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	<title>Arquivos Colônia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Colônia: a tocante releitura de Holocausto Brasileiro</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2021 21:30:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto Livremente inspirada no livro-reportagem Holocausto Brasileiro de Daniela Arbex, Colônia é a nova aposta do Canal Brasil. A série produzida e dirigida por André Ristum é um retrato sensível sobre o hospício em Barbacena, Minas Gerais, que vitimou mais de 60 mil pessoas no último século. Dividida em 10 episódios, a produção explora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/colonia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Colônia: a tocante releitura de Holocausto Brasileiro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22379" aria-describedby="caption-attachment-22379" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-22379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-2.jpg" alt="Cena da série Colônia. Na imagem aparecem os personagens Gilberto e Eliza centralizados entre outras duas figuras que estão desfocadas nos cantos. Todos usam a camisola cinza do hospício e tem aparência cansada, a imagem está em preto e branco. " width="1200" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-2-1024x555.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-2-768x416.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22379" class="wp-caption-text">Colônia foi lançada no dia 25 de junho e está disponível na plataforma Globoplay (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Livremente inspirada no livro-reportagem </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-holocausto-brasileiro-de-daniela-arbex/"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Daniela Arbex, </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a nova aposta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Canal Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série produzida e dirigida por </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/colonia-andre-ristum-entrevista"><span style="font-weight: 400;">André Ristum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um retrato sensível sobre o hospício em Barbacena, Minas Gerais, que vitimou mais de 60 mil pessoas no último século. Dividida em 10 episódios, a produção explora personagens ficcionais que reconstroem o horror vivido pelos internos do </span><a href="https://memoria.ebc.com.br/cidadania/2015/08/mais-de-60-mil-pessoas-morreram-no-maior-manicomio-do-brasil"><span style="font-weight: 400;">maior manicômio do país</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-22378"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um vagão de carga escuro e sem ventilação leva os “doidos” para um destino cruel. Jogados no assoalho, alguns vomitam, urinam, gritam ou choram – ninguém entra ali e volta a ser como era antes. O </span><i><span style="font-weight: 400;">frame </span></i><span style="font-weight: 400;">remete à forma como os </span><a href="https://amp.dw.com/pt-br/h%C3%A1-75-anos-come%C3%A7avam-as-deporta%C3%A7%C3%B5es-de-judeus-para-os-campos-nazistas/a-36078857"><span style="font-weight: 400;">judeus</span></a><span style="font-weight: 400;"> eram encaminhados aos campos de concentração, e o aspecto degradante e impiedoso animaliza cada figura presente na cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama nos convida a enxergar pelos olhos de Elisa (Fernanda Marques), uma jovem que foi colocada naquele vagão a mando do próprio pai como castigo por ter engravidado do namorado e recusado se casar com um homem 40 anos mais velho. Desorientada, ela pensa ter sido alvo de um engano, já que seu diagnóstico de esquizofrenia era falso, mas logo percebe que ninguém ia para o Colônia por engano.</span></p>
<figure id="attachment_22380" aria-describedby="caption-attachment-22380" style="width: 645px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-22380" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-2-1.jpg" alt="Cena da série Colônia. Na fotografia a personagem Valeska está sentada em uma das camas do hospício, a personagem veste a camisola cinza e a imagem é em preto e branco. " width="645" height="388" /><figcaption id="caption-attachment-22380" class="wp-caption-text">Andréia Horta contou que parte do processo de preparação para a série consistia em fazer limpezas no ambiente das gravações (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, os internos eram escolhidos a dedo. O prédio descuidado era um depósito de internações injustificadas, a maioria não tinha nenhum problema psiquiátrico, apenas era mais cômodo para os conservadores da sociedade taxá-los de doidos e mantê-los longe de vista. Gilberto (Arlindo Lopes) foi mandado para o hospício por ser </span><a href="https://danielaarbex.com.br/serie-colonia-minha-mae-quer-que-eles-me-curem/"><span style="font-weight: 400;">gay</span></a><span style="font-weight: 400;">; Raimundo (Bukassa Kabengele), um alcoólatra; Valeska (<a href="https://heloisatolipan.com.br/tv/andreia-horta-vive-prostituta-em-colonia-limpava-um-comodo-inteiro-com-um-pano-e-um-balde-com-agua-suja/">Andréia Horta</a>), uma prostituta apaixonada pelo prefeito de Barbacena, e Wanda (Rejane Faria) tinha uma história muito parecida com a de Elisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não serem protagonistas, os arcos dos personagens são super bem desenvolvidos, pois os pacientes se tornam a ponte de apoio um do outro e impedem que a loucura de viver naquele lugar os consuma completamente. Em certos momentos, as conversas e sorrisos soltos que eles compartilham amenizam o clima acinzentado.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A interpretação de </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/uma-trajetoria-de-solidez-1.1473244"><span style="font-weight: 400;">Rejane Faria</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a representação mais marcante da série. Wanda já estava aprisionada no Colônia há quase 30 anos, internada pelo patrão por estar grávida e com seu filho arrancado de seus braços dentro daquele edifício frio, ainda sim seu olhar é capaz de transmitir uma serenidade reconfortante. A personagem ajuda Elisa a não tomar decisões precipitadas e é o ponto de paz da protagonista ao longo da trama. As duas criam um laço praticamente maternal que torna impossível não gostar de como as atuações se complementam. </span></p>
<p><figure id="attachment_22381" aria-describedby="caption-attachment-22381" style="width: 790px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-22381" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-2.jpg" alt="Cena da série Colônia. Na imagem aparecem as personagens Wanda e Elisa sentadas em uma cama, ambas vestem a camisola cinza da internação e a fotografia é em preto e branco. " width="790" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-2.jpg 790w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-2-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22381" class="wp-caption-text">À esquerda Wania (Rejane Faria) e à direita Elisa (Fernanda Marques) [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Dentro do Colônia, a rotina fazia questão de tirar qualquer traço de humanidade de quem sobrevivia lá. Os internos passavam fome, frio, eram torturados, dopados e até levados para sessões de eletrochoque que, muitas vezes, deixavam sequelas permanentes. Os funcionários do hospício não ouviam opiniões e a direção não se preocupava com quantos iriam morrer, afinal, nenhum deles tinha alguém que se importasse e era fácil se livrar dos corpos como objetos de </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/22-11-2011/comercio-da-morte-so-parou-na-decada-de-80.html"><span style="font-weight: 400;">pesquisa em Universidades</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das críticas visíveis aos comportamentos machistas e racistas da época, </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia </span></i><span style="font-weight: 400;">não deixa de incluir o período da </span><a href="https://www.politize.com.br/ditadura-militar-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">ditadura</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesses desabafos. Como a produção se ambienta na década de 70, parte dos rejeitados levados para o hospício eram opositores do governo autoritário da época. Um trato entre os militares e a coordenação do hospital permitia que alguns protestantes recebessem um destino diferente da morte e fossem levados para o hospital como punição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa também nos entrega reflexões sobre a ética médica com o confronto interno do médico da instituição, que se sente encurralado pela frustração de tantos anos de contribuição com o sistema. E com a enfermeira Laura, interpretada pela atriz Naruna Costa, que ainda vive com a esperança de fazer do Colônia um hospital que cuidasse dos pacientes com seriedade – esse desejo de mudança faz com que ela colabore com Elisa e Wanda ao longo dos episódios. </span></p>
<figure id="attachment_22382" aria-describedby="caption-attachment-22382" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22382" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Colonia.png" alt="Imagem da série Colônia. Na fotografia aparecem os personagens Natalia, Eduardo e Ivan sentados no porta malas de um carro. Ivan é careca, tem pele clara e usa óculos, camiseta escura e calça jeans. Eduardo é um homem negro e usa camisa de botões branca estampada com uma calça de tom claro. Natalia é branca e tem cabelos médios e castanhos, suas roupas não aparecem na imagem." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Colonia.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Colonia-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Colonia-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Colonia-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22382" class="wp-caption-text">“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia” (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia é um dos pontos que se destacam, as cenas foram produzidas em preto e branco e isso carrega toda uma genialidade, já que o peso daquelas paredes não poderia ser representado com cores. A trilha sonora e a locação escolhida como cenário também somam os tons sombrios e dramáticos de que a trama precisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Títulos nacionais, como </span><a href="https://diariodorio.com/critica-os-ultimos-dias-de-gilda/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Últimos Dias de Gilda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.omelete.com.br/amazon-prime-video/criticas/manhas-de-setembro-critica-primeira-temporada"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f-WR_Tugips"><i><span style="font-weight: 400;">Onde Está Meu Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, têm chamado atenção e trazido a esperança de mais reconhecimento para o audiovisual brasileiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia </span></i><span style="font-weight: 400;">não fica de fora dessa lista e facilmente poderia ser classificada como um dos melhores lançamentos de 2021. Tudo é ambientado de forma coerente, com trabalhos de atuação impecáveis que emocionam pelos detalhes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais que uma produção audiovisual, é um alerta para a questão da valorização da saúde mental e para o cuidado com os </span><a href="https://estanciabelavista.org.br/saude-mental-e-direitos-humanos-do-debate-a-implementacao/"><span style="font-weight: 400;">direitos humanos</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">script </span></i><span style="font-weight: 400;">sensível e delicado remonta com louvor o marco histórico de uma tragédia brasileira muitas vezes esquecida.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Junho de 2021</title>
