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	<title>Arquivos César Vallejo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A fuga de si mesmo em Jamais o fogo nunca</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 16:48:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade “Pode o subjugado falar? Pode o oprimido falar? Pode o desiludido falar? Pode o derrotado falar?”, indaga Julián Fuks no prefácio de Jamais o fogo nunca, livro da chilena Diamela Eltit traduzido por ele. “Nas páginas deste livro não despontará nenhuma resposta precisa a essas questões fundamentais”, conclui. Essas são as cartas postas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/jamais-o-fogo-nunca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A fuga de si mesmo em Jamais o fogo nunca"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25341" aria-describedby="caption-attachment-25341" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25341 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-wordpress.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25341" class="wp-caption-text">Durante as 172 páginas de Jamais o fogo nunca, a escritora Diamela Eltit destrincha os paradoxos da militância política durante a Ditadura chilena (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Pode o subjugado falar? Pode o oprimido falar? Pode o desiludido falar? Pode o derrotado falar?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, indaga </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13927"><span style="font-weight: 400;">Julián Fuks</span></a><span style="font-weight: 400;"> no prefácio de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, livro da chilena </span><a href="https://rascunho.com.br/noticias/violencia-permeia-novo-romance-da-chilena-diamela-eltit/"><span style="font-weight: 400;">Diamela Eltit</span></a><span style="font-weight: 400;"> traduzido por ele. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Nas páginas deste livro não despontará nenhuma resposta precisa a essas questões fundamentais”, </span></i><span style="font-weight: 400;">conclui. Essas são as cartas postas à mesa: Eltit não tem interesse em responder nenhuma das questões levantadas ao longo do romance, considerado seu trabalho principal; no entanto, o leitor encontrará uma espécie de distopia do século XXI, narrada de forma íntima, na qual há o aceno constante ao esquecimento em que são jogados aqueles que lutaram em favor da democracia, deixados à deriva.</span></p>
<p><span id="more-25340"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado no Brasil em 2017, com o lançamento oficial no Chile em 2007, </span><a href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/jamais-o-fogo-nunca/"><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marcou a chegada das obras de Diamela Eltit no país, com um atraso de mais de 30 anos desde sua estreia literária, em 1983. O título do livro surge do poema </span><i><span style="font-weight: 400;">Os nove monstros</span></i><span style="font-weight: 400;">, do peruano </span><a href="https://editora34.com.br/detalhe.asp?id=1124"><span style="font-weight: 400;">César Vallejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, no qual escreve: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Jamais o fogo nunca/Fez melhor seu papel de morto frio”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trecho, que também é a epígrafe da obra de Eltit, serve como uma das possíveis chaves de interpretação que o romance possibilita, a considerar o caráter de denúncia que lemos nos versos de Vallejo e durante todo o trabalho de Eltit, acenando desesperadamente para a desumanização que alguns indivíduos promovem, transformando-se em carrascos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, entramos em contato com um casal de ex-militantes políticos durante a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55958337"><span style="font-weight: 400;">Ditadura de Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">, subjugados dentro de um quarto onde as questões impostas pela vida política, que tanto exigiu de ambos, são colocadas em xeque. Existem ressonâncias </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/04/entenda-como-beckett-e-seus-personagens-em-situacoes-limite-sintetizam-a-era-covid.shtml"><span style="font-weight: 400;">beckettianas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no espaço claustrofóbico do quarto, nas quais a narradora-protagonista examina o presente colapsado, compartilhado com seu marido, através dos olhos do absurdo, sendo esse homem um paradoxal líder militante libertário, porém extremamente autoritário. O engajamento político dos dois custa a vida do filho – e não somente –, o qual, em virtude do estilo de vida clandestina, morre no cômodo em que a narradora agora rememora seu passado.</span></p>
<p><figure id="attachment_25344" aria-describedby="caption-attachment-25344" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-25344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1.jpg" alt="Foto retangular colorida da escritora chilena Diamela Eltit. Na imagem, Eltit está com as duas mãos no bolso da calça, encostada em uma porta de madeira. Ela é uma mulher branca, com cabelos lisos curtos e grisalhos, veste uma camiseta roxa e um colar de cor cinza. Ao fundo há um banco de madeira, com duas almofadas floridas de cor preta e cinza, respectivamente, e uma janela com detalhes de madeira, na qual pode-se ver algumas árvores." width="1300" height="732" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-1-1200x676.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25344" class="wp-caption-text">Diamela Eltit já ganhou diversos prêmios literários de renome, cujo mais recente foi o da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL), recebido em 2021 [Foto: Diario Pagina Siete]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Diamela Eltit nasceu em 1949 em Santiago, e obteve formação em Letras na Universidade do Chile, iniciando sua carreira como professora em escolas públicas. Desde 2007, dá aulas de Escrita Criativa na </span><i><span style="font-weight: 400;">New York University</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/desilusao-politica-e-amorosa-se-mesclam-em-livro-de-diamela-eltit/"><span style="font-weight: 400;">Eltit disse em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que elaborou a história do romance após visualizar a militância como um símbolo do pertencimento. Além desse aspecto, a escritora motivou-se a dar voz à mulher militante, </span><i><span style="font-weight: 400;">“que ficou fora do protagonismo durante esses anos”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao apresentar o marido da protagonista como um ser desprezível, monossilábico e violento, Eltit aponta para uma característica assustadora dos regimes repressivos: a totalidade violenta da Ditadura engloba inclusive aqueles que seriam suas alternativas, suas chances de libertação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro apresenta, talvez por uma escolha estética, personagens principais (a narradora e o marido) sem nome, cuja ausência coloca os corpos no centro do debate. Essa característica cria um diálogo com a política de desaparecimentos recorrentes nas Ditaduras, mesmo que de forma subjetiva. Desse modo, os corpos do romance estão desaparecidos, pois a falta de nome evidencia uma possível falta de identidade dessas pessoas. Sabe-se, porém, que o livro acontece em uma espécie de futuro pós-ditadura, no qual a protagonista segue como um espectro, viajando entre passado e presente, mas ainda, por alguma razão, vivendo enclausurada. Ela assume, assim, a posição de vigilante de seu marido – algo que só vamos entender o porquê próximo ao final do livro.