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	<title>Arquivos Chiwetel Ejiofor &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar Evil Dead (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela A24 &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/backrooms-um-nao-lugar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37360" aria-describedby="caption-attachment-37360" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-664x332-1.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, a personagem Mary está centralizada, de frente para uma parede branca com o desenho de uma porta em azul. O ambiente é iluminado por uma luz amarelada, provocando a sombra de Mary no canto direito. Mary é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros na altura dos ombros. Ela veste uma camisa florida de manga curta e uma calça marrom. Ela está olhando para trás com expressão de preocupação. " width="664" height="332" /><figcaption id="caption-attachment-37360" class="wp-caption-text">O Youtuber de apenas 20 anos traz sua websérie para as telonas (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos 19 anos para levar aos cinemas a sua websérie </span><a href="https://www.youtube.com/@kanepixels/videos"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é cedo para cravar que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;">, entrou para a história ao lado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-de-blair-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa de Blair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999) e </span><i><span style="font-weight: 400;">REC</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), mas enquanto o rolo gira, nota-se a competência do novato em causar medo e dominar a linguagem do Cinema. </span><span id="more-37359"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ‘quartos dos fundos’ são labirintos surrealistas onde cadeiras estão empilhadas, escadas dão para escotilhas e habitações sociais inteiras podem ser encontradas ali. Entrar nessa estrutura poderia ser uma atividade curiosa, se ela não fosse frequentada por uma criatura voraz: uma atualização do </span><a href="https://www.nationalgeographic.pt/historia/minotauro-o-monstro-do-labirinto_3339"><span style="font-weight: 400;">mito</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Teseu e o Minotauro. Quem descobre um </span><i><span style="font-weight: 400;">Backroom</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu estabelecimento comercial é Clark (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/"><span style="font-weight: 400;">Chiwetel Ejiofor</span></a><span style="font-weight: 400;">), isto enquanto lida com boletos atrasados e um divórcio que o retirou da própria casa. O roteiro de Will Soodik utiliza as questões do protagonista para construir uma metáfora que é a cara do estúdio, sendo aquelas salas um símbolo dos traumas e dos não-lugares que colecionamos, como humanidade, em vida. As salas encontradas pelo personagem principal são espelhos distorcidos de seu comércio, onde placas, peças de roupa dos funcionários e objetos semelhantes da realidade estão ali. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, Clark agora habita sua loja de móveis, dormindo em um quarto improvisado no meio do salão de vendas. Ele, um arquiteto frustrado que não exerce seus estudos, é um paralelo de Dédalo, símbolo da arquitetura da mitologia grega, responsável pela construção do labirinto que aprisiona a criatura metade homem, metade touro. Já Mary (</span><a href="https://personaunesp.com.br/valor-sentimental-critica/"><span style="font-weight: 400;">Renate Reinsve</span></a><span style="font-weight: 400;">), a terapeuta do comerciante, revive a experiência traumática de ter crescido sob a supervisão de sua mãe, que sofria com neurose. De um lado, um lar que não dá segurança, de outro, um ambiente cheio de móveis que não cumprem suas funções. </span></p>
<figure id="attachment_37361" aria-describedby="caption-attachment-37361" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37361" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, Clark está de costas para a câmera enquanto caminha em um corredor de paredes amarelas e luzes fracas. À sua frente há um trecho escuro com uma silhueta parada. Clark é um homem negro, na faixa dos 50 anos, de cabelos crespos, curtos e escuros. Ele veste uma camisa social rosa, calça preta e sapatos de couro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37361" class="wp-caption-text">Backrooms: Um Não-Lugar é o filme mais lucrativo da produtora (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o texto faz o pedido pelos executivos – um Terror frontal não basta para a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Parsons dobra a linguagem do Cinema ao seu favor. Não é apenas a presença de um ser dentro daquele labirinto que apavora, mas a ideia isolada de um lugar que não respeita as leis da física é assustadora. O jovem cineasta compreende essa natureza ao conduzir por meio do extracampo (o que está fora da câmera) o medo produzido pela imaginação do público. Ele vai utilizar os chavões do gênero para isso, seja a limitação de enxergar o que está nas bifurcações e nos cantos sem iluminação ou pela câmera subjetiva, que não se contém apenas aos trechos em </span><a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/157/found-footage--o-ataque-dos-falsos-documentarios-de-horror"><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, posicionando quem assiste na mesma situação que as personagens: dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa de Kane Parsons vai ser apropriada pelo visual para compor história e personagens. A passagem do tempo será demarcada por impostos acumulados na porta da frente, a falta de uma infância sadia pelo foco em mãe e filha brincando; a descoberta de que Clark agora dorme onde trabalha pela oscilação das luzes que já havia sido apresentada anteriormente. Diante de uma realidade em que as produções americanas são incentivadas a vomitar explicações ou </span><a href="https://cabanadoleitor.com.br/netflix-repete-dialogos-ate-4-vezes/"><span style="font-weight: 400;">expor ações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diálogos, observar tanto talento em apenas deixar o audiovisual ser a Arte que é vindo de alguém tão jovem é nobre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Clark, Kat (</span><a href="https://personaunesp.com.br/generation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lukita Maxwell</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Bob (Finn Bennett) adentram o novo mundo, a câmera os acompanha, sempre com eles, nunca à frente. Espectador descobre o que tem além daquelas paredes junto ao trio que comanda o caminho. Parsons vai alterar o plano no momento em que Mary descobre o espaço; agora as lentes já estão no cômodo e a terapeuta vem até nós. Todo o medo construído pelo desconhecido é descartado. Afinal, ela já conhece aquele espaço (o inconsciente de seu paciente) e não tem nada a temer. </span></p>
