior. Sua última apresentação pública ocorreu em 15 de julho de 1973, no Festival Internacional de Música de Campos do Jordão. Em 1977, foi criada, na cidade natal da pianista, a </span><a href="http://amigosdaarte.org.br/programas-e-equipamentos/semana-guiomar-novaes-3/"><span style="font-weight: 400;">Semana Guiomar Novaes</span></a><span style="font-weight: 400;">, importante evento cultural que ocorre anualmente, até hoje. </span></p>
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<figure id="attachment_26112" aria-describedby="caption-attachment-26112" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/14-obra-zina.jpg" alt="Pintura A Sombra, da artista Zina Aita. No quadro, é possível ver ilustrações que parecem ser de 6 figuras masculinas. Todos estão em meio a uma via, com o corpo inclinado para baixo, em que é possível ver sua sombra se formando logo atrás. " width="630" height="437" /><figcaption id="caption-attachment-26112" class="wp-caption-text">Pouco se sabe ou se conhece sobre a obra de Zina, em função da falta de pesquisas e dificuldade em localizar suas produções (Foto: Romulo Fialdini)</figcaption></figure>
<p><b>Zina Aita (1900-1967)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fugindo um pouco do centrismo do estado de São Paulo, Tereza Aita, conhecida como Zina, nasceu na cidade de Belo Horizonte, em 1900. Filha de empresários italianos imigrados, em 1914, transfere-se com a família para a Itália, passando a frequentar a Accademia di Belle Arti di Firenze e estudar com </span><a href="https://www.brasilnaitalia.net/2021/11/ceramica-italiana-galileo-chini.html"><span style="font-weight: 400;">Galileo Chini</span></a><span style="font-weight: 400;">, referência na área da pintura e da cerâmica. Sua ligação com o artista serve como grande influência para o desenvolvimento de seu estilo mais “decorativista”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta ao Brasil, em 1918, a mineira passa a conviver com nomes importantes do Modernismo, como Mário de Andrade e Anita Malfatti. Na atmosfera modernista da capital paulista, ela também começa a contribuir com ilustrações para a </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,a-imprensa-alternativa-espalhou-o-modernismo-para-alem-de-sao-paulo,70003974203"><span style="font-weight: 400;">revista-símbolo do movimento na época</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Klaxon</span></i><span style="font-weight: 400;">. Passeando por tendências impressionistas, Zina expõe sua primeira mostra individual em Belo Horizonte no início de 1920. Em função disso, é considerada precursora do Modernismo em Minas Gerais, e as reações ao seu trabalho evidenciam o fardo de carregar esse título. Na imprensa, foi declarado que Zina utilizava “cores bizarras” para “ferir a vista do público”, passando a ser para Belo Horizonte o mesmo que Malfatti foi para São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco depois, participa da Semana de 22, exibindo oito telas e diversas impressões. Em 1924, ela se muda definitivamente para a Itália, onde passa a dirigir uma fábrica de cerâmica, largando as telas para dedicar-se às artes industriais. O destino escolhido por Zina, tanto no quesito da localidade quanto de seu estilo artístico, foi um fator motivador para o seu apagamento na história, em função das </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60381328?at_custom4=2586C656-8E6A-11EC-890C-B20C933C408C&amp;at_custom1=%5Bpost+type%5D&amp;at_campaign=64&amp;at_medium=custom7&amp;at_custom2=twitter&amp;at_custom3=BBC+Brasil"><span style="font-weight: 400;">concepções da época</span></a><span style="font-weight: 400;">, que restringiam artistas ligadas à decoração em um outro aspecto, não sendo de fato reconhecida no meio modernista. Essa mesma imposição afetaria a lembrança da vida e obra de Regina Gomide Graz.</span></p>
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<figure id="attachment_26110" aria-describedby="caption-attachment-26110" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/regina.jpg" alt="Retrato da artista Regina Gomide Graz, pintado por seu irmão, Antonio Gomide. Nele, vemos uma mulher com o rosto inclinado para a esquerda. Ela é branca, com cabelos castanhos escuros e curtos, e veste uma blusa rosa com gola branca. " width="308" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-26110" class="wp-caption-text">A opção de Regina pela arte têxtil tinha um papel ainda mais revolucionário, de moldar uma nova dimensão estética para além dos quadros (Foto: Sérgio Guerini)</figcaption></figure>