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					<description><![CDATA[<p>Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de confusões, esquemas e agressões vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Junho de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21622" aria-describedby="caption-attachment-21622" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-21622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21622" class="wp-caption-text">Destaques de Junho de 2021: 2ª temporada de Legendary, o fim de Pose, Luca e Manhãs de Setembro (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Caroline Campos e Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/06/exclusivo-governo-bolsonaro-pediu-propina-de-us-1-por-dose-diz-vendedor-de-vacina.shtml"><span style="font-weight: 400;">confusões, esquemas e agressões</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. Junho chegou, Junho foi embora e a leva de filmes e séries que marcaram a metade do ano não poderia ter sido mais diferente uma da outra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo cinematográfico, onde alguns poucos irresponsáveis arriscam ir aos cinemas, as produções foram escassas e não muito chamativas. Os apaixonados pelo medo e pelo horror ganharam de presente duas bombas: </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é um fracasso completo, mas abala o ânimo dos fãs da franquia com uma trama fraca e pouco impressionante. Por outro lado, para quem pensava que não poderia ser pior, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=411aCkoMEmU"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se esforçou para entregar um dos piores filmes da saga de Jigsaw. Não foi dessa vez que o deus da carga dramática te abençoou, Chris Rock.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo menos, nos garantiram um pouco mais de diversão. A nova animação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter uma narrativa marcada pela simplicidade, mas não falha em emocionar o espectador com a sua fofura. Estamos falando de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E7_4ZUpyoWM"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com os dois monstros marinhos mais carismáticos desde o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-137537/"><span style="font-weight: 400;">peixão apaixonado de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lá em 2017. Pelas mãos da dona </span><i><span style="font-weight: 400;">Netlfix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado e conseguiu o feito de nos fazer fechar a cara só de ouvir o nome da melhor festa do ano. Mesmo assim, nessa altura do campeonato, dá vontade de pular um bloquinho, não é?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda emplacou mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trouxe os musicais de volta ao cinemas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k91B9sEhe7w"><i><span style="font-weight: 400;">Em um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encantou a crítica com suas coreografias e o protagonismo de Anthony Ramos – não, não é o ator da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, faltou tato por parte da produção do filme, que foi </span><a href="https://www.cabanadoleitor.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-e-criticado-por-falta-de-afro-latinos-no-elenco/"><span style="font-weight: 400;">duramente criticada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela falta de representação entre o elenco principal de afro-latinos no bairro de Washington Heights. Apesar de Miranda se pronunciar</span><i><span style="font-weight: 400;"> “verdadeiramente arrependido”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resto dos envolvidos protagonizou um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores ao </span><a href="https://www.kabc.com/2021/06/19/rita-moreno-apologizes-for-comments-woke-critics-called-dismissive-of-black-latino-lives/"><span style="font-weight: 400;">comentar a polêmica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Complicado, Rita Moreno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na parte da TV, o cenário foi mais positivo. No Brasil, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chocou tanto que até ganhou episódios extras, com informações importantíssimas que só foram descobertas pela repercussão do documentário. </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/inspirada-em-fatos-serie-colonia-estreia-no-canal-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Canal Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou casa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando voz e rostos aos temas do livro </span><a href="https://www.amazon.com.br/Holocausto-Brasileiro-Genoc%C3%ADdio-mortos-hosp%C3%ADcio/dp/8551004638"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Daniela Arbex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente investiu nas produções nacionais, entregando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5PP9bZYGA0o"><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NoXyFvRjem0"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira leva a periferia e o tráfico em discussões que perpassam temas sociais, enquanto a segunda finalmente dá a Liniker um papel de atuação. A artista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bNs_7r1PsfQ"><span style="font-weight: 400;">canta e encanta</span></a><span style="font-weight: 400;">, se firmando como um símbolo de poder e resistência nesse Mês do Orgulho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora do radar nacional, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=baGuGkdaIAA"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inovou as típicas narrativas musicais que estamos acostumados, </span><a href="http://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalizou seu 17º ano na união da ficção de Meredith com a pandemia do mundo real e </span><a href="http://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-down-under-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race Down Under</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se provou a pior temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição de </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas com exibição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rg_160Be71g"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente entregou um ótimo capítulo neste livro de sofrimentos que é a vida de June.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">continuou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e nos deu uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t04JpO7GbYc"><span style="font-weight: 400;">overdose de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além da estreia do quarto ano da sacanagem espanhola do Ensino Médio, fomos agraciados com curtas especiais, que não agregaram muito, mas foram agradáveis de acompanhar. O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQt1T_vhM9B/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aterrissou por aqui e duas de suas melhores produções acabaram em Junho: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlsPFKIE2ag"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">coroa o talento inestimável de Jean Smart na comédia e </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">continua na construção de seu maravilhoso império. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=whnMJZENarU"><span style="font-weight: 400;">É sério, vejam </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQrcU3hBzDx/"><span style="font-weight: 400;">Mês do Orgulho</span></a><span style="font-weight: 400;"> coloriu a arte desse Cineclube de Junho, com o azul-claro da bandeira trans se prostrando como resistência. Uma das melhores séries da história, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aUmUQeucVgI"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deu um tristonho tchau, através de uma terceira temporada cautelosa, calorosa e cheia de paixão. Para além de ser ‘apenas’ a produção com o </span><a href="https://draglicious.com.br/2018/11/01/pose-conheca-o-incrivel-elenco-inclusivo-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra-prima do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">se livrou das amarras narrativas que uma história LGBT pode se colocar, dando suficiente material para que </span><a href="https://cinepop.com.br/mj-rodriguez-de-pose-lanca-seu-primeiro-single-oficial-ouca-something-to-say-298668/"><span style="font-weight: 400;">MJ Rodriguez</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/entrevista-com-a-estrela-de-pose-dominique-jackson"><span style="font-weight: 400;">Dominique Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://thesource.com/2021/06/02/trailer-alert-escape-room-2-shows-indya-moore-and-taylor-russell-fighting-for-their-lives/"><span style="font-weight: 400;">Indya Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3NA7BpvnRMA"><span style="font-weight: 400;">Billy Porter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cia cravem seus nomes para a eternidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">fecha o primeiro semestre com um </span><b>Cineclube </b><span style="font-weight: 400;">mais modesto que o habitual (é que o frio de Junho congelou até a gente). A conclusão do Mês do Orgulho não deixa dúvidas: o nosso papel, como espectadores e divulgadores de conteúdo, é o de prestigiar, aclamar, indicar e celebrar essas joias raras. Agora, é só chegar junto da </span><b>Editoria </b><span style="font-weight: 400;">e dos </span><b>Colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">para conferir tudo o que falamos sobre o Cinema e a TV no sexto mês de 2021.</span></p>