<figure id="attachment_37362" aria-describedby="caption-attachment-37362" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem de qualidade baixa, móveis estão empilhados no canto esquerdo da imagem. O local tem várias salas vazias de iluminação amarelada. Clark está em uma entrada segurando uma mochila, ele anda em direção a uma parte com menos iluminação. Ele veste calça e camisa longa, porém pela baixa qualidade da câmera é difícil determinar quais as cores. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37362" class="wp-caption-text">James Wan e Osgood Perkins assinam a produção (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, a criatura que habita aquele labirinto é uma versão monstruosa do Capitão Clark, interpretada por Robert Bobroczkyi, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Romulus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), um duplo do mascote publicitário que Clark se sujeita a dar vida em uma peça comercial gravada de forma amadora. A encenação do vídeo termina de maneira desastrosa e ridícula. A materialização dessa figura em um ser devorador de carne humana é a personificação da vergonha do protagonista a respeito de seu trabalho e de sua constatação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu destruo tudo que toco</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, o medo do desconhecido deixa de ser algo presente, no entanto, não significa que </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-prodigio-kane-parsons-de-20-anos-explica-como-criou-o-terror-de-backrooms-a-veja/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> perca força, visto que Mary não só superou seu trauma (ao usar a única lembrança física da sua antiga casa como arma) como não tem medo de Clark ou dos salões. É comum que alguns filmes caiam no desgosto do público quando revelam o visual de seus algozes, mas nesse caso tudo se amarra e faz sentido. Continuar filmando os planos da mesma forma que a metade do filme seria uma decisão contraditória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kane Parsons estreia um Terror interessante que fraqueja numa sequência de muito diálogo expositivo – o que cheira a </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não dá para confirmar – que se opõe a tudo apresentado anteriormente. O pior é que nada dito ali é uma informação ou algo que o público não entendeu: “</span><i><span style="font-weight: 400;">este lugar é a cópia de tudo que já existiu</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Clark. Ora, isso foi mostrado na última uma hora e meia com as semelhanças à loja dele. Pode parecer que este texto soa contraditório por dizer antes que </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa, sobretudo, do visual para discursar, porém um conjunto de cenas fora de eixo não representa o filme todo. E diante de tanta destreza que os </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;"> pontuais deste filme têm, imagine o que Parsons não faria com 120 minutos de Terror frontal. Esse </span><i><span style="font-weight: 400;">backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;"> eu pago para entrar. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Backrooms | Official Teaser HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BjRndcTYqJo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Incrível Eleanor: envelhecer também é viver; uma reflexão sobre amor e luto</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 13:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra  A Incrível Eleanor, estreia de Scarlett Johansson na direção, foi lançado no início de 2025 no Festival de Cannes. Ainda sem data de lançamento nos cinemas nacionais, a primeira sessão do longa, no Brasil, aconteceu na 49ª Mostra de Cinema de São Paulo, como parte da seção Apresentação Especial. Como já ocorreu com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-incrivel-eleanor-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Incrível Eleanor: envelhecer também é viver; uma reflexão sobre amor e luto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36109" aria-describedby="caption-attachment-36109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-17-800x419.png" alt="Cena do filme A Incrível Eleanor.Na imagem, aparece Eleanor, uma mulher branca, idosa, de cabelos brancos, ​​que está sentada em uma lanchonete, usando um casaco rosa e uma blusa verde-azulada. Ela está com as mãos apoiadas sobre a mesa e olha para o lado parecendo pensativa. À sua frente há dois copos grandes de refrigerante. Ao fundo, há mesas e cadeiras vermelhas e pretas. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-17-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-17-1024x536.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-17-768x402.