<p><b>Regina Gomide Graz (1897-1973)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre todas as mulheres deixadas de lado pela memória histórica, a passagem de Regina Gomide Graz pela Semana de 22 é a que passa mais despercebida, sem ser ao menos totalmente comprovada. Nascida no ano de 1897, na cidade de Itapetininga, Regina era irmã do pintor </span><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/antonio-gomide"><span style="font-weight: 400;">Antonio Gomide</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esposa do pintor </span><a href="https://www.escritoriodearte.com/artista/john-graz"><span style="font-weight: 400;">John Graz</span></a><span style="font-weight: 400;">. Passou parte de sua juventude na cidade de Genebra, onde estudou na École des Beaux Arts e conviveu com a ascensão de movimentos modernistas, como o </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/vanguardas-europeias.htm"><span style="font-weight: 400;">Cubismo e o Dadaísmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Essa parte de sua vivência seria determinante para que iniciasse seus trabalhos como artista com elementos do movimento </span><a href="https://www.infoescola.com/movimentos-artisticos/art-deco/"><i><span style="font-weight: 400;">Art Deco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, após estudos dedicados sobre tapeçaria e áreas afins, âmbito em que se destacou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na década de 20, juntamente com seu futuro marido e o poeta Oswald de Andrade, Regina passa a se inserir na vida intelectual da cidade de São Paulo, fato que lhe trouxe a oportunidade de participar e expor seu trabalho na Semana de Arte Moderna de 1922. Regina Gomide Graz foi a </span><a href="https://jornal.usp.br/cultura/como-foi-a-participacao-das-mulheres-na-semana-de-arte-moderna/"><span style="font-weight: 400;">introdutora das artes decorativas modernas no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve uma obra marcada por um </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> abstrato expressado por meio de formas geométricas, e realizou trabalhos que também conversavam com vanguardas artísticas, por fim se envolvendo, é claro, com o Modernismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há de se questionar (e muito) o apagão da trajetória da artista. Na História da Arte, seu nome vem muito associado aos outros dois pintores de sua família, muitas vezes intitulados como </span><i><span style="font-weight: 400;">tríade de artistas-decoradores</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, o protagonismo de sua obra voltada para a produção têxtil é jogado para escanteio, sendo necessária a presença de uma figura masculina para que o trabalho de Regina Gomide Graz seja minimamente lembrado. </span></p>
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<figure id="attachment_26115" aria-describedby="caption-attachment-26115" style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/17-pagu.jpg" alt="Foto em preto e branco da artista Patrícia Galvão. Patrícia era uma mulher branca, com cabelos ondulados e volumosos. Ela usa maquiagem forte em seus olhos e um batom escuro na boca. " width="699" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-26115" class="wp-caption-text">Sua obra mais famosa, Parque Industrial, foi escrita sobre o pseudônimo de Mara Lobo (Foto: Agir)</figcaption></figure>
<p><b>Patrícia Galvão (Pagu) [1910-1962]</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0n5M6RF0lDE&amp;ab_channel=ManfredPoroca"><span style="font-weight: 400;">Indignada no palanque</span></a><span style="font-weight: 400;">, Pagu é um dos maiores símbolos de mulher libertária e encarou como ninguém os ecos do movimento modernista. A pequena Patrícia tinha apenas 11 anos quando o Theatro Municipal em São Paulo abriu as portas para que os artistas criticassem a cultura tradicional. Jornalista, mulher precursora, militante política e incentivadora cultural, ela se junta aos grupos em 1929, se tornando musa modernista do </span><a href="https://www.todamateria.com.br/movimento-antropofagico/"><span style="font-weight: 400;">Movimento Antropofágico</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pagu era movida por ideais como a justiça social e a transformação da pessoa por meio da arte e da cultura. Suas colunas de jornal tratavam de política, literatura e teatro, fazendo também o trabalho de divulgar autores desconhecidos no Brasil e alguns no restante do mundo. Em suas críticas sobre o cotidiano social foi visionária, com olhar sensível e antecipatório. Em sua obra mais famosa, </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/11/23/A-import%C3%A2ncia-de-%E2%80%98Parque-Industrial%E2%80%99-85-anos-depois"><i><span style="font-weight: 400;">Parque Industrial</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1933), falou sobre a industrialização brasileira do século XX, e acima disso, denunciou as condições humilhantes e precárias das operárias paulistanas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível não reconhecer Pagu como referência dos desdobramentos do movimento modernista. Dona de muitos pseudônimos por conta da censura sofrida, casou-se, em 1930, com Oswald de Andrade, e, ao lado dele, passou a militar no Partido Comunista, logo se tornando a primeira presa política da história do Brasil, após participar de uma greve de estivadores. </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/pagu-primeira-presa-politica-brasil.htm"><span style="font-weight: 400;">Patrícia Galvão foi presa 23 vezes ao longo da vida</span></a><span style="font-weight: 400;">. O mundo não mudou muito depois de Pagu, suas obras ainda fazem sentido no contexto histórico atual do Brasil, e suas lutas frenéticas ainda são travadas diariamente por milhares de mulheres ao redor do mundo.</span></p>
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