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu já tinha caído, apreendida como um animal selvagem ou um animal de circo, em plena via pública, cercada e capturada. Depois você cairia. Uma soma implacável, a célula completa: os dez. Sobrevivemos sete. Três mortos.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os caminhos entre ficção e memória também estão interligados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">, tendo em vista que Eltit constrói, através da oralidade, uma paisagem cerebral na qual o leitor tende a assimilar a clandestinidade do casal e o aprisionamento do quarto como uma evocação da claustrofobia de se viver em um regime ditatorial. Nesse aspecto, existem similaridades com os trabalhos de </span><a href="http://www.aescotilha.com.br/literatura/contracapa/a-importancia-da-historia-nos-romances-de-w-g-sebald/"><span style="font-weight: 400;">W.G. Sebald</span></a><span style="font-weight: 400;">, escritor alemão conhecido por sua prosa prolixa e construção literária que embaça e mistura ficção com a não-ficção, abordando temas como a relação entre as vítimas da Segunda Guerra e do Holocausto – os mortos e seus parentes que sobreviveram – e a iminente dificuldade de se abordar a tragédia de nossos antepassados (o que, no fim, é também a nossa própria tragédia). Todavia, a premissa que norteia os trabalhos de Eltit e Sebald poderia ser a mesma: memória é ficção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem literária da escritora dialoga com seu próprio passado, pois ela foi uma das fundadoras do </span><a href="http://www.memoriachilena.gob.cl/602/w3-article-3342.html"><i><span style="font-weight: 400;">Colectivo Acciones De Arte</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(CADA), grupo artístico criado em 1979 para lutar em favor da preservação da cultura, em plena Ditadura chilena. O coletivo propunha ideias de intervenção artística no espaço urbano, destruindo, assim, o conceito de ‘sala de arte’ – todo o espaço público deveria se transformar em uma sala de arte. Esse dado biográfico acena para a abordagem dos corpos ao longo do romance – às vezes chamados de </span><i><span style="font-weight: 400;">“células”</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, visto que há uma ideia de intervenção artística de forma visceral na vida cotidiana, transformando, assim, o objeto artístico em uma potente arma contra a repressão.</span></p>
<figure id="attachment_25345" aria-describedby="caption-attachment-25345" style="width: 1125px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-25345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-2.jpg" alt="Foto retangular em preto e branco, na qual vemos, da esquerda para a direita, Juan Castillo, Lotty Rosenfeld, Raul Zurita, Diamela Eltit e Fernando Balcells. Os cinco são pessoas brancas, e estão sentados em degraus. Juan veste uma camisa cinza de manga longa, utiliza barba de cor preta e possui cabelos lisos de cor preta. Lotty possui cabelos grandes pretos, veste camiseta branca e calça de cor cinza, e está com as duas mãos unidas. Raul está sentado com os braços cruzados, vestindo calça preta e camisa de manga longa branca. Ele possui poucos cabelos e uma barba grande de cor preta. Diamela está com os dois braços cruzados à frente de suas pernas. Ela veste uma calça preta e camiseta preta, e possui cabelos lisos curtos, de cor preta. Por fim, Fernando veste calça cinza, camiseta cinza, porém mais escura, e possui cabelos pretos e um bigode de cor preta." width="1125" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-2.jpg 1125w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-2-800x569.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-2-1024x728.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foto-diamela-2-768x546.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25345" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita estão Juan Castillo, Lotty Rosenfeld, Raul Zurita, Diamela Eltit e Fernando Balcells; juntos, formavam o CADA (Foto: Paz Errázuriz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a virada do milênio foi marcada por especulações sobre como os computadores e a </span><i><span style="font-weight: 400;">internet </span></i><span style="font-weight: 400;">seriam o futuro, e como poderiam controlar o planeta. Assim, o corpo humano estendeu-se (ou diluiu-se) em </span><i><span style="font-weight: 400;">bits </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">bytes</span></i><span style="font-weight: 400;">, em representações virtuais e alegações. Talvez por isso haja o esquecimento daqueles que lutaram pela democracia, visto que não há memória coletiva capaz de sobrepor a </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-dilema-das-redes-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">grandiloquência individualista</span></a><span style="font-weight: 400;"> proporcionada pelas redes. Vale lembrar que o livro foi publicado em 2007, e não por acaso trata-se de um romance que, mesmo transitando entre os tempos, se passa no pós-horror ditatorial. Desde o início se trata de uma lembrança.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca </span></i><span style="font-weight: 400;">foge das convenções naturais sobre o romance, sendo uma obra questionadora e desafiante do ponto de vista formal, mas profundamente original. Com um panorama histórico, social e político que ainda marca todos nós latino-americanos, o livro mostra o poder – seja político e social (Ditadura), seja físico (marido) – não apenas como um exercício executado por aqueles que o assumem, mas também como uma ordem capaz de deixar marcas profundas nos indivíduos – como as cicatrizes em um corpo.</span></p>
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