<p><span id="more-21172"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_21497" aria-describedby="caption-attachment-21497" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg" alt="" width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21497" class="wp-caption-text">Julian Hilliard já viveu o jovem Luke em Maldição da Residência Hill e Billy em WandaVision (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (The Conjuring: The Devil Made Me Do It, Michael Chaves)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que bagunça que fizeram com o pobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando James Wan deu a luz ao primeiro filme da franquia lá em 2013, os fãs de terror convulsionaram tamanha a qualidade e o carisma do longa. 8 anos e sete filmes depois, </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas e ao </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> para provar que, infelizmente, tudo que é bom dura pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema já começa na trama. Apesar do caso interessantíssimo que tinha em mãos – o julgamento de </span><a href="https://darkside.blog.br/invocacao-do-mal-3-conheca-o-caso-arne-cheyenne-johnson/"><span style="font-weight: 400;">Arne Cheyenne Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, acusado de assassinato, alegou ter estado sob possessão demoníaca –, Michael Chaves não se decide quanto ao rumo que pretende dar ao seu filme. As </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/invocacao-do-mal-3-critica-187383/"><span style="font-weight: 400;">cenas nos tribunais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que poderiam ter aberto outras portas para a franquia, são esquecidas e retomadas apenas nos minutos finais. Ao invés disso, Chaves prefere inserir um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> horrendo envolvendo os talentos sensitivos de Lorraine Warren, que se torna quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdida no mundo de Annabelle. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extremamente convenientes para a narrativa e utilizados com um excesso pavoroso, os poderes da demonologista e sua relação psíquica com a Ocultista bagunçam a história de forma quase incorrigível. No entanto, uma coisa é fato: Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam impecáveis como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159266/"><span style="font-weight: 400;">Ed e Lorraine Warren</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um dos melhores casais do Cinema contemporâneo, Wilson e Farmiga entregam qualidade demais em comparação com o resto da trama. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159128/"><span style="font-weight: 400;">Filmes ruins</span></a><span style="font-weight: 400;"> de franquias boas assustam mais que os demônios de Michael Chaves. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_21298" aria-describedby="caption-attachment-21298" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21298" class="wp-caption-text">Pelo menos a Gkay não faz dancinha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carnaval (Leandro Neri)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem não está com saudades do calor do Carnaval bom sujeito não é. Com  suas gravações iniciadas antes da pandemia, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta engajar um filme nacional com os camarotes da festa de </span><a href="https://www.viajali.com.br/pontos-turisticos-salvador/"><span style="font-weight: 400;">Salvador</span></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira metade do longa é pavorosa, depois, descemos descontroladamente a ladeira da vergonha alheia com o enredo e personagens vazios e sem nenhum atrativo externo ou de contexto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um elenco temível &#8211; Giovana Cordeiro e </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/luan-santana-da-beijo-na-boca-de-gkay-para-divulgar-clipe-morena-da-minha-vida-veja_a319914/1"><span style="font-weight: 400;">Gkay</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não podemos contar nem com boas atuações. O filme não traz o melhor do Carnaval de Salvador, que são os blocos de rua. Os camarotes, que são forçados a todo momento, se encaixam com sentido na premissa que a história segue, mas, exclui toda parte contagiante da festa, que renderia uma boa produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tenho que ser justa. Nem só de calamidade se constrói o longa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A representatividade dos orixás dentro do filme arrepia, há respeito em demonstrar figuras sagradas e pais de muitos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em trazer o candomblé, com misticismo, para o grande público. Não recomendo Gkay nem para minha pior inimiga, entretanto, se você estiver &#8211; assim como eu &#8211; com saudades do Carnaval,  assista essa produção que o sentimento passa. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21494" aria-describedby="caption-attachment-21494" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg" alt="" width="1200" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-800x419.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-1024x536.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-768x402.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21494" class="wp-caption-text">Luca foi inspirado na experiência real do diretor Enrico com seu melhor amigo de infância, Alberto (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Luca (Idem, Enrico Casarosa)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazer até as crianças o </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/luca-filme-da-pixar-da-aula-de-inclusao/"><span style="font-weight: 400;">debate sobre a inclusão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de metáforas é uma ferramenta que os estúdios de animação adoram. Em um mundo tão excludente, filmes que abordam essa universalidade conseguem sempre um lugar especial no nosso coração. A bola da vez está em </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-06-17/pixar-viaja-ao-verao-mais-feliz-da-infancia.html"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> dirigida por Enrico Casarosa, que conseguiu mesclar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Me Chame Pelo Seu Nome</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma narrativa simples e eficiente sobre amizade e criaturas marinhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abraçados pela </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/luca-e-um-filme-lgbtq-apesar-do-que-a-pixar-diz-veja-por-que"><span style="font-weight: 400;">comunidade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> por conta de suas alegorias, os dois peixinhos Luca e Alberto conseguem assumir a forma humana fora da água. Enquanto o primeiro possui uma família protetora e um medo absurdo do mundo terrestre, o outro parece viver sozinho e se aventurar por qualquer coisa que o mundo tem a oferecer. Sem tramas complexas nem reviravoltas absurdas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">encanta pela simplicidade e delicadeza com que relaciona seus </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/luca-disney-plus-critica-187158/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, todos procurando e explorando o seu lugar no mundo e as possibilidades desse vasto universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Opostos, </span><a href="https://saopauloparacriancas.com.br/aprendemos-luca-animacao-pixar/"><span style="font-weight: 400;">Luca e Alberto</span></a><span style="font-weight: 400;">, dublados no original por Jacob Tremblay e Jack Dylan Grazer, se enveredam pelo mundo humano com o medo constante da rejeição e da exclusão. Assim, de forma sutil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> constrói seu carisma e apelo ao tratar das diferenças sociais com tamanha sensibilidade, sem deixar de lado a aventura juvenil e divertida de seus protagonistas. Mesmo com a conclusão morna, não há nada que apague o encanto dos monstrinhos em meio aos terrestres. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159359/"><i><span style="font-weight: 400;">Silenzio, Bruno!</span></i></a> <b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21627" aria-describedby="caption-attachment-21627" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg" alt="Cena do Filme Em Um Bairro de Nova York. A imagem mostra, de lado, um grupo de pessoas latinas dançando na rua, na frente de um prédio de tijolos cinzas. Eles olham para a frente, no lado direito da imagem. Á frente do grupo está o personagem Usnavi, de Anthony Ramos, um homem jovem latino, de cabelos curtos castanhos. Ele está de pé, cantando, e usa uma camisa cinza escrito 'Nueva York' e calça jeans. É de dia e a imagem é iluminada." width="950" height="633" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21627" class="wp-caption-text">É maravilhoso, mas poderia ser mais (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Em um Bairro de Nova York (In The Heights, Jon M. Chu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso absoluto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe outra obra de </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/06/cinco-cancoes-para-conhecer-a-premiada-trajetoria-de-lin-manuel-miranda-ckpxugzmc00000180xdgi6niu.html"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;"> para as telas do mundo todo. Agora, é hora de conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a adaptação de um musical criado pelo dramaturgo, ator, produtor, cantor e compositor, que apresenta uma história de sonhos e raízes num bairro predominantemente latino de Nova York. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cenário é </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/05/bairro-de-washington-heights-e-tesouro-escondido-em-nova-york.html"><span style="font-weight: 400;">Washington Heights</span></a><span style="font-weight: 400;">, que abriga uma comunidade imigrante em busca de oportunidades na terra da liberdade, e que é onde Miranda, de descendência porto-riquenha, nasceu e cresceu. A proximidade do dramaturgo com a história, no entanto, não garantiu que sua transposição para o Cinema (na direção de Jon M. Chu) fosse representativa como o planejado quando a história ganhou seus contornos através da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O musical protagonizado pelo carisma brilhante de Anthony Ramos decepciona com </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/06/17/lin-manuel-miranda-comenta-criticas-por-falta-de-diversidade-em-novo-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">a falta de representação fiel da comunidade latinoamericana</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que se esperaria de algo com a assinatura artística de Lin-Manuel Miranda (que respondeu às críticas e se desculpou pela falha na produção do filme), exceto pelo descuido em algo tão fundamental para a narrativa da obra e para o significado de seu trabalho. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_21496" aria-describedby="caption-attachment-21496" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg" alt="" width="1024" height="577" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21496" class="wp-caption-text">Espiral é o nono filme da franquia Jogos Mortais (Foto: Twisted Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Espiral: O Legado de Jogos Mortais (Spiral: From the Book of Saw, Darren Lynn Bousman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse uma decepção no mês, os obcecados pelo Cinema de horror ganharam outra. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/roberto-sadovski/2021/06/18/espiral-o-maior-terror-do-legado-de-jogos-mortais-e-que-o-filme-existe.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> causa, na melhor das hipóteses, gargalhadas. Falta de tudo na obra de Darren Lynn Bousman: criatividade, originalidade, roteiro, atuações decentes, e, se tratando de </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/jogos-mortais-qual-o-melhor-187201/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muito sangue. A franquia de sucesso dos anos 2000, que com certeza transita entre altos e baixos, ficou conhecida pelo seu horror corporal e tortura explícita em cenas de causar enjoo no espectador. O filme de 2021, no entanto, não consegue transmitir nem um mal-estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando recriar a estética do primeiro longa, dirigido por James Wan (olha ele de novo!) em 2004, Bousman deixa seu filme caricato e repetitivo, com momentos que, segundo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Geração Z</span></i><span style="font-weight: 400;">, se enquadram em </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe </span></i><span style="font-weight: 400;">total. </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/06/armadilhas-do-novo-jogos-mortais-realmente-machucavam-diz-chris-rock-ckprlup2w00cy018016z11asz.html"><span style="font-weight: 400;">Chris Rock</span></a><span style="font-weight: 400;">, o detetive protagonista, parece ter colocado em si mesmo uma trava de segurança que o impede de expressar emoções minimamente convincentes, e sua relação com o assassino, principalmente durante os momentos finais, é talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i> <a href="https://www.arrobanerd.com.br/espiral-o-legado-de-jogos-mortais-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais sem graça</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só para não descer a lenha em absolutamente todos os pontos de </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/espiral---o-legado-de-jogos-mortais-e-um-pessimo-recomeco-0621"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Samuel L. Jackson convence. Apenas isso. Não é dono de uma atuação primorosa, mas também não se junta a sinfonia de fracasso do cineasta, que dirigiu outros filmes da saga ao longo da carreira. Isso talvez porque o personagem do veterano tem duas cenas na obra – a última delas, inclusive, o mais próximo da </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> contagiante de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/jogos-mortais-melhores-filmes.html"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que esse filme tem a oferecer. </span><a href="https://ovicio.com.br/espiral-tobin-bell-comenta-sobre-quase-ter-aparecido-como-jigsaw/"><span style="font-weight: 400;">Jigsaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> estaria envergonhado. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<h3></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_21619" aria-describedby="caption-attachment-21619" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg" alt="Cena de The Handmaid’s Tale. A cena mostra June segurando o rosto de Serena, que está ajoelhada. As duas são brancas e tem cabelos loiros, June está curvada em direção a Serena, ela usa blusa escura e tem o cabelo preso. Serena usa creme e tem os cabelos soltos. " width="2560" height="1703" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1536x1022.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-2048x1363.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1200x798.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21619" class="wp-caption-text">Além de ser produtora e protagonista, Elisabeth Moss assumiu a direção na quarta temporada de The Handmaid’s Tale (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, 4ª temporada, Hulu/Paramount+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um </span><a href="https://liberal.com.br/colunas-e-blogs/estudio-52-the-handmaids-tale-comeca-a-correr-atras-do-proprio-rabo/"><span style="font-weight: 400;">chove, não molha desgraçado</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu entregar uma temporada intensa, corajosa e, o mais importante, que tomou decisões drásticas em direção à conclusão da trama. O ano 4 tirou June (Elisabeth Moss) de Gilead, guiando a jornada da personagem para o encerramento de ciclos. Com 3 episódios a menos que o habitual, a série de Bruce Miller demonstrou </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/series/the-handmaids-tale-yvonne-strahovski-promete-final-surpreendente-em-quarta-temporada-o-mais-satisfatorio-ate-hoje/"><span style="font-weight: 400;">assertividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e culhões, dando a Moira, Emily, Serena, Janine, Waterford e até à Tia Lydia, muito o que fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a sombra de um quinto ano pela frente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Conto da Aia</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez de 2021 um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">chamariz de boas ideias</span></a><span style="font-weight: 400;">, com destaque para a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">sempre formidável Mckenna Grace</span></a><span style="font-weight: 400;">, jovem prodígio de Hollywood e que agora interpreta uma Esposa, ainda adolescente. O </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-cenas-completamente-perturbadoras-de-handmaids-tale-lista/"><span style="font-weight: 400;">choque pelo choque</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua sendo o lema da produção, não recomendada para quem tem problemas em ver gente se ferrando muito antes de começar a se dar bem. O presente floresceu </span><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a dúvida que fica é se </span><a href="https://www.indiewire.com/2017/05/the-handmaids-tale-terminology-guide-1201809023/#:~:text=%E2%80%9CBlessed%20Be%20the%20Fruit%E2%80%9D%3A,%E2%80%9CMay%20the%20Lord%20open.%E2%80%9D&amp;text=They%20feature%20no%20text%20(much,women%20are%20forbidden%20from%20reading."><span style="font-weight: 400;">o fruto abençoado por Ele</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai vingar quando as Aias darem seu </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/219738-the-handmaids-tale-showrunner-atriz-falam-5-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">adeus no ano que vem</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21428" aria-describedby="caption-attachment-21428" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/we-are-lady-parts.jpg" alt="Foto promocional da primeira temporada de We Are Lady Parts. Cinco mulheres de frente para a câmera, em um cenário caseiro. No centro, Amina (Anjana Vasan), sendo observada pelas outras quatro, sentada de pernas dobradas, olhando para a câmera e usando uma saia cinzenta e uma camisa branca de estampa floral rosa, com a mão esquerda segurando o queixo e um hijab verde claro cobrindo a cabeça. Também sentada, à sua direita está Momtaz (Lucie Shorthouse), usando um niqab azul escuro que cobre inteiramente seu corpo, deixando apenas os olhos à vista. Ela também usa luvas pretas e pulseiras punks, segurando um cigarro eletrônico. Atrás delas e de pé, Ayesha (Juliette Motamed), usando uma túnica leve azul com detalhes dourados e uma camiseta com estampa por baixo e um hijab de cor pêssego, com a mão esquerda apoiada no ombro de Saira (Sarah Kameela Impey). Ela está sentada atrás de Amina, com uma palheta entre os dentes, segurando uma guitarra no colo. Ela usa uma camisa sem mangas xadrez vermelha e preta com uma camiseta cinza por baixo, os cabelos pretos e curtos soltos atrás. Na frente dela, Bisma (Faith Omole), também segurando uma guitarra no colo e usando calças jeans largas, uma camiseta amarela com padrões pretos por baixo de uma jaqueta de couro azul escura e colares de contas, com um turbante azul claro com listras escuras." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21428" class="wp-caption-text">Após recrutarem uma nova guitarrista, as mulheres de Lady Parts precisam achar uma nova forma de tocar (Foto: NBCUniversal)</figcaption></figure>
<p><b>We Are Lady Parts (</b><b>1ª temporada, Channel 4/Peacock)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada originalmente no Reino Unido através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Channel 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> em maio, a </span><span style="font-weight: 400;">1ª temporada de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MPqzoAjxvl4"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos Estados Unidos através do serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseada no curta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cOEXtrPFEzc"><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela narra a vida de cinco jovens muçulmanas que formam a banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lady Parts, acompanhando-as através dos olhos de sua mais nova integrante, Amina (Anjana Vasan), uma doutoranda introvertida que tem medo de tocar guitarra em público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro e a direção de Nida Manzoor capturam sagazmente a essência e as nuances de cada uma das personagens, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/global/we-are-lady-parts-linda-lindas-nida-manzoor-1234989061/"><span style="font-weight: 400;">rejeitando estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criando uma trama de crescimento pessoal poderosa ancorada em excelentes atuações e uma estética feroz. Ao longo de seus seis curtos episódios, somos transportados até a realidade de suas personagens e partilhamos de cada risada e cada lágrima derramada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma série de </span><a href="https://open.spotify.com/album/28dwAy8V1FaZFC0tryUPSI?si=_CmPuL38STmith_LUAROrQ&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">músicas originais e alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">covers </span></i><span style="font-weight: 400;">excelentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Queen e Dolly Parton, vemos o crescimento do grupo enquanto banda, mas também como pessoas. Ao final do último episódio, a sensação que fica é de que as </span><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i><span style="font-weight: 400;"> só começaram e, mesmo que não haja uma segunda temporada confirmada, o público clama por um bis. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21499" aria-describedby="caption-attachment-21499" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg" alt="Foto promocional de Histórias Breves. Os personagens Rebeca, Cayetana e Gusmán estão juntos. No centro está Cayetana, mulher branca e loira vestida de moletom verde com detalhes pretos. Ela olha para a esquerda com a boca aberta em uma expressão animada. A sua direita está Guzmán. Branco e de cabelo loiro, o homem veste um roupão azul. Ele olha para frente sorrindo e tem uma mão apontando para cima. No canto esquerdo da foto está Rebeca, vestindo uma roupa preta com flores coloridas. A mulher branca de cabelo preto está olhando para frente, com uma mão apontando para a câmera. O fundo da imagem é branco. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21499" class="wp-caption-text">Histórias Breves nos dá um último gostinho do que foram as primeiras temporadas de Elite (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite Histórias Breves (Elite Short Stories, Especial de Elite, Netflix</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de muita espera, </span><a href="https://youtu.be/DiA4Vy9uV_0"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente retorna com novos episódios. A série espanhola trouxe personagens e tramas diferentes, mas não sem antes se despedir das figuras que conquistaram o público, para início de conversa. Se, no final da terceira temporada, vemos o encerramento do ano escolar em Las Encinas, as </span><a href="https://youtu.be/J8nYfd-mocs"><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Breves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos mostram um pouco das férias de seus alunos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com narrativas que se conectam, os curtas são divididos em quatro partes. E, como não poderia faltar, duas delas focam em um dos aspectos mais marcantes da série: </span><a href="https://youtu.be/_cRgYMrxuAE"><span style="font-weight: 400;">os romances</span></a><span style="font-weight: 400;">. Samuel com Carla, assim como Guzmán e Nadia, sofrem turbulências ao serem separados pela Universidade. Namoros de Ensino Médio são, de fato, ótimos. Mas quando os anos mágicos acabam, a magia dos amores pode sumir junto. Sabendo que Carla (</span><a href="https://www.instagram.com/ester_exposito/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Ester Expósito</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Nadia (</span><a href="https://www.instagram.com/minaelhammani/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Mina El Hammani</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisavam sair da série, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu um final quase digno para cada uma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns personagens, por outro lado, continuaram suas jornadas. Omar, Ander, Cayetana, Rebeka e Guzmán protagonizam seus curtas com muita comédia e drama. É difícil não rir com a festa bagunçada de um </span><a href="https://youtu.be/-R2r2Ej-9BY"><span style="font-weight: 400;">trio inesperado</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como não é fácil segurar as lágrimas quando o percurso de Ander com o câncer resulta na perda de um grande amigo. Resumindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> em poucos minutos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Histórias Breves </span></i><span style="font-weight: 400;"> é um compilado perfeito para matar a saudade do seriado. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_21430" aria-describedby="caption-attachment-21430" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-4.jpg" alt="Cena da série Colônia. A imagem em preto e branco, na qual se encontra uma escadaria grande, suja e rachada. Sentados nela estão uma mulher, um homem e um garoto. A mulher tem os cabelos escuros e longos e está vestida com uma camisola do hospital e tênis. O homem está com uma mão no ombro da moça, sentado atrás dela, degrau acima, ele veste uma blusa e uma calça de tecido e de um tom mais escuro e tem cabelos curtos. Atrás dele, um degrau acima, há um jovem sentado, ele também está vestido com a camisola da instituição e tem cabelos curtos. Os três estão com o semblante cansado e entristecidos." width="800" height="532" /><figcaption id="caption-attachment-21430" class="wp-caption-text">Colônia narra um período desumano e pouco conhecido da história nacional (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Colônia (1ª temporada, Canal Brasil/Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FHUTKRpU0bg"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rzjhbj1vato"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra, algumas das situações reais que foram vivenciadas no hospício Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Por meio de personagens ficcionais são contados alguns dos absurdos ocorridos neste período terrível da história nacional e que foi estrategicamente apagado dos livros de História. Acompanhamos em 10 episódios a história de Elisa, interpretada pela atriz </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/entrevistas/600505/colonia-andre-ristum-e-elenco-falam-sobre-o-horror-de-retratar-um-manicomio-nos-anos-1970/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Marques</span></a><span style="font-weight: 400;">, e pelo ponto de vista da personagem começamos a entender o que acontece e como funciona a instituição.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ninguém entra naquele vagão por acaso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. As pessoas mandadas para o Colônia não eram somente as que possuíam patologias mentais, muitas pessoas eram apenas </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/20-11-2011/holocausto-brasileiro-50-anos-sem-punicao.html"><span style="font-weight: 400;">descartadas naquele lugar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Negros, LGBTQIA+, mulheres grávidas, prostitutas, pessoas consideradas inimigas da ditadura militar ou mesmo as que sabiam de segredos de indivíduos ricos e influentes eram mandadas para a unidade para nunca mais voltaram às suas casas. Todos os internos eram tratados de maneira desumana, sendo violentados, torturados e consequentemente enlouquecendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção da série, de André Ristum, fez a escolha de apresentar os episódios em preto-e-branco, dando à narrativa um tom melancólico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra que em cada personagem acompanhado questiona temáticas que atualmente continuam pertinentes, como por exemplo, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b4xjpYzK7Vw"><span style="font-weight: 400;">luta antimanicomial</span></a><span style="font-weight: 400;">, as visões extremamente conservadoras afetando vidas, a desumanização consequente do sistema capitalista e o respeito aos direitos humanos. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_21431" aria-describedby="caption-attachment-21431" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Elite. Os atores Omar Ayuso e Arón Piper, respectivamente, estão no centro, de perfil e de frente um com o outro. Omar é espanhol, possui cabelos curtos bem pretos e sobrancelhas largas. Ele possui traços árabes. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer azul marinho com uma faixa fina vermelha do colarinho e na gola e uma camisa branca. O blazer está semiaberto. Ele está com os olhos fechados, triste e com a boca aberta. Suas mãos estão apontadas para sua barriga. Arón é alemão, possui cabelos curtos ondulados pretos. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer cinza com uma faixa fina vermelha do colarinho até a gola e uma camisa branca manga longa. Seu blazer está aberto. Ele usa um brinco de argola pequeno prata na orelha esquerda. Ele está com os olhos fechados, chateado. Suas mãos estão segurando a cabeça de Omar. As testas dos dois se encostam. Ao fundo, tem um lago enorme e uma paisagem mais distante, com árvores secas e quiosques. " width="2000" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21431" class="wp-caption-text">O final da quarta temporada deixou muitas pontas soltas, inclusive envolvendo o casal mais querido da série, Ander e Omar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite (Élite, 4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A preparação do novo ano em Las Encinas começou com </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/elite-netflix/elite-historias-breves-netflix#10"><span style="font-weight: 400;">quatro histórias breves</span></a><span style="font-weight: 400;">, amarrando os nós deixados pela terceira temporada. Depois de metade do elenco ter se </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/20/por-que-carla-valerio-polo-nadia-e-lu-estao-se-despedindo-de-elite.htm"><span style="font-weight: 400;">despedido</span></a><span style="font-weight: 400;"> das gravações, sobrou para Cayetana (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kAps5sMZkic&amp;t=54s"><span style="font-weight: 400;">Georgina Amorós</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Rebeka (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6RVOebl05M"><span style="font-weight: 400;">Claudia Salas</span></a><span style="font-weight: 400;">) carregarem a nova fase nas costas, já que Samu (Itzan Escamilla) e Guzmán (Miguel Bernadeau) ficaram disputando o cargo de macho alfa da alcateia. Além disso, o relacionamento de Ander (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Arón Piper</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Omar (Omar Ayuso) tentava voltar nos trilhos, com tudo o que aconteceu anteriormente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada do trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Patrick (</span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/06/manu-rios-fala-sobre-trisal-sexo-e-nudez-em-elite-personagem-pedia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Manu Rios</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mencía (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159400/"><span style="font-weight: 400;">Martina Cariddi)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do príncipe Phillippe (</span><a href="https://atitudeevisao.com.br/personagem-de-pol-granch-em-elite-e-inspirado-em-um-principe-da-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">Pol Granch</span></a><span style="font-weight: 400;">) desequilibra o ambiente em diversas formas. Contudo, o ponto mais importante para desprender de toda série é a abordagem dos relacionamentos abusivos. Caye se reinventa de diversas maneiras e se mostra muito mais amadurecida e longe do fantasma de Polo. Mesmo que no começo isso pode ter acontecido, até mesmo o repugnante príncipe não dispersa os olhos da nova faxineira de Las Encinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no seu quarto ano de exibição, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se inovou, continuando na mesma fórmula de: 1) um corpo foi encontrado e 2) todos os alunos são suspeitos. Com </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/veja-quem-deixa-elite-apos-quarta-temporada-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">novas saídas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do elenco principal e a adição de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157707/"><span style="font-weight: 400;">outros personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, resta a dúvida se uma quinta temporada seria realmente necessária ou não, mesmo com numerosas pontas soltas. Mantendo ainda as (muitas) cenas de sexo e aquele ar de mistério, já podemos dizer que a série espanhola já se banalizou, mas