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-17.png 1050w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36109" class="wp-caption-text">Após mais de uma década morando com sua amiga na Flórida, Eleanor volta para Nova Iorque e questiona sua relação com esse antigo, mas, também, novo lar (Fonte: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra </b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível Eleanor</span></i><span style="font-weight: 400;">, estreia de Scarlett Johansson na direção, foi lançado no início de 2025 no </span><a href="https://variety-com.translate.goog/2025/film/festivals/scarlett-johansson-directorial-debut-cannes-ovation-1236391002/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><i><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda sem data de lançamento nos cinemas nacionais, a primeira sessão do longa, no Brasil, aconteceu na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra de Cinema de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">como parte da seção Apresentação Especial. Como já ocorreu com outras atrizes que conquistaram renome na frente das câmeras, Johansson se posicionou, pela primeira vez, por trás delas. Aqui, a estrela de Hollywood concede um respiro às próprias personagens e se aventura em uma função responsável por orquestrar um resultado belíssimo, que surpreende pela delicadeza e pela simplicidade. </span><span id="more-36107"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A protagonista que dá nome ao filme é uma senhora de 94 anos interpretada pela talentosíssima June Squibb </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-recomenda/thelma-diverte-com-trama-nada-cliche-sobre-os-desafios-do-envelhecimento/"><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– </span><i><span style="font-weight: 400;">2024)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao lado de Bessy (Rita Zohar) – uma mulher judia e polonesa, sobrevivente do </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-frank-vidas-paralelas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Holocausto</span></a><span style="font-weight: 400;"> – melhor amiga e colega de apartamento de Eleanor, elas formam uma dupla carismática e sem papas na língua. As duas provocam uma onda de gargalhadas contagiante logo nos primeiros cinco minutos de filme. Para além da comicidade, as grandes amigas carregam a beleza de uma relação entre mulheres que já atravessaram muitas fases da vida. Elas perderam seus maridos, estão lidando com a distância dos filhos e com o processo de envelhecimento, mas fazem tudo isso juntas, como se fossem duas adolescentes, até o momento em que Eleanor precisa lidar com a morte de Bessy. O ponto de partida da história, por si só, já aponta para algo que precisa de uma sensibilidade no roteiro, uma direção atenta, além de um elenco extraordinário para funcionar e, </span><a href="https://youtu.be/gbSfCR6giAg?si=fMBPpcLZI4KHWjim&amp;t=94"><i><span style="font-weight: 400;">Eleanor the Great</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no original, definitivamente cumpre todos os requisitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sozinha no apartamento que antes era um lar compartilhado com a sua ‘família escolhida’, a protagonista se vê forçada a sair da Flórida e voltar a Nova Iorque para morar com a sua filha. A grande questão é que o texto, de Tory Kamen, é cirúrgico ao expressar o retrato extremamente comum de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-filha-perdida-critica/"><span style="font-weight: 400;">mãe</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se distancia da filha durante a velhice, e de familiares que escolhem delegar a sua relação aos laços sanguíneos. E, quando isso acontece, é a estranheza que se manifesta. Nesse sentido, o ambiente também é um elemento que envolve conexão. Assim, os poucos cenários do longa oscilam entre os íntimos a Eleanor e os estranhos: aqueles que ela não conhecia e com os quais precisa se acostumar de uma hora para outra, uma dinâmica interessante que não passa despercebida.</span></p>
<figure id="attachment_36110" aria-describedby="caption-attachment-36110" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-17.png" alt="Cena do filme A Incrível Eleanor.À esquerda está Bessy, uma mulher judia, que tem os cabelos esbranquiçados e usa um óculos pequeno e veste um roupão rosa claro. Ao seu lado está Eleanor, uma senhora branca de cabelos brancos, que estão enrolados e presos com bobs. Ela veste uma roupa de pijama azul claro. Elas estão de frente uma para outra e rindo juntas. Ambas estão sentadas em uma mesa redonda na cozinha, que contém armários de madeira e utensílio na bancada ao fundo. " width="710" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-36110" class="wp-caption-text">A narrativa concede a devida atenção e trata com sensibilidade o luto da protagonista (Fonte: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto tenta processar o luto, a protagonista, acidentalmente, acaba em um grupo de apoio a sobreviventes do Holocausto. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo, ela se depara com pessoas que querem ouvi-la e isso era tudo o que ela gostaria de saber. Assim, brilhantemente, </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/june-squibb-a-atriz-que-alcancou-o-sucesso-apos-os-90-anos/"><span style="font-weight: 400;">June Squibb</span></a><span style="font-weight: 400;">, no auge dos seus 95 anos, põe na tela uma personagem complexa, que carrega a irreverência trazida pela longevidade sem que isso a torne caricata. A atriz, inclusive, </span><a href="https://youtu.be/O3WOe7UJvpM?si=M8_JewQUstlP282b&amp;t=83"><span style="font-weight: 400;">comenta</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma entrevista da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC News</span></i><span style="font-weight: 400;">, que um dos aspectos que mais a interessou no roteiro foi a forma como ele “</span><i><span style="font-weight: 400;">não ri da idade</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dessa possibilidade que parece tão tentadora de receber acolhimento, ao ser questionada sobre a sua experiência como sobrevivente, a personagem de Squibb começa a contar sobre a vida de Bessy como se fosse a sua. A protagonista parece, inconscientemente, tentar resgatar a presença da amiga ao materializar as suas lembranças para os colegas do grupo. Antes de migrar para os Estados Unidos, onde conheceu Eleanor, a polonesa foi escravizada, junto com o irmão, em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/zona-de-interesse-critica/"><span style="font-weight: 400;">campo de concentração</span></a><span style="font-weight: 400;">. Eles conseguiram fugir, mas o menino foi morto a tiros – 14, mais precisamente. As feridas abertas de um dos eventos mais cruéis da história da humanidade são retratadas de forma intensa