que não precisamos ter </span><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">vergonha de mostrar que a gente gosta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21465" aria-describedby="caption-attachment-21465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/images-10.jpeg" alt="A imagem tem como plano de fundo o canto de um dos bares onde acontecem os “bailes” no Rio de Janeiro, na foto há as 5 pessoas que interpretam os assaltantes do bonde na série DOM. Da esquerda para a direita: Ramon Francisco, que interpreta Lico, é um homem negro, estatura média para baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo black power preto curto e usa uma camiseta cinza de gola polo preta e vermelha. Raquel Villar, que interpreta Jazmin, é uma mulher negra, baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo longo cacheado pintado de loiro com a raiz mais escura e veste um vestido azul decotado. Mais ao fundo o ator Digão Ribeiro, que interpreta Armário, é um homem negro, alto e forte, olhos castanhos, usa o cabelo black power preto curto, bigode e cavanhaque, ele veste uma camiseta de botões branca estampada. Á sua frente está Gabriel Leone, que interpreta Pedro Dom, ele é um ator branco, na casa dos 20 anos, tem cabelo ondulado curto pintado de loiro e olhos azuis devido a lente de contato que usa para o personagem, veste uma camiseta preta e uma jaqueta branca e vermelha por cima. E por fim Isabella Santoni, que interpreta Viviane, é uma mulher branca, baixa, com olhos verdes e cabelo longo liso e loiro, veste um vestido branco. Todos estão com a expressão mais séria na foto." width="800" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-21465" class="wp-caption-text">Um sucesso de público e nas críticas, DOM mostrou para o que veio e já foi renovada para uma segunda temporada (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>DOM (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159017/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Machado Lomba Neto</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais conhecido como Pedro Dom, chega ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma forte produção brasileira. O “bandido gato” fez fama ao assaltar prédios e casas da alta sociedade fluminense no começo dos anos 2000, usando o racismo estrutural a seu favor e se popularizando entre as manchetes dos jornais. Mas a produção do cineasta Breno Silveira (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/critica-2-filhos-de-francisco-a-historia-de-zeze-di-camargo-e-luciano"><i><span style="font-weight: 400;">2 Filhos de Francisco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conta não só a história de um criminoso, também mostra como isso afetou sua família e principalmente seu pai, Victor Dantas, um policial civil aposentado que foi pioneiro no combate às drogas no Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tem dado o que falar e já </span><a href="https://www.omelete.com.br/amazon-prime-video/dom-renovada-segunda-temporada"><span style="font-weight: 400;">se tornou a produção internacional mais assistida do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e ela é recheada de boas atuações. O protagonismo é de Gabriel Leone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i><span style="font-weight: 400;">), que entrega uma bela parceria de cena com Flávio Tolezani, que retrata Dantas. </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com outros grandes nomes: Raquel Villar, Ramon Francisco, Isabella Santoni e Digão Ribeiro como integrantes do “bonde”. Já Filipe Bragança interpreta o personagem do pai quando jovem em uma das fases da narrativa, passada nos anos 1970, enquanto Laila Garin vive a mãe de Pedro, e Mariana Cerrone é, na série, irmã do personagem principal. Fábio Lago, Julia Konrad e André Mattos complementam o elenco principal.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo drama policial, com uma bela fotografia que retrata o Rio de Janeiro dos morros e praias aos condomínios de luxo. Baseado em fatos reais, a sua premissa aborda um problema social: o tráfico de drogas e os 8 episódios tem um bom ritmo e prendem a atenção do espectador apesar da temática pesada. É uma produção ousada e envolvente, para quem gosta de uma boa série dramática com boas cenas de ação, essa é com certeza uma das melhores produções lançadas recentemente. </span><b>&#8211; Nicole Saraiva </b></p>
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<figure id="attachment_21488" aria-describedby="caption-attachment-21488" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Greys.jpg" alt="Imagem da série Grey’s Anatomy. Na imagem, uma mulher negra, usando um capacete branco com um visor transparente à frente e um jaleco azul claro, olha para uma mulher branca, loira, dormindo deitada em uma maca azul clara, coberta por um cobertor da mesma cor. Essa ainda usa um respirador branco e azul escuro. Ao fundo, podemos ver uma espécie de quarto de hospital, com uma cortina marrom, aparelhos médicos e uma janela." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21488" class="wp-caption-text">Além dos dramas da pandemia, Grey’s Anatomy viajou ao mundo dos mortos em busca de uma última temporada (Foto: ABC)</figcaption></figure>
<p><b>Grey’s Anatomy (17ª temporada, ABC)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">É 2021 e precisamos falar da 17ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> mesmo depois de tanto tempo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não porque, nesse ano conturbado por si só, a produção teve que introduzir os dramas médicos da vida real para a frente das câmeras, mas também porque, aos trancos e barrancos, a série conseguiu fazer isso de maneira interessante, mesmo com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C9qcmOap7RM"><span style="font-weight: 400;">elos dramáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que percorrem todos os anos da série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma premissa de então abordar a pandemia da covid-19, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">ABC</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu mais uma vez à protagonista, Meredith Grey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pJFXchIWyJY"><span style="font-weight: 400;">Ellen Pompeo</span></a><span style="font-weight: 400;">) o posto de carregar o peso da produção nas costas. Mas dessa vez de uma maneira diferente, já que ela pode estar ao lado, mais uma vez, de grandes nomes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ffjf08sJXF4"><span style="font-weight: 400;">Patrick Dempsey</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F7KbDd82qLM"><span style="font-weight: 400;">Chyler Leigh</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BcdntSiPA90"><span style="font-weight: 400;">Eric Dane</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TrwmgLYivkI"><span style="font-weight: 400;">T.R. Knight</span></a><span style="font-weight: 400;"> que voltaram do mundo dos mortos, literalmente, como um modo de levar a série para a sua última temporada, se não fossem os </span><a href="https://www.instagram.com/p/COs3Nb9Ne-T/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">altos índices de audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a vida dentro dos hospitais foi retratada como uma forma de humanizar os verdadeiros médicos por trás das máscaras. No entanto, por mais um ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> pecou no sentido medicina, e se carregou nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4EQx0_M0558"><span style="font-weight: 400;">dramas pessoais dos protagonistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a temporada teve um brilhantismo único e imbatível que, com certeza, vai dar trabalho para </span><a href="https://twitter.com/kristavernoff"><span style="font-weight: 400;">Krista Vernoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pela série, manter o patamar no ano seguinte. </span><b>&#8211; Larissa Vieira </b></p>
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<figure id="attachment_21495" aria-describedby="caption-attachment-21495" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg" alt="" width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21495" class="wp-caption-text">A cantora Vanusa acompanhou parte da produção da série até seu falecimento, em 2020 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Manhãs de Setembro (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De quem foi a ideia de manter Liniker tanto tempo longe dos papéis de drama? Não há como apontar o responsável por tal barbaridade, mas, finalmente, deram a essa mulher uma série para ela estrelar. O serviço de <em>streaming</em> felizardo foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, nesse mês de junho, os cinco episódios da primeira temporada de </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/2021/06/manhas-de-setembro-consegue-ser-previsivel-e-original-ao-mesmo-tempo.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aterrissaram entre nós. A cantora vive Cassandra, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">motogirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> trans que descobre do dia para a noite que teve um filho 10 anos atrás com Leide, interpretada pela também magnífica Karine Teles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gersinho, o fruto desse relacionamento, passa perrengue atrás de perrengue com a mãe, já que os dois vivem num carro embaixo de um viaduto e vendem o que conseguem nos faróis de São Paulo. O que não falta em </span><a href="https://www.gqportugal.pt/manhas-de-setembro-o-retrato-da-transexualidade-no-brasil"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é talento: além de Liniker e Teles, Gustavo Coelho, que interpreta o garoto, é uma revelação e tanto. O título da série vem através da música da cantora Vanusa, que, pela voz de Elisa Lucinda, dá conselhos dentro da cabeça de Cassandra durante toda a temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o afeto entre a protagonista e seu filho de forma gradual e detalhista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i><span style="font-weight: 400;"> entende que a realidade da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/estrelada-por-liniker-manhas-de-setembro-reflete-sobre-construcao-do-afeto-com-visibilidade-lgbtq-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">comunidade trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se resume apenas a violência e transfobia – isso também porque a série conta com a ícone do </span><a href="https://midianinja.org/news/voz-do-queernejo-conheca-alice-marcone/"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo </span></i><span style="font-weight: 400;">Alice Marcone</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu time de roteiristas. Cassandra é dona de uma narrativa complexa, de altos e baixos, cheia de amores e desamores. Vivendo no </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/01/29/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-175-foram-assassinadas-em-2020.htm"><span style="font-weight: 400;">país que mais mata pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> em todo o mundo, a nova produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conforto, um ato de resistência e um manifesto. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21588" aria-describedby="caption-attachment-21588" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21588" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg" alt="Cena da série Lupin. Assane (Omar Sy) vestido com um smoking preto e gravata borboleta, olha para os lados enquanto coloca um celular na frente de um dispositivo que tranca a porta na sua frente. Na tela desfocada do celular, vemos um cadeado fechado. Uma luz verde preenche a cena. Atrás de Assane, vemos um corredor que dá até uma porta com um sinal verde luminoso acima." width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21588" class="wp-caption-text">Omar Sy retorna no papel do ladrão inspirado nas histórias de Arsène Lupin (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lupin (Parte 2, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Junho também houve a volta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a queridinha francesa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estrelada por </span><a href="https://istoe.com.br/omar-sy-ser-a-cara-da-franca-e-orgulho/"><span style="font-weight: 400;">Omar Sy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criada por George Kay, que retorna após um hiato de cinco meses. A nova leva de cinco episódios traz de volta o carisma sobrenatural de Sy na pele de Assane, o lendário ladrão de casaca, mas carece do foco narrativo e da estrutura que tornaram </span><a href="https://personaunesp.com.br/lupin-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">os primeiros capítulos da série tão saborosos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela começa com um episódio que teria se encaixado muito melhor no final chocante da parte anterior, resolvendo o seu clímax e oferecendo um gancho tragicamente forte para sua sequência. Do jeito que está, a narrativa perde fôlego após os dois primeiros capítulos, por mais que a atuação impecável de Sy segure as viradas mais abruptas que o roteiro dá. Os episódios ainda são bem construídos e oferecem pontos de virada engajantes, com grande parte deles vendo o protagonista na defensiva, tendo que improvisar ao longo do caminho, nos oferecendo outra perspectiva para o personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um clímax elaborado e surpreendente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lupin </span></i><span style="font-weight: 400;"> nos oferece um final que amarra satisfatoriamente as pontas da história da vingança de Assane contra a família Pellegrini, o que deixa difícil ficar de mal com a série por conta de seus poucos erros. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159185/"><span style="font-weight: 400;">A promessa de uma terceira parte em desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> chega como um suspiro de alívio: essa não é a última que vemos do astuto ladrão de casaca e seus roubos elegantes. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21610" aria-describedby="caption-attachment-21610" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21610 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg" alt="Cena de Hacks. À esquerda vemos uma mulher jovem, branca, de cabelos lisos, curtos e ruivos. Ela usa coturno, calça amarela com linhas pretas e blusa preta. Ela está sentada numa poltrona verde com almofadas marrom claro. À direita está outra mulher sentada numa poltrona idêntica. Ela é mais velha, branca e de cabelo loiro. Ela veste blusa azul com manchas brancas e calça branca. O sapato é dourado e de salto baixo. Ao centro tem uma mesa baixa com duas pilhas de revista e um arranjo de flores rosa. Ao fundo vemos a parede branca da sala e a cortina verde aberta com os raios de sol iluminando o ambiente." width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21610" class="wp-caption-text">Se você começar uma frase com é “engraçado porque …”, provavelmente não é (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Hacks (1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;">. Guardem bem o nome dessa série, vocês vão ouvir falar dela em setembro. Não é novidade para ninguém a alta presença das originais</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">que, aliás, foi a </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/emmy-2020-hbo-e-plataforma-mais-premiada/"><span style="font-weight: 400;">emissora que mais levou estatuetas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2020. Agora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> está entre as cotadas para representar o mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chegou ao Brasil. Isso por causa do bom desempenho da série que facilmente agrada os assinantes e mesmo não popularizada no país conquista o </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/com-100-de-aprovacao-hacks-e-renovada-para-2-temporada,5f9ae9029a6e00b90da73a22db226353c2rrnqpg.html"><i><span style="font-weight: 400;">Top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 10</span></a><span style="font-weight: 400;"> assistidos da semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa. O</span><i><span style="font-weight: 400;"> HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">traz sua veterana de guerra, Jean Smart &#8211; que também está presente em grandes produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, para um papel de estrelato pleno. A atriz brilha e reluz numa personagem complexa que tem um certo toque inovador para as telas. Jean Smart domina a arte de fazer comédia sobre comédia interpretando Deborah Vance, que é famosa em Las Vegas por sua longa trajetória, mas passa a perder os melhores horários de apresentação por suas piadas ultrapassadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução para o problema é contratar uma estagiária, Ava (Hannah Einbinder). É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha sua proporção. A dualidade entre as mulheres e a diferença de idade combinadas a dificuldade de ser do sexo feminino e fazer parte da </span><a href="https://www.cineset.com.br/especial-metoo-o-que-mudou-no-mundo-do-cinema-apos-o-movimento-feminista/"><span style="font-weight: 400;">industria </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiana</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são os pontos altos da produção que acerta a mão em representá-los. A série consegue construir tramas paralelas dentro de sua própria história, o que a torna mais cativante. Jean Smart ganhará o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz em Série de Comédia. Anotem. Me cobrem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21613" aria-describedby="caption-attachment-21613" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png" alt="Cena do reality Drag Race Down Under. Na imagem vemos duas fotos da competidora Elektra Shock enquanto ela desfila na passarela. Ela veste uma roupa preta de tecidos de tule caídos e tem o peito a mostra. Sua cabeça careca foi pintada de forma a parecer uma peruca preta. Ela usa salto agulha." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21613" class="wp-caption-text">Elektra Shock, top 3 moral da temporada ao lado de Anita Wigl&#8217;it e de Kita Mean (Foto: World of Wonder)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul&#8217;s Drag Race Down Under (1ª temporada, Stan)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exportação do programa de RuPaul Charles nos rendeu frutos de diversas qualidades, desde divertidas e empolgantes temporadas (</span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">2ª do Reino Unido</span></a><span style="font-weight: 400;">) até jurados decepcionantes mas competidoras exemplares (</span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><span style="font-weight: 400;">1ª do Canadá</span></a><span style="font-weight: 400;">). Na versão da Oceania, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Down Under</span></i><span style="font-weight: 400;">, encontramos um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realmente de cabeça para baixo. A começar pela produção, que claramente sofreu com um orçamento menor, já que assistimos as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> performarem em um palco pequeno, quase como alguns caixotes de madeira colocados lado a lado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As competidoras também não impressionaram: nada do que foi apresentado ali era inédito, e a chance de vermos a diversidade étnica do continente representada no programa foi limitada pela própria produção, que convidou um elenco majoritariamente branco. Jojo Zaho, a </span><a href="http://www.newnownext.com/jojo-zaho-drag-race-down-under/05/2021/"><span style="font-weight: 400;">primeira competidora aborígene australiana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acabou sendo também a primeira a ir para a casa; Coco Jumbo, de descendência fijiana, deu adeus ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio. A partir daí, passamos a assistir um elenco formado apenas por </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> brancas, duas delas com </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/04/09/rainhas-de-drag-race-down-under-pedem-desculpas-por-passado-racista/"><span style="font-weight: 400;">passado racista</span></a><span style="font-weight: 400;">: Scarlet Adams, que fez </span><i><span style="font-weight: 400;">blackface</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">brownface </span></i><span style="font-weight: 400;">em apresentações anteriores ao programa, e Karen From Finance, que colecionava bonecos racistas e até mesmo chegou a tatuar um deles em sua pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">RuPaul e Michelle Visage pareciam cansados, e Rhys Nicholson caiu na maldição da chatice aguda quando se faz parte da bancada internacional de <em>Drag Race</em>. A eliminação precoce de Anita Wigl’it, mesmo tendo vencido o </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos episódios anteriores, nos doeu na alma, mas, pelo menos, Kita Mean pôde vingar a amiga e levar a Coroa para a casa, justamente. A maior (e melhor) zebra da temporada foi <a href="https://draglicious.com.br/2021/06/17/entrevista-elektra-shock-fala-sobre-drag-race-down-under/">Elektra Shock</a>, perseguida nos primeiros episódios e subestimada, a neozelandesa ganhou o coração dos fãs e, mesmo fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">top 4</span></i><span style="font-weight: 400;">, saiu por cima e encontrou paz em sua narrativa. Não é claro ainda se teremos uma nova chance para as vizinhas da Lorde, mas, caso uma segunda temporada venha aí, que os erros da produção não sejam cometidos novamente. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_21615" aria-describedby="caption-attachment-21615" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg" alt=" A imagem é uma foto de divulgação da minissérie O Caso Evandro. Na imagem, há vários papéis e folhas de jornais espalhados no chão, de maneira que deixam como espaço uma silhueta que remete ao corpo de uma criança. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21615" class="wp-caption-text">A quantidade de desdobramentos do caso possibilitou o lançamento de mais um episódio extra, que foi ao ar nesta quinta-feira, dia 8 de julho (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>O Caso Evandro (Minissérie Documental, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie documental que </span><a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/08/caso-evandro-serie-ganha-episodio-extra-com-pai-de-santo-acusado-de-participar-do-crime-em-guaratuba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">narra os acontecimentos do Caso Evandro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigida por Michelle Chevrand e Aly Muritiba, é um dos lançamentos recentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção, dividida em 9 episódios, apresenta a história a partir do seu princípio, com o desaparecimento de Evandro Ramos Caetano, de apenas 6 anos, na cidade de Guaratuba, no Paraná. Em uma época em que já havia uma forte comoção em torno do </span><a href="https://tribunapr.uol.com.br/blogs/nao-e-spoiler/o-caso-evandro-tera-episodio-especial-sobre-leandro-bossi-saiba-quem-foi-o-garoto/"><span style="font-weight: 400;">sumiço de diversas crianças na região</span></a><span style="font-weight: 400;">, o fato chocou pelos aspectos macabros e pelas diversas reviravoltas em seu julgamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo de Evandro foi encontrado em um matagal sem os órgãos e com as mãos e dedos dos pés cortados. Com o passar da investigação, o ocorrido passou a ser direcionado como um caso de </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/18/o-que-e-panico-satanico-e-como-ele-tem-atrapalhado-investigacoes-desde-1970.htm"><span style="font-weight: 400;">magia negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, a partir de fortes intervenções de um dos parentes do menino. Os principais acusados &#8211; e, por fim, condenados &#8211; foram o pai de santo Osvaldo Marcineiro, a então primeira dama Celina Abagge e sua filha, Beatriz Abagge; Vicente de Paula Ferreira, ajudante de Marcineiro; Davi dos Santos Soares, artesão de Guaratuba; Francisco Sergio Cristofolini, vizinho e dono do imóvel onde Marcineiro morava; e Airton Bardelli, funcionário da serraria da família Abagge.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aposta em cenas que simulam os acontecimentos que são narrados como forma de ilustração, dando um verdadeiro toque de suspense para esse crime tão brutal por si só. São apresentadas diversas facetas da história, contando com mais de 30 personagens, entre eles, jornalistas, policiais, testemunhas, advogados, promotores e acusados. O jornalista Ivan Mizanzuk, criador do </span><a href="https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/"><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> que inspirou a série</span></a><span style="font-weight: 400;">, surge como um grande norteador de interpretações que podem ser feitas acerca das evidências mostradas. Ao longo dos episódios, é difícil saber em que lado acreditar, ao passo que a produção se encerra sem trazer as devidas respostas, pelo próprio julgamento não poder ser considerado, de fato, encerrado.  </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_21618" aria-describedby="caption-attachment-21618" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg" alt="Cena de Legendary. A cena mostra Leiomy, uma mulher negra e magra, de peruca branca, com cara de surpresa e segurando uma placa com o número 10. " width="960" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-800x417.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-768x400.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21618" class="wp-caption-text">Legendary é Arte viva (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Legendary (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das </span><a href="https://seriemaniacos.tv/legendary-primeiras-impressoes/"><span style="font-weight: 400;">séries mais importantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição, com foco na </span><a href="https://polis.org.br/noticias/voce-conhece-a-cultura-ballroom/"><span style="font-weight: 400;">cultura de </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou ao segundo ano muito mais maduro e despojado. A bancada de jurados permaneceu igual, mas recebeu o adicional de placares numéricos e mais argumentação na hora de deliberar. </span><a href="https://elle.com.br/moda/quem-sao-os-stylists-por-tras-dos-looks-de-nossas-celebridades-favoritas"><span style="font-weight: 400;">Law Roach</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o Pray Tell da vida real, </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Celebridades/noticia/2020/12/jameela-jamil-diz-que-nao-queria-ser-famosa-e-pretende-deixar-de-ser-atriz-para-virar-terapeuta.html"><span style="font-weight: 400;">Jameela Jamil</span></a><span style="font-weight: 400;"> é agradavelmente entediante e </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/07/estou-realmente-trabalhando-na-minha-dinastia-diz-megan-thee-stallion-em-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter encontrado seu tom e aura naquele painel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">são </span><a href="https://www.semir.com.br/dashaun-wesley-do-lendario-sobre-voguing-e-why-sisqo-sera-para-sempre-seu-artista-favorito/"><span style="font-weight: 400;">Dashaun Wesley</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apresenta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJg4ES51Yts"><span style="font-weight: 400;">Leiomy Maldonado</span></a><span style="font-weight: 400;">, jurada especialista em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom </span></i><span style="font-weight: 400;">e uma personalidade da mídia que faz por merecer seu holofote. As Casas aumentaram o nível de estrelato e valor de produção, com destaque para a </span><a href="https://www.instagram.com/thehausoftisci/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Tisci</span></a><span style="font-weight: 400;"> (injustamente eliminados e os vencedores morais) e a </span><a href="https://www.instagram.com/houseofbalenciaga/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Haus of Balenciaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, que começou com a bola toda e foi murchando ao passo que os consecutivos salva-vidas foram acionados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem saiu com o título foi a </span><a href="https://www.instagram.com/miyakemugler.official/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Miyake-Mugler</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grupo envolvente mas sem a faísca familiar que nos faz apaixonar pelos competidores. O time de jurados convidados entreteu com maestria, valendo a menção para Taraji P. Henson, Adam Lambert, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EVGWc55cYE8"><span style="font-weight: 400;">Tiffany Haddish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Demi Lovato. No mesmo mês em que </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/04/cocriador-de-pose-explica-o-motivo-de-concluir-a-serie-na-3a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose </span></i><span style="font-weight: 400;">se despediu</span></a><span style="font-weight: 400;">, é de importância imprescindível que séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que honram a </span><a href="https://somaisumacoisa.com/2020/06/legendary-senhoras-senhores-e-genderqueers-vamos-ao-baile/"><span style="font-weight: 400;">cultura negra, os </span><i><span style="font-weight: 400;">ballrooms </span></i><span style="font-weight: 400;">e as pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;">, sejam prestigiadas e cresçam mais e mais. Está sem nada para fazer no feriado? Abra seu </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dê </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21629" aria-describedby="caption-attachment-21629" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21629" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/POSE_307_4028r.jpg" alt="Cena de Pose. A imagem mostra a personagem de Blanca Evangelista e Pray tell sentados num sofá, conversando e sorrindo. Blanca é interpretada por MJ Rodriguez, uma mulher negra, de cabelos cacheados, e Pray Tell é interpretado por Billy Porter, um homem negro, de cabelos curtos. Eles se olham e sorriem, conversando e apoiando os braços nas costas do sofá. O sofá é colorido e estampado. Atrás deles, existe uma janela por onde entra a luz do dia." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21629" class="wp-caption-text">Obrigada por estes três lindo anos, Blanca, Pray, Elektra, Angel e família (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Pose (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E chega ao fim uma das maiores e mais importantes séries da história. Do momento mais triste ao mais feliz, da representação mais pura de amor à mais crua de violência, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i> <a href="https://valkirias.com.br/pose/"><span style="font-weight: 400;">segurou as mãos de seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> e soube compreender tudo o que eles representavam. Sempre com delicadeza quando necessário e força quando oportuno, o drama encerra uma história de glória, que se transforma em algo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/05/19/billy-porter-revela-ser-hiv-positivo-ha-14-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito maior</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a já grandiosa experiência de seus três anos, protagonizados pelo trabalho do </span><a href="https://otageek.com.br/2021/06/08/pose-a-importancia-da-serie-com-o-maior-elenco-trans-da-historia-da-televisao/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se vê no encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa que cresceu cada vez mais, desdobrando-se em algo cada vez mais significativo, ao mesmo tempo em que manteve sua proposta desde o início. Essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">nunca foi uma história reduzida ao sobreviver</span></a><span style="font-weight: 400;"> às margens. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> abraça a completude do viver e encerra sua jornada em pleno </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/06/4934707-de-conquistas-a-tragedias-por-que-o-mes-do-orgulho-lgbt-e-necessario-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">mês do Orgulho LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando o debate é, sobretudo, o direito à vida. Nisso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá seu recado na existência maravilhosa do lendário, amado e venerado Pray Tell de Billy Porter: </span><i><span style="font-weight: 400;">Live. Werk. Pose</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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