sem que seja necessário mostrar soldados nazistas, armas e câmaras de gás. A narrativa e a memória são potências suficientes aqui. Esse é um tema que alude à herança familiar de Johansson e com o qual ela já trabalhou anteriormente como atriz, como é o caso do filme </span><a href="https://variety.com/2019/artisans/production/jojo-rabbit-production-team-nazi-germany-1203374480/"><i><span style="font-weight: 400;">Jojo Rabbit</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019)</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Taika Waititi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida de Bessy, contada por Eleanor, chama a atenção de Nina (</span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><span style="font-weight: 400;">Erin Kellyman</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma jovem escritora, também de ascendência judia, que está cursando uma disciplina de jornalismo e decide usar o grupo de apoio como tema de um artigo. Muito rapidamente, ela se aproxima da protagonista, que, no início, precisa fingir ser tímida para recusar as tentativas de contato da estudante. Até porque, de tímida, Eleanor não tem nada. E como disse seu neto, Max (Will Price), ela viverá por volta de 100 anos. A impressão que fica é que ela fará isso de forma leve, justamente porque não carrega palavras não ditas dentro de si. No que diz respeito à morte, se ela é inevitável, falar a respeito é crucial para os que ficam.</span></p>
<figure id="attachment_36112" aria-describedby="caption-attachment-36112" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-800x600.png" alt="Cena do Filme A Incrível Eleanor.Eleanor, uma mulher idosa de pele e cabelos brancos e expressão alegre, vestindo um casaco rosa e uma máscara de dormir na testa. Ela está de frente a Nina, uma mulher mais jovem de cabelos cacheados ruivos e jaqueta marrom claro. Ambas estão ao lado de um carro, em um movimento de desembarque " width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-15.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36112" class="wp-caption-text">Em uma das poucas cenas externas, Nina surpreende Eleanor com uma visita à Coney Island, um lugar afetivo para a mais velha ( Fonte: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a jovem tateava no escuro tentando encontrar a melhor maneira de lidar com o luto, seu pai escolheu nem sequer admitir a existência dele. Roger (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/"><span style="font-weight: 400;">Chiwetel Ejiofor)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um jornalista famoso e renomado, que se afogou na vida profissional após a perda da esposa, o que tornou a sua filha ainda mais solitária e perdida diante da dor. Portanto, o laço de amizade com a personagem principal é algo ainda mais valioso e revolucionário para o processo de adaptação a uma realidade tão difícil de encarar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a verdade sobre a vida dupla de Eleanor vem à tona, a narrativa se volta completamente para o sofrimento das envolvidas e quase nada para as consequências da mentira da protagonista. Esse aspecto pode ter sido sim uma drástica conveniência de roteiro, que, diferente da maioria delas, funciona, pelo menos em partes. Em alguns momentos, o texto peca por não aprofundar os conflitos éticos envolvidos, especialmente em se tratando da sensibilidade de uma das vítimas. Por outro lado, a solidão e sofrimento de Nina, a outra vítima dessa situação, são muito bem explorados e esclarecem o porquê a perda da amizade de Eleanor foi muito mais intensa do que a perda da fonte </span><a href="https://personaunesp.com.br/sob-o-ceu-cinzento-critica/"><span style="font-weight: 400;">jornalística</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="&quot;The Ultimate Bestie Quiz&quot; with June Squibb &amp; Erin Kellyman | ELEANOR THE GREAT" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IEkzPGRpnyc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa usa o luto como um terreno fértil para explorar sentimentos múltiplos e confusos. Apesar de ela ter se permitido abrandar um pouco demais determinadas situações, isso é justificado com conceitos subjetivos, assim a história consegue emocionar e retratar a beleza que deseja. A direção e o roteiro usam a </span><a href="https://personaunesp.com.br/suor-critica/"><span style="font-weight: 400;">universalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> para refletir sobre como enxergamos as pessoas e, principalmente, as mulheres idosas ao nosso redor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma belíssima relação presente no fato de a própria June estar desafiando padrões e construindo um novo capítulo profissional na casa dos 90 anos. Nesse sentido, o longa ocupa o grande espaço que é a tela do cinema com a mensagem de que seres humanos estão produzindo suas histórias a todo momento, independentemente da idade. Ainda que trate da finitude, </span><a href="https://mostra.org/filmes/a-incrivel-eleanor"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível Eleanor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vai além: a vida não acaba quando termina, mas apenas quando a nossa história deixa de ser contada. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ELEANOR THE GREAT | Official Trailer (2025)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wZ6l2ue--KA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 13:57:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Nascimento Após nove anos de O Bebê de Bridget Jones (2016), a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (Hugh Grant), dois jovens apaixonados e uma indicação de Melhor Filme para Televisão na 77ª edição do Emmy Awards. Baseado no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_35709" aria-describedby="caption-attachment-35709" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35709" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-4.png" alt=": A esquerda Bridget Jones, uma mulher branca, está vestida com uma blusa branca e uma jaqueta jeans olhando para frente e rindo. Ao seu lado, Roxster, um homem branco, está molhado com uma camiseta branca com a mesma expressão de Jones. Eles estão na frente de uma piscina em um dia ensolarado." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-35709" class="wp-caption-text">Renée Zellweger foi indicada a Melhor Atriz no Oscar de 2001 com o papel de Bridget Jones (Foto: Alex Bailey/Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após nove anos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZQtx7CE47oY"><i><span style="font-weight: 400;">O Bebê de Bridget Jones</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016)</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (</span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Hugh Grant</span></a><span style="font-weight: 400;">), dois jovens apaixonados e uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/emmy-2025-veja-a-lista-completa-de-indicados/"><span style="font-weight: 400;">indicação de Melhor Filme para Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;"> na 77ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Baseado no quarto livro da autora Helen Fielding de 2013, Bridget Jones: Louca pelo Garoto, retrata a jornada da volta da protagonista à sociedade após a morte traumática de seu marido, Mark Darcy (Colin Firth). </span><span id="more-35707"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do filme, vemos a loira 100% dedicada a criação de seus filhos, sem tempo para trabalho e romances, mas depois de uma conversa com seus antigos amigos, uma chave vira em sua cabeça e ela resolve voltar ao seu trabalho de produtora e conhecer esse novo mundo dos encontros. Nesse meio tempo, em um cliché bem recorrente na saga, a britânica se vê em uma situação embaraçosa no parque e conhece um jovem charmoso. Roxster (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-DVUjKQ4mY"><span style="font-weight: 400;">Leo Woodall</span></a><span style="font-weight: 400;">), um estudante de bioquímica, após conhecer a Sra. Jones fica encantado e eles começam a conversar por mensagem. Esse mundo deixa a personagem insegura com a sua idade e com a nova forma de flerte, porém esse sentimento desaparece quando eles têm o primeiro encontro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance acende uma nova chama em Bridget, que está mais determinada no trabalho e em sua vida amorosa, porém acaba passando por uma decepção com o seu ‘namorado’, mesmo frustrada, Jones continua empolgada em sua nova jornada e parte para sua próxima aventura. Por conta das crianças e de uma excursão escolar, ela se aproxima do mal-humorado, professor de ciências, Sr. Wallaker (Chiwetel Ejiofor), que é extremamente cuidadoso e atencioso com os filhos dela. Ao final do filme, a conexão entre eles aumentam e temos uma cena bem semelhante ao</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xjlKnDWZYzc"><i><span style="font-weight: 400;">No Limite da Razão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2001.</span></p>
<figure id="attachment_35708" aria-describedby="caption-attachment-35708" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35708" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-4.png" alt="Na cena vemos Bridget Jones, uma mulher branca e o professor Wallaker, um homem negro, se olhando com carinho e sorrindo, sentados no banco de tronco de árvore a frente de uma fogueira. Eles estão em uma floresta à noite." width="690" height="460" /><figcaption id="caption-attachment-35708" class="wp-caption-text">Em entrevista, a escritora Helen Fielding contou que escreveu o roteiro de Bridget Jones: Mad About The Boy, durante as gravações do terceiro filme da saga (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bridget Jones: Mad About the Boy </span></i><span style="font-weight: 400;">traz de volta os elementos e personagens clássicos dos longas anteriores, mas de forma mais contida e leve. A personagem principal continua sendo aquela mulher real, doce e divertida que conhecemos há 24 anos, o cativante Daniel Cleaver ainda é charmoso e rouba a cena e o romance segue sendo encantador e emocionante. Além da presença desses aspectos tradicionais, a </span><a href="https://www.timeout.com/news/bridget-jones-mad-about-the-boy-soundtrack-the-full-tracklist-for-the-renee-zellweger-romcom-020725"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> traz uma sequência de músicas perfeitas com </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">de Nina Simone, Robbie Williams e David Bowie. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, durante as duas horas do longa, há o questionamento: “será que a quarta sequência era tão necessária assim?”. Desde o começo da história a protagonista passa por situações modernas que muitas mulheres se veem e, mesmo sendo uma adaptação fiel do quarto livro de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/03543/helen-fielding?srsltid=AfmBOopFS77mm5wuP7eLVSeDXYGT-tbUdUYltEkz-0GPF_NOkgVSV7eD"><span style="font-weight: 400;">Helen Fielding</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece se encaminhar para mais um drama clichê, ainda assim, a parceria entre a roteirista e direção funciona tão bem que depois de assistir, o telespectador perdoa a morte de Sr. Darcy e essa nova trama, pelo resultado final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção foi indicada a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor filme de televisão, </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">EMMY</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2025, e o nome faz jus ao sentimento que o filme traz. Aquela produção feita para assistir na TV no sábado a noite, simples, sem muita maluquice, cheia de clichês e momentos previsíveis, mas feito com muito amor. Bridget Jones: Louca pelo Garoto, nos faz sentir saudade daquelas </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/g62473223/best-2000s-rom-coms/"><span style="font-weight: 400;">comédias românticas dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não vemos mais nos cinemas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BRIDGET JONES: LOUCA PELO GAROTO  | Trailer Oficial (Universal Studios) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/job5JGQaYgY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 16:19:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em WandaVision, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28145" aria-describedby="caption-attachment-28145" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28145 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Doutor Estranho, um homem branco na faixa dos 40 anos, com cabelos castanhos penteados em um topete e um cavanhaque também castanho. Ele está em pé, com a perna esquerda à frente da direita e os braços levantados na altura do peito, com as palmas das mão viradas para cima. Veste seu traje de super herói - botas marrons, calça e blusa com mangas longas azuis e capa vermelha. Ao redor de si estão luzes redondas vermelhas e fumaça preta. Ao fundo são vistas duas janelas, uma redonda atrás do doutor e outra retangular no canto esquerdo da imagem. Também são vistas muitas velas ao redor do personagem. " width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28145" class="wp-caption-text">A nova produção faz com que a Marvel mergulhasse de cabeça em sua era das trevas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio de 2022, foi lançado </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/diretor-revela-morte-horrivel-que-foi-cortada-de-doutor-estranho-2"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um filme com muita ação e adrenalina, como é de se esperar de uma produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra, porém,  deixa a desejar, quebrando as expectativas de fãs que estavam ansiosos por esse momento. </span></p>
<p><span id="more-28144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por dar continuidade ao filme e à série que dominaram o público no ano passado, o longa carrega muita responsabilidade e, por todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> criado, não foi difícil arrecadar uma </span><a href="https://ovicio.com.br/doutor-estranho-2-se-aproxima-de-us-950-milhoes-em-bilheteria/"><span style="font-weight: 400;">boa bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;"> até agora. No entanto, a nova produção não acompanha o ritmo de suas antecessoras. Enquanto os diretores Jon Watts e Matt Shakman foram capazes de mesclar muito bem a ação necessária a uma história de super-heróis e o desenvolvimento interno de seus protagonistas, o mesmo não pode ser dito sobre </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/sam-raimi-filmes.html#list-item-7"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta escolheu investir tanto em um visual interessante, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/terror-ou-aventura-astro-de-doutor-estranho-2-esclarece-o-tom-mais-sombrio-do-filme"><span style="font-weight: 400;">sombrio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e impressionante ao espectador, que quase não sobrou espaço para os personagens serem apreciados, e suas mudanças de tom acabaram se apresentando de forma rasa e apressada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Raimi dirigiu a primeira trilogia do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e também ficou conhecido por trabalhar em filmes de terror, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Dom da Premonição</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/Cd8NNcd4Oeo"><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-me para o Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante</span></i><span style="font-weight: 400;">. Toda a bagagem no horror pode ser percebida nas sequências de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde a Feiticeira Escarlate se mostrando uma bruxa quase satânica, até Strange ressuscitando uma variante sua dos mortos e lutando com demônios. Esse apoio no gênero ajuda na aplicação de um tom mais macabro, mas não é realmente necessário e se desloca do perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre eletrizante e contagiante, sem deixar os momentos sérios de lado. O </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2019/10/te-enganaram-10-coisas-do-mcu-que-sao-de-cgi-e-voce-nao-sabia"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (imagens geradas por computador) também deixou a desejar, o que é um tanto incomum para o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, chegou a ser indicado ao </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2022/02/08/marvel-no-oscar-veja-filmes-e-artistas-do-mcu-indicados-ao-premio.html"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhores Efeitos Visuais. O longa de 2022 apresentou erros grotescos e amadores, que dificilmente serão esquecidos, com o principal deles sendo o </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/doutor-estranho-2-saiba-quais-sao-os-poderes-do-terceiro-olho/"><span style="font-weight: 400;">terceiro olho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Strange, sem esforço nenhum para parecer real. </span></p>
<figure id="attachment_28146" aria-describedby="caption-attachment-28146" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28146 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Wong, um homem com traços asiáticos, bigode e cabelos castanhos; ele está com uma expressão séria e veste uma túnica em tons de roxo e preto.O fundo da imagem é escuro e desfocado, é possível ver fumaça e algumas luzes amareladas. " width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1200x540.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28146" class="wp-caption-text">Apesar de ser o Mago Supremo, Wong volta às telas novamente sem o destaque que merece (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o ponto mais empolgante de todo o roteiro escrito por Michael Waldron seja a inserção da personagem </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-comics/america-chavez-quem-e"><span style="font-weight: 400;">America Chavez</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Xochitl Gomez) no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, seu potencial não foi explorado como era esperado. A garota, vinda do Paralelo Utópico, tem o poder de se teletransportar por universos paralelos. Porém, ter sido separada de suas mães causou um trauma tão grande que ela se sente incapaz de controlar seu dom. </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma pequena jornada de descoberta para ela, mas, novamente, o ritmo é tão frenético que America só demonstrou algum controle aos quarenta e cinco do segundo tempo, e sua presença foi ofuscada pelo embate entre a Feiticeira Escarlate e o Doutor Estranho. Só nos resta esperar Chavez retornar em uma </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/marvel-confirma-projeto-solo-da-america-chavez-apos-doutor-estranho-2/"><span style="font-weight: 400;">próxima produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brilhar como merece.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar, ainda, que a introdução de America carrega o peso de apresentar uma das primeiras heroínas </span><a href="https://valkirias.com.br/a-invisibilidade-lesbica-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">canonicamente lésbicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Universo Cinematográfico Marvel. Ela fala abertamente sobre suas duas mães e carrega orgulhosamente um broche com a bandeira </span><a href="https://jamesons.com.br/12-personagens-lgbt-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante todo o filme, gerando ataques homofóbicos por parte do público conservador. O filme chegou a ser banido em </span><a href="https://br.ign.com/doutor-estranho-2/97916/news/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-banido-arabia-saudita-personagem-gay"><span style="font-weight: 400;">alguns países</span></a><span style="font-weight: 400;">, após a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter se recusado a retirar as cenas em que America se abre sobre a sexualidade da família. Apesar da negatividade, Xochitl Gomez não se abalou e segue muito feliz por ser o rosto de uma personagem tão importante. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;É muito importante que a America esteja neste filme. É simplesmente enorme. E estou tão feliz que a Marvel se apegou a isso e manteve a cena lá, e é muito louco que eu seja aquela que interpreta a America&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse a atriz em entrevista para o </span><a href="https://www.asiaone.com/entertainment/doctor-strange-2-multiverse-of-madness-benedict-wong-xochitl-gomez-not-okay-hate-lgbtq-gay-america-chavez"><i><span style="font-weight: 400;">AsiaOne</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28147" aria-describedby="caption-attachment-28147" style="width: 1245px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28147 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg" alt="Cena de WandaVision. Dividindo o centro da imagem estão Tommy e Billy, da esquerda para a direita da imagem, ambos brancos e com 10 anos. Tommy tem os cabelos um pouco compridos, tingidos com tinta cinza, veste uma camiseta azul clara com uma ilustração de um raio prateado, e uma blusa de mangas longas azul escura por baixo, está segurando duas barras de chocolate - uma embalagem amarela, e outra marrom. Billy tem os cabelos loiros em um topete, veste uma camisa cinza, uma capa vermelha e uma faixa também cinza na cabeça. Atrás deles, em desfoque, é possível ver uma cidade decorada para o Halloween, com prédios, luzes e abóboras. " width="1245" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg 1245w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28147" class="wp-caption-text">Billy e Tommy encantaram o público em WandaVision, mas as suas personalidades divertidas e cativantes desapareceram no novo filme do Doutor Estranho (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do longa levar o nome de Strange, quem foi responsável por roubar a cena foi Wanda. Depois de perder seu irmão gêmeo, matar o amor de sua vida e sacrificar sua família, a mulher se perdeu em uma depressão profunda que a transformou. Wanda se tornou a </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/por-que-a-corrupcao-do-doutor-estranho-e-diferente-da-feiticeira-escarlate/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas entrou em conflito interno entre ser uma super-heroína e uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/wanda-vila-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura.html"><span style="font-weight: 400;">vilã</span></a><span style="font-weight: 400;"> digna de filme de terror. Ela estava disposta a matar uma variante sua e America, com o auxílio do </span><i><span style="font-weight: 400;">Darkhold</span></i><span style="font-weight: 400;"> (livro de magia obscura), para se reunir com seus filhos em outro universo, uma consequência de tudo que sofreu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu a linha de </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;"> e explorou os limites de ética e do maquiavelismo da personagem. Novamente, a Feiticeira abriu mão de suas vontades para fazer o que é certo no último segundo, o que decepcionou quem esperava um desfecho diferente do apresentado na série, mas não deixou de ser interessante de se assistir. O </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/feiticeira-escarlate-morreu-em-doutor-estranho-2-roteirista-responde/#:~:text=Mas%2C%20como%20todos%20sabem%2C%20Wanda,roteirista%2C%20Michael%20Waldron%2C%20responde."><span style="font-weight: 400;">destino de Wanda</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda é um mistério e vale a pena aguardar e ver o que essa figura tão polêmica e complexa vai fazer a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Olsen realmente tomou os holofotes para si, mas suas polêmicas envolvendo </span><a href="https://twitter.com/milywitching/status/1349822698952781827"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderiam ter afundado de vez o projeto. Em entrevistas, a atriz se referiu mais de uma vez à sua personagem como uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">gypsy</span></i><span style="font-weight: 400;">” (cigana), e o problema está no fato de que o termo racista é utilizado de forma pejorativa para ofender o povo nômade Romani. Vale apontar que Wanda só tem origem Romani nos quadrinhos: o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">a apresenta como vinda de Sokovia, país fictício no leste europeu. Portanto, não havia motivos concretos para Olsen ter utilizado o termo. Muitos alegam que a artista simplesmente não sabia o peso da palavra quando a usou, porém </span><a href="https://youtu.be/R3AQUvHjxbk"><span style="font-weight: 400;">não foi a única vez</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Elizabeth fez discursos preconceituosos na mídia. Após as acusações polêmicas, a atriz </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/elizabeth-olsen-revela-que-nunca-mais-voltara-as-redes-sociais-entenda/"><span style="font-weight: 400;">excluiu suas redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e declarou que jamais retornaria a usá-las. Com os números de bilheteria do filme, não dá para considerar que o caso foi relevante para boicotar a produção, mas fica o alerta para o tipo de pessoa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém em seus projetos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a atriz não é o único exemplo desse universo de heróis que apresentou ações problemáticas. Em 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hawkeye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou um grande sucesso, mas, além dos fãs indignados, poucos realmente se importaram com o protagonista, </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/nao-e-novidade-polemicas-que-provam-que-jeremy-renner-e-um-babaca/3/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Renner</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornando ao papel após as acusações de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/artigos/2019/11/vergonha-o-caso-de-agressao-que-pode-acabar-com-a-carreira-de-um-astro-da-marvel"><span style="font-weight: 400;">agressão física</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra sua ex-esposa. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/11/05/com-historico-de-cancelamentos-chris-pratt-e-considerado-o-pior-chris.htm"><span style="font-weight: 400;">Chris Pratt</span></a><span style="font-weight: 400;">, estrela de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi outro que se envolveu em polêmicas, a principal delas sendo seu envolvimento com a igreja anti-LGBTQIA+, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hillsong Church</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegando a ser criticado pelo ator Elliot Page. Também estão na lista Letitia Wright, com seu discurso anti-vacina, Paul Bettany, que ameaçou a vida de Amber Heard, Sebastian Stan e </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/marvel/astro-da-marvel-e-cancelado-por-publicacao-racista"><span style="font-weight: 400;">seu posicionamento racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/marvel-10-atores-que-ja-foram-cancelados-por-polemicas/101220"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um peso absurdo na indústria dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a maioria (se não todos) os atores introduzidos nas produções se tornam, automaticamente, queridos pelo público. É realmente uma pena que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> continue compactuando com atitudes como essas. </span></p>
<figure id="attachment_28148" aria-describedby="caption-attachment-28148" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28148 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png" alt="Cena de Quarteto Fantástico. No centro está Johnny Storm, um homem branco, loiro, com olhos azuis. Veste um uniforme azul escuro com uma gola preta, com o número 4 dentro de um círculo branco no lado esquerdo de seu peito. Não dá para ver muito do fundo pelo desfoque, mas há tons de amarelo e preto. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28148" class="wp-caption-text">A Marvel realizou o sonho de muitos trazendo John Krasinski como o Senhor Fantástico, mas perdeu a chance de trazer Chris Evans de volta ao seu esquecido papel de Tocha Humana (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançado foi épico por trazer o encontro entre Tobey Maguire, Andrew Garfield, Tom Holland e seus vilões. O longa foi um acerto no </span><a href="https://screenrant.com/mcu-fan-service-moments/"><i><span style="font-weight: 400;">fan service</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, sendo assim, não foi inesperado que o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguisse a mesma estratégia &#8211; mas os resultados não foram tão positivos. As participações especiais ficaram por conta do </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/quem-sao-os-personagens-iconicos-que-aparecem-em-doutor-estranho-2"><span style="font-weight: 400;">conselho dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composto por Professor Xavier (Patrick Stewart), Senhor Fantástico (John Krasinski), Capitã Carter (Hayley Atwell), Capitã Marvel (</span><span style="font-weight: 400;">Lashana Lynch)</span><span style="font-weight: 400;">, Raio Negro (Anson Mount) e Mordo (Chiwetel Ejiofor), heróis com reputações de ouro e muito queridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a sua presença foi desperdiçada, já que os personagens tiveram pouco tempo de tela antes de serem massacrados a sangue frio pela Feiticeira Escarlate. Foram muitas mortes brutais em sequência e nenhuma delas convence o espectador. É difícil crer que figuras tão emblemáticas cometeriam tantos erros amadores, demonstrando um roteiro preguiçoso e pouco condizente com o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe no passado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra para a coleção de grandes produções </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um </span><a href="https://thenexus.one/quanto-custa-doutor-estranho-2-e-quanto-custa-o-sucesso-de-bilheteria"><span style="font-weight: 400;">orçamento extravagante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cenas mais ainda. Apesar de não ser tão aclamado como os anteriores, o longa ainda é interessante para ser assistido numa noite de fim de semana &#8211; em junho de 2022, a produção foi adicionada ao catálogo da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/que-horas-sai-doutor-estranho-2-no-disney-plus"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com alguns acertos e muitos erros, o filme não entra para a história como deveria, então o que resta para os fãs é aguardar que o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalhe em uma continuação digna e espetacular para realmente levá-los à loucura. </